Elisa Fernandes

ELISA FERNANDES
(42 anos)
Atriz

☼ Rio de Janeiro, RJ (14/02/1950)
┼ Rio de Janeiro, RJ (02/01/1993)

Elisa Fernandes foi uma atriz brasileira nascida no Rio de Janeiro, RJ, no dia 14/02/1950.

Elisa Fernandes, carioca do bairro do Leblon começou a carreira no cinema. A estréia dela como atriz foi em 1970 no filme "O Meu Pé de Laranja Lima" como a irmã do personagem Zezé.

Logo depois, Elisa Fernandes participou do premiado filme de Paulo Porto, "Em Família" (1970) e fez, com Renato Aragão e Dedé Santana, "Ali Babá e os Quarenta Ladrões" (1972).

Fez, ainda, "O Descarte" (1973) com Glória Menezes e Ronnie Von, e "Quem Tem Medo de Lobisomem?" (1975).

Na televisão, Elisa Fernandes ficou conhecida por interpretar jovens românticas em novelas de época como "Senhora" (1975), "Vejo a Lua no Céu" (1976), "A Escrava Isaura" (1976) e "Maria, Maria" (1978).

Elisa Fernandes fez um ensaio sensual na revista "Ele & Ela" em abril de 1976.

Seu último trabalho na televisão foi na novela "Carmem" (1987) da TV Manchete.

Elisa Fernandes faleceu no dia 02/01/1993, aos 42 anos, no Rio de Janeiro, RJ, vítima de câncer.

Fonte: Wikipédia

Isabel Ribeiro

FREDERICA ISABEL IATTI RIBEIRO
(48 anos)
Atriz

* São Paulo, SP (08/07/1941)
+ Jundiaí, SP (13/02/1990)

Nascida Frederica Isabel Iatti Ribeiro, ela sonhava em ser médica e trabalhar em pesquisas. Descendente de uma pequena família de imigrantes poloneses, teve que abandonar os estudos antes de ingressar na faculdade e trabalhar para ajudar a família.

O teatro surgiu meio por acaso quando fazia um curso de política estudantil. Seu primeiro trabalho como atriz foi na peça infantil "A Bruxinha Que Queria Ser Boa", em 1962.

Foi levada por Augusto Boal para o Teatro Arena nos anos 60 e entrou para a TV nos anos 70, destacando-se primeiro em telenovelas da TV Tupi e depois na Rede Globo. De todos os trabalhos que fez em TV ela mesmo destacava como os mais importantes a Sônia de "Duas Vidas", novela de Janete Clair e a Consuelo de "Sinal de Alerta", escrita por Dias Gomes. Mas outro trabalho sensível de Isabel Ribeiro foi na novela "Sol de Verão" de Manoel Carlos em 1983.

No cinema ganhou vários prêmios como melhor atriz e trabalhou com consagrados diretores, como Cacá Diegues, Leon Hirszman, Arnaldo Jabor, entre outros. Seus maiores sucessos no cinema foram em "São Bernardo", "Os Condenados" e "Parceiros da Aventura". Seus últimos papéis de destaque foram como a enfermeira Gisela de "Feliz Ano Velho", adaptação dirigida por Roberto Gervitz para o romance de Marcelo Rubens Paiva, e o de uma solitária dona de casa no curta-metragem "A Voz da Felicidade" (1988), dirigido por Nelson Nadotti e adaptado de uma crônica de Luís Fernando Veríssimo.

Foi casada com o ator Altair Lima e teve três filhos.

A atriz detectou um pequeno tumor no seio quando gravava a novela "Helena", na TV Manchete, e morreu pouco mais de um ano depois vítima de Câncer.

Cinema
  • 1987 - Besame Mucho
  • 1987 - Feliz Ano Velho ... Gisela
  • 1984 - De Grens
  • 1982 - A Missa do Galo
  • 1980 - Parceiros da Aventura ... Ana Maria 
  • 1979 - O Menino Arco-Íris
  • 1979 - O Coronel e o Lobisomem
  • 1978 - Coronel Delmiro Gouveia
  • 1977 - Na Ponta da Faca
  • 1976 - A Queda
  • 1975 - As Deliciosas Traições do Amor
  • 1973 - Toda Nudez Será Castigada ... Tia Jovem
  • 1973 - Os Homens Que Eu Tive
  • 1975 - Os Condenados ... Alma d'Alvellos
  • 1972 - Amor, Carnaval e Sonhos
  • 1972 - Quem é Beta?
  • 1971 - O Doce Esporte do Sexo
  • 1971 - São Bernardo ... Madalena
  • 1970 - Os Herdeiros
  • 1970 - Azyllo Muito Louco ... Dona Evarista
  • 1969 - Como Vai, Vai Bem?
  • 1969 - Tempo de Violência
  • 1968 - Lance Maior ... Marga
  • 1967 - El ABC Del Amor
  • 1967 - Garota de Ipanema
  • 1967 - Todas as Mulheres do Mundo

Televisão
  • 1987 - Helena ... Tomásia
  • 1984 - Anarquistas, Graças a Deus ... Narrador
  • 1983 - Champagne ... Gilda
  • 1983 - Parabéns Pra Você ... Helena
  • 1982 - Sol de Verão ... Flora
  • 1981 - O Amor é Nosso ... Beatriz
  • 1980 - Um Homem Muito Especial ... Hannah
  • 1979 - Gaivotas ... Ângela
  • 1978 - Sinal de Alerta ... Consuelo
  • 1977 - Sem Lenço, Sem Documento ... Das Graças
  • 1976 - Duas Vidas ... Sônia
  • 1975 - O Grito ... Lúcia
  • 1975 - O Noviço Florêncio
  • 1974 - O Rebu ... Glorinha Resende
  • 1972 - Tempo de Viver ... Isabel
  • 1971 - A Selvagem ... Madre Superiora
  • 1970 - Toninho On The Rocks ... Maridéla

Fonte: Wikipédia

Alexandre Lippiani

ALEXANDRE LIPPIANI
(32 anos)
Ator e Dublador

* Belo Horizonte, MG (11/09/1964)
+ Rio de Janeiro, RJ (24/05/1997)

O ator Alexandre Lippiani começou seu trabalho na TV em 1987, quando encarnou o personagem Tavinho, em "Sassaricando", na Globo.

