Blota Júnior

JOSÉ BLOTA JÚNIOR
(79 anos)
Advogado, Locutor, Político, Apresentador e Produtor de TV

* Ribeirão Bonito, SP (03/03/1920)
+ São Paulo, SP (22/12/1999)

Formou-se na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP). Tentou por cinco vezes entrar para o rádio, mas foi reprovado. Mais tarde, ingressou na Radio Cosmos, hoje Radio América, mudando-se depois para a Radio Cruzeiro do Sul onde foi diretor artístico, sendo contratado em 1943 pela Radio Record onde exerceu todas as funções, desde comentarista esportivo até diretor da emissora.

Foi locutor da "Voz da América" da NBC de New York. Quando da inauguração em 1953, da TV Record, apresentou o show inaugural junto com sua mulher Sônia Ribeiro. Foi também diretor superintendente da Rádio Panamericana (Jovem Pan) e vice presidente da fábrica de bicicletas Caloi.

Ingressou na carreira política como deputado estadual, cumprindo três legislaturas, e deputado federal de 1975 a 1979, sendo líder de dois governos e presidente da Comissão de Constituição e Justiça, tendo sido também o primeiro Secretário de Esportes e Turismo do Estado de São Paulo. Seu último cargo público foi o de Secretário de Comunicações, no governo de Paulo Maluf.

Blota Júnior e sua esposa, a radialista Sônia Ribeiro, eram os apresentadores-oficiais do "Troféu Roquette Pinto", do qual foi criador, "Show do Dia 7" e "Festivais da Música Popular Brasileira" (1966-1971), na TV Record.

Apresentou programas na TV Bandeirantes e no SBT. Ainda fez as locuções esportivas da Copa do Mundo de Futebol, de 1974, na Alemanha e os Jogos Olímpicos de 1988, na Coréia do Sul. Foi vice presidente da Associação dos Pioneiros da Televisão, presidente da Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo (ACEESP) e diretor da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT). Nos últimos tempos apresentava diversos sorteios realizados pela televisão.

Tornou-se viúvo de Sônia Ribeiro, com quem teve três filhos: Sônia Ângela, José Blota e José Francisco, além de cinco netos.

Blota Júnior faleceu vítima de falência múltipla dos órgãos em decorrência de uma pneumonia.

Fonte: Wikipédia

Almirante

HENRIQUE FORÉIS DOMINGUES
(72 anos)
Cantor, Compositor, Escritor, Apresentador e Radialista

* Rio de Janeiro, RJ (19/02/1908)
+ Rio de Janeiro, RJ (22/12/1980)

Também conhecido por Almirante. Seu codinome na Era de Ouro do Rádio era: "A Mais Alta Patente do Rádio".

Pioneiro da música popular no país, começou sua carreira musical em 1928 no grupo amador Flor do Tempo formado por alunos do Colégio Batista, do bairro da Tijuca, Rio de Janeiro. Compunham o grupo, além de Almirante, cantor e pandeirista, os violonistas Braguinha (João de Barro) Alvinho e Henrique Brito.

Em 1929, convidados a gravar um disco na Parlophon, subsidiária da Odeon, admitem mais um violonista, do bairro vizinho de Vila Isabel, um jovem talento chamado Noel Rosa. O grupo então é rebatizado para Bando de Tangarás, nome inspirado numa lenda do litoral paranaense, a "Dança dos Tangarás" que conta a história de um grupo de pássaros, os tangarás, que se reúne para dançar e cantar alegremente.


O grupo se desfez em 1933 mas Almirante continuou sua carreira como cantor, interpretando sambas e músicas de carnaval, muitas de grande sucesso e hoje clássicos da música popular brasileira, como "O Orvalho Vem Caindo" (Noel Rosa e Kid Pepe), "Yes, Nós Temos Bananas" e "Touradas em Madri" (Braguinha e Alberto Ribeiro), entre outras.

Autor de uma das mais famosas músicas carnavalescas, "Na Pavuna", possuía enorme biblioteca e discoteca sobre música brasileira.

Em 1951, tornou-se o primeiro biógrafo do Poeta da Vila, ao produzir para a Rádio Tupi do Rio de Janeiro a série de programas semanais "No Tempo de Noel Rosa", com histórias, depoimentos e interpretações de suas músicas, muitas delas inéditas.

