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Márcio Thomaz Bastos

MÁRCIO THOMAZ BASTOS
(79 anos)
Advogado

* Cruzeiro, SP (30/07/1935)
+ São Paulo, SP (20/11/2014)

Márcio Thomaz Bastos foi um advogado criminalista brasileiro. Foi ministro da Justiça do Brasil durante o primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva e durante três meses do segundo, entre 2003 e 2007.

Formado em direito pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, tradicional Largo de São Francisco, na turma de 1958, era casado com Maria Leonor de Castro Bastos.

Participou de seu primeiro júri em 1957, ainda na condição de solicitador acadêmico. Entre defesas e acusações, ao longo deste tempo, trabalhou em quase 1000 julgamentos perante o Tribunal do Júri, quase sempre defendendo gratuitamente acusados que não tinham condições de arcar com honorários advocatícios.

Na biografia de Márcio Thomaz Bastos registra-se uma hiato entre sua formação em 1958 e a aproximação dos movimentos populares, notadamente com a participação como assistente de acusação dos assassinos de Chico Mendes, ao lado do Eliseu Buchmeier. O que não se registra é que durante a Ditadura Militar o advogado Márcio Thomaz Bastos foi filiado à Aliança Renovadora Nacional (ARENA), partido pelo qual foi eleito vereador.

O advogado Márcio Thomaz Bastos foi o responsável pelas indicações para o Supremo Tribunal Federal (STF) feitas no Governo Lula, das quais resultaram a atual composição daquele tribunal.

Foi fundador e chefe de um dos mais respeitados escritórios de advocacia criminal do país, no qual atuou até 2003, quando tornou-se ministro da Justiça, a convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Teve como sócios, até assumir a pasta ministerial, os advogados Sônia Cochrane Ráo, Dora Cavalcanti Cordani e Luiz Fernando Pacheco.

Em seu escritório, com sede em São Paulo, liderou a equipe de defesa do médico Roger Abdelmassih, condenado a 278 anos de prisão, hoje capturado, como também à defesa dos estudantes que, durante um trote, afogaram Edison Tsung Chi Hsueh, estudante de medicina encontrado morto em uma piscina da Universidade de São Paulo (USP) em 1999, dos estudantes que assassinaram um chefe índio da aldeia pataxó em Brasília, que causou forte comoção nacional em 1997. Em ambos os casos, os estudantes foram sentenciados e encontram-se em liberdade vigiada.

Em 2012, figurou como um dos advogados responsáveis pela defesa do estudante Thor Batista, filho do empresário Eike Batista acusado de causar a morte de um ciclista na BR-040 por excesso de velocidade.

Seu escritório aceitou a defesa do empresário Carlinhos Cachoeira, em crime de colarinho branco, esse de conotação diferente dos outros, crimes considerados comuns, pois tem forte conotação política, devido ao novo paradigma do Código Penal.

Atuação Pública

Foi presidente da Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Estado de São Paulo, gestão de 1983 até 1985, com participação no movimento pelas Diretas Já, e do Conselho Federal da OAB, de 1987 até 1989, período da Constituinte.

Em 1990, após a eleição de Fernando Collor, integrou o governo paralelo instituído pelo Partido dos Trabalhadores (PT) como encarregado do setor de Justiça e Segurança. Em 1992, juntamente com o jurista Evandro Lins e Silva, participou da redação da petição que resultou no impeachment do presidente da República.

Em 1996, defendeu uma campanha informativa, encampada pela Ordem dos Advogados do Brasil, para incentivar o voto consciente dos eleitores. A campanha visava ainda cobrar dos candidatos às eleições a divulgação dos financiadores de suas campanhas para que o público soubesse quem estava por trás de cada um deles.

Foi fundador, juntamente com Severo Gomes, Jair Meneghelli e Dom Luciano Mendes de Almeida, do movimento "Ação Pela Cidadania". Recentemente, ao lado de profissionais liberais como o criminalista Arnaldo Malheiros Filho, fundou o Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD).

Manteve várias ideias polêmicas, como a liberação da maconha e demais entorpecentes, controle externo do judiciário e ampliação das penas alternativas.

Foi advogado de Carlos Augusto de Almeida Ramos Cachoeira, bicheiro que segundo a Policia Federal é uma das pessoas suspeitas de formação de quadrilha e corrupção com membros infiltrados em várias áreas do governo.

Ministério da Justiça

Como ministro da justiça do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, destacou-se pela reestruturação da Polícia Federal, bem como também pela aprovação da Emenda Constitucional 45, conhecida como a Reforma do Poder Judiciário, e pelo Estatuto do Desarmamento; pela Homologação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, iniciativa das comunidades indígenas; e pelo início da reestruturação do Sistema Brasileiro de Concorrência, esse iniciado durante sua administração junto ao governo Lula; pela criação do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI) e pela Estratégia Nacional de Combate à Lavagem de Dinheiro (ENCLA) depois modificada para incluir o combate à Corrupção, passando a se chamar Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (ENCCLA).

Apesar de sua atuação como advogado de defesa nas mais importantes acusações de crimes de colarinho branco, em sua gestão como ministro, houve avanços especialmente na reestruturação da Polícia Federal, no combate à lavagem de dinheiro, na cooperação jurídica internacional e recuperação de ativos ilícitos, que permitiram o substancial avanço nas investigações e persecução penal desses crimes.

Após cumprir um período de quarentena, retornou à advocacia em São Paulo, onde o escritório de sua administração acompanha judicialmente o caso de Carlinhos Cachoeira em processo antigo, no que se refere a organizações criminosas e que agora se encontra em Comissão Parlamentar de Inquérito Mista (CPIM) do Congresso Nacional, que procura equacionar o problema altamente complexo, da esfera Politica, do Crime Organizado/Organização Criminosa, no Brasil.

A ação desenvolve-se a partir de vários inquéritos interligados, da Polícia Federal e da Agência Brasileira de Inteligência, já iniciados no governo Fernando Henrique Cardoso da versão moderna e coordenadora do Sistema Nacional de Inteligência do Brasil, que remontam a mais de dez anos de investigação a nível de Governo Federal.

Morte

Márcio Thomaz Bastos morreu na manhã de quinta-feira, 20/11/2014, aos 79 anos, em São Paulo. Ele estava internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, para tratamento de descompensação de fibrose pulmonar. O velório é realizado na Assembleia Legislativa, na Zona Sul de São Paulo. O corpo será cremado às 08:00 hs de sexta-feira, 21/11/2014, no Cemitério Horto da Paz, em Itapecerica da Serra, Grande São Paulo. 

Fonte: Wikipédia

Samuel Klein

SAMUEL KLEIN
(91 anos)
Empresário

* Lublin, Polônia (15/11/1923)
+ São Paulo, SP (20/11/2014)

Quem esbarra com ele dificilmente vai associá-lo ao empresário que em seis décadas ergueu um dos maiores e mais sólidos empreendimentos do varejo brasileiro. Simples, de camisas pólo e chinelos franciscanos, boa conversa e um vibrante sotaque judaico, Samuel Klein pode ser facilmente confundido com o público - os fregueses, como ele costuma se referir aos milhões de clientes que frequentam suas lojas.

Vendedor nato, Samuel Klein adorava contar histórias do mundo dos negócios. Nem de longe deixava transparecer os horrores vividos durante a Segunda Guerra Mundial, quando abandonou uma Europa ameaçada por regimes autoritaristas e fincou raízes em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo. Sobre esse tempo, Samuel Klein parece ter uma memória seletiva. O passado deixou suas marcas, mas não dirige o futuro. "Eu vivo e deixo os outros viverem", costuma dizer.

Samuel Klein e família na famosa charrete
A Origem Humilde

Samuel Klein nasceu em Lublin, na Polônia, o terceiro de nove irmãos, filho de carpinteiro de família judaica. Nascido no dia 15/11/1923, na Polônia, Samuel Klein foi testemunha de um dos capítulos mais cruéis da história da humanidade, o genocídio de judeus pelos  nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.

Aos 19 anos foi preso pelos nazistas e mandado com o pai para o campo de concentração de Maidanek, na Polônia. Sua mãe e cinco irmãos mais novos foram para o campo de extermínio de Treblinka, e Samuel nunca mais os viu.

Ao lembrar desses tempos, Samuel afirma que sua sorte foi ser jovem e forte pois isso fez com que os nazistas o mandassem para um campo de trabalhos forçados, onde sobreviveu com suas habilidades de carpinteiro, ofício que havia aprendido com o pai.

