Gastão Renné

GASTÃO RENNÉ
Dublador


Gastão Renné foi um dublador Paulista. Ingressou na dublagem no início da Arte Industrial Cinematográfica (AIC), por volta de 1962. Desde o início foi escalado para desenhos de Hanna Barbera, o qual ao lado de Older Cazarré, Waldir Guedes e Roberto Barreiros, era um dos dubladores mais atuantes e brilhantes para dublar desenhos. Gastão Renné tinha uma voz forte, porem afinava-a, e por esses falsetes era muito escalado para desenhos, mas também fazia participações com sua voz original.

Entre os desenhos mais famosos dublados por Gastão Renné estão Batatinha e Guarda Belo em "Manda-Chuva", Homem-Mola em "Os Impossíveis", o rato Ploc em "Plic, Ploc e Chuvisco", Patinho Duque em "O Patinho Duque", o homem das cavernas Ughi em "Dino Boy e o Vale Perdido", Pernalonga na primeira dublagem do coelho no Brasil, sendo redublado pela Herbert Richers nos anos de 1970, entre outros.

Gastão Renné teve poucas participações em series, seu carro chefe eram os desenhos animados. Não temos informações de onde Gastão Renné veio nem de quando nasceu, nossa única fonte de informação é uma pequena citação de Older Cazarré e Roberto Barreiros na extinta "Revista do Rádio", datada de dezembro de 1967, na qual é citado o seu falecimento, vítima de um ataque cardíaco. Gostaríamos também de ter conseguido uma fotografia e também a sua biografia completa, porém nem sites especializados em dublagem possuem qualquer material a respeito. 

Certa vez, em entrevista a um site, Lima Duarte agradeceu a Gastão Renné por toda a ajuda que lhe deu para dublar Manda-Chuva, pois o personagem fala rápido demais e isso dificultava ao dublador.

Para os fãs das dublagens originais, sobretudo em desenhos, fica aqui registrado o magnífico desempenho de mais um artista brasileiro que infelizmente ficou no anonimato.

Trabalhos

  • Batatinha e Guarda Belo em "Manda-Chuva"
  • Homem-Mola em "Os Impossíveis"
  • Ploc em "Plic, Ploc e Chuvisco"
  • Patinho Duque em "O Patinho Duque"
  • Ughi em "Dino Boy e o Vale Perdido"
  • Professor Tolom-Tolom em "O Urso Cerebral" em "Zé Colméia"
  • Zé Macaco em "Jacaré de Araque" em "Wally Gator"
  • Caçador em "Operação Major" em "Leão da Montanha"
  • Pernalonga em "Looney Tunes"

Fonte: Casa da Dublagem e Universo AIC
Indicação: Paulo Américo Garcia

Fabriciano Felisberto Carvalho de Brito

FABRICIANO FELISBERTO CARVALHO DE BRITO
(80 anos)
Comerciante, Farmacêutico, Militar e Político

☼ Antônio Dias, MG (22/08/1840)
┼ Antônio Dias, MG (28/06/1921)

Fabriciano Felisberto Carvalho de Brito foi um comerciante, farmacêutico, militar e político brasileiro. Nasceu no dia 22/08/1840 na então freguesia de Nossa Senhora de Nazaré de Antônio Dias Abaixo, hoje município de Antônio Dias, pertencente a Itabira, no interior do estado de Minas Gerais, sendo filho do professor primário Antônio de Britto e de Theresa Umbelina.

Casou-se com Anna Angélica de Carvalho Britto, nascida em 1849, filha de José Antonio Carvalho e Maria Carvalho, e juntos tiveram três filhos: Drº José Tomás de Carvalho, casado com Josefa de Miranda Britto; Drº Manoel Tomás de Carvalho, casado com Elisa Robertina de Albuquerque, e Drº Eusébio Tomás de Carvalho Britto, casado com Ernestina Lage de Britto, dos quais se originaram 21 netos e 38 bisnetos até a data do centenário de Fabriciano, em 22/08/1940.

Trajetória

Felisberto cursou o primário na Escola de Meninos de sua cidade natal, tendo ainda pequeno aprendido o ofício de sapateiro, profissão que exerceu durante sua juventude. Posteriormente atuou como comerciante e farmacêutico, herdando do sogro, José Tomás Pereira, uma casa comercial de gêneros, armarinhos e tecidos. Esse empreendimento modernizou-se a partir das viagens que fez ao Rio de Janeiro, de onde trazia mercadorias variadas e encomendas para a população da localidade.

Anos mais tarde, tornou-se um líder local, passando a exercer, por nomeação, diversos cargos públicos: Escrivão do Cartório de Paz e da Subdelegacia de Polícia em 1862, subdelegado de polícia em 1876, agente dos Correios em 1877 e primeiro suplente de Juiz Municipal para o Distrito de Antônio Dias em 1888.

Fabriciano e Anna Angélica

Fabriciano, depois de ter tido uma pequena fábrica de sapatos (ele também tinha o ofício de sapateiro e trabalhava junto com os seus empregados), estabeleceu-se como negociante. Enquanto ele ficava na loja e fazia sapatos, Anna Angélica dirigia a casa, cuidava dos filhos, fazia biscoitos para vender na loja, costurava calças e camisas para os fregueses e cuidava da cozinha. Era uma abelhinha para trabalhar. Quantas vezes a gente a ouvia dizer, mostrando as mãos: "O que estas mãos sagradas não fazem, quem há de fazer?".

Neste tempo, Antônio Dias era um pequeno arraial, que não deixava de ter os seus atrativos no seu aspecto bucólico. A igreja fora construída pelo bandeirante Antônio Dias, que morreu e foi sepultado na terra a que deu o nome. Existe uma lápide com o nome do fundador e o ano do seu falecimento na porta da igreja, o que representa uma contribuição histórica para a cidade. Em frente, na outra margem, no alto do morro, o Cruzeiro. Embaixo, o rio Piracicaba, em cujas margens se alinhava o casario, formado de casas de estilo aproximado ao colonial simples, com portas e janelas geralmente azuis e com paredes brancas.

Na praça da matriz se encontrava a loja de Fabriciano e do lado esquerdo o rancho que servia para receber as cargas e os arreios da tropa, no tempo em que funcionava a loja. Do lado direito, a casa de moradia, com graciosas janelas e a porta de entrada com a indefectível cancela.

Neste tempo, a população devia ser de 1.500 a 2.000 habitantes. As ruas eram assim denominadas: Rua de Baixo, Rua de Cima, Bonfim, Sítio, Beco da Ponte. Tudo simples, respirando paz. Distrações não havia ou a custo encontradas nas banalidades do dia-a-dia. Por exemplo, se os que chegavam a cavalo, despertavam os que estavam tranquilos em casa, com o tropel nas pedras da rua, de todas as janelas surgia gente curiosa para saber quem era e logo a notícia corria. Sabe quem está na terra? Se era gente de fora, hospedada na casa de Fabriciano, logo logo, aparecia gente para conversar, para saber novidades ou para contá-las. Uma delas era Andrelina de Castro, filha de Joaquim Tito, o sapateiro auxiliar de Coronel Fabriciano, afilhada da casa da qual participava da intimidade, passando lá diariamente, várias horas. Ao chegar ia logo dizendo: "Louvado seja Cristo, meu padrinho ou... minha madrinha".

