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sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Dorival Caymmi

DORIVAL CAYMMI
(94 anos)
Cantor, Compositor, Violonista e Pintor

* Salvador, BA (30/04/1914)
+ Rio de Janeiro, RJ (16/08/2008)

Compôs inspirado pelos hábitos, costumes e as tradições do povo baiano. Tendo como forte influência a música negra, desenvolveu um estilo pessoal de compor e cantar, demonstrando espontaneidade nos versos, sensualidade e riqueza melódica. Poeta popular, compôs obras como "Saudade de Bahia", "Samba da Minha Terra", "Doralice", "Marina", "Modinha Para Gabriela", "Maracangalha", "Saudade de Itapuã", "O Dengo Que a Nega Tem", "Rosa Morena".

Dorival Caymmi na década de 50 (Foto: Arquivo Agência A Tarde)
Filho de Durval Henrique Caymmi e Aurelina Soares Caymmi, era casado com Adelaide Tostes, a cantora Stella Maris. Todos os seus três filhos são também cantores: Dori Caymmi, Danilo Caymmi e Nana Caymmi.

Dorival Caymmi era descendente de italianos pelo lado paterno, as gerações da Bahia começaram com o seu bisavô, que chegou ao Brasil para trabalhar no reparo do Elevador Lacerda e cujo nome era grafado Caimmi.

Ainda criança, iniciou sua atividade como músico, ouvindo parentes ao piano. Seu pai era funcionário público e músico amador, tocava, além de piano, violão e bandolim. A mãe, dona de casa, mestiça de portugueses e africanos, cantava apenas no lar. Ouvindo o fonógrafo e depois a vitrola, cresceu sua vontade de compor.

Cantava, ainda menino, em um coro de igreja, como baixo-cantante. Com treze anos, interrompeu os estudos e começou a trabalhar em uma redação de jornal, O Imparcial, como auxiliar. Com o fechamento do jornal, em 1929, tornou-se vendedor de bebidas.

Em 1930 escreveu sua primeira música, "No Sertão", e aos vinte anos estreou como cantor e violonista em programas da Rádio Clube da Bahia. Já em 1935, passou a apresentar o musical "Caymmi e Suas Canções Praieiras".

Com 22 anos, venceu, como compositor, o concurso de músicas de carnaval com o samba "A Bahia Também Dá". Gilberto Martins, um diretor da Rádio Clube da Bahia, o incentivou a seguir uma carreira no sul do país.

Em abril de 1938, aos 23 anos, Dorival Caymmi, viajou de Ita (navio que cruzava o norte até o sul do Brasil) à cidade do Rio de Janeiro para conseguir um emprego como jornalista e realizar o curso preparatório de Direito. Com a ajuda de parentes e amigos, fez alguns pequenos trabalhos na imprensa, exercendo a profissão no jornal Diários Associados. Ainda assim, continuava a compor e a cantar. Conheceu, nessa época, Carlos Lacerda e Samuel Wainer.

Foi apresentado ao diretor da Rádio Tupi, e, em 24 de junho de 1938, estreou na rádio cantando duas composições, embora ainda sem contrato. Saiu-se bem como calouro e iniciou a cantar dois dias por semana, além de participar do programa "Dragão da Rua Larga". Neste programa, interpretou "O Que é Que a Baiana Tem", composta em 1938. Com a canção, fez com que Carmen Miranda tivesse uma carreira no exterior, a partir do filme "Banana da Terra" (1938).

Sua obra invoca principalmente a tragédia de negros e pescadores da Bahia: "O Mar", "História de Pescadores", "É Doce Morrer no Mar", "A Jangada Voltou Só", "Canoeiro", "Pescaria", entre outras.

Filho de santo de Mãe Menininha do Gantois, para quem escreveu em 1972 a canção em sua homenagem, "Oração de Mãe Menininha", gravado por grandes nomes como Gal Costa e Maria Bethânia.


Morte

Dorival Caymmi morreu em 16 de agosto de 2008, aos 94 anos, em sua casa, em Copacabana. às 06:00 hs, vítima de Insuficiência Renal e Falência Múltipla dos Órgãos em consequência de um Câncer Renal que possuía há 9 anos. Permanecia em internação domiciliar desde dezembro de 2007.

Fonte: Wikipédia

Sérgio Murilo

SÉRGIO MURILO MOREIRA ROSA
(50 anos)
Cantor

* Catete, RJ (02/08/1941)
+ Rio de Janeiro, RJ (19/02/1992)

O cantor Sergio Murilo nasceu como Sergio Murilo Moreira Rosa, no bairro do Catete, Rio de Janeiro, no dia 2 de agosto de 1941. Foi um garoto precoce que aos 12 anos de idade já animava um programa infantil na extinta TV Rio. Aos 15 anos de idade já cantava no programa "Os Curumins" da Rádio Tamoio.

Em 1956, já era considerado como melhor de cantor de rock'n roll e aparecia com freqüência no programa "Trem da Alegria" da Rádio Tamoio, com músicas rock-balada muito em voga na época e, principalmente, embaladas no mesmo caminho do estilo de canções que faziam sucesso com cantores como Tony Campello e Celly Campello.

Em 1959 começou a participar no programa de Paulo Gracindo na Rádio Nacional, quando conheceu o compositor Edson Borges, e por intermédio dele conseguiu um contrato com a gravadora Columbia e lançou seu primeiro disco cantando a toada "Mudou Muito" (Edson Borges e Enrico Simonetti) e também um samba canção chamado "Menino Triste" (Edson Borges). Nessa mesma época chegou ao sucesso com a música "Marcianita" (Marconi e Alderete), uma versão de Fernando César que se tornou um clássico. Esta música chegou a ser reagravada mais tarde por Raul Seixas e Caetano Veloso.



Também obteve um grande sucesso com a música "Broto Legal" (Barnhat), cuja versão foi feita pelo humorista Renato Corte Real. O sucesso o levou a participar de filmes como "Alegria de Viver" e também recebeu uma grande reportagem na revista Radiolândia.

Sérgio Murilo participou do filme "Matemática Zero, Amor Dez" de Carlos Augusto Hugo Christensen, onde cantou a música "Rock da Morte". Seus sucessos continuaram até por volta de 1964, onde se apresentava freqüentemente no programa "Alô Brotos", com a cantora Sônia Delfino.

Em 1963 obteve um grande sucesso no Peru chegando a receber um prêmio como o "Artista Estrangeiro Mais Popular" e o "Microfone de Prata".

No auge de sua carreira foi considerado pela Revista do Rock como o "Rei do Rock" devido ao seu sucesso cantando versões de sucessos norte-americanos, em especial de Neil Sedaka e Paul Anka.


Sérgio Murilo também foi um dos primeiros cantores brasileiros de rock a mexer os quadris estilo Elvis Presley e também considerado como o pioneiro do rock pauleira ao lançar a música "Lúcifer" que chegou a ser bastante criticada, por ser muito avançada para a época.

Depois dessa época sua carreira já entrava em decadência e quando surgiu o programa "Jovem Guarda", Sérgio Murilo já era um nome pouco cogitado. Na época surgiram fofocas sobre Sérgio Murilo ter ficado magoado por não ser convidado a comandar o programa "Jovem Guarda". Na realidade ele só não foi convidado porque seu estilo já não mais combinava com a época.

Com seu sucesso em decadência no Brasil, existem notícias de que trabalhou cantando no Peru e também continuou a gravar seus discos até o início dos anos 70.


