Mostrando postagens com marcador 2006. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 2006. Mostrar todas as postagens

Fiori Gigliotti

FIORI GIGLIOTTI
(77 anos)
Radialista e Locutor

☼ Barra Bonita, SP (27/09/1928)
┼ São Paulo, SP (08/06/2006)

Fiori Gigliotti foi um radialista e locutor esportivo brasileiro, nascido no interior de São Paulo, filho dos imigrantes italianos de Angelo Gigliotti e Maria Rosaria Palmisano, ambos de descendência italiana. Aos quatro anos de idade sua família transferiu-se para a cidade de Lins, SP, a 180 km do seu município natal.

Em sua longa carreira, Fiori Gigliotti narrou partidas de dez Copas do Mundo de Futebol, mas sempre dizia que o maior jogo ao qual assistiu foi o disputado entre Santos e Benfica, na final da Copa Intercontinental de 1962.

Em declaração, contou um entrevero que teve com o então técnico da Seleção Brasileira de Futebol, Telê Santana, na Copa do Mundo de 1982. Fiori Gigliotti teria cobrado o treinador pelo fato de ele estar fazendo muitas concessões aos jogadores, com muitas saídas com a família e pouco treino. Telê Santana teria respondido que o locutor já estava velho.


Fiori Gigliotti celebrizou frases como: "Abrem-se as cortinas e começa o espetáculo", "E o tempo passa torcida brasileira!" (quando uma equipe precisava fazer um gol), "Tenta passar, mas não passa!", "Aguenta coração!", "Crepúsculo de jogo!", "É fogo!" (antes do grito de gol), "Agora não adianta chorar!" (logo após narrar um gol), "Torcida brasileira!", "Uma Beleeeeza de Gol!" e "Um beijo no seu coração!".

Fiori Gigliotti recebeu mais de duzentos títulos de cidadão honorário, principalmente pelo interior de São Paulo. Trabalhou como locutor desde 1947 na Rádio Clube de Lins (SP), Rádio Cultura de Araçatuba (SP), Rádio Bandeirantes, Rádio Panamericana (atual Jovem Pan), Rádio Tupi e Rádio Record. Estava trabalhando como comentarista na Rádio Capital de São Paulo.

No fim de 2005 recebeu a "Medalha da Ordem Nacional do Mérito Futebolístico" da Federação Paulista de Futebol, ocasião em que disse:

"Eu confesso que hoje vivo um momento de muita emoção. É daqueles momentos de rara felicidade que nos fazem ter alegria de viver!"

Fiori Gigliotti foi casado com Adelaide e tiveram dois filhos, Marcelo e Marcos.


Fiori Gigliotti deu entrada no Hospital Alvorada, em Moema, São Paulo, com problemas de úlcera e próstata e veio a falecer na madrugada de quinta-feira, 08/06/2006, um dia antes do jogo inaugural da Copa do Mundo, vitima de falência múltipla de órgãos. Ele não resistiu a complicações de uma operação no intestino em decorrência de um câncer de próstata.

O enterro de Fiori Giglioti vai acontecer na quinta-feira, 08/06/2006, às 16:00 hs no Cemitério do Morumbi.

Ele disse adeus na véspera de uma Copa do Mundo, ao rádio e aos milhares de torcedores que se acostumaram a ouvir suas transmissões sempre carregadas de emoção.

Fiori Gigliotti era torcedor do Palmeiras e fã ardoroso do santista Pelé.

Na transmissão da TV Globo da partida inaugural da Copa do Mundo de 2006, Alemanha x Costa Rica, um dia após a sua morte, Fiori Gigliotti recebeu homenagem de Galvão Bueno, que iniciou a narração com a inesquecível frase de Fiori Gigliotti:

"Abrem-se as cortinas e começa o espetáculo!"

Fonte: Wikipédia

Aluízio Alves

ALUÍZIO ALVES
(84 anos)
Jornalista, Advogado e Político

* Angicos, RN (11/08/1921)
* Natal, RN (06/05/2006)

Aluízio Alves foi um jornalista, advogado e político brasileiro natural do Rio Grande do Norte, estado do qual foi governador entre 1961 e 1966 sendo depois cassado pelo Ato Institucional Número Cinco (AI-5) em 1969. É o decano do clã dos Alves, contraparte política da família Maia num embate que há anos domina a cena política potiguar, em especial a partir dos anos 80 do Século XX.

Filho de Manuel Alves Filho e Maria Fernandes Alves, advogado com Bacharelado em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito de Maceió com especialização em Serviço Social, voltou-se às atividades jornalísticas após a graduação: primeiro como funcionário dos jornais A Razão e A República, ambos em Natal, tendo se dirigido em 1949 ao Rio de Janeiro onde foi redator-chefe da Tribuna da Imprensa, que pertencia a Carlos Lacerda.

De volta ao seu estado natal, em 1950, fundou e dirigiu a Tribuna do Norte. Ainda no ramo de comunicação foi diretor da Rádio Cabugi, da TV Cabugi e da Rádio Difusora de Mossoró. Antes foi Oficial de Gabinete da Interventoria Potiguar, chefe do Serviço Estadual de Reeducação e Assistência Social (SERAS) e diretor estadual da Legião Brasileira de Assistência (LBA).

Sua vocação política surgiu em consequência das suas atividades profissionais e a estréia se deu sob as bênçãos de José Augusto Bezerra de Medeiros e Dinarte Mariz, líder-mor da União Democrática Nacional (UDN) potiguar e assim Aluízio Alves foi eleito deputado federal em 1945 e participou da Assembleia Nacional Constituinte que promulgaria a nova Constituição em 18/09/1946.


Reeleito em 1950, 1954 e 1958, chegou aos postos de secretário-geral da União Democrática Nacional (UDN) e vice-líder da bancada. Figura de proa na eleição de Dinarte Mariz para o governo do estado em 1955, rompeu com seu aliado em face de um episódio onde o governador recém-eleito ignorou uma série de ações de governo que foram reunidas por Aluízio Alves num extenso documento. Irritado, afastou-se politicamente de seu mentor e ingressou no PSD e foi eleito governador em 1960 para o desgosto de Dinarte Mariz.

A animosidade entre os dois líderes tornou-se cada dia mais férrea e com o advento do Regime Militar de 1964 foi Dinarte Mariz quem retomou o comando da cena política, o que não impediu, contudo, o ingresso de Aluízio Alves na Aliança Renovadora Nacional (ARENA) e a conquista de seu quinto mandato de deputado federal em 1966 após Dinarte Mariz vetar sua candidatura a senador. No ano anterior Aluízio Alves derrotou o grupo de Dinarte Mariz ao eleger o monsenhor Valfredo Gurgel para governador.

