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Aracy Cardoso

ARACY CARDOSO FRÓES
(80 anos)
Atriz

☼ Rio de Janeiro, RJ (17/06/1937)
┼ Rio de Janeiro, RJ (26/12/2017)

Aracy Cardoso Fróes foi uma atriz brasileira nascida no Rio de Janeiro, RJ, no dia 17/06/1931.

Aracy Cardoso participou de importantes novelas da TV Globo como "Fogo Sobre Terra" (1974), "À Sombra Dos Laranjais" (1977), "Água Viva" (1980), "Final Feliz" (1982), "A Gata Comeu" (1985), "Mandala" (1987), "De Corpo E Alma" (1992), dentre tantas outras. Sua última novela foi "Sol Nascente" em 2017, onde fez uma participação especial como Dona Laís.

Aracy Cardoso Fróes é filha de uma cantora de ópera e começou sua carreira no teatro passando depois para a televisão.

Sua primeira novela foi em 1965, na TV Excelsior de São Paulo. Na emissora paulista, interpretou papéis de mocinha em várias produções, com destaque para "A Indomável", adaptação da peça "A Megera Domada", de William Shakespeare, feita por Ivani Ribeiro. Na TV Excelsior, também atuou em "Os Quatro Filhos" (1965), "Sublime Amor" (1967) e "O Direito Dos Filhos" (1968).


Ainda nos anos 1960, participou da novela "Anastácia, A Mulher Sem Destino" (1967) na TV Globo e "Ana" (1968), na TV Record.

No início dos anos 1970, participou de novelas da TV Tupi, como "As Bruxas" (1970) e "A Revolta Dos Anjos" (1972) até sua volta para a TV Globo em 1974 para um importante papel em "Fogo Sobre Terra". A partir de então, participou de dezenas de trabalhos na emissora em papéis importantes como em, "Vejo A Lua No Céu" (1976), "Memórias De Amor" (1979) e "Água Viva" (1980).

Em 1977, viveu a heroína Madalena Caldas, protagonista da novela "À Sombra Dos Laranjais", de Benedito Ruy Barbosa.

Um de seus trabalhos mais memoráveis foi a empregada doméstica Zazá em "A Gata Comeu" (1985), de Ivani Ribeiro.


Aracy Cardoso teve também uma rápida passagem pela Rede Manchete no ano de 1990, mas voltou à TV Globo no ano seguinte, permanecendo na emissora até 2004.

Em 2005, afastou-se temporariamente do trabalho após sofrer um infarto do miocárdio. Totalmente recuperada, em 2009 passou a integrar o cast da TV Record.

Discreta em relação à sua vida pessoal, Aracy Cardoso foi casada com o diretor e produtor Ibañez Filho, com quem teve duas filhas.

Em 2013, integrou o elenco do remake "Dona Xepa" na TV Record onde deu vida a governanta Alda.

Após quatro anos afastada da televisão e 12 anos afastada da TV Globo, a atriz fez uma participação especial em "Sol Nascente" (2016), novela de Walther Negrão, Suzana Pires e Júlio Fischer.

Morte

Aracy Cardoso faleceu na terça-feira, 26/12/2017, aos 86 anos, no Rio de Janeiro, RJ, vítima de uma infecção pulmonar. Ela estava internada havia um mês no Hospital São Lucas, em Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro, tratando de vários problemas de saúde, entre eles, o coração e problema nos rins.

Aracy Cardoso  deixou duas filhas, Bia e Patrícia. O corpo da atriz foi velado no Memorial do Carmo, Zona Norte do Rio de Janeiro e cremado no mesmo local.

Aracy Cardoso com Alberto Perez
Carreira

Televisão
  • 1965 - A Indomável ... Catarina
  • 1965 - Os Quatro Filhos ... Lia
  • 1967 - Anastácia, A Mulher Sem Destino ... Blanche
  • 1967 - Sublime Amor
  • 1968 - Ana ... Margot
  • 1968 - O Direito Dos Filhos ... Lilian
  • 1970 - As Bruxas ... Sabrina
  • 1972 - A Revolta Dos Anjos ... Gladys
  • 1972 - Bel-Ami ... Ana
  • 1974 - Fogo Sobre Terra  ... Lisa
  • 1976 - Vejo A Lua No Céu ... Filoca
  • 1977 - À Sombra Dos Laranjais ... Madalena Caldas
  • 1977 - Nina ... Dalva
  • 1979 - Memórias De Amor ... Ema
  • 1980 - Água Viva ... Vilma
  • 1981 - O Amor É Nosso ... Anita
  • 1982 - Caso Verdade
  • 1982 - Final Feliz ... Augusta
  • 1982 - O Homem Proibido ... Cláudia
  • 1985 - A Gata Comeu ... Zazá
  • 1986 - Selva De Pedra ... Irene
  • 1987 - Mandala ... Flora
  • 1990 - A História De Ana Raio E Zé Trovão ... Primeira Dama Copélia d'Oeste
  • 1990 - Mãe de Santo
  • 1991 - O Portador ... Ruth
  • 1991 - Salomé ... Leocádia
  • 1992 - De Corpo E Alma ... Celinha
  • 1994 - Incidente Em Antares ... Natalina
  • 1997 - Zazá ... Neusa
  • 1998 - Pecado Capital ... Cibele
  • 2003 - A Casa Das Sete Mulheres ... Donana
  • 2003 - Agora É Que São Elas ... Jandira
  • 2004 - Senhora Do Destino ... Mãe De Leila
  • 2009 - Bela, A Feia ... Regina Brito
  • 2013 - Dona Xepa ... Dona Alda de Almeida Campos
  • 2017 - Sol Nascente ... Dona Laís da Silva

Cinema
  • 1953 - Fatalidade
  • 1955 - Ana ... Retirante grávida
  • 1956 - Sai De Baixo
  • 1959 - Depois Do Carnaval ... Luíza
  • 1961 - Teus Olhos Castanhos ... Ana Paula
  • 1997 - O Homem Nu
  • 2004 - A Hora Do Galo ... Lourdes
  • 2006 - Maria Anamaria Mariana ... Ana Maria
  • 2010 - Nosso Lar ... Dona Amélia
  • 2016 - Walter do 402 ... Goreth

Prêmios e Indicações
  • 2005 - Festival de Cinema do Recife (Melhor Atriz - A Hora do Galo) - Venceu
  • 2005 - Florianópolis Audiovisual Mercosul (Melhor Atriz) - Venceu

Fonte: Wikipédia
Indicação: José Clementino

Ana Maria Nascimento e Silva

ANA MARIA NASCIMENTO E SILVA
(65 anos)
Atriz e Produtora

☼ Rio de Janeiro, RJ (12/04/1952)
┼ Rio de Janeiro, RJ (30/11/2017)

Ana Maria Nascimento e Silva foi uma atriz brasileira nascida no Rio de Janeiro, RJ, no dia 12/04/1952.

De atriz de cinema, televisão e teatro, Ana Maria Nascimento e Silva passou para a produção cinematográfica. Filha do grego Harry Anastassiadi, ex-presidente da Fox Film para a América Latina, formou-se em História da Arte e acumulou vários cursos de extensão na Europa.