Depois disso muito pouco se sabe a respeito de sua carreira e de sua vida. Sabe-se apenas que se formou em Direto pela Faculdade Cândido Mendes e por muitos anos trabalhou como advogado. Também existem notícias que gravou em 1978 músicas em ritmo de discoteca no Peru, incluindo a música "Eu Sou a Mosca Que Pousou na Sua Sopa" de autoria de Raul Seixas, em estilo discoteque.

Em 1989 chegou a gravar um LP com coletâneas de seus antigos sucessos, e também com músicas inéditas, mas a coisa não aconteceu.

Sérgio Murilo morreu no dia 19 de fevereiro de 1992, aos 50 anos. Infelizmente seu nome se tornou pouco conhecido nos dias atuais, e poucos são as referências que podem ser encontradas a seu respeito atualmente.

Assim como Meire Pavão, Wilson Miranda e alguns outros artistas que fizeram grande sucesso no passado, foram praticamente esquecidos pela mídia falada e escrita.



Discografia

  • 1972 - Anda Rapaz / Toda Colorida (Continental)
  • 1971 - Tomando Café / Falei E Disse (Continental)
  • 1970 - Tanta Chuva Em Meu Caminho / O Que Eu Quero É Viver (Continental)
  • 1968 - A Tramontana / Pra Chatear (Continental)
  • 1968 - Sérgio Murilo (Continental)
  • 1968 - A Felicidade (Continental)
  • 1968 - Sérgio Murilo (Continental)
  • 1966 - Sérgio Murilo (RCA Victor)
  • 1965 - Te Agradeço Porque / Você É De Chorar (RCA Victor)
  • 1965 - Sérgio Murilo (RCA Victor)
  • 1964 - Lá Vai Ela / Sinfonia Do Castelinho (RCA Victor)
  • 1964 - Sérgio Murilo (RCA Victor)
  • 1964 - Festa Do Surf / Dá-me Felicidade (RCA Victor)
  • 1962 - Só Twist (Colúmbia)
  • 1961 - Teenage dance/Abandonado (Colúmbia)
  • 1961 - Merci Meu Bem / Balada Do Homem Sem Rumo (Colúmbia)
  • 1961 - Broto Legal / Quando Ela Sai / My Home Town / Pagando Trinta (Colúmbia)
  • 1961 - Brotinho de Biquini / Rock De Morte / Shimmy Shimmy / Ko-ko-bop / Tudo Serás (Colúmbia)
  • 1961 - Baby (Colúmbia)
  • 1960 - Oh Carol / Put Your Head On My Shouder / Personalit / The Diary (Colúmbia)
  • 1960 - Olhos Cor Do Céu / Se Eu Soubesse  /É Hora De Chorar / Trem Do Amor (Colúmbia)
  • 1960 - Broto Legal / Quando Ela Sai (Colúmbia)
  • 1960 - Sérgio Murilo (Colúmbia)
  • 1960 - Brotinho De Biquini / Tudo Serás (Colúmbia)
  • 1960 - Abandonado / Quem Não Gosta De Rock (Colúmbia)
  • 1959 - Se Eu Soubesse / Marcianita (Colúmbia)
  • 1959 - Sérgio Murilo (Colúmbia)
  • 1958 - Menino Triste / Mudou Muito (Colúmbia)


João Nogueira

JOÃO NOGUEIRA
(58 anos)
Cantor e Compositor

* Rio de Janeiro, RJ (12/11/1941)
+ Rio de Janeiro, RJ (05/06/2000)

Desde o início de sua carreira ficou conhecido pelo suingue característico de seus sambas. É pai do também cantor e compositor Diogo Nogueira.

Filho do advogado e músico João Batista Nogueira e irmão da também compositora, Gisa Nogueira, desde cedo tomou contato com o mundo musical. Logo aprendeu a tocar violão e a compor em parceria com a irmã.

Com apenas 17 anos, já era diretor de um bloco carnavalesco no bairro carioca do Méier. Nesta época, a gravadora Copacabana gravou sua composição "Espera, Ó Nega", que João Nogueira cantou acompanhado pelo conjunto, depois chamado, Nosso Samba. Em 1970, Elizeth Cardoso ouviu a gravação de sua composição "Corrente de Aço" e resolveu regravá-la.

Em 1971, teve obras suas gravadas por Clara Nunes, "Meu Lema", e Eliana Pittman, "Das Duzentas Pra Lá". Como esta música defendia a ampliação do mar territorial do Brasil para 200 milhas, medida adotada pelo regime militar, João Nogueira sofreu patrulha ideológica.

Ainda em 1971, João Nogueira passou a integrar a ala de compositores do Grêmio Recreativo Escola de Samba Portela, sua escola de coração, onde venceu um concurso interno com o samba "Sonho de Bamba". Mais tarde fez parte do grupo dissidente que saiu da Portela para fundar o Grêmio Recreativo Escola de Samba Tradição. Fundou também o bloco Clube do Samba, que ajudou a revitalizar o carnaval de rua carioca.

Em mais de quatro décadas de atividade, João Nogueira gravou 18 discos. Teve vários parceiros, mas o mais importante foi certamente Paulo César Pinheiro.

Quando morreu, vitimado por um Infarto, em 05/06/2000, João Nogueira organizava um espetáculo numa grande casa noturna de São Paulo, e que resultaria no lançamento de uma gravação ao vivo.

Com sua morte, vários colegas se juntaram para apresentar, nas mesmas datas e no mesmo local, um espetáculo em sua homenagem. Participaram Zeca Pagodinho, Beth Carvalho, Dona Ivone Lara, Arlindo CruzSombrinha, Emílio Santiago, Carlinhos Vergueiro e a família de João Nogueira: o sobrinho Didu, o filho Diogo e a irmã e parceira Gisa. O show foi gravado para o disco "João Nogueira, Através do Espelho".


Discografia

  • 1998 - O Nome do Samba é João (Ao Vivo)
  • 1998 - João de Todos os Sambas
  • 1996 - Chico Buarque, Letra & Música (João Nogueira e Marinho Boffa)
  • 1994 - Parceria - João Nogueira e Paulo César Pinheiro (Ao Vivo)
  • 1992 - Além do Espelho
  • 1988 - João
  • 1986 - João Nogueira
  • 1985 - De Amor é Bom
  • 1984 - Pelas Terras do Pau-Brasil
  • 1983 - Bem Transado
  • 1982 - O Homem dos Quarenta
  • 1981 - Wilson, Geraldo, Noel
  • 1980 - Boca do Povo
  • 1979 - Clube do Samba
  • 1978 - Vida Boêmia
  • 1977 - Espelho
  • 1975 - Vem Quem Tem
  • 1974 - E Lá Vou Eu
  • 1972 - João Nogueira

Fonte: Wikipédia

Zé Rodrix

JOSÉ RODRIGUES TRINDADE
(61 anos)

Cantor, Compositor, Instrumentista, Publicitário e Escritor

* Rio de Janeiro, RJ (25/11/1947)
+ São Paulo, SP (22/05/2009)

Zé Rodrix, nome artístico de José Rodrigues Trindade, foi um compositor, multiinstrumentista, cantor, publicitário e escritor brasileiro.

Com o nome Zé Rodrigues, iniciou sua carreira musical no ensino médio, integrando, com colegas do Colégio de Aplicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) David Tygel, Maurício Maestro (sob o nome Maurício Mendonça) e Ricardo Villas (sob o nome Ricardo Sá), o grupo vocal Momento4uatro. Com esta formação, o grupo acompanhou Marília Medalha, Edu Lobo e o Quarteto Novo na apresentação de "Ponteio", vencedor do Festival da Record em 1967, além de ter gravado um compacto duplo e um LP pela gravadora Phillips.

Estudou no Conservatório Brasileiro de Música, desenvolvendo a característica da multi-instrumentalidade: tocava piano, violão, acordeão, flauta, bateria, saxofone e trompete.

