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terça-feira, 18 de setembro de 2012

Helena Meirelles

HELENA MEIRELLES
(81 anos)
Cantora, Compositora e Instrumentista

Bataguassu, MS (13/08/1924)
+ Presidente Epitácio, SP (29/09/2005)

Instrumentista brasileira nascida na Fazenda Jararaca, que ficava na Estrada Boiadeira, que liga Campo Grande ao porto 15 do Rio Paraná, divisa com o estado de São Paulo, reconhecida mundialmente por seu talento como tocadora da denominada viola caipira, considerada a melhor violeira do mundo, sendo comparada a astros como Keith Richards, do Rolling Stones, e Eric Clapton

Filha do boiadeiro paraguaio Ovídio Pereira da Silva e da mato-grossense Ramona Vaz Meirelles, apesar de nascer e crescer em uma época em que a viola era um instrumento proibido às mulheres, seu mundo não existiria sem esse instrumento. Cresceu rodeada de peões, comitivas e violeiros pantaneiros. Aprendeu a tocar sozinha e escondida, fugiu de casa aos 15 anos e teve o primeiro filho aos 17, de seu primeiro marido, com quem teve mais dois e viveu 8 anos.

Helena Meirelles é comparada a astros como Keith Richards e Eric Clapton
Começou a surpreender desde jovem quando chegava e tocava até de graça em festas, bailes e bares de Mato Grosso do Sul e no interior oeste do Estado de São Paulo. Sua música seguiu os ritmos de sua região, com influências paraguaias, entre eles, chamamé, rasqueado e polca.

Reconhecida pelos sul-mato-grossenses como expressão das raízes e da cultura da região, começou a ser divulgada fora de sua região, quando foi apresentada em 1980 por Inezita Barroso no seu programa "Mutirão", na Rádio USP de São Paulo, tocando ao vivo e mostrando seu trabalho. Depois a mesma Inezita Barroso apresentou a violeira em seu programa de música caipira "Viola, Minha Viola", na TV Cultura.

Alzira Espíndola, Helena Meirelles e Tetê Espíndola
Depois dessas oportunidades, gravou uma fita, mas não recebeu atenção dos diversos meios de comunicação onde tentou a divulgação. Na década seguinte, em 1992, teve nova oportunidade ao se apresentar ao lado de Inezita Barroso e da dupla Pena Branca & Xavantinho, no Teatro do Sesc, em São Paulo. Porém, como muitas vezes acontece, o reconhecimento da violeira veio de fora do Brasil.

Tudo começou quando um sobrinho de Helena Meirelles enviou para uma revista especializada norte-americana, uma fita com gravações feitas de maneira praticamente amadora. Assim, no ano seguinte, aos 69 anos, a revista estadunidense Guitar Player a escolheu como Instrumentista Revelação do Ano, com o Prêmio Spotlight (1993),  por sua atuação nas violas de seis, oito, dez e doze cordas.

Foi um extraordinário prêmio para quem, injustamente, antes não obtivera o merecido reconhecimento em seu país, talvez por puro preconceito contra sua arte. Desde então passou a ser observada e valorizada por onde passou, tendo inclusive, no mesmo ano participado de um grande show em São Paulo com a dupla Tonico & Tinoco e, nos anos seguintes, gravou vários CDs.


Morte

Aos 81 anos, esteve internada na Santa Casa de Campo Grande, Estado do Mato Grosso do Sul, por dez dias  para tratar uma pneumonia aguda crônica. Chegou a ficar na UTI, respirando com o auxílio de aparelhos. Na terça-feira, dia 27/09/2005, já se alimentando por via oral e sem necessitar de aparelhos para respirar, teve alta e foi para casa.

Morreu dois dias depois de receber alta, na madrugada de 29/09/2005, aos 81 anos, vítima de Parada Cardiorrespiratória. Seu corpo foi velado no cemitério Parque das Paineiras.

Helena Meirelles era analfabeta e autodidata, foi casada três vezes e teve 11 filhos.


Discografia

  • 1994 - Helena Meirelles
  • 1996 - Flor de Guavira
  • 1997 - Raiz Pantaneira
  • 2003 - De Volta ao Pantanal


segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Dina Di

VIVIANE LOPES MATIAS
(34 anos)
Cantora

* Campinas (1976)
+ São Paulo, SP (19/03/2010)

Dina Di, nome artístico de Viviane Lopes Matias, foi uma cantora de rap brasileira, vocalista do grupo Visão de Rua. Considerada a primeira mulher a alcançar sucesso no rap brasileiro, Dina Di iniciou sua carreira em 1989 e lançou diversos singles em sua carreira, com destaque para "A Noiva do Thock".

Dina Di e seu grupo Visão de Rua revolucionaram o rap nacional em meados dos anos 90 quando lançaram a música "Confidências de Uma Presidiária", que virou clássico instantâneo nas periferias brasileiras. 

Foi indicada a diversos prêmios e festivais brasileiros, com destaque ao Prêmio Hutúz, onde foi escolhida na categoria Melhores Grupos ou Artistas Solo Feminino da década. Lançou vários álbuns em parceria com o grupo Visão de Rua.


Morte

Deu à luz sua segunda filha, Aline, em 2 de março de 2010 e contraiu uma Infecção Hospitalar. A infecção avançou nas semanas posteriores e Dina Di veio a falecer em 20 de março aos 34 anos.

Aline sua filha está bem, aos cuidados da avó paterna, junto ao pai. O sepultamento ocorreu no Cemitério da Vila Formosa, no sábado, dia 20/03/2010. 

A criança nasceu no dia 2 de março, na clínica particular Master Clin, localizada no bairro São Mateus, na região leste de São Paulo. Dina Di sofreu complicações após o parto, chegando a ficar internada por dez dias. Quando o quadro se estabilizou, a rapper recebeu alta. Contudo, seu estado de saúde voltou a piorar, o que a levou novamente à internação.


Prêmios

  • 2008 - Prêmio Hutúz - Álbum do Ano "Com o Poder nas Mãos" (Indicada)
  • 2008 - Prêmio Hutúz - Grupo ou Artista Solo (Indicada)
  • 2009 - Prêmio Hutúz - Melhores Grupos ou Artistas Solo Feminino da Década (Venceu)
  • 2009 - Prêmio Hutúz - Melhores Grupos ou Artistas Solo da Década (Indicada)


segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Rosinha de Valença

MARIA ROSA CANELLAS
(62 anos)
Cantora, Compositora e Instrumentista

* Valença, RJ (30/07/1941)
+ Valença, RJ (10/06/2004)

O apelido, que adotou como nome artístico, lhe teria sido dado por Sérgio Porto que dizia que ela tocava por uma cidade inteira. Um gravíssimo problema de saúde a retirou do mundo artístico. Depois do fato, nunca mais apareceu publicamente.