Sua sorte começou a mudar em 1944. Aproveitando-se de uma distração dos guardas, Samuel sumiu no mato a caminho da Alemanha. Conseguiu fugir, permanecendo na Polônia até acabar a guerra. Em seguida foi para Munique, na Alemanha, em busca do pai.

Na Alemanha, Samuel fez de tudo para ganhar a vida vendendo produtos para as tropas aliadas. Em cinco anos juntou algum dinheiro e casou-se com uma jovem alemã, de nome Ana.

Em 1951, Samuel decidiu aventurar-se para a América do Sul. Primeiro, enquanto outros irmãos emigraram para os Estados Unidos. Inicialmente foi para a Bolívia, mas ao deparar-se com o país em plena guerra civil, rapidamente mudou o rumo e chegou no ano seguinte ao Brasil, onde, depois de uma rápida passagem pelo Rio de Janeiro, viajou para São Paulo, instalando-se em São Caetano do Sul, na região do ABC Paulista. A esposa e o primeiro filho do casal, Michael, então com um ano de idade, o acompanharam. Na bagagem, além da família, trazia o sonho de prosperar em um país onde, principalmente, se podia viver em paz.

O Primeiro Endereço da Casa Bahia
O Começo

Com US$ 6 mil no bolso, Samuel comprou uma casa e uma charrete. Com a ajuda de um conhecido que transitava bem pelo comércio do Bom Retiro, reduto dos imigrantes judeus e árabes na década de 50, adquiriu uma carteira de 200 clientes e mercadorias - roupas de cama, mesa e banho. De porta em porta, começou a mascatear pelas ruas de São Caetano do Sul. Quando alguém dizia que não podia pagar, Samuel logo lhe oferecia condições: ficar com o produto e pagar em prestações, tudo no crediário, cuja contabilidade era executada pela mulher.

Cinco anos depois, em 1957, já tinha capital suficiente para dar mais um passo em direção ao futuro. A primeira loja foi adquirida em 1957 e ficava no Centro de São Caetano, no número 567 da Avenida Conde Francisco Matarazzo. Ela recebeu o nome de Casa Bahia em homenagem aos nordestinos que se deslocaram para o ABC para atuar na indústria. Com a ampliação para outras unidades, o nome da primeira loja ganhou o plural, Casas Bahia, e batizou o empreendimento.

No endereço de número 567, da Avenida Conde Francisco Matarazzo, Samuel aumentou a variedade de produtos e começou a negociar com móveis, colchões de algodão, entre outros itens. A clientela não demorou a frequentar a loja para pagar suas prestações e, lógico, adquirir novas mercadorias. Era o início de um império que foi conquistando cada vez mais clientes e mercados até se transformar na potência dos dias de hoje.

Sua história de superação está entre as mais marcantes trajetórias dos grupos empresariais brasileiros e a empresa fundada por ele, a Casas Bahia, transformou-se em ícone na comercialização de produtos para as classes de baixo poder aquisitivo.

Samuel Klein já vendia para Classe C  quando grande parte das empresas desprezava esses consumidores, hoje cobiçados por todos os setores.

Mão de Ferro

Enquanto esteve à frente da Casas Bahia, Samuel Klein era considerado um gestor centralizador e costumava dizer que não queria sócios.

Em 2009, o Grupo Pão de Açúcar anunciou que havia fechado um acordo de fusão com as Casas Bahia. Segundo comunicado divulgado ao mercado na ocasião, o contrato visava a integração dos seus negócios no setor de varejo e de comércio eletrônico. Com isso, a associação uniu as operações do Ponto Frio (Globex), das Casas Bahia e do Extra Eletro (Grupo Pão de Açúcar) em uma única e nova sociedade.

De acordo com a nota, a empresa resultante da operação teria, na época, 1.582 lojas, em 337 municípios, incluindo super e hipermercados. As unidades estão em 18 estados e no Distrito Federal. O faturamento anualizado da Companhia em 2008 com Ponto Frio e Casas Bahia estava ao redor de R$ 40 bilhões.

No site da Via Varejo, a informação atual é de que a rede tem mais de 56 mil funcionários e 620 lojas e está presente em 17 estados (SP, RJ, ES, MG, GO, MT, MS, BA, SC, PR, SE, CE, TO, PE, RN, AL e PB), além do Distrito Federal. A marca Casas Bahia foi avaliada em US$ 420 milhões e é considerada a 6ª marca de varejo mais valiosa da América Latina e a 2ª do Brasil, segundo ranking "Best Retail Brands", divulgado pela consultoria Interbrand.

A fusão da Casas Bahia com o Ponto Frio, do Grupo Pão de Açúcar, foi liderada em 2010 por seu filho mais velho, Michael, a quem ele já havia nomeado como seu sucessor. Saul Klein, outro filho de Samuel e que também desempenhou um importante papel na gestão da varejista, decidiu sair do capital da empresa antes de concretizada a fusão.

Na época, a fusão foi vista como mais uma "tacada de mestre" de Abilio Diniz, herdeiro e líder do Grupo Pão de Açúcar, que conseguiu convencer um dos seus mais antigos concorrentes a fechar um negócio considerado até então pouco provável.

Pensamentos

Ao completar 80 anos, Samuel Klein escreveu sua biografia: "Samuel Klein e a Casas Bahia - Uma Trajetória de Sucesso". No livro Samuel Klein registrou suas memórias. Veja abaixo alguns de seus pensamentos:

"Acredito no ser humano. Caso contrário, não abriria as portas das minhas lojas todos os dias. O que ajuda a me manter vivo é a confiança que tenho no próximo."
"Em nossa vida profissional, não podemos falhar. São justamente nossos erros que estragam nossos acertos."
"Ontem foi ontem, já passou. Hoje é hoje e é o que nos importa. Amanhã, o futuro, a Deus pertence."
"De um bom namoro sai um bom casamento. Da boa conversa, sai um bom negócio."
"Que país abençoado esse Brasil. O povo também é pacato e acolhedor. O Brasil é um país que dá oportunidades para quem quer trabalhar e crescer na vida. Cresci junto com o Brasil. Não fiquei parado vendo o país crescer."
"O segredo é comprar bem comprado e vender bem vendido."
"A riqueza do pobre é o nome. O credito é uma ciência humana, não exata. Não importa se o cliente é um faxineiro ou um pedreiro, se ele for bom pagador, a Casas Bahia dará credito para que ele resgate a cidadania e realize seus sonhos."
"Temos que amar o país em que vivemos. A palavra crise não existe no meu dicionário. Eu sempre comprei por 100 e vendi por 200."
"Meu lema é confiar. Confiar no freguês, nos fornecedores, nos funcionários, nos amigos e, principalmente, em mim."
"Eu vivo e deixo os outros viverem."

Morte

Samuel Klein faleceu na madrugada de quinta-feira, 20/11/2014, aos 91 anos. Segundo informações da assessoria de imprensa da família, o empresário estava internado há 15 dias no Hospital Albert Einsten. A causa da morte foi insuficiência respiratória.

O velório aconteceu pela manhã no Cemitério Israelita do Butantã, onde o empresário foi enterrado no fim do dia em cerimônia fechada para amigos e familiares

Em comunicado divulgado à imprensa, a empresa lamentou o falecimento do fundador e ressaltou seu "espírito empreendedor", destacando sua contribuição para o desenvolvimento do varejo brasileiro.

"Foi a visão e o pioneirismo de Samuel Klein na oferta de crédito às camadas populares da população que possibilitou a realização dos sonhos de milhões de famílias brasileiras", informa a nota.

Fonte: Casas Bahia Institucional, IG Economia e G1
Indicação: Sérgio de Salles Penteado

Genival Santos

GENIVAL SANTOS
(70 anos)
Cantor

* Campina Grande, PB (21/05/1944)
+ Fortaleza, CE (18/11/2014)

O cantor Genival Santo, paraibano da cidade de Campina Grande, chegou ao Rio de Janeiro ainda criança, onde conheceu o sucesso e viveu boa parte da sua vida.  Há alguns anos mudou-se para Fortaleza, onde atualmente morava. Continuava em plena atividade, fazendo shows por todo território nacional, levando um público com idades bem variadas, desde seus fãs da década de 70 até os mais jovens que o admiravam e participavam de seus shows.

Genival Santos iniciou sua carreira no programa de Flávio Cavalcanti, e passou a ser conhecido pelo Brasil inteiro por suas músicas "Meu Coração Pede Paz", "Se Errar Outra Vez", "Sendo Assim" e "Eu Não Sou Brinquedo". Despontando nas paradas de sucesso com "Eu Te Peguei No Flagra", na época o cantor barrou grandes nomes da música vendendo mais de 80 mil cópias logo em sua estréia. De acordo com informações de produtores do cantor, ele lançou 28 discos e vendeu cinco milhões de cópias ao longo de sua carreira.

