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segunda-feira, 16 de julho de 2012

Newton da Matta

NEWTON DA MATTA
(60 anos)
Ator, Locutor, Escritor, Dublador e Diretor de Dublagem

* Rio de Janeiro, RJ (14/02/1946)
+ Bragança Paulista, SP (06/03/2006)

Newton da Matta iniciou suas atividades artísticas no rádio, atuando nas emissoras TV Tupi, Rádio Mayrink Veiga e Rádio Nacional, no Rio de Janeiro, aos onze anos. Na Rádio Nacional participou de uma das maiores obras do radio que foi a Paixão de Cristo. Na Rádio Nacional, também foi escritor de novelas e diretor de elenco. Na televisão, atuou como ator e autor de Tele-Peças, na Rede Tupi, TV Rio e Rede Globo.

No teatro, foi o primeiro Pedrinho do Sítio do Picapau Amarelo no Teatro Ginástico e Copacabana, no Rio de Janeiro. Mais tarde, montou peças de Pirandello, entre outras.

Foi um dos diretores do musical Alô Dolly no Teatro João Caetano. A partir de 1960, foi convidado por Herbert Richers e Victor Berbara a dirigir e atuar como dublador. Foi o surgimento da dublagem na cidade do Rio de Janeiro.

Desde então, tem dublado diversos seriados, entre eles Dr. Kildare, dublando o ator Richard Chamberlain, Dallas, dublando o ator Patrick Duffy e A Gata e o Rato, dublando o ator Bruce Willis. Aliás Da Matta era o dublador oficial do ator Bruce Willis, emprestando sua voz a quase todos os filmes do ator.

Em longas-metragens, já dublou, além de Bruce Willis, os atores Dustin Hoffman, Paul Newman, Louis Jordan, Mickey Rourke, James Farentino, Peter O'Toole.

Também fez parte da fantástica dublagem da trilogia A Gaiola das Loucas no estúdio Álamo, em que dublava Albin Mougeotte (Zazá) vivido pelo ator Michel Serrault. Ao lado de Márcio Seixas como Renato Baldie e de Garcia Júnior como Jacob, o trio garantia o humor na versão brasileira da comédia.

Dirigiu em meados dos anos 1980 a dublagem de ThunderCats na Herbert Richers, dublando o personagem principal Lion-O.

Em seus últimos dias Newton da Matta trabalhava como diretor do estúdio de dublagem Tempo Filmes em São Paulo, responsável pela dublagem de programas dos canais a cabo Discovery Channel, People+Arts, Discovery Kids e Animal Planet.

Seu último trabalho, dublando o ator Bruce Willis foi no filme Sin City de Frank Miller, realizado no estúdio Delart, no Rio de Janeiro. Antes de morrer, foi cotado para dublar Hades em Os Cavaleiros do Zodíaco, papel que ficou a cargo de Marcelo Pissardini.

Morte

Faleceu aos 60 anos, na tarde de 6 de março de 2006, em Bragança Paulista, interior do estado de São Paulo, onde estava internado havia mais de trinta dias no Hospital Universitário São Francisco. Seu corpo foi enterrado no Cemitério São João Batista, em Botafogo no Rio de Janeiro.

Fonte:  Wikipédia

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Fernando Sabino

FERNANDO TAVARES SABINO
(80 anos)
Escritor e Jornalista

* Belo Horizonte, MG (12/10/1923)
+ Rio de Janeiro, RJ (11/10/2004)

Durante a adolescência, foi locutor de programa de rádio Pila No Ar e começou a colaborar regularmente com artigos, crônicas e contos em revistas da cidade, conquistando prêmios em concursos.

No início da década de 1940, começou a cursar a Faculdade de Direito e ingressou no jornalismo como redator da Folha de Minas. O primeiro livro de contos, "Os Grilos Não Cantam Mais", foi publicado em 1941, no Rio de Janeiro, quando o autor tinha apenas dezoito anos, e sendo que alguns contos do livro foram escritos quando Fernando Sabino tinha apenas quatorze anos.

Tornou-se colaborador regular do jornal Correio da Manhã, onde conheceu Vinicius de Moraes, de quem se tornou amigo.

Esportista, bateu diversos recordes de nado de costas, sua especialidade, tornando-se campeão sul-americano dessas modalidade em 1939.

Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1944. Depois de se formar em Direito na Faculdade Federal do Rio de Janeiro em 1946, viajou com Vinicius de Moraes aos Estados Unidos, onde morou por dois anos em Nova York com sua primeira esposa Helena Sabino e a primogenita Eliana Sabino.

O Encontro Marcado, uma de suas obras mais conhecidas, foi lançada em 1956, ganhando edições até no exterior, além de ser adaptada para o teatro. Fernando Sabino decidiu, então, em 1957, viver exclusivamente como escritor e jornalista. Iniciou uma produção diária de crônicas para o Jornal do Brasil, escrevendo mensalmente também para a revista Senhor.

Em 1960, Fernando Sabino publicou o livro O Homem Nu, pela Editora do Autor, fundada por ele, Rubem Braga e Walter Acosta. Publicou, em 1962, "A Mulher do Vizinho", que recebeu o Prêmio Fernando Chinaglia, do Pen Club do Brasil.



Publicou O Grande Mentecapto em 1979, iniciado há mais de trinta anos. A obra, que lhe rendeu o Prêmio Jabuti de Literatura, e acabaria sendo adaptada para o cinema, com direção de Oswaldo Caldeira, em 1989, e também para o teatro. Em julho de 1999, recebeu da Academia Brasileira de Letras o Prêmio Machado de Assis pelo conjunto de sua obra.

Faleceu em sua casa em Ipanema, zona sul no Rio de Janeiro, vítima de Trauma Abdominal Fechado no fígado, às vésperas do seu 81º aniversário. A pedido, o epitáfio é o seguinte: "Aqui Jaz Fernando Sabino, Que Nasceu Homem e Morreu Menino!"

