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Francisco Sarno

FRANCISCO JOSÉ SARNO MATARAZZO
(85 anos)
Técnico e Jogador de Futebol

☼ Niterói, RJ (05/11/1924)
┼ São Paulo, SP (17/01/2010)

Francisco José Sarno Matarazzo foi um jogador e técnico de futebol brasileiro. Sarno, como ficou conhecido quando era jogador de futebol, nasceu na quarta-feira, 05/11/1924, na cidade fluminense de Niterói e começou sua carreira jogando no Botafogo carioca na década de 40.

Zagueiro de ofício, Sarno defendeu, além do Botafogo, o Palmeiras, o Vasco, o Santos e o Jabaquara Atlético Clube, último time que atuou como zagueiro e primeiro clube que trabalhou como técnico.

Em sua nova posição, no banco de reservas e atuando como técnico, foi conhecido como Francisco Sarno e trabalhou, além do Jabaquara, no Corinthians, Ponte Preta, Noroeste, Guarani, Coritiba, Atlético Paranaense, entre outros, e também dirigiu times na Colômbia.

Seu último trabalho em uma equipe de expressão foi no Campeonato Brasileiro de 1973 no comando do Clube Atlético Paranaense.

Polêmica

Francisco Sarno, por um breve período, foi comentarista esportivo na Radio Tupi de São Paulo em meados da década de 60, porém, não foi em palavras ditas aos ouvintes da rádio que o ex-zagueiro causou uma grande polêmica em 1965 e sim ao escrever e lançar, neste ano, o livro "Futebol, a Dança do Diabo" aonde relata os bastidores e o submundo da bola.

Francisco Sarno conquistou campeonatos como zagueiro e técnico em clubes brasileiros e os principais são:

  • 1951 - Campeão da Copa Rio pelo Palmeiras (Jogador)
  • 1955 - Campeão Paulista pelo Santos (Jogador)
  • 1968/1969 - Bi-campeão Paranaense pelo Coritiba (Técnico)

Falecimento

Francisco Sarno sofria, nos últimos anos, do Mal de Alzheimer e em decorrência deste mal faleceu no domingo, dia 17/01/2010, em São Paulo, SP, aos 85 anos.

Fonte: Wikipédia

José Janene

JOSÉ MOHAMED JANENE
(55 anos)
Empresário, Pecuarista e Político

☼ Santo Inácio, PR (12/09/1955)
┼ São Paulo, SP (14/09/2010)

José Mohamed Janene foi um empresário, pecuarista e político brasileiro. Dono de várias fazendas e negócios, principalmente na cidade de Londrina, PR, onde viveu, foi na política que Janene ganhou visibilidade como um dos pivôs do escândalo do Mensalão.

José Janene era o líder do Partido Progressista (PP) na Câmara dos Deputados na época do escândalo, sendo apontado como o destinatário de R$ 4,1 milhões repassados pelo esquema operado pelo publicitário Marcos Valério.

Dos 19 parlamentares acusados de envolvimento no chamado "Valerioduto", José Janene foi o último a ser julgado pelo plenário da Câmara. Mesmo com o processo instalado em 17/10/2005, a Comissão de Ética da Câmara dos Deputados demorou mais de treze meses para votar o parecer que recomendava a cassação de José Janene.

Desde setembro de 2005, quando entrou em licença médica, José Janene conseguiu por várias vezes atrasar o processo, alegando problemas de saúde. Chegou a pedir aposentadoria antes da votação, mas o pedido foi rejeitado pela direção da Câmara.

No dia 06/12/2006, o então deputado licenciado foi absolvido em uma sessão esvaziada. Na votação secreta, 210 deputados votaram pela cassação, 128 pela absolvição, cinco em branco e 23 abstenções. Para cassá-lo, seriam necessários pelo menos 257 votos, mas o baixo quórum da sessão ajudou a livrá-lo.

Em 31/12/2006, o Diário Oficial da União publicou decisão da Câmara Federal, que concedeu à José Janene aposentadoria de 12,8 mil reais por invalidez.

Em 15/09/2006, teve uma fazenda, a 3 Jota, que fica no distrito de Guaravera, em Londrina, invadida por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) que alegavam que a propriedade havia sido adquirida com dinheiro proveniente de corrupção, devendo ser destinada à reforma agrária. Para muitos o uso do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra foi revanche do então presidente Lula, em resposta a extorsão que José Janene fazia ao presidente.

Em 2009 novas denúncias sobre lavagem de dinheiro voltaram a atormentar a vida de José Janene, agravando sua cardiopatia. Desde então José Janene vinha sendo investigado novamente.

Devido ao agravamento de seu estado de saúde causado por um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e da criação da Lei da Ficha Limpa, José Janene se viu obrigado a abandonar definitivamente sua carreira como político e passou a operar nos bastidores.

Morte

José Janene foi vítima de Acidente Vascular Cerebral (AVC) em fevereiro de 2010, quando então planejava sua volta à política. Ficou três meses aguardando na fila um transplante cardíaco, que não ocorreu, morrendo em 14/09/2010, no Instituto do Coração, na cidade de São Paulo.

Seu corpo foi enterrado no Cemitério Islâmico de Londrina.

A Volta

No ano 2014, José Janene voltou a mídia, quando o Ministério Público Federal (MPF) evidenciou que fora ele o mentor do esquema de propinas nas estatais brasileiras, beneficiando políticos do Partido Progressista (PP), segundo delação do doleiro Alberto Youssef. Desta vez integrantes de sua família são arrolados como réus em um dos inquéritos da Operação Lava Jato.

