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Thelma Reston

THELMA SALIM RESTON
(75 anos)
Atriz

* Piracanjuba, GO (06/07/1937)
+ Rio de Janeiro, RJ (20/12/2012)

Thelma Salim Reston, ou apenas Thelma Reston, nasceu em Piracanjuba, Goiás, em 6 de julho de 1939. Mudou-se para o Rio de Janeiro, no final dos anos 50, onde iniciou sua carreira teatral, participando de importantes grupos da cena carioca, como Teatro Ipanema, Centro Popular de Cultura, Teatro Jovem e Teatro Oficina.

Nos anos 60, passou a ser uma atriz constante no cinema nacional, iniciando sua trajetória cinematográfica em 1964, no filme "Asfalto Selvagem", de J. B. Tanko. Na televisão, sua estreia aconteceu na novela "Gabriela", na Rede Globo, em 1975.

Com pendor para a comédia, participou de mais de 40 filmes e 30 peças ao longo da carreira. Seu último trabalho na TV foi como a ladra Dona Violante na novela "Aquele Beijo" (2011).

Nelson Rodrigues dizia que "uma predestinação" levava Thelma Reston para seu teatro e seus filmes.

"Ela estreou na minha peça 'A Falecida'. Posso dizer que percorreu meus textos. Faço também questão de confessar que sou seu admirador há muito tempo. Bem sei que o brasileiro admira pouco. Não tenho este defeito horrendo. Admiro Thelma Reston e cada vez mais. Direi, por fim, que é uma grande atriz", disse Nelson Rodrigues, de acordo com um perfil sobre a atriz publicado no site da Funarte.

Morte

Thelma Reston morreu na madrugada de quinta-feira, 20/12/2012, vítima de um câncer. Ela tinha 73 anos e diversas atuações no teatro e na televisão. Thelma Reston estava internada no Hospital São Lucas, no Rio de Janeiro. Seu velório acontecerá na tarde de 20/12/2012 na Capela 1 do Cemitério São João Batista. O corpo da atriz será cremado na sexta-feira, 20/12/2012.

O filho da atriz, Renato Reston, afirmou a que a mãe tinha 75 anos e que era nascida nascida em 6 de julho de 1937 na cidade de Piracanjuba, Goiás.

"Primeiro ela teve um tumor no seio, que estava controlado. Depois teve um tumor no endométrio. Estava fazendo quimioterapia. No final de 'Aquele Beijo' ela teve que sair para se tratar, mas o tumor se espalhou", contou.

Renato Reston, que tem um irmão chamado Luciano, contou que os dois estavam com a mãe na hora em que ela morreu. "Ela fez a passagem tranquila, sem sentir dor. Minha mãe sempre foi muito positiva", disse ele.

Teatro

  • 2010 - A Cantora Careca
  • 2010 - A Lição
  • 2008 - Morrer Ou Não?
  • 2006 - A Maracutaia
  • 2005 - Charles Baudelaire - Minha Terrível Paixão
  • 2002 à 2004 - Quem Vai Ficar Com A Velha
  • 2002 - Uma História Muito Estranha
  • 2001 - Pedras E Flores
  • 2000 - Bonitinha, Mas Ordinária
  • 1999 - Até Que As Sogras Nos Separem
  • 1997 - Terra De Cego
  • 1986 - Pedra, A Tragédia
  • 1979 e 1980 - Bodas De Papel
  • 1978 - O Percevejo
  • 1977 - A Ópera Do Malandro
  • 1975 - O Casamento Do Pequeno Burguês
  • 1970 - Abre A Janela E Deixa Entrar O Ar Puro E O Sol Da Manhã
  • 1969 - O Balcão
  • 1967 - O Inspetor Geral
  • 1966 - O Srº Puntila E Seu Criado Matti
  • 1966 - Se Correr O Bicho Pega, Se Ficar O Bicho Come
  • 1966 - Vestido De Noiva
  • 1965 - Victor Ou As Crianças No Poder
  • 1965 - O Chão Dos Penitentes
  • 1963 - O Filho Da Besta Torta De Pageú
  • 1963 - Orquestra
  • 1962 - Bonitinha, Mas Ordinária
  • 1962 - O Chapéu De Sebo
  • 1961 - Círculo Vicioso
  • 1961 - Espectros
  • 1960 - A Falecida
  • 1960 - A Ratoeira
  • 1960 - Prodígio Do Mundo Ocidental

Televisão

  • 2011 - Aquele Beijo .... Violante (TV Globo)
  • 2010 - Escrito Nas Estrelas ... Etelvina Conceição (TV Globo)
  • 2009 - Toma Lá, Dá Cá ... Maura - Episódio: A Foca No Armário (TV Globo)
  • 2008 - Negócio Da China ... Olímpia (TV Globo)
  • 2007 - Paraíso Tropical ... Edite (TV Globo)
  • 2006 - Bicho Do Mato ... Lurdes (TV Record)
  • 2005 - A Lua Me Disse ... Dona Gôndola (TV Globo)
  • 2001 - Os Maias ... Vicência (TV Globo)
  • 1998 - Mandacaru ... Filomena (Rede Manchete)
  • 1997 - Anjo Mau ... Tiana (TV Globo)
  • 1996 - Chico Total ... Sofia (TV Globo)
  • 1995 - Engraçadinha, Seus Amores E Seus Pecados ... Emerenciana (TV Globo)
  • 1993 - Agosto ... Dona Maria (TV Globo)
  • 1992 - Pedra Sobre Pedra ... Romena (TV Globo)
  • 1990 - Desejo ... Tiarê (TV Globo)
  • 1990 - Fronteiras Do Desconhecido ... Verônica - Episódio: O Resgate (Rede Manchete)
  • 1988 - Olho Por Olho ... Laura Jane (Rede Manchete)
  • 1988 - O Primo Basílio ... Gertrudes (TV Globo)
  • 1987 - Helena ... Floriscena (Rede Manchete)
  • 1985 - De Quina Pra Lua ... Joana (TV Globo)
  • 1984 - Transas E Caretas ... Célia (TV Globo)
  • 1983 - Louco Amor ... Berta (TV Globo)
  • 1982 - Paraíso ... Zuleica (TV Globo)
  • 1981 - Terras Do Sem Fim ... Auricídea Dantas (TV Globo)
  • 1976 - O Casarão ... Sofia (TV Globo)
  • 1975 - Gabriela ... Arminda (TV Globo)

