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Maria D’Apparecida

MARIA D'APPARECIDA MARQUES
(82 anos)
Cantora

☼ Rio de Janeiro, RJ (1935)
┼ Paris, França (04/07/2017)

Maria D’Apparecida cantou uma única vez no Brasil, no Rio de Janeiro, em 1965. Aqui esteve com o elenco da Ópera de Paris. Na época era a melhor Carmen da França. Foi o que ela cantou aqui, além de "O Diálogo das Carmelitas" (Francis Poulenc), sob a batuta de Jacques Pernoo e a direção de Henry Doublier. A crítica não gostou, boa parte do público torceu o nariz, por causa disso ou daquilo. Até o governador do antigo Estado da Guanabara, Carlos Lacerda, O Corvo, resolveu dar pitaco: "Nunca vi um soprano cantando um papel de meio soprano".

Experto e ladino em política, ignorante em ópera. Mas ele entendeu que devia entrar no coro de maledicências. Apesar desses resmungos, foram necessárias duas récitas extras para atender ao público que fazia fila nas bilheterias. Foram cinco récitas ao invés das três inicialmente previstas, com teatro lotado em todas.

Maria D’Apparecida não era uma cantora excepcional, e tinha consciência disso. Mas era excelente atriz. Carmen é uma personagem cobiçada por praticamente todas as cantoras, um desafio verdadeiro. Grandes cantoras se aventuraram na Carmen e foram por ela engolidas. Maria Callas, que tinha voz perfeita para o papel, gravou a ópera em estúdio, mas sabia que no palco a história seria outra e não ousou, respeitou Carmen.

No entanto, outras cantoras, com muito menos recursos vocais e teatrais foram felizes cantando a Carmen. A francesa Geneviève Vix, soprano de voz insinuante e grande presença cênica, foi um exemplo da primeira metade do século passado. Muito bonita e sedutora ela entendia a Carmen.  

Maria D’Apparecida é outro exemplo. Foi uma aparição fulgurante na França dos anos 70. Mostrou aos franceses uma Carmen que eles não conheciam. Sensual, provocante, atrevida. Arretada! Uma Carmem que continha a negritude da mulher brasileira, e particularmente, da mulher carioca.


A entrada em cena de Maria D’Apparecida foi com as mãos nas cadeiras, olhando e sorrindo para os homens, mas altiva, não de forma vulgar. Lembro que a voz soou com menos volume do que o desejável. Mas ela, ainda assim, ficou senhora do palco. Era uma Carmen negra e Maria d’Apparecida se orgulhava de ser negra, algo que os patetas racistas não entendiam.

Por sua Carmen recebeu um Orphée d’Or em 1967.

Em 1974, Maria D’Apparecida, sofreu grave acidente automobilístico, o que a obrigou a abandonar o canto lírico. Passou a se dedicar à divulgação da Música Popular Brasileira (MPB). Fez shows e gravou muito. Seu disco mais conhecido é "Maria D’Apparecida Et Baden Powell", de 1977. 

Voltou poucas vezes ao Brasil e jamais foi chamada para cantar.

A exceção foi em 1965, com o elenco da Opera de Paris. Houve quem quisesse barrá-la, mas o então diretor do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, Murilo Miranda, garantiu sua presença. Quando ele saiu, Maria D’Apparecida foi para o índex.

Os franceses voltaram ao Rio de Janeiro nos anos seguintes, mas ela não estava no elenco.
"A direção do teatro decidiu me barrar, é exatamente isso que quero dizer!"
(Afirmou Maria D’Apparecida sem papas na língua numa entrevista)

Maria D’Apparecida "Carmen", Theatro Municipal do Rio de Janeiro, 1965.
Maria D’Apparecida tinha um temperamento doce e amável, mas que ninguém ousasse pisar em seus pés.

No final de sua estreia no Rio de Janeiro, na "Carmen", meu pai e eu, que tinha 15 anos, fomos ao palco. Naquela época isso era permitido. Meu pai já a conhecia e se corresponderam por algum tempo até sua morte, em 1969. Ele me apresentou.

- Esse aqui é meu filho.
- Oh! Très charmant! - Exclamou sorridente e arrematou com beijos nas minhas bochechas.

Quase caí sentado, bem ali onde o otário do Don Jose acabara de assassinar "Carmen"

Ela era linda! Não sabia se olhava para os lados, se procurava algo inexistente nos bolsos, se estancava a incômoda revolução dos hormônios ou se tentava um olhar mais atento no ousadíssimo decote a dois palmos do meu nariz. Ah, os 15 anos...

Maria D’Apparecida era mulher espiritualizada, com grande senso de humanidade. Uma alma grande, bonita, inteligente e corajosa. Fez muito pela cultura do Brasil e não teve o reconhecimento que lhe é devido.

Nosso maior poeta dedicou-lhe versos. E Carlos Drummond de Andrade não escrevia versos para qualquer um. Poucos conhecem ou deram atenção.

No início dos anos 90 e na década seguinte estava em plena atividade. Participou de shows em favor da luta contra a AIDS e outras causas humanitárias. Dedicava-se ainda ao apoio a crianças autistas na França.

Baden Powell e Maria D’Apparecida
Maria D’Apparecida foi encontrada morta, aos 82 anos, em seu apartamento em Paris, onde morava desde os anos 1960.

É o corpo dessa mulher plena de humanidade que a regra cega e insensível dos burocratas quer destinar à vala comum dos indigentes.

Maria D’Apparecida morreu no dia 04/07/2017.  Seu corpo está no Instituto Médico Legal de Paris desde então, no aguardo de que alguém da família reclame o corpo. Se isso não acontecer até o dia 20/08/2017, Maria D’Apparecida será sepultada como indigente, em vala comum, num cemitério no subúrbio de Paris.

Parece absurdo, mas é verdade. Quem informa é a Chancelaria Brasileira em Paris.

Ora, convenhamos! É assim que são tratados os artistas brasileiros que morrem no exterior? Não sou ingênuo. Entendo os necessários trâmites burocráticos, tanto em vida como na morte. É necessário um carimbo quando a gente nasce e outros tantos quando a gente morre. Mas, não exagerem, senhores diplomatas. Tenham um pouco de bom senso e humanidade.

Podem me chamar de ranzinza e  vá lá que eu seja. Mas é dever indeclinável do Governo Brasileiro e de suas Chancelarias espalhadas pelo mundo garantir a dignidade dos cidadãos brasileiros falecidos no exterior. Ainda mais quando se trata de alguém que passou grande parte da vida divulgando na França e na Europa a arte e a cultura do Brasil, como é o caso de Maria D’Apparecida, que foi mais embaixatriz do que a maioria dos nossos bravos diplomatas.

Mas estamos falando de uma artista que foi hostilizada, sem trégua, no Brasil, talvez por inveja. Mas certamente por grande carga de preconceito racial, da qual ela foi vítima.