Estreou no cinema em "Paraíso No Inferno" (1977), longa dirigido pelo ator Joel Barcelos. A partir de então, atuou em uma série de filmes do cinema brasileiro, como "Ladrões De Cinema" (1977), de Fernando Coni Campos, "A Força De Xangô" (1977), de Iberê Cavalcanti, "Os Trombadinhas" (1979), de Anselmo Duarte, "Sonho De Verão" (1990), de Paulo Sérgio Almeida, e "A Terceira Margem Do Rio" (1993), de Nelson Pereira dos Santos, e até internacional, como a produção portuguesa "Eternidade".


A partir de "Anchieta, José do Brasil" (1977), iniciou uma sólida relação com o diretor Paulo César Saraceni, com quem se casou. Para ele, produziu "Ao Sul Do Meu Corpo" (1981), "Natal Da Portela" (1988), "Bahia De Todos Os Sambas" (1996), "O Viajante" (1999) e o documentário "Banda de Ipanema - Folia de Albino" (2002).

Na década de 1990, foi apresentadora do programa "Deles E Delas", da CNT.

Em 2001 foi secretária de cultura da cidade de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e em 2002 idealizou o Paracine - Festival de Cinema de Paraty.

Recentemente, trabalhou como atriz, em 2003, no filme "O General", o primeiro filme de longa-metragem de Fábio Carvalho, e fez a telenovela "Jamais Te Esquecerei", no SBT.

Ana Maria foi casada com o cineasta Paulo César Saraceni até a morte do mesmo, no dia 14/04/2012, no qual tiveram dois filhos e duas netas.

Morte

Ana Maria Nascimento e Silva morreu, aos 65 anos, na noite de quinta-feira, 30/11/2017, em decorrência de complicações geradas por um câncer de mama. O velório ocorreu no sábado, no Memorial do Carmo, Zona Norte do Rio de Janeiro, onde a artista foi cremada.

Milton Gonçalves e Ana Maria Nascimento e Silva
Carreira

Televisão
  • 2003 - Jamais Te Esquecerei ... Irene Camargo
  • 1997 - Zazá ... Hilda
  • 1995 - Engraçadinha... Seus Amores E Seus Pecados ... Drª Bruma
  • 1994 - Quatro Por Quatro ... Dora
  • 1990 - Araponga ... Celene
  • 1990 - Gente Fina ... Rita
  • 1989 - O Cometa ... Clara
  • 1989 - O Salvador Da Pátria ... Verônica
  • 1986 - Tudo Ou Nada ... Tereza Buganville
  • 1985 - Jogo do Amor ... Marlene
  • 1982 - Quem Ama Não Mata ... Sandra Vergueiro
  • 1979 - Cara A Cara ... Tatiana
  • 1977 - Nina ... Iracema

Cinema
  • 2011 - O Gerente
  • 2003 - O General
  • 1999 - O Viajante ... Anita
  • 1998 - Bocage, O Triunfo Do Amor ... Érato, a musa do poeta
  • 1995 - Eternidade ... Elisabeth
  • 1994 - A Terceira Margem Do Rio
  • 1990 - Sonho De Verão
  • 1988 - Natal Da Portela
  • 1987 - Brasa Adormecida ... Tia Eneida
  • 1982 - Ao Sul Do Meu Corpo ... Helena
  • 1981 - A Mulher Sensual ... Atriz de Cinema
  • 1980 - Asa Branca: Um Sonho Brasileiro
  • 1979 - Os Trombadinhas ... Arlete
  • 1978 - O Bem Dotado - O Homem De Itu ... Volga
  • 1978 - Desejo Violento ... Tânia
  • 1978 - A Força Do Sexo ... Laura
  • 1977 - Paraíso No Inferno ... Riza
  • 1977 - A Força Do Xangô ... Matilde de Obá
  • 1977 - Ladrões De Cinema ... Membro da Equipe Americana
  • 1976 - Marcados Para Viver

Eva Todor

EVA FODOR NOLDING
(98 anos)
Atriz

☼ Budapeste, Hungria (09/11/1919)
┼ Rio de Janeiro, RJ (10/12/2017)

Eva Todor, nome artístico de Eva Fodor Nolding, foi uma consagrada atriz brasileira nascida na Hungria, no dia 09/11/1919. Eva Todor possuía um vasto currículo no teatro, cinema e televisão construído ao longo de 80 anos de carreira.

Nascida como Eva Fodor Nolding, filha de Alexander Fodor e Gizella Rothstein, judeus húngaros ligados ao meio artístico, Eva Todor começou nos palcos ainda criança, como bailarina da Ópera Real de Budapeste. Por conta das dificuldades financeiras que a Europa enfrentava no período pós-Primeira Guerra, a família Fodor abandonou sua terra natal e emigrou para o Brasil, em 1929.

No ano seguinte, 1930, Eva Todor, retomou a carreira como bailarina, no Rio de Janeiro. Aos 10 começou a estudar dança clássica com Maria Olenewa, no Theatro Municipal. Foi quando adotou o sobrenome artístico de Todor no lugar do original Fodor, cuja pronúncia no Brasil remeteria a um palavrão.

Eva Todor e o primeiro marido Luiz Iglesias
Aos 12 anos, Eva Todor fez um teste para o Teatro Recreio e em 1934 estreou como atriz no espetáculo "Quanto Vale Uma Mulher", de Luiz Iglesias. Permaneceu na companhia e acabou por se casar com Luiz Iglesias em 1936, tornando-se a primeira atriz daquela companhia de revistas. Logo seu talento para os papéis cômicos se revelou, o que levou seu marido a escrever peças com personagens concebidas especialmente para sua verve. Era especialista em papéis de moças ingênuas.

No ano de 1940, fundou a Companhia Eva e Seus Artistas, que estreou com "Feia", de Paulo de Magalhães, sob a direção de Esther Leão.

Eva Todor naturalizou-se brasileira na década de 1940, quando Getúlio Vargas foi ver uma peça no Theatro Municipal do Rio de Janeiro e ficou encantado. Foi ao camarim e perguntou a Eva Todor: "Você quer ser naturalizada?", o que aconteceu em seguida.

Em 1942, Eva Todor participou da peça "Deus Lhe Pague" no batismo cultural de Goiânia, a nova cidade planejada concebida para ser a capital do Estado de Goiás. A peça ocorreu no recém-inaugurado Teatro Goiânia e contou com a presença do então presidente Getúlio Vargas e do governador Pedro Ludovico Teixeira. Eva Todor assistiu de perto Getúlio Vargas e  Pedro Ludovico entregarem a chave da cidade para o novo prefeito, o professor Venerando de Freitas Borges.


Seu primeiro papel dramático foi em "Cândida", de George Bernard Shaw, um dos maiores sucessos da temporada carioca de 1946, e que ficou quatro meses em cartaz. Seguiu-se no ano seguinte "Carta", de Somerset Maugham.

Pela Companhia Eva e Seus Artistas, que duraria até fins da década de 1950, passaram grandes nomes da cena teatral de então, como André Villon, Jardel Jércolis, Elza Gomes e Henriette Morineau.

Em 1958, Eva Todor ficou viúva, o que a deixou muito mal por um tempo.

O estilo de atriz cômica de Eva Todor seria abandonado em 1966, com a estreia do drama "Senhora da Boca do Lixo", de Jorge Andrade, sob a direção de Dulcina de Moraes. O gênero cômico continuou sendo seu favorito, mas a atriz abriu o leque de sua interpretação em peças como "De Olho na Amélia" de Georges Feydeau, que lhe valeu o Prêmio Molière de melhor atriz em 1969, "Em Família", de Oduvaldo Vianna Filho, com direção de Sérgio Britto, 1970, e "Quarta-Feira Lá Em Casa, Sem Falta", de Mario Brasini, 1977.

