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Sandra Bréa

SANDRA BRÉA BRITO
(47 anos)
Atriz

☼ Rio de Janeiro, RJ (11/05/1952)
┼ Rio de Janeiro, RJ (04/05/2000)

Sandra Bréa Brito, conhecida profissionalmente como Sandra Bréa, foi uma atriz brasileira nascida no Rio de Janeiro, RJ, no dia 11/05/1952. Foi considerada símbolo sexual do país na década de 1970 e na década de 1980.

Ela era famosa não apenas pelos seus muitos trabalhos, mas também por ter assumido publicamente, em agosto de 1993, que foi contaminada pelo vírus da AIDS, lutando contra a discriminação. Sandra Bréa foi expoente do Movimento de Arte Pornô.

Sandra Bréa iniciou sua carreira aos 13 anos de idade, como modelo. Aos 14 anos, seguiu para o Teatro de Revista do Rio de Janeiro, a conselho de sua amiga Leila Diniz, onde estrelou "Poeira de Ipanema".

Como atriz estreou, em 1968, na peça "Plaza Suite", tendo sido escolhida para o papel pelo diretor João Bittencourt e pela atriz Fernanda Montenegro.

Contratada por Moacyr Deriquém, foi trabalhar na TV Globo, estreando na telenovela "Assim na Terra Como no Céu", em 1970.



Em 1972, o diretor Daniel Filho convidou-a para interpretar Telma, personagem da novela "O Bem-Amado", da TV Globo. Ainda em 1972, casou-se com o empresário Eduardo Espínolla Netto, de quem se separou 3 anos depois. Nesse mesmo ano, durante a temporada da peça "Liberdade Para as Borboletas", ela cortou a mão com uma faca em uma das cenas e teve uma hemorragia, tendo que se submeter a uma transfusão de sangue nos próprios bastidores. Dois anos depois, quando excursionava com o espetáculo "Regina, Mon Amour", sofreu outra hemorragia no palco, agora em razão de um aborto por causa de uma gravidez tubária.

Sandra Bréa casou-se mais duas vezes, com o fotógrafo Antonio Guerreiro (1978) e com o empresário gaúcho Arthur Guarisse (1983).

Seu primeiro grande papel, porém, foi no clássico "O Bem Amado", de Dias Gomes, em 1973, interpretando Telma a filha do prefeito Odorico Paraguaçu.

Em seguida, atuou em "Os Ossos do Barão" (1973), "Corrida do Ouro" (1974), "Escalada" (1975), "O Pulo do Gato" (1978), "Memórias de Amor" (1979), "Elas Por Elas" (1982), "Sabor de Mel" (1983), "Ti Ti Ti" (1985), "Bambolê" (1987), de Daniel Más, interpretando a Condessa Von Trop, "Pacto de Sangue" (1989), de Sérgio Marques, como Francisca Matoso"Gente Fina" (1990) e "Felicidade" (1991), seu último trabalho em novelas, de Manoel Carlos, como Rosita.


Com exceção de "Sabor de Mel", feita na TV Bandeirantes, todas as demais foram feitas na TV Globo. Ela trocou a TV Globo pela TV Bandeirantes e estrelou a novela "Sabor de Mel", de Jorge Andrade, ao lado de Raul Cortez.

Logo que estreou na televisão, Sandra Bréa começou a fazer não apenas novelas, mas também shows, como "Faça Humor, Não Faça Guerra", onde conheceu Luís Carlos Miele, que veio a ser seu parceiro em uma série de apresentações que misturavam canto, dança e humor, principalmente no programa "Sandra & Miele", apresentado pela TV Globo a partir de 1976, tornando-se um grande sucesso de crítica e de audiência.

Sandra Bréa se envolveu em um escândalo em 1977 quando apareceu nua na sacada do hotel em que estava hospedada com o primeiro marido em Porto Alegre, e discutiu com o mesmo que também estava nu.

Muito bonita, Sandra Bréa foi um dos principais símbolos sexuais do Brasil, principalmente na década de 1970, tendo posado nua diversas vezes para as revistas como Status, Playboy, entre outras. Sua beleza também rendeu convites para filmes eróticos, como "Um Uísque Antes, Um Cigarro Depois" (1970), "Cassy Jones, o Magnífico Sedutor" (1972), "Os Mansos" (1973), "Sedução" (1974), "Herança dos Devassos" (1979) e pornochanchadas. Seus primeiros nus foram feitos ainda na década de 1970, em pleno Regime Militar, quando esse tipo de coisa era bem menos comum.

Saúde e Morte

Desde que anunciou que era soropositiva, Sandra Bréa se afastou de tudo e de todos. Em dezembro de 1999, seus médicos detectaram um tumor maligno no pulmão em estágio avançado e lhe deram seis meses de vida. No mês seguinte, foi internada e submetida a uma biópsia. A proposta foi de um tratamento à base de quimioterapia e radioterapia. Sandra Bréa recusou.