O Itamaraty enfim encontrou uma solução para o corpo da soprano carioca Maria D'Apparecida Marques, que desde 04/07/2017 está no IML de Paris. Mas o consulado brasileiro estava penando para encontrar um parente. Por fim, o Itamaraty acionou a Polícia Federal, que localizou um sobrinho "por afinidade", ela não tinha irmãos. Ficou decidido então, que o corpo será cremado e as cinzas, trazidas para o Brasil. (Alcelmo Gois - O Globo, 12/08/2017)

"Tua voz, D’Apparecida, é aparição
Fulgurante, sensitiva, dramática
E vem do fundo negroluminoso dos nossos corações
E vai e volta e vai
Maria D'Apparecida do Brasil,
Aparecedoramente cantaril."

(Carlos Drummond de Andrade)

Texto: Henrique Marques Porto
Indicação: Miguel Sampaio

Paulo Silvino

PAULO RICARDO CAMPOS SILVINO
(78 anos)
Ator, Humorista, Compositor e Cantor

☼ Rio de Janeiro, RJ (27/07/1939)
┼ Rio de Janeiro, RJ (17/08/2017)

Paulo Ricardo Campos Silvino, mais conhecido por Paulo Silvino, foi um ator, humorista e compositor brasileiro, nascido no Rio de Janeiro, RJ, no dia 27/07/1939.

Filho de Silvino Netto e Naja Silvino, não tardou a despontar para a carreira artística. Com 20 anos, ao lado de nomes como Altamiro Carrilho, Durval Ferreira e Eumir Deodato, lançou o LP "Nova Geração Em Ritmo de Samba", compondo e interpretando com sua voz abaritonada a maioria das canções, ainda sob o nome de Silvino Júnior.

Durante as décadas de 1960 e 1970, ampliou sua produção musical e teatral, escrevendo e atuando em peças e filmes. Passou pelas extintas TV Tupi, TV Continental, TV Rio e TV Excelsior.

Paulo Silvino estreou na TV Globo em 1967, em "TV Ó - Canal Zero" e ganhou dois prêmios como o melhor comediante de televisão do ano. Desde então, apresentou e foi destaque em diversos programas de humor da TV Globo: "Faça Humor, Não Faça Guerra", "Satiricom", "Planeta dos Homens", "Balança Mas Não Cai", "Viva o Gordo" e "Brasil Pandeiro".

Em 1988, Paulo Silvino comandou inúmeras vezes o "Cassino do Chacrinha", substituindo o Velho Guerreiro, Chacrinha.

Paulo Silvino no programa "Satiricom", 1974
Paulo Silvino esteve no SBT de 1989 a 1992, onde atuou em "A Praça é Nossa" e na "Escolinha do Golias", ao lado de Ronald Golias.

Participou da "Escolinha do Professor Raimundo", entre 1993 e 1995, na TV Globo, e da "Escolinha do Barulho" (1999), na TV Record.

De volta à TV Globo, participou do programa "Zorra Total", onde já fez muitos personagens, mas atualmente interpretava o mulherengo Alceu.

O humor de Paulo Silvino é fortemente baseado em bordões e piadas de duplo sentido. É, portanto, típico daquele que fez escola nos programas no qual atuou nos anos 60 e 70. São memoráveis o bordão do policial Fonseca, em quadro no qual contracenava com Jô Soares ("Guenta, doutor, ele gueeeeenta!"), e, do porteiro Severino ("Isso é uma tremenda bichona, seu diretor!" e "Cara, crachá! Cara, crachá!").

Paulo Silvino sempre buscou a piada simples, mas de gosto popular, ao criar seus tipos, popularizando assim os bordões de seus personagens.

No cinema, participou de "Um Edifício Chamado 200" (1973), "Com a Cama na Cabeça" (1973), "O Rei da Pilantragem" (1968), "Minha Sogra é da Policia" (1958) e "Sherlock de Araque" (1957).

Paulo Silvino é pai de três filhos: Flávio Silvino, João Paulo Silvino e Isabela Silvino.


Após gravar seu primeiro LP e atuar em algumas novelas da TV Globo, Flávio Silvino teve sua carreira parcialmente interrompida em 02/11/1993 ao sofrer um grave acidente de carro que lhe causou danos cerebrais ao deixá-lo em coma durante 3 meses e meio.

Paulo Silvino fazia parte do elenco de "Zorra Total" com seu personagem Severino, que participava do Strip Trem Quiz, e o Senador ("Eu quero é mamar!"). Com a mudança no "Zorra Total", Paulo Silvino integrou o novo elenco do programa que tem pelo nome de "Zorra" apenas. Em 2017 deixou o programa.

Paulo Silvino descobriu em julho de 2016 que tinha um endocarcinoma, câncer de estomago. Foi operado com sucesso total pelo cirurgião oncologista Drº Leonaldson Castro e, desde o início de setembro de 2016, fazia sessões de quimioterapia para a remissão da enfermidade.
"Só faltam quatro sessões e Paulo Silvino está ótimo! A intenção é voltar logo para a telinha mas antes disso estaria lançando, em março de 2017, seu livro-vídeo 'As Aventuras do Papaceta'"
"Quero morrer na ativa, trabalhando na minha querida TV Globo", contou certa vez. Paulo Silvino esteve na emissora desde 1966. Nesses 50 anos de casa, participou de diversos programas humorísticos, apresentou-se no programa de auditório "Porque Hoje é Sábado", foi redator do "Domingão do Faustão" e chegou a narrar uma novela, "O Pulo do Gato" (1978).

Morte

Paulo Silvino morreu na manhã de quinta-feira, 17/08/2017, aos 78 anos, no Rio de Janeiro, vítima de um câncer no estômago. Segundo a Central Globo de Comunicação, o humorista morreu em casa, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, no início da manhã.

Em redes sociais, o filho mais novo do ator, João Paulo Silvino, lamentou a morte do pai:
"Que Deus te receba de braços abertos meu pai amado!"
Segundo a família, Paulo Silvino chegou a ser submetido a uma cirurgia em 2016, mas o câncer se espalhou e a opção da família foi que ele fizesse o tratamento em casa. A filha de Paulo Silvino, Isabela Silvino, também usou as redes sociais para falar sobre a morte do pai:
"Amigos, obrigada por todas as mensagens. Ainda estou naquele processar isso tudo. Mas posso dizer que ele foi bem. Sem sofrer!"

Fonte: Wikipédia e G1

Luiz Melodia

LUIZ CARLOS DOS SANTOS
(66 anos)
Cantor, Compositor e Ator

☼ Rio de Janeiro, RJ (07/01/1951)
┼ Rio de Janeiro, RJ (04/08/2017)

Luiz Carlos dos Santos, mais conhecido como Luiz Melodia, foi um ator, cantor e compositor brasileiro nascido no Rio de Janeiro, RJ, no dia 07/01/1951. Era filho do sambista e compositor Oswaldo Melodia, de quem herdou o nome artístico.

Luiz Melodia nasceu no Morro do Estácio, bairro da cidade do Rio de Janeiro. Filho de Oswaldo e Eurídice, descobriu a música ao ver o pai tocando em casa:
"Fui pegando a viola dele, tirando uns acordes, observando. Ele não deixava eu pegar a viola de 4 cordas que era uma relíquia, muito bonita, onde eu aprendi a tocar umas coisas!"
Apesar da precoce afinidade com a música, Luiz Melodia acabou contrariando seu pai, que sonhava vê-lo um "doutor" formado:
"Ele não apoiava, não adiantou coisíssima alguma, até porque as coisas foram acontecendo. Depois ele veio a curtir para caramba, quando ele faleceu, perdi um grande fã!"
Luiz Melodia começou sua carreira musical em 1963 com o cantor Mizinho, ao mesmo tempo em que trabalhava como tipógrafo, vendedor, caixeiro e músico em bares noturnos.

