Leonor Navarro

LEONOR NAVARRO
Atriz

*
+ São Paulo, SP (09/08/1988)

Leonor Navarro nasceu em São Paulo em princípios do  século vinte. De família de artistas, ela começou no rádio quando Oduvaldo Vianna, que vinha do cinema, implantou uma novidade no rádio brasileiro: A radio-novela. Isso aconteceu no começo da década de 40, e Leonor Navarro entrou na Rádio São Paulo, que se lançou inteiramente nesse mercado.

Ao seu lado estava também o marido, e a filha Nara Navarro, ainda bem jovem, e que além de atriz, também se tornou novelista. Nara Navarro foi nome importante, pois as novelas de rádio viraram uma coqueluche  no rádio.

A Rádio São Paulo, foi a principal emissora a lançar o estilo radiofônico. Ao mesmo tempo, no Rio de Janeiro, a Rádio Nacional fez a mesma coisa e o Brasil todo foi tomado pela febre de ouvir histórias de rádio em capítulos. Leonor Navarro, por sua voz grave, era figura central, como se dizia. Fazia papeis de mães, avós, professoras, sempre muito respeitadas.

Em 1950, porém, quando veio a televisão para o Brasil, e a princípio para São Paulo, Leonor Navarro começou a se interessar pelo novo veículo. Foi para a TV Excelsior, em 1966, e participou da novela "Redenção", que foi a novela mais longa de todos os tempos.

Em 1968, ainda na TV Excelsior, fez "Legião Dos Esquecidos".

Em 1970, a atriz ingressou na TV Tupi, onde ficou por vários anos, e atuou em "Simplesmente Maria" (1970), "Hospítal" (1971), "Signo Da Esperança" (1972) , "Na Idade Do Lobo" (1972) e "Vitória Bonelli" (1972), grande sucesso do novelista Geraldo Vietri, "A Barba-Azul", "Meu Rico Português" (1975), "O Velho, O Menino E O Burro" (1975) e "Um Dia, O Amor" (1975).

Após 1976, Leonor Navarro passou para a TV Globo. Em 1977 atuou em "Um Sol Maior", e em 1978 em "Pecado Rasgado".

Leonor Navarro também participou do cinema brasileiro e atuou em vários filmes juntamente com Amácio Mazzaropi, entre eles, "O Jeca Contra O Capeta" (1976), "Jecão, Um Fofoqueiro No Céu" (1977), "O Jeca E Seu Filho Preto" (1978), e fez um bonito papel no filme "Senhora" (1976).

Leonor Navarro foi um nome prestigiado nas décadas de 40, 50, 60. Ela morreu em São Paulo no ano de 1988.

Nadia Lippi e Leonor Navarro em "A Barba-Azul" (1974)

Cinema

  • 1978 - O Jeca e Seu Filho Preto
  • 1977 - Jecão, Um Fofoqueiro No Céu ... Joly
  • 1977 - Que Estranha Forma De Amar ... Maria das Dores
  • 1976 - O Jeca Contra o Capeta
  • 1976 - Senhora ... Camila Seixas
  • 1968 - A Madona de Cedro ... Emerenciana
  • 1950 - Caiçara


Televisão

  • 1978 - Pecado Rasgado ... Delfina
  • 1977 - Um Sol Maior
  • 1976 - Tchan, A Grande Sacada
  • 1975 - Um Dia, O Amor ... Dona Generosa
  • 1975 - O Velho, O Menino E o Burro ... Dona Mocinha
  • 1975 - Meu Rico Português
  • 1974 - A Barba-Azul ... Dona Sinhá
  • 1972 - Vitória Bonelli ... Safira
  • 1972 - Na Idade do Lobo
  • 1972 - Signo da Esperança ... Domenica
  • 1971 - Hospital ... Leonor
  • 1971 - Simplesmente Maria
  • 1968 - Legião dos Esquecidos
  • 1966 - Redenção ... Carmem

Fonte: Museu da TV e Imdb
Indicação: Daniel Leite do Prado

Canarinho

 ALOÍSIO FERREIRA GOMES
(86 anos)
Ator, Humorista e Cantor

* Salvador, BA (29/12/1927)
+ São Paulo, SP (21/03/2014)

Canarinho, nome artístico de Aloísio Ferreira Gomes, foi um ator e humorista brasileiro, conhecido por suas participações no programa "A Praça é Nossa". Antes mesmo de participar do programa humorístico, tinha sido apresentador do programa "Clube dos Artistas" (1950-1951).

Filho de Gonçalo Gomes e Luzia Ferreira Gomes, em 1947 já era cantor profissional, cantando na Rádio Excelsior da Bahia.

Chegou à cidade de São Paulo em dezembro de 1955 com o conjunto de samba do Russo do Pandeiro.

Canarinho foi colunista de esportes do jornal Folha da Manhã e ganhou notoriedade ao participar do programa humorístico denominado "Praça da Alegria" no ano de 1956, tornando-se um comediante instantâneo.


Após sair do programa, começou a fazer shows humorísticos. Logo em seguida, tornou-se um dos participantes do programa "Praça Brasil". Participou também da primeira versão da série "Sítio do Pica-Pau Amarelo", exibida pela Rede Globo nos fins dos anos 70 e até meados dos anos 80, onde interpretava o personagem Garnizé, fazendo parceria com Tonico Pereira, que interpretava o personagem Zé Carneiro.

Com o início da nova versão do programa "Praça Brasil" no SBT, denominado "A Praça é Nossa", Canarinho interpretou um telefonista que atendia as pessoas necessitadas, num celular, durante muito tempo, próximo a um telefone público. Interpretou também o personagem Boneco.

Na década de 2000, Canarinho foi afastado do humorístico "A Praça é Nossa". Entretanto, logo após o ocorrido, continuou no elenco do programa, por meio de shows de humor, mesmo que ele não se mostrasse presente nos estúdios do SBT para fazer o papel de telefonista no programa.

Em 2003, voltou a participar do programa nos estúdios da emissora de Sílvio Santos, provando, na opinião de alguns, que o seu suposto afastamento foi mais um ato de marketing do referido programa humorístico.

Morte

Canarinho faleceu na sexta-feira, 21/03/2014, aos 86 anos. Ele sofreu um infarto agudo do miocárdio no domingo, 16/03/2014, e estava internado no Hospital Santana, em Mogi das Cruzes , SP, mas não resistiu.

Filmografia

  • 1962 - As Testemunhas Não Condenam
  • 1967 - A Desforra
  • 1970 - Sábado Alucinante
  • 1971 - Diabólicos Herdeiros
  • 1971 - Meu Pedacinho De Chão
  • 1972 - Jerônimo
  • 1975 - O Dia Em Que O Santo Pecou
  • 1975 - Bacalhau
  • 1976  - Guerra É Guerra
  • 1977 - Costinha E O King Mong
  • 1977 - Snuff, Vítimas Do Prazer
  • 1978 - Maneco, O Super Tio
  • 1979 - Nos Tempos Da Vaselina
  • 1979 - A Dama Da Zona
  • 1982 - Tem Piranha No Aquário

Fonte: Wikipédia

Bellini

HIDERALDO LUÍS BELLINI
(83 anos)
Jogador de Futebol

* Itapira, SP (07/06/1930)
+ São Paulo, SP (20/03/2014)

Hilderaldo Luís Bellini foi um futebolista brasileiro, capitão da Seleção Brasileira de Futebol na conquista do primeiro título mundial, em 1958.

Bellini nasceu no dia 07/06/1930 em Itapira, SP. Décimo primeiro dos doze filhos do imigrante italiano Hermínio Bellini, um homem de músculos e temperamento forte que criou a família trabalhando como carroceiro.