No cinema, Eva Todor estreou em "Os Dois Ladrões" (1960), produção de Carlos Manga e um dos últimos filmes de sucesso do gênero das chanchadas. Ao lado de Oscarito protagonizou uma das mais célebres passagens do cinema brasileiro, a "cena do espelho".

Eva Todor e Paulo Nolding, o segundo marido.
Em 1964 atuou em "Pão, Amor e… Totobola", de Henrique Campos. Nesse mesmo ano de 1964, casou-se pela segunda vez, com seu noivo, com quem estava há alguns anos, o diretor teatral Paulo Nolding, de quem ficou viúva em 1989, e de quem até hoje assina o sobrenome. O fato de ter ficado viúva duas vezes a abalou demais, tanto que não casou-se novamente. Apesar de ter tentado nos dois casamentos, a atriz não conseguiu ter filhos.

Mas seria na televisão que Eva Todor se tornaria mais famosa. Foram 21 trabalhos em telenovelas, minisséries e especiais. No gênero, seu papel mais marcante foi o de Kiki Blanche, na novela "Locomotivas" (1977).

Retomou a carreira cinematográfica quase 40 anos depois de seu último filme, protagonizando o delicado curta-metragem "Achados e Perdidos", de Eduardo Albergaria, como uma mulher que recebe um carta de amor escrita para ela há mais de 50 anos. Eva Todor atuou também em "Xuxa Abracadabra", dirigido por Moacyr Góes. Seu filme mais recente foi "Meu Nome Não é Johnny".

Em 2007, com 87 anos de idade, lançou seu livro de memórias, intitulado "O Teatro da Minha Vida", escrito por Maria Ângela de Jesus.


Um dos últimos trabalhos na TV foi na novela "Caminho das Índias" (2009), onde deu vida a divertida e amorosa Dona Cidinha. A atriz ficou triste por não poder aparecer nos últimos capítulos da trama de Glória Perez, em decorrência de fortes dores no estômago devido a uma hérnia de hiato, problema de saúde que sofria desde a infância. Eva Todor precisou ser internada e passou por uma cirurgia, de que se recuperou rapidamente.

Foi convidada para reviver a personagem Kiki Blanche na nova versão de "Ti Ti Ti" (2010). Eva Todor fez a personagem numa participação especial, que fez na novela "Locomotivas" (1977).

Eva Todor estava afastada da televisão e dos palcos por conta da Doença de Parkinson, que a deixou muito limitada. Sem familiares, vivia reclusa em sua casa, cuidada por enfermeiras.

Em março de 2017, Eva Todor  foi internada na clínica São José, no Humaitá, Zona Sul do Rio de Janeiro.

Seu último trabalho na TV foi na novela "Salve Jorge", de 2012.

Morte

Eva Todor faleceu em sua casa às 8h50 de domingo, 10/12/2017, aos 98 anos. A causa da morte foi pneumonia. O velório será realizado na segunda-feira, 11/12/2017, das 9h00 às 11h00, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Eva Todor será cremada.

Eva Todor sofria de Mal de Parkinson e Alzheimer, além de problemas cardíacos, e vivia reclusa em sua casa, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

Trabalhos

Televisão
  • 1961 - As Confissões de Eva
  • 1970 - E Nós, Aonde Vamos?
  • 1975 - Roque Santeiro ... Ambrosina Abelha (Dona Pombinha)
  • 1977 - Locomotivas ... Maria Josefina Cabral (Kiki Blanche)
  • 1978 - Te Contei? ... Lola
  • 1979 - Memórias de Amor ... Agripina
  • 1980 - Coração Alado ... Hortência Alencar
  • 1982 - Sétimo Sentido ... Maria Santa Bergman Rivoredo (Santinha)
  • 1983 - Sabor de Mel ... Marta
  • 1984 - Partido Alto ... Cecília Amoedo
  • 1985 - A Gata Comeu ... Ela Mesma - Participação
  • 1987 - O Outro ... Liúba
  • 1989 - Top Model ... Morgana Kundera
  • 1992 - De Corpo e Alma ... Maria Carolina Pastore (Calu)
  • 1993 - Olho No Olho ... Veridiana
  • 1994 - Incidente Em Antares ... Venusta
  • 1996 - Quem É Você? ... Augusta
  • 1998 - Hilda Furacão ... Loló Ventura
  • 1999 - Suave Veneno ... Maria do Carmo Canhedo
  • 2000 - O Cravo e a Rosa ... Josefa Lacerda de Moura
  • 2002 - Sítio do Pica-Pau Amarelo ... Maria José (Mazé)
  • 2002 - Malhação ... Isaura
  • 2002 - Brava Gente  ... Tia (Episódio: "A Casa Errada")
  • 2004 - Sob Nova Direção (Episódio: "O Casamento do Meu Melhor Inimigo")
  • 2004 - A Diarista (Episódio: "Parece Mas Não É")
  • 2005 - América ... Miss Jane
  • 2006 - JK ... Carlota Bueno
  • 2007 - Amazônia, de Galvez a Chico Mendes ... Branquinha
  • 2008 - Casos e Acasos ... Dona Alba (Episódio: "O Trote, o Filho e o Fora")
  • 2009 - Caminho das Índias ... Ana Aparecida Albuquerque Cadore (Dona Cidinha)
  • 2010 - Ti Ti Ti ... Kiki Blanche (Participação)
  • 2012 - As Brasileiras ... Dona Conchita (Episódio: "A Vidente de Diamantina")
  • 2012 - Salve Jorge ... Dália

Cinema
  • 1960 - Os Dois Ladrões ... Madame Gaby
  • 1964 - Pão, Amor e... Totobola ... Mulher de Costa
  • 2002 - Achados e Perdidos ... Dona Mariana
  • 2003 - Xuxa Abracadabra ... Avó da Chapeuzinho
  • 2008 - Meu Nome Não é Johnny ... Dona Marly

Fonte: Wikipédia

Frans Krajcberg

FRANS KRAJCBERG
(96 anos)
Pintor, Escultor, Gravador, Fotógrafo e Artista Plástico

☼ Kozienice, Polônia (12/04/1921)
┼ Rio de Janeiro, RJ (15/11/2017)

Frans Krajcberg foi um pintor, escultor, gravador, fotógrafo e artista plástico nascido em Kozienice, Polônia, no dia 12/04/1921, e naturalizado brasileiro.

Frans Krajcberg estudou engenharia e artes na Universidade de Leningrado. Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), perdeu toda a família em um campo de concentração. Mudou-se para a Alemanha, ingressando na Academia de Belas Artes de Stuttgart, onde foi aluno de Willi Baumeister. Chegou ao Brasil em 1948.

Com formação em engenharia e artes, realizada em Leningrado, sua carreira artística iniciou-se no Brasil.

Em 1951, participou da 1ª Bienal Internacional de São Paulo com duas pinturas. Residiu por um breve período no Paraná, isolando-se na floresta para pintar. 

Em 1956, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde dividiu o ateliê com o escultor Franz Weissmann. Suas pinturas desse período tendem à abstração, predominando tons ocre e cinza. Trabalhou motivos da floresta paranaense, com emaranhados de linhas vigorosas.

Naturalizou-se brasileiro em 1957.