Na década de 1970, participou da banda Som Imaginário, banda criada para acompanhar Milton NascimentoDesligando-se da banda em 1971, venceu o Festival da Canção de Juiz de Fora, junto a Tavito, com a canção "Casa no Campo", uma de suas composições mais famosas, que se tornaria um grande sucesso na voz de Elis Regina, e cujo trecho da letra "compor rocks rurais" batizou o estilo de música conhecido como rock rural, com influências regionalistas, tropicalistas, folk, country e rock, tocada pelo trio do qual faria parte logo em seguida, com Luiz Carlos Sá e Guttemberg Guarabyra (, Rodrix e Guarabyra).

Nessa época, compôs músicas como "Ama Teu Vizinho" com Luiz Carlos Sá, "Mestre Jonas""Blue Riviera""O Pó da Estrada", "Os Anos 1960", "Pendurado no Vapor", esas cinco com Sá e Guarabyra, "Primeira Canção da Estrada" com Luiz Carlos Sá, dentre várias outras, além de um famoso jingle criado pelo trio, por encomenda da J. W. Thompson, para a Pepsi, notabilizado pelo verso: "só tem amor quem tem amor pra dar".

Zé Rodrix entre Sá e Guarabyra
Zé Rodrix saiu do trio em 1973, para seguir em carreira solo e participações especiais em gravações de artistas diversos, como o disco de estreia do Secos & Molhados, no qual tocou piano, ocarina e sintetizador na última faixa, chamada "Fala". Zé Rodrix dedilhava seu teclado moog após a orquestra e os outros instrumentos cessarem, técnica que só pode ser ouvida nos CDs relançados do grupo já na década de 1990, pois no vinil original esta música continha 15 minutos a menos.

Zé Rodrix passou a se dedicar mais na área de publicidade que musical na década de 1980, mas em 1983, o músico passou a integrar o grupo Joelho de Porco, com o qual gravou o LP e participou do Festival dos Festivais em 1985, ganhando o prêmio de melhor letra pela música "A Última Voz do Brasil".

Entre 1989 e 1996 assinou a direção musical dos espetáculos "Não Fuja da Raia" e "Nas Raias da Loucura", de Sílvio de Abreu, e do programa "Não Fuja da Raia" da Rede Globo, estrelado por Cláudia Raia.

Em 1993 foi contemplado com o Prêmio Kikito, no Festival de Cinema de Brasília, pela trilha sonora do filme "Batman e Robin".

Em 2001 reuniu-se novamente a Sá e Guarabyra, tendo seu show de estreia ocorrido no Rock In Rio III. Logo após o lançamento de "Outra Vez Na Estrada", com o trio, em 2001, Zé Rodrix conheceu o Clube Caiubi de Compositores, em São Paulo, e passou a desenvolver parcerias com novos autores da música brasileira, entre eles Sonekka e Reynaldo Bessa.

Em dezembro de 2008, Zé Rodrix lançou um single ao lado de Sá e Guarabyra, chamado "Amanhece Um Outro Dia". A canção foi tema de abertura da novela "Revelação", exibida pelo SBT. Para promover a novela, o trio chegou a se apresentar ao vivo no Programa da Hebe.


Morte

Zé Rodrix morreu às 00:45 hs. de sexta-feira, 22/05/2009, em São Paulo. De acordo com uma amiga do cantor, ele passou mal e morreu ainda em casa quando era removido para o hospital. De acordo com Bárbara Rodrigues, Zé Rodrix havia saído com a mulher, mas começou a se sentir mal e retornou para casa, por volta de meia-noite.

A família acionou uma filha do cantor, que é médica e prestou os primeiros socorros ao pai. Ainda quando aguardava a chegada da ambulância para ser removido a um hospital, o cantor e compositor passou mal e morreu. 

Zé Rodrix deixou seis filhos.


Biografia Maçônica

No início da década de 2000 Zé Rodrix revelou que era maçom, chegando a lançar a trilogia de livros denominada "Trilogia do Templo" sobre a Maçonaria. A trilogia é composta dos títulos: "Johaben: Diário de um Construtor do Templo", "Zorobabel: Reconstruindo o Templo" e "Esquin de Floyrac: O Fim do Templo".

Sobre a trilogia, o escritor Luis Eduardo Matta afirmou no prefácio do terceiro volume:

"Nunca, em toda a trajetória literária brasileira, um escritor se aventurou com tamanha obstinação por uma saga épica monumental como é o caso desta trilogia, que se debruça sobre os primórdios da Maçonaria, uma das fraternidades iniciáticas mais antigas do mundo, mesclando erudição e fluência, onde realidade e ficção se confundem num incrível mosaico narrativo."

Ainda de acordo com Luis Eduardo Matta, a "Trilogia do Templo" foi uma das mais fantásticas obras literárias produzidas no Brasil na primeira década do Século XXI.


Discografia


  • 1968 - Momento4uatro (Com Momento4uatro)
  • 1970 - Som Imaginário (Com Som Imaginário)
  • 1972 - Passado, Presente & Futuro (Com Sá, Rodrix & Guarabyra)
  • 1973 - Terra (Com Sá, Rodrix & Guarabyra)
  • 1973 - I Acto
  • 1974 - Quem Sabe Sabe Quem Não Sabe Não Precisa Saber
  • 1976 - Soy Latino Americano
  • 1975 - Motel (Trilha Sonora Original do Filme)
  • 1976 - O Esquadrão da Morte (Trilha Sonora do Filme)
  • 1977 - Quando Será?
  • 1979 - Hora Extra
  • 1979 - Sempre Livre
  • 1981 - Seu Abelardo / Rock do Planalto (Compacto)
  • 1983 - Saqueando a Cidade (Com Joelho de Porco)
  • 1988 - 18 Anos Sem Sucesso (Com Joelho de Porco)
  • 2001 - Outra Vez na Estrada (Ao Vivo - Com Sá, Rodrix & Guarabyra)
  • 2009 - Amanhã (Com Sá, Rodrix & Guarabyra)


Fonte: Wikipédia

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Adoniran Barbosa

JOÃO RUBINATO
(72 anos)
Cantor, Compositor, Ator e Humorista

* Valinhos, SP (06/08/1910)
+ São Paulo, SP (23/11/1982)

João Rubinato representava em programas de rádio diversos personagens, entre os quais, Adoniran Barbosa, o qual acabou por se confundir com seu criador dada a sua popularidade frente aos demais.

João Rubinato era filho de Ferdinando e Emma Rubinato, imigrantes italianos da localidade de Cavárzere, província de Veneza. Aos dez anos de idade, sua certidão de nascimento foi adulterada para que o ano de nascimento constasse como 1910 possibilitando que ele trabalhasse de forma legalizada: à época a idade mínima para poder trabalhar era de doze anos.

Abandonou a escola cedo, pois não gostava de estudar. Necessitava trabalhar para ajudar a família numerosa - Adoniran Barbosa tinha sete irmãos. Procurando resolver seus problemas financeiros, os Rubinato viviam mudando de cidade. Moravam primeiro em Valinhos, depois Jundiaí, Santo André e finalmente São Paulo.

Em Jundiaí, Adoniran Barbosa conheceu seu primeiro ofício: entregador de marmitas. Aos quatorze anos, ainda criança, o encontramos rodando pelas ruas da cidade e, legitimamente, surrupiando alguns bolinhos pelo caminho. "A matemática da vida lhe dá o que a escola deixou de ensinar: uma lógica irrefutável. Se havia fome e, na marmita oito bolinhos, dois lhe saciariam a fome e seis a dos clientes; se quatro, um a três; se dois, um a um".