Cantora, violonista, concertista e compositora brasileira nascida em Valença, no interior do Estado do Rio de Janeiro, um dos mais importantes nomes femininos da música popular brasileira e considerada uma das matrizes instrumentais da bossa nova. Ainda criança começou a se interessar por violão, assistindo aos ensaios do conjunto regional de seu irmão Roberto. Incentivada por esse irmão, começou a estudar o violão sozinha ouvindo músicas de rádio e, aos 12 anos, com técnica impressionante, já tocava na rádio da cidade e animava festas e bailes da região.

Em 1963 foi morar no Rio de Janeiro, abandonando os estudos para dedicar-se exclusivamente à carreira de instrumentista. Foi descoberta pelo jornalista Sérgio Porto, que a apresentou a Baden Powell e Aloysio de Oliveira, na boate Au Bon Gourmet.

Causou impacto quando apareceu, graças a força de seu toque e à qualidade de suas apresentações. Já com o codinome famoso, criado por Sérgio Porto, graças a sua cidade natal. Passou a tocar na boite Bottle's, onde ficou por oito meses, e gravou seu primeiro disco, "Apresentando Rosinha de Valença" (1963), pela Elenco, gravadora de Aloysio de Oliveira.

Destacou-se como excelente instrumentista, apresentando-se em programas de televisão como "O Fino da Bossa", ao lado de Baden Powell, mestre de seu estilo no instrumento. Sua atuação com Baden Powell foi fundamental para o rumo instrumental que a bossa nova veio a desenvolver.

Em 1964 viajou com Sérgio Mendes e excursionou pelos Estados Unidos com o grupo Brasil 65, e gravou dois discos. Seguiu depois para a Europa como solista de um grupo formado pelo Itamaraty para apresentar a Música Popular Brasileira no exterior, apresentando-se em 24 países europeus. Depois de sucessivas viagens e apresentações na URSS, Israel, Suíça, Itália, Portugal e países africanos, em 1970 voltou ao Brasil e engajou-se em movimentos de valorização da música instrumental brasileira. Trabalhou então com Martinho da Vila, participando de seus quatro LPs seguintes e realizou novas tournées no exterior.

De volta, em 1974, organizou uma banda que teve várias formações e contou com a participação de artistas como o pianista João Donato, o flautista Copinha e as cantoras Ivone Lara e Miúcha. Por sua atuação, ganhou um prêmio da Ordem dos Músicos do Brasil.

Nos anos seguintes apresentou-se em diversos shows, ao lado de sua banda ou sozinha, e acompanhando artistas. Gravou mais de uma dezena de LPs, editados no Brasil, Estados Unidos, Alemanha e França, em diversas marcas, entre as quais RCA, Odeon, Forma, Pacific Jazz e Barclay.


Últimos Anos

Infelizmente, em 1992, uma Parada Cardíaca provocou-lhe lesão cerebral e a deixou em estado vegetativo e foi levada de volta para Valença. Dois anos após entrar em coma, um grupo de artistas realizou um show beneficente no Canecão para ajudar a custear as despesas médicas da violonista.

Desde então, diversos shows-tributo foram organizados por amigos e familiares para ajudar a custear o tratamento. Os primeiros oito anos do coma passou na casa da irmã mais velha, Mariló e, após o falecimento desta, ficou aos cuidados de outra irmã, Maria das Graças, em um bairro humilde de Valença.

Após 12 anos em estado de coma, uma das mais destacadas instrumentistas da bossa nova foi internada no Hospital Escola Luiz Giosef Jannuzzi, onde veio a falecer no dia seguinte, no início da madrugada de quinta-feira, 10 de junho de 2004, aos 62 anos, vítima de Insuficiência Respiratória, em sua cidade natal, Valença, no sul do Estado do Rio de janeiro. Seu corpo foi enterrado no Cemitério Riachuelo, no centro de Valença.

Em 2002, em entrevista, a irmã da instrumentista contou que sofria muito em vê-la imobilizada, movendo apenas os olhos. Mas, ainda que a Justiça permitisse, descartou a possibilidade de apressar a morte de Rosinha por meio da eutanásia. 

Os parceiros de Rosinha, Maria Bethânia e Martinho da Vila, lamentaram a morte da violonista.


Discografia

  • 2004 - Namorando a Rosa
  • 1980 - Violões em Dois Estilos - Rosinha de Valença e Waltel Blanco
  • 1977 - Sivuca e Rosinha de Valença ao Vivo
  • 1976 - Cheiro de Mato
  • 1975 - Rosinha de Valença e Banda ao Vivo
  • 1973 - Rosinha de Valença
  • 1971 - Um Violão em Primeiro Plano
  • 1970 - Rosinha de Valença Apresenta Ipanema Beat
  • 1966 - Rosinha de Valença ao Vivo
  • 1965 - In Person At El Matador - Sergio Mendes Brasil' 65
  • 1965 - Brasil' 65 - Wanda de Sah Ffeaturing The Sergio Mendes Trio
  • 1963 - Apresentando Rosinha de Valença

Fonte: Wikipédia

sábado, 16 de junho de 2012

Abigail Maia

ABIGAIL MAIA
(94 anos)
Atriz, Cantora e Bailarina

* Porto Alegre, RS (17/10/1887)
+ Rio de Janeiro, RJ (20/12/1981)

Abigail Maia foi uma atriz de teatro e cantora brasileira. Fundou uma companhia teatral com Oduvaldo Vianna. Foi ainda radio-atriz da Rádio Nacional.

Abigail Maia estreou no teatro aos 15 anos na peça "Fada de Coral". Trabalhou em várias companhias de comédias e revistas antes de criar sua própria empresa, em parceria com Oduvaldo Vianna.

Em 1921, agregando-se à Companhia Viriato Correia e Nicola Viggiani, deu-se uma temporada conhecida historicamente como Movimento Trianon.

Rodolfo Mayer, Abigail Maia e Floriano Faissal
Com seu trabalho ligado um dos comediógrafos mais conceituados do período, valorizou Abigail Maia a dramaturgia brasileira e ensejou algumas experimentações renovadoras.
   
