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Adão Dãxalebaradã

ADÃO DOS SANTOS TIAGO
(48 anos)
Cantor, Compositor e Ator

☼ Rio de Janeiro, RJ (1955)
┼ Rio de Janeiro, RJ (20/01/2004)

Adão dos Santos Tiago, conhecido pelo nome artístico de Adão Dãxalebaradã, que significa "princípio, meio e fim" em iorubá, referente a uma qualidade de Xangô, foi um cantor, compositor e ator brasileiro. Foi autor de mais de 500 canções, todas ligadas a temas espirituais de religiões afro-brasileiras.

Poeta do Morro do Cantagalo, no Rio de Janeiro, foi descoberto pelo diretor Walter Salles no filme "O Primeiro Dia" (1999).

Adão sofria constantes agressões de pai, fugiu então de casa aos 8 anos:

"Não tinha liberdade, era criado na base da pancada. Não podia jogar bola de gude nem soltar pipa porque eram coisas do diabo!"

Adão era o mais velho de nove irmãos:

"Só podia brincar no porão. Não podia me misturar com filhos de pessoas que não eram da igreja!"

No tempo que viveu na rua, sobrevivia com o que lhe era dado, e acabou indo parar em um reformatório na cidade de Passa Quatro, em Minas Gerais, onde ficou dos 9 aos 17 anos. Quando criança teria vivido como "menino de rua", foi também interno da Fundação Estadual para o Bem Estar do Menor (FEBEM).

Mais tarde teria sido expulso do exército, e durante os anos 70, foi guerrilheiro. Envolvido com o tráfico, já no Morro do Cantagalo, no Rio de Janeiro, foi atingido por doze tiros, nas várias emboscadas da polícia e de bandidos rivais. Quatro deles foram por metralhadora, e um desses tiros ficaria a um dedo de distância de seu coração, fazendo que ficasse meses no hospital.

Chegou a ser perseguido por 30 homens da polícia especial, segundo o próprio Adão. Ele dizia que o motivo disso, foi ele ter sido excluído do Exército, creditando isso a motivos raciais. Passou então a fazer brincadeiras com o Coronel responsável por sua exclusão, tudo isso em plena Ditadura Militar, e contou ter sido torturado.

O último tiro que recebeu, teria o atingido quando tentava se afastar da violência do morro, já trabalhando como mecânico, no ano de 1973. Teria sido em um assalto, ele tentou reagir, não tendo visto uma segunda pessoa, que teria então o alvejado. Isso o deixou numa cadeira de rodas.

"Sou semi-paraplégico, consigo andar segurando nas coisas, tomar banho sozinho, fazer sexo. Na verdade o tiro foi um mal que veio para bem, pois descobri as coisas da Umbanda e do Candomblé!"

Adão teria chegado a ser preso e a cumprir pena.

Posteriormente converteu-se a religiosidade, especificamente a Umbanda e Candomblé, sendo guia espiritual. Por sua ligação às raízes afro-brasileiras, compôs então cerca de quinhentas canções relacionadas a essa condição. Residia no Morro do Cantagalo, em Ipanema.

Carreira

Adão foi apresentador do programa "Zumbi Vive", no período de 1997 à 1999, numa rádio comunitária do morro em que residia. Nesse período, no ano de 1998, que os cineastas Walter Moreira Salles e Daniela Thomas conheceram Adão.

Walter Salles teria subido o Morro do Cantagalo à procura de novas expressões artísticas. Foi então que guiado pela filha caçula de Adão, Luanda, Walter Salles teria ficado impressionado com o talento do compositor de mais de quinhentas canções. Walter Salles então apresentou Daniela Thomas e o irmão dela, o produtor musical Antônio Pinto, que posteriormente disse: "Fiquei obcecado em registrá-lo. Adão tem um discurso de contestação, de paz, mas com olhar particular!"

Desse encontro, surgiu o documentário "Adão ou Somos Todos Filhos da Terra". O documentário, foi filmado usando como base a vida de Adão, e foi premiado no Festival de Cinema de Tiradentes, em Minas Gerais, em 1998. Os mesmos cineastas realizaram a gravação do vídeo clipe da músicas "Armas e Paz", composição de Adão.

No ano de 2002, a convite do cineasta Fernando Meirelles, participou do filme "Cidade de Deus", atuando como o Pai-de-Santo.

Em 2003 lançou então seu álbum, "Escolástica", pelo selo Ambulante, dos produtores Antônio Pinto e Beto Villares.

Morte

Preso a uma cadeira de rodas e vítima de dezenas de tiros recebidos durante a vida, a frágil saúde de Adão não resistiu e ele morreu antes de completar cinquenta anos, logo após o lançamento de seu único CD.

Faleceu no dia 20/01/2004, no Hospital Municipal Miguel Couto. Alguns dizem que teria sido vítima de Hepatite C e de uma infecção generalizada, porém muito dizem que Adão incomodou integrantes do tráfico, com sua composição "Armas e Paz", uma critica ao uso de armas de fogo e a indústria bélica, deixando margens sobre os motivos de seu falecimento.

Foi sepultado no Cemitério São João Batista e deixou dois filhos: Ortinho e Luanda.

Fonte: Wikipédia

João Alves

JOÃO ALVES DE ALMEIDA
(85 anos)
Político

* Maceió, AL (28/09/1919)
+ Salvador, BA (14/11/2004)

João Alves de Almeida foi um político brasileiro com base eleitoral no estado da Bahia. Foi deputado federal de 1963 até 1994.

Nascido em Maceió numa família muito humilde. Seu irmão mais velho Liberalino Alves de Almeida, por não querer mais dar despesa a família, fugiu de casa aos 12 anos de idade.

João Alves trabalhou como engraxate e ajudante numa padaria. Ascendeu socialmente e trouxe seus irmãos: Cícero, José Silvério e Analha até a Bahia, onde todos supostamente venceram na vida honestamente, ocupando importantes cargos públicos.

O Escândalo dos Anões do Orçamento

Em 1993, a CPI dos Anões do Orçamento investigou 37 parlamentares por suposto envolvimento em esquemas de fraudes na Comissão de Orçamento do Congresso Nacional. O relatório final de Roberto Magalhães (PFL-PE), pediu a cassação de 18 deles, mas apenas 6 foram para a degola:
  • Carlos Benevides (PMDB-CE)
  • Fábio Raunhetti (PTB-RJ)
  • Feres Nader (PTB-RJ)
  • Ibsen Pinheiro (PMDB-RS)
  • Raquel Cândido (PTB-RO)
  • José Geraldo (PMDB-MG)
Quatro renunciaram antes:
  • O chefe do bando, João Alves (Sem Partido-BA)
  • Manoel Moreira (PMDB-SP)
  • Genebaldo Correia (PMDB-BA)
  • Cid Carvalho (PMDB-MA)
Oito foram absolvidos:
  • Ricardo Fiúza (PFL-PE)
  • Ézio Ferreira (PFL-AM)
  • Ronaldo Aragão (PMDB-RO)
  • Daniel Silva (PPR-RS)
  • Aníbal Teixeira (PTB-MG)
  • Flávio Derzi (PP-MS)
  • Paulo Portugal (PP-RJ)
  • João de Deus (PPR-RS).