O compositor e cantor teve um longo aprendizado, num arco que vai do marmiteiro às frustrações causadas pela rejeição de seu talento. Queria ser artista e escolheu a carreira de ator. Procurou de várias maneiras fazer seu sonho acontecer. Tentou, antes do advento do rádio, o palco, mas foi sempre rejeitado. Sem padrinhos e sem instrução adequada, o ingresso nos teatros como ator lhe foi para sempre abortado. O samba, no início da carreira, teve para ele caráter acidental. Escolado pela vida, sabia que o estrelato e o bom sucesso econômico só seriam alcançados na veiculação de seu nome na caixa de ressonância popular que era o rádio.


O magistral período das rádios, também no Brasil, criou diversas modas, mexeu com os costumes, inventou a participação popular na maioria das vezes, dirigida e didática. Tiveram elas um poder e extensão pouco comuns para um país rural como o nosso. Inventaram a cidade, popularizaram o emprego industrial e acenderam os desejos de migração interna e de fama. Enfim, no país dos bacharéis, médicos e párocos de aldeia, a ascensão social busca-se outros caminhos e pode-se já sonhar com a meteórica carreira de sucesso que as rádios produzem. Três caminhos podem ser trilhados: o de ator, o de cantor ou o de locutor.

Adoniran Barbosa, aprendiz das ruas, percebeu as possibilidades que se abriram a seu talento. Queria ser ator, popularizar seu nome e ganhar algum dinheiro, mas a rejeição anterior o levou a outros caminhos. Sua inclinação natural no mundo da música é a composição mas, nesse momento, o compositor é somente um mero instrumento de trabalho para os cantores, que compram a parceria e, com ela, fazem nome e dinheiro. Daí sua escolha recair não sobre a composição, mas sobre a interpretação.

Entregou-se ao mundo da música. Buscou conquistar seu espaço como cantor - tinha boa voz, poderia tentar os diversos programas de calouro. Já com o nome de Adoniran Barbosa, tomado emprestado de um companheiro de boêmia e de Luiz Barbosa, cantor de sambas, que admirava – João Rubinato estreou cantando um samba brejeiro de Ismael Silva e Nilton Bastos, o "Se Você Jurar". Foi gongado, mas insistiu e voltou novamente ao mesmo programa, agora cantando o belo samba de Noel Rosa, "Filosofia", que lhe abriu as portas das rádios e ao mesmo tempo serviu como mote para suas composições futuras.

A vida profissional de Adoniran Barbosa se desenvolveu a partir das interpretações de outros compositores. Embora a composição não o atraia muito, a primeira a ser gravada é "Dona Boa", na voz de Raul Torres. Depois gravou em disco "Agora Pode Chorar", que não fez sucesso algum.

Aos poucos se entregou ao papel de ator radiofônico. A criação de diversos tipos populares e a interpretação que deles fazia, em programas escritos por Osvaldo Moles, fizeram do sambista um homem de relativo sucesso. Embora impagáveis, esses programas não conseguiram segurar por muito tempo o compositor que teimava em aparecer em Adoniran Barbosa. Entretanto, é a partir desses programas que o grande sambista encontrou a medida exata de seu talento, em que a soma das experiências vividas e da observação acurada deu ao país um dos seus maiores e mais sensíveis intérpretes.


O mergulho que o sambista faria na linguagem, suas construções linguísticas, pontuadas pela escolha exata do ritmo da fala paulistana, iam na contramão da própria história do samba. Os sambistas sempre procuraram dignificar sua arte com um tom sublime, o emprego da segunda pessoa, o tom elevado das letras, que sublimavam a origem miserável da maioria, e funcionavam como a busca da inserção social. Tudo era uma necessidade urgente, pois as oportunidades de ascensão social eram nenhumas e o conceito da malandragem vigia de modo coercitivo. Assim, movidos pelos mesmos desejos que tinha Adoniran Barbosa de se tornar intérprete e não compositor, e a partir daí conhecido, os compositores de samba, entre uma parceria vendida aqui e outra ali, davam o testemunho da importância que a linguagem assumia como veículo social.

Mas a escolha de Adoniran Barbosa foi outra, seu mergulho também outro. Aproveitando-se da linguagem popular paulistana, de resto do próprio país, as músicas dele são o retrato exato desta linguagem e, como a linguagem determina o próprio discurso, os tipos humanos que surgem deste discurso representam um dos painéis mais importantes da cidadania brasileira. Os despejados das favelas, os engraxates, a mulher submissa que se revolta e abandona a casa, o homem solitário, social e existencialmente solitário, estão intactos nas criações de Adoniran Barbosa, no humor com que descreve as cenas do cotidiano. A tragédia da exclusão social dos sambistas se revela como a tragicômica cena de um país que subtrai de seus cidadãos a dignidade.

O seu primeiro sucesso como compositor virou canção obrigatória das rodas de samba, das casas de show: "Trem das Onze". É bem possível que todo brasileiro conheça, senão a música inteira, ao menos o estribilho, que se torna intemporal. Adoniran Barbosa alcançou, então, o almejado sucesso que, entretanto, durou pouco e não lhe rendeu mais que uns minguados trocados de direitos autorais. A música, que já havia sido gravada pelo autor em 1951 e não fez sucesso, foi regravada novamente pelos Demônios da Garoa, conjunto musical de São Paulo (esta cidade é conhecida como a terra da garoa, da neblina, daí o nome do grupo). Embora o conjunto seja paulista, a música acontece primeiramente no Rio de Janeiro. E aí sim, o sucesso é retumbante.

Como aconteceu com os programas escritos por Osvaldo Moles, que deram a Adoniran Barbosa a medida exata da estética a ser seguida, o samba inspirou Osvaldo Moles a criar um quadro para a rádio, que se chamava "História das Malocas", com um personagem, que fez sucesso, o Charutinho. De novo ator, Adoniran Barbosa, tendo provado o sucesso como compositor, não mais se afastou da composição.

Arguto observador das atividades humanas, sabia também que o público não se contentava apenas com o drama das pessoas desvalidas e solitárias. Era necessário que se desse a este público uma dose de humor, mesmo que amargo. Compôs para esse público um de seus sambas mais notáveis, um dos primeiros em que trabalhou a nova estética do samba.


Entre a tentativa de carreira nas rádios paulistas e o primeiro sucesso, Adoniran Barbosa trabalhou duro, casou-se duas vezes e frequentou, como boêmio, a noite. Nas idas e vindas de sua carreira teve de vencer várias dificuldades. O trabalho nas rádios brasileiras foi pouco reconhecido e financeiramente instável e muitos passaram anos nos seus corredores e tiveram um fim de vida melancólico e miserável. O veículo que encantava multidões, que fazia de várias pessoas ídolos era também cruel como a vida. Passado o sucesso que, para muitos, era apenas nominal, o ostracismo e a ausência de amparo legal levavam cantores, compositores e atores a uma situação de impensável penúria.

Adoniran Barbosa sabia disso, mas mesmo assim seu desejo falava mais fundo. O primeiro casamento não durou um ano. O segundo, a vida toda: Matilde. De grande importância na vida do sambista, Matilde sabia com quem convivia e não só prestigiava sua carreira como o incentiva a ser quem é e como é, boêmio, incerto e em constante dificuldade. Trabalhava também fora e ajudava o sambista nos momentos difíceis, que eram constantes. Adoniran Barbosa vivia para o rádio, para a boêmia e para Matilde.

Numa de suas noitadas, de fogo, perdeu a chave de casa e não houve outro jeito senão acordar Matilde, que se aborreceu. O dia seguinte foi repleto de discussão. Mas Adoniran era compositor e dando por encerrado o episódio, compôs o samba "Joga a Chave".