Após a viúva de José Janene, Stael Fernanda Janene, relatar que não viu o corpo do ex-marido após sua morte, o presidente da CPI da Petrobrás, deputado Hugo Motta (PMDB-PB), afirmou em 20/05/2015 que pediria a exumação do corpo do ex-deputado.

Dois dias depois do deputado Hugo Motta afirmar que pediria a exumação do corpo, o site "O Antagonista" de Diogo Mainardi e o jornalista Mario Sabino publicou a certidão de óbito de José Janene, onde consta como declarante da morte do ex-deputado o doleiro Alberto Youssef, do Escândalo do Petrolão. Segundo os familiares de José JaneneAlberto Youssef era amigo da família.

Fonte: Wikipédia

Elizabeth Darcy

NATÁLIA PEREZ DE SOUZA
(97 anos)
Atriz

* São Paulo, SP (02/12/1912)
+ São Paulo, SP (10/01/2010)


Natalia Perez de Souza mais conhecida como Elizabeth Darcy foi uma atriz e apresentadora brasileira. Era mãe da atriz Verinha Darcy, falecida ainda jovem, aos 34 anos, e também do locutor Silvio Luiz.

Começou a sua carreira na antiga TV Paulista, Canal 5, como apresentadora e garota-propaganda. Depois foi para a TV Tupi, e sempre foi considerada uma das figuras mais elegantes da televisão brasileira. Na sua época, participou de importantes programas e chegou a ganhar mais de um Troféu Roquete Pinto como a melhor do ano.

Elizabeth Darcy sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) cerca de quatro anos antes de sua morte, e desde então não falava e nem se locomovia mais.

Elizabeth Darcy faleceu na manhã de domingo, 10/01/2010, em São Paulo, aos 97 anos. O seu corpo foi velado na Beneficência Portuguesa, no bairro do Paraíso, em São Paulo.

Fonte: Wikipédia
Indicação: Miguel Sampaio

Gilda de Barros

Gilda de Barros
(82 anos)
Cantora e Atriz

* (28/06/1927)
+ Rio de Janeiro, RJ (05/03/2010)

Gilda de Barros foi uma cantora brasileira casada com o trombonista Raul de Barros.

Em 1953, gravou o baião "Remador" (Osvaldo Silva Melo e Hélio Sindô) e o bolero "Aquelas Frases Lindas", com Raul de Barros e Sua Orquestra. Gravou o samba-canção "Eu Sou a Outra" (Ricardo Galeno) e o fox "Peço Desculpas" (Hoffman, Goodhart e Lourival Faissal).

Em 1954 gravou "Ave-Maria no Morro" (Herivelto Martins), o baião "Leva Saudade" (Castro Perret e Osvaldo Silva) e o maracatu "Maracatucá" (Geraldo Medeiros e Jorge Tavares), com a orquestra de Raul de Barros.

É de 1955 as gravações dos sambas "Não Pode Ser" (Ricardo Galeno e Maria Lopez) e "A Felicidade Vem Depois" (Raul de Barros e Zé Kéti).

Em 1956, gravou pela Odeon o fox "Lavadeiras de Portugal" (Popp, Lucchesi e Joubert de Carvalho) e o samba-canção "Vem Viver Ao Meu Lado" (Alcides Fernandes e Tom Jobim), com acompanhamento da orquestra de Antônio Carlos Jobim.

Em 1957, passou para a gravadora Todamérica, onde estreou gravando o samba-canção "Domínio" (Jota Jr. e Oldemar Magalhães) e o bolero "Meu Xodó" (Oscar Bellandi e Cícero Nunes).

Seguiriam, em 1958, as gravações do samba-canção "Beijos Mentirosos" (Osmar Safeti e Jaime Florence) e do mambo "Covarde" (Getúlio Macedo e Lourival Faissal). Gravou pela Sinter a marcha "Tentação de Momo" e o samba "Sei Que Voltarás" (Alcebíades Nogueira e Luiz de França).

Em 1962, gravou pela Mocambo a marcha "Você Dá Sopa Demais" (Gracia, Tevê e J. Fonseca) e o samba "Mais Um Amor" (Buci Moreira, Arnô Canegal e Jorge Gonçalves).

São de 1964 as gravações, também pela Mocambo, da marcha "A Bola do Maracanã" (Gracia e Chavito) e do samba "O Outro Lado da Vida" (J. Piedade e Moacir Vieira).

Nos anos 60, gravou ainda pela pequena gravadora Agems os sambas "Do Leblon a Cascadura" (Elias Ramos, Nelinho e Arnaldo Morais) e "Resignação" (Elias Ramos e Nelinho).

Gilda de Barros faleceu no Rio de Janeiro, no dia 05/03/2010, aos 82 anos de idade após três meses de enfermidade.