Morte

Genival Santos morreu na terça-feira, 18/11/2014, às 14:45 hs, aos 70 anos. O falecimento aconteceu no Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes (HM). Ele sofria de doença pulmonar e morreu numa enfermaria onde ficam pacientes de pulmão.

Internado no Hospital de Messejana desde o dia 12/11/2014, o artista lutava contra um câncer no pulmão. Mas, no período em que esteve no hospital, conservou o bom humor e permaneceu consciente todo o tempo. O corpo foi velado posteriormente na Funerária Alvorada e o enterro ocorreu às 15:00 hs de quarta-feira, 19/11/2014, no Cemitério Jardim Metropolitano.

"Ele estava sedado, só esperando Deus chamar. Ele já estava fazendo tratamento desde março. Pegou uma pneumonia, depois uma trombose, que complicou", disse a viúva de Genival Santos

Há dois dias, o filho e também cantor Rodrigo Santos havia agradecido pelas redes sociais o carinho dos fãs e amigos.

"Obrigado a todos que estão indo ao hospital ver meu pai. Esse Carinho de vocês me dá força, e que Jesus abençoe a vida de todos! Obrigado mesmo!"

Indicação: Miguel Sampaio

Clenira Michel

CLENIRA MICHEL
(84 anos)
Atriz

* Porto Alegre, RS (15/03/1930)
+ São Paulo, SP (17/03/2014)

Clenira Michel foi uma atriz brasileira. Começou na Rádio América depois de ter trabalhado no jornal "A Época" e na empresa Light And Power.

Começou na Rádio Tupi e depois foi para a TV Tupi onde permaneceu por mais de 25 anos fazendo de teleteatros a novelas.

Participou do "TV de Comédia", do "TV de Vanguarda" e também de novelas como "O Sheik de Ipanema" (1975), "O Machão" (1974), "Rosa dos Ventos" (1973), "Vitória Bonelli" (1972), "Simplesmente Maria" (1970), "A Gordinha" (1970), "João Juca Jr." (1969), "Antônio Maria" (1968), "Meu Filho, Minha Vida" (1967), "Yoshico, Um Poema de Amor" (1967), "Calúnia" (1966), "O Mestiço" (1965) e "O Direito de Nascer" (1964).

Clenira Michel tinha uma veia cômica muito boa e também escreveu para programas humorísticos de rádio e televisão. Um deles foi o "Alma da Terra", em que ela fazia o papel de Nhá Serena e contracenava com o humorista Saracura.

No início dos anos 2000 ela se aposentou e passou a se dedicar às artes plásticas.

Fonte: Wikipédia
Indicação: Miguel Sampaio

Adib Jatene

ADIB DOMINGOS JATENE
(85 anos)
Médico, Professor, Inventor e Cientista

* Xapuri, AC (04/06/1929)
+ São Paulo, SP (14/11/2014)

Adib Domingos Jatene foi um médico (cirurgião torácico), professor universitário, inventor e cientista brasileiro. Filho de imigrantes árabes, formou-se em medicina na Universidade de São Paulo (USP), onde viria se tornar depois professor.

Conhecido e respeitado internacionalmente, além das dezenas de inovações no meio médico, como o inventor de uma cirurgia do coração, que leva seu nome, para tratamento da transposição das grandes artérias em récem-nascidos, e do primeiro coração-pulmão artificial do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Trabalhou com o professor Euryclides de Jesus Zerbini.

Vida

Filho de imigrantes libaneses, Adib Jatene nasceu em Xapuri no Acre. Aos dois anos perdeu seu pai, que era comerciante e fornecia os seringais. Terminou o curso primário no Acre, logo após foi para Uberlândia, MG, onde fez o ginásio e o primeiro ano científico. Depois foi para São Paulo, estudar engenharia no Colégio Bandeirantes, onde logo após acabou desistindo de cursar engenharia e resolveu cursar medicina.

No quarto ano do curso de medicina começou a adquirir vivência em cirurgia, e entrou no grupo do professor Euryclides de Jesus Zerbini, inclusive em maio de 1951, quando Zerbini operou o primeiro doente de estenose mitral e Adib Jatene o instrumentou.

Adib Jatene fez toda sua pós-graduação no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, com o professor Zerbini.

Em 1957 esteve em Uberaba onde foi professor de Anatomia Topográfica, onde também logo após montou seu primeiro modelo de coração artificial que utilizava um oxigenador de disco e uma bomba de rolete.

Adib Jatene foi secretário estadual de Saúde no governo Paulo Maluf e duas vezes ministro da Saúde, durante o Governo Collor e, a última delas, no governo de Fernando Henrique Cardoso. Era membro da Academia Nacional de Medicina.

CPMF

Adib Jatene é considerado por alguns o "pai" da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), pois ele foi buscar a aprovação da contribuição com a promessa do então presidente Fernando Henrique Cardoso de que ela seria um recurso a mais para a saúde. A promessa não foi cumprida e o Ministério da Saúde perdeu mais recursos do que os que conseguiu com a CPMF.

Quando perguntado se sua saída do Governo Fernando Henrique Cardoso teve relação com a CPMF, Adib Jatene respondeu:

"Teve relação direta. Eu disse ao presidente Fernando Henrique que precisava de recursos. Ele pediu para falar com o Pedro Malan (ministro da Fazenda). O Malan me disse que, em dois ou três anos, daria o dinheiro que eu precisava. Não podia esperar tanto tempo. Propus a volta do imposto sobre o cheque, que se chamava IPMF e havia sido extinto em 1994. O presidente disse: 'Você não vai conseguir aprovar isso!'. Respondi: 'Posso tentar?'. Ele autorizou. Pedi o compromisso dele de que o orçamento da Saúde não seria reduzido. A CPMF entraria como o adicional. E ele: 'Isso eu posso te garantir'. Depois da aprovação, a Fazenda reduziu o meu orçamento. Voltei ao presidente. Disse: 'No Congresso, me diziam que isso ia acontecer. Eu respondia que não, porque tinha a sua palavra. Se o senhor não consegue manter a sua palavra, entendo a sua dificuldade. Mas me faça um favor. Ponha outro no meu lugar. Foi assim que eu saí, em novembro de 1996'”

Morte

O cardiologista e ex-ministro da Saúde Adib Jatene, um dos maiores nomes da medicina no Brasil, morreu na noite de sexta-feira, 14/11/2014, aos 85 anos. Ele estava internado desde 22/09/2014 no Hospital do Coração (HCor), do qual era diretor-geral, após sofrer um infarto.

O ex-ministro já havia sofrido um ataque cardíaco em 2012. Após recuperar-se, escreveu um depoimento à Revista Veja São Paulo no qual relatou ter diagnosticado o seu próprio infarto.

"Peguei o telefone e não tive dúvida: liguei para o (Instituto) Dante Pazzanese e falei com o médico José Eduardo Sousa. Falei: 'Preciso de você. Estou infartando e teremos de fazer o cateterismo que deveríamos ter realizado semanas atrás!'"

Adib Jatene deixa sua mulher, Aurice, quatro filhos - os médicos Ieda, Marcelo e Fábio e a arquiteta Iara - e dez netos.

Fonte: Wikipédia e Veja 
Indicação: Fadinha Veras

Lourdes Rodrigues

ANTÔNIA LOURDES BRETAS RODRIGUES
(76 anos)
Cantora

* Santa Maria, RS (04/01/1938)
+ Porto Alegre, RS (22/10/2014)

Nascida em Santa Maria, RS, em 04/01/1938, Lourdes Rodrigues mudou-se com a família, ainda criança, para Porto Alegre. Passou a maior parte da vida na capital gaúcha, mas em 2005 mudou-se para Imbé, no Litoral Norte.

Considerada uma das grandes interpretes de Lupicínio Rodrigues e conhecida como "Dama da Canção"Lourdes Rodrigues iniciou sua vida artística na Rádio Farroupilha, como "A Mais Bela Voz Estudantil do Rio Grande do Sul" e, profissionalmente, no programa "Roteiro de um Boêmio", cujo apresentador era Lupicínio Rodrigues.

Depois, conquistou o sucesso cantando em vários bares da noite e gravou dois discos: "Utopia" (1985) e "Dona Divergência" (1999).

Em abril deste ano, ano em que se comemora o centenário de nascimento de Lupicínio Rodrigues, ela foi homenageada no Prêmio Açorianos com um troféu pelo conjunto da obra.