Obra

  • 1941 - Os Grilos Não Cantam Mais (Contos)
  • 1944 - A Marca (Novela)
  • 1950 - A Cidade Vazia (Crônicas sobre Nova York)
  • 1952 - A Vida Real (Novelas)
  • 1956 - O Encontro Marcado (Romance)
  • 1960 - O Homem Nu (Crônicas)
  • 1962 - A Mulher Do Vizinho (Crônicas)
  • 1965 - A Companheira De Viagem (Crônicas)
  • 1967 - A Inglesa Deslumbrada (Crônicas)
  • 1975 - Gente (Crônica sobre personalidades com quem Fernando Sabino teve contato)
  • 1976 - Deixa o Alfredo Falar! (Crônicas)
  • 1977 - O Encontro Das Águas (Crônicas sobre uma viagem à cidade de Manaus, AM)
  • 1979 - O Grande Mentecapto (Romance)
  • 1980 - A Falta Que Ela Me Faz (Crônicas)
  • 1982 - O Menino No Espelho (Romance)
  • 1983 - O Gato Sou Eu (Crônicas)
  • 1984 - Macacos Me Mordam
  • 1984 - A Vitória Da Infância
  • 1985 - A Faca De Dois Gumes (Novelas)
  • 1987 - O Pintor Que Pintou o Sete
  • 1987 - Martini Seco
  • 1988 - O Tabuleiro Das Damas (Autobiografia literária)
  • 1989 - De Cabeça Para Baixo (Crônicas de viagens)
  • 1990 - A Volta Por Cima (Crônicas)
  • 1991 - Zélia, Uma Paixão (Biografia)
  • 1992 - O Bom Ladrão (Novela)
  • 1993 - Aqui Estamos Todos Nus
  • 1993 - Os Restos Mortais
  • 1994 - A Nudez Da Verdade
  • 1995 - Com a Graça de Deus
  • 1996 - O Outro Gume Da Faca (Novela)
  • 1997 - Um Corpo De Mulher
  • 1998 - O Homem Feito Novela (Originalmente publicada no volume A Vida Real)
  • 1998 - Amor de Capitu (Recriação literária)
  • 1998 - No Fim Dá Certo (Crônicas)
  • 1999 - A Chave Do Enigma
  • 1999 - O Galo Músico
  • 2000 - Cara Ou Coroa?
  • 2000 - Duas Novelas De Amor
  • 2001 - Livro Aberto - Páginas Soltas Ao Longo Do Tempo (Crônicas, entrevistas, fragmentos, etc)
  • 2001 - Cartas Perto Do Coração (Correspondência com Clarice Lispector)
  • 2001 - Os Caçadores De Mentira
  • 2002 - Cartas Na Mesa (Correspondência com Paulo Mendes Campos, Otto Lara Resende e Hélio Pellegrino)

Fonte: Wikipédia

sábado, 7 de julho de 2012

Bernardo Jablonski

BERNARDO JABLONSKI
(59 anos)
Ator, Diretor Teatral, Escritor, Crítico e Roteirista

* Rio de Janeiro, RJ (01/01/1952)
+ Rio de Janeiro, RJ (28/10/2011)

Doutor em Psicologia Social, Bernardo Jablonski também era professor universitário e publicou diversos artigos e livros.

O ator, diretor, roteirista e professor do Departamento de Psicologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Bernardo Jablonski, morreu na sexta-feira, 28/10/2011, aos 59 anos. Em fevereiro de 2012, fariam 14 anos que Bernardo Jablonski lutava contra um câncer na tireoide. Ele estava internado desde o dia 3 de outubro de 2011, na Clínica São Vicente, na Gávea, Rio de Janeiro.

O velório foi realizado no sábado, 29, no teatro O Tablado, do qual era presidente desde a morte da fundadora, Maria Clara Machado, e onde lecionava.

Professor da PUC desde 1979, Bernardo Jablonski destacou-se como pesquisador em temas relacionados à família e ao casamento e como roteirista e escritor dos programas Sai de Baixo, Zorra Total, Sob Nova Direção e O Belo e as Feras. Escreveu livros como Até Que a Vida Nos Separe: A Crise do Casamento Contemporâneo e Psicologia Social.

Como ator, Bernardo Jablonski ficou marcado por Aderbal, marido de Dirce (Mariana Santos), o seu papel por cinco anos no programa Zorra Total, na TV Globo, do qual era também roteirista. Ele atuou também no filme Tropa de Elite, como um professor de Direito.

Em outubro, quando Bernardo Jablonski foi operado e precisou de uma transfusão de sangue, amigos, alunos e ex-alunos fizeram uma campanha no Facebook que mobilizou dezenas de doadores.

Foi casado durante 13 anos com a atriz Maria Clara Gueiros, com quem teve dois filhos.


Carreira

Televisão:

  • 2008 - Beleza Pura (Telenovela)
  • 2006 a 2011 - Zorra Total
  • 1996 - Você Decide (1 episódio)
  • 1992 - Anos Rebeldes ... Juarez

Cinema:

  • 2009 - Tempos de Paz
  • 2007 - Tropa de Elite ... Professor de Direito
  • 1992 - Kickboxer 3: The Art of War ... Pai Bozano
  • 1990 - Orquídea Selvagem ... Roberto

Roteirista / Escritor:

  • 2007 a 2011 - Zorra Total
  • 2003 - Sob Nova Direção
  • 1999 - O Belo e as Feras
  • 1996 - Sai de Baixo

Fonte:  Wikipédia e Portal Puc-Rio Digital

domingo, 17 de junho de 2012

Cora Coralina

ANA LINS DOS GUIMARÃES PEIXOTO BRETAS
(95 anos)
Escritora, Poetisa, Contista e Doceira

* Cidade de Goiás, GO (20/08/1889)
+ Goiânia, GO (10/04/1985)


Cora Coralina, pseudônimo de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, foi uma poetisa e contista brasileira. Considerada uma das principais escritoras brasileiras, ela teve seu primeiro livro publicado em junho de 1965 intitulado Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais, quando já tinha quase 76 anos de idade.

Mulher simples, doceira de profissão, tendo vivido longe dos grandes centros urbanos, alheia a modismos literários, produziu uma obra poética rica em motivos do cotidiano do interior brasileiro, em particular dos becos e ruas históricas de Goiás.