Primeira apresentação de Gilda de Barros em sua carreira artística aos 17 anos.
Na foto aparecem Iara Sales e Lamartine Babo.
Discografia

  • S/D - Do Leblon a Cascadura / Resignação (Agemsa, 78)
  • S/D - Tem Caroço no Angu / Zumba-ê (Folia, 78)
  • 1964 - A Bola do Maracanã / O Outro Lado da Vida (Mocambo, 78)
  • 1962 - Você Dá Sopa Demais / Mais Um Amor (Mocambo, 78)
  • 1958 - Beijos Mentirosos / Covarde (Todamérica, 78)
  • 1958 - Tentação de Momo / Nunca é Tarde (Sinter, 78)
  • 1958 - Trágica Mentira / Sabes Fingir (Sinter, 78)
  • 1957 - Domínio / Meu Xodó (Todamérica, 78)
  • 1957 - Quem Está Com Mágoa... / Mamãe Já Vem Aí (Todamérica, 78)
  • 1956 - Lavadeiras de Portugal / Vem Viver a Meu Lado (Odeon, 78)
  • 1956 - Noite Feiticeira / Eu Sem Você (Odeon, 78)
  • 1955 - Não Pode Ser / A Felicidade Vem Depois (Odeon, 78)
  • 1955 - Conversa de Sofá / Mais Uma Noite (Odeon, 78)
  • 1955 - Empregada de Aliança / Menina-moça (Odeon, 78)
  • 1954 - Ave-Maria no Morro / Leva Saudade (Odeon, 78)
  • 1954 - Noite Sem Lua / Traço N'água (Odeon, 78)
  • 1953 - Remador (Odeon, 78)
  • 1953 - Eu Sou a Outra / Peço Desculpa (Odeon, 78)


Indicação: Miguel Sampaio

Maria Olívia

MARIA OLÍVIA DA SILVA
(130 anos)
Dona de Casa

* Varsóvia, Polônia (28/02/1880)
+ Astorga, PR (08/07/2010)

Maria Olívia da Silva foi uma dona-de-casa brasileira que alegava ter nascido em 28/02/1880 e desta forma ter morrido com 130 anos de idade, o que a tornaria a pessoa mais idosa da história, reconhecido pelo RankBrasil, mas não reconhecido pelo Guiness Book.

Ela nasceu na cidade de Varsóvia, Polónia, e, quando de seu falecimento, morava no distrito de Içara, em Astorga, no norte do Paraná. Sua casa de madeira tem as paredes tomadas por recortes de revistas e jornais de todo o mundo sobre o recorde de longevidade da ilustre moradora.

Veio para o Brasil aos 3 anos, sendo registrada em Itapetininga, SP, sendo desconhecido o seu nome original. Dona Maria Olívia da Silva teve dez filhos naturais e adotou mais quatro, mas o número de netos, bisnetos e trinetos não pode ser mensurado. Seriam cerca de 400, calcula Aparecido Honório Silva, 59 anos, adotado ainda quando bebê. Ele é um dos três filhos vivos dos 14 integrantes de sua prole.

Dona Maria Olívia viveu em mais de dez lugares diferentes como Porecatu, PR, Centenário do Sul, PR e Presidente Bernardes, SP, mas nunca abriu mão da vida no campo. Desde criança trabalhou na roça, ajudando a plantar feijão, capinar grama e a colher algodão e café.

Casou-se pela primeira vez aos 12 anos, mas foi abandonada pelo marido, que a deixou para ficar com outra mulher. Dessa união teve uma filha. Depois, aos 28 anos, casou-se novamente, e teve mais nove filhos. O segundo marido, Benedito Honório da Silva, morreu aos 84 anos.

Personagem de várias reportagens, Maria Olívia dizia que trabalhou muito na vida e atribuiu a longevidade a uma alimentação baseada em feijão e banana. Nos últimos anos, estava com grande dificuldade para se locomover.

Pesava cerca de 30 quilos, contava com 50% da visão e 20% da audição, e tinha problemas no rim, no coração e no pulmão. Por causa da saúde, Maria Olívia passava a maior parte do dia sentada em um sofá próximo à porta da casa, de onde observava o movimento da rua.

A determinação da idade de Maria Olívia da Silva poderá nunca ser resolvida dada a falta de documentação fidedigna. Segundo duas interpretações diferentes de dois dos seus filhos, a sua idade em 2007 oscilaria entre os 92 e os 104 anos, o que resultaria numa data aproximada do seu nascimento entre 1903 e 1915. Assim, Maria Olívia da Silva poderia nem ser centenária quando faleceu em 2010.

Apesar de não ser comprovado por documentação da época do nascimento, Maria Olívia da Silva possui oficialmente o ano de registro de 1880 conforme o seu registro civil e documento de identidade brasileiros, ambos documentos emitidos na década de 70, quando ela já teria mais de 90 anos.

No dia 09/06/2009 ela igualou o anterior recorde de Maria do Carmo Gerônimo, tornando-se a pessoa com a alegação de maior longevidade do Brasil dos últimos dez anos.

A 28/02/2010 cumpriu supostamente a idade de 130 anos. Ao atingir esta marca chegou ao limite da plausibilidade segundo os especialistas em gerontologia.


Idade Não Foi Reconhecida Fora do Brasil

Os documentos de Maria Olívia da Silva apontam que ela nasceu em 28/02/1880 em Itapetininga, interior de São Paulo. Com isso, em 2010, ela superaria a francesa Eugénie Blanchard, de 114 anos, que era na época reconhecida como a mulher mais velha do mundo pelo Grupo de Pesquisa de Gerontologia, dos Estados Unidos.

O problema de oficializar Maria Olívia com o recorde mundial está na falta informações mais precisas sobre seu nascimento. Existe a dúvida se ela nasceu ou se foi apenas registrada em Itapetininga, já que ela afirma ter vindo da Polônia com seus pais.

