Kito Junqueira

HERÁCLITO GOMES PIZANO
(71 anos)
Ator, Diretor, Publicitário e Político

☼ São Paulo, SP (15/05/1948)
┼ Curitiba, PR (22/08/2019)

Heráclito Gomes Pizano, mais conhecido como Kito Junqueira, foi um ator e político nascido em São Paulo, SP, no dia 15/05/1948.

Kito Junqueira cursou a Escola de Artes Dramáticas de São Paulo e a Universidade de New York.

Kito Junqueira começou a carreira na antiga TV Tupi de São Paulo, em 1973, atuando na novela "As Divinas... e Maravilhosas" (1973). Na mesma emissora ainda fez outros trabalhos como "Vila do Arco" (1975) e "Tchan, a Grande Sacada" (1976).

Em 1977 foi para a TV Globo, onde atuou em "Espelho Mágico" (1977) e "Te Contei?" (1978).

Em 1979 retornou para TV Tupi e participou da última novela da emissora, "Como Salvar Meu Casamento" (1979).

Na década de 80 foi contratado pela TV Bandeirantes, onde atuou em "Cavalo Amarelo" (1980), "Os Adolescentes" (1981), "Ninho da Serpente" (1982) e "O Campeão" (1982).

Ainda na TV Bandeirantes, em 1983, Kito Junqueira dirigiu a novela "Maçã do Amor" (1983), supervisionado por Roberto Talma.


Após estes trabalhos seguidos na TV Bandeirantes, Kito Junqueira trabalhou em várias outras emissoras, "Vereda Tropical" (1984) pela TV Globo, "Jogo do Amor" (1985) pelo SBT, "Tudo ou Nada" (1986) pela TV Manchete, "Chapadão do Bugre" (1988) pela TV Globo e "Pantanal" (1990) pela TV Manchete.

Em 1994, convidado pelo Partido Verde (PV), Kito Junqueira foi eleito Deputado Estadual de São Paulo como fenômeno de votos, tendo mais de 30 mil votos.

No cinema, Kito Junqueira participou de filmes como "Eternamente Pagu" (1988), "La Lona" (1995), "Topografia de um Desnudo" (2010) e um documentário sobre a vida do jornalista Paulo Francis, seu amigo.

No Teatro, Kito Junqueira atuou na peça "Bent" onde, por sua produção e atuação, recebeu os prêmios: Troféu APCA, Prêmio Molière e Troféu Mambembe, criado pelo Ministério da Cultura do Brasil.

Ainda atuou em "O Encontro de Descartes" (Prêmio Revelação de Ator), "Falemos Sem Calça", de Guilherme Gentile, sob a direção de Antônio Abujamra, "Não Explica Que Complica", sob direção de Alexandre Tenório, "A Herdeira", "O Monta Cargas", "As Cinzas da Mamãe" e "O Último Encontro".

Em 2003, Kito Junqueira enfrentou problemas de depressão ao separar-se da esposa e passou a viver um forte drama: A morte da ex-mulher, a advogada Lúcia Alvarez, mãe de sua filha Natalia Alvarez Pizano, que foi vítima de um sequestro relâmpago e assassinada em 23/02/2003. Seis meses depois deste episódio, a publicitária Márcia Bini, com quem o ator estava casado havia 18 anos, pediu a separação. Depois de um ano em depressão, Kito Junqueira voltou ao trabalho em 2004, protagonizando a peça "O Que Leva Bofetadas", dirigida por Antônio Abujamra.


Em 2006, depois de estar afastado da TV, quando fez participações especiais no "Você Decide" e na novela "Por Amor" (1997), da TV Globo, Kito Junqueira voltou ao vídeo no papel do político Laércio de "Cidadão Brasileiro" (2006), trama assinada por Lauro César Muniz, na TV Record. Ainda na TV Record, fez participações especiais nas novelas "Vidas Opostas" (2006) e "Chamas da Vida" (2008) e apresentou o programa "Acredite Se Quiser".

Em 2008, Kito Junqueira atuou na peça "Desencontros Clandestinos", ao lado de Eliete Cigarini.

Em 2009, Kito Junqueira se destacou na série da TV Record, "A Lei e o Crime" (2009), onde interpretou Ari, um inspetor policial sem escrúpulos.

Em 2016, Kito Junqueira casou-se com Maria Santos Pizano.

Em 2018, Kito Junqueira foi candidato a Deputado Federal no Paraná pelo Partido Progressista (PP). Ele não se elegeu.

Kito Junqueira estava se preparando para voltar aos palcos com a peça "À Flor da Pele", com direção de Alexandre Reinecke e produção de Ricardo Peixoto. "Ele estava super bem e na maior expectativa para começar os ensaios da peça!", afirmou Ricardo Peixoto nas redes sociais. Ele atuaria ao lado de Nattalia Rodrigues no espetáculo.

Atualmente, Kito Junqueira pode ser visto na reprise da novela "Por Amor" (1997), exibida no "Vale a Pena Ver de Novo", da TV Globo. Na trama de Manoel Carlos, ele interpretou o mau caráter Olavo, cúmplice da vilã Branca, interpretada por Susana Vieira.

Morte

Kito Junqueira faleceu na noite de quinta-feira, 22/08/2019, aos 71 anos, em sua casa na cidade de Curitiba, PR.

O corpo de Kito Junqueira deu entrada no Instituto Médico-Legal (IML) de Curitiba no início da madrugada de sexta-feira, 23/08/2019. O Instituto Médico-Legal (IML) não informou a causa da morte.

Segundo a filha de Kito Junqueira, Natália Pizano Coca, ele passou mal e chegou a ser socorrido pelo Serviço de Atendimento Médico de Urgência (SAMU).
"Acreditamos que possa ser infarto. Ele sentiu muita dor. O socorro chegou bem rápido, mas não deu!"

Carreira

Televisão (Apresentador)
  • 2006 - Acredite Se Quiser

Televisão (Ator)
  • 2009 - A Lei e o Crime ... Ari Carvalho
  • 2009 - Poder Paralelo
  • 2008 - Chamas da Vida ... Paulo Castelli
  • 2007 - Luz do Sol
  • 2006 - Vidas Opostas ... Oscar Tostão
  • 2006 - Cidadão Brasileiro ... Laércio Rocha
  • 2004 - Carga Pesada: "Homem Não Chora" ... Valdeci
  • 1998 - Você Decide: "O Intruso"
  • 1998 - Você Decide: "Amor ao Próximo"
  • 1997 - Por Amor ... Olavo
  • 1997 - Você Decide: "Vida Secreta"
  • 1997 - Você Decide: "Meu Pai"
  • 1996 - Você Decide: "Amor à Vida"
  • 1994 - Você Decide: "Dor de Amor"
  • 1994 - Você Decide: "Paternidade"
  • 1993 - Retrato de Mulher
  • 1990 - Pantanal ... Pistoleiro
  • 1988 - Chapadão do Bugre ... Clodulfo
  • 1986 - Tudo ou Nada ... Sampaio
  • 1985 - Jogo do Amor ... Fábio
  • 1984 - Vereda Tropical ... Alfredinho
  • 1982 - O Campeão ... Amadeu
  • 1982 - Ninho da Serpente ... Mateus
  • 1981 - Os Adolescentes ... Túlio
  • 1980 - Cavalo Amarelo ... Zeca
  • 1979 - Como Salvar Meu Casamento ... Melão
  • 1978 - Te Contei? ... Joca
  • 1977 - Teleteatro TV Cultura: O Gravador
  • 1977 - Espelho Mágico ... Nestor Rey
  • 1976 - Canção Para Isabel
  • 1976 - Tchan, a Grande Sacada
  • 1975 - Vila do Arco ... Romeu "Canjica"
  • 1973 - As Divinas... e Maravilhosas ... Doutor Cardoso

Televisão (Direção)
  • 1983 - Maçã do Amor

Cinema
  • 1988 - Eternamente Pagú
  • 1995 - La Lona
  • 2009 - Topografia de um Desnudo

