(83 anos)
Cantor e Compositor
☼ Tapes, RS (04/08/1939)
┼ Porto Alegre, RS (03/05/2023)
Arlindo Silva dos Santos, mais conhecido como Velho Milongueiro, foi um cantor e compositor brasileiro, nascido em Tapes, Rio Grande do Sul, no dia 4 de agosto de 1939. Tornou-se um dos nomes mais autênticos da música regional gaúcha, deixando uma obra marcada pelo humor, pela simplicidade e pela forte identidade campeira.
Sua trajetória musical teve início em 1959, quando lançou seu primeiro trabalho em disco ao lado da dupla Minuano e Milongueiro. Posteriormente, integrou o conjunto Os Milongueiros, ao lado de Flávio Mattes e Zé Duarte, com o álbum "Saudades da Querência". Após a saída de Flávio Mattes, o grupo seguiu com a formação Milongueiro, Leonir e Zé Duarte, gravando diversos discos de sucesso, entre eles "Na Estrada do Sucesso", "10 Anos de Sucesso" e "Seus Cavalos de Aço".
Em 1980, Arlindo passou a adotar definitivamente o nome artístico Velho Milongueiro, iniciando sua carreira solo. Dessa fase destacam-se canções que se tornaram populares, como "Tô Ficando Velho, Tô Ficando Fraco", "É Mentira Desses Loco", "Tanto a Pé Como a Cavalo", "Aventuras do Coló", entre outras.
Reconhecido por seu jeito simples, bem-humorado e por letras espirituosas, Velho Milongueiro construiu uma carreira sólida, com mais de dez discos gravados. Suas composições foram interpretadas por grandes nomes da música sertaneja e regional, como Gaúcho da Fronteira, Sérgio Reis, Bruno & Marrone, Joaquim & Manoel, Milionário & José Rico, Mococa & Paraíso e a Banda Passarela, que conquistou disco de ouro com a canção "Por Causa Dela".
Entre suas músicas mais conhecidas pelo público estão "Mulher do Baile" e "Ripa de Costela". Ao longo da carreira, gravou por importantes selos fonográficos, como CBS, Acit, USA Discos, Continental e Chantecler.
Velho Milongueiro faleceu na quarta-feira, 3 de maio de 2023, aos 83 anos. Ele estava internado havia cerca de seis meses, em tratamento contra um câncer de bexiga e de próstata.
O velório ocorreu às 11h, no Angelus Memorial Crematório, e a cerimônia de despedida foi realizada às 18h, no mesmo dia.
Velho Milongueiro deixou um legado importante para a música regional brasileira, sendo lembrado por sua autenticidade, carisma e por canções que atravessaram gerações.
- 1983 - Tanto a Pé Como a Cavalo
- 1984 - O Velho Milongueiro
- 1985 - O Velho Milongueiro, Volume 3
- 1986 - Não Tá Morto Quem Peleia
- 1986 - Do Jeito Que Sou
- 1987 - Coisas de Valor
- 1989 - Paizinho da Mãe
- 1990 - Ser Poeta
- 1992 - P.C.
- 1999 - Gaúcho Malandro
- 2001 - Metendo o Pau
- 2003 - Show de Bola
- 2014 - Sou Bonito e Danço Bem
Fonte: Wikipédia
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