Serafim Gonzalez

SERAFIM GONZALEZ
(75 anos)
Ator e Escultor

☼ Sertãozinho, SP (19/05/1931)
┼ Santos, SP (29/04/2007)

Serafim Gonzalez foi um ator e escultor brasileiro nascido em Sertãozinho, SP, no dia 19/05/1934. Quando Serafim tinha 5 anos, sua família mudou-se para Santos, SP.

Serafim Gonzalez começou sua carreira em Santos, SP, aos 14 anos. Pouco depois foi para São Paulo, onde trabalhou na TV Tupi. Participou de várias novelas ao vivo.

Sua primeira participação artística foi no programa dominical de rádio "Dindinha Sinhá" em 1946. Aos 14 anos, em 1948, fez uma peça no Teatro Coliseu Santista. Aos 17 anos, estreou como ator profissional no Rio de Janeiro. Foi dirigido por Eugênio KusnetZiembinskiAntunes FilhoFlávio Rangel e outros grandes diretores.

Serafim Gonzalez casou-se em 1955 com Mara Hüsemann com quem teve três filhos.

Sua primeira novela foi "O Pequeno Lord" (1967), na TV Tupi, interpretando o dono da mercearia, que era o melhor amigo do protagonista, um garoto pobre que no final da história revelou ser um herdeiro de uma fortuna.

Serafim Gonzalez também participou de peças de teatro e de pornochanchadas, como "Convite ao Prazer" (1980) e "Me Deixa de Quatro" (1981).


A novela mais marcante de sua carreira foi "Mulheres de Areia". Ele participou das duas versões da obra de Ivani Ribeiro, a primeira em 1973 e a outra em 1991. Na primeira, foi o responsável pelas cerca de 200 esculturas em areia feitas durante as gravações. Na segunda versão da novela, a TV Globo chamou vários escultores, mas não deu certo porque as esculturas tinham que ser feitas com muita rapidez. Então, o filho de Serafim Gonzalez, o artista plástico Daniel Gonzalez, foi chamado, pois fazia cada obra em 30 minutos.

Outro trabalho de destaque foi a novela "A Viagem" (1975), que também ganhou uma nova versão mais tarde. Serafim González viveu Ismael na primeira versão na TV Tupi, personagem de Jonas Bloch em 1994 na versão da TV Globo.

Serafim Gonzales passou por todas as emissoras: TV Excelsior, TV Record, TV Tupi, TV Cultura, TV Globo, TV Manchete e SBT, e atuou e dirigiu várias peças de teatro.

Participou de várias novelas produzidas pelo SBT, como "Pícara Sonhadora" (2001) e "Chiquititas" (2000).

Um de seus últimos trabalho foi na novela "Belíssima" (2005), no papel de Seu Quiqui, na TV Globo, e sua última aparição na TV, no entanto, deu-se no SBT, em uma participação especial na novela "Cristal" em 2006.

Morte

Serafim Gonzalez faleceu 75 anos, em Santos, SP, no dia 29/04/2007, vítima de insuficiência respiratória. Ele estava em casa quando passou mal. O ator foi socorrido, mas não resistiu e morreu no hospital.

Trabalhos

Televisão
  • 2006 - Cristal ... Bispo Lourenço
  • 2005 - Belíssima ... Aquilino Santana, o Seu Quiqui
  • 2004 - A Escrava Isaura ... Juiz
  • 2003 - Mulheres Apaixonadas ... Onofre Moretti
  • 2002 - Marisol ... Augusto Lima do Vale
  • 2001 - Pícara Sonhadora ... Camilo
  • 2000 - Chiquititas ... Tonico
  • 2000 - Aquarela do Brasil ... Aníbal
  • 1998 - Fascinação ... Juíz Adão
  • 1998 - A História de Ester ... Mordecai
  • 1998 - Dona Flor e Seus Dois Maridos ... Lemos Couto
  • 1996 - Antônio Alves, Taxista ... Devanildo
  • 1995 - Tocaia Grande ... Kurt
  • 1993 - Mulheres de Areia ... Garnizé
  • 1992 - Você Decide (Episódio: Carrasco Nazista)
  • 1991 - Felicidade ... Zé Maria
  • 1990 - A História de Ana Raio e Zé Trovão ... Klaus
  • 1989 - Sampa ... Agemenon
  • 1988 - Abolição ... Desembargador Coelho Bastos
  • 1986 - Memórias de um Gigolô
  • 1985 - Jogo do Amor ... João Fogaça
  • 1983 - Fernando da Gata ... Dr. Modesto Pires
  • 1982 - Música ao Longe ... João
  • 1982 - Ninho da Serpente ... Lucas
  • 1982 - Renúncia ... Coronel Vicente
  • 1979 - Gaivotas ... Paulo
  • 1978 - Roda de Fogo ... Barbosa
  • 1978 - Aritana ... Seabra
  • 1977 - Um sol Maior ... Maestro Vitor Villa Verde
  • 1976 - Papai Coração ... Renato
  • 1975 - A Viagem ... Ismael
  • 1975 - Ovelha Negra ... Cirilo
  • 1974 - Ídolo de Pano ... Doutor Fontes
  • 1974 - Os Inocentes ... Salvador
  • 1973 - Mulheres de Areia ... Wálter Alemão
  • 1972 - Camomila e Bem-me-Quer ... Vinícius
  • 1972 - Signo da Esperança
  • 1971 - Nossa Filha Gabriela ... Fratelo
  • 1971 - Editora Mayo, Bom Dia
  • 1969 - Dez Vidas
  • 1969 - Os Estranhos ... Mendonça
  • 1969 - A Menina do Veleiro Azul
  • 1968 - Legião dos esquecidos ... Sargento
  • 1968 - A Muralha
  • 1967 - Os Miseráveis
  • 1967 - Sublime Amor
  • 1967 - O Pequeno Lord

Cinema
  • 2003 - Acquaria
  • 1990 - Atração Satânica
  • 1988 - Cio dos Amantes
  • 1984 - S.O.S. Sex-Shop
  • 1984 - Mulher... Sexo... Veneno
  • 1983 - Põe Devagar... Bem Devagarinho
  • 1983 - Estranho Desejo
  • 1982 - Sexo às Avessas
  • 1982 - Retrato Falado de uma Mulher Sem Pudor
  • 1981 - As Prostitutas do Dr. Alberto
  • 1981 - Sexo, Sua Única Arma
  • 1981 - Como Faturar a Mulher do Próximo
  • 1981 - Eros, O Deus do Amor
  • 1981 - Me Deixa de Quatro
  • 1980 - Convite ao Prazer
  • 1980 - A Prisão
  • 1980 - Os Indecentes
  • 1980 - O Inseto do Amor
  • 1978 - As Filhas do Fogo
  • 1976 - Incesto
  • 1972 - Vozes do Medo
  • 1971 - Um Anjo Mau

Fonte: Wikipédia

PC Farias

PAULO CÉSAR CAVALCANTE FARIAS
(50 anos)
Empresário

* Passo de Camarajibe, AL (20/09/1945)
+ Maceió, AL (23/06/1996)

PC Farias foi tesoureiro de campanha de Fernando Collor de Mello e Itamar Franco, nas eleições presidenciais brasileiras de 1989. Foi a personalidade chave que causou o primeiro processo de impeachment da América Latina, em 1992.

Acusado por Pedro Collor de Mello, irmão do na ocasião Presidente da República do Brasil, em matéria de capa da revista Veja, em 1992, PC Farias seria o testa de ferro em diversos esquemas de corrupção divulgados de 1992 em diante. Em valores atuais, o "esquema PC" arrecadou exclusivamente de empresários privados o equivalente a US$ 8 milhões, equivalente a R$ 15 milhões, em dois anos e meio do governo Collor (1990-1992). Nenhuma destas contribuições teve qualquer ligação, com benefício ao "cliente" de PC, por conta de favor prestado por Fernando Collor. O "esquema PC" movimentou mais de US$ 1 bilhão dos cofres públicos.

PC Farias foi encontrado morto, junto com sua namorada Suzana Marcolino, na praia de Guaxuma em 1996. Investigações do legista Badan Palhares deram como resultado que Suzana Marcolino matou PC Farias e suicidou-se em seguida. O caso é considerado oficialmente apenas como um crime passional, mas para o médico-legista alagoano George Sanguinetti e o perito criminal Ricardo Molina de Figueiredo, o casal foi assassinado.