Dono de um repertório variado de histórias, o sambista não perdia a vez de uma boa blague. Certa vez, quando trabalhava na Rádio Record, onde ficou por mais de trinta anos, resolveu, após muito tempo ali, pedir um aumento. O responsável pela gravadora disse-lhe que iria estudar o aumento e que Adoniran Barbosa voltasse em uma semana para saber dos resultados do estudo. Quando voltou, obteve a resposta de que seu caso estava sendo estudado. As interpelações e respostas, sempre as mesmas, duraram algumas semanas. Adoniran Barbosa começou a se irritar e, na última entrevista, saiu-se com esta: "Tá certo, o senhor continue estudando e quando chegar a época da sua formatura me avise."

Nos últimos anos de vida, com o enfisema avançando, e a impossibilidade de sair de casa pela noite, o sambista dedicou-se a recriar alguns dos espaços mágicos que percorreu na vida. Gravou algumas músicas ainda, mas com dificuldade – a respiração e o cansaço não lhe permitiam muita coisa mais – deu depoimentos importantes, reavaliando sua trajetória artística e compôs pouco.

Mas inventou para si uma pequena arte, com pedaços velhos de lata, de madeira, movidos a eletricidade. São rodas-gigante, trens de ferro, carrosséis. Vários e pequenos objetos da ourivesaria popular - enfeites, cigarreiras, bibelôs. Fiel até o fim à sua escolha, às observações que colheu do cotidiano, criou um mundo mágico. Quando recebia alguma visita em casa, que se admirava com os objetos criados pelo sambista, ouvia dele que "alguns chamavam aquilo de higiene mental, mas que não passava de higiene de débil mental...". Como se vê, cultivava o humor como marca registrada. Marca aliás, que aliada à observação da linguagem e dos fatos trágicos do cotidiano, fez dele um sambista tradicional e inovador.

Adoniran Barbosa nasceu e morreu pobre. Todo o dinheiro que ganhou gastou ajudando ou comemorando sucessos com os amigos. A causa de sua morte foi Insuficiência Cardíaca agravada por Enfisema Pulmonar.

Fonte: Wikipédia

Francisco Carlos

FRANCISCO RODRIGUES FILHO
(74 anos)
Cantor e Compositor

* Rio de Janeiro, RJ (05/04/1928)
Rio de Janeiro, RJ (19/03/2003)

Sua família transferiu-se para o Recife, onde permaneceu até 1939. De volta ao Rio de Janeiro, completou os estudos diplomando-se em pintura pela Escola Nacional de Belas Artes. Ainda em sua época de estudante, apresentou-se no "Programa Casé" da Rádio Mayrink Veiga. Ao longo da vida dedicou-se ao canto e à pintura.

Seu primeiro contrato profissional foi assinado em 1946 com a Rádio Tamoio. Pouco depois, passou atuar na Rádio Globo.

Gravou seu primeiro disco em 1949 pela gravadora Star registrando os sambas canção "Abandono" (César Formenti Neto) e "Distância" (Fernando Lobo).

Em 1950, ingressou na RCA Victor e registrou em seu primeiro disco na nova gravadora a marcha carnavalesca "Meu Brotinho" (Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga) com a qual alcançou grande sucesso, e o samba "Me Deixe Em Paz", da mesma dupla de compositores. Nesse mesmo ano, participou dos filmes "Aviso Aos Navegantes" (Watson Macedo), cantando o samba "Rio e Janeiro" (Ary Barroso), "Não é Nada Disso" (José Carlos Burle) e "Carnaval no Fogo", no qual interpretou a marcha "Meu Brotinho".

Foi contratado pela Rádio Nacional do Rio de Janeiro. Ainda no mesmo ano, gravou o samba-canção "Você Não Sabe Amar" (Dorival Caymmi, Carlos Guinle e Hugo Lima) e o bolero "Timidez" (Oldemar Magalhães e Humberto Teixeira).

Em 1951 gravou o samba-canção "Abolição" (Wilson Batista e Orestes Barbosa), o baião "Girassol" (Humberto Teixeira), a valsa "Seremos Felizes" (Gomes Cardim, Lela e Airton Amorim), o samba "Foi Milagre" (Nássara e Wilson Batista) e a marcha "Carnaval É Ilusão" (José Roy e Abelardo Barbosa), entre outras.

Em 1952, participou do filme "Carnaval Atlântida" de José Carlos Burle, onde interpretou "Quem Dá Aos Pobres" (Klécius Caldas e Armando Cavalcanti). Ainda em 1952, foi eleito o melhor cantor do ano, superando Francisco Alves na votação dos ouvintes. Também no mesmo ano, gravou os sambas-canção "Vá Embora" (Roberto Faissal), "Postal de Olinda" (Fernando Lobo e Manezinho Araújo), "Não Sou De Reclamar" (Lupicínio Rodrigues) e "Mulher De Minha Vida" (Humberto Teixeira).

Em 1953, gravou da dupla Lourival Faissal e Getúlio Macedo o samba-canção "Primeiro Amor" e o samba "A Saudade Eu Vou Levar". No mesmo ano, gravou a marcha "Promessa a São João" (Paquito e Romeu Gentil) e a valsa "Não Custa Você Voltar" (René Bittencourt).


Em 1954 registrou de Joubert de Carvalho, o fox canção "Quando Eu Partir", a canção "Dia Feliz" e as marchas "Viva São Paulo" e "Marcha das Bandeiras". Gravou também, de Lamartine Babo e Alcyr Pires Vermelho, a valsa "Alma Dos Violinos" e de Georges Moran e Carlos Barros o bolero "Ela Me Beijava".

Em 1955, gravou o tango "Última Taça" (Vicente Amar e J. Vieira). No mesmo ano, gravou em dueto com Ester de Abreu a marcha "Moreninha de Lisboa" (Irani de Oliveira e William Duba).

Em 1956, participou do filme "Colégio de Brotos", dirigido por Carlos Manga. No mesmo ano, registrou as marchas "Lá Vem Ela Sambando" (Arnô Provenzano, Otolindo Lopes e Mário Barbato) e "O Que Deus Me Deu" (Paquito, Romeu Gentil e Airton Amorim) e o samba-canção "Guerra De Nervos" (Raul Sampaio e Osvaldo Aude). Gravou também os clássicos sambas "Favela" (Hekel Tavares e Joracy Camargo) e "Agora é Cinza" (Bide e Marçal).

Em 1957 gravou o samba-canção "Ele Bebe, Ele É Louco" (Miguel Gustavo) e o bolero "Porque Brilham Os Teus Olhos" (Fernando César). Atuou ainda no filme "Garotas e Samba" (Carlos Manga). No mesmo ano, foi eleito "Rei do Rádio" recebendo 363.770 votos, sendo ainda considerado por uma revista especializada como o cantor mais querido do Brasil naquele momento.

Ao longo da carreira, gravou alguns frevos canção como "É Rim" (Sebastião Lopes) e "Pra Mim Chega" (Capiba), registrados em 1958, mesmo ano em que atuou no filme "Esse Milhão É Meu", dirigido por Carlos Manga no qual cantou "Flor Amorosa" (Catulo da Paixão Cearense e Joaquim Callado). No mesmo ano, foi eleito "Rei do Rádio", recebendo o apelido de "El Broto", com o qual se consagraria junto à juventude da época.

Apresentava-se com o slogan "O Cantor Namorado do Brasil".

Em 1959, gravou para o carnaval a marcha "A Vedete Do Ano" (Linda Rodrigues, Aldacir Louro e Geraldo Serafim).