Era uma mulher de inteligência rara. Estudou as primeiras letras e através da leitura de jornais e de um outro livro que lhe caía nas mãos, chegou a adquirir uma cultura invulgar. Sabia opinar a propósito de tudo, dos fatos corriqueiros da terra à política, que ela conhecia como ninguém. Era muito alta, dentes bons lhe enfeitavam o riso franco. Não era bonita. Quando se empolgava e defendia seus pontos de vista, levantava-se da cadeira e andava de um lado para outro, gesticulando e falando em tom de oratória. Conhecia História Geral e Religião.

Os Filhos de Fabriciano

Além do filho doutor, Manoel Tomás, que ia casar com a filha do Juiz de Direito em Itabira, e de Eusébio, Fabriciano e Anna Angélica tinham também José Tomás, o filho mais velho, que ia ser padre, tendo estudado durante seis anos no Seminário de Mariana, chegando a iniciar-se na Teologia, já no seminário maior. Era muito estudioso e conhecia latim como qualquer bom latinista. Tinha sempre um caso de seminário para contar e repetidamente citava frases latinas. As férias, passava-as em Antônio Dias, vestido de batina e dando sua mão a beijar a todos que dele se aproximassem, sobretudo as mocinhas. Mas não era por saliência, tinha mesmo gosto na vocação. Ajudava o vigário nas funções religiosas, contava o Tantum Ergo nas bençãos do Santíssimo, rezava o terço com Fabriciano e Anna Angélica.

Mas foi uma pena. Vocação se não é bem cultivada, se arrefece e se perde. José Tomás foi influenciado pelo irmão que estudava Direito e que o levou para São Paulo para entrar na Faculdade do Largo São Francisco. José Tomás hospedou-se na república dos estudantes, onde morava seu irmão. Foi o desastre: a estudantada, influenciada pelo positivismo quis atrair também José Tomás para as idéias contistas, desviando-o da vocação. Ele desistiu de ser padre, mas também não se sentiu bem no meio da mocidade sem religião. Voltou à casa dos pais, na pacata Antônio Dias.

Os Estudos dos Filhos e as "Chorosas" Partidas

Chegou o tempo de seguirem para os estudos os filhos de Fabriciano e Anna Angélica. Enquanto se preparavam para partir, Anna Angélica, muito chorosa, dizia: "Eu preferia que Inhô (Fabriciano) fosse pobre para eu não ter de separar-me de meus filhos...".

Coitadinha, de fato naquele tempo a separação dos filhos era muito penosa, pois não havia meios de comunicação que diminuíssem as distâncias, facilitando um encontro mais frequente com eles.

José Tomás (Juca), o mais velho, seguiu para Mariana, MG, para o famoso seminário onde pontificavam padres lazaritas de muito saber, sob a jurisdição de bispos como Dom Benevides, Dom Viçoso, Dom Silvério.

Manoel Tomás e Eusébio, o mais novo, continuaram os estudos iniciados em Itabira, com Mestre Emílio, na capital de Minas, ou seja, Ouro Preto, antiga Vila Rica.

Eusébio optou pela carreira de farmacêutico e tão logo se formou iniciou-se na vida prática, casando-se em seguida com uma linda moça de olhos azuis, cabelos louros e tez muita alva. Chamava-se Ernestina, pertencia à família Lage e era conhecida pelo apelido de Netinha. Eusébio era apaixonado pela noiva e muito romântico. Prova-se uma fotografia em que ele com um retrato de Netinha sobre uma mesa se deixou fotografar numa atitude embevecida de enamorado.

O casal formou uma bela família de oito filhos, três homens e cinco mulheres. Todos estudaram e se formaram, casaram e constituíram família. As bonitas filhas Ceci e Zuleika permaneceram solteiras, apesar de muito assediadas por bons partidos. Acompanharam os pais com muita dedicação e exerceram com proficiência funções na Secretaria da Educação do Estado de Minas Gerais.

Assim que formou, Eusébio Tomás estabeleceu-se em Antônio Dias, com uma farmácia e fazia as vezes de médico, pois naquele tempo não os havia no lugar.

Construiu sua casa num terreno pegado ao de seu pai e todo seus filhos nasceram lá. A casa era de um estilo aproximado ao normando, grande e confortável.

Mudando-se para Belo Horizonte, fez mais tarde, depois dos 40 anos, o curso de Direito, ingressando na política e, atuando como deputado, prestou muitos serviços a zona que o elegeu. Em suma, tinha um grande prestígio em todo o Vale do Rio Doce, notadamente em Itabira, Antônio Dias, Sant’Ana de Ferros, São José da Lagoa, hoje Nova Era, São Domingos do Prata e outros.

Além de político, era pessoa de fino trato, sabendo relacionar-se com todos, com os compadres e com os humildes, adquirindo assim, além do prestígio, uma amizade singular em toda zona. Quando voltava a Antônio Dias, em visita aos pais e possivelmente para politicar, as visitas que recebia eram ininterruptas. Vinha gente de todo o município, a casa ficava repleta e Sá Donana (apelido da mãe de Eusébio, Anna Angélica) era inexcedível, atendendo a todos com cafezinho e com palavras amáveis, servindo mesmo refeição para aqueles que moravam longe ou eram pessoas ligadas por uma maior amizade ou pelo compadresco.

Assim é que Antônio Dias foi adquirindo foros de uma cidade tradicional, berço de pessoas ilustres, conservando, entretanto, o cunho de vida simples, de comunidade familiar, em que todos se conheciam e se tratavam sem etiquetas: ao contrário, não se dava senhoria para quase ninguém e havia um entrelaçamento de relações entre os mais afortunados e os de condições humildes ou mesmo pobres. Era a igualdade absoluta o que tornava a vila e mais tarde, a cidade, uma comunidade "suigeneris", onde todos se sentiam bem, inclusive os forasteiros, aqueles que por uma razão particular, ali se estabeleciam. "Muitos deles criavam raiz na terra e não mais se desligavam dela e do convívio de seu povo acolhedor", relatou Maria Cecília Maurício da Rocha, sobrinha de Eusébio e filha de José Tomás

O Título de Coronel

No dia 25/08/1888, aos 48 anos, através do apoio de amigos e do Partido Conservador, recebeu de sua majestade Dom Pedro II, o título de tenente-coronel da Guarda Nacional para a região da comarca de Piracicaba. O título de coronel, dado a civis no Brasil surgiu com a criação da Guarda Nacional, em 1832, por Diogo Antônio Feijó, também conhecido como Regente Feijó ou Padre Feijó.

O agraciado com o título teria a função de reunir milícias em casos de situação premente da ordem e da defesa nacional. O coronel era geralmente um grande proprietário de terras, poderoso chefe político que se impunha sobre a população na sua área de atuação. No entanto, coronel Fabriciano que era na verdade, tenente-coronel, nem teve tempo para exercer o cargo em sua plenitude, uma vez que recebeu o título um ano antes do fim do Império.

Coronel Fabriciano Felisberto de Britto impunha-se pela sua capacidade de liderança e trabalho. Preocupado com as questões sociais de seu tempo, buscou com o seu prestígio realizar obras que promovessem o bem-estar da população da cidade de Antônio Dias.

Além da luta pela emancipação, destacam-se como seus feitos a construção do primeiro grupo escolar do Baixo Piracicaba, o segundo de Minas Gerais, em 1909; Instalação de linha do telégrafo em 1920; Fundação da Santa Casa de Misericórdia da qual foi provedor até sua morte em 1920.

