Góes Monteiro

PEDRO AURÉLIO DE GÓES MONTEIRO
(66 anos)
Militar e Político

* São Luiz de Quitunde, AL (12/12/1889)
+ Rio de Janeiro, RJ (16/10/1956)

Pedro Aurélio de Góes Monteiro foi um militar general-de-exército e político brasileiro. Era filho de Pedro Aureliano Monteiro dos Santos e Constança Cavalcanti de Góes Monteiro.

Oriundo de família com ascendência militar iniciou sua carreira na Escola de Guerra de Porto Alegre chegando ao posto de General-de-exército. Ao longo dos anos adotou um viés legalista ao combater os Dezoito do Forte, o Tenentismo e a Coluna Prestes durante os anos 20.

O irromper da Revolução de 1930 o levou a exercer o comando militar da mesma contribuindo sobremaneira para o seu êxito. Pouco tempo depois comandou as tropas Federais que debelaram a Revolução Constitucionalista de 1932 e, durante os combates com os paulistas, perdeu seu irmão, o capitão Cícero Augusto de Góes Monteiro que era integrante do 9º Regimento de Infantaria do Exército Brasileiro.

Após esse evento, foi ungido Ministro da Guerra (1934-1935) do governo Getúlio Vargas ocupando tal posição até a escolha de Eurico Gaspar Dutra como seu sucessor, o que não impediu Góes Monteiro de participar ativamente da decretação e manutenção do Estado Novo (1937-1945) evento que ajudou a consolidar seu clã como a força política dominante em Alagoas, Estado governado por dois de seus irmãos entre 1941 e 1945.

Na época em que foi ministro da Guerra, elaborou a Doutrina de Segurança Nacional que inspirou várias leis a esse respeito tanto na Era Vargas quanto no Regime Militar de 1964.

Em setembro de 1937, Góes Monteiro descobre o Plano Cohen, que foi um planejamento falso, forjado pelo então capitão Olympio Mourão Filho, de uma Revolução Comunista no Brasil. Esse plano foi posteriormente utilizado por Getúlio Vargas como justificativa do golpe que deu origem ao Estado Novo.

Góes Monteiro foi Chefe do Estado Maior do Exército Brasileiro entre 1937 e 1943, retornando ao ministério nos últimos dias de Getúlio Vargas no poder em 1945. Foi mantido no cargo no governo José Linhares e nos primeiros meses da gestão de Eurico Gaspar Dutra.

Após deixar o poder foi eleito senador pelo Partido Social Democrático (PSD) em 1947. No ano de 1945 seu irmão Ismar de Góis Monteiro havia sido eleito para esse mesmo cargo e em 1958 foi a vez de Silvestre Péricles chegar à Câmara Alta do país. No entanto, em 1950 Góes Monteiro não conseguiu se reeleger e ainda rejeitou um convite para ser vice-presidente na chapa de Getúlio Vargas.

Góes Monteiro foi chefe do Estado-Maior das Forças Armadas entre 15/02/1951 e 01/12/1952. A seguir, foi ministro do Superior Tribunal Militar (STM), de 15/12/1952 até seu falecimento em 16/10/1956.

Homenagens Recebidas
  • Grã-Cruz da Ordem de Quetzal (México)
  • Grã-Cruz da Ordem de Vasco Nunez de Balboa (Panamá)
  • Grã-Cruz da Ordem da Estrela Polar
  • Grã-Cruz da Ordem de Manoel de Cespedes (Cuba)