Veio então o revés: Em 07/02/1969 teve seu mandato cassado pelo AI-5 sob a acusação de corrupção sendo indiciado em um processo que foi arquivado em fevereiro de 1973. Mesmo sem poder atuar diretamente na política usou sua experiência e se manteve influente ao levar seus correligionários para o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) em 1970, e ademais sua condição de empresário permitiu que mantivesse boas relações com os arenistas, à exceção de Dinarte Mariz.


Executivo da União das Empresas Brasileiras, expandiu suas atividades para além da área de comunicação e tão logo foi restaurado o pluripartidarismo ingressou no Partido Progressista (PP) e a seguir no Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) sendo derrotado na disputa pelo governo do Rio Grande do Norte em 1982 por José Agripino Maia do Partido Democrático Social (PDS).

Entusiasta da candidatura vitoriosa de Tancredo Neves à Presidência da República foi indicado Ministro da Administração pelo presidente eleito sendo confirmado no cargo por José Sarney e permaneceu à frente desse ministério entre 15/03/1985 e 15/02/1989 e durante a sua gestão foi criada a Escola Nacional de Administração Pública (ENAP).

Em 1990 foi eleito para o sexto mandato de deputado federal, cargo do qual esteve licenciado durante o governo Itamar Franco quando foi Ministro da Integração Regional entre 08/04/1994 e 01/01/1995. Como Ministro da Integração, Aluízio Alves retomou o projeto de transposição do Rio São Francisco.

Morte

Aluízio Alves morreu às 14:55 hs, do dia 06/05/2006, vítima de falência múltipla dos órgãos. Ele vinha agonizando desde quarta-feira, 03/05/2006, quando sofreu uma parada cardiorrespiratória em seu apartamento e foi socorrido pelo SAMU que o encaminhou para a Casa de Saúde São Lucas.

Na sexta-feira, 05/05/2006, o seu quadro clínico tinha apresentado uma pequena melhora e os médicos já tinham suspendido a medicação de indução a coma, no entanto na madrugada de sábado, 06/05/2006, o ex-governador apresentou novas complicações e teve a morte cerebral constatada.

O velório ocorreu no Palácio da Cultura, antigo Palácio da Esperança, local onde Aluízio Alves exerceu o cargo de governador do Estado entre 1961 e 1966. O enterro ocorreu às 16:00 hs no Cemitério Morada da Paz.

Aluízio Alves era pai do deputado federal Henrique Eduardo Alves.

Elizabeth Henreid

ELFRIED LOUISE HEYMANNS MACHADO
(78 anos)
Atriz

* São Paulo, SP (28/08/1928)
+ São Paulo, SP (27/12/2006)

Elfried Louise Heymanns Machado, mais conhecida pelo seu nome artístico Elizabeth Henreid, foi uma atriz brasileira.

Iniciou sua carreira no Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), sob a direção de Adolfo Celi, em 1949, na peça "Luz de Gás". Participou de outras memoráveis encenações naquela companhia, como "Volpone", de Ben Johnson, em 1955.

Na televisão, trabalhou em telenovelas como "Livre Para Voar" (1985), "Deus Nos Acuda" (1992) e "Os Ossos do Barão" (1997).

No cinema, trabalhou no filme "O Pão Que o Diabo Amassou" (1957).

A saúde de Elizabeth Henreid já estava bastante debilitada desde agosto de 2006, quando sofreu quatro paradas cardíacas, decorrentes do Mal de Alzheimer. Ela foi casada com o também falecido diretor teatral Ruy Afonso.

Fonte: Wikipédia
Indicação: Miguel Sampaio

Guilherme de Brito

GUILHERME DE BRITO BOLLHORST
(84 anos)
Compositor, Cantor, Pintor e Escultor

* Rio de Janeiro, RJ (03/01/1922)
+ Rio de Janeiro, RJ (26/04/2006)

Guilherme de Brito Bollhorst foi um compositor brasileiro de samba. Nasceu no bairro de Vila Isabel, filho de Alfredo Nicolau Bollhorst e Marieta de Brito Bollhorst. Aos oito anos ganhou um cavaquinho e aos doze anos, com a morte do pai, largou os estudos e conseguiu um emprego na Casa Edison. A Casa Edison foi uma das primeiras gravadoras brasileiras, fundada em 1900 por Frederico Figner no Rio de Janeiro. Inicialmente apenas importava e revendia cilindros fonográficos, utilizados nos fonógrafos de Thomas Edison, e discos, utilizados nos gramofones de Emil Berliner, mas, em 1902, lançou o que é considerada a primeira música brasileira gravada no país, o lundu "Isto é Bom" do compositor Xisto Bahia na voz de Baiano.

Com o tempo, Guilherme de Brito, passou a utilizar mais o violão. Já tinha uma boa produção de músicas quando, em 1955, o cantor Augusto Calheiros gravou um compacto com dois de seus sambas: "Meu Dilema" e "Audiência Divina". Ainda nos anos 1950, conheceu o seu grande parceiro, Nelson Cavaquinho.

A primeira parceria de Guilherme de BritoNelson Cavaquinho, foi um samba denominado "Garça"Guilherme de Brito fez a primeira parte e mostrou a Nelson Cavaquinho, que sem hesitar, fez a segunda parte do samba. Deu-se início a dupla mais poética e lírica da Música Popular Brasileira. A dupla Guilherme de BritoNelson Cavaquinho rendeu vários sucessos, dentre os quais, podemos destacar: A Flor e o Espinho, "Folhas Secas", "Pranto de Poeta", "O Bem e o Mal", "Quando Eu Me Chamar Saudade", entre outras.

Considerado por muitos como o grande poeta do samba, fez versos definitivos como "Tire o seu sorriso do caminho / que eu quero passar com a minha dor", de A Flor e o Espinho. Ou mesmo "Quando eu piso em folhas secas / Caídas de uma mangueira", de "Folhas Secas".

Guilherme de Brito gravou pela primeira vez em 1977. Atuou também como pintor, tendo sido premiado por seus quadros, e como escultor. Expôs no Japão, onde também lançou um CD.

Nelson Cavaquinho, Beth Carvalho e Guilherme de Brito
Morte

Guilherme de Brito foi internado dia 2 de abril de 2006 com problemas respiratórios, teve um infarto e ficou em coma por 15 dias, morrendo dia 26 de abril de 2006, aos 84 anos, vítima de Falência Múltipla dos Órgãos.

Deixou a mulher Nena e dois filhos. Guilherme de Brito foi enterrado no mausoléu do compositor, no Cemitério do Catumbi.

