Maurício Grabois

MAURÍCIO GRABOIS
(61 anos)
Político

☼ Salvador, BA (02/10/1912)
┼ Xambioá, TO (25/12/1973)

Maurício Grabois foi um político brasileiro, um dos fundadores do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e um de seus dirigentes desde a criação do partido até sua morte na Guerrilha do Araguaia, em 25/12/1973. Foi um dos principais líderes comunistas do Brasil, junto com Luís Carlos Prestes, Carlos Marighella e João Amazonas.

Filho de judeus ucranianos, a família de Maurício Grabois foi perseguida e fugiu para o Brasil, onde o comunista nasceu. Nasceu em Salvador, BA, no dia 02/10/1912, filho de Agustín Grabois e Dora Grabois. Cursou o ensino fundamental no Ginásio Estadual de Salvador. Aos 19 anos, mudou-se para o Rio de Janeiro, então capital do país, para estudar na Escola Militar de Realengo. Lá tomou contato com as ideias do marxismo-leninismo e passou a militar contra o fascismo que avançava na Europa e também no Brasil, sob a forma do Integralismo, ajudando a divulgar o comunismo entre os militares. Mais tarde, estudou na Escola de Agronomia do Rio de Janeiro, que abandonou no 2º ano para para dedicar-se à vida política.

Carreira Política

Maurício Grabois começou a carreira política como militante da Juventude Comunista, a ala jovem do partido, que então usava a sigla PCB, mas chamava-se Partido Comunista do Brasil.

Em 1934, aos 22 anos, já era a dirigente da entidade. Ingressando na Aliança Nacional Libertadora (ANL), uma facção do Partido Comunista Brasileiro (PCB) que tentou a luta armada, ajudou a organizar a Intentona Comunista de 1935 e, após o fracasso da insurreição, editou clandestinamente o jornal "A Classe Operária", que existe até hoje, e dirigiu a Vitória, editora do Partido Comunista do Brasil (PCdoB). Maurício Grabois foi preso no verão de 1941 e solto no ano seguinte.

Com a orientação do Komintern para que os partidos comunistas apoiassem os governos locais que lutassem contra o Eixo e a entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial do lado aliado, em 1943, o Partido Comunista Brasileiro (PCB) organizou a Conferência da Mantiqueira. A comissão organizadora do evento foi chefiada por Maurício Grabois. Na ocasião, foi eleito para o Comitê Central do partido.

A derrubada de Getúlio Vargas e a legalização do Partido Comunista Brasileiro (PCB) levaram o partido a entrar na vida democrática institucional brasileira, e Maurício Grabois foi eleito deputado federal como companheiro de chapa de Luís Carlos Prestes, eleito senador.

Participou da Assembleia Constituinte de 1945-1946 e liderou a bancada comunista, que tinha então 14 deputados, entre eles Jorge Amado. Também foi membro da Comissão de Relações Exteriores da Câmara.

Em 1947, no entanto, o registro do partido foi cassado, e o Partido Comunista do Brasil (PCdoB)  passou a ser ilegal, mas continuando a existir e atuar na clandestinidade. Maurício Grabois trabalhou como relator do programa do partido e ajudou a organizar o IV Congresso do PCB em 1954, sendo reeleito para o Comitê Central.

Em 1956, Nikita Khrushchov faz um discurso no XX Congresso do Partido Comunista da União Soviética (PCUS) denunciando os crimes de Josef Stalin e renegando o legado do líder soviético. A mudança de orientação, conhecida como Revisionismo, provocou a reorganização do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e, em 1962, junto com João Amazonas, Pedro Pomar, Carlos Danielli e outros, Maurício Grabois reorganizou o Partido Comunista Brasileiro (PCB), mas com a sigla PCdoB.

Uma das últimas fotos da bancada Comunista na Constituinte de 1946. O Senador Prestes ao centro, tendo a sua direita João Amazonas e à esquerda Maurício Grabois.
Luta Armada

A partir de 1964, quando os militares deram um golpe de Estado no Brasil e tomaram o poder, os comunistas se dividiram entre os que defendiam a oposição clandestina, aliada aos democratas de centro-direita, depois organizados no Movimento Democrático Brasileiro (MDB), e os que optaram pelo combate aberto, a guerrilha urbana e rural. Maurício Grabois foi um dos principais defensores da posição em defesa da luta armada no partido.

Em 1966, uma conferência aprovou a adoção de Táticas Revolucionárias para tentar derrubar o regime militar e implantar um regime comunista no Brasil.

Para dar início a uma guerrilha na Floresta Amazônica, Maurício Grabois chegou à região do Araguaia em dezembro de 1967, para organizar o levante revolucionário. Levou para lá o filho André Grabois, morto em combate em 1972.

Maurício Grabois comandou por seis anos a chamada Guerrilha do Araguaia, no estado do Pará, até ser morto por forças do Exército no dia 25/12/1973, junto com mais três companheiros, um deles seu genro, Gilberto Olímpio Maria.

Até hoje seus restos mortais não foram localizados e esta tem sido uma luta não só da família e do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), mas de vários movimentos que buscam esclarecer todos esses fatos e circunstâncias obscuros do tempo da ditadura militar brasileira.

Diário

Trinta e sete anos após sua morte, veio a público um diário escrito por Maurício Grabois no Araguaia, cobrindo um período de 605 dias na floresta, entre abril de 1972 e dezembro de 1973. Neste documento, recolhido pelo Exército na época e mantido em sigilo por quase quatro décadas, Maurício Grabois fala do dia a dia da guerrilha e de suas esperanças com relação à eficácia dela, como fomentadora de uma revolução armada popular contra a ditadura militar e pela implantação de um sistema socialista no país.

Maurício Grabois e Aparício Torelli, o Barão de Itararé
Legado

Como teórico, Maurício Grabois manteve-se fiel à doutrina do marxismo-leninismo, combatendo o "surto revisionista", e foi um crítico severo do maoismo, o modelo de comunismo implantado na China, onde esteve por duas vezes. Em seus escritos, atacou os excessos da Revolução Cultural Chinesa.

Em sua homenagem, o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) batizou seu instituto partidário com o nome de Instituto Maurício Grabois, fundado em 1995, dez anos após a legalização do partido que o militante ajudara a fundar em 1962.

Fonte: Wikipédia

Rosa Branca

CARMO DE SOUZA
(68 anos)
Jogador de Basquete

☼ Araraquara, SP (16/07/1940)
┼ São Paulo, SP (22/12/2008)

Carmo de Souza foi um jogador de basquete brasileiro, mais conhecido como Rosa Branca, era formado em Educação Física na cidade de São Carlos, na antiga Escola Superior de Educação Física de São Carlos, hoje curso vinculado a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Ele era diretor da Federação Paulista de Basketball e estava aposentado pelo Serviço Social do Comércio (SESC), onde trabalhou entre 1975 e 2003, como técnico da programação esportiva.