Cronologia do Caso PC Farias

15 de março de 1990 - Fernando Collor de Mello toma posse como presidente da República. Ex-prefeito de Maceió (AL) em 1979 e ex-governador de Alagoas de 1986 a 1990, Collor recebeu 35 milhões de votos, três milhões a mais do que o segundo colocado nas eleições presidenciais, Luiz Inácio Lula da Silva.

16 de março de 1990 - Um dia após a sua posse como presidente, Fernando Collor de Mello anuncia o Plano Collor, que retira US$ 100 bilhões da economia. Os brasileiros só podem fazer saques bancários no valor máximo de NCz$ 50 mil. O restante está sob controle do Banco Central (BC).

Outubro de 1990 - O então presidente da Petrobras, Luiz Octávio de Motta Veiga, pede demissão e denuncia pressões do empresário Paulo César Farias (PC Farias) e do secretário-geral da Presidência, Marcos Coimbra, para aprovar um empréstimo de US$ 40 milhões à companhia aérea VASP.

Janeiro de 1991 - O presidente anuncia o Plano Collor 2. Os preços são congelados e a economia, desindexada. Ações ordinárias da estatal Usiminas vão a leilão na Boverj (Bolsa de Valores do Rio de Janeiro). Eis a primeira empresa a ser privatizada.

Fevereiro de 1991 - Surgem as primeiras suspeitas de compras superfaturadas durante a administração Collor. As superintendências da LBA de São Paulo e do Amazonas detectam indícios de compras superfaturadas de cestas básicas.

Abril de 1991 - Ministros militares criticam os baixos salários dos militares.

8 de maio de 1991 - Zélia Cardoso de Mello, ministra da Economia, pede demissão após críticas e um escândalo amoroso com o ex-ministro da Justiça, Bernardo Cabral.

Junho de 1991 - O Banco do Brasil paga ao Midland Bank, de Londres, parte da dívida de US$ 85,9 milhões contraída por usineiros alagoanos.

Agosto de 1991 - Sob acusações de irregularidades, a presidente da LBA, primeira-dama Rosane Collor, abandona o cargo na entidade filantrópica.

Outubro de 1991 - Denúncias apontam que o Exército realizou concorrência superfaturada para a compra de fardas.

Fevereiro de 1992 - O ministro da Ação Social, Ricardo Fiúza, admite que ganhou um jet ski de presente da construtora OAS.

Março de 1992 - Surgem denúncias de que o ex-diretor do INSS Volnei DÁvila teria recebido propina para liberar verbas do FGTS.

Abril de 1992 - Ministros do governo Collor renunciam em bloco. Apenas Antônio Cabrera, Marcílio Marques Moreira, José Goldemberg, os militares e os recém-nomeados permanecem.

Maio de 1992 - O irmão de Fernando Collor, Pedro Collor, acusa PC Farias de ser o "testa-de-ferro" do presidente.

1 de junho de 1992 - O Congresso Nacional instala uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar os negócios de PC Farias no governo Collor.

4 de junho de 1992 - O irmão de Collor, Pedro, depõe à CPI e acusa PC Farias de montar uma rede de tráfico de influência no governo, com a conivência do presidente.

Julho de 1992 - O motorista de Collor, Eriberto França, vai ao Congresso e confirma os depósitos de PC Farias para a secretária do presidente, Ana Acioli. No mesmo mês, França declara à revista IstoÉ que PC Farias pagava as contas da Casa da Dinda.

3 de agosto de 1992 - O ex-secretário de Imprensa da Presidência, Pedro Luís Rodrigues, avisa que não pretende se despedir de Collor ao deixar o governo. A executiva nacional do PT decide promover uma série de comícios no país pela aprovação do impeachment.

4 de agosto de 1992 - O ex-ministro da Educação José Goldemberg declara que foi "enganado e burlado" por Collor.

5 de agosto de 1992 - O governo decide que o prazo ideal para enfrentar a oposição na votação do impeachment será depois das eleições de 3 de outubro.

15 de agosto de 1992 - Collor anuncia em cadeia nacional de rádio e TV a devolução da última parcela de cruzados novos bloqueados e do empréstimo compulsório cobrado no governo Sarney.

16 de agosto de 1992 - O preto domina na guerra das cores proposta pelo presidente. A OAB decide que a entidade pedirá o impeachment de Collor quando o relatório da CPI ficar pronto.

21 de agosto de 1992 - A CPI confirma que a reforma na Casa da Dinda foi paga pela Brasil Jet. Cerca de 40 mil estudantes cariocas, convocados pela UNE, pediram o impeachment de Collor. O jornal norte-americano The New York Times comenta em editorial a situação política do Brasil sob o título "Lágrima pelo Brasil".

22 de agosto de 1992 - Telefonemas anônimos afirmam que há bombas no auditório Petrônio Portella, do Senado, onde será apresentado o relatório da CPI. O senador Amir Lando (PMDB-RO) encontra um vírus no computador no qual redigia o relatório da CPI.

24 de agosto de 1992 - A CPI conclui que Collor desonrou a Presidência e tem ligações com o Esquema PC.

25 de agosto de 1992 - Multidões vão às ruas das capitais do país exigir a renúncia de Collor. Os ministros divulgam nota afirmando que vão permanecer para garantir a governabilidade. O ministro da Justiça Célio Borja enfatiza que não é uma manifestação de solidariedade ao presidente. Collor fala sobre a crise para uma emissora de TV argentina. Garante que seu mandato não corre risco e analisa as manifestações de rua como fatos provocados pela campanha eleitoral.

26 de agosto de 1992 - Depois de 85 dias de trabalho da CPI, o senador Amir Lando conclui seu relatório, que incrimina Collor. O texto é aprovado na comissão por 16 a favor e 5 contra.

Setembro de 1992 - A primeira-dama Rosane Collor é indiciada por irregularidades na LBA. O procurador-geral da República, Aristides Junqueira, aponta envolvimento de Collor em crimes.

1 de setembro de 1992 - Em meio a uma onda de manifestações por todo o país, os presidentes da ABI, Barbosa Lima Sobrinho, e da OAB, Marcello Laveniére, apresentam à Câmara o pedido de impeachment de Collor.

29 de setembro de 1992 - A Câmara dos Deputados vota a favor da abertura do processo de impeachment de Collor por 441 votos a favor e 33 contra.

1 de outubro de 1992 - O processo de impeachment é instaurado no Senado.

2 de outubro de 1992 - Collor é afastado da Presidência até o Senado concluir o processo de impeachment. O vice-presidente Itamar Franco assume provisoriamente o governo e começa a escolher sua equipe ministerial.

29 de dezembro de 1992 - Começa o julgamento de Collor no Senado. O presidente renuncia por meio de uma carta lida pelo advogado Moura Rocha no Senado, para evitar o impeachment.

30 de dezembro de 1992 - Por 76 votos a favor e 3 contra, Fernando Collor é condenado à perda do mandato à inelegibilidade por oito anos.

19 de julho de 1993 - PC Farias foge do Brasil num bimotor acompanhado pelo piloto Jorge Bandeira de Mello, seu sócio na empresa de táxi aéreo Brasil-Jet. A rota de fuga começa em Ibimirim (PE), com escalas em Bom Jesus da Lapa (BA), Dourados (MS) e Assunção, no Paraguai, até chegar a Buenos Aires, na Argentina, no dia 20.

30 de junho de 1993 - O juiz Pedro Paulo Castelo Branco, da 10ª Vara Federal de Brasília, decreta a prisão preventiva de Paulo César Farias (PC Farias) por crime de sonegação fiscal.

20 de outubro de 1993 - PC é localizado em Londres, na Inglaterra.

Novembro de 1993 - O governo britânico concorda em decretar a prisão preventiva de PC, obrigando o empresário a deixar o país.

29 de novembro de 1993 - PC é preso em Bangcoc, na Tailândia.

2 de dezembro de 1993 - PC embarca no Boeing 747-400 da Varig que faz o voo de Hong Kong para São Paulo com escalas em Bangcoc (Tailândia) e Joanesburgo (África do Sul).

3 de dezembro de 1993 - PC é levado para um quarto-prisão na Superintendência da Polícia Federal (PF).

13 de dezembro de 1994 - O Supremo Tribunal Federal (STF) condena PC Farias a sete anos de prisão por falsidade ideológica.

22 de dezembro de 1994 - PC deixa Brasília e é transferido para uma cela no QG do Corpo de Bombeiros em Maceió (AL).

9 de junho de 1995 - PC deixa a prisão para cumprir o resto da pena em regime aberto, tendo de respeitar o horário de recolhimento à noite, nos fins de semana e feriados.