Ainda adolescente, Bellini iniciou como zagueiro na Sociedade Esportiva Itapirense no ano de 1946. Pouco depois, em 1949, foi descoberto pelo olheiro Mauro Xavier da Silva, que o levou para envergar a camisa da Esportiva Sanjoanense, que contava em seus quadros com um tal de Mauro Ramos de Oliveira e representava a cidade de São João da Boa Vista na disputa do campeonato paulista da segunda divisão. Permaneceu na Esportiva Sanjoanense até 1951.

Um ano depois, acertou transferência para o Vasco da Gama, onde chegou em 1952, numa época de renovação do time, após o desmanche do famoso Expresso da VitóriaExpresso da Vitória é como ficou conhecido o que é considerado pela maioria o maior esquadrão de futebol da história do Club de Regatas Vasco da Gama e um dos maiores da história do Brasil, que jogou entre 1942 e 1952. A denominação teria surgido num programa musical da Rádio Nacional, onde um cantor, ao se apresentar, disse que dedicaria a música ao Vasco, chamado por ele de "Expresso da Vitória", por atropelar seus adversários em campo.

Bellini recebe a taça Jules Rimet, em 1958 (Foto: Agência Estado)
No Vasco da Gama, Bellini ficou por 11 anos e conquistou três títulos estaduais em 1952, 1956 e 1958, , Torneio Rio-São Paulo de 1958, Torneio de Paris de 1957, Torneio Octogonal Rivadavia Corrêa Meyer de 1953, dentre outros. A passagem do ex-jogador pelo Vasco foi tão marcante que até hoje muitos torcedores e especialistas colocam seu nome entre os maiores jogadores de todos os tempos do clube. Após mais de uma década no Rio de Janeiro, ele se transferiu para o São Paulo.

Bellini, no entanto, não pegou uma época das mais gloriosas no São Paulo. Com o estádio do Morumbi em fase de construção, não havia muito investimento no futebol. Resultado: o campeão do mundo não conquistou nenhum título pelo clube. Seu destino, então, foi o futebol paranaense. Pelo Atlético Paranaense, ele encerrou a carreira em 1969, também sem conquistas.

Consagrou-se como capitão da Seleção Brasileira nas Copas do Mundo de 1958 e 1962. Sua foto levantando a Taça Jules Rimet com as duas mãos sobre a cabeça é uma das marcas do futebol brasileiro, e passou a ser repetida por todo capitão ao levantar a taça.

Bellini era um zagueiro vigoroso, raçudo, que se impunha dentro da área. Compensava a limitada técnica com muita seriedade e lealdade aos adversários, o que lhe deu o posto de capitão da Seleção Brasileira em 1958.

Bellini era casado desde 1963 com Giselda, mãe de seus dois filhos Carla e Junior.


Morte

Bellini morreu na quinta-feira, 20/03/2014, aos 83 anos, em São Paulo. Há cerca de dez anos, ele sofria de Mal de Alzheimer e vivia entre idas e vindas ao hospital. Internado nesta semana, ele não resistiu.

Com a morte de Bellini, apenas sete campeões de 1958 estão vivos atualmente: Zito, Zagallo e Pepe (os três também foram bi-campeões em 1962), Pelé (vencedor ainda em 1962 e 1970) e Dino Sani, Moacir e Mazzola.

Os outros ex-jogadores do primeiro título mundial que já faleceram são Gylmar, Nilton Santos, Castilho, De Sordi, Djalma Santos, Oreco, Mauro Ramos, Orlando, Zózimo, Didi, Dida, Garrincha, Vavá e Joel.


Estátua No Maracanã

A estátua localizada em uma das entradas do Maracanã, inaugurada em 13/11/1960 em homenagem aos Campeões Mundiais de Futebol de 1958, tornou-se popularmente conhecida como Estátua do Bellini, mesmo não se assemelhando a ele.

É natural até hoje que as pessoas que frequentam o Maracanã, no Rio de Janeiro,  marquem encontro na Estátua do Bellini. Ao contrário do que muitos pensam, no entanto, o monumento não é em homenagem ao ex-zagueiro do Vasco, mas sim aos campeões mundiais de futebol. O rosto da estátua, por sinal, não tem nada a ver com o do bicampeão do mundo.

A confusão ocorre porque a imagem representada na estátua está segurando uma taça acima da cabeça e também uma  bola com a outra mão. Imaginou-se, então, que poderia ser Bellini ali representado. Documentos da época informam que o rosto da estátua pode ser do cantor Francisco Alves ou do jornalista Hamilton Sbarra, mas não há confirmação.

Bellini teve suas pegadas foram eternizadas na "Calçada da Fama" do Estádio da Ressacada do Avaí Futebol Clube em 2011.


Títulos

Vasco da Gama
  • Campeonato Carioca: 1952, 1956 e 1958
  • Torneio Internacional do Chile: 1953
  • Torneio Octogonal Rivadavia Corrêa Meyer: 1953
  • Torneio de Paris: 1957
  • Troféu Teresa Herrera: 1957
  • Torneio Rio-São Paulo: 1958
  • Torneio Quadrangular do Rio: 1953
  • Torneio Triangular Internacional do Chile: 1957

Seleção Brasileira
  • Copa do Mundo: 1958 e 1962
  • Copa Roca: 1957, 1960
  • Copa Oswaldo Cruz: 1958, 1961, 1962
  • Taça Bernardo O'Higgins: 1959
  • Copa Atlântica: 1960


Zé da Zilda

JOSÉ GONÇALVES
(46 anos)
Cantor e Compositor

* Rio de Janeiro, RJ (06/01/1908)
+ Rio de Janeiro, RJ (10/10/1954)

José Gonçalves, mais conhecido como Zé da Zilda, foi um cantor e compositor brasileiro. Nasceu no subúrbio de Campo Grande, no Rio de Janeiro.

Filho de músico, aos cinco anos começou a aprender cavaquinho com o pai, passando mais tarde a acompanhar-se no violão. Antes de tornar-se cantor e compositor profissional, trabalhou como bombeiro-hidráulico.

Morou no morro da Mangueira desde a infância onde conviveu com o futuro compositor Cartola. Integrou a ala de compositores da Mangueira, compondo vários sambas de terreiro em parceria com Cartola e Carlos Cachaça.

No início da carreira, integrou a Companhia Teatral Casa de Caboclo, do bailarino Duque, tocando violão e cavaquinho, cantando emboladas e sambas. Ficou durante muito tempo conhecido pelo nome artístico de Zé Com Fome, por conta do personagem que interpretava para aquela Companhia. Foi convidado por Duque a ingressar na Rádio Educadora, na qual trabalhou formando dupla com Claudionor Cruz, que assinava Pente Fino. Mais tarde, como chefe de um regional e com programa próprio, passou para a Rádio Transmissora, na qual conheceu a cantora Zilda Gonçalves, que por essa época fazia sua estréia e com quem formou a Dupla da Harmonia.

Em 1936, o samba "Não Quero Mais" (José Gonçalves e Carlos Cachaça), foi cantado com grande sucesso pela Estação Primeira de Mangueira e gravado na RCA Victor por Aracy de Almeida, sendo sua primeira composição gravada.

Em 1937, seu choro "Devo E Não Nego" (José Gonçalves Dirigan Gonçalves), foi gravado pela dupla sertaneja Alvarenga & Ranchinho na RCA Victor, e o maracatu "Eu Sou Do Forte" foi registrado por Laís Marival na gravadora Columbia.

