Adriano Stuart

ADRIANO ROBERTO CANALES
(68 anos)
Cineasta, Ator e Diretor

*  Quatá, SP (19/02/1944)
+ São Paulo, SP (15/04/2012)

Adriano Roberto Canales, mais conhecido como Adriano Stuart foi um cineasta, ator e diretor de televisão brasileiro. De família de artistas, nasceu no circo e era filho dos atores Walter Stuart e Mora Stuart.

Filho do grande humorista Walter Stuart, Adriano Stuart sequer teve chance de escolher seu destino e desde bebe já estava lá participando como ator, de cidade em cidade, junto com a caravana do Circo Oni. Seu pai e sua mãe, a artista Mora Stuart, tiveram também 2 filhas.

Em 1950 o avô de Adriano, que chegara no Brasil em 1920 com passagem pela Argentina, vendeu o circo mudando-se para São Paulo. Com 8 anos Adriano Stuart estreiou na televisão, sem saber o que realmente era isto. Seu pai, Walter Stuart foi o primeiro e grande humorista da televisão brasileira. Na verdade toda sua família foi contratada pela TV Tupi. O circo e as rádios foram os verdadeiros doadores de talento para televisão.

Não demorou muito para que o pai lançasse as atrações circenses no programa que ficou famoso: Circo Bom-bril. Adriano, porém, fez carreira solo. Aparecia nos Grandes Teatros, TVs de Vanguarda, TVs de Comédia.

Adriano fazia também rádio, com carteira assinada e tudo. Passou para o cinema onde fez O Sobrado dirigido por Cassiano Gabus Mendes, ainda garoto. Foi ficando adolescente e bem jovem ainda, passou a dirigir programas.

Ele passou pela TV Record como ator, nas primeiras novelas produzidas pela emissora, como A Última Testemunha e Algemas de Ouro, onde conheceu a atriz Márcia Maria, com quem se casou logo após a novela As Pupilas do Senhor Reitor, em 1970, na qual ambos trabalhavam. Mas o casamento durou apenas três anos.

Depois voltou para a TV Tupi e ainda na década de 1970 foi para a TV Globo. Escreveu a série Shazan, Xerife & Cia. e por cinco anos dirigiu Os Trapalhões e vários outros programas de humor.

Para ele, o mais difícil foi dirigir o pai, Walter Stuart, que era criativo demais, e improvisava a cada segundo.  


Adriano fez também teatro, e se casou pela segunda vez com a também atriz Liza Vieira com quem teve dois filhos.

Ele passou grande tempo sem trabalhar e dizia ironicamente: "Sou um dos 25 milhões de desempregados do país". A volta aconteceu também via cinema onde ele fez Festa e Boleiros - Era uma Vez o Futebol..., Boleiros 2 - Vencedores e Vencidos e Urbania , todos dirigidos por Ugo Giorgetti.

Em 2006, Adriano Stuart voltou à TV como ator e diretor. Como diretor, na TV Cultura, na serie Senta Que Lá Cem Comédia, exibida nos sábados à noite, e onde dirigiu a ex-mulher Márcia Maria e um grande elenco onde estavam Kito Junqueira, Jonas Mello, Cassiano Ricardo e Flávia Garrafa em Casa de Orates. Como ator participou da minissérie JK, na TV Globo.

Adriano sofria de depressão e foi encontrado morto no flat em que morava em São Paulo por um dos seus filhos, no domingo, 15 de abril de 2012. Seu corpo foi cremado na Vila Alpina e a causa da morte deve ter sido um Infarto do Miocárdio.  

Filmografia (Como Diretor)

  • 1998 até 1999 - TV Fofão
  • 1996 até 1997 - TV Fofão
  • 1989 - Fofão e a Nave Sem Rumo
  • 1986 até 1989 - TV Fofão
  • 1983 - A Festa é Nossa
  • 1983 - As Aventuras de Mário Fofoca
  • 1982 - Um Casal de Três
  • 1981 até 1982 - Os Trapalhões
  • 1981 - O Incrível Monstro Trapalhão
  • 1980 - Os Três Mosqueteiros Trapalhões
  • 1980 - O Rei e os Trapalhões
  • 1979 - O Cinderelo Trapalhão
  • 1978 - A Noite dos Duros
  • 1978 - Os Trapalhões na Guerra dos Planetas
  • 1976 - Já Não Se Faz Amor Como Antigamente
  • 1976 - Bacalhau
  • 1976 - Sabendo Usar Não Vai Faltar
  • 1975 - Kung Fu Contra as Bonecas
  • 1975 - Cada Um Dá o Que Tem

 Filmografia (Como Ator)

  • 2006 - Boleiros 2 - Vencedores e Vencidos
  • 2004 - Garotas do ABC
  • 2002 - O Príncipe
  • 2001 - Urbania
  • 1998 - Boleiros - Era uma Vez o Futebol...
  • 1997 - Os Matadores
  • 1992 - Dudu Nasceu
  • 1989 - Festa
  • 1976 - Chão Bruto
  • 1976 - Bacalhau
  • 1976 - Sabendo Usar Não Vai Faltar
  • 1975 - Kung Fu Contra as Bonecas
  • 1975 - Cada Um Dá o Que Tem
  • 1974 - Exorcismo Negro
  • 1964 - Meu Japão Brasileiro
  • 1956 - O Sobrado

Fonte: Wikipédia e Dramaturgia Brasileira - In Memoriam

Xisto Guzzi

XISTO GUZZI
(94 anos)
Ator e Locutor

* Franca, SP (23/06/1909)
+ Rio de Janeiro, RJ (1994)

Era filho de Ângelo e Virgínia Guzzi, imigrantes italianos. Ainda jovem, a convite de um amigo de infância, Vicente Leporace, participou de um concurso para locutor de rádio e foi aprovado. Então levou o amigo, para juntos dividirem a programação do dia e da noite.