Os envolvidos roubaram mais de R$ 100 milhões públicos, com esquemas de propina, para favorecer governadores, ministros, senadores e deputados.

Em 2000, o Supremo Tribunal Federal arquivou o processo contra Ibsen Pinheiro, que retornou à política em 2004, ao eleger-se vereador em Porto Alegre. Em 2006, elegeu-se para a Câmara Federal.

Foi atribuído ao deputado João Alves a articulação do esquema, que conhecia desde 1972, quando passou a integrar a Comissão de Orçamento do Congresso, colaborando com o Executivo ao impedir que seus colegas parlamentares fizessem mudanças em projetos. Em troca, acertava a inclusão e aprovação de emendas parlamentares entre os gastos oficiais, cujas verbas eram direcionadas para seus redutos eleitorais.

Com a promulgação da nova Constituição, em outubro de 1988, os poderes da Comissão de Orçamento foram ampliados, o que resultou na formação do grupo dos "Sete Anões".

Segundo a Folha de S.Paulo, o grupo operava com três fontes de recursos. A primeira era formada pelas propinas pagas pelos prefeitos para incluir uma obra no Orçamento ou conseguir a liberação de uma verba já prevista. A execução dessas tarefas era realizada pela Seval, uma empresa criada pelo deputado João Alves, que cobrava uma "taxa" para fazer o serviço.

Uma segunda fonte vinha da cobrança de propinas de empreiteiras para que fossem incluídas obras no Orçamento da União ou que os Ministérios liberassem recursos para obras que elas executariam.


A terceira fonte, usada para financiar suas campanhas políticas, vinha com a aprovação de subvenções sociais dos Ministérios para entidades "fantasmas" registradas no Conselho Nacional do Serviço Social e controladas pelos próprios parlamentares.

O principal assessor dos "anões" era o economista José Carlos Alves dos Santos, que realizava os ajustes no projeto para incorporar as emendas dos congressistas. De 1989 a 1992, o número de emendas parlamentares cresceu quase 3000%.

Em 1989, foram 2.604 emendas; em 1990, 13 mil; em 1991, 15.638; e em 1992, 76 mil.

Para fazer a "lavagem" do dinheiro obtido ilegalmente, João Alves apostava milhares de dólares em loterias. Perdia mais do que ganhava, mas conseguia legalizar parte do dinheiro das propinas que recebia.

A edição nº 1.310, da revista Veja, do dia 20/10/1993, trouxe uma entrevista com o chefe da Assessoria Técnica da Comissão do Orçamento do Congresso, José Carlos Alves dos Santos, que estava preso na Delegacia de Homicídios de Brasília sob suspeita de ter assassinado sua mulher Ana Elizabeth, que estava desaparecida desde dezembro de 1992.

Além dos parlamentares, José Carlos Alves citou como envolvidos no esquema o então governador maranhense, Edison Lobão, Joaquim Roriz, do Distrito Federal, e a ministra Margarida Procópio, com quem João Alves tinha brigas homéricas, "porque ela era conhecida de infância e era gananciosa"

Morte

João Alves de Almeida, morreu aos 85 anos, no domingo, 14/11/2004, em Salvador, BA, vítima de um câncer pulmonar. O enterro ocorreu na segunda-feira, 15/11/2004, no Cemitério Jardim da Saudade, no bairro de Brotas, onde o corpo foi velado.

João Alves estava internado há duas semanas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Português com um quadro de retenção de líquido nos pulmões.

Borjalo

MAURO BORJA LOPES
(79 anos)
Desenhista e Cartunista

* Pitangui, MG (15/11/1925)
+ Rio de Janeiro, RJ (18/11/2004)

Borjalo, pseudônimo de Mauro Borja Lopes, foi um desenhista e cartunista brasileiro, conhecido por seus personagens de traços simples, desenhados sem boca e, na maior parte das vezes, sem diálogo.

A carreira de Borjalo começou em Belo Horizonte, no jornal Folha de Minas. Logo ele passaria para O Diário de Minas e de lá para o Rio de Janeiro, onde foi colaborador das revistas A Cigarra, Manchete, O Cruzeiro e O Cruzeiro Internacional. Seus cartuns mais marcantes foram os que traziam mensagens ecológicas, assunto pouco abordado naqueles anos 50.

Ficou conhecido fora do Brasil ao ser incluído entre os sete maiores caricaturistas do mundo no Congresso Internacional de Humorismo, em 1955 na Itália, e passou a ter trabalhos publicados no exterior, em veículos como The New York Times e Paris Match. Pouco depois, foi apontado como um dos cinco maiores do mundo por outro mestre do desenho, o romeno naturalizado norte-americano Saul Steinberg.


Ainda nos anos 60, passou a trabalhar em televisão, integrando-se à equipe de Fernando Barbosa Lima na Esquire, agência de comunicação que realizava programas para as principais emissoras do país, como a TV Rio, TV Excelsior, TV Tupi, TV Itacolomi, entre outras.

Em 1966, deixou a Esquire e foi para a TV Globo, convidado pelo então diretor-geral da emissora, Walter Clark. Na TV Globo, Borjalo trabalhou 36 anos, primeiro como diretor de programas, depois diretor de criação, diretor-geral da Central Globo de Produção, e, finalmente, diretor de controle de qualidade. Foi um dos principais parceiros do executivo de produção e programação José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, na implantação do chamado "Padrão Globo de Qualidade".

Além de atuar na direção de televisão, Borjalo nunca deixou de desenhar. Mas adaptou seus desenhos à linguagem da TV. Nos anos 60 ilustrava os programas que dirigia com caricaturas de olhos e boca móveis, para dar a impressão de que "falavam". Atores e/ou locutores dublavam os bonecos. Os primeiros bonecos falantes, como o próprio Borjalo apelidou essas caricaturas em papel-cartão, apareceram no Jornal de Vanguarda da TV Excelsior, e o mais famoso deles foi a Zebrinha da TV Globo, criada em 1972 para divulgar os resultados da loteria esportiva.


Nos anos 90, já usando os recursos da computação gráfica, criou alguns "cartuns-eletrônicos" para as vinhetas de intervalo da TV Globo, os famosos "plim-plins".

Também participou, por muitos anos, dos "Debates Populares" do radialista Haroldo de Andrade, na Rádio Globo AM do Rio de Janeiro. BorjaloHaroldo de Andrade foram grandes amigos.

Borjalo foi casado com a autora e roteirista de novelas Marilu Saldanha com quem teve dois filhos, Helena e Gustavo.

Borjalo morreu no Rio de Janeiro, no dia 18/11/2004, aos 79 anos de idade, em decorrência de um câncer na boca.

Fonte: Wikipédia

Ronaldo Viola

RONALDO CARANDINA
(42 anos)
Cantor e Compositor

* São Paulo, SP (25/03/1962)
+ São Paulo, SP (14/07/2004)

Ronaldo Carandina, de nome artístico Ronaldo Viola, foi um cantor e compositor brasileiro nascido em São Paulo, SP no dia 25/03/1962. Começou a aprender tocar o viola com apenas 9 anos de idade. Desde criança gostava de ouvir os grandes nomes da música caipira raiz no inesquecível programa "Linha Sertaneja Classe A", na Rádio Record de São Paulo.