Fonte: Wikipédia

Nivaldo Machado

NIVALDO RODRIGUES MACHADO
(85 anos)
Advogado, Professor e Político

☼ Olinda, PE (21/01/1921)
┼ Olinda, PE (27/01/2006)

Nivaldo Rodrigues Machado foi um político brasileiro que exerceu cargos políticos entre 1947 e 1987. Era filho de Antônio Rodrigues Machado e Jesuína Rodrigues Machado. Casou-se com Maria Carmelita Martins Machado, com quem teve três filhos: Antônio Carlos Martins Machado, Nivaldo Rodrigues Machado Filho e Paulo Henrique Martins Machado.

Formou-se bacharel em Direito no ano de 1949, pela Faculdade de Direito do Recife. Advogado, funcionário público federal e professor universitário, elegeu-se vereador na Câmara Municipal de Olinda por dois mandatos (1948/1951 e 1952/1955).

Depois de oito anos como vereador, Nivaldo Machado elegeu-se prefeito de sua cidade natal, cargo que exerceu entre 1956 e 1959. Pouco antes do fim desse mandato, renunciou para candidatar-se a deputado estadual.

Elegeu-se deputado estadual por seis vezes: 1960/1963, 1964/1967, 1968/1971, 1972/1975, 1976/1979 e 1980/1983. No primeiro mandato, foi eleito pelo Partido Republicano (PR), no segundo, pelo Partido Democrata Cristão (PDC), e nos quatro últimos sob a legenda da Aliança Renovadora Nacional (ARENA).

Presidiu a ARENA do estado de Pernambuco durante os governos de Nilo Coelho e Eraldo Gueiros (1968/1971 - 1972/1975), respectivamente. Durante seus seis mandatos na Assembléia Legislativa, presidiu a instituição por três vezes (1973/1974, 1977/1978 e 1982).

Nivaldo Machado foi, ainda:

  • Membro da Comissão de Constituição, Legislação e Justiça da Assembléia Legislativa (1960/1963, 1965, 1967/1970)
  • 3º secretário da Assembléia Legislativa (1964)
  • Membro da Comissão de Redação de Leis da Assembléia Legislativa (1965)
  • Membro da Comissão que adaptou a Constituição Estadual à Federal, tendo sido relator dos capítulos da Legislação Social e dos Funcionários Públicos (1967)
  • Membro da Comissão de Economia, Agricultura, Indústria, Comércio, Viação e Obras Públicas da Assembléia Legislativa (1970)
  • 1º secretário da Assembléia Legislativa (1971/1972)
  • Vice-presidente da Comissão da Área das Secas e Negócios Municipais (1973)
  • Presidente da Assembléia Legislativa (1973/1974, 1977/1978 e 1982)

Entre 1975 e 1976 foi líder do governo na Assembléia Legislativa. Em virtude da vacância dos cargos de governador e de vice-governador, decorrente de viagem dos respectivos titulares, assumiu o governo do Estado de Pernambuco em 23 de novembro de 1978. Chegou a ser, ainda, presidente da Comissão de Redação de Leis e Suplente da Comissão de Finanças, Orçamento e Economia e da Comissão das Secas e Negócios Municipais (1979/1980).

Suplente de senador, Nivaldo Machado assumiu o mandato em 18/03/1985, em virtude do afastamento do titular, senador Marco Maciel, ocupante do cargo de ministro-chefe do Gabinete Civil da Presidência da República.

No Senado foi membro da Comissão de Assuntos Regionais, de Constituição e Justiça, de Serviço Público Civil, de Legislação Social, de Municípios e de Redação. Suplente das Comissões de Agricultura, do Distrito Federal, de Educação e Cultura, de Fiscalização e Controle e de Relações Exteriores (1985/1986). Entre 1986 e 1987, foi líder do Partido da Frente Liberal (PFL).

Condecorações

Nivaldo Machado foi agraciado com diversas medalhas, inclusive a Medalha Pernambucana do Mérito-Classe Ouro, conferida pelo governador Moura Cavalcanti, em 1979, para homenagear os relevantes serviços que prestara a Pernambuco.

Outra condecoração que recebeu foi o Prêmio Springer - Troféu Leão do Norte, concedido pela Springer Admiral, por duas ocasiões, para homenagear sua significativa atuação no desenvolvimento cultural de Pernambuco.

Morte

Nivaldo Machado submeteu-se a uma cirurgia de aneurisma na aorta abdominal aos 68 anos, e a uma revascularização, implantação de pontes de safena, dois anos depois, aos 70 anos.

Aos 85 anos de idade, em 27/01/2006, faleceu por volta das 21h00s, em decorrência de embolia pulmonar. Estava em sua casa, em Olinda, sua terra natal, da qual jamais se afastou.

Fonte: Wikipédia

Dino 7 Cordas

HORONDINO JOSÉ DA SILVA
(88 anos)
Violonista

* Rio de Janeiro, RJ (05/05/1918)
+ Rio de Janeiro, RJ (27/05/2006)

Horondino José da Silva, conhecido como Dino 7 Cordas, foi um violonista brasileiro reconhecido como maior influência do violão de 7 cordas, instrumento musical no qual desenvolveu sua linguagem e técnica. Foi também um dos maiores instrumentistas de choro.

Mestre de várias gerações de violonistas, é referência para todos que tocam ou estão aprendendo a tocar violão. Criou uma linguagem própria para o violão de sete cordas e, em mais de 60 anos de carreira, acompanhou os mais importantes nomes da música brasileira, de Francisco Alves, Orlando Silva, Pixinguinha, Jacob do Bandolim, Cyro Monteiro, Dorival Caymmi, Ângela Maria, Elizeth Cardoso, Elis Regina, Cartola, João Nogueira, Alcione, Beth Carvalho, Zeca Pagodinho a Marisa Monte.

Dino 7 Cordas conseguia "a façanha de se destacar sem nunca invadir o espaço dos outros instrumentos ou do cantor. Ao contrário, ele os valorizava. Suas gravações são clássicas não só porque ele toca muito bem, mas porque ele faz os outros tocarem e cantarem melhor", bem o definiu Marcello Gonçalves, integrante do Trio Madeira Brasil.

Nasceu na Rua Orestes, no bairro carioca do Santo Cristo. Filho de Caetano José da Silva, fundidor do Lloyd Brasileiro, e de Cacemira Augusta da Silva, conhecida pelo apelido de Filhinha. Seu registro de nascimento foi feito em agosto, motivo pelo qual em algumas obras importantes está consignada a data de 5 de agosto como sendo a de seu nascimento.

Sua relação com o violão vem desde a infância. Seu pai era violonista amador, assim como outros amigos que frequentavam a casa. Estava sempre atento ao movimento musical ao qual prestava enorme atenção. Começou a praticar inicialmente o bandolim, que abandonou pouco depois pelo violão.