Zé da Zilda e Zilda do Zé
Em 1938, casou-se com Zilda Gonçalves. O casal manteve a Dupla da Harmonia e passou a atuar na Rádio Clube do Brasil. Nesse mesmo ano, Orlando Silva gravou "Meu Pranto Ninguém Vê" (José Gonçalves e Ataulfo Alves), e Ranchinho o samba-choro "Barracão De Zinco", as duas na RCA VictorMoreira da Silva na gravadora Columbia lançou o samba "Nega Zura". Ainda em 1938, gravou como crooner do Conjunto Regional do Donga a toada-brasileira "Corta Jaca" (Chiquinha Gonzaga), e o samba "Pelo Telefone" (Donga e Mauro de Almeida).

Em 1939, a Dupla da Harmonia passou a atuar no programa de Paulo Roberto na Rádio Cruzeiro do Sul, passando a ser chamada de Zé da Zilda e Zilda do Zé, nome dado pelo próprio apresentador e adotado inicialmente pela dupla, que o usou em apresentações nos shows e em circos.

Em 1939, gravou sozinho os sambas "Antonieta" (Alzira Medeiros e Zilda Fernandes), e "Virgulina" (Antenor Borges), além do maxixe "Escravo Do Samba" (Antenor Borges e René Bittencourt). 

Em 1940, a convite do maestro Villa-Lobos, participou juntamente com outras personalidades da música brasileira como Cartola, Pixinguinha, João da Baiana, Jararaca, Zé EspinguelaDonga e Luiz Americano, da gravação dos discos de Leopold Stokowski, registrados no navio Uruguai. Esses discos foram editados pela gravadora Columbia nos Estados Unidos. Na ocasião foram registrados seu samba-de-breque "Festa Encrencada" e seu maxixe "Bole-Bole", ambos compostos em parceria com Zilda Gonçalves.

Em 1941, seus sambas "Machucando A Gente" (José Gonçalves, Antenor Borges e M. Amorim) e "Projeto De Samba" (José Gonçalves e José Tadeu), foram gravados por Marilu, e a batucada "Uma, Duas E Três" (José Gonçalves Germano Augusto), foi gravada por Silvino Neto, na RCA Victor, além dos sambas "Tristeza" (José Gonçalves André Gargalhada) e "Zé Boa Vida" (José Gonçalves Claudionor Cruz), que foram lançados respectivamente por Gilberto Alves e Dircinha Batista na Odeon.


Em 1942 Nelson Gonçalves gravou o samba "Quem Mente Perde A Razão" (José GonçalvesEdgard Nunes e Cyro Monteiro), na RCA Victor. Lançou o samba "Senta Lá Na Mesa" (José Gonçalves e Claudionor Cruz). Ainda em 1942, sua primeira parceria com a esposa Zilda Gonçalves foi gravada, o samba "São Miguel", pela cantora Marilu. Teve também o samba "No Mundo Da Lua" (José Gonçalves Wilson Batista), gravado por Déo na gravadora Columbia. Também no mesmo ano, teve gravado seu maior sucesso, o samba "Aos Pés Da Cruz" (José Gonçalves Marino Pinto), por Orlando Silva na RCA Victor.

Em 1943, Déo gravou na Columbia os sambas "Cinzas Do Coração" (José Gonçalves Osvaldo Lobo), e "No Mundo Da Lua" (José Gonçalves Wilson Batista). Na RCA Victor, Marilu gravou o samba "Júlia Sapeca" e o choro "Fiz Um Chorinho", e Nelson Gonçalves o samba "Cruz Da Desilusão". Nesse ano, em plena Segunda Guerra Mundial, sua marcha "Galinha Verde" (José Gonçalves André Gargalhada), apelido que era dado popularmente aos simpatizantes do integralismo, foi gravada por Marilu na RCA Victor. Também em 1943, gravou o primeiro disco com a esposa Zilda Gonçalves com quem formou a dupla Zé e Zilda interpretando de sua autoria os sambas "Levanta José" e "Fim Do Eixo", sendo que este segundo samba fazia referência à derrota do eixo formado por Alemanha, Itália e Japão na Segunda Guerra Mundial.

Em 1944, seu samba "Meu Poema" (José Gonçalves Jorge de Castro), foi gravado por Orlando Silva, e o samba "Tapete De Flor" (José Gonçalves René Bittencourt), foi lançado por Gilberto Alves, ambos na gravadora Odeon. Ainda em 1944, Ataulfo Alves e Suas Pastoras gravaram o samba "Diz O Teu Nome" (José Gonçalves Ataulfo Alves). Com Zilda Gonçalves gravou os choros "Um Calo De Estimação" (José Gonçalves José Tadeu), e "O Malhador" (José Gonçalves Germano Augusto).

Em 1945, teve o samba "Não Posso Te Aceitar" (José Gonçalves Germano Augusto), gravado por Carmen Costa, e o samba "Rei Do Astral" lançado por Gilberto Alves, os dois na RCA Victor. Nesse ano, gravou com Zilda Gonçalves o samba-choro "Dona Joaninha" (José Gonçalves Ari Monteiro), o choro "Compadre Chegadinho" (José Gonçalves Germano Augusto), e os sambas "Gostozinho" (José Gonçalves Ari Monteiro) e "Izabel Não Voltou" (José GonçalvesGermano Augusto e Ari Monteiro).

Em 1946, gravou com Zilda Gonçalves os sambas "Vou-me Embora" (José Gonçalves e Marcelino Ramos) e "Se Eu Pudesse..." (José Gonçalves Germano Augusto), a batucada "Não Me Rasgue A Roupa" (Braga Filho e Germano Augusto), e o choro "Não Tenho Inveja" (Del Loro e Ari Monteiro). Também no mesmo ano, seu samba-choro "Caboclo Africano" (José Gonçalves Zilda Gonçalves), foi gravado por Jorge Veiga na gravadora Continental.


Em 1948 foi com Zilda Gonçalves para a gravadora Star e lançou os sambas "A Cabrocha Rasgou Minha Roupa" (José Gonçalves Oldemar Magalhães), e "Tribunal Da Terra" (José Gonçalves Paulo Gesta).

Em 1949 gravou com Zilda Gonçalves os sambas "Cidade Alta" (José Gonçalves Oldemar Magalhães), e "Enquanto Eu Viver""Luz Da Madrugada" (José Gonçalves e O. Silva). As marchas "Sanfoneiro Joaquim" (José Gonçalves Temístocles de Araújo), e "Tudo Azul" (José Gonçalves Paquito), além da batucada "Hoje, Não" (José Gonçalves Antônio Maria). Teve gravado por Roberto Silva o samba "Ela Não Tem Razão" (José Gonçalves Abelardo Barbosa), também em 1949.

Fez em 1950 com o radialista Abelardo Barbosa, o Chacrinha, o choro "Disco Voador" lançado por Zé Gonzaga na Odeon.

Em 1951 gravou a batucada "Para Dar Conforto A Ela" (José Gonçalves Benedito Lacerda) e teve o samba "Au Revoir" (José Gonçalves José Gama de Souza), gravado pelos Demônios da Garoa.

Em 1952, gravou com Zilda Gonçalves a marcha "Parafuso" (José GonçalvesAdelino MoreiraZilda Gonçalves), e o samba "Não Fiz Nada" (José Gonçalves Antônio Maria). Teve ainda o samba "Nosso Amor" e o mambo "Filho De Mineiro", parcerias com Zilda Gonçalves lançados por Emilinha Borba na gravadora Continental.

Em 1953 lançou com  Zilda Gonçalves os sambas "Meu Contrabaixo" (José Gonçalves Antônio Maria), "Dona Fortuna" (José GonçalvesJ. Reis e Airton Amorim), "Bom Filho Não Esquece" (José Gonçalves Felisberto Martins), e "Levou O Diabo" (José GonçalvesZilda Gonçalves e O. Silva). Ainda nesse ano, a marcha "Vendedor De Pirulito" (José Gonçalves Zilda Gonçalves), e o samba "Jura" (José GonçalvesAdolfo MacedoMarcelino Ramos) foram gravados por ele e Zilda Gonçalves em conjunto com a cantora Diamantina Gomes. O samba "Jura" obteve grande repercussão popular. Ainda em 1953, gravou com a mulher Zilda Gonçalves o baião "Eh! Baião" (José Gonçalves Jota Reis), e o bambo "Mentira" (José GonçalvesZilda Gonçalves e O. Silva). Teve ainda gravados o samba "Devagar" (José Gonçalves Jarbas Reis), por Aracy de Almeida, e a marcha "Quebra Mar" (José GonçalvesAdelino Moreira e Zilda Gonçalves) por Marlene.