Cinema

  • 1964 - Asfalto Selvagem
  • 1965 - A Engraçadinha
  • 1966 - A Engraçadinha Depois Dos Trinta
  • 1967 - Terra Em Transe
  • 1967 - Proezas De Satanás Na Vila Do Leva-e-Traz
  • 1968 - O Homem Nu
  • 1969 - A Mulher De Todos
  • 1969 - As Duas Faces Da Moeda
  • 1971 - O Pecado De Marta
  • 1974 - Deixa, Amorzinho... Deixa
  • 1974 - Lizzeta
  • 1975 - Os Pastores Da Noite
  • 1976 - Gente Fina É Outra Coisa
  • 1976 - O Vampiro De Copacabana
  • 1978 - Se Segura Malandro ... Esposa de Alcibíades
  • 1980 - Cabaret Mineiro
  • 1980 - Insônia
  • 1980 - Os Sete Gatinhos
  • 1980 - Prova De Fogo
  • 1981 - O Beijo No Asfalto
  • 1981 - O Santo E A Vedete
  • 1982 - Os Vagabundos Trapalhões
  • 1983 - Bar Esperança
  • 1984 - Quilombo
  • 1985 - Brás Cubas
  • 1985 - O Rei Do Rio
  • 1986 - Sexo Frágil
  • 1986 - Banana Split
  • 1987- Dedé Mamata
  • 1987 - Manôushe
  • 1988 - Os Heróis Trapalhões - Uma Aventura Na Selva
  • 1988 - Romance Da Empregada
  • 1989 - Césio 137 - O Pesadelo De Goiânia
  • 1990 - Lua De Cristal
  • 1991 - O Diabo Na Cama
  • 1997 - O Homem Nu
  • 1997 - O Noviço Rebelde
  • 2003 - Um Show De Verão
  • 2005 - Hoje Tem Felicidade
  • 2006 - Gatão De Meia Idade

José Roberto Bertrami


JOSÉ ROBERTO BERTRAMI
(66 anos)
Cantor, Arranjador e Pianista

* Tatuí, SP (21/02/1946)
+ Rio de Janeiro, RJ (08/07/2012)

José Roberto Bertrami foi um cantor, arranjador e pianista brasileiro, integrante da banda Azymuth. Fez sucesso com a música "Linha do Horizonte". Com mais de quarenta anos de carreira, lançou 27 trabalhos, entre LPs e CDs. Em Portugal, teve quatro compactos duplos que foram lançados na época da Jovem Guarda.

O trio formado por José Roberto Bertrami (teclados), Alex Malheiros (baixo) e Ivan Conti Mamão (bateria) começaram a carreira tocando no Canecão, no Rio, no início dos anos 70. Na época, o trio formou o Grupo Seleção, e se apresentava em diversas casas noturnas cariocas. O nome Azymuth veio em 1973, após a gravação da trilha sonora do filme "O Fabuloso Fittipaldi".

O primeiro sucesso da banda veio dois anos mais tarde, com o disco "Linha do Horizonte". Como arranjadores, trabalharam com artistas como Raul Seixas, Tim Maia, Erasmo Carlos, Marcos Valle, Gonzaguinha, Odair José, Elis ReginaRita Lee, entre outros.

No ano em que lançou "Águia Não Come Mosca" (1977), o Azymuth foi convidado para o Festival de Jazz de Montreux, na Suíça, e tornou-se o primeiro grupo brasileiro a participar do prestigiado evento. Com a carreira internacional ascendente, no ano seguinte o trio fez uma turnê pelos Estados Unidos e, em 1979, gravou seu primeiro álbum internacional, "Light As A Feather", pela Milestone Records.

A música "Jazz Carnival" foi responsável pelo sucesso da banda no exterior. Ela manteve o disco no topo das paradas britânicas por um ano e, com isso, fez o Azymuth entrar para o Guinness Book (Livro dos Recordes).

No mesmo ano, José Roberto Bertrami foi substituído por Jota Moraes no Azymuth, mas dois anos depois retornou.

Em 1995, o Azymuth assinou com a Far Out Recordings, pela qual lançou cerca de dez discos, incluindo o trabalho mais recente, "Aurora", de 2011.

Pela vendagem dos discos, recebeu vários prêmios e troféus importantes do cenário artístico brasileiro. Participou de vários programas de televisão no eixo Rio-São Paulo. Além disso, foi muito aplaudido em shows realizados na Colômbia e no Paraguai.

José Roberto Bertrami viveu seus últimos anos de vida na cidade do Rio de Janeiro.


Morte

José Roberto Bertrami morreu no domingo, 08/07/2012, aos 66 anos, no Rio de Janeiro. A notícia foi divulgada na página oficial do grupo no Facebook. O músico estava internado havia dois meses com Insuficiência Hepática, e morreu em consequência deste problema após uma internação que durou dois meses. O enterro ocorreu na segunda-feira, 09/07/2012, no Cemitério São João Batista.

"Luto. É com muita tristeza em nossos corações que anunciamos o falecimento do nosso irmão de som José Roberto Bertrami, após um período de luta. Alex Malheiros & Ivan Conti Mamão", dizia o comunicado assinado pelos parceiros Alex Malheiros e Ivan Conti.

Em outro post, junto com a foto de Bertrami, Ivan publicou outro texto:

"(...) bastava apenas um olhar e sabíamos onde alcançar o voo de novos sucessos pelo mundo. (...) Chegou a um ponto que nada nos separava. E de maneira nenhuma a sua maestria e sua amizade vai nos deixar... Foram 45 anos juntos. Eu e Alex, os seus eternos companheiros de Azymuth. Vá em paz. Vá com Deus."

Ed Motta também lamentou a morte de José Roberto Bertrami na rede social, lembrando que ouviu o Azymuth pela primeira vez quando tinha dez anos de idade. "Bertrami foi um embaixador da cultura brasileira sem ser brasilianista, careta, regional. Sempre fez música super brasileira mas através de teclados elétricos, sintetizadores analógicos. (...) Bertrami manjava do comping de jazz aliado aos grooves, as levadas brasileiras", exalta o músico. "Fico mega triste também porque estava para convidar o Bertrami para tocar no meu novo disco, isso já estava no papel desde o começo..."


Em seu site oficial, a gravadora Far Out Recordings publicou uma nota sobre a morte do músico:

"Zé Bertrami ficou conhecido por criar o fascinante 'samba doido', uma mistura de samba, jazz, funk e rock com um contagiante suingue que teve uma grande influência na música brasileira por meio de seus projetos solo e colaborações", diz o comunicado. "Joe Davis e Far Out Recordings perderam um de seus amigos mais queridos e o músico mais talentoso que lapidou a sonoridade do selo e a música brasileira por cinco décadas. Sentiremos muito a falta dele."

