Wallace Souza

FRANCISCO WALLACE CAVALCANTE DE SOUZA
(51 anos)
Político e Apresentador de Televisão

☼ Manaus, AM (12/08/1958)
┼ São Paulo, SP (27/07/2010)

Francisco Wallace Cavalcante de Souza, mais conhecido como Wallace Souza, foi um político, apresentador de televisão nascido em Manaus, AM, no dia 12/08/1958.

Wallace Souza foi acusado de comandar o crime organizado no Estado do Amazonas, ao assassinar traficantes e viciados em drogas na Grande Manaus para exibir os casos em seu programa de televisão.

Nascido no Estado do Amazonas, Wallace Souza teve outros irmãos, Marlucia, Ulisses (também falecido) Carlos e Fausto Souza.

Wallace Souza ingressou na televisão com o programa Canal Livre na TV Rio Negro, hoje TV Bandeirantes Amazonas, em 1996. O programa mudou de emissora e foi para TV Manaus, hoje TV Em Tempo, com o novo nome Programa Canal Livre. Ao lado dos irmãos, Wallace Souza comandava o programa com casos policiais, mostrando assassinatos, sequestros e operações de repreensão ao tráfico.

Na política, Wallace Souza iniciou em 1996, como candidato a vereador por Manaus, obteve 898 votos e não foi eleito.

Em 1998 candidatou-se a deputado estadual pelo Estado do Amazonas e obteve 51.181 votos pelo Partido Liberal (PL).

Wallace Souza e Moacir Jorge Pereira da Costa, conhecido como Moa
Em 2008, o ex-policial militar Moacir Jorge Pereira da Costa, conhecido como Moa, denunciou que Wallace Souza e seu filho, Raphael Souza, comandavam uma quadrilha de esquadrão da morte e crime organizado no Estado do Amazonas. Em depoimento à polícia, disse que ao menos um assassinato foi cometido de acordo com determinação do deputado e gravado pela equipe de seu programa.

No dia 25/04/2009, a Polícia Civil, que investigava desde 2008 as suspeitas de associação ao tráfico e até assassinato de traficantes adversários para exibição no programa de televisão, entraram na casa do parlamentar e apreenderam grande quantidade de dinheiro e ouro, além de munição.

O filho, Raphael Souza, assumiu ser dono do material e recebeu voz de prisão. A operação foi muito tumultuada, pois Wallace Souza e os irmãos Carlos e Fausto Souza, ao chegarem ao local, tentaram impedir a ação da polícia.

Wallace Souza era investigado pelos crimes de formação de quadrilha, tráfico de drogas, ameaça a testemunhas e porte ilegal de armas. O trio dos irmãos foi logo acusado de associação ao tráfico, mandar matar traficantes adversários apenas para mostrar no programa de televisão para aumentar a audiência e liderarem o crime organizado no Estado do Amazonas.

Em julho de 2009, por determinação do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM), Wallace Souza seria investigado por formação de quadrilha, associação ao tráfico de drogas, porte ilegal de armas e determinar a execução de crimes para exibição no programa Canal Livre.

Em 02/08/2009, o programa Fantástico, da TV Globo, através da reportagem feita da afiliada TV Amazonas, mostrou as graves denúncias, comparando ao "Caso Motosserra" do político no Acre Hildebrando Pascoal, com o nome do "Caso Wallace", tornando o caso conhecido mundialmente.

Canal Livre

Canal Livre foi um programa policial amazonense em 1996, ao estilo Programa do Ratinho, cuja apresentação era dividida por Wallace Souza e seus dois irmãos: O deputado federal Carlos Souza (PP) e Fausto Souza, este último era responsável pelas reportagens de rua.

O estúdio do programa era no Olímpico Clube, avenida Constantino Nery, e contava com um espaço para mais de 300 cadeiras. A produção do programa era da produtora Vanessa LimaCarlos Souza e Wallace Souza ganharam visibilidade política através do Canal Livre, que durante muitos anos foi apresentado na TV Rio Negro.

Reportagens de cunho policial, eram a marca registrada do Canal Livre.

Cassação

No dia 01/10/2009, a Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM) iniciou a sessão de cassação do mandato de Wallace Souza. Vestido de branco e com uma Bíblia nas mãos, Wallace Souza chorou em plena Assembleia Legislativa, recebendo o apoio apenas do deputado Wilson Lisboa, presidente da sessão.

Mesmo assim, deputados da Assembleia Legislativa cassaram o mandato de Wallace Souza, por quebra de decoro parlamentar. Em votação secreta, 16 deputados votaram a favor da perda de mandato. O placar marcou quatro votos contra e três abstenções.

Após o resultado da cassação, Wallace Souza passou mal e foi levado em uma maca a uma audiência na Assembleia Legislativa.

Prisão

Sem foro por prerrogativa de função, por ter o mandato cassado, Wallace Souza teve a prisão preventiva decretada no dia 05/10/2009, por associação ao tráfico. Agentes da Polícia Civil e Federal procuraram o ex-parlamentar por toda cidade de Manaus, chegando a armar barreiras nos portos e aeroportos da capital. Após quatro dias foragido, Wallace Souza se entregou à polícia, em 09/10/2009.

Mesmo sem ter curso superior, Wallace Souza foi levado para uma cela especial no 1º Batalhão da Polícia de Choque, localizado no km 17 da AM 010. A polícia temia pela segurança do acusado.

Após a cassação de Wallace Souza surgiu o caso de Vanessa Lima, ex-produtora do programa Canal Livre. Ela foi denunciada por Patrícia Almeida, irmã do traficante Franquezinho do 40, preso no Mato Grosso do Sul, por manter associação com o tráfico de drogas no Amazonas.

Em 11/11/2009, Vanessa Lima foi ouvida por três horas na sede da Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Amazonas. No depoimento, a ex-produtora nega que tenha telefonado para Patrícia Almeida e diz que recebeu ligação da irmã do traficante após a prisão de Raphael Souza, filho do ex-deputado, condenado a 11 anos de prisão por associação ao tráfico.

No mesmo dia, o Ministério Público do Amazonas decretou pedido de prisão preventiva de Vanessa Lima, que foi indiciada por associação ao tráfico de drogas no Estado. Foi presa na tarde de 10/12/2009, também sob acusação de associação para tráfico de drogas.

Internações

Após a cassação, a saúde do ex-deputado Wallace Souza piorou desde então.

A primeira internação foi no dia 02/11/2009. Ele deixou a prisão e foi encaminhado à Beneficente Portuguesa, no centro de Manaus. Com dores no abdômen e no tórax, Wallace Souza ficou internado por três meses e meio, quando recebeu alta no dia 16/02/2010 e voltou para casa, para cumprir prisão em regime domiciliar.

No dia 18/03/2010, com doença crônica no fígado, foi transferido para o Hospital Bandeirantes, em São Paulo.