Para o carnaval de 1954, lançou com Zilda Gonçalves a marcha "Saca-Rolha" (José GonçalvesZilda Gonçalves e Valdir Machado), que se tornou um clássico do repertório carnavalesco. Nesse ano, seu samba "Não Sabe O Que Diz" (José Gonçalves Valdir Machado), foi gravado por Diamantina Gomes, e a marcha "Funga-Funga" (José Gonçalves Adelino Moreira), foi lançada na gravadora Continental por Marlene. Gravou com a esposa, Zilda Gonçalves, o samba "Destruiram O Morro" (José GonçalvesZilda Gonçalves e Claudionor Santana), e a valsa "Pede A Deus". Também no mesmo ano, a dupla trabalhou na Rádio Mayrink Veiga.

Em setembro de 1954, gravou seu último disco, falecendo menos de um mês depois, cantando com Zilda Gonçalves as marchas "Ressaca" (José Gonçalves Zilda Gonçalves), que seria sucesso no carnaval do ano seguinte, e "Guarda Essa Arma" (José GonçalvesJorge GonçalvesZilda Gonçalves).

Um mês após sua morte, foi homenageado por Ataulfo Alves com o samba "Zé da Zilda" gravado na Todamérica por Ataulfo Alves e Suas Pastoras. Em dezembro de 1954, foi homenageado pela gravadora Odeon com a gravação dos sambas "Império Do Samba" (José Gonçalves Zilda Gonçalves) e "Samba Do Assovio" (José GonçalvesZilda GonçalvesA. Silva E. Silva) interpretados pelo Coro de Artistas da Odeon.

Em 1955, a marcha "Ressaca" foi regravada em ritmo de tango pela Osquestra Típica de Osvaldo Borba. Ainda nessse ano, recebeu homenagem da esposa Zilda Gonçalves com a gravação do samba-canção "Meu Zé" (Ricardo GalenoZilda Gonçalves). Seu samba "Império Do Samba" foi escolhido por uma comissão julgadora reunida no Teatro João Caetano como um dos dez mais populares daquele carnaval.

Em 1956, duas composições de sua autoria, ainda inéditas, foram lançadas por sua esposa Zilda Gonçalves, a marcha "As Águas Continuam" (José GonçalvesZilda Gonçalves e Rubens Campos), e o samba "Vai Que Depois Eu Vou" (José GonçalvesZilda Gonçalves, Adolfo Macedo e Airton Borges). Esse último por sinal foi grande sucesso. Mais tarde, com os mesmos parceiros, Zilda Gonçalves compôs "Vem Me Buscar", homenagem ao esposo falecido.

Em 1973, Paulinho da Viola incluiu "Não Quero Mais Amar A Ninguém" no LP "Nervos De Aço", lançado pela gravadora Odeon.

No ano de 1975, várias músicas de sua autoria, como "Garota Copacabana", "Nega Zura" e "Mulher Malandra" foram regravadas por Jorge Veiga no LP "O Melhor De Jorge Veiga", lançado pela Copacabana Discos.

Leny Andrade regravou em 1994 "Não Quero Mais Amar A Ninguém", no disco em homenagem a Cartola que fez pela gravadora Velas.

Em 1998, foi lançado o CD "Chico Buarque De Mangueira", lançado pela BMG, no qual Chico Buarque prestou homenagem aos compositores da Mangueira. Nesse disco, foi gravado um samba seu em parceria com Germano Augusto, "Se Eu Pudesse", interpretado por Alcione e Nelson Sargento.

No ano 2000, o Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro lançou o CD duplo "Mangueira - Sambas De Terreiro E Outros Sambas". Nesse disco foram gravadas duas músicas de sua autoria, "Meu Amor Já Foi Embora" (José Gonçalves Cartola) e "Quem Se Muda Pra Mangueira".

Em 2004, quando se celebraram os cinquenta anos de sua morte, a Universidade Moacir Bastos, com sede em Campo Grande, promoveu uma homenagem em sua memória, de que foi conferencista-convidado o crítico Ricardo Cravo Albin, que discorreu para uma numerosa platéia sobre a vida e obra do cantor e compositor, nascido em Campo Grande.

Morte

Zé da Zilda faleceu precocemente aos 48 anos de idade vítima de um derrame cerebral. Por ocasião de seu falecimento, assim reportou-se o jornal O Globo no dia seguinte:

"Da manhã de sexta à manhã de sábado perduraram as esperanças de que o derrame cerebral se tornasse frustado e os médicos devolvessem aos ouvidos do povo a voz do seu cantor. Mas às 11:20 hs de anteontem entrou em luto o samba nacional ao confirmar-se a notícia triste: faleceu Zé da Zilda, que na linguagem musical proclamava que 'o mundo inteiro não valia o seu lar', e que tornara amarguras da vida carioca em reclamação melodiosa no sucesso 'Saca-Rolha', do último carnaval. Contava ele com 46 anos de idade".

Discografia

  • 1954 - São João do Rancho Fundo / No Terreiro Da Tia Sinhá (Odeon, 78)
  • 1954 - Pede A Deus / Destruíram O Morro (Odeon, 78)
  • 1954 - Ressaca / Guarda Essa Arma (Odeon, 78)
  • 1953 - Meu Contrabaixo / Dona Fortuna (Odeon, 78)
  • 1953 - Bom Filho Não Esquece / Levou O Diabo (Odeon, 78)
  • 1953 - Saca-Rolha / Olha O Coco Sinhá (Odeon, 78)
  • 1953 - Eh! Baião / Mentira (Odeon, 78)
  • 1952 - Nego Da Calça Amarela / Vai Levando (Odeon, 78)
  • 1952 - Parafuso / Não Fiz Nada (Odeon, 78)
  • 1952 - Cansado / Sapateiro (Odeon, 78)
  • 1951 - Assobia Pra Esquecer / Em Caxias É Assim (Star, 78)
  • 1951 - Para Dar Conforto A Ela (Star, 78)
  • 1950 - Tempo Quente / Samba De Branco (Star, 78)
  • 1949 - Cidade Alta / Sanfoneiro Joaquim (Star, 78)
  • 1949 - Paulo Da Portela / Jequitibá (Star, 78)
  • 1949 - Tudo Azul / Enquanto Eu Viver (Star, 78)
  • 1949 - Luz Da Madrugada / Hoje, Não (Star, 78)
  • 1949 - Zé Camilo / Jangadeiro (Star, 78)
  • 1948 - Vem Me Consolar / Falam De Mim (Continental, 78)
  • 1948 - A Cabrocha Rasgou Minha Roupa / Tribunal Da Terra (Star, 78)
  • 1947 - Procura-se Uma Mulher / Promete (Continental, 78)
  • 1947 - A Dona Do Lar / Aula De Francês (Continental, 78)
  • 1946 - Vou-me Embora / Não Me Rasgue A Roupa (Continental, 78)
  • 1946 - No Alto Da Serra / O Dinheiro É Que Manda (Continental, 78)
  • 1946 - Se Eu Pudesse... / Não Tenha Inveja (Continental, 78)
  • 1946 - A Hora Da Onça / Sonhei (Continental, 78)
  • 1946 - Trabalhar Eu Sim / Morena Do Brasil (Continental, 78)
  • 1945 - Mais Um Louco / Ai, Adélia! (Continental, 78)
  • 1945 - Dona Joaninha / Compadre Chegadinho (Continental, 78)
  • 1945 - Gostozinho / Izabel Não Voltou (Continental, 78)
  • 1945 - Pega No Pandeiro / Conversa, Laurindo! (Continental, 78)
  • 1945 - Até Qualquer Dia / Quem Tem Culpa Tem Medo (Continental, 78)
  • 1944 - Um Calo De Estimação / O Malhador (Continental, 78)
  • 1944 - Segura Chico / Tire O Meu Nome Do Meio (Continental, 78)
  • 1943 - Levanta José / Fim Do Eixo (RCA Victor, 78)
  • 1939 - Antonieta / Virgulina (RCA Victor, 78)
  • 1939 - Escravo Do Samba (RCA Victor, 78)
  • 1938 - O Ccorta-Jaca / Pelo Telefone (Odeon, 78)