No cinema, Abigail Maia atuou "João José", curtametragem de 1909, "A Vida do Barão do Rio Branco", curtametragem de 1912, e "O Guarani" (1920).

Nos anos 40, Abigail Maia ingressou no elenco de rádio-atores da Rádio Nacional.

Fonte:  Wikipédia

sábado, 12 de maio de 2012

Núbia Lafayette

IDENILDE ARAÚJO ALVES DA COSTA
(70 anos)
Cantora

* Assu, RN (21/01/1937)
+ Niterói, RJ (18/06/2007)

Idenilde nasceu em Assu, no interior do estado do Rio Grande do Norte, onde residiu até os três anos, idade que tinha quando a família se mudou para o Rio de Janeiro. Desde tenra idade demonstrou talento para a música apresentando-se em programas infantis desde os 8 anos de idade.

A carreira de Idenilde teve início no final da década de 1950, com o nome artístico de Nilde Araújo. Nessa época trabalhava como vendedora nas Lojas Pernambucanas do Rio de Janeiro quando resolveu participar no programa de calouros A Voz de Ouro, da TV Tupi, interpretando canções da época. Foi crooner da Boite Cave do Rio de Janeiro e estreou cantando Dalva de Oliveira.

Chegou a gravar um disco ainda como Nilde Araújo o seu primeiro nome artístico, e veio a assumir o nome definitivo de Núbia Lafayette em 1960 por sugestão do compositor Adelino Moreira, que a apresentou com o apoio de Nelson Gonçalves a gravadora RCA Victor e encontrou em Núbia a interprete ideal para suas canções inolvidáveis. E ainda em 1960, Núbia grava seu primeiro disco de carreira com a música Devolvi (Adelino Moreira), que logo passou a tocar nas rádios de todo país e exaustivamente nas rádios de todo o nordeste o que a projetou como uma cantora romântica e popular.

Nelson Gonçalves teve uma grande importância na carreira de Núbia Lafayette: apresentou-a a RCA Victor, foi sua fonte de inspiração musical masculina e foi um grande professor ensinando-a como se comportar no palco. Núbia pela grande afinidade com o cantor foi apontada por muitos de seus fãs como um "Nelson Gonçalves de Saias", regravou muitos de seus sucessos como Argumento (Adelino Moreira), A Volta do Boêmio (Adelino Moreira) e Fica Comigo Esta Noite (Nelson Gonçalves e Adelino Moreira).

Devolvi, o seu primeiro sucesso não foi o único, logo depois vieram cair na boca do povo músicas como o bolero Seria Tão Diferente, Prece à Lua, Solidão, Preciso Chorar, Primazia, Ouvi Dizer, todas compostas por Adelino Moreira e Mais Uma Lição (Nonô Basílio). Depois, já pelos anos 70 e pela gravadora CBS veio uma segunda fase de sucessos, Núbia volta para as paradas com Casa e Comida música de Rossini Pinto que foi faixa título de um LP gravado em 1972. A música virou uma espécie de hino nacional das mulheres mal casadas e desprezadas pelo seu maridos infiéis. Quase todas sabiam de cor o refrão que dizia: "Não é só casa e comida que faz a mulher feliz".

Neste mesmo LP, a música Aliança Com Filete de Prata (Gloria Silva) também passou a fazer parte definitivamente do seu repertório, como também as músicas que lançou anos depois a exemplo de Mata-me Depressa (Rossini Pinto), Quem Eu Quero Mão Me Quer (Raul Sampaio e Benil Santos), Esta Noite Eu Queria Que o Mundo Acabasse (Silvio Lima) e as recordistas de pedidos suplicantes nos eufóricos shows de Núbia LafayetteLama (Aylce Chaves e Paulo Marques) e Fracasso (Mário Lago), músicas que ficaram celebres em sua voz.

Apesar dos modismos, Núbia sempre se manteve fiel ao romantismo das mágoas, da traição do desconsolo e da fossa que teve em Adelino Moreira seu grande profeta, mais ainda assim gravou também outro dos grandes especialista da dor de cotovelo como Lupicínio Rodrigues, Herivelto Martins, Raul Sampaio, Jair Amorim, Evaldo Goveia, Othon Russo entre outros.

Muitos cantores da Música Popular Brasileira que estão fazendo sucesso por aí, são confessadamente influenciados por essa musa do povo que é Núbia Lafayette a exemplo de Alcione, Fafá de Belém, Elymar Santos e Tânia Alves. Realmente é uma legião de fãs dentro e fora do meio artístico. Cauby Peixoto, Adilson Ramos, Waldick Soriano, Cláudia Barroso, Paulo Gracindo entre outros, muitos desses já puderam até exercitar sua tietagem dividindo microfone com Núbia em gravações emocionadas que é o caso de Alcione, Gonzaguinha, Nelson GonçalvesElymar Santos, Waldick Soriano, Noite Ilustrada, Gilberto Milfont e Trio Irakitan.

Núbia continuou a participar em programas especiais e apresentações esporádicas até ao fim da sua vida. Morava em Maricá, no litoral do estado do Rio de Janeiro. A cantora sofreu um Acidente Vascular Cerebral hemorrágico no dia 10 de março de 2007, tendo ficado internada 10 dias. No dia 25 de maio do mesmo ano voltou a ser internada no Hospital de Clínicas Niterói devido a complicações. Faleceu aos 70 anos de idade.

Fonte:  Letras.com.br

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Carmen Costa

CARMELITA MADRIAGA
(87 anos)
Cantora e Compositora

* Trajano de Moraes, RJ (05/01/1920)
+ Rio de Janeiro, RJ (25/04/2007)

Nascida no interior, aos 15 anos ela trabalhava na cidade do Rio de Janeiro como empregada doméstica do cantor Francisco Alves. Numa festa ele a fez cantar para os convidados, entre eles Carmen Miranda, e a incentivou a iniciar uma carreira.

Se apresentou como caloura no programa de rádio de Ary Barroso, saindo-se vencedora. Passou a cantar profissionalmente e a fazer dupla com o cantor e compositor Henricão. Seu primeiro sucesso foi Está Chegando a Hora, versão da canção mexicana Cielito Lindo, nos anos 40.

Em 1945, casou-se com o americano Hans Van Koehler e foi viver com ele nos Estados Unidos. Passou uma temporada em Los Angeles e Nova York. Esteve no concerto histórico no Carnegie Hall, que marcou a bossa nova nos Estados Unidos, em 1962.