Ronaldo Viola abandonou tudo pela vida nos palcos, objetivando cantar "as verdades do nosso Brasil", conforme seu próprio comentário no encarte do CD "Ronaldo Viola e João Carvalho - Vol. 5".

Ronaldo Viola formou dupla com João Carvalho em 1978. Uma parceria curta, porém expressiva, que teve início após o Festival da Música Sertaneja patrocinado pelo Governo do Estado de São Paulo, que teve lugar em diversas cidades do Interior Paulista, dentre elas, Santa Isabel.

Ronaldo Viola e João Carvalho
Defendendo uma música de autoria sua, juntamente com José Caetano ErbaRonaldo Viola foi o vencedor, juntamente com João Carvalho e, a partir daí, decidiram formar a dupla.

Em 2000, no entanto, Ronaldo Viola e João Carvalho desfizeram a dupla, após quase 20 anos de atividade. E, a partir de 2002, Ronaldo Viola passou a cantar em dupla com o Praiano.

Almiro José Alves, o Praiano, já havia formado dupla em 1992 com Tião Carreiro, após o convite do próprio criador e Rei do Pagode que na época procurava por um novo parceiro para seu próximo disco. Praiano também já formou dupla com Peão Carreiro, com quem gravou dois discos.

Em dupla com Ronaldo Viola, Praiano gravou um único CD intitulado "Ronaldo Viola e Praiano - Volume 1" pela GT Musik (GTCD-0013), o qual foi bastante destacado pela preferência popular com a música "Desatino" (Ronaldo Viola e Zé Bill), no estilo pop-sertanejo romântico.

Ronaldo Viola e Juliana Andrade
O CD também nos brinda com belíssimas composições como "Jeitão de Caboclo" (Valdemar Reis e Liu), "Pescaria" (Ronaldo Viola e Bênnon) e "Rei da Pecuária" (Ronaldo Viola e Jesus Belmiro), mantendo nessas interpretações o estilo caipira raiz.

A dupla Ronaldo Viola & Praiano, no entanto, desfez-se bruscamente na noite de terça-feira, 13/07/2004, quando um derrame cerebral levou Ronaldo Viola à UTI de um hospital na capital paulista, com fortes dores de cabeça. Ronaldo Viola faleceu às 8:40 hs do dia 14/07/2004.

Ronaldo Viola residia em Taboão da Serra, SP, com sua esposa, a excelente violeira Juliana Andrade, com quem foi casado durante três anos e sete meses.

Praiano atualmente forma dupla com Rodrigo Mattos, enquanto Juliana Andrade voltou a formar dupla com Jucimara. João Carvalho atualmente canta em dupla com João Mulato.

Fonte: Letras
Indicação: Gilberto Gomes

Helena Kolody

Helena Kolody
(91 anos)
Poetisa, Professora e Inspetora Escolar

* Cruz Machado, PR (12/10/1912)
+ Curitiba, PR (15/02/2004)

Helena Kolody foi uma poetisa brasileira. Seus pais nasceram na Galícia Oriental, Ucrânia, mas se conheceram no Brasil, onde se casaram em janeiro de 1912. Helena Kolody passou a maior parte da infância em Três Barras, PR. Foi professora do ensino médio e inspetora de escola pública. Estudou piano, pintura e, aos doze anos, fez seus primeiros versos.

De 1928 a 1931, cursou a Escola Normal Secundária, atual Instituto de Educação do Paraná. Consta que foi a primeira mulher a publicar haikai no Brasil, em 1941, que é uma forma poética de origem japonesa, que valoriza a concisão e a objetividade.

Seu primeiro poema publicado foi "A Lágrima", aos 16 anos de idade, e a divulgação de seus trabalhos, na época, era através da revista Marinha, de Paranaguá.

Aos 20 anos, Helena Kolody iniciou a carreira de professora do ensino médio e inspetora de escola pública. Lecionou no Instituto de Educação de Curitiba por 23 anos. Helena Kolody, segundo o que consta em seu livro "Viagem no Espelho", foi professora da Escola de Professores da cidade de Jacarezinho, onde lecionou por vários anos.

Seu primeiro livro, publicado em 1941, foi "Paisagem Interior", dedicado a seu pai, Miguel Kolody, que faleceu dois meses antes da publicação.


Helena Kolody se tornou uma das poetisas mais importantes do Paraná, e praticava principalmente o haicai, que é uma forma poética de origem japonesa, cuja característica é a concisão, ou seja, a arte de dizer o máximo com o mínimo.

Helena Kolody foi admirada por poetas como Carlos Drummond de Andrade e Paulo Leminski, sendo que, com esse último, teve uma grande relação de amizade.

A partir de 1985, quando recebeu o Diploma de Mérito Literário da Prefeitura de Curitiba, a sua obra passou a ter grande repercussão no seu estado e no restante do País.

Em 1988, foi criado o importante Concurso Nacional de Poesia Helena Kolody, realizado anualmente pela Secretaria da Cultura do Paraná.

Em 1989, o Museu da Imagem e do Som do Paraná gravou e publicou seu depoimento.

Em 1991, foi eleita para a Academia Paranaense de Letras.

Em 1992, o cineasta Sylvio Back faz  filme "A Babel de Luz" em homenagem aos seus 80 anos, tendo recebido o prêmio de melhor curta e melhor montagem, do 25° Festival de Brasília.

Em 2003, recebeu o título de Doutora Honoris Causa pela Universidade Federal do Paraná.

Helena Kolody morreu em Curitiba, PR, no dia 15/02/2004. Em um mês e meio, esta foi a terceira vez que Helena Kolody esteve internada para tratar de uma insuficiência cardíaca.


Obras

  • 1945 - Música Submersa
  • 1949 - Paisagem Interior
  • 1951 - A Sombra No Rio
  • 1962 - Poesias Completas
  • 1965 - Vida Breve
  • 1966 - Era Espacial e Trilha Sonora
  • 1967 - Antologia Poética
  • 1970 - Tempo
  • 1977 - Correnteza (Seleção de poemas publicados até esta data)
  • 1980 - Infinito Presente
  • 1983 - Poesias Escolhidas (Traduções de seus poemas para o ucraniano)
  • 1985 - Sempre Palavra
  • 1986 - Poesia Mínima
  • 1988 - Viagem no Espelho (Reunião de vários livros já publicados)
  • 1991 - Ontem, Agora
  • 1993 - Reika
  • 1994 - Sempre Poesia (Antologia poética)
  • 1996 - Caixinha de Música
  • 1997 - Luz Infinita (Edição bilíngüe)
  • 1997 - Sinfonia da Vida (Antologia poética com depoimentos da poetisa)
  • 1997 - Helena Kolody Por Helena Kolody (CD gravado para a coleção Poesia Falada)
  • 2002 - Poemas do Amor Impossível (Antologia poética)
  • 2007 - Memórias de Nhá Mariquinha (Obra em prosa)


Prêmios e Homenagens

  • 1985 - Diploma de Mérito Literário da Prefeitura de Curitiba
  • 1987 - Título de Cidadã Honorária de Curitiba
  • 1988 - Criação do "Concurso Nacional de Poesia Helena Kolody"
  • 1989 - Gravação e publicação para o Museu da Imagem e do Som do Paraná
  • 1991 - Eleita para a Academia Paranaense de Letras
  • 1992 - O filme "A Babel de Luz", do cineasta Sylvio Back
  • 2002 - Exposição em homenagem aos 90 anos da poetisa na Biblioteca Pública do Paraná
  • 2003 - Título de Doutora Honoris Causa pela Universidade Federal do Paraná.