Frans Krajcberg retornou a Paris em 1958, onde permaneceu até 1964. Alternou sua estada em Paris com viagens a Ibiza, na Espanha, onde produziu trabalhos em papel japonês modelado sobre pedras e pintados a óleo ou guache. Essas "impressões" eram realizadas com base no contato direto com a natureza, e aproximam-se, em suas formas, de paisagens vulcânicas ou lunares. Também em Ibiza, a partir de 1959, produziu as primeiras "terras craqueladas", relevos quase sempre monocromáticos, com pigmentos extraídos de terras e minerais locais. Como nota o crítico Frederico Morais, a natureza torna-se a matéria-prima essencial do artista.

De volta ao Brasil, em 1964, instalou um ateliê em Cata Branca, Minas Gerais. A partir desse momento ocorreu em sua obra a explosão no uso da cor e do próprio espaço. Começou a criar as "sombras recortadas", nas quais associou cipós e raízes a madeiras recortadas. Nos primeiros trabalhos, opõe a geometria dos recortes à sinuosidade das formas naturais. Destaca-se a importância conferida às projeções de sombras em suas obras.

Em 1972, passou a residir em Nova Viçosa, no litoral sul da Bahia. Ampliou o trabalho com escultura, iniciado em Minas Gerais. Intervém em troncos e raízes, entendendo-os como desenhos no espaço. Essas esculturas fixam-se firmemente no solo ou buscam libertar-se, direcionando-se para o alto.

A partir de 1978, atuou como ecologista, luta que assume caráter de denúncia em seus trabalhos: "Com minha obra, exprimo a consciência revoltada do planeta!".


Frans Krajcberg viajou constantemente para a Amazônia e Mato Grosso, e registrou por meio da fotografia os desmatamentos e queimadas em imagens dramáticas. Dessas viagens, retornava com troncos e raízes calcinados, que utiliza em suas esculturas.

Na década de 1980, iniciou nova série de gravuras, que consistia na modelagem em gesso de folhas de embaúba e outras árvores centenárias, impressas em papel japonês. Também nesse período realizou a série Africana, utilizando raízes, cipós e caules de palmeiras associados a pigmentos minerais.

Frans Krajcberg sempre fotografa as suas esculturas, muitas vezes tendo o mar como fundo. O artista, ao longo de sua carreira, manteve-se fiel a uma concepção de arte relacionada diretamente à pesquisa e utilização de elementos da natureza. A paisagem brasileira, em especial a Floresta Amazônica, e a defesa do meio ambiente marcaram toda a sua obra.

Em 2003 foi inaugurado em Curitiba o Instituto Frans Krajcberg, recebendo a doação de mais de uma centena de obras do artista.

Em 2008 recebeu o grande prêmio da APCA.

O Sítio Natura

Frans Krajcberg radicou-se no Brasil desde 1972, vivendo no sul da Bahia, onde manteve o seu ateliê no Sítio Natura, no município de Nova Viçosa. Chegou ali a convite do amigo e arquiteto Zanine Caldas, que o ajudou a construir a habitação: Uma casa, a sete metros do chão, no alto de um tronco de pequi com 2,60 metros de diâmetro. À época Zanine Caldas sonhava em transformar Nova Viçosa em uma capital cultural e a sua utopia chegou a reunir nomes como os de Chico Buarque, Oscar Niemeyer e Dorival Caymmi.

No sítio, uma área de 1,2 km², um resquício de Mata Atlântica e de manguezal, o artista plantou mais de dez mil mudas de espécies nativas. O litoral do município é procurado, anualmente, no inverno, por baleias-jubarte. No sítio, dois pavilhões projetados pelo arquiteto Jaime Cupertino, abrigam atualmente mais de trezentas obras do artista. Futuramente, com mais cinco construções projetadas, ali se constituirá o museu que levará o nome do artista.

Ativismo Ecológico

  • Denunciou queimadas no Estado do Paraná;
  • Denunciou a exploração de minérios no Estado de Minas Gerais;
  • Denunciou o desmatamento da Amazônia brasileira;
  • Defendeu as tartarugas marinhas que buscam o litoral do município de Nova Viçosa para desova;
  • Postou-se na frente de um trator para evitar a abertura de uma avenida na cidade de Nova Viçosa.

Morte

Frans Krajcberg faleceu na quarta-feira, 15/11/2017, aos 96 anos, no Hospital Samaritano, em Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro.

O corpo de Frans Krajcberg foi cremado às 11h00 de quinta-feira, 16/11/2017, no Memorial do Carmo, no Caju, Centro do Rio de Janeiro. O velório foi realizado meia hora antes da cerimônia de cremação.

As cinzas serão enviadas para o sul da Bahia, onde o artista plástico morava.

Segundo a assessoria de imprensa do Hospital Samaritano, a família não permitiu a divulgação da causa da morte de Frans Krajcberg.

Indicação: Miguel Sampaio

Márcia Cabrita

MÁRCIA MARTINS ALVES
(53 anos)
Atriz e Humorista

☼ Niterói, RJ (20/01/1964)
┼ Rio de Janeiro, RJ (10/11/2017)

Márcia Martins Alves, mais conhecida como Márcia Cabrita, foi uma atriz e humorista brasileira, nascida em Niterói, RJ, no dia 20/01/1964. Filha de imigrantes portugueses, possuía uma irmã mais velha.

Estudou teatro e em 1992 estreou na TV no elenco de "As Noivas de Copacabana".

Em 1997, entrou para o elenco de "Sai de Baixo" interpretando a empregada Neide. Deixou o programa em outubro de 2000 devido a uma gravidez, sendo substituída por Cláudia Rodrigues.

Posteriormente participou de telenovelas da TV Globo, atuando também no "Sítio do Pica-Pau Amarelo", nos papéis de sobrinha do seu Elias em 2003, como Estelita em 2005 e Cacá em 2006.

Em março de 2010, Márcia foi diagnosticada com câncer de ovário, iniciando então o tratamento contra a doença.

Márcia Cabrita foi casada com o psicanalista Ricardo Parente de 2000 a 2004, eles tiveram uma filha chamada Manuela.

Márcia Cabrita também fez uma participação na série do canal Multishow, "Vai Que Cola" onde interpretou Elza Lacerda, a mãe do protagonista Valdomiro Lacerda (Paulo Gustavo).

Em 2017, voltou a TV Globo para integrar o elenco da telenovela "Novo Mundo" na pele de Narcisa Emília O'Leary, esposa de José Bonifácio de Andrada e Silva, o Patriarca da Independência

Inicialmente, iria interpretar a personagem Germana, mas devido as complicações de sua doença, foi substituída por Vivianne Pasmanter. Apesar da troca, Márcia precisou se afastar da trama para continuar o tratamento. Seu retorno estava confirmado para o último capítulo, o que não se concretizou.

Morte

Márcia Cabrita faleceu na sexta-feira, 10/11/2017, durante a madrugada, aos 53 anos. Márcia vinha lutando contra um câncer no ovário, diagnosticado em 2010. Ela estava internada há dez dias, no hospital Quinta D'Or, na Zona Norte do Rio de Janeiro, em decorrência do agravamento da doença.

Márcia deixa uma filha, Manuela, de 17 anos. De acordo com o ex-marido, o psicanalista Ricardo Parente, com quem foi casada por quatro anos, a atriz morreu "em paz" e sem sofrer.

O velório será no sábado de 10h00 às 13h00, no Parque da Colina, em Pendotiba, Niterói. Em seguida, o corpo será cremado.