Para o carnaval do ano seguinte, gravou a marcha "Moça Que Muito Namora" e o samba "Carnaval Vai Chegar", ambas de Pascoal Roy e Rodrigues Filho. No mesmo ano, gravou a balada "Teu Nome" (Ribamar e Osmar Navarro) e o samba "Quando A Esperança Vai Embora" (Tito Madi).

Em 1962, excursionou pela Europa com a V Caravana da UBC. No mesmo ano, gravou de sua autoria e Cleonice Maria o rock balada "Canção Do Amor Perfeito".


Em 1963, assinou contrato com a gravadora Chantecler e lançou a balada "Glória Ao Amor", de sua autoria e o samba "Foge Deste Amor", em parceria com Paulo Rogério. Nessa mesma época, lançou o LP "O Internacional Francisco Carlos", pela Chantecler.

Abandonou carreira musical em 1970, passando a se dedicar à pintura, realizando inúmeras exposições individuais e coletivas. Voltaria, contudo, ao convívio dos admiradores para fazer participações especiais em shows de carnaval ou de reveillon, contratado pela prefeitura do Rio de Janeiro.

Francisco Carlos morreu na tarde de terça-feira, 19/03/2003, aos 75 anos. Estava internado no Hospital do Câncer.

Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB

Sivuca

SEVERINO DIAS DE OLIVEIRA
(76 anos)
Instrumentista, Maestro, Arranjador, Compositor, Orquestrador e Cantor

* Itabaiana, PB (26/05/1930)
+ João Pessoa, PB (14/12/2006)

Foi um dos maiores artistas do século XX, responsável por revelar a amplitude e a diversidade da sanfona nordestina no cenário mundial da música. Exímio executante da sanfona, multi-instrumentista, maestro, arranjador, compositor, orquestrador e cantor.

Sivuca contribuiu significativamente para o enriquecimento da música brasileira, ao revelar a universalidade da música nordestina e a nordestinidade da música universal. É reconhecido mundialmente por seu trabalho. Suas composições e trabalhos incluem, dentre outros ritmos, choros, frevos, forrós, baião, música clássica, blues, jazz, entre muitos outros.

Ganhou a sanfona de presente do pai em 13 de junho de 1939, num dia de Santo Antônio, aos nove anos. A partir daí, a inseparável companheira o levaria para mundos desconhecidos. Aos quinze anos, ingressou na Rádio Clube de Pernambuco, em Recife. Em 1948, fez parte do cast da Rádio Jornal do Commércio.

Em 1951, gravou o primeiro LP em 78 rotações, pela Continental, com "Carioquinha Do Flamengo" (Waldir Azevedo, Bonfíglio de Oliveira) e "Tico-Tico No Fubá" (Zequinha de Abreu). Neste mesmo ano, lançou o primeiro sucesso nacional, em parceira com Humberto Teixeira, "Adeus, Maria Fulô", que foi regravado numa versão psicodélica pelos Mutantes, nos anos 60.

A partir de 1955, passou a morar no Rio de Janeiro. Após apresentações na Europa como acordeonista de um grupo chamado Os Brasileiros, chegou a morar em Lisboa e Paris, a partir de 1959. É considerado o melhor instrumentista de 1962 pela imprensa parisiense. Gravou o disco "Samba Nouvelle Vague" (Barclay), com vários sucessos de bossa-nova.


Morou em Nova York de 1964 a 1976, onde, entre outros trabalhos, foi autor do arranjo do grande sucesso "Pata Pata", de Miriam Makeba, com quem então excursionou pelo mundo até o fim da década de 60. Compôs trilhas para os filmes "Os Trapalhões Na Serra Pelada" (1982) e "Os Vagabundos Trapalhões" (1982).

Um dos discos mais emblemáticos da carreira do artista foi o "Sivuca Sinfônico" (Biscoito Fino, 2006), em que ele toca ao lado da Orquestra Sinfônica do Recife sete arranjos orquestrais de sua autoria, um registro inédito, único e completo de sua obra erudita. As composições sinfônicas de Sivuca são absolutamente singulares na música erudita brasileira, porque o artista inseriu a sanfona como o instrumento principal de sua obra.

Em 2006 o músico lançou o DVD "Sivuca - O Poeta do Som", que contou com a participação de 160 músicos convidados. Foram gravadas 13 faixas, além de duas reproduzidas em parceria com a Orquestra Sinfônica da Paraíba.

Sivuca faleceu em 14 de dezembro de 2006, depois de dois dias internado para tratamento de um Câncer na Garganta, que já o acometia desde 2004.

Sivuca deixou uma filha, Flávia, que atualmente está levantando o acervo do pai, e mais três netos, Lirah, Lívia e Pedro, e viúva, a cantora e compositora Glorinha Gadelha.


Acervo Musical

Muitas partituras de Sivuca foram doadas por sua viúva, Glória Gadelha ao acervo da Fundação Joaquim Nabuco, do Recife. A doação a uma instituição pernambucana deveu-se a uma dívida de gratidão que o próprio Sivuca dizia ter com o Recife em sua formação musical.

Discografia

  • 1956 - Motivo Para Dançar
  • 1957 - Motivo Para Dançar Nº 2 - Sivuca e Seu Conjunto
  • 1965 - Rendez-Vous A Rio
  • 1968 - Golden Bossa Nova Guitar
  • 1968 - Sivuca
  • 1969 - Putte Wickman & Sivuca
  • 1969 - Sivuca
  • 1970 - Joy - Trilha Sonora do Musical - Oscar Brown Jr. / Jean Pace / Sivuca
  • 1972 - Sivuca
  • 1973 - Live At The Village Gate
  • 1977 - Sivuca E Rosinha De Valença Ao Vivo
  • 1978 - Sivuca
  • 1980 - Forró E Frevo
  • 1980 - Cabelo De Milho
  • 1982 - Forró E Frevo Vol. 2
  • 1982 - Vou Vida Afora
  • 1983 - Onça Caetana
  • 1983 - Forró E Frevo Vol. 3
  • 1984 - Forró E Frevo Vol. 4
  • 1984 - Sivuca & Chiquinho Do Acordeon
  • 1985 - Som Brasil
  • 1986 - Chiko's Bar - Toots Thielemans & Sivuca
  • 1986 - Rendez-Vous In Rio - Sivuca / Toots Thielemans / Silvia
  • 1987 - Sanfona E Realejo
  • 1987 - Let's Vamos - Sivuca & Guitars Unlimited
  • 1990 - Um Pé No Asfalto, Um Pé Na Buraqueira
  • 1993 - Pau Doido
  • 1997 - Enfim Solo
  • 2004 - Cada Um Belisca Um Pouco - Sivuca / Dominguinhos / Oswaldinho
  • 2004 - Sivuca e Quinteto Uirapuru - Sivuca / Quinteto Uirapuru (Kuarup, 2004)
  • 2006 - Sivuca Sinfônico - Sivuca / Orquestra Sinfônica do Recife
  • 2006 - Sivuca - O Poeta Do Som
  • 2007 - Terra Esperança

Fonte: Wikipédia

Nelson Gonçalves

ANTÔNIO GONÇALVES SOBRAL
(78 anos)
Cantor

* Santana do Livramento, RS (21/06/1919)
+ Rio de Janeiro, RJ (18/04/1998)

Segundo maior vendedor de discos da história do Brasil, com mais de 75 milhões de copias vendidas, fica atrás apenas de Roberto Carlos, com mais de 120 milhões. Seu maior sucesso foi a canção "A Volta Do Boêmio".

Nasceu no Rio Grande do Sul, m Seus pais eram portugueses e, logo após seu nascimento, transferiram-se para São Paulo, passando a residir no bairro do Brás. Quando criança, era levado para praças e feiras pelo seu pai, que fazendo-se de cego, tocava violino, enquanto ele cantava.