Por intermédio de seu filho, Eusébio Tomás de Carvalho Britto, deputado e membro da comissão responsável pela divisão administrativa de Minas Gerais, foi um dos responsáveis pela criação da Vila de Antônio Dias, em 1911, e do Distrito de Melo Viana em 1923, sendo este mais tarde batizado de coronel Fabriciano em sua referência e emancipado em 1948.

Além da criação de um Grupo Escolar, necessária para que fosse Antônio Dias fosse instalada, Fabriciano coordenou a construção do primeiro hospital e deu início às obras da Igreja Matriz.

Homenagens

No dia 17/04/1909, foi instalada em Antônio Dias a escola que leva desde então o nome do tenente-coronel. Pelo decreto-lei estadual nº 88, de 30/03/1938, o então distrito antoniodiense Melo Viana foi batizado com o nome de Coronel Fabriciano, emancipando-se em 27/12/1948. A carta-patente da nomeação de Fabriciano Felisberto de Britto a tenente-coronel da Guarda Nacional, assinada pelo imperador Dom Pedro II em 1888, foi tombada como patrimônio cultural fabricianense através do decreto municipal nº 1.033, de 31/03/1997.

Falecimentos

Fabriciano Felisberto veio a falecer no dia 28/06/1921 e a esposa Anna Angélica de Carvalho Britto, dia 21/05/1936. O casal encontra-se sepultado na Capela São Geraldo, em Antônio Dias, MG, construída pelo coronel para mausoléu da família.

Após a reforma da capela, em meados da década de 1970, seus restos mortais, juntamente com os de sua esposa, foram transladados para o interior do templo.

Curiosidades Sobre Coronel Fabriciano Felisberto


  • Fabriciano antes de tornar-se um próspero e influente comerciante, teve uma modesta fábrica de sapatos, onde executava o ofício de sapateiro e trabalhava junto com seus empregados na cidade de Antônio Dias, ou melhor, Antônio Dias Abaixo.
  • Fabriciano era um homem muito religioso era um dever sagrado seu rezar o terço com a família todas as noites às 21:00 hs e de hábitos simples e rígido.
  • Depois da ladainha em latim servia leite quente com biscoitos, servido pela esposa e se recolhia. Era um apaixonado leitor de jornais que chegavam à antiga vila de Antônio Dias Abaixo duas vezes por semana.
  • Almoçava sempre às 09:00 hs da manhã; fazia a siesta deitado num banco da varanda; continuava a ler; atendia todos os pedidos; tratava dos assuntos políticos; e dava suas voltas conversando com conhecidos.
  • Filho de um professor, José Antônio de Britto, quando jovem Fabriciano fez promessa de nunca mais pegar em baralho, depois de perder no carteado 14 mil réis, uma vultosa quantia para a época. Sua esposa, Anna Angélica, dirigia a casa, cuidava dos filhos, fazia biscoitos para vender na loja, e costurava calças e camisas para os fregueses.
  • A Loja Grande era o nome do comércio de Fabriciano e, segundo anúncio publicado em 1903 no Correio de Itabira, possuía "um completo e variado sortimento de fazendas, ferragens, armarinho, roupas feitas, calçados, chapeos (sic) de sol e de cabeça, molhados, louças, kerozene (sic) e muito outros artigos".
  • Nesse tempo, o homem mais rico e poderoso da antiga vila de Antônio Dias Abaixo, o coronel Manoel de Barros de Araújo Silveira, viria a ter grande influência na vida de Fabriciano.
  • Sua segunda esposa, após a morte de Clara de Ataíde Barros (que morreu bem nova), foi Maria Tomásia de Carvalho, irmã de Anna Angélica. Assim, ao tornar-se concunhado de Fabriciano, cresceu um forte laço de amizade entre os dois.
  • Foi o coronel Manoel de Barros, que tinha sido deputado da província mineira durante o Império, que emprestou dinheiro para Fabriciano comprar sua primeira escrava, Luisa. Sabe-se, também, que a casa de Fabriciano, que ficava à direita da igreja de Nossa Senhora de Nazaré, era um ponto de venda de leite. Segundo a autora, as vacas do avô "não primavam pela robustez".
  • A medição de cada garrafa, vendida ao preço de cem réis, era feita pelo próprio Fabriciano, que não suportava retardatários, já após tal obrigação, era absorvido pela leitura dos jornais.
  • A propósito da promessa de Fabriciano (que comprou o título de coronel da Guarda Nacional, hábito comum na época) de nunca mais pegar em baralho e que tal fato marcou a personalidade do futuro chefe político, tornando-o mais rígido na educação dos filhos. Certa noite, notando as ausências de José Tomás e Eusébio (já casados) saiu à procura deles e os encontrou na mesa de baralho. Irritado, esbravejou: "Isto são horas de pais de família estar na rua jogando?". Sem dizer nada, os dois saíram acompanhando o pai. Detalhe: eram dez horas da noite.

Nico Fagundes

ANTÔNIO AUGUSTO DA SILVA FAGUNDES
(80 anos)
Advogado, Ator, Compositor, Poeta e Apresentador de Televisão

☼ Alegrete, RS (04/11/1934)
┼ Porto Alegre, RS (24/06/2015)

Antônio Augusto da Silva Fagundes, conhecido como Nico Fagundes, foi um poeta, compositor, ator, advogado e apresentador de televisão brasileiro.

Filho de Euclides Fagundes e Florentina da Silva Fagundes, formado em direito, pós-graduado em História do Rio Grande do Sul e mestre em Antropologia Social. Todos os seus cursos foram realizados na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Reconhecido na cultura gaúcha, premiado diversas vezes como poeta, novelista, compositor, autor e ator de teatro, televisão e cinema. Apresentou pela RBS TV, afiliada da TV Globo, o programa "Galpão Crioulo", com uma das maiores audiências da televisão gaúcha.

O "Canto Alegretense", canção cujos versos são de sua autoria, é mais cantado que o próprio hino de Alegrete.

Nico Fagundes é respeitado como autoridade em folclore gaúcho, história do Rio Grande do Sul, antropologia, religiões afro-gaúchas, indumentária do Rio Grande, cozinha gauchesca e danças folclóricas. Além disso, sempre deu a devida importância à dupla ligação da cultura gaúcha com o outro Brasil e com os países do Prata. Tornou-se, assim, com o tempo e apoiado em uma biblioteca preciosa, um estudioso sério, respeitado e aclamado no Rio Grande do Sul, no Uruguai e na Argentina, conferencista bilíngue e autor de inúmeras obras de consulta obrigatória para estudiosos na área.


Entretanto, sua face menos conhecida também é sua face mais antiga, a de poeta.

Em 1954 mudou-se para Porto Alegre, RS, e é como poeta que é apresentado ao 35 CTG, por Lauro Rodrigues, e nunca deixou de fazer verso. Tornou-se amigo e companheiro de Waldomiro Souza, Horácio Paz, João Palma da Silva, Amandio Bicca, Niterói Ribeiro, Luiz Menezes, José Hilário Retamozo, Hugo Ramirez, João da Cunha Vargas, ou seja, a fina flor da poesia gauchesca da época, que frequentava o rodeio do 35 CTG, às quartas de noite e aos sábados de tarde, na Avenida Borges de Medeiros, no quinto andar da FARSUL.