No dia 11/06/2010, o quadro clínico de Wallace Souza piorou, devido a complicações nos rins e nos pulmões. Wallace Souza deu entrada na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), chegando a ficar sob coma induzido e respirando por aparelhos.

Durante todo esse período ele ficou sob guarda de agentes da Polícia Federal. A família de Wallace Souza tentou retirar a escolta policial e até transferi-lo para tratamento em Miami, nos Estados Unidos, mas a Justiça negou os pedidos.

Novas Denúncias

Paralelo a isso, no dia 11/05/2010, a produtora e repórter do Canal Livre, Gisele Vaz, afirmou em depoimento prestado na 2ª Vara Especializada em Crimes de Uso e Tráfico de Entorpecente (2ª VECUTE), que participou de pelo menos uma das reuniões em que Wallace Souza tramava, junto a mais três pessoas, o assassinato da juíza federal Jaiza Fraxe.

No dia 07/07/2010, o juiz responsável pela investigação do "Caso Wallace", Mauro Antony, declarou que o processo estava perto de chegar ao fim. Até aquela data, foram ouvidas 12 réus e testemunhas de defesa. Mauro Antony esperava encerrar o caso em dezembro daquele ano.

Na Mídia

Em 27/08/2018, o canal Space lançou a série "Pacto de Sangue", ficção que se assemelha ao caso que envolve o apresentador ao retratar um jornalista que provoca crimes em busca de audiência para seu programa de televisão. Wallace Souza e o programa Canal Livre também foram retratados no documentário "Bandidos na TV", lançado mundialmente em 31/05/2019 pelo serviço de vídeo sob demanda Netflix, que resume o escândalo criminoso no qual o apresentador esteve envolvido e o processo de cassação do seu mandato como parlamentar.

Morte

Sofrendo de ascite, acumulação anormal de líquido no abdômen, Wallace Souza foi internado em estado grave na UTI do Hospital Bandeirantes, São Paulo, vindo a morrer às 16h00 do dia 27/07/2010 em decorrência de uma parada cardíaca.

O hospital divulgou nota oficial:
"O ex-deputado estadual do Partido Progressista (PP-AM), Francisco Wallace Cavalcante de Souza, 51 anos, internado no Hospital Bandeirantes, em São Paulo desde o dia 18 de março de 2010, faleceu às 16h desta terça-feira (27/7), em decorrência de uma parada cardíaca. O paciente sofria de uma ascite refratária decorrente da Síndrome de Budd Chiari. Os médicos que acompanharam o paciente foram coordenados pelo diretor-clínico Drº Mário Lúcio Alves Baptista Filho."
(Hospital Bandeirantes)

Wallace Souza era casado e deixou três filhos.

Fonte: Wikipédia
#FamososQuePartiram #WallaceSouza #BandidosnaTV #PactodeSangue

Belfort Roxo

RAIMUNDO TEIXEIRA BELFORT ROXO
(56 anos)
Engenheiro

☼ São Luís, MA (11/09/1838)
┼ Rio de Janeiro, RJ (17/11/1896)

Raimundo Teixeira Belfort Roxo mais conhecido por engenheiro Belfort Roxo, foi um engenheiro nascido em São Luís, MA, no dia 11/09/1838.

Filho de José Rodrigues Roxo e Maria Rita Teixeira Vieira Belfort, o engenheiro Belfort Roxo teve um papel muito importante durante o período em que foi Inspetor Geral de Obras do Rio de Janeiro. Juntamente com o engenheiro Paulo de Frontin solucionou o problema de escassez de água que sofria o Rio de Janeiro em 1888, no chamado "Episódio da Água em Seis Dias", no verão de 1888.

Belfort Roxo realizou outros importantes trabalhos, como a ampliação e modernização do porto de São Luiz, no Maranhão, a inspeção de obras de construção da Estrada de Ferro Minas - Rio, além de dirigir a Inspetoria Geral de Obras Públicas do Rio de Janeiro.

Foi bacharel em Ciências Físicas e Matemáticas pela Escola Central, mais tarde denominada Escola Politécnica do Rio de Janeiro. Como Paulo de Frontin e Pereira Passos, ele foi mandado por Dom Pedro II à Europa, com dinheiro do próprio bolso do monarca, para estudos de especialização.

Belfort Roxo diplomou-se no Instituto dos Engenheiros Civis de Londres e na Escola de Pontes e Calçadas de Paris.

Quando o Império Morreu de Sede
Episódio da Água em Seis Dias

O Episódio da Água em Seis Dias ocorreu no final do Segundo reinado no Brasil, no verão de 1888. Eram dias de calor insuportável na cidade do Rio de Janeiro, então capital do Império, com os termômetros registrando 42° C a população sofria com o abastecimento irregular dos chafarizes.

Os comícios e passeatas eram frequentes e as críticas encontravam voz na imprensa principalmente através dos artigos de Ruy Barbosa no Diário de Notícias. Pressionado, o Imperador Dom Pedro II ordenou a realização de um concurso público para a escolha de um escritório de engenharia que realizasse novas obras de canalização.

O projeto vencedor, dos engenheiros Paulo de Frontin, Belfort Roxo e dos alunos da Escola Politécnica do Rio de Janeiro foi dimensionado para ser realizado em seis dias, ao invés dos seis meses prometidos pelos empreiteiros ao Governo Central, e a um custo bem menor. Na ocasião Paulo de Frontin contava com 29 anos de idade apenas e era considerado muito novo para tal desafio pelos colegas mais velhos.

Apesar das pressões políticas e ameaças de agressão física, o projeto foi realizado no prazo prometido. A água das cachoeiras do Rio Tinguá, na Serra do Comércio, na Baixada Fluminense, chegou à Represa do Barrelão, na cidade do Rio de Janeiro, canalizada em tubulação assentada à margem da linha da Estrada de Ferro Rio d´Ouro.

O volume diário era de 16 milhões de litros. Este sistema de abastecimento foi posteriormente ampliado e abasteceu durante muito tempo o Rio de Janeiro. Com o Plano Diretor de Abastecimento de Água da Região Metropolitana do Rio de Janeiro (PDA -RMRJ), elaborado pelo engenheiro Jorge Paes Rios, para a Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (CEDAE), estas captações foram destinadas apenas ao abastecimento da Baixada Fluminense devido a sua enorme expansão demográfica. O engenheiro Paulo de Frontin foi declarado Patrono do Engenharia Brasileira.

Homenagens

No Estado do Rio de Janeiro, a região onde atualmente se situa o município de Belfort Roxo era habitada por índios. Mais tarde ali funcionou um engenho, que depois foi desmembrado em vários outros engenhos.

Em 1888 houve uma grande estiagem na Baixada Fluminense, e um dos homens que ajudou a resolver o problema foi Raimundo Teixeira Belfort Roxo. Como homenagem póstuma, seu nome foi dado à antiga Fazenda do Brejo, por onde passavam os trilhos da Estrada de Ferro Rio d´Ouro e a água encanada que alimentou durante décadas os chafarizes do Rio de Janeiro.