Nos anos 50 voltou ao Brasil, quando conheceu o compositor Mirabeu Pinheiro, com quem viveu um romance por cinco anos e com quem teve sua única filha, Silésia. Juntos fizeram sucessos como Cachaça Não é Água Não (quando foram acusados de plágio) e Obsessão. Desta mesma época foi o samba-canção de Ricardo Galeno intitulado Eu Sou a Outra ("ele é casado / eu sou a outra na vida dele…"), que retratava uma situação que a própria Carmen vivia e, anos depois, assumia.

Foi homenageada no programa MPB Especial, da TV Cultura de São Paulo, gravado em 1972, no qual a artista carioca interpretou canções de grande sucesso. Entre o repertório estavam, Está Chegando a Hora (Rubens Campos), Só Vendo Que Beleza e Casinha da Marambaia (Rubens Campos e Henricão), Xamego (Luiz Gonzaga), Polêmica (Ataulfo Alves) e Cachaça Não é Água Não (Mirabeau). Com Paulo Marquez, gravou um LP intitulado A Música de Paulo Vanzolini (1974).

A cantora também participou de vários filmes, como Pra Lá de Boa (1949), Carnaval em Marte (1955), Depois Eu Conto (1956) e Vou Te Contá (1958).

Em 2003, a Câmara Municipal do Rio de Janeiro tinha aprovado um projeto de iniciativa do Museu da República e Carmen Costa foi "tombada", virando assim Patrimônio Cultural do Brasil. Para a ocasião, compôs a música Tombamento, que cantou para o ministro da Cultura, Gilberto Gil ("Eu sou a raça / Sou mistura / Sou aquela criatura / Que o tempo vai tombar").

Suas última gravação foi com o cantor Elymar Santos, de quem era convidada especial em alguns shows.

Em 02 de junho de 2004, no Rio de Janeiro, participou da reinauguração da Rádio Nacional, emissora líder de audiência nas décadas de 40 e 50. Na ocasião, houve o encontro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com as Cantoras do Rádio, geração de artistas reveladas na Rádio Nacional. Lula definiu o encontro de "saudosismo gostoso" e subiu ao palco do auditório da Rádio Nacional para abraçar e beijar Emilinha Borba (80), Marlene (79), Carmen Costa (84), Ademilde Fonseca (83), Adelaide Chiozzo (73) e Carmélia Alves (81).

Carmen Costa faleceu no Hospital Lourenço Jorge, no Rio de Janeiro, aos 87 anos, depois de alguns dias internada. Foi vítima de Insuficiência Renal e Parada Cardiorrespiratória às 6:00hs do dia 25 de abril de 2007.

Fonte:  Wikipédia

sábado, 28 de abril de 2012

Dilu Melo

MARIA DE LOURDES ARGOLLO
(86 anos)
Cantora, Compositora, Instrumentista e Folclorista

 * Viana, MA (25/09/1913)
+ Rio de Janeiro, RJ (24/04/2000)

Criada em Porto Alegre, Dilu Melo começou a estudar música e violino aos cinco anos de idade. Aos nove anos, iniciou o aprendizado de violão com sua mãe, Dona Nenê, e de piano com a professora Elizéne D’Ambrósio. Aos 10 anos, compôs sua primeira obra, uma valsinha intitulada Heloísa, em homenagem à sua irmã mais nova.

Em 1938, Dilu foi para o Rio de Janeiro, estreando na Rádio Cruzeiro do Sul, surgindo então o convite para apresentar-se na Rádio Kosmos, de São Paulo. No mesmo dia da estréia, gravou um disco na Colúmbia, cantando as músicas Engenho D’Água (Dilu Melo e de Santos Meira) e Coco Babaçu (Dilu Melo). Depois, a serviço do Ministério da Educação, apresentou nossa música folclórica em vários estados, bem como na Argentina, onde morou 2 anos.

Em 1944 gravou na Continental o segundo disco, também com músicas suas, o coco Sapo Cururu e o xote Fiz a Cama na Varanda (Dilu Melo e Ovídio Chaves), este seu maior sucesso, música regravada também em outros países.

Atuou no Cassino Atlântico e foi contratada da Rádio Nacional, do Rio de Janeiro.

Em 1947, Meu Cavalo Trotador (Dilu Melo e de Ademar Pimenta), gravada pelos Trigêmeos Vocalistas, também fez sucesso no exterior. Em 1949 obtiveram êxito a canção Rolete de Cana (Dilu Melo e de Osvaldo Santiago), o xote Qual o Valor da Sanfona (Dilu Melo e de J. Portela) e o jongo Conceição da Praia (Dilu Melo e Oldemar Magalhães), gravado por Marlene.

Em 1958, gravou de Altamiro Carrilho e Armando Nunes, o xote Nos Velhos Tempos. Por influência de Antenógenes Silva, começou a tocar acordeão recebendo da imprensa a denominação de Rainha do Acordeão. Autora de mais de cem músicas.

Foi professora de dicção, empostação, danças folclóricas e história da música. Também escreveu peças infantis.


quarta-feira, 25 de abril de 2012

Dircinha Batista

DIRCE GRANDINO DE OLIVEIRA
(77 anos)
Atriz e Cantora

* São Paulo, SP (07/04/1922)
+ São Paulo, SP (18/06/1999)

Conhecida como Dircinha Batista, foi uma atriz e cantora brasileira. Era filha de Batista Júnior e irmã de Linda Batista.

Dircinha Batista foi uma cantora de enorme sucesso. Em mais de quarenta anos de carreira, ela gravou mais de trezentos discos em 78rpm, com muitos grandes sucessos, especialmente músicas carnavalescas. Trabalhou em dezesseis filmes.

Uma criança prodígio, Dircinha começou a se apresentar em festivais aos seis anos de idade. Ela começou a participar dos shows de seu pai no Rio de Janeiro e em São Paulo a partir daquele ano de 1928. Em 1930, aos oito anos, gravou seu primeiro disco, para a Columbia, com duas composições de Batista Júnior, Borboleta Azul e Dircinha.

Em 1931, ela se tornou um membro do programa de Francisco Alves na Rádio Cajuti, onde trabalhou até seus dez anos, então se mudou para o Rádio Clube do Brasil. Em 1933, ela gravou A Órfã e Anjo Enfermo, de Cândido das Neves, com acompanhamento do compositor ao violão, junto de Artur de Souza Nascimento.