Rosa Branca nasceu Carmo de Souza, em 16/07/1940, na cidade de Araraquara. Desde criança mostrou-se interessado e apaixonado por esportes em geral. Ainda na infância o pequeno Carmo destacou-se nas modalidades de salto em altura e distância, mas foi na adolescência que conheceu seu grande amor, o basquete.

O primeiro contato com a bola laranja aconteceu no Nosso Clube de Cestobol, em Araraquara.

Ainda na cidade natal Rosa Branca defendeu seu primeiro clube profissional, o Nosso Clube Araraquara. Ainda jogou no São Carlos, no Palmeiras e no Corinthians, onde conseguiu a façanha de sagrar-se campeão brasileiro por 8 anos consecutivos.


Rosa Branca defendeu a seleção brasileira por 12 anos. Foram 78 partidas e 539 pontos. Era tão versátil que atuou nas 5 posições, com mais destaque nos papéis de pivô e ala de força. Ele é uma dos cinco jogadores presentes nas duas conquistas de campeonato mundial, em 1959, no Chile, e 1963, no Brasil. Além disso ajudou o país a conseguir duas medalhas olímpicas de bronze, em 1960 em Roma, e 1964 em Tóquio, além do bronze no Pan de 1955 e a prata no Pan de 1963.

Sua carreira começou no Nosso Clube de Cestobol de Araraquara, mas só passou a alcançar exito jogando magnificamente pelo São Carlos Clube onde foi Campeão Paulista do Interior e Vice-campeão Paulista em 1956, onde jogou até 1958.

Em 29/10/1958, transferiu-se para o Palmeiras, onde continuou com grandes exibições e conquistas, posteriormente passou pelo Juventus, e encerrou a carreira jogando pelo Corinthians, em 1971.

Rosa Branca é respeitado em São Carlos até os dias de hoje, pelos feitos de sua carreira junto ao São Carlos Clube que o projetou, é considerado e reconhecido como Cidadão São-Carlense.

Rosa Branca ao lado do zagueiro Galhardo
Entrevista Com Rosa Branca

Por que o apelido Rosa Branca?
Essa história começou em 1954, na cidade de Araraquara. Cheguei ao treino do Nosso Clube com uma revista O Cruzeiro nas mãos. Esta revista tinha uma foto de um motorista do Getúlio Vargas que se chamava Rosa Branca. Os jogadores me acharam parecido com o motorista e começaram a me chamar de Rosa Branca. Na época, não gostei muito, mas hoje tenho orgulho do apelido.

Como foi a conquista do título no Mundial do Chile, em 1959?
Em 1959, levamos vantagem por causa da desistência da União Soviética, que não jogou contra a China. Mas a seleção estava muito bem e acho que ganharíamos o título mesmo assim. Ficamos três meses treinando isolados na Ilha das Enxadas. Lá, a equipe respirava basquete o dia inteiro. Só tínhamos folga nos fins-de-semana, quando íamos para o Rio de Janeiro, com o Kanela tomando conta dos jogadores. Kanela era um técnico excepcional, com uma grande paixão pelo basquete. Sem ele e sem esse grupo excelente de jogadores, a conquista do bicampeonato mundial seria impossível. 

Fale um pouco sobre a conquista do bicampeonato mundial.
No ano de 1963, tivemos uma campanha muito boa. Fomos campeões do Sul-Americano, em Lima, e levamos a medalha de prata nos Jogos Pan-Americanos de São Paulo. Durante o Mundial, no Rio de Janeiro, jogamos muito bem. Houve uma renovação no time. Kanela chamou alguns bons jogadores de equipes paulistas, como Ubiratan Maciel, Vitor Mirshawka e Luis Cláudio Menon. Da seleção brasileira campeã mundial de 1959, ficamos apenas eu, Amaury Pasos, Wlamir Marques, Waldemar Blatskaukas e Jathyr Schall. Chegamos invictos na final, onde enfrentamos a seleção dos Estados Unidos. Era a mesma equipe que nos derrotou na final dos Jogos Pan-Americanos naquele mesmo ano, mas, dessa vez, ganhamos por 85 a 81. Bati os lances-livres que fecharam a partida. O Maracanãzinho estava lotado com quase 20 mil pessoas. Foi uma grande festa. O jogo terminou às onze horas da noite e só consegui sair de quadra às três da manhã. É uma conquista que ficou marcada na história do basquete.

Quais são os jogadores brasileiros que se destacam na atualidade?
Se tivesse que montar a minha seleção hoje, ela teria os pivôs Nenê e Anderson Varejão, o ala Marcelinho e os armadores Leandrinho e Valtinho. Mas cada técnico tem a sua opinião e trabalha da sua maneira. Existem outros bons jogadores, como os alas Renato, do COC/Ribeirão Preto, e Guilherme, que está na Itália. Também temos outros pivôs excelentes, como André Bambu (Uniara), Alírio (Mogi), Luis Fernando e Michel (Minas) e Tiago Splitter, do time espanhol Bilbao Basket.

E as chances do Brasil no Pré-Olímpico?
Tenho muita confiança nesses meninos. Os adversários mais difíceis são Estados Unidos, Argentina e Porto Rico, que joga em casa, mas temos muita chance de conseguir uma das três vagas para as Olimpíadas de Antenas, em 2004. Se os jogadores estiverem conscientes da responsabilidade que é vestir a camisa da seleção brasileira e se entrarem em quadra com vontade de ganhar, podem derrotar qualquer equipe.

Você lembra de alguma história engraçada sobre a seleção brasileira?
Quando jogamos contra a Rússia, durante o Mundial de 1963, um juiz uruguaio, que não devia gostar de brasileiros, estava apitando muito mal, em favor dos russos. A partida estava muito disputada e tensa. Depois de uma falta técnica do Amaury, marcada injustamente, o Kanela se enfureceu e deu um tapa forte na cara do juiz. O jogo parou e o Kanela foi expulso. Foi complicado tirar ele de quadra, mas o jogo continuou e a expulsão acabou sendo um estímulo para que os jogadores da seleção brasileira conquistassem a vitória. Na época, Nelson Rodrigues até escreveu uma crônica sobre esse episódio chamada "O Tapa Cívico"

Morte

Carmo de Souza, o Rosa Branca, morreu na manhã de segunda-feira, 22/12/2008, aos 68 anos, no Hospital Metropolitano, em São Paulo. Ele estava internado, desde a última sexta-feira, por causa de uma pneumonia.

Rosa Branca, com mais um troféu conquistado pelo Corinthians, comemorando com o dirigente alvinegro Francisco Mendes, no desembarque da delegação.
Títulos
  • 1956 - Campeão Paulista do Interior - São Carlos Clube
  • 1956 - Vice-campeão Paulista - São Carlos Clube
  • 1959 - Campeão Mundial - Seleção Brasileira
  • 1960 - Medalha de Bronze Olímpica - Jogos Olímpicos de Roma
  • 1961 - Campeão Paulista - Palmeiras
  • 1963 - Bicampeão Mundial - Seleção Brasileira
  • 1963 - Campeão Paulista - Palmeiras
  • 1964 - Medalha de Bronze Olímpica - Jogos Olímpicos de Tóquio

Júpiter Maçã

FLÁVIO BASSO
(47 anos)
Cantor, Compositor e Cineasta

☼ Porto Alegre, RS (26/01/1968)
┼ Porto Alegre, RS (21/12/2015)

Flávio Basso, também conhecido como Júpiter Maçã ou Jupiter Apple, foi um cantor, compositor, cineasta de carreira solo. Ainda utilizando o nome artístico de Flávio Basso, integrou as bandas TNT e Os Cascavelletes.

