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quinta-feira, 29 de março de 2012

Ademilde Fonseca

ADEMILDE FONSECA DELFINO
(91 anos)
Cantora

* Macaíba, RN (04/03/1921)
+ Rio de Janeiro, RJ (27/03/2012)

Mais conhecida como Ademilde Fonseca, foi uma cantora brasileira. Suas interpretações a consagraram como a maior intérprete do choro cantado, sendo considerada a "Rainha do Choro".

Nasceu na localidade de Pirituba, no município de Macaíba, no estado do Rio Grande do Norte.

Aos quatro anos de idade, foi viver com a família em Natal, RN, onde morou até o início da década de 40. Desde criança gostava de cantar e ainda na adolescência, começou a se interessar pelas serestas, onde travou conhecimento com músicos locais.

Pouco mais tarde se casou com um desses seresteiros, Naldimar Gedeão Delfino. Com ele se mudou para o Rio de Janeiro em 1941. Seu nome oficial sofreu duas alterações ao longo da vida. Foi registrada como Ademilde Ferreira da Fonseca. Ao se casar com o violonista Naldimar Gideão Delfino mudou o nome para Ademilde Fonseca Delfino. Ao separar-se de Naldimar, adotou o nome artístico de Ademilde Fonseca como seu nome documental.

Recebeu do instrumentista Benedito Lacerda o título de "Rainha do Chorinho".

Em 1942, se apresentou no programa "Papel Carbono", de Renato Murce. No mesmo ano, acompanhada pelo regional de Benedito Lacerda interpretou durante uma festa o choro "Tico-Tico No Fubá" (Zequinha de Abreu), com letra de Eurico Barreiros. O flautista gostou tanto de sua interpretação que tomou a iniciativa de levá-la aos estúdios da gravadora Columbia, na época dirigida pelo compositor João de Barro (Braguinha).

Sua estréia em disco aconteceu em agosto de 1942, num 78 rpm que trazia o choro "Tico-Tico No Fubá" e o samba "Voltei Pro Morro" (Benedito Lacerda e Darci de Oliveira). Foi a primeira vez que o choro de Zequinha de Abreu, composto em 1917, era gravado com a letra escrita por Eurico Barreiros após a morte do compositor. No mesmo ano, gravou os sambas "Racionamento" (Caio Lemos e Humberto Teixeira) e, com Lauro Borges"Altiva América" (Esdras FalcãoHumberto Teixeira).

Abel Ferreira e Ademilde Fonseca
Em 1943 gravou os choros  "Apanhei-te, Cavaquinho" (Ernesto Nazareth), com letra de Darci de OliveiraBenedito Lacerda, e "Urubu Malandro", de motivo popular, com arranjos de Lourival de Carvalho e versos de João de Barro, com acompanhamento de Benedito Lacerda e seu conjunto regional. Desde então, passou a ser conhecida como cantora identificada com o gênero que a consagraria: o choro. Passou a ser reconhecida como "Rainha do Choro". Ainda em 1943, assinou contrato com a Continental, que relançou seus primeiros discos.

Em 1944, gravou o samba "Brinque A Vontade!..." (Osvaldo dos Santos, Odaurico Mota e Antônio Ferreira da Silva) e a marcha "Os Narigudos" (Benedito Lacerda e Haroldo Lobo). No mesmo ano, lançou os choros "Dinorá" e "É De Amargar", ambos da dupla Darci de OliveiraBenedito Lacerda. Ainda em 1944, foi contratada pela Rádio Tupi, apresentando-se com os regionais de Claudionor Cruz e Rogério Guimarães.

Em 1945, gravou os choros "O Que Vier Eu Traço" (Osvaldo dos Santos e Zé Maria) e "Xem-Em-Ém" (Geraldo Medeiros e Nestor de Holanda). No mesmo ano, gravou em ritmo de choro a polca "Rato" (Claudino da Costa e Casimiro Rocha). Da gravação fez parte o violonista Garoto com o conjunto Bossa Clube.

Em 1946, gravou o samba "Estava Quase Adormecendo" (João de Deus e Sebastião Figueiredo) e o choro "Sonoroso" (Del Loro e K-Ximbinho), que foi um de seus sucessos.

Voltou a gravar apenas dois anos depois, em 1948, quando registrou os choros "Vou Me Acabar" (Altamiro Carrilho e Pereira Costa) e "Sonhando" (K-Ximbinho e Del Loro).

Voltou a ficar mais dois anos sem gravar e em 1950, lançou a marcha "João Paulino" e o samba "Adeus, Vou-me Embora", ambas as composições de autoria de Alberto Ribeiro e José Maria de Abreu. No mesmo ano, suas gravações para "Brasileirinho" (Waldir Azevedo e Pereira da Costa) e "Teco-Teco" (Pereira da Costa e Milton Vilela) resultaram em enorme sucesso, sendo acompanhada nas duas composições pelo regional de Waldir Azevedo. Ainda no mesmo ano, assinou com a gravadora Todamérica, onde estreou com os choros "Molengo" (Severino Araújo e Aldo Cabral) e "Derrubando Violões" (Carioca).

Abel Ferreira e Ademilde Fonseca
Em 1951, gravou os baiões "Delicado" (Waldir Azevedo e Ari Vieira), uma de suas gravações mais marcantes, e "Arrasta-pé" (Rafael de Carvalho). No mesmo ano, gravou dois clássicos do repertório do choro: "Galo Garnizé" (Antônio Almeida, Luiz Gonzaga e Miguel Lima) e "Pedacinhos Do Céu" (Waldir Azevedo), com letra de Miguel Lima.

Em 1952, gravou o samba "Só Você" (Bruno Gomes e Ivo Santos) e "Baião em Cuba" (Pedroca e Miguel Lima). No mesmo ano, seguiu para a França com a Orquestra Tabajara, de Severino Araújo, participando de um espetáculo em Paris produzido pelo jornalista Assis Chateaubriand, dono dos Diários Associados.