Ainda na Globo, Alexandre Lippiani atuou também em "Lua Cheia de Amor", "Sonho Meu", "Explode Coração" e na minissérie "Boca do Lixo".

Na TV Manchete, viveu o atormentado Padre Eurico da novela "Xica da Silva" e participou da minissérie "O Fantasma da Ópera".

Como dublador, fez as vozes de Woody em "Toy Story" e de Dean Cain (Clark Kent/Superman) em "As Novas Aventuras de Superman", entre outros filmes.

Faleceu vítima de um acidente de carro no Rio de Janeiro após se chocar com um poste. Na época tinha 32 anos, bem no ápice de sua carreira. A revista Amiga TV Tudo (edição 1.413, de 2 de junho de 1997) conta que segundo testemunhas, o Logus do ator derrapou na pista molhada por volta das quatro da manhã do sábado, chocando-se contra o Gol dirigido pelo prestador de serviços da TV Globo, Josemir Demétrio de Souza (36), que estava sozinho e ficou ferido. Presos nas ferragens dos carros, os dois foram socorridos por bombeiros e levados para o hospital Miguel Couto, na Lagoa, onde Alexandre morreu em consequência de traumatismo abdominal, com fratura dos ossos da bacia e hemorragia interna. Constância Laviola Carreiro, 30 anos, namorada do ator, que estava com ele no carro, sofreu apenas escoriações. Alexandre foi enterrado no Cemitério Parque Bosque da Esperança".

Na novela Xica da Silva, exibida pela Rede Manchete, ele era o Padre Eurico. Quando o ator faleceu, a novela não tinha terminado, de modo que foi preciso inventar uma um final alternativo, onde o padre acaba emparedado. Sua última aparição foi no capítulo exibido em 28 de Julho de 1997. No início do primeiro bloco, a produção da novela prestou uma bonita homenagem a ele, através de um texto que era, ao mesmo tempo, uma despedida.

Fonte: Dramaturgia Brasileira - In Memoriam e Wikipédia

Zé Trindade

MILTON DA SILVA BITTENCOURT
(75 anos)
Ator, Humorista, Cantor e Poeta

* Salvador, BA (18/04/1915)
+ Rio de Janeiro, RJ (02/05/1990)

Nasceu em tradicional família baiana. O pai, herdeiro de uma grande fortuna, é deserdado porque se casa com sua mãe, que era pobre. Inconformado, começa a beber. A sua infância, até os onze anos é muito sofrida.

Nessa idade, se emprega como "boy" em um hotel da capital baiana. Lá, faz amizade com Jorge Amado e Dorival Caymmi, que, como os outros hóspedes do hotel, se divertem com suas piadas, ou se encantam com seus versos, poemas ou letras de músicas.

Em 1935, entrou para a Rádio Sociedade da Bahia, vivendo um bêbado no programa Teatro Pelos Ares.

Em 1937 chegou ao Rio de Janeiro, integrando o elenco de humoristas da Rádio Mayrink Veiga. Nos quinze anos seguintes seria o melhor cômico do rádio.

Fez sua estréia no cinema em 1947 no filme O Malandro e a Granfina e só párou em 1987, numa ponta em Um Trem Para As Estrelas, perfazendo uma carreira vitoriosa de 38 filmes.

Baixinho, gordinho, o bigode fininho marcando um rosto safado, cria as frases "Meu negócio é mulher" e "Mulheres, cheguei". Ninguém melhor do que ele fez o tipo do malandro.

Participou pouco de televisão, mas chegou a atuar com Chico Anysio, participou do programa humorístico Balança, mas não cai na Rede Globo e ainda teve uma pequena participação na minisséne global Memórias De Um Gigolô em 1986.

Gravou 25 discos de música nordestina, com trovas e pensamentos. Foi casado com dona Cleusa e teve quatro filhos Anayra, Regina, Ricardo e Cristina.

Faleceu vítima de Câncer

Fonte: Wikipédia

José Lewgoy

JOSÉ LEWGOY
(82 anos)
Ator

* Veranópolis, RS (16/11/1920)
+ Rio de Janeiro, RJ (10/02/2003)

José Lewgoy nasceu no interior do Rio Grande do Sul, filho de Isaac, nascido na Russia e de Esther, nascida em Nova York. O casal teve vários filhos nascidos nos Estados Unidos, mas José Lewgoy nasceu no Brasil.

Sua infância foi muito feliz. Estudou no Porto Alegre College, e sempre teve facilidade no aprendizado de línguas. Diplomou-se pela Faculdade de Ciências Político-Econômicas do Rio Grande do Sul, mas não se interessou pela profissão. Como conhecia muitos idiomas, foi à Editora Globo e ali conheceu o Dr. Roberto Marinho. Conseguiu emprego como tradutor.

Ao mesmo tempo ele e outros amigos fundaram o Teatro do Estudante do Rio Grande do Sul. Fez vários amigos, entre os quais Mário Quintana. Comprava livros e foi formando uma preciosa biblioteca.

Participou da peça: "O Viajante Sem Bagagem" e o Adido Cultural Americano assistiu a peça e convidou o jovem para uma bolsa de estudos nos Estados Unidos. Quem intermediou a negociação foi o escritor Érico Veríssimo. E assim o rapaz foi estudar na Universidade de Yale. Lá permaneceu três anos. Quando voltou decepcionou-se com o teatro que se fazia aqui, onde Ziembiensky reinava, o que não o agradou. Quem o apadrinhou no Brasil foi Tomaz Santa Rosa, e José Lewgoy passou a lecionar no Serviço Nacional de Teatro.

Em seguida começou a fazer teatro com Tônia Carrero, no filme chamado "Perdida Pela Paixão", e em seguida "Carnaval de Fogo". Foi esse filme que iniciou a famosa fase das "Chanchadas da Atlantica", em que brilhavam Oscarito, Otelo, Anselmo, Liliane e José Lewgoy. Ali começou ele sua carreira em cinema, onde fez cento e tantos filmes, no Brasil e em países estrangeiros.

