Chiquinho Brandão

FRANCISCO DE PAULA BRANDÃO BISNETO
(39 anos)
Ator e Músico

* Jaú, SP (20/04/1952)
+ Rio de Janeiro, RJ (04/06/1991)

Logo na adolescência mudou-se para a cidade do Rio de Janeiro.

Chiquinho Brandão acompanhou Elis Regina em 1980, tocando flauta na turnê do espetáculo "Saudades do Brasil".

Por vários anos participou do programa infantil "Bambalalão" da TV Cultura onde fazia o papel do cientista louco chamado Professor Parapopó e manipulava e dublava os bonecos João Balão e Bambaleão, este último também no programa "Bambaleão e Silvana".

Chiquinho Brandão e Maitê Proença
Entre 1982 e 1984 participou do "Grupo Ornitorrinco", sob a direção de Cacá Rosset, período no qual trabalhou na montagem de "Mahagonny Songspiel", de Bertold Brecht e Kurt Weil. Mas seu grande momento no teatro foi em 1988 em "O Amigo da Onça", dirigido por Paulo Betti.

No cinema Chiquinho trabalhou com vários diretores entre eles os cineastas Walter Rogério, André Klotzel, Aloysio Raulino e Alain Fresnot.

Ganhou o prêmio de melhor ator no Festival de Brasília em 1990, pelo filme "Beijo 2348/72" dirigido por Walter Rogério. Trabalhou também em novelas como "Bebê a Bordo" e "Top Model" e nas minisséries "Riacho Doce" e "O Sorriso do Lagarto" para a TV Globo.

Faleceu vítima de um Acidente Automobilístico na Lagoa Rodrigues de Freitas, Rio de Janeiro. Na época do acidente ele estava gravando a minissérie "O Sorriso do Lagarto", e teve que ser substituído por Stephan Nercessian.

Atualmente, no Teatro Casa da Gávea, no Rio de Janeiro, há uma sala em sua homenagem, a Sala Chiquinho Brandão.


Cinema

  • 1992 - El Viaje
  • 1991 - Inspetor Faustão e o Mallandro
  • 1990 - Real Desejo
  • 1990 - Beijo 2348/72
  • 1989 - Lua Cheia
  • 1987 - Anjos da Noite
  • 1986 - Cidade Oculta
  • 1985 - A Marvada Carne
  • 1982 - Noites Paraguaias

Televisão

  • 1991 - O Sorriso do Lagarto ... Chico Bagre
  • 1991 - O Farol ... Dinorá
  • 1990 - Riacho Doce ... Pedro
  • 1989 - Top Model ... Paulo 'Grilo' Octávio
  • 1988 - Bebê a Bordo ... Joca
  • 1987 - Helena

Fonte: Wikipédia

Celly Campello

CÉLIA BENELLI CAMPELLO
(60 anos)
Cantora

* Taubaté, SP (18/06/1942)
+ Campinas, SP (04/03/2003)

Celly Campello foi uma cantora e precursora do rock no Brasil. Também fez uma participação como atriz na novela "Estúpido Cupido".

Depois de casada, passou a assinar Célia Campello Gomes Chacon.

Nascida na capital paulista e criada em Taubaté, Celly começou sua carreira precocemente: dançou "Tico-Tico no Fubá" aos cinco anos numa apresentação infantil. Com seis anos cantou na Rádio Cacique em Taubaté, aonde passou toda sua infância. Se tornou uma das participantes do "Clube do Guri" na Rádio Difusora de Taubaté. Estudou piano, violão e balé durante a infância.

Aos doze anos já tinha o próprio programa de rádio, também na Rádio Cacique. Aos quinze anos de idade (1958) gravou o primeiro disco, em São Paulo no outro lado do primeiro 78 rotações do irmão Tony Campello que a acompanhou em boa parte da carreira como cantora e atriz. Estreou na televisão no programa "Campeões do Disco", da TV Tupi, em 1958.

Em 1959 estreou um programa próprio ao lado do irmão Tony Campello, intitulado "Celly e Tony em Hi-Fi", na TV Record, o qual apresentou por dois anos.

A carreira explodiu em 1959 com a versão brasileira de "Stupid Cupid", que no Brasil virou "Estúpido Cupido". A música foi lançada no programa do Chacrinha e se tornou um sucesso em todo país no ano de 1959. Nesse mesmo ano participou do longa-metragem de Mazzaropi, "Jeca Tatu".

Durante a carreira gravou outros sucessos: "Lacinhos Cor-de-Rosa", "Billy", "Banho de Lua", que lhe renderam inúmeros prêmios e troféus, inclusive no exterior, e lhe deram o título de "Rainha do Rock Brasileiro".

Para tristeza de toda uma geração que se espelhou no trabalho, Celly abandonou a carreira no auge, aos 20 anos, para se casar e morar em Campinas. Isso ocorreu em 1962, com José Eduardo Gomes Chacon, o namorado desde a adolescência.

Celly vinha sendo cogitada para apresentar o programa "Jovem Guarda", na TV Record, ao lado de Roberto e Erasmo Carlos. Como abandonou a carreira, Wanderléa tomou seu lugar.

Em 1976, foi trazida de novo ao sucesso graças a telenovela "Estúpido Cupido", homônimo do grande sucesso, de 1959, na TV Globo, na qual gravou uma participação especial. Incentivada pelo sucesso da novela, tentaria retomar a carreira, chegando a gravar um disco e fazendo alguns espetáculos. Mas com o término da novela, voltou ao ostracismo.

Em 2008, a Rede Globo licenciou as canções "Banho de Lua" e "Broto Legal" para serem utilizadas como música incidental da novela "Ciranda de Pedra". Nenhuma das duas foi incluída no CD de trilha sonora da novela.

Vítima de um Câncer, Celly faleceu no Hospital Samaritano em Campinas. A morte do "Brotinho de Taubaté", como era chamada, foi uma grande perda para o Brasil.

Fonte: Wikipédia

Jessé

JESSÉ FLORENTINO SANTOS
(41 anos)
Cantor

* Niterói, RJ (25/04/1952)
+ Cajati, SP (29/03/1993)

Jessé foi criado em Brasília. Mudou-se para São Paulo já adulto, e atuou como crooner em boates. Depois, integrou os grupos Corrente de Força e Placa Luminosa, animando bailes por todo o Brasil.

Ainda nos anos 70, também chegou a gravar em inglês com o pseudônimo de Tony Stevens. Foi revelado ao grande público em 1980, no Festival MPB Shell da Rede Globo com a música "Porto Solidão" (Zeca Bahia e Ginko), seu maior sucesso, ganhando prêmio de melhor intérprete.