Ed Lincoln

EDUARDO LINCOLN BARBOSA SABÓIA
(80 anos)
Compositor, Instrumentista, Arranjador e Produtor Musical

* Fortaleza, CE (31/05/1932)
+ Rio de Janeiro, RJ (16/07/2012)

Ficou conhecido no Brasil, a partir da década de 1960, como "O Rei dos Bailes". Dono de um estilo inconfundível, através de seu instrumento, o órgão, fez um sucesso imensurável nos anos 1960 e 70 com sua banda que reunia sempre os melhores músicos do Rio de Janeiro. Ed Lincoln foi expressão musical à época ao lado de nomes como Walter Wanderley, Djalma Ferreira e Lafayette.

Mais conhecido como Ed Lincoln, em Fortaleza, CE, onde nasceu, começou a vida como revisor e depois como redator no Jornal do Povo. Foi para o Rio de Janeiro em 1951 onde iniciou a carreira artística tocando contrabaixo em clubes e Jam Sessions. Depois passou para piano e depois Órgão Hammond. Trabalhou com Luiz Eça e Dick Farney na década de 50 e fez parte de conjuntos de casas noturnas.

Sua estréia fonográfica foi em 1955, como contrabaixista do LP "Uma Noite no Plaza", do Trio Plaza. No mesmo ano, Ed Lincoln formou seu conjunto e gravou seu primeiro disco solo, interpretando "Amanhã Eu Vou" e "Nunca Mais".

De 1955 a 1958, seu conjunto tocou na Boate Drink, sendo dirigido por Djalma Ferreira. No início dos anos 60, além de comandar seu conjunto, criou um estilo na execução de órgão, que se tornou moda em bailes da época. Depois gravou LPs pela Musidisc, gravadora da qual foi diretor musical e arranjador. Depois fundou seu próprio selo, o DeSavoya. Nos anos de 1970 lançou um LP pela CID.

Em toda a sua carreira, foi acompanhado por músicos consagrados como Bebeto Castilho, Wilson das Neves, Durval Ferreira, Humberto Garin, Celinho, Cláudio Roditi, Luiz Alves, Paulinho Trompete, Alex Malheiros e Márcio Montarroyos.

Em 1963, Ed Lincoln sofreu um grave acidente de carro, e ficou afastado de suas atividades artísticas por 7 meses. Seu substituto nessa época foi Eumir Deodato.

Em 1989, Ed Lincoln lançou o album "Novo Toque", uma coletânea com regravações de grandes sucessos, gravada em um microcomputador "Commodore 64".

Em 2000, Ed Lincoln participou da gravação da faixa "Conversa Mole", para o disco "Segundas Intenções" de Ed Motta, e em 2007 da gravação de "Sem Compromisso", para o disco do DJ Marcelinho da Lua.

Em 2010 cineasta Marcelo Almeida filmou o documentário "Ed Lincoln - O Rei do Sambalanço".


Morte

Depois de anos sofrendo com limitação de movimentos devido à um acidente, Ed Lincoln, o "Rei dos Bailes", faleceu no Rio de Janeiro, na segunda-feira, 16/07/2012, aos 80 anos de idade, após dez dias internado, vítima de Insuficiência Respiratória. Foi sepultado no Cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro.

O Rei dos Bailes

O movimento é sempre o mesmo. O Brasil gera, depois esquece. Em seguida o estrangeiro descobre e resgata. Só então nós voltamos a dar valor. Com o fortalezense Eduardo Lincoln Barbosa Sabóia, nascido em 31 de maio de 1932, não seria diferente. Após trabalhar como jornalista em sua terra natal, mudou-se aos 19 anos para o Rio de Janeiro para tentar a vida como músico. Começou como baixista, até que assumiu o piano e o órgão eletrônico. E foi aí que ele se consagrou como o "Rei dos Bailes".

Não é a toa que foi este o nome dado ao box lançado recentemente pelo selo Discobertas. Reunindo os seis discos lançados pelo músico entre 1960 e 1966, traz um apanhado de sucessos nacionais e internacionais da época, além de composições próprias, tudo com foco das melhores pistas de dança do Brasil. Lançados originalmente pela Musidisc, da qual foi diretor artístico, os discos de "O Rei dos Bailes" tiveram o som recuperado a partir das fitas originais. As capas originais e os textos escritos à época por Sebastião Fonseca também foram recuperados.


No repertório, jazz, samba e bossa nova, tudo com um forte acento dançante que conquistou as pistas inglesas no início deste século. Enquanto os DJs europeus iniciaram uma garimpagem eletrônica da obra do pianista, o selo inglês Whatamusic.com relançou em Cd o disco "Ed Lincoln", de 1968. "O Amor e a Rosa", "Mulher de Trinta", influência do jazz, são algumas das músicas que encantaram os ingleses e que estão presentes na caixa, com destaque para arranjo soberbo da "Aquarela do Brasil". Por ali, infelizmente não citados numa ficha técnica, também estão muitos dos grandes músicos brasileiros, como Emílio Santiago, Silvio César, Tony Tornado, Durval Ferreira e Wilson das Neves.

"Os músicos eram catados a dedo", confirma o músico Orlandivo, também presente naquelas sessões. Ele, que inclusive co-assina algumas canções como D’Orlan (por questões contratuais), conta que a competição era grande, mas não havia páreo para a banda de Ed Lincoln, que sempre procurava meios para cada músico se desenvolver sozinho. "Por isso as pessoas eram boas. Não tinha ensaio, era só dar o tom".

Orlandivo lembra que outros grupos de baile esperavam os lançamentos de Ed Lincoln pra saber o que ele estava fazendo. "Por que era garantia de sucesso", lembra, apesar de confessar que não era tanto dinheiro que entrava. "Não era tanto dinheiro assim, mas deu pra fazer um pé de meia. Mas olhe, além de eu gostar de fazer, ainda tinha um dinheirinho na mão. Tá bom, Né?", brinca.

Os bailes só diminuíram de frequência em 1963, quando Ed Lincoln sofreu um acidente automobilístico que deixou sentindo dores fortes na coluna e o obrigaram a se apresentar eventualmente usando colete. Com o lançamento no ano seguinte do disco "A Volta", ele deu continuidade à carreira de shows e gravações.

Fonte: WikipédiaÚltimo Segundo IGO Povo On Line e Arquivo do Samba Rock
Indicação: Miguel Sampaio Monte

Paulo César Saraceni

PAULO CÉSAR SARACENI
(78 anos)
Ator, Roteirista, Produtor de Cinema e Cineasta

* Rio de Janeiro, RJ (05/11/1933)
+ Rio de Janeiro, RJ (14/04/2012)

Paulo César Saraceni nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 1933 e, quando garoto, estava mais interessado nos esportes, praticando pólo aquático, natação e até arriscando-se nos gramados dos campos de futebol, chegou inclusive a ingressar no time juvenil do Fluminense na década de 1950. 