Ficou morando na França e ali trabalhou com o grande documentarista George Rougier. Fez também filmes com George Marshall, Louis Jourdan, e inúmeros astros de primeira grandeza. Morou ainda em Genebra, na Suíça, na Holanda, na Itália, na Inglaterra, mas sua sede mesmo foi Paris, onde ficou por dez anos.

Quando voltou ao Brasil, trabalhou no "Pasquim", ao lado de Jaguar, Ziraldo, Millôr Fernandes. Foi nessa volta ao Brasil que ingressou na televisão. Começou como apresentador do "Jornal de Vanguarda", que era feito por Fernando Barbosa Lima, na TV Excelsior. Deixou por um tempo o teatro, e se dedicou mais à televisão. Fez a novela: "O Bofe", depois "Cavalo de Aço", na TV Globo. Depois foi para a TV Tupi, onde fez "Divinas e Maravilhosas", mas acabou voltando para a Globo, onde participou de mais de vinte novelas, sendo a principal: "Dancing Days". Continuou, porém, em teatro e em cinema, onde participou, entre outros, do filme " O Quatrilho", com Fabio Barreto.

No ano de 1999 está participando, com muito prazer, segundo ele, da novela "Força de um Desejo", na Globo. José Lewgoy ganhou muitos prêmios e isso o deixa cheio de orgulho. Apenas do que se queixa, é do não reconhecimento oficial, pois para ele, em todos os lugares do mundo onde esteve, seu nome sempre recebeu o respeito e o destaque que merece. E no Brasil isso não acontece, em qualquer centro artístico.

Embora não tenha se casado, José Lewgoy é apegado à família, que é numerosa. Tem irmãos e sobrinhos e se reúne a eles em Porto Alegre, sempre que pode. É ali que realmente se sente feliz. E ele se define como "um bom sujeito, mas que às vezes é irascível e rabugento". Esse é o grande ator José Lewgoy, que tem amigos em Paris, em Portugal, na Itália, nos Estados Unidos e também no Japão, pois ele é realmente um cidadão do mundo.

Com vinte novelas, mais de cem filmes e inúmeras peças de teatro, é verdadeira personalidade o ator José Lewgoy, que fez questão que não errem a pronúncia de seu nome que ele soletra: : L-e-w-g-o-y.

Morreu 16h10 do dia 10 de fevereiro de 2003, de parada Cardiorrespiratória. Ele estava internado desde o dia 04 no Hospital Samaritano, em Botafogo, no Rio de Janeiro.

Nas últimas 24 horas o estado de saúde de Lewgoy piorou bastante, segundo boletim divulgado pelo hospital na manhã do dia 10/02.

O Boletim de Falecimento do Ator:

O ator José Lewgoy, de 82 anos, faleceu esta tarde, às 16h10, vítima de parada cardiorrespiratória, no Hospital Samaritano, em Botafogo, zona sul do Rio.

O paciente foi internado no último dia 04 de fevereiro, com um quadro de infecção respiratória.

O quadro clínico de José Lewgoy se agravou nos últimos quatro dias e ele foi transferido para a Unidade Coronariana do hospital. José Lewgoy encontrava-se sedado, respirando com a ajuda de aparelhos.

Dr. Luís Fernando de Barros Correia
Clínico Geral
Chefe do Serviço de Emergência do Hospital Samaritano

Fonte: NetSaber Biografias e Terra Notícias

Dionísio Azevedo

TOUFIK JACOB
(72 anos)
Ator e Diretor

* Conceição da Aparecida, MG (04/04/1922)
+ São Paulo, SP (11/12/1994)

No início dos anos 30, Dionísio mudou-se com a família para São Paulo. Ainda jovem, Dionísio cogitou a possibilidade de se tornar pastor, mas já se envolvia com atividades de teatro na própria igreja que frequentava, encenando textos de conteúdo bíblico.

A vontade de fazer cinema, que nasceu ainda em Minas, acabou falando mais alto e Dionísio ingressou no Instituto Brasileiro de Cultura Cinematográfica, tendo como professores Lima Barreto e Léo Ivanov. Na década de 40, através de Otávio Gabus Mendes e Oswaldo Moles, Dionísio iniciou uma bem sucedida carreira de rádio-ator, tornando-se muito popular.

Estreou no cinema em 1949 no filme "Quase no Céu". Com muitos filmes no currículo, seus maiores sucessos foram nos filmes "O Pagador de Promessas" (1962), "Independência ou Morte" (1972) — do qual também colaborou no roteiro — e "A Marvada Carne" (1985).

Desde o fim dos anos 40 até o início dos 60, o ator participou de diversas montagens do TBC (Teatro Brasileiro de Comédia) em momentos importantes como "O Bezerro de Ouro e Círculo de Champagne", "A Morte do Caixeiro Viajante" e "O Pagador de Promessas". Na década de 1970, Dionísio participou intensamente da vida teatral, em São Paulo e mesmo no Rio de Janeiro. Atuou em diversas outras peças como "Ensaio para Piano e Orquestra", "Gata em Teto de Zinco Quente" e uma remontagem de "O Pagador de Promessas".Na década de 80, outros sucessos vieram como em "O dia em que raptaram o Papa" e "Direita Volver".

Na década de 50, com o início da televisão no Brasil, passou a fazer adaptações de clássicos da literatura brasileira e universal, utilizadas nos primeiros teleteatros da TV Tupi, chamados de TV de Vanguarda. Dionísio Azevedo, junto a outros grandes nomes, foi uma das principais figuras daquele momento. Fazendo a adaptação, a direção e atuando como ator, Dionísio produziu um dos momentos mais fortes do TV de Vanguarda. Um de seus trabalhos mais marcantes uma adaptação pioneira do conto de João Guimarães Rosa "A Hora e a Vez de Augusto Matraga".

Da década de 60 o ator transferiu-se para a TV Excelsior, onde teve uma atuação muito importante no início do ciclo da telenovela brasileira. Dirigiu em seqüência três novelas de muito sucesso, que ajudaram a solidificar o formato. Foram elas: "“Ambição"(63), "A Moça Que Veio de Longe" (63) e "A Outra Face de Anita" (64). À frente da direção artística da TV Excelsior seus maiores êxitos foram a realização da minissérie "O Morro dos Ventos Uivantes" e da novela "O Tempo e o Vento". Como ator, seu papel mais marcante nesta época foi na novela "A Pequena Órfã"(68).