Em 1990 foi instalado o município de Belfort Roxo, que se desmembrou de Nova Iguaçu. Também no Rio de Janeiro, no bairro de Copacabana, seu nome foi dado à Rua Belfort Roxo.

Fonte: Wikipédia
Indicação: Miguel Sampaio
#FamososQuePartiram #BelfortRoxo

André Midani

ANDRÉ HAIDAR MIDANI
(86 anos)
Escritor e Executivo da Indústria Fonográfica

☼ Damasco, Síria (25/09/1932)
┼ Rio de Janeiro, RJ (13/06/2019)

André Haidar Midani foi um profissional do mercado fonográfico brasileiro, considerado um dos nomes mais importantes da indústria fonográfica brasileira dos anos 60 aos 90. Nascido em Damasco, na Síria, no dia 25/09/1932, foi morar na França aos três anos de idade.

Foi criado para ser confeiteiro, porém a carreira profissional de André Midani teve início em 1952, na gravadora Decca, na França. Iniciou na empresa como apontador de estoque, chegando a vendedor, mas destacou-se mesmo posteriormente, numa profissão que ainda não existia, a de descobridor de projetos fonográficos.

Por causa da Guerra da Argélia, André Midani mudou-se para o Brasil em 1955. Um dia após sua chegada ao país, procurando por gravadoras nas Páginas Amarelas, interessou-se pela Odeon Records. Porém, como ainda não tinha fluência no português, tentou se comunicar em inglês com a telefonista, que, confundindo-o com algum funcionário da matriz européia, transferiu sua ligação para a sala da presidência da empresa. Nessa ligação, André Midani acabou conseguindo agendar uma entrevista, que lhe valeu um emprego cujo objetivo era o lançamento do selo Capitol Records no Brasil.

A princípio, seu trabalho era lançar as estrelas internacionais do selo, mas a partir de 1957 começou a se envolver mais com a música nacional, até virar um personagem importante no lançamento da Bossa Nova no país. André Midani rapidamente sentiu que faltavam no país músicas voltadas para jovens, coisa bastante comum na França e nos Estados Unidos, com cantores como Charles Aznavour, Gilbert Bécaud, Juliette Greco, Elvis Presley, Bill Haley, entre outros.

André Midani, 1960
André Midani entrou em contato com a Bossa Nova através do fotógrafo Chico Pereira, que lhe apresentou Carlos Lyra, Roberto Menescal, Nara Leão, Ronaldo Bôscoli, Oscar Castro-Neves, entre outros. Já João Gilberto lhe foi apresentado por Dorival Caymmi.

Nessa época, o maestro Tom Jobim já era conhecido pelos arranjos que fazia para a Rádio Nacional, porém ainda não por suas composições. Rapidamente André Midani identificou que ali estava a música ideal para a juventude brasileira.

O lançamento da Bossa Nova no mercado nacional surgiu da parceria feita com Aloysio Oliveira. Como o próprio André Midani dizia: "Se houve uma hesitação por parte do Aloysio, eu fui talvez o instrumento que tirou a hesitação dele!".

Em 1960, teve problemas com o presidente da Odeon, Bill Morris, que resultaram na sua saída da empresa. Após seu desligamento da gravadora, e com o financiamento da própria Odeon, fundou a Imperial, que vendia discos de porta em porta. A nova empresa de André Midani teve uma boa participação no mercado e chegou até, em determinados momentos, a vender mais discos que a própria Odeon, tendo se estabelecido, posteriormente, em outros países latino-americanos, como Argentina, Venezuela, Peru e México.

Com o grande sucesso da nova empreitada, André Midani ganhou destaque no mercado e acabou convidado a instalar a Capitol no México e, posteriormente, em Los Angeles. Trabalhou na Capitol até 1968, quando foi convidado a exercer a presidência da Philips, atual Universal Music, no Brasil.

André Midani ao lado de Rita Lee em 1972
André Midani recebeu um prazo de três anos para transformar a deficitária Philips numa empresa lucrativa, ou a mesma seria fechada. Quando chegou à empresa, contava com um cast de 155 artistas, que logo foi reduzido para 50, sendo mantidas as principais estrelas do selo, como Elis Regina, Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil, Os Mutantes, Edu Lobo, Ronnie Von, entre outros.

A direção do Departamento de Divulgação, Promoção e Marketing ficou a cargo de Armando Pittigliani, enquanto Roberto Menescal foi convidado a exercer a função de diretor artístico, porque André Midani acreditava ser muito importante ter um músico nessa função.

O nome utilizado para a gravadora foi Phonogram, que posteriormente chamou-se Polygram, atual Universal Music, que na época era constituída pela Philips, dirigida por Roberto Menescal, e pela Polydor, dirigida por Jairo Pires. O cast da companhia foi reforçado por artistas como Maria Bethânia, Vinicius de Moraes, Toquinho, Tim Maia, MPB4, Chico Buarque, Jorge Ben, hoje conhecido como Jorge Ben Jor, Evaldo Braga, Luiz Melodia, Jards Macalé, Raul Seixas, entre outros.

Na década de 1970 um anúncio de duas páginas reunindo todo o elenco da gravadora teve grande destaque, pois nele estava a frase: "Só nos falta o Roberto... Mas também ninguém é perfeito!", referindo-se a Roberto Carlos, artista do selo CBS. 

Wander Taffo, André Midani e Roger
André Midani ficou na presidência da empresa até 1976, quando foi convidado por Nesuhi Ertegün para montar a Warner no Brasil. A gravadora começou a operar com 3% do mercado brasileiro. Após contratar para seu cast artistas como Elis ReginaTom Jobim, Gilberto Gil, Belchior, Hermeto Pascoal, João Gilberto, Paulinho da Viola, Ney MatogrossoRaul Seixas, Guilherme Arantes, Baby Consuelo, hoje Baby do Brasil, Pepeu Gomes, A Cor do Som, Banda Black RioAs Frenéticas, entre outros, viu sua participação de mercado subir para 14%.

Na década de 1980, a gravadora resolveu apostar no rock brasileiro, contratando artistas como Lulu Santos e os grupos Titãs, Barão Vermelho, Ultraje a Rigor, Ira!, Inocentes, Kid Abelha, Camisa de Vênus, entre outros.

Em 1983, levou a Warner também para a Argentina, e, em 1984, para o México.

Em 1990, foi transferido para New York, onde assumiu o cargo de presidente da Warner para toda a América Latina.

Na época, desenvolveu a Divisão para a América Latina da companhia nos Estados Unidos, fortalecendo a marca da gravadora em países como Argentina, México, Colômbia, Peru, Venezuela e Chile.

Lulu Santos, André Midani e Marcelo, 1982
André Midani chegou a fazer parte do Conselho de Direção da gravadora na Itália e na Espanha, tornando-se, a partir do ano 2000, membro do Conselho Consultivo da Warner Music Internacional.