Além disso, seu filho contou que, na década de 1960, um incêndio na casa em que moravam, em Centenário do Sul, PR, destruiu todos os documentos da mãe. Mais tarde, uma nova certidão de nascimento foi tirada em Porecatu, PR, onde a família foi morar em 1970. Os documentos foram analisados e reconhecidos pelo RankBrasil, o livro dos recordes brasileiros.

Sendo ou não a mulher mais velha do planeta, Maria Olívia se tornou destaque em jornais, revistas e programas de TV do mundo todo. Entre os veículos que já divulgaram sua história, estão o Corriere Della Sera, da Itália, The Pueblo Chieftan, Tucson Citzen, dos Estados Unidos, Dagbladet, da Noruega, IOL da África do Sul. Até mesmo a renomada revista científica Live Science noticiou o fato.


Morte

Maria Olívia da Silva morreu no início da noite de quinta-feira, 08/07/2010, em Astorga, na região Noroeste do Paraná, aos 130 anos, considerada a pessoa mais velha do país. Um dos filhos da idosa, Aparecido Silva, contou que ela havia passado mal depois de jantar e não teve tempo de ser socorrida. O corpo foi velado na capela mortuária do distrito de Içara e o sepultamento ocorreu na sexta-feira, 09/07/2010, às 15 horas.


Bill Farr

ANTÔNIO MEDEIROS FRANCISCO
(84 anos)
Cantor e Ator

* Sapucaia, RJ (30/10/1925)
+ Rio de Janeiro, RJ (13/09/2010)

Antônio Medeiros Francisco, de nome artístico Bill Farr, foi um cantor e ator brasileiro. Passou a infância em Petrópolis, RJ, e, quando ainda estudante do Colégio Werneck, organizou um grupo vocal. Depois que terminou seu curso científico, ingressou na carreira artística.

Começou como vocalista no Hotel Quitandinha, em Petrópolis. Depois passou a atuar na Rádio Nacional do Rio de Janeiro por intermédio de César de Alencar, participando dos programas "Gente Nova", de Celso Guimarães, "Programa César de Alencar", "Um Milhão de Melodias" e "Orquestra Melódica". Tornou-se vocalista da orquestra de Ferreira Filho.

Em 1952, gravou seu primeiro disco, pela gravadora Sinter, com o samba "Abraça-Me" (Luís Bittencourt), e o bolero "Depois do Amor" (José Maria de Abreu e Osvaldo Santiago). No mesmo ano, foi lançado como galã no cinema por José Carlos Burle nos filmes "Carnaval Atlântida" e "Barnabé, Tu És Meu".

Em 1953, por intermédio de Bené Nunes, transferiu-se para a gravadora Continental, pela qual lançou com sucesso, em 1954, o foxtrote "Oh" (Arnold Johnson e Byron Gay - com versão de Haroldo Barbosa), que foi, por vários meses, campeão de vendas. No mesmo período, gravou o samba "Podem Falar" (Antônio Maria e Ismael Neto), a cançoneta "Coisas de Paris" (Haroldo Barbosa), e o foxtrote "Zum-Zum-Zum" (Lúcio Alves).

Mary Gonçalves e Bill Farr
Em 1954 lançou a marcha "Tira a Boca do Caminho" (Mário Lago e Chocolate). Gravou também o fox-polca "A Casa do Nicola" (João de Barro) e o samba-canção "O Que é Amar" (Johnny Alf).

Em 1956, gravou com Emilinha Borba, com arranjos de João de Barro, o fox-marcha "Bate o Bife". No mesmo ano, gravou os sambas "Só Errando o Português" (Lúcio Alves), e "Sonho Desfeito" (Armando Cavalcanti, Paulo Soledade e Tom Jobim).

Em 1957, gravou os sambas "Vamos Beber" (Paquito, Nelson Boexi e Romeu Gentil), e "Não Me Jogue Fora" (Aldacir Louro e Avaré), a "Toada do Burrinho" (Catulo de Paula e Hermenegildo Francisco), e a valsa "Mulher Ideal" (Klécius Caldas e Armando Cavalcanti).

Em 1958 lançou o bolero "Vencida" (Eduardo Patané), e os sambas-canção "Eu Não Existo Sem Você" (Tom Jobim e Vinícius de Moraes), e "Canção Para Ninar Gente Grande" (Antônio Maria e Evaldo Gouveia).

Mary Gonçalves e Bill Farr
Em 1959, gravou "Mais Um Samba Popular" (Ataulfo Alves), e "Manhã de Carnaval" (Luiz Bonfá e Antônio Maria).

Em 1960, gravou o clássico samba "Mulher de Trinta" (Luiz Antônio).

Em 1961, lançou seu último disco, interpretando a marcha "Passarela" (Jota Jr. e Castelo), e o samba "Lá Vem Mangueira" (Paquito, Romeu Gentil e Paulo Gracindo).

Depois do Carnaval de 1961, Bill Farr abandonou a carreira artística, indo residir em Madrid, Espanha, trabalhar em um escritório brasileiro de comércio exterior.

Aos 80 anos, participou do septuagésimo aniversário da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, ao lado de antigos funcionários, produtores e artistas da rádio, como Marlene, Jorge Goulart, Ademilde Fonseca, Daisy Lúcidi e Gerdau dos Santos.