Entre 18 de outubro de 1952 e 3 de janeiro de 1953, publicou na Revista da Semana, em capítulos, "A Vida de Noel Rosa". Em 1963, com o mesmo título da série radiofônica, a Editora Francisco Alves lançou seu livro sobre o ex-companheiro do Bando de Tangarás.

Almirante faleceu de causas não reveladas.

Maiores Sucessos

  • 1930 - Na Pavuna
  • 1931 - Eu Vou Pra Vila
  • 1931 - Já Não Posso Mais
  • 1933 - Prato Fundo
  • 1933 - Moreninha da Praia
  • 1933 - Contraste
  • 1933 - O Orvalho Vem Caindo
  • 1934 - Menina Oxigenê
  • 1934 - Ninguém Fura o Balão
  • 1935 - Deixa a Lua Sossegada
  • 1935 - Pensei Que Pudesse Te Amar
  • 1936 - Amor em Excesso
  • 1936 - Marchinha do Grande Galo
  • 1936 - Levei Um Bolo
  • 1936 - Tarzan (O Filho do Alfaiate)
  • 1937 - Vida Marvada
  • 1937 - Apanhei Um Resfriado
  • 1938 - Yes, Nós Temos Bananas
  • 1938 - Touradas em Madrid
  • 1939 - Hino do Carnaval Brasileiro
  • 1939 - Vivo Cantando
  • 1939 - O Que é Que Me Acontecia
  • 1940 - Minha Fantasia
  • 1941 - Não Sei Dizer Adeus
  • 1941 - Qual Será o Score Meu Bem?
  • 1951 - Marchinha do Poeta

Fonte: Wikipédia

Linda Batista

FLORINDA GRANDINO DE OLIVEIRA
(68 anos)
Cantora, Compositora e Atriz

* São Paulo, SP (14/06/1919)
+ São Paulo, SP (17/04/1988)

Mais conhecida como Linda Batista, foi uma cantora e compositora brasileira. Era filha de Batista Júnior e irmã de Dircinha Batista.

Começou sua carreira acompanhando sua irmã mais nova ao violão durante suas apresentações. Em 1936, teve que substituir a irmã no programa de Francisco Alves na Rádio Cajuti, obtendo boa aceitação do público. Também naquele ano, participou, ao lado de Dircinha, do filme Alô, Alô, Carnaval.

Linda precisou de apenas um ano para se consagrar como cantora. Em 1937, foi a primeira cantora a ser eleita Rainha do Rádio, título que manteve por onze anos consecutivos. O concurso foi realizado no Iate dos Laranjas, barco carnavalesco atracado na Esplanada do Castelo, no centro do Rio de Janeiro. Pouco depois, como contratada da então nova Rádio Nacional, fez uma excursão de grande sucesso no Norte e Nordeste que durou seis meses, começando por Recife, PE. Ali, apresentou-se no Teatro Santa Isabel, cantando músicas de Capiba acompanhada da Jazz-Band Acadêmica.

Faleceu em decorrênia da diabetes.

Fonte: Wikipédia

Renato Pedrosa

LUIZ RENATO MARINHO PEDROSA
(49 anos)
Ator

* Rio de Janeiro, RJ (14/07/1941)
+ Rio de Janeiro, RJ (1990)

Renato Pedrosa Começou a carreira aos 18 anos quando ingressou no teatro. Sempre teve um dom para a comédia e era escalado para viver empregados fofoqueiros e intrometidos.

Na televisão, estreou na novela Dona Xepa da TV Globo, mas chamou atenção do público como o mordomo Everaldo de Dancin' Days em 1978, onde contracenava com Joana Fomm. Renato Pedrosa trabalhou, ainda, na novela Brilhante onde viveu o personagem Ulisses.  

No cinema Renato Pedrosa marcou presença em comédias como Histórias Que Nossas Babás Não Contavam, Rio Babilônia e Os Bons Tempos Voltaram: Vamos Gozar Outra Vez.

Renato Pedrosa era homossexual assumido e morreu vitimado pela AIDS em 1990, no Rio de Janeiro.