Seu primeiro disco solo, "A Sétima Efervescência" (1997), é calcado nos moldes de The Piper At The Gates Of Dawn, do Pink Floyd, com psicodelia e experimentação, e por um leve momento, um prenúncio de sua obra ulterior, o final de "Sociedades Humanóides Fantásticas", uma bossa-nova psicodélica. As músicas desse disco são grandes referências do rock gaúcho. Contém algumas fixadas no imaginário underground, como "Um Lugar do Caralho", regravada por Wander Wildner no disco "Baladas Sangrentas" (1996), "Eu e Minha Ex", com a parceria de Marcelo Birck nos arranjos, "As Tortas e as Cucas" e "Essência Interior".

Após experimentar um grande sucesso com o lançamento desse disco, tornou-se Jupiter Apple, compõe em inglês e decidiu misturar bossa-nova e vanguarda. Muitos fãs não o entenderam, preferindo a psicodelia mais acessível de "A Sétima Efervescência". Essa mistura inusitada está muito bem feita no seu segundo disco, "Plastic Soda" (1999). Ele começou com uma canção de nove minutos, "A Lad And a Maid In The Bloom", que define o caráter inovador do disco.


Em 2002 foi lançado "Hisscivilization", o disco mais ambicioso, e talvez incompreendido, de Jupiter Apple. Longas experimentações eletrônicas com destaque para "The Homeless And The Jet Boots Boy", bossas elétricas e lounge, valsa, cítaras e moogs, condensados em momentos, ora de leveza, ora de paranóia. É seu disco mais hermético: se, para os que estavam acostumados com o rock'n roll de Os Cascavelletes, a "A Sétima Efervescência" já era algo inesperado, psicodelia em doses cavalares, a reação causada pelos dois discos da fase Apple são ainda mais dramáticas.

Em 2006 era esperado o lançamento do disco "Uma Tarde Na Fruteira". Nele, o "Apple" volta a ser "Maçã", mas continua explorando o lado brasileiro e experimental, com músicas já eternizadas no subconsciente do underground porto-alegrense, como "A Marchinha Psicótica de Dr. Soup". Esse álbum pode ser considerado o mais acessível do autor. De certa forma, tudo que já foi composto por Júpiter Maçã está resumido neste disco: desde canções mod sessentistas, levezas jazz, baladas domingueiras à Bob Dylan com concretismos e timbres eletrônicos.

No dia 23/11/2011, Jupiter Apple gravou seu primeiro DVD ao vivo no Opinião, em Porto Alegre, RS. O show também marcou a inauguração da Jupiter Apple Corporation And Kingdom (J.A.C.K.).


Em 19/07/2012 caiu do segundo andar do prédio onde morava em Porto Alegre, ficando internado em de saúde regular no setor de traumatologia do Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre.

Apoiado por sua banda, formada por Júlio Sasquatt (bateria), Júlio Cascaes (guitarra), Felipe Faraco (baixo) e Astronauta Pinguim (teclados), o show foi gravado em Porto Alegre, na noite da quarta-feira, 23/11/2011 no Bar Opinião. Com participações mais do que especiais de Nei Van Soria, Lucio Vassarath, Hique Gomes, Marcio Petracco, Clara Averbuck, Hamburg Black Cats e Bibiana Graeff, o DVD apresenta um registro de 20 canções que sintetizam a carreira de Jupiter Apple, mostrando hits de seus álbuns solo e também relembrando momentos dos tempos de TNT e Os Cascavelettes.

Depois de quase 2 anos sem dar notícias aos fãs e ficar afastado dos palcos, após a queda, Júpiter Maçã, retornou e lançou, em julho de 2014, o DVD "Six Colours Frenesi". O set-list completo do show tem 20 músicas, clássicos do rock gaúcho e mais de duas horas de show. O DVD possui uma versão de "Lovely Riverside" que conta com a participação do grupo Gaúcho Bluegrass, que mostra uma faceta nova a música.

Morte

Flávio Basso morreu na segunda-feira, 21/12/2015, em Porto Alegre, aos 47 anos. A causa da morte informada pelo Departamento Médico Legal (DML) foi falência múltipla dos órgãos, segundo informou a produtora Cida Pimentel, amiga do músico.

Segundo a produtora do artista, ele bateu a cabeça após cair no banheiro da casa onde morava. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado, mas não houve tempo de levar o artista ao hospital.

O velório foi realizado às 8h30min de terça-feira, 22/12/2015, no Teatro Renascença, local cedido pela prefeitura.

Discografia

Com a TNT
  • 1985 - Rock Grande do Sul


Com Os Cascavelletes
  • 1987 - Vórtex Demo
  • 1988 - Os Cascavelletes
  • 1988 - Rio Grande do Rock
  • 1989 - Pré-Rock'a'ula
  • 1989 - Rock'a'ula
  • 1989 - Ao Vivo no Ocidente
  • 1990 - Demo Tape 1990-1991
  • 1992 - Sob um Céu de Blues
  • 1992 - Ao Vivo em Viamão
  • 2006 - Ao Vivo em Santo Ângelo


Carreira Solo
  • 1995 - Ao Vivo na Brasil 2000 FM
  • 1997 - A Sétima Efervescência
  • 1999 - Plastic Soda
  • 2001 - Muquifo Records Apresenta: COMP 01/02 (Orgânico/Sintético)
  • 2002 - Hisscivilization
  • 2007 - Jupiter Apple And Bibmo Presents: Bitter
  • 2008 - Uma Tarde na Fruteira
  • 2008 - Little Darla Has a Treat For You
  • 201? - Underground Years


Singles
  • 1997 - Um Lugar do Caralho
  • 1997 - Miss Lexotan 6mg Garota
  • 1997 - Eu e Minha Ex
  • 1998 - As Tortas e as Cucas
  • 1998 - Querida Superhist x Mr. Frog
  • 2003 - A Marchinha Psicótica de Dr. Soup
  • 2005 - Beatle George
  • 2007 - Síndrome de Pânico
  • 2007 - Mademoiselle Marchand
  • 2007 - Lovely River Side
  • 2009 - Modern Kid
  • 2009 - Gregorian Fish
  • 2010 - Calling All Bands
  • 2012 - Gothic Love - Urban Blue


DVD
  • 2014 - Six Colours Frenesi - Ao Vivo no Opinião


Formação da Banda
  • Júpiter Maçã / Flávio Basso ... Vocal, Guitarra e Violão
  • Julio Cascaes ... Guitarra
  • Felipe Faraco ... Baixo
  • Felipe Maia ... Bateria


Influências
  • Syd Barrett
  • The Beatles
  • Rolling Stones
  • Os Mutantes
  • Tom Zé
  • Françoise Hardy
  • Pink Floyd
  • Nico
  • Nina Simone
  • Stereolab
  • David Bowie
  • Serge Gainsbourg

Fonte: Wikipédia e G1
Indicação: Miguel Sampaio

Selma Reis

SELMA REIS
(55 anos)
Atriz e Cantora

☼ Rio de Janeiro, RJ (24/08/1960)
┼ Teresópolis, RJ (19/12/2015)

Selma Reis foi uma atriz e cantora brasileira. Moradora de São Gonçalo, no Rio de Janeiro, foi influenciada musicalmente pela família, que era ligada a rodas seresteiras.