Bill Farr faleceu em 13 de setembro de 2010, aos 84 anos, no Rio de Janeiro.

Fonte: Wikipédia

Wilson Martins

WILSON MARTINS
(88 anos)
Magistrado, Professor, Escritor, Jornalista, Historiador e Crítico Literário

* São Paulo, SP (03/03/1921)
+ Curitiba, PR (30/01/2010)

Wilson Martins foi um magistrado, professor, escritor, jornalista, historiador e crítico literário brasileiro e autor da coleção monumental "História da Inteligência Brasileira".

Com apenas 16 anos de idade, Wilson Martins já era revisor no jornal Gazeta do Povo como prestador de serviço, sendo contratado somente em 1945 como funcionário do jornal. Formou-se em Direito, mas após concluir um curso de especialização literária em Paris, passou a dedicar-se exclusivamente à literatura, como professor e crítico.

Wilson Martins foi também professor de Literatura Francesa na Universidade Federal do Paraná (UFPR) e lecionou por 26 anos em Nova York, na New York University, aposentando-se deste cargo em 1992, quando foi homenageado com o título de Professor Emérito. No entanto, apesar da sólida carreira acadêmica, era na crítica literária jornalística que se sentia mais em casa.

Autor de diversas obras, destacou-se pela fundamental "História da Inteligência Brasileira", com diversos volumes. Igualmente fundamental é a "Crítica Literária no Brasil", história da atividade crítica no País. Com suas obras, Wilson Martins ganhou alguns dos principais prêmios literários nacionais. Recebeu prêmios como o Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, por duas vezes, por volumes do livro "História da Inteligência Brasileira", e o Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, em 2002, pelo conjunto de sua obra.

Foi durante 25 anos crítico literário de O Estado de S.Paulo e também do Jornal do Brasil. Foi colunista da Gazeta do Povo e do O Globo.

Era um crítico de "linha de frente", que analisava obras no calor da hora, assim que os livros saem do prelo, ao contrário de colegas acadêmicos, que esperam décadas antes de se pronunciar.

Foi no âmbito jornalístico que se tornou conhecido e amealhou respeito geral - mesmo daqueles que desaprovavam suas opiniões.

Wilson Martins nunca deixou de escrever o que pensava, como quando desaprovou o romance "O Fotógrafo", de Cristóvão Tezza, que admirava, mas dizia conter palavrões em excesso.

Quando completou 80 anos, a editora Top Books lançou um volume em sua homenagem, significativamente intitulado "Mestre da Crítica". Nele, escrevem colegas ilustres como Affonso Romano de Sant"Anna, Moacyr Scliar, Edson Nery da Fonseca, Antonio Candido e outros, tendo por tema a carreira do crítico Wilson Martins ou assuntos literários em geral.

Mas o melhor dos ensaios do livro é assinado pelo próprio homenageado. Com o título de "O Crítico Por Ele Mesmo", Wilson Martins faz um resumo de sua vida profissional. O texto serve como testamento de uma carreira e também pode funcionar como inspiração a quem pretenda segui-la, apesar dos percalços atuais do jornalismo cultural.

Wilson Martins se dizia educado pelo "sistema antigo, de rigor, disciplina e obediência, sem excessos de complacência". Sua base cultural foi formada em especial pelo autodidatismo. Lia sem parar, desde criança, e, mais tarde, escrever sobre aquilo que lia lhe pareceu tão natural como beber um copo d"água.

Seu primeiro emprego como crítico foi no Estado, em substituição ao então mitológico Sérgio Milliet.

Desde o início, Wilson Martins não negligenciou o fato de que para apreciar uma obra era preciso compará-la. E o cânone literário, hoje descartado como politicamente incorreto, seria a melhor tábua de comparação disponível. Mesmo porque ele não foi formado de maneira arbitrária, mas por um consenso que vem de um longo assentimento. Shakespeare, Proust, Machado de Assis não ocupam o lugar que ocupam por acaso.

O alvo dessas críticas de Wilson Martins era o multiculturalismo e o relativismo, que coloca toda e qualquer obra em pé de igualdade. Isso seria nivelar a cultura por baixo, segundo entendia. Portanto, é a qualidade da obra que deveria nortear a crítica, mesmo que seja tão difícil distinguir, no novo, o que é bom do que não é.

Tentá-lo, e chegar o mais próximo possível da "verdade", é a tarefa do crítico, como ele a concebia. E apontar o que é bom em sua época, o maior desafio daquele que escreve sobre obras alheias. O crítico faz suas apostas. A posteridade julga as obras, e o próprio crítico. Nesse ponto, Wilson Martins valorizava seu ofício de crítico "de fronteira", distinguindo-se claramente dos colegas de universidade.

Sempre provocativo, Wilson Martins se dizia "o último crítico literário em atividade". Talvez tenha sido mesmo.

Wilson Martins também foi um dos primeiros locutores da Rádio Clube Paranaense, nos anos de 1930 e 1940.


Morte

Wilson Martins faleceu após passar por uma cirurgia para retirada da bexiga, no Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba, PR, cidade onde ele era radicado havia muitos anos, apesar de nascido em São Paulo, em 1921.

O corpo do escritor foi cremado em 01/02/2010, em cerimônia reservada à família, no Crematório Vaticano, na capital paranaense.