Zilda do Zé

ZILDA GONÇALVES
(82 anos)
Cantora e Compositora

* Rio de Janeiro, RJ (18/03/1919)
+ Rio de Janeiro, RJ (31/01/2002)

Começou a carreira artística apresentando-se na Rádio Transmissora na qual conheceu o compositor e seu futuro marido José Gonçalves. Pouco depois formou com ele a Dupla da Harmonia.

Em 1938, ano em que se casou, passou a atuar com o marido na Rádio Cruzeiro do Sul onde a dupla foi rebatizada pelo radialista Paulo Roberto em cujo programa atuavam como "Zé da Zilda e Zilda do Zé", abreviada para Zé e Zilda, como apareceram no selo dos discos que gravaram.

Em 1946, teve o samba-choro "Caboclo Africano" (Zilda Gonçalves e José Gonçalves), gravado na Continental por Jorge Veiga. Gravou com o marido as marchas "A Hora Da Onça" (Zilda Gonçalves Ari Monteiro) e "Morena Do Brasil" (Zilda Gonçalves Oldemar Magalhães).

Em 1952, gravou com o marido a marcha "Parafuso" (Zilda Gonçalves, José Gonçalves e Adelino Moreira). Nesse ano, o samba "Nosso Amor" e o mambo "Filho De Mineiro" (Zilda Gonçalves e José Gonçalves), foram gravados por Emilinha Borba na Continental.

Zilda do Zé e Zé da Zilda
Em 1953 a dupla gravou o bambu "Levou O Diabo" (Zilda GonçalvesJosé Gonçalves e O. Silva), e a marcha "Vendedor De Pirulito" (Zilda GonçalvesJosé Gonçalves e Diamantino Gomes). Nesse ano, gravou com José Gonçalves a marcha "Saca Rolha", que foi seu maior sucesso. Teve ainda a marcha "Quebra Mar" (Zilda GonçalvesJosé Gonçalves e Adelino Moreira), gravada por Marlene e "Pedido A São João" (Zilda GonçalvesJosé Gonçalves e Ricardo Galeno) também uma marcha, gravada pelos Vocalistas Tropicais, as duas na gravadora Continental.

Em 1954, gravou com José Gonçalves o samba "Destruiram O Morro" (Zilda GonçalvesJosé Gonçalves e Claudionor Santana), as marchas "Ressaca" (Zilda Gonçalves José Gonçalves), que obteve grande sucesso, e "Guarda Essa Arma" (Zilda GonçalvesJosé Gonçalves e Jorge Gonçalves). Ainda nesse ano, o Coro de Artistas da Odeon gravou os sambas "Império Do Samba" (Zilda Gonçalves José Gonçalves), um dos destaques do ano, e "Samba Do Assovio" (Zilda GonçalvesJosé Gonçalves e A. Silva).

Em 1955, teve a marcha "Ressaca" gravada em ritmo de tango pela Orquestra Típica de Osvaldo Borba. No mesmo ano, fez com José Gonçalves e Rubens Campos, a marcha "As Águas Continuam" e, com José Gonçalves, Adolfo Macedo e Airton Borges o samba "Vai Que Depois Eu Vou", gravadas pouco depois da súbita morte do marido, expressamente para homenageá-lo no carnaval. Especialmente o samba "Vai Que Depois Eu Vou" foi um dos mais cantados no carnaval daquele ano. Ainda em 1955, Nora Ney gravou com Ataulfo Alves e Suas Pastoras o samba "Vou De Tamanco" e Linda Rodrigues o samba "Olha No Espelho", parcerias com José Gonçalves, os dois na gravadora Continental. Gravou também o samba-canção "Meu Zé" (Zilda Gonçalves Ricardo Galeno), e com Lili, gravou "Maria Joaquina" (Zilda Gonçalves José Gonçalves).

Zilda do Zé e Zé da Zilda
Em 1956, continuou a gravar sozinha lançando pela Odeon os choros "Iaiá Faceira""Mambo Maçador" e os sambas "Laranja Madura" e "Perdoar", parcerias com José Gonçalves.

Em 1957, lançou o samba "Felicidade" (Zilda GonçalvesJosé GonçalvesMarcelino Ramos e Eli Campos), e a marcha "Eu Quero Beber" (Zilda GonçalvesJosé Gonçalvese e W. Goulart).

Em 1958, gravou o samba "Amor, Vem Me Buscar" (Airton Borges, Adolfo Macedo e Adilson Moreira), e a marcha "Feiura É Apelido" (Zilda GonçalvesJosé Gonçalves e Colatino). Mesmo depois da morte do marido, ela fazia questão de manter o nome dele nas parcerias, como homenagem.

Em 1959, sagrou-se vice-campeã do concurso para músicas carnavalescas da prefeitura do então Distrito Federal com o samba "Vem Me Buscar", de sua autoria e por ela mesma defendido em espetáculo realizado com grande presença de público no Teatro João Caetano.

Em 1960, gravou para o carnaval a marcha "Seu Talão Vale Um Milhão" (Nelson Trigueiro, S. Mesquita e Elpídio Viana), num disco que tinha ainda os sambas "Quero Morar" (Zilda GonçalvesF. Garcia e Vanda Rodrigues), e "Volte Mulher" (Zilda Gonçalves José Augusto), e a  marcha "Pente Fino" (Zilda GonçalvesRaul Sampaio e Haroldo Lobo).

Em 1961, gravou o samba "Vem Amor" (Zilda GonçalvesRomeu Gentil e Paquito), e a marcha "O Papagaio" (José Roberto Kelly, Mário Barcelos e Leda Gonçalves).

Em 1963, fez com Carvalhinho o samba "O Lelê Da Lalá" e com Jorge Silva o bolero "Meu Castigo" gravados por Roberto Audi na Copacabana.

Em 1972, fez sucesso no carnaval com a marcha "A Nega Ficou Maluca" (Zilda GonçalvesZé Filho e Carlos Marques).

Discografia

  • 1961 - Vem Amor / O Papagaio (Copacabana, 78)
  • 1960 - Quero Morar / Volte Mulher / Pente Fino / Seu Talão Vale Um Milhão (Athena, 78)
  • 1958 - Amor, Vem Me Buscar / Feiura É Apelido (Odeon, 78)
  • 1956 - Iaiá Faceira / Mambo Caçador (Odeon, 78)
  • 1956 - Laranja Madura / Perdoar (Odeon, 78)
  • 1956 - Felicidade / Eu Quero Beber (Odeon, 78)
  • 1955 - Meu Zé / Maria Joaquina (Odeon, 78)

Indicação: Miguel Sampaio

Paulo Goulart

PAULO AFONSO MIESSA
(81 anos)
Ator, Produtor e Escritor

* Ribeirão Preto, SP (09/01/1933)
+ São Paulo, SP (13/03/2014)

Paulo Goulart, nome artístico de Paulo Afonso Miessa, foi um ator brasileiro. O Goulart veio de um tio que, ao entrar na vida artística o escolheu como sobrenome. Nasceu em Ribeirão Preto, SP, em 09/01/1933, na Fazenda Santa Tereza. "Tocaram sinos, quando eu nasci", dizia Paulo Goulart brincando.