Quando cursava a Faculdade de Comunicação Social, foi morar em Nantes, França, onde passou três anos. Nessa cidade, ingressou no curso de Letras e em alguns cursos de Música e de Técnica Vocal.

Em 1987, gravou o primeiro disco, "Selma Reis", interpretando composições de Sueli Costa, Capinam, Gereba, Geraldo Azevedo, entre outros. Na época, foi acompanhada ao piano por Eduardo Souto Neto.

Lançou, em 1990, o CD "Selma Reis".

Em 1991, lançou o disco "Só Dói Quando Eu Rio".

No ano de 1993, gravou, em Londres, o CD "Selma Reis", que teve como arranjador Grahaam Presket, o mesmo de Paul McCartney e Elton John.

Em 1996, lançou um CD só com composições de Gonzaguinha.


Participou, em 1999, do musical "Abre-alas", representando a personagem Mimi, ao lado de Rosamaria Murtinho. Logo depois de assistir ao musical, o diretor Jayme Monjardim convidou-a para participar da gravação de um clipe da minissérie "Chiquinha Gonzaga" (1999), da TV Globo, em homenagem à compositora brasileira. Ainda nesse ano, contratada exclusiva dos empresários Montenegro e Ramon, lançou o CD "Ares de Havana", gravado na capital cubana em apenas uma semana. Também em 1999, realizou show homônimo no Teatro da Faculdade da Cidade (Teatro Delfin), com roteiro de Ricardo Cravo Albin. Este mesmo espetáculo foi montado, em 2000, na ilha de Cuba, tendo sido muito bem recebido.

Em 2002, desenvolveu projeto para atuar ao lado da bailarina Ana Botafogo, em espetáculo de dança e voz. Ainda nesse ano estreou show no Teatro Rival Petrobrás, mais uma vez produzido por Montenegro e Ramon.

Em 2003 apresentou-se ao lado de Cauby Peixoto, no Teatro Rival Petrobrás, no Rio de Janeiro. O show, com direção e roteiro de Túlio Feliciano, gerou CD e DVD lançados pela gravadora Albatroz. No repertório, "Por Toda a Minha Vida" (Tom Jobim e Vinicius de Moraes), "Bastidores" (Chico Buarque), "Todo Sentimento" (Cristóvão Bastos e Chico Buarque), "Galope" (Gonzaguinha), "Beco do Mota" (Milton Nascimento e Fernando Brant) e "Emoções Suburbanas" (Altay Veloso e Paulo César Feital), canção feita especialmente para ela e que se tornou um de seus maiores sucessos.


Em 2009, lançou o CD "Poeta da Voz", com as canções "Banho de Manjericão" (João Nogueira e Paulo César Pinheiro), "As Forças da Natureza" (João Nogueira e Paulo César Pinheiro), "Bodas de Vidro" (Paulo César Pinheiro e Sueli Costa), "Cordilheiras" (Paulo César Pinheiro Sueli Costa), "Minha Missão" (João Nogueira e Paulo César Pinheiro), "Cicatrizes" (Paulo César Pinheiro e Miltinho), "Passatempo" (Paulo César Pinheiro e Guinga), "Bolero de Satã" (Paulo César Pinheiro Guinga), "Sem Companhia" (Paulo César Pinheiro Ivor Lancelloti), "Vou Deitar e Rolar" (Paulo César Pinheiro Baden Powell), "Tô Voltando" (Paulo César Pinheiro Maurício Tapajós), "Viagem" (Paulo César Pinheiro João de Aquino), "Velho Arvoredo" (Paulo César Pinheiro Hélio Delmiro), "Portela na Avenida" (Paulo César Pinheiro Mauro Duarte) e "Ofício" (Paulo César Pinheiro).
O disco contou com a participação do autor homenageado, Paulo César Pinheiro, na faixa "Ofício", de Diogo Nogueira na faixa "As Forças da Natureza" e Beth Carvalho na faixa "Portela na Avenida". Nesse mesmo ano, fez show de lançamento do disco na Modern Sound, no Rio de Janeiro.

Morte

Selma Reis morreu às 5h00min de sábado, 19/12/2015, aos 55 anos, no Hospital São José em Teresópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro. O corpo vai ser levado para Nova Friburgo, segundo informações da funerária em Teresópolis, ainda no sábado. Selma Reis será cremada na segunda-feira , 21/12/2015, no Cemitério dos Luteranos.

De acordo com a unidade de saúde, Selma Reis ficou internada várias vezes. A última internação durou 15 dias. O hospital informou que a atriz sofria de câncer, diagnosticado há dois anos, mas não revelou qual o tipo da doença.

Carreira

Televisão

  • 2009 - Caminho das Índias ... Mãe de Hamia
  • 2006 - Páginas da Vida ... Irmã Zenaide
  • 2001 - Presença de Anita (Minissérie) ... Cigana
  • 1999 - Chiquinha Gonzaga (Minissérie) ... Cantora

Cantora (Discografia)

  • 2009 - Poeta da Voz
  • 2007 - Sagrado (Deck Disc)
  • 2003 - Vozes - Selma e Cauby Peixoto (Albatroz/Trama)
  • 2002 - Todo Sentimento (Albatroz/Trama) Relançamento
  • 1999 - Ares de Havana (Velas/Universal)
  • 1996 - Achados e Perdidos (Velas/PolyGram)
  • 1995 - Todo Sentimento (Mza/Wea)
  • 1993 - Selma Reis (PolyGram)
  • 1991 - Só Dói Quando Eu Rio (PolyGram)
  • 1990 - Selma Reis (PolyGram)
  • 1987 - Selma Reis (Selo Independente/LScomm/PolyGram)

Nydia Licia

NYDIA LICIA PINCHERLE CARDOSO
(89 anos)
Atriz, Diretora e Produtora

☼ Trieste, Itália (30/04/1926)
┼ São Paulo, SP (12/12/2015)

Nascida em 30/04/1926 em Trieste, na Itália, Nydia Licia Quincas Pincherle Cardoso era filha de um médico e de uma crítica musical, ambos de origem judaica. Em 1939, quando tinha 13 anos, com o avanço do fascismo na Europa mudou-se com a família para a cidade de São Paulo.