Em 1964 formou o conjunto musical Os Instantâneos, com Manoel, Nazareno e Mizinho.

Depois de abandonar o ginásio Luiz Melodia  passou a adolescência compondo e tocando sucessos da Jovem Guarda e bossa nova, com o grupo Instantâneos formado com amigos. Essa experiência, juntamente com a atmosfera em que vivia, do tradicional samba dos morros cariocas, resultaram em uma mescla de influências que renderam a Luiz Melodia um estilo único. Logo acabou por chamar atenção de um assíduo frequentador do Morro do Estácio, o poeta Waly Salomão e de Torquato Neto.


Através de Waly Salomão, Gal Costa acabou conhecendo um de seus compositores prediletos, resultando na gravação de "Pérola Negra" no disco "Gal a Todo Vapor" (1972). Pouco depois era vez de "Estácio, Holly Estácio", ganhar sua interpretação na voz de Maria Bethânia. Foi nesta época que o artista assumiu então o nome de Luiz Melodia, apropriando o sobrenome artístico de seu pai Oswaldo, e lançou no ano seguinte , 1973, seu primeiro e antológico disco "Pérola Negra".

Sua postura porém, mantinha a mesma irreverência e inquietude, do garoto que tocava Iê-Iê-Iê nos berços de samba carioca, que lhe rendeu um estilo musical inconfundível, assim como críticas que o consideravam um artista "maldito", ao lado de nomes como Fagner e João Bosco, por exemplo.
"Não éramos pessoas que obedeciam. Burlávamos, pode-se dizer assim, todas as ordens da casa, da gravadora. Rompíamos com situações que não nos convinham. Sempre acreditei naquilo que fiz e faço!"
(Luiz Melodia)

Sua carreira acabou por consolidar-se no disco seguinte, "Maravilhas Contemporâneas" (1976), popularizado pela canção "Mico de Circo", que seria gravado em seu retorno ao Rio de Janeiro.

Nas décadas seguintes, Luiz Melodia lançou diversos álbuns e realizou shows, inclusive internacionais.

Em 1987 apresentou-se em Chateauvallon, na França e em Berna, Suíça, além de participar em 1992 do III Festival de Música de Folcalquier, na França, e em 2004 do Festival de Jazz de Montreux à beira do lago Lemán, onde se apresentou no auditório Stravinski, palco principal do festival.

Já conhecido do público e tendo alcançado seu espaço no cenário da Música Popular Brasileira, Luiz Melodia lançou "Nós" (1980), incluindo "Codinome Beija-Flor".

No disco seguinte, "Relíquias" (1985), fez uma releitura com novos arranjos para sucessos como "Ébano" "Subanormal".

No registro intimista intenso de "Acústico - Ao Vivo" (1999), em que Luiz Melodia passeia novamente por sua obra, agora através da espontaneidade de um disco gravado ao vivo durante sua turnê nacional, considerado sucesso de público e crítica.

Década de 70

Em 1972, sua música "Pérola Negra" foi gravada por Gal Costa no LP "Gal a Todo Vapor", através dos poetas-compositores Waly Salomão e de Torquato Neto, que o ouviram no bairro carioca do Estácio, onde morava o compositor. Nesse mesmo ano, Maria Bethânia gravou sua composição "Estácio, Holly Estácio"

Em 1973, lançou o primeiro LP, "Pérola Negra", registrando suas composições "Magrelinha", "Estácio, Holly Estácio", "Vale Quanto Pesa""Farrapo Humano", entre outras.

Dois anos depois, em 1975, foi finalista do Festival Abertura, da TV Globo, com a música "Ébano".

Em 1976 sua música "Juventude Transviada" foi incluída na trilha sonora da novela "Pecado Capital" da TV Globo e gravada no seu LP "Maravilhas Contemporâneas".

Ainda nos anos 1970, quando começou a ser mais conhecido, participou do Projeto Pixinguinha, dividindo o palco com Zezé Motta.

No ano de 1978 gravou o LP "Mico de Circo".

Décadas de 80 e 90

Na década de 80 lançou os LPs "Nós" (1980), "Felino" (1983), "Claro" (1985) e "Pintando o Sete" (1989). Este último incluiu um de seus maiores sucessos, "Codinome Beija-Flor" (Cazuza, Ezequiel Neves e Reinaldo Arias.

Em 1991, gravou "Codinome Beija-Flor" para a trilha sonora de "O Dono do Mundo", novela da TV Globo.

No ano de 1995 lançou o CD "Relíquias", e fez participação especial no CD "Guitarra Brasileira", de Renato Piau, no qual interpretou "Me Beija" (Luiz Melodia, Renato Piau e Tureko). No disco também interpretou "Fadas" (Luiz Melodia).

Em 1997 lançou o CD "14 Quilates".

Em 1998, participou do disco-homenagem "Balaio do Sampaio", de Sérgio Sampaio, produzido por Sérgio Natureza, no qual interpretou a faixa "Cruel" (Sérgio Sampaio).

Em 1999, lançou "Luiz Melodia: Acústico, Ao Vivo", gravado no Teatro Rival, no Rio de Janeiro, com a participação de Renato Piau (violão de aço e náilon) e Perinho Santana (violão de náilon e guitarra). Interpretou também músicas de outros compositores, como Zé Kéti e Hortêncio Rocha na faixa "Diz Que Fui Por Aí".

2000 - 2006

No ano 2000 realizou o mesmo show no Garden Hall, no Rio de Janeiro.

Em 2001, lançou o CD "Retrato do Artista Quando Coisa", com arranjos de cordas e sopros. O disco, produzido pelo guitarrista Perinho Santana, com arranjos sofisticados de sopros e cordas na maioria das faixas, contou com a participação de Ricardo Silveira (guitarra) e Luiz Alves (baixo acústico). No repertório incluiu suas composições "Feeling da Música" (Luiz Melodia, Ricardo Augusto e Hyldon), "Gotas de Saudade" (Luiz Melodia e Perinho Santana), "Lorena" (Luiz Melodia, Renato Piau e Mahal), que contou com a participação de seu filho Mahal, "Brinde" (Luiz Melodia e Ricardo Augusto), "Esse Filme Eu Já Vi" (Luiz Melodia e Renato Piau), "Perdido" (Luiz Melodia e Cara Feia), "Boa Atmosfera" (Luiz Melodia e Cara Feia), "Quizumba" (Luiz Melodia e Cara Feia), e a faixa-título, sobre versos de Manoel de Barros, além de "Otimismo" (Célio José e Marize Santos), "Levanta a Cabeça" (Ivan Nascimento e Osvaldo Nunes), "Sempre Comigo" (William Duba e Anísio Silva) e "Poderoso Gangster" (Guida Moira).

Lançou no ano de 2002 o CD e o DVD "Luiz Melodia Convida - Ao Vivo", gravado no Pólo Cine Vídeo, no Rio de Janeiro, com a participação de Zeca Pagodinho, Zezé Motta e Luciana Mello, entre outros artistas. O CD ganhou como faixa bônus "Presente Cotidiano", dueto com Gal Costa gravado em estúdio.