Ao terminar o curso primário, empregou-se como operário em uma confecção de calçados. Por essa época já participava de festas e saraus familiares, onde revezava o violão com seu pai. Em uma dessas ocasiões, conheceu o pandeirista Jacó Palmieri e o cantor Augusto Calheiros, figuras que teriam grande importância para seu ingresso na vida profissional.

Por volta de 1934, passou a acompanhar Augusto Calheiros em espetáculos de circo, ganhando pequena remuneração que complementava a do trabalho na fábrica de calçados. Nessa época, já dominava o repertório musical de toadas, valsas e sambas que aprendia através do rádio. Seu modelo de acompanhamento era fornecido pela dupla Ney Orestes e Carlos Lentine, violonistas do Regional de Benedito Lacerda, um dos mais sólidos regionais da época. Esse tipo de aprendizado foi definitivo em sua carreira. Daí vieram o repertório e a capacidade de acompanhar diversos gêneros, entre tantas outras peculiaridades.

Uma das primeiras formações do Regional Benedito Lacerda:
Popeye (pandeiro), Dino 7 Cordas, Benedito Lacerda (flauta), Canhoto (cavaquinho) e Meira (violão)
Nos Regionais

Dino iniciou sua carreira na década de 30, convidado a integrar o Regional de Benedito Lacerda, que se apresentava na Rádio Tupi, acompanhando cantores nos programas e gravações de discos. Permaneceu nesse regional até 1950, quando solicitaram aumento de salário.

"Ganhávamos na época, 2 mil contos de reis e queríamos 2 mil e quinhentos. Então, nós quatro - eu, os falecidos Meira, Canhoto e Gilson, combinamos de parar no dia que terminasse nosso contrato, 31 de dezembro de 1950, se o aumento não viesse. O aumento não veio e nós saímos. Fomos para a Rádio Mayrink Veiga e o diretor na época, Gilberto Martins, ao saber o que havia ocorrido disse que pagaria 3 mil e quinhentos contos de réis para trabalharmos lá. Continuamos com o mesmo conjunto, sem o Benedito e sem o Pixinguinha no saxofone, que já era do conjunto há uns seis anos. E entraram o Altamiro Carrilho e o Orlando Silveira, de São Paulo, que tocava acordeon. Aí, ao invés de quinteto ficou sexteto, o Regional do Canhoto."

A dupla de violões Dino e Meira (Jaime Florence) atravessou décadas e conjuntos. Tocaram da década de 1930 à de 1970. No início dos anos 60, Jacob do Bandolim convidou-o a integrar o conjunto "Época de Ouro". Dino não saiu de imediato do conjunto de Canhoto: apresentava-se nos dois e havia a preocupação de não marcarem apresentações para o mesmo dia. Ele ressaltava que foi Jacob do Bandolim quem começou a divulgar o nome dos instrumentistas nas gravações de discos no Brasil, introduzindo nas contra capas a ficha técnica.

Raphael Rabello tinha-o por mestre e ressaltava a sua importância para a profissionalização que os músicos instrumentais alcançaram. Dino a esse respeito, com sua humildade, respondia que Raphael Rabello era muito seu amigo.

Até alguns anos atrás, além das apresentações do "Época de Ouro", Dino, dava aulas de violão em dois endereços no centro do Rio: no Bandolim de Ouro e Casa Oliveira.

Sua criatividade foi assim resumida por Raphael Rabello: "O violão do Dino não tem clichê, não tem frase igual."

Dino 7 Cordas nunca fez questão de ter seu nome na capa de nenhum disco, mas por insistência de um dos seus discípulos mais famosos, em 1991 gravou o "Raphael Rabello & Dino 7 Cordas".

Dona Rosa

Em 1943, quando o Regional de Benedito Lacerda exibia-se no programa "Piadas do Manduca" de Lauro Borges, conheceu aquela que seria sua grande companheira, Dona Rosa, com quem teve um filho, Dininho, também músico, contrabaixista, com grande atuação na MPB.


O Violão de Sete Cordas

Dino tinha em seu nome artístico Sete Cordas, sua marca. O violão de sete cordas foi utilizado inicialmente por Tute, violonista do conjunto de Pixinguinha, "Os Oito Batutas". Dino passou a usá-lo após a morte do violonista, na década de 1950 em suas apresentações e gravações para conseguir um grave a mais.

"Eu gostava de ver a sétima corda. Eu achava muito bonito, mas pensava comigo: gosto tanto dessa sétima corda, mas não vou botar no meu violão, não. Porque senão o seu Tute pode não gostar e dizer que estou imitando ele. Mas eu era fã do velho. Depois com o tempo, ele se afastou, adoeceu e também morreu. E aí eu comecei a sentir falta dessa sétima corda no meu violão. Eu sentia que estava faltando qualquer coisa. Mandei fazer um violão no 'Bandolim de Ouro', com sete cordas. O efeito é um grave a mais. Porque o violão vai de mi a mi. Mi grave, lá, ré, sol, si e mi agudo. Eu senti a falta de uma nota mais grave que o mi grave. Então procurava e quando precisava da nota tinha que descer para o ré daquela nota, mas só que era aguda. Eu achava muito feio. Então botei a sétima corda para sentir o efeito. E ficava então com o mi bemol, o ré, ré bemol e o dó. Quer dizer, quatro notas a mais. Aí comecei a desenvolver, a meter os peitos. Quando o violão chegou, eu o botei na mão, entrei no microfone e quando eu sentia que eu podia bater no dó, eu dava no dó. E, aí, fui estudando naturalmente e passei para o violão de sete cordas."

Morte

Dino Sete Cordas, ou Horondino José da Silva, um dos maiores violonistas do Brasil, faleceu na madrugada de sábado, 27/05/2006, aos 88 anos, após internação de alguns dias no Hospital do Andaraí, Rio de Janeiro, acometido por pneumonia. O corpo foi velado e sepultado no Cemitério São João Batista, no bairro de Botafogo.

Mario Zan

MARIO GIOVANNI ZANDOMENEGHI
(86 anos)
Acordeonista e Compositor

* Roncade, Itália (09/10/1920)
+ São Paulo, SP (09/11/2006)

Mario Giovanni Zandomeneghi, mais conhecido como Mario Zan, foi um acordeonista ítalo-brasileiro, considerado um dos sanfoneiros mais importantes do Brasil, autor da música que é um hino nacional da região do Pantanal, "Chalana" (1940), em parceria com Arlindo Pinto, e do hino do 4º Centenário de São Paulo (1954), famoso por suas canções típicas das festas juninas do centro-sul do Brasil.

 Em 1924, quando ele tinha quatro anos, seus pais, Seu José, que trabalhava em olaria e vinhedo, e Dona Ema, vieram morar no Brasil e foram morar em Santa Adélia, perto de Catanduva, interior do estado de São Paulo, aonde teve como principal incentivador o primo e acordeonista Hilário Fossalussa da folclórica cidade de Olímpia.