Seus pais, Afonso e Elza Miessa ganhavam a vida lidando com a terra, mas Paulo sonhava mais. Estudou Química Industrial, formou-se, mas só sonhava com o rádio. Quando soube que ia haver um teste para locutor, fez e não passou. Fez outros testes, dessa vez para ator, e passou a ser rádio-ator. O diretor era Oduvaldo Viana, o "diretor durão", que todos temiam, mas que Paulo enfrentou, com toda a tranquilidade, pois ele era e sempre foi um rapaz tranquilo.

Seu primeiro trabalho na televisão foi com Mazzaropi, no papel de Boca Mole, mas logo saiu da Rádio Tupi e TV Tupi indo para a TV Paulista. Foi ser o galã da novela "Helena" (1952). E também começou a fazer teatro.

Paulo Goulart conheceu a atriz Nicette Bruno, em 1952, quando ela procurava um galã para atuar ao seu lado na peça "Senhorita, Minha Mãe"Paulo Goulart fez um teste e foi aprovado pela própria Nicette. Pouco depois, os dois começaram a namorar, casaram em 1954 e permaneceram casados por toda a vida de Paulo. Juntos eles tiveram três filhos, sete netos e dois bisnetos.


Paulo Goulart fez uma carreira rápida. Parecia que tudo estava sempre preparado para ele. Foi para o Rio de Janeiro e fez TV Continental, TV Tupi e TV Rio. Passou por todas elas e por muitos teatros. Foi quando resolveu ir com Nicette Bruno, que esperava seu 3º filho, à Curitiba, a chamado de seu pai, que estava lá numa boa posição em um banco.

Paulo GoulartNicette Bruno foram empresários, mas atores também, pois nunca conseguiram deixar a arte. Fizeram o desejo do pai, que se preocupava por achar instável a profissão do casal, mas foram logo chamados para participações, aulas e cursos. E aquilo só durou dois anos.

Voltaram para São Paulo e para o Rio de Janeiro e, em verdade, sempre trabalharam em uma cidade ou outra, onde possuíam residência.

Paulo Goulart conheceu então a TV Excelsior, onde trabalhou sob a direção de Walter Avancini. Foi nessa época em que se aprofundou muito em televisão, e que o levou para a TV Globo, após a falência da TV Excelsior


Na TV Globo sempre fez grande papéis. "Na verdade, às vezes eles eram pequenos, e eu achava um jeitinho de melhorá-los" dizia Paulo Goulart. Alías, ele sempre teve esse jeitinho.

No teatro fez, entre outras coisas, a peça "Lá", que esteve em cartaz por quatro anos e meio. Na TV Globo fez "Uma Rosa Com Amor" (1972), "Plumas E Paetês" (1980), "O Dono Do Mundo" (1991), "Mulheres De Areia" (1993), e tantos outros trabalhos. Fez alguns papéis femininos, como em "Orquestra De Senhoritas". E Paulo Goulart ria dizendo: "Um dia sou galã, no outro estou vestido de mulher, com trancinha e tudo".

Paulo Goulart e Nicette Bruno tinham um casamento estável e longo, "feito de amor e respeito", segundo ele. E eram também sócios. Nicette Bruno, que foi dona do Teatro Intimo Nicette Bruno (TINB) tinha sociedade com o marido e com os filhos. É o Miessa e Filhos (MF) que administra o Teatro Paiol, em São Paulo, e também têm o Nicette Bruno Produções Artísticas, que é a empresa de produções.

Paulo Goulart (Orquestra das Senhoritas)
Atualmente, Paulo Goulart, que também fez cinema, como produtor e ator, era também escritor. Lançou "7 Vidas", que é um livro de auto-ajuda, "Grandes Pratos E Pequenas Histórias De Amor", que é um livro de culinária e "Vôo Da Borboleta", ainda inédito.

Alto, encorpado, Paulo Goulart tinha sempre um jeito maroto e infantil de sorrir. É sorrindo que dizia que "o importante para mim é ser útil, ao próximo, dentro do meu ofício". E isso, sem dúvida, Paulo Goulart sempre conseguiu ser.

Em sua homenagem, na cidade de São Paulo foi denominado um teatro do Esporte Clube Banespa.

Paulo Goulart e Nicette Bruno professaram seguir os ensinos do Espiritismo há décadas, juntamente com seus filhos.

Seus filhos são as atrizes Beth Goulart e Bárbara Bruno, e o ator e dançarino Paulo Goulart Filho. Também é avô das atrizes Vanessa Goulart e Clarissa Mayoral, a qual não tem qualquer parentesco com a atriz Tatyane Goulart.

Morte

Em 2012, Paulo Goulart passou algumas semanas internado no setor de oncologia do Hospital Beneficência Portuguesa, para tratar de um câncer do mediastino, uma cavidade no centro do tórax, localizada entre os pulmões. Há sete anos, o ator já havia passado por uma cirurgia para a retirada de um tumor no rim.

Paulo Goulart morreu aos 81 anos, em decorrência de um câncer, na cidade de São Paulo. A informação foi confirmada pela produção Nicette Bruno Produções ArtísticasPaulo Goulart morreu por volta das 13:30 hs do dia 13/03/2014, no Hospital Beneficência Portuguesa. No momento da morte, o ator estava ao lado da família, a mulher, Nicette Bruno, e os filhos.

Televisão

  • 1952 - Helena (TV Paulista)
  • 1966 - As Minas De Prata ... Dom Francisco (TV Excelsior)
  • 1966 - Anjo Marcado ... Drº César Galvão (TV Excelsior)
  • 1967 - Os Fantoches ... Marcos (TV Excelsior)
  • 1968 - A Muralha - Bento Coutinho (TV Excelsior)
  • 1968 - O Terceiro Pecado ... Clemente (TV Excelsior)
  • 1969 - A Cabana Do Pai Tomás ... Pierre St. Clair (TV Globo)
  • 1969 - Vidas Em Conflito ... Walter (TV Excelsior)
  • 1970 - A Próxima Atração ... Tomás (TV Globo)
  • 1970 - Verão Vermelho ... Flávio (TV Globo)
  • 1971 - Quarenta Anos Depois ... Santiago (TV Record)
  • 1972 - Uma Rosa Com Amor ... Claude Antoine Geraldi (TV Globo)
  • 1972 - Signo Da Esperança (TV Tupi)
  • 1974 - Corrida Do Ouro ... Newton (TV Globo)
  • 1976 - Um Sol Maior ... Rangel (TV Tupi)
  • 1977 - Éramos Seis ... Doutor Azevedo (TV Tupi)
  • 1977 - Papai Coração ... Mário (TV Tupi)
  • 1979 - Gaivotas ... Carlos (TV Tupi)
  • 1980 - Plumas E Paetês ... Gino (TV Globo)
  • 1981 - Jogo Da Vida ... Silas Ramos Cruz (TV Globo)
  • 1984 - Transas E Caretas ... Roberto (TV Globo)
  • 1986 - Roda De Fogo ... Marcos Labanca (TV Globo)
  • 1988 - Fera Radical ... Altino Flores (TV Globo)
  • 1988 - Chapadão do Bugre ... Capitão Eucaristo Rosa (TV Bandeirantes)
  • 1990 - Gente Fina ... Joaquim (TV Globo)
  • 1991 - O Dono Do Mundo ... Altair (TV Globo)
  • 1992 - Despedida De Solteiro ... Delegado (TV Globo)
  • 1993 - Mulheres De Areia ... Donato (TV Globo)
  • 1994 - As Pupilas Do Senhor Reitor ... Dom Arlindo (SBT)
  • 1994 - Incidente Em Antares ... Tibério Vacariano (TV Globo)
  • 1995 - A Idade Da Loba ... Zé Rubens (TV Bandeirantes)
  • 1996 - O Campeão ... Felipe Caldeira (TV Bandeirantes)
  • 1997 - Zazá ... Ulisses (TV Globo)
  • 1999 - O Auto da Compadecida ... Major Antônio Moraes (TV Globo)
  • 2000 - Aquarela do Brasil ... Gabriel Laguardia (TV Globo)
  • 2001 - A Padroeira ... Dom Lourenço (TV Globo)
  • 2002 - Esperança ... Farina (TV Globo)
  • 2002 - O Quinto dos Infernos ... José Bonifácio (TV Globo)
  • 2004 - O Pequeno Alquimista ... Rei (TV Globo)
  • 2004 - Um Só Coração ... Avelino (TV Globo)
  • 2005 - América ... Mariano de Oliveira (TV Globo)
  • 2006 - Pé Na Jaca! ... Vilela (TV Globo)
  • 2006 - JK ... Israel Pinheiro (TV Globo)
  • 2007 - Amazônia, De Galvez A Chico Mendes - Tavares (TV Globo)
  • 2007 - Duas Caras ... Heriberto Gonçalves (TV Globo)
  • 2009 - Som & Fúria ... Carlos Betti (TV Globo)
  • 2009 - Cama De Gato ... Severo Tardivo (TV Globo)
  • 2010 - Ti Ti Ti ... Orlando Bianchi (TV Globo)
  • 2010 - Escrito Nas Estrelas ... Produtor
  • 2011 - Morde e Assopra ... Drº Eliseu Vilanova (TV Globo)
  • 2012 - Louco Por Elas ... Horácio (TV Globo)