Apresentou-se, em 2005 no Parque dos Patins, no Rio de Janeiro, dentro do projeto Vivo na Lagoa. Neste mesmo ano participou do CD "Um Pouco de Mim - Sérgio Natureza e Amigos", no qual interpretou "Vela no Breu" (Paulinho da Viola e Sérgio Natureza).

Em 2006, apresentou-se no Teatro Rival BR, no Rio de Janeiro e foi capa da revista Carioquice, editada pelo Instituto Cultural Cravo Albin. Neste mesmo ano, ao lado de Eudes Fraga, Wanda Sá e Claudia Telles, participou do CD "Par ou Ímpar", de Marcelo Lessa e Paulinho Tapajós, no qual interpretou a faixa "Veludo Azul".

MTV 2008 - Estação Melodia MTV

Há sete anos, Luiz Melodia acalentava a ideia de um projeto sobre samba. Paralelo a isso, em meados de 2006, o cantor foi convidado para fazer um show especial em comemoração aos 70 anos do Teatro Rival, no Rio de Janeiro. Focado em sambas de várias épocas, o espetáculo seria o embrião, por assim dizer, do disco "Estação Melodia", cujo repertório é a base do espetáculo que originou estes CD, DVD e programa Especial MTV.

No carnaval de 2016, o repertório foi fechado e um desejo antigo começava a se delinear. Assim, cinco anos depois de seu último CD em estúdio, Luiz Melodia voltava à cena com um trabalho de interpretação, que não deixa, em última instância, de ser também de composição: a assinatura que o cantor imprime às canções é tão particular, que perpassa a nítida impressão de co-autoria.

Álbum Zerima (2014)

Em 2011 participou do quarto disco solo do titã Sérgio Britto, lançado em setembro de 2011, "Purabossanova".

Em 2013 apresentou-se no Teatro Rival, no Rio de Janeiro. Nesse mesmo ano, foi lançada a caixa "Três Tons de Luiz Melodia", contendo três álbuns gravados pelo cantor em três décadas diferentes: "Pérola Negra" (1973), "Felino" (1983) e "Pintando o Sete" (1991).

Em 2014 lançou em show no Teatro Rival BR, no Rio de Janeiro, o CD "Zerima", seu 13º disco solo. Há 13 anos sem um disco de inéditas, Luiz Melodia voltou ao seu típico gênero musical. O samba e outras bossas, ouvido nas 14 faixas é tão pessoal e intransferível quanto sua ótima qualidade vocal.

Cheio da classe e do suingue habituais, Luiz Melodia apresenta novas composições como "Cheia de graça" (Luiz Melodia), cujos versos "o desejo é fera que devora" dão a tônica amorosa que perpassa o trabalho. Um amor dolente com jeito de fossa, como em "Dor de Carnaval" (Luiz Melodia), que conta com a participação especial da cantora e compositora paulista Céu.

Prêmios

Em 2015 ganhou o Prêmio Música Popular Brasileira na Categoria MPB - Canção Popular - Melhor Cantor pelo disco "Zerima". Neste mesmo ano fez turnê de lançamento do CD "Zerima", por Belo Horizonte, Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro, em show no Circo Voador, na Lapa, zona boêmia da cidade.

Morte

Luiz Melodia morreu na madrugada de sexta-feira, 04/08/2017, por volta das 5h00, aos 66 anos. Luiz Melodia lutava contra um câncer na medula. Ele chegou a ser submetido a um transplante. O câncer voltou e o estado de saúde do cantor se agravou bastante na última quinta-feira, 03/08/2017.

O hospital Hospital Quinta D'Or em que Luiz Melodia faleceu informou através de uma nota:
"A direção do Hospital Quinta D'Or informa que Luiz Carlos dos Santos, o cantor Luiz Melodia, faleceu na madrugada desta sexta-feira, 04/08 em decorrência do agravamento do câncer de medula óssea, que estava em tratamento no Centro de Oncologia da unidade"
O velório ocorrerá na sexta-feira, 04/08/2017, a partir das 18h00, aberto ao público, na quadra da Escola de Samba Estácio de Sá, na Cidade Nova, Zona Central do Rio de Janeiro. O sepultamento acontecerá às 10h00 de sábado, 05/08/2017, no Cemitério do Catumbi, Zona Norte do Rio de Janeiro.

Luiz Melodia foi casado com a cantora, compositora e produtora Jane Reis de 1977 até sua morte, e era pai do rapper Mahal Reis.

Discografia
  • 1973 - Pérola Negra
  • 1976 - Maravilhas Contemporâneas
  • 1978 - Mico de Circo
  • 1980 - Nós
  • 1983 - Felino
  • 1987 - Decisão
  • 1988 - Claro
  • 1991 - Pintando o Sete
  • 1995 - Relíquias
  • 1997 - 14 Quilates
  • 1999 - Acústico ao Vivo
  • 2001 - Retrato do Artista Quando Coisa
  • 2003 - Luiz Melodia Convida
  • 2007 - Estação Melodia
  • 2008 - Especial MTV - Estação Melodia Ao Vivo
  • 2014 - Zerima


Fonte: Wikipédia e Veja
Indicação: Miguel Sampaio, Valmir BonvenutoJoão Veras e Neyde Veras

Waldir Peres

WALDIR PERES DE ARRUDA
(66 anos)
Goleiro

☼ Garça, SP (02/01/1951)
┼ Mogi Mirim, SP (23/07/2017)


Waldir Peres de Arruda, mais conhecido como Waldir Peres, foi um futebolista brasileiro que atuava como goleiro, nascido em Garça, SP, no dia 02/01/1951.

Waldir Peres era considerado um dos mais importantes goleiros do futebol brasileiro. Defendeu o São Paulo de 1973 a 1984 e a Seleção Brasileira em três Copas do Mundo, 1974, 1978 e 1982. Jogou nas décadas de 1970 e 1980, e foi considerado em boa parte desse tempo um dos melhores goleiros do Brasil.

Foi reserva nas Copas do Mundo de 1974 e 1978, sendo titular na Copa do Mundo de 1982, na Espanha, onde era um dos destaques de um time que contava com Zico, Sócrates, Falcão e Oscar. Waldir Peres é o goleiro com menor média de gols sofridos na Seleção Brasileira entre os que atuaram em Copas do Mundo.

Waldir Peres começou a carreira como revelação da Ponte Preta, mas foi no São Paulo, aonde chegou em 1973, onde ganhou projeção. Não estava na convocação original do Brasil para a Copa do Mundo de 1974, mas, com a contusão do goleiro reserva Wendel no joelho esquerdo, o titular do São Paulo foi chamado. Entretanto, sua primeira partida pela Seleção só aconteceria mais de um ano depois, em 04/10/1975, uma vitória por 2 x 0 sobre o Peru, pelas semifinais da Copa América de 1975 - o Brasil perdeu a classificação para a final no sorteio.