Em 1970 , trabalhando como responsável pela núcleo de teledramaturgia na TV Record, teve atuação marcante na novela "As Pupilas de Senhor Reitor", interpretando o Reitor. Dionísio prosseguiu sua carreira de ator, participando de várias novelas e mini-séries, com momentos de muito sucesso, como nas novelas "O Astro" (1977 )- na qual interpretou Salomão Hayala, personagem cuja morte foi um dos maiores mistérios da trama e fator de grande audiência por muitos meses- e "Pai Herói" (79), Rede Globo. Em 1981 interpretou suas origens na saga "Os Imigrantes", na TV Bandeirantes.

Foi casado por mais de 30 anos com a atriz Flora Geny, falecida em 1991, e com ela trabalhou em vários filmes, novelas e peças de teatro.

Morreu vítima de um câncer, inicialmente diagnosticado no cérebro.

Fonte: Wikipédia

Zezé Macedo

MARIA JOSÉ DE MACEDO
(83 anos)
Atriz, Humorista e Poetisa

* Silva Jardim, RJ (06/05/1916)
+ Rio de Janeiro, RJ (08/10/1999)

Zezé Macedo foi uma comediante e atriz brasileira de rádio, cinema e televisão. É a recordista feminina no Brasil em participações de cinema, tendo feito 108 filmes. Seu tipo físico, magra e baixa, sempre lhe garantiu papéis cômicos, apesar de ter sempre afirmado que também gostaria de representar papéis dramáticos em novelas. Oscarito dizia que ela era a maior comediante do cinema brasileiro. Grande Otelo chamava-a de Carlitos de saia e Ivan Cardoso, de primeira-dama do cinema brasileiro. Na época das chanchadas, também ficou conhecida como a empregadinha do Brasil, numa referência aos inúmeros papéis de empregada doméstica que interpretou ao longo de sua carreira.

Também se destacou como poetisa, tendo publicado quatro livros de poemas seus.

Juventude e Ínício de Carreira

Nasceu no município fluminense de Capivari, hoje chamado Silva Jardim. Seu padrasto, Columbano Santos, tabelião e prefeito da cidade, era partidário dos atores.

Estreou no teatro aos quatro anos de idade, interpretando a protagonista na peça As Pastorinhas. Na época, como não sabia ler, decorava os textos ao ouvi-los lidos por seu padrasto, o qual lhe encorajava bastante. Também desde cedo manifestou inclinação pela poesia.

Aos quinze anos de idade, casou-se com o mecânico e eletricista Alcides Manhães, desistindo de ser atriz e mudando-se para Niterói. Com ele teve seu único filho, Hércules, morto com apenas um ano de idade ao cair do colo da avó paterna e fraturar o crânio. O casal separou-se pouco depois. Zezé passou a trabalhar como escrituária e funcionária pública, antes de voltar a ser atriz.

Através das amizades de seu padrasto, começou a ler poemas seus no Grande Jornal Fluminense, transmitido aos domingos pela Rádio Tamoio. O diretor artístico da emissora, Paulo de Grammont, gostou de suas declamações e contratou-a, sem salário, para o setor de radioteatro. No entanto, como não havia vagas, tornou-se secretária de Dias Gomes e Rodolfo Mayer, permanecendo três anos nesta função. Aos poucos, porém, foi começando a fazer pontas nos programas de rádio, substituindo atrizes, lendo poemas, e, por conta disso, publicou seu primeiro livro de poesias, Coração Profano, em 1954, um grande êxito de vendas. Publicou ainda mais três livros de poesia.

Por essa época, participou do programa Lar, Doce Lar substituindo a atriz que fazia a empregada doméstica, agradando bastante o público, e, logo no dia seguinte, foi convidada por Paulo Porto e Olavo de Barros a se transferir para a Rádio Tupi (tanto a Rádio Tamoio quanto a Tupi faziam parte da rede de Assis Chateaubriand), o que lhe possibilitou o ingresso para a televisão.

Cinema

Foi através da televisão que Watson Macedo a conheceu e convidou-a para estrelar em O Petróleo É Nosso (1954). A partir de então, Zezé tornou-se presença marcante no cinema, atuando primeiramente para diversas produtoras como a Watson Macedo Produções Cinematográficas, Cinelândia Filmes, Cinedistri, Brasil Vita Filmes, Flama Filmes, UCB, celebrizando-se como comediante. Dentre os vários filmes de que participou nessa época, merecem destaque De Vento em Popa (1957), de Carlos Manga, no qual interpreta uma cantora de ópera, fugindo da imagem estereotipada de empregada doméstica; O Homem do Sputnik (1959), considerado pelos cinéfilos como um das melhores chanchadas; e Esse Milhão É Meu (1959). Nesses três filmes, atuou ao lado de Oscarito, o qual exigiu sua presença neles.

Com o declínio da chanchada no começo da década de 1960, Zezé passou a se dedicar mais ao teatro e à televisão, mas sem se afastar do cinema. A partir de 1965, tornou-se contratada da Rede Globo de Televisão, onde atuaria até o fim de sua vida. No cinema, estrelou, dentre outros, Lana - Königin der Amazonen (1964), filme alemão feito no Brasil em parceria com a Atlântida, e Macunaíma (1968).

Na década de 1970, sua carreira no cinema foi impulsionada com o surgimento da pornochanchada. Chegava a fazer três filmes por ano. Enquanto isso, na televisão, dava início à parceria com Chico Anisio, que lhe rendeu seus dois personagens mais emblemáticos da televisão: Biscoito e Dona Bela. A primeira era a esposa feia e rica do bêbado Tavares e a segunda era uma aluna do Professor Raimundo que, acreditando ser pornografia tudo que o mestre lhe perguntava, jogava-se ao chão histérica e afirmava: Só pensa naquilo!. Outra participação marcante dessa época na televisão foi no Sítio do Picapau Amarelo, no qual interpretou a Dona Carochinha.