Sobre a AIDS, Sandra Bréa escondeu por um tempo sobre a doença. Quando revelou-a, primeiramente disse ter se infectado em uma doação de sangue contaminado, pois em 1991 sofreu um grave acidente de carro em que precisou de transfusão. Porém, pesquisas constataram, que naquela época só eram infectadas mulheres no interior, onde não havia uma fiscalização adequada.

No final de abril de 2000, já praticamente sem voz, com muitas dores, insuficiência respiratória e febre, a atriz concordou em receber um oncologista.

Em 02/05/2000, ela foi levada ao Hospital Barra D'or para fazer uma tomografia computadorizada. Não soube o resultado, pois morreu dois dias depois em sua casa, em Jacarepaguá, no dia 04/05/2000, vítima de câncer de pulmão.

Sandra Bréa foi sepultada no Cemitério São João Batista, em Botafogo, Rio de Janeiro.

Sandra Bréa deixou um filho adotado, Alexandre Bréa Brito, com quem alegadamente estava brigada à época de sua morte.
"Não morrerei de Aids, vou morrer como qualquer um, atropelada!"
(Sandra Bréa)

Carreira

Televisão

  • 1970 - Assim na Terra Como no Céu ... Babi
  • 1970 - Faça Humor, Não Faça Guerra ... Vários Personagens
  • 1972 - Uau, a Companhia ... Vários Personagens
  • 1972 - Bicho do Mato ... Lua
  • 1973 - O Bem-Amado ... Telma Paraguaçu
  • 1973 - Os Ossos do Barão ... Zilda
  • 1974 - Mulher
  • 1974 - Corrida do Ouro ... Isadora
  • 1975 - Escalada ... Roberta
  • 1976 - Sandra & Miele
  • 1978 - O Pulo do Gato ... Noêmia
  • 1979 - Memórias de Amor ... Lívia
  • 1981-1987 - Viva o Gordo ... Vários Personagens
  • 1981 - Amizade Colorida ... Vera Bianca
  • 1982 - Estúdio A… Gildo
  • 1982 - Elas Por Elas ... Vanda
  • 1983 - Sabor de Mel ... Laura
  • 1985 - Ti Ti Ti ... Jacqueline
  • 1986 - Hipertensão ... Participação Especial
  • 1987 - Bambolê ... Glória Muller
  • 1989 - Pacto de Sangue ... Francisca Matoso
  • 1990 - Gente Fina ... Janete
  • 1991 - Felicidade ... Rosita
  • 1997 - Zazá ... Ela Mesma

Cinema

  • 1982 - As Aventuras de Mário Fofoca
  • 1980 - O Convite ao Prazer ... Ana
  • 1979 - Sede de Amar ... Tânia
  • 1979 - Os Imorais
  • 1979 - Sábado Alucinante ... Laura
  • 1979 - Herança dos Devassos
  • 1979 - A República dos Assassinos
  • 1978 - A Noite dos Duros
  • 1978 - Amada Amante ... Fátima
  • 1978 - O Prisioneiro do Sexo ... Ana
  • 1974 - Sedução ... Flametta
  • 1973 - Os Mansos
  • 1972 - Cassy Jones, o Magnífico Sedutor ... Clara
  • 1970 - Um Uísque Antes, Um Cigarro Depois

Fonte: Wikipédia

Márcia de Windsor

MÁRCIA COUTO BARRETO
(49 anos)
Atriz, Vedete, Cantora, Jurada e Apresentadora de TV

☼ Ouro Preto, MG (03/10/1933)
┼ São Paulo, SP (04/08/1982)

Márcia Couto Barreto, verdadeiro nome de Márcia de Windsor, foi uma atriz brasileira nascida em Ouro Preto, MG, no dia 03/10/1933. Era descendente de duas famílias tradicionais de Ouro Preto e Diamantina, e desde pequena essa mineira demonstrava muita classe e elegância.

Resolveu romper com as tradições da família aos 17 anos quando decidiu se casar com um fazendeiro 25 anos mais velho que ela, em Ilhéus, na Bahia. O casamento gerou dois filhos, o também ator Arlindo Barreto e Gilberto Márcio, e não durou mais do que cinco anos.

Cantar era seu hobby, e o sucesso e a opção pela carreira artística vieram no final da década de 50 quando ela já morava no Rio de Janeiro.

Márcia Couto Barreto estreou como vedete em um show na reabertura do Copacabana Palace, em 1958 ao lado de Elizeth Cardoso e Consuelo Leandro, e o nome artístico adotado foi uma sugestão do jornalista Stanislaw Ponte Preta que disse que ela lembrava uma Duquesa de Windsor.

Estreou na TV Rio como cantora e apresentadora. Na TV Record apresentou o programa "Acumulada Musical" ao lado do comediante Renato Corte Real.

Famosa jurada dos programas "A Grande Chance" e "Boa Noite Brasil", de Flávio Cavalcanti, destacou-se mesmo com seu comportamento extremamente bondoso para com os calouros e os gestos suaves e elegantes, que tornaram-se sua marca registrada. E tinha um jargão que ficou famoso: "Nota 10".