Nesse período, ele já tinha conquistado o primeiro título de sua carreira, o Campeonato Paulista de 1975. A final contra a Portuguesa só foi decidida nos pênaltis, e Waldir Peres espalmou as cobranças de Dicá e Tatá. Como Wilsinho chutou para fora e o São Paulo tinha convertido suas três penalidades, o tricolor comemorou o título. A torcida gritou o nome do goleiro e carregou-o em seus braços, já com a faixa de campeão.


Seu segundo título também veio nos pênaltis: o Campeonato Brasileiro de 1977, decidido apenas em 05/03/1978. Ele começou o campeonato em um rodízio com Toinho, em que cada um disputava três jogos, mas retomou o posto de titular na reta final. Na final, o São Paulo, que tinha 10 pontos a menos que o adversário, o Atlético-MG, empatou por 0 x 0 no Mineirão, tanto no tempo normal como na prorrogação. Nos pênaltis, o goleiro do São Paulo manteve-se frio e catimbou bastante, ajudando a deixar nervosos Joãozinho Paulista, Toninho Cerezo e Márcio, que chutaram suas cobranças para fora, dando o título à equipe paulista. Nessa época, foi considerado um dos três melhores goleiros em atividade no Brasil.

Nessa condição ele foi convocado para a Copa do Mundo de 1978, mas, assim como quatro anos antes, não entrou em campo. Só voltaria a ser convocado mais de dois anos depois, e em condições parecidas com a sua convocação em 1974.

O técnico da Seleção Brasileira, Telê Santana, não convocou Waldir Peres para o Mundialito, que se realizaria entre o fim de 1980 e o início de 1981 para comemorar o cinquentenário da Copa do Mundo, mas teve de chamá-lo em 5 de janeiro, depois do titular Carlos se contundir na primeira partida, contra a Argentina. A convocação de Waldir Peres gerou polêmica, por causa da boa fase de Leão, então no Grêmio. Isso apesar do goleiro ter acabado de conquistar o Campeonato Paulista de 1980 com o São Paulo. Waldir Peres, no entanto, não entrou em campo nos dois outros jogos da campanha do vice-campeonato. Ele só voltaria a defender o gol do Brasil, pela primeira vez desde 19/05/1976, na partida contra a Venezuela em 08/02/1981, pelas eliminatórias para a Copa do Mundo de 1982.

Seu grande momento na Seleção Brasileira veio um mês e meio depois, em 19 de maio, num amistoso contra a Alemanha. Quando Luisinho cortou um cruzamento de Karl-Heinz Rummenigge com a mão, o árbitro inglês Clive White marcou o pênalti. Faltavam 10 minutos para o fim do jogo, e o Brasil vencia por 2 x 1. Paul Breitner, que nunca tinha perdido uma penalidade em sua carreira até ali, partiu para a cobrança, e a bola foi no canto esquerdo, e Waldir Peres defendeu. O árbitro anulou a defesa, alegando que o goleiro se adiantou. Paul Breitner chutou novamente, desta vez no outro canto, e Waldir Peres defendeu mais uma vez. O Neckarstadion ficou em silêncio.


A atuação serviu de consolo para o goleiro, que tinha perdido no início do mês o Campeonato Brasileiro de 1981, com duas derrotas para o Grêmio. De qualquer maneira, Waldir Peres protagonizou um lance que fez a torcida lembrar da final de 3 anos antes. Quando Baltazar correu para cobrar um pênalti no primeiro jogo, Waldir Peres partiu em sua direção e impediu a cobrança. O atacante adversário teve de repeti-la, mas, possivelmente nervoso, chutou para fora.

Ainda em 1981, conquistou o bicampeonato paulista. Mantendo a posição de titular da Seleção Brasileira desde o começo do ano, no ano seguinte, foi convocado para ser o goleiro titular do Brasil na Copa do Mundo de 1982. Sofreu um frango incrível na primeira partida, contra a União Soviética, mas foi mantido na posição. Curiosamente, foi o único jogador do Brasil em toda a Copa a receber um cartão amarelo. A derrota por 3 x 2 para a Itália, que determinou a eliminação brasileira, foi o único jogo oficial pela Seleção Brasileira em que Waldir Peres sofreu mais de um gol. Foi também seu último jogo com a camisa da Seleção Brasileira.

Waldir Peres deixou o São Paulo na metade de 1984, onde jogou de 03/11/1973 e 26/05/1984, indo para o America-RJ. Em seguida, foi para o Guarani. No Campeonato Brasileiro de 1985, defendeu três pênaltis em um jogo contra o Flamengo, ajudando a garantir a vaga para a fase seguinte.

Em 1986 chegou ao Corinthians. Apesar de ter passado 12 anos em um dos maiores rivais do clube, teve seu nome cantado pela torcida em várias partidas.

No Campeonato Paulista de 1987, foi um dos destaques do time que deixou a lanterna no primeiro turno para chegar ao vice-campeonato.

No início de 1988, o jogador comprou seu próprio passe por 764 mil cruzados.

Waldir Peres encerrou a carreira em 1989 na mesma Ponte Preta em que começou, depois de uma passagem pelo Santa Cruz.

Morte

Waldir Peres morreu no domingo, 23/07/2017, aos 66 anos, vítima de um infarto fulminante, durante um almoço com a família, na cidade de Mogi Mirim, no interior paulista.

Waldir Peres se sentiu mal e teve um infarto por volta das 14h00. Foi levado por familiares ao hospital 22 de Outubro, em Mogi Mirim, mas não resistiu e teve a morte decretada por volta de 15h30.

Waldir Peres deixou dois filhos, que moravam em São Paulo, e uma filha, que está na Malásia. Ele não era casado, mas estava acompanhado da noiva.

O corpo do Waldir Peres saiu de Mogi Mirim na segunda-feira, 24/07/2017, às 17h00, para São Paulo. O velório de será a partir de terça-feira, 25/07/2017, e o sepultamento na quarta-feira, 26/07/2017, às 9h00, para aguardar a filha que vem do exterior, no Cemitério Gethsêmani, no Morumbi.

Títulos

São Paulo
  • 1977 - Campeonato Brasileiro
  • 1975 - Campeonato Paulista
  • 1980 - Campeonato Paulista
  • 1981 - Campeonato Paulista

Corinthians
  • 1988 - Campeonato Paulista

Seleção Brasileira
  • 1976 - Taça Oswaldo Cruz
  • 1976 - Taça do Atlântico
  • 1976 - Copa Roca
  • 1976 - Taça Rio Branco

Fonte: Wikipédia
Indicação: Miguel Sampaio

Jorginho do Pandeiro

JORGE JOSÉ DA SILVA
(86 anos)
Pandeirista

☼ Rio de Janeiro, RJ (03/12/1930)
┼ Rio de Janeiro, RJ (06/07/2017)

Jorge José da Silva, mais conhecido pelo pseudônimo Jorginho do Pandeiro, foi um pandeirista brasileiro, nascido no Rio de Janeiro, RJ, no dia 03/12/1930. Jorginho realizou também atividades como produtor de discos de artistas da Música Popular Brasileira, como Sílvio Caldas, Clara NunesElizeth Cardoso, Chico Buarque e Marisa Monte.

Nascido numa família de músicos, Jorge José da Silva, aos 7 anos, já tocava ao lado do pai, o violonista Caetano José da Silva, e deixou o seu nome marcado na história do choro - mas este viria acompanhado de um novo sobrenome, oriundo do instrumento que começou a tocar aos 7 anos de idade: o pandeiro.