Aos 12 anos, quando já tocava habilmente o acordeão, mudou-se para as imediações do Museu do Ipiranga. Aos 13 anos, estreou como sanfoneiro profissional e desde então, em mais de 70 anos de carreira, compôs centenas de músicas, gravadas e regravadas por cantores como Sérgio Reis, Roberto Carlos, Almir Satter e outros. Gravou 300 discos de 78 rotações, 110 LPs e mais de 50 CDs. Foi considerado um dos melhores acordeonistas do Brasil.


O primeiro meio de comunicação que conheceu sua sanfona foi Rádio Record, quando entrou na emissora, onde pediu para tocarem suas músicas e saíu de lá 33 anos depois. Nessa época, um locutor ouviu a batida inconfundível dele nos teclados e ficou encantado. Em seu programa de rádio do Rio de Janeiro, declarou existir um sanfoneiro em São Paulo que fazia verdadeira música brasileira. O nome do locutor era Ary Barroso (1903-1964), o criador de "Aquarela do Brasil".

Conhecido como o compositor do hino dos 400 anos da cidade de São Paulo que já vendeu mais de 10 milhões de cópias até hoje, foi lançado em disco em 78 rpm e, naquele ano, vendeu mais exemplares do que havia de vitrolas no Brasil. Nos 450 anos da cidade fez outro hino e, então, a prefeitura deu-lhe o título de Cidadão Honorário na virada do ano 2003 / 2004, em cerimônia na Avenida Paulista.

Casado pela terceira vez, pai de três filhos e duas filhas, e autor de sucessos nacionais e internacionais, se tornou extremamente popular pelas composições das canções das festas juninas paulistas como a "Quadrilha Completa", "Balão Bonito", "Noites de Junho" e "Pula a Fogueira".

Mario Zan e Chacrinha
Duas de suas canções ultrapassaram as fronteiras brasileiras: "Nova Flor", escrita em parceria com Palmeira e gravado em inglês como "Love Me Like a Stranger", em espanhol como "Los Hombres no Deben Llorar", em alemão como "Fremde oder Freunde", e o "Hino do Quarto Centenário de São Paulo", escrita em parceria com J. A. Alves.

Reconhecido internacionalmente, tem seu nome e retrato expostos no Museu de Artes de Frankfurt, Alemanha, ao lado de grandes instrumentistas de todos os tempos. Luís Gonzaga, o "Rei do Baião", disse uma vez que Mario Zan era o verdadeiro "Rei da Sanfona"Mario Zan  foi tema do enredo da escola de samba Rosas de Ouro em 2002. 

Depois de 15 dias internado com problemas pulmonares e sentir no estômago os efeitos colaterais das medicações, morreu aos 86 anos ainda na ativa, após uma Parada Cardiorrespiratória, no Hospital dos Sorocabanos, em São Paulo. O velório foi na Assembléia Legislativa e o sepultamento no Cemitério da Consolação, cumprindo um de seus últimos desejos que era ser enterrado em frente ao túmulo da Marquesa de Santos. Mario Zan era um grande admirador da amante de Dom Pedro I.

Tânia Seckler

TÂNIA MARIA DA SILVEIRA BUENO
(50 anos)
Atriz

* São Paulo, SP (25/05/1955)
+ São Paulo, SP (03/2006)

Tânia Maria da Silveira Bueno foi uma atriz paulistana de teatro e TV que adotou o nome artístico de Tânia Sekler. 

Começou no teatro onde formou-se no início da década de 80, na Escola de Arte Dramática da USP, tendo sido aluna do diretor Yacov Hillel que a dirigiu em várias peças.

No teatro fez desde teatro infantil em "Lago do Cisne" a comédias e dramas como "Com a Pulga na Balança", "Drácula", "A Volta de Serafim Ponte Grande", "Lembrar é Resistir", "Êxtase" e "As Polacas".


Nos anos 2000 foi destacada pela crítica por seu trabalho nas peças "Êxtase", um drama de Walcyr Carrasco que ela interpretou ao lado do jovem ator Caio Blat e "As Polacas", dirigida por Yacov Hillel, onde ela encabeçava um grande elenco feminino e que era um drama baseado em fatos reais: mulheres judias trazidas da Polônia para serem obrigadas a se prostituir no Brasil.

Chegou à TV em 1987 na novela Helena na TV Manchete e depois, na década de 90, participou das novelas Razão de Viver no SBT, A Filha do Demônio, Direito de Vencer e Canoa do Bagre, estas na TV Record. Fez também tele-teatros na TV Cultura.

Tânia Sekler era casada com o também ator Will Damas e tinha uma filha. Morreu vítima de câncer.

Newton da Matta

NEWTON DA MATTA
(60 anos)
Ator, Locutor, Escritor, Dublador e Diretor de Dublagem

* Rio de Janeiro, RJ (14/02/1946)
+ Bragança Paulista, SP (06/03/2006)

Newton da Matta iniciou suas atividades artísticas no rádio, atuando nas emissoras TV Tupi, Rádio Mayrink Veiga e Rádio Nacional, no Rio de Janeiro, aos onze anos. Na Rádio Nacional participou de uma das maiores obras do radio que foi a Paixão de Cristo. Na Rádio Nacional, também foi escritor de novelas e diretor de elenco. Na televisão, atuou como ator e autor de Tele-Peças, na Rede Tupi, TV Rio e Rede Globo.

No teatro, foi o primeiro Pedrinho do Sítio do Picapau Amarelo no Teatro Ginástico e Copacabana, no Rio de Janeiro. Mais tarde, montou peças de Pirandello, entre outras.

Foi um dos diretores do musical Alô Dolly no Teatro João Caetano. A partir de 1960, foi convidado por Herbert Richers e Victor Berbara a dirigir e atuar como dublador. Foi o surgimento da dublagem na cidade do Rio de Janeiro.

Desde então, tem dublado diversos seriados, entre eles Dr. Kildare, dublando o ator Richard Chamberlain, Dallas, dublando o ator Patrick Duffy e A Gata e o Rato, dublando o ator Bruce Willis. Aliás Da Matta era o dublador oficial do ator Bruce Willis, emprestando sua voz a quase todos os filmes do ator.

Em longas-metragens, já dublou, além de Bruce Willis, os atores Dustin Hoffman, Paul Newman, Louis Jordan, Mickey Rourke, James Farentino, Peter O'Toole.

Também fez parte da fantástica dublagem da trilogia A Gaiola das Loucas no estúdio Álamo, em que dublava Albin Mougeotte (Zazá) vivido pelo ator Michel Serrault. Ao lado de Márcio Seixas como Renato Baldie e de Garcia Júnior como Jacob, o trio garantia o humor na versão brasileira da comédia.