Teatro
  • 1968 - Cantares
  • 1968 - Alô... 36-4408
  • 1970 - Tom Paine
  • 1971 - O Santo e a Porca
  • 1971 - Um Homem é Um Homem
  • 1972 - Longe Daqui, Aqui Mesmo
  • 1972 - Violinista no Telhado
  • 1973 - A Morta
  • 1973 - Falemos Sem Calças (Atuação e Produção)
  • 1978 - Apenas 500 Milhões de Dólares
  • 1979 - Baixa Sociedade
  • 1980 - Dona Rosita, a Solteira
  • 1980 - Pega Ladrão
  • 1981 - Bent (Atuação e Produção)
  • 1984 - Não Explica Que Complica
  • 1985 - A Herdeira
  • 1986 - O Segundo Tiro
  • 1988 - O Encontro Entre Descartes e Pascal
  • 1989 - O Último Encontro
  • 2002 - O Monta Cargas
  • 2004 - O Que Leva Bofetadas
  • 2005 - As Cinzas da Mamãe
  • 2006 - Desencontros Clandestinos
  • 2008 - Desencontros Clandestinos (Atuação e Produção)
  • 2015 - Sexo dos Anjos
  • 2019 - À Flor da Pele (Inédito) 

Fonte: Wikipédia
#FamososQuePartiram #KitoJunqueira

Paulinho Trompete

PAULO ROBERTO DE OLIVEIRA
(69 anos)
Trompetista

☼ Rio de Janeiro, RJ (30/05/1950)
┼ Rio de Janeiro, RJ (07/08/2019)

Paulo Roberto de Oliveira, mais conhecido como Paulinho Trompete, foi um trompetista nascido no Rio de Janeiro, RJ, no dia 30/05/1950.

Paulinho Trompete começou a tocar trompete ao ganhar o instrumento de sua mãe aos 8 anos de idade, e logo passou a tocar na igreja.

Aos 13 anos, apresentou-se no "Programa do Chacrinha", e, eleito o Melhor Instrumentista Mirim, permaneceu durante um ano no trono.

Aos 16 anos, iniciou sua carreira profissional, a princípio atuando em bailes com várias bandas, como Ed Lincoln, Os Devaneiros, Laffayete, Som 7 e Cry Baby. Mais tarde, fez apresentações no exterior, com destaque para o Olympia de Paris e o Carnegie Hall de New York, ao lado de Edison Machado, Idriss Sulyvan e Tânia Maria. Tocou também com artistas internacionais, como Dexter Gordon, Dizzy Gillespie, Jimmy Smith, Ray Charles e Chet Baker.

Em 1990, lançou no mercado internacional, pelo selo Lath Jazz, da Sony Music, o LP "Um Sopro de Brasil", que contou com a participação de outros instrumentistas, como Mauro Senise, Raul Mascarenhas, Rick Pantoja, Jorjão Barreto, Serginho Trombone, Guilherme Dias Gomes, Ricardo Silveira, Mamão (do grupo Azymuth), Jurim Moreira e outros.


Paulinho Trompete participou do Free Jaz Festival, com a Banda Brasil All Stars, em 1995, e com sua própria banda, em 1996. Ainda em 1996, lançou o CD "Um Sopro de Brasil II", que teve a participação de Raphael Rabello e do grupo Os Cariocas.

Em 2008, ao lado da Banda Sambop, gravou seu terceiro álbum, "Tema Feliz", pelo selo Guanabara, em que homenageia Durval Ferreira. Este álbum ganhou 5 estrelas e destaque no Segundo Caderno do jornal O Globo, além de o prêmio de melhor CD latino de 2009 pela JAZZIZ Magazine.

Ao longo de sua trajetória, participou de gravações com Chico BuarqueLeny AndradeGal CostaNana CaymmiAlcioneGilberto GilAzymuthEmílio SantiagoJoão NogueiraCazuzaBarão VermelhoAdriana CalcanhotoCauby PeixotoJoão de AquinoClara Moreno, entre outros artistas.

atuou, como compositor, arranjador e instrumentista

Paulinho Trompete atuou como compositor, arranjador e instrumentista de temas de vários especiais da TV Globo, como "Som Brasil""Criança Esperança""Gonzaguinha""Elis Regina""Fama", entre outros, além do tema de abertura do programa "Studio Jazz", da TVE.

Morte

Paulinho Trompete faleceu na quarta-feira, 07/08/2019, aos 69 anos, no Rio de Janeiro, RJ, depois de ficar um mês internado no Hospital Samaritano lutando contra um câncer no cérebro.

O sepultamento de Paulinho Trompete aconteceu na sexta-feira, 09/08/2019, no cemitério Jardim da Saudade, às 15h00.

Discografia

  • 1990 - Um Sopro de Brasil (LP)
  • 1996 - Um Sopro de Brasil II (CD)
  • 2008 - Paulinho Trompete e Banda Sambop ‎- Tema Feliz (CD)

Fonte: Wikipédia

João Carlos Barroso

JOÃO CARLOS DE ALBUQUERQUE MELO BARROSO
(69 anos)
Ator, Humorista e Dublador

☼ Rio de Janeiro, RJ (28/02/1950)
┼ Rio de Janeiro, RJ (12/08/2019)

João Carlos de Albuquerque Melo Barroso foi um ator, humorista e dublador nascido no Rio de Janeiro, no dia 28/02/1950.

João Carlos Barroso, que viveu parte da infância no bairro do Leme, no Rio de Janeiro, foi descoberto totalmente por acaso. Começou sua carreira de ator quando produtores argentinos o encontraram, com onze anos de idade, jogando bola nas calçadas da Rua Bolívar, no bairro de Copacabana, Rio de Janeiro. Ao abordarem, convidaram para participar de um filme que seria rodado nos morros da cidade. Este filme foi uma co-produção Brasil-Argentina filmado no ano de 1961 e lançado somente em 1973 com o título "Tercer Mundo". Em uma das primeiras cenas, João Carlos Barroso contracenou com Jardel Filho e Francisco Cuoco. Depois, entrou para o teatro onde conheceu Fernanda Montenegro.

Com seu trabalho neste filme, foi convidado para contracenar na peça teatral "O Homem Besta e a Virtude", de Luigi Pirandello. Por sua atuação, recebeu vários prêmios de revelação teatral de 1962.


João Carlos Barroso fez sua estreia na TV Globo na série "Rua da Matriz", primeira produção dramatúrgica da emissora, em 1965, emendando uma sequencia de produções pela empresa ao longo das próximas décadas.

Na primeira novela em cores da TV brasileira, "O Bem Amado" (1973), interpretou Eustórgio, o filho de Zeca Diabo, papel de Lima Duarte. A parceria deu tão certo que João Carlos Barroso também esteve ao lado de Lima Duarte em "Pecado Capital" (1975) e "Marron Glacê" (1978).

Em seu currículo, João Carlos Barroso tem dezenas de novelas como "O Bem Amado" (1973), "Pecado Capital" (1975), "Locomotivas" (1977), "O Salvador da Pátria" (1989), "Pedra Sobre Pedra" (1992), "Tropicaliente" (1994), "O Clone" (2001), entre outras.


Entre seus personagens mais populares na TV estão o Tavico de "Estúpido Cupido" (1976) e o Toninho Jiló de "Roque Santeiro" (1985), este último, talvez o seu personagem mais marcante.

No cinema, estrelou filmes como "A Espada Era a Lei" (1963) e "O Pistoleiro" (1976).

João Carlos Barroso também ficou marcado pelo trabalho no programa "Zorra Total", entre 2002 e 2016, participando de diversas esquetes com diferentes personagens. Ele também havia passado pelo humorístico em 1999, mas se desligou da atração para atuar nas novelas "Uga Uga" (2000), "Malhação" (2001) e "O Clone" (2001). Outro papel de destaque na carreira de João Carlos Barroso foi o do presidente Tancredo Neves na minissérie "JK" (2006).

Entre seus trabalhos mais recentes estão as inúmeras participações no humorístico "Zorra" além da novela "Sol Nascente" (2016), onde interpretou o delegado Mesquita. Ele não era mais contratado da TV Globo.