Trabalhos

Novelas & Seriados
  • 1992 - As Noivas de Copacabana ... Adelaide
  • 1993-95 - Os Trapalhões ... Vários Personagens
  • 1997-2000 - Sai de Baixo ... Neide Aparecida
  • 2001 - Brava Gente  ... Donária
  • 2002 - Desejos de Mulher ... Juvelina
  • 2003 - Sítio do Pica-Pau Amarelo ... Dulce
  • 2005 - Sob Nova Direção ... Dora
  • 2005 - Sítio do Pica-Pau Amarelo ... Estelita
  • 2007 - Sete Pecados ... Eudóxia
  • 2008 - Beleza Pura ... Drª Gina
  • 2008 - Dicas de Um Sedutor ... Gilda
  • 2009-10 - A Grande Família ... Beth
  • 2011 - Morde & Assopra ... Madame Chuchu
  • 2013 - Pé na Cova ... Felícia
  • 2013 - Sai de Baixo ... Neide Aparecida
  • 2013 - Vai Que Cola ... Elza Lacerda
  • 2014 - Por Isso Eu Sou Vingativa ... Jéssica
  • 2014 - As Canalhas ... Flávia
  • 2014 - Meu Amigo Encosto ... Yolanda
  • 2014 - Trair e Coçar é Só Começar ... Inês
  • 2016 - Vai Que Cola ... Elza Lacerda
  • 2016 - Treme Treme ... Síndica
  • 2017 - Novo Mundo ... Narcisa Emília O'Leary

Cinema
  • 2004 - Xuxa e o Tesouro da Cidade Perdida ... Flauta Morena
  • 2004 - Um Show de Verão ... Lupe
  • 2006 - Xuxa Gêmeas ... Diana
  • 2006 - Trair e Coçar é Só Começar ... Vera
  • 2012 - O Diário de Tati ... Anita

Fonte: Wikipédia 

Elson do Forrogode

ELSON CRUZ
(75 anos)
Cantor e Compositor

☼ São Fidélis, RJ (20/03/1942)
┼ Rio de Janeiro, RJ (02/11/2017)

Elson Cruz, mais conhecido como Elson do Forrogode, foi um cantor e compositor brasileiro, nascido em São Fidélis, RJ, no dia 20/03/1942. Seu nome artístico originou-se da junção de dois ritmos populares nacionais, o forró e o pagode.

Após participar de vários programas, nas rádios Tupi, Nacional, dentre outras, e programas de televisão como "A Grande Chance", com Flávio Cavalcanti, Elson teve participação marcante nos festivais de música na época, tais como o Festival Internacional da Canção (FIC) onde cantou em 1971 e 1972 as músicas "Karanuê" e "Nó Na Cana" (César Fome e Ary do Cavaco).

Em 1973, na RCA faz de seu primeiro compacto simples com produção de Milton Nascimento e arranjos de Wagner Tiso.

Em 1975 lançou seu primeiro LP "Desafio da Navalha" também pela RCA, com produção do jornalista Sérgio Cabral, tendo como arranjadores, Wagner Tiso, Oberdan Magalhães, Rildo Hora e Paulo Moura.

O nome artístico de Elson do Forrogode já anunciava a mistura sonora que o artista procurou emplacar a partir de 1987, promovendo no álbum "Forrogode", a fusão de forró - genérico gênero musical que designa vários ritmos nordestinos, dos quais o cantor sempre gostou, com o pagode que conquistou o Brasil a partir de 1985 e que gerou ídolos como Zeca Pagodinho. A rigor, a mistura não emplacou.

Seu auge ocorreu em 1989, com a canção "Talismã" (Michael Sullivan e Paulo Massadas), lançada no álbum "Alô Brasil" pela gravadora RGE, foi uma das mais executadas, fato que lhe garantiu o disco de ouro na época. A música seria regravada tempos depois pela dupla Leandro & Leonardo.

"Talismã" se tornou uma das músicas mais tocadas no Brasil naquele ano de 1989 e virou o maior sucesso da carreira de Elson do Forrogode.

Em 1993, lançou o álbum "Cada Dia Quero Mais", contendo o sucesso "Jeito Atrevido" (Arandas Júnior). Desde então, Elson do Forrogode participou ativamente da vida cultural do país, seja compondo, fazendo shows e produzindo e dirigindo projetos.

Entre um disco e outro, Elson gravou álbuns como "Imã" (RGE, 1990) e "Amor Na Palma Da Mão" (CID, 2002), além de ter feito shows pelo Brasil e na África, no rastro do estouro de "Talismã".

Morte

Elson do Forrogode morreu na tarde de quinta-feira, 02/11/2017, aos 75 anos em decorrência de complicações do diabetes e insuficiência renal. Ele estava internado desde o dia 06/10/2017 no Hospital Mario Kroeff, na Penha Circular, Zona Norte do Rio de Janeiro, após ser transferido do Hospital Municipal Rocha Faria.

Elson foi velado na sexta-feira, 03/11/2017, às 7h00, no Cemitério do Caju, Zona Norte do Rio de Janeiro. O sepultamento foi marcado para às 12h00.

Discografia
  • 1975 - Desafio Da Navalha
  • 1987 - Forrogode
  • 1989 - Alô Brasil
  • 1990 - Imã
  • 1993 - Cada Dia Quero Mais
  • 1994 - Coisas Do Peito
  • 1996 - Não Vivo Sem Você
  • 1996 - 20 Preferidas
  • 1998 - Só Vale a Paixão
  • 2000 - Talismã e Outros Sucessos
  • 2000 - Amor Na Palma Da Mão
  • 2006 - 7 Dias De Forró
  • 2015 - Me Leva

Fonte: Wikipédia
Indicação: Miguel Sampaio

Francisco Nagem

FRANCISCO NAGEM TORRES
(78 anos)
Ator e Produtor

☼ Rio de Janeiro, RJ (18/09/1939)
┼ Rio de Janeiro, RJ (24/10/2017)

Francisco Nagem foi um ator brasileiro nascido no Rio de Janeiro, RJ, no dia 18/09/1939.

Francisco Nagem iniciou a carreira no teatro e seu maior sucesso nos palcos foi na peça "Os Veranistas" em 1978 ao lado de Ítalo Rossi.

No cinema, atuou em único filme, a comédia "O Barão Otelo no Barato dos Bilhões" (1971), estrelada por Grande Otelo e Dina Sfat. O filme também contava com uma participação especial do jogador Edson Arantes do Nascimento, o Pelé.

Na televisão atuou em "Verão Vermelho" (1969), "Vejo a Lua No Céu" (1976), "Escalada" (1975), "Sitio do Pica Pau Amarelo" (1977), "Louco Amor" (1983), "Sassaricando" (1987), "Memorial de Maria Moura" (1994), dentre outros.

Seu último trabalho na televisão foi na novela "Paraíso Tropical", exibida em 2007.

Francisco Nagem com a esposa Helenice publicada nas redes sociais por uma das filhas do casal.
Seu papel mais marcante na televisão foi como Seu Elias Turco, dono de uma venda e conhecido por ser sovina, na série de TV "Sítio do Pica Pau Amarelo", produzido pela TV Globo em parceria com a TVE e exibido entre 1977 e 1986. Francisco Nagem entrou na série em 1978, substituindo o ator Germano Filho, que fazia o personagem inicialmente.