Murilo Antunes Alves

MURILO ANTUNES ALVES
(90 anos)
Jornalista, Locutor, Comentarista Esportivo e Advogado

* Itapetininga, SP (28/04/1919)
+ São Paulo, SP (15/02/2010)

Murilo Antunes Alves nasceu em Itapetininga, São Paulo, em 28 de abril de 1919. Formou-se na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, em 1943. Teve escritório de advocacia até 1961, em Brasília, especializando-se em direito esportivo. Integrou o Tribunal de Justiça Desportivo, e foi por mais de 40 anos, assessor jurídico da Federação Paulista de Futebol.

Murilo foi o primeiro aluno desde que ingressou no curso primário até o último ano da faculdade. Mas sua vocação era pelo jornalismo, manifestando-se logo aos 14 anos, quando foi redator chefe do jornal estudantil O Arauto, em Itapetininga. Também foi correspondente do jornal O Estado de São Paulo até 1929, mesmo depois de ter se estabelecido em São Paulo para estudar. Na época, o seu pagamento era uma assinatura do jornal. O seu primeiro registro na carteira profissional é como repórter do jornal Tribuna Popular de Itapetininga, em 1935.

Ao vir morar em São Paulo concretizou o desejo de trabalhar em rádio, ao ser contratado pela Rádio São Paulo, em 01/10/1938, onde ficou por 4 anos. Inicialmente como locutor e após, como comentarista esportivo, em parceria com Geraldo José de Almeida. Seu primeiro programa foi o "Brodway Melody", de música americana.

Em 1946 foi para a Rádio Bandeirantes, sendo o primeiro locutor esportivo da emissora. Posteriormente, trabalhou na Rádio Cultura, Rádio Gazeta e Rádio Tupi. Em 1946 foi contratado pela Rádio Bandeirantes como repórter  passando depois, para a Rádio Record em 1947, onde fez várias reportagens inclusive no exterior, e entrevistas com auditores e personalidades como: Adhemar de Barros, Samuel Wainer, Getúlio Vargas, Jânio Quadros, entre outros.

Cobriu acontecimentos importantes como as eleições italianas em 1948, o Ano Santo em 1949, no Vaticano e as eleições nos Estados Unidos em 1952. Ganhou por sete vezes o Prêmio Roquette Pinto como melhor repórter do rádio.

Murilo Antunes e Zacarias
Murilo Antunes Alves começou sua carreira na TV Record, no dia 23/09/1953, que foi o primeiro dia no ar da emissora, como encarregado da parte política do jornal, o "Última Edição". Depois, o jornal "Recod Notícias" como editor chefe e diretor em 1989. Na TV Record, fez também o "Repórter Esso", trabalhou como comentarista e repórter cobrindo vários acontecimentos importantes como o casamento do príncipe Charles e o enterro do ex-presidente Tancredo Neves.

Apresentou ao lado de Hélio Ansaldo o programa "Record em Notícias" (1973-1996), popularmente conhecido como "Jornal da Tosse", da década de 1970 até o final do jornalístico, em 1996.

Permaneceu na Rede Record após Sílvio Santos e o espólio de Paulo Machado de Carvalho venderem suas participações acionárias na emissora para Edir Macedo, bispo da Igreja Universal  do Reino de Deus (em 1990), até sua morte, era o contratado mais antigo da emissora. Trabalhava na produção dos telejornais da emissora.

Concomitante à carreira de jornalista há uma outra carreira de vida pública. Em 1946 foi candidato a deputado estadual pelo Partido Social Democrático (PSD), mas as eleições foram adiadas. Em 1953 foi o primeiro Chefe do Cerimonial da Assembléia Legislativa de São Paulo, onde se aposentou em 1985, como Diretor do Cerimonial e Relações Públicas.

Em 1961 foi nomeado Oficial do Gabinete da Presidência da República, pelo presidente Jânio Quadros. Entre 1971 e 1974 foi Chefe do Cerimonial do Governo do Estado de São Paulo, gestão de Laudo Natel. Exerceu mandado de vereador por São Paulo, até 31/12/1996, por dois anos e meio.


Morte

O jornalista Murilo Antunes Alves morreu aos 90 anos, na segunda-feira, 15/02/2010. Ele era o colaborador mais antigo da TV Record e trabalhava como editor-chefe da emissora. O corpo de Murilo Alves foi enterrado às 17:00 hs de terça-feira, 16/02/2010 na cidade de Itapetininga, no interior de São Paulo.

Fonte: Wikipédia, Net Saber e R7
Indicação: Simone Cristina

Eliza Samudio

ELIZA SILVA SAMUDIO
(25 anos)
Modelo e Atriz de Filmes Adultos

* Foz do Iguaçu, PR (22/02/1985)
+ Esmeraldas, MG (09/06/2010)
(A data da morte está em processo de investigação, o mais provável é 09/06/2010)


Eliza Samúdio foi uma modelo e atriz nascida em Foz do Iguaçu, PR, no dia 22/02/1985. Filha do arquiteto Luiz Carlos Samudio e da agricultora Sônia Fátima Silva Moura. Seus pais viveram juntos em Foz do Iguaçu por um ano. Frequentemente agredida pelo marido, Sônia Fátima, por questões financeiras, acabou deixando Eliza Samudio e não pôde ficar com a filha, que tinha só 6 meses. A partir daí ela a via as vezes. Passado o tempo, Sônia Fátima foi viver no Mato Grosso do Sul, onde se casou novamente, há dezesseis anos e teve um filho. Com seu marido, explora uma pequena propriedade agrícola de produção de pimenta. Ao completar dez anos, Eliza Samudio foi morar com a mãe, em Campo Grande, MS, onde permaneceu por um ano, voltando então para a casa do pai. Quando Eliza Samudio desapareceu, Sônia Fátima não via sua filha há seis anos e se comunicava com ela apenas por telefone.