Televisão

  • 1977 - Dona Xepa ... Raimundo
  • 1978 - Dancin' Days ... Everaldo
  • 1979 - Os Gigantes ... Irineu
  • 1981 - Brilhante ... Ulisses
  • 1982 - Lampião e Maria Bonita ... Carneirinho
  • 1984 - Tenda dos Milagres ... Epitáfio

Cinema

  • 1979 - Histórias Que Nossas Babás Não Contavam
  • 1982 - Rio Babilônia
  • 1985 - Os Bons Tempos Voltaram: Vamos Gozar Outra Vez

Fonte: Wikipédia

Anthony Steffen

ANTÔNIO LUÍS TEFFÉ VON HOONBOLZ
(74 anos)
Ator

* Roma, Itália (21/07/1929)
+ Rio de Janeiro, RJ (04/06/2004)

Antonio de Teffè ou Anthony Steffen tinha dupla nacionalidade. Ele era ítalo-brasileiro, já que nasceu na Embaixada do Brasil em Roma, filho do embaixador Manuel de Teffè. Seu verdadeiro nome era Antonio Luís de Teffè von Hoonbolz, em homenagem ao bisavô, um aristocrata de origem prussiana que foi almirante-chefe da frota brasileira na época de Dom Pedro II e que recebeu do imperador o título nobiliárquico de Barão de Teffè.

Estreou no cinema em 1955 em uma fita sobre a 2ª Guerra Mundial e desenvolveu várias funções por trás das câmeras, inclusive como assistente de direção e produtor. Em 1965, quando o spaghetti western já se tornara o gênero dominante da produção industrial italiana, foi convencido a estrelar um daqueles bangue bangues italianos que ficaram famosos após sucessos como Django, Sartana, Ringo e outros mais.

Como Anthony Steffen, no alto dos seus 1m90 e possuidor de belos olhos azuis, fazia o maior sucesso entre as mulheres e tinha o respeito dos homens pelos seus personagens mal-encarados. Ele fez mais de 60 filmes, dos quais 23 foram spaghetti westerns.

Ele foi casado duas vezes e teve dois filhos do primeiro casamento. Na tela e fora dela, ele foi sempre sinal de encrenca ou de alguma confusão. Quando entrava em cena estava sempre envolto em um poncho surrado e com a barba por fazer, e seus personagens eram sempre cruéis, duros e muito realistas.

Ele se afastou do cinema em 1989 e passou seus últimos anos morando no Rio de Janeiro, em uma cobertura no Leblon, onde lutava contra o câncer.

Fonte: Dramaturgia Brasileira - In Memoriam

Helber Rangel

HELBER RANGEL
(56 anos)
Ator

* Rio de Janeiro, RJ (1944)
+ Rio de Janeiro, RJ (2000)

O ator Helber Rangel foi um dos atores mais atuantes do cinema brasileiro nas décadas de 70 e 80, desde sua estréia em "Os Condenados" em 1973. Fez mais de 30 filmes e só foi estrear em televisão em 1982 na minissérie "Lampião e Maria Bonita".

Por sua atuação em "A Volta do Filho Pródigo", de Ipojuca Pontes, Helber Rangel, foi premiado como melhor ator com o Kikito, em 1979, no Festival do Cinesesc, SP e com o Prêmio "Governador do Estado de São Paulo" em 1980 .

Seu último trabalho na TV foi na minissérie "Anos Dourados".

Televisão

1986 - Anos Dourados ... Rodolfo
1984 - Livre Para Voar
1984 - Padre Cícero ... Alexandrino
1982 - Sol de Verão ... Germano
1982 - Lampião e Maria Bonita ... Lindolfo Macedo

Cinema

1987 - Quincas Borba
1985 - O Desejo da Mulher Amada
1984 - Amenic - Entre o Discurso e a Prática
1983 - O Mágico e o Delegado
1982 - Escalada da Violência
1982 - Luz del Fuego
1982 - Os Três Palhaços e o Menino
1981 - Crazy - Um Dia Muito Louco
1981 - A Mulher Sensual
1980 - Cabaret Mineiro
1980 - J.S. Brown, o Último Herói
1980 - Prova de Fogo
1979 - Os Amantes da Chuva
1979 - Memórias do Medo
1979 - Paula - A História de uma Subversiva
1978 - O Bom Marido
1978 - O Cortiço
1978 - Embalos Alucinantes
1978 - O Escolhido de Iemanjá
1978 - Se Segura, Malandro!
1978 - A Volta do Filho Pródigo
1977 - Este Rio Muito Louco
1977 - Revólver de Brinquedo
1976 - Perdida
1976 - A Queda
1975 - Joanna Francesa
1973 - Os Condenados

Faleceu de causas não reveladas.