29 de agosto de 1995 - É exibido o programa SBT Repórter em que PC afirma que Collor tinha conhecimento de todas as suas atividades na campanha.

28 de dezembro de 1995 - O STF concede liberdade condicional ao tesoureiro da campanha de Fernando Collor.

23 de junho de 1996 - Os corpos de PC Farias e sua namorada Suzana Marcolino são encontrados na casa de praia de PC, em Maceió.

9 de agosto de 1996 - O legista Fortunato Badan Palhares endossa a versão de crime passional sobre a morte de PC Farias.

17 de dezembro de 1996 - Equipe de peritos que investigou o caso descarta o suicídio de Suzana Marcolino.

15 de setembro de 1999 - Vidente de PC Farias concede entrevista à revista IstoÉ e conta que as brigas entre PC e seu irmão Augusto aconteciam por causa de dinheiro.

18 de novembro de 1999 - A polícia encerra o inquérito sobre a morte de PC e indicia oito ex-funcionários de PC Farias.

Fonte: Wikipédia


Pedro Collor

PEDRO AFFONSO COLLOR DE MELLO
(42 anos)
Empresário

* Maceió, AL (14/12/1952)
* Maceió, AL (19/12/1994)

Pedro Affonso Collor de Mello foi um empresário brasileiro, irmão do ex-presidente Fernando Collor de Mello. Comandava as empresas da família em Alagoas, Organização Arnon de Mello, TV Gazeta de Alagoas, Jornal Gazeta de Alagoas, Rádio Gazeta AM, Rádio Gazeta FM e Gráfica Gazeta de Alagoas.

Pedro Collor denunciou um esquema de corrupção política envolvendo Paulo César Farias, tesoureiro de Fernando Collor. Essa denúncia, feita em entrevista exclusiva ao jornalista Luís Costa Pinto e publicada na revista Veja em edição com data de capa de 25 de maio de 1992, desencadeou o processo de impeachment do então presidente Fernando Collor.

Pedro Collor morreu vítima de câncer no cérebro em 1994, deixando a esposa, Thereza Collor, e três filhos, sendo um deles fruto do relacionamento com Regina Maria Habbema de Maia.

Fonte: Wikipédia

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Euclides da Cunha

EUCLIDES RODRIGUES PIMENTA DA CUNHA
(43 anos)
Escritor, Sociólogo, Repórter Jornalístico, Historiador, Geógrafo, Poeta e Engenheiro

☼ Cantagalo, RJ (20/01/1866)
┼ Rio de Janeiro, RJ (15/08/1909)


Euclides da Cunha nasceu na Fazenda Saudade, em Cantagalo, RJ. Era filho de Manuel Rodrigues da Cunha Pimenta e Eudóxia Alves Moreira da Cunha. Órfão de mãe desde os 3 anos de idade, Euclides da Cunha passou a viver em casa de parentes em Teresópolis, São Fidélis e no Rio de Janeiro.

Em 1883 ingressou no Colégio Aquino, onde foi aluno de Benjamin Constant Botelho de Magalhães, que muito influenciou sua formação introduzindo-lhe à filosofia positivista.

Em 1885, ingressou na Escola Politécnica e, no ano seguinte, na Escola Militar da Praia Vermelha, onde novamente encontra Benjamin Constant como professor.

Cadete Republicano

Contagiado pelo ardor republicano dos cadetes e de Benjamin Constant, professor da Escola Militar, durante uma revista às tropas atirou sua espada aos pés do Ministro da Guerra Tomás Coelho. A liderança da Escola tentou atribuir o ato à "fadiga por excesso de estudo", mas Euclides da Cunha negou-se a aceitar esse veredito e reiterou suas convicções republicanas. Por esse ato de rebeldia, foi julgado pelo Conselho de Disciplina e em 1888, desligou-se do Exército.

Euclides da Cunha participou ativamente da propaganda republicana no jornal A Província de São Paulo.

Proclamada a República, foi reintegrado ao Exército recebendo promoção. Ingressou na Escola Superior de Guerra e conseguiu ser primeiro-tenente e bacharel em Matemáticas, Ciências Físicas e Naturais.

Casou-se com Ana Emília Ribeiro, filha do major Frederico Sólon de Sampaio Ribeiro, um dos líderes da Proclamação da República.

Em 1891, deixou a Escola de Guerra e foi designado coadjuvante de ensino na Escola Militar. Em 1893, praticou na Estrada de Ferro Central do Brasil.

Ludgero Prestes
Ciclo de Canudos

Durante a fase inicial da Guerra de Canudos, em 1897, Euclides da Cunha escreveu dois artigos intitulados "A Nossa Vendeia" que lhe valeram um convite do jornal O Estado de São Paulo para presenciar o final do conflito como correspondente de guerra. Isso porque ele considerava, como muitos republicanos à época, que o movimento de Antônio Conselheiro tinha a pretensão de restaurar a monarquia e era apoiado por monarquistas residentes no país e no exterior.

Em Canudos, Euclides da Cunha adotou um jaguncinho chamado Ludgero, a quem se refere em sua Caderneta de Campo. Fraco e doente, o menino foi trazido para São Paulo, onde Euclides da Cunha o entregou a seu amigo, o educador Gabriel Prestes. O menino foi rebatizado de Ludgero Prestes.

Livro Vingador

Euclides da Cunha deixou Canudos quatro dias antes do final da guerra, não chegando a presenciar o desenlace final. Mas conseguiu reunir material para, durante cinco anos, elaborar "Os Sertões: Campanha de Canudos" (1902). Os Sertões foi escrito "nos raros intervalos de folga de uma carreira fatigante", visto que Euclides da Cunha se encontrava em São José do Rio Pardo liderando a construção de uma ponte metálica.

O livro trata da Campanha de Canudos (1897), no nordeste da Bahia. Nesta obra, ele rompe por completo com suas idéias anteriores e pré-concebidas, segundo as quais o movimento de Canudos seria uma tentativa de restauração da monarquia, comandada à distância pelos monarquistas. Percebe que se trata de uma sociedade completamente diferente da litorânea. De certa forma, ele descobre o verdadeiro interior do Brasil, que mostrou ser muito diferente da representação usual que dele se tinha.

Euclides da Cunha se tornou internacionalmente famoso com a publicação desta obra-prima que lhe valeram vagas para a Academia Brasileira de Letras (ABL) e Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB).

Divide-se em três partes: A Terra, O Homem e A Luta. Nelas Euclides da Cunha analisa, respectivamente, as características geológicas, botânicas, zoológicas e hidrográficas da região, a vida, os costumes e a religiosidade sertaneja e, enfim, narra os fatos ocorridos nas quatro expedições enviadas ao arraial liderado por Antônio Conselheiro.

Euclides da Cunha em Canudos (Tela de Edmundo Migliaccio)
Ciclo Amazônico

Em agosto de 1904, Euclides a Cunha foi nomeado chefe da comissão mista brasileiro-peruana de reconhecimento do Alto Purus, com o objetivo de cooperar para a demarcação de limites entre o Brasil e o Peru. Esta experiência resultou em sua obra póstuma "À Margem da História", onde denunciou a exploração dos seringueiros na floresta.

Ele partiu de Manaus para as nascentes do Rio Purus, chegando adoentado em agosto de 1905. Dando continuidade aos estudos de limites, Euclides da Cunha escreveu o ensaio "Peru Versus Bolívia", publicado em 1907.

Escreveu, também durante esta viagem, o texto "Judas-Ahsverus", considerado um dos textos mais filosófica e poeticamente aprofundados de sua autoria.

Após retornar da Amazônia, Euclides da Cunha proferiu a conferência "Castro Alves e Seu Tempo", prefaciou os livros "Inferno Verde", de Alberto Rangel, e "Poemas e Canções", de Vicente de Carvalho.

Concurso de Lógica

Visando a uma vida mais estável, o que se mostrava impossível na carreira de engenheiro, Euclides da Cunha prestou concurso para assumir a Cadeira de Lógica do Colégio Pedro II. O filósofo Raimundo de Farias Brito foi o primeiro colocado, mas a lei previa que o presidente da república escolheria o catedrático entre os dois primeiros. Graças à intercessão de amigos, Euclides da Cunha foi nomeado. Depois de sua morte, Farias Brito acabaria ocupando a cátedra em questão.

Academia Brasileira de Letras

Foi eleito em 21/09/1903 para a cadeira 7 da Academia Brasileira de Letras (ABL), na sucessão de Valentim Magalhães, e recebido em 18/12/1906 pelo acadêmico Sílvio Romero.