Em 1953, gravou o choro "Vaidoso" (Poly e Juraci Rago), os baiões "Turista" (Poly e Geraldo Blota) e "Meu Cariri" (Dilu Melo e Rosil Cavalcânti), e a marcha "Uma Casa Brasileira" (Wilson Batista e Everardo de Barros).

A partir de 1954, na Rádio Nacional, passou a apresentar-se com os regionais de Canhoto, Jacob do Bandolim, Pixinguinha e também com as orquestras de Radamés Gnattali e do maestro Chiquinho. Também em 1954, gravou a polca "Pinicadinho" (Jararaca e Ratinho) e o baião "Tem 20 Centavos Aí?" (Zé Tinoco).

Em 1955 gravou o maxixe "Rio Antigo" (Altamiro Carrilho e Augusto Mesquita) e o choro "Saliente" (Altamiro Carrilho e Armando Nunes). No mesmo ano, transferiu-se para a Odeon e lançou os choros "Polichinelo" (Gadé e Almanir Grego) e "Na Vara Do Trombone" (Gomes Filho).

Em 1956 gravou o samba "Império Serrano" (Lobo, Hinha e Amorim Roxo) e a marcha "Me Leva" (Arsênio de Carvalho). Ainda em 1956 gravou, entre outros, "Xote Do Totó" (Arsênio de Carvalho e Nelson Sampaio), o choro "Acariciando" (Abel Ferreira e Lourival Faissal), o baião "A Situação" (Miguel Lima e Gil Lima), e a toada "Procurando Você" (Catulo de Paula e Fernando Lopes).


Em 1957 gravou o samba "Telhado De Vidro" (Marino Pinto e Mário Rossi). No mesmo ano, ficou em terceiro lugar no concurso para a escolha da "Rainha e Rei do Rádio" com 100.445 votos.

Em 1958 gravou o LP "À La Miranda", no qual interpretou músicas que foram sucessos na voz de Carmen Miranda, como "Camisa Listrada", "Uva De Caminhão" e "Recenseamento", todas de Assis Valente.

Em 1959, gravou o samba "Na Baixa Do Sapateiro" (Ary Barroso). No mesmo ano, assinou contrato com a gravadora Philips e lançou o LP "Voz + Ritmo = Ademilde Fonseca" com destaque para "Tá Vendo" (Antônio Almeida), "Se Eu Te Perdesse" (Marino Pinto e Vadico), "Boato" (João Roberto Kelly), e "13 De Maio" (René Bittencourt).

Em 1960 gravou o LP "Choros Famosos", cantando uma série de choros clássicos como "Carinhoso" (Pixinguinha e João de Barro), "Pedacinhos Do Céu" (Waldir Azevedo e Miguel Lima), "Apanhei-te Cavaquinho" (Benedito Lacerda, Darci, Oliveira e Ernesto Nazareth), e "Comigo É Assim" (José Menezes e Luiz Bittencourt).

Em 1961, gravou o samba "De Apito Na Boca" (Bidu Reis e Murilo Latini) e a marcha "É O Que Ela Quer" (J. Cascata e Luiz Bittencourt).

Em 1962 gravou as marchas "Pé De Meia" (Luiz de França e Nahum Luiz) e "Quem Resolve É A Mulher" (Luiz Bittencourt e Bidu Reis).

Excursionou pela Espanha e por Portugal em 1964, juntamente com o cantor Francisco Egydio. Em Lisboa, permaneceu em cartaz durante cerca de seis meses.

Em 1967, interpretou o choro de Pixinguinha e Hermínio Bello de Carvalho "Fala Baixinho" no II Festival Internacional da Canção (FIC), da TV Globo.


Na década de 1970, apresentou-se em shows no Teatro Opinião no Rio de Janeiro e lançou um LP pela gravadora Top Tape, em 1975. Neste disco destaca-se a faixa "Títulos De Nobreza", que tem também o nome de "Ademilde no Choro". Trata-se de um presente para a cantora da dupla de compositores João Bosco e Aldir Blanc.  A letra se refere a diversos títulos de choros, muitos deles gravados anteriormente por ela própria. Este disco, que marcou o retorno da cantora às gravações, e tinha ainda as faixas "Choro Chorão" (Martinho da Vila), "Meu Sonho" (Paulinho da Viola) e "Amor Sem Preconceito" (Paulinho da Viola e Candeia).

Em 1997, integrou-se ao conjunto As Eternas Cantoras do Rádio ao lado de Carmélia Alves, Violeta Cavalcanti e Ellen de Lima.

Em 1999, recebeu a Medalha de Mérito Pedro Ernesto, a mais alta comenda concedida pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro.

Em 2001, participou do CD "Café Brasil", produzido por Rildo Hora, ao lado de Marisa Monte, Paulinho da Viola, Martinho da Vila, Henrique Cazes, Leila Pinheiro, o conjunto Época de Ouro, entre outros.

Admirada no Brasil e no exterior, uma prova disso pode ser dada pela admiração da cantora japonesa Yoshimi Nakayama que tendo obtido, no Japão, um CD de Ademilde Fonseca, decorou as letras, sem saber o significado das palavras, veio ao Brasil e passou a cantá-las em seus shows. Posteriormente, Yoshimi Nakayama veio ao Brasil para conhecer Ademilde Fonseca que a recebeu em sua casa e lhe ensinou, além do significado das palavras das músicas do seu repertório, diversos segredos da sua interpretação. Yoshimi Nakayama fez uma gravação no Rio de Janeiro, cantando junto com Ademilde Fonseca e acompanhada pelo violonista Walter Silva, o Waltinho, e fez algumas apresentações, junta com Ademilde Fonseca, no Restaurante Panorama no Leblon.


A partir de 2004, passou a se apresentar sempre em companhia da sua filha Eymar Fonseca. Entre as apresentações mais marcantes das duas juntas, destacam-se os festivais do choro "Na Cadência do Choro", no Circo Voador, em 2005, no qual se apresentou em duas noites, na primeira acompanhada pelo flautista Altamiro Carrilho, e na segunda, pelo grupo Noites Cariocas, onde foi a grande homenageada. "A Noite do Chorinho", em Conservatória, em 2007, e o show "De Mãe Para Filha", realizado na Sala Baden Powell, em maio de 2008.