Durante a Segunda Guerra terminou o ginásio e emendou o clássico, sempre cantando nos shows e festivais da escola. Na dúvida entre estudar medicina ou química, optou por trabalhar no Consulado Italiano como secretária do cônsul. Mais tarde, frequentou o curso de história da arte ministrado por Pietro Maria Bardi e foi selecionada como sua assistente para trabalhar no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MASP), idealizado por Assis Chateaubriand.

Ao mesmo tempo, começou a ensaiar com Alfredo Mesquita a montagem amadora de "À Margem da Vida", de Tennessee Williams, realizada pelo Grupo de Teatro Experimental (GTE) em 1947. Sua estreia no teatro foi ao lado de Marina Freire e Abílio Pereira de Almeida. No mesmo ano, atuou no Grupo Universitário de Teatro (GUT), na Universidade de São Paulo (USP), em "O Baile dos Ladrões", de Jean Anouilh, com direção de Décio de Almeida Prado.

Em 1948, o grupo passou a integrar o Teatro Brasileiro de Comédia (TBC). No TBC esteve ao lado de nomes como Cacilda Becker, Walmor Chagas, Zampari e Adolfo Celi.


Em 1949, dirigida por Adolfo Celi, Nydia Licia substituiu Cacilda Becker, então grávida de quatro meses, em "Nick Bar", de William Saroyan.

Em 1950 apareceu em "Entre Quatro Paredes", de Jean-Paul Sartre, ao lado de Cacilda Becker, Carlos Vergueiro e de seu futuro marido Sérgio Cardoso. A seguir, entrou em "Os Filhos de Eduardo" "A Ronda dos Malandros", de John Gay; "A Importância de Ser Prudente", de Oscar Wilde; e "O Anjo de Pedra", de Tennessee Williams. Ainda em 1950 e atuando em espetáculos nos sete dias da semana, a atriz faz uma pausa para se casar com um dos maiores nomes do teatro brasileiro, o ator Sérgio Cardoso, com quem montou a Companhia de Teatro Nydia Licia-Sérgio Cardoso. No dia seguinte, os dois já estavam de volta ao Teatro Brasileiro de Comédia (TBC). Quando se separou do ator, Nydia Lícia ficou sozinha com a Companhia, transformando-se em uma grande empresária teatral.

Grávida, Nydia Licia fez duas versões de "Antígona" e só parou 15 dias antes do nascimento de Sylvia, filha do casal.

A atriz permaneceu no Teatro Brasileiro de Comédia (TBC) até 1952 quando se transferiu para o Rio de Janeiro com o marido e a filha, para integrar a Companhia Dramática Nacional. A família se hospedou na casa de Procópio Ferreira.

Nesse período Nydia Licia ensaiava três peças ao mesmo tempo. Foi dirigida por Bibi Ferreira em "A Raposa e as Uvas""A Falecida", por Sérgio Cardoso e no premiado espetáculo "A Canção do Pão", de Raimundo Magalhães Jr.


Em 1953 fez televisão na TV Record, e participou do elenco de "O Personagem no Ar" e "Romance".

Em 1954, criou a própria companhia com o marido e para isso fundou a Empresa Bela Vista, partindo para a reforma do antigo Cine-Teatro Espéria, no Bixiga. Nesse intervalo montaram "Lampião", de Rachel de Queiroz, no Teatro Leopoldo Fróes.

Em 15/05/1956, a montagem de "Hamlet" inaugurou o novo Teatro Bela Vista. Em cartaz também ficaram também "Henrique IV", "O Comício e Chá e Simpatia", com o qual ganhou os prêmios Governador do Estado, O Saci e a Medalha de Ouro da Associação Paulista de Críticos Teatrais (APCT).

Em 1958, atuou em "Vestido de Noiva", com direção de Sérgio Cardoso e com concepção distinta da famosa direção de Ziembinski.

Em 1960 se separou mas continuou a produzir teatro como produtora independente, tentando manter o Teatro Bela Vista aberto. Mais tarde, sofreu com uma ação movida pela Empresa Bela Vista para tentar tirar-lhe o teatro. Com o apoio unânime da classe teatral, lutou durante anos, até que conseguiu ficar com o teatro. Depois de um ano a polícia fechou o teatro.

Em 1962 começou a se dedicar ao teatro infantil e montou "A Bruxinha Que Era Boa", de Maria Clara Machado. Criou para a TV Cultura o "Teatro 2" e apresentou o programa educativo "Quem é Quem", produzindo em seguida, por quatro anos, até ser convidada para o cargo de assessora cultural da emissora.


Em 1971, foi obrigada a devolver o Teatro Bela Vista para seus proprietários. O Governo do Estado de São Paulo decidiu desapropriar o imóvel e reformá-lo, transformando-o no Teatro Sérgio Cardoso.

Nydia Lícia fez telenovelas na TV Paulista, TV Tupi e na Bandeirantes, com papéis de destaque nas telenovelas "Éramos Seis" (1977) e "O Ninho da Serpente" (1982).

A partir de 1992 desenvolveu, paralelamente, carreira pedagógica como professora no Departamento de Rádio e Televisão da Escola de Comunicação da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), e no Teatro Escola Célia Helena, onde dava aulas de interpretação.

Para a série de livros "Aplauso", a atriz escreveu "Leonardo Villar: Garra e Paixão", "Sérgio Cardoso: Imagens de Sua Arte" , "Rubens de Falco - Um Internacional Ator Brasileiro", "Raul Cortez - Sem Medo de se Expor" e "Eu Vivi o TBC". Além disso escreveu o livro autobiográfico "Ninguém se Livra dos Seus Fantasmas" editado pela Perspectiva.

O trabalho sobre a vida de Raul Cortez recebeu o Prêmio Jabuti, em Biografias.

Em 2008 foi agraciada com o título de Cidadã Paulistana.

Em 2010 recebeu o prêmio Governador do Estado de Destaque Cultural.

Morte

Nydia Lícia morreu às 4h30min de sábado, 12/12/2015, aos 89 anos, no Hospital São Luis, em São Paulo, vítima de câncer no pâncreas. A doença foi diagnosticada em agosto de 2015 e ela estava internada desde 20 de novembro. O velório ocorreu no domingo, 13/12/2015, no Teatro Sérgio Cardoso.