Em 1983, ganhou o XII Festival da Canção Organização (ou Televisão Ibero-Americana) realizado em Washington, com os prêmios de melhor intérprete, melhor canção e melhor arranjo para "Estrelas de Papel" (Jessé e Elifas Andreato).

De voz muito potente, no decorrer de sua carreira Jessé gravou 12 discos, como os álbuns duplos "O Sorriso ao Pé da Escada" e "Sobre Todas as Coisas", mas nunca conseguiu os louros da crítica especializada.

Morreu aos 41 anos, em 29 de março de 1993 vítima de um Traumatismo Craniano sofrido em acidente automobilístico quando se dirigia para a cidade de Terra Rica, no Paraná, para fazer um espetáculo.

Fonte: Wikipédia

Daniella Perez

DANIELLA PEREZ GAZOLLA
(22 anos)
Atriz e Bailarina

* Rio de Janeiro, RJ (11/08/1970)
+ Rio de Janeiro, RJ (28/12/1992)

Daniella Perez Gazolla foi uma atriz e bailarina, casada com o ator Raul Gazolla e filha da autora de telenovelas Glória Perez.

Na TV, Daniella Perez participou das novelas "De Corpo e Alma", "O Dono do Mundo" e "O Bofe", todas na TV Globo e "Kananga do Japão" na TV Manchete.

Daniella tinha 22 anos quando foi brutalmente assassinada pelo seu colega de trabalho, o ex-ator Guilherme de Pádua, 23 anos à época, e sua esposa Paula Nogueira Thomaz, 19 anos à época, que estava grávida.


O Assassinato

Em 1992 a atriz Daniella Perez interpretava a personagem Yasmin na novela "De Corpo e Alma" de autoria de sua mãe Glória Perez, par romântico do personagem Bira, vivido pelo ator Guilherme de Pádua.

Na tarde do dia 28 de dezembro, Daniella e Guilherme gravaram a cena do fim do romance de Yasmin e Bira, logo após a cena, o ator teve uma crise de choro e procurou inquieto por Daniella por diversas vezes no camarim, o que foi presenciado por camareiras do estúdio. Segundo as camareiras ele entregou a Daniella dois bilhetes mas a jovem se recusou a dizer do que se tratavam, apenas aparentou grande nervosismo.

No fim da tarde, Guilherme de Pádua deixou o estúdio Tycoon na Barra da Tijuca onde a novela era gravada, foi até seu apartamento na Avenida Atlântica em Copacabana e buscou sua mulher Paula Nogueira Thomaz, grávida de 4 meses.

Munidos de um lençol e um travesseiro, o casal deixou o prédio novamente em direção ao estúdio Tycoon, onde Daniella continuava gravando. Ao chegar ao local, Paula Thomaz ficou esperando no estacionamento deitada no banco de trás do Santana de  Guilherme de Pádua, coberta com um lençol enquanto o ator retornou ao estúdio.

Daniella e sua mãe Glória Perez
Por volta de 21:00 hs, Daniella acabou de gravar suas cenas e deixou os estúdios se dirigindo ao estacionamento na companhia de Guilherme de Pádua. No estacionamento tiraram fotos com fãs e após as fotos, depois de uma conversa, a atriz saiu do estúdio dirigindo seu Escort, logo após Guilherme de Pádua saiu atrás dirigindo seu Santana.

Minutos depois, Daniella parou no Posto Alvorada localizado na Avenida Alvorada para abastecer. Na saída do posto, seu carro foi fechado pelo Santana de Guilherme de Pádua que a esperava no acostamento. Após a fechada, os dois descem de seus respectivos carros e Guilherme de Pádua desfere um soco no rosto da atriz que cai desacordada. Soco esse que foi presenciado por dois frentistas do posto.

Guilherme de Pádua então colocou a atriz desacordada no banco de trás de seu Santana, que passou então a ser dirigido por Paula Thomaz. Guilherme de Pádua tomou a direção do Escort de Daniella e ambos sairam do posto em direção à Avenida das Américas. Da Avenida das Américas, os carros entraram na Rua Cândido Portinari, uma rua deserta da Barra da Tijuca, e pararam em um terreno baldio.

No terreno baldio, Guilherme de Pádua e Paula Thomaz começam a apunhalar Daniella dentro do carro, depois transportaram o corpo da atriz para o matagal onde continuam as estocadas, com uma tesoura. A perícia comprovou que Daniella Perez foi morta com 18 estocadas que atingiram o pulmão, o coração e o pescoço da atriz. O advogado Hugo da Silveira passava pelo local do crime, achou estranho dois carros parados em um local ermo, e pensando se tratar de um assalto, anotou as placas e põde ver que um casal estava no Santana, podendo ver também uma mulher de rosto redondo que concluiu se tratar de Paula Thomaz, posteriormente reconhecida pela testemunha. Hugo da Silveira após chegar em casa chamou a polícia.

A polícia ao chegar ao local, só encontrou o Escort de Daniella. Enquanto um policial ia comunicar o descobrimento do veículo, outro policial se escondeu atrás de uma moita, pelo fato do local ser muito perigoso e aí foi encontrado o corpo de Daniella.

Na delegacia, Guilherme de Pádua e Paula Thomaz chegaram a consolar a mãe e o marido da atriz, o ator Raul Gazolla.

A polícia com a placa do carro anotada foi até os estúdios Tycoon e descobiu ser do carro do ator Guilherme de Pádua, porém a placa anotada foi OM-1115 e placa do ator na planilha do estúdio era LM-1115, o que mais tarde se comprovou que a placa foi adulterada pelo ator, transformado o L em um O, fato que ajudou a derrubar a versão da defesa de crime passional, uma vez que não se adultera placa de carro em crime passional. Assim a polícia chegou ao suspeito.

Na manhã do dia 29 de dezembro, a polícia chegou ao apartamento de Guilherme de Pádua e ele foi levado para a delegacia. Inicialmente o ator negou a autoria do crime mas no mesmo dia acabou confessando. Numa conversa com os policiais, Paula Thomaz chegou a confessar a participação no crime, mas em depoimento negou a autoria do crime, o delegado do caso também chegou a ouvir um telefonema de Guilherme de Pádua para Paula Thomaz, em que ele dizia para ela que iria segurar tudo sozinho, assim a polícia também passou a suspeitar de Paula Thomaz.

Guilherme de Pádua e Paula Thomaz ficaram presos definitivamente no dia 31 de dezembro .