Atuou em cerca de 15 novelas. Na TV Globo fez "O Sheik de Agadir" (1966) e "A Última Testemunha" (1968). Na TV Excelsior fez várias novelas, como "Os Fantoches" (1967), "A Menina do Veleiro Azul" (1969) e "Os Estranhos" (1969)Na TV Tupi, Márcia de Windsor atuou em "Na Idade do Lobo" (1972), "O Profeta" (1977) e "Cara a Cara" (1979). Na TV Bandeirantes, participou de "Venha Ver o Sol na Estrada" (1973), "Cavalo Amarelo" (1980) e "Ninho de Serpente" (1982).

Morte

Márcia de Windsor faleceu vítima de um infarto agudo, no quarto que ocupava no Hotel San Raphael, em São Paulo, no dia 04/08/1982. Ela estava na capital paulista para gravar os últimos capítulos da novela "Ninho da Serpente" para a TV Bandeirantes, na qual interpretava Jerusa e na noite anterior ao infarto havia participado de um programa diário da emissora, o "Boa Noite Brasil", onde tinha um quadro semanal, "Meu Netinho é Uma Graça".

Trabalhos

Cinema
  • 1958 - Comercial Toddy
  • 1962 - As Sete Evas
  • 1964 - Sangue na Madrugada
  • 1964 - Crônica da Cidade Amada
  • 1967 - O Mundo Alegre de Helô
  • 1969 - A um Pulo da Morte
  • 1978 - A Força do Sexo
Televisão
  • 1964 - O Acusador
  • 1965 - 22-2000 Cidade Aberta (Série)
  • 1965 - TNT (Série)
  • 1966 - O Sheik de Agadir
  • 1967 - Os Fantoches
  • 1968 - A Última Testemunha
  • 1969 - A Menina do Veleiro Azul
  • 1969 - Os Estranhos
  • 1970 - E Nós, Aonde Vamos?
  • 1972 - Bel-Ami
  • 1972 - Na Idade do Lobo
  • 1973 - Venha Ver o Sol na Estrada
  • 1977 - O Profeta
  • 1979 - Cara a Cara
  • 1980 - Cavalo Amarelo
  • 1981 - Os Adolescentes
  • 1982 - Ninho da Serpente

Fonte: Wikipédia

Cláudia Magno

CLÁUDIA MAGNO DE CARVALHO
(35 anos)
Atriz e Dançarina

☼ Rio de Janeiro, RJ (10/02/1958)
┼ Rio de Janeiro, RJ (06/01/1994)

Cláudia Magno de Carvalho foi uma atriz e dançarina brasileira nascida no Rio de Janeiro, RJ, no dia 10/02/1958.

Cláudia Magno começou a carreira em 1981, trabalhando em diversas peças de teatro. Participou do filme de grande sucesso "Menino do Rio" (1982), grande sucesso entre os jovens, que lhe abriu as portas no cinema e na TV. Em seguida foi chamada pela Rede Globo para participar da novela "Final Feliz" (1982).

Seguiram-se as novelas "Champagne" (1983), "Viver a Vida" (1984), "Roda de Fogo" (1986), "Fera Radical" (1988), "Bebê a Bordo" (1988), "Tieta" (1989), "Meu Bem, Meu Mal" (1990), "O Dono do Mundo" (1991), "Felicidade" (1991) e "Sonho Meu" (1993).

Na televisão, Cláudia Magno fez novelas na TV Globo e na TV Manchete.

Cláudia Magno atuou também nos filmes "Garota Dourada" (1983) e "Presença de Marisa" (1988), trabalho pelo qual ganhou o Candango de melhor atriz no Festival de Brasília de 1988.

Cláudia Magno foi namorada do ator e modelo Marcelo Ibrahim.

Morte

Cláudia Magno faleceu no dia 06/01/1994, aos 35 anos, vítima de insuficiência respiratória aguda, em decorrência da AIDS, na clínica São Vicente, na Gávea, Rio de Janeiro, RJ.

Quando faleceu, Cláudia Magno estava trabalhando na novela "Sonho Meu", na qual vivia a enfermeira Josefina, bem como ensaiava um musical com o ator Jonas Bloch.