Últimos Anos

Nos anos seguintes, passou a diminuir seu ritmo de trabalho, dedicando-se cada vez mais à televisão. Em 1983, estrelou como a protagonista em Eteia, a Extraterrestre em Sua Aventura no Rio, de Roberto Mauro, uma sátira ao E.T., de Steven Spilberg. Três anos depois, ganhou um prêmio especial do júri no Festival de Gramado por sua atuação em As Sete Vampiras, de Ivan Cardoso. Seu último filme longa-metragem foi O Escorpião Escarlate, de Ivan Cardoso, em 1990, mais uma vez interpretando uma secretária do lar. Todavia, voltou às telas de cinema quatro anos depois, no curta-metragem Jaguardarte, de André Klotzel, no qual aparece declamando versos de Lewis Carroll.

Dedicou seus últimos anos a programas humorísticos na televisão, tendo atuado até pouco antes de falecer.

Vida Particular

Macedo voltou a se casar novamente, em 1961, com o ator e cantor Victor Zambito, dez anos mais novo, o qual conheceu enquanto atuava no Teatro Recreio. Válter Pinto e Virgínia Lane foram seus padrinhos. Os dois não tiveram filhos e permaneceram juntos por 38 anos, até o falecimento de Zezé.

Morte

Em 26/08/1999, Zezé sofreu um derrame cerebral e foi internada na Clínica Bambina, no bairro carioca do Botafogo. De acordo com os médicos, ela tinha um aneurisma cerebral que havia se rompido. Ela iria ser operada, mas devido ao seu estado fragilizado, os médicos optaram lhe fazerem uma drenagem de coágulo. Depois de 46 dias de internação, a atriz veio a falecer às 2h55min de 9 de outubro, aos 83 anos. Seu corpo foi cremado no Cemitério do Caju.

Fonte: Wikipédia

Henriqueta Brieba

HENRIQUETA NOGUES BRIEBA
(94 anos)
Atriz

* Barcelona, Espanha (31/07/1901)
+ Rio de Janeiro, RJ (18/09/1995)

Henriqueta Nogues Brieba foi uma atriz brasileira de origem espanhola. Nascida na Espanha, Henriqueta Brieba veio para o Brasil ainda adolescente, acompanhando os pais nas apresentações do grupo teatral de que faziam parte, e bem jovem começou a atuar nos palcos. Atriz de amplos recursos e comediante nata participou de várias companhias de teatro e não abandonou o palco até o fim da vida. Atuou no Brasil durante setenta e seis anos. Depois de passar por Belém, Manaus, Recife e Salvador, estabeleceu-se no Rio de Janeiro na década de 1920, onde começou a trabalhar no teatro de revista.

Seu primeiro papel de destaque em novela foi em "Assim na Terra Como no Céu" de Dias Gomes, em 1970, antes porém fez uma participação pequena em "A Grande Mentira", mas foi a partir de 1975, com "A Moreninha", que ela se tornou uma figura conhecida do grande público e intensificou sua participação na televisão.

Em programas de humor, faz dobradinha com Jô Soares no programa "Viva o Gordo", como a "Pornomãe" da Bô Francineide representada por Jô Soares em um quadro de muito sucesso.

Henriqueta Brieba estreou no cinema em 1944 em "Romance de Um Mordedor", de José Carlos Burle, e prosseguiu fazendo atuações esporádicas até a década de 1960. Em 1969, Henriqueta Brieba atuou em "A Penúltima Donzela", comédia de costumes de grande sucesso, uma das precursoras das pornochanchadas.

Na década de 1970, ela era presença constante nas telas do cinema. Somente nessa década, a atriz atuou em 33 filmes, inclusive em dois dos maiores sucessos do cinema nacional, as comédias de Pedro Carlos Róvai, "Ainda Agarro Essa Vizinha" (1974) e "A Viúva Virgem" (1972). Outro destaque é "Toda Nudez Será Castigada", de Arnaldo Jabor.

A atriz atuou com diretores de vários estilos, como Reginaldo Faria, Carlos Imperial, Victor di Mello, Braz Chediak, Luís Sérgio Person, Jece Valadão, Carlo Mossy, Fauzi Mansur, Miguel Borges e Hugo Carvana, e explorou os gêneros musical, revista, comédia, drama.

Veio do teatro o único prêmio de sua carreira: um Prêmio Molière de melhor atriz por "Caixa de Sombras" (1977), de Michael Christofer. A respeito desta conquista, declarou em entrevista:

"Não cantei, não dancei, não sapateei. Ganhei o Molière da goela para cima, com um personagem que vivia numa cadeira de rodas. O que valeu foi a interpretação."

Henriqueta deixou os palcos em 1993, por motivo de saúde, depois de três anos no elenco de "Por Falta de Roupa Nova, Passei o Ferro na Velha". Faleceu aos 94 anos vítima de Infecção Pulmonar Aguda, durante a madrugada de 18/09/1995, no Hospital São Lucas, no Rio de Janeiro, onde estava internada havia 45 dias. Seu corpo foi velado e sepultado no Cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro.


Homenagem

Atualmente há um sala de teatro com o seu nome. A sala apresenta especialmente peças infantis e está localizada no Tijuca Tênis Clube, um clube de classe média alta, localizado na Zona Norte do Rio de Janeiro.

Teatro

  • O Rei da Vela
  • A Dama do Camarote
  • A Casa de Bernarda Alba
  • Caixa de Sombras
  • Tudo no Escuro
  • Por Falta de Roupa Nova, Passei o Ferro na Velha