Nydia Licia em Hamlet, 1956.
Trabalhos

Televisão

  • 1958 - Sublime Obsessão ... Helen Hudson
  • 1964 - Eu Amo Esse Homem
  • 1965 - O Ébrio ... Francisca
  • 1977 - Éramos Seis ... Emília
  • 1978 - João Brasileiro, o Bom Baiano ... Lúcia
  • 1982 - Ninho da Serpente ... Olímpia

Cinema

  • 1950 - Quando a Noite Acaba
  • 1951 - Ângela
  • 1956 - Quem Matou Anabela?
  • 2002 - O Príncipe

Teatro (Como Atriz)

  • 1947 - À Margem da Vida
  • 1948 - O Baile dos Ladrões
  • 1949 - A Noite de 16 de Janeiro
  • 1949 - A Mulher do Próximo
  • 1949 - Pif-Paf
  • 1949 - Nick Bar... Álcool, Brinquedos, Ambições
  • 1950 - A Ronda dos Malandros
  • 1950 - Os Filhos de Eduardo
  • 1950 - Do Mundo Nada Se Leva
  • 1950 - A Importância de Ser Prudente
  • 1950 - O Anjo de Pedra
  • 1950 - O Inventor de Cavalo
  • 1950 - Entre Quatro Paredes
  • 1950 - Lembranças de Bertha
  • 1950 - Rachel
  • 1951 - Ralé
  • 1951 - Convite ao Baile
  • 1951 - O Grilo da Lareira
  • 1952 - Antígone
  • 1952 - O Mentiroso
  • 1952 - Relações Internacionais
  • 1953 - A Raposa e as Uvas
  • 1953 - Canção Dentro do Pão
  • 1954 - Sinhá Moça Chorou
  • 1954 - A Filha de Iório
  • 1954 - Lampião
  • 1956 - Hamlet
  • 1956 - Quando as Paredes Falam
  • 1957 - Chá e Simpatia
  • 1957 - Henrique IV
  • 1958 - Vestido de Noiva
  • 1958 - Amor Sem Despedida
  • 1959 - Oração Para Uma Negra
  • 1960 - Geração em Revolta
  • 1961 - A Castro
  • 1961 - De Repente no Último Verão
  • 1961 - Esta Noite Improvisamos
  • 1961 - O Grande Segredo
  • 1962 - As Lobas
  • 1962 - Meu Marido e Você
  • 1962 - Quem Rouba Pé Tem Sorte no Amor
  • 1963 - A Idade dos Homens
  • 1964 - Apartamento Indiscreto
  • 1964 - Hedda Gabler
  • 1964 - Uma Cama Para Três
  • 1965 - Camila
  • 1965 - Biedermann e os Incendiários
  • 1966 - Terra de Ninguém
  • 1967 - Esta Noite Falamos de Medo
  • 1968 - Um Dia na Morte de Joe Egg
  • 1969 - João Guimarães: Veredas

Teatro (Como Diretora)

  • 1959 - Oração Para Uma Negra
  • 1962 - Meu Marido e Você
  • 1962 - Quem Rouba Pé Tem Sorte no Amor
  • 1963 - Feitiço
  • 1963 - O Pobre Piero
  • 1963 - M.M.Q.H.
  • 1963 - Tem Alguma Coisa a Declarar?
  • 1964 - Uma Cama Para Três
  • 1965 - O Outro André
  • 1965 - A Raposa e as Uvas
  • 1966 - Terra de Ninguém
  • 1967 - Esta Noite Falamos de Medo
  • 1967 - Uma Certa Cabana
  • 1976 - Fuga em Do Re Mi
  • 1977 - Aprendiz de Gente Grande
  • 1978 - História de Uma História
  • 1979 - Se Non é Vero é Bem Trovado
  • 1981 - De Morfina a Malatesta
  • 1982 - O Mistério das Flores
  • 1983 - Fantasia Colorida1984 - Libel a Sapateira

Omar Fontana

OMAR FONTANA
(73 anos)
Empresário e Piloto de Aviões

☼ Joaçaba, SC (07/01/1927)
┼ São Paulo, SP (08/12/2000)

Omar Fontana, filho de Attilio Fontana, foi o fundador, em 1955, da Sadia S/A Transportes Aéreos, que deu origem a TransBrasil.

Nascido em Joaçaba, SC, graduou-se em advocacia e ciências sociais, mas deixou a carreira acadêmica para tornar-se piloto na Panair do Brasil.

Omar Fontana fundou a companhia Sadia S/A Transportes Aéreos para fazer o transporte de carga para a empresa de alimentos Sadia, fundada por seu pai, Attílio Fontana.

Em 1953, ele propôs ao pai transportar carnes preparadas pela Sadia em Concórdia, no interior de Santa Catarina, para as churrascarias de São Paulo por meio de um vôo semanal, num avião DC-3 arrendado.

A operação deu certo e ajudou a Sadia a colocar seus produtos na praça paulista numa época em que as estradas eram de terra e os caminhões não tinham refrigeração. Com o lema "Pelo Ar, Para o Seu Lar", foi criada em 1955 a Sadia Transportes Aéreos, com dois aviões DC-3 e um C-47.


Em 1957, a Sadia fez uma parceria com a Real Aerovias, na época a maior companhia aérea da América Latina, com 118 aviões. Então, como vice-presidente de operações, Omar Fontana inaugurou serviços regulares do Brasil para Los Angeles, Estados Unidos, e Tóquio, Japão. Quatro anos depois, Omar Fontana desfez a associação com a Real Aerovias Brasil.

A Sadia Transportes Aéreos atendia principalmente à empresa de Concórdia, mas começou a ganhar espaço como companhia aérea comercial em 1961, quando comprou a Transportes Aéreos de Salvador. Com a aquisição, a empresa catarinense ganhou mais 15 aviões e estendeu seus vôos para mais 53 cidades.

Somente em 1972 a empresa passou a ser chamada de TransBrasil.

A empresa continuou então sua expansão até que em 1989, já com o nome de TransBrasil, quebrou a hegemonia da Varig em rotas internacionais e conseguiu concessão para vôos regulares para Orlando e Flórida, nos Estados Unidos.

Mais tarde, Omar Fontana fez uma injeção de capital na empresa e inaugurou serviços diários do Rio de Janeiro e de São Paulo para Miami e Orlando. Na seqüência, inaugurou vôos para Washington, New York, Buenos Aires, Viena, Amsterdã e Londres.

A Azul Linhas Aéreas Brasileiras batizou o Embraer E-Jet de número 60, matrícula PR-AUJ, com o nome "Cmte. Omar Fontana – Pioneiro da Aviação", em homenagem a um dos grandes executivos da aviação brasileira, que entre outras marcas, fundou a Transbrasil.
De sua criação em 1972 até sua extinção, a TransBrasil enfrentou muitos problemas. O Plano Cruzado, em 1986, foi um dos marcos negativos na história da empresa. Além de ter perdido dinheiro com o congelamento de tarifas, a companhia fez uma aposta errada, ao aumentar agressivamente seu número de aviões prevendo crescimento na quantidade de passageiros. Endividada, a TransBrasil passou a década de 90 lutando contra o governo federal para reparar perdas financeiras pelo congelamento das tarifas.

Em julho de 1995, criou também a InterBrasil Star, empresa regional do grupo que ligava pequenas cidades do interior do Brasil aos principais aeroportos do país.

No ano de 1998 Omar Fontana se afastou do comando da empresa para se tratar de um câncer na próstata, mas permaneceu como presidente do conselho de administração. Ele não era mais o principal executivo da companhia, mas mantinha sua força na empresa.

Com a morte de Omar Fontana, aumentaram as dúvidas sobre o futuro da TransBrasil. A companhia enfrentava dificuldades financeiras e chegou a negociar uma união com a concorrente TAM. Principal acionista da empresa, Omar Fontana resistia à idéia de abrir mão do controle da TransBrasil.