Lourdes Rodrigues comemorou seus 60 anos de carreira artística com um show no dia 31/08/2012 no bar Se Acaso Você Chegasse em Porto Alegra. Na ocasião, também foi lançado um livro de memórias intitulado "Uma História de Sucessos", que esteve a venda no local por R$ 15,00. O show teve o apoio da Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre.

Com o objetivo de arrecadar recursos para o tratamento da cantora, foi realizado em 13/10/2014 um show beneficente no Centro Histórico Cultural da Santa Casa que reuniu vários artistas gaúchos, entre eles Adriana Deffenti, Marcelo Delacroix, Samuca do Acordeon, Giovani Berti, Nei Lisboa e os irmãos Ernesto e Neto Fagundes. Pouco mais de R$ 3 mil foram levantados para ajudar nas despesas hospitalares não cobertas pelo convênio que ela possuía com o Instituto de Previdência do Estado (IPE). Lourdes Rodrigues vivia em uma pensão do Estado e contava com a ajuda da amiga e empresária.

Desde 2012, a cantora vivia principalmente de uma pensão especial do Estado, por sua contribuição artística. Embora não tenha conseguido assistir ao show beneficente, Lourdes Rodrigues acompanhou tudo pelo Skype e agradeceu o carinho dos fãs e amigos com um cartaz pendurado na janela do quarto do hospital. Da cama, ela sorria e acenava para os convidados.

Sua companhia mais constante era a empresária, amiga e cuidadora Maria Beatriz Barth Presser, que lhe ajudou a conseguir a pensão do estado e organizou o show beneficente. 

Morte

Lourdes Rodrigues morreu às 21:30 hs de quarta-feira, 22/10/2014, em Porto Alegre, RS, vítima de falência múltipla dos órgãos. Ela tinha 76 anos e estava internada desde o início de setembro no Hospital São Francisco, na Santa Casa, tratando de diabetes. Desde o início do ano, ela já havia passado por seis cirurgias em decorrência da doença.

Segundo a empresária, amiga e cuidadora da artista, Maria Beatriz Barth Presser, o estado de saúde da cantora piorou no domingo, 19/10/2014, em razão de complicações causadas pela doença. Recentemente, ela já precisou ter a perna esquerda amputada pelo mesmo motivo.

Lourdes Rodrigues foi velada desde a madrugada de quinta-feira, 23/10/2014, no Plenário Otávio Rocha, da Câmara Municipal de Porto Alegre. 

O sepultamento de Lourdes Rodrigues ocorreu às 17:00 hs de quinta-feira, 23/10/2014, no Cemitério Jardim da Paz, no bairro Agronomia, em Porto Alegre, RS.

Lourdes Rodrigues deixa uma filha, cinco netos e  oito bisnetos.

Fonte: G1, Zero Hora e Sul21
Indicação: Miguel Sampaio

Lori Sandri

LORI PAULO SANDRI
(65 anos)
Jogador e Técnico de Futebol

* Encantado, RS (29/01/1949)
+ Curitiba, PR (03/10/2014)

Lori Paulo Sandri foi um jogador e técnico de futebol brasileiro. Dentro do campo, atuava como meia.

Começou a jogar futebol no time amador do Esporte Clube Encantado em 1964 e em 1965 foi aprovado no juvenil do Internacional de Porto Alegre, mas por dificuldades financeiras, seguiu, com sua madrinha, para Curitiba. No Paraná, jogou no Esporte Clube Água Verde e na Seleção Paranaense de Futebol, mas ainda nas categorias de base.

Profissionalmente, iniciou no Rio Branco de Paranaguá em 1969 e em 1970 no Seleto de Paranaguá, chegando as finais do campeonato.

A partir de 1971, jogou no Clube Atlético Paranaense, onde ficou até 1973. Em seguida, jogou no Londrina Esporte Clube e no Esporte Clube Pinheiros, onde encerrou sua carreira de jogador.

Começou sua carreira de treinador no Esporte Clube Pinheiros, em 1976, ano em que deixou de ser jogador.

No Brasil, teve muitas conquistas por onde passou, entre elas o inédito vice-campeonato Paulista pelo Botafogo de Ribeirão Preto em 2001, o Campeonato Gaúcho de 1998 pelo Juventude, conquistado de forma invicta, quebrando um tabu de 56 anos sem que times do interior do estado vencessem a competição, e o vice-campeonato Brasileiro da Série B em 1995 pelo Coritiba, classificando o clube para a Série A do ano seguinte.

No exterior, trabalhou na Seleção dos Emirados Árabes Unidos, onde participou das eliminatórias da Copa do Mundo FIFA de 1998. Teve passagem também pelo futebol japonês, onde disputou dois campeonatos da J. League pelo Tokyo Verdy.

Disputou a Copa da UEFA e o Campeonato Português na temporada 2008/2009, dirigindo a equipe do Marítimo, clube onde ficou até fevereiro de 2009. Em novembro do mesmo ano, assinou com o Santa Cruz para a temporada de 2010, onde disputou o Campeonato Pernambucano, a Copa do Brasil e a Série D do Campeonato Brasileiro. Seu último clube como treinador foi o Botafogo de Ribeirão Preto.

Morte

Lori Sandri morreu na sexta-feira, 03/10/2014, na cidade de Curitiba, PR, vítima de um câncer no cérebro, após conviver com a doença por cerca de um ano. A informação veio de seu irmão, Volnei Sandri. O enterro do ex-treinador ocorreu no sábado, 04/10/2014, em Curitiba.

Títulos

Atlético-PR
1983 - Campeonato Paranaense

Guarani
1986 - Campeonato Paulista do Interior

Al-Shabab
1992 - Copa do Golfo

Juventude
1998 - Campeonato Gaúcho

Al-Hilal
1999 - Saudi Founder's Cup

Internacional
2004 - Campeonato Gaúcho


Fonte: Wikipédia
Indicação: Miguel Sampaio e Neyde Almeida

Hugo Carvana

HUGO CARVANA DE HOLANDA
(77 anos)
Ator e Diretor de Cinema e Televisão

* Rio de Janeiro, RJ (04/06/1937)
+ Rio de Janeiro, RJ (04/10/2014)

Hugo Carvana de Holanda foi um ator e diretor de cinema e televisão brasileiro. Tornou-se conhecido do grande público na televisão interpretando personagens notáveis, como o jornalista do seriado "Plantão de Polícia"Valdomiro Pena, nos anos 80, embora não escondesse sua paixão pelo cinema. Nasceu no dia 04/06/1937, em Lins de Vasconcelos, na Zona Norte do Rio de Janeiro. É filho de Clóvis Elói de Holanda, comandante da Marinha Mercante, e de Alice Carvana de Castro, costureira.

Iniciou sua carreira de ator em 1955, atuando como figurante no filme "Trabalhou Bem, Genival", dirigido por Lulu de Barros. Figurou em várias produções até conseguir seu primeiro papel de destaque, no filme "Esse Rio Que Eu Amo" (1960), sob a direção de Carlos Hugo Christensen, com Tônia Carrero, Agildo Ribeiro e Daniel Filho.

Até o final dos anos 50, Hugo Carvana atuou em diversas chanchadas, com diretores como Watson Macedo em "Sinfonia Carioca" e "Carnaval em Marte", e Carlos Manga em "Guerra ao Samba" e "Garotas e Samba".

Em 1962, integrou o movimento do Cinema Novo, passando a trabalhar com seus principais diretores, como Ruy Guerra em "Os Cafajestes" e "Os Fuzis", Paulo César Sarraceni em "O Desafio", Leon Hirszman em "A Falecida", Joaquim Pedro de Andrade em "Macunaíma", Cacá Diegues em "A Grande Cidade", "Os Herdeiros" e "Quando o Carnaval Chegar", e Glauber Rocha em "Câncer", "O Leão de Sete Cabeças" e "Terra em Transe", entre outros.

Junto com o início de sua carreira no cinema, Hugo Carvana participou de diversos programas nas principais emissoras de televisão da época, entre os quais se destacam: "Câmera Um" e "Falcão Negro", na TV Tupi; "Teledrama do Canal 9", na TV Continental; "Noite de Gala e Espetáculos Tonelux", na TV Rio.

No teatro, integrou o Teatro de Arena de São Paulo, "Revolução na América do Sul", o Teatro Nacional de Comédia, "O Pagador de Promessas" e "Boca de Ouro", e o Grupo Opinião, "Meia Volta Vou Ver" e "Se Correr o Bicho Pega".

Convidado por Daniel Filho, foi trabalhar na TV Globo em 1967, na novela "Anastácia, a Mulher Sem Destino", primeiro trabalho de Janete Clair para a emissora. Em seguida, deixou o trabalho na televisão para se dedicar ao cinema.