Descendente de libaneses, Francisco Nagem foi um dos fundadores do Teatro de Arena Elza Osborne, conhecido também como Lona Cultural Elza Osborne, a primeira do Rio de Janeiro.

Francisco Nagem foi casado com Helenice Mendonça Martins Nagem desde 1970, e tinha duas filhas: Lariane Soraia e Lidiane Suelem.

Uma das últimas aparições de Francisco Nagem na televisão aconteceu em em março de 2016, no programa "Domingo Show", da TV Record, que promoveu o reencontro de atores do "Sítio do Pica Pau Amarelo". Francisco Nagem, ao apresentador Geraldo Luis, lamentou o fim do programa: "Quando terminou, foi a morte de um sonho da gente!".

Morte

Francisco Nagem faleceu por volta de 11h30 de terça-feira, 24/10/2017, aos 78 anos, em sua casa no Rio de Janeiro, RJ.

O velório aconteceu na terça-feira, 24/10/2017, na Lona Cultural Elza Osborne, teatro de arena do qual Francisco Nagem era um dos diretores, localizado no bairro de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, onde o ator morava. A família não divulgou a causa de sua morte.

O ator vinha sofrendo problemas de saúde e estava perdendo peso rapidamente. Helenice, sua esposa, disse que ele passou mal em casa e falou "Estou morrendo!", pouco antes de falecer.

O local de seu sepultamento não foi divulgado.

Indicação: Miguel Sampaio

Ataulpho Alves Júnior

ATAULPHO ALVES DE SOUZA JÚNIOR
(74 anos)
Cantor e Compositor

☼ Rio de Janeiro, RJ (05/08/1943)
┼ Rio de Janeiro, RJ (15/10/2017)

Ataulpho Alves Júnior foi um cantor e compositor brasileiro nascido no bairro do Méier, subúrbio do Rio de Janeiro, no dia 05/08/1943.

Filho do compositor Ataulfo Alves de Souza, herdou do pai o tradicional lenço branco que foi sua marca registrada.

Inicialmente, integrou o trio Os Herdeiros do Samba, juntamente com Aluízio e sua irmã Matilde. O nome do trio foi dado pelo pai, sendo ensaiado pelo violonista Meira.

Em 1963, apresentou-se pela primeira vez para o público no Teatro Record, em São Paulo, no "Programa Bossaudade", de Elizeth Cardoso, sua madrinha artística.

Entre 1963 e 1969, trabalhou ao lado do pai em diversos shows por todo o Brasil. Neste mesmo ano, gravou seu primeiro disco, um compacto simples pela gravadora Continental.

Em 1973, compôs a sua primeira música, "A Mangueira é Você", em parceria com Barbosa da Silva, gravada por Moreira da Silva.


Em 1976, gravou seu primeiro grande sucesso, "Os Meninos da Mangueira" (Rildo Hora e Sérgio Cabral). A música alcançou o primeiro lugar nas paradas de sucesso da época, abrindo caminho para outros sucessos do cantor, como "Pedro Sonhador" (Rildo Hora e Sérgio Cabral), "Canto de Amor" (Rildo Hora e Sérgio Cabral), "A Bela da Tarde" (Rildo Hora e Sérgio Cabral), "Mais Um Samba de Amor", "Razão Pra Cantar", "Emoções Fortes" e "Paixão Estilo Antigo".

Entre 1992 e 1993, excursionou pela Europa, apresentando-se em várias cidades. Voltou à Europa nos anos de 1996, 1997 e 1998, apresentando-se em várias casa noturnas como Casino Vilamoura (Algarve), Casino Solverde (Espanha), Ilha da Madeira, Expo-98, em Lisboa, Sevilla, Astúrias, Oviedo e em Granada.

Em 1999, participou do projeto "Discoteca do Chacrinha", gravando pela Universal/Polydor um dos CD's do projeto ao lado de vários outros artistas.

Em 2002, fez espetáculo juntamente com Heitorzinho dos Prazeres, no qual reviveu mais de quatro décadas depois o conjunto Herdeiros do Samba, seu momento inicial de carreira e alguns sucessos de Ataulfo Alves e Heitor dos Prazeres.

No ano de 2003, apresentou o show "Os Grandes Mestres da MPB", no Café Cultural Sacrilégio, na Lapa, centro do Rio de Janeiro.

Em 2005 foi um dos convidados do programa "Dorina Samba", apresentando-se no auditório da Rádio Nacional do Rio de Janeiro. Desenvolveu também neste mesmo ano o projeto "Herdeiros do Samba".

Morte

Ataulpho Alves Júnior faleceu na noite de domingo, 15/10/2017, aos 74 anos, vítima de um infarto. Ele estava no apartamento em que morava com a família, no bairro da Glória, Zona Sul do Rio de Janeiro. A mulher dele, Malu, relatou que o marido havia sofrido um infarto há três meses e estava em tratamento. O casal assistia à televisão quando o sambista caiu sobre o ombro dela e não acordou mais.
"Ele estava em tratamento, tomava os remédios direitinho. Estávamos recostados, vendo o 'Fantástico', e ele me contava que, quando voltasse (aos shows) chamaria o Jorginho do Império, estava conversando só coisa boa, sempre cheio de planos. Aí, do nada, ele bateu com a cabeça no meu ombro. Perguntei se ele estava brincando, mas vi os olhos fechados, a boca, e chamei meu filho!"
De acordo com Malu, ela e o filho chamaram um médico que morava no 3º andar. Ele realizou massagem cardíaca enquanto os bombeiros chegavam ao apartamento. A mulher chorava muito quando recebeu a notícia de que o marido não havia resistido.

O velório e o sepultamento do sambista ocorrerá na tarde de segunda-feira, 16/10/2017, no jazigo da família, no Jardim da Saudade, em Sulacap.

Discografia

  • 1999 - Discoteca Do Chacrinha (Universal/Polydor, CD)
  • 1998 - Bodas De Ouro (Sony Music, CD - Participação)
  • 1997 - Geração Samba (Warner Music, CD)
  • 1996 - Aos Mestres Com Carinho Vol. 2 (CID, CD)
  • 1995 - Leva Meu Samba / Clássicos Do Mestre Ataulfo (Eldorado, CD)
  • 1991 - Samba Que Te Quero Samba (Som Livre, LP)
  • 1984 - Leva Meu Samba - Ataulpho Alves JR e Elizete Cardoso (Eldorado, LP)
  • 1980 - Leva Meu Samba - Homenagem Aos 80 Anos Do Mestre Ataulfo (Som Livre, LP)
  • 1979 - Emoções Fortes (WEA Discos, LP)
  • 1979 - A Bela Da Tarde (WEA Discos, Compacto Simples)
  • 1979 - Alegria De Viver (WEA Discos, Compacto Simples)
  • 1978 - Vida, Viola E Samba (RCA Victor, Compacto Simples)
  • 1978 - Banda De Ipanema (RCA Victor, Compacto Simples)
  • 1977 - Pedro Sonhador (RCA Victor, Compacto Simples)
  • 1976 - Os Meninos Da Mangueira (RCA Victor, Compacto Simples)
  • 1976 - Ataulpho Alves Júnior (RCA Victor, LP)
  • 1974 - Razão Pra Cantar (RCA Victor, Compacto Simples)
  • 1974 - Mais Um Samba De Amor (RCA Victor, Compacto Simples)
  • 1973 - Se Eu Pudesse (RCA Victor, Compacto Simples)
  • 1973 - Ataufo Alves Júnior (RCA Victor, LP)
  • 1969 - Ataulpho Alves Júnior (Continental, Compacto Simples)
  • 1969 - O Herdeiro Sou Eu (Polydor/PolyGram, LP)
  • 1963 - Eternamente Samba (Polydor/PolyGram, LP)

Indicação: Miguel Sampaio

Nélio Nicolai

NÉLIO JOSÉ NICOLAI
(77 anos)
Eletrotécnico

☼ Belo Horizonte, MG (27/04/1940)
┼ Brasília, DF (11/10/2017)

Nélio José Nicolai foi um eletrotécnico brasileiro, nascido em Belo Horizonte, MG, no dia 27/04/1940. Cursou o ensino técnico em eletrotécnica pelo Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG), e desenvolveu posteriormente tecnologias na área de telecomunicações.