Foi homenageada pela Escola de Samba Imperatriz Alecrinense, em Natal, RN, que desfilou, no Carnaval de 2007, tendo como tema a sua história: "Saudação da Imperatriz a uma Rainha (Ademilde Fonseca)".

Em 2008 recebeu convite da cantora Carmélia Alves para voltar a integrar o grupo "Cantoras do Rádio", o que aceitou.

Ademilde Fonseca foi uma cantora de importância fundamental na música popular brasileira, e particularmente para o desenvolvimento do choro. Até o seu surgimento, o choro não era para ser cantado e era considerado como um gênero exclusivo dos instrumentistas.

Em 2011, foi lançado pelo selo Discobertas em convênio com o Instituto Cultural Cravo Albin (ICCA), a caixa "100 Anos De Música Popular Brasileira" com a reedição em quatro CDs duplos dos oito LPs lançados com as gravações dos programas realizados pelo radialista e produtor Ricardo Cravo Albin na Rádio MEC em 1974 e 1975. No volume 4 estão incluídas as suas interpretações acompanhada por Abel Ferreira e seu conjunto para os choros "Brasileirinho" e "Delicado", ambos de Waldir Azevedo.

Em 2012, sua interpretação para o samba "Recenseamento", de Assis Valente, foi incluída no CD duplo "Assis Valente Não Fez Bobagem - 100 Anos De Alegria" lançado pela EMI em homenagem ao centenário de nascimento do compositor.


Morte

A cantora Ademilde Fonseca morreu no final da noite de terça-feira, 27/03/2012, no Rio de Janeiro. Ela tinha 91 anos e sofria problemas cardíacos.

Segundo a neta, Ana Cristina, Ademilde sofreu um mal súbito e morreu em casa, por volta das 23:00 hs.

Ademilde Fonseca deixou uma filha, a também cantora Eimar Fonseca, três netas e quatro bisnetos. O enterro da cantora foi realizado no Cemitério São João Batista, em Botafogo.


segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Carminha Mascarenhas

CÁRMINA ALLEGRETTI
(81 anos)
Cantora

* Muzambinho, MG (14/04/1930)
+ Rio de Janeiro, RJ (16/01/2012)

Integrou o grupo As Eternas Cantoras do Rádio, ao lado de outras como Ellen de Lima, Carmélia Alves e Violeta Cavalcanti.

Descendente de italianos, mudou-se com a família para São Paulo, quando tinha ainda poucos meses de idade e, mais tarde, foi morar em Poços de Caldas, MG. Formou-se como professora primária.

Carminha Mascarenhas (Foto: Agência O Globo)
Começou a cantar no coral da Igreja Matriz de Poços de Caldas, destacando-se pela voz de contralto. Interessou-se pela música popular, acompanhada pelo pai e pelo tio ao violão. Iniciou sua carreira artística como crooner do conjunto de José Maria, ao lado do pianista Raul Mascarenhas, com quem veio a casar-se em 1952, com quem teve um filho, o saxofonista Raul Mascarenhas Pereira Junior, que foi casado com a cantora Fafá de Belém, casamento do qual nasceu Mariana de Figueiredo Mascarenhas, também cantora.

No ano seguinte, gravou seu primeiro disco com as canções de Hervé Cordovil Nossos Caminhos Divergem e Folha Caída. Nessa época, transferiu-se com o marido para Belo Horizonte, apresentando-se com ele na Rádio Inconfidência e em casas noturnas.

Em 1955, estreou como crooner do Copacabana Palace, substituindo Nora Ney. Ainda nesse ano foi eleita, juntamente com Sylvia Telles, Cantora Revelação do Ano e contratada para fazer parte do elenco da Rádio Nacional, estreando na emissora no programa Nada Além de 2 Minutos, produzido por Paulo Roberto.

Em 1956, deixou o trabalho do Copacabana Palace e começou a apresentar-se na boate Sacha's. Separou-se do marido e viajou para o Uruguai, onde se apresentou na boate Cave e no Cassino de Punta del Este.

Seguiu, depois, para Argentina e Paraguai. Gravou vários discos em 78 rpm e participou, com Elizeth Cardoso e Heleninha Costa, de um LP dedicado à obra de Fernando Lobo.

Em 1959, gravou seu primeiro LP solo, intitulado Carminha Mascarenhas, em que registra a faixa Eu Não Existo Sem Você (Tom Jobim e Vinicius de Moraes). Ainda nesse ano, assinou contrato com a TV Rio para apresentar o programa Carrossel, atuando ao lado de Lúcio Alves, Elizeth Cardoso, Carlos José, Hernany Filho, Norma Bengell e Elizabeth Gasper.

Em 1960, foi convidada para participar do Show Ary Barroso, ao lado do compositor e de Os Cariocas, Castrinho, Terezinha Elisa e Joãozinho da Goméia. O show ficou um ano e meio em cartaz na boate Fred's. Em seguida, participou, ainda com o mesmo elenco de artistas, do show Os Quindins de Yá Yá, parcialmente gravado pela Copacabana Discos no compacto duplo Musical Ary Barroso (1960).

Compôs, em parceria com Dora Lopes, as músicas Toalha de Mesa, uma homenagem a São Paulo, gravada por Noite Ilustrada, e Samba da Madrugada, gravada até no exterior, sendo considerado um hino dos boemios dos anos 1960 e 1970 em Copacabana, razão porque foi dedicada pelas autoras à cantora Maysa.

Carminha Mascarenhas (Foto: TV Globo/Divulgação)
Mais tarde participou, com Marisa Gata Mansa e Hernany Filho do LP, Em Cada Estrela, uma canção, em homenagem à obra de Newton Mendonça, interpretando as faixas Discussão, Meditação, Desafinado e Samba de uma Nota Só, parcerias do compositor com Tom Jobim.

Viajou diversas vezes para o exterior e participou de discos de vários intérpretes. Ainda na década de 60, registrou no LP A Noite é de Carminha as canções que apresentava na noite carioca. O LP incluiu Per Omnia Saecula Saeculorum, samba de Miguel Gustavo, cuja execução foi proibida pela censura.