Morte

João Carlos Barroso faleceu na segunda-feira, 12/08/2019, aos 69 anos, no Rio de Janeiro, RJ vítima de um câncer no pâncreas. Segundo informações, João Carlos Barroso sofria de câncer no pâncreas há algum tempo. Ele estava hospitalizado e foi operado na semana anterior ao falecimento para a retirada de um tumor maligno. João Carlos Barroso teve complicações no pós-operatório e, após uma nova cirurgia, não resistiu e veio a falecer.

O velório de João Carlos Barroso foi realizado na quarta-feira, 14/08/2019, na Capela 3 do Cemitério São João Batista, em Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro. O velório contou com a presença de diversos nomes conhecidos da teledramaturgia e do humor. O sepultamento ocorreu após às 13h30.

Carreira

Televisão
  • 2016 - Sol Nascente ... Delegado Mesquita
  • 2015 a 2016 Zorra ... Diversas Esquetes
  • 2010 - Aventuras do Didi
  • 2006 - JK ... Tancredo Neves
  • 2004 - Carga Pesada
  • 2003 - A Casa das Sete Mulheres ... Soldado
  • 2003 - A Grande Família ... Goró (Episódio: "Família Apaixonada")
  • 2002 a 2015 - Zorra Total ... Vários Personagens
  • 2002 - Sítio do Pica-Pau Amarelo ... Tião Susto
  • 2001 - O Clone ... Severino
  • 2001 - Malhação ... Delegado Almeidinha
  • 2000 - Uga Uga ... Pereirinha
  • 1999 - Zorra Total ... Vários Personagens
  • 1998 - A Turma do Didi
  • 1998 - Era Uma Vez ... Jorge José "J.J."
  • 1994 - Tropicaliente ... Plínio
  • 1993 - Os Trapalhões
  • 1993 - Mulheres de Areia ... Daniel
  • 1992 - Pedra Sobre Pedra ... Arquibaldo
  • 1990 - Mico Preto ... Waldisney
  • 1989 - O Salvador da Pátria ... Fidélis
  • 1987 - Direito de Amar ... Danilo
  • 1985 - Roque Santeiro ... Toninho Jiló
  • 1984 - Livre Para Voar ... Álvaro "Alvinho"
  • 1983 - Pão Pão, Beijo Beijo ... Benedito "Benito" Cantarelli
  • 1982 - Os Imigrantes (Terceira Geração)
  • 1980 - Chega Mais ... Luís
  • 1978 Os Trapalhões ... Ator do novo filme do Tubarão
  • 1978 - Marron Glacé ... Luís César
  • 1978 - Pecado Rasgado ... Geraldo
  • 1978 - O Pulo do Gato ... Nando
  • 1977 - Locomotivas ... Paulo
  • 1976 - Estúpido Cupido ... José Otávio "Tavico / Caniço"
  • 1975 - Pecado Capital ... Valter
  • 1973 - Os Ossos do Barão ... Ricardo
  • 1973 - O Bem Amado ... Eustórgio
  • 1973-1980 - Chico City
  • 1965 - Rua da Matriz ... Filho do Mecânico
  • 1964 - Teatrinho Trol
  • 1962 a 1964 - Grande Teatro Tupi

Cinema
  • 1961 Tercer Mundo
  • 1963 - A Espada Era a Lei ... Arthur/Wart (Dublagem)
  • 1976 - O Pistoleiro ... José
  • 1979 - Nos Tempos da Vaselina ... Onofre
  • 2000 - Um Anjo Trapalhão ... Zé do Santinho
  • 2004 - Dona Eulália ... Eusébio

Gildo

GILDO CUNHA DO NASCIMENTO
(79 anos)
Jogador de Futebol

☼ Ribeirão, PE (13/11/1939)
┼ São Paulo, SP (02/08/2019)

Gildo Cunha do Nascimento, mais conhecido como Gildo, foi um jogador de futebol que atuava como atacante, nascido em Ribeirão, PE, no dia 13/11/1939.

Gildo começou a carreira no futebol jogando pelo Santa Cruz e lá chamou a atenção de três grandes clubes, que, em 1960, disputaram sua contratação: Fluminense, Santos e Palmeiras. Quase chegou a jogar pelo tricolor carioca, mas ao descobrir seu salário que seria menor do que ganhava no Santa Cruz, desistiu do negócio.

Em 1961, foi contratado pelo Palmeiras, onde viveu sua melhor fase na carreira, conquistando um campeonato paulista sobre o Santos de Pelé, um Torneio Rio-São Paulo e o Campeonato Brasileiro de 1967 (Gildo não participou da conquista da Taça Brasil do mesmo ano).

Gildo ainda foi o autor do primeiro gol do Palmeiras na Copa Libertadores, em uma vitória por 2 x 0 sobre o Independiente, na Libertadores de 1961, edição em que o Palmeiras foi vice-campeão.

Em 1966, ele teve uma rápida passagem pelo Flamengo, onde jogou apenas 12 partidas, retornando ao Palmeiras no ano seguinte.

Em 1968, Gildo foi para o Atlético-PR, clube em que encerrou a carreira e jogou com outros grandes craques como Bellini e o antigo companheiro de Palmeiras, Djalma Santos.

O Gol Mais Rápido do Mundo

No dia 07/03/1965, em uma partida contra o Vasco, válida pelo Torneio Rio-São Paulo e terminada em 4 x 1 para o Palmeiras, Gildo marcou o que foi considerado, na época, o gol mais rápido da história do futebol, e que até hoje é o gol mais rápido da história do Palmeiras e do Estádio do Maracanã.

O lance era uma jogada ensaiada do treinador Filpo Nuñez, em que, ao dar a saída, a bola era passada para Djalma Santos, que fazia um lançamento para aproveitar a velocidade de Gildo. Não se sabe o tempo exato em que o gol foi marcado, com jornais da época variando entre os 7 e os 10 segundos de partida.

Morte

Gildo faleceu na madrugada de sexta-feira, 02/08/2019, aos 79 anos. Ele estava internado há 15 dias no Hospital Sancta Maggiore, em São Paulo, e veio a falecer em decorrência de insuficiência pulmonar.

Em seus perfis oficiais nas redes sociais, o Palmeiras lamentou o ocorrido:
"A Sociedade Esportiva Palmeiras lamenta o falecimento do ex-jogador Gildo, autor do gol mais rápido da história do Verdão, e manifesta condolências aos amigos e familiares!"
Títulos

Palmeiras
  • 1967 - Campeonato Brasileiro
  • 1965 - Torneio Rio-São Paulo
  • 1963 - Campeonato Paulista


Atlético Paranaense
  • 1970 - Campeonato Paranaense


Julinho Botelho e Gildo
Clubes Profissionais

  • 1957-1960 - Santa Cruz
  • 1961-1966 - Palmeiras
  • 1966 - Flamengo
  • 1967-1968 - Palmeiras
  • 1968-1970 - Santa Cruz

Fonte: Wikipédia

Mario Gonzalez

MARIO GONZALEZ
(96 anos)
Golfista

☼ Santana do Livramento, RS (22/11/1922)
┼ Rio de Janeiro, RJ (29/07/2019)

Mario Gonzalez foi um golfista nascido em Santana do Livramento, RS, no dia 22/11/1922. É considerado o melhor golfista brasileiro de todos os tempos.

Mario Gonzalez começou a jogar golfe com oito anos de idade, tendo seu pai como seu professor.

Surgiu para o esporte em 1939, em sua cidade natal. Tinha apenas 17 anos e ficou com o título de campeão do Campeonato Amador do Brasil, iniciando uma série de conquistas que marcariam para sempre a história do esporte no Brasil.

O jovem gaúcho monopolizou os campeonatos brasileiros de amadores até 1949 e, depois de vencer pela nona vez, profissionalizou-se e transferiu-se de São Paulo para o Gavea Golf & Country Club, no Rio de Janeiro.


Head Pro do Gavea Golf de 1949 a 1984, foi vitorioso no Amador Brasileiro por nove vezes e campeão do Aberto Brasil oito vezes. Venceu vários abertos em clubes brasileiros e detém o recorde de 16 importantes vitórias internacionais: Ganhou, entre outros títulos, quatro vezes o Campeonato da Argentina, duas vezes o Aberto da Argentina, duas vezes o Aberto do Uruguai e uma vez o Campeonato Amador da Espanha, o Aberto da Espanha e o título amador do Aberto da Inglaterra.