Seu pai sempre recebia em casa os amigos músicos, entre eles Pixinguinha.
"O baile era dentro de casa. Como havia muitos músicos, o pessoal tocava no quarto e dançava na sala!"
(Jorginho, em 2000, entrevista ao Globo)


Lino e Dino, seus irmãos mais velhos, também se tornaram-músicos. O segundo, inclusive, ficou conhecido como Dino 7 Cordas, companheiro de Jorginho no Época de Ouro.
"Apesar de meu pai e meu irmão tocarem violão, sempre gostei mais de pandeiro!"
(Jorginho)

Jorginho iniciou sua trajetória musical aos 14 anos, na Rádio Tamoio, onde se apresentou no conjunto de Ademar Nunes. Depois, se apresentaria também na Rádio Nacional e Rádio Mayrink Veiga.

Ao longo da carreira, cantores como acompanhou Sílvio Caldas, Emilinha Borba, Marlene, Orlando Silva, Beth CarvalhoClara Nunes, Paulinho da Viola, Alcione, Martinho da Vila, Luiz Gonzaga, Cartola e Nelson Cavaquinho.

Além de ter integrado diversas orquestras e conjuntos regionais, Jorginho do Pandeiro participou de gravações históricas de Jacob do Bandolim, o fundador do Época de Ouro, em 1964, lendário grupo no qual ele entrou em 1972, três anos após a morte de Jacob, e que liderou uma espécie de renascimento do choro nos anos 1970. Jorginho continuou no grupo até sua morte.


Tanto o filho, Celso Silva, quanto o neto, Eduardo Silva, de Jorginho, tornaram-se pandeiristas. Aos 13 anos Celso Silva já tocava atabaque com os irmãos, mas a carreira profissional começou em 1976 no conjunto de choro Os Carioquinhas, que tinha entre os integrantes Luciana e Raphael Rabello. Dois anos mais tarde ele fundou, juntamente com amigos e com o irmão Jorge, que toca cavaquinho, o grupo Nó Em Pingo D'Água.

Jorginho foi o produtor, em 1989, do álbum duplo "Há Sempre Um Nome de Mulher", editado pelo Banco do Brasil para a Campanha do Aleitamento Materno, do qual foi vendido 600 mil cópias, na época, ganhando o "Disco de Ouro" o seu criador Ricardo Cravo Albin.

Em dezembro de 2000, comemorou os 70 anos de carreira em dois dias de shows na Sala Funarte do Rio de Janeiro. No show, relembrou antigos sucessos e contou com a participação especial de amigos como Paulinho da Viola, Cristóvão Bastos, Joel Nascimento, Déo Rian, e os grupos Nó Em Pingo D'Água e Época de Ouro.

Morte

Jorginho morreu na quinta-feira, 06/07/2017, aos 86 anos, no Rio de Janeiro, RJ, vítima de complicações decorrentes de uma infecção urinária.

O sepultamento ocorreu na manhã de sexta-feira, 07/07/2017, no cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Indicação: Miguel Sampaio

Maria Estela

MARIA ESTELA RIVERA
(75 anos)
Atriz

☼ Borborema, SP (13/04/1942)
┼ São Paulo, SP (06/07/2017)

Maria Estela Rivera foi uma atriz brasileira nascida em Borborema, SP, no dia 13/04/1942.

Maria Estela foi uma das mais importantes atrizes dos anos 1970 na televisão brasileira, protagonizando várias novelas na TV Tupi, principalmente como mocinha. Sempre quis ser atriz e começou jovem no teatro, mas foi na televisão que se firmou.

O início de sua carreira artística na televisão foi em 1965, na TV Excelsior, que, à época, fazia novelas de sucesso. Seu primeiro trabalho foi em "O Caminho das Estrelas". Em 1966, na mesma emissora fez "A Pequena Karen", e em 1967, "O Tempo e o Vento" e "O Morro dos Ventos Uivantes".

Sua última novela na TV Excelsior foi em 1968, quando atuou em "O Direito dos Filhos".

Transferiu-se para a TV Record e fez, ainda em 1968, a novela "Ana". Vivendo a época de ouro das novelas da emissora, Maria Estela fez as novelas "As Pupilas do Senhor Reitor" (1970), "Os Deuses Estão Mortos" (1971), "Quarenta Anos Depois" (1971), "Sol Amarelo" (1971), "O Leopardo" (1972) e "Os Fidalgos da Casa Mourisca" (1972). 

Em 1973, a atriz foi para a TV Tupi, onde fez a primeira versão de "Mulheres de Areia" (1973), que depois foi refeita pela TV Globo em 1993. Em 1974, participou de "Meu Rico Português" e "Um Dia o Amor".

Em 1978, fez suas duas últimas novelas na TV Tupi, "Aritana" e "Roda de Fogo".

Nos anos 1980, fez tramas na Bandeirantes e no SBT, como "Os Imigrantes" (1981), "Vida Roubada" (1983), dentre outras.

A partir dos anos 1990, fez algumas participações especiais em novelas. Na TV Globo, fez "Meu Bem Meu Mal" (1990) e "Despedida de Solteiro" (1992).

Em 1994, voltou para o SBT e atuou em "Éramos Seis".

Em 1997, mais uma vez na TV Record, fez "Canoa do Bagre" "Marcas da Paixão" (2000).

Em 2001, novamente no SBT, atuou em "Pícara Sonhadora".

Em 2006, Maria Estela foi novamente para a TV Globo e participou da novela "Pé Na Jaca".

Em 2009, já no SBT, fez "Vende-se Um Véu de Noiva".

Por fim, em 2010, fez "Passione", na TV Globo, em participação especial. Desde então, estava afastada do veículo.

No teatro, a atriz esteve em cartaz por mais de um ano, em São Paulo, com a peça de Juca de Oliveira, "Meno Male". Quando a peça foi para o Rio de Janeiro, Maria Estela também ficou nela mais um ano em cartaz.

Morte

Maria Estela faleceu no dia 06/07/2017, aos 75 anos, em São Paulo, SP. O motivo do óbito é desconhecido e o mesmo só foi revelado depois que vários amigos da atriz começaram a comentar o seu falecimento.