Nélio Nicolai reivindicava ter inventado o identificador de chamadas, conhecido como BINA, além de também um equipamento controlador de chamadas entrantes no terminal telefônico do usuário, registrado no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) em 07/07/1992 (nº 92.026.249), e um sinal de advertência em chamada entrante para terminal ocupado denominado de Salto, registrado no dia 06/08/1992 (nº 92.031.099).

"Alô? Quem fala?". Aos poucos, a tradicional saudação ao telefone vai perdendo o sentido. Afinal, quase todo mundo usa celular e todos eles indicam o número de quem está ligando. O que pouca gente sabe é que um brasileiro reivindica a invenção do sistema que permite a identificação da chamada. Nélio José Nicolai registrou a patente da primeira versão do dispositivo em 1980, quando o batizou de Bina – sigla de "B identifica o número de A". Apesar de a tecnologia estar disponível em muitos telefones fixos e em virtualmente todos os celulares do mundo, ele nunca recebeu royalties -  dinheiro que se paga ao autor de um invento pelo direito de explorá-lo economicamente. Nos últimos, ele vendeu casas, carros e até cotas de uma eventual indenização para pagar advogados e processar dezenas de empresas de telefonia. Ele já ganhou 3 ações em primeira instância e uma em segunda. Se vencer a enxurrada de recursos que os réus usam para protelar a decisão final, pode receber uma quantia bilionária, que o colocaria entre os homens mais ricos do mundo. 

A tecnologia Bina, capaz de identificar o número telefônico de quem faz e recebe ligações, foi criada em 1977 pelo eletrotécnico mineiro Nélio José Nicolai. Trata-se do invento brasileiro mais utilizado no mundo.

A história de Nicolai com o Bina começa na cidade de Brasília, em 1977, quando trabalhava na Telebrasília, operadora local da Telebrás, antiga holding estatal de prestação de serviços telefônicos. Formando em eletrotécnica, ele descobriu sua vocação para inventor desde seus primeiro emprego numa empresa de telefonia, a Ericsson.
"Quando havia problema na montagem, precisávamos transmiti-los para os laboratórios no exterior e esperar as soluções. Eu comecei a mudar isso, pois já mandava a solução a ser implementada".
Não é só seu relato que confirma o talento para a inovação: Ele tem 40 patentes registradas no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), com as mais variadas funções, desde leitores óticos para deficientes visuais até sistemas de proteção contra clonagem de cartões de crédito.

A ideia do Bina surgiu quando ele tentava resolver o problema de uma antiga brincadeira juvenil, os trotes telefônicos e a solução veio num sonho. Para testar, adaptou ao aparelho uma calculadora, que mostrava o número no visor e o imprimia em uma bobina. "Funcionou como primeiro protótipo", conta.

A Telebrasília não o incentivou o desenvolvimento da ideia por uma razão que hoje pode parecer piada: A estatal achava que identificar o número de quem fazia a chamada seria uma invasão de privacidade. Mesmo assim, Nélio registrou, em 1980, a patente dessa primeira versão do Bina. Dois anos depois, o destino facilitaria sua primeira aplicação prática.

"Eu alugava apartamento em um prédio em que só moravam oficiais dos bombeiros. Acabei os convencendo a fazer uma experiência", disse Nélio Nicolai. Para eles, fugir de trotes era algo muito mais importante do que questões de privacidade. Os 4 aparelhos instalados na central 193 foram produzidos em 1982, por sua primeira empresa, a Sonintel. Era um aparelho pouco maior e mais baixo do que uma caixa de sapato, com cerca de 600 gramas, conectado ao telefone. Até que o invento foi parar em um seminário do extinto Ministério da Desburocratização, e a imprensa o descobriu. "Aí, minha vida começou a mudar. Ninguém mais conseguiu esconder o Bina", lembra Nélio Nicolai. Seus problemas com a paternidade do dispositivo, porém, já haviam começado.

Coleção de Calotes

Antes de abrir sua própria empresa, Nélio Nicolai associou-se a dois colegas, que teriam copiado a ideia. O mineiro diz que a dupla chegou a registrar uma patente, a lançar e a comercializar um produto com a mesma função. O aparelho de Nélio Nicolai também despertou a atenção de companhias internacionais.

Em 1984, a empresa de telefonia Bell Canada enviou representantes ao Brasil para estabelecer uma parceria com a Telebrasília, de olho no Bina. Naquele ano, ele foi demitido da estatal. Antes e depois de sair, no entanto, visitou a empresa algumas vezes, para ajudar na montagem de um protótipo. A colaboração não foi para frente. Ou foi, porque, dois anos depois, surpresa: a Bell Canada anunciou o desenvolvimento de um identificador de chamadas, lançado em 1988. Nélio Nicolai não recebeu nenhum crédito pelo produto.

Durante os anos 1980, as centrais telefônicas se modernizaram e Nélio Nicolai inventou uma nova versão do dispositivo, cuja patente seria solicitada em 1992 e aprovada em 1997. O inventor diz que, no mesmo ano, assinou contratos de licença de exploração da patente com a sueca Ericsson, para instalar e comercializar o Bina no Brasil por dois anos. Ele transferiu a tecnologia e, quando foi às telefônicas cobrar o pagamento de royalties, outra surpresa: "Avisaram que não me pagariam. Me mandavam ir à Justiça e, quem sabe, meus bisnetos veriam alguma coisa!".

A essa altura, ele também havia cedido licenças de exploração da patente para outra fabricante de telefones brasileira, que chegou a honrar os contratos por 10 meses. Até que a empresa interrompeu a produção do aparelho para importar um similar de Hong Kong - que tampouco pagava royalties a Nélio Nicolai. Cansado de tomar calotes, ele finalmente decidiu que estava na hora de ir aos tribunais, como a outra empresa havia ironicamente o instruído a fazer.

O Tango Judicial

Mas, afinal, Nélio Nicolai é ou não é o inventor do identificador de chamadas? E, se ele criou mesmo essa tecnologia, pode-se dizer que ela é usada por aparelhos de celular modernos? Nos dois casos, há controvérsias, muito exploradas nos tribunais.

Em algumas das ações, a Justiça já decidiu que, sim, Nélio José Nicolai é inventor do Bina e merece os royalties. As telefônicas brasileiras que vendiam o aparelho e o serviço, e pagariam a conta recorreram. A Ericsson, por sua vez, entrou em 2003 com uma ação para anular a patente de 1992, alvo da disputa.