Fonte: Dramaturgia Brasileira - In Memoriam

Ney Galvão

NEY GALVÃO
(39 anos)
Estilista e Apresentador de TV

* Itabuna, BA (11/01/1952)
+ São Paulo, SP (15/09/1991)

Em janeiro de 1974, surgia na Bahia um estilista que, em poucos meses, se revelaria um dos grandes profissionais da alta costura. Criando um estilo bem pessoal, Ney Galvão conquistou, de imediato, a preferência da mulher baiana na arte do bem vestir.

Nascido em Itabuna, em 1952, caçula de sete irmãos, mescla de índio e português. Ney Galvão, que sonhava ser médico psiquiatra, formou-se em Belas Artes na UFBA e jamais podia imaginar que o destino reservava outro caminho.

O interesse por moda surgiu como conseqüência do fascínio exercido por ela nos anos 60, quando as quatro irmãs se arrumavam a qualquer hora do dia para sair. Então ele dava palpites, interferindo sempre nas roupas.

Aos poucos, era visto como um personagem exótico – pintava o rosto com teia de aranha, usava macacões dourados, sandália havaiana (que foi feita para mulheres), amarrava um bolso e um cós na calça Lee (customização): o seu pulsar criativo interferia na sua própria maneira de apresentar-se ao mundo.

Já em Salvador, nos anos 70, começou a trabalhar com artesanato, o que aprimoria ainda mais o seu fazer artístico. Desde então, começou a costurar para sua amiga Fátima Costa Teixeira, e ela foi ficando com fama de ser "louca" e bem vestida. No corpo desnudo da modelo e amiga, Ney iniciava seu trabalho com tecidos, criava a escultura da roupa (moulage) e, aos poucos, iam surgindo os frutos do seu talento.

Focado na mulher e demonstrando pouco interesse na moda masculina, Ney se revelava antimachista: o seu objeto de arte era o corpo feminino. Sempre buscava, nas formas, maneiras de como a mulher poderia transcender sua beleza e sensualidade libertando-se das amarras opressoras da figura masculina. Como chegou a declarar em uma entrevista à jornalista Eleonora Ramos: "A culpa é do homem. A causa é o marido repressor. Algumas dizem: Olha, segura o decote, senão na hora ele não me deixa sair. Isso até prejudica meu trabalho. Não fico à vontade. Tem horas que gostaria de fazer um vestido louquíssimo, pernas de fora, peito saindo, essas coisas, e não posso..."

"A Moda é Cultura, Sonho e História" Ney Galvão

Na década de 70, Ney começou a fazer desfiles e a aparecer no vídeo, em Salvador, falando de moda. Nilza Barude o lançou num programa de variedades, "Ponto Cinco", na TV Itapoan, antiga Tupi.

Ney já era denominado em 1977, por importantes jornais locais de "Fashion Designer", mesclando temas como cultura afro-brasileira, praia, artesanato, tropicália e sensualidade a materiais como cetim, algodão, crepe, brocados, sedas, palha da costa e penas, entre outros. Ele tentava criar uma moda genuinamente brasileira, uma moda local, resgatando as Gabrielas cravo e canela, as Marias Bonitas adormecidas, assim conseguia valorizar a silhueta da mulher brasileira, sem se preocupar com as tendências da moda européia.

Como declarou, certa feita, ao Jornal da Bahia, em 1973: "Não poupe as riquezas do Brasil nas criações das suas roupas. Viva a tropicália. Abuse do algodão brasileiro, dos chitões floridos, dos babados" e, em seguida, completa "Leve adiante na sua roupa toda a alegria do circo, o sorriso de um clown".