Filha de Francisco Paula Lins Guimarães Peixoto, desembargador nomeado por Dom Pedro II, e de Jacinta Luísa do Couto Brandão. Ana nasceu e foi criada às margens do Rio Vermelho, em casa comprada por sua família no século XIX, quando seu avô ainda era uma criança. Estima-se que essa casa foi construída em meados do século XVIII, tendo sido uma das primeiras edificações da antiga Vila Boa de Goiás.


Começou a escrever os seus primeiros textos aos 14 anos de idade, publicando-os nos jornais da cidade de Goiás, e nos jornais de outras cidades, como constitui exemplo o semanário Folha do Sul da cidade goiana de Bela Vista - desde a sua fundação a 20 de janeiro de 1905 -, e nos periódicos de outros rincões, assim a revista A Informação Goiana do Rio de Janeiro, que começou a ser editada a 15 de julho de 1917, apesar da pouca escolaridade, uma vez que cursou somente as primeiras quatro séries, com a Mestra Silvina. Melhor, Mestre-Escola Silvina Ermelinda Xavier de Brito (1835 - 1920).

Conforme Assis Brasil, na sua antologia A Poesia Goiana no Século XX, página 66, "a mais recuada indicação que se tem de sua vida literária data de 1907, através do semanário 'A Rosa', dirigido por ela própria e mais Leodegária de Jesus, Rosa Godinho e Alice Santana". Todavia, constam trabalhos seus nos periódicos goianos antes dessa data. É o caso da crônica A Tua Volta, dedicada a Luiz do Couto, o "querido poeta gentil das mulheres goyanas", estampada no referido semanário Folha do Sul, da cidade de Bela Vista, ano 2, n. 64, p. 1, 10 de maio de 1906.

Ao tempo em que publica essa crônica, ou um pouco antes, Cora Coralina começa a frequentar as tertúlias do Clube Literário Goiano, situado em um dos salões do sobrado de dona Virgínia da Luz Vieira. Que lhe inspira o poema evocativo Velho Sobrado. Quando começa então a redigir para o jornal literário A Rosa (1907). Publicou, nessa fase, em 1910, o conto Tragédia na Roça.

Casou em 1910 com o advogado Cantídio Tolentino de Figueiredo Bretas, com quem se mudou, no ano seguinte, quando ele, Cantídio, exercia a Chefatura de Polícia, cargo equivalente ao de Secretário da Segurança, do governo do presidente Urbano Coelho de Gouvêa (1909-1912), para o interior de São Paulo, onde viveu durante 45 anos, inicialmente nos municípios de Avaré e Jaboticabal e depois em São Paulo (1924). Ao chegar à capital, teve de permanecer algumas semanas trancada num hotel em frente à Estação da Luz, uma vez que os revolucionários de 1924 haviam parado a cidade.

Em 1930, presenciou a chegada de Getúlio Vargas à esquina da Rua Direita com a Praça do Patriarca. Um de seus filhos participou da Revolução Constitucionalista de 1932.

Com a morte do marido, passou a vender livros. Posteriormente, mudou-se para Penápolis, no interior do estado, onde passou a produzir e vender linguiça caseira e banha de porco. Mudou-se em seguida para Andradina, até que, em 1956, retornou para Goiás.

Ao completar 50 anos de idade, a poetisa relata ter passado por uma profunda transformação interior, a qual definiria mais tarde como "a perda do medo". Nessa fase, deixou de atender pelo nome de batismo e assumiu o pseudônimo que escolhera para si muitos anos atrás. Durante esses anos, Cora Coralina não deixou de escrever poemas relacionados com a sua história pessoal, com a cidade em que nascera e com ambiente em que fora criada. Ela chegou ainda a gravar um LP declamando algumas de suas poesias. Lançado pela Gravadora Paulinas Comep, o disco ainda pode ser encontrado hoje em formato CD.

Foi membro efetivo das seguintes entidades culturais:
  • Academia Goiana de Letras 
  • Academia Feminina de Letras e Artes de Goiás
  • Gabinete Literário Goiano
  • União Brasileira de Escritores
  • Academia Brasiliense de Letras

Em 1979, recebeu uma carta de
Carlos Drummond de Andrade, a qual a lança definitivamente ao Brasil como uma grande poeta. Durante muitos anos, esse mesmo grande poeta homenageou Cora Coralina em diversas cartas e publicações.

Viveu 95 anos, sendo 78 dedicados à escrita. Inúmeras foram as participações, condecorações, homenagens e prêmios recebidos. Frequentou somente o curso primário e recebeu o título Honoris Causa pela Universidade Federal de Goiás de Doutora Feita Pela Vida (1983). Logo depois, no mesmo ano, foi eleita Intelectual do Ano e contemplada com o Prêmio Juca Pato da União Brasileira dos Escritores

A 31 de janeiro de 1999, a sua principal obra, Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais, foi aclamada através de um seleto júri organizado pelo jornal O Popular, de Goiânia, uma das 20 obras mais importantes do século XX. Enfim, Cora Coralina torna-se autora canônica.

Cora Coralina faleceu em Goiânia. A sua casa na Cidade de Goiás foi transformada num museu em homenagem à sua história de vida e produção literária.

Carta de Drummond a Cora Coralina

Rio de Janeiro, 7 de outubro de 1983.
 
Minha querida amiga Cora Coralina: Seu "Vintém de Cobre" é, para mim, moeda de ouro, e de um ouro que não sofre as oscilações do mercado. É poesia das mais diretas e comunicativas que já tenho lido e amado. Que riqueza de experiência humana, que sensibilidade especial e que lirismo identificado com as fontes da vida! Aninha hoje não nos pertence. É patrimônio de nós todos, que nascemos no Brasil e amamos a poesia ( ...). Não lhe escrevi antes, agradecendo a dádiva, porque andei malacafento e me submeti a uma cirurgia. Mas agora, já recuperado, estou em condições de dizer, com alegria justa: Obrigado, minha amiga! Obrigado, também, pelas lindas, tocantes palavras que escreveu para mim e que guardarei na memória do coração.

O beijo e o carinho do seu,

Drummond. 