Fonte: Wikipédia

Fafá Lemos

RAFAEL LEMOS JÚNIOR
(83 anos)
Violinista

* Rio de Janeiro, RJ (19/02/1921)
+ Rio de Janeiro, RJ (18/10/2004)

Fala Lemos foi considerado por muitos como um dos precursores da Bossa Nova. Começou a estudar violino em 1928, aos sete anos de idade, sob a orientação de Orlando Frederico. Na mesma época, aprendeu solfejo e teoria musical com Guiomar Beltrão Frederico. Com apenas nove anos de idade, em 1929, apresentou-se como solista de um concerto de Antônio Vivaldi, acompanhado pela Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal. No ano seguinte, apresentou-se em recital no Salão Leopoldo Miguez, acompanhado pelo pianista Souza Lima.

Transferiu-se para o Paraná, afastando-se da música por um período de quatro anos.

Em 1940, de volta ao Rio de Janeiro, passou a integrar a Orquestra de Carlos Machado, que na época atuava no Cassino da Urca. Nesse mesmo ano, foi instrumentista da Orquestra Sinfônica Brasileira por um período de quatro meses.

Em 1946, ainda  participando da Orquestra de Carlos Machado, apresentou-se  na Boate Casablanca. Pouco depois  passou a  integrar o Trio Rio, que se apresentava na Bally-Hi.

Em 1950, assinou contrato com a Rádio Nacional, onde atuou como solista.

Em 1951, gravou seu primeiro disco interpretando o baião "Cigano no Baião" e a quadrilha "Saudades do Texas" (Fafá Lemos). No mesmo ano, acompanhou a cantora Linda Batista na gravação do samba-canção "Vingança" (Lupicínio Rodrigues), maior sucesso da cantora.

Em 1952, gravou solo na RCA Victor o beguine "Mentira de Amor" e o fox-canção "Violino Triste", ambos de Paulo César e com seu conjunto, o baião "Dois Malandros" e o choro "Barrigudinho", de sua autoria. Também com seu conjunto acompanhou gravações de Linda Batista, entre elas, o samba-canção "Foi Assim" (Lupicínio Rodrigues). No mesmo ano, viajou para os Estados Unidos, onde apresentou-se por diversas vezes e, acompanhado pelo violonista Laurindo de Almeida, gravou a trilha sonora do filme da Metro-Goldwyn-Mayer "Meu Amor Brasileiro", de Mervyn Le Roy, em que os astros Lana Turner e Fernando Lamas atuavam em paisagens do Rio de Janeiro confeccionadas em estúdio.

Chiquinho, Garoto e Fafá Lemos (Trio Surdina)
Realizou inúmeras  apresentações em cidades norte-americanas atuando ao lado de Carmen Miranda. Ainda em 1952, gravou  um LP na RCA Victor americana com um repertório no qual se destacavam as músicas "Aquarela do Brasil", "Na Baixa do Sapateiro",  ambas de Ary Barroso, "Nem Eu", de Dorival Caymmi, entre outras. Nesta mesma época integrou o Trio Surdina,  conjunto que surgiu no programa "Música Em Surdina", apresentado  por Paulo Tapajós, atuando ao lado de Garoto (violão) e Chiquinho (acordeão).

Em 1953, o Trio Surdina gravou na Musidisc dois LPs de 10 polegadas, registrando no primeiro obras como "Duas Contas" (Garoto), e "Na Madrugada" (Nilo Sérgio), e  no segundo apenas músicas de Ary Barroso e Dorival Caymmi. No mesmo ano, gravou em solo de violino o baião "ABC do Amor" (Getúlio Macedo e Augusto Alexandre) e o bolero "Ternamente" (Carlos L. do Espírito Santo).

Em 1954 gravou a "Valsa do Vira Lata" (Fafá Lemos e Bob Merril), o samba "Meu Panamá" (Alcebíades Nogueira), e a valsa "Luar de Areal" (Garoto). Pouco depois, voltou mais uma vez aos Estados Unidos para trabalhar com Carmen Miranda, com quem atuou até sua morte em 1955.

Em 1955, teve o baião "Nós Três" (Fafá Lemos, ChiquinhoGaroto) gravado por Ribamar ao acordeom, pela Columbia. Também em 1955, assim se referia à ele a Revista da Música Popular, Nº 7:

"Fafá Lemos continua a fazer sucesso em Hollywood, onde se mantém sete meses consecutivos no "Marquis", "boite-restaurante" das mais elegantes. Vai gravar o seu segundo LP para a RCA Victor e certamente obter novos sucessos".

De volta ao Brasil em 1956, assumiu a direção artística da RCA Victor. Nesse ano, foi contratado pela Rádio Nacional do Rio de Janeiro. Na cidade do Rio de Janeiro, apresentou-se em boates e televisão. Ainda em 1956 gravou o samba "Time Perna-de-Pau" (Vicente Amar) e o maxixe "Dengoso" (Renaud). No mesmo período, gravou com seu conjunto o baião "Delicado" (Waldir Azevedo) e o samba "Feitiço da Vila" (Noel Rosa e Vadico).


Em 1957, gravou o samba "Fala, Meu Louro" (Sinhô).

Em 1958 gravou o baião "Bicharada" (Djalma Ferreira) e o samba "Aviso Prévio" (Arnô Provenzano e Otolindo Lopes).

Em 1961, se transferiu para Los Angeles, lá permanecendo por longos anos.

Em 1985, retornou ao Brasil, depois de atuar em boates e casas noturnas.

Em 1989, a convite da gravadora paulista Eldorado, voltou aos estúdios para gravar um LP com a pianista Carolina Cardoso de Menezes, logo transposto para CD.

Em 2002, teve sua obra resgatada pelo pesquisador Hariton Nathannailidis, que, além de seu estudo crítico, preparou um CD, com produção de Zuza Homem de Mello, com os seus principais sucessos como violonista e compositor.

Em 2003, teve seu trabalho no Trio Surdina relembrado em show no Centro Cultural Banco do Brasil com a presença de Claudette Soares, Henrique Cazes, Marcos Nimrichter e Nicolas Krassic. Na ocasião foi tema de reportagem do Jornal do Brasil assinada pelo crítico Tárik de Souza que retratou a seguinte opinião dada sobre o artista pela pianista Maria Tereza Madeira:

"Ele foi um improvisador maravilhoso, com uma afinação de fazer inveja, muito refinamento e preciosismo nos detalhes, tudo sempre muito bem acabado."

Fafá Lemos aposentou-se no final dos anos 90. Em 2003, foi internado com problemas de saúde na Casa São Luiz no Caju, bairro da zona portuária do Rio de Janeiro.

Fafá Lemos morreu aos 83 anos, no dia 18/10/2004.