Ney Galvão foi morar em São Paulo nos anos 80. Lá torna-se apresentador de TV fazendo quadros fixos e dando dicas de moda. Contudo, o êxito e reconhecimento nacional só foram alcançados quando foi convidado para substituir Clodovil no programa TV Mulher da Rede Globo, onde, com as dicas de moda, comportamento e beleza, tentava diagnosticar as necessidades de suas telespectadoras.

Ney conquistou o Brasil e rondou o imaginário popular com seu jargão: "Um cheiro com sabor de dendê" e com a piscada de olho que se torna marca registrada. Ney invadia os lares todas as manhãs, tornando-se uma celebridade, convivendo com artistas e socialites, conquistando espaço, respeito e credibilidade de todos, atingindo todas as camadas sociais. Ney vira um ídolo, uma espécie de "consultor de moda" das massas.

Com seu conceito que ele denominava de "anti-moda", questionava os limites impostos pela indústria da moda e beleza. Que é moda afinal? Segundo ele próprio, moda tem a ver com personalidade, ninguém é obrigado a seguir a última moda, pois o que está na moda está fadado a morrer. Assim, vestir-se bem é respeitar o seu biotipo físico, o que combina, o que gosta, cada pessoa deveria seguir a sua própria moda. Cada corpo pede uma determinada roupa, a roupa tem a ver com o humor do dia da pessoa.

Com butique instalada na rica região do Jardim América, em São Paulo, chegou a comercializar dez mil peças de roupas por mês. No campo artístico, chegou a participar da programação vespertina da TV Bandeirantes.

Mas, ele continuava paralelo ao sucesso da TV a criar, a confeccionar seus looks, além de ter uma fábrica de jeans, cosméticos e malharia. Ney declarou, em 83, à jornalista Patrícia Grillo, do Jornal de Florianópolis: "As pessoas negam o luxo que temos aqui, como o tropicalismo" e, mais adiante, completa: A última coleção de Dior, inclusive, eu passei no meu programa. A noiva entrava ao som de Jorge Bem cantando "País tropical" de mini e cheia de babados. Mostrei vestidos amarelos com laços verdes. E a brasileira nega o ritmo brasileiro, o tropicalismo." A luta continuava, na batalha travada para construir uma moda brasileira.

Chegou a fazer incursões no teatro profissional, 1984, com as peças "O Terceiro Beijo", ao lado da atriz Nicole Puzzi e ao lado de Jofre Soares e Sandra Pêra na comédia teatral "A Feira do Adultério", da autoria de Jô Soares e montada no Teatro Brasileiro de Comédia (TBC) em São Paulo. Sua passagem por Nova York, onde visitou a boate Malícia, acompanhado por Sônia Braga, causou sensação na imprensa.

Ney foi um visionário. Aquele menino retraído do interior que vivia costurando roupas de bonecas e dando dicas de moda para todos entrou para a história da moda brasileira como exemplo de gênio e força criativa.

Ney é o próprio Dionísio, Baco, o encontro com a vida e sua obra provoca em nós, meros mortais, uma catarse, ao som dos címbalos e dos tambores africanos. É preciso dançar, criar, fazer em homenagem a ele. A sua vida e profissão operam em forças não humanas, aquelas flechas que tocam a alma e fazem a gente refletir quanta importância damos a tantas tolices cotidianas.

O estilista, que na infância desenhava roupas para bonecas, atuou agressivamente no marketing da beleza, tendo incluído seu nome num enorme leque de produtos, desde óculos e perfumes até um sofisticado estojo de maquiagem.

Aos 39 anos, de forma precoce, Ney Galvão faleceu no Hospital Albert Einstein, em 15 de setembro de 1991.