Em 1973, dirigiu seu primeiro filme, "Vai Trabalhar, Vagabundo", que ganhou o Kikito de Ouro de Melhor Filme, no Festival de Gramado. A comédia, escrita por Hugo Carvana e Armando Costa, teve a participação de Wilson Grey, Paulo César Pereiro e Odete Lara, além do próprio Hugo Carvana, no papel do malandro Dino.

O ator voltou a trabalhar na TV Globo em 1975, novamente convidado por Daniel Filho, desta vez para viver o personagem Jacaré, na novela "Cuca Legal", escrita por Marcos Rey e dirigida por Oswaldo Loureiro. Ainda naquele ano, fez uma participação especial na novela "Gabriela", adaptação de Walter George Durst para o romance de Jorge Amado. Logo depois, afastou-se do trabalho na televisão para produzir seu segundo filme, "Se Segura, Malandro", lançado em 1978.

Voltou à TV Globo em 1979, para protagonizar o seriado "Plantão de Polícia", no qual interpretou o repórter policial Waldomiro Pena. O seriado, dirigido por Daniel Filho, teve 80 episódios e durou de maio de 1979 a outubro de 1981. Em seguida, o ator viveu o personagem Fonseca, na minissérie "Quem Ama Não Mata", escrita por Euclydes Marinho e protagonizada por Marília Pêra e Cláudio Marzo. Na sequência, deixou mais uma vez a TV Globo para trabalhar em seu novo filme, "Bar Esperança". Lançado em 1983, o filme teve Hugo Carvana como um dos autores e foi estrelado por Marília Pêra.

Nos dois anos seguintes, afastou-se da televisão e do cinema para assumir a vice-presidência da Fundação das Artes do Rio de Janeiro, durante o primeiro governo de Leonel Brizola no Estado do Rio de Janeiro. Em seguida, deixou o cargo para voltar a trabalhar como ator no filme "Avaeté" (1985), de Zelito Viana, e na novela "Corpo a Corpo" (1984), de Gilberto Braga, na qual viveu o empresário Alfredo Fraga Dantas. Logo depois, trabalhou nas novelas "De Quina Pra Lua" (1985), de Alcides Nogueira, e "Roda de Fogo" (1986), de Lauro César Muniz, antes de se afastar novamente para filmar "Vai Trabalhar, Vagabundo 2 – A Volta" (1991).

Hugo Carvana voltou à TV Globo em 1990, para viver o chefe de família Guilherme, na novela "Gente Fina", escrita por Luiz Carlos Fusco e Marilu Saldanha. No ano seguinte, viveu o personagem Lucas em "O Dono do Mundo", de Gilberto Braga.

Em 1992, participou da novela "De Corpo e Alma", escrita por Gloria Perez. Participou de "As Noivas de Copacabana", minissérie escrita por Dias Gomes, Ferreira Gullar e Marcílio Moraes.

Em 1993, trabalhou na minissérie "Agosto", adaptação de Jorge Furtado e Giba Assis Brasil do livro de Rubem Fonseca. Logo em seguida, o ator viveu o personagem Numa, na novela "Fera Ferida", de Aguinaldo Silva, Ana Maria Moretzsohn e Ricardo Linhares.

Em 1995 fez par romântico com a atriz Arlete Salles, na novela "Cara e Coroa", de Antonio Calmon. Nesse mesmo ano, participou da minissérie "Engraçadinha... Seus Amores e Seus Pecados", adaptação de Leopoldo Serran da obra homônima de Nelson Rodrigues.

Em 1998, em outra novela de Antônio Calmon, "Corpo Dourado", o ator viveu um velho comissário de polícia, parceiro do personagem vivido por Humberto Martins.

Em 1999, faria de novo o papel de um jornalista, o Wagner, na novela "Andando Nas Nuvens", de Euclydes Marinho. Ainda naquele ano, foi o pianista Gouveia da minissérie "Chiquinha Gonzaga" (1999), de Lauro César Muniz.

Em 2001, lançou seu quinto filme, e o primeiro em que não acumulava a direção com a atuação como protagonista. "O Homem Nu" foi baseado no conto homônimo de Fernando Sabino, e estrelado por Cláudio Marzo.

Hugo Carvana voltou a participar de novelas em "Um Anjo Caiu do Céu" (2001), de Antonio Calmon. Em seguida, fez "Desejos de Mulher" (2002), de Euclydes Marinho, e "Celebridade" (2003), de Gilberto Braga, na qual representou o personagem Lineu Vasconcelos, cuja morte teve grande repercussão junto ao público.

Em 2003, lançou mais um filme, "Apolônio Brasil, o Campeão da Alegria", protagonizado pelo ator Marco Nanini. O filme foi escrito e dirigido por Hugo Carvana.

Em 2004 viveu o personagem Sinésio Paiva, na novela "Como Uma Onda", de Walther Negrão.

Em 2006, representou o empresário carioca Jorge Sampaio na minissérie "JK", de Maria Adelaide Amaral, Geraldo Carneiro e Alcides Nogueira.

Em 2007, Hugo Carvana voltaria a viver um personagem malandro e simpático, o Belisário Cavalcanti, na novela "Paraíso Tropical", de Gilberto Braga e Ricardo Linhares. Pai do famoso empresário Antenor Cavalcanti (Tony Ramos), de quem recebe uma mesada - a despeito de manterem uma relação ruim - , Belisário é casado com Virgínia, vivida por Yoná Magalhães, sua companheira em pequenos golpes, que os dois aplicam para conseguir manter certo padrão de vida.

Em 2008, estreou na novela "Três Irmãs", de Antonio Calmon, no papel de Drº Andrade, um advogado competente e boa-praça.

Em seu último papel para a TV, em 2012, Hugo Carvana interpretou o ex-presidente Jorge Mourão na minissérie "O Brado Retumbante".

Diretor Subestimado

O ator também foi um diretor subestimado no cinema nacional devido ao uso abundante de tomadas externas e em locais públicos (trens, ônibus, praças, ruas etc.), mostrando o trabalhador, o pobre na sua condição mais crua, muitas vezes até atuando diretamente com o público, que aparece como é, sem a necessidade de figurantes, o que nos deixa ter uma ótima noção dos costumes do Rio de Janeiro da década de 1970.

Nos seus filmes iniciais, ele expunha o cotidiano do carioca, abria espaço para uma crítica mais concreta, principalmente em seu segundo filme "Se Segura, Malandro!", que foi rodado no governo de Ernesto Geisel. Tal filme, se tornou possível devido ao momento político vivido em 1978, quando a produção foi lançada, um ano antes da anistia.

"O humor, hoje, é moda. E se amanhã sair de moda, eu vou continuar fazendo humor. É uma devoção. Só consigo me olhar sob esse viés da alegria, da brincadeira, da ironia. Estou preso a essa bolha da alegria, e de dentro dela não pretendo sair!"
(Hugo Carvana, 2011)

Morte

Hugo Carvana morreu no sábado, 04/10/2014, aos 77 anos no Rio de Janeiro. De acordo com o hospital em que ele estava internado desde o domingo 28/09/2014, em Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro, ele teve complicações causadas por um câncer no pulmão. Em 1996 já havia descoberto a mesma doença no mesmo órgão e em junho de 1997 havia se recuperado.

O velório ocorrerá no domingo, 05/10/2014, a partir das 09:00 hs, no Parque Lage, no Jardim Botânico. O corpo será cremado na segunda-feira, 06/10/2014, em cerimônia fechada para a família no Memorial do Carmo, no Caju, Zona Portuária.

Era casado com a jornalista Martha Alencar e pai de PedroMaria ClaraJúlio, e Rita.