Porém, os revolucionários anos 1960 estavam se aproximando, assim como a vontade de Sarra, como seus amigos o chamavam, de falar sobre cinema. Ele começou a trabalhar como crítico em 1954, iniciou-se nas artes como assistente de direção de algumas peças teatrais e deu seus primeiros passos no audiovisual ao realizar o curta "Caminhos" (1957), em 16mm.

Em 1960, dirigiu "Arraial do Cabo" e conquistou uma bolsa para estudar no Centro Experimental de Cinematografia em Roma, com o neorrealismo a todo vapor na Itália. Ao entrar em contato com diretores como Bernardo Bertolucci, Marco Bellochio e Guido Cosulich, sabia muito bem o tipo de cinema que queria realizar.

Retornou ao Brasil em 1962, cheio de ideias que estavam alinhadas com as de outros cineastas da época, como Glauber Rocha, Cacá Diegues, Nelson Pereira dos Santos e Gustavo Dahl. Juntos, iniciaram o Cinema Novo, repudiando Hollywood, as produções da Atlântida e da Vera Cruz, e propondo uma cinematografia brasileira, de fato, e engajada politicamente. Glauber Rocha declarou certa vez que Paulo César Saraceni, na verdade, é o autor da famosa frase "Uma ideia na cabeça e uma câmera na mão", máxima símbolo do movimento.

A primeira obra de Paulo César Saraceni no Cinema Novo foi "Porto das Caixas" (1962), com roteiro de Lúcio Cardoso, um parceiro com quem ele voltaria a colaborar em 1974, com "A Casa Assassinada", e em 1998, com "O Viajante". Musicados por Tom Jobim, eles formam uma trilogia não-oficial sobre a paixão.

"O Desafio", de 1965, é uma de suas obras mais comemoradas, ao colocar em xeque a própria esquerda política brasileira diante do golpe de estado realizado no ano anterior. Filmado em pouco mais de duas semanas e com baixo orçamento, o cineasta usa a trajetória de um jornalista em crise amorosa e moral para analisar os acontecimentos políticos do país, que só viriam a piorar.

Seu trabalho seguinte, "Capitu" (1968), foi a ousada adaptação do clássico livro "Dom Casmurro", de Machado de Assis. O filme, no entanto, não foi bem recebido, com severas críticas tanto pela narrativa escolhida, que não conseguiu trazer a ambiguidade típica da obra literária, quanto pela dupla principal de atores: Othon Bastos, como Bentinho, e Isabella, na época esposa do diretor, como Capitu.

Paulo César Saraceni era um apaixonado por samba e carnaval, e abordou o tema quatro vezes em sua filmografia. Em 1973, realizou "Amor, Carnaval e Sonhos", com Leila Diniz no elenco. Em 1988, "Natal da Portela", com Milton Gonçalves e Paulo César Peréio, sobre um lendário bicheiro carioca. Ele também retornou à música por meio de documentários, com "Bahia de Todos os Sambas" (1996) e "Banda de Ipanema - Folia de Albino" (2003).

Além de samba e política, Paulo César Saraceni também gostava de sexo, como demonstrou no longa "Ao Sul do Meu Corpo" (1982), estrelado por sua segunda mulher Ana Maria Nascimento e Silva.

Em 1993, lançou o livro "Por Dentro do Cinema Novo", no qual narra os bastidores do movimento cinematográfico e sua trajetória pessoal. Como Paulo César Saraceni sempre foi conhecido como um grande conquistador de mulheres, as pessoas estavam mais interessadas nos "nomes" do que analisar o conteúdo da obra.

Em 1999, o diretor também provocou algumas risadas no Festival de Miami, onde apresentava "O Viajante". Ao seu lado estava o colega documentarista Silvio Tendler, que levou "Castro Alves". Perguntado por um jornalista sobre o que achava do lançamento de "Star Wars: Episódio I - A Ameaça Fantasma", que invadia os cinemas do mundo todo na época, Paulo César Saraceni simplesmente respondeu que tinha um pacto com George Lucas: jamais assistiria aos filmes dele e o americano faria o mesmo.

Seu bom-humor também foi visto durante as gravações de seu último filme, "O Gerente", ainda inédito no circuito comercial brasileiro. Para que os atores compreendessem o que ele queria, o próprio diretor, apesar da saúde debilitada, fez questão de ensaiar uma cena de dança, estrelada por Letícia Spiller e Ney Latorraca. Em entrevista à Folha de São Paulo, o produtor Zelito Viana disse que "O Gerente" foi realizado no estilo Cinema Novo, com baixo orçamento. Todos da equipe, inclusive atores, teriam trabalhado com o mesmo salário: "Uma ajuda entre amigos".

Paulo César Saraceni preparava o lançamento do filme quando sofreu um AVC. O cineasta lutou por meses, internado num hospital do Rio de Janeiro, mas não resistiu. Ele deixa a esposa Ana Maria Nascimento e Silva, com quem foi casado por 35 anos.


Morte

O cineasta brasileiro Paulo César Saraceni, morreu no início de sábado, 14/04/2012, no Rio de Janeiro, vítima de Falência Múltipla de Órgãos. Paulo César Saraceni estava internado desde outubro no Hospital Federal da Lagoa, na Zona Sul da cidade, após sofrer um Acidente Vascular Verebral (AVC).

O velório aconteceu no domingo, 15/04/2012, no Parque Lage, no Jardim Botânico, na Zona Sul da cidade das 14:00 hs às 22:00 hs. O corpo foi cremado na segunda-feira, 16/04/2012, às 14:00 hs, no Crematório da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro, no Cemitério São Francisco Xavier, no Caju, Zona Portuária.


Filmografia

  • 2011 - O Gerente (Direção e Roteiro)
  • 2003 - Banda de Ipanema - Folia de Albino (Direção e Roteiro)
  • 2003 - O General (Interpretação)
  • 1998 - O Viajante (Direção e Roteiro)
  • 1996 - Bahia de Todos os Sambas (Direção)
  • 1988 - Natal da Portela (Direção e Interpretação)
  • 1983 - Quadro a Quadro Newton Cavalcanti
  • 1981 - Ao Sul do Meu Corpo (Direção e Roteiro)
  • 1977 - Anchieta, José do Brasil (Direção, Produção e Roteiro)
  • 1972 - Amor, Carnaval e Sonhos (Direção, Interpretação e Roteiro)
  • 1970 - A Casa Assassinada (Direção, Produção e Roteiro)
  • 1967 - Capitu (Direção, Produção e Roteiro)
  • 1965 - O Desafio (Direção, Produção e Roteiro)
  • 1964 - Integração Racial (Direção)
  • 1962 - Porto das Caixas (Direção e Roteiro)
  • 1960 - Arraial do Cabo (Curta-Metragem) (Direção)
  • 1957 - Caminhos (Curta-metragem)