A "Tragédia da Piedade"

Sua esposa, Ana Emília Ribeiro, tornou-se amante de um jovem tenente, 17 anos mais novo do que ela, chamado Dilermando de Assis. Ainda casada com Euclides da Cunha, teve dois filhos de Dilermando de Assis, um deles morreu ainda bebê. O outro filho era chamado por Euclides de "a espiga de milho no meio do cafezal", por ser o único louro numa família de morenos. Aparentemente, Euclides da Cunha aceitou como seu esse menino louro.

A traição de Ana Emília Ribeiro desencadeou uma tragédia em 1909, quando Euclides da Cunha teria entrado na casa de Dilermando de Assis, armado, dizendo-se disposto a matar ou morrer. Dilermando de Assis reagiu e matou-o.

Foi julgado pela justiça militar e absolvido. Entretanto, até hoje o episódio permanece em discussão. Dilermando de Assis casou-se com Ana Emília Ribeiro e o casamento durou 15 anos.

O corpo de Euclides da Cunha foi velado na Academia Brasileira de Letras. O médico e escritor Afrânio Peixoto, que assinou o atestado de óbito, mais tarde ocuparia sua cadeira na Academia Brasileira de Letras.

O corpo de Euclides da Cunha exposto numa sala da Academia Brasileira de Letras
Versões

As versões sobre o desfecho da história abrigam diferentes hipóteses. A mais comedida defende que o escritor tenha sido vítima de uma emboscada, quando apenas queria resgatar seus filhos do ambiente libertino construído por Ana Emília Ribeiro e Dilermando de Assis.

A mais exasperante é a de que, movido pela humilhação da traição, Euclides da Cunha, em defesa de sua honra, partira disposto a matar seu rival e vingar-se de Ana Emília Ribeiro.

Exímio atirador, Dilermando de Assis justificou seu ato como legítima defesa, alegando que Euclides da Cunha agiu de forma premeditada, ao seguir armado à sua procura. Aos olhos da Justiça, o gesto de Dilermando de Assis foi leal, tanto que foi absolvido pelo júri popular.


Semana Euclidiana e Euclidianismo em Cantagalo

A cidade de São José do Rio Pardo, no Estado de São Paulo, realiza todos os anos, entre 9 e 15 de agosto, a Semana Euclidiana, em memória do escritor que ali vivia quando escreveu sua obra-prima "Os Sertões". São José do Rio Pardo tornou-se uma cidade turística conhecida como O Berço de Os Sertões.

Também em São Carlos, SP, celebra-se todos os anos, uma Semana Euclidiana, em homenagem ao escritor que morou na cidade entre 1901 e meados de 1903, ali terminando seu trabalho "Os Sertões" e o publicando em 1902.

A cidade de Cantagalo, berço natal de Euclides da Cunha, também mantém viva a memória do escritor, através de eventos e um museu dedicado a Euclides da Cunha e suas obras.

Em 2009, ano do centenário de sua morte, a cidade de Cantagalo realizou o Seminário Internacional 100 Anos Sem Euclides. Na cidade, o Grupo Euclidiano de Atividades Culturais (GEAC) é o difusor do movimento.

Fonte: Wikipédia

Hélio Gracie

HÉLIO GRACIE
(95 Anos)
Lutador de Jiu-Jitsu

* Belém, PA (01/10/1913)
+ Itaipava, RJ (29/01/2009)

Hélio Gracie junto com o patriarca da família Gracie, Carlos Gracie, foi responsável pela difusão do Jiu-Jitsu no Brasil e idealizador do estilo conhecido mundialmente como Brazilian Jiu-Jitsu.

Descendente distantes de escoceses, quando era apenas uma criança sua família mudou-se para o Rio de Janeiro. Devido à sua frágil saúde, Hélio, o mais franzino dos Gracie, não podia treinar o Jiu-Jitsu tradicional ensinado pelos seus irmãos, especialmente Carlos Gracie.

Observador, Hélio passou a acompanhar, dos seus treze aos dezesseis anos, as aulas ministradas por Carlos. Aprendeu todas as técnicas e ensinamentos de seu irmão, mas, para compensar seu biotipo, Hélio aprimorou a parte de solo tradicional, através do uso do dispositivo de alavanca, dando-lhe a força extra que não possuía, criando assim o Brazilian Jiu-Jitsu.

Hélio começou sua carreira de lutas quando finalizou o lutador de boxe profissional Antonio Portugal em 30 segundos em 1932. No mesmo ano Gracie lutou contra o estadunidense Fred Ebert por 14 rounds de 10 minutos cada, até que a luta foi interrompida pela polícia.

Em 1934, Hélio lutou contra Wladak Zbyszko, que era chamado de "campeão do mundo", por 3 rounds de 10 minutos. Esta luta terminou empatada.

Lutas Contra Judocas

Em 1932 Hélio Gracie lutou contra o judoca Namiki. A luta terminou empatada, mas segundo a família Gracie o sinal do fim da luta tocou segundos antes que Namiki batesse o braço. Hélio enfrentou duas vezes o judoca japonês Yasuichi Ono, depois que o japonês estrangulou o irmão George Gracie em outra luta. Ambas as lutas terminaram empatadas. Hélio Gracie também lutou contra o judoca japonês Kato duas vezes. A primeira luta, no estádio do Maracanã terminou empatada. Hélio pediu então uma segunda luta, realizada no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. Hélio ganhou a segunda luta estrangulando Kato.

Em 1955, Hélio Gracie lutou contra o judoca Masahiko Kimura no Maracanã. Kimura ganhou usando uma chave de braço chamada ude-garame - que mais tarde seria chamada de kimura pelos gracies. Em 1994, durante uma entrevista, Hélio Gracie admitiu que ficou inconsciente ao ser estrangulado por Kimura, mas que reviveu e continuou lutando. A luta terminou com Kimura quebrando o braço de Hélio, que se recusava a bater (desistindo da luta). Seus técnicos então jogaram a toalha, terminando a luta. A imprensa brasileira relatou a luta como uma "vitória moral" de Hélio Gracie.

Hélio sofria de Leucemia Aguda. Segundo boletim emitido pelo hospital, Hélio Gracie teve falência Múltipla dos Órgãos. Foi enterrado no Cemitério Municipal de Petróplis, região serrana do Rio de Janeiro.

Mensagem do Mestre

"O Jiu-Jitsu que criei foi para dar chance aos mais fracos enfrentarem os mais pesados e fortes. E fez tanto sucesso, que resolveram fazer um Jiu-Jitsu de competição. Gostaria de deixar claro que sou a favor da prática esportiva e da preparação técnica de qualquer atleta, seja qual for sua especialidade. Além de boa alimentação, controle sexual e da abstenção de hábitos prejudiciais à saúde. O problema consiste na criação de um Jiu-Jitsu competitivo com regras, tempo inadequado e que privilegia os mais treinados, fortes e pesados. O objetivo do Jiu-Jitsu é, principalmente, beneficiar os mais fracos, que não tendo dotes físicos são inferiorizados. O meu Jiu-Jitsu é uma arte de autodefesa que não aceita certos regulamentos e tempo determinado. Essas são as razões pelas quais não posso, com minha presença, apoiar espetáculos, cujo efeito retrata um anti Jiu-Jitsu"

Hélio Gracie, em entrevista à Fightingnews


Fonte: Wikipédia e http://webmais.com


Cândido Portinari

CÂNDIDO PORTINARI
(58 anos)
Pintor

* Brodowski, SP (29/12/1903)
+ Rio de Janeiro, RJ (06/02/1962)

Portinari pintou quase cinco mil obras, de pequenos esboços a gigantescos murais. Foi o pintor brasileiro a alcançar maior projeção internacional.

Filho de imigrantes italianos, Cândido Portinari nasceu numa fazenda nas proximidades de Brodowski, interior de São Paulo. Com a vocação artística florescendo logo na infância, Portinari teve uma educação deficiente, não completando sequer o ensino primário. Aos 14 anos de idade, uma trupe de pintores e escultores italianos que atuava na restauração de igrejas passa pela região de Brodowski e recruta Portinari como ajudante. Seria o primeiro grande indício do talento do pintor brasileiro.