Discografia


  • 1951 - Cigano no Baião / Saudades do Texas (RCA Victor, 78)
  • 1951 - Grã-Fino / Tico-Tico no Fubá (RCA Victor, 78)
  • 1952 - Mentira de Amor / Violino Triste (RCA Victor, 78)
  • 1952 - Dois Malandros / Barrigudinho (RCA Victor, 78)
  • 1952 - Meu Guarda-Chuva / Uma Noite na Lapa (RCA Victor, 78)
  • 1953 - ABC do Amor / Ternamente (RCA Victor, 78)
  • 1954 - Valsa do Vira-Lata / Se Alguém Disser (RCA Victor, 78)
  • 1954 - Meu Panamá / Zigeuner (RCA Victor, 78)
  • 1954 - Tempo Antigo / Luar de Areal (RCA Victor, 78)
  • 1954 - Canarinho Feliz / Joãozinho Boa-Pinta (RCA Victor, 78)
  • 1954 - Jantar no Rio (RCA Victor, LP)
  • 1956 - Rosita / Arrivederci Roma (RCA Victor, 78)
  • 1956 - Time Perna-de-Pau / Dengoso (RCA Victor, 78)
  • 1956 - Delicado / Feitiço da Vila (RCA Victor, 78)
  • 1957 - Fantasma do Caju / Fala, Meu Louro (RCA Victor, 78)
  • 1957 - Para Ouvir Dançando (RCA Victor, LP)
  • 1958 - Bicharada / Aviso Prévio (RCA Victor, 78)
  • 1958 - Le Gondolier / Nel Blu, Di Pinto Di Blu (Odeon, 78)
  • 1958 - Trio do Fafá (RCA Victor, LP)
  • 1959 - Fafá, Seu Violino e Seu Ritmo (RCA Victor, LP)
  • S/D - Violino Travesso (Odeon, LP)
  • S/D - Hi-Fi do Fafá (Odeon, LP)
  • 1989 - Fafá & Carolina (Eldorado, LP)
Indicação: Miguel Sampaio

Chico Feitosa

FRANCISCO LIBÓRIO FEITOSA FILHO
(69 anos)
Cantor, Compositor e Instrumentista

* Rio de Janeiro, RJ (01/01/1935)
+ (31/03/2004)

Em 1956, trabalhando como secretário de Vinícius de Moraes, Chico Feitosa conheceu Ronaldo Bôscoli, de quem se tornou amigo e parceiro. Atuou como assistente de produção do espetáculo "Orfeu da Conceição", de Vinícius de Moraes, tendo substituído o ator Abdias do Nascimento na montagem encenada no Teatro República, no Rio de Janeiro. Começou, nessa época, a freqüentar as reuniões de música promovidas por Nara Leão em seu apartamento.

Em 1958, trabalhou como repórter do Tablóide UH, caderno de variedades do jornal Última Hora, e participou, nesse ano, do show de bossa nova realizado no auditório do Grupo Universitário Hebraico, ao lado de Sylvinha TellesNara Leão, Carlos Lyra, Roberto Menescal, entre outros.

Ainda em 1958, teve registrado seu trabalho de compositor com a gravação de sua música "Sente" (Chico FeitosaRonaldo Bôscoli), por Norma Bengell. Em seguida, o Coral de Ouro Preto gravou "Fim de Noite", música que lhe valeu o apelido de Chico Fim de Noite. Nessa mesma época, a canção foi gravada por Dóris Monteiro.

Chico Feitosa, Normando e Tom Jobin
Em 1959, trabalhando na revista Sétimo Céu, participou dos shows de bossa nova realizados no Rio de Janeiro, como o I Festival de Samba Session realizado na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e "A Noite do Amor do Sorriso e da Flor", na Faculdade de Arquitetura.

Participou do Festival da Bossa Nova, espetáculo realizado em 1962 no Carnegie Hall, em Nova York, Estados Unidos, interpretando a canção "Passarinho", de sua parceria com Marcos Vasconcelos. Ainda nesse ano, sua canção "O Amor Que Acabou" (Chico Feitosa e Lula Freire) fez sucesso na gravação do Tamba Trio.

Em 1966, gravou o LP "Chico Fim de Noite Apresenta Chico Feitosa", lançado pelo selo Forma. Dois anos depois, em 1968, começou a atuar também na produção de jingles para campanhas publicitárias.

Em 1970, sua música "Ye-me-lê" (Chico Feitosa e Luiz Carlos Vinhas) foi incluída e deu título a um disco de Sérgio Mendes.


Em 2001, gravou um volume para a coleção "Um Banquinho, Um Violão...", contendo suas canções "Fim de Noite", "Cheirinho" e "Sei" (Chico Feitosa e Ronaldo Bôscoli), "Castigo" (Chico Feitosa e Marcos Vasconcellos), além de "Conversa de Botequim" (Vadico e Noel Rosa), "Você e Eu" (Carlos LyraVinícius de Moraes), "Meditação" (Newton Mendonça e Tom Jobim), "Tristeza de Nós Dois" (Maurício Einhorn, Durval Ferreira e Bebeto Castilho), "Faceira" (Ary Barroso), "Balanço Zona Sul" (Tito Madi), "Corcovado" (Tom Jobim), "Duas Contas" (Garoto) e "Gosto Que Me Enrosco" (Sinhô).

Constam da relação dos intérpretes de suas canções artistas como Luiz Bonfá, Baden Powell, Pery RibeiroWilson SimonalTim MaiaMaysaMarisa Gata MansaAlaíde Costa, Elza SoaresMaria Creuza, Tamba Trio, Sérgio Mendes, Maria Bethânia, entre outros.

Em 2011, numa parceria do Instituto Cultural Cravo Albin com o selo Discobertas, foi lançado o box "100 Anos de Música Popular Brasileira", contendo 4 CDs duplos, com áudio restaurado por Marcelo Fróes da coleção  de 8 LPs da série homônima produzida por Ricardo Cravo Albin, em 1975, com gravações raras dos programas radiofônicos "MPB 100 Ao Vivo" realizadas no auditório da Rádio MEC, em 1974 e 1975. Chico Feitosa participou do volume 6 da caixa, com sua canção "Fim de Noite" (Chico Feitosa e Ronaldo Bôscoli), na voz de Lúcio Alves.

Chico Feitosa faleceu no dia 31/03/2004.

Indicação: Miguel Sampaio

Waldir Anunciação

WALDIR ANUNCIAÇÃO
(62 anos)
Cantor

* Rio de Janeiro, RJ (1941)
+ Rio de Janeiro, RJ (08/01/2004)

Waldir Anunciação foi um cantor brasileiro nascido na cidade do Rio de Janeiro, um dos integrantes do grupo Golden Boys, o mais popular conjunto musical da época da Jovem Guarda.

Golden Boys

Os Golden Boys era uma das bandas do movimento Jovem Guarda no Brasil. Eles são, na origem, um quarteto doo-wop, formado por três irmãos: Roberto, Ronaldo, Renato, e um "primo", Valdir Anunciação.

Waldir Anunciação era conhecido como o “primo” dos irmãos Roberto, Ronaldo e Renato, que juntos formavam o quarteto de cantores. Na verdade, ele era um amigo de infância dos três irmãos, colega de classe de Roberto na Escola Industrial Ferreira Viana, no Maracanã. A história foi revelada por Roberto.

Os fãs achavam tão bonito três irmãos cantando juntos e ficavam chateados quando dizíamos que o Waldir não era parente.

‘"Ah, não é irmão, não? Por quê?’"
"Porque não é!", a gente respondia.