Primeiros Passos Literários

Os elementos folclóricos que faziam parte do cotidiano de Ana serviram de inspiração para que aquela frágil mulher se tornasse a dona de uma voz inigualável e sua poesia atingisse um nível de qualidade literária jamais alcançado até aí por nenhum outro poeta do Centro-Oeste brasileiro.

Senhora de poderosas palavras, Ana escrevia com simplicidade e seu desconhecimento acerca das regras da gramática contribuiu para que sua produção artística priorizasse a mensagem ao invés da forma. Preocupada em entender o mundo no qual estava inserida, e ainda compreender o real papel que deveria representar, Ana parte em busca de respostas no seu cotidiano, vivendo cada minuto na complexa atmosfera da Cidade de Goiás, que permitiu a ela a descoberta de como a simplicidade pode ser o melhor caminho para atingir a mais alta riqueza de espírito.


Divulgação Nacional

Foi ao ter a segunda edição (1978) de Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais, composta e impressa pelas oficinas gráficas da Universidade Federal de Goiás, com capa retratando um dos becos da cidade de Goiás e ilustrações elaboradas pela consagrada artista Maria Guilhermina, orelha de J. B. Martins Ramos, e prefácio de Oswaldino Marques, saudada por Carlos Drummond de Andrade no Jornal do Brasil, a 27 de dezembro de 1980, que Ana, já conhecida como Cora Coralina, ganhou a atenção e passou a ser admirada por todo o Brasil.

"Não estou fazendo comercial de editora, em época de festas. A obra foi publicada pela Universidade Federal de Goiás. Se há livros comovedores, este é um deles". Manifestou-se, ao ensejo, o vate Drummond.

Casa de Cora Coralina

A primeira edição de Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais, seu primeiro livro, foi publicado pela Editora José Olympio em 1965, quando a poetisa já contabilizava 75 anos. Reúne os poemas que consagraram o estilo da autora e a transformaram em uma das maiores poetisas de Língua Portuguesa do século XX. Já a segunda edição, repetindo, saiu em 1978 pela imprensa da Universidade Federal de Goiás. E a terceira, em 1980. Desta vez, pela recém implantada editora da Universidade Federal de Goiás, dentro da Coleção Documentos Goianos.

Onze anos depois da primeira edição de Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais, compôs, em 1976, Meu Livro de Cordel. Finalmente, em 1983 lançou Vintém de Cobre - Meias Confissões de Aninha (Ed. Global).

Livros e Outras Obras

  • Estórias da Casa Velha da Ponte (Contos)
  • Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais (Poesia)
  • Meninos Verdes (infantil)
  • Meu Livro de Cordel
  • O Tesouro da Casa Velha
  • A Moeda de Ouro Que o Pato Engoliu (Infantil)
  • Vintém de Cobre
  • As Cocadas (Infantil)

Fonte: WikipédiaNossa Casa

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Plínio Marcos

PLÍNIO MARCOS DE BARROS
(64 anos)
Escritor, Autor, Ator, Diretor e Jornalista

* Santos, SP (29/09/1935)
+ São Paulo, SP (29/11/1999)

Plínio Marcos foi um escritor brasileiro, autor de inúmeras peças de teatro, escritas principalmente na época da Ditadura Militar. Foi também ator, diretor e jornalista. Foi casado por 25 anos com a jornalista Vera Artaxo, falecida em julho de 2010.

De família modesta, Plínio Marcos não gostava de estudar e terminou apenas o curso primário. Foi funileiro, quis ser jogador de futebol, serviu na Aeronáutica e chegou a jogar na Portuguesa Santista. Mas foram as incursões ao mundo do circo, desde os 16 anos, que definiram seus caminhos. Atuou em rádio e também na televisão, em Santos.

Em 1958, por influência da escritora e jornalista Pagu, começou a se envolver com teatro amador em Santos. Nesse mesmo ano, impressionado pelo caso verídico de um jovem currado na cadeia, escreveu sua primeira peça teatral, Barrela. Por sua linguagem crua, ela permaneceria proibida durante 21 anos após a primeira apresentação.

Em 1960, com 25 anos, foi para São Paulo, onde inicialmente trabalhou como camelô. Depois, trabalhou em teatro, como ator onde apareceu no seriado Falcão Negro da TV Tupi de São Paulo, administrador e faz-tudo, em grupos como o Teatro de Arena, a companhia de Cacilda Becker e o teatro de Nydia Lícia.

A partir de 1963, produziu textos para a TV de Vanguarda, programa da TV Tupi, onde também atuou como técnico. No ano do Golpe Militar, fez o roteiro do espetáculo Nossa Gente, Nossa Música.

Em 1965, conseguiu encenar Reportagem de um Tempo Mau, colagem de textos de vários autores, e que ficou apenas um dia em cartaz.

Em 1968, participou como ator da telenovela Beto Rockfeller, vivendo o cômico motorista Vitório. O personagem seria repetido no cinema e também na telenovela de 1973, A Volta de Beto Rockfeller, com menor sucesso. Ainda nos anos 1970, Plínio Marcos voltaria a investir no teatro, chegado ele mesmo a vender os ingressos na entrada das casas de espetáculo. Ao fim da peça, como a de Jesus-Homem, ele subia ao palco e conversava pessoalmente com a plateia.

Na década de 1980, apesar da censura do governo, que visava principalmente aos artistas, Plínio Marcos viveu sem fazer concessões, sendo intensamente produtivo e sempre norteado pela cultura popular. Escreveu nos jornais Última Hora, Diário da Noite, Guaru News, Folha de São Paulo, Folha da Tarde, Diário do Povo, e também na revista Veja, além de colaborar com diversas publicações, como Opinião, O Pasquim, Versus, Placar e outras.

Depois do fim da censura, Plínio Marcos continuou a escrever romances e peças de teatro, tanto adulto como infantil. Tornou-se palestrante, chegando a fazer 150 palestras-shows por ano, vestido de preto, portando um bastão encimado por uma cruz e com aura mística de leitor de tarô.

Plínio Marcos foi traduzido, publicado e encenado em francês, espanhol, inglês e alemão. Estudado em teses de sociolinguística, semiologia, psicologia da religião, dramaturgia e filosofia, em universidades do Brasil e do exterior. Recebeu os principais prêmios nacionais em todas as atividades que abraçou em teatro, cinema, televisão e literatura, como ator, diretor, escritor e dramaturgo.