Conheceu então e tornou-se amigo de Jayme Caetano Braun, cujo ingresso no 35 CTG apadrinhou.

Seu encontro, por esta época, com Glaucus Saraiva foi histórico: vinham de uma briga pelos jornais, mas quando se encontraram, foi admiração à primeira vista, uma amizade tão forte que nem a morte de Glaucus conseguiu interromper.

Pelas páginas do Jornal "A Hora" lançou Jayme Caetano Braun e dois moços que estavam aparecendo com muita força: Aparício Silva Rillo e José Hilário Retamozo. O prestígio que emprestava à obra de outros poetas não fez com que descurasse de sua própria poesia.


Nico Fagundes ganhou prêmios e concursos em Vacaria, Alegrete e em Porto Alegre.

Seu primeiro livro de versos chama-se "Com a Lua na Garupa" e o segundo "Ainda Com a Lua na Garupa". O terceiro tem o nome de "Canto Alegretense", nome tirado da canção famosa cujos versos escreveu. Aliás, neste livro aparecem muitas letras das suas canções mais famosas dentre as 370 gravadas e regravadas por vários intérpretes e parceiros.

Nico Fagundes foi um dos fundadores da Confraria dos Cavaleiros da Paz, atualmente Embaixadores da Tradição e do Folclore do Rio Grande do Sul. Aceitou o desafio de um conterrâneo para refazer a cavalo, caminhos antes traçados pela guerra. No dia 01/06/1990, no comando da primeira grande Cavalgada, Nico Fagundes ponteava e soltava o grito "De a cavalo, indiada!", brado que marcaria todas as cavalgadas sob seu comando.

Em 2000, Nico Fagundes sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC), mas se recuperou. Em 2010, chegou a ficar em coma induzido após uma infecção geral no organismo. Dois anos depois, voltou à UTI pelo mesmo problema.

Morte

Nico Fagundes morreu na noite de quarta-feira, 24/06/2015, aos 80 anos, no Hospital Ernesto Dornelles, em Porto Alegre, RS. Ele estava internado há cerca de um mês por conta de uma infecção respiratória e em decorrência de complicações, teve constatada falência múltipla de órgãos. O óbito foi constatado às 21:10 hs na UTI do hospital, informou a instituição. As causas da morte não foram divulgadas a pedido da família.

O corpo de Nico Fagundes começou a ser velado às 8:00 hs de quinta-feira, 25/06/2015, no Salão Negrinho do Pastoreio, no Palácio Piratini, em Porto Alegre, RS. O velório foi aberto ao público, e o sepultamento ocorreu às 18:00 hs, no Cemitério João XXIII, também na capital.

Filmografia

Televisão

  • 1985 - O Tempo e o Vento ... Bento Gonçalves (TV Globo)

Cinema

  • 2001 - Lua de Outubro
  • 2000 - A Cobra de Fogo
  • 1976 - A Quadrilha do Perna Perna Dura
  • 1973 - O Negrinho do Pastoreio
  • 1971 - Ana Terra

Fonte: Wikipédia

Pedro Camargo

PEDRO GERALDO CAMARGO ROCHA
(74 anos)
Letrista, Publicitário, Tarólogo, Professor, Pianista, Ator e Cineasta

☼ São Paulo, SP (08/04/1941)
┼ Rio de Janeiro, RJ (24/06/2015)

Pedro Camargo foi um letrista, publicitário, tarólogo, professor, pianista, ator e cineasta. Nascido em São Paulo, em 08/04/1941, Pedro Geraldo Camargo Rocha foi para o Rio de Janeiro aos três anos. Era filho único do segundo casamento da mãe, mas teve cinco irmãos de um casamento anterior. O primeiro contato com a arte veio através da música, nas aulas de piano que a mãe insistia que fizesse. Aos 7 anos, foi apresentado ao cinema por uma amiga vizinha que trouxe uma câmera de 8 milímetros, ancestral da Super 8, e um projetor dos Estados Unidos.

Entre 1949 e 1952, estudou piano com Vera Bertucci, Nise Obino e Lúcia Branco.

Em 1959, compôs a trilha sonora para a peça "O Sol Gira Em Torno da Terra", de Andrej Widrzinski, com direção de Francisco Fernandes, encenada no Teatro do Pen Clube do Brasil, no Rio de Janeiro.

No início dos anos 60, mudou-se para Bauru, São Paulo, onde uma das irmãs morava. Estagiou na TV Bauru onde teve contato com Walter Avancini, Antonino Seabra, David Grinberg.

Em 1960, frequentou os seminários de dramaturgia do Teatro de Arena. Por essa época, integrou o elenco do Teatro Jovem no Rio de Janeiro.

No ano de 1961, escreveu, dirigiu e compôs as músicas da tele-peça "Para Viver Amanhã", apresentada no programa "Teledrama Continental", da TV Continental, canal 9 do Rio de Janeiro.

Em 1963, compôs o tema musical do programa de televisão "O Show é o Rio", escrito por Oduvaldo Vianna Filho, Dias Gomes, Armando Costa e Antônio Carlos Fontoura, com direção de Flávio Rangel, na TV Excelsior, canal 7 do Rio de Janeiro. Neste mesmo ano de 1963, compôs o tema musical do programa infantil "Brincando de Show", na TV Excelsior, canal 7.


Em 1964, teve a sua primeira música gravada "Sozinha de Você", em parceria com Durval Ferreira, interpretada por Tita. Nessa época, compôs com vários parceiros, entre eles, Durval Ferreira, Eumir Deodato, José Ari e Ugo Marota, diversos jingles para a agência de publicidade Tempo Produções Artísticas e seus clientes Coca-Cola, Manchete, Fatos & Fotos e Ponto Frio.

Em 1965, foi lançada a primeira gravação de "Chuva" (Pedro CamargoDurval Ferreira), no disco "Os Gatos", com arranjos de Eumir Deodato e solo de Maurício Einhorn. Neste mesmo ano, a música foi vertida para o inglês por Ray Gilbert com o nome "The Day It Rained". Mais tarde, a canção seria regravada por vários artistas, entre eles, Sylvia Telles, Wilson Simonal, Zimbo Trio, Samba Trio, Claudette Soares, Manfredo Fest Trio, Mitchel & Ruff, Dick Farney, Baden Powell, Maurício Einhorn, Maestro Gaya, Milt Jackson, Sarah Vaughn e Emílio Santiago.

No ano de 1966, compôs com Durval Ferreira a canção infantil "ABC" para o filme "Adorável Trapalhão", de J. B. Tanko, com Renato Aragão. Também em 1966 passou a integrar o quadro da American Society Of Composers And Publishers (ASCAP).

Em 1967, Roberto Carlos interpretou "É Tempo de Amar" (Pedro Camargo e José Ari) no disco "Roberto Carlos em Ritmo de Aventura". A música ainda ganhou uma versão para o italiano, "Tempo Di Sapere Amore", incluída no Lado B do compacto simples do "Festival de San Remo", vencido por Roberto Carlos com "Canzone Per Te".

No ano de 1968, Elizeth Cardoso no LP "Momentos de Amor", interpretou de sua autoria "Chuva".

Em 1969, sua composição "Chuva" foi tema do filme "Os Paqueras", de Reginaldo Farias.

Em 1976, entrou em contato com o tarô pelo livro "Um Novo Modelo do Universo", do filósofo russo P. D. Ouspensky.