Aí um dia alguém disse: ‘"Então é primo"’. Ficou assim”, contou. “Waldir não era nosso primo de sangue, mas era como se fosse nosso irmão. Ele era órfão e considerava o nosso pai como sendo dele”. 

Golden Boys
Os Golden Boys começaram a carreira muito jovens, por volta de 1958, como versão brasileira do conjunto americano The Platters. Destacaram-se em apresentações de rádio e televisão, e, inspirados nos quartetos norte-americanos, gravaram vários discos voltados para o público jovem.

Os irmãos Roberto, Renato e Ronaldo também atuaram como compositores de canções de sucesso gravadas por outros artistas, além de serem também produtores. Os Golden Boys excursionaram nos anos 60 por países da América do Sul e gravaram diversos álbuns.

Os maiores sucessos foram reunidos em uma coletânea de dois volumes da série Melhores Momentos. Algumas dessas faixas são "Cabeção" (Roberto Correia e Silvio Sion), "Alguém Na Multidão" (Rossini Pinto) e versões de músicas dos Beatles, como "Michelle" e "Ontem" ("Yesterday").

Após terem se dedicado ao iê-iê-iê, no final dos anos 60 e início dos anos 70 participaram de vários álbuns de artistas da MPB e do pop-rock brasileiro, álbuns estes que futuramente se tornariam cult e objeto de desejo de colecionadores, como o clássico "Carlos, Erasmo" de Erasmo Carlos, nos discos de Marcos Valle, e até mesmo do álbum "A Matança do Porco" do grupo de rock progressivo Som Imaginário.

Waldir Anunciação
Os irmãos mais jovens formaram o Trio Esperança, com Regina, Mario e Evinha, mais tarde substituída pela irmã mais nova, Marizinha.

Os Golden Boys foram responsáveis por inserir um pouco de negritude na jovem guarda, ainda que não fossem exatamente um coral soul, apenas tinham uma maneira toda especial de cantar os hits da época.

Com o passar do tempo, o grupo, que sempre primou pelo bom humor aliado a técnica vocal, foi tirando boa parte do terno-e-gravata de seu som e inserindo toques de soul music e psicodelia, além de algumas guitarras distorcidas e letras inusitadas como em "Fumacê" (1970), também título do LP, que soava como uma referência nada sutil a maconha.

As últimas gravações importantes do grupo foram os CDs "Os Grandes Sucessos dos Golden Boys" (1994) e "Festival dos Golden Boys" (1997).

Desde 1996, porém, Waldir Anunciação estava afastado do grupo. Primeiro por conta de problemas nas cordas vocais. Recuperado, ensaiou uma volta aos Golden Boys, mas passou a sofrer de enfisema pulmonar. “Ele ficou sem motivação, muito deprimido por não poder cantar mais”, disse Roberto.

Waldir Anunciação tinha uma voz muito bonita e solava em algumas músicas. "Smoke Gets in Your Eyes", por exemplo, era imprescindível nos nossos shows. Depois que o Waldir saiu, ninguém nunca mais cantou essa música”, contou Renato.

Os Golden Boys fizeram duas apresentações para arrecadar dinheiro para o tratamento de Waldir Anunciação. Nos últimos tempos, ele dedicava-se à carreira do filho Germano, que era estudante de Educação Física e chegou a gravar um CD, com a participação do pai.

Morte

Waldir Anunciação, dos Golden Boys, morreu às 21:30hs do dia 08/01/2004,  no Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes, no Rio de Janeiro, depois de ser atendido em razão de um mal-estar. Ele sofria de câncer no intestino e já estava afastado do grupo há alguns anos. A doença surgiu no intestino há quatro meses, mas espalhou-se rapidamente. Os médicos ainda tentaram operá-lo, mas o câncer já havia tomado todo o aparelho digestivo. 

O corpo do cantor foi velado no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, Zona Oeste do Rio de Janeiro e o enterro ocorreu às 15:30hs do dia 09/01/2004.

Waldir Anunciação era casado com Maria Alzira e tinha um filho, Germano, na época com 22 anos.


Discografia

  • 1958 - The Golden Boys (Copacabana 78rpm)
  • 1958 - The Golden Boys (Copacabana 78rpm)
  • 1959 - Os Golden Boys (Copacabana LP)
  • 1959 - Os Golden Boys (Copacabana 78rpm)
  • 1959 - Os Golden Boys (Copacabana Compacto)
  • 1959 - The Golden Boys (Copacabana 78rpm)
  • 1960 - The Golden Boys (Com Betinho e Seu conjunto - Copacabana Compacto)
  • 1960 - The Golden Boys (Copacabana 78rpm)
  • 1961 - The Golden Boys (Copacabana 78rpm)
  • 1962 - The Golden Boys (Copacabana 78rpm)
  • 1963 - The Golden Boys (Polydor 78rpm)
  • 1963 - The Golden Boys (Polydor 78rpm)
  • 1964 - The Golden Boys (Polydor Compacto)
  • 1964 - Golden Boys (Odeon Compacto)
  • 1964 - Golden Boys (Odeon Compacto)
  • 1965 - The Golden Boys (Odeon Compacto)
  • 1965 - The Golden Boys (Odeon LP)
  • 1965 - The Golden Boys (Odeon Compacto)
  • 1965 - The Golden Boys (Com The Fevers - Odeon Compacto)
  • 1966 - Alguém na Multidão (Com The Fevers - Odeon LP)
  • 1966 - The Golden Boys (Com The Fevers - Odeon Compacto)
  • 1967 - Golden Boys (Odeon Compacto)
  • 1967 - Pensando Nela (Odeon LP)
  • 1967 - Golden Boys (Odeon Compacto)
  • 1967 - Golden Boys (Odeon Compacto)
  • 1968 - Golden Boys (Odeon Compacto)
  • 1968 - Golden Boys (Odeon Compacto)
  • 1968 - Na linha de Frente (Odeon LP)
  • 1968 - Golden Boys (Odeon Compacto)
  • 1968 - Golden Boys (Odeon Compacto)
  • 1969 - Golden Boys (Odeon Compacto)
  • 1969 - Golden Boys (Odeon Compacto)
  • 1969 - Golden Boys (Odeon LP)
  • 1969 - Golden Boys (Odeon Compacto)
  • 1970 - Golden Boys (Odeon Compacto)
  • 1970 - Golden Boys (Odeon Compacto)
  • 1970 - Fumacê (Odeon LP)
  • 1970 - Golden Boys (Odeon Compacto)
  • 1971 - Golden Boys (Odeon Compacto)
  • 1971 - Golden Boys (Odeon Compacto)
  • 1971 - Só Vou Criar Galinha (Odeon LP)
  • 1973 - Golden Boys (Odeon LP)
  • 1975 - Golden Boys (Odeon LP)
  • 1978 - Golden Boys (Polydor LP)
  • 1984 - O Sonho Não Acabou... (Epic/CBS LP)
  • 1986 - Golden Boys (Epic/CBS LP)
  • 1991 - Golden Boys Ao Vivo (Som Livre CD)
  • 1994 - Meus Momentos - Golden Boys (EMI-Odeon CD)
  • 1994 - Os Grandes Sucessos dos Golden Boys (EMI-Odeon CD)
  • 1997 - Meus Momentos Vol. 2 - Golden Boys (EMI Music CD)
  • 1997 - Festival dos Golden Boys (Som Livre CD)