Mario Gonzalez jogou com os melhores jogadores do mundo, tais como Bobby Jones, Gene Sarazen, Henry Cotton, Martin Pose, Roberto de Vicenzo, Ricardo Rossi, Peter Thompson, Kel Nagle, Sam Snead, Arnold Palmer, Billy Casper, George Archer, Flory Van Donck, Lloyd Mangrum e muitos outros.

Mario Gonzalez representou o Brasil em 16 Copas do Mundo.

Foi mencionado por Peter Thompson, cinco vezes vencedor do Aberto Britânico, na revista estadunidense Golf Digest como um dos dez melhores jogadores do mundo com quem já jogou.

Em sua homenagem, em 2012, foi criada a Taça Mario Gonzalez, disputada anualmente entre duplas por países durante o campeonato amador do Brasil, e no Gavea Golf And Country Club há uma estátua do golfista, em tamanho natural, feito pelo artista Edgar Dulvivier.

Morte

Mario Gonzalez faleceu na noite de segunda-feira, 29/07/2019, aos 96 anos. A causa da morte não foi divulgada.

O velório de Mario Gonzalez ocorrerá na quarta-feira, 31/07/2019, das 9h00 às 11h00, no Cemitério Memorial do Carmo, na Zona Portuária do Rio de Janeiro.

Títulos

Principais Competições Internacionais
  • 3 vezes o Campeonato Amadores da Argentina
  • 2 vezes o Campeonato Aberto da Argentina
  • 2 vezes o 1º Amador do Aberto da Argentina
  • 2 vezes o Campeonato Aberto do Uruguai
  • 2 vezes o 1º Amador do Aberto do Uruguai
  • 1 vez o Campeonato Aberto do Sul da Argentina
  • 1 vez o Campeonato Amador (Puerta de Hiero) da Espanha
  • 1 vez o Campeonato Aberto da Espanha
  • 1 vez o Campeonato Internacional de Duplas Mistas de Portugal
  • 1 vez o Saint George Cup da Inglaterra
  • 1 vez 1º amador no Campeonato Aberto da Inglaterra
  • 1 vez vencedor da classificação do Campeonato Amador dos Estados Unidos (Omaha, Nebraska)


Principais Competições Nacionais
  • 9 vezes o Campeonato Amador Brasileiro
  • 8 vezes o Campeonato Aberto Brasileiro (Profissionais e Amadores)
  • 3 vezes o 1º amador do Aberto Brasileiro

Fonte: Wikipédia e JB FM
#FamososQuePartiram #MarioGonzalez

Ruth de Souza

RUTH PINTO DE SOUZA
(98 anos)
Atriz

☼ Rio de Janeiro, RJ (12/05/1921)
┼ Rio de Janeiro, RJ (28/07/2019)

Ruth Pinto de Souza, nacionalmente conhecida como Ruth de Souza, foi uma atriz, primeira dama negra do teatro, do cinema e da televisão brasileira.

Ruth de Souza nasceu no Rio de Janeiro, no bairro do Engenho de Dentro, no dia 12/05/1921, e logo mudou-se com a família para um sítio em Porto Marinho, interior de Minas Gerais, ficando lá até os 9 anos de idade. Com a morte do pai, ela e a mãe voltaram a morar no Rio de Janeiro, em uma vila, no bairro de Copacabana.

Filha de um lavrador e de uma lavadeira, desde criança Ruth de Souza sonhava em ser atriz. Encantou-se pelo teatro e o cinema quando assistiu ao filme "Tarzan, O Filho Das Selvas" (1932).

Com ingressos que a mãe, lavadora de roupas, ganhava das patroas, ia assistir a espetáculos no Theatro Municipal.
"Eu era apaixonada por cinema. Queria ser atriz, mas naquela época não tinha atores negros, e muita gente ria de mim: 'Imagina, ela quer ser artista! Não tem artista preto!'. Eu ficava meio chateada, mas sabia que ia fazer. Como, não sabia!"

Ruth de Souza interessou-se pelo teatro e, em 1945, ingressou no Teatro Experimental do Negro, grupo liderado por Abdias do Nascimento. Ela abriu caminho para o artista negro no Brasil, tendo participado, ao lado de outras mulheres negras, do primeiro grupo de teatro negro a subir ao palco do Teatro Municipal do Rio de Janeiro com a peça "O Imperador Jones", de Eugênio O'Neill.

Como uma das pioneiras da TV brasileira, a atriz participou de programas de variedades e musicais no início das transmissões da TV Tupi, até adaptar para a televisão, com Haroldo Costa, a peça "O Filho Pródigo", que havia encenado no Teatro Experimental do Negro.

Estreou no cinema em 1948 no filme "Terra Violenta", baseado no romance "Terras do Sem-Fim", de Jorge Amado. Participou de inúmeras produções, tais como "Falta Alguém no Manicômio" (1948), "Também Somos Irmãos" (1949), "Ângela" (1951) e "Terra É Sempre Terra" (1952).

Na década de 50, participou de radionovelas e começou a atuar nos teleteatros da TV Tupi.

Em 1953, conquistou reconhecimento nacional por sua participação em "Sinhá Moça", o que impulsionou sua carreira de atriz cinematográfica. Em "Sinhá Moça" Ruth de Souza fez uma dupla inesquecível com Grande Otelo


Em 1954, no Festival de Veneza, Ruth de Souza foi a primeira atriz brasileira indicada ao prêmio de melhor atriz num festival internacional de cinema: "Sinhá Moça", a versão para o cinema de Tom Payne.

Em entrevista ao Memória Globo, ela lembrou que, por pouco, não levou o prêmio e ainda superou atrizes consagradas como Katherine Hepburn e a Michèle Morgan. Lili Palmer foi a vencedora.
"Era muito importante o festival, Veneza, o Festival de Veneza naquela época acho que era mais importante que o de Cannes, era muito importante. E aí, quando veio a notícia de que Lili Palmer tinha ganho o prêmio e eu tinha perdido por dois votos. Dois votos... Então, a Katherine Hepburn e a Michèle Morgan ficaram para trás, ficaram em quarto lugar, não sei.. Para mim, foi como se eu tivesse ganho o prêmio, foi muito importante para a minha carreira, inclusive!"
(Ruth de Souza)

Em 1959, viveu outro momento especial no palco, quando protagonizou "Oração Para Uma Negra", de William Faulkner, com Nydia Lícia e Sérgio Cardoso, no Teatro Bela Vista, em São Paulo.


Ruth de Souza recebeu bolsa de estudo da Fundação Rockefeller e passou um ano nos Estados Unidos, estudando na Universidade de Harvard e na Academia Nacional do Teatro.

Na década de 60, adquiriu sucesso na televisão com a telenovela "A Deusa Vencida" (1965), de Ivani Ribeiro, na TV Excelsior.

Ruth de Souza esteve também no clássico "O Assalto Ao Trem Pagador" (1962), de Roberto Farias.

Ruth de Souza era grande admiradora do cinema por entender que era onde o artista negro tinha mais oportunidades.
"O cinema sempre deu mais oportunidade para o negro, desde o Grande Otelo. Eu tive sorte na continuidade de trabalho, tanto no teatro quanto na televisão. Sempre tive trabalho, mas são poucos os negros que têm. Isso foi benção de Deus!"
Em 1968, integrou o elenco da TV Globo onde se tornou a primeira atriz negra a protagonizar uma telenovela, "Passo dos Ventos" (1968) de Janete Clair e "A Cabana do Pai Tomás" (1969), escrita por Hedy Maia, Glória Magadan e Walther Negrão. Até então, participou intensamente da teledramaturgia da emissora, atuando em diversas produções.


Na TV Globo, Ruth de Souza atuou em mais de 20 novelas. Entre elas: "A Cabana do Pai Tomás" (1969), "Pigmalião 70" (1970), "Os Ossos do Barão" (1973), "O Rebu" (1974), "Duas Vidas" (1976) e "O Clone" (2001). Também atuou em seriados como "Memorial de Maria Moura" (1994) e "Na Forma da Lei" (2010).

Ruth de Souza foi homenageada pela escola de samba carioca Acadêmicos de Santa Cruz no carnaval de 2019, com o enredo "Ruth de Souza - Senhora Liberdade. Abre as Asas Sobre Nós".