Dirigiu em meados dos anos 1980 a dublagem de ThunderCats na Herbert Richers, dublando o personagem principal Lion-O.

Em seus últimos dias Newton da Matta trabalhava como diretor do estúdio de dublagem Tempo Filmes em São Paulo, responsável pela dublagem de programas dos canais a cabo Discovery Channel, People+Arts, Discovery Kids e Animal Planet.

Seu último trabalho, dublando o ator Bruce Willis foi no filme Sin City de Frank Miller, realizado no estúdio Delart, no Rio de Janeiro. Antes de morrer, foi cotado para dublar Hades em Os Cavaleiros do Zodíaco, papel que ficou a cargo de Marcelo Pissardini.

Morte

Faleceu aos 60 anos, na tarde de 6 de março de 2006, em Bragança Paulista, interior do estado de São Paulo, onde estava internado havia mais de trinta dias no Hospital Universitário São Francisco. Seu corpo foi enterrado no Cemitério São João Batista, em Botafogo no Rio de Janeiro.

Fonte:  Wikipédia

Rodney Gomes

RODNEY GOMES
(70 anos)
Ator, Diretor e Dublador

* Sorocaba, SP (03/08/1936)
+ Niterói, RJ (15/09/2006)

Iniciou sua carreira aos onze anos, atuando nos filmes Obrigado, Doutor (1948) de Moacyr Fenelon, e Pinguinho de Gente (1949) de Gilda de Abreu.

Ainda no cinema, Rodney Gomes atuou nos filmes Césio 137 - O Pesadelo de Goiânia (1990 - narrador), O Escorpião Escarlate (1990) e Maior Que o Ódio (1951).

Na televisão, participou das novelas A Menina do Veleiro Azul (1969) e A Pequena Órfã (1968).

Começou a carreira como dublador na AIC (Arte Industrial Cinematográfica). Em seguida passou a dublar no Rio de Janeiro. Entre outros trabalhos, foi o dublador do ator Burt Ward, o Robin, da série Batman dos anos 60. Também atuou como diretor de dublagem.

O dublador também foi a voz do menino-prodígio na clássica série de desenhos animados da produtora Filmation, onde consagrou o bordão "Santo..., Batman!!!". Ele também lançou o bordão "Lá vai uma Triônica Formiga Atômica!", no desenho Formiga Atômica.

Rodney Gomes foi a voz de personagens como Yoda em Star Wars (Guerras Clônicas) e em Cameron Curtindo a Vida Adoidado.

Principais Personagens Dublados Por Rodney Gomes:

  • Formiga Atômica
  • Iago em Aladdin
  • Bartolomeo (Barrie Ingham) em As Peripécias do Ratinho Detetive
  • Cameron Frye (Alan Ruck) em Curtindo a Vida Adoidado
  • Cão no desenho Catdog
  • Dublou um personagem no filme Curso de Verão
  • Emil Antonowsky, o bandido banhado por ácido, no filme Robocop
  • Jovem quando Jack Lemmon
  • Mickey Rooney
  • Pedro e Juca em A Pequena Sereia
  • Pequeno Joe em Bonanza
  • Robin em Batman AIC-SP e no desenho produzido pela Filmation
  • Roddy McDowall
  • Rodney (Chris Rock), o porquinho-da-índia, Doutor Dolittle
  • Ippei em Ueno O Regresso de Ultraman
  • Vários personagens secundários no desenho Cavalo de Fogo
  • Yoda nos episódios de 1 a 3 de Star Wars
  • Franck Eggelhoffer (Martin Short) - O Pai da Noiva I e II
Faleceu aos 70 anos, devido a complicações causadas por Diabetes.

Fonte: Wikipédia e Dramaturgia Brasileira - In Memoriam

Dom Luciano Mendes de Almeida

LUCIANO PEDRO MENDES DE ALMEIDA
(75 anos)
Jesuíta e Bispo

* Rio de Janeiro, RJ (05/10/1930)
+ São Paulo, SP (27/08/2006)

Foi um religioso jesuíta e bispo católico brasileiro. Foi o quarto arcebispo da Arquidiocese de Mariana.

Dom Luciano era filho do conde Cândido Mendes de Almeida Júnior e Emília de Melo Vieira Mendes de Almeida (Segundos Condes Mendes de Almeida). Neto do primeiro conde Cândido Mendes de Almeida, bisneto do jurisconsulto e senador do Império Cândido Mendes de Almeida, e, por este, trineto de Fernando Mendes de Almeida e tetraneto de João Mendes de Almeida. Também era trineto de Honório Hermeto Carneiro Leão, Marquês de Paraná. Dom Luciano era irmão do acadêmico Cândido Antônio Mendes de Almeida, terceiro conde Mendes de Almeida e reitor da Universidade Cândido Mendes.

Estudos e Vida Religiosa

Fez seus primeiros estudos no Colégio Santo Inácio, no Rio de Janeiro (1941-1945) e no Colégio Anchieta, em Nova Friburgo (1946-1950).

Ingressou na Companhia de Jesus no dia 2 de março de 1947. Realizou estudos na Casa de Formação dos Jesuítas em Nova Friburgo (1951-1953) e na Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma (1955-1959). Fez seu doutorado em filosofia na Universidade Gregoriana (1960-1965).

Sua ordenação presbiteral deu-se a 5 de julho de 1958, em Roma. Emitiu seus votos definitivos na Companhia de Jesus no dia 15 de agosto de 1964.


Atividades Antes do Episcopado

Foi professor de filosofia (1965-1972), instrutor da terceira provação na Companhia de Jesus (1970-1975), membro da diretoria da Conferência dos Religiosos do Brasil (1974-1975).

Episcopado

Foi nomeado pelo Papa Paulo VI, no dia 25 de fevereiro de 1976, bispo auxiliar de São Paulo e titular de Turris in Proconsulari. Sua ordenação episcopal deu-se a 2 de maio do mesmo ano, pelas mãos do cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, Dom Clemente José Carlos de Gouvea Isnard e Dom Benedito de Ulhôa Vieira.

Exerceu a função de bispo auxiliar na Arquidiocese de São Paulo e responsável pela Pastoral do Menor no período de 1976 a 1988.

O Papa João Paulo II o nomeou arcebispo de Mariana no dia 6 de abril de 1988.

Na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil foi secretário-geral no período de 1979 a 1986, e presidente de 1987 a 1995. Na Cúria Romana foi membro da Comissão Pontifícia Justiça e Paz (1996 – 2000) e membro da Comissão do Secretariado Para o Sínodo (1994-1999). Foi vice-presidente do Conselho Episcopal Latino-Americano (1995-1999). Em 1997 foi eleito delegado da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil à Assembléia Especial do Sínodo dos Bispos Para a América por eleição da assembléia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e confirmado pelo Papa João Paulo II (1997).