Nos anos 80, apresentou-se no Sambão e Sinhá, casa noturna de Ivon Curi, com o espetáculo Carnavalesque, que ela própria escreveu. Mudou-se para Teresópolis, em 1986, apresentando-se ocasionalmente em shows.

Em 1999, comemorou 50 anos de carreira em espetáculo realizado na Associação Brasileira de Imprensa (ABI).

Em 2001, depois de retirada em sua casa de Teresópolis por vários anos, atuou ao lado de Ellen de Lima, Carmélia Alves e Violeta Cavalcanti no espetáculo As Cantoras do Rádio: Estão Voltando as Flores.

No show, que revivia a época de ouro de cantoras que marcaram a história do rádio no Brasil, Carminha Mascarenhas cantava, do repertório de Isaura Garcia, Mensagem, além de sucessos da sua própria carreira, bem como os das carreiras de Dolores Duran, Carmen Miranda, Aurora Miranda, Linda Batista e Dircinha Batista.

Morte

A cantora estava morando há 1 ano e 8 meses no Retiro dos Artistas, no Rio de Janeiro, e foi internada no Hospital Cardoso Fontes. Segundo o próprio Retiro dos Artistas, a morte ocorreu às 6 horas da manhã. As causas da morte não foram reveladas.

O corpo foi sepultado no cemitério de Pechincha, em Jacarepaguá.

Carminha também era avó da cantora Mariana Belém, filha de Fafá de Belém, e de Rafael Mascarenhas, filho da atriz Cissa Guimarães, morto em um atropelamento em 2010.

Fonte: Letras.com.br e R7

sábado, 24 de dezembro de 2011

Stellinha Egg

STELLA MARIA EGG
(76 anos)
Atriz, Cantora e Compositora

* Curitiba, PR (18/07/1914)
+ Curitiba, PR (17/06/1991)

Stellinha Egg nasceu numa família de seis irmãos (três meninas e três meninos: Jovita, Carlos, Stellinha, Arthur, Daniel e Rosinha) e cresceu recebendo a influência do ambiente musical existente em sua família - o pai cantava no coral e tocava flauta horizontal, a mãe tocava bandolim.

Com cinco anos começou a cantar em festas da igreja evangélica. Posteriormente, participou de um concurso de cantores para Rádio Clube Paranaense, tirando o primeiro lugar, sempre acompanhada do seu violão. Mas tarde deixou de tocar violão e dedicou-se ao canto.

Sua carreira profissional se iniciou na Rádio Clube Paranaense, em Curitiba. Venceu um concurso de melhor intérprete do folclore brasileiro e foi contratada a partir daí pela Rádio Tupi de São Paulo, para onde se transferiu logo depois.

Na capital paulista trabalhou na Rádio São Paulo e na Rádio Cultura.

No início da década de 40, transferiu-se para a Rádio Tupi do Rio de Janeiro, onde se apresentou ao lado de Dorival Caymmi e Sílvio Caldas.

Em 1944, gravou seu primeiro disco, pela gravadora Continental, interpretando a toada Uma Lua no Céu... Outra Lua no Mar (Jorge Tavares e Alaíde Tavares), e o coco Tapioquinha de Coco (Jorge Tavares e Amirton Valim).

No ano de 1945, casou-se com o maestro Lindolpho Gaya, que conhecera na Rádio Tupi de São Paulo, e que a partir daí trabalharia nos arranjos de suas músicas, e de quem gravou, entre outras músicas, o samba Não Consigo Esquecer Você, a toada Mais Ninguém, parceria com Eme de Assis e o samba-canção Um Amor Para Amar.

Em 1949, gravou de Ary Barroso, o samba-canção Terra Seca.

Em 1950, gravou o baião Catolé (Humberto Teixeira e Lauro Maia Teles). No mesmo ano, foi eleita no Congresso Internacional de Folclore, em Araxá, Minas Gerais, como a Melhor Cantora Folclórica.

Em 1952, gravou a rancheira Toca Sanfoneiro (Stellinha Egg e Luiz Gonzaga), e a canção Luar do Sertão (Catulo da Paixão Cearense).

Em 1953, gravou, de Dorival Caymmi, as canções O Mar e O Vento. Gravou também do mesmo autor, o samba-canção Nunca Mais.

Em 1954, gravou ainda de Dorival Caymmi, os batuques Noite de Temporal e A Lenda do Abaeté.

Entre 1955 e 1956 excursionou à Europa, apresentando-se na União Soviética, França, Polônia, Finlândia, Itália e Portugal, acompanhada do maestro Lindolpho Gaya.

Em 1956, gravou o xote O Torrado (Luiz Gonzaga e Zé Dantas) e o clássico baião Fiz a Cama na Varanda, grande sucesso de Dilu Melo.

Em 1960, gravou na Odeon cantando com o Trio Irakitan a limpa-banco Entrevero no Jacá (Barbosa Lessa e Danilo Vital).

Dedicada ao estudo e pesquisa do folclore brasileiro, gravou diversas composições de domínio público e folclóricas, tais como Garoto da Lenha de Angico, Boi Barroso, Samba Lelê, A Moda da Carranquinha, Cantigas do Meu Brasil e outras. Gravou ainda o LP Luar do Sertão, com composições de Catulo da Paixão Cearense, Ernesto Nazareth e Anacleto de Medeiros.

Gravou diversos LPs dedicados a distintos aspectos da música popular e folclórica, entre os quais: Modas e Modinhas, com modas de viola e modinhas antigas e modernas; Vamos Todos Cirandar, com canções de roda; e Músicas do Nosso Brasil, com canções tradicionais brasileiras.

Além de cantora e compositora era também atriz. Gravou 160 discos 78 rpm, 15 LPs e mais de 20 compactos gravados, entre 1943 e 1975.

Ao lado de Sylvia Telles formou a dupla caipira Mara e Cota para a gravação, no ano de 1959, de duas músicas de Tom Jobim, Eu Sei Que Vou Te Amar e Eu Não Existo Sem Você.