Hugo Carvana em Plantão de Polícia
Televisão
  • 2012 - O Brado Retumbante ... Mourão
  • 2011 - Insensato Coração ... Olegário Silveira (Seu Silveira)
  • 2010 - Na Forma da Lei ... Jorginho Monteverde
  • 2009 - Malhação ... Inspetor Ubiracy Cansado
  • 2008 - Três Irmãs ... Drº Andrade
  • 2008 - Guerra e Paz ... Moreira
  • 2008 - Malhação ... Paulo Lopret
  • 2008 - Casos e Acasos ... Álvaro
  • 2007 - Paraíso Tropical ... Belisário Cavalcanti
  • 2006 - JK (Minissérie) ... Sampaio
  • 2004 - Como Uma Onda ... Sinésio
  • 2003 - Celebridade ... Lineu Vasconcelos
  • 2002 - Desejos de Mulher ... Atílio
  • 2001 - Porto dos Milagres ... Drº Gouveia
  • 2001 - Um Anjo Caiu do Céu ... Garcia
  • 1999 - Andando nas Nuvens ... Wagner Maciera
  • 1999 - O Belo e as Feras ... Barman
  • 1999 - Chiquinha Gonzaga (Minissérie) .... Gouveia
  • 1998 - Corpo Dourado ... Azevedo
  • 1995 - Cara e Coroa ... Aníbal
  • 1995 - Engraçadinha, Seus Amores e Seus Pecados (Minissérie) ... Irmão Fidélis
  • 1993 - Fera Ferida ... Numa Pompílio de Castro
  • 1993 - Agosto (Minissérie) ... Luiz Magalhães
  • 1992 - De Corpo e Alma ... Agenor Pinheiro
  • 1992 - As Noivas de Copacabana (Minissérie) ... Delegado Adroaldo de Lima
  • 1991 - O Dono do Mundo ... Lucas
  • 1990 - Gente Fina ... Guilherme Azevedo Paiva
  • 1986 - Roda de Fogo ... Paulo Costa
  • 1985 - De Quina Pra Lua ... Silva
  • 1984 - Corpo a Corpo ... Alfredo Fraga Dantas
  • 1982 - Quem Ama Não Mata (Minissérie) ... Fonseca
  • 1979 - Plantão de Polícia (Seriado) ... Valdomiro Pena
  • 1975 - Gabriela ... Argileu Palmeira
  • 1975 - Cuca Legal ... Celso Maranhão (Jacaré)


Cinema

Como Diretor
  • 2013 - Casa da Mãe Joana 2
  • 2011 - Não Se Preocupe, Nada Vai Dar Certo!
  • 2008 - Casa da Mãe Joana
  • 2003 - Apolônio Brasil - O Campeão da Alegria
  • 1997 - O Homem Nu
  • 1991 - Vai Trabalhar, Vagabundo II
  • 1982 - Bar Esperança
  • 1978 - Se Segura, Malandro!
  • 1973 - Vai Trabalhar, Vagabundo

Como Ator
  • 1954 - Trabalhou Bem, Genival
  • 1956 - Contrabando
  • 1957 - Tudo é Música
  • 1961 - Esse Rio Que Eu Amo
  • 1963 - Os Fuzis
  • 1964 - A Falecida
  • 1964 - Crime de Amor
  • 1965 - O Desafio
  • 1966 - A Grande Cidade
  • 1967 - Terra em Transe
  • 1967 - O Engano
  • 1968 - O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro
  • 1968 - O Homem Que Comprou o Mundo
  • 1968 - A Vida Provisória
  • 1968 - Antes, o Verão
  • 1968 - Como Vai, Vai Bem?
  • 1968 - Jardim de Guerra
  • 1968 - O Bravo Guerreiro
  • 1968 - Um Homem e Sua Jaula
  • 1969 - Macunaíma
  • 1969 - O Anjo Nasceu
  • 1969 - Os Herdeiros
  • 1969 - Pedro Diabo Ama Rosa Meia-Noite
  • 1969 - Tempo de Violência
  • 1970 - O Leão de Sete Cabeças
  • 1970 - O Capitão Bandeira Contra o Drº Moura Brasil
  • 1970 - Pindorama
  • 1971 - O Rei dos Milagres
  • 1971 - Procura-se Uma Virgem
  • 1972 - Quando o Carnaval Chegar
  • 1972 - Amor, Carnaval e Sonhos
  • 1972 - Câncer
  • 1973 - Tati, a Garota
  • 1973 - Toda Nudez Será Castigada
  • 1973 - Vai Trabalhar, Vagabundo
  • 1974 - Ipanema, Adeus
  • 1975 - A Nudez de Alessandra
  • 1976 - A Queda
  • 1976 - Gordos e Magros
  • 1977 - Anchieta, José do Brasil
  • 1977 - Tenda dos Milagres
  • 1977 - Mar de Rosas
  • 1977 - Se Segura, Malandro! ... Paulo Otávio
  • 1982 - Bar Esperança, o Último Que Fecha
  • 1983 - Águia na Cabeça
  • 1984 - Bete Balanço ... Tony
  • 1985 - Avaeté - Semente da Vingança
  • 1987 - Leila Diniz ... Clyde
  • 1990 - Boca de Ouro ... Caveirinha
  • 1991 - Assim na Tela Como no Céu
  • 1991 - Vai Trabalhar, Vagabundo II - A Volta
  • 1997 - O Homem Nu ... Motorista de Táxi
  • 1999 - Mauá - O Imperador e o Rei ... Queiroz
  • 2002 - Sonhos Tropicais ... Macedo
  • 2003 - Apolônio Brasil - O Campeão da Alegria
  • 2003 - Deus é Brasileiro
  • 2005 - Mais Uma Vez Amor ... Drº Alvarez
  • 2006 - Achados e Perdidos ... Juiz
  • 2006 - O Maior Amor do Mundo ... Salvador
  • 2008 - Casa da Mãe Joana ... Salomão
  • 2009 - Histórias de Amor Duram Apenas 90 Minutos
  • 2010 - 5x Favela - Agora Por Nós Mesmos
  • 2011 - Não se Preocupe, Nada Vai Dar Certo!
  • 2013 - Giovanni Improtta ... Cantagallo


Prêmios
  • Kikito de Ouro de melhor ator, no Festival de Gramado, por "Vai Trabalhar Vagabundo 2 - A Volta" (1991).
  • Troféu Candango de melhor Ator no Festival de Brasília, por "Vai Trabalhar Vagabundo 2 - A Volta" (1991).
  • Kikito de Ouro de melhor roteiro, no Festival de Gramado, por "Bar Esperança" (1983).
  • Kikito de Ouro de melhor filme, no Festival de Gramado, por "Vai Trabalhar Vagabundo" (1973).


Daniele Daumerie

DANIELE DAUMARIE
(46 anos)
Atriz, Modelo e Compositora

* Rio de Janeiro, RJ (1968)
+ Rio de Janeiro, RJ (24/08/2014)

Daniele Daumarie foi uma atriz, modelo e compositora brasileira. Na TV ela fez parte do elenco de apoio da novela "Kananga do Japão" (1989) na TV Manchete e depois participou de episódios do programa "Você Decide" na TV Globo. Também participou de dois filmes nacionais, "As Sete Vampiras" (1986) e "O Mistério no Colégio Brasil" (1988).

Daniele Daumarie casou-se com o cantor e compositor Lobão na década de 90 e com ele teve uma filha chamada Julia Daumerie.

Daniele Daumerie e Lobão
Daniele Daumerie apareceu nua ao lado de Lobão, vestido de padre, na capa do álbum "O Rock Errou", de 1986, nos clipes musicais do cantor e compôs com ele a canção "Essa Noite Não (Marcha a Ré Em Paquetá)", do álbum "Sob o Sol de Parador" (1989).

Daniele Daumerie contracenou com Cazuza no vídeo da música "Eu Queria Ter Uma Bomba", do Barão Vermelho.

Nos anos 90, formou com Karla Sabah a dupla "Bad Girls" com a qual lançou o CD "Bad Girls", famosa por hits como "Sexo" (1994).

Morte

Daniele Daumerie morreu no domingo, 24/08/2014, vítima de um Acidente Vascular Cerebral (AVC). O corpo foi sepultado na segunda-feira, 25/08/2014, no Cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro.

"Minha mãe teve um AVC e faleceu domingo. Ela estava super bem, se cuidando. Estava com 46 anos!"
(Julia Daumerie)

Lobão se manifestou no Twitter sobre a morte da ex esposa: "Estou muito triste mesmo", escreveu ele, em resposta a uma seguidora.

Fonte: Wikipédia e Ego

Aldo Lotufo

ALDO LOTUFO
(89 anos)
Bailarino

☼ Cuiabá, MT (16/01/1925)
┼ Rio de Janeiro, RJ (17/09/2014)

Aldo Lotufo foi bailarino e professor do Theatro Municipal do Rio de Janeiro por trinta anos, no período entre os anos 50 e 80. Ele nasceu em Cuiabá, em 16/01/1925, filho de Francisco Lotufo, imigrante italiano, e de Elvira, de origem espanhola. O interesse pela arte foi despertado aos 12 anos, quando assistiu a um espetáculo de fim de ano de uma escola, em Cuiabá, no qual uma de suas irmãs dançava um minueto.

Aos 19 anos, foi para o Rio de Janeiro, a fim de frequentar o curso preparatório para a carreira de arquitetura. Chegou a se formar na Faculdade Nacional de Arquitetura, em 1949, mas nos dois últimos anos do curso já dividia seu tempo com a dança.