Premiações

  • 1970 - Candango de Melhor Filme, no Festival de Brasília, por "A Casa Assassinada"
  • 1970 - Candango de Melhor Diretor, no Festival de Brasília, por "A Casa Assassinada"
  • 1998 - Prêmio Especial do Júri, no Festival de Brasília, por "O Viajante"
  • 1967 - Candango de Melhor Roteiro, no Festival de Brasília, por "Capitu"
  • 1998 - Prêmio Especial do Júri, no Festival de Cinema Brasileiro de Miami, por "O Viajante"
  • 1998 - Prêmio FIPRESCI, no Festival de Moscou, por "O Viajante"


Fonte: Pipoca Moderna e G1

Jorge Goulart

JORGE NEVES BASTOS
(86 anos)
Cantor

☼ Rio de Janeiro, RJ (16/01/1926)
┼ Rio de Janeiro, RJ (17/03/2012)

Jorge Goulart, nascido Jorge Neves Bastos, foi um cantor brasileiro. Seu primeiro sucesso foi "Xangô", de Ary Barroso e Fernando Lobo.

Foi Jorge Goulart quem lançou uma das mais emblemáticas marchinhas de carnaval, "Cabeleira do Zezé" (Olha a cabeleira do Zezé, será que ele é, será que ele é?). Além desse, colecionou outros tantos sucessos, como a também marchinha "Não Faz Marola" e o clássico "A Voz do Morro".

Foi artista da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, onde alcançou fama nacional. Jorge Goulart foi um dos grandes divulgadores das músicas de alguns dos principais sambistas brasileiros, além de puxador das escolas de samba Império Serrano, Imperatriz Leopoldinense e Unidos de Vila Isabel. Foi também o primeiro intérprete da música "A Voz do Morro", de autoria de Zé Keti.

Jorge Goulart lançou seu primeiro LP em 1945. Em 1952, o cantor ganhou o título de "Rei do Rádio".


Jorge Goulart foi casado com a companheira de profissão Nora Ney, conhecida como a "Rainha da Fossa" e tiveram uma filha. Juntos, eles fizeram diversas gravações e shows.

Em 1983, Jorge Goulart teve um câncer na garganta, o que fez com que ele ficasse impedido de cantar.

Sua última aparição na TV foi em 2010, no programa "História Sexual da MPB", comandado pelo jornalista e pesquisador musical Rodrigo Faour no Canal Brasil. Àquela altura, muita gente pensava que o cantor nem fosse ainda vivo, o que mostra como o Brasil trata mal seus ídolos do passado.

Jorge Goulart tinha 86 anos e estava internado no Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro. A causa da morte, segundo o hospital, foi uma Parada Cardiorrespiratória.

Jorge Goulart, um dos principais nomes da chamada "Era do Rádio", na década de 1950, foi enterrado na tarde de domingo (18/03/2012), no Cemitério Jardim da Saudade, na zona oeste do Rio de Janeiro.

Jorge Goulart e Nora Ney
Discografia

  • 1945 - A Volta / Paciência, Coração
  • 1945 - Nem Tudo é Possível / Feliz Ilusão
  • 1948 - Alfredo / Caso Perdido
  • 1948 - Meu Amor / Fiquei Louco
  • 1949 - Noites de Junho / São João
  • 1949 - Fantoche / Minha Maria
  • 1950 - Miss Mangueira / Balzaquiana
  • 1950 - Ai! Gegê
  • 1950 - São Paulo / No Fim da Estrada
  • 1950 - Marcha do América / Marcha do Madureira
  • 1955 - Brasil em Ritmo de Samba
  • 1977 - Jubileu de Prata (Com Nora Ney)
  • 1980 - Oh! As Marcinhas (Com Emilinha Borba)

Fonte: WikipédiaÉpocaG1
Indicação: Reginaldo Monte

Joelmir Beting

JOELMIR JOSÉ BETING
(75 anos)
Jornalista e Sociólogo

* Tambaú, SP (21/12/1936)
+ São Paulo, SP (29/11/2012)

Nascido em Tambaú, interior de São Paulo, começou a trabalhar nas plantações da propriedade de sua família aos sete anos. "A minha origem é, de certa forma, de boia-fria", lembraria o jornalista em entrevista à revista Imprensa em julho de 2012. Depois de ser coroinha na igreja da cidade, o padre Donizetti Tavares de Lima arrumou-lhe o primeiro emprego, na rádio de Tambaú, aos quinze anos.

Carreira

Em 1957, aos dezenove anos de idade, Joelmir Beting foi para São Paulo onde estudou Sociologia na Universidade de São Paulo, na mesma turma de nomes como Ruth Cardoso e Francisco Weffort.

Ainda em 1957, durante o período universitário, iniciou sua carreira jornalística, como repórter esportivo nos jornais O Esporte e Diário Popular. Deixou a área esportiva dois anos depois, quando deixou sua paixão pelo Palmeiras falar mais alto na transmissão de um Derby Paulista pela Rádio Panamericana e quase foi agredido pela torcida corintiana.

Foi contratado em 1966 pela Folha de São Paulo para lançar a editoria de "Automóveis", fruto da repercussão de sua tese do curso de Sociologia, "Adaptação da mão de obra nordestina na indústria automobilística de São Paulo", que fora publicada pelo Diário Popular na íntegra. Dois anos depois lançou a editoria de "Economia" do mesmo jornal, lançando uma coluna diária a partir de 1970. A coluna tornou-se célebre por desmistificar a economia numa época de inflação astronômica e reiteradas medidas desastradas do governo. É de lá que nasceram alguns dos bordões de Joelmir Beting, como "Quem não deve não tem" e "Na prática, a teoria é outra".

Paralelamente à coluna na Folha de São Paulo, que transferiu para O Estado de São Paulo em 1991, Joelmir Beting passou, ainda em 1970, a participar de programas de rádio, na Jovem Pan, e de televisão, na TV Record, e com participações nos telejornais da TV Globo, onde permaneceu entre agosto de 1985 e julho de 2003, onde se tornaria conhecido do grande público.

O início na TV foi em 1970, com o programa "Multiplicação do Dinheiro", que funcionava como uma mesa-redonda sobre assuntos econômicos, com participação dos economistas Eduardo Suplicy e Miguel Colassuono. Em 1974 foi contratado pela TV Bandeirantes, onde ficaria até a sua estreia na TV Globo. Na TV Bandeirantes, ancorou o "Jornal Bandeirantes", ao lado de Ferreira Martins, além de fazer comentários de economia e reportagens especiais.