No ano de 1979, escreveu, dirigiu e compôs a música para o curta-metragem "Celacanto Provoca Lerfá-um!", premiado no Festival de Brasília e no Festival de Penedo. Neste mesmo ano, compôs o tema musical "Circo", para seu filme "Amor e Traição", ou "A Pele do Bicho".

Em 1981, seu longa-metragem "Amor e Traição" representou oficialmente o Brasil na XVII Mostra Internacionale del Nuovo Cinema di Pesaro, na Itália. Mais tarde, o filme participou de 14 mostras internacionais.


Entre seus vários intérpretes estão Tito Madi e Dóris Monteiro, em "Verdade em Paz" (Pedro Camargo e Durval Ferreira); Os Gatos, em "O Show é o Rio", "Novo Sol", "Porque Somos Iguais" e "Verdade em Paz", todas em parceria com Durval Ferreira; Emílio Santiago, em "Porque Somos Iguais"; Capitão Aza e Martinha, em "ABC" (Pedro Camargo e Durval Ferreira); Rosana Toledo e Eumir Deodato, em "Encanto Triste" (Pedro Camargo e Durval Ferreira); Os Cariocas, em "Razão de Voltar" (Pedro Camargo e José Ari) e vários conjuntos da Jovem Guarda, inclusive Lafayette e Seu Conjunto, em "Tempo de Amar" (Pedro Camargo e José Ari).

Como publicitário, integrou os quadros das agências Organização Brasileira de Rádio (OBRA), Denison Propaganda e McCann-Erickson Publicidade, trabalhando como redator, diretor de comerciais e compositor de jingles.

Dirigiu cinco filmes de longa-metragem, entre eles "Amor e Traição" e alguns curtas-metragens, tendo sido contemplado com prêmios e menções honrosas no Brasil e no exterior.

Ministrou cursos de iniciação de cinema e foi o criador da primeira oficina de formação de atores para o cinema no Brasil.

Em 1983 começou a praticar o Tarô.

Em 1986, Pedro Camargo começou a dar aulas na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Ele inicialmente substituiu o cineasta Sílvio Tendler na disciplina "Cinedocumentário". Depois, foi convidado pelo Departamento de Comunicação da universidade para assumir a cadeira "Introdução ao Cinema" que lecionou até 2011.

Lecionou também "Interpretação Para Cinema", no Curso de Formação de Atores da Faculdade da Cidade.

Também atuou como professor de Análise de Filmes e Prática Cinematográfica no Curso de Graduação em Cinema da Universidade Estácio de Sá, no Rio de Janeiro.

Em 1991, foi editor da versão brasileira da revista espanhol "Año Zero" por um ano. Frequentou encontros da Organização Nova Consciência, em Campina Grande, PB, entre outros eventos para debater a prática, como o Fórum Nacional do Tarô.

Em 1992 Pedro Camargo publicou, pela Editora Nova Era, "Iniciação ao Tarô", também traduzido para o espanhol.

Morte

Pedro Camargo morreu na madrugada de quarta-feira, 24/06/2015, aos 74 anos, vítima de complicações de cirrose hepática, doença da qual se tratava há anos. O velório ocorrerá a partir das 14:00 hs de quinta-feita, 25/06/2015, e a cremação às 18:00 hs, no Memorial do Carmo.

Indicação: Miguel Sampaio

Cristiano Araújo

CRISTIANO MELO ARAÚJO
(29 anos)
Cantor, Compositor e Instrumentista

☼ Goiânia, GO (24/01/1986)
┼ Goiânia, GO (24/06/2015)

Cristiano Melo Araújo foi um cantor, instrumentista e compositor brasileiro de música sertaneja. O cantor ficou famoso pela sua voz, com timbre forte, e por alguns singles que estouraram nas rádios como "Efeitos" (2011), "Mente Pra Mim" (2012), "Maus Bocados" (2013) e "É Com Ela Que Eu Estou" (2014).

1989 - 2009: Infância e Adolescência

Natural da cidade de Goiás, GO, Cristiano Melo de Araújo teve desde criança a influência da música sertaneja. Cantor por natureza, pois a música estava no sangue, vindo de família, desde seus bisavós, avós, pais e tios que sempre estiveram no meio da música, uma tradição que já dura quatro gerações.

Logo aos 3 anos, já mostrava o dom que fez com que seu pai percebesse que Cristiano Araújo teria um futuro artístico, pois mesmo sem falar direito, já era afinado, e conseguia cantar no compasso da melodia.

Era irmão de Ana Cristina Melo Araújo e Felipe Araújo. Era pai de João Gabriel e Bernardo.

Aos 6 anos de idade, ganhou dos seus pais, João Reis Araújo e Zenaide Melo, seu primeiro violão, no qual fez seus primeiros acordes, e aos nove anos, começou a fazer apresentações em público, participando de festivais, se apresentado em festas e comemorações.

Começou a compor muito cedo, e aos dez anos fez sua primeira composição, daí em diante, foi-se aperfeiçoando a cada dia escrevendo músicas, e assim passou a ser procurado por artistas interessados em suas composições.

Aos 13 anos, gravou seu primeiro CD com 5 músicas para participar do Festival do Faustão, onde ficou entre os seis melhores da região centro oeste, ganhando o direito de gravar uma faixa no CD "Jovens Talentos". Isso tudo fez com que as portas se abrissem para uma carreira promissora, fazendo shows em campanhas políticas, se apresentando em programas de televisão e participando de grandes eventos.

Continuou com sua carreira solo até os 17 anos, quando resolveu cantar em duplas, nesse período, que durou aproximadamente seis anos, gravou alguns trabalhos em vídeos e CDs, não conseguindo o êxito esperado, mas amadurecendo como artista a cada dia.

2010 - Presente: Consagração Nacional

Em 2010, resolveu seguir novamente carreira solo com um projeto mais ousado e diversificado, preparando a gravação de um CD e DVD com participações de grandes artistas de renome nacional.

Em janeiro de 2011, o projeto foi concretizado, intitulado "Efeitos", com participações de grandes cantores, como Jorge, da dupla Jorge & Mateus, Gusttavo Lima e Humberto & Ronaldo, dentre outros.

A partir daí, as coisas começaram a acontecer, com a explosão da música "Efeitos", de sua autoria, gravada com o amigo e companheiro de longa data Jorge, e já na primeira semana de divulgação na internet, as visualizações foram incontáveis, totalizando em pouco tempo, mais de 5 milhões de acesso, nos vários vídeos postados. Com isso, a procura de contratantes pelo Brasil aumentou, proporcionando a média de mais de 20 shows por mês em todo território nacional.

Agora, o mais novo fruto desse trabalho, foi a participação de Cristiano Araújo no programa "Domingão do Faustão", no qual foi premiado por votação direta do público e garantiu a sua participação em um dos maiores festivais sertanejos do Brasil, o Sertanejo Pop Festival 2012 realizado em São Paulo.

Em 2012, lançou seu segundo álbum ao vivo, intitulado "Ao Vivo em Goiânia", com participações de Bruno & Marrone, Fernando & Sorocaba, Israel & Rodolffo, seu pai João Reis, entre outros.

Em 02/08/2012, foi preso por excesso de barulho em festa em um condomínio horizontal de luxo na região sul de Goiânia. A polícia foi acionada às 4:30 hs da manhã devido ao som alto em uma festa em sua casa. Permaneceu por mais de sete horas na delegacia e foi solto mediante fiança. No momento da prisão, seu filho, na época com 4 anos, estava presente.