Cinema


  • 1944 - Romance de Um Mordedor
  • 1958 - Hoje o Galo Sou Eu
  • 1958 - O Batedor de Carteiras
  • 1961 - Samba em Brasília
  • 1969 - A Penúltima Donzela
  • 1970 - Uma Garota em Maus Lençóis
  • 1970 - Pra Quem Fica, Tchau
  • 1970 - O Enterro da Cafetina
  • 1970 - O Bolão
  • 1970 - Ascensão e Queda de um Paquera
  • 1971 - Procura-se uma Virgem
  • 1971 - Os Cara de Pau
  • 1971 - O Barão Otelo no Barato dos Bilhões
  • 1971 - Os Amores de um Cafona
  • 1972 - O Grande Gozador
  • 1972 - Com a Cama na Cabeça
  • 1972 - Cassy Jones, o Magnífico Sedutor
  • 1972 - O Azarento
  • 1972 - A Viúva Virgem
  • 1973 - O Fraco do Sexo Forte
  • 1973 - A Filha de Madame Bettina
  • 1973 - Toda Nudez Será Castigada
  • 1974 - Uma Tarde Outra Tarde
  • 1974 - O Sexo das Bonecas
  • 1974 - Banana Mecânica
  • 1974 - Ainda Agarro Esta Vizinha
  • 1975 - Um Soutien Para Papai
  • 1975 - O Roubo das Calcinhas
  • 1975 - Quando as Mulheres Querem Provas
  • 1975 - As Loucuras de Um Sedutor
  • 1975 - Eu Dou o Que Ela Gosta
  • 1975 - Com as Calças na Mão
  • 1976 - O Varão de Ipanema
  • 1977 - A Mulata Que Queria Pecar
  • 1977 - Manicures a Domicílio
  • 1978 - Se Segura, Malandro ... Clotilde
  • 1978 - O Escolhido de Iemanjá
  • 1979 - Viúvas Precisam de Consolo
  • 1980 - O Inseto do Amor
  • 1983 - O Rei da Vela
  • 1984 - Para Viver um Grande Amor
  • 1988 - Super Xuxa Contra Baixo Astral


Televisão


  • 1968 - A Grande Mentira
  • 1970 - Assim na Terra Como no Céu ... Tia Coló
  • 1971 - Bandeira 2 ... Filó
  • 1972 - Uma Rosa com Amor ... Pepa
  • 1973 - Os Ossos do Barão ... Lucrécia
  • 1975 - Escalada ... Vó Dita
  • 1975 - A Moreninha ... Donana
  • 1976 - Anjo Mau ... Carolina
  • 1976 - Estúpido Cupido ... Mãe de Olga
  • 1980 - Chega Mais ... Cândida
  • 1981 - Ciranda de Pedra ... Ana Dória
  • 1981 - Jogo da Vida
  • 1982 - Paraíso ... Dona Ida
  • 1983 - Viva o Gordo ... Pornô-mãe
  • 1983 - Guerra dos Sexos ... Berenice Vasconcelos
  • 1983 - Champagne ... Luizinha
  • 1985 - Um Sonho a Mais ... Dona Guiomar
  • 1986 - Cambalacho ... Ubiratânia
  • 1987 - Sassaricando ... Falecida avó de Dinalda
  • 1988 - O Primo Basílio ... Dona Rita
  • 1989 - Que Rei Sou Eu? ... Mulher assaltada pelo Cavaleiro Mascarado
  • 1990 - Gente Fina (Participação Especial)
  • 1990 - Meu Bem, Meu Mal (Participação Especial)
  • 1991 - Escolinha do Professor Raimundo (Participação ... mãe de Dona Cacilda)
  • 1993 - O Mapa da Mina ... Velhinha amiga de Zilda

Fonte: Wikipédia

Arrelia

WALDEMAR SEYSSEL
(99 anos)
Palhaço, Humorista e Ator

* Jaguariaíva, PR (31/12/1905)
+ Rio de Janeiro, RJ (23/05/2005)

O palhaço Arrelia tornou-se um mito das crianças paulistanas. As matinês do circo e posteriormente o "Cirquinho do Arrelia" da TV Record (de 1955 a 1966) fizeram parte do cotidiano da família paulistana. Ele deixou como marca registrada nessa cidade o popular refrão:

Como vai, como vai, como vai? Eu vou bem, muito bem... bem... bem!

Waldemar Seyssel, o famoso palhaço Arrelia, veio de uma família que se confunde com a história do circo no Brasil. Ele começou a atuar com seis meses de idade, no circo chileno de seu tio, irmão de sua mãe.

Sua família começou a se dedicar ao circo a partir do avô paterno – Julio Seyssel, que nasceu e vivia na França. Era professor da Sorbonne, quando conheceu uma jovem espanhola, artista de um circo que excursionava pelo o país. Fazia acrobacias em cima do cavalo e Júlio apaixonou-se por ela.

Sua família não queria o casamento, mas os dois resolveram se casar mesmo assim. Júlio deixou o cargo de professor e foi morar no circo. Tornou-se apresentador de números circenses. O casal acabou vindo para o Brasil com o Grande Circo inglês dos Irmãos Charles e ao invés de prosseguir com a excursão para outros paises, ficou por aqui mesmo, dando origem a uma linguagem circense: filhos e netos, dedicados a arte circense. Arrelia tem mais cinco irmãos que foram do circo. O palhaço Pimentinha, Walter Seyssel é filho de Paulo Seyssel, o palhaço Aleluia, irmão de Arrelia.

Depois de longos anos de trabalho dentro do circo, ele resolveu trocar o picadeiro pela televisão. Foi o primeiro da sua família a abandonar o circo pois falava que o circo não dava dinheiro suficiente para viver. Em 1958, foi a vez de seus irmãos entrarem na TV e foram trabalhar com ele na TV Record.

Waldemar Seyssel começou em circo, saltando, passando depois pelo trapézio, pela cama elástica e em outras acrobacias, com seus dois irmãos, Henrique e Paulo. Mas quando o pai cansado deixou o circo, substituiu o nome artístico, usando o apelido de família que seu tio Henrique lhe dera: Arrelia. Seu primeiro parceiro foi o ator Feliz Batista, que fazia o palhaço de cara branca, vindo depois o irmão Henrique Sobrinho e finalmente, quando deixou o circo, em 1953, pela televisão, outro parceiro foi o palhaço Pimentinha, seu sobrinho.

Caracterização do Palhaço Arrelia

Ele próprio diz ser um palhaço bem diferente. Alto e desengonçado, quando todos os palhaços excêntricos são baixos, sem sapatos de bicos imensos e finos e sem bengalas compridas, falando difícil sem saber e errando sempre. Enfim, é um tipo de rua.

"Um misto de gente que encontrei no circo, teatro, cinema, TV e na própria rua. Um tipo que vai indo aos trambolhões, mas vai indo, mesmo sem instrução e metido a sebo", fala Arrelia.