Aos treze anos, participou do filme Alô, Alô, Brasil e, no ano seguinte, de Alô, Alô, Carnaval, ambos de Wallace Downey. Em 1936, gravou dois discos pela RCA Victor.

Em 1937, Benedito Lacerda convidou-a para gravar seu samba Não Chora, com ele como solista (com Darci de Oliveira). Depois da gravação, não sabendo o que usar no outro lado do disco, ele pediu a Antônio Nássara, que estava no estúdio, para dar a ela uma de suas canções. Antônio Nássara só tinha a primeira parte de uma marchinha, mas logo a finalizou e Dircinha Batista gravou seu primeiro grande sucesso, Periquitinho Verde, que estourou no Carnaval do ano seguinte.

Em 1938, Dircinha Batista trabalhou nos filmes Futebol em Família (J. Ruy), Bombonzinho e Banana da Terra, e, em Belo Horizonte, MG, recebeu a faixa de melhor cantora do governador Benedito Valadares. Gravou Tirolesa (Oswaldo Santiago e Paulo Barbosa), um dos grandes sucessos do Carnaval de 1939, e venceu um concurso promovido pelo jornal O Globo para escolher a cantora preferida da capital federal. No mesmo ano, Dircinha Batista teve muitos outros sucessos: Moleque Teimoso (Jorge Faraj e Roberto Martins), Era Só o Que Faltava (Oscar Lavado, Raul Longras e Zé Pretinho), Mamãe, Eu Vi Um Touro (Jorge Murad e Oswaldo Santiago).

Em 1940, teve sucesso no Carnaval com Katucha (Georges Moran e Oswaldo Santiago) e participou do filme Laranja da China. Dircinha Batista também teve sucesso com Upa, Upa, Nunca Mais (ambas de Ary Barroso), Acredite Quem Quiser (FrazãoAntônio Nássara) e Inimigo do Batente (Germano Augusto e Wilson Batista). No mesmo ano, assinou um contrato milionário com a Rádio Ipanema e fez sua primeira turnê internacional na Argentina.

Em 1941, participou do filme Entra na Farra e, três anos depois, de Abacaxi Azul. Em 1945, Dircinha Batista fez sucesso com Eu Quero é Sambar (Alberto Ribeiro e Peterpan). Em 1947, participou do filme Fogo na Canjica. Em 1948, foi coroada Rainha do Rádio. Em 1952, trabalhando na Rádio Nacional e no Rádio Clube, apresentou o programa Recepção no Rádio Clube, o qual era dedicado aos compositores populares brasileiros. Sua atuação neste programa lhe rendeu uma placa de prata na Sociedade Brasileira de Autores, Compositores e Escritores de Música e um troféu pela União Brasileira de Compositores.

Em 1953, atuou no teatro pela segunda e última vez, a primeira foi em 1952, e teve um de seus maiores sucessos com Se Eu Morresse Amanhã de Manhã (Antônio Maria). Em 1954, atuou no filme Carnaval em Caxias, e depois em Guerra ao Samba (1955), Tira a Mão Daí e Depois Eu Conto (1956), Metido a Bacana (1957), É de Chuá (1958) e Mulheres à Vista (1959).

No Carnaval de 1958, fez sucesso com Mamãe, Eu Levei Bomba (J. Júnior e Oldemar Magalhães). Em 1961, ela foi contratada pela TV Tupi. Ainda fez sucesso em 1964 com A Índia Vai Ter Neném (Haroldo Lobo e Milton de Oliveira).

Desgostosa pela falta de memória nacional e abalada pela morte da mãe para de cantar na década de 1970.

No final dos anos 1980 é lançado o musical Somos Irmãs, estrelado por Nicete Bruno e Suely Franco, que conta a história de vida das cantoras.

Curiosidades

Dublou Dinah Shore na versão em português de Música, Maestro!, da Disney. A canção que ela canta no filme, Two Silhouettes (Charles Wolcott e Ray Gilbert), que, com a versão de Aloysio de Oliveira, ficou conhecida no Brasil como Dois Corações, foi lançada em disco pela Continental.

Foi a primeira, junto de Linda Batista, a gravar Abre Alas! de Chiquinha Gonzaga na íntegra. Até então, a música era conhecida apenas por retalhos e enxertos em outros discos. Nos anos 1980, conhece o cantor José Ricardo que ampara ela e as irmãs, Odete e Linda, acolhendo-as como membros de sua família.

Filmografia

  • 1967 - Carnaval Barra Limpa
  • 1966 - 007 e Meio No Carnaval
  • 1960 - O Viúvo Alegre
  • 1959 - Entrei de Gaiato
  • 1959 - Mulheres à Vista!
  • 1958 - É de Chuá
  • 1957 - Metido a Bacana
  • 1956 - Depois Eu Conto
  • 1956 - Tira a Mão Daí!
  • 1955 - Guerra ao Samba
  • 1953 - Carnaval em Caxias
  • 1952 - É Fogo na Roupa
  • 1952 - Está Com Tudo
  • 1949 - Carnaval no Fogo
  • 1949 - Eu Quero é Movimento
  • 1948 - Folias Cariocas
  • 1948 - Esta é Fina!
  • 1947 - Fogo na Canjica
  • 1945 - Não Adianta Chorar
  • 1944 - Abacaxi Azul
  • 1941 - Entra na Farra
  • 1940 - Laranja da China
  • 1939 - Onde Estás, Felicidade?
  • 1938 - Banana da Terra
  • 1938 - Futebol em Família
  • 1937 - Bombonzinho
  • 1936 - João Ninguém
  • 1936 - Alô, Alô Carnaval
  • 1935 - Alô, Alô Brasil

Fonte: Wikipédia

quinta-feira, 29 de março de 2012

Ademilde Fonseca

ADEMILDE FONSECA DELFINO
(91 anos)
Cantora

* Macaíba, RN (04/03/1921)
+ Rio de Janeiro, RJ (27/03/2012)

Mais conhecida como Ademilde Fonseca, foi uma cantora brasileira. Suas interpretações a consagraram como a maior intérprete do choro cantado, sendo considerada a "Rainha do Choro".

Nasceu na localidade de Pirituba, no município de Macaíba, no estado do Rio Grande do Norte.