Em 2013, Cristiano Araújo, lançou o CD "Continua", com 20 novas músicas entre elas: "Maus Bocados", "Caso Indefinido", "Continua", dentre outras, e começou a fazer o Tour Continua pelo Brasil

Morte

Cristiano Araújo morreu na quarta-feira, 24/06/2015, vítima de um grave acidente automobilístico. Ele voltava de um show em Itumbiara, a 200 km de Goiânia, por volta das 3:00 hs, quando o veículo em que ele estava, um Range Rover, capotou, na BR-153, entre as cidades de Goiatuba e Morrinhos, em Goiás. A namorada do cantor, Allana Coelho Pinto de Moraes, de 19 anos, não resistiu aos ferimentos e faleceu no local.

Já o sertanejo foi socorrido em estado grave e levado ao Hospital Municipal de Morrinhos, onde recebeu os primeiros atendimentos. Em seguida, foi transferido em uma Unidade de Terapia Intensiva Móvel para o Hospital de Urgências de Goiânia (HUGO).

Ao dar entrada no Hospital de Urgências de Goiânia, foi confirmado o falecimento do cantor Cristiano Araújo. Os bombeiros fizeram atendimento emergencial e o transporte de Goiatuba para Goiânia, porém Cristiano Araújo não resistiu.

Além do sertanejo e da namorada, outras duas pessoas seguiam no veículo, o segurança Ronaldo Ribeiro, que dirigia o veículo, e o empresário Victor Leonardo, que tiveram ferimentos leves e passam bem.

Cristiano Araújo e a namorada Allana Moraes
O corpo de Allana Moraes foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) de Morrinhos.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que as causas do acidente ainda são apuradas. "Fizemos um levantamento no veículo, que é do ano de 2015, e ele estava em perfeitas condições. A suspeita inicial é que o motorista tenha dormido ao volante, mas tudo isso ainda é devidamente apurado", afirmou o inspetor Newton Moraes.

Segundo o empresário, o cantor costumava viajar com um motorista particular para que "pudesse dormir após o show" e não precisasse dirigir. Ele ressaltou, ainda, que o condutor "é experiente e acostumado a guiar de madrugada".

O próximo show de Cristiano Araújo estava marcado para acontecer na noite de quarta-feira, 24/06/2015, em Caruaru, PE.

O velório de Cristiano Araújo ocorrerá por volta das 16:00 hs de quarta-feira, 24/06/2015, no palácio da música do Centro Cultural Oscar Niemeyer, em Goiânia. A cerimônia será aberta ao público, segundo informação da assessoria de imprensa da instituição. A princípio, a cerimônia iria acontecer no Ginásio Internacional Goiânia Arena, mas foi transferida por causa de reformas que acontecem no local, segundo a assessoria do cantor.

O sepultamento de Cristiano Araújo ocorrerá na quinta-feira, 25/06/2015, às 11:00 hs no Cemitério Parque Jardim das Palmeiras, na Rua Armogaste José Silveira, 100 - Setor Centro Oeste, Goiânia, GO.

Discografia

Em Estúdio
  • 2013 - Continua

Ao Vivo
  • 2011 - Efeitos Tour 2011
  • 2012 - Ao Vivo em Goiânia
  • 2014 - In The Cities - Ao Vivo em Cuiabá

DVDs
  • 2011 - Efeitos Tour 2011
  • 2012 - Ao Vivo em Goiânia
  • 2014 - In The Cities - Ao Vivo em Cuiabá

Turnês
  • 2011 - 2012 - Efeitos Tour
  • 2013 - Maus Bocados Tour

Singles
  • 2011 - Efeitos
  • 2012 - Me Apego
  • 2012 - Você Mudou
  • 2012 - Bara Bara
  • 2012 - Mente Pra Mim
  • 2013 - Caso Indefinido
  • 2013 - Maus Bocados
  • 2014 - Faz a Felicidade Voltar! (Será)
  • 2014 - Cê Que Sabe
  • 2014 - É Com Ela Que Eu Estou
  • 2015 - Hoje Eu Tô Terrível

Fonte: Wikipédia e G1
Indicação: Aretuza Carvalho

Vera Brasil

VERA LELOT
(80 anos)
Cantora, Compositora e Violonista

☼ São Paulo, SP (07/05/1932)
┼ Araçoiaba da Serra, SP (18/07/2012)

Vera Brasil, nome artístico de Vera Lelot, foi uma cantora, compositora e instrumentista brasileira.

Com o nome artístico de Vera Brasil, ideia do pai Ulysses Lelot Filho, um compositor que assinava suas músicas como Sivan Castelo Neto e que, mais tarde, acabaria sendo parceiro musical da própria filha, passou a compor na década de 1950, sendo logo associada à bossa nova.

Começou a estudar violão aos 16 anos de idade. Alguns anos depois, dedicou-se ao canto e ao estudo de teoria musical com Miguel Arguerons.

Teve seu primeiro trabalho registrado em 1954, quando seu samba-canção "Três Palavras", composto em parceria com seu pai Silvan Castelo Neto, foi gravado por Mário Martins.

Em 1958, sua música "O Menino Desce o Morro" foi gravada por vários intérpretes, como Myriam Ribeiro, Geraldo Cunha, entre outros.

Vera Brasil participou de diversos festivais de Música Popular Brasileira, no Brasil e em outros países da América do Sul. 

Ao todo, escreveu mais de cem canções, algumas gravadas por artistas ilustres, como Elis Regina ("Eu Só Queria Ser"), Maysa ("O Menino Desce o Morro"), Jair Rodrigues ("Inaê") e Elizeth Cardoso ("Canto de Partir").


Como cantora, fez sua estréia em 1964, com o LP "Tema do Boneco de Palha", lançado pela gravadora Farroupilha. O título deste LP foi tirado da faixa do mesmo nome, gravação de uma de suas mais conhecidas canções, composta em parceria com seu pai. A partir desta data, começou a apresentar-se em shows e programas de televisão.

Em 1965, classificou-se em 3º lugar no I Festival Nacional de Música Popular, na TV Excelsior de São Paulo, com "Eu Só Queria Ser" (Vera Brasil e Myriam Ribeiro), interpretada por Claudette Soares.

Em 1966 obteve o 2º lugar no II Festival Nacional de Música Popular, na TV Excelsior de São Paulo, com "Inaê" (Vera Brasil e Maricene Costa), interpretada por Nilson.

Em 1967, Vera Brasil viajou em turnê para Portugal.

Vera Brasil foi diretora musical do espetáculo "Musicanossa", apresentado no Teatro de Arena de São Paulo, em 1968.

Em 1983, com a cantora Márcia e a pianista Maria Eugênia Pacheco de Brito, criou a Escola Play (Centro Audiovisual de Música). 

Como arranjadora e violonista, abriu em São Paulo na década de 1980 uma escola na qual criou seu próprio método de ensino, onde dava aulas usando técnicas de audiovisual.


Em 2002, após trinta anos afastada dos palcos, apresentou-se no Vinicius Piano Bar, no Rio de Janeiro. Foi homenageada num show, por vários artistas, entre os quais Gilberto Gil.

Em 2008, gravou o programa "Ensaio", da TV Cultura.

Nos últimos anos de sua vida, viveu numa chácara em Araçoiaba da Serra, no interior paulista.