Stellinha também foi professora primária, lecionando pela primeira vez em Antonina. De lá foi transferida para Curitiba, para um colégio anexo à Escola Normal, onde mais tarde se especializaria em Educação Física.

Stellinha e Lindolpho Gaya tiveram um casamento extremamente amoroso e harmonioso, mas nunca tiveram filhos, pois julgavam que atrapalharia a profissão. Mais tarde, quando resolveram ter um filho, Stellinha não conseguiu engravidar.

O último show de Stellinha foi no Teatro Guaíra, em Curitiba.

Adoeceu logo depois, ao mesmo tempo que o marido. Quando o marido morreu, ela não resistiu a perda, não perseverou em seu tratamento e faleceu.

Fonte: Memória da MPB e Wikipédia

domingo, 31 de julho de 2011

Marisa Sanches

MARISA SANCHES
(77 anos)
Atriz, Cantora, Apresentadora e Locutora

* Caconde, SP (08/04/1924)
+ São Paulo, SP (04/02/2002)

Uma das atrizes pioneiras da TV brasileira, iniciou sua carreira artística como cantora.

Marisa Sanches morou muitos anos nos Estados Unidos, onde trabalhou como locutora na NBC, emissora de Nova York.

Na volta ao Brasil, Marisa Sanches foi contratada pela TV Tupi de São Paulo, onde fez vários trabalhos como atriz, apresentadora e locutora.

Já mãe de Débora Susan Duke (então com cinco anos), casou-se com o ator Lima Duarte, que deu seu nome artístico à enteada, nascendo assim o nome Débora Duarte. Marisa teve mais uma filha, a advogada Mônica.


Televisão

1979 - Dinheiro Vivo ... Gumercinda
1978 - João Brasileiro, o Bom Baiano
1977 - Éramos Seis ... Benedita
1976 - Os Apóstolos de Judas ... Mildred
1975 - Meu Rico Português ... Letícia
1973 - Rosa dos Ventos
1972 - Bel-Ami
1972 - Na Idade do Lobo
1971 - A Fábrica ... Lúcia
1970 - Simplesmente Maria
1969 - Nino, o Italianinho ... Júlia
1968 - Sozinho no Mundo
1967 - Os Rebeldes
1967 - Angústia de Amar ... Cíntia
1966 - Os Irmãos Corsos
1966 - A Ré Misteriosa ... Roberta
1966 - A Inimiga ... Paulina
1965 - O Cara Suja ... Amália
1965 - Teresa ... Luiza
1964 - Se o Mar Contasse ... Raquel
1964 - Alma Cigana ... Carlota
1963 - Moulin Rouge, a Vida de Tolouse Lautrec
1962 - A Única Verdade
1962 - A Estranha Clementine
------ - TV de Comédia ... Mimi
1959 - Doce Lar Teperman
1959 - Adeus, Mr. Chips
------ - TV de Vanguarda
1958 - Sétimo Céu ... Arlete
------ - TV Teatro
1958 - Suspeita
1957 - O Corcunda de Notre-Dame ... Flor de Lys
1955 - Oliver Twist

Cinema

1975 - Cada um Dá o que Tem

Marisa Sanches faleceu após longo período doente.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Gilda Miranda

GILDA MIRANDA SARMENTO DE OLIVEIRA
(74 anos)
Atriz e Cantora

* Rio de Janeiro, RJ (02/05/1925)
+ Porto Alegre, RS (27/05/1999)

A atriz nasceu em São Cristóvão, na Rua da Liberdade, na cidade do Rio de Janeiro.

Gilda Miranda foi casada com Sálvio de Oliveira, que também era ligado as artes e foi o primeiro diretor do Museu de Artes de Florianópolis. Foi Sálvio de Oliveira quem iniciou Gilda Miranda nas artes cênicas ao dirigir a peça A Barca do Inferno de Gil Vicente, onde Gilda Miranda estreou em 1954 no Teatro Álvaro de Carvalho, Florianópolis.

Da união entre Gilda e Sálvio, nasceram Perla (1945), Thalma (1947) e Jano Sarmento de Oliveira (1950).

Separaram-se em 1955 e Gilda foi para Porto Alegre onde fez teste de cantora na Rádio Farroupilha. Entrou para um grupo de teatro amador dirigido por Vanoly Pereira Dias, mais conhecido como Pereira Dias, com que se casou e deu prosseguimento a carreira no teatro e na televisão.

Da união entre Gilda Pereira Dias, nasceu Gilda Miranda Pereira Dias em (1960)

Gilda, na Rádio Farroupilha, teve a saudosa Elis Regina como sua colega na referida emissora. Cantava em alguns idiomas, sendo que recebeu da fadista portuguesa Maria Amália um lenço, em reconhecimento a seu talento, como interprete de musicas lusitanas. Foi atriz de teatro e uma das pioneiras de peças teatrais, ao vivo, na TV Tupi. Contracenou com o renomado Procópio Ferreira, com quem muito aprendeu, em virtude de ser um ator perfeccionista.

O último trabalho de Gilda Sarmento na televisão foi na minissérie O Tempo e o Vento exibida em 1985. Antes, a atriz participou das novelas Jogo da Vida (1981), Ciranda de Pedra (1981), Chega Mais (1980), Os Gigantes (1979), Pecado Rasgado (1978), Escrava Isaura (1976), Anjo Mau (1976) e Escalada (1975), todas exibidas pela Rede Globo.

Aposentada, Gilda Miranda foi viver em Porto Alegre, onde faleceu vítima de Infarto, aos 74 anos, em 1999.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Cida

APARECIDA MARTINS BATISTA
(71 anos)
Cantora

* Franca, SP (22/05/1940)
+ São Paulo, SP (17/07/2011)

Aparecida Martins Batista e Irene Lopes, ambas nascidas em Franca, SP, em 1940 e 1941, respectivamente eram cantoras e faziam a dupla Duo Ciriema.

A dupla iniciou carreira em 1959. Em 1960, passou a cantar na Rádio Nacional, no programa "Alvorada Cabocla". Em setembro do mesmo ano, gravou seu primeiro disco, contendo a canção rancheira "Não Beba Mais Não" (Jeca Mineiro e Orlandinho) e o bolero "Mais uma Lição" (Nonô Basílio).