"Ela não tem suficiência descritiva nem atividade inventiva", diz Clóvis Silveira, engenheiro eletrônico, sócio de um escritório de patentes contratado por réus das ações de Nélio Nicolai. Traduzindo: A patente não explicaria direito como funciona a tecnologia e, além disso, seria sobre uma tecnologia já existente. O que descumpriria dois requisitos para registro de um invento. Mas, então, porque a patente foi aceita?

Pois é, até o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) já mudou de opinião sobre o caso. Consultado pela Justiça, o instituto concordou que a patente não era válida e, depois, voltou atrás. Diante da confusão, a Justiça encomendou um laudo independente. Enquanto esse processo não é decidido, as outras ações estão paralisadas, desde 2005. "Por lei, um processo só pode ser suspenso por um ano. É por isso que o Nélio Nicolai fica possesso", disse Luis Felipe Belmonte, advogado de Nélio Nicolai.

E a outra pergunta, sobre a tecnologia que Nélio Nicolai diz ter inventado ser a base para os celulares modernos?

"Hoje, a patente perdeu o sentido, pois qualquer informação pode ser trocada entre as partes. O número de quem chama é apenas mais uma", opinou Hermes Magalhães, do departamento de Engenharia Eletrônica da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Hani Yehia, do Inova, laboratório de inovação da mesma universidade, discorda: "É como dizer que um avião de hoje não é o mesmo que um avião de 100 anos atrás. A telefonia mudou muito, mas os sinais que chegam à central telefônica são praticamente os mesmos!"

O caso de Nélio Nicolai não é uma exceção. A história está cheia de brigas por propriedade intelectual, a começar pela do próprio telefone. Graham Bell levou a fama, mas registrou sua patente no mesmo dia, e horas depois, que outro inventor, chamado Elisha Gray, fez o mesmo para um equipamento de transmissão de voz. Graham Bell venceu a briga nos tribunais, mas até hoje alguns historiadores defendem que ele roubou a ideia de Elisha Gray. Atualmente, mais do que nunca, essas disputas são decisivas no mercado de telecomunicações. No final, e no caso do Bina não será diferente, a opinião que vale é a da Justiça.

Uma informação, no entanto, indicava que Nélio Nicolai tinha a chance de levar a fatura. E ela veio justamente da maior empresa processada por Nélio Nicolai, a Vivo. Como tem ações na Bolsa de Nova York, a companhia é obrigada a apresentar relatórios à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos, com informações sobre, entre outras coisas, o risco de perder processos. No relatório de 31/03/2010 está escrito: "Acreditamos, com base no parecer de nossos consultores jurídicos externos, que a probabilidade de um resultado desfavorável é possível".

Baseado em informações de 2011
Trocando Em Números

Se Nélio Nicolai vencesse, a Justiça teria outro trabalho complicado: Decidir o valor da indenização, que possivelmente seria a maior já paga do país. No Brasil, uma patente tem validade de 20 anos. O valor pago por ela é um percentual - variável - do total arrecadado com o serviço ou produto que ela descreve. Nas ações, o brasileiro pede 25%. A base de cálculo seria o faturamento das empresas de telefonia com o Bina ao longo de 20 anos. E alguém paga pela identificação de chamadas? Hoje, quase ninguém. Mas nem sempre foi assim.

"Isso está nas contas de telefone. O valor do Bina vinha discriminado. Depois, as telefônicas passaram a usar 'identificação de chamadas' e afinal pararam de citar a cobrança na fatura", disse Luis Felipe Belmonte, acrescentando que a tarifa média praticada era de R$ 10,00 por mês. O fato de a patente de Nélio Nicolai já ter expirado, e de as telefônicas não cobrarem mais pelo serviço, não elimina a dívida, que é calculada retroativamente.

A título de exemplo, o advogado faz as contas usando uma taxa de 20% de royalties, e chega ao resultado de R$ 113 bilhões. Com juros e correção monetária, o valor chegaria a cerca de R$ 185 bilhões. Para se ter uma ideia, essa fortuna faria do brasileiro o homem mais rico do mundo, com uma folga de 40 bilhões sobre o segundo colocado, o mexicano Carlos Slim Helu, que, aliás, é dono da Claro, controladora de telefônicas alvo das ações. 

Você deve estar pensando: "Ah, esse cálculo é um exagero!". Nem tanto. No único processo vencido por Nélio Nicolai em que a Justiça já arbitrou a indenização, o valor foi de R$ 550 milhões. A ação era contra a Americel, subsidiária da Claro. Como o inventor processa 40 companhias, no total, e essa é uma das menores da lista, as cifras provavelmente chegariam mesmo às dezenas de bilhões de reais.

A facada seria tão grande que as empresas de telefonia já estão apelando para terceiros. Telebrasil e Abinee, duas associações de classe, enviaram petições à Anatel, solicitando sua intervenção "em defesa dos interesses do setor". No documento, elas dizem que o prejuízo será do consumidor, "que, além de ser privado do serviço, será certamente onerado com o repasse de eventuais custos incorridos pelas operadoras"

O dinheiro viria em boa hora para Nélio Nicolai, que vendeu 3 apartamentos para pagar honorários de advogados e sustentar a família. Ele não trabalha desde que foi demitido da Telebrasília. "Nenhuma telefônica me quer por perto, né?".

Quando a situação aperta, Nélio Nicolai vende cotas de 1% da indenização - já foram 15, a última teria sido negociada por R$ 100 mil. Apesar disso, ele está com o nome sujo na praça, graças a uma dívida de cartão de crédito. "Sou muito conhecido no Serasa, não consigo comprar nem um telefone!", disse bem-humorado, apesar de tudo.

De seu celular pré-pago, ele admite que talvez só seus netos vejam a cor do dinheiro. Mas torce para que a Justiça brasileira não deixe isso acontecer. "Há mais de 10 anos, todo dia imagino que o resultado vai sair no mês que vem!" 

Em 2003 a Justiça Federal do Rio de Janeiro suspendeu liminarmente os efeitos da patente nº 92.026.249. A decisão notou evidências de que a tecnologia descrita na patente copiava invenções anteriores e não preenchia os requisitos legais. A decisão segue em vigor até hoje, já tendo sido confirmada cerca de 10 vezes por quatro juízes diferentes e pelo Tribunal Regional Federal (TRF) da 2ª Região.

Após 20 anos em disputa judicial, a 2ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios determinou, em decisão liminar e sem a condução de exame pericial, que operadora indenize o inventor em 10% do valor cobrado pelo serviço de identificação de chamadas por usuários em cada aparelho. A operadora recorreu da decisão, que foi suspensa pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios.

Em 2014, Nélio Nicolai estava trabalhando com estudantes em um aplicativo de tradução simultânea no celular. A ideia é que, em uma ligação entre um japonês e um brasileiro, um entenderá o que o outro está falando.

Nélio Nicolai segura documento de patente
Reconhecimento

Nélio Nicolai recebeu um certificado e uma medalha de ouro da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) e um selo da série Invenções Brasileiras, concedido pelo Ministério das Comunicações.

Morte

Nélio José Nicolai faleceu na quarta-feira, 11/10/2017, em Brasília, DF, aos 77 anos. Nélio Nicolai estava se recuperando de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) que tinha sofrido há cerca de cinco meses. Nos últimos dias, no entanto, apresentou complicações pulmonares. Ele morava em Brasília, DF, no Lago Norte.

O sepultamento de Nélio Nicolai aconteceu no dia 12/10/2015, no Cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul, Brasília, DF.

Nélio Nicolai deixa quatro filhos e dois netos.