O mesmo aconteceu na Rádio Bandeirantes, onde fazia um comentário diário no programa "O Trabuco", de Vicente Leporace. Com a morte deste, em abril de 1978, juntou-se a José Paulo de Andrade e Salomão Ésper para apresentar o Jornal Gente, criado no dia seguinte ao acontecido. O trio voltaria a reunir-se em 2003, quando Joelmir Beting foi novamente contratado pela Bandeirantes. Entre os anos 1980 e 1990 foi também comentarista das rádios Excelsior e CBN. No início do canal por assinatura Globonews, em 1996, foi um dos apresentadores do programa "Espaço Aberto".

Alguns de seus mais célebres trabalhos na TV são o primeiro debate entre candidatos a eleições, na TV Bandeirantes, e a entrevista com os membros da equipe econômica de Fernando Collor em março de 1990, quando Zélia Cardoso de Mello e Ibrahim Eris, entre outros, foram surpreendidos por Joelmir Beting, Lilian Witte Fibe e Paulo Henrique Amorim, então especialistas em economia da emissora. Quando Paulo Henrique Amorim detalhou uma das principais medidas do Plano Collor, o confisco, Joelmir Beting teve uma curiosa reação, como descrita pela revista Imprensa:

"Encarando a câmera, (ele) arregalou os olhos e escancarou a boca, como se informasse, bem didaticamente, a reação apropriada para a medida: espanto."

A imagem seria usada pelo Jornal do Brasil no dia seguinte, sob a manchete "A Cara da Nação".

Exerceu a função de editor e comentarista econômico do Jornal da Band, apresentado por Ricardo Boechat, participou do Jornal Gente e do Jornal Três Tempos, da Rádio Bandeirantes, e participou do programa esportivo Beting&Beting com seu filho Mauro e seu sobrinho Erich, no canal fechado BandSports, além de fazer comentários para o Primeiro Jornal e o Jornal da Noite, na Bandeirantes, e para o canal de notícias BandNews. Joelmir Beting também apresentou o "Canal Livre", programa que trata dos principais assuntos atuais, exibido aos domingos.

O Caso Bradesco

O jornalista foi centro de uma polêmica em 2003 ao aceitar convite do Bradesco para participar de uma campanha publicitária. Os jornais onde ele mantinha coluna, O Estado de São Paulo e O Globo, consideraram a prática incompatível com o exercício de jornalista e suspenderam a publicação de sua coluna diária.

Em 4 de dezembro Joelmir Beting publicou um artigo intitulado "Posso Falar?", em que deu explicações acerca do episódio. Joelmir Beting alegou que o produto que vendia aos jornais era "um produto isolado, tido como de boa qualidade e isento". No mesmo texto, afirmou também que "o jornalismo não deveria se envergonhar da publicidade". Na entrevista à Imprensa em julho de 2012 Joelmir Beting disse que já tinha comunicado à época que iria deixar de escrever as colunas nos jornais, por estar "sobrecarregado". Teria sido apenas depois de essa notícia se espalhar pelo mercado que surgiu o convite do Bradesco. "Os jornais já sabiam que a coluna ia parar, assim como já sabiam que eu não fazia mais televisão", explicou. A coluna seguiria sendo distribuída pela Agência Estado para cerca de trinta jornais até janeiro de 2004, quando resolveu suspendê-la depois de 34 anos.

Desde o episódio até a sua morte, Joelmir Beting se dedicou prioritariamente ao rádio e à TV, além de sua agenda de palestrante e debatedor de assuntos macroeconômicos.

Joelmir Beting ao lado do filho Mauro (Foto: Paulo Bareta)
Morte

Joelmir Beting morreu  no início da madrugada de quinta-feira (29/11/2012) em São Paulo. Ele estava internado desde o dia 22 de outubro no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, e, no domingo (25/11/2012), sofreu um Acidente Vascular Encefálico Hemorrágico (AVE). Na quarta-feira (28/11/2012), o hospital Albert Einstein informou que o jornalista estava em coma irreversível.

Joelmir Beting tinha dois filhos, Gianfranco, publicitário e especialista em aviação, e Mauro, jornalista e comentarista esportivo da Rede Bandeirantes.

O corpo de Joelmir Beting será velado a partir das 8:00 hs, no Cemitério do Morumbi, na Zona Sul. O velório vai ser aberto ao público. A cremação ocorrerá no Cemitério Horto da Paz, em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, às 16:00 hs, numa cerimônia restrita à família.

Fonte: Wikipédia e G1
Indicação: Fada Veras

Nelson Prudêncio

NELSON PRUDÊNCIO
(68 anos)
Atleta e Professor

☼ Lins, SP (04/04/1944)
┼ São Carlos, SP (23/11/2012)

Nelson Prudêncio foi um atleta de salto triplo e professor brasileiro. Juntamente com Adhemar Ferreira da Silva e João do Pulo foi um dos maiores desportistas de sua modalidade.

Nelson Prudêncio fez história ao conquistar duas medalhas olímpicas, uma de prata nos Jogos Olímpicos de Verão de 1968 na Cidade do México e uma de bronze nos Jogos Olímpicos de Verão de 1972 em Munique. No México, ele protagonizou uma das mais disputadas finais do salto triplo com o soviético Viktor Saneyev e o italiano Giuseppe Gentile, quando chegaram a quebrar o recorde mundial nove vezes durante a prova.

Nelson Prudêncio, que também ganhou medalhas de prata nos Jogos Pan-Americanos de 1967  em Winnipeg, Canadá e nos Jogos Pan-Americanos de 1971 em Cali, Colômbia, foi o primeiro brasileiro a suceder o consagrado Adhemar Ferreira da Silva, duas vezes campeão olímpico em salto triplo.

Nascido em Lins, no interior paulista, no ano de 1944, Nelson Prudêncio dizia querer ver novamente o Brasil no pódio do salto triplo, o que não ocorre há mais de 30 anos. Ele chegou a desenvolver um estudo acadêmico na Universidade de São Carlos, no qual apontava a importância da ciência para ajudar os atletas que disputam essa modalidade no país.

Homenagens

Durante sua vida, o ex-atleta recebeu diversas homenagens por suas conquistas e por seu trabalho em favor do atletismo brasileiro. Em São Carlos, Araras e Sorocaba, por exemplo, foi criado o "Cross Campus Nelson Prudêncio", uma corrida anual que tem como objetivo incentivar a prática da atividade física no espaço dos campi da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e integrar as comunidades interna e externa à instituição.

Nelson Prudêncio durante as Olimpíadas do México em 1968
Nelson Prudêncio - Atletismo e Salto Triplo

Na infância, Nelson Prudêncio gostava mesmo era de futebol, tanto que chegou a receber um convite para treinar no São Paulo. Só não foi porque o pai queria que ele continuasse os estudos de contabilidade.