Na adolescência, empregou-se como garçom no bar de seu irmão, situado na Avenida São João, passando a partir de então a frequentar bares de boêmios e músicos.

Aos 16 anos, tornou-se lutador de boxe na categoria de peso-médio. Dois anos mais tarde, tentou a sorte como cantor, num programa de calouros apresentado por Aurélio Campos, na Rádio Tupi de São Paulo, tendo sido reprovado. Numa nova tentativa realizada na semana seguinte, conseguiu ser contratado para o programa.

Mesmo com o apelido de "Metralha", por causa da gagueira, decidiu ser cantor. Em uma de suas primeiras bandas, teve como baterista Joaquim Silva Torres. Foi reprovado duas vezes no programa de calouros de Aurélio Campos. Finalmente foi admitido na rádio PRA-5, mas dispensado logo depois, em 1939.

Nesta época, casou-se com Elvira Molla e com ela teve dois filhos.

Seguiu para o Rio de Janeiro em 1939, onde trilhou mais uma vez o caminho dos programas de calouros. Foi reprovado novamente na maioria deles, inclusive no de Ary Barroso, que o aconselhou a desistir. Finalmente, em 1941, conseguiu gravar um disco de 78 rotações, que foi bem recebido pelo público. Passou a crooner do Cassino Copacabana, do Hotel Copacabana Palace, e assinou contrato com a Rádio Mayrink Veiga, iniciando uma carreira de ídolo do rádio nas décadas de 40 e 50, da escola dos grandes, discípulo de Orlando Silva e Francisco Alves.

Alguns de seus grandes sucessos dos anos 40 foram "Maria Bethânia" (Capiba), "Normalista" (Benedito Lacerda e David Nasser), "Caminhemos" (Herivelto Martins), "Renúncia" (Roberto Martins e Mário Rossi) e muitos outros. Maiores ainda foram os êxitos na década de 50, que incluem "Última Seresta" (Adelino Moreira e Sebastião Santana), "Meu Vício É Você" e a emblemática "A Volta do Boêmio", ambas de Adelino Moreira.

Na década de 50, além de shows em todo o Brasil, chegou a se apresentar em países como Uruguai, Argentina e Estados Unidos, no Radio City Music Hall.

Em 1952, casou-se com Lourdinha Bittencourt, substituta de Dalva de Oliveira no Trio de Ouro. O casamento durou até 1959.

Em 1965, casou-se novamente com Maria Luiza da Silva Ramos, com quem teve dois filhos, Ricardo da Silva Ramos Gonçalves e Maria das Graças da Silva Ramos Gonçalves. A caçula tem seu apelido no refrão da música "Até 2001" (É no Gogó Gugu).

Em 1958 se envolveu no mundo das drogas com a cocaína, tendo sido preso em flagrante em 1965 sob a acusação de tráfico, e passado um mês na casa de detenção, o que lhe trouxe problemas pessoais e profissionais. Foi absolvido em julgamento. Superada a crise, lançou o disco "A Volta Do Boêmio Nº 1", um grande sucesso.

Após abandonar o vício com o apoio de sua mulher, retomou uma carreira bem sucedida.

Continuou gravando regularmente nos anos 70, 80 e 90, reafirmado a posição entre os recordistas nacionais de vendas de discos. Além dos eternos antigos sucessos, Nelson Gonçalves sempre se manteve atento a novos compositores, e chegou a gravar as canções "Simples Carinho" (Ângela Rô Rô), "Nada Por Mim" (Kid Abelha), "Ainda É Cedo" (Legião Urbana) e "Como Uma Onda" (Lulu Santos (Como uma Onda).

Ganhador de um Prêmio Nipper da RCA Victor, dado aos que permanecem muito tempo na gravadora, sendo somente Elvis Presley o outro agraciado. Durante sua carreira, gravou mais de duas mil canções, 183 discos em 78 rpm, 128 álbuns, vendeu cerca de 78 milhões de discos, ganhou 38 discos de ouro e 20 de platina.

Nelson Gonçalves morreu vítima de um Infarto Agudo do Miocárdio no apartamento de sua filha Margareth, no Rio de Janeiro.


Dramatizações

A vida de Nelson Gonçalves teve sua biografia dramatizada nas seguintes obras: Na década de 90, foi encenado nas principais capitais do país o musical "Metralha". Em 2001 foi lançado o documentário "Nelson Gonçalves", contando a sua trajetória, com direção de Elizeu Ewald e protagonizado por Alexandre Borges e Júlia Lemmertz, e tendo a sua filha Margareth Gonçalves como produtora executiva.

Fonte: Wikipédia

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Clóvis Bornay

CLÓVIS BORNAY
(89 anos)

Museólogo, Carnavalesco e Cantor

* Nova Friburgo, RJ (10/01/1916)
+ Rio de Janeiro, RJ (09/10/2005)

Clóvis Bornay era o mais novo dos doze filhos de mãe espanhola e pai suíço, dono de uma loja de jóias em Nova Friburgo.

Na sua juventude, durante a década de 1920, descobriu no carnaval sua grande paixão. Começou sua carreira em 1937, quando conseguiu convencer o diretor do Teatro Municipal do Rio de Janeiro a instituir bailes de carnaval de gala com concurso de fantasias, inspirado no modelo dos bailes de Veneza. Estreou neste ano com sua fantasia intitulada "Príncipe Hindu" e obteve o primeiro lugar.

Passou a desfilar também nas Escolas de Samba, sendo célebre a fantasia em homenagem a Estácio de Sá, no desfile de 1967, quando a cidade comemorava seu quarto centenário de fundação.

Tornou-se um dos mestres em fantasias de Carnaval. Todo ano trazia novos elementos em suas fantasias, e acabava ganhando quase todos os concursos que disputava. Evandro de Castro Lima e Mauro Rosas eram seus rivais de salão. De tanto ganhar, acabou sendo declarado Hors Concours (concorrente de honra, não sujeito à premiação).

Foi carnavalesco das escolas de samba Salgueiro em 1966, Portela em 1969 e 1970, Mocidade Independente de Padre Miguel em 1972 e 1973 e Unidos da Tijuca em 1973. Com a Portela ganhou o campeonato de 1970 com o enredo "Lendas E Mistérios Da Amazônia", que foi reprisado no desfile de 2004.

Introduziu inovações como a figura do destaque, que é uma pessoa luxuosamente fantasiada sendo conduzida do alto de um carro alegórico. Após isso, todas as demais escolas de samba copiaram e tornaram o quesito obrigatório.

Ao longo de seus 77 anos de carnaval, sendo que 69 em desfiles, sempre ele mesmo participava dos desfiles carnavalescos como destaque. Embora sua carreira esteja justa e fortemente ligada ao carnaval do Rio de Janeiro, por diversas vezes desfilou no carnaval de São Paulo como destaque da Escola de Samba Nenê de Vila Matilde.

Algumas de suas fantasias estão expostas no Brasil e são acervo de outros museus no exterior. Pela significação de seu trabalho, foi laureado com o título de Cidadão Honorário de Louisiana em 1964.

Recebeu a "Medalha Tiradentes" da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro em 1966 dada a personalidades que tenham relevância cultural para o estado.

Foi também cantor, gravando marchinhas carnavalescas nos anos 60 e 70.

Era museólogo, profissão que exerceu no Museu Histórico Nacional.

Clóvis Bornay também se notabilizou como jurado para os apresentadores de televisão Chacrinha e Silvio Santos, e participou da "Escolinha do Professor Raimundo".