Aos quatro anos de idade, foi viver com a família em Natal, RN, onde morou até o início da década de 40. Desde criança gostava de cantar e ainda na adolescência, começou a se interessar pelas serestas, onde travou conhecimento com músicos locais.

Pouco mais tarde se casou com um desses seresteiros, Naldimar Gedeão Delfino. Com ele se mudou para o Rio de Janeiro em 1941. Seu nome oficial sofreu duas alterações ao longo da vida. Foi registrada como Ademilde Ferreira da Fonseca. Ao se casar com o violonista Naldimar Gideão Delfino mudou o nome para Ademilde Fonseca Delfino. Ao separar-se de Naldimar, adotou o nome artístico de Ademilde Fonseca como seu nome documental.

Recebeu do instrumentista Benedito Lacerda o título de "Rainha do Chorinho".

Em 1942, se apresentou no programa "Papel Carbono", de Renato Murce. No mesmo ano, acompanhada pelo regional de Benedito Lacerda interpretou durante uma festa o choro "Tico-Tico No Fubá" (Zequinha de Abreu), com letra de Eurico Barreiros. O flautista gostou tanto de sua interpretação que tomou a iniciativa de levá-la aos estúdios da gravadora Columbia, na época dirigida pelo compositor João de Barro (Braguinha).

Sua estréia em disco aconteceu em agosto de 1942, num 78 rpm que trazia o choro "Tico-Tico No Fubá" e o samba "Voltei Pro Morro" (Benedito Lacerda e Darci de Oliveira). Foi a primeira vez que o choro de Zequinha de Abreu, composto em 1917, era gravado com a letra escrita por Eurico Barreiros após a morte do compositor. No mesmo ano, gravou os sambas "Racionamento" (Caio Lemos e Humberto Teixeira) e, com Lauro Borges"Altiva América" (Esdras FalcãoHumberto Teixeira).

Abel Ferreira e Ademilde Fonseca
Em 1943 gravou os choros  "Apanhei-te, Cavaquinho" (Ernesto Nazareth), com letra de Darci de OliveiraBenedito Lacerda, e "Urubu Malandro", de motivo popular, com arranjos de Lourival de Carvalho e versos de João de Barro, com acompanhamento de Benedito Lacerda e seu conjunto regional. Desde então, passou a ser conhecida como cantora identificada com o gênero que a consagraria: o choro. Passou a ser reconhecida como "Rainha do Choro". Ainda em 1943, assinou contrato com a Continental, que relançou seus primeiros discos.

Em 1944, gravou o samba "Brinque A Vontade!..." (Osvaldo dos Santos, Odaurico Mota e Antônio Ferreira da Silva) e a marcha "Os Narigudos" (Benedito Lacerda e Haroldo Lobo). No mesmo ano, lançou os choros "Dinorá" e "É De Amargar", ambos da dupla Darci de OliveiraBenedito Lacerda. Ainda em 1944, foi contratada pela Rádio Tupi, apresentando-se com os regionais de Claudionor Cruz e Rogério Guimarães.

Em 1945, gravou os choros "O Que Vier Eu Traço" (Osvaldo dos Santos e Zé Maria) e "Xem-Em-Ém" (Geraldo Medeiros e Nestor de Holanda). No mesmo ano, gravou em ritmo de choro a polca "Rato" (Claudino da Costa e Casimiro Rocha). Da gravação fez parte o violonista Garoto com o conjunto Bossa Clube.

Em 1946, gravou o samba "Estava Quase Adormecendo" (João de Deus e Sebastião Figueiredo) e o choro "Sonoroso" (Del Loro e K-Ximbinho), que foi um de seus sucessos.

Voltou a gravar apenas dois anos depois, em 1948, quando registrou os choros "Vou Me Acabar" (Altamiro Carrilho e Pereira Costa) e "Sonhando" (K-Ximbinho e Del Loro).

Voltou a ficar mais dois anos sem gravar e em 1950, lançou a marcha "João Paulino" e o samba "Adeus, Vou-me Embora", ambas as composições de autoria de Alberto Ribeiro e José Maria de Abreu. No mesmo ano, suas gravações para "Brasileirinho" (Waldir Azevedo e Pereira da Costa) e "Teco-Teco" (Pereira da Costa e Milton Vilela) resultaram em enorme sucesso, sendo acompanhada nas duas composições pelo regional de Waldir Azevedo. Ainda no mesmo ano, assinou com a gravadora Todamérica, onde estreou com os choros "Molengo" (Severino Araújo e Aldo Cabral) e "Derrubando Violões" (Carioca).

Abel Ferreira e Ademilde Fonseca
Em 1951, gravou os baiões "Delicado" (Waldir Azevedo e Ari Vieira), uma de suas gravações mais marcantes, e "Arrasta-pé" (Rafael de Carvalho). No mesmo ano, gravou dois clássicos do repertório do choro: "Galo Garnizé" (Antônio Almeida, Luiz Gonzaga e Miguel Lima) e "Pedacinhos Do Céu" (Waldir Azevedo), com letra de Miguel Lima.

Em 1952, gravou o samba "Só Você" (Bruno Gomes e Ivo Santos) e "Baião em Cuba" (Pedroca e Miguel Lima). No mesmo ano, seguiu para a França com a Orquestra Tabajara, de Severino Araújo, participando de um espetáculo em Paris produzido pelo jornalista Assis Chateaubriand, dono dos Diários Associados.

Em 1953, gravou o choro "Vaidoso" (Poly e Juraci Rago), os baiões "Turista" (Poly e Geraldo Blota) e "Meu Cariri" (Dilu Melo e Rosil Cavalcânti), e a marcha "Uma Casa Brasileira" (Wilson Batista e Everardo de Barros).

A partir de 1954, na Rádio Nacional, passou a apresentar-se com os regionais de Canhoto, Jacob do Bandolim, Pixinguinha e também com as orquestras de Radamés Gnattali e do maestro Chiquinho. Também em 1954, gravou a polca "Pinicadinho" (Jararaca e Ratinho) e o baião "Tem 20 Centavos Aí?" (Zé Tinoco).

Em 1955 gravou o maxixe "Rio Antigo" (Altamiro Carrilho e Augusto Mesquita) e o choro "Saliente" (Altamiro Carrilho e Armando Nunes). No mesmo ano, transferiu-se para a Odeon e lançou os choros "Polichinelo" (Gadé e Almanir Grego) e "Na Vara Do Trombone" (Gomes Filho).