Morreu aos 64 anos na cidade de São Paulo, por falência múltipla dos órgãos em decorrência de um Derrame Cerebral.

Fonte:  Wikipédia

domingo, 1 de abril de 2012

Fernando Peixoto

FERNANDO AMARAL DOS GUIMARÃES PEIXOTO
(74 anos)
Escritor, Tradutor, Ator e Diretor

* Porto Alegre, RS (19/05/1937)
+ São Paulo, SP (15/01/2012)

Escritor, tradutor, ator e diretor teatral, ligado ao Teatro Oficina de São Paulo, até 1968. Autor de várias obras vinculadas às concepções brechtianas, tendo sido membro do comitê central do Partido Comunista Brasileiro.

Iniciou carreira como ator em Porto Alegre, em 1953, trabalhando nesta cidade com artistas importantes que por lá passaram como Ruggero Jacobbi, Gianni Ratto, Flávio Rangel, Ruth Escobar, antes de sua mudança para São Paulo.

Entre seus colegas de profissão em Porto Alegre encontram-se pessoas que teriam papel importante na arte brasileira, entre eles Antonio Abujamra, Carlos Reverbel, Olga Reverbel, Paulo César Pereio, Paulo José e Luis Carlos Maciel. Foi casado com a atriz Ítala Nandi (1961-1969) e depois com a cantora e compositora Ana de Hollanda (1980-1996).

Porto Alegre

Em 1958, ingressou na primeira turma do curso de Arte Dramática, na Universidade do Rio Grande do Sul, onde foi aluno de Gerd Bornheim, Ângelo Ricci, Guilhermino César e Ruggero Jacobbi.

Fernando Peixoto fundou o Teatro Equipe, nos moldes do Teatro de Arena de São Paulo, pois ele "era nosso modelo como postura de um teatro social, político, voltado para a realidade nacional". Nessa época, já havia estabelecido contatos com Augusto Boal e Sábato Magaldi.

Como jornalista, no jornal Correio do Povo, de Porto Alegre, entre 1957 e 1959, escreveu sobre teatro, cinema e cultura. Atividade que continuou em alguns importantes órgãos da imprensa de resistência nas décadas de 70 e 80, como Opinião, Movimento, Revista Civilização Brasileira, A Voz da Unidade, Argumento, Debate e Crítica, etc.

São Paulo

Mudou-se para São Paulo em 1963, com a atriz Ítala Nandi, quando ambos se ligam ao Teatro Oficina. Também atuou no Teatro de Arena, no final dos anos 60.

Fernando Peixoto foi autor de ensaios, textos teóricos, tradutor, professor e dirigente de coleções nas editoras Paz e Terra e Hucitec, marca um dos raros casos de simultaneidade na produção artística e teórica.

Foi professor de direção teatral no curso de teatro da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo entre 1973-1975. Traduziu os livros O Teatro e Sua Realidade, de Bernard Dort, em 1977, e Berliner Ensemble: Um Trabalho Teatral em Defesa da Paz, em 1985; além de muitos textos dramáticos, como Pequenos Burgueses, Vassa Geleznova, Um Mês no Campo, Dom Juan, Mortos Sem Sepultura, Tupac Amaru, Na Selva das Cidades, sendo um dos organizadores da edição do Teatro Completo de Brecht no Brasil, para a qual traduz diversas peças.

Peixoto foi casado com Ministra da Cultura, Ana de Hollanda. No site do ministério, Vitor Ortiz, Ministro Interino de Estado da Cultura, homenageia o diretor. Em nota oficial, de 15 de janeiro de 2012, afirma:


"O Brasil acaba de perder um dos seus maiores pensadores de teatro. As reflexões de Fernando Peixoto sobre o teatro internacional e sua contribuição ao teatro brasileiro na segunda metade do século 20 foram fundamentais"
(Blog Estadão: Morre o Ator Fernando Peixoto)

Luta Plas Liberdades Democráticas

Foi também diretor artístico dos shows pela democracia no Brasil, realizados como protesto nos tempos da Ditadura Militar Brasileira, ao final dos anos setenta, com a participação de Francisco Buarque de Hollanda, Milton Nascimento, Quinteto Violado e outros grandes artistas nacionais.

Atuação

Como ator, participou de várias montagens no Teatro Oficina, se destacando em Galileu Galilei de Bertolt Brecht (personagem Andréa Sarti, discípulo do personagem principal), Rei da Vela de Oswald de Andrade (personagem Abelardo II) e Pequenos Burgueses de Máximo Gorki.

Morte

Morreu em 15/01/2012, aos 74 anos. Ele estava internado no Hospital São Luiz, em São Paulo, desde dezembro de 2011 e tinha Câncer no Intestino.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Millôr Fernandes

MILTON VIOLA FERNANDES
(88 anos)
Cartunista, Humorista, Dramaturgo, Escritor e Tradutor

* Rio de Janeiro, RJ (16/08/1923)
+ Rio de Janeiro, RJ (27/03/2012)

Com passagem marcante pelos veículos impressos mais importantes do Brasil, como O Cruzeiro, O Pasquim, Veja e Jornal do Brasil, entre vários outros, Millôr é considerado uma das principais figuras da imprensa brasileira no século XX.

Multifacetado, obteve sucesso de crítica e de público em todas os gêneros em que se aventurou, como em seus trabalhos de ilustração, tradução e dramaturgia, sendo várias vezes premiado. Além das realizações nas áreas literária e artística, ficou conhecido também por ter sido um dos idealizadores do frescobol.

Juventude

Filho do engenheiro espanhol Francisco Fernandes e de Maria Viola Fernandes, Millôr nasceu no do Méier em 16 de agosto de 1923, mas só foi registrado como Milton Viola Fernandes, no ano seguinte, em 27 de maio de 1924. De Milton se tornou Millôr graças à caligrafia duvidosa na certidão de nascimento, cujo traço não completou o "t" e deixou o "n" incompleto. Aos dois anos perde o pai, e sua mãe passa a trabalhar como costureira para sustentar os quatro filhos.