Acompanhada do sanfoneiro Orlandinho, a dupla passou a cantar em diversas rádios paulistas, tendo participado de programas na Rádio Nacional, na Rádio América, na Rádio Bandeirantes e na Rádio Piratininga.

Em maio de 1961, lançou o segundo disco contendo a huapango "Pecado de Amor" (Nízio e Piraci) e o bolero "Sonhando Contigo" (Junquinha, Junqueira e Paulo Jorge). No mesmo ano, gravou seu maior sucesso, a guarânia "Colcha de Retalhos" (Raul Torres). Pela mesma época, iniciou uma excursão ao Nordeste do Brasil levando a música sertaneja, onde, até então, somente predominavam o frevo e o forró.

Apresentou-se na Bahia, Rio Grande do Norte, Alagoas, Sergipe, Paraíba e Ceará.

Em janeiro de 1962, lançou o bolero "Beijos Proibidos" (Raimundo Teles e Antônio Mendes), e o rasqueado "Indiazinha" (Paulo Borges e Doralice Ferreira).

Ainda em 1962, lançou o rasqueado "Não Bebas Mais" (Nízio e Piraci). Em 1963, gravou dois de seus maiores sucessos, o rasqueado "Oh! Ciriema" (Mário Zan e Nhô Pai) e "Bebida Não Mata Saudades", canção rancheira de Benedito Seviero e Luiz de Castro. Lançou, também, com grande sucesso, inclusive em Assunção, Paraguai, "Lencinho de Nhanduti" (Piraci e Nhô Fio). Em 1964, a dupla fez temporada no país vizinho. De lá trouxe a composição "Saudade", uma guarânia do escritor e embaixador Mário Palmeiro.

A dupla se afastou da vida artística um pouco depois. Em 1972, gravou "Chitãozinho e Xororó" (Serrinha e Athos Campos), retornando à vida artística. Gravou também "Como Era Bom Aquele Tempo" (César e Cirus), "Rogo ao Senhor" (J.K. Filho e Miguel da Portela) e "Hei de Vencer" (Capitão Furtado e Juvenal Fernandes).

Em 1973, lançou novo LP, onde gravou a guarânia "Saudade" (Mário Palmeiro), até então inédita. Gravou também "Mensagem de Esperança" (Capitão Furtado e João Pacífico), que se tornou tema de uma novela do "Capitão Furtado" com o mesmo nome.

Regravou também "Não Beba Mais Não" (Jeca Mineiro e Orlandinho), a primeira gravação e sucesso do Duo Ciriema. Em 1975, gravou LP pela Copacabana em que se destacaram entre outras, "Onde Tu Irás Sem Mim" (J.K. Filho e Zito Berdinato) e "Vivo Chorando" (Everaldo Ferraz e Silvia Boanato). Em 1978 gravou "Mensagem de Esperança" (Capitão Furtado e João Pacífico).


Cida faleceu no dia 17 de julho de 2011, às 18:30 hs, em São Paulo, aos 71 anos. Cida completaria 52 anos de carreira no dia 18/07/2011. Ela sofria de Câncer, segundo informações de Irene Lopes, sua parceira de dupla.


quinta-feira, 21 de julho de 2011

Miriam Batucada

MIRIAM ANGELA LAVECCHIA
(47 anos)
Cantora

* São Paulo, SP (28/12/1946)
+ São Paulo, SP (02/07/1994)

Miriam era neta de italianos, tanto por parte de mãe, quanto por parte de pai. Nasceu aos 28 de Dezembro de 1946, mas foi registrada no dia 01 de janeiro de 1947, assim ganhando "um ano", como se dizia antigamente.

Miriam fez um curso técnico de digitadora pela IBM e chegou a trabalhar na Arno, sendo despedida por batucar no teclado.

Quando pequena, conheceu uma menina que tinha o apelido de Chacareira. Essa menina lhe ensinou a batucar com as mãos durante três meses. No começo, despontava um samba devagar, o que dias de prática fez se tornar um ritmo frenético e no compasso de qualquer samba.

Carreira

Em 1967 recebeu o convite para participar do programa do Blota Júnior. Sua apresentação durou duas horas e maravilhou todo público e o apresentador, e de quebra, Miriam ainda tocou todos os instrumentos que se encontravam no palco da TV Record naquele dia: piano, bateria, harmônica, violão, cuíca, além de batucar na mesa do apresentador e mostrar também a sua batucada nas mãos.

No dia seguinte já era representada pelo famoso empresário Marcos Lázaro, sendo contratada pela TV Record.

Participou do programa da Sônia Ribeiro e em seguida ganhou um programa com Ronnie Von nas tardes de sábado. E foi durante sua apresentação num programa de televisão que Cidinha Campos a intitulou de Miriam da Batucada. Como o "da" na época não estava na moda, o extraiu e ficou só com o codinome de Miriam Batucada.

Em 1968 gravou o compacto pela gravadora Rozemblit contendo as faixas Batucando Nas Mãos (Renato Teixeira) e Plác-Tic-Plác-Plác (Walter Peteléco), produzido por Côrte Real. Já apresentava sua famosa batucada nas mãos nessas músicas. Começou, nessa época a ser muito requisitada para espetáculos, e chegou a até fazer apresentações no exterior.

Apesar de seu samba ser relativamente tradicional, Miriam era pessoalmente muito criativa e aberta. Não teve problemas para gravar um disco relativamente inovador com Raul Seixas, Sérgio Sampaio e Edy Star em 1971, chamado Sociedade da Grã-Ordem Kavernista Apresenta Sessão das 10.

Este se tornou seu disco mais famoso, o mais encontrado na Internet. Com Marcix (Compositora e produtora cultural) compos a musica Salve Rainha em homenagem a Chico Mendes.

Em 1973 gravou um compacto pela CBS com produção de Raul Seixas.

Pontos marcantes na personalidade de Miriam eram sua extrema simpatia e simplicidade. Como intérprete, tinha uma noção de ritmo muito boa. Um de seus sucessos era Teco Teco (Pereira da Costa e Milton Vilella). A canção hoje não é mais associada a ela, depois que Gal Costa também gravou.

Com fortes raízes italianas, Miriam era muito ligada a um bairro tradicional de São Paulo, a Mooca.

A Mooca só a homenageou após a sua morte, atribuindo o seu nome a uma travessa da Rua Bixira – Travessa Miriam Batucada.

Discografia

1968 – Rozenblit – Compacto Simples - Batucando na mão
1971 – Sociedade da Grã-Ordem Kavernista Apresenta Sessão das 10
1973 – Diabo no Corpo - Compacto Simples
1974 – Acertei No milhar - Compacto Duplo
1974 – Amanhã Ninguém Sabe - LP
1979 – Marcha do João - Compacto Simples
1991 – Alma de Festa - LP ¹
           Sinal de Vida - Compacto Simples

¹ Produzido por Marcix (Marcia Carvalho) e arranjado pelo maestro Otavio Basso (seu último disco)

Morte

Faleceu precocemente, sendo encontrada morta em seu apartamento onde morava só no bairro de Pinheiros, por sua irmã Mirna, que residia em Maringá, 21 dias após ter sofrido um Infarto Fulminante.


Fonte: Wikipédia

sábado, 14 de maio de 2011

Angelita Martinez

ANGELITA MARTINEZ
(48 anos)
Cantora, Bailarina, Vedete e Atriz

* São Paulo, SP (17/05/1931)
+ São Paulo, SP (13/01/1980)

Angelina Martinez era filha do jogador Bartô Guarani, que fez sucesso no Clube Paulistano. Angelita Martinez começou sua carreira artística na década de 50 no Teatro de Revista.

Entre vários prêmios que recebeu, destaca-se o de Rainha das Vedetes, em 1958.

Estreou no cinema em 1960, no filme Pequeno Por Fora. Em 1966, fez o filme 007 1/2 no Carnaval.

Angelita Martinez fez poucos filmes, dedicando-se mais à carreira de cantora e bailarina. Na década de 60, apresentou na televisão o programa Espetáculos Tonelux.

Casou-se com Francisco Bretal Rego em 13/08/1964.

Morreu em 13 de Janeiro de 1980, aos 48 anos de idade, vítima de Leucemia, em São Paulo.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Neusinha Brizola

NEUSA MARIA GOULART BRIZOLA
(56 anos)
Cantora e Compositora

* (20/11/1954)
+ Rio de janeiro (27/04/2011)

Neusa Maria Goulart Brizola, filha caçula do ex-governador Leonel Brizola, ou Neusinha Brizola, ficou conhecida por suas desavenças públicas com o pai nos anos 1980 e 1990.

Extravagante, anunciou que havia criado o Movimento Anarquista Tropicalista Energético, do qual era sacerdotisa. Fez uma festa de casamento no alto do Terminal Rodoviário Menezes Cortes. A cerimônia foi celebrada por Paulo Coelho.

Mudou-se para a Holanda, onde viveu por seis anos. Ao voltar, em 1991, estava viciada em drogas. Foi presa duas vezes por posse de cocaína. Também foi acusada de agredir uma empregada doméstica.

Depois da fase turbulenta, livrou-se do álcool e das drogas e abriu uma produtora cultural com a filha. Passou a ter uma relação mais tranquila com o pai e o acompanhava durante as campanhas políticas.

"Meu pai sempre foi um aglutinador na política e na família. Procurava manter todos debaixo da asa. Nos falávamos praticamente todos os dias", disse, em entrevista à revista IstoÉ Gente, logo depois da morte de Leonel Brizola, em 2004.

Carreira

Fez sucesso na década de 1980 ao lançar hits New Wave, como a música "Mintchura", em parceria com o compositor e guitarrista gaúcho Joe Euthanázia.

Em 1983 fez um ensaio fotográfico para a revista Playboy mesmo contrariando a opinião do seu pai, então governador do estado do Rio de Janeiro. Porém, Leonel Brizola impediu a publicação das fotos. Seu primeiro LP foi lançado neste ano.

Em 1984 participou da trilha sonora do programa musical infantil "Plunct, Plact, Zuuum", da Rede Globo. Para esta emissora, também compôs algumas trilhas sonoras para novelas, como em "Transas e Caretas" (1984) e para o cinema, como no filme "As Sete Vampiras" (1986). Na campanha Diretas Já, lançou a música "Diretcha" em compacto simples.

Morte

Neusinha Brizola morreu no dia 27/04/2011, aos 56 anos, na Clínica São Vicente, na Gávea, zona sul do Rio de Janeiro. De acordo com a família, ela sofria de Hepatite C e morreu em decorrência de complicações da doença.

O hospital não foi autorizado a divulgar boletim médico. Neusinha Brizola sentiu-se mal na tarde de domingo, 24/04/2011, e foi internada. Ao longo da semana, o quadro se agravou e ela sofreu uma embolia pulmonar, informou Tania Fayal, uma das fundadoras do Partido Democrático Trabalhista (PDT) e assessora do Secretário de Trabalho e Renda, Brizola Neto, e do vereador Leonel Brizola, sobrinhos de Neusinha.

Neusinha Brizola deixou dois filhos, Laila (36), Paulo César (28) e quatro netos.

O velório de Neusinha Brizola, ocorreu na capela 2 do Cemitério de São João Batista, em Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro, às 11:00 hs de quinta-feira, 28/04/2011.

Ela será enterrada na sexta-feira, 29/04/2011, no mausoléu da família, no Cemitério Municipal de São Borja, no Rio Grande do Sul.

"Neusinha, que com todos os desentendimentos que a imprensa sempre explorou, foi sempre objeto de um carinho especial de meus avós, será sepultada ao lado deles, em São Borja", escreveu Brizola Neto, em seu blog. Foi também o ex-deputado federal que divulgou a morte da tia, pela internet.