Em 1956 gravou o samba "Império Serrano" (Lobo, Hinha e Amorim Roxo) e a marcha "Me Leva" (Arsênio de Carvalho). Ainda em 1956 gravou, entre outros, "Xote Do Totó" (Arsênio de Carvalho e Nelson Sampaio), o choro "Acariciando" (Abel Ferreira e Lourival Faissal), o baião "A Situação" (Miguel Lima e Gil Lima), e a toada "Procurando Você" (Catulo de Paula e Fernando Lopes).


Em 1957 gravou o samba "Telhado De Vidro" (Marino Pinto e Mário Rossi). No mesmo ano, ficou em terceiro lugar no concurso para a escolha da "Rainha e Rei do Rádio" com 100.445 votos.

Em 1958 gravou o LP "À La Miranda", no qual interpretou músicas que foram sucessos na voz de Carmen Miranda, como "Camisa Listrada", "Uva De Caminhão" e "Recenseamento", todas de Assis Valente.

Em 1959, gravou o samba "Na Baixa Do Sapateiro" (Ary Barroso). No mesmo ano, assinou contrato com a gravadora Philips e lançou o LP "Voz + Ritmo = Ademilde Fonseca" com destaque para "Tá Vendo" (Antônio Almeida), "Se Eu Te Perdesse" (Marino Pinto e Vadico), "Boato" (João Roberto Kelly), e "13 De Maio" (René Bittencourt).

Em 1960 gravou o LP "Choros Famosos", cantando uma série de choros clássicos como "Carinhoso" (Pixinguinha e João de Barro), "Pedacinhos Do Céu" (Waldir Azevedo e Miguel Lima), "Apanhei-te Cavaquinho" (Benedito Lacerda, Darci, Oliveira e Ernesto Nazareth), e "Comigo É Assim" (José Menezes e Luiz Bittencourt).

Em 1961, gravou o samba "De Apito Na Boca" (Bidu Reis e Murilo Latini) e a marcha "É O Que Ela Quer" (J. Cascata e Luiz Bittencourt).

Em 1962 gravou as marchas "Pé De Meia" (Luiz de França e Nahum Luiz) e "Quem Resolve É A Mulher" (Luiz Bittencourt e Bidu Reis).

Excursionou pela Espanha e por Portugal em 1964, juntamente com o cantor Francisco Egydio. Em Lisboa, permaneceu em cartaz durante cerca de seis meses.

Em 1967, interpretou o choro de Pixinguinha e Hermínio Bello de Carvalho "Fala Baixinho" no II Festival Internacional da Canção (FIC), da TV Globo.


Na década de 1970, apresentou-se em shows no Teatro Opinião no Rio de Janeiro e lançou um LP pela gravadora Top Tape, em 1975. Neste disco destaca-se a faixa "Títulos De Nobreza", que tem também o nome de "Ademilde no Choro". Trata-se de um presente para a cantora da dupla de compositores João Bosco e Aldir Blanc.  A letra se refere a diversos títulos de choros, muitos deles gravados anteriormente por ela própria. Este disco, que marcou o retorno da cantora às gravações, e tinha ainda as faixas "Choro Chorão" (Martinho da Vila), "Meu Sonho" (Paulinho da Viola) e "Amor Sem Preconceito" (Paulinho da Viola e Candeia).

Em 1997, integrou-se ao conjunto As Eternas Cantoras do Rádio ao lado de Carmélia Alves, Violeta Cavalcanti e Ellen de Lima.

Em 1999, recebeu a Medalha de Mérito Pedro Ernesto, a mais alta comenda concedida pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro.

Em 2001, participou do CD "Café Brasil", produzido por Rildo Hora, ao lado de Marisa Monte, Paulinho da Viola, Martinho da Vila, Henrique Cazes, Leila Pinheiro, o conjunto Época de Ouro, entre outros.

Admirada no Brasil e no exterior, uma prova disso pode ser dada pela admiração da cantora japonesa Yoshimi Nakayama que tendo obtido, no Japão, um CD de Ademilde Fonseca, decorou as letras, sem saber o significado das palavras, veio ao Brasil e passou a cantá-las em seus shows. Posteriormente, Yoshimi Nakayama veio ao Brasil para conhecer Ademilde Fonseca que a recebeu em sua casa e lhe ensinou, além do significado das palavras das músicas do seu repertório, diversos segredos da sua interpretação. Yoshimi Nakayama fez uma gravação no Rio de Janeiro, cantando junto com Ademilde Fonseca e acompanhada pelo violonista Walter Silva, o Waltinho, e fez algumas apresentações, junta com Ademilde Fonseca, no Restaurante Panorama no Leblon.


A partir de 2004, passou a se apresentar sempre em companhia da sua filha Eymar Fonseca. Entre as apresentações mais marcantes das duas juntas, destacam-se os festivais do choro "Na Cadência do Choro", no Circo Voador, em 2005, no qual se apresentou em duas noites, na primeira acompanhada pelo flautista Altamiro Carrilho, e na segunda, pelo grupo Noites Cariocas, onde foi a grande homenageada. "A Noite do Chorinho", em Conservatória, em 2007, e o show "De Mãe Para Filha", realizado na Sala Baden Powell, em maio de 2008.

Foi homenageada pela Escola de Samba Imperatriz Alecrinense, em Natal, RN, que desfilou, no Carnaval de 2007, tendo como tema a sua história: "Saudação da Imperatriz a uma Rainha (Ademilde Fonseca)".

Em 2008 recebeu convite da cantora Carmélia Alves para voltar a integrar o grupo "Cantoras do Rádio", o que aceitou.

Ademilde Fonseca foi uma cantora de importância fundamental na música popular brasileira, e particularmente para o desenvolvimento do choro. Até o seu surgimento, o choro não era para ser cantado e era considerado como um gênero exclusivo dos instrumentistas.

Em 2011, foi lançado pelo selo Discobertas em convênio com o Instituto Cultural Cravo Albin (ICCA), a caixa "100 Anos De Música Popular Brasileira" com a reedição em quatro CDs duplos dos oito LPs lançados com as gravações dos programas realizados pelo radialista e produtor Ricardo Cravo Albin na Rádio MEC em 1974 e 1975. No volume 4 estão incluídas as suas interpretações acompanhada por Abel Ferreira e seu conjunto para os choros "Brasileirinho" e "Delicado", ambos de Waldir Azevedo.