Seu último trabalho foi na minissérie "Se Eu Fechar Os Olhos Agora" (2018), que foi ao ar em 2019 na TV Globo. Na história recriada por Ricardo Linhares a partir do romance original de Edney Silvestre, ela viveu Madalena. Idosa e abandonada, a personagem era "adotada" pelos meninos Paulo Roberto (João Gabriel D’Aleluia) e Eduardo (Xande Valois) antes de ser assassinada de forma brutal e misteriosa.

Nos últimos anos, Ruth de Souza considerava-se aposentada, mas estava lúcida e bem de saúde.

Morte

Ruth de Souza faleceu na manhã de domingo, 28/07/2019, aos 98 anos. Ela estava internada no Centro de Tratamento Intensivo do Hospital Copa D'Or, em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, vítima de uma pneumonia. A causa da morte não foi informada pelo hospital.

O velório de Ruth de Souza ocorrerá na segunda-feira, 29/07/2019, no Theatro Municipal a partir das 8h00. Na primeira parte, o velório será fechado para a família até 10h00, segundo informações da assessoria do Theatro Municipal. Em seguida, será aberto ao público até às 12h00.

Carreira

Televisão
  • 1951 - Grande Teatro Tupi
  • 1952 - Grande Teatro Tupi
  • 1953 - Grande Teatro Tupi
  • 1954 - Grande Teatro Tupi
  • 1955 - Grande Teatro Tupi
  • 1965 - A Deusa Vencida ... Narcisa
  • 1968 - Passo Dos Ventos ... Mãe Tuiá
  • 1969 - A Cabana Do Pai Tomás ... Cloé
  • 1969 - Verão Vermelho ... Clementina
  • 1970 - Assim Na Terra Como No Céu ... Isabel
  • 1970 - Pigmalião 70
  • 1971 - O Homem Que Deve Morrer ... Maria das Dores
  • 1972 - Bicho do Mato ... Zilda
  • 1973 - O Bem Amado ... Chiquinha do Parto
  • 1973 - Os Ossos Do Barão ... Elisa
  • 1974 - O Rebu ... Lourdes
  • 1975 - Helena ... Madalena
  • 1975 - O Grito ... Albertina
  • 1976 - Duas Vidas ... Elisa
  • 1977 - Sinhazinha Flô ... Justina
  • 1978 - Sinal De Alerta ... Adelaide Santiago
  • 1980 - Olhai Os Lírios Do Campo ... Mariana
  • 1982 - Sétimo Sentido ... Jerusa Bueno
  • 1983 - Caso Verdade
  • 1984 - Caso Verdade
  • 1984 - Corpo A Corpo ... Jurema Nascimento Rangel
  • 1986 - Sinhá Moça ... Balbina
  • 1986 - Cambalacho ... Dona Aparecida
  • 1987 - Mandala ... Josefa Santana (Zezé)
  • 1987 - Expresso Brasil ... Chiquinha do Parto
  • 1988 - Fera Radical ... Cecília
  • 1989 - Pacto De Sangue ... Mãe Quitinha
  • 1990 - Rainha Da Sucata ... Juíza Elizabeth
  • 1992 - De Corpo E Alma ... Amiga de Calu
  • 1993 - Você Decide (Episódio: "A Cor Do Amor")
  • 1994 - Memorial De Maria Moura ... Siá Mena
  • 1995 - Você Decide (2 Episódios)
  • 1996 - Quem É Você? ... Isolina Barroso
  • 1997 - Você Decide (Episódio: "Enrascada")
  • 2000 - Você Decide ... Isaura (Episódio: "A Mãe Preta")
  • 2001 - O Clone ... Mocinha da Silva (Dona Mocinha)
  • 2004 - Senhora Do Destino ... Marina Cazarredo
  • 2006 - Sinhá Moça ... Mãe Maria
  • 2007 - Amazônia, De Galvez a Chico Mendes ... Madrinha Entrevada
  • 2007 - Duas Caras ... Tia Nena
  • 2008 - Faça Sua História ... Passageira (Episódio: "Super Mamãe Suzete")
  • 2010 - Na Forma da Lei ... Velha Oxalá
  • 2018 - Mister Brau ... Ela Mesma (Episódio: "01 de maio de 2018")
  • 2018 - Se Eu Fechar Os Olhos Agora ... Madalena dos Santos


Cinema
  • 1948 - Terra Violenta ... Empregada
  • 1948 - Falta Alguém No Manicômio ... Júlia
  • 1949 - Também Somos Irmãos ... Rosália
  • 1950 - A Sombra Da Outra
  • 1950 - Aglaia
  • 1951 - Ângela ... Divina
  • 1951 - Terra É Sempre Terra ... Bastiana
  • 1953 - Sinhá Moça ... Sabina
  • 1954 - Candinho ... Dona Manuela
  • 1956 - Quem Matou Anabela?
  • 1957 - Osso, Amor E Papagaios ... Benedita
  • 1958 - Ravina ... Mariana
  • 1959 - Fronteiras Do Inferno
  • 1960 - Mistério Da Ilha De Vênus ... Mama Rata
  • 1960 - Favela
  • 1961 - Bruma Seca ... Luísa
  • 1961 - A Morte Comanda O Cangaço ... Rezadeira
  • 1962 - O Assalto Ao Trem Pagador ... Judith
  • 1963 - O Cabeleira ... Jovina
  • 1963 - Gimba, O Presidente Dos Valentes ... Chica
  • 1968 - O Homem Nu ... Testemunha de Jeová
  • 1974 - Pureza Proibida ... Cotinha
  • 1975 - Ana, A Libertina ... Empregada
  • 1976 - Um Homem Célebre
  • 1977 - Quem Matou Pacífico?
  • 1977 - Ladrões De Cinema ... Rainha Louca
  • 1980 - Fruto Do Amor ... Ana Maria
  • 1987 - Jubiabá
  • 1994 - Boca ... Srª Esteban
  • 1999 - Um Copo De Cólera
  • 2001 - A Negação Do Brasil ... Ela Mesma
  • 2003 - Aleijadinho - Paixão, Glória E Suplício ... Joana Lopes
  • 2004 - As Filhas Do Vento ... Maria Aparecida (Cida)
  • 2015 - O Vendedor De Passados ... Dona Célia
  • 2018 - Primavera ... Josephina / Matilda / Madre Amélia


Teatro
  • 1945 - O Imperador Jones
  • 1946 - Todos Os Filhos De Deus Têm Asas
  • 1946 - O Moleque Sonhador
  • 1947 - O Filho Pródigo
  • 1947 - Terras Do Sem-Fim
  • 1948 - Recital Castro Alves
  • 1948 - A Família E A Festa Na Roça
  • 1949 - Aruanda
  • 1949 - Filhos De Santo
  • 1950 - Calígula
  • 1958 - Vestido De Noiva
  • 1959 - Oração Para Uma Negra
  • 1960 - Oração Para Uma Negra
  • 1961 - Quarto De Despejo
  • 1964 - Vereda Da Salvação
  • 1967 - O Milagre De Anne Sullivan
  • 1978 - A Revolução Dos Patos
  • 1980 - Passageiros Da Estrela
  • 1983 - Requiém Para Uma Negra
  • 1994 - Anjo Negro

Ruth de Souza e Grande Otelo
Prêmios e Indicações

Prêmios Internacionais
  • 1954 - Festival Internacional de Cinema de Veneza  -  Troféu Leão de Ouro a Melhor Atriz "Sinhá Moça" (Esta indicação fez de Ruth a primeira atriz brasileira indicada a um prêmio internacional de cinema)


Prêmios Nacionais
  • 1976 - Troféu APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte)  -  Melhor Atriz Coadjuvante "Pureza Proibida" (Venceu)
  • 2004 - Festival de Gramado  -  Melhor Atriz "As Filhas Do Vento" (Venceu)
  • 2006 - Prêmio Contigo! de Cinema Nacional  -  Melhor Atriz "As Filhas Do Vento" (Indicado)
  • 2018 - 5º Festival Brasil de Cinema Internacional   -  Melhor Atriz Coadjuvante "Primavera" (Venceu)

Fonte: Wikipédia e G1
#FamososQuePartiram #RuthdeSouza

Roniquito

RONALD RUSSEL WALLACE DE CHEVALIER
(46 anos)
Economista

☼ Manaus, AM (1937)
┼ Rio de Janeiro, RJ (Janeiro de 1983)

Ronald Russel Wallace de Chevalier, mais conhecido por Roniquito, foi um economista nascido em Manaus no ano de 1937.