Aldo Lotufo teria começado sua carreira aos 22 anos quando iniciou o curso no Ballet da Juventude, tendo como professor Carlos Leite e Maryla Gremo.

Em 30/08/1948 surgiu a primeira oportunidade de Aldo Lotufo se apresentar em público, atuando em "Rei-Sol", balé em homenagem a Luís XIV, com coreografia de Vaslav Veltchek.

No início de 1950 passou a fazer parte do Corpo de Baile do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, iniciando sua atuação naquele mesmo ano, no dia 12/04/1950, no bailado "Noite de Walpurgis", do último ato da ópera "Fausto", durante a Temporada Lírica Nacional do Theatro Municipal.

Aldo Lotufo tornou-se famoso, no fim dos anos 1950, como partner da primeira-bailarina Bertha Rosanova. A dupla dançou os papéis principais da primeira montagem completa, no Brasil, de "O Lago dos Cisnes", em 1959. Até então, dançava-se excertos de balés, espetáculos picados. Aldo Lotufo também foi o primeiro brasileiro a dançar a integral de "Giselle" no Brasil.

Paulo Melgaço, professor de História da Dança na Escola Maria Olenewa, observa que a parceria de Aldo Lotufo com Bertha Rosanova poderia ser comparada à de duplas famosas do balé.

"Eles foram o grande casal brasileiro da dança, o que se chama de par perfeito. Se o balé daqui tivesse uma grande divulgação, como o do exterior, poderiam ser comparados a Margot Fonteyn e Rudolf Nureyev."

Paulo Melgaço nota ainda que Aldo Lotufo dançou com várias gerações de primeiras-bailarinas do Municipal, de Bertha Rosanova, nos anos 1950, passando por Eleonora Oliosi, nos anos 1960, e chegando a Nora Esteves nos anos 1970.

"Era um bailarino clássico, romântico, muito limpo, muito consciencioso e honesto. Um bailarino nobre!" - diz Tatiana Leskova, que foi sua contemporânea no Municipal, com quem dançou "Romeu e Julieta", "Les Presages", entre outros balés.

Partner, diretora e amiga, Tatiana Leskova conta que nos últimos anos, apaixonado por música e ópera, ele continuou a frequentar o teatro, "sempre na primeira fila". E lembra-se que foi o russo Léonid Massine que o alçou à categoria de primeiro-bailarino, em 1955, quando veio montar no Brasil seu balé "Les Presages" com a étoileda Ópera de Paris Yvette Chauviré.

Depois que parou de dançar, nos anos 1980, Aldo Lotufo continuou atuando como professor e coreógrafo.

Bertha Rosanova e Aldo Lotufo (1959)
Morte

Aldo Lotufo morreu na madrugada de quarta-feira, 17/09/2014, aos 89 anos, vítima de complicações causadas por uma pneumonia. O bailarino estava internado há cerca de um mês no Hospital Casa de Portugal, no Rio Comprido. O corpo foi velado na quinta-feira, 18/09/2014, no no Salão Assyrio do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, e depois seguiu para Cuiabá, sua terra natal, para o sepultamento.

Fonte: O Globo
Indicação: Miguel Sampaio

Miltinho

MILTON SANTOS DE ALMEIDA
(86 anos)
Cantor e Instrumentista

* Rio de Janeiro, RJ (31/01/1928)
+ Rio de Janeiro, RJ (07/09/2014)

Miltinho foi um cantor e instrumentista brasileiro nascido no Rio de Janeiro. Na década de 40 participou como ritmista e vocalista de quatro importantes grupos musicais: Cancioneiros do Luar, Namorados da Lua, Anjos do Inferno, que chegou a viajar aos Estados Unidos acompanhando Carmen Miranda, e Quatro Ases e Um Coringa.

De 1950 a 1957 foi crooner da Orquestra Tabajara, de Severino Araújo, e do grupo Milionários do Ritmo, de Djalma Ferreira com quem chegou a gravar como crooner. Apesar de ter surgido como pandeirista, a imagem do cantor de voz anasalada logo se firmou em interpretações de sambas de teleco-teco e canções românticas.

Em 1960 passou a seguir carreira solo e lançou o LP "Um Novo Astro", pelo selo Sideral, que obteve grande sucesso. Nesse disco de estréia cantou entre outras, "Ri" (Luiz Antônio), "Idéias Erradas" (Ribamar e Dolores Duran), "Teimoso" (Ari Monteiro e Luiz Bandeira) e "Mulher de Trinta" (Luiz Antônio), que se constituiu no maior sucesso de sua carreira. Lançou um segundo LP, intitulado "O Diploma de Astro", que trazia "Não Emplaca 61" e "Saudade da Pobreza", de Ari Monteiro e Monsueto, entre outras.

Em 1961 lançou LP pela RCA Victor, com destaque para "Murmúrio" (Djalma Ferreira e Luiz Antônio), "Eu Quero Um Samba" (Janet de Almeida e Haroldo Barbosa), "Se Você Disser Que Sim" (Luiz Bandeira), "O Amor e a Rosa" (Pernambuco e Antônio Maria) e "Rosa Morena" (Dorival Caymmi). Transferiu-se para a gravadora RGE e lançou um disco em 78 rpm com o samba "A Canção Que Virou Você" e o samba canção "Poema do Adeus", ambas de Luiz Antônio.

Em 1962 lançou o LP "Poema do Adeus", que além da música título tinha "Palhaçada" (Luiz ReisHaroldo Barbosa), uma gravação marcante em sua carreira, "Estou Só" (Benil Santos e Raul Sampaio), que foi um grande sucesso, "Mulata Assanhada" (Ataulfo Alves) e "Solução" (Raul Sampaio e Ivo Santos). Fez razoável sucesso com o samba-canção "Lembranças" (Raul Sampaio e Benil Santos) e "Meu Nome é Ninguém" (Luiz ReisHaroldo Barbosa e Nazareno de Brito).

Em 1963 gravou em 78 rpm os sambas "Zé da Conceição" (João Roberto Kelly) e "E o Tempo Passou" (Herivelto Martins e David Nasser). Lançou o LP "Poema do Olhar", música título de Jair Amorim e Evaldo Gouveia, que continha ainda "Samba do Balanço" (Luiz ReisHaroldo Barbosa) e "Mais Uma Lágrima" (Heitor Carrilho e Betinho). Gravou o LP "Miltinho é Samba", com "Lamento Bebop" (Luiz Reis e Haroldo Barbosa), "O Tema é Solidão" (Hianto de Almeida e Edson Borges), "Saudade, Fique Comigo" (Cyro Monteiro) e "Que Sabe Você de Mim" (Fernando César e Britinho).


Em 1964 gravou o LP "Canção do Nosso Amor", música título de Raul Sampaio e Benil Santos, que tinha ainda "Samba do Trouxa" (Luiz Reis e Haroldo Barbosa) e "O Que Fariam Vocês" (Miguel Gustavo). No mesmo ano, lançou mais dois LPs "Bossa e Balanço", com músicas como "Morro Mas Um Samba Eu Faço" (Lúcio Alves) e "Faça Como Eu" (Gilvan Chaves), "Eu, Miltinho", "Samba do Crioulo" (Miguel Gustavo) e "Caminho Perdido" (Luiz Antônio).

Em 1965 gravou "Miltinho Ao Vivo", no qual cantou sucessos como "Eu Chorarei Amanhã", "Meu Nome é Ninguém" e "Mulher de Trinta". Lançou seu último disco pela RGE, "Poema do Fim", que trazia entre outras, "Sorrisos" e "Coitadinho de Mim" (Raul Sampaio e Benil Santos), "Eu Não Sabia" (Fernando César e Britinho) e "Canção do Meu Amor Dormindo" (Jota Jr. e Alcyr Pires Vermelho).

Em 1966 transferiu-se para a gravadora Odeon e lançou o LP "Samba + Samba = Miltinho", com "E o Juiz Apitou" (Antônio Almeida e Wilson Batista), "Amuleto" e "Quase" (Herivelto Martins e Klécius Caldas) e "Exaltação Ao Sonho" (Claudionor Cruz e Pedro Caetano).

Em 1967 gravou com a cantora Elza Soares o LP "Elza, Miltinho e Samba", no qual interpretaram "Lampião Vadio" (Luiz Reis e Luiz Antônio), "Mais Um Triste Carnaval" (Raul Mascarenhas Haroldo Barbosa), "Telefone no Morro" (João Roberto Kelly), "Bicho Papão" (Catulo de Paula) e "Samba do Pingo D'água" (Raul Mascarenhas Haroldo Barbosa). Levou ao público o LP "Miltinho, Samba e Cia", no qual cantou pot-pourris como a que incluiu "Beijo na Boca" (Augusto Garcez e Cyro de Souza), "Requebre Que Eu Dou Um Doce" (Dorival Caymmi) e "Tem Que Ter Mulata" (Túlio Piva), além outros sucessos como "Mal de Amor" (Benil Santos e Raul Sampaio) e "Antonico" (Ismael Silva).