Maria Estela Rivera (Os Inocentes, 1974)
Trabalhos

  • 1965 - O Caminho das Estrelas ... Célia (TV Excelsior)
  • 1966 - A Pequena Karen ... Kathlyn (TV Excelsior)
  • 1967 - O Morro dos Ventos Uivantes ... Isabela (TV Excelsior)
  • 1967 - O Tempo e o Vento - Bibiana Terra Cambará (TV Excelsior)
  • 1968 - Ana ... Ana (TV Record)
  • 1968 - O Direito dos Filhos ... Eva (TV Excelsior)
  • 1969 - Algemas de Ouro ... Glória (TV Record)
  • 1970 - As Pupilas do Senhor Reitor ... Clara (TV Record)
  • 1971 - Os Deuses Estão Mortos ... Quitéria (TV Record)
  • 1971 - Quarenta Anos Depois (TV Record)
  • 1971 - Sol Amarelo ... Zilda (TV Record)
  • 1972 - O Leopardo ... Ângela
  • 1972 - Os Fidalgos da Casa Mourisca ... Berta (TV Record)
  • 1973 - Mulheres de Areia ... Arlete (TV Tupi)
  • 1974 - Os Inocentes ... Hortência (TV Tupi)
  • 1975 - Meu Rico Português ... Ofélia (TV Tupi)
  • 1975 - Um Dia, o Amor ... Marília (TV Tupi)
  • 1978 - Aritana ... Inês (TV Tupi)
  • 1978 - Roda de Fogo ... Jane (TV Tupi)
  • 1980 - Pé de Vento ... Gisele (Rede Bandeirantes)
  • 1981 - Os Imigrantes ... Isabel (Rede Bandeirantes)
  • 1982 - A Leoa ... Alice (SBT)
  • 1982 - Campeão ... Alexandra (Rede Bandeirantes)
  • 1983 - Vida Roubada ... Virgínia (SBT)
  • 1990 - Boca do Lixo ... Carminha (TV Globo)
  • 1990 - Meu Bem, Meu Mal ... Gisela (TV Globo)
  • 1992 - Despedida de Solteiro ... Inês (TV Globo)
  • 1994 - Éramos Seis ... Laila (SBT)
  • 1997 - Canoa do Bagre ... Juliete (TV Record)
  • 1997 - Chiquititas ... Emília (SBT)
  • 2000 - Marcas da Paixão ... Simone (TV Record)
  • 2001 - Pícara Sonhadora ... Marcelina Rockfield (SBT)
  • 2001 - O Direito de Nascer ... Augusta (SBT)
  • 2002 - Marisol ... Andréa (SBT)
  • 2004 - Esmeralda ... Irmã Piedade (SBT)
  • 2006 - Pé na Jaca ... Irina Botelho Bulhões (TV Globo)
  • 2009 - Vende-se um Véu de Noiva ... Cora Baronese (SBT)
  • 2010 - Passione ... Carminha (TV Globo)


Indicação: Miguel Sampaio

Paulo Bellini

PAULO PEDRO BELLINI
(90 anos)
Empresário

☼ Caxias do Sul, RS (20/01/1927)
┼ Caxias do Sul, RS (15/06/2017)

Paulo Bellini foi um empresário brasileiro nascido em Caxias do Sul, RS, no dia 20/01/1927, notório por fundar a marca de carrocerias de ônibus Marcopolo.

Vindo de uma família de oito irmãos, Paulo Bellini teve uma infância feliz e sem dificuldades financeiras. Seu pai era diretor da Eberle, e conseguiu dar uma vida tranquila para a esposa e os filhos.

Quando completou a maioridade, Paulo foi para Porto Alegre estudar Administração de Empresas. Com o restante do tempo livre, decidiu procurar um emprego, pois se sentia desconfortável por estar somente estudando.

Depois de quase dois anos, voltou para Caxias do Sul, pois tinha muita vontade de trabalhar, e o lugar onde estava era muito moleza, como ele mesmo descreveu.

Paulo era vizinho de frente dos irmãos Nicola. As famílias eram amigas e os jovens costumavam passar bastante tempo juntos. Os Nicola tinham uma oficina de pintura de cabines de caminhão, e em uma conversa de final de tarde, surgiu a ideia de utilizar parte do espaço para produzir ônibus. A iniciativa era ousada, pois naquela época o forte era a fabricação de carrocerias de caminhão, e justamente para fugir do mercado saturado Paulo e os Nicola decidiram fazer ônibus.

Funcionários posam junto a um modelo em 1957, apenas oito anos depois da fundação da Nicola & Cia
A gente pensou: "Por que não fazer ônibus? Se tem madeira para fazer as carrocerias, por que não ônibus? Começamos a desenvolver e foi ai que surgiu a Nicola, hoje Marcopolo"

Iniciou então suas atividades em 1949 como sócio-gerente, na fundação da fábrica de carrocerias junto com os irmãos Nicola e um grupo de 17 colaboradores, a Nicola & Cia. Das primeiras carrocerias em madeira, que levavam 90 dias para serem fabricadas, foi pioneiro em um novo segmento da indústria automotiva. Os chassis eram próprios para caminhões na época.

Na década de 1960, a empresa ingressou no mercado exterior e realizou a primeira exportação de ônibus brasileiros, para o país vizinho Uruguai. Ainda na década de 60, foi lançado o modelo Marcopolo e o sucesso alcançado fez com que, em 1971, a empresa adotasse o nome Marcopolo.

Passou a ocupar, em 1954, o cargo de Diretor Gerente e em 1971 foi eleito Diretor Presidente, em 1977 passou a acumular este cargo com o de presidente do conselho de administração. Deixou o cargo para Mauro Gilberto Bellini, seu filho, tornando-se presidente emérito.


No período em que o negócio passou por dificuldades, Paulo sempre procurou conversar com os credores, sem fugir da responsabilidade. Essa conduta ajudou a empresa a atravessar os momentos de crise, reforçou a imagem de confiança e facilitou o acesso ao crédito bancário. Paulo relembra o apoio dos bancos como fator determinante para o desenvolvimento dos negócios. Foram diversos planos econômicos e crises financeiras, e a empresa conseguiu superar todos.

Nos anos 1990, a Marcopolo iniciou o programa de internacionalização e passou a abrir fábricas fora do Brasil.  Atualmente, a empresa tem unidades em 9 países, além de seis fábricas no Brasil. Paulo Bellini introduziu nas unidades da empresa na Serra Gaúcha o sistema de produção Marcopolo, focado na valorização e no aperfeiçoamento dos colaboradores para produção em larga escala de "ônibus customizados", como ele mesmo definiu: Uma grande alfaiataria, onde o chassi é a calça, e a carroceria, o paletó.

Em 1992 recebeu o título de Administrador do Ano, prêmio concedido pela Associação dos Administradores da Região Nordeste do Rio Grande do Sul (AANERGS).


Paulo presidiu diversas entidades de Caxias do Sul, como o Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico, o Centro da Indústria Fabril, a Associação Comercial e Industrial e o Conselho Superior da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços.

Em 2004 recebeu do Governo Federal a Medalha do Conhecimento.

Foi vencedor do prêmio Top Ser Humano 2009.

Em 2012 lançou um livro contando suas memórias, intitulado "Marcopolo: Sua Viagem Começa Aqui".

Paulo foi casado com Maria Célia Bellini com quem teve dois filhos, James e Mauro. Em 21/08/2013, aos 81 anos, morreu sua esposa.

Paulo Bellini completou 90 anos no dia 20/01/2017, quando reuniu mais de 800 convidados nos pavilhões da Festa da Uva. Em agosto de 2016, para comemorar o aniversário de 67 anos da Marcopolo, Paulo Bellini também participou da inauguração do espaço Memória Valter Gomes Pinto, que homenageou o outro sócio da empresa. Valter Gomes Pinto morreu aos 81 anos, em 2013.