Lilian Fornos e  Clóvis Bornay  
No Cinema

O cineasta Glauber Rocha percebeu o potencial da metáfora da figura de Clóvis Bornay e o escalou para um de seus principais filmes, "Terra em Transe" (1967), onde contracenou com o ator Paulo Autran. O filme é um considerado uma alegoria política do Brasil pós-golpe de 64.

A carreira cinematográfica de Clóvis Bornay também inclui "Independência ou Morte", de 1972, um filme, como o próprio título indica, sobre o processo de independência do Brasil.


Morte

Clóvis Bornay, morreu no início da noite de domingo, 09/10/2005, vítima de uma Parada Cardiorrespiratória provocada por um quadro grave de desidratação.

Clóvis Bornay foi hospitalizado no Hospital Souza Aguiar, no centro do Rio de Janeiro, por volta das 15:00 hs. A desidratação teria sido provocado por uma infecção intestinal. Por volta das 19:00 hs, sofreu uma parada cardíaca e respiratória.

Fonte: Wikipédia

Renato Barbosa

RENATO BARBOSA
(49 anos)
Cantor, Apresentador de TV e Jurado

* (1954)
+ Vassouras, RJ (25/05/2003)

Começou sua carreira no rádio nos anos 70. De lá veio o convite para fazer parte do programa "Boa Noite Brasil" de Flávio Cavalcanti na TV Bandeirantes. Nos anos 90, ganhou o comando do "Quem Sabe… Sábado!" na TV Record. Seu último trabalho foi na TV Bandeirantes, na produção do "A Noite É Uma Criança".

Renato Barbosa participou do "Programa Flávio Cavalcanti", "Show de Variedades" e "Show de Prêmios" todos no SBT. Compôs os temas de abertura dos infantis "Show Maravilha" e "Dó Ré Mi Fá Sol Lá Simony".

Ficou conhecido como o "Rei da Paródia" por suas participações no lendário "Show de Calouros", onde atuava semanalmente, às vezes até como jurado. Em uma delas, se utilizou de "Saudosa Maloca" para falar dos problemas de saúde de Silvio Santos e de "Caça e Caçador" para promover um relacionamento entre os jurados Elke Maravilha e Pedro de Lara.

No início de 2003 descobriu a doença, que se agravou em pouco tempo. Com seu jeito irreverente, bom humor, talento e criatividade, Renato Barbosa faz falta na televisão.

Renato Barbosa era solteiro e faleceu em 2003, aos 49 anos em, vítima de Câncer de Próstata.

Fonte: Central de Noticias

Altemar Dutra

ALTEMAR DUTRA DE OLIVEIRA
(43 anos)
Cantor

* Aimorés, MG (06/10/1940)
+ Nova York, EUA (09/11/1983)

Altemar Dutra foi um cantor brasileiro, sucesso em toda a América Latina, interpretando obras como "Sentimental Demais", "O Trovador", "Brigas" e "Que Queres Tu de Mim", boa parte das canções de autoria da dupla Evaldo Gouveia e Jair Amorim. Foi progressivamente destacando-se no gênero musical bolero, e de fato, veio a ser aclamado como o "Rei do Bolero" no Brasil.  É considerado um dos maiores fenômenos da música romântica brasileira.

Ainda pequeno, sua família mudou para Colatina, ES. Nessa época, ganhou da mãe um violão, que aprendeu a tocar sozinho. Ainda na mesma cidade, apresentou-se pela primeira vez em público, no programa da Rádio Difusora de Colatina. Ficou em primeiro lugar e incentivado pelo sucesso que começava a fazer pela cidade, veio para o Rio de Janeiro com apenas 17 anos.

Chegou no Rio de Janeiro em 1957, trazendo uma carta de apresentação para o compositor Jair Amorim, que, percebendo o seu potencial, o apresentou a vários amigos do meio artístico. Tentou a sorte como crooner em boates e casas de espetáculos.

Começou então a se apresentar na boate Baccarat, porém, como ainda era menor de idade, teve que várias vezes se esconder do Juizado de Menores. A convite de Helena de Lima, que o ouvira cantar na Baccarat, passou a se apresentar, entre 1960 e 1965, na boite O Cangaceiro, uma das mais famosas da cidade. Nela fez amizade com várias pessoas do meio artístico, principalmente com os membros do Trio Irakitan. Foi, inclusive, Joãozinho, membro do trio, que o levou para a Odeon em 1963.

Lançou com sucesso o seu primeiro disco no mesmo ano, no qual se destacou o bolero "Tudo de Mim" (Evaldo Gouveia e Jair Amorim). A partir daí, o cantor se tornou o intérprete ideal da dupla que sempre o requisitava para cantar suas composições, entre as quais "Que Queres Tu de Mim?", "O Trovador" e "Somos Iguais", todas com sucesso.

Em 1964 gravou com sucesso "Que Queres Tu de Mim" e "Serenata da Chuva". Em 1965 lançou o LP "Sentimental Demais", com destaque para a música título, de Evaldo Gouveia e Jair Amorim, que se tornou uma marca de seu repertório. Outro sucesso do disco foi "O Trovador", título que lhe valeria a denominação carinhosa usada pelos fãs.

Em 1966 gravou com grande sucesso a música "Brigas" (Evaldo Gouveia e Jair Amorim), com a qual, declarou em um programa na TV Globo, gostaria de ser lembrado no futuro.


Seu sucesso extrapolou as fronteiras nacionais e chegou à América Latina, com apresentações em vários países. As versões dos seus sucessos em espanhol chegaram a vender 500 mil cópias no continente, dando-lhe prestígio e fazendo com que gravasse com Lucho Gatica, um dos maiores ícones do bolero, o disco "El Bolero Se Canta Así".

A partir de 1969, começou a investir no mercado de música latino-americana nos Estados Unidos, obtendo vários êxitos e tornando-se um dos mais famosos cantores latinos neste país. No mesmo ano lançou o LP  "Trovador das Américas", no qual cantou diversas músicas em espanhol, além de "Espera" (Tito Madi) e "Ébrio de Amor" (Romancito Gomes e Palmeira).

Em 1971 gravou com sucesso "Que Será?" (Sebastião Ferreira da Silva, Fontana e Migliacci) e "Bloco da Solidão" (Evaldo Gouveia e Jair Amorim).

Em 1977, no LP "Sempre Romântico", gravou "Os Olhinhos do Menino" (Luiz Vieira) e "Um Jeito Estúpido de Te Amar" (Isolda e Milton Carlos) e que foi sucesso na voz de Roberto Carlos.

Em 1981 lançou pela RCA Victor o LP "Eu Nunca Mais Vou Te Esquecer", com música título de Moacyr Franco, que alcançou grande sucesso.

Morte

Altemar Dutra veio a falecer com apenas 43 anos em Nova York, quando se apresentava para a comunidade hispânica da cidade, na boate La Tanquera, e sofreu um Acidente Vascular Cerebral.

Em 1988, a BMG lançou uma caixa de LPs intitulada "O Trovador", nome de um dos seus maiores sucessos. Posteriormente foi relançada em CD, com suas 60 faixas remasterizadas e com um detalhado livreto com a biografia do autor escrita pelo jornalista Egídio Grandinetti.

Foi durante muitos anos um dos principais intépretes da chamada música romântica. Em 2000, sua gravação da música "Brigas" (Evaldo Gouveia e Jair Amorim) foi incluída na seleção "As Cem Melhores do Século da MPB" em votação de vários críticos musicais coordenada pelo crítico Ricardo Cravo Albin.

Foi casado com a cantora Marta Mendonça, tendo dois filhos, Deusa Dutra e Altemar Dutra de Oliveira Júnior, este também a seguir carreira artística.

Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB