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Big Boy

NEWTON ALVARENGA DUARTE
(33 anos)
Disk Jockey (DJ)

* Rio de Janeiro, RJ (01/06/1943)
+ São Paulo, SP (07/03/1977)

Big Boy, pseudônimo de Newton Alvarenga Duarte, foi o mais importante Disc Jockey de sua época, responsável por uma verdadeira revolução no rádio brasileiro.

Como locutor, introduziu uma linguagem jovem, mais próxima do público que o ouvia. Seu "Hello crazy people!", a maneira irreverente como saudava os ouvintes, tornou-se marca registrada de um estilo próprio, descontraído, diferente da voz impostada dos locutores de então. Como programador, demonstrou extrema sensibilidade ao captar o gosto do público, observando as tendências musicais ao redor do mundo e inovando a partir de idéias que modificariam todo um sistema de programação estabelecido. Uma de suas grandes influências foi o grande Disc Jockey americano Wolfman Jack.

Apaixonado por música desde a infância, manifestando preferência pelo rock, o então novo ritmo americano que conquistou os jovens no mundo todo. Também costumava "peregrinar" na Rádio Tamoio do Rio de Janeiro, a rádio que apresentava a programação mais atualizada na época, procurando manter contato com os programadores e outros aficionados por rock, em busca de informações e de uma oportunidade profissional - seu sonho desde então, que procurou alcançar com obstinação. A oportunidade finalmente surgiu quando foi convidado para substituir um programador que entrou em férias. Assim, não hesitou em interromper a carreira de professor de geografia para tornar-se radialista.


Mais tarde foi convidado para participar de uma bem-sucedida tentativa de reformulação da Rádio Mundial AM, que se tornaria a rádio de maior audiência entre o público jovem do Rio de Janeiro. Foi ali que iniciou sua atuação como Disc Jockey, ganhou o apelido de Big Boy e criou o estilo inconfundível que continua até hoje influenciando locutores, inclusive das modernas rádios FM, cujas programações muitas vezes ainda seguem os moldes de seus programas.

Com sua voz alegre e postura informal, complementava as músicas que tocava com informações "quentes" sobre o mundo do disco, impondo uma dinâmica irresistível ao programa. Tudo isso sem perder o jeito de fã dos artistas, o que o aproximava ainda mais dos ouvintes.

Big Boy também pode ser considerado o primeiro "profissional multimídia" do show business brasileiro. Programador e radialista eclético, diversificava sua atuação mantendo a ligação da paixão pela música contemporânea nos seus diversos segmentos e movimentos.

Além de manter dois programas diários na Rádio Mundial, "Big Boy Show" e "Ritmos de Boite", um na Rádio Excelsior de São Paulo e um semanal especializado em Beatles, o "Cavern Club", também na Rádio Mundial, atuava como programador, colunista em diversos jornais e revistas, produtor de discos e Disc Jockey dos Bailes da Pesada, onde mantinha um contato direto com o público que gostava especialmente de soul e black music, principalmente na Zona Norte do Rio de Janeiro.


Na televisão, inovou ao apresentar em sua participação diária no Jornal Hoje da TV Globo, pela primeira vez, Film Clips com músicas de sucesso do momento. Em seu programa "Papo Pop", na TV Record de SP, lançou grupos brasileiros de vanguarda. Foi também o responsável pela implantação do Projeto Eldo Pop, no início das transmissões em FM no Brasil. A lendária rádio (antiga Eldorado FM), especializada em rock progressivo, visava contemplar um público restrito mas altamente especializado em seu gosto musical e que encontrava ali um veículo de expressão da autêntica música de vanguarda.

Chegou a participar como ele mesmo da novela infantil "Linguinha x Mr. Yes", ao lado do humorista Chico Anysio na TV Globo. Era exibida diariamente às 20:00hs após o Jornal Nacional e antes da novela das 20:00hs, no mesmo horário em que anteriormente era exibido o humorístico "Você Tem Tempo?" (1971) também de Chico Anysio, e aos sábados eram reprisados os episódios da semana inteira em São Paulo. Durou entre dia 11/10/1971 e 24/04/1972.

Ao longo de toda sua vida profissional, Big Boy continuou ampliando sua coleção. Em diversas viagens a outros países apurou seu acervo, buscando raridades como "discos piratas" de tiragens limitadíssimas. Ao morrer havia juntado cerca de 20 mil títulos, entre LPs e compactos, na maioria importados, que abrangem diversos gêneros musicais como rock, jazz, soul music, rock progressivo, música francesa, trilhas sonoras de filmes, orquestrais, etc. Como um todo, a discoteca Big Boy constitui-se num acervo cultural importantíssimo, pois retrata vários períodos do cenário discográfico mundial e, mais do que uma coleção, trata-se da síntese do trabalho de um profissional que ousou inovar.

Big Boy morreu sufocado por um ataque de asma, num quarto de hotel em São Paulo.