Guilherme de Pádua em seus depoimentos afirmou que cometeu o crime sozinho, sob forte tensão emocional, afirmando que Daniella o assediava, pressionando para que ele terminasse seu casamento com Paula Thomaz e assumisse um romance com ela. Em agosto de 1993, o ator mudou seu depoimento, afirmando que Paula Thomaz também estava no local do crime. No entanto, Paula Thomaz sempre negou estar no local, acusando Guilherme de Pádua de ter matado Daniella sozinho.

Daniella e Stênio Garcia
Repercussão

O país acordou chocado com a brutalidade do assassinato, mais tarde a indignação seria ainda maior ao saber que o assassino era o ator Guilherme de Pádua.

No mesmo dia, 29 de dezembro, o presidente Fernando Collor de Mello renunciava à Presidência da República, mas o assassinato dominou as rodas de conversas de todo o país. Uma multidão se concentrou na porta da delegacia. O crime foi destaque em todos os telejornais no Brasil e até no exterior, como na CNN americana e na BBC de Londres.

Emenda Popular

A indignação popular que se seguiu a esse episódio, resultou na alteração, por iniciativa da autora Glória Perez, da Lei dos Crimes Hediondos, que conseguiu mais de 1 milhão de assinaturas: a partir daí, o homicídio qualificado (praticado por motivo torpe ou fútil, ou cometido com crueldade) passou a ser incluído na Lei dos Crimes Hediondos, que não permite pagamento de fianças e impõe que seja cumprido um tempo maior da pena para a progressão do regime fechado ao semi-aberto. Em 2006, o Supremo Tribunal Federal considerou inconstitucional a proibição de progressão de regime.

Daniella e Fábio Assunção
Julgamento

Guilherme de Pádua Thomaz foi levado a julgamento em janeiro de 1997. Em depoimento, afirmou que Paula Thomaz deu as tesouradas sozinha, e que Daniella tinha ido ao local do crime por sua própria vontade, o ator disse também que levou a atriz ao local do crime para provar para sua esposa Paula Thomaz que não tinha um caso com Daniella.

Em 23 de janeiro, o júri condenou o ator por 5 votos a 2. O juiz José Geraldo Antônio leu a sentença de 19 anos de prisão sob forte aplauso da platéia no Tribunal.

Em Maio de 1997, foi a vez de Paula Nogueira Thomaz ir a júri popular. Em depoimento Paula Thomaz negou estar no local do crime alegando uma versão fantasiosa de que teria passado 8 horas no Barra Shopping sendo que não foi vista por ninguém, nem apresentou nenhuma prova que estivesse no local.

Em 16 de maio, Paula Thomaz foi condenada pelo júri por 4 votos a 3, a leitura da sentença pelo juiz José Geraldo Antônio, que condenou a ré a 18 anos e seis meses, foi transmitida ao vivo pela TV.

Prisão

Na prisão, nasceu o filho de Paula Thomaz e Guilherme de Pádua, Felipe, em maio de 1993.

O casal se divorciou ainda na prisão após a mudança da versão de Guilherme de Pádua para o crime, ao dizer que Paula Thomaz também participou.

Ambos saíram da cadeia antes de cumprirem 7 anos de pena em 1999, o que gerou muita indignação.

Daniella e seu esposo Raul Gazolla
Motivação do Crime

A versão provada no tribunal da motivação do crime, foi a apresentada pelo promotor Maurício Assayag e pelo advogado de acusação Arthur Lavigne. Segundo ela, Guilherme de Pádua era quem assediava Daniella. Dias antes do crime, Guilherme de Pádua teria ficado inseguro ao receber os capítulos da novela e visto que ele não estaria em 2 capítulos, pensou que seu personagem estava diminuindo por influência de Daniella que era filha da autora. Supondo que Daniella havia contado à mãe das suas investidas, o ator armou a mão da esposa, que tinha muito ciúmes de Daniella.

Fonte: Wikipédia e Daniella Perez - Arquivos de um Processo

Sandra Bréa

SANDRA BRÉA BRITO
(47 anos)
Atriz

* Rio de Janeiro, RJ (11/05/1952)
+ Rio de Janeiro, RJ (04/05/2000)

Sandra Bréa iniciou sua carreira aos treze anos, como modelo. Aos quatorze, seguiu para o teatro de revista do Rio de Janeiro, a conselho de sua amiga Leila Diniz, onde estrelou "Poeira de Ipanema".

Como atriz estreou, em 1968, na peça "Plaza Suite", tendo sido escolhida para o papel pelo diretor João Bethencourt e pela atriz Fernanda Montenegro.

Contratada por Moacyr Deriquém, foi trabalhar na Rede Globo, estreando na telenovela "Assim na Terra Como no Céu".

Seu primeiro grande papel, porém, foi no clássico "O Bem Amado", de Dias Gomes, interpretando Telma a filha do prefeito Odorico Paraguaçu. Em seguida, atuou em "Os Ossos do Barão" e "Corrida do Ouro", todas na Rede Globo. Outras novelas de que participou foram "Escalada", "O Pulo do Gato", "Memórias de Amor" e "Elas Por Elas".

Em 1983, ela trocou a TV Globo pela TV Bandeirantes e estrelou a novela "Sabor de Mel", de Jorge Andrade, ao lado de Raul Cortez.

Anos mais tarde de volta à TV Globo, atuou em "Bambolê" (1987), de Daniel Más, interpretando a "Condessa Von Trop", "Pacto de Sangue" (1989) de Sérgio Marques, como Francisca Matoso, e seu último trabalho em novelas completo, "Felicidade" (1991), de Manoel Carlos, como Rosita.

Logo que estreou na televisão, Sandra Bréa começou a fazer não apenas novelas, mas também shows, como "Faça Humor, Não Faça a Guerra", onde conheceu Luiz Carlos Miéle, que veio a ser seu parceiro em uma série de apresentações que misturavam canto, dança e humor, principalmente no programa "Sandra e Miéle", também da TV Globo.

Muito bonita, Sandra Bréa foi um dos principais símbolos sexuais do Brasil, principalmente na década de 70, tendo posado nua diversas vezes para as revistas como Status, Playboy, entre outras. Sua beleza também rendeu convites para muitos filmes, como "Sedução", "Cassy Jones, o Magnífico Sedutor", "Amada Amante", "Herança dos Devassos", "Um Uísque Antes, Um Cigarro Depois", "Os Mansos", "Sede de Amar" e "Convite ao Prazer".

Seus primeiros nus foram feitos ainda na década de 70, em pleno Regime Militar, quando esse tipo de coisa era bem menos comum.