Carreira

Televisão

  • 1982 - Final Feliz ... Bartira (A falsa)
  • 1983 - Champagne ... Mariah
  • 1984 - Viver a Vida ... Maria Eduarda
  • 1985 - Tudo em Cima ... Carmem
  • 1985 - Um Sonho a Mais ... Regina
  • 1986 - Roda de Fogo ... Vera dos Santos
  • 1988 - Fera Radical ... Vicky (Victória Regina)
  • 1988 - Bebê a Bordo ... Gilda
  • 1989 - Tieta ... Silvana Pitombo
  • 1990 - Delegacia de Mulheres (Episódio: "Por um Triz")
  • 1990 - Mãe de Santo
  • 1990 - Mico Preto ... Jurada do concurso Caras & Pernas
  • 1990 - Meu Bem, Meu Mal ... Eulália
  • 1991 - Filhos do Sol ... Ludmila
  • 1991 - O Dono do Mundo ... Flávia Araripe
  • 1992 - Felicidade ... Renée
  • 1993 - Você Decide (Episódio: "O Direito de Morrer")
  • 1993 - Sonho Meu ... Josefina Machado

Cinema

  • 1981 - Menino do Rio ... Patrícia Monteiro
  • 1984 - Garota Dourada ... Patrícia
  • 1988 - Presença de Marisa

Teatro

  • 1985 - Rosa Tatuada, com Norma Bengell e Paulo Castelli
  • 1993 - Fora de Controle, com Ernesto Piccolo


Prêmios

Brasil Festival de Brasília

  • 1988 - Melhor Atriz

Fonte: Wikipédia

Míriam Pires

MÍRIAM DE SOUZA PIRES
(77 anos)
Atriz

☼ Rio de Janeiro, RJ (20/04/1927)
┼ Rio de Janeiro, RJ (07/09/2004)

Míriam de Souza Pires foi uma atriz brasileira nascida no Rio de Janeiro, RJ, no dia 20/04/1927.

Míriam Pires começou sua carreira no anos 1940 no teatro com Pascoal Carlos Magno. Estreou na TV em 1963 na minissérie "Nuvem de Fogo" pela TV Paulista. Gostaram tanto dela que Míriam Pires voltou a atuar em 1965 na novela "Ilusões Perdidas", também na TV Paulista, veículo onde se tornaria presença constante em mais de 50 produções.

Míriam Pires teve inúmeros trabalhos marcantes na televisão como em "Irmãos Coragem" (1970), "Locomotivas" (1977), "Baila Comigo" (1981), "Final Feliz" (1982), "Tieta" (1989) e "Pedra Sobre Pedra" (1992), estas na TV Globo. "Meus Filhos, Minha Vida" (1984), a única novela que protagonizou no SBT, e "Tocaia Grande" (1995) e "Xica da Silva" (1996) ambas na extinta Rede Manchete.

Já no cinema, seu período de presença mais constante foram nas décadas de 1970 e 1980 sob a direção dos cineastas Braz Chediak, Bruno Barreto, Hector Babenco e Djalma Limongi.

Estreou no filme "Aleluia Gretchen" (1976). Relutou em aceitar o papel no filme "Chuvas de Verão" (1977), porque teria que ficar nua para fazer cenas de amor ao lado do ator Jofre Soares, ela já tendo uma certa idade. Esse filme lhe rendeu prêmios de melhor atriz.


Morte

Míriam Pires faleceu na manhã do dia 07/09/2004, aos 77 anos, vítima de toxoplasmose, depois de passar um mês e meio internada no Centro Médico Bambina, no bairro de Botafogo, Rio de Janeiro. Devido à doença, deixou a novela "Senhora do Destino", onde vivia a governanta Clementinauma espécie de cozinheira e governanta da casa da família Ferreira da Silvamelhor amiga da protagonista, Maria do Carmo, personagem de Susana Vieira.

O autor da novela, Agnaldo Silva, que escreveu para ela este e outros personagens marcantes, como Dona Quirina, de "Pedra Sobre Pedra", lamentou sua morte:
"Ela foi um ícone da televisão brasileira. Mesmo sem ter sido protagonista soube tirar proveito de todos os seus personagens e a tevê brasileira tem um pouco o rosto de Miriam Pires!"
Segundo seu médico, Márcio Nucci, ela sofria de linfoma há seis anos e, devido à medicação, teve baixa de imunidade, o que causou a toxoplasmose:
"O vírus alojou-se no cérebro e ela sofreu as conseqüências de uma pessoa da sua idade passar tanto tempo num Centro de Tratamento Intensivo."
Miriam Pires foi casada quatro vezes e era viúva. deixou uma filha adotiva e uma irmã chamada Azaleia Pires.