Millôr Fernandes (Fonte: AE)
De 1931 a 1935 estudou na Escola Ennes de Souza. Nesse meio tempo se torna leitor voraz de histórias em quadrinhos, especialmente Flash Gordon. A forte influência, e o estímulo de seu tio Antônio Viola, o leva a submeter um desenho ao períodico carioca O Jornal que, aceito e publicado, lhe rende um pagamento de 10 mil réis.

Aos doze anos perde a mãe, passando a morar com o tio materno Francisco, sua esposa Maria e quatro filhos no subúrbio de Terra Nova, próximo ao Méier. Dois anos depois, em 1938, passa a trabalhar para o médico Luiz Gonzaga da Cruz Magalhães Pinto, entregando seu remédio para os rins Urokava em farmácias. Pouco depois é empregado pela revista O Cruzeiro, assumindo as funções de contínuo, repaginador e factótum.

Na mesmo época, assinando sob o pseudônimo Notlim, ganha um concurso de contos na revista A Cigarra. É promovido a arquivista da publicação, e com o cancelamento de quatro páginas de publicidade desta, é convidado a preencher o espaço vago. Cria então a seção Poste Escrito, que assina como Vão Gogo.

Carreira Literária

O sucesso de sua coluna em A Cigarra faz com que ela passe a ser fixa, e Millôr assume a direção do periódico, cargo que ocuparia por três anos. Ainda sob o pseudônimo Vão Gogo, começa a escrever uma coluna no Diário da Noite. Passa a dirigir também as revistas O Guri, com histórias em quadrinhos, e Detetive, que publicava contos policiais.

Em 1941 volta a colaborar com a revista O Cruzeiro, continuando a assinar como Vão Gogo na coluna Pif-Paf, o fazendo por 18 anos. A partir daí passou a conciliar as profissões de escritor, tradutor (autodidata) e autor de teatro.

Já em 1956 divide a primeira colocação na Exposição Internacional do Museu da Caricatura de Buenos Aires com o desenhista norte-americano Saul Steinberg. Em 1957, ganha uma exposição individual de suas obras no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.

Dispensa o pseudônimo Vão Gogo em 1962, passando a assinar apenas como Millôr em seus textos na revista O Cruzeiro. Deixa a revista no ano seguinte, por conta da polêmica causada com a publicação de A Verdadeira História do Paraíso, considerada ofensiva pela Igreja Católica.

Em 1964, passa a colaborar com o jornal português Diário Popular e obtém o segundo prêmio do Salão Canadense de Humor. Em 1968, começa a trabalhar na revista Veja, e em 1969 torna-se um dos fundadores do jornal O Pasquim.

Nos anos seguintes escreveu peças de teatro, textos de humor e poesia, além de voltar a expor no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Traduziu, do inglês e do francês, várias obras, principalmente peças de teatro, entre estas, clássicos de Sófocles, William Shakespeare, Molière, Bertolt Brecht e Tennessee Williams.

Depois de colaborar com os principais jornais brasileiros, retornou à Veja em setembro de 2004, deixando a revista em 2009 devido a um desentendimento acerca da digitalização de seus antigos textos, publicados sem sua autorização no acervo on-line da publicação.

Problemas de Saúde

No princípio de fevereiro de 2011, Millôr sofreu um Acidente Vascular Cerebral Isquêmico. Permaneceu em torno de duas semanas inconsciente na UTI, e após cinco meses de internação em uma clínica no Rio de Janeiro, recebeu alta no dia 28 de junho. Dois dias depois voltou a se sentir mal, passando outros cinco meses internado.

Após o segundo internamento a família de Millôr manteve em privado os detalhes a respeito de sua saúde, até que em 28 de março de 2012 é divulgado à imprensa que o escritor morrera no dia anterior, em decorrência de Falência Múltipla dos Órgãos e Parada Cardiorrespiratória.

Fonte: Wikipédia

sexta-feira, 23 de março de 2012

Chico Anysio

FRANCISCO ANYSIO DE OLIVEIRA PAULA FILHO
(80 anos)
Humorista, Ator, Dublador, Cantor, Compositor, Escritor e Pintor

* Maranguape, CE (12/04/1931)
+ Rio de Janeiro, RJ (23/03/2012)

Francisco Anysio de Oliveira Paula Filho, conhecido como Chico Anysio, foi um humorista, ator, dublador, escritor, cantor, compositor e pintor brasileiro, notório por seus inúmeros quadros e programas humorísticos na TV Globo, com a qual possuía contrato até 2012.

Ao dirigir e trabalhar ao lado de grandes nomes do humor brasileiro no rádio e na televisão, como Paulo Gracindo, Grande Otelo, Costinha, Walter D'Ávila, Jô Soares, Renato Corte Real, Agildo Ribeiro, Ivon Curi, José Vasconcellos e muitos outros, tornou-se um dos mais famosos, criativos e respeitados humoristas da história do país.

Chico Anysio mudou-se com sua família para o Rio de Janeiro quando tinha seis anos de idade. Decidiu tentar fazer um teste para locutor de rádio quando a sua irmã também faria. Saiu-se excepcionalmente bem no teste, ficando em segundo lugar, somente atrás de outro jovem iniciante, Sílvio Santos.

Na rádio na qual trabalhava, a Rádio Guanabara, exercia várias funções: radioator, comentarista de futebol, etc. Participou do programa Papel Carbono de Renato Murce.

Na década de 1950, trabalhou na Rádio Mayrink Veiga, Rádio Clube de Pernambuco e Rádio Clube do Brasil. Nas chanchadas da década de 1950, Chico Anysio passou a escrever diálogos e, eventualmente, atuava como ator em filmes da Atlântida Cinematográfica.

Na TV Rio estreou em 1957 o Noite de Gala. Em 1959, estreou o programa Só Tem Tantã, lançado por Joaquim Silvério de Castro Barbosa, mais tarde chamado de Chico Total.

Além de escrever e interpretar seus próprios textos no rádio, televisão e cinema, sempre com humor fino e inteligente, Chico Anysio se aventurou com relativo destaque pelo jornalismo esportivo, teatro, literatura e pintura, além de ter composto e gravado algumas canções.