Ele acredita muito no estudo acurado do personagem, que vai representar e o sucesso depende muito disso, e por isso mesmo acha que a escola de circo será um sucesso pleno. "A forma com que as crianças me procuram, prova não só o interesse que elas têm pelo palhaço Arrelia, mas também o interesse que elas têm pelo espetáculo circense em geral".

Definindo-se como palhaço fora de órbita, Arrelia cita grandes nomes da sua arte: Eduardo Neves, Benjamim de Oliveira, Polidoro, Caetano Namba, Serrano, Alcebíades e Henrique Seyssel, seu irmão e parceiro.

O palhaço Arrelia, morreu por volta das 5 horas do dia 23/05/2005 (Segunda-feira), aos 99 anos, na clínica Santa Bárbara, em Botafogo, zona sul do Rio, a sete meses da comemoração de seu centenário. Ele foi internado na última sexta-feira com febre alta e estava inconsciente. Os médicos diagnosticaram Pneumonia e Falência Múltipla dos Órgãos.

Arrelia será enterrado nesta terça-feira, às 14 horas, em São Paulo, cidade em que viveu a maior parte de sua vida e que o fez famoso em todo o País.

A advogada Ana Cristina de Arruda Botelho, uma das dez netas de Arrelia (ele tinha quatro filhos e oito bisnetos), contou que o avô pediu para ser sepultado na capital paulista, no jazigo da família, no cemitério da Paz, no Morumbi. Arrelia morava havia oito anos no bairro carioca do Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste, com a mulher, Arlete Seyssel, de 89 anos, e uma das filhas, Haydeé Botelho, de 66.

Fonte: Wikipédia e http://retira.net/rv12/n1206.htm


Mário Tupinambá

JUVENÁRIO DE OLIVEIRA TUPINAMBÁ
(78 anos)
Ator, Humorista e Redator Humoristico

* Nazaré das Farinhas, BA (26/04/1932)
+ Rio de Janeiro, RJ (27/09/2010)

Mário Tupinambá foi um humorista brasileiro, conhecido por ter interpretado o personagem Bertoldo Brecha na Escolinha do Professor Raimundo e da Escolinha do Barulho. Entre os bordões imortalizados pelo personagem estão o "Camarão é a mãe!" e o inconfundível "Veeeeeenha!". Era também redator humorístico, tendo trabalhado em diversos programas televisivos, como Chico Anysio Show.

Foi pai do ator e dublador Mário Tupinambá Filho, da atriz Daniela Tupinambá (filha dele de casamento com Jô Tupinambá), e também foi pai de Márcia, Denise, Daniel e Déborah Tupinambá.

Morreu no dia 27/09/2010, no Hospital São Lucas, em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Rio de Janeiro, onde estava internado desde 8 de agosto. De acordo com a assessoria de imprensa do hospital, o ator morreu pela manhã, em decorrência de um Choque Cardiogênico, pois sofria de Insuficiência Cardíaca e Diabetes.


Fonte: Wikipédia

Bibi Vogel

SYLVIA DULCE KLEINER
(61 anos)
Atriz, Cantora, Modelo Fotográfico e Militante da Amamentação e Direitos Humanos

* Rio de Janeiro, RJ (02/11/1942)
+ Buenos Aires, Argentina (03/04/2004)

Filha de imigrantes alemães. Seu pai era engenheiro e sua mãe cantora lírica.

Na adolescência, o esporte era sua grande paixão. Além da prática do frescobol nas areias do Posto 4 em Copacabana, era atleta do CIB – Centro Israelita Brasileiro, onde praticava várias esportes, entre eles o seu preferido o vôlei. Defendendo a camisa do clube, foi campeã carioca, na categoria juvenil, de Tênis de Mesa, e em 1957 ganhou o prêmio de Melhor Atleta Feminina, oferecido pelo programa de rádio Hora Israelita Brasileira.

Transferida para o Fluminense, foi convocada a integrar a Seleção Carioca para a disputa do Campeonato Brasileiro Juvenil de Vôlei, em 1959, onde se sagrou campeã.

Durante essa etapa esportiva, participou do Teatro Amador do CIB. Seu primeiro trabalho profissional foi na peça “O Ovo”, de Felicien Marceau, na Maison de France.

Entrou para ENBA - Escola Nacional de Belas Artes, Universidade do Brasil, num curso conjunto com a Faculdade de Filosofia, onde se formou em Professora de Desenho.

Em 1965 casou-se com o músico e professor de literatura, o norte-americano Bill Vogel e foi morar nos EUA. Foi quando conheceu Sergio Mendes e foi convidada a integrar o grupo musical “Sergio Mendes & Brasil 66″, com o qual vivenciou um enorme sucesso musical.

Em 1968 voltou para o Rio de Janeiro, terminou a Faculdade de Belas Artes e em seguida foi para São Paulo com o marido. Lá resolveu aceitar um convite para fazer um teste para modelo de fotografia exclusiva da Editora Abril. Foi contrata e foi a partir daí, pode-se dizer, que deu início a sua carreira profissional.

Em 1969 co-protagonizou com Juca de Oliveira na novela “Nino, o Italianinho”, da TV Tupi, de enorme sucesso. Além de diversas outras novelas, participou de programas de humor, foi apresentadora de programa (Concertos para Juventude), e, nos anos de 1971/72 fez diversos comerciais (Ela Entende de Tudo, entre eles) para TV.

No cinema participou de vários filmes, entre eles “Tonho”, com o qual ganhou o Prêmio Governador do Estado de São Paulo na categoria de Revelação de Atriz, em 1970, e “Um homem célebre”, com o qual concorreu ao Prêmio de Melhor Atriz, no Festival de Gramado.

Em 1970, entrou para o Teatro de Arena. Destacou-se na peça Hair, e trabalhou ao lado de Gianfrancesco Guarnieri, Augusto Boal e de Lima Duarte. Com esse grupo participou nas peças “Arturo Ui, de Brecht, e “Arena conta Zumbi”, de Guarnieri e Boal. Com “Zumbi” participou do 1º Festival Latino-Americano de Teatro, em Buenos Aires, em fins de 1970, e no Festival Mundial de Teatro em Nancy, na França, em 1971. Foi nessa tournée para Buenos Aires que conheceu Alfredo Zemma, ator, diretor e autor teatral, com quem se casaria mais tarde.