Cinema
  • 1954 - Destino Em Apuros
  • 1957 - Rio Zona Norte ... Moacir
  • 1958 - O Grande Momento ... Vitório
  • 1958 - O Cantor E O Milionário ... Paulo
  • 1958 - O Barbeiro Que Se Vira ... Leonardo
  • 1958 - E O Bicho Não Deu
  • 1958 - Pista De Grama
  • 1960 - E Eles Não Voltaram
  • 1960 - Cala A Boca, Etelvina ... Adelino
  • 1962 - Nordeste Sangrento
  • 1972 - A Marcha
  • 1974 - A Cobra Está Fumando
  • 1979 - Os Trombadinhas ... Delegado Frederico
  • 1983 - Gabriela, Cravo e Canela ... João Fulgêncio
  • 1984 - Para Viver Um Grande Amor
  • 1989 - Solidão, Uma Linda História De Amor
  • 1989 - Faca De Dois Gumes ... Delegado Olímpio
  • 1989 - Kuarup
  • 1998 - Vila Isabel
  • 2000 - O Auto Da Compadecida ... Major Moraes
  • 2000 - Soluços E Soluções
  • 2004 - Redentor ... Ministro
  • 2005 - Xuxinha E Guto Contra Os Monstros do Espaço ... Voz São Pedro
  • 2005 - Tapete Vermelho ... Caminhoneiro
  • 2010 - Chico Xavier
  • 2010 - Nosso Lar
  • 2012 - O Tempo e o Vento ... Coronel Ricardo Amaral Neto


Dublagens

  • Aslam - As Crônicas de Nárnia: O Leão, A Feiticeira e O Guarda-Roupa
  • Narrador - A Bela e a Fera: O Musical da Broadway - São Paulo, 2002-2003


Violeta Cavalcanti

VIOLETA CAVALCANTI
(90 anos)
Cantora

* Manaus, AM (01/07/1923)
+ Rio de Janeiro, RJ (14/02/2014)

Violeta Cavalcanti veio para o Rio de Janeiro, juntamente com a família, aos 9 anos. Estudava na Escola Paraná, no bairro carioca de Madureira, quando conheceu Villa-Lobos, passando a integrar o Conjunto Orfeônico Infantil. Abandonou a carreira em 1957, para casar-se, retomando-a 20 anos mais tarde, incentivada por Paulinho da Viola.

Com apenas 10 anos foi selecionada pelo maestro Villa-Lobos para cantar no coral organizado por ele, integrado por crianças das escolas públicas do Rio de Janeiro. Apresentou-se no Teatro Municipal com o coral das escolas públicas do Rio de Janeiro como solista no "Canto do Pajé"

Em 1940, com apenas 14 anos, participou do programa de calouros de Ary Barroso onde se apresentou cantando "O Samba E O Tango", um sucesso de Carmen Miranda, cantora de quem era fã. A interpretação impecável, sem imitar Carmen Miranda, lhe garantiu o primeiro lugar, contestado pelo próprio Ary Barroso, que afirmou: "Ganhou, mas não leva. Você já é herdeira de Carmen Miranda, portanto, profissional, e o prêmio é para calouros!". Foi grande a dificuldade para convencer Ary Barroso de que aquela era a primeira vez que a moça se apresentava no rádio.


A ida de Carmen Miranda para os Estados Unidos favoreceu o início de sua carreira no rádio, onde passou a cantar os sucessos da "Pequena Notável", compensando o espaço deixado e a saudade dos fãs da cantora.

Trabalhou na Rádio TupiRádio EducadoraRádio Ipanema, onde assinou seu primeiro contrato, consagrando-se principalmente pela interpretação original de "Camisa Listrada", outro sucesso de Carmen Miranda, de autoria de Assis Valente.

Violeta Cavalcanti gravou o primeiro disco em 1940, com as marchas "Vou Sair De Pai João" (J. Cascata e Leonel Azevedo) e "Pulo Do Gato" (J. Cascata e Correia da Silva), pela gravadora RCA Victor.

Em 1941, gravou a marcha "Mama Meu Netinho", com arranjo de Pixinguinha e Jararaca, o samba "Homem Chorando É Novidade" (Alvarenga e Osvaldo Santos) com o qual fez algum sucesso, e o frevo canção "Você Não Nega Que É Palhaço" (Nelson Ferreira). No mesmo ano, assinou contrato com a Rádio Nacional onde permaneceu por 16 anos. Gravou também com sucesso a batucada "Meu Dinheiro Tem" (Germano Augusto e Zé Pretinho).

Em 1942, gravou o frevo canção "O Coelho Sai" (Nelson Ferreira e Ziul Matos) e a valsa frevo "Vovô, Vovó, Eu E Você" (Nelson Ferreira).

Em 1945, foi contratada pela gravadora Continental e estreou com o samba "Aumento De Salário" (Ernâni Alvarenga e Paquito), e a marcha "Cheque À Granel" (Ernâni Alvarenga, Paquito e Antenor Gargalhada). No mesmo ano, gravou da dupla Roberto Martins e Mário Rossi o samba "Vou Tratar De Mim" e a marcha "Tem Tamanduá No Baile". Destacou-se, ainda no mesmo ano, com a marcha "Leilão Da Baiana" (Max Bulhões e Gustavo de Oliveira).

Carminha Mascarenhas, Carmélia Alves, Violeta Cavalcante e Ellen de Lima, estrelas do documentário Cantoras do Rádio

Em 1946, gravou o samba "Aproveita Seu Aristeu" (Ernâni Alvarenga, Paquito e Mabial João Diniz) e o choro "Ontem, Hoje e Amanhã" (Aldo Cabral e Benedito Lacerda) com acompanhamento de Benedito Lacerda e Seu Conjunto Regional.