Morte

Paulo Bellini morreu às 07h15 de quinta-feira, 15/06/2017. Paulo Bellini estava internado no Hospital da Unimed desde a semana anterior ao falecimento, recuperando-se de uma infecção e teve falência múltipla de órgãos. A empresa Marcopolo, uma das maiores fabricantes de carrocerias de ônibus do mundo, divulgou nota em seu site, lamentando a morte de seu fundador.
"A Marcopolo S.A informa, com extremo pesar, o falecimento de um de seus fundadores e Presidente Emérito, Paulo Bellini, aos 90 anos, ocorrido na manhã desta quinta-feira. A companhia compartilha o pesar de sua família - irmãos, filhos e netas -, dos inúmeros amigos e dos colaboradores que tiveram a oportunidade de trabalhar e conviver com ele."
O velório ocorreu a partir das 15h00 no Memorial São José, em Caxias do Sul.  A cremação ocorreu na sexta-feira, 16/06/2017, às 15h00, no Memorial Crematório São José, Caxias do Sul.

Fonte: Wikipédia e Clic RBS
Indicação: Miguel Sampaio

Eliza Clívia

ELIZA CLÍVIA ANGELINO MARANHÃO
(37 anos)
Cantora

☼ Livramento, PB (14/11/1979)
┼ Aracaju, SE (16/06/2017)

Eliza Clívia Angelino Maranhão foi uma cantora brasileira de forró eletrônico, nascida em Livramento, PB, no dia 14/11/1979. Eliza Clívia foi conhecida por seus trabalhos na banda Cavaleiros do Forró, e mais recentemente no grupo Forró Cavalo de Aço.

Influenciada por seu pai sanfoneiro, Eliza Clívia começou sua carreira de cantora na cidade de Monteiro, PB, onde ingressou no grupo Big Banda que depois mudou o nome para Laços de Amor.

Em 2003 entrou para a banda Cavaleiros do Forró onde permaneceu por 10 anos. Nesse período participou da gravação de nove CDs e seis DVDs.


Em 2013, foi anunciado seu desligamento da banda Cavaleiros do Forró junto com Jaílson Santos, com quem foi casada até 2016. O motivo, segundo a própria Eliza, seria de questão salarial. Só que depois do anúncio do desligamento, todos os dias chegavam a imprensa e aos fãs da banda Cavaleiros do Forró notícias de como os cantores estavam se sentindo com esse fato, vários motivos da saída que não correspondiam com a verdade e etc.

Como as redes sociais fazem com que o artista esteja cada vez mais perto de seus fãs, todos os dias os cantores recebiam milhares de mensagens questionando a saída e o não pronunciamento das partes envolvidas no acordo.

A cantora Eliza Clívia que tem vários seguidores em seu twitter e Facebook também não deixava de receber mensagens do gênero. Mesmo tendo recebido uma ordem da empresa, ela quebrou o silêncio dando uma declaração muito especial, demonstrando carinho e o mais importante em um artista, que é o respeito para com os fãs. Emocionada ela explicou a causa que fez com que Alex Padang e Janine Lago, donos da banda Cavaleiros do Forró não continuassem com os serviços prestados por Eliza e Jailson.

Confira a nota logo abaixo:


Em março de 2013, Eliza e Jaílson anunciaram seu retorno aos palcos no Forró Cavalo de Aço, onde permaneceu durante 5 anos, ao lado de Marcelo Jubão e Neto Araújo.

Em 2017 a cantora anunciou seu desligamento da banda Forró Cavalo de Aço para investir em sua carreira solo.

Morte

Eliza Clívia morreu na tarde sexta-feira, 16/06/2017, aos 37 anos, após um acidente automobilístico no Centro de Aracaju, SE.

O acidente matou, além de Eliza Clívia, o seu marido, o baterista Sérgio Ramos. O acidente foi registrado pelas câmeras do circuito de segurança de uma loja.

Eliza Clívia que iniciou a carreira solo há quatro meses, estava em Aracaju para divulgar um show que seria realizado na noite de sexta-feira, 16/06/2017, e fazer algumas entrevistas.

O veículo em que Eliza Clívia estava foi atingido por um ônibus na esquina entre as ruas Aruá e Maruim, no Centro de Aracaju. Eliza Clívia estava sentada no banco de trás do carro e sem o cinto de segurança. João Paulo Tavares da Silva, de 32 anos, Paulo Teixeira de Carvalho, de 38 e Cleberton José dos Santos, de 35, foram levados para o Hospital de Urgência de Sergipe (HUSE). Os dois primeiros sofreram fraturas na coluna vertebral. O terceiro, que dirigia o carro, está na UTI em estado delicado. Não há previsão de alta para os três.

As imagens mostram que o motorista do ônibus ainda tentou frear, mas acabou batendo no carro em que estava a cantora, o marido e os outros integrantes da banda. Eles tinham acabado de sair de uma entrevista em uma emissora de televisão local.

A assessoria de imprensa de Eliza Clívia informou ainda que o velório e enterro da cantora será realizado no cemitério municipal da cidade de Livramento, na Paraíba, sua cidade natal. Já o corpo de Sérgio Ramos será velado e sepultado no cemitério municipal de João Pessoa.

A assessoria de imprensa de Eliza Clívia informou também que a mãe da cantora está bastante abalada. No ano passado, ela já havia perdido outra filha.

Segundo o coronel Vivaldi Cabral, comandante do policiamento de Aracaju, uma perícia foi realizada no local do acidente e o caso será investigado pela Delegacia Especial de Delitos de Trânsito.

Por nota, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Aracaju (Setransp) disse que considera o caso uma fatalidade e informou que está à disposição das autoridades de trânsito para apuração das causas do acidente.

Discografia

Cavaleiros do Forró (CD)
  • 2003 - 4 Estilos - Volume 03
  • 2004 - Nossa História, Nosso Acústico
  • 2005 - Meio a Meio - Volume 4
  • 2006 - No Reino dos Cavaleiros - Volume 5
  • 2007 - Forrozada - Volume 6
  • 2008 - Beber e Amar - Volume 7
  • 2010 - Cavaleiros do Forró - Volume 8
  • 2011 - Ao Vivo em Aracaju - Volume 09
  • 2012 - Cavaleiros Universitário

Cavaleiros do Forró (DVD)
  • 2005 - O Filme - Ao Vivo em Natal
  • 2006 - O Filme 2 - No Reino dos Cavaleiros
  • 2007 - Cavaleiros Elétrico - Ao Vivo em Feira de Santana
  • 2007 - Ao Vivo em Caruaru
  • 2008 - Volume 4 - Beber e Amar - Ao Vivo em Maceió
  • 2009 - Cavaleiros do Forró - 8 Anos
  • 2011 - Volume 5 - Ao Vivo em Aracaju
  • 2011 - Cavaleiros do Forró - 10 Anos

Forró Cavalo de Aço (CD)
  • 2013 - Cavalo de Aço: A História Continua
  • 2014 - Cavalo de Aço: Promocional 2014
  • 2015 - Cavalo de Aço: Promocional 2015

Forró Cavalo de Aço (DVD)
  • 2013 - Cavalo de Aço: Ao Vivo em Lagoa de Pedras
  • 2014 - Cavalo de Aço: Ao Vivo em Campo Redondo
  • 2014 - Cavalo de Aço: Ao Vivo no Forró Caju 2014
  • 2015 - Cavalo de Aço: Ao Vivo em Lagoa de Pedras

Fonte: Wikipédia ,  Forrozão Net  e G1
Indicação: Miguel Sampaio