Quando se tornou atleta, trabalhava como torneiro mecânico e treinava apenas duas vezes por semana. Medalha de prata nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg, 1967, no Canadá, com um salto de 16,45 metros, o sonho de Nelson Prudêncio era bater o recorde brasileiro, de 16,56 metros, ainda em poder de Adhemar Ferreira da Silva. Mas nos Jogos Olímpicos de Verão de 1968 na Cidade do México, com a altitude e o vento a seu favor, Nelson Prudêncio conseguiu muito mais que isso.

Supersticioso, três dias antes da prova que decidiu as medalhas de ouro, prata e bronze, ele foi a uma exposição em que viu um quadro com um negro de camisa amarela em um pódio e logo pensou: "Vou ganhar uma medalha olímpica", vislumbrou. Durante mais de três horas, ele, o soviético Viktor Saneiev e o italiano Giuseppe Gentile brigaram pela vitória. O recorde mundial foi quebrado nada menos que cinco vezes.


No último salto, Nelson Prudêncio chegou à marca de 17,27 metros, uma marca surpreendente. Mas a alegria durou apenas 25 minutos. Viktor Saneiev pulou 17,39 metros, conseguindo o novo recorde e a medalha de ouro. Nelson Prudêncio ficou com a prata. Ainda que por menos de meia hora, naquele dia Nelson Prudêncio tornou-se um dos poucos brasileiros detentores de um recorde mundial no atletismo, façanha até hoje alcançada por três brasileiros: Adhemar Ferreira da Silva,  João Carlos Oliveira, o João do Pulo, e pelo maratonista Ronaldo da Costa.

Depois de 1968, Nelson Prudêncio havia decidido não participar dos Jogos Olímpicos de Verão de 1972 em Munique. Mudou de idéia, retornou aos treinamentos apenas seis meses antes das competições, com a meta de saltar acima de 17 metros. E foi justamente com a marca de 17,05 metros que ele trouxe a medalha de bronze, perdendo outra vez para Viktor Saneiev. Era o dia 4 de setembro, e justamente por isso o sempre supersticioso Nelson Prudêncio acreditava que venceria. "Nasci em 1944, no dia 4 de abril, que é o mês quatro", lembrou naquela oportunidade. "Além disso, serei o quarto a saltar". Acabou ficando em terceiro.

Nelson Prudêncio encerrou a carreira em 1976, logo depois dos Jogos Olímpicos de Verão de 1976 em Montreal.

Nelson Prudêncio exercia a função de vice-presidente na Confederação Brasileira de Atletismo. Além disso, com doutorado em educação física pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Também era professor na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), interior de São Paulo.

Morte

Nelson Prudêncio morreu na madrugada de sexta-feira, 23/11/2012, vítima de um câncer de pulmão descoberto há um mês, ele estava internado desde terça-feira na Casa de Saúde de São Carlos, onde permanecia em estado de coma irreversível. A doença foi constatada no início de novembro e pegou Nelson Prudêncio e sua família de surpresa. O diagnóstico apontou um câncer de pulmão já em estado avançado, o que dificultou ainda mais o tratamento. 

De acordo com comunicado divulgado no site do hospital, o velório seria realizado na manhã desta sexta-feira no Cemitério Municipal Nossa Senhora do Carmo, em São Carlos, com o sepultamento marcado para as 16h30min.

Familiares chegaram a cogitar transferir Nelson Prudêncio para um hospital de São Paulo assim que ele piorou, mas seu estado de saúde não permitiu que isso fosse feito.

Fonte: Wikipédia e Veja
Indicação: Fada Veras e João Veras

Silveirinha

OCTÁCIO DA SILVEIRA
(88 anos)
Ator e Humorista

* Florianópolis, SC (1923)
+ Rio de Janeiro, RJ (15/11/2012)

Octácio da Silveira, ator cômico, trabalhou em várias produções da TV Globo como "Corpo A Corpo" (1984), "Memórias De Um Gigolô" (1986), "Hipertensão" (1986), "A, E, I, O... Urca" (1990) e "Pedra Sobre Pedra" (1992).

Com o personagem Belzonte, da "Escolinha do Professor Raimundo", trabalhou ao lado de Chico Anysio.


Morte

Silveirinha estava internado no Hospital Quinta D'Or, em São Cristóvão, na Zona Norte do Rio de Janeiro e morreu na quinta-feira, 15/11/2012 aos 88 anos. O corpo do ator foi velado desde às 10:00 hs na Capela 6 no Memorial do Carmo, no Caju, na Zona Portuária da cidade e foi sepultado na sexta-feira, 16/11/2012, às 14:00 hs, na Ordem Terceira da Penitência, no Caju. 

Segundo a família, Silveirinha sofria de Isquemia e morreu vítima de Falência Múltipla dos Órgãos. Ele estava internado em um hospital da zona norte do Rio de Janeiro. Cerca de 30 pessoas participaram do velório. No cemitério, o caixão foi coberto com uma bandeira do Botafogo. "Ele sabia separar o que era importante do que não era. Foi um grande pai, é uma referência pra mim. Ele ensinou a gente a viver", disse uma das duas filhas do ator, Sônia da Silveira. O ator completaria um mês de internação no sábado, dia 17/11/2012.

Silveirinha deixou duas filhas, quatro netos e um bisneto.

Fonte: WikipédiaA Tarde e G1

Alex Alves

ALEXANDRO ALVES DO NASCIMENTO
(37 anos)
Jogador de Futebol

* Campo Formoso, BA (30/12/1974)
+ Jaú, SP (14/11/2012)

Alexandro Alves do Nascimento, mais conhecido como Alex Alves, foi um futebolista brasileiro. Ficou bastante conhecido pela ginga de capoeira que fazia nas comemorações após marcar um gol.

Carreira

Destacou-se ainda jovem pelo Vitória, clube que ajudou a levar a final do Campeonato Brasileiro de 1993 em uma jovem equipe que contava com jogadores como Dida e Paulo Isidoro. Na final o Vitória perdeu para o Palmeiras que contratou Paulo Isidoro e Alex Alves, ganhador da Bola de Prata 93.

Sem muito destaque no Palmeiras, jogou no Juventude e na Portuguesa, até chegar ao Cruzeiro onde depois de um tempo se firmou como titular. O seu título de destaque no Cruzeiro foi o Mineiro de 1998.