Figura de destaque do episcopado brasileiro, atuou na defesa dos direitos humanos e no serviço aos pobres.

Lema: In nomine Jesu (Em nome de Jesus).

Sucessão

Dom Luciano Mendes de Almeida foi o 4º arcebispo de Mariana, sucedeu a Dom Oscar de Oliveira e foi sucedido por Dom Geraldo Lyrio Rocha.

Ordenações Episcopais

Dom Luciano foi o principal celebrante da ordenação episcopal dos seguintes bispos:


Dom Luciano foi concelebrante da sagração episcopal de:



Beatificação

Ao se completarem cinco anos de sua morte, Dom Geraldo Lyrio Rocha anunciou o envio à Congregação Para a Causa dos Santos o pedido de autorização para dar início ao processo de beatificação de Dom Luciano. O pedido tem o respaldo de mais de 300 bispos reunidos na assembleia geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, em maio de 2011.

Rastros de Luz:
Dom Luciano Mendes e Dom Hélder Câmara


O arcebispo marianense, Dom Luciano Pedro Mendes de Almeida, é lembrado pela sua grandeza espiritual. Não foi apenas bispo, mas também companheiro, pastor, irmão de todos, doce e amável no trato. Quem o conheceu teve dele uma acolhida marcante e ímpar. Este próximo 27/08/2012 remonta àquele de 6 anos atrás, quando este grande homem despedia-se deste mundo e adentrava aos céus com as palavras "Deus é bom!".

 O "Bispo dos Pobres" como era comumente chamado viveu sua fé na radicalidade e por isso se tornou um eco profundo de que se deve acreditar em Deus e colocar em prática os valores evangélicos. Ele sabia como ninguém amalgamar a vida e a oração, não apenas em sua expressão verbal ou declarativa; mas plena na ação real e concreta. Ele soube, em meio às dores físicas e espirituais, aceitar a cruz por si mesma, pelos outros, pelos sofredores anônimos que padecem e por isso tocaram com profundidade a alma de Dom Luciano.

As palavras, os gestos, a vida de Dom Luciano colocam em xeque as nossas palavras, gestos e a nossa vida. O bispo marianense sofria de alto senso de dignidade humana, que, muitas vezes, era incompreendido. Ele sofria com o outro, comportava-se com os outros tratando todos como iguais, dignos de confiança. Ele via em cada pessoa uma criatura amável, lida e admirável. Por tudo isso, ele foi deixando um rastro de luz por onde passou.

A Comenda Dom Luciano Mendes de Almeida de Mérito Social e Educacional outorgado pela Arquidiocese de Mariana será no próximo dia 27/08/2012. A homenagem à Dom Luciano terá início com uma celebração eucarística, na Catedral, às 18:30 hs., seguida da sessão solene, no Centro Cultural Arquidiocesano Dom Frei Manoel da Cruz, onde será conferida a honraria da comenda aos homenageados: Dom Walmor Oliveira de Azevedo (arcebispo de Belo Horizonte), Dom Francisco Barroso Filho (bispo emérito de Oliveira), Dom José Belvino do Nascimento (bispo emérito de Divinópolis), Mons. Flávio Carneiro Rodrigues (diretor do Arquivo Eclesiástico de Mariana), Mons. Júlio Lancelloti (Vigário Episcopal para o Povo da Rua da Arquidiocese de São Paulo) e as Irmãs da Beneficência Popular.

É também neste dia, que nossas memórias se misturam pela lembrança de outra figura singular, Dom Hélder Câmara, que foi arcebispo de Olinda e Recife. Ambos, Dom Luciano e Dom Hélder, souberam viver neste mundo a diaconia cristã, do serviço fraterno, alegre e impetuoso, pois eram tomados pela fé em Cristo e em seu projeto de salvação. Eles nos envergonham pela radicalidade e fidelidade ao Evangelho, pois sabiam que o mundo, sofrido, complexo, pluricultural, midiático e ideário, é espaço absoluto e completo da ação do evangelizador. Souberam anunciar as verdades da fé cristã no amor ao pobre, ao sofredor, à criança órfã, ao doente abandonado, ao faminto que clamava um pedaço de pão...

 Caracterizam estes santos homens a expressão de que souberam revestir-se de cotidiano as verdades eternas do Reino prometido. Esta atitude exige ser tomado pela pura humildade na mais completa atitude de ser servidor, tornando presente o amor de Jesus aos simples e pequenos. "Quando fizestes a um desses irmãos mais pequeninos, a mim fizestes." (Mt 25, 40)

(Geraldo Trindade – Bacharel em filosofia, cursa teologia no Seminário de Mariana e mantém o blog Pensar Paralelo)

Eduardo Viana

EDUARDO VIANA
(68 anos)
Dirigente Esportivo

* (1938)
+ Rio de Janeiro, RJ (21/08/2006)

Mais conhecido como Caixa D'Água, foi um ex-presidente da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ) de 1984 até sua morte em 21 de agosto de 2006. Formado em História, Filosofia, Direito e Educação Física, Eduardo Viana era mestre em Antropologia pela Vanderbilt University e doutor em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, onde foi professor.

Eduardo Viana estava há 20 anos no comando da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro e se transformou ao longo de duas décadas num dos dirigentes mais polêmicos e contestados pela crítica esportiva. Assumiu o poder substituindo Otávio Pinto Guimarães e defendendo a modernização do calendário do futebol e da própria federação, com propostas inovadoras. Mas, a principal delas até hoje não foi cumprida: um estádio para 50 mil torcedores como alternativa ao Maracanã.

Caixa D'Água também era contrário à influência do antigo Conselho Nacional de Desportos (CND), órgão criado pelo regime militar para controlar o esporte brasileiro. Segundo ele, era uma "tutela arbitrária". Mas, na prática, o dirigente tinha como base eleitoral nos pleitos para presidência da FERJ os votos de 36 ligas esportivas sempre colocadas sob suspeita pelos seus opositores como sendo entidades fantasmas.

O dirigente também era professor, de pós-graduação na Universidade do Estado do Rio de Janeiro e na Fundação Getúlio Vargas, lecionando sociologia do esporte e gestão esportiva. Porém, foi afastado da FERJ pela primeira vez em outubro de 2004 por suspeita de evasão de renda no Maracanã com outros cinco membros da entidade.

Conseguiu voltar ao poder em agosto de 2005. Em março de 2006, a justiça o tirou de novo do cargo por violação do Estatuto do Torcedor. Mas Vianna conseguiu retornar mais uma vez ao comando.

