segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Jaime Costa

JAIME RODRIGUES COSTA
(69 anos)
Ator

* Rio de Janeiro, RJ (27/12/1897)
+ Rio de Janeiro, RJ (30/01/1967)

Foi um dos mais importantes atores da história do teatro brasileiro. Ator moderno, dono de expressão rica, homem culto, adaptou-se bem às transformações modernizadoras do teatro e continuou respeitado como o grande ator que era até o fim da vida.

Lançou quase 200 originais de autores brasileiros e Introduziu Luigi Pirandello, Eugene O'Neill e Arthur Miller nos palcos nacionais.

Jaime Costa se especializa, como Procópio Ferreira e Alda Garrido, nos tipos característicos da comédia de costumes Nacional.

Seu início na cena como cantor profissional é do teatro musicado. Depois de atuar na companhia de Eduardo Vieira, monta, ao lado de Leopoldo Fróes, uma Companhia de operetas que se apresenta no Recreio Teatro. A convite de Oduvaldo Vianna, Ingressa na Companhia de Comédias do Teatro Trianon, atuando em "A Última Ilusão", do próprio Oduvaldo Vianna, em 1923.

Nasce, nesse início de século, Inteiramente um teatro comercial, centrado na figura de um único ator, que encomenda o texto eo Molda um seu gosto às Necessidades e de produção. São comédias nacionais feitas às dúzias que permanecem em cartaz por uma ou duas semanas e são substituídas logo. Em menos de dois anos de Trianon, Jayme Costa atua em mais de vinte espetáculos. Quando uma companhia se Desfaz, monta seu próprio negócio e passa a viver de viagens pelas capitais e pelo interior até se instalar, no final dos anos 30, no Teatro Glória (na Cinelândia, centro da cidade, depois demolido), onde sua companhia se apresenta durante mais de uma década.

Apesar do caráter descartável que reveste o teatro dos anos 20 e 30, Jayme Costa realiza algumas interpretações memoráveis, tais como D. João VI, em "Carlota Joaquina", de Magalhães Jr., 1939, uma pitoresca criação típica do teatro velho, lhe Vale a medalha de ouro da crítica carioca.

Em uma rara e emocionante interpretação dramática em "A Morte do Caixeiro Viajante", de Arthur Miller, com direção de Esther Leão, 1951, Jayme investe uma interpretação do velho Willy Loman de uma pessoal palpitação humana, que, ao mesmo tempo que toca pela proximidade do real, toma uma dimensão de uma dramaticidade pungente. O trabalho lhe confere medalha de ouro da crítica carioca.

Como o pai beberrão de "My Fair Lady", adaptação de Pigmalião, de Bernard Shaw, de 1962, que vende uma honra e da filha, a caminho do casamento, ensaia passos de music-hall, conquista três medalhas de ouro (Associação Brasileira dos Críticos Teatrais, Críticos Independentes e Associação Paulista dos Críticos Teatrais).

A montagem é a última grande Realização de sua carreira começa, que um minguar lentamente, com uma dispersão do público e sentir com o novo teatro, no qual o estilo da velha geração tem lugar não.

Morre depois de uma apresentação de "Se Correr o Bicho Pega, Se Ficar o Bicho Come", de Oduvaldo Vianna Filho e Ferreira Gullar, sob a direção de Gianni Ratto, em 1966, com o Grupo Opinião, em que representa o coronel nordestino junto a um dos grupos mais representativos no novo teatro e da nova safra da dramaturgia nacional.

Fonte: Dramaturgia Brasileira - In Memoriam

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