Discografia

Estes são LPs onde Big Boy selecionava o repertório e gravava locuções e vinhetas que eram mixadas às faixas, recriando uma parte do repertório tocado nos Bailes da Pesada:
  • 1970 - Baile da Pesada (Top Tape)
  • 1971 - Big Baile (Top Tape)
  • 1972 - Baile da Cueca (Top Tape)
  • 1974 - The Big Boy Show (RCA)


No álbum "Big Baile" afirma-se que Big Boy era artista exclusivo da Top Tape.

Fonte: Wikipédia
Indicação: Miguel Sampaio

Erlon Chaves

ERLON CHAVES
(40 anos)
Maestro, Arranjador, Instrumentista, Disk Jockey, Ator, Compositor e Cantor

* São Paulo, SP (09/12/1933)
+ Rio de Janeiro, RJ (14/11/1974)

Ainda bem pequeno, demonstrou gosto pela música, chegando a apresentar-se na Rádio Difusora de São Paulo, em um programa infantil. Foi ator mirim no filme "Quase No Céu" (1949). Começou a estudar música aos 7 anos, matriculando-se no Conservatório Musical Carlos Gomes, onde se formou em piano em 1950. Estudou também canto com a professora Tercina Saracceni. Ainda na década de 1950, estudou harmonia, tendo sido orientado pelos maestros Luís Arruda Pais, Renato de Oliveira e Rafael Pugliese.

Ingressou na carreira artística, como pianista de casas noturnas, na década de 1950, quando teve a oportunidade de conhecer muitos músicos e a desenvolver técnica jazzística.

Como cantor, fez sucesso, com a versão de "Matilda", calipso criado por Harry Belafonte, no final dos anos 1950.

Trabalhou até meados dos anos 1960 na TV Excelsior de São Paulo, compondo uma sinfonia que tornou-se prefixo da emissora por muitos anos.

Em 1965, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde trabalhou na TV Tupi e na TV Rio. Nesta emissora, chegou a exercer a função de diretor musical, sendo um dos responsáveis pela realização do I Festival Internacional da Canção em 1966, evento para o qual compôs um prefixo até hoje utilizado em versões mais atuais dos festivais da TV Globo.

No V Festival Internacional da Canção, realizado pela TV Globo em 1970, regeu um coro de 40 vozes que posteriormente passou a atuar com o nome de Banda Veneno, acompanhando o cantor Jorge Ben. Fez sucesso com a música "Eu Também Quero Mocotó" (Jorge Ben) e seguiu carreira solo com grande êxito. Erlon Chaves foi acusado de assédio moral após uma cena em que é beijado por diversas loiras em apresentação na etapa internacional. Foi acusado pela ditadura militar brasileira. Neste festival estava presente o presidente da república, general Emílio Garrastazu Médici.

A imagem do povo brasileiro feliz seria veiculada para o mundo, em cores para a Europa e Estados Unidos. A ditadura militar brasileira não deixava dúvida, queria manter música e o espetáculo deste festival em prol da imagem que deveria ser painel para o mundo. Nesta época, Erlon Chaves estava namorando a então Miss Brasil de 1969, Vera Fischer.

Teve intensa atuação como arranjador, trabalhando em discos e shows de grandes nomes da música brasileira e internacional.

Em 1968, acompanhou Elis Regina em sua excursão a Paris, quando a cantora se apresentou no Olympia. Gravou com Paul Mauriat um LP contendo músicas brasileiras: "Águas de Março" (Tom Jobim e Paulo César Pinheiro), "Como Dois e Dois" (Caetano Veloso), "Construção" (Chico Buarque), "Dona Chica" (Dorival Caymmi) e "Testamento" (Toquinho e Vinícius de Moraes).

Em 1973, gravou pela Phillips o LP "As Dez Canções Medalha de Ouro", com destaque para "Casa no Campo" (Zé Rodrix e Tavito) e "Amada Amante" (Roberto Carlos e Erasmo Carlos).

Erlon Chaves era amigo de Wilson Simonal, Jairzinho e de Carlos Alberto. Sempre estiveram juntos e se reuniam para conversar. Os dois últimos são campeões da Copa do Mundo de 1970, do México.

Erlon Chaves faleceu em 14/11/1974 vítima de infarto fulminante quando discutia (dizem que defendia) com um grupo de forma emocionada a polêmica em torno dos acontecimentos com o Wilson Simonal, aos 40 anos.


Discografia

  • 1959 - Em Tempo de Samba - Erlon Chaves e Sua Orquestra
  • 1965 - Sabadabada
  • 1965 - Alaíde Costa (Participação Como Arranjador)
  • 1971 - Banda Veneno
  • 1972-1974 - Banda Veneno Internacional

Coletânea

  • 1999 - Millennium: Erlon Chaves


Tema de Telenovela

  • 1966 - "O Sheik de Agadir" (TV Globo, autor da Música Tema)
  • 1966 - "Eu Compro Esta Mulher" (Música Tema)
  • 1970 - "Pigmalião 70" (TV Globo. Na trilha sonora da novela consta a participação de Erlon Chaves e Orquestra, nas músicas "Tema de Cristina", "Tema de Nando e Candinha" e "Povos", todas de autoria do maestro)


Tema de Filme

  • 1973 - "Aladim e a Lâmpada Maravilhosa" (Renato Aragão e Dedé Santana)