Em 2002, retornou ao Brasil, onde estabeleceu residência, passando a trabalhar na Organização Não Governamental (ONG) Viva Rio. Convidado pelo ministro Gilberto Gil, exerceu o cargo de comissário-geral do "Ano do Brasil na França" no ano de 2005.

Em 2008, lançou o livro "Música, Ídolos e Poder - Do Vinil ao Download" (Nova Fronteira).

Em 2011, seu livro "Música, Ídolos e Poder - Do Vinil ao Download", lançado em 2008 foi retirado das lojas algum tempo depois por ação judicial, após atingir altos níveis de vendagem. Atualmente é disponibilizado para download pela internet na íntegra.

Por sua trajetória na indústria fonográfica brasileira, foi homenageado pelo Instituto Cultural Cravo Albin, em 2013, com a exposição "A Magia do Disco - André Midani", que teve curadoria de Heloísa Carvalho Tapajós.

André Midani foi considerado, pela revista Billboard, uma das 90 pessoas mais importantes da história da indústria mundial de discos, além de ter sido eleito Homem do Ano no Midem 1999, membro do conselho da Federação Internacional dos Produtores de Discos (IFPI) e presidente da IFPI latino-americana.

Morte

André Midani faleceu na noite de quinta-feira, 13/06/2019, aos 86 anos, no Rio de Janeiro, RJ, em decorrência de um câncer. Ele estava internado na Casa de Saúde São Vicente, localizado Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro.

Ney Matogrosso, Gilda e André Midani
Prêmios

  • 2005 - Condecorado com a Légion d'honneur pelo Governo Francês.
  • 2014 - Grammy Latino "Lifetime Achievement Award"

Fonte: Wikipédia e Correio Brasiliense

Otávio Gabus Mendes

OTÁVIO GABUS MENDES
(40 anos)
Ator, Crítico, Radialista, Roteirista e Diretor

☼ Ribeirão Bonito, SP (1906)
┼ São Paulo, SP (13/09/1946)

Otávio Gabus Mendes, nascido Octavio Gabus Mendes, foi um crítico, radialista, ator, roteirista e diretor de cinema nascido em Ribeirão Bonito, SP, no ano de 1906.

Otávio Gabus Mendes foi um pioneiro que é lenda no rádio, cinema e imprensa brasileiros. Iniciou sua carreira escrevendo sobre filmes nas revistas Para Todos (1925) e Cinearte (1926) nas quais se notabilizou por defender o cinema brasileiro, incentivando a arte e a produção. No rádio trabalhou como locutor, redator, radioator, sincronizador, produtor e diretor.

No Rádio, no final da década de 30 e boa parte da década de 40, quando começou a renovar a programação radiofônica de uma maneira audaciosa e inteligente, organizou a discoteca da Rádio Nacional do Rio de Janeiro (1936), a mais completa do país. Na mesma época lançou os primeiros programas de auditório e de calouros na Rádio Record.

No Rio de Janeiro uniu-se a Adhemar Gonzaga e na Cinédia escreveu e dirigiu três filmes de longa metragem ainda sem som (1929-1930) e "As Armas" (1930), em São Paulo.

Realizou na Cinédia, no Rio de Janeiro, "Mulher" (1931), um dos primeiros filmes eróticos do cinema nacional com trilha sonora, filme que passou por um processo de restauração completo de som e imagem (2001-2005), mantendo não apenas sua versão editorial original, mas também seus inter-títulos e a trilha sonora em vitafone.

No ano seguinte, fez uma adaptação modernizada de "Senhora", de José de Alencar, intitulada "Onde a Terra Acaba" (1933), com Carmen Santos no papel principal e onde também atuou e escreveu o roteiro do famoso "Ganga Bruta" (1933), de Humberto Mauro.

É também autor da originalíssima letra em versos sem rima da valsa "Súplica", gravada por Orlando Silva em 1940, e posteriormente por vários outros intérpretes.

Otávio Gabus Mendes era pai do autor de novelas Cassiano Gabus Mendes e e avô dos atores Tato Gabus Mendes e Cássio Gabus Mendes.

Otávio Gabus Mendes faleceu precocemente aos 40 anos, em 1946, em São Paulo, SP, quatro anos antes da televisão chegar ao Brasil. Mas já escrevia sobre a televisão nos jornais de São Paulo.

Carreira


  • 1933 - Ganga Bruta (Roteirista)
  • 1933 - Onde a Terra Acaba (Diretor e Ator)
  • 1931 - Mulher (Roteirista e Diretor)
  • 1930 - As Armas (Roteirista e Diretor, 1930)

Fonte: WikipédiaBiografias Net Saber

Geraldo Vietri

GERALDO VIETRI
(68 anos)
Diretor, Autor, Novelista, Escritor, Roteirista, Produtor, Cineasta e Dramaturgo

☼ São Paulo, SP (27/08/1927)
┼ São Paulo, SP (01/08/1996)

Geraldo Vietri foi um diretor e dramaturgo nascido em São Paulo, SP, no dia 27/08/1927.

Personalidade controversa dentro da televisão, pioneiro, de temperamento difícil e politicamente conservador, Geraldo Vietri começou sua carreira na TV Tupi, em 1958, quando um de seus textos, "Este Mundo é dos Loucos", foi aprovado e produzido pela emissora paulista. Depois disso, Geraldo Vietri viria a ser contratado para trabalhar no "TV de Comédia", como autor e diretor. Em "TV de Comédia", ganhou notoriedade e respeito.

Quando a emissora resolveu produzir telenovela, o nome de Geraldo Vietri foi logo lembrado. Na primeira produção diária, "Alma Cigana" (1964), atuou como diretor. Dois anos depois escreveu A Inimiga" (1966), adaptando um original argentino. Consagrado como autor/diretor, mostraria uma inquietação para reformular o gênero com "Os Rebeldes" (1967).

Geraldo Vietri alcançou sucesso e projeção nacional com as telenovelas "Antônio Maria" (1968) e "Nino, o Italianinho" (1969), duas marcas registradas de sua trajetória pelo mundo das telenovelas. Além destas duas, também escreveu "Meu Rico Português" (1975), última novela a derrotar a TV Globo no horário das 19h, feito imbatível durante muito tempo.

Outro grande sucesso foi "Vitória Bonelli" (1972), intensa história de decadência econômica e superação ambientada na colônia italiana de São Paulo que contou com um memorável desempenho de Berta Zemel no papel-título.


Com a falência da TV Tupi, Geraldo Vietri se revezou entre algumas emissoras, dentre elas a TV Globo, TV Bandeirantes, TV Cultura, Rede Manchete e CNT.