Carreira

Televisão

  • 1960 - O Vigilante Rodoviário ... Lilica (Episódio: "O Rapto de Juca")
  • 1965 - Ilusões Perdidas
  • 1965 - Rua da Matriz ... Mulher do mecânico
  • 1966 - Eu Compro Esta Mulher ... Matilde
  • 1966 - Um Rosto de Mulher ... Estela
  • 1967 - A Sombra de Rebeca ... Leila
  • 1967 - Anastácia, a Mulher Sem Destino ... Gaby
  • 1969 - Rosa Rebelde ... Inez de La Torre
  • 1969 - Véu de Noiva ... Mariana
  • 1970 - Irmãos Coragem ... Dalva
  • 1971 - Bandeira 2 ... Célia
  • 1971 - O Homem Que Deve Morrer ... Carolina
  • 1972 - O Bofe ... Consuelo
  • 1973 - Cavalo de Aço ... Benvinda
  • 1973 - O Semideus ... Dulce Leonardo
  • 1975 - Cuca Legal ... Alba
  • 1975 - Pecado Capital ... Nora
  • 1975 - Senhora ... Camila
  • 1976 - O Casarão ... Olinda Leme
  • 1977 - Locomotivas ... Margarida
  • 1977 - Nina ... Dona Nicota
  • 1978 - A Sucessora ... Guilhermina
  • 1978 - Te Contei? ... Madame Juju
  • 1979 - Caso Especial ... Nair (Episódio: "Jardim Selvagem")
  • 1979 - Os Gigantes ... Eulália
  • 1981 - Baila Comigo ... Cândida Martins
  • 1982 - Final Feliz ... Marina
  • 1982 - Sétimo Sentido ... Carolina
  • 1983 - Anjo Maldito ... Tina
  • 1984 - Meus Filhos, Minha Vida ... Luzia
  • 1985 - Tele Tema (Episódio: "O Dia Em Que Raptaram Lauro Corona")
  • 1985 - Tenda dos Milagres ... Carlota
  • 1986 - Dona Beija ... Sinhana
  • 1986 - Tudo ou Nada ... Vevé
  • 1987 - Carmem ... Mãe de Verônica
  • 1988 - Olho Por Olho ... Fernanda
  • 1989 - Capitães da Areia ... Ester
  • Tieta - Dona Milu
  • 1990 - Meu Bem, Meu Mal ... Matilde
  • 1991 - Ilha das Bruxas ... Ludovica
  • 1991 - Salomé ... Mariana
  • 1992 - Pedra Sobre Pedra ... Dona Quirina
  • 1993 - Sonho Meu ... Cecília
  • 1994 - Memorial de Maria Moura ... Gerusa
  • 1994 - Você Decide ... Luciana (Episódios: "Além do Jardim" / "A Dívida")
  • 1994 - Você Decide ... Talita (Episódio: "A Máscara")
  • 1995 - Tocaia Grande ... Ernestina
  • 1996 - Xica da Silva ... Dona Benvinda
  • 1997 - Mandacaru ... Vó Isabel
  • 1998 - Você Decide ... Mariah (Episódio: "Faça a Coisa Certa")
  • 2000 - Uga Uga ... Cecilia
  • 2001 - Os Normais ... Dirce (Episódio: "Seguir a Tradição é Normal")
  • 2001 - Sítio do Pica-Pau Amarelo ... Cuca Velhinha (Episódio: "O Saci")
  • 2001 - Um Anjo Caiu do Céu ... Ermelinda
  • 2002 - Desejos de Mulher ... Isaura
  • 2003 - Kubanacan ... Viúva Cega
  • 2003 - Mulheres Apaixonadas ... Dona Laurinda
  • 2003 - Chocolate Com Pimenta ... Hortência
  • 2004 - A Diarista ... Dolores (Episódio: "Valha-me Deus")
  • 2004 - Senhora do Destino ... Clementina

Cinema

  • 1976 - Aleluia, Gretchen ... Lotte
  • 1976 - Essa Mulher é Minha… e dos Amigos ... Adélia
  • 1976 - O Vampiro de Copacabana ... Esmeralda
  • 1978 - Chuvas de Verão ... Isaura
  • 1980 - Bonitinha, Mas Ordinária ou Otto Lara Resende ... Dona Rita
  • 1983 - Gabriela, Cravo e Canela ... Mãe de Malvina
  • 1984 - O Beijo da Mulher-Aranha ... Mãe de Molina
  • 1986 - Brasa Adormecida ... Tia Cocota
  • 1987 - Um Trem Para as Estrelas ... Srª Oliveira
  • 1990 - Beijo 2348/72 ... Operária
  • 2001 - Copacabana ... Celina
  • 2004 - Quanto Vale ou é Por Quilo?


Fonte: Wikipédia

Carmem Silva

MARIA AMÁLIA FEIJÓ
(92 anos)
Atriz

☼ Pelotas, RS (05/04/1916)
┼ Porto Alegre, RS (21/04/2008)

Maria Amália Feijó adotou o nome artístico de Carmen Silva, em 1939, quando ingressou na carreira de atriz, na Rádio Cultura de sua cidade.

Em 1955 entrou para a Companhia Dulcina de Moraes e elencou a peça "Vivendo em Pecado", de Terence Rattigan. Com a Companhia Dulcina de Moraes, ainda apareceu em "O Imperador Galante", de Raimundo Magalhães Júnior e "Chuva" de Somerset Maugham.

Em 1957, já na Companhia Maria Della Costa foi para a Europa com os espetáculos "Manequim" (Henrique Pongetti), "O Canto da Cotovia" (Jean Anouilh) e "Rosa Tatuada" (Tennessee Williams).

Em 1961, Carmem Silva passou a integrar o Teatro Brasileiro de Comédia, trabalhando em "A Escada" (Jorge Andrade) e "Yerma" (Garcia Lorca)

Em 1935, entrou para a Cinédia e fez seu primeiro filme, "Estudantes" de Wallace Downey, com Aurora Miranda e Mesquitinha.