Fez parceria com um dos músicos do grupo de Arena, o violonista e cantor Loni Rosa, de 1971 a 1975. Com ele gravou discos em duo, e fizeram diversos shows e apresentações em teatros, café-concertos e outras salas de espetáculos, no Brasil, na Argentina e Uruguai. Também fez shows com um quarteto em Buenos Aires. Um dos espetáculos mais apreciados chamava-se “Identidade”, que foi apresentado durante 3 anos.

Em 1976 mudou-se para Buenos Aires com seu novo marido Alfredo Zemma, o que tumultuou muito sua vida profissional, pois tinha que viver quase numa ponte aérea B.Aires/Rio.

Em 1979 nasce sua única filha Mayra e com ela vive uma de suas experiências mais marcantes: a maternidade.

Com Mayra no peito, inicia sua militância na amamentação e poucos meses depois, engaja-se no feminismo, defendendo o direito da mulher à opção por amamentar ou não o seu bebê. E é defendendo essa “bandeira” que em 1980, por sua iniciativa, funda, no Rio de Janeiro, juntamente com outras mulheres, o Grupo de Mães Amigas do Peito.

A partir de 1985, com a volta da democracia na Argentina, começa a trabalhar como voluntária na APDH, Asamblea Permanente por los Derechos Humanos, de Buenos Aires.

Em 1990 fez parte da comissão organizadora do 5º Encontro Feminista Latino-americano e do Caribe, onde organizou a primeira oficina sobre “Amamentação e o Feminismo”.

Em 1993, 1996 e 1999 participou dos três primeiros Simpósios Argentinos de Amamentação, apresentando trabalhos e vídeos. E em 1996, convidada pela WABA - World Alliance Breastfeeding Action, apresentou um trabalho no Congresso em Bangkok, na Tailândia.

Em 1994 participou em Mar Del Plata do Encontro Preparatório para Beijing, convidada pela organização norte-americana WellStart, para defender a causa da amamentação junto à plataforma das reivindicações feministas.

Em 1996 incursionou no campo da produção de vídeos, onde produziu os seguintes vídeos:

"Prazer?" - premiado no 2º Simpósio Argentino de Amamentação, em Salta, Argentina;
"Maternidades";
"Olhares"

Em 1998 organizou na APDH - Asamblea Permanete por los Derechos Humanos, de Buenos Aires, a 1ª Mesa Redonda “Amamentação e Direitos Humanos”. E em 2000, no mesmo local, organizou um Ciclo de Vídeo-Debate, com três encontros com o mesmo título.

Em 1999, criou e organizou em Buenos Aires, com o apoio da Sociedade Argentina de Pediatria, a "1ª Exposição Argentina de Humor Gráfico sobre Amamentação", com a participação dos melhores artistas gráficos locais.

Em 2000 trouxe essa exposição para o Rio de Janeiro, onde foram incluídos os trabalhos dos mais renomados artistas gráficos brasileiros, resultando assim na "1ª Exposição Brasil-Argentina de Humor Gráfico sobre Amamentação", que foi apresentada durante o evento "20 Anos de Peito Aberto", no Museu da República, em celebração dos 20 anos de trabalho das Amigas do Peito.

Em 2001 foi incluída pelo CEDIM - Conselho Estadual dos Direitos da Mulher do Rio de Janeiro, na Exposição "O Século XX da Mulher", pelo seu trabalho no campo da amamentação.

Por anos, sofreu de câncer no estômago. Bibi morreu cercada de amigos, aos 60 anos. Pouco antes, pedira para comer um doce, galletita brasileña, que lembrava-lhe o Rio.

Fonte: Amigas do Peito (http://www.amigasdopeito.org.br)

Agnes Fontoura

APARECIDA ALVES
(76 anos)
Atriz

☼ Rio de Janeiro, RJ (04/04/1928)
┼ Rio de Janeiro, RJ (05/03/2005)

Aparecida Alves, mais conhecida como Agnes Fontoura, foi uma atriz brasileira nascida no Rio de Janeiro, RJ, no dia 04/04/1928.

Nascida Aparecida Alves, a atriz adotou o nome artístico Agnes Fontoura para participar de novelas, programas de rádio, peças de teatro e filmes.

Sua carreira começou em 1953, quando ficou entre as finalistas do concurso Miss Cinelândia Artístico e ganhou projeção no meio. Três anos depois, estreou nos cinemas não mítico filme "A Estrada", de Osvaldo Sampaio.

Na década de 60 trabalhou na Rádio MEC e Rádio Nacional e fez diversas peças de teatro, principalmente comédias.

Agnes Fontoura atuou em novelas da TV Globo, como "Dona Xepa" (1977), "Maria, Maria" (1978), "Guerra dos Sexos" (1983) e "Selva de Pedra" (1972). Mas foi uma personagem, Edilamar, do programa humorístico "Chico Anísio Show", seu papel mais popular na televisão.

Sua última atuação foi no teatro, em 2003, na peça "Com a Pulga Atrás da Orelha", atuando com Othon Bastos, Edwin Luisi, Herson Capri e Débora Duarte.

Agnes Fontoura faleceu no Rio de Janeiro, RJ, aos 76 anos, no dia 05/03/2005, vitima de um câncer. Ela estava internada no Hospital da Ordem Terceira da Penitência, na Tijuca, no Rio de Janeiro.

Elisângela e Agnes Fontoura
Carreira

Televisão

  • 1995 - Explode Coração
  • 1990 - Fronteiras do Desconhecido
  • 1984 - Viver a Vida ... Rosa
  • 1983 - Guerra dos Sexos
  • 1980 - Chega Mais ... Leda
  • 1978 - Pecado Rasgado ... Tita
  • 1978 - Maria, Maria ... Donana
  • 1977 - Dona Xepa ... Arlete
  • 1972 - Selva de Pedra ... Irene
  • 1970 - Assim na Terra Como no Céu (1970) ... Adelaide

Cinema

  • 1984 - Mulheres Insaciáveis
  • 1984 - A Boca do Prazer
  • 1979 - A Pantera Nua
  • 1956 - A Estrada


Fonte: Wikipédia