A carreira da atriz, que também participou de várias montagens teatrais foi sempre marcada por muito incidentes. Em 1972, casou-se com o empresário Eduardo Espínolla Netto, de quem se separou 3 anos depois. Nesse mesmo ano, durante a temporada da peça "Liberdade Para as Borboletas", ela cortou a mão com uma faca em uma das cenas e teve uma hemorragia, tendo que se submeter a uma tranfusão de sangue nos próprios bastidores. Dois anos depois, quando excursionava com o espetáculo "Regina, Mon Amour", sofreu outra hemorragia no palco, agora em razão de um aborto por causa de uma gravidez tubária.

A atriz casou-se mais duas vezes, com o fotógrafo Antonio Guerreiro (1978) e com o empresário gaúcho Arthur Guarisse (1983). Se envolveu em um escândalo em 1977 quando apareceu nua na sacada do hotel em que estava hospedada com o primeiro marido em Porto Alegre, e discutiu com o mesmo que também estava nu.

Saúde e Morte

Desde que anunciou que era soropositiva, Sandra Bréa se afastou de tudo e de todos. Em dezembro de 1999, seus médicos detectaram um Tumor Maligno no pulmão em estágio avançado e lhe deram seis meses de vida. No mês seguinte, foi internada e submetida a uma biópsia. A proposta foi de um tratamento à base de quimioterapia e radioterapia. Sandra recusou. Escondeu por um tempo sobre a doença. Quando revelou-a, primeiramente disse ter se infectado em uma doação de sangue contaminado, pois em 1991 sofreu um grave acidente de carro em que precisou de transfusão. Porém, pesquisas constataram, que naquela época só eram infectadas mulheres no interior, onde não havia uma fiscalização adequada.

No final de abril de 2000, já praticamente sem voz, com muitas dores, insuficiência respiratória e febre, a atriz concordou em receber um oncologista.

Em 2 de maio de 2000, ela foi levada ao Hospital Barra D'or para fazer uma tomografia computadorizada. Não soube o resultado, pois morreu dois dias depois em sua casa, em Jacarepaguá. "Não morrerei de Aids", dizia, "Vou morrer como qualquer um, atropelada".

Ela deixou um filho adotado, Alexandre Bréa Brito, com quem alegadamente estava brigada à época de sua morte.

Fonte: Dramaturgia Brasileira - In Memoriam

Carlos Eduardo Dolabella

CARLOS EDUARDO BOUÇAS DOLABELLA
(65 anos)
Ator

* Rio de Janeiro, RJ (11/06/1937)
+ Rio de Janeiro, RJ (26/05/2003)

Carlos Eduardo Bouças Dolabella foi um dos grandes galãs das telenovelas brasileiras nos anos 70 e 80. Foi casado com a atriz Pepita Rodrigues, com quem teve 2 filhos, entre eles o também ator Dado Dolabella. Teve mais dois filhos de outro casamento.

Em 37 anos de profissão, Dolabella fez 29 novelas, quatro minisséries e 13 casos especiais. No teatro, participou de 16 peças e no cinema atuou em 15 filmes.

Formado em Relações Públicas na Suíça, onde aprendeu um falar cinco idiomas, Dolabella ganhou seu primeiro prêmio de melhor ator em 1962, ao participar de um festival de teatro amador.

Em 1965, fez seu primeiro trabalho como profissional, atuando na peça "A Dama do Maxim's", junto de Tônia Carrero e Paulo Autran. Na TV, estreou em 1966 na novela "O Amor Tem Cara de Mulher", de Cassiano Gabus Mendes.

Em 1970, interpretou o Delegado Falcão em "Irmãos Coragem" e em 1972 fez "Selva de Pedra", ambas grandes sucesso de Janete Clair. Em 1973 participou de "O Bem Amado", de Dias Gomes, como Neco Pedreira. Em "O Pagador de Promessas", de 1988, fez Tião Gadelha.

Participou, também uma das novelas "A Próxima Vítima" e "Por Amor".

O ator trabalhou também na novela "Força de um Desejo" (1999), nas minisséries "Labirinto" (1998), "A Muralha" (2000) e "Engraçadinha: Seus Amores e Seus Pecados" (1995).

Seu último trabalho na TV foi na novela "Porto dos Milagres", em 2001.


Morte

Carlos Eduardo Dolabella morreu na noite de 26/05/2003, aos 65 anos, no Hospital Samaritano, em Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro, onde estava internado desde 12/02/2003 devido a uma arritmia cardíaca. Ele teve falência múltipla dos órgãos.

Dolabella sofria de diabetes, insuficiência renal crônica, osteomielite (inflamação óssea) e estava com pneumonia. Há cerca de dez dias, seu estado já era grave. Na ocasião, os médicos disseram que o ator estava sedado, respirando com ajuda de aparelhos e monitorado permanentemente.

Em julho de 2002, Dolabella passou por uma cirurgia de cinco horas no Hospital Pró-Cardíaco, também em Botafogo, após um enfarte, e recebeu três pontes de safena. Em março, passou por uma angioplastia devido a outro enfarte.



Televisão

  • 2001 - Porto dos Milagres ... Comendador Severo
  • 2000 - A Muralha ... João Antunes
  • 1999 - Força de um Desejo ... Comendador Queiroz
  • 1998 - Sai de Baixo ... Tomas Antibes (Episódio "Botando os Bofes Pra Fora")
  • 1998 - Torre de Babel ... Fernando Pagão
  • 1998 - Meu Bem Querer ... Fazendeiro Goiano
  • 1998 - Labirinto ... Cerqueira
  • 1997 - Por Amor ... Arnaldo de Barros Motta
  • 1996 - O Campeão ... Drummond
  • 1995 - A Próxima Vítima ... Giggio de Angelis
  • 1995 - Engraçadinha: Seus Amores e Seus Pecados ... Pai de Cadelão
  • 1994 - Incidente em Antares ... Quintiliano do Vale
  • 1991 - O Guarani ... D. Antônio de Mariz
  • 1990 - Kananga do Japão ... Orestes
  • 1988 - O Pagador de Promessas ... Tião Gadelha
  • 1986 - Hipertensão ... Marcos
  • 1984 - Amor Com Amor se Paga ... Bruno
  • 1983 - Eu Prometo ... Advogado Criminalista (Participação Especial)
  • 1983 - Louco Amor ... Fernando Lins
  • 1980 - Água-Viva ... Heitor
  • 1980 - O Bem-Amado (Seriado) ... Neco Pedreira
  • 1979 - Pai Herói ... Promotor
  • 1978 - Sinal de Alerta ... Chico Tibiriçá
  • 1977 - O Astro ... Natal
  • 1977 - Espelho Mágico ... Edgar Rabelo
  • 1976 - Saramandaia ... Homão
  • 1975 - Bravo! ... Edu Ribas
  • 1974 - O Espigão ... Marcito Camará
  • 1973 - O Bem-Amado ... Neco Pedreira
  • 1972 - Selva de Pedra ... Caio
  • 1971 - O Homem Que Deve Morrer ... Cesário
  • 1970 - Irmãos Coragem ... Diogo Falcão
  • 1969 - Véu de Noiva ... Armando
  • 1969 - Rosa Rebelde ... Ludovico
  • 1967 - Sangue e Areia ... Canabarro
  • 1967 - A Rainha Louca ... Don Juan
  • 1966 - O Amor Tem Cara de Mulher
  • 1965 - Coração