Geraldo Vietri lançou e formou vários nomes importantes da história de nossa televisão, como Juca de Oliveira, Aracy Balabanian, Tony Ramos, Denis Carvalho e Paulo Figueiredo. Extremamente centralizador, Geraldo Vietri produzia, escrevia e dirigia suas novelas. Essa característica dificultou seu trabalho na esquemática TV Globo, em 1980, quando começou a adaptar o romance "Olhai Os Lírios do Campo", de Érico Veríssimo, para o horário das 18h00. Geraldo Vietri desentendeu-se com o diretor Herval Rossano e não concluiu a novela.

Geraldo Vietri também produziu para o cinema, usando em seus elencos os mesmos amigos que atuavam em suas novelas na TV Tupi. Como exemplo, "Senhora" (1976), com Elaine Cristina e Paulo Figueiredo, e "Tiradentes, o Mártir da Independência" (1976), com Adriano Reys. Contudo, não obteve no meio a mesma qualidade e a mesma repercussão de suas incursões na televisão, estabelecendo-se, meramente, como um artesão de produções comerciais.

No cinema, Geraldo Vietri mencionou pela única vez sua própria homossexualidade. No filme "Os Imorais" (1979), mostrou de forma positiva o amor entre dois rapazes.

Geraldo Vietri foi proprietário de restaurantes, um com o ator Flamínio Fávero chamado La Sorella Pizza Bar, inaugurado em 1972, e outro chamado Il Fratello, inaugurado também nos anos 70.

Geraldo Vietri sofria de enfisema pulmonar.

Morte

Geraldo Vietri faleceu na quinta-feira, 01/08/1996, aos 68 anos, vítima de broncopneumonia.

Carreira

CNT
  • 1996 - Antônio dos Milagres ... Autor
  • 1996 - Irmã Catarina ... Co-autor
  • 1995 - A Verdadeira História de Papai Noel ... Autor

Manchete
  • 1991 - O Fantasma da Ópera ... Supervisor de Texto
  • 1991 - Floradas na Serra ... Autor (Remake)
  • 1991 - Na Rede de Intrigas ... Autor
  • 1985 - Antônio Maria ... Autor e Diretor
  • 1984 - Santa Marta Fabril S.A. ... Autor e Diretor

TV Bandeirantes
  • 1983/1984 - Casa de Irene ... Autor e Diretor
  • 1982 - Renúncia ... Autor e Diretor
  • 1981/1982 - Dona Santa ... Autor e Diretor

TV Cultura
  • 1981 - Floradas na Serra ... Autor
  • 1981 - O Homem Que Sabia Javanês ... (Adaptação para o Teleconto)

TV Globo
  • 1980 - Olhai os Lírios do Campo ... Autor
  • 1986 - A Única Chance (Teletema) ... Autor
  • 1990 - Iaiá Garcia (Teletema) ... Autor

TV Tupi
  • 1978 - João Brasileiro, o Bom Baiano ... Diretor e Supervisor
  • 1976 - Os Apóstolos de Judas ... Autor e Diretor
  • 1975 - Meu Rico Português ... Autor e Diretor
  • 1972 - Vitória Bonelli ... Autor e Diretor
  • 1971 - A Fábrica ... Autor e Diretor
  • 1971 - A Selvagem ... Autor e Diretor
  • 1969 - Nino, o Italianinho ... Autor e Diretor
  • 1968 - Antônio Maria ... Autor e Diretor
  • 1967 - Os Rebeldes ... Autor e Diretor
  • 1967 - Paixão Proibida ... Diretor
  • 1967 - A Ponte de Waterloo ... Autor e Diretor (Remake)
  • 1967 - A Intrusa ... Autor e Diretor
  • 1967 - Angústia de Amar ... Diretor
  • 1966 - Ciúme ... Diretor
  • 1966 - A Ré Misteriosa ... Autor e Diretor
  • 1966 - A Inimiga ... Autor e Diretor
  • 1965 - Um Rosto Perdido ... Diretor
  • 1965 - A Outra ... Diretor
  • 1965 - O Cara Suja ... Diretor
  • 1965 - Teresa ... Diretor
  • 1964 - O Sorriso de Helena ... Diretor
  • 1964 - Quando o Amor é Mais Forte ... Diretor
  • 1964 - Se o Mar Contasse ... Diretor
  • 1964 - A Gata ... Diretor
  • 1964 - Alma Cigana ... Diretor
  • 1963 - Klauss, o Loiro ... Autor e Diretor
  • 1963 - Moulin Rouge, a Vida de Tolouse Lautrec ... Autor e Diretor
  • 1963 - Terror nas Trevas ... Autor e Diretor
  • 1963 - A Sublime Aventura ... Autor e Diretor
  • 1963 - As Chaves do Reino ... Autor e Diretor
  • 1962 - Prelúdio, a Vida de Chopin ... Autor e Diretor
  • 1962 - A Única Verdade ... Autor e Diretor (Remake)
  • 1962 - A Estranha Clementine ... Autor e Diretor
  • 1962 - A Noite Eterna ... Autor e Diretor
  • 1959 - Adolescência ... Autor e Diretor
  • 1959 - A Ponte de Waterloo ... Autor
  • 1958 - A Única Verdade ... Autor
Argentina

  • 1971 - Nino, Las Cosas Simples de La Vida (Adaptação de "Nino, o Italianinho")
  • 1984 - Lúcia Bonelli (Adaptação de "Vitória Bonelli")
  • 1987 - El Duende Azul (Foi exibida em 1989 pela Band com o título de "Desencontros")
Peru

  • 1972 - La Fábrica (Adaptação de "A Fábrica")
  • 1996 - Nino (Adaptação de "Nino, o Italianinho")

Wilson Fragoso

WILSON FRAGOSO
(89 anos)
Ator

☼ Porto Alegre, RS (19/05/1929)
┼ São Paulo, SP (19/02/2019)

Wilson Fragoso foi um ator de rádio e televisão, nascido em Porto Alegre, RS, no dia 19/05/1929.

Wilson Fragoso iniciou sua carreira na TV Piratini e na TV Gaúcha, participando de teleteatros. Em busca de novas oportunidades partiu para São Paulo, fez testes na TV Tupi e foi aprovado para um pequeno papel na novela "Somos Todos Irmãos" (1966). Seu papel na trama, o Príncipe Raul, foi crescendo e no final nivelou-se aos protagonistas Sérgio Cardoso e Rosamaria Murtinho.

A partir daí transformou-se num dos mais importantes e prestigiados atores da emissora paulista, marcando presença em duas dezenas de novelas, com destaque para "Antônio Maria" (1969) e "Meu Rico Português" (1975), ambas de Geraldo Vietri, autor com quem teve várias parcerias.

Na TV Tupi, atuou em novelas como "O Rouxinol da Galiléia" (1968), "Nino, o Italianinho" (1969), "Simplesmente Maria" (1970), "Os Apóstolos de Judas" (1976) e "Gaivotas" (1979).