Filho do escritor Ramayana de Chevalier e irmão da atriz, jornalista, escritora e compositora Scarlet Moon, falecida em 05/06/2013, Roniquito talvez tenha sido o sujeito mais sem censura da história de Ipanema.

Segundo conta Ruy Castro, no livro "Ela é Carioca", o economista Roniquito de Chevalier foi o verdadeiro inventor da palavra "Aspone" (Assessor de Porra Nenhuma).

Ele às vezes entrava num botequim e se anunciava:
"Senhoras e senhores, aqui Ronald de Chevalier. Dentro de alguns minutos... Roniquito!"
Mesas estremeciam. Todos sabiam que aquele rapaz bem-nascido, bem vestido, bem-falante e de profissão economista, que acabara de entrar recitando Shakespeare ou Baudelaire, iria cumprir a ameaça.

Dali a três ou quatro uísques (não havia uma progressão, era de repente), ele se aproximava de alguém (o queixo proeminente quase espetando a cara do outro) e dizia alguma coisa tão ofensiva que fazia o outro espumar e partir para assassiná-lo. Talvez porque o que ele dissesse fosse a verdade.

Certa vez o cartunista Jaguar tentou acompanhá-lo por uma noite: Foram expulsos de quatro bares.

Scarlet Moon não lembra o ano exato, apenas que o fato se deu no começo da década de 70. Ladrões invadiram o Antonio's, principal reduto da boemia carioca, dominaram os frequentadores e começaram a esvaziar os caixas. Assustados, todos ficaram em silêncio, exceto um homem franzino, que interrompeu a ação diversas vezes insistindo para que os ladrões levassem também uma lista de pessoas e valores ao lado da caixa registradora: Era a relação dos devedores do bar, o "pendura".

Esse homem era Ronald Russel Wallace de Chevalier, o Roniquito, e a história é uma das muitas que cercam um dos personagens ao mesmo tempo mais amados e odiados da Ipanema dos anos 60 e 70. 

Roniquito era tão corajoso quanto frágil fisicamente. Escapou centenas de vezes de ser desmembrado ou de ter os ossos da face transformados em paçoca por punhos poderosos. Muitas vezes foi salvo pelos amigos, que brigavam por ele. Em outras, apanhou de verdade e aguentou firme.

Conta-se que, numa dessas, o sujeito que o espancava perguntou-lhe: "Chega ou quer mais?". E Roniquito, no chão, com o sapato do brutamontes sobre seu pescoço, ainda conseguiu olhar para cima e articular: "Cansou, filho da puta?".

Roniquito dizia o que pensava para qualquer um, não importava o cargo, a idade, a cor, o sexo, ou o tamanho da pessoa.

Umas dessas foi o cronista Antônio Maria, que, sozinho, seria capaz de massacrar vinte Roniquitos. Numa discussão no Bottle’s Bar, no Beco das Garrafas, em 1962, Roniquito provocou Antônio Maria ao duvidar de sua competência como homem de televisão. Para ele, homem de televisão era seu amigo Walter Clark, então diretor comercial da TV Rio e que estava calado na mesa, temendo o pior.

Roniquito ofendia Antônio Maria e pedia o testemunho do boêmio dentista Jorge Arthur Graça, o "Sirica", também sentado com eles. Antônio Maria aguentou enquanto pôde, até que Roniquito soltou a frase final: "Antônio Maria, você foi parido por um ânus!".

Ao ouvir isso, Antônio Maria ficou vermelho e atirou-se enfurecido sobre RoniquitoWalter Clark e quem mais estivesse por ali. A muito custo, foi contido por Jorge Arthur Graça e mais uns dez.

Walter Clark e Roniquito eram amigos de adolescência em Ipanema. Conheceram-se no Colégio Rio de Janeiro, depois de uma prova de redação na qual Walter Clark, recém-chegado de São Paulo, teria tirado 10. A primeira frase de Roniquito para Walter Clark foi: "Você é o garoto que tirou 10? Você me parece bem medíocre...". Nunca mais se separaram.

Nos anos 60, Walter Clark contratou Roniquito para trabalhar na administração da TV Rio e toureou os insultos que Roniquito disparava contra o próprio chefe, Péricles do Amaral.

Quando Walter Clark saiu para fazer a TV Globo, em 1965, levou Roniquito com ele. Com o estrondoso sucesso da TV Globo a partir de 1970, a máquina começou a andar sozinha e Roniquito e o próprio Walter Clark pareceram ficar sem função. Dizia-se que a única utilidade de Roniquito era beber uísque com Walter Clark durante o expediente - em xícaras de chá, para dar menos na vista.

Foi quando, ao ser perguntado sobre o que fazia na TV Globo, Roniquito respondeu com a expressão depois popularizada por Carlinhos de Oliveira:
"Sou aspone. As-po-ne. Assessor de porra nenhuma!"
A palavra, consagrada nacionalmente, ainda não chegou ao Dicionário Aurélio.

Mas não era bem assim. Na própria TV Globo, sua atuação esteve longe de ser a de um "Aspone". Numa época de crise, por exemplo, ajudou a equacionar uma pesada dívida da TV Globo para com a Receita Federal.

Roniquito era um economista brilhante, ex-aluno de Octávio Gouveia de Bulhões, Roberto Campos e Mário Henrique Simonsen, e fora o orador da sua turma, da qual fazia parte Maria da Conceição Tavares.

Em fins dos anos 50, saiu da faculdade para um emprego na Comissão Econômica Para a América Latina (CEPAL). Mário Henrique Simonsen, por sinal, vivia consultando-o sobre questões econômicas, antes, durante e depois de ser Ministro do Planejamento do governo de Ernesto Geisel - e sendo derrotado por ele no xadrez.

Sóbrio, Roniquito trabalhava também no Ministério da Fazenda, escrevia uma coluna semanal no Correio Braziliense e dava palestras em universidades e cursos de pós-graduação. E, sóbrio ou ébrio, passava a impressão de ser íntimo de todos os livros do mundo: Falava inglês e francês, sabia poetas inteiros de cor e conhecia muita literatura, sendo apaixonado por William Faukner.

Suas estantes eram impecáveis, com os livros organizados por assunto, todos sempre à mão. Em música Roniquito era capaz de assobiar até os clássicos. Parte dessa erudição lhe vinha de família: Seu pai, o amazonense Walmik Ramayana de Chevalier, era poeta e médico. O Ramayana do nome era uma referência ao célebre poema hindú.

Walmik Ramayana de Chevalier carimbou seus filhos com nomes bonitos, mas, para brasileiros, estrambóticos: Roniquito era Ronald Russel Wallace de Chevalier. Dois de seus irmãos eram Stanley Emerson Carlyle de Chevalier e, claro, Scarlet Moon de Chevalier.

Por intermédio do pai, Roniquito ainda usava calças curtas quando se sentou para beber pela primeira vez com Vinícius de Moraes e Paulo Mendes Campos. Ou seja, já começou entre os profissionais. Na mesma época, para exibir Roniquito, o pai mandou-o imitar Ruy Barbosa para Lúcio Cardoso. Roniquito imitou Ruy Barbosa à perfeição, com todos os pronomes no lugar. Lúcio Cardoso ficou fascinado: "Nunca vi um menino de dez anos beber tão bem!".

Muitos anos depois, Lúcio Cardoso deu-lhe para ler os originais de seu romance "Crônica da Casa Assassinada" e pediu-lhe sua opinião.

Mas, quando Lúcio Cardoso o enxotou de uma festa em seu apartamento por ele estar zombando do namoro secreto de Paulinho Mendes Campos com Clarice Lispector, Roniquito foi para debaixo da janela de Lúcio Cardoso e começou a gritar o insulto que, na sua opinião mais o ofenderia: "Faukner do Méier! Faukner do Méier!".