Em 1949, participou do último musical dirigido por Adhemar Gonzaga, "Quase no Céu", ao lado de Walter D'Ávila, Renata Fronzi, entre outros.

Na televisão fez sua primeira aparição em 1956, em "Anos de Ternura", na TV Record.

Em 1970, apareceu em "Pigmaleão 70" na TV Globo, ao lado de Tônha Carrero e Sérgio Cardoso.

Participou de outras novelas importantes da emissora como "Os Ossos do Barão" (1973) e "Locomotivas" (1977). Mas foi em "Mulheres Apaixonadas" (2003), novela de Manoel Carlos, que fez grande sucesso ao lado de Oswaldo Louzada.

Em 2002 reuniu seus textos radiofônicos no livro "Comédias do Coração e Outras Peças Para Rádio e TV". Teve sua história registrada pela jornalista Marilaine Castro da Costa em "Carmen Silva, a Dama dos Cabelos Prateados".

Morte

Carmem Silva era uma das mais idosas atrizes em atividade do país, com 92 anos de idade, quando faleceu às 8h15 do dia 21/04/2008, no Hospital Mãe de Deus, em Porto Alegre, vítima de falência múltipla dos órgãos.

Cinema

  • 2007 - Valsa Para Bruno Stein
  • 2005 - Café da Tarde
  • 2003 - A Festa de Margarette
  • 2002 - Lembra, Meu Velho?
  • 1997 - Até Logo, Mamãe
  • 1990 - O Gato de Botas Extraterrestre
  • 1983 - Idolatrada
  • 1982 - Amor de Perversão
  • 1977 - Contos Eróticos episódio (As Virgens três)
  • 1975 - Guerra Conjugal
  • 1970 - Elas (episódio O Artesanato de Ser Mulher)
  • 1958 - O Grande Momento
  • 1957 - Rebelião em Vila Rica
  • 1955 - Carnaval em Lá Maior
  • 1949 - Quase no Céu
  • 1946 - El Ángel Desnudo

Televisão

  • 2006 - A Diarista (episódios Aquele da Chuva e Marinete Não Chega!)
  • 2003 - Zorra Total
  • 2003 - Mulheres Apaixonadas
  • 1988 - O Primo Basílio
  • 1984 - Meus Filhos, Minha Vida
  • 1983 - Sabor de Mel
  • 1982 - Campeão
  • 1982 - Ninho da Serpente
  • 1981 - Baila Comigo
  • 1981 - Os Adolescentes
  • 1980 - Pé de Vento
  • 1979 - Cara a Cara
  • 1978 - Sinal de Alerta
  • 1977 - Locomotivas
  • 1975 - A Viagem
  • 1974 - Ídolo de Pano
  • 1973 - Os Ossos do Barão
  • 1973 - Vidas Marcadas
  • 1973 - Venha Ver o Sol na Estrada
  • 1973 - Vendaval
  • 1972 - Quero Viver
  • 1972 - Bel-Ami
  • 1972 - Signo da Esperança
  • 1971 - Minha Doce Namorada
  • 1970 - A Próxima Atração
  • 1970 - Pigmalião
  • 1958 - Cela da Morte

Fonte: Wikipédia

Dercy Gonçalves

DOLORES GONÇALVES COSTA
(103 anos)

Atriz, Humorista e Cantora

☼ Santa Maria Madalena, RJ (23/06/1905)
┼ Rio de Janeiro, RJ (19/07/2008)

Dolores Gonçalves Costa, artisticamente conhecida como Dercy Gonçalves, foi uma atriz, humorista e cantora brasileira, nascida em Santa Maria Madalena, RJ, no dia 23/06/1905, oriunda do teatro de revista, notória por suas participações na produção cinematográfica brasileira das décadas de 1950 e 1960. Foi reconhecida pelo Guinness Book como a atriz com maior tempo de carreira na história mundial, 86 anos.

Originária de família muito pobre, nasceu no interior do estado do Rio de Janeiro em 1905, tendo sido registrada em 1907. Na época era muito comum registrar os filhos mais tarde, pela falta de acesso a cartórios e informações da importância de um registro.

Dercy Gonçalves era filha de um alfaiate, chamado Manuel Gonçalves Costa e de uma lavadeira, chamada Margarida Gonçalves Costa. Sua mãe abandonou o lar e os sete filhos ao descobrir a infidelidade do marido. Dercy Gonçalves, abandonada pela mãe ainda pequena, foi criada pelo pai alcoólatra. A menina, que foi crescendo, teve que conviver com um pai bêbado em casa e sofreu muito com o abandono da mãe, de quem nunca mais teve notícia.

Dercy Gonçalves sofria preconceitos na infância, sendo constantemente chamada de negrinha, por ser neta de negros.