Com sua morte, a TransBrasil perdeu o rumo, e afogada em dividas paralisou suas operações. Era o fim da TransBrasil que morreu 362 dias depois do seu fundador.

Morte

Omar Fontana, morreu em São Paulo, SP, no dia 08/12/2000. Ele tinha câncer e morreu depois de uma parada cardíaca, às 2h00, em sua casa, no bairro do Pacaembu. O enterro ocorreu em 09/12/2000, às10h00, no Cemitério do Morumbi.

Fonte: Wikipédia

Antônia Marzullo

ANTÔNIA DE OLIVEIRA SOARES MARZULLO
(75 anos)
Atriz

☼ Rio de Janeiro, RJ (13/06/1894)
┼ Rio de Janeiro, RJ (25/08/1969)

Antônia de Oliveira Soares Marzullo foi um atriz brasileira, nascida na cidade do Rio de Janeiro, em 13/06/1894. Mãe de Dinah Marzullo, do poeta Maurício Marzullo e da atriz Dinorah Marzullo. E ainda avó das atrizes Marília Pêra e Sandra Pêra.

Ninguém diria que aquela mocinha franzina que estreou um dia num circo (ensaiou 15 dias para só atuar uma noite) fosse continuar a vida toda no teatro e que se tornaria mãe e avó das atrizes Dinorah Marzullo e Marília Pêra.

Antônia Marluzzo já fez todos os gêneros, tendo trabalhado ao lado de Apolônia Pinto, Conchita de MoraisAlda Garrido, Dulcina de Moraes, Bibi Ferreira e várias ouras atrizes.

Participou do primeiro falado no Brasil em 1934, "Favela dos Meus Amores" num papel de destaque.

Carmen Santos e Antônia Marzullo
Antônia Marzullo trabalhou em teatro, cinema e rádio. Atuou na Rádio Nacional e Rádio Tupi, do Rio de Janeiro. Estreou no teatro em 1920, na Companhia João de Deus, onde era corista, e atuava na peça "O Frade da Brahma".

Em 1922, estreou em Lisboa, no Teatro Apollo. Voltou ao Rio de Janeiro e foi para o Teatro Recreio. Depois foi para o Teatro São Pedro e fez a peça "Os Hunguenotes". Era uma atriz importante e por isso viajou por todo o Brasil.

Em 1935, a convite do diretor Renato Viana, atuou no Teatro Cassino.

Em 1936, foi trabalhar para a Companhia de Alda Garrido.

A última peça que a atriz fez, foi "A Moreninha", no Teatro João Caetano. Nesta peça trabalharam também a filha Dinorah Marzullo e a neta Marília Pêra, que fazia o papel principal.

Seu sobrenome artístico originou-se de seu primeiro casamento, com o imigrante italiano Emílio Marzullo, pai de seus filhos.

Filmografia

  • 1934 - Favela dos Meus Amores
  • 1937 - João Ninguém
  • 1945 - Loucos Por Música .... Dona da Pensão
  • 1946 - O Ébrio .... Lindoca
  • 1948 - Inconfidência Mineira
  • 1949 - Pinguinho de Gente
  • 1950 - Um Beijo Roubado .... Discretina
  • 1953 - Balança Mas Não Cai
  • 1955 - Mãos Sangrentas
  • 1956 - O Diamante
  • 1963 - Bonitinha Mas Ordinária .... (Apresentando)
  • 1965 - Samba .... Avó de Belém
  • 1967 - O Menino e o Vento
  • 1968 - Massacre no Supermercado
  • 1968 - O Homem Que Comprou o Mundo
  • 1968 - As Aventuras de Chico Valente
  • 1968 - Como Vai, Vai Bem?


Fonte: Wikipédia

Dinorah Marzullo

DIRORAH SOARES MARZULLO PÊRA
(93 anos)
Atriz

☼ Rio de Janeiro, RJ (30/03/1919)
┼ Rio de Janeiro, RJ (17/03/2013)

Dinorah Soares Marzullo Pêra foi uma atriz brasileira. Era filha de Emílio Marzulloe da também atriz Antônia Marzullo, irmã do advogado e poeta Maurício Marzullo e de Dinah Marzullo, viúva de Manuel Pêra e mãe das atrizes Sandra Pêra e Marília Pêra.

Dinorah Marzullo começou a trabalhar como corista em revistas, dançando e cantando, e, nos anos 40, teve despertado seu dom para comédias. Ela era tão ligada ao teatro que se casou com o ator Manuel Pêra no palco de um teatro em Porto Alegre, em 1939.

O casal passou a integrar o elenco da companhia de Henriette Morineau, Os Artistas Unidos. Na montagem de "Medéia", a filha de Madame Morineau, que fazia o papel título, foi a menina Marília Pêra, em sua estreia no teatro, com apenas quatro anos de idade.

Marília Pêra e Dinorah Marzullo
Dinorah Marzullo Manuel Pêra também integraram a companhia de Dulcina de Moraes.

Em sua longa carreira, fez peças como "Casa de Caboclo", "No Tabuleiro da Baiana", "Irene", "Gol!" , "Está Sobrando Mulher", dentre tantas outras. Numa entrevista, Marília Pêra calculou em 200 as peças interpretadas por sua mãe.

Dinorah Marzullo trabalhou em várias peças e espetáculos de revista. Fez "Casa de Caboclo", "No Tabuleiro da Baiana", "Gol!", "Está Sobrando Mulher", entre tantas outras.

No cinema fez "É a Maior""Esse Milhão é Meu" (1959), "Casinha Pequenina" (1963), "O Levante das Saias" (1967), "Como Vai, Vai Bem?" (1968) e "Ele, Ela, Quem" (1977).


Na televisão, participou das novelas "Uma Rosa Com Amor" (1972) e "Te Contei?" (1978), ambas na TV Globo. Também teve sucesso com a personagem Agripina em um programa de humor da TV Tupi.

Dinorah Marzullo, embora bem idosa, ainda trabalhou em televisão. Atuou ao lado do neto, Ricardo Graça Mello, no extinto "Zorra Total", interpretando Dona Giovanna, mãe do mafioso Don Gorgonzola, interpretado por Agildo Ribeiro, conhecida pelo seu bordão: "Perdi a Viagem! Vou Voltar pra Sicília!".

Dinorah Marzullo morreu às 8h50m de segunda-feira, 17/03/2013, de causas naturais, e foi enterrada à tarde. Ela iria completar 94 anos no dia 30/03/2013.

Fonte: Wikipédia

Marília Pêra

MARÍLIA SOARES PÊRA
(72 anos)
Atriz, Cantora, Bailarina, Produtora, Coreógrafa e Diretora Teatral

☼ Rio de Janeiro, RJ (22/01/1943)
┼ Rio de Janeiro, RJ (05/12/2015)

Marília Soares Pêra foi uma atriz, cantora e diretora teatral brasileira. Além de interpretar, ela cantava, dançava e atuava também como coreógrafa, produtora e diretora de peças e espetáculos musicais.

Filha dos atores Manuel Pêra e Dinorah Marzullo, Marília pisou no palco de um teatro pela primeira vez aos quatro anos de idade, ao lado dos pais, que integravam o elenco da companhia de Henriette Morineau.