Fonte: UOL

Hilton Gomes

HILTON GOMES DE SOUZA
(75 anos)
Jornalista, Radialista, Apresentador e Repórter

* Rio de janeiro, RJ (23/05/1924)
+ Rio de Janeiro, RJ (17/10/1999)

Hilton Gomes de Souza, filho de Luiz Gomes de Souza e Cacilda Normandia de Souza, nasceu em Quintino Bocaiúva, no Rio de Janeiro, em 23 de maio de 1924. Tem irmãos, mas era ele quem mais gostava da companhia do pai, quando este ia trabalhar no jornal "A Noite", de Irineu Marinho. E foi lá que um dia conversou com Roberto Marinho, que também trabalhava no jornal. Estudou também, mas não fez curso de Jornalismo, pois, segundo ele, isso nem existia na época. Hilton Gomes começou a trabalhar como "office-boy", na Companhia Telefônica, mas logo passou para uma agência de propaganda. E começou a redigir.Era de publicidade, mas fazia textos para rádio e televisão. 

Foi, em seguida, trabalhar na Rádio Tupi, de Assis Chateaubriand. E passou logo para a TV Tupi do Rio. Era o ano de 1951. Fez amizade com as pessoas importantes da época, como João Calmon, Paulo Cabral, Heloisa Helena. E se enfronhou no jornalismo, embora fizesse programas de auditório também. Figura bonita, alta, voz grave e sorriso permanente, logo conquistou a todos. Foi depois para a TV Rio, onde estavam Péricles do Amaral e Cerqueira Leite. Fez sucesso com o "Telejornal Bendix".

Esteve ainda na TV Excelsior. E foi por ela que foi, representando o telejornalismo, aos Estados Unidos, fazer a cobertura do assassinato de John Kennedy. Narrou tudo pela "Rádio Voz da América". Quando voltou, já como profissional consagrado, foi para a TV Globo. Mauro Salles era o diretor de jornalismo e o apreciou muito. Roberto Marinho também se lembrou do "garoto de calças curtas", que tamborilava na máquina de escrever do pai, no jornal: "A Noite", muitos anos antes. E Hilton Gomes foi logo para o horário nobre, 8 horas da noite, o "Jornal da Globo". 

No começo ao lado de Luiz Jatobá e Nathalia Timberg. Depois veio o Cid Moreira, mas Hilton continuava sempre. Para a profissão fez inúmeras viagens e grandes entrevistas. Fez uma reportagem com o Papa João Paulo, que lhe deu um bracelete. E esteve também na NASA, nos Estados Unidos. Nos programas de auditório, em que atuava como apresentador, fez sucesso em "Oh, Que Delícia de Show", "Festival da Canção". E entrevistou Roy Rogers, e vários outros cantores internacionais. 

Esteve também no Japão, sempre a trabalho. Casado há  mais de 40 anos com Maria Alice, o casal tem quatro filhos, sendo que três deles trabalham em televisão. Tem seis netos e está afastado da profissão, pois teve um problema sério de saúde, que o fez colocar um "marca-passo". Com ele vive, passeia, sai, e é feliz, segundo diz. Quando lhe foi solicitada uma frase, como encerramento do depoimento, emocionado disse: "Jesus é meu pastor. Nada me faltará".

Deixando esposa, quatro filhos e oito netos, morreu de Parada Cardio-Respiratória.

Biografia de Hilton Gomes, extraída do depoimento dado por ele ao Museu da Televisão Brasileira - Em 15/12/1998 - Rio de Janeiro

Fonte: http://www.museudatv.com.br


Sônia Dutra

SÔNIA DUTRA
(73 anos)
Atriz e Modelo

* Rio de Janeiro, RJ (1937)
+ Rio de Janeiro, RJ (28/10/2010)

Sonia Dutra foi uma modelo e atriz que surgiu na década de 50 e se manteve na carreira até a década de 70, quando abandonou as telas.

De olhos marcantes foi capa de revistas várias vezes e também chegou a desfilar nos famosos concursos de fantasias do carnaval no Rio de Janeiro.

Estreou como atriz em 1965 no filme "Um Ramo para Luíza" e depois fez "História de um Crápula"; "22-2000, Cidade Aberta"; "Perpétuo Contra o Esquadrão da Morte"; "Maria Bonita, Rainha do Cangaço"; "Os Paqueras" e "Um Certo Capitão Rodrigo", seu último filme em 1971.

Na TV fez pequenos papéis nas novelas "O Cafona" e "Minha Doce Namorada", ambas na TV Globo.