Caixa D'Água foi acusado dos crimes de formação de quadrilha, estelionato, fraude processual, falsidade ideológica e desvio de R$ 866 mil da receita da venda de ingressos no Maracanã em 2003, com a emissão de recibos e notas fiscais fraudulentas.

Morte

Caixa D'Água, de 67 anos, participava da reunião sobre a seletiva para o campeonato estadual de 2007 quando passou mal por volta de 16hs. Na semana anterior, já havia sofrido problemas respiratórios no avião que levava a Seleção Brasileira para Oslo, no primeiro amistoso de Dunga - o dirigente era o chefe da delegação nacional.

Morreu às 18:50 hs. do dia 21/08/2006 após ter sofrido quatro paradas cardíacas. Eduardo Viana foi internado após ter passado mal na sede da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ) no Maracanã. Foi levado para o Hospital Quinta D'or, em São Cristóvão, não resistiu porque já estava bastante debilitado.

Moacir Santos

MOACIR JOSÉ DOS SANTOS
(80 anos)
Professor, Arranjador, Compositor, Maestro e Instrumentista

* Vila Bela, PE (26/07/1926)
+ Los Angeles, EUA (06/08/2006)

Moacir Santos é considerado pelos críticos e pesquisadores musicais como um dos principais arranjadores e compositores brasileiros, aquele que renovou a linguagem da harmonia no país.

Nasceu em uma família simples no sertão de Pernambuco e antes de completar dois anos de idade foi morar com a mãe Julita e os 3 irmãos em Flores do Pajeú. Um ano depois, ficou órfão e foi adotado pela madrinha Corina, passando a viver, mais tarde, com a tutora Ana Lúcio.

Desde cedo, sua brincadeira preferida era a de imitar, com outros meninos, a banda de música de sua cidade. Improvisava a brincadeira utilizando-se de latinhas e pífanos. Presente em todos os ensaios da banda, foi eleito vigia, com a função de evitar que as crianças mexessem nos instrumentos e com o direito de experimentá-los. Sua inclinação para a música era tão forte que os músicos da cidade lhe presenteavam com instrumentos, como violão e flautim, que o menino tocava intuitivamente. Recebeu conhecimentos musicais de vários mestres de banda, como o mestre Paixão, enviado pela Brigada do Estado de Pernambuco.

Aos 14 anos de idade já era um dos integrantes da banda local, tocando saxofone, clarinete, pistom, banjo, violão e bateria. Nessa ocasião, decidiu fugir de casa em direção a uma cidade maior, com o propósito de expandir seu talento musical. Pegou carona com jovens caminhoneiros e rumou com eles para Alagoa de Baixo. Em seguida, começou sua vida de andarilho por várias cidades nordestinas, sempre procurando trabalho nas bandas de música e sendo bem acolhido pelos músicos locais.

Moacir Santos
Sua primeira oportunidade de apresentação no rádio ocorreu em 1943, no programa Vitrine, da Rádio Clube de Pernambuco.


No ano seguinte, ingressou na Banda da Polícia Militar da Paraíba, como sax-tenorista, tendo-se desligado como sargento músico de primeira classe.

Em 1945, Severino Araújo, líder da Orquestra Tabajara, que trabalhava na Rádio PRI-4, recebeu um convite para atuar no Rio de Janeiro. Com isso, houve a necessidade de se estruturar uma nova orquestra na qual o instrumentista foi convidado a participar. Ingressou, assim, na função de sax-tenorista e clarinetista da Jazz Band da Rádio PRI-4, Rádio Tabajara da Paraíba. Continuou compondo suas músicas e dois anos depois, já casado com Cleonice, foi nomeado regente da Orquestra.

Em 1948, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde, por intermédio do músico Lourival de Souza, da Orquestra Tabajara, que o apresentou como o "fera do saxofone", começou a tocar no Clube Brasil Danças. Em seguida, ingressou na Rádio Nacional Rio de Janeiro, como sax-tenorista solista da Orquestra do Maestro Chiquinho, participando de todos os programas de envolvimento orquestral da emissora.

Estudou Teoria, Harmonia, Contraponto, Fuga e Composição com Paulo Silva, José Siqueira, Virgínia Fiusa, Cláudio Santoro, João Batista Siqueira, Nilton Pádua, Guerra Peixe e Hans Joachim Koellreutter, de quem se tornou assistente.

Durante dois anos, morou em São Paulo, onde regeu a orquestra da TV Record, voltando logo em seguida para o Rio de Janeiro.

Em 1967 mudou-se para Los Angeles pois fora convidado para a estréia mundial do filme Amor no Pacífico, do qual havia sido compositor. Estabeleceu moradia fixa na região de Pasadena, na California, onde viveu compondo trilhas para o cinema e dando aulas de música.

Realizações da Carreira


Conhecido pelo seu virtuosismo, dominava o saxofone, o piano, a clarineta, a trompeta, o banjo, o violão e a bateria. Note-se que ele iniciou-se como tocador de clarinete aos 11 anos.

É tido como um dos maiores mestres da renovação harmônica da Música Popular Brasileira.

Foi parceiro de Vinicius de Moraes, e por esse foi homenageado na canção Samba da Bênção, com Baden Powell:

"Moacir Santos / tu que não és um só, és tantos / como este meu Brasil de todos os santos."

Foi assistente do compositor alemão Hans Joachim Koellreutter e professor de músicos como Baden Powell, Paulo Moura, João Donato, Nara Leão, Roberto Menescal, Sérgio Mendes e outros importantes nomes da música brasileira.

Em julho de 2006, ganhou o Prêmio Shell de Música.

Morte

Moacir faleceu em 18 de Julho de 2006, vitima de um Derrame Cerebral que havia sofrido há dois dias, uma semana depois de completar 80 anos.



Obras

O seu primeiro disco intitula-se Coisas, lançado em 1965 pela gravadora Forma. Já morando nos Estados Unidos lançou os discos The Maestro (1972), Saudade (1974) e Carnival Of The Spirits (1975) pelo selo Blue Note Records, e Opus 3 Nº 1 (1978) pelo selo Discovery.

Suas mais conhecidas composições são Coisa n. 5, Menino Travesso, Triste de Quem, Se Você Disser que Sim (com Vinicius de Moraes) e Nanã (com Mário Teles).

Em 2001 sua obra foi novamente lançada no Brasil através do álbum Ouro Negro com arranjos e produção de Mário Adnet e Zé Nogueira, e com participações especiais de grandes artistas como Milton Nascimento, Djavan, Ed Motta, Gilberto Gil, João Bosco, João Donato entre outros.

Em 2005 foi lançado um DVD com um show da Banda Ouro Negro gravado ao vivo no SESC Pinheiros em São Paulo, e um disco, pela Biscoito Fino, com várias composições do inicio da carreira do maestro, nunca antes gravadas chamado Choros & Alegria.