A relação de Roniquito com os escritores era cruel. Ao cruzar com Fernando Sabino num restaurante, Roniquito perguntou-lhe: "Fernando Sabino, quem escreve melhor, você ou Nelson Rodrigues?".

Fernando Sabino gaguejou: "Bem... Nelson Rodrigues, é claro!".

Mas Roniquito fulminou: "E quem é você para julgar Nelson Rodrigues?".

Roniquito fez pior com o suave Antônio Callado, a quem perguntou se já tinha lido FaulknerAntônio Callado disse que, evidentemente, já tinha lido. Roniquito então disse: "Bem, se já leu Falkner, você sabe que você é um bosta!".

Para Roniquito, segundo a crônica escrita por Ferreira Gullar, a música do amigo Tom Jobim seria uma simples cópia da música do maestro Villa-Lobos. Clarice Lispector surgiria como uma "wannabe" Virginia Woolf.

Amicíssimo de seus amigos, certa vez Roniquito foi ao velório de um deles, entrou na sala errada e, diante da família compungida esbravejou: "Esse defunto é horroroso! O nosso é muito mais bonito!". Sob o mesmo tema escapou de várias surras no circuito Ipanema-Leblon, quando ao chegar nos bares e verificar a ausência dos seus amigos dizia: "O lugar está cheio de ninguém!".

Comemoração de vitória do Fluminense no Antônio's Bar
Na foto, da esquerda para direita, o garçom Marcos Vasconcellos, Roniquito Chevalier, Nelson Motta, Chico Buarque e Lúcio Rangel
Se Roniquito se limitasse a desfeitear os amigos, seria apenas um bebum inconveniente. Mas ele também não tinha a menor cerimônia com o poder, nem mesmo quando esse era o truculento poder militar. Certa vez, numa recepção na TV Globo, Roniquito foi apresentado a um general. Depois de certificar-se de que ele nunca lera Machado de Assis, perguntou-lhe se pelo menos entendia de música. O general hesitou e Roniquito exemplificou: "Nem essa?". E, com a voz e os dedos imitando uma corneta, solou o toque da alvorada.

Em outra visita de autoridades à TV Globo, Roniquito perguntou a Pratini de Moraes, Ministro dos Transportes do governo Emílio Garrastazu Médici, se ele sabia o tamanho de um vergalhão. O ministro vacilou e Roniquito emendou: "Pois devia saber, porque o governo está enfiando um vergalhão no rabo do povo!".

De outra feita, no governo de Ernesto Geisel, quando Roniquito conversava com o seu amigo, o Ministro da Previdência Luiz Gonzaga do Nascimento Silva, outro ministro, Severo Gomes, este da Indústria e Comércio e dono dos cobertores Parahyba, tentou se meter. Roniquito cortou-o: "Não estou falando com fabricante de lençóis!".

Em todas essas ocasiões, Roniquito foi salvo do opróbrio na Globo porque era adorado por Walter Clark e Boni. Chegou a ser posto de quarentena diversas vezes, mas a punição nunca era mais do que simbólica. De certa forma, Roniquito era o que Walter Clark, com todo o seu poder, gostaria de ser: Fino de berço e grosso por opção - Walter Clark era o contrário.

Mas a maior sem-cerimômia de Roniquito para com o poder foi em 1967 e envolveu o Marechal Costa e Silva, já presidente. Segundo a história muito bem contada por Ferdy Carneiro, Roniquito estava ciceroneando um figurão americano convidado do Governo, a pedido de Nascimento Silva. Naquela manhã ele levou o visitante para almoçar no restaurante do Museu de Arte Moderna (MAM). Antes de irem para a mesa, resolveram reforçar-se no bar com alguns uísques.

Por coincidência, na mesma hora, Costa e Silva também estava no Museu de Arte Moderna (MAM) para almoçar. A comitiva presidencial, sem as normas de segurança que depois se tornariam comuns, passou por Roniquito no momento em que este catava seu isqueiro no paletó para acender um cigarro.

Com o cigarro no canto da boca, Roniquito viu o presidente. Avançou, cravou o queixo nas medalhas de Costa e Silva e perguntou: "O senhor tem fogo?".

Os seguranças, como que subitamente acordados de um rigor mortis, pularam sobre ele. O americano, sem entender o que se passava e já incapaz de fazer um quatro, se a isso fosse solicitado, balbuciou qualquer coisa como "Whatthegoddamfuckdoyouthinkyouredoin'" e foi também abotoado.

Os dois foram levados para o 3º Distrito, na Rua Santa Luzia, por desacato à autoridade. Diante do delegado, o americano esbravejava com voz pastosa: "I’m an American shitizen! Call the embashy!".

O delegado perguntou: "Quê que o gringo tá falando?".

"Ele tá dizendo que a polícia no Brasil é uma merda!", traduziu Roniquito.

"Ah, é? Pois ele vai ver o que é merda!", bramiu o delegado.

O americano pediu para usar o telefone. Roniquito traduziu: "Ele está dizendo que no Brasil ninguém respeita os direitos humanos!".

"Direitos humanos é o cacete! Ele vai entrar no pau!", ganiu o delegado.

O americano perguntou a Roniquito por que o delegado estava tão brabo.

Roniquito sussurrou para o delegado: "Agora ele está dizendo que o Brasil é uma ditadura facista!".

Por sorte, quando estava prestes a ser apresentado ao pau-de-arara, o americano conseguiu mostrar um documento com o emblema do governo americano. Foi dado o telefonema e, em poucos minutos, chegaram as tropas da embaixada e do Itamaraty para libertar Roniquito e o gringo.

Mas, por causa de Roniquito, concluiu Ferdy Carneiro, por pouco não se declarou uma guerra entre o Brasil e os Estados Unidos, tendo como pivô um palito de fósforo.

Não admira que Roniquito não tenha sido levado a sério quando se ofereceu para ser trocado pelo embaixador Burke Elbrick, sequestrado em 1970.

Roniquito deixou sua marca como boêmio num Rio de Janeiro que não existe mais. Uma boa fonte de assunto para mesa de bar numa sexta-feira. E foi assim certa noite em 1964, quando bebia com Paulo César Saraceni e Armando Costa num bar de Copacabana. Os três esculhambavam o golpe e as Forças Armadas em altos brados. Numa das mesas próximas havia um grupo de militares que se sentiu ofendido. Os militares foram à 13ª Delegacia e convocaram a polícia para prender os difamantes.

Armando Costa estava no banheiro quando os policiais chegaram. Ao se aproximarem da mesa, foram desacatados por Roniquito. Levaram Paulo César Saraceni e ele presos. Armando Costa, saindo do lavabo, tentou ser preso também mas não conseguiu.

Na delegacia, embora Paulo César Saraceni e o delegado tentassem, não conseguiam aplacar a ira roniquitianaPaulo César Saraceni ligou para Tio Pandiá, que chegou prontamente, conversou com o delegado e convenceu-o a liberar os dois.

Conseguiu porque o delegado não aguentava mais o discurso irado de Roniquito. Num determinado momento, Paulo César Saraceni disse que ia embora e levaria o Tio Pandiá com ele, para ver se Roniquito se acalmava e ia junto. Mas Roniquito estava tomado de ódio dos militares e continuava sua peroração. Tio Pandiá e Paulo César Saraceni fizeram menção de partir. Desta vez foi o delegado que estrilou: "Pelo amor de Deus! Não deixa esse cara aqui não!"

Livre dos espíritos, Roniquito era um gentleman. Beijava as mãos das senhoras e encantava-as com sua inteligência e educação. Mas era bom não confiar. A poção que o fazia passar de Drº Jekyll a Mr. Hyde, ou de Drº Roni a Mr. Quito, segundo Marcos de Vasconcelos, vinha em toda espécie de garrafas. Com uma única palavra ele seria capaz de provocar um terremoto.

Uma elegante senhora do Flamengo, que só conhecia o seu lado fino, convidou-o para um jantar em sua casa. Roniquito comportou-se bem no jantar, mas bebeu vinho demais, desmaiou sobre o prato e foi levado roncando para um sofá.

Terminado o jantar, um dos convidados propôs uma brincadeira então na moda, "A palavra é...".