Com o fechamento da TV Tupi, passou a atuar em novelas do SBT e da TV Bandeirantes, onde fez seu último trabalho na televisão, na  minissérie "O Cometa" (1989).

No cinema, atuou nos filmes "O Pequeno Mundo de Marcos" (1968), "Que Forma Estranha de Amar" (1977) e "Tiradentes, o Mártir da Independência" (1977).

Wilson Fragoso foi casado com  atriz Elaine da Costa Alves 'Sônia Dalmare' (1961-1967), e tiveram três filhos: Zelvio Alexandre, Marco Antônio e Ricardo. Atualmente era casado com Ana Maria Silveira (1967-2019), e tiveram dois filhos: Fernando Tietê e Ana Claúdia.

Morte

Wilson Fragoso faleceu na terça-feira, 19/02/2019, aos 89 anos, em São Paulo, SP. Foi sepultado no cemitério do Araçá, Zona Oeste de São Paulo.

Wilson Fragoso em "Somos Todos Irmãos"
Carreira

Rádio
  • Ator de Radionovelas

Televisão
  • 1989 - O Cometa ... Joaquim
  • 1988 - Chapadão do Bugre
  • 1985 - Grande Sertão: Veredas ... Medeiros Vaz
  • 1983 - Sombras do Passado
  • 1982 - Conflito ... Eduardo
  • 1979 - Gaivotas ... Rubens
  • 1978 - Salário Mínimo
  • João Brasileiro, o Bom Baiano
  • 1977 - Um Sol Maior ... Sebastião
  • 1976 - Os Apóstolos de Judas ... William
  • 1975 - Meu Rico Português ... Floriano
  • 1972 - A Revolta dos Anjos
  • 1972 - Na Idade do Lobo
  • 1971 - Nossa Filha Gabriela
  • 1970 - Simplesmente Maria ... José
  • 1969 - Nino, o Italianinho ... Renato
  • 1968 - O Rouxinol da Galiléia
  • 1968 - Amor Sem Deus
  • 1968 - Antônio Maria ... Heitor
  • 1967 - Meu Filho, Minha Vida
  • 1966 - O Anjo e o Vagabundo
  • 1966 - Somos Todos Irmãos ... Raul

Cinema
  • 1977 - Tiradentes, o Mártir da Independência
  • 1977 - Que Estranha Forma de Amar ... Luiz Garcia
  • 1968 - O Pequeno Mundo de Marcos ... Dono


Beto Mi

HUMBERTO MIRANDA NETO
(60 anos)
Cantor, Compositor, Produtor Musical e Arranjador

☼ Guaratinguetá, SP (04/07/1958)
┼ Guaratinguetá, SP (10/06/2019)

Humberto Miranda Neto, conhecido artisticamente por Beto Mi, foi um cantor, compositor, produtor musical e arranjador nascido em Guaratinguetá, SP, no dia 04/07/1958.

Muito cedo, percebeu-se o seu interesse pela música, quando se emocionava ouvindo rádio ou discos de seu pai, com músicas clássicas ou os clássicos da música brasileira ou, ainda, quando passava horas ouvindo o violão de Dilermando Reis, ao lado da casa de seus avós, o que não era comum para meninos de sua idade.

Já na adolescência, cantou em coral, sob a regência do maestro Martinho Lutero, tocou em bandas e grupos musicais, que entre outras coisas, tocavam em missas de jovens, na região.

Em meados da década de 70 mudou-se para São Paulo, para cursar a Universidade, e começava ali a trilhar seu caminho musical. Nas andanças por bares de estudantes e noites paulistas, conheceu outras realidades, pessoas e personagens, que ficaram para sempre registradas em sua memória, enriquecendo suas poesias e iniciando-o na sua carreira musical. Nessa mesma época, foi convidado a participar do grupo de Teatro Experimental Universitário (TEU), onde atuou como diretor musical. Logo em seguida começou a participar de festivais de Música Popular Brasileira (MPB), que eram muito respeitados e que serviram de escola para muitos músicos e compositores daquela época.


Tornou-se conhecido e respeitado, no meio, por vencer vários festivais e por ter recebido, várias vezes, os prêmios de melhor letra e melhor intérprete. Foi chamado de o "Rei da Afinação", por Durval Ferreira e de "Divino", por Angela Maria. Armazenou diversas vitórias e conquistou vários amigos e parceiros, com o seu trabalho e a sua simplicidade.

Em 1982, após vencer o festival de Ubá, com a música "Ói u Trem", onde recebeu o prêmio das mãos do compositor Alcyr Pires Vermelho, que o comparou a Chico Buarque, no início de carreira, foi convidado por diretores da gravadora RCA Victor, presentes ao evento, a gravar seu primeiro disco, um compacto que foi distribuído somente no Estado de Minas Gerais.

Em 1983, Beto Mi assinou um contrato com a gravadora RCA e lançou seu segundo compacto, desta vez com distribuição em todo território nacional. Em seguida lançou o seu primeiro LP, intitulado "Beto Mi", que foi produzido por Durval Ferreira, e contou com as participações especiais de Hector Costita (saxofone), Maestro Ubirajara (bandoneão) e Milton Banana (percussão). Esse disco vendeu mais de 100.000 cópias, na época, e tornou-se um grande sucesso nacional, com destaques para as músicas "Pra Dizer Que Não Falei do Verso", "Anjo da Guarda", "Ói U Trem" e "O Ano Que Virá".


Seu primeiro LP foi muito elogiado pela crítica e foi considerado um clássico na MPB. Nessa longa caminhada, conquistou amigos e parceiros que só vieram a acrescentar na sua vida e conseqüentemente no seu trabalho, como: Sá & Guarabyra, Flávio Venturini, Vanusa, Ivan Lins, Ronnie VonDurval Ferreira, Rosemary, Peninha, Toninho Horta, Tavinho Lima, Nilson Chaves, Leo Saldanha, Sérgio Eduardo, só para citar alguns nomes de destaques na música brasileira contemporânea com os quais já trabalhou.

Em 1986, Beto Mi lançou seu segundo LP, "Espelhos", com produção de Ney Marques, pela gravadora Polydisc, com destaque para a música-título.

"Um Tempo Pra Sonhar", terceiro álbum do cantor, foi lançado em 1989, pela gravadora Warner. Este trabalho, também produzido por Ney Marques, contou com a participação especial de Guarabyra, na faixa "No Coração de Quem Ama". O disco obteve grande sucesso nacional, com as músicas "Espanhola" e "Sonhos de Primavera", sendo executado em todas as rádios do país. Com o resultado deste sucesso, Beto Mi ganhou um videoclipe e conquistaria o Prêmio Sharp de Música de 1990.

Em 1995, Beto Mi gravou o seu 6º disco - e 1º CD - na carreira, "Andarilhos da Luz". Este CD teve a produção do próprio Beto Mi e a participação especial de sua filha Thais Giubelli Miranda, na época, com 11 anos de idade. Foi também o primeiro trabalho realizado por sua gravadora, a BTM.