Aos 15 anos, já decidido a aprimorar seus dons, Portinari deixou São Paulo e partiu para o Rio de Janeiro para estudar na Escola Nacional de Belas Artes. Durante seus estudos na Escola Nacional de Belas Artes, Portinari começou a se destacar e chamar a atenção tanto de professores quanto da própria imprensa. Tanto que aos 20 anos já participava de diversas exposições, ganhando elogios em artigos de vários jornais. Mesmo com toda essa badalação, começou a despertar no artista o interesse por um movimento artístico até então considerado marginal: o modernismo. Um dos principais prêmios almejados por Portinari foi a medalha de ouro do Salão da Escola Nacional de Belas Artes.

Nos anos de 1926 e 1927, o pintor conseguiu destaque, mas não venceu. Anos depois, Portinari chegou a afirmar que suas telas com elementos modernistas escandalizaram os juízes do concurso. Em 1928 Portinari deliberadamente preparou uma tela com elementos acadêmicos tradicionais e finalmente ganhou a medalha de ouro e uma viagem para a Europa.

Os dois anos que passou vivendo em Paris foram decisivos no estilo que consagraria Portinari. Lá ele teve contato com outros artistas como Van Dongen e Othon Friesz, além de conhecer Maria Martinelli, uma uruguaia de 19 anos com quem o artista passaria o resto de sua vida. A distância de Portinari de suas raízes acabou aproximando o artista do Brasil, e despertou nele um interesse social muito mais profundo.

Em 1946 Portinari voltou ao Brasil renovado. Mudou completamente a estética de sua obra, valorizando mais cores e a idéia das pinturas. Ele quebrou o compromisso volumétrico e abandonou a tridimensionalidade de suas obras. Aos poucos o artista deixou de lado as telas pintadas a óleo e começou a se dedicar a murais e afrescos. Ganhando nova notoriedade entre a imprensa, Portinari expôs três telas no Pavilhão Brasil da Feira Mundial em Nova Iorque de 1939. Os quadros chamaram a atenção de Alfred Barr, diretor geral do Museu de Arte Moderna de Nova York.

A década de quarenta começou muito bem para Portinari. Alfred Barr comprou a tela "Morro do Rio" e imediatamente a expôs no Museu de Arte Moderna de Nova York, ao lado de artistas consagrados mundialmente. O interesse geral pelo trabalho do artista brasileiro faz Alfred Barr preparar uma exposição individual para Portinari em plena Nova York. Nessa época Portinari fez dois murais para a Biblioteca do Congresso em Washington. Ao visitar o Museu de Arte Moderna de Nova York, Portinari se impressionou com uma obra que mudaria seu estilo novamente: "Guernica" de Pablo Picasso.

No final da década de 40 Portinari se filiou ao Partido Comunista Brasileiro e concorreu ao Senado em 1947, mas perdeu por uma pequena margem de votos. Desiludido com a derrota e também fugindo da caça aos comunistas que começava a crescer no Brasil, Portinari se mudou com a família para o Uruguai. Mesmo longe de seu país, o artista continuou com grande preocupação social em suas obras. Em 1951 uma anistia geral faz com que Portinari voltasse ao Brasil. No mesmo ano, a I Bienal de São Paulo expôs obras de Portinari com destaque em uma sala particular.

Mas a década de 50 seria marcada por diversos problemas de saúde. Em 1954 Portinari apresentou uma grave intoxicação pelo chumbo presente nas tintas que usava.

Em 1960 nasceu sua neta Denise, que passou a ocupar boa parte de seu tempo. Pintou muitos quadros com o retrato dela. Quando não estava com Denise, Portinari passava horas fitando o mar, sozinho. No ano seguinte escreveu um ensaio de oração para a neta.

A Morte

Desobedecendo a ordens médicas, Portinari continuou pintando e viajando com freqüência para exposições nos Estados Unidos, Europa e Israel. No começo de 1962 a prefeitura de Milão convidou Portinari para uma grande exposição com 200 telas. Trabalhando freneticamente, o envenenamento de Portinari começou a tomar proporções fatais. No dia 6 de fevereiro do mesmo ano, Cândido Portinari morreu envenenado pelas tintas que o consagraram.

João Cândido Portinari

Seu filho João Cândido Portinari há 33 anos fundou o Projeto Portinari  que dirige em tempo integral e dedicação exclusiva, e que já conta com inúmeras realizações motivadas pelo desejo e a necessidade de levar a obra e a mensagem desse artista brasileiro, cujo legado, em sua quase totalidade encontra-se escondido do público, fechado em coleções particulares e salas de bancos, a todos os brasileiros, e também no exterior.

Exemplos mais conhecidos são a publicação do Catálogo Raisonné da Obra Completa de Portinari, em cinco volumes com mais de 5 mil páginas - o primeiro catálogo desta natureza em toda a América Latina - , e o Projeto Guerra e Paz, que trouxe os painéis da ONU para exposição no Brasil e no exterior, além de inúmeras outras exposições e publicações, portal na internet e atividades incessantes junto às crianças e jovens em todo o Brasil.

João Candido Portinari  fundador há 33 anos do Projeto Portinari
O professor João Cândido é o fundador e Diretor-Geral do Projeto Portinari. Foi premiado com o Prêmio Jabuti de literatura em 2005 pelo Catálogo Raisonné da obra completa de seu pai e também com o prêmio Prêmio Sérgio Milliet, no mesmo ano.

João Cândido atuou na busca pelo quadro "O Lavrador de Café" roubado do MASP em 2008, que foi achado sem danificações pela polícia e agentes federais. Ele pediu para reforçaram a segurança do MASP, de onde também foi roubado um quadro de Pablo Picasso.

Também escreveu vários livros sobre a vida e a obra de Portinari, sendo destacado o livro "Menino de Brodowski".

João Cândido Portinari tem 3 filhos, Denise Berruezo Portinari, João Carlos Portinari e Maria Candida Portinari. E tambem é avô, ele tem uma neta chamada Luisa da Cunha Berruezo Portinari.

Fonte: Wikipédia e João Cândido Portinari

Costa e Silva

ARTUR DA COSTA E SILVA
(70 anos)
Militar, Marechal e Presidente do Brasil

* Taquari, RS (03/10/1899)
+ Rio de Janeiro, RJ (17/12/1969)

Marechal Artur da Costa e Silva foi um militar e político brasileiro, o segundo presidente do regime militar instaurado pelo Golpe Militar de 1964.

Nascido no interior do Rio Grande do Sul, era então, quando assumiu a presidência da república, marechal do Exército Brasileiro, e já havia ocupado o Ministério da Guerra no governo anterior, do marechal Castelo Branco.

Seu governo iniciou a fase mais dura e brutal do regime ditatorial militar, à qual o general Emílio Garrastazu Médici, seu sucessor, deu continuidade.

Sob o governo Costa e Silva foi promulgado o Ato Institucional Nº 5 (AI-5), que lhe deu poderes para fechar o Congresso Nacional, caçar políticos e institucionalizar a repressão e a tortura, sendo que no seu governo, houve um aumento significativo das atividades subversivas e de guerrilha visando combater o golpe de Estado de 1964 e o regime militar por ele instalado.

Vida Militar

Filho de comerciantes portugueses da Ilha da Madeira, Artur da Costa e Silva iniciou sua carreira militar ao ingressar no Colégio Militar de Porto Alegre, onde conclui como primeiro da turma ou aluno-comandante. Casou com Iolanda Barbosa Costa e Silva, filha de um militar.

Em 1918 entrou na Escola Militar de Realengo, no Rio de Janeiro, na qual se classificou como terceiro da turma. Aspirante em 18 de janeiro de 1921, era segundo-tenente em 1922 quando participou da tentativa de levante do 1° Regimento de Infantaria da Vila Militar, a 5 de julho daquele ano.

Chegou ao generalato a 2 de agosto de 1952 e alcançou o último posto, general-de-exército, em 25 de novembro de 1961. Estagiou nos Estados Unidos, de janeiro a junho de 1944, após ter sido instrutor-adjunto de tática geral da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército. Adido militar na Argentina de 1950 a 1952, destacou-se por ter exercido o comando da 3ª Região Militar, no Rio Grande do Sul, de 1957 a 1959, da 2ª Divisão de Exército, em São Paulo, e o comando do IV Exército, em Pernambuco, de agosto de 1961 a setembro de 1962, quando passou a chefe do departamento geral de pessoal e depois a chefe do departamento de produção e obras.