Filmografia

  • 1959 - Eu Sou o Tal (Golden Boys)
  • 1960 - Cala a Boca, Etelvina (Golden Boys)
  • 1967 - Adorável Trapalhão (Golden Boys)


Indicação: Miguel Sampaio

Pai Agenor

AGENOR MIRANDA ROCHA
(96 anos)
Babalaô, Professor, Poeta e Cantor

☼ Luanda, Angola (08/09/1907)
┼ Rio de Janeiro, RJ (17/07/2004)

Agenor Miranda Rocha, o Pai Agenor, é quase uma lenda no Candomblé. Nascido em Luanda, Angola, no dia 08/09/1907, foi iniciado aos cinco anos, em 1912, pelas mãos da Srª Eugênia Ana dos Santos, mais conhecida como Mãe Aninha de Xangô ou Obá Biyi, fundadora do Axé Opô Afonjá, na cidade Salvador, Bahia, devido a uma enfermidade, fato este que levou sua mãe carnal a senhora Zulmira Miranda, católica apostólica romana, fervorosa, a aceitar o feito com intuito de salvar a vida de seu filho.

Quando jovem, e já residindo na cidade do Rio de Janeiro, foi o ilustre professor, iniciado nos mistérios da Orixá Ewá, de onde segue que dado a união destes dois orixas, Oxalufã e Ewá, o digno professor, ou como ele se auto intitulava, Zelador de Santo, tinha um dom especial nos jogos sagrados dos búzios.


O Professor Agenor, como era conhecido, foi professor catedrático aposentado do Colégio Pedro II, nas cadeiras de matemática e latim. Cantor lírico, seguindo os passos de sua mãe, a soprano Zulmira Miranda e babalaô adivinho na referida tradição religiosa candomblé, um dos ocidentais mais conhecedores da herança e da cultura afro-brasileira, além de talvez uma das mais respeitadas personalidades religiosas por todas as lideranças de tradicionais terreiros do Brasil.

Foi o jogo de búzios (meridilogun) do Professor Agenor que decidiu a sucessão de importantes terreiros: Mãe Oké e Mãe Tatá, na Casa Branca do Engenho Velho; Mãe Stella, no Axé Opô Afonjá; Mãe Índia, no Terreiro do Bogun (o último grande jogo de sucessão antes do falecimento do professor).

Agenor Miranda também foi poeta e musicista. Seu jogo de búzios foi um dos mais procurados do país. O velho professor foi orientador espiritual e conselheiro de personalidades de diferentes procedências religiosas e de muitos babalorixás, como Tatá Makamba Malaiá em São Paulo, no ano de 1972 e orientador do Babá Augusto César de Logunedé.

Jorge Amado, Zélia Gattai, almirante Adalberto de Barros Nunes, Maria Zilda, Maria Bethânia, Gal Costa, Liege Monteiro, Hugo Gross, Zora Sejlman, Antônio Olinto, Vera Fisher, Marcelo Picchi, Camila Amado, Heloísa Perissé, Bel Kutner e Regina Casé, dentre muitos outros, foram amigos ou frequentavam a casa do velho professor.

"Quem não conhece Agenor, não conhece Candomblé"
(Mãe Menininha do Gantois)


Documentário: Um Vento Sagrado

Foi publicada no jornal Diário de São Paulo a matéria "O Zelador Dos Orixás Na Tela", feita pelo jornalista Marcos Pinho - "Um Vento Sagrado", do diretor e artista plástico baiano Walter Lima. O trabalho conta a história de Pai Agenor, um dos mais importantes nomes do candomblé no país. O trabalho de pesquisa consumiu mais de três anos de viagens, pesquisas e gravações no Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Roma.

O filme "Brasil" (2001), mostra Pai Agenor em sua casa no Engenho Novo, subúrbio do Rio de Janeiro, onde figuram desde imagens de São Francisco e Buda até de Oxalá e outras divindades do candomblé. É no local que ele recebia visitantes em busca de aconselhamento e jogava búzios.

Suas declarações são desconcertantes.

"A força do candomblé está no sangue verde das plantas e não no sangue vermelho dos animais!"
(Pai Agenor - Comentário condenando os sacrifícios em cultos)

Professor aposentado, poeta, ensaísta, cantor de ópera e de fado, Pai Agenor era um homem múltiplo e incomum. "Ele é talvez a última das grandes figuras do candomblé", afirma Gilberto Gil. O retrato pintado por Walter Lima é o de um ser de personalidade instigante cujas opiniões são sempre respeitadas.

A fita mostra ainda o biografado sendo recebido pelo Papa em Roma e inclui poemas nas vozes de atores como Alessandra Negrini, Ingrid Guimarães e Camila Amado, além da narração de Othon Bastos e depoimentos dos acadêmicos Antônio Olinto e Paulo Alonso, do cantor Gilberto Gil, dos professores Muniz Sodré e Wilson Choueri e de outras personalidades.

Amante da música, talvez por influência de sua mãe, a fadista portuguesa Zulmira Miranda, cuja história está registrada na Casa do Fado e da Guitarra Portuguesa, Agenor fez uma incursão como cantor no mundo da música. Há alguns anos foram recuperadas algumas de suas antigas gravações e hoje circula nas mãos de seus amigos e admiradores CDs onde ele canta fados, canções italianas e músicas clássicas.

Amante da poesia, teve dois livros publicados ainda em vida, "Poemas Infantis" (1999), e "Oferenda - Como a Flor Que Se Oculta Entre as Folhas" (1998), pela Editora Sete Letras, traduzido na Espanha e editado pela Algorán Poesia, em 2001.


Seus poemas foram muito bem recebidos por serem, além de belos, expressão de um grande conhecimento também nesta arte. Tinha muitos amigos e admiradores, muitos alunos, e para todos estes deixou ainda o livro "Caderno de Português" (2000), escrito logo após uma intervenção cirúrgica bastante séria.

Pai Agenor faleceu em 17/07/2004, vitimado principalmente pelo agravamento de um simples caso infeccioso, uma vez que não conseguiu ser tratado a tempo em condições necessárias. Deixou muitos amigos e filhos em todas as partes do Brasil e no exterior, todos saudosos e consternados, principalmente por não terem podido ajudá-lo e intervir para que pudesse completar com "saúde e paz", como gostava de dizer, os seus almejados 100 anos de existência, que foi lembrado e comemorado no dia 08/09/2007.

Dentre as homenagens que recebeu está a Medalha Pedro Ernesto, no Rio de Janeiro.

Sobre ele há uma primorosa biografia: "Um Vento Sagrado", editado pela Editora Mauad e de autoria de Muniz Sodré e Luis Filipe de Lima.

Fonte: Wikipédia

Eros Volúsia

EROS VOLÚSIA MACHADO
(89 anos)
Dançarina

* Rio de Janeiro, RJ (01/06/1914)
+ Rio de Janeiro, RJ (01/01/2004)

Eros Volúsia Machado foi uma dançarina brasileira nascida no Rio de Janeiro, no bairro de São Cristovão, que se projetou internacionalmente sob o nome de Eros Volúsia através de coreografias próprias inspiradas na cultura brasileira.