O 7º disco, "16 anos de Beto Mi", foi lançado em 1999 em comemoração aos 16 anos de carreira do cantor e, também, ao final do milênio, também pelo selo BTM.

Além de cantar e compor, Beto Mi criou e desenvolveu em parceria com a Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança e do Adolescente e Fundação SOS Mata Atlântica, o Projeto Educativo, Musical, Cultural e Ambientalista "Planeta Caipira".

Em 2003, pela BTM, lançou o CD "Planeta Caipira", com os apoios da Natura Cosméticos, Petrobras e BASF, novamente pela BTM.

Em 2005, Beto Mi foi indicado e nomeado Secretário da Cultura de Guaratinguetá, onde desenvolveu um trabalho, justo e perfeito, em prol dos Projetos Culturais de Guaratinguetá e região. Três anos depois, foi indicado e eleito Diretor de Comunicação do Fórum dos Dirigentes Culturais do Estado de São Paulo (FECULT).

Em 2009, Beto Mi lançou o CD "25 Anos", uma coletânea composta dos maiores sucessos do cantor, como: "Pra Dizer Que Não Falei do Verso", "Anjo da Guarda", "O Ano Que Virá", "Ói u Trem", "Espelhos", "Espanhola", "Sonhos de Primavera", "Volto Já", e outras músicas inéditas. Foi o quarto álbum lançado sob chancela da BTM.

Em 2017, Beto Mi lançou seu primeiro DVD, além de fazer um show em comemoração aos 35 anos de carreira artística.

Morte

Beto Mi faleceu na segunda-feira, 10/06/2019, aos 60 anos, em Guaratinguetá, SP, vítima de um infarto fulminante.

Seu corpo foi velado no Velório Municipal ao lado do IML e o sepultamento ocorreu às 12h00, no Cemitério dos Passos, em Guaratinguetá, SP.

Fonte: Wikipédia

Gabi Costa

GABRIELLE DE NOVAES COSTA
(33 anos)
Atriz, Modelo, Garota Propaganda, Roteirista, Diretora, Produtora e Dubladora

☼ Carangola, MG (20/07/1985)
┼ Rio de Janeiro, RJ (02/06/2019)

Gabrielle de Novaes Costa, mais conhecida por Gabi Costa, foi uma atriz, modelo, garota propaganda, roteirista, diretora, produtora e dubladora nascida em Carangola, MG, no dia 20/07/1985.

Gabi Costa destacou-se como astro infantil. Formada em Teatro, Propaganda e Marketing, era filha de Paulo Alberto Costa e de Marina de Novaes Costa.

Sua carreira se restringiu à TV Globo e entre 2010 e 2012, atuou nos programas humorísticos "Aventuras do Didi", "Zorra Total" e "A Grande Família".

Em 2013, interpretou Jessica na novela "Tapas e Beijos". Em 2014 participou do remake de "O Rebu" e, no ano seguinte, repetiu a parceria com o diretor da novela, José Villamarim, na série "Nada Será Como Antes", vivendo Gabriela, uma figurinista de TV nos anos 1960.


Em "Sol Nascente" (2016), foi a repórter Vanessa. Em 2017, entrou para "Malhação" como Antônia, mãe de uma das protagonistas.

Na novela das 18h00, "Órfãos da Terra", Gabi Costa interpretava a síria Nazira, mulher do médico Faruq vivido pelo ator Eduardo Mossri.

Paralelamente, ela ainda fazia dublagens de games (Era a Ciri de "The Witcher") e iniciou uma carreira como roteirista, lançando seu primeiro curta-metragem, "Amor Suspenso", em 2015. O filme fala sobre um casal formado por duas mulheres, Gabi e Lorena Comparato, que sofre por não ser aceito pela família. Filmado em um único plano sequência de 11 minutos, está disponível em seu canal no Youtube.

Gabi Costa se preparava ainda para lançar dois novos projetos escritos por ela: Seu curta "Enquanto Chovia" e o monólogo "Formigas", que fala sobre a violência contra a mulher.

Morte

Gabi Costa faleceu no domingo, dia 02/06/2019, aos 33 anos, vítima de uma parada cardiorrespiratória, no Rio de Janeiro, RJ. Ela foi encontrada desacordada, mas ainda com vida, em casa e levada para o Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, onde veio a falecer.

O velório de Gabi Costa aconteceu na segunda-feira, 03/06/2019, a partir das 8h00 na capela 7 do Jardim da Saudade, no Rio de Janeiro.

Gabi Costa como Nazira, sua personagem em "Órfãos da Terra", próxima novela das 18h00 da TV Globo.
Carreira

  • 1993 - Em Busca do Tesouro Encantado (Teatro)
  • 2001 -  Os Malas (Teatro)
  • 2002 - Moulin Rouge (Teatro)
  • 2003 - Cabaret (Teatro)
  • 2003 - Cara ou Coroa (Teatro) - Assistência de Direção
  • 2003 - É Preciso Saber Viver (Teatro)
  • 2003 - Satiricon (Teatro)
  • 2005 - Máscaras do Mundo (Teatro)
  • 2005 - Mudanças (Teatro)
  • 2005 - Mulheres Pineis (Teatro) - Autoria
  • 2010 - Aventuras do Didi (Televisão)
  • 2011 - Aventuras do Didi (Televisão)
  • 2011 - As Cuspidas (Teatro)
  • 2011 - Curvas de Oscar Niemeyer (Cinema)
  • 2012 - A Grande Família (Televisão)
  • 2012 - Zorra Total (Televisão)
  • 2013 - Tapas & Beijos ... Jéssica (Televisão)
  • 2014 - O Rebu (Televisão)
  • 2015 - Amor Suspenso ... Alice (Cinema) - Além de Roteiro e Produção
  • 2015 - Babilônia ... Repórter (Televisão)
  • 2015 - Chapa Quente: Marlene Encontra Ex-Noivo em Posto ... Kátia (Televisão)
  • 2016 - Justiça: Maurício (Televisão)
  • 2016 - Nada Será Como Antes ... Míriam (Televisão)
  • 2016 - Naturaleza Muerta (Teatro)
  • 2016 - O Primeiro Dia do Resto de Nossas Vidas (Teatro)
  • 2016 - Websérie Sociedade Psi (Internet) - Atuação e Roteiro
  • 2016 - Sol Nascente ... Repórter Vanessa Louzada (Televisão)
  • 2017 - Sol Nascente ... Repórter Vanessa Louzada (Televisão)
  • 2016-2018 - Websérie Curta 1 Minuto (Internet) - Atuação, Roteiro, Direção e Produção
  • 2017 - Intervenção Dalloway: Rio dos Malefícios do Diabo (Teatro) - Produção
  • 2017/2018 - Malhação: Viva a Diferença ... Antônia (Televisão)
  • 2019 - Culpado (Cinema)
  • 2019 - Verão 90 ... Doméstica (Televisão)
  • 2019 - Órfãos da Terra ... Nazira (Televisão)

Brenda Lee

CÍCERO CAETANO LEONARDO
(48 anos)
Transexual e Militante dos Direitos LGBT

☼ Bodocó, PE (10/01/1948)
┼ São Paulo, SP (28/05/1996)

Cícero Caetano Leonardo, mais conhecido por Brenda Lee, foi um transexual, militante dos direitos LGBT, nascido em Bodocó, PE, no dia 10/01/1948. Brenda Lee foi considerada o "Anjo da Guarda das Travestis" e tinha como objetivo ajudar a todos, doentes ou não, que eram discriminados pela sociedade.