Desde os 13 anos Eliza Samudio sonhava sair da cidade natal para tornar-se modelo no eixo Rio-São Paulo, o que fez aos dezoito anos, mudando-se para a capital paulista. O advogado Jader Marques, confirmou em entrevista que Eliza Samudio fez pequenas participações em filmes pornográficos, entre 2005 e 2009, além de participar de películas para a produtora erótica Brasileirinhas.

Segundo testemunhas, Eliza Samudio e Bruno já se conheciam pelo menos desde 2008. Bruno, entretanto, afirma que conheceu Eliza Samudio em maio de 2009, num churrasco, no Rio de Janeiro. Em agosto, Eliza Samudio anunciou publicamente estar grávida, atribuindo a paternidade ao atleta. O bebê nasceu em 10/02/2010 em São Paulo, enquanto Eliza Samudio estava morando na casa de uma amiga desde que descobriu estar grávida. Ela comunicou a Bruno sobre o nascimento do neném, mas Bruno recusou-se a reconhecê-lo como seu filho. Eliza Samudio ingressou, então, com uma ação de reconhecimento de paternidade, depois de chegar a morar com o filho na capital fluminense, em hotéis pagos por Bruno. Em 04/06/2010 ela acede a um convite para ir até Esmeraldas, MG, atendendo ao atleta, que surpreendera os advogados da ação, uma vez que parecia disposto a negociar um acordo. A modelo desapareceu, então.


O Caso Eliza Samudio

O Caso Eliza Samudio refere-se aos acontecimentos que envolveram o desaparecimento da modelo e atriz Eliza Silva Samudio. Durante as investigações, uma testemunha relatou aos investigadores do caso que a moça teria sido morta por estrangulamento. Em seguida, o cadáver teria sido esquartejado e enterrado sob uma camada de concreto. O caso obteve repercussão nacional e internacional.

Reconhecimento da Paternidade

Em 29/10/2010 exames de DNA solicitado pelo advogado José Arteiro Cavalcante Lima, que representava a mãe de Eliza Samudio, comprovaram que Bruno é mesmo pai do filho de Eliza Samudio. A 1ª Vara de Família da Barra da Tijuca, também decidiu que o clube do Flamengo deverá pagar pensão ao filho, e deverá depositar, todo dia 5 de cada mês, 17,5% do valor recebido pelo atleta, além de eventuais verbas trabalhistas a que o atleta tenha direito. O clube, por sua vez, diz que isso não é possível, uma vez que o contrato de Bruno foi suspenso e ele não está mais recebendo salário. O Flamengo ainda pode recorrer da decisão.

Primeiras Agressões

Em 13/10/2009 a modelo prestou queixa à polícia dizendo que, na véspera, teria sido mantida em cárcere privado pelo goleiro e seus amigos Russo e Macarrão, e obrigada a tomar substâncias abortivas. Também acusou os dois de tê-la espancado. O Instituto Médico Legal do Rio de Janeiro e a polícia daquele estado somente concluiriam os exames periciais em julho de 2010, quando o desaparecimento da modelo já era tratado como homicídio.

Proibido pela delegada Maria Aparecida Mallet, da Delegacia Especializada de Atendimento a Mulher (DEAM) de Jacarepaguá, de se aproximar da modelo por menos de 300 metros, o goleiro divulgou uma nota na qual negava a agressão:

"Não é a primeira vez que ela inventa esse monte de mentiras para tentar me prejudicar. Da outra vez não provou nada e não vai provar novamente, porque inventou essa história toda. Chegou ao ponto de, ontem, enviar e-mail para algumas redações de jornais do Rio dizendo que faltei ao treino do Flamengo porque estava com ela. Mas eu compareci tanto aos treinos da manhã quanto da tarde, conforme todos os jornalistas presentes puderam confirmar.
Por isso tudo decidi que só vou me manifestar através do meu advogado, que irá tomar todas as medidas cabíveis para impedir que ela continue tentando me prejudicar. Ela não se conforma porque já deixei claro que não quero nenhum tipo de relacionamento com ela. Não vou dar a essa moça os 15 minutos de fama que ela tanto deseja."
(Bruno Fernandes, 14 de setembro de 2009)

A despeito disto, em 2009 a juíza Ana Paula Delduque Migueis Laviola de Freitas, responsável por atender ao pedido de proteção solicitado, negou-o, argumentando que Eliza Samudio não tinha relacionamento íntimo com o goleiro, e que a moça estava a "tentar punir o agressor", Bruno Fernandes, "sob pena de banalizar a finalidade da Lei Maria da Penha".

A juíza então encaminhou o caso para uma vara criminal. Em sua decisão, asseverou que a Lei Maria da Penha "tem como meta a proteção da família, seja ela proveniente de união estável ou do casamento, bem como objetiva a proteção da mulher na relação afetiva, e não na relação puramente de caráter eventual e sexual". Não considerou a condição de Eliza Samudio, grávida de cinco meses.