Sonia Dutra  faleceu na tarde de quinta-feira (28/10/2010) vítima de um Choque Séptico (Infeção Generalizada), de acordo com a assessoria do Hospital São Lucas, em Copacabana, onde estava internada desde o dia 26 de setembro .


Foi enterrada na tarde de sexta-feira (29/10/2010) no Cemitério São João Batista, em Botafogo, Zona Sul do Rio.

Fonte: Dramaturgia Brasileira - In Memoriam

Lauro Borges

LAURENTINO BORGES SAES
(66 anos)
Ator, Radioator, Radialista, Apresentador e Jogador de Futebol

* São Paulo, SP (14/01/1901)
+ São Paulo, SP (11/06/1967)

Lauro Borges nasceu no bairro Santa Efigênia, na capital paulista, e seu nome verdadeiro era Laurentino Borges Saes.

Criado por uma tia, pois seus pais morreram cedo, Lauro desde criança percebeu que sua vocação era a imitação. Junto com outro grande humorista e cantor que foi Castro Barbosa, Lauro criou um dos programas mais marcantes do humorismo radiofônico nacional. o "PRK-30", que fez a alegria do povo brasileiro por vinte anos, de 1944 a 1964.

O que pouca gente sabe é que a primeira profissão de Borges foi ser jogador de futebol, Em 1917, ele ingressa em alguns times juvenis de São Paulo. Em 1919 vai jogar no Palestra Itália, hoje o Palmeiras. No período de 1927 a 1931 vem para o Rio e joga no Botafogo e no Flamengo, com o apelido de Saes Meia Dúzia. Lauro deixou o futebol em 1931.

Sua amizade com o locutor esportivo Amador Santos lhe dá uma guinada na carreira. Amador percebe que Lauro era um grande improvisador e imitador e o leva para trabalhar na "Hora Rubro Negra".

Posteriormente, o "Programa Casé" lhe abre as portas para o humorismo. Ele conhece seu parceiro, Castro Barbosa, no humorístico "Só Rindo" em 1937, O programa era produzido por um grande fã e incentivador da dupla, Renato Murce, futuro marido de Eliana Macedo, musa das chanchadas da Atlântida.

Lauro e Castro trabalharam ainda no humorístico "PRK-20", embrião da "PRK-30".

A PRK "-30" estreiou na Rádio Mayrink Veiga em 1944, mas Castro só se junta a Lauro em 1945, substituindo o humorista Pinto Filho. Estava formada a maior dupla cômica do rádio brasileiro. Otelo Trigueiro (Borges) e Megaterio Nababo de Alicerce (Barbosa). Eles se transformam em um grande sucesso do rádio até 1959 passando pelas estações Mayrink Veiga e Nacional. Em 1961, Castro Barbosa deixa a parceria com Lauro Borges sendo substituído por Daniel Guimarães. Dessa data até 1964, Lauro e Daniel apresentaram a "PRK -30" pela TV Paulista em São Paulo e TV Rio, no Rio de Janeiro.

Filmografia

1949 - Pra Lá de Boa
1948 - Folias Cariocas
1940 - Laranja-da-China
1939 - Banana-da-Terra

Morte

Em 11 de junho de 1967, uma manhã de domingo, o corpo de Lauro Borges é achado com um tiro na cabeça na garagem do prédio onde morava na Rua Ministro Godói, no bairro de Vila Mariana, em São Paulo. A versão oficial de sua morte foi de que houve um suicídio, mas todas as evidencias apontavam para um assassinato.

Heber de Bôscoli

HEBER DE BÔSCOLI
Radialista, Ator, Radioator, Apresentador e Compositor

* São Paulo, SP
+ São Paulo, SP (1955)

Heber de Boscoli iniciou sua vida artística na Rádio Cruzeiro do Sul, mais tarde Rádio Tamoio, em 1937, em companhia de Ary Barroso e Paulo Roberto.

É até hoje considerado um dos maiores arrecadadores publicitários das emissoras de rádio, graças a criação de programas de forte apelo popular e por isto mesmo possuidores de enorme audiências.

Dentre estes programas, podemos citar:
  • A Hora do Pato - Programa dominical de calouros, na Rádio Nacional
  • Museu de Cera - Rádio Nacional
  • A Felicidade Bate a Sua Porta - 1º programa de prêmios com transmissão externa.