No governo João Goulart, reprimiu com extrema eficiência as manifestações estudantis no nordeste,mas acabou afastado do comando do IV Exército. Ao final de 1963, participou ativamente da conspiração que derrubou o presidente da república democraticamente eleito João Goulart, o qual os militares acusavam de estar tramando um golpe de estado, e assumiu o Ministério da Guerra logo depois de vitorioso o Golpe de 1964 no dia 31 de Março de 1964, permanecendo ministro da Guerra no governo Castelo Branco iniciado em 15 de abril de 1964.

Como ministro da Guerra, tomou a posição de defensor dos interesses da chamada linha dura da ultradireita no interior das Forças Armadas e com o Ato Institucional Nº 2 (AI-2) que transferiu a eleição do novo presidente para o Congresso Nacional, se impôs como candidato à sucessão de Castelo Branco e alijando os militares castelistas - como o futuro presidente Ernesto Geisel e seu futuro auxiliar Golbery do Couto e Silva - de postos de responsabilidade.

Quando Costa e Silva estava em campanha para a presidência de República, escapou por pouco de um atentado no Aeroporto Internacional dos Guararapes em 25 de julho de 1966, quando era esperado por cerca de 300 pessoas neste aeroporto em Recife. Foram vários mortos e feridos no que ficou conhecido como o Atentado dos Guararapes. Como seu avião entrou em pane, naquele dia, em João Pessoa, Costa e Silva se dirigiu para Recife por automóvel.

Na Presidência da República

No dia do seu aniversário, em 3 de outubro de 1966, Costa e Silva foi eleito presidente da República pelo Congresso Nacional, obtendo 294 votos. Foi candidato único pela Aliança Renovadora Nacional (ARENA). O Movimento Democrático Brasileiro (MDB) se absteve de votar.

Tomou posse, em 15 de março de 1967, em meio a grandes expectativas quanto ao progresso econômico e a redemocratização do País. Neste dia 15 de março, entrou em vigor, a Constituição de 1967, deixando de vigorar, a partir daquele dia, os 4 atos institucionais baixados por Castelo Branco.

Extinguiu a Frente Ampla, movimento de oposição que reunia políticos do período pré-64. Combateu a inflação, revisou a política salarial e ampliou o comércio exterior. Iniciou uma reforma administrativa, expandiu as comunicações e os transportes, mas não resolveu os problemas da educação.

Politicamente, porém, a situação se tornava mais tensa. Em 26 de junho de 1968, membros da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) lançaram um carro-bomba contra o Quartel General do II Exército, em São Paulo. Mário Kozel Filho, soldado que era sentinela naquele momento, dirigiu-se ao carro e morreu quando a carga de dinamite explodiu. Ainda saíram feridos gravemente outros seis militares. Ainda em 1968, a morte do estudante secundarista Edson Luís num confronto com a polícia provocou a Passeata dos Cem Mil, no Rio de Janeiro. A situação política agravou-se ainda mais em agosto, quando o deputado Márcio Moreira Alves recomendou, num discurso, que as moças se recusassem a dançar com cadetes em protesto contra o regime militar. O governo pediu licença ao Congresso Nacional para processar o deputado, mas o pedido foi negado. Costa e Silva convocou então o Conselho de Segurança Nacional e, no dia 13 de dezembro de 1968, editou o Ato Institucional Nº 5 (AI-5), que lhe dava poderes para fechar o Parlamento, cassar políticos e institucionalizar a repressão.

Em maio de 1969, Costa e Silva fizera anunciar a convocação de uma comissão de juristas para elaborar uma reforma política, através de uma emenda constitucional que incluiria a extinção do AI-5, voltando a ter plena vigência Constituição de 1967, aquela que havia institucionalizado o Regime Militar, e que entrou em vigor no dia da posse de Costa e Silva, 15 de março de 1967. Segundo o jornalista Carlos Chagas, Costa e Silva pretendia assinar essa emenda no dia 7 de setembro de 1969. De acordo com o jornalista, Costa e Silva presidiu todas as demoradas reuniões dos juristas.

"Não mais cassações de mandatos, nem recesso do Congresso e das Assembleias, muito menos intervenção nas universidades ou suspensão do habeas-corpus. Com a reforma da Constituição voltaria a prevalecer o Estado de Direito. Senão democratizado, porque as eleições presidenciais continuariam indiretas, pelo menos constitucionalizado voltaria o país a ser"
(Carlos Chagas)

Entretanto, uma semana antes do 7 de setembro de 1969, Costa e Silva sofreu o Acidente Vascular Cerebral (AVC).

De todo modo, a emenda constitucional contendo a extinção do AI-5 foi esquecida. Em seu lugar, vieram outros Atos Institucionais, outros atos complementares e a Emenda Constitucional N° 1, apelidada pelos juristas de "Constituição de 1969", outorgada por uma junta militar, que impediu a posse do vice-presidente da República, o jurista Pedro Aleixo, e deu posse ao general Emílio Garrastazu Médici como presidente da República. Assim teria início aquele que é considerado por muitos como o período mais repressivo e brutal de toda a história do Brasil independente.

Fonte: Wikipédia

Augusto César Vannucci

AUGUSTO CÉSAR VANUCCI
(58 anos)
Ator, Diretor e Produtor de TV

* Uberaba, MG (11/01/1934)
+ Rio de Janeiro, RJ (30/11/1992)

Com dez anos de idade ele já cantava em uma sorveteria. Com 17 anos muda-se para o Rio de Janeiro e trabalha como cantor nas rádios e de crooner nas orquestras.

Sua carreira de ator começa no teatro Jardel, em 1954. Fez parte da Companhia de Teatro César Ladeira-Renata Fronzi.

Logo em seguida, Vannucci estreou no cinema, no filme "Colégio De Brotos" (1956).

Usando o nome artístico de Augusto César, participou de vários filmes como "Alegria de Viver", "Zé do Periquito", "O Quinto Poder" e "Rio, Verão e Amor".

Na televisão, em 1964, dirigiu musicais e, em 1965 participou da fundação da TV Globo, onde estreou comandando o humorístico "TV1", com Agildo Ribeiro. Tornou-se um dos principais diretores da emissora, lá permanecendo até 1978.

Augusto César Vannucci foi o responsável pela concepção e direção dos grandes musicais da emissora como "Globo de Ouro", "Alô Brasil, Aquele Abraço" e "Fantástico".

Em 1988, se transferiu para a Rede Bandeirantes e, logo depois, para a TV Manchete, retornando à Globo em 1990.

Espiritualista, dirigiu vários programas voltados ao terna como "Terceira Visão" na Bandeirantes e "Fronteiras do Desconhecido" na Manchete.

Foi casado com a comediante Sonia Mamede e com a cantora Vanusa, com quem teve o filho Rafael Vanucci.

Morreu aos 58 anos de idade, de Isquemia Cerebral, e seu último trabalho na TV foi a direção do "Criança Esperança" no dia 12 de outubro de 1992. Ele também dirigiu 19 especiais de fim de ano do cantor Roberto Carlos na Globo.

Airton Rodrigues

AIRTON RODRIGUES LEITE
(71 anos)
Jornalista, Repórter, Apresentador e Analista de TV

* Campinas, SP (06/10/1922)
+ São Paulo, SP (01/11/1993)

Um dos princípais críticos do "Diário da Noite" (dos "Diários Associados", São Paulo). Apresentou os programas "Clube dos Artistas", "Almoço Com as Estrelas" (até 1980, TV TUPI; o segundo também na Rede SBT) e "Os Comunicadores" (TV TUPI) - todos com sua esposa.

Nascido em Campinas, em 1922, gostava do ambiente, das pessoas, das coisas e o que queria era divulgar, levar para os Diários Associados, aquilo que via na televisão.

Sua função realmente era de critico de TV. Foi um dos principais críticos do Diário da Noite, um dos jornais dos Associados em São Paulo. Mas passou a ser um dos principais nomes da televisão. Respeitado e amado por todos, era de uma simpatia ímpar. E era ativo muito ativo. Para o programa: "Almoço com os Artistas", por exemplo, era ele quem fazia pessoalmente os convites para as 20 ou 30 pessoas que participariam no programa, aos sábados, na hora do almoço. Era ele quem os esperava na porta da Televisão Tupi, e quem pessoalmente os conduzia aos estúdios e às cadeiras, previamente selecionadas. Depois, em alguns segundos antes do início do programa, lavava o rosto, as mãos e se preparava para apresentar o programa, sem ter sequer uma dália ou referência nas mãos. Sabia a vida de todos e os tratava como irmãos. Por isso era amado e respeitado.