Nascida como Cícero Caetano Leonardo no interior de Pernambuco, Brenda Lee era muito efeminada ainda na infância, o que desde cedo lhe tornou alvo de preconceitos. Inicialmente adotou o nome social de Caetana, mas ao se estabelecer em São Paulo escolheu o nome que a tornaria conhecida: Brenda Lee.

Ela não fez sucesso por sua beleza, pelos trabalhos artísticos e muito menos por escândalos na televisão. Mesmo assim, tornou-se referência e exemplo de ser humano: Brenda Lee, um anjo bom do amparo, da doação e da entrega para aquelas que, expulsas pela família, tinham tudo para serem expulsas da vida. Uma militante dos direitos humanos e minorias e do grupo LGBT, que acolheu uma população sujeita à vulnerabilidade social.

Brenda Lee veio de Pernambuco para São Paulo aos 14 anos e se instalou no bairro Bixiga e fez muitas amizades ao comprar em 1984 uma casa e acolheu o primeiro portador do vírus HIV, numa época em que predominava muita desinformação e preconceito sobre a AIDS, quando até mesmo os familiares rejeitavam quem sofria dessa doença e não havia infraestrutura para acolher quem recebia alta hospitalar e não tinha onde morar. Esta casa se tornou uma pensão para travestis e transexuais, na Rua Major Diogo, 779.

Lúcio Mauro e Brenda Lee
Na Pensão da Caetana, como era chamada inicialmente, amparava jovens abandonados e abandonadas pela família, que até então não contavam com nenhum apoio do Governo e sequer das ONGs.

Brenda Lee era uma transexual alegre, sem papas na língua e devota de Nossa Senhora Aparecida. Usava saltos enormes, estava sempre com taillerus, grandes brincos e preferia frasqueiras a bolsas, disse Maria Luiza, amiga e presidente da Casa de Apoio Brenda Lee.

Tudo caminhava bem até que uma hóspede ficou acamada e uma série de outras travestis também adoeceram. Era a Peste Gay ou Câncer Gay, títulos que a mídia sensacionalista tratava a AIDS, propagando a desinformação. Porém, ao contrário do que pensavam na época e da maioria das reações, as garotas não foram expulsas da pensão, muito menos estiveram fadadas à morte social. Na verdade, foram acolhidas por Brenda Lee, cuidadas e atendidas à medida do possível.

Outras transexuais saudáveis abandonaram a pensão, com receio do contágio, mas Brenda Lee seguiu firme no apoio, se desfez da pensão e automaticamente, sem saber aonde a ação daria, criou um centro de apoio.

Com o tempo, perdeu quase tudo, mas ganhou o apoio do Hospital Emílio Ribas, ainda que sem remédios. Seu nome ganhou repercussão na tevê, foi parabenizada pela apresentadora Hebe Camargo, e convidada a vários eventos com a intenção de angariar fundos. Porém, muitos a enganaram, querendo se promover às custas do espaço, sem qualquer tipo de ajuda.

Brenda Lee e Hebe Camargo
As dificuldades aumentaram, Brenda Lee cogitou se prostituir na Europa, mas graças à ajuda do Governo e apoiadores individuais, conseguiu suprir as necessidades da casa.  O tratamento era tão diferenciado que, na falta de leitos, oferecia sua própria cama para acomodar os doentes.

Em 1988, firmou convênio com a Secretaria de Estado de Saúde do Estado de São Paulo para acolhimento e cuidado de soropositivos.

A Casa de Apoio Brenda Lee, também conhecida como Palácio das Princesas, foi instituída formalmente em 1988 para abrigar pessoas homossexuais e portadores de HIV rejeitados por parentes e também com o objetivo de dar assistência médica, social, moral e material, fossem elas travestis ou não. A casa, que ficava na Rua Major Diogo, 779 começou com três pacientes ainda no ano de sua compra. A casa de apoio foi uma semente que germinou e continua na ativa há mais de 30 anos.

Em 1988, o cineasta suíço Pierre-Alain Meier dirigiu o filme-documentário intitulado "Dores de Amor" (Douleur d'Amour), no qual expôs a vida nua e crua de quatro mulheres transgêneras. Além da própria Brenda Lee, figuravam Andrea de Mayo, Cláudia Wonder, Condessa Mônica e Telma Lipp.

Seu trabalho se tornou um referencial e um marco importante e, por isso, em 21/10/2008 foi instituído o "Prêmio Brenda Lee" concedido quinquenalmente para sete categorias por ocasião das comemorações do Dia Mundial de Combate à AIDS e aniversário do Programa Estadual DST/AIDS do Estado de São Paulo.

Google Doodle Celebration

Quem abriu o Google na terça-feira, dia 29/01/2019, se deparou com um Doodle especial em homenagem ao 71º aniversário da militante transexual brasileira Brenda Lee. A iniciativa do Google aconteceu no Dia Nacional da Visibilidade de Travestis e Transexuais.


Morte

O trabalho de Brenda Lee foi interrompido precocemente em 28/05/1996, aos 48 anos, quando foi encontrada morta, assassinada com tiros na boca e no peito, no interior de uma Kombi, em São Paulo, SP.

A polícia prendeu os irmãos Gilmar Dantas Felismino, ex-funcionário de Brenda Lee, e José Rogério de Araújo Felismino, na época policial militar, pelo crime. O motivo seria um golpe financeiro que o funcionário tentou dar em Brenda Lee e que teria sido descoberto.

Em sua missa de corpo presente, o padre Júlia Lancellotti representou o cardeal Dom Paulo Evaristo Arns e foi à sede da Casa de Apoio Brenda Lee.

Com o assassinato de Brenda Lee, o espaço criado por ela foi vendido e se tornou uma Organização Não Governamental (ONG), e entre 2011 e 2015 passou a oferecer apenas cursos.

A Casa de Apoio Brenda Lee reabriu em março de 2016, onde voltou a sua vocação original, de atender ao marginalizados pela sociedade. Atualmente, além do serviço de acolhimento, oferece atividades e engajamento social com treinamento de liderança, comunidade e defesas, psicológicos, jurídicos, educação, encaminhamentos e intervenção em defesa das vítimas.

Fonte: WikipédiaNLUCON e El País