Cinema

  • 1994 - Boca
  • 1990 - O Mistério de Robin Hood
  • 1979 - O Caso Cláudia
  • 1979 - Dani, um Cachorro Muito Louco
  • 1976 - O Pai do Povo
  • 1976 - O Flagrante
  • 1974 - Gente Que Transa
  • 1974 - Motel
  • 1974 - A Estrela Sobe
  • 1973 - As Moças Daquela Hora
  • 1973 - O Descarte
  • 1972 - Revólveres não Cospem Flores
  • 1969 - O Matador Profissional
  • 1969 - Os Raptores
  • 1969 - Matou a Família e Foi ao Cinema
  • 1968 - As Sete Faces de um Cafajeste
  • 1968 - A Noite do Meu Bem
  • 1967 - Tarzan e o Grande Rio (Não Creditado)
  • 1967 - Carnaval Barra Limpa
  • 1966 - Engraçadinha Depois dos Trinta


Fonte: WikipédiaEstadão e Terra

Jardel Filho

JARDEL FREDERICO DE BÔSCOLI FILHO
(55 anos)
Ator

* Rio de Janeiro, RJ (24/07/1927)
+ Rio de Janeiro, RJ (20/02/1983)

A arte de representar, em todas as suas facetas esteve presente na vida de Jardel Filho todos os dias, do primeiro ao último. Nascido em família tradicional de artistas, seu pai foi o empresário teatral Jardel Jercolis e sua mãe a atriz Lídia Bôscoli, tendo seu parto acontecido em São Paulo durante uma temporada artística da companhia paterna naquela cidade.

Por dificuldades financeiras, sua mãe ficou mais de um mês na maternidade até que houvesse como pagar o parto e retornar ao Rio de Janeiro. Na adolescência tentou a carreira militar, mas o chamado do palco acabou por leva-lo ao teatro, onde estreou na Companhia Dulcina e Odilon, trabalhando a seguir com Bibi Ferreira e Henriette Morineau. Sua primeira experiência de uma longa carreira cinematográfica - que como a de muitos seus colegas se desenvolveu paralela à televisão - foi em "Dominó Negro" em 1949.

Foi aluno do Colégio Militar do Rio de Janeiro e estreou no teatro aos dezesseis anos, com a peça "Desejo", de Eugene O'Neill, em montagem dirigida por Ziembinski. Pela interpretação, recebeu o prêmio de Revelação do Ano.

Com a morte do pai e levado pelas mãos de Miroel Silveira, Jardel entrou para o teatro na década de 40 e nunca mais largou a carreira artística.

Com a peça "Jezebel", ganhou medalha de ouro da ABCT. Trabalhou na Companhia Cinematográfica Vera Cruz, para a qual fez, entre outros, filmes como "Floradas na Serra" e "Uma Pulga na Balança".

Fez parte do elenco de trinta filmes, entre outros, "Macunaíma", de Joaquim Pedro de Andrade, "Pixote, a Lei do Mais Fraco", de Héctor Babenco, "Terra em Transe", obra-prima de Glauber Rocha e filme emblemático do Cinema Novo, "O Bom Burguês" de Oswaldo Caldeira, em 1982 e "Rio Babilônia" de Neville D'Almeida que foi seu último trabalho no cinema e que estreou depois da morte do ator.

Versátil, trabalhou muito em televisão, onde atuou em 17 novelas e minisséries, como "O Bofe", de Bráulio Pedroso, "Verão Vermelho" e "O Bem Amado", de Dias Gomes, "O Homem Que Deve Morrer", "Fogo Sobre Terra" e "Coração Alado", todas de Janete Clair, "Brilhante" de Gilberto Braga, "O Espantalho" de Ivani Ribeiro e "Memórias de Amor" de Wilson Aguiar Filho.

Ele morreu em plena atividade, vítima de um Ataque Cardíaco em sua casa numa manhã de sábado, quando gravava os últimos vinte capítulos da novela "Sol de Verão", escrita por Manoel Carlos, na Rede Globo, fazendo com que o fim do folhetim fosse antecipado. Seu personagem Heitor saiu da trama com uma viagem repentina.

Foi homenageado no ano de seu falecimento pelo então governador Chagas Freitas que batizou o recém-construído viaduto da Rua Soares Cabral com seu nome.

Foi casado com a empresária Maria Augusta Nielsen e com as atrizes Márcia de Windsor, Glauce Rocha e Myriam Pérsia. Deixou duas filhas, Tânia Bôscoli, também atriz, e Adriana de Bôscoli, atriz e produtora, filha de Beth, sua última esposa, deixando como netos José Maria e Frederico de Boscoli.


Cinema

  • 1982 - O Segredo da Múmia
  • 1982 - Rio Babilônia
  • 1981 - PixoteA Lei do Mais Fraco
  • 1981 - O Bom Burguês
  • 1978 - A Batalha dos Guararapes
  • 1977 - A Menor Violentada
  • 1976 - Tangarela, a Tanga de Cristal
  • 1974 - A Viúva Virgem
  • 1972 - Roleta Russa
  • 1971 - Os Devassos
  • 1969 - Sete Homens Vivos ou Mortos
  • 1969 - A Um Pulo da Morte
  • 1969 - Macunaíma
  • 1968 - Antes, o Verão
  • 1968 - O Homem Que Comprou O Mundo
  • 1968 - As Três Mulheres de Casanova
  • 1967 - Meus Amores no Rio
  • 1967 - Terra em Transe
  • 1966 - Paraíba, Vida e Morte de um Bandido
  • 1965 - 22-2000 Cidade Aberta
  • 1964 - Crônica da Cidade Amada
  • 1963 - Barcos de Papel
  • 1962 - Setenta Vezes Sete
  • 1962 - Buscando a Mónica
  • 1962 - Carnaval do Crime
  • 1960 - Esse Rio Que Eu Amo
  • 1960 - Cidade Ameaçada
  • 1959 - Moral em Concordata
  • 1959 - Meus Amores no Rio
  • 1955 - Leonora dos Sete Mares
  • 1955 - Sonho de Outono
  • 1954 - Floradas na Serra
  • 1954 - Paixão Tempestuosa
  • 1953 - Santa de um Louco
  • 1953 - Toda a Vida em Quinze Minutos
  • 1949 - Pra Lá de Boa
  • 1949 - Dominó Negro