Foi casado com a atriz Lolita Rodrigues por trinta anos. Eles formavam o Casal 20 da televisão. E com ela apresentou na TV Tupi os programas "Clube dos Artistas" e "Almoço com as Estrelas", ambos até 1980, quando do fechamento do canal.

Posteriormente apresentou o "Almoço Com as Estrelas" no SBT. Após a separação do casal, terminou o programa. Ainda apresentaram, ainda que separados na vida real, na TV Tupi, o programa "Os Comunicadores".

Airton Rodrigues e Lolita, cujo nome na vida real é Silvia, tiveram uma filha, que hoje é médica e, segundo a mãe, dedica-se muito aos pobres. Airton Rodrigues, ao se afastar da televisão, morou muito anos na cidade mineira de Machado.

Faleceu vítima de um Ataque Cardíaco.

Fonte: Projeto VIP e Museu da TV

Benjamin Cattan

BENJAMIN CATTAN
(69 anos)
Ator, Escritor e Diretor

* São Paulo, SP (1925)
+ São Paulo, SP (09/01/1994)

Benjamin Cattan foi um dos pioneiros da televisão brasileira. Estreou na TV Tupi de São Paulo, como diretor do principal programa teleteatral da emissora, o "TV de Vanguarda" e, depois, se transformou em diretor artístico da emissora. Ainda na TV Tupi, escreveu telenovelas como "Hospital" (1971) e "Simplesmente Maria" (1970), esta última também dirigida por ele.

Atuou como ator nas novelas "A Muralha" (1961), "Vitória Bonelli" (1972), "Maria Antonieta", entre outras. Foi, depois, para a Rede Bandeirantes de Televisão, para a TV Cultura e, por fim, para a TV Globo, onde trabalhou em cinco produções entre 1989 e 1992, quase em seguida: "O Salvador da Pátria" (1989), "Gente Fina" (1990), "Araponga" (1991), "Felicidade" (1991) e "As Noivas de Copacabana" (1992), seu último trabalho.

Em 1964, organizou, o Primeiro Concurso de Peças Nacionais, vencido por Oduvaldo Viana Filho, com "O Matador", Osmar Lins, com "A Ilha no Espaço", e Plínio Marcos, com "Estória de Subúrbio". Atuava nos palcos eventualmente, sempre em papéis marcante.

No teatro, Benjamin Cattan, dirigiu as primeiras apresentações da peça "Dois Perdidos Numa Noite Suja" de Plínio Marcos, em 1966.

No cinema, começou na Vera Cruz e participou de algumas chanchadas dos anos 50, como "Uma Pulga na Balança" (1953). Também fez filmes como "O Beijo da Mulher Aranha" (1985), de Hector Babenco e "Dias Melhores Virão" (1989), de Cacá Diegues.

Benjamin Cattan faleceu em São Paulo, onde nasceu e sempre viveu, vítima de um Acidente Vascular Circulatório.


Carlos Vergueiro

CARLOS PEREIRA DE CAMPOS VERGUEIRO
(78 anos)
Ator, Radialista, Jornalista, Compositor e Roteirista

* São Paulo, SP (01/01/1920)
+ Rio de Janeiro, RJ (31/03/1998)

Na década de 40, frequentou o curso de Direito, mas não chegou a exercer a profissão. Nessa época, ele começava a carreira artística como crítico musical do "Estado de São Paulo", do "O Correio Paulistano" e da revista "Clima".

Depois de uma viagem à Europa, em 1948, Vergueiro voltou sua atenção para o teatro. Quando voltou ao Brasil, entrou para o Grupo de Teatro Experimental, dirigido por Alfredo Mesquita. O primeiro papel foi uma ponta na peça "À Quoi Revent Les Jeunes Files", de Musset. Das apresentações, surgiu a idéia de fundar o Teatro Brasileiro de Comédia, o legendário TBC, no fim dos anos 40. Ele foi o primeiro diretor do teatro a participar de montagens históricas, como "Seis Personagens à Procura de um Autor", com Cacilda Becker e Sérgio Cardoso, e "Ralé", com Maria Della Costa e Paulo Autran.

No teatro, conheceu Zilah Maria Pederneiras Fontainha, com quem foi casado por 46 anos. Com ela, teve três filhos - Carlinhos e Guilherme Vergueiro, os dois ligados à música, e Maria Luiza.

Vergueiro não se restringiu ao teatro. Como secretário da diretoria da antiga Companhia Cinematográfica Vera Cruz, ganhou um papel no primeiro filme da empresa, "Caiçara". Também escreveu diálogos para os longas "Sinhá Moça" e "Uma Pulga na Balança".

No fim da década de 60, ocupou o cargo de diretor artístico da TV Cultura de São Paulo. Mesmo atuando como ator em peças de teatro e cinema, Vergueiro nunca abandonou o rádio. Ele costumava dizer que seu trabalho na área de programação musical tinha um paralelismo com a vida de ator.

Foi, também, diretor artístico da 'Rádio Eldorado'. Durante mais de 30 anos, ele foi responsável pela área cultural da emissora e criou programas líderes de audiência, como "Um Piano ao Cair da Tarde" e "Música de Concerto". Recebeu vários prêmios, entre eles, o Prêmio Sanyo de Radialismo, em 1979, e o Prêmio Roquette Pinto, em 1962, epla melhor programação musical.

Carlos Vergueiro morreu aos 78 de anos, de infarto.

É pai do compositor Carlinhos Vergueiro e Guilherme Vergueiro.

Fonte: Wikipédia e Dramaturgia Brasileira - In Memoriam

Sérgio Viotti

SÉRGIO LUIZ VIOTTI
(82 anos)
Ator, Escritor, Diretor, Tradutor, Dramaturgo, Produtor de Programas Culturais Radiofônicos, Crítico de Teatro, Dança e Ópera

* São Paulo, SP (14/03/1927)
+ São Paulo, SP (26/07/2009)

Foi para o Rio de Janeiro em 1945, para fazer a Escola Itamarati.

Estudou piano até os 14 anos de idade, e, já no Rio de Janeiro, ia com amigos músicos participar de programas musicais na Rádio MEC, apenas para virar as páginas para os concertistas Heitor, Maria Abreu e Laís de Souza Brasil.

Começou a trabalhar em Rádio em 1958, no Rio de Janeiro. Trabalhou na Inglaterra, onde fez rádio na BBC durante quase nove anos. Voltou para o Brasil e foi trabalhar na Rádio MEC, fazendo radioteatro com, dentre outros, Magalhães Graça e Agnes Fontoura.

Sérgio Viotti começou a fazer novelas em 1986, com destaque para personagens em “Sinhá Moça”, “Corpo Santo”, “Kananga do Japão”, “Despedida de Solteiro”, “Meu Bem Meu Mal”, “Anjo Mau”, “Suave Veneno”, “Os Maias”, “A Casa das Sete Mulheres” e “Um Só Coração”.

Ao comemorar seus trinta anos de palco como ator, em 1991, apresentou o espetáculo “As Idades do Homem”, no qual interpretava nada menos do que dezesseis personagens de Shakespeare.

Como de crítico de teatro, dança e ópera, trabalhou no jornal Estado de São Paulo (1969/71) e no Jornal da Tarde (1976 e 1983).

Como romancista, fez "E Depois, no Exílio" (Edições Bloch), lançado em 1968, que lhe valeu o Prêmio Walmap, concorrendo com outros 143 escritores.

Em 1995, lançou "A Cerimônia da Inocência" (Top Books) e, em 2001, a biografia da atriz Dulcina de Morais (1908/96) e a "Fuga do Escorpião".

Em 2006 e 2007, Sérgio Viotti apresentou-se no teatro com a peça "O Dia que Raptaram o Papa", de João Bethencourt e, também em 2007, participou da novela "Duas Caras", da TV Globo, seu último trabalho na televisão.

Sérgio Viotti morreu, aos 82 anos, na manhã do dia 26 de julho de 2009 em decorrência de uma Parada Cardiorrespiratória, em São Paulo. De acordo com o comunicado divulgado pelo Hospital Samaritano, o ator estava internado desde o dia 19 de abril. Ele tinha sofrido uma parada cardíaca durante a festa de casamento do filho da escritora Maria Adelaide Amaral.

Fonte: Dramaturgia Brasileira - In Memoriam

Juan Daniel

JOAN DANIEL FERRER
(101 anos)
Ator e Cantor

* Barcelona, Espanha (20/02/1907)
+ Rio de Janeiro, RJ (28/10/2008)

Seu nome completo era Juan Daniel Ferrer. Seu pai, fotógrafo, emigrou para a Argentina por volta de 1913, radicando-se em Córdoba, província do mesmo nome. Quando ele faleceu, a família mudou-se para Buenos Aires.