Antes da sua morte, Neusa Maria Goulart Brizola, a Neusinha (ela se assinava com Z) implorou por uma extrema-unção - ao contrário do que muitos imaginam, ela era muito católica. Uma amiga conseguiu um padre, e o pedido foi atendido. A famosa filha do político Leonel Brizola queria ser enterrada em São Borja, Rio Grande do Sul, ao lado do pai.

Há algum tempo, Neusinha não saía de casa, desde que piorou da hepatite C. Seu último evento social foi no carnaval, quando ela comprou uma frisa na Marquês de Sapucaí.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Heloísa Helena

HELOÍSA HELENA ALMEIDA GAMA DE MAGALHÃES
(81 anos)
Atriz e Cantora

* Rio de Janeiro, RJ (28/10/1917)
+ Rio de Janeiro, RJ (19/06/1999)

Heloísa era filha de um advogado e alto funcionário da prefeitura do Rio de Janeiro. Na infância, além das disciplinas normais, estudava com uma governanta o idioma inglês. Logo, começou a cantar e tocar violão.

Iniciou sua carreira na Rádio Mayrink Veiga. No começo cantava em inglês, já que dominava a língua como se fosse nativa dos Estados Unidos.

Participou do filme Samba da Vida, primeiro musical de Jaime Costa, que passou a ser seu ídolo.

Heloísa escrevia também. Por seu valor, foi a primeira cantora a interpretar Carinhoso, de Pixinguinha, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Cantou também no Cassino da Urca, Copacabana e Atlântico. A embaixada dos Estados Unidos fez na época um intercâmbio cultural com o Brasil e Heloisa Helena acabou indo para New Orleans, permanecendo algum tempo.

Voltando ao Brasil, é convidada por Chianca de Garcia a ingressar na televisão, em 1951, na então recém-inaugurada TV Tupi Rio de Janeiro.

Participou de vários tele-teatros, entre os quais Um Bonde Chamado Desejo e A Rosa Tatuada.

Começou também a ser apresentadora de programas de televisão, dentre eles a Sessão das Cinco, na TV Tupi, um programa de variedades ao estilo Mais Você, da TV Globo.

Trabalhou depois por um tempo no Recife e, quando voltou ao Rio, já para a Rede Globo, integrou o elenco de várias telenovelas de sucesso, entre as quais Verão Vermelho, Assim na Terra Como no Céu, Selva de Pedra (como Fanny, a divertida dona da pensão), Pecado Capital, O Astro, A Sucessora, Sétimo Sentido, Eu Prometo (a última da autora Janete Clair), de quem era grande amiga e várias outras. Heloisa Helena também se dedicou à direção de programas, como a versão brasileira do programa What's My Line?.

No cinema, participou de Mãos Sangrentas, Leonora dos Sete Mares, O Homem do Sputinik. Mas o que mais gostou de fazer foi Independência ou Morte, filme nacional rodado em 1972 no qual interpretou Carlota Joaquina, mãe do príncipe Dom Pedro I, vivido por Tarcísio Meira.

Cinema

1982 - A Fábrica das Camisinhas
1979 - A Pantera Nua
1977 - Ódio ... Rosa
1975 - Com as Calças na Mão ... Dona Flora
1973 - O Descarte
1972 - Independência ou Morte ... Carlota Joaquina
1970 - Uma Garota em Maus Lençóis
1968 - Jovens pra Frente
1967 - Rifa-Se uma Mulher
1961 - Samba em Brasília ... Eugênia
1959 - O Homem do Sputnik ... Dondoca
1958 - Matemática Zero, Amor Dez
1957 - Boca de Ouro
1956 - Depois Eu Conto ... Marinete
1955 - Chico Viola Não Morreu
1955 - Leonora dos Sete Mares
1955 - Angu de Caroço
1955 - Mãos Sangrentas
1954 - O Petróleo é Nosso ... Srª Guimarães
1954 - Marujo por Acaso
1953 - A Carne É o Diabo
1952 - É Fogo na Roupa ... Cssa. Buganville
1948 - Terra Violenta ... Lucy
1948 - É com Este que Eu Vou ... Frou Frou
1947 - Luz dos Meus Olhos
1940 - Céu Azul ... Mimi
1940 - Pega Ladrão
1939 - Futebol em Família
1938 - Tererê Não Resolve
1937 - Samba da Vida ... Helena
1936 - Alô Alô Carnaval

Televisão

1992 - Você Decide (Primeiro episódio)
1990 - Araponga ... Zora
1985 - Roque Santeiro ... Madre
1983 - Eu Prometo ... Bernarda Cantomaia
1982 - Sétimo Sentido ... Augusta
1980 - Coração Alado ... Luzia
1980 - Chega Mais ... Carmem
1979 - Vestido de Noiva (Especial)
1979 - Feijão Maravilha ... Maggie Andrade
1978 - A Sucessora ... Madame Sanchez
1977 - O Astro ... Beatriz
1976 - Duas Vidas ... Virgínia
1976 - O Casarão ... Mirtes
1975 - Pecado Capital ... Hortência
1975 - Bravo! ... Eugênia
1974 - Corrida do Ouro ... Florinda
1973 - O Semideus ...
1972 - Uma Rosa com Amor ... Genô
1972 - Selva de Pedra ... Fany
1971 - Minha Doce Namorada ... Carmem
1970 - Assim na Terra como no Céu ... Danusa
1970 - Verão Vermelho
1969 - Um Gosto Amargo de Festa

Morte

Aos 81 anos e fumante inveterada, a atriz foi encontrada morta na tarde de sábado (19/06/1999), em seu apartamento no bairro de Ipanema, pelas duas filhas Nadja Spencer e Laila Bezerra de Mello, filha do casamento com o teatrólogo Paulo Magalhães, falecido em 1972. Elas acreditam que a mãe tenha sofrido uma Parada Cardíaca, durante a madrugada, enquanto dormia.

Heloísa Helena foi cremada no dia 21/06/1999, às 11h, no Cemitério do Caju, na zona norte do Rio.

A atriz Arlete Salles lamentou a perda da amiga: "Ela me inspirou no início da carreira, foi minha mestra. Ficamos tão amigas que ela passou a me chamar de filha e eu a chamava de mãe. Era uma mulher atualizada e de brilho próprio".