Para ajudar nas despesas de casa junto com os irmãos, Dercy Gonçalves foi trabalhar em uma bilheteria de cinema. Vendo os filmes nas horas de expediente do serviço, aprendeu a se maquiar e atuar como as artistas. Seu grande sonho era seguir carreira artística. Mesmo não sendo ainda atriz profissional, apresentava-se em teatros improvisados para hóspedes dos hotéis em sua cidade natal.


Aos 17 anos, destinada a ver seu sonho virar realidade, fugiu de casa para Macaé, RJ, embaixo do vagão de um trem, arriscando sua própria vida pelo sonho de ser artista. Ela fugiu para Macaé pois queria se juntar à uma trupe de teatro mambembe que lá estava, diversos atores de circo experientes no qual ela poderia trabalhar, a Companhia de Maria Castro.

Após um tempo morando em Macaé e trabalhando no teatro circense, o circo teve que partir para se fixar em outra cidade e fazer apresentações novas. Então, ela foi junto com a Companhia de Circo para Minas Gerais, onde estreou em 1929, em Leopoldina, integrando o elenco da Companhia Maria Castro. Fazendo teatro itinerante, fez dupla com Eugênio Pascoal em 1930, com quem se apresentou por cidades do interior de alguns estados, sob o nome de Os Pascoalinos.

Dercy Gonçalves se apaixonou por Eugênio Pascoal, que foi seu primeiro namorado, aos 23 anos, no papel, e 25 na vida real. Dercy Gonçalves disse uma vez em entrevista que, foi enganada por seu primeiro namorado, Eugênio Pascoal, que a violentou sexualmente. Ela contou que na noite em que perdeu a virgindade, usava uma camisola feita de saco de arroz: "Tinha escrito no peito: Indústria Brasileira de Arroz Agulhinha, arroz de primeira".

Anos depois, Dercy Gonçalves disse que, inocente na época, não sabia o que estava acontecendo e não entendeu por que estava sangrando. Ela foi convencida a fazer sexo e não sabia que esse convencimento, mediante ameaça de término do namoro, configura-se como estupro. Após alguns anos convivendo junto com ele, por causa de ciúmes violentos por parte dele, eles se separaram.

Dercy Gonçalves era uma típica moça do interior, ingênua e alegre. Mesmo fugindo de casa e tendo se relacionado com o namorado, ainda brincava de bonecas de pano que tinha desde criança. Isso mostra seu espírito doce e infantil, sua sensibilidade que a possibilitou ser, de fato, uma artista.

Enquanto excursionava com a trupe pelo interior de Minas Gerais, Dercy Gonçalves contraiu tuberculose, tendo que se afastar de sua maior paixão, o circo. Um exportador de café mineiro chamado Ademar Martins Senra a conheceu quando passava próximo à tenda do circo e se encantou por ela, apesar de ter ficado com pena da pobre moça doente. De bom coração, pagou todas as contas do sanatório para a internação da atriz, que não tinha dinheiro suficiente para custear o tratamento.


Depois de curada, em 1934, tendo largado o circo, teve um romance com o exportador de café mineiro Ademar Martins, mesmo ele sendo casado. Desse relacionamento de 2 anos, nasceu sua única filha, em 1936, Maria Dercimar Gonçalves Senra.

O nome Dercimar é uma mistura do apelido de Dercy, com o nome do pai dela, Ademar. Ademar descobriu que Dercy engravidou e, mesmo casado, decidiu assumir o filho fora do casamento e colocou Dercy em uma casa decente para se viver e ficou a ajudando nas despesas. Quando o bebê nasceu, Ademar registrou a criança e às vezes ia visitar Dercy e a neném. No entanto, não podiam morar juntos pelo fato dele ser casado e o romance deles ser secreto. Um dia, porém, não apareceu mais, o que fez Dercy sofrer muito, além de ter que criar a filha sozinha. Ela, então, voltou a trabalhar em teatro.

Especializando-se na comédia e no improviso, participou do auge do Teatro de Revista brasileiro, nos anos 1930 e 1940, estrelando algumas delas, como "Rei Momo na Guerra" (1943), de autoria de Freire Júnior e Assis Valente, na companhia do empresário Walter Pinto.

Na década de 1960 iniciou sua carreira-solo. Suas apresentações, em diversos teatros brasileiros, conquistavam um público cheio de moralismo. Nesses espetáculos, gradativamente introduziu um monólogo, no qual relatava fatos autobiográficos. Paralelamente a estas apresentações, atuou em diversos filmes do gênero chanchada e comédias nacionais.

Na televisão, chegou a ser a atriz mais bem paga da TV Excelsior em 1963, onde também conheceu o executivo José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni. Depois passou para a TV Rio e já na TV Globo, convenceu Boni a trabalhar na emissora, junto de Walter Clark.

De 1966 a 1969 apresentou na TV Globo um programa de auditório de muito sucesso, "Dercy de Verdade", que acabou saindo do ar com a intensificação da censura no país após o AI-5.