Na década de 70 passou a investir mais em shows pelo interior, ficando afastado dos palcos nas grandes cidades.

Em 1970 lançou o LP "Dóris, Miltinho e Charme", o primeiro de uma série de quatro discos com a cantora Dóris Monteiro lançados nos anos seguintes. Nesse primeiro disco da série, interpretaram "Leva e Traz" (Orlandivo e Roberto Jorge) e mais sete pot-pourris com sucessos como "A Felicidade" (Tom Jobim e Vinícius de Moraes) e "Foi Um Rio Que Passou Em Minha Vida(Paulinho da Viola). Gravou "Miltinho e a Seresta" interpretando músicas consagradas nas serestas tais como "A Deusa da Minha Rua(Jorge Faraj e Newton Teixeira), "Malandrinha" (Freire Júnior), "No Rancho Fundo(Ary Barroso e Lamartine Babo) e "Queixumes" (Henrique Brito e Noel Rosa).


Em 1971 lançou o LP "Novo Recado", com músicas de antigos e novos compositores como "Samba no Leblon" (Luiz Ayrão) e "Corrente de Aço" (João Nogueira), ambos em início de carreira. Gravou o segundo disco da série com Dóris Monteiro. Nos dois anos seguintes lançou dois discos com Dóris Monteiro.

Em 1973 foi lançado o quarto e último volume da série "Dóris, Miltinho e Charme", na mesma formulação dos anteriores, com pot-pourris e sucessos como "Manias" (Flávio Cavalcanti e Celso Cavalcanti), "Lendas do Abaeté" (Jajá, Manoel e Preto Rico), samba enredo da Portela, e "Quando eu Vim de Minas" (Xangô da Mangueira).

Em 1974 gravou "Retalhos de Cetim" (Benito di Paula).

Em 1976 voltou a gravar músicas de compositores ligados a escolas de samba como "Palavra de um Preto Velho" (Dedé da Portela e Sérgio Fonseca).

No princípio dos anos 80 deixou a Odeon.

Em 1986 lançou LP pelo selo Inverno e Verão, com antigos sucessos seus como "Mulher de Trinta" e "Poema do Adeus", ambas do compositor de Luiz Antônio, e "Lembranças" (Raul Sampaio e Benil Santos).

Em 1997 lançou pelo selo Movieplay o CD "Em Tempo de Bolero", com clássicos do gênero como "Estou Pensando Em Ti" e "Palavra de Carinho" (Raul Sampaio e Benil Santos) e "Sonhar Contigo" (Armelindo Leandro e Adilson Ramos).

Em 1998 gravou pela Columbia Records o CD "Miltinho Convida", reunindo participações especiais de Chico Buarque, Fafá de Belém, Nana Caymmy, Dóris Monteiro, Elza Soares, Martinho da Vila, MPB 4, João Bosco, Emílio Santiago, João Nogueira e Tito Madi, em dueto com ele em músicas como "Menina Moça" (Luiz Antônio), "Notícia de Jornal" (Luiz Reis e Haroldo Barbosa) e "Bolinha de Papel" (Geraldo Pereira).

Seus maiores sucessos foram composições de Luís Antônio como "Mulher de Trinta", "Eu e o Rio", "Poema das Mãos", "Menina Moça", "Poema do Adeus", "Ri", "A Canção Que Virou Você", "Volta", "Devaneio", "Recado", "Lamento" e "Murmúrio", e também uma parceria de Luís Antônio com Djalma Ferreira intitulada "Cheiro de Saudade".

Gravou também com sucesso a dupla Luíz Reis e Haroldo Barbosa como os já clássicos "Canção da Manhã Feliz", "Palhaçada", "Notícia de Jornal", "Meu Nome é Ninguém", "Só Vou de Mulher", "Convencionemos" e "Momentos".

Da dupla Raul Sampaio e Benil Santos registrou com igual êxito "Lembranças" e "Estou Só". Fez também sucesso com "Poema do Olhar" (Jair Amorim e Evaldo Gouveia) e "Mulata Assanhada" (Ataulfo Alves). Gravou alguns discos em espanhol que lhe renderam fama em países da América Latina.

Em 2003, apresentou-se com Dóris Monteiro no Centro Cultural Banco do Brasil no show "Estamos Aí".

"Eu não sou astro de coisa nenhuma. Sou apenas um mero cantor de samba. O que me honra muito!"
(Miltinho)

Morte

Miltinho morreu no domingo, 07/09/2014, no Rio de Janeiro, aos 86 anos. Segundo uma de suas filhas, Sandra Vergara, o cantor foi vítima de uma parada cardíaca no Hospital do Amparo, no Rio Comprido, Zona Norte do Rio de Janeiro, onde estava internado havia dois meses em tratamento de um problema pulmonar.

O velório será realizado das 09:00 hs às 17:00 hs de segunda-feira, 08/09/2014, na Capela 3 do Memorial do Carmo, Zona Portuária do Rio de Janeiro.

Miltinho deixou três filhos e cinco netos.

De acordo com a filha de Miltinho, ele havia parado de fazer shows há quatro anos, desde quando foi diagnosticado com princípio do mal de Alzheimer.

Discografia


  • 1998 - Miltinho Convida (Globo Columbia, CD)
  • 1997 - Em Tempo de Bolero (Movieplay, CD)
  • 1986 - Miltinho (Inverno e Verão, LP)
  • 1976 - Miltinho (Odeon, LP)
  • 1974 - Miltinho (Odeon, LP)
  • 1973 - Dóris, Miltinho e Charme Vol. 4 (Odeon, LP)
  • 1972 - Dóris, Miltinho e Charme Vol. 3 (Odeon, LP)
  • 1971 - Novo Recado (Odeon, LP)
  • 1971 - Dóris, Miltinho e Charme Vol. 2 (Odeon, LP)
  • 1970 - Dóris, Miltinho e Charme (Odeon, LP)
  • 1970 - Miltinho e a Seresta (Odeon, LP)
  • 1969 - Miltinho, Samba & Cia (LP)
  • 1969 - Elza, Miltinho e Samba Vol. 3 (LP)
  • 1968 - As Mulheres de Miltinho (LP)
  • 1968 - Elza, Miltinho e Samba Vol. 2 (LP)
  • 1967 - Elza, Miltinho e Samba (Odeon, LP)
  • 1967 - Miltinho, Samba e Cia (Odeon, LP)
  • 1966 - Samba + Samba = Miltinho (Odeon, LP)
  • 1965 - Miltinho ao Vivo (RGE, LP)
  • 1965 - Poema do Fim (RGE, LP)
  • 1964 - Canção do Nosso Amor (RGE, LP)
  • 1964 - Bossa & Balanço (RGE, LP)
  • 1964 - Eu... Miltinho (RGE, LP)
  • 1963 - Zé da Conceição / E o Tempo Passou (RGE, 78)
  • 1963 - Distância / E Amanhã... (RGE, 78)
  • 1963 - Poema do Olhar (RGE, LP)
  • 1963 - Miltinho é Samba (RGE, LP)
  • 1963 - Os Grandes Sucessos de Miltinho (RGE, LP)
  • 1962 - Meu Nome é Ninguém / Lembranças (RGE, 78)
  • 1962 - Saudade Ferida / Dezessete e Setecentes (RGE, 78)
  • 1962 - Confidência / Chorando, Chorando (RGE, 78)
  • 1962 - Poema do Olhar / Fio de Canção (RGE, 78)
  • 1962 - Canção da Mamãe Feliz / Falso (RGE, 78)
  • 1962 - Poema do Adeus (RGE, LP)
  • 1961 - Volta / Murmúrio (RCA Victor, 78)
  • 1961 - Miltinho (RCA Victor, LP)
  • 1961 - Poema do Adeus / A Canção Que Virou Você (RGE, 78)
  • 1961 - Poema das Mãos / Só Vou de Mulher (RGE, 78)
  • 1960 - Um Novo Astro (Sideral, LP)
  • 1960 - O Diploma do Astro (Sideral, LP)
  • 1960 - Ri / Mulher de Trinta (Sideral, 78)
  • 1960 - Menina Moça / Eu e o Rio (Sideral, 78)

Indicação: Miguel Sampaio