Seu talento artístico sofreu grande influência familiar, pois era filha do poeta Rodolfo MachadoGilka Machado, simbolista e eleita "A Maior Poetisa do Brasil" em 1933, seus avós maternos também possuíam habilidades artísticas: o avô, Hortênsio da Gama Sousa Melo, era poeta e sua avó Teresa Cristina Muniz, atriz de rádio e teatro.

Não é de se admirar, portanto, o talento desta artista de qualidades excepcionais. Desde a infância, conviveu com figuras renomadas da intelectualidade brasileira, dentre escritores, poetas, músicos e outros expoentes da arte nacional, vivenciando toda a profusão de idéias de vanguarda que fluíram a partir dos anos 1920.

Sua mãe e sua avó abriram uma pensão na Rua São José, centro do Rio de Janeiro, freqüentada por intelectuais do início do século XX. Eros Volúsia além da influência familiar conviveu neste espaço com figuras renomadas da política e da intelectualidade brasileira, apresentou-se em um sábado festivo para a então primeira-dama Darcy Vargas e conheceu escritores como o jovem Nelson Rodrigues e outros expoentes da arte nacional, tal como Arthur Azevedo, Coelho Neto, Olavo Bilac, Carlos Gomes e Chiquinha Gonzaga.

Historicamente, as primeiras décadas do século XX no Brasil foram períodos de construção de uma identidade e de valorização da mestiçagem. Eros Volúsia vivenciou toda esta profusão de idéias de vanguarda que fluía neste período: "Semana de Artes Moderna", Gilberto Freyre com o trabalho "Casa Grande & Senzala", Getúlio Vargas e a política desenvolvimentista. E foi nesse contexto de nacionalismo crescente, de turbulência e novas propostas de interpretação do Brasil que Eros Volúsia criou uma nova estética, incorporando novas metodologias na dança, teve a inteligência e sensibilidade de mesclar as danças populares nacionais à técnica clássica. A singularidade de seus movimentos criou identidade própria para sua dança, expressando a diversidade cultural que pulsava e que percebia suas raízes no híbrido, na miscigenação.

Eros Volúsia foi aluna de Maria Olenewa (bailarina russa que integrou a companhia de dança de Anna Pavlova e naturalizou-se brasileira, tendo sido a responsável pela organização da escola de dança e do corpo de baile do Teatro Municipal do Rio de Janeiro) na então Escola de Bailados do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, hoje Escola Estadual de Dança Maria Olenewa, estreou no Teatro Municipal e pouco depois podia ser considerada a inventora da dança brasileira. O poeta Augusto Lima, depois de vê-la dançar "A Morte Do Cisne", "Lenda De Um Beijo" e "Agonia Da Saudade", disse: "Aquelas pernas inquietas estavam firmando os alicerces do bailado nacional".

Em sua primeira apresentação no Teatro Municipal, em 1929, onde participou de uma homenagem ao então presidente Washington Luiz, a bailarina apareceu dançando descalça, acompanhada por violão e batucadas. O que se caracterizou, naquele período, uma ousadia, tendo em vista as tradições daquele espaço.

As danças místicas dos terreiros, os rituais indígenas, o samba, o frevo, o maxixe, o maracatu e o caboclinho de Pernambuco foram algumas das fontes de pesquisa artística da bailarina. Suas coreografias eram caracteristicamente brasileiras: "Amor De Iracema", "Peneirando O Fubá", "Moleque Capoeira", "Cascavelando" e "O Guarani" - espetáculo apresentado no Teatro Municipal e que teve a presença do presidente Getúlio Vargas e de seu corpo diplomático. Numa de suas coreografias, "Macumba", criou um movimento de cabeça até hoje imitado por grupos de dança folclórica.

Eros Volúsia foi a primeira bailarina a dançar samba de sapatilhas. Usava trajes de baiana com a barriga de fora, apresentava-se em cassinos e boates do país. Imprimiu ginga aos quadris e criou movimentos coreográficos sobre ritmos brasileiros como "Tico-Tico No Fubá", de Zequinha de Abreu, "Brejeiro", de Ernesto Nazareth e Francisco Mignone, Eros Volúsia chamou a atenção no Brasil e no exterior. Um momento decisivo de sua carreira foi a apresentação, no Teatro Municipal carioca, em 1937, de uma coreografia solo acompanhada pela orquestra regida por Francisco Mignone.


Eros Volúsia fez tanto sucesso que atraiu a atenção da revista americana Life, tendo sido capa da edição de 22 de setembro de 1941. Até hoje, foi a única sul-americana a estampar a primeira página da conceituada publicação americana.

Atuou em vários filmes nacionais: "Favela Dos Meus Amores" (1935), "Samba Da Vida" (1937), "Caminho Do Céu" (1943), "Romance Proibido" (1944) e "Pra Lá De Boa" (1949).

A fama internacional definitivamente aconteceu após participação no filme "Rio Rita" (1942), uma comédia da Metro-Goldwyn-Mayer, dirigida por S. Sylvan Simon. Apresentou-se neste filme em número musical que utiliza temas afro-brasileiros.

Até Carmem Miranda entrou no time dos admiradores e dela copiou os graciosos movimentos de braços que vieram a se tornar sua marca.

Na França, onde se apresentou diversas vezes, ficou conhecida como "La Muse Sucrée", devido a Volúsia, um monte nos Estados Unidos exportador mundial de mel. Sua mãe foi quem deu à artista esse nome original.

Inaugurou o que seria futuramente conhecido por "dançarino-pesquisador", que resgata a formação do conhecimento artístico - a técnica - com a sensibilidade artística, para além dela. Usava de todo recurso que o corpo podia expressar, com os movimentos de olhos, mãos, quadris, e na boca um convidativo sorriso. Criou uma dança alegre e híbrida, ao mesmo tempo brasileira e universal. Seu corpo era o instrumento da inovação.

Professora do Serviço Nacional de Teatro criou um curso de coreografia, que se tornou o primeiro curso de dança no Brasil a aceitar bailarinos negros.

Em 2002, a Universidade de Brasília (UNB) criou o Centro de Documentação e Pesquisa Eros Volúsia, vinculado ao seu Departamento de Artes Cênicas. Em 2005, Roberto Pereira, professor de História da Dança e crítico de dança do Jornal do Brasil publicou a biografia intitulada "Eros Volúsia".

Solteira, sofreu um derrame cerebral na manhã do dia 31/12/2004 em sua casa, no Leblon, e veio a falecer no dia 01/01/2004, aos 89 anos.

Foi em uma das inúmeras entrevistas dadas à revista O Cruzeiro que Eros Volúsia sintetizou sua missão artística: "Dei ao Brasil o que o Brasil não tinha, a sua dança clássica!"


Filmografia


  • 1935 - Favela Dos Meus Amores
  • 1937 - Samba Da Vida
  • 1942 - Rio Rita
  • 1943 - Caminho Do Céu
  • 1944 - Romance Proibido
  • 1949 - Pra Lá De Boa



Livros


  • Eros Volusia (Roberto Pereira) - Editora Relume Dumará
  • Poema Dançando: Gilka Machado e Eros Volusia (Soraia Maria Silva) - Editora UNB
  • Eu e a Dança (Eros Volúsia) - Revista Continente Editorial