Em comunicado divulgado em 02/07/2010, a Polícia revelou os encaminhamentos só então dados ao exame toxicológico:

"O Departamento Geral de Policia Técnico Cientifica da Policia Civil do Rio de Janeiro (DGPTC) informa que foi encontrado um grupamento de substâncias consideradas abortivas na urina de Eliza Samudio. Os peritos que analisaram o material colhido decidiram, dada a complexidade do caso, mandar o material para o laboratório da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com o qual a Polícia Civil mantém convênio a fim de confirmar 100% a análise feita pelos mesmos, excluindo qualquer possibilidade de tal grupamento pertencer a outros compostos. Segundo os peritos, a tal mistura também pode ser encontrada inclusive no consumo simultâneo de bebidas alcoólicas com fumo. Segundo o Departamento Geral de Policia Técnico Cientifica da Policia Civil do Rio de Janeiro (DGPTC), o resultado final ficará pronto na próxima segunda-feira, dia 5 de julho."
(Assessoria de Comunicação da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro)

Diante do descaso da polícia na investigação das agressões inicialmente sofridas pela modelo, declarou Maria da Penha: "O Estado tem que responder. Ele foi negligente com o pedido de socorro dessa mulher."


Suposto Assassinato

Em 26/06/2010, a Polícia Civil de Minas Gerais declarou suspeito o goleiro Bruno Fernandes, por conta do desaparecimento da ex-amante, a paranaense Eliza Samudio, que tentava provar na Justiça que ele era o pai de seu filho, à época com 4 meses de idade. Eliza Samudio afirmou em depoimento que vinha sendo ameaçada pelo goleiro depois que contou que estava grávida em 2009, e que foi forçada a tomar remédios abortivos, foi sequestrada, espancada e teve uma arma apontada em sua cabeça, pelo próprio Bruno. Bruno foi casado com Dayanne Rodrigues do Carmo Souza e com ela teve duas filhas. Ela também é investigada, como alguns amigos de Bruno, inclusive seu carro foi periciado e sangue foi encontrado nele.

Segundo relatos de Bruno, ele conheceu Eliza Samudio e manteve relações sexuais com ela numa orgia na casa de um outro jogador do Flamengo. Bruno disse que o preservativo rompeu no ato sexual. O goleiro afirmou que festas desse tipo são comuns entre os jogadores de futebol.

De acordo com as investigações policiais, Eliza Samudio estava, antes de desaparecer, no sítio do jogador em Esmeraldas, interior de Minas Gerais, por um pedido dele, já que ela passou a gravidez em São Paulo na casa de amigas e chegou a morar em hotéis no Rio de janeiro, pagos por Bruno. Ela ainda tinha esperança de reatar o relacionamento com o goleiro. Bruno disse que ela desapareceu porque quis e abandonou a criança com um colega seu. O menino foi achado numa favela de Ribeirão das Neves e Dayanne foi suspeita de tê-lo deixado lá.

A mãe de Eliza Samudio pediu a guarda da criança, o que foi concedido pela Justiça. O pai de Eliza Samudio está pleiteando, na Justiça, a guarda do neto e o reconhecimento da paternidade por Bruno.

Em 6 de julho de 2010, um jovem de 17 anos, primo do goleiro, foi encontrado na residência de Bruno na Barra da Tijuca e afirmou ter dado uma coronhada em Eliza Samudio, que desacordada, teria sido levada para Minas Gerais, e lá esquartejada por traficantes a mando do goleiro e dada a cachorros da raça Rottweiler que teriam dilacerado seu corpo. Os ossos da modelo teriam sido concretados. Essa versão ainda não foi confirmada pela Polícia. Em 8 de julho de 2010, o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Neném, Paulista ou Bola, e acusado de matar Eliza Samudio, foi preso pela Polícia Militar de Minas Gerais.

Cronologia do Caso

  • 2008 ou início de 2009 - Bruno, casado, conhece Eliza Samudio em um churrasco no Rio de Janeiro. Os dois começam um relacionamento extra conjugal.
  • 21 de maio de 2009 - Eliza Samudio engravida.
  • Outubro de 2009 - Grávida de cinco meses, Eliza Samudio registra queixa contra Bruno, na Delegacia Especializada de Atendimento a Mulher (DEAM) de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, por tentativa de sequestro, agressão e ameaça. Bruno nega ter cometido qualquer desses delitos. Após o episódio, a polícia pediu medidas protetoras que impediam o goleiro de se aproximar mais de 300 metros de Eliza Samudio e de sua família. Bruno passou a ser investigado criminalmente. Eliza Samudio fugiu para São Paulo e ficou na casa da mãe de uma amiga.
  • 10 de fevereiro de 2010 - Nasceu o filho de Eliza Samudio. Bruno não reconhece a paternidade. Segundo o advogado Jader Marques, advogado do pai de Eliza Samudio, ela move um processo na justiça para Bruno reconhecer a paternidade do filho e pagamento da pensão.
  • 4 de junho de 2010 - É o último contato feito pela família segundo o advogado Jader Marques. Amigas de Eliza Samudio contam que ela iria até Minas Gerais para conversar com Bruno, a pedido dele. A partir daí, ela não entra em contato com ninguém.
  • 9 de junho de 2010 - Eliza Samudio é supostamente assassinada por Marcos Aparecido dos Santos, o Bola.
  • 24 e 25 de junho de 2010 - Pelo 181 (Disque-denúncia), a polícia recebe denúncias que Eliza Samudio teria sido agredida, morta, suas roupas teriam sido queimadas e o