Em 1999, o Cruzeiro vendeu o atacante Alex Alves para o Hertha Berlin, da Alemanha, por US$ 7 milhões. Sua passagem pelo clube alemão foi cheia de lesões, controvérsias e polêmicas fora do campo, sendo considerado pela imprensa local como "garoto problema". Em mais de uma oportunidade, o jogador chegou a ser detido e multado pela polícia, por estar dirigindo em alta velocidade e sem carteira de motorista. O jornal Bild chegou a classificar o jogador entre as 50 piores contratações da história do futebol alemão.

Seu retornou ao Brasil teria sido motivado para acompanhar o tratamento de sua mãe, que teve um aneurisma cerebral.

Em maio de 2003 o jogador foi apresentado como reforço do Atlético Mineiro. Em 2007 acertou contrato com o Boa Vista (RJ), onde disputou a primeira divisão do estadual do Rio de Janeiro. Em 2008 o jogador passou a treinar no Fortaleza sob o comando do preparador físico Alexandre Irineu e participando também dos coletivos.


Doença e Morte

A Fundação Amaral Carvalho (FAC), hospital em que o ex-atacante Alex Alves faleceu na quarta-feira, 14/11/2012, lançou nota oficial sobre o episódio. O texto diz que o ex-jogador fez sua primeira consulta no dia 18 de setembro de 2012 e foi internado no dia seguinte. Ele morreu vítima de Anemia Hemolítica Crônica e não de Leucemia, como havia sido divulgado. O corpo de Alex Alves será cremado no Cemitério Jardim da Saudade, em Salvador.


Nota do Hospital na Íntegra

"A Fundação Amaral Carvalho (FAC) em nota oficial informa que faleceu hoje (14), às 8h40, nas dependências do Hospital Amaral Carvalho (HAC), o ex-jogador de futebol Alexsandro Alves do Nascimento, o Alex Alves, aos 37 anos, por falência de múltiplos órgãos após transplante de medula óssea.

De acordo com um dos coordenadores do Serviço de Transplante de Medula Óssea, Mair Pedro de Souza, a primeira consulta de Alex Alves no HAC foi em 18 de setembro deste ano. No dia seguinte, ele foi internado com o diagnóstico de uma doença rara, própria da medula óssea, chamada de Hemoglobinúria Paroxística Noturna (HPN), diferente do que foi noticiado de que o ex-jogador teria leucemia.

Um dos tratamentos indicados para a doença é o transplante de medula óssea, procedimento pelo qual o ex-atleta passou no dia 5 de outubro, sendo um de seus irmãos o doador compatível da medula. O transplante foi realizado exclusivamente por meio do Sistema único de Saúde (SUS), sem custos ao paciente.

Do ponto de vista médico, não houve complicações no procedimento, e em 21 de outubro ocorreu o que é chamado pelos leigos de “pega hematológica”, significa que a medula começou a funcionar no organismo.

Nos últimos dias, o paciente, que já tinha complicações orgânicas em virtude da própria doença, como disfunção hepática (fígado), apresentou alterações de pele, fígado e intestino, decorrentes da Doença do Enxerto contra o Hospedeiro.  

A agressão ao organismo de Alex promovida pela nova medula, levou à  falência múltipla dos órgãos e seu falecimento. O corpo de Alex Alves será cremado, de acordo com sua vontade. O velório será em Salvador, no cemitério Jardim da Saudade. O horário ainda não foi definido. A família prefere não se pronunciar no momento."

(Matéria original iBahia)

Títulos

Vitória

  • Campeonato Baiano: 1992, 2005

Palmeiras
  • Campeonato Brasileiro: 1994

Cruzeiro
  • Copa Libertadores da América: 1997
  • Recopa Sul-Americana: 1998
  • Campeonato Mineiro: 1998
  • Copa Centro-Oeste: 1999

Vasco da Gama
  • Taça Rio: 2004

Fortaleza
  • Campeonato Cearense: 2008


Delegado da Mangueira

HEGIO LAURINDO DA SILVA
(90 anos)
Mestre Sala e Presidente de Honra da Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira

* Rio de Janeiro, RJ (29/12/1921)
+ Rio de Janeiro, RJ (12/11/2012)

Nascido e criado no Morro da Mangueira em 29 de dezembro de 1921, cresceu na comunidade e começou a frequentar o samba ainda no colo da mãe, aos 3 anos. Ele integrou o bloco Unidos da Mangueira.

Aos 17 anos começou a desfilar como mestre-sala, arte que aprendeu vendo Marcelino, um dos fundadores da atividade, que desfilava como baliza do Bloco dos Arengueiros, precursor da Estação Primeira de Mangueira.

Por 36 anos Delegado tirou a nota máxima no desfile, ao lado das portas-bandeiras Nininha, Neide e Mocinha. Considerado um "pé de valsa" frequentador de gafieiras, alto e esguio tinha um jeito elegante de dançar, e prendia a atenção das moças, na época, o que lhe valeu o apelido de Delegado.

Em 2011 Delegado conquistou o título de Presidente de Horna da Mangueira.


Morte

Segundo os médicos, Delegado, o eterno mestre-sala da verde-e-rosa, estava internado na Clínica Santa Branca, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, desde o dia 6 de novembro de 2012. Delegado estava com 90 anos e morreu em decorrência de complicações de um Câncer na Próstata.

A morte do sambista foi atestada às 11:18hs. O velório foi marcado para 18:00hs de segunda-feira,  12/11/2012, na quadra da Mangueira, na Zona Norte. O enterro ocorreu na terça-feira, 13/11/2012, no Cemitério do Caju, na Zona Portuária.


Velório Com Cerveja

Os tambores e repiques da bateria Surdo Um anunciaram ao som do "Hino da Mangueira" o velório de Delegado. No início da noite, vários integrantes da escola foram à quadra da verde e rosa, na Zona Norte do Rio, para se despedir de um dos maiores ícones da agremiação. Além de samba, houve distribuição de cerveja e salgadinhos para a comunidade.

O presidente da Mangueira, Ivo Meirelles, explicou que Delegado sempre pediu para ser velado dessa maneira.

"O Hino da Mangueira era a música que ele mais gostava. Ele é o símbolo da escola, o maior mangueirense de todos os tempos, não vai aparecer outro igual. Temos que lembrar sempre desse cara, que nunca deixou de frequentar a escola, nunca pediu nada em troca e sempre conseguiu nota 10 em todas as vezes que desfilou", disse Ivo Meirelles, acrescentando que vai pedir à Prefeitura do Rio de Janeiro a mudança de nome para Delegado do viaduto ou da Avenida Visconde de Niterói, onde fica a quadra da escola.

Suluca, irmã de Delegado e presidente da ala das baianas, não conteve as lágrimas ao ver a chegada do corpo do irmão na quadra da escola: "Meu irmão é tudo na Mangueira. Foi mestre-sala, diretor de honra, é um símbolo", afirmou.