Chico Anysio foi um dos responsáveis pela intermediação referente ao exílio de Caetano Veloso em Londres. Quando completou dois anos de exílio, Chico enviou uma carta para Caetano Veloso, para que este retornasse ao Brasil.

Caetano Veloso e Gilberto Gil haviam sido presos em São Paulo, duas semanas depois da decretação do AI-5, o ato que dava poderes absolutos ao Regime Militar.

Trazidos ao Rio de carro, os dois passaram por três quartéis, até viajarem para Salvador, onde passaram seis meses sob regime de prisão domiciliar. Em seguida, em meados de 1969, receberam autorização para sair do Brasil, com destino a Londres, onde só retornariam no início de 1972.

Canções

Hino ao Músico
Autor: Chico Anysio, Nancy Wanderley e Chocolate

Foi tema de abertura do seu programa Chico Anysio Show, na TV Excelsior, TV Rio e TV Globo, e nos espetáculos teatrais, como o do Ginástico Português, no Rio de Janeiro, em 1974, acompanhado sempre do violonista brasileiro Manuel da Conceição, o "Mão de Vaca".

Rancho da Praça XI
Autor: Chico Anysio e João Roberto Kelly
Gravação: Dalva de Oliveira

A música fez grande sucesso no carnaval do IV Centenário do Rio de Janeiro, em fevereiro de 1965.

Vários sucessos com seu parceiro Arnaud Rodrigues, gravados em discos e usados no quadro Baiano e os Novos Caetanos, em Chico City.

Desde 1968, encontra-se ligado à Rede Globo, onde conseguiu o status de estrela num cast que contava com os artistas mais famosos do Brasil. E graças também a relação de mútua admiração e respeito que estabeleceu com o executivo Boni.

Após a saída de Boni da TV Globo nos anos 1990, Chico Anysio perdeu paulatinamente espaço na programação, situação agravada em 1996 por um acidente em que fraturou a mandíbula.

Em 2005, fez uma participação no Sítio do Pica-Pau Amarelo, onde interpretava o Drº Saraiva e, recentemente, participou da novela Sinhá Moça, na Rede Globo.

Família

É pai do ator Lug de Paula, do casamento com a atriz e comediante Nancy Wanderley, do também comediante Nizo Neto e do diretor de imagem Rico Rondelli, da união com a atriz e vedete Rose Rondelli, de André Lucas, que é filho adotivo, do DJ Cícero Chaves, da relação com a ex-frenética Regina Chaves e do ator e escritor Bruno Mazzeo, do casamento com a ex modelo e atriz Alcione Mazzeo.

Também teve mais dois filhos com a ex-ministra Zélia Cardoso de Mello, Rodrigo e Vitória.

É irmão da falecida atriz Lupe Gigliotti, com quem contracenou em vários trabalhos na televisão; do cineasta Zelito Viana; e do industrial, compositor e ex-produtor de rádio Elano de Paula. Também é tio do ator Marcos Palmeira, da atriz e diretora Cininha de Paula e é tio-avô da atriz Maria Maya, filha de Cininha de Paula com o ator e diretor Wolf Maya.

Era casado atualmente com a empresária Malga Di Paula.

Saúde

O humorista foi internado no dia 2 de dezembro de 2010, quando deu entrada no hospital devido a falta de ar. Na avaliação inicial, detectectou-se obstrução da artéria coronariana, assim, foi submetido à Angioplastia. Chico Anysio ficou 109 dias internado, recebendo alta apenas no dia 21 de março de 2011. Neste período, o humorista, ficou na maior parte do tempo na UTI.

Em 23 de abril de 2011, Chico Anysio retornou ao programa Zorra Total interpretando a personagem Salomé. No quadro, Salomé conversa de mulher para mulher com a presidenta Dilma Rousseff.

No dia 30 de novembro de 2011, foi internado novamente, devido a uma Infecção Urinária. Recebeu alta 22 dias depois, em 21 de dezembro de 2011.

Morte

Chico Anysio apresentou uma piora nas funções respiratórias e renal na quarta-feira (21/03/2012) e voltou a respirar com ajuda de aparelhos durante todo o dia. Ele estava no CTI do hospital carioca desde 22/12/2011 por conta de um sangramento. O comediante chegou a ter o problema controlado, mas apresentou uma infecção pulmonar e retornou à internação. Ele seguia em sessões de fisioterapia respiratória e motora diariamente, somadas a antibióticos.

O humorista Chico Anysio morreu às 14:52 hs de sexta-feira (23/03/2012) no Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro, onde estava internado havia mais de três meses. Chico Anysio morreu, aos 80 anos, em decorrência de Falência Múltipla dos Órgãos, após Choque Séptico causado por Infecção Pulmonar.

Carreira

Televisão
  • 1971 - 1972 - Linguinha x Mr. Yes ... Linguinha / Lingote
  • 1973 - 1980 - Chico City ... Vários personagens
  • 1975 - Azambuja e Cia. ... Azambuja
  • 1982 - 1990 - Chico Anysio Show ... Vários personagens, Redação Final e Supervisão de Criação
  • 1984 - 1993 - Os Trapalhões ... Convidado especial de re-estréia da temporada do programa e multiartista
  • 1989 - Que Rei Sou Eu? ... Taji Namas
  • 1990 - 2002 - Escolinha do Professor Raimundo ... Professor Raimundo, Redação Final e Supervisão de Criação
  • 1990 - 1991 - Os Trapalhões ... Supervisão de Criação
  • 1990 - 1992 - Som Brasil ... Apresentação
  • 1991 - Estados Anysios de Chico City ... Vários personagens, Redação e Supervisão de Criação
  • 1995 - Chico Total ... Vários personagens, Redação e Supervisão de Criação
  • 1995 - Engraçadinha, Seus Amores e Seus Pecados ... Vendedor de caixões
  • 1999 - 2002 - Zorra Total ... Alberto Roberto / Professor Raimundo / Drº Rosseti
  • 1999 - Terra Nostra ... Barão Josué Medeiros
  • 1999 - O Belo e as Feras ... Vários personagens
  • 2002 - Brava Gente ... Detetive Brito / Cego
  • 2004 - A Diarista ... Rúbio
  • 2005 - Sítio do Pica-Pau Amarelo ... Drº Saraiva
  • 2006 - Sinhá Moça ... Everaldo
  • 2007 - Pé na Jaca ... Cigano
  • 2008 - Cilada ... Deputado Sandoval
  • 2008 - Guerra e Paz ... Padre Santo
  • 2009 - Caminho das Índias ... Namit Batra
  • 2009 - Chico e Amigos - ... Vários personagens
  • 2009 - 2010 - Zorra Total ... Alberto Roberto / Justo Veríssimo / Bento Carneiro
  • 2010 - Malhação ID ... Ele mesmo
  • 2011- Chico e Amigos ... Vários personagens
  • 2011- Zorra Total ... Salomé