Em 2012, sua interpretação para o samba "Recenseamento", de Assis Valente, foi incluída no CD duplo "Assis Valente Não Fez Bobagem - 100 Anos De Alegria" lançado pela EMI em homenagem ao centenário de nascimento do compositor.


Morte

A cantora Ademilde Fonseca morreu no final da noite de terça-feira, 27/03/2012, no Rio de Janeiro. Ela tinha 91 anos e sofria problemas cardíacos.

Segundo a neta, Ana Cristina, Ademilde sofreu um mal súbito e morreu em casa, por volta das 23:00 hs.

Ademilde Fonseca deixou uma filha, a também cantora Eimar Fonseca, três netas e quatro bisnetos. O enterro da cantora foi realizado no Cemitério São João Batista, em Botafogo.


segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Carminha Mascarenhas

CÁRMINA ALLEGRETTI
(81 anos)
Cantora

* Muzambinho, MG (14/04/1930)
+ Rio de Janeiro, RJ (16/01/2012)

Integrou o grupo As Eternas Cantoras do Rádio, ao lado de outras como Ellen de Lima, Carmélia Alves e Violeta Cavalcanti.

Descendente de italianos, mudou-se com a família para São Paulo, quando tinha ainda poucos meses de idade e, mais tarde, foi morar em Poços de Caldas, MG. Formou-se como professora primária.

Carminha Mascarenhas (Foto: Agência O Globo)
Começou a cantar no coral da Igreja Matriz de Poços de Caldas, destacando-se pela voz de contralto. Interessou-se pela música popular, acompanhada pelo pai e pelo tio ao violão. Iniciou sua carreira artística como crooner do conjunto de José Maria, ao lado do pianista Raul Mascarenhas, com quem veio a casar-se em 1952, com quem teve um filho, o saxofonista Raul Mascarenhas Pereira Junior, que foi casado com a cantora Fafá de Belém, casamento do qual nasceu Mariana de Figueiredo Mascarenhas, também cantora.

No ano seguinte, gravou seu primeiro disco com as canções de Hervé Cordovil Nossos Caminhos Divergem e Folha Caída. Nessa época, transferiu-se com o marido para Belo Horizonte, apresentando-se com ele na Rádio Inconfidência e em casas noturnas.

Em 1955, estreou como crooner do Copacabana Palace, substituindo Nora Ney. Ainda nesse ano foi eleita, juntamente com Sylvia Telles, Cantora Revelação do Ano e contratada para fazer parte do elenco da Rádio Nacional, estreando na emissora no programa Nada Além de 2 Minutos, produzido por Paulo Roberto.

Em 1956, deixou o trabalho do Copacabana Palace e começou a apresentar-se na boate Sacha's. Separou-se do marido e viajou para o Uruguai, onde se apresentou na boate Cave e no Cassino de Punta del Este.

Seguiu, depois, para Argentina e Paraguai. Gravou vários discos em 78 rpm e participou, com Elizeth Cardoso e Heleninha Costa, de um LP dedicado à obra de Fernando Lobo.

Em 1959, gravou seu primeiro LP solo, intitulado Carminha Mascarenhas, em que registra a faixa Eu Não Existo Sem Você (Tom Jobim e Vinicius de Moraes). Ainda nesse ano, assinou contrato com a TV Rio para apresentar o programa Carrossel, atuando ao lado de Lúcio Alves, Elizeth Cardoso, Carlos José, Hernany Filho, Norma Bengell e Elizabeth Gasper.

Em 1960, foi convidada para participar do Show Ary Barroso, ao lado do compositor e de Os Cariocas, Castrinho, Terezinha Elisa e Joãozinho da Goméia. O show ficou um ano e meio em cartaz na boate Fred's. Em seguida, participou, ainda com o mesmo elenco de artistas, do show Os Quindins de Yá Yá, parcialmente gravado pela Copacabana Discos no compacto duplo Musical Ary Barroso (1960).

Compôs, em parceria com Dora Lopes, as músicas Toalha de Mesa, uma homenagem a São Paulo, gravada por Noite Ilustrada, e Samba da Madrugada, gravada até no exterior, sendo considerado um hino dos boemios dos anos 1960 e 1970 em Copacabana, razão porque foi dedicada pelas autoras à cantora Maysa.

Carminha Mascarenhas (Foto: TV Globo/Divulgação)
Mais tarde participou, com Marisa Gata Mansa e Hernany Filho do LP, Em Cada Estrela, uma canção, em homenagem à obra de Newton Mendonça, interpretando as faixas Discussão, Meditação, Desafinado e Samba de uma Nota Só, parcerias do compositor com Tom Jobim.

Viajou diversas vezes para o exterior e participou de discos de vários intérpretes. Ainda na década de 60, registrou no LP A Noite é de Carminha as canções que apresentava na noite carioca. O LP incluiu Per Omnia Saecula Saeculorum, samba de Miguel Gustavo, cuja execução foi proibida pela censura.

Nos anos 80, apresentou-se no Sambão e Sinhá, casa noturna de Ivon Curi, com o espetáculo Carnavalesque, que ela própria escreveu. Mudou-se para Teresópolis, em 1986, apresentando-se ocasionalmente em shows.

Em 1999, comemorou 50 anos de carreira em espetáculo realizado na Associação Brasileira de Imprensa (ABI).

Em 2001, depois de retirada em sua casa de Teresópolis por vários anos, atuou ao lado de Ellen de Lima, Carmélia Alves e Violeta Cavalcanti no espetáculo As Cantoras do Rádio: Estão Voltando as Flores.

No show, que revivia a época de ouro de cantoras que marcaram a história do rádio no Brasil, Carminha Mascarenhas cantava, do repertório de Isaura Garcia, Mensagem, além de sucessos da sua própria carreira, bem como os das carreiras de Dolores Duran, Carmen Miranda, Aurora Miranda, Linda Batista e Dircinha Batista.

Morte

A cantora estava morando há 1 ano e 8 meses no Retiro dos Artistas, no Rio de Janeiro, e foi internada no Hospital Cardoso Fontes. Segundo o próprio Retiro dos Artistas, a morte ocorreu às 6 horas da manhã. As causas da morte não foram reveladas.

O corpo foi sepultado no cemitério de Pechincha, em Jacarepaguá.

Carminha também era avó da cantora Mariana Belém, filha de Fafá de Belém, e de Rafael Mascarenhas, filho da atriz Cissa Guimarães, morto em um atropelamento em 2010.

Fonte: Letras.com.br e R7