No final dos anos 1980, quando a censura permitiu maior liberalismo na programação, Dercy Gonçalves passou a integrar corpos de jurados em programas populares, como em alguns apresentados por Silvio Santos, e até aparições em telenovelas da TV Globo. No SBT voltou a experimentar um programa próprio que, entretanto, teve curtíssima duração.

Sua carreira foi pautada no individualismo, tendo sofrido, já idosa, um desfalque nas economias por parte de um empresário inescrupuloso, o que a fez retomar a carreira, já octogenária.

Recebeu, em 1985, o Troféu Mambembe, numa categoria criada especificamente para homenageá-la: Melhor Personagem de Teatro.

Em 1991, foi enredo, "Bravíssimo - Dercy Gonçalves, o Retrato de um Povo", do desfile da Unidos do Viradouro, na primeira apresentação da escola no Grupo Especial das escolas de samba do Carnaval do Rio de Janeiro. Na ocasião, Dercy Gonçalves causou polêmica ao desfilar, no último carro, com os seios à mostra.

Sua biografia se intitula "Dercy de Cabo a Rabo" (1994), e foi escrita por Maria Adelaide Amaral.

"Dercy de Verdade" é o título dado à minissérie sobre a vida da atriz, que também foi escrita por Maria Adelaide Amaral e direção de Jorge Fernando. A minissérie estreou no dia 10/01/2012 e teve 4 capítulos.

Em 04/09/2006, aos 99 anos, recebeu o título de Cidadã Honorária da cidade de São Paulo, concedido pela câmara de vereadores desta capital.

Centenário

No dia 23/06/2007, Dercy Gonçalves completou 100 anos com uma festa na Praça Coronel Braz, no centro do município de Santa Maria Madalena, sua cidade natal, na região serrana do Rio de Janeiro.

Na festa, Dercy Gonçalves comeu bolo, levantou as pernas fazendo graça para os fotógrafos, falou palavrão e saudou o povo, que parou para acompanhar a comemoração. Embora oficialmente tenha completado 100 anos, Dercy Gonçalves afirmava que seu pai a registrou com dois anos de atraso, logo teria completado 102 anos de idade.

Foi este também o mês em que Dercy Gonçalves subiu pela última vez num palco: foi na comédia teatral "Pout-PourRir", espetáculo criado e dirigido pela dupla Afra Gomes e Leandro Goulart, onde comemorou "Cem Anos de Humor", com direito à festa, autógrafos de seu DVD biográfico e um teatro lotado por um público de fãs, celebridades e jornalistas.

À noite, inesquecível para quem estava presente, onde Dercy Gonçalves foi entrevistada por uma personagem interpretada pelo ator Luís Lobianco, ainda deixou para a história duas frases memoráveis. É perguntado à atriz se ela tem medo da morte, e Dercy Gonçalves, sempre de forma irreverente responde: "Não tenho medo da morte, a morte é linda... mas a vida também é muito boa!".

No fim, após cortar o bolo com as próprias mãos e atirar nos atores, diretores e plateia, faz o público emocionar-se ainda mais, dizendo: "Eu vou sentir falta de vocês. Mas vocês também vão sentir a minha!"
"Eu fiz 94, mas me digo que estou com 95 para me energizar e chegar lá. Escrevam o que eu digo: eu só vou morrer quando eu quiser! Não programo morte, eu programo vida!"
(Ao Completar 94 anos)

"A morte é linda... mas a vida também é muito boa!"
(Em cena pela última vez no espetáculo Pout-PourRir)

"Eu vou sentir falta de vocês. Mas vocês também vão sentir a minha."
(Para uma plateia lotada no espetáculo Pout-PourRir)

Morte

Dercy Gonçalves faleceu no dia 19/07/2008, aos 103 anos de idade, no Hospital São Lucas, em Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro. Ela foi internada durante a madrugada e a causa da morte teria sido uma complicação decorrente de uma pneumonia comunitária grave que evoluiu para uma sepse pulmonar e insuficiência respiratória.

O Estado do Rio de Janeiro decretou luto oficial de três dias em memória à atriz.

Dercy Gonçalves encontra-se sepultada em sua terra natal em Santa Maria Madalena, RJ. Na mesma semana, Afra GomesLeandro Goulart e o elenco de "Pout-PourRir" prestaram, em cena, uma última homenagem à Dercy Gonçalves.
"Todas as manhãs, a solidão me deixa deprimida. Moro sozinha, tem três pessoas que se revezam para me acompanhar. Minha filha não mora comigo. Filho não gosta de mãe; é a mãe que gosta do filho. Eles crescem, ganham independência e passam a ter prioridades. Eu me animo no cair da tarde, às 16h mais ou menos. Luto para ter forças para sair. Aí me arrumo, vou pro bingo. Lá, sou muito bem tratada, ganho cartelas e me distraio. À noite, vou a festas, jantares, adoro comer. E volto pra casa, durmo feliz. Assim são meus dias, sem expectativa."
(Dercy, em um desabafo)

Fonte: Wikipédia