Mais tarde junto com o amigo foi trabalhar em Santos, na época áurea dos cafés e cassinos. Além da longa carreira como locutor, participou de programas de humorismos na Rádio Atlântica de Santos. Ai veio para São Paulo e fez parte da Caravana da Alegria, com Paulo Leblon e Caldeira Filho. A seguir foi contratado pelas Emissoras Associadas, onde ficou por cerca de 40 anos.

Era locutor, radiator e humorista. Era produtor do programa Marmelandia, escrito por Max Nunes. Na Escolinha do Ciccilo, interpretava Mr.Polish, um americano muito engraçado, cuja entrada musical característica do personagem, fazia muito sucesso.


Foto: Xisto Guzzi (em pé da esquerda para a direita)
 Vera Lúcia, Correa Junior, Gentil Castro, João Monteiro
Paulo Leblon, Ibraim Mauá - Ernani Franco


Com a inauguração do televisão, além de rádio, atuava no teleteatro, fazendo novelas. Fez: O Segredo de Laura e várias outras, como O Preço de um Vida, A Outra, O Mestiço, O Direiro de Nascer, onde interpretava o médico, tipo de papel que várias vezes recebeu. E, como curiosidade, era a profissão que teria seguido, se não fosse ator.

Fez cinema, partitipou do filme O Sobrado. Aos 65 anos, em 1974, aposentou-se, deixando inúmeros fãs e amigos. Na mesma ocasião perdeu sua esposa Lila, com quem havia se casado ainda em Santos. Posteriormente foi morar no Rio de Janeiro, onde permaneceu até sua morte, em 1994.

Xisto Guzzi deixou 3 filhos: Ubirajara, Ubiratan e Jussara.

Televisão
  • 1971 - A Fábrica ... Alfredinho
  • 1969 - Nino, o Italianinho ... Pedro
  • 1968 - Antônio Maria
  • 1967 - Yoshico, um Poema de Amor
  • 1966 - Somos Todos Irmãos ... Barão Krischiberg
  • 1965 - O Pecado de Cada Um ... Augusto
  • 1965 - A Outra ... Santana
  • 1965 - Olhos que Amei ... Nahor
  • 1965 - O Mestiço ... Onofre
  • 1965 - Teresa ... Fabiano
  • 1964 - O Segredo de Laura
  • 1964 - A Gata
  • 1962 - A Estranha Clementine
  • 1962 - A Noite Eterna
  • 1959 - TV de Vanguarda
      • Uma Rua Chamada Pecado
      • Eugenia Grandet
      • A Janela
      • O Comediante ... Will C. Brown
      • O Preço da Glória ... Comandante
  • 1958 - Os Miseráveis ... Juiz
  • 1958 - TV Teatro
      • Pode-se Tip Tap de Patins
      • O Príncipe Encantado
  • 1958 - TV de Comédia
      • Vá com Deus
  • 1958 - Marcelino, Pão e Vinho
  • 1958 - Sublime Obsessão
  • 1957 - Seu Genaro
  • 1956 - Douglas Red
  • 1956 - Uma História de Ballet
  • 1956 - Conde de Monte Cristo .... Morrel
  • 1954 - As Aventuras de Red Ringo .... Xerife
  • 1954 - Sangue na Terra .... Delegado
Cinema
  • 1971 - Diabólicos Herdeiros
  • 1968 - O Pequeno Mundo de Marcos
  • 1965 - Quatro Brasileiros em Paris
  • 1965 - O Homem das Encrencas
  • 1962 - O Rei Pelé
  • 1956 - O Sobrado
 Fonte:  Wikipédia

Abílio Pereira de Almeida

ABÍLIO PEREIRA DE ALMEIDA
(71 anos)
Ator, Autor, Produtor e Diretor Teatral

* São Paulo, SP (26/02/1906)
+ São Paulo, SP (12/05/1977)

Formado em Direito pela Universidade de São Paulo (USP), começou como ator em montagens beneficentes de Alfredo Mesquita. Juntos eles fundam o Grupo de Teatro Experimental (GTE).

Foi um dos fundadores do Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), não só como ator mas principalmente como autor com a peça "A Mulher do Próximo", estrelada por Cacilda Becker. No Teatro Brasileiro de Comédia encenou também de sua autoria, "Paiol Velho", "Santa Marta Fabril" e "Rua São Luís, 27".

Foi para a Companhia Vera Cruz onde participou como ator dos filmes "Caiçara" (1950), "Terra é Sempre Terra" (1951), "Angela" (1951), "Tico-Tico no Fubá" (1952), "Apassionata" (1952) e "Sai da Frente" (1952), que lançou Mazzaropi.

Produziu filmes importantes pela Brasil Filmes no final da década de 1950 como "Moral em Concordata" (1959), "O Sobrado" (1956) e "Estranho Encontro" (1958). No primeiro filme se destaca Odete Lara, de cuja carreira foi um dos principais incentivadores.

Escreveu várias peças para outras companhias como "Dona Violante Miranda" que virou filme com Dercy Gonçalves, "O Comício", "Os Marginalizados", "O Bezerro de Ouro", "Círculo de Champagne" e "Licor de Maracujá".

Morte

Abílio Pereira de Almeida suicidou-se aos 71 anos em São Paulo, no ano de 1977. Ele completaria cem anos em 2006 e foi homenageado pelo diretor Silnei Siqueira com uma nova montagem de "Moral em Concordata".

Fonte: Wikipédia