Heber de Bôscoli, 1955
No entanto o maior sucesso adveio com o "Trem da Alegria", em parceria com sua esposa Yara Salles e Lamartine Babo. A audiência era tão grande que durante muito tempo teve de ser apresentado nos teatros, uma vez que o auditório das emissoras de rádio não comportava o grande público que desejava participar e assistir ao programa.

De tão magros que eram o trio formado por Hebert de BôscoliYara Salles e Lamartine Babo, também se popularizou como "O Trio de Osso", como uma paródia ao "Trio de Ouro", formado por Herivelto Martins, Nilo Chagas e Dalva de Oliveira.

A idéia de compor hinos para os clubes de futebol partiu de Heber de Bôscoli, cabendo a Lamartine Babo a execução do projeto.

Gravou até 1955 e atuou no rádio e no cinema. Era casado com a atriz Yara Salles. É também creditado como Heber de Boscoli.

Faleceu de causas não reveladas.

Dino Santana

ONDINO SANT'ANNA
(70 anos)
Diretor, Ator e Humorista

* Niterói, RJ (09/08/1940)
+ Rio de Janeiro, RJ (26/12/2010)

Dino Santana era irmão legitimo do trapalhão Dedé Santana do programa "Os Trapalhões". Iniciou sua carreira formando a dupla "Maloca e Bonitão" na televisão, ao lado do irmão Dedé Santana, nos anos 60. Com Dedé Santana, o ator realizou três filmes com estes personagens na década de 60 e 70.

Nas décadas de 70 e 80, participou de diversos quadros do programa "Os Trapalhões", na TV Globo e na TV Tupi. Participou ativamente das turnês de shows de "Os Trapalhões" pelo Brasil e fazia o papel de escada do saudoso trapalhão Zacarias.

Após o fim do programa "Os Trapalhões", em 1996, Dino Santana se juntou novamente a Dedé Santana e seguiram juntos para a Rede Manchete, onde participavam do quadro "Os Trapalhaços" ao lado de Sérgio Mallandro e Tiririca.

De 2004 a 2008, trabalhou também ao lado do irmão no programa televisivo "Dedé e o Comando Maluco".

No cinema, atuou como coadjuvante em diversos filmes dos Trapalhões, tais como "O Rei e Os Trapalhões" (1979), "O Cinderelo Trapalhão" (1979), "Os Trapalhões e o Mágico de Oróz" (1984), "A Filha Dos Trapalhões" (1984) e "Os Fantasmas Trapalhões" (1987), entre outros.

Dino Santana faleceu na tarde de domingo, 26/12/2010, em sua casa no Rio de Janeiro, vitima de câncer de próstata. O ator enfrentava o diagnóstico há cerca de quatro anos.

O velório aconteceu na noite de domingo, 26/12/2010, no Cemitério Jardim da Saudade, em Paciência, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O corpo foi enterrado às 9:00 hs de segunda-feira, 27/12/2010.

Televisão

  • 2004 / 2008 - Dedé e o Comando Maluco ... Portugês (SBT)
  • 1978 / 1993 - Os Trapalhões ... Vários Quadros (Rede Globo)
  • 1974 / 1976 - Os Trapalhões ... Vários Quadros (TV Tupi)
  • 1965 - Maloca e Bonitão ... Bonitão (TV Tupi)

Cinema

  • 1968 - A Ilha dos Paqueras
  • 1969 - Deu Uma Louca no Cangaço
  • 1969 - 2000 Anos de Confusão
  • 1969 - Os Desempregados
  • 1970 - Se Meu Dólar Falasse (Participação)
  • 1975 - Zé Sexy... Louco, Muito Louco Por Mulher
  • 1976 - O Mulherengo
  • 1979 - O Rei e Os Trapalhões
  • 1979 - O Cinderelo Trapalhão
  • 1983 - Atrapalhando a Suate
  • 1984 - Os Trapalhões e o Mágico de Oróz
  • 1984 - A Filha dos Trapalhões
  • 1987 - Os Fantasmas Trapalhões

Fonte: Wikipédia