Vera Brasil, além de musicista, chegou a ser secretária, professora de inglês, decoradora de interiores, fotógrafa e astróloga. Fazia ioga e tinha interesse por esoterismo e ficção científica.

Vera Brasil havia quebrado a bacia numa queda. Morreu na quarta-feira, 18/07/2012, aos 80 anos, vítima de complicações de saúde. Solteira, não teve filhos. Deixou o irmão, Berto Filho, jornalista.

Ela foi sepultada em cerimônia simples, entre parentes e amigos, no cemitério de Araçoiaba da Serra, no interior paulista, no dia 19/07/2012.

"Fica a lembrança de sua cultura musical e intelectual imensa, da multiplicidade do seu talento nas várias atividades que empreendeu, da sua importância na bossa nova e a saudade de sua presença companheira e solidária, na defesa dos direitos dos músicos e compositores!"
(Berto Filho, irmão de Vera Brasil)

Berto Filho entregou partituras de 70 músicas de Vera Brasil, além do violão Del Vecchio e a flauta doce Armstrong, ao maestro Rubens Gouvea, diretor da Orquestra Sinfônica de Araçoiaba da Serra, com o objetivo de perenizar a obra da cantora.

Discografia

  • 1964 - Tema do Boneco de Palha (Gravadora Farroupilha, LP)

Indicação: Carlos da Terra

Carlinhos

LUÍS CARLOS NUNES DA SILVA
(77 anos)
Jogador e Técnico de Futebol

☼ Rio de Janeiro, RJ (19/11/1937)
┼ Rio de Janeiro, RJ (22/06/2015)

Luís Carlos Nunes da Silva, mais conhecido como Carlinhos, foi um futebolista e treinador brasileiro, que dedicou toda sua vida profissional ao Flamengo. Técnico com passagens sempre vitoriosas pelo clube carioca, dirigiu o time no título nacional 1992, comandando craques como Zico, Bebeto, Leandro, Renato Gaúcho e Júnior, entrando para a galeria eterna dos heróis rubro-negros.

Carreira Como Jogador

Carlinhos foi um dos maiores jogadores da história do futebol brasileiro segundo principais jornais e revistas do esporte, atuava como meia e jogou no Flamengo de 1958 a 1969. Neste período, participou das conquistas de dois campeonatos estaduais e do Torneio Rio-São Paulo de 1961, o único vencido pelo rubro-negro.

Logo no início da carreira, recebeu em 20/01/1954, simbolicamente, as chuteiras do jogador Biguá, destaque do Flamengo na época e que estava encerrando sua carreira.

Carlinhos foi um dos poucos jogadores a ganhar o Prêmio Belfort Duarte, por nunca ter sido expulso de campo. Sua forma de jogar com grande classe e o toque de bola refinado o valeram o apelido de "Violino". É apontado como um dos melhores jogadores de meio campo de todos os tempos do futebol brasileiro.

O ex meio-campista, apesar de sua qualidade, foi um dos atletas injustiçados por nunca terem tido uma sequência na Seleção Brasileira, tendo disputado apenas uma partida com a camisa canarinho, no ano de 1964 contra a Seleção de Portugal, em uma época onde a maior parte dos craques da Seleção e jogadores de maior visibilidade jogavam no Santos e no Botafogo. Na referida partida, outro rubro-negro esteve em campo junto com Carlinhos, foi Aírton Beleza, centroavante que fez dupla central de ataque com Pelé. A Seleção Brasileira saiu vitoriosa do Maracanã naquele dia.

Dois anos antes, nos preparativos para a Copa do Mundo de 1962, o então treinador da Seleção Brasileira, Aymoré Moreira, convocou 41 jogadores para a pré-preparação, destes, apenas 22 iriam ao Chile. Ocorre que, para dar equilíbrio entre os selecionados do Rio de Janeiro e São Paulo, a comissão técnica preferiu levar, como reserva de Zito, o Zequinha, do Palmeiras, ao invés de Carlinhos Violino, a grande sensação do momento.

Um dos grandes momentos de Carlinhos como jogador foi o Fla-Flu decisivo do campeonato de 1963, quando liderou o time no empate de 0x0 que deu o título ao Flamengo. Naquele jogo, no dia 15/12/1963, registrou-se o maior público em um jogo oficial entre dois clubes no futebol mundial: 177.020 pagantes e 16.947 não pagantes são os números registrados daqueles que lotaram o Maracanã, embora hajam especulações de que o total de torcida presente foi de cerca de 200.000 espectadores.

Carreira Como Treinador

Como treinador, Carlinhos chegou a treinar outros clubes, porém, a sua paixão pelo Flamengo resultaria em, nada mais, nada menos, do que sete passagens pela Gávea.

É verdade que muitas vezes foi usado como um técnico "tampão", porém, entre 1991-1993, começou a ganhar respeito ao trazer para a Gávea um improvável troféu de campeão brasileiro em 1992, o quinto do Flamengo. Vale lembrar que Carlinhos foi o técnico do último título brasileiro do século XX do Flamengo e da última conquista internacional, a Copa Mercosul em 1999.

Sua última passagem pelo Flamengo como técnico ocorreu entre maio e outubro de 2000, época em que conquistou a Taça Rio e logo depois o bicampeonato estadual.

Ao longo da brilhante carreira como profissional disputou 880 partidas: 517 como jogador e 313 como técnico.

Em 12/02/2011, Carlinhos foi homenageado pelo Flamengo, com a inauguração de um busto e uma praça na sede social do clube, no bairro da Gávea.

No Brasil, dirigiu também o Guarani de Campinas e o Clube do Remo, do Pará.

Há quem afirme que Carlinhos, e não o Andrade (com o penta do Flamengo em 2009), tenha sido o primeiro negro a conquistar, como técnico de futebol, o Campeonato Brasileiro. Porém Carlinhos pode ser identificado como mestiço e não necessariamente negro.

Morte

Anos antes de falecer, Carlinhos já sofria com problemas de saúde. A elevação da taxa de ácido úrico causou problemas de cicatrização, obrigou a amputação de um dedo do pé, gerou complicações no sistema circulatório, perda de memória e, além disso, complicações na carótida e a necessidade de colocar pontes de safena. Ele morreu na madrugada do dia 22/06/2015, aos 77 anos, vítima de insuficiência cardíaca.

Títulos

Flamengo Como Jogador
  • 1958 - Torneio Internacional de Israel
  • 1959 - Torneio Hexagonal de Lima
  • 1959 - Torneio do Início
  • 1961 - Torneio Rio-São Paulo
  • 1961 - Torneio Internacional de Verão Uruguai
  • 1962 - Torneio Internacional da Tunisia
  • 1963 - Campeonato Carioca
  • 1964 - Troféu Naranja
  • 1965 - Campeonato Carioca
  • 1965 - Torneio Gilberto Alves
  • 1968 - Troféu Mohammed IV
  • 1968 - Troféu Restelo


Flamengo Como Treinador
  • 1987 - Módulo Verde (Copa União)
  • 1988 - Taça Guanabara
  • 1991 - Taça Rio
  • 1991 - Campeonato Carioca
  • 1992 - Campeonato Brasileiro
  • 1992 - Taça dos Campeões Brasileiros (Taça Brahma)
  • 1992 - Troféu Eco-92
  • 1993 - Troféu Libertad
  • 1993 - Troféu Raul Plasmann
  • 1994 - Torneio Internacional de Kuala Lumpur
  • 1994 - Copa Pepsi Cup'94
  • 1999 - Campeonato Carioca
  • 1999 - Taça Guanabara
  • 1999 - Copa Mercosul
  • 2000 - Campeonato Carioca
  • 2000 - Taça Rio


Fonte: Wikipédia
Indicação: Miguel Sampaio

Zito

JOSÉ ELY DE MIRANDA
(82 anos)
Jogador de Futebol

☼ Roseira, SP (08/08/1932)
┼ Santos, SP (14/06/2015)

José Ely de Miranda, mais conhecido por Zito, foi um futebolista brasileiro que iniciou a carreira pelo Esporte Clube Taubaté atuando na posição de volante.