Dos 14 aos 21 anos atuou como bailarina e participou de musicais e revistas, entre eles, "Minha Querida Lady" (1962), protagonizado por Bibi Ferreira. Segundo Marília Pêra, ela passou porque os diretores estavam procurando alguém que poderia fazer acrobacias, o que era raro naquela época.

Fez outras peças como "O Teu Cabelo Não Nega" (1963), biografia de Lamartine Babo, no papel de Carmen Miranda. Voltaria a viver o papel da cantora no espetáculo "A Pequena Notável" (1966), dirigido por Ary Fontoura. Também no "A Tribute To Carmen Miranda" (1975) no Lincoln Center, em New York, dirigido por Nelson Motta, na única apresentação "A Pêra da Carmem" no Canecão em 1986, e no musical "Marília Pêra Canta Carmen Miranda" (2005), dirigido por Maurício Sherman.


A primeira aparição na televisão foi em "Rosinha do Sobrado" (1965), na Rede Globo, e em seguida, em "A Moreninha" (1965).

Em 1967 fez sua primeira apresentação em um espetáculo musical, "A Úlcera de Ouro", de Hélio Bloch.

Em 1969, conquistou grande sucesso no papel da protagonista do drama "Fala Baixo Senão Eu Grito", com direção de Clóvis Bueno, primeira peça teatral da dramaturga paulista Leilah Assumpção. Pela interpretação da complexa personagem Mariazinha, solteirona virgem que vive em um pensionato de freiras, Marília recebeu o Prêmio Molière e também o Prêmio da Associação Paulista de Críticos Teatrais (APCT), atual Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA). Seu futuro marido Paulo Villaça interpretou o ladrão que numa noite pula a janela do quarto com a intenção de roubar. Na conversa entre os dois, que dura a noite toda, a solteirona revela ao público e a si mesma suas frustrações.

Em 1964, Marília Pêra derrotou Elis Regina num teste para o musical "Como Vencer Na Vida Sem Fazer Força", ambas ainda não eram conhecidas na época.

Em 1975, gravou o LP "Feiticeira", lançado pela Som Livre.

Marília Pêra é a atriz que mais atuou sozinha nos palcos, conseguindo atrair o público infantil para a difícil arte do monólogo. Além de Carmen Miranda, desempenhou nas telas e no palco papéis de mulheres célebres, como Maria Callas, Dalva de Oliveira, Coco Chanel e a ex-primeira dama do Brasil Sarah Kubitschek.


A estreia de Marília Pêra como diretora aconteceu em 1978, na peça "A Menina e o Vento", de Maria Clara Machado.

Marília Pêra casou-se pela primeira vez aos 17 anos, com o primeiro homem a beijá-la, o músico Paulo da Graça Mello, morto num acidente de carro em 1969. Aos 18 anos, foi mãe de Ricardo Graça Mello. Mais tarde, foi casada com o ator Paulo Villaça, parceiro em "Fala Baixo Senão Eu Grito", e com Nelson Motta, com quem teve as filhas Esperança e Nina.

Em declaração feita ao "Fantástico" em 2006, pegando carona no sucesso de sua personagem Milú, na novela "Cobras & Lagartos", Marília Pêra relatou sobre a carreira e disse que não suportava contracenar com atores de mau hálito e chulé. Ela comentou que há muitos atores que não se preocupam com a higiene, sem citar nomes (foi uma indireta para seu par romântico na novela, Herson Capri). Marília Pêra alegou que nunca se achou bonita e que sempre foi desengonçada.

Nos anos 60, chegou a ser presa durante a apresentação da peça "Roda Viva" (1968) de Chico Buarque e obrigada a correr nua por um corredor polonês. Foi presa uma segunda vez, visto que era tida como comunista, quando policias invadiram a residência, assustando a todos, inclusive o filho de sete anos, que dormia.


Em 1992, apresentou o musical "Elas Por Elas", para a TV Globo. Ao lado da cantora Simone e de Cláudia Raia, tornou público o apoio ao candidato Fernando Collor de Mello, nas eleições de 1989.

Em 2008, foi protagonista do longa-metragem, "Polaróides Urbanas", de Miguel Falabella, onde interpretou duas irmãs gêmeas.

Em 2009, foi escalada para viver a hippie Rejane Batista na minissérie "Cinquentinha", de Aguinaldo Silva. Após várias cenas gravadas, a atriz desistiu do papel, causando mal estar nos corredores da TV Globo. No lugar de Marília Pêra, entrou a atriz Betty Lago que se encaixou perfeitamente no papel, sendo muito elogiada pela crítica. Algumas notícias dizendo que o motivo para não querer seguir com a interpretação foi não se sentir à vontade com o papel, circularam na época.

Desde abril de 2010 integrou o elenco da série "A Vida Alheia", de Miguel Falabella, na TV Globo, como Catarina.

Em janeiro de 2013 ocorreu a estreia do seriado "Pé Na Cova", em que Marília Pêra interpreta Darlene, que é maquiadora da funerária do ex-esposo Russo (Miguel Falabella), e que vive no subúrbio.

Em abril de 2014, por conta de problemas pessoais, a atriz deixou o seriado, retornando às gravações no dia 11/06/2014.

Morte

Marília Pêra morreu às 06h00 de sábado, 05/12/2015, aos 72 anos, em sua casa, na Zona Sul do Rio de Janeiro. A causa da morte ainda não foi divulgada. Em novembro de 2015, foi noticiado que Marília Pêra estava com câncer em estágio avançado no pulmão. No último ano, ela passou por tratamento de um desgaste ósseo na região lombar e chegou a ficar afastada da TV por cerca de um ano.

O velório da atriz será no sábado, 05/12/2015, no Teatro Leblon, sala Marília Pêra, Rua Conde de Bernadote, 26 - Leblon, a partir das 13h00.

O velório da atriz será no sábado, 05/12/2015, no Teatro Leblon, na sala que leva seu nome, a partir das 13h00.

Marília Pêra deixou os filhos Ricardo Graça Mello, Esperança Motta, Nina Morena e o marido Bruno Faria.

No início de novembro de 2015, a jornalista carioca Hildegard Angel, amiga pessoal da atriz, postou em seu blog que o estado de saúde da atriz era delicado: "Marília inspira cuidados extremos, está no balão de oxigênio", disse. A informação não foi confirmada pela família, mas é sabido que a atriz tem como hábito manter preservada a sua vida particular.

À GloboNews, Claudia Raia disse que seu último contato com Marília Pêra aconteceu há duas semanas, quando elas se falaram porque a veterana queria assistir ao espetáculo "Raia 30". "Ela estava impossibilitada, de cadeira de rodas. Ela disse 'eu vou melhorar um pouquinho e vou'", falou Claudia Raia. "Estamos órfãos. Ela pra mim era uma referência!".

Marília Pêra era casada, desde 1998, com o economista carioca Bruno Faria. Ela era irmã da atriz Sandra Pêra e neta da atriz Antônia Marzullo.