Cinema
  • 1959 - Entrei de Gaiato
  • 1981 - O Mundo Mágico dos Trapalhões ... Narrador
  • 1996 - Tieta ... Zé Esteves
  • 2009 - Se Eu Fosse Você 2 ... Olavo
  • 2009 - Up - Altas Aventuras ... Carl Fredricksen (Dublagem)
  • 2009 - Simonal - Ninguém Sabe o Duro que Dei ... Entrevista
  • 2010 - Uma Professora Muito Maluquinha ... Monsenhor Aristides


Stanislaw Ponte Preta

SÉRGIO MARCUS RANGEL PORTO
(45 anos)
Cronista, Escritor, Radialista e Compositor

* Rio de Janeiro, RJ (11/01/1923)
+ Rio de Janeiro, RJ (30/09/1968)

Era mais conhecido por seu pseudônimo Stanislaw Ponte Preta.

Sérgio começou sua carreira jornalística no final dos anos 40, atuando em publicações como as revistas Sombra e Manchete, e os jornais Última Hora, Tribuna da Imprensa e Diário Carioca.

Nesse mesmo período Tomás Santa Rosa também atuava em vários jornais e boletins como ilustrador. Foi aí que surgiu o personagem Stanislaw Ponte Preta e suas crônicas satíricas e críticas. Uma criação de Sérgio juntamente com Santa Rosa - o primeiro ilustrador do personagem -, inspirado no personagem Serafim Ponte Grande de Oswald de Andrade.

Sérgio Porto também contribuiu com publicações sobre música e escreveu shows musicais para boates, além de compor a música "Samba do Crioulo Doido" para o Teatro Rebolado.

Foi também o criador e produtor do concurso de beleza As Certinhas do Lalau, onde figuravam vedetes de primeira grandeza, como Anilza Leone, Diana Morel, Rose Rondelli, Maria Pompeo, Irma Alvarez e muitas outras.

Conhecedor de Música Popular Brasileira e jazz, ele definia a verdadeira MPB pela sigla MPBB - Música Popular Bem Brasileira. Era boêmio, de um admirável senso de humor e sua aparência de homem sisudo escondia um intelectual peculiar capaz de fazer piadas corrosivas contra a Ditadura Militar e o moralismo social vigente, que fazem parte do Festival de Besteiras que Assola o País (FEBEAPA), uma de suas maiores criações.

FEBEAPA

Festival de Besteiras que Assola o País (FEBEAPA) tinha como característica simular as notas jornalísticas, parecendo noticiário sério. Era uma forma de criticar a repressão militar já presente nos primeiros Atos Institucionais (que tinham a sugestiva sigla de AI). Um deles noticiou a decisão da Ditadura Militar de mandar prender o autor grego Sófocles, que morreu há séculos, por causa do conteúdo subversivo de uma peça encenada na ocasião.

Satirizando o colunista Jacinto de Thormes (pseudônimo de Maneco Muller), Sérgio, na pele de Stanislaw Ponte Preta, criou uma seção chamada As Certinhas do Lalau, onde cada edição falava de uma musa da temporada, e muitas vedetes e atrizes foram eleitas Certinhas pela pena admirável do jornalista.

Alcançou a fama por seu senso de humor refinado e a crítica mordaz aos costumes nos livros Tia Zulmira e Eu e FEBEAPA. Sua jornada diária nunca era inferior a 15 horas de trabalho. Escrevia para o rádio, para a TV, onde chegou a apresentar programas, e também para revistas e jornais, além de idealizar seus livros. O excesso de obrigações seria demais para o cardíaco Sérgio Porto, que morreu vítima de um infarto aos 45 anos de idade.

Sérgio não viveu para presenciar o AI-5, mas em sua memória um grupo de jornalistas e intelectuais fundou o semanário O Pasquim, em 1969.

Frases

  • "Uma feijoada só é completa quando tem ambulância de plantão"
  • "Todos os dias são do caçador. Só o último dia do caçador é o da caça"
  • "A diferença entre ele mastigando e um boi ruminando está no ar distinto e no olhar inteligente do boi"
  • "A mulher ideal e sempre a dos outros"
  • "Algumas mulheres usam a altivez para esconder a burrice"
  • "As vezes eu tenho a impressão de que meu anjo da guarda esta gozando licença-prêmio"
  • "Dono de cartório de protesto e uma espécie de cafetão da desgraça alheia"
  • "Lavar a honra com sangue suja a roupa toda"
  • "Pelo jeito que a coisa vai, em breve o terceiro sexo estará em segundo"
  • "Cristão é o cara que crê em Cristo, carola é o que teme"
  • "Consciência é como a vesícula: a gente só se preocupa com ela quando dói"
  • "A melhor coisa que existe na televisão é o botão de desligar"
  • "O sol nasce para todos. A sombra para quem é mais esperto"
  • "Quem diz que futebol não tem lógica ou não entende de futebol ou não sabe o que é lógica"
  • "Basta ler meia página do livro de certos escritores para perceber que eles estão despontando para o anonimato"
  • "Homem que desmunheca e mulher que pisa duro não enganam nem no escuro"
  • "Política tem esta desvantagem: de vez em quando o sujeito vai preso em nome da liberdade"
  • "Televisão é uma máquina de fazer doidos"
  • "A prosperidade de alguns homens públicos do Brasil é uma prova evidente de que eles vêm lutando pelo progresso do nosso subdesenvolvimento"
  • "Mentia com tanta ênfase que até mesmo o contrário do que dizia estava longe de ser a verdade"