Zito nasceu no dia 08/08/1932 em meio ao auge da Revolução Constitucionalista de São Paulo, a hoje cidade de Roseira nem era município, pertencia ainda à cidade de Aparecida. Somente na metade da década de 60, a cidade foi emancipada. No entanto quando isto aconteceu, o seu filho e cidadão mais ilustre já atuava há um tempo com a tarja de capitão da equipe do Santos, sendo reconhecido como um dos melhores da posição no planeta, além de ser bicampeão mundial com o Santos e com a Seleção Brasileira.

Quando pequeno José Ely era chamado por seu familiares de "Joselito", porém, em meio aos amigos, para simplificar ainda mais a alcunha, passou a ser chamado de "Zito", apelido pelo qual é mundialmente conhecido até os dias de hoje.

A carreira de jogador de futebol de Zito começou aos 16 anos exatamente no Vale do Paraíba. Com 19 anos ele desfilava toda a sua técnica pelos gramados da região, sendo considerado o melhor volante de todo o Vale do Paraíba. Era um volante cheio de técnica, moderno para sua época, distante dos volantes que só sabiam destruir jogadas. Zito era daqueles jogadores que sabiam atacar e defender da mesma forma, sempre com classe e maestria.

Neste período Zito disputava muitos jogos pela equipe do Taubaté, inclusive participava do Campeonato Paulista. Por indicação acabou sendo contratado pelo Santos Futebol Clube e desembarcou na Vila Belmiro às vésperas de completar 20 anos de idade, no dia 15/06/1952.


A estréia do volante com a camisa do Santos aconteceu em 30/06/1952 no amistoso realizado contra o time carioca do Madureira, vencido pelo time santista por 3x1. Durante um bom tempo Zito foi reserva do saudoso Formiga e nesta condição conquistou seu primeiro título com a camisa do Santos, o Campeonato Paulista de 1955.

Em 1956, Zito já havia conquistado a condição de titular na equipe do Santos, sendo notável e impressionante seu senso de organização no meio-campo. O jogador também se destacava na liderança, respeitado naturalmente por seu companheiros, dentro e fora do campo. Neste ano de 1956 conquistou novamente o título do Campeonato Paulista, fato que se repetiu em muitos outros anos.

Mas, ainda na década de 50, surgiu na Vila Belmiro um menino chamado Pelé, que como todos nos sabemos se tornou o melhor jogador de futebol de mundo. No entanto, Zito nunca se fez de rogado quando precisava dar uma bronca em Pelé, mesmo quando ele já era de fato o Rei do Futebol.

Para o volante não importava quem estava ao seu lado. Se não estivesse jogando bem, Zito utilizava sua liderança inata para chamar a atenção do companheiro. Era muito comum observá-lo dando gritos de incentivo aos seus companheiros a fim de que a equipe marcasse mais gols, mesmo com o placar já bem dilatado a favor do Santos, com a vitória garantida.

Zito tinha a permissão do técnico Lula para ser o grande orientador da equipe dentro das quatro linhas. Ele era uma espécie de técnico dentro do campo. Por meio de seus passes perfeitos e posicionamento dentro de campo, o Santos conseguiu alcançar muitos resultados positivos.


Seu perfil fez com que todos os jogadores, sem exceção, respeitassem-no, mesmo os mais renomados como Jair da Rosa Pinto, por exemplo. Até mesmo o Pelé se curvava perante sua liderança. Na Vila Belmiro, Zito ficou também conhecido como "Gerente".

Zito atuou no Santos até 1967, despediu-se do clube deixando a camisa número 5 para um jovem, que assim como ele, também se tornaria uma lenda viva na história do Santos: Clodoaldo.

Após encerrar a carreira, Zito permaneceu ainda muito ligado ao Santos, clube que segundo ele era o grande amor, sua vida. O ídolo continuou vivendo na cidade e atuou no clube em vários cargos, como auxiliar técnico, diretor de futebol, gerente e vice-presidente. Foi um dos responsáveis pelo surgimento na base santista dos jogadores Diego, Robinho e Neymar.

As homenagens fizeram parte de sua vida, o craque virou nome de centro esportivo em Pindamonhangaba, cidade vizinha à Roseira. No Centro Esportivo José Ely de Miranda, muitos garotos aprimoram-se no esporte, onde quem sabe um dia, um novo representante da região do Vale do Paraíba possa despontar no cenário esportivo mundial.

Zito foi o grande líder de uma geração de sonho, representando a disciplina e a organização de uma equipe que jogava por música, passando por cima de qualquer adversário em qualquer situação. Um jogador que impunha respeito até mesmo para o Rei Pelé, certamente, deve ser ovacionado por todos.

Zito atuou em 727 jogos com a camisa do Santos, marcou 57 gols.

Seleção Brasileira

Pela Seleção Brasileira de Futebol jogou a partir de 1956, tendo ajudado nas conquistas das Copas do Mundo de 1958 e 1962.

Em 1958 era inicialmente reserva, porém foi escalado para a partida contra a Seleção Soviética, permanecendo como titular a partir de então.

Na Copa de 1962 marcou um dos gols na partida final contra a Tchecoslováquia.

Morte

Zito morreu no domingo, 14/06/2015, em sua casa, em Santos, aos 82 anos. A morte foi confirmada pela assessoria de imprensa do Santos, que não revelou a causa. O velório ocorreu na segunda-feira, 15/06/2015, das 8:00 hs às 11:00 hs, no Memorial Necrópole Ecumênica, em Santos. Depois do velório, o corpo foi encaminhado para Roseira, no interior de São Paulo, cidade natal de Zito.

Zito recebia acompanhamento médico em casa depois que sofreu um Acidente Vascular Cerebral há menos de um ano. Ele passou 32 dias na Santa Casa de Misericórdia de Santos.

Pela morte de Zito, o Santos decretou sete dias de luto oficial e suspendeu as atividades de segunda-feira, 15/06/2015. O clube lançaria um livro do título Paulista na segunda-feira, mas cancelou o evento.

"Obrigado por tudo, Zito. Descanse em paz, eterno capitão", escreveu o Santos no Twitter.

Djalma Santos, Zito e Pelé na Inglaterra, em 1963
Títulos

  • Campeonatos Paulistas: 1955, 1956, 1958, 1960, 1961, 1962, 1964, 1965 e 1967
  • Campeonato Brasileiro: 1961,1962, 1963 e 1964
  • Libertadores da América: 1962 e 1963
  • Copa Intercontinental: 1962 e 1963
  • Torneios Rio-São Paulo: 1959, 1963, 1964 e 1966
  • Copa do Mundo FIFA: 1958 e 1962

Indicação: Miguel Sampaio