Juan tinha 16 anos e logo se iniciou no teatro de revistas, como corista e bailarino, aos poucos galgando papéis mais importantes, como chansonnier e galã-cantor. Seu primeiro solo, foi de rosto pintado imitando Al Jolson na música Sonny Boy. Integrou-se no então fulgurante mundo artístico argentino, estabelecendo amizades com grandes nomes como Enrique Cadicamo, J. C. Cobián, Marianito Mores, Charlo e muitos outros.

Fazia dupla com Maria Ester Gamas na ocasião em que, cerca de 1929, esteve pela primeira vez no Brasil, com uma companhia argentina de revistas, que se apresentou no Teatro Avenida, do Rio de Janeiro.

No final de 1931, depois de três anos de ausência excursionando pelo Prata, voltava ao nosso país a Companhia Tró-ló-ló, do empresário e ator Jardel Jércolis, e com ela veio Juan, que fazia par com Lódia Silva, esposa de Jardel, pais do ator Jardel Filho. A crítica brasileira gostou de Juan: "é um cantor de agrado imediato."

Uma dupla feminina já vinha se destacando desde 1928, formada por duas irmãs, Mary & Alba, ambas naturais da Argentina, com apresentações também no Brasil. Eram dançarinas e bailarinas, inclusive acrobáticas, "sedutoras, desenvoltas e graciosas." Em 1933, fazendo parte da Companhia de Jardel, apresentam-se em Portugal, naquela que foi a primeira e histórica ida de uma companhia brasileira de revistas à Europa.

Em 1935, participam do filme Carioca Maravilhosa, lançado em 1936. No final de 1935, Jardel volta ao Velho Mundo, levando de novo no elenco Mary & Alba, e, nessa oportunidade, também Juan Daniel. Juan e Mary, apaixonados, nem esperariam o retorno ao Brasil para se casarem. Apadrinhados por Sylvio Caldas e Alba, uniram-se na cidade de Vigo, Espanha, numa cerimônia "escondida", mas não muito, pois o "segredo" não duraria mais que uma semana.

Enquanto permaneceu na Espanha, Juan correu o risco de ser convocado, como cidadão espanhol que era, para lutar na Guerra Civil que estava irrompendo. Ambos entenderam que era chegada a hora de deixar a Espanha. Ainda atuariam na França e Itália antes de embarcar, em 1936, de retorno para o Brasil.

A partir daí, a atividade do casal se faz cada vez mais variada e intensa. Desfeita a dupla com Alba, devido o casamento, Mary prossegue sozinha. Juan, além de cantar, é diretor-artístico do Cassino Atlântico. É contratado pela Rádio Clube do Brasil e, mais tarde, pela Rádio Globo, onde ganha o slogan de O Cantor das Américas, dado pelo locutor do seu programa, Raul Brunini.

Excursiona por largo tempo à Argentina em 1942/ 43, onde forma orquestra, chega a gravar 2 discos na RCA-Victor desse país, e trabalha novamente com Jardel Jércolis. De 1941 a 1949, no Brasil, grava 32 músicas em várias etiquetas.

O fim do jogo, em 1946, no governo Dutra, e conseqüente fechamento dos cassinos, causou grande desemprego entre os artistas. Juan, por isso, passa a atuar em circos (pavilhões) e no teatro, como no Teatrinho Jardel, ao lado de Mara Rúbia e Renata Fronzi.

Em 1949, formou a Companhia Juan Daniel, com sua mulher, construindo o Teatrinho Follies. No teatro de revista, atuaria até 1957, fazendo uma parada de sete anos, após a qual voltaria como produtor na TV-Tupi do Rio de Janeiro, integrando a equipe do Boni (José Bonifácio de Oliveira Sobrinho), que viria a acompanhar em sua ida à TV-Globo, onde trabalharia como produtor, por exemplo, na organização dos Festivais Internacionais da Canção.

Na Globo tem a oportunidade de recomeçar como ator em papéis adequados à sua idade, em várias novelas, como Minha Doce Namorada, O Bem-Amado, O Casarão e A Gata Comeu, episodicamente até cantando El Dia Que Me Quieras, na novela Pecado Capital, de 1975.

Por conta disso, chega a gravar um LP em "portunhol" com o pianista e crítico musical José Fernandes, o que os leva a se apresentar em casas noturnas e churrascarias.

Juan Daniel e Mary comemoraram suas Bodas de Diamante, em 1995, rodeados de seus filhos Daniel Filho (João Carlos Daniel) e Cláudia e dos netos João e Carla Daniel. Daniel Filho foi um dos mais importantes diretores da nossa televisão, ator, e hoje é também um consagrado diretor e produtor de cinema.

Muito da ascensão e liderança da Rede Globo de Televisão deve ser creditado a ele, seja na criação de séries e novelas, seja na própria direção.

Morreu vítima de Insuficiência Renal, em sua casa, no Jardim Botânico, Zona Sul do carioca.

Fonte: Dramaturgia Brasileira - In Memoriam

Jaime Costa

JAIME RODRIGUES COSTA
(69 anos)
Ator

* Rio de Janeiro, RJ (27/12/1897)
+ Rio de Janeiro, RJ (30/01/1967)

Foi um dos mais importantes atores da história do teatro brasileiro. Ator moderno, dono de expressão rica, homem culto, adaptou-se bem às transformações modernizadoras do teatro e continuou respeitado como o grande ator que era até o fim da vida.

Lançou quase 200 originais de autores brasileiros e Introduziu Luigi Pirandello, Eugene O'Neill e Arthur Miller nos palcos nacionais.

Jaime Costa se especializa, como Procópio Ferreira e Alda Garrido, nos tipos característicos da comédia de costumes Nacional.

Seu início na cena como cantor profissional é do teatro musicado. Depois de atuar na companhia de Eduardo Vieira, monta, ao lado de Leopoldo Fróes, uma Companhia de operetas que se apresenta no Recreio Teatro. A convite de Oduvaldo Vianna, Ingressa na Companhia de Comédias do Teatro Trianon, atuando em "A Última Ilusão", do próprio Oduvaldo Vianna, em 1923.

Nasce, nesse início de século, Inteiramente um teatro comercial, centrado na figura de um único ator, que encomenda o texto eo Molda um seu gosto às Necessidades e de produção. São comédias nacionais feitas às dúzias que permanecem em cartaz por uma ou duas semanas e são substituídas logo. Em menos de dois anos de Trianon, Jayme Costa atua em mais de vinte espetáculos. Quando uma companhia se Desfaz, monta seu próprio negócio e passa a viver de viagens pelas capitais e pelo interior até se instalar, no final dos anos 30, no Teatro Glória (na Cinelândia, centro da cidade, depois demolido), onde sua companhia se apresenta durante mais de uma década.

Apesar do caráter descartável que reveste o teatro dos anos 20 e 30, Jayme Costa realiza algumas interpretações memoráveis, tais como D. João VI, em "Carlota Joaquina", de Magalhães Jr., 1939, uma pitoresca criação típica do teatro velho, lhe Vale a medalha de ouro da crítica carioca.

Em uma rara e emocionante interpretação dramática em "A Morte do Caixeiro Viajante", de Arthur Miller, com direção de Esther Leão, 1951, Jayme investe uma interpretação do velho Willy Loman de uma pessoal palpitação humana, que, ao mesmo tempo que toca pela proximidade do real, toma uma dimensão de uma dramaticidade pungente. O trabalho lhe confere medalha de ouro da crítica carioca.

Como o pai beberrão de "My Fair Lady", adaptação de Pigmalião, de Bernard Shaw, de 1962, que vende uma honra e da filha, a caminho do casamento, ensaia passos de music-hall, conquista três medalhas de ouro (Associação Brasileira dos Críticos Teatrais, Críticos Independentes e Associação Paulista dos Críticos Teatrais).

A montagem é a última grande Realização de sua carreira começa, que um minguar lentamente, com uma dispersão do público e sentir com o novo teatro, no qual o estilo da velha geração tem lugar não.

Morre depois de uma apresentação de "Se Correr o Bicho Pega, Se Ficar o Bicho Come", de Oduvaldo Vianna Filho e Ferreira Gullar, sob a direção de Gianni Ratto, em 1966, com o Grupo Opinião, em que representa o coronel nordestino junto a um dos grupos mais representativos no novo teatro e da nova safra da dramaturgia nacional.