No meio do jogo, Roniquito deu sinais de que estava acordando. A dona da casa achando que ele queria participar da brincadeira, foi até o sofá, de mãos postas e com um sorriso de beatitude: "Roniquito, a palavra é...".

E Roniquito, meio zonzo de sono: "Ca-ra-lho".

Naturalmente, foi expulso pelo filho da anfitriã.

Quem o conhecesse mal, diria que Roniquito tinha um temperamento bélico. Mas era a sua falta de paciência para com os enganadores que o levava a ser radical. Poucos meses depois do golpe de 1964, intelectuais reunidos no Teatro Santa Rosa promoviam um debate emocionado e anódino sobre os "Caminhos da Democracia no Brasil". Propunham "Estratégias de Ação".

Foi quando se ouviu, do fundo da platéia, sua voz característica: "Muito bem. E quem vai fornecer as metralhadoras?". O debate acabou ali.

Roniquito ganhou sua biografia "Drº Roni & Mr. Quito - A Vida do Amado e Temido Boêmio de Ipanema", escrita por Scarlet Moon de Chevalier, sua irmã e lançada em setembro de 2006.

Drº Roni & Mr. Quito
A Vida do Amado e Temido Boêmio de Ipanema

Optando por um andamento cronológico, o livro de Scarlet Moon de Chevalier, que traz no nome uma referência a Drº Jekyll e Mr. Hyde, do livro "O Médico e o Monstro", de Robert Louis Stevenson, apresenta Roniquito, que era alcoólatra, no auge de sua lenda etílica mas também flagra a sua faceta mais sóbria, quando, por exemplo, na qualidade de economista respeitado, dava orientações de investimento a um garçom do Antonio's - que, por conta da ajuda e dos conselhos financeiros do amigo, conseguiu comprar um táxi após o fechamento do lugar.

Um dos fundadores da Banda de Ipanema, Roniquito teve em sua vida postos mais sérios. Trabalhou com Carlos Lessa na Comissão Econômica para a América Latina (CEPAL), como chefe do Serviço Econômico e Financeiro da Carteira de Cooperativas do Banco Nacional da Habitação (BNH), como assessor de Walter Clark na TV Globo e no Ministério da Fazenda. Nem por disso deixou de carnavalizar a pompa: A ele costuma ser atribuída a cunhagem da palavra "Aspone", diminutivo de "Assessor de Porra Nenhuma", vocábulo já acolhido pelo Dicionário Houaiss. 

Não rejeitando o mito, mas sem o edulcorar, o livro de Scarlet Moon ajuda a deixar ver as possíveis contradições e sofrimentos escondidos na figura pública de Roniquito de Chevalier.

No livro, Scarlet Moon conta, pela primeira vez em público, o episódio de sua prisão por porte de droga, em meados dos anos 70, segundo ela, involuntariamente por culpa do irmão. É o momento mais comovente do livro, pois passar três meses num presídio mudou sua vida e rompeu uma ligação que havia entre os dois.


Na época, ainda sob o impacto da raiva e da mágoa, ela escreveu uma carta ao irmão, que nunca respondeu ou falou do assunto. "Só quando eu fui escrever o livro, minha outra irmã, Bárbara, que havia arrumado as coisas de Roniquito após a morte dele, me entregou a carta. Ele a guardara por mais de cinco anos, sinal de que ficara tocado", disse. "Hoje, relendo aquela carta, me sinto moralista, como se quisesse ensinar a ele como viver".
"Andei sabendo que você anda triste, sem mulher, arrasado e sentindo-se culpado por toda essa situação que estou vivendo. [...] As penas que eu própria busquei, estou dando um jeito, e agindo, para deixá-las. Quanto a você? Tem só se lamentado e enchido a cara! Continua não confiando em seu potencial intelectual e criativo! [...] Inteligência a serviço da vacilação não leva a nada. E olha, cadeia é muito triste!"
Foram dez anos de entrevistas com amigos do irmão, 13 anos mais velho e ciumento da caçula da família, e muitas idas à Biblioteca Nacional para pesquisar os jornais da época, porque Scarlet Moon não se atém nas histórias de sua família, dá um painel da época, de como as coisas aconteciam num passado utópico em que havia uma ditadura, mas as pessoas insistiam em criar e em ser felizes, embora nem sempre fosse possível realizar os dois projetos.

Ela não doura a pílula, pois conta que o irmão, alcoólatra que chegou a um estado terminal, levou a cabo três casamentos por não suportar a rotina das pessoas comuns, e sabia ser perverso e destruidor. "No entanto, quando fui conversar com seus filhos, cada um contou uma história mais comovente da convivência com o pai", lembra Scarlet Moon. "Isso se repetiu várias vezes e, mesmo com toda a convivência, me surpreendi com o que descobri de sua vida".

Embora seja personagem dessa biografia, Scarlet Moon quase não aparece no livro e suas histórias só estão lá quando explicam o irmão. E olha que ela tinha casos para contar. Foi modelo aos 14 anos, quando nenhuma menina ainda sonhava com essa profissão, uma das fundadoras do Jornal Hoje, da TV Globo, e, durante quase três décadas, musa e mulher do roqueiro Lulu Santos, que sempre destacou a influência dela em sua música. "Eu não queria falar de mim e sim de Roniquito e de seu tempo".

Morte

Roniquito foi atropelado em dezembro de 1981, em frente ao Antonio’s. Um fusca o acertou, quebrou-lhe as duas pernas, jogou-o longe e fugiu sem socorrê-lo. Um ônibus que vinha atrás viu o acidente e parou. O motorista recolheu Roniquito, colocou-o no ônibus e levou-o para o Hospital Miguel Couto.

Histórias surgiram até em torno desse atropelamento. Segundo uma delas, ao passar voando defronte da varanda do Antonio’s e ao ver o ar assustado dos amigos, Roniquito teria perguntado: "O que foi, porra? Nunca viram o Super-Homem?".

Na verdade, o atropelamento lhe seria fatal. Roniquito quebrou as pernas em vários lugares, teve sequelas graves e foi submetido a seis operações durante o ano de 1982.

Como todo filho de médico, gostava de se automedicar e passou a tomar uma farmácia de remédios. Mas não parou de beber - mesmo de bengala e pé engessado, chegou a ir algumas vezes à Plataforma, fazendo piada com a própria desgraça.

Roniquito também foi visto em restaurantes tomando um líquido que parecia café. Ao ser perguntado, "Tomando café, Roniquito?", respondeu: "Estou. Irish cofee!" (café com uísque). Mas era também asmático e o uso da bombinha, misturado a bebida e remédios, provocou-lhe uma insuficiência cardíaca.

Quando teve um infarto fulminante, em janeiro de 1983, estava sozinho em seu apartamento no Posto 6. Só o encontraram horas depois.

Roniquito foi sepultado com o pé no gesso e de olhos abertos.

O anúncio da sua morte no Jornal do Brasil era uma enciclopédia da vida brasileira. Tinha de ministros de Estado a garçons de botequim. Carlinhos Oliveira disse a seu respeito:
"Ninguém podia ser patife perto dele. Ninguém ousava!"
Paulo Francis escreveu um comovente obituário na Folha de S. Paulo:
"Roniquito fazia o que não temos coragem de fazer - virar a mesa contra os horrores brasileiros. Mas, o leitor dirá, por que então não escrever jornalismo polêmico ou até ficção? É uma boa pergunta. Mas talvez a resposta esteja no Brasil. Nosso horror é de uma tal ordem de vulgaridade que uma resposta vulgar de baderneiro talvez seja mais adequada do que análises ou contra-modelos. Roniquito manteve uma juventude, uma infância de poeta: Protestava em pessoa, pondo a vida em risco tantas vezes, pela gente que desafiava"
Para seu amigo Jaguar, muito mais que um herói-bandido, Roniquito foi um mistério:
"Todos nós morremos de saudade de um sujeito que vivia nos desmoralizando!"
Roniquito viveu pouco e, apesar do muito que aprontou (ou talvez por isso), deixou muitos amigos, famosos como a cantora Nana Caymmi, o jornalista e escritor Sérgio Cabral e o ator Hugo Carvana, e muitos anônimos.

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