Em 1950, gravou como vocalista com Raul de Barros e Sua Orquestra o choro "Faísca" (Lauro Maia e Penélope). No mesmo ano, gravou na Sinter a marcha "É Carinho Que Falta" e o samba "Sabe Lá O Que É Isso", ambas de Joubert de Carvalho.

Em 1951, gravou pelo selo Star o samba "Cansei De Chorar" (Carvalhinho e Francisco Neto) e a marcha "Não Vou Trabalhar" (Carvalhinho, Mário Rossi e Buci Moreira). No mesmo ano, lançou pelo selo Carnaval o samba "Rainha Da Lapa" (Rubens Silva e Grande Otelo).

Em 1953, estreou na Odeon com o beguine "Mundo Encantador" (Romberg e Hammerstein II), com versão de Guido Douglas, e o baião "Minha Morena" (Henrique Almeida, Rômulo Paes e Braga Filho).

Em 1954 gravou o samba "Vou Levando" (Valsinho e Domício Costa) e a marcha "Vagalume" (Victor Simón e Fernando Martins), que fez sucesso razoável no carnaval carioca, já que comentava a crônica falta de água e de luz no Rio de Janeiro. Esta música, aliás, foi escolhida para representar suas criações fonográficas no show "Estão Voltando As Flores", em que atuou ao lado de Carmélia Alves, Carminha Mascarenhas e Ellen de Lima, entre 2001 e 2003, por todo o país.

Em 1955, gravou com o Trio Irakitan, a valsa "Deixa Eu, Nego..." (Carson, Hill e Ghiaroni). No mesmo ano, lançou o samba "Nossa Terra, Nosso Samba" (Bruno Marnet e Zimbres) e o samba canção "Cartas" (Ismael Neto e Antônio Maria), que fez sucesso com arranjos do então jovem maestro Antônio Carlos Jobim.

Em 1956, gravou a marcha "De Baixo Pra Cima" (Raul Sampaio e Dantas Ruas), os sambas "Trabalhou, Trabalhou" (Herivelto Martins e José Messias) e "Fita Meus Olhos" (Peterpan), este, seu maior sucesso. No mesmo ano, gravou com destaque o samba canção "Só Louco", de Dorival Caymmi.


Em 1957, gravou os sambas "Vou Perder A Cabeça" (William Duba, Raul Sampaio e Ivo Santos) e "Pagou" (Klécius Caldas e Armando Cavalcanti). No mesmo ano, gravou "Dono Dos Meus Olhos" (Humberto Teixeira) e a toada "Cajueiro Doce" (Manezinho Araújo e Antônio Maria).

Em 1958, gravou seu último disco, antes de abandonar a carreira a fim de se casar, interpretando o fox-trote "No Azul Pintado De Azul" (Modugno e Migliacci), com versão de David Nasser, e o fox "Por Que Chorar?" (T. Snyder, B. Kalmar e H. Ruby), com versão de Juvenal Fernandes.

Em 1977, retornou à carreira artística após longo afastamento, quando foi convidada por Albino Pinheiro para shows da série "Seis e Meia" onde se apresentou com Paulinho da Viola.

Em 1988, passou a integrar o grupo vocal As Cantoras do Rádio, juntamente com Nora Ney, Rosita Gonzalez, Zezé Gonzaga, Ellen de Lima, Carmélia Alves e Ademilde Fonseca. Participou ainda em 1988 do LP duplo "Há Sempre Um Nome De Mulher", produzido por Ricardo Cravo Albin e que alcançou a tiragem de 600 mil cópias, em benefício da Campanha do Aleitamento Materno (LBA / Banco do Brasil).

Gravou com outros cantores os LPs "Velhos Sambas - Velhos Bambas", Vols. 1 e 2" e "Ary Barroso - 90 Anos", em 1992, ambos editados pela Fenab.

Em 13/06/2001, estreou, ao lado de Carmélia AlvesCarminha Mascarenhas e Ellen de Lima o show "As Cantoras Do Rádio: Estão Voltando As Flores", com roteiro e direção de Ricardo Cravo Albin, no Teatro-Café Arena, em Copacabana, no Rio de Janeiro. Nesse show, Violeta Cavalcanti personificava Elizeth Cardoso, Aracy de AlmeidaNora Ney e Dalva de Oliveira, cantando alguns dos sucessos que marcaram as carreiras dessas cantoras, como "Mulata Assanhada" (Ataulfo Alves) e "Não Me Diga Adeus" (Paquito, L. Soberano e J. C. Silva). Segundo Ricardo Cravo Albin, a cantora é a "Clementina de Jesus Branca".

Discografia


  • 2000 - As Eternas Cantoras Do Rádio - Carmélia Alves, Violeta Cavalcanti, Ademilde Fonseca e Ellen de Lima (Leblon Records)
  • 1994 - As Eternas Cantoras Do Rádio, Vol. 2 (CID)
  • 1992 - Ari Barroso - 90 Anos (Fenab)
  • 1991 - As Eternas Cantoras Do Rádio (CID)
  • 1988 - Velhos Sambas - Velhos Bambas - Vol. 1 e 2 (Fenab)
  • 1987 - Há Sempre Um Nome De Mulher (Participação)
  • 1958 - No Azul Pintado De Azul / Por Que Chorar? (Odeon, 78)
  • 1957 - Vou Perder A Cabeça / Pagou (Odeon, 78)
  • 1957 - Dono Dos Teus Olhos / Tão Sozinha (Odeon, 78)
  • 1957 - Cajueiro Doce / Benedito (Odeon, 78)
  • 1956 - De Baixo Pra Cima / Trabalhou, Trabalhou (Odeon, 78)
  • 1956 - Os Olhos Mais Lindos / Fita Meus Olhos (Odeon, 78)
  • 1956 - Os Pobres De Paris / Só Louco (Odeon, 78)
  • 1955 - Deixa Eu, Nego... / Mágoas Sem Solução (Odeon, 78)
  • 1955 - Cartas / Nossa Terra, Nosso Samba (Odeon, 78)
  • 1954 - Vou Levando / Vagalume (Odeon, 78)
  • 1954 - Bonde Errado / Castigo (Odeon, 78)
  • 1954 - Marcha Do Cacoete / Madrugada (Odeon, 78)
  • 1954 - Quando Eu Danço Com Você / Capacho Da Vida (Odeon, 78)
  • 1953 - A Dança Do Macaco / É De Enlouquecer (Sinter, 78)
  • 1953 - Mundo Encantador / Minha Morena (Odeon, 78)
  • 1953 - Espelho Quebrado / Súplica (Odeon, 78)
  • 1951 - Cansei De Chorar / Não Vou Trabalhar (Star, 78)
  • 1951 - Rainha Da Lapa / Marcha Da Luz (Carnaval, 78)
  • 1950 - É Carinho Que Falta / Sabe Lá O Que É Isso (Sinter, 78)
  • 1946 - Aproveita Seu Aristeu / Ontem, Hoje E Amanhã (Continental, 78)
  • 1945 - Aumento De Salário / Cheque À Granel (Continental, 78)
  • 1945 - Quem Mandou Telefonar? / Leilão De Baiana (Continental, 78)
  • 1945 - Vou Tratar De Mim / Tem Tamanduá No Baile (Continental, 78)
  • 1941 - Você Não Nega Que É Palhaço (RCA Victor, 78)
  • 1941 - Mama Meu Netinho / Homem Chorando É Novidade (RCA Victor, 78)
  • 1941 - Meu Dinheiro Tem / Papai Não Vai (RCA Victor, 78)
  • 1941 - O Coelho Sai / Vovô, Vovó, Eu E Você (RCA Victor, 78)
  • 1940 - Vou Sair De Pai João / Pulo Do Gato (RCA Victor, 78)

Indicação: Miguel Sampaio