Televisão

  • 1965 - 22-2000 Cidade Aberta ... Márcio Moura
  • 1964 - O Acusador
  • 1968 - Ana
  • 1969 - A Ponte dos Suspiros ... Capitão Altieri
  • 1970 - Verão Vermelho ... Carlos
  • 1970 - Assim na Terra como no Céu ... Renatão
  • 1971 - O Homem que Deve Morrer ... Otto von Müller
  • 1972 - O Bofe ... Dorival
  • 1973 - O Bem Amado ... Drº Juarez Leão
  • 1974 - Fogo Sobre Terra ... Diogo
  • 1977 - O Espantalho ... Rafael
  • 1978 - Sinal de Alerta ... Rudi Caravaglia
  • 1979 - Memórias de Amor ... Aristarco
  • 1980 - Olhai os Lírios do Campo ... Felipe Lobo
  • 1980 - Coração Alado ... Tássio Von Strauss
  • 1981 - Brilhante ... Bruno
  • 1982 - Sol de Verão ... Heitor

Fonte: Wikipédia

Márcia de Windsor

MÁRCIA COUTO BARRETO
(49 anos)
Atriz, Vedete, Jurada e Apresentadora de TV

* Ouro Preto, MG (03/10/1933)
+ São Paulo, SP (04/08/1982)

Márcia Couto Barreto, verdadeiro nome de Márcia de Windsor, foi uma atriz brasileira nascida em Ouro Preto, MG, no dia 03/10/1933. Era descendente de duas famílias tradicionais de Ouro Preto e Diamantina, e desde pequena essa mineira demonstrava muita classe e elegância. Resolveu romper com as tradições da família aos 17 anos quando decidiu se casar com um fazendeiro 25 anos mais velho que ela, em Ilhéus, na Bahia. O casamento gerou dois filhos, o também ator Arlindo Barreto e Gilberto Márcio, e não durou mais do que cinco anos.

Cantar era seu hobby, e o sucesso e a opção pela carreira artística vieram no final da década de 50 quando ela já morava no Rio de Janeiro.

Márcia Couto Barreto estreou como vedete em um show na reabertura do Copacabana Palace, em 1958 ao lado de Elizeth Cardoso e Consuelo Leandro, e o nome artístico adotado foi uma sugestão do jornalista Stanislaw Ponte Preta que disse que ela lembrava uma Duquesa de Windsor.

Estreou na TV Rio como cantora e apresentadora. Na TV Record apresentou o programa "Acumulada Musical" ao lado do comediante Renato Corte Real.

Famosa jurada dos programas "A Grande Chance" e "Boa Noite Brasil", de Flávio Cavalcanti, destacou-se mesmo com seu comportamento extremamente bondoso para com os calouros e os gestos suaves e elegantes, que tornaram-se sua marca registrada. E tinha um jargão que ficou famoso: "Nota 10".

Atuou em cerca de 15 novelas. Na TV Globo fez "O Sheik de Agadir" (1966) e "A Última Testemunha" (1968). Na TV Excelsior fez várias novelas, como "Os Fantoches" (1967), "A Menina do Veleiro Azul" (1969) e "Os Estranhos" (1969)Na TV Tupi, Márcia de Windsor atuou em "Na Idade do Lobo" (1972), "O Profeta" (1977) e "Cara a Cara" (1979). Na TV Bandeirantes, participou de "Venha Ver o Sol na Estrada" (1973), "Cavalo Amarelo" (1980) e "Ninho de Serpente" (1982).


Morte

Márcia de Windsor morreu vítima de um infarto agudo no quarto que ocupava no Hotel San Raphael, em São Paulo, no dia 04/08/1982. Ela estava na capital paulista para gravar os últimos capítulos da novela "Ninho da Serpente" para a Rede Bandeirantes, na qual interpretava Jerusa e na noite anterior ao infarto havia participado de um programa diário da emissora, o "Boa noite Brasil", onde tinha um quadro semanal, "Meu Netinho é Uma Graça".


Trabalhos


Cinema
  • 1958 - Comercial Toddy
  • 1962 - As Sete Evas
  • 1964 - Sangue na Madrugada
  • 1964 - Crônica da Cidade Amada
  • 1967 - O Mundo Alegre de Helô
  • 1969 - A um Pulo da Morte
  • 1978 - A Força do Sexo

Televisão
  • 1964 - O Acusador
  • 1965 - 22-2000 Cidade Aberta (Série)
  • 1965 - TNT (Série)
  • 1966 - O Sheik de Agadir
  • 1967 - Os Fantoches
  • 1968 - A Última Testemunha
  • 1969 - A Menina do Veleiro Azul
  • 1969 - Os Estranhos
  • 1970 - E Nós, Aonde Vamos?
  • 1972 - Bel-Ami
  • 1972 - Na Idade do Lobo
  • 1973 - Venha Ver o Sol na Estrada
  • 1977 - O Profeta
  • 1979 - Cara a Cara
  • 1980 - Cavalo Amarelo
  • 1981 - Os Adolescentes
  • 1982 - Ninho da Serpente


Fonte: Wikipédia

Marcelo Ibrahim

MARCELO IBRAHIM
(24 anos)
Ator

* Rio de Janeiro, RJ (1962)
+ Rio de Janeiro, RJ (03/07/1986)

Adepto da malhação, seu primeiro sucesso no teatro foi em 1985 com a peça "Rocky Stallone", escrita especialmente para ele por sua semelhança de rosto e de físico como ator estadunidense Sylvester Stallone.

Na televisão estreou também em 1985, na Rede Globo, na telenovela "Um Sonho a Mais", vivendo o personagem Beto.

Em 1986 participou do remake da telenovela "Selva de Pedra", como Gastão, e do filme "Os Trapalhões e o Rei do Futebol". Participou também da série "Armação Ilimitada".

Faleceu aos 24 anos quando se preparava para estrelar a peça "Segura o Afonso Pra Mim".

Namorou com a atriz Suzana Queiroz (1982-1983), com a cantora Neuzinha Brizola (1985), com a atriz Cláudia Magno (1985) e com a atriz Débora Duarte (1985-1986).


Em sua página pessoal, Emílio Ibrahim pai de Marcelo Ibrahim escreveu o depoimento abaixo que acho de extrema importância que seja divulgado:

Na condição de pai do ator Marcelo Ibrahim, não poderia no contexto deste meu resumo biográfico, deixar de exprimir os meus mais caros sentimentos de saudade e inconformismo pelo seu prematuro falecimento, que nos deixou a todos, os seus familiares e amigos, desconsolados e tristemente atingidos por tão inesperado e doloroso desenlace.

Mas em razão da inexata e inverídica divulgação, na mídia eletrônica, da causa mortis de seu óbito, sinto-me na indeclinável obrigação de repor, documentadamente, a verdade dos fatos, transcrevendo a seguir, o teor ipsis litteris do laudo médico emitido, em 12 de julho de 1986, à época da morte de Marcelo, pela Drª Emília N. Xavier, profissional que exerce suas atividades no Hospital São Vicente, do Rio de Janeiro, onde se deu seu falecimento:

"Os testes imunológicos realizados no paciente Marcelo Ibrahim pelo Drº Carlos Loja, consistiram de investigação dos dois tipos de imunidade, celular e humoral, e pesquisa de HTLV3. Os resultados demonstraram que não havia deficiência na produção de anticorpos, que sua imunidade celular no momento da doença estava diminuída em função da agudicidade do quadro infeccioso e que O HTLV3 foi negativo. Isso ressalta o fato de que a infecção grave quando ocorre não é somente pela baixa da imunidade, mas pela virulência e toxinas liberadas pelo micro organismo causador, como neste caso, levando a um quadro irreversível de Pulmão de Choque."

Não obstante decorrido um longo período desde a ocorrência do óbito, tomo agora a iniciativa de, mais uma vez, rechaçar essa informação que ainda perdura na internet, inteiramente destituída de fundamento e veracidade, divulgada de forma irresponsável e leviana, sem o mínimo de cuidado de subsidiar-se de documentos médicos oficiais sobre o caso, como o fiz tão logo ocorreu o óbito, divulgando, à época, junto à imprensa, a verdadeira causa do falecimento do Marcelo, em razão do meu dever paterno de zelar pela memória do meu querido filho, desafortunadamente afastado do meu convívio, e de restabelecer a verdade sobre a causa da dolorosa ocorrência.

Abaixo, o laudo médico emitido pela Drª Emília N. Xavier, em 12 de julho de 1986.


Fonte: Wikipédia e Eng. Emílio Ibrahim

Cláudia Magno

CLÁUDIA MAGNO DE CARVALHO
(35 anos)
Atriz e Dançarina

* Rio de Janeiro, RJ (10/02/1958)
+ Rio de Janeiro, RJ (06/01/1994)

Em 1982, participou do filme "Menino do Rio", grande sucesso entre os jovens, que lhe abriu as portas no cinema e na TV. No mesmo ano, estreou na televisão na novela "Final Feliz".

Seguiram-se as novelas "Champagne" (1983), "Viver a Vida" (1984), "Roda de Fogo" (1986), "Fera Radical" (1988), "Bebê a Bordo" (1988), "Tieta" (1989), "Meu Bem, Meu Mal" (1990), "O Dono do Mundo" (1991), "Felicidade" (1991) e "Sonho Meu" (1993).


No cinema, participou dos filmes "Garota Dourada" (1983) e "Presença de Marisa" (1988).

Na televisão, Cláudia Magno fez novelas na TV Globo e na TV Manchete.

Cláudia Magno foi namorada do ator e modelo Marcelo Ibrahim.

Morreu vítima de Insuficiência Respiratória Aguda, em decorrência do vírus da AIDS.

Quando faleceu, Cláudia estava trabalhando na telenovela "Sonho Meu", na qual vivia a enfermeira Josefina, e ensaiava um musical com o ator Jonas Bloch.

Televisão

  • 1982 - Final Feliz ... Bartira
  • 1983 - Champagne ... Mariah
  • 1984 - Viver a Vida ... Maria Eduarda
  • 1985 - Tudo em Cima ... Carmem
  • 1985 - Um Sonho a Mais ... Regina
  • 1986 - Roda de Fogo ... Vera dos Santos
  • 1988 - Fera Radical ... Vick
  • 1988 - Bebê a Bordo ... Gilda
  • 1989 - Tieta ... Silvana
  • 1990 - Mãe de Santo
  • 1990 - Meu Bem, Meu Mal ... Eulália
  • 1991 - Filhos do Sol ... Ludmila
  • 1991 - O Dono do Mundo ... Flávia Araripe
  • 1991 - Felicidade ... Renée
  • 1993 - Sonho Meu ... Josefina

Cinema

  • 1981 - Menino do Rio ... Patrícia Monteiro
  • 1984 - Garota Dourada ... Patrícia
  • 1988 - Presença de Marisa

Teatro

  • 1985 - Rosa Tatuada
  • 1993 - Fora de Controle

Fonte: Wikipédia

Miriam Pires

MIRIAM DE SOUZA PIRES
(73 anos)
Atriz

* Rio de Janeiro, RJ (20/04/1931)
+ Rio de Janeiro, RJ (07/09/2004)

Miriam de Souza Pires, conhecida como Miriam Pires, atriz do cinema brasileiro, popular por sua atuação na televisão, participou de mais de 40 novelas e minisséries na TV Globo, SBT e TV Manchete.

Miriam Pires estreou na carreira artística em 1966, na novela "Um Rosto de Mulher", pela TV Paulista. Atuou em novelas importantes e teve papéis marcantes como a Dalva, em "Irmãos Coragem", a Quirina em "Pedra Sobre Pedra" (1992) e Dona Milu em "Tieta". Outras grandes interpretações foram em "Locomotivas" (1977), "Xica da Silva" (1997), "Mandacaru" (1997) e na minissérie "Memorial de Maria Moura".


Seu período de presença mais constante no cinema foi nas décadas de década de 1970 e década de 1980, sob a direção de cineastas como Braz Chediak, Bruno Barreto, Héctor Babenco e Djalma Limongi Batista.

Estreou em 1976, em "Aleluia, Gretchen", de Sylvio Back, seguindo-se outros filmes, como "Chuvas de Verão" em 1978 onde recebeu o prêmio de melhor atriz no Festival Brasileiro de Cinema, e "O Beijo da Mulher Aranha" (1984).

O falecimento de Miriam Pires ocorreu em plena atividade, em 2004, quando estrelava a novela das oito, "Senhora do Destino", no papel de Clementina, empregada e cozinheira da casa de Maria do Carmo, interpretada por Suzana Vieira.

A produção, direção, elenco e a Rede Globo fizeram uma homenagem póstuma a atriz, criando o livro de receita em nome da personagem. Na festa de lançamento passaram num telão vários momentos da carreira da atriz.

Faleceu na Clinica Bambina no bairro do Botafogo onde morava em decorrência da Toxoplasmose. A atriz já estava a três meses internada na UTI.

Miriam Pires era solteira e deixou uma filha adotiva de 21 anos e a irmã Azaléa de 84 anos, na época.

Fonte: Dramaturgia Brasileira - In Memoriam

Ronald Golias

JOSÉ RONALD GOLIAS
(76 anos)
Ator e Humorista

* São Carlos, SP (04/05/1929)
+ São Paulo, SP (27/09/2005)

Ronald Golias foi um humorista brasileiro, considerado um dos pioneiros da televisão no país.

Nascido em família humilde, era filho de Arlindo GoliasConceição D'Aparecida Rayol Golias. O pai, fã do artista Ronald Colman, resolveu chamar o filho de Ronald. Sua estreia nos palcos foi aos 8 anos de idade, como artista amador, na Escola Dante Alighieri em São Carlos.

Mudou-se para São Paulo em 1940. Trabalhando como alfaiate e funileiro. Começou a praticar natação no Clube Regatas Tietê, onde posteriormente entraria para o grupo Acqua Loucos, um dos precursores em espetáculos aquáticos no Brasil. Por sugestão de Ronald Golias, as apresentações passaram a ter uma parte com diálogos; suas performances com a trupe acabaram por levá-lo a participar do programa "Calouros em Cena", da Rádio Cultura.

Nos anos 50, com o fim dos programas produzidos pela emissora, Ronald Golias passou a integrar a equipe de artistas da Rádio Nacional. Foi então que conheceu Manuel de Nóbrega, que em 1957 o convidou a participar do humorístico "A Praça da Alegria", que estreou naquele mesmo ano pela TV Paulista.

Cinema e Consagração na TV

Ronald Golias despontou para a fama a partir de seu trabalho na "A Praça da Alegria". Interpretando o inquieto Pacífico, do bordão "Ô Cride, fala pra mãe...", ele acabou tornando-se uma das estrelas da ainda incipiente televisão brasileira.

Com o sucesso na TV, ele foi convencido por Herbert Richers a entrar para o cinema. A iniciativa a princípio foi complicada; com agenda ocupada na televisão, o humorista enfrentou dificuldades em conciliar as gravações. Seu primeiro filme foi a comédia "Um Marido Barra Limpa" (1957), de Luís Sérgio Person que, contudo, acabou finalizado por outro diretor e lançado apenas em 1967. 

Participou também de "Os Três Cangaceiros" (1961), de Victor Lima, quando contracenou com Ankito e Grande Otelo. Entre seus últimos trabalhos cinematográficos estão "O Dono da Bola" (1961) e "Golias Contra o Homem das Bolinhas" (1969).

Não alcançando grande impacto no cinema, a atenção de Ronald Golias voltou-se novamente para a televisão. Trouxe consigo das telas o personagem Carlos Bronco Dinossauro, que acabaria tornando-se um dos destaques da "Família Trapo", programa exibido pela TV Record entre 1967 e 1971. Contracenando com Jô Soares, Ricardo Corte-Real, Cidinha Campos, Renata Fronzi e Otelo ZeloniRonald Golias consagrou-se definitivamente como um dos mais célebres humoristas do Brasil.

Trabalhos Posteriores

Em 1979, Ronald Golias protagonizou na TV Globo o seriado "Superbronco". Criado por Boni, o programa foi considerado um fracasso, durando apenas 29 episódios. Nos anos 80 foi para a TV Bandeirantes, onde estrelou o humorístico "Bronco".

Em junho de 1990, passou a integrar o elenco fixo da "A Praça é Nossa", no SBT, onde permaneceu até 2005 interpretando personagens como O Profeta, Bronco, Pacífico e Professor Bartolomeu. Nesse meio tempo, foi protagonista na mesma emissora dos humorísticos "Escolinha do Golias", com Nair Bello, e "Meu Cunhado", com Moacyr Franco.

Doença e Morte

Na época da estréia de "Meu Cunhado", em abril de 2004, Ronald Golias sofreu uma cirurgia para a implantação de um marcapasso. No mês seguinte voltou a ser internado em razão de um coágulo no cérebro. Seu estado de saúde a partir de então passou a se agravar.

Em 8 de setembro de 2005, Ronald Golias foi internado no Hospital São Luiz, em São Paulo. Com quadro de infecção pulmonar, ele viria a morrer no final do mesmo mês em decorrência de uma Infecção Generalizada proveniente de Infecção PulmonarRonald Golias foi sepultado no Cemitério do Morumbi.

Casado com Lúcia Golias, o comediante teve somente uma filha chamada Paula.

Homenagens

Em 16 de setembro de 2007 a prefeitura de São Carlos inaugurou a Praça Ronald Golias em homenagem ao humorista no bairro da cidade Aracy, e também está criando o Museu Ronald Golias na rua Geminiano Costa, 401, na casa onde Ronald Golias residiu.

A cidade paulista de Serra Negra o homenageia com uma estátua em bronze,em tamanho real, onde está sentado em um banco da praça em frente à prefeitura da mesma cidade, com um olhar contagiante.

A partir de 2007, o SBT passou a retransmitir a "Escolinha do Golias" com muito sucesso. Apoiado nesse sucesso do programa, a TV Bandeirantes também decidiu repassar o programa "Bronco" no mesmo ano.

Programas humorísticos de outras emissoras, como "A Turma do Didi" de seu amigo Renato Aragão, renderam-lhe homenagens televisivas.

Recentemente, o produtor Rodrigo Rodrigues produziu um documentário sem fins lucrativos em sua homenagem.

Filmografia

  • 1969 - Golias Contra o Homem das Bolinhas
  • 1968 - Agnaldo, Perigo à Vista (Participação)
  • 1963 - O Homem Que Roubou a Copa do Mundo
  • 1962 - Os Cosmonautas
  • 1961 - O Dono da Bola
  • 1961 - Os Três Cangaceiros
  • 1960 - Tudo Legal
  • 1958 - Vou Te Contá
  • 1957/1967 - Um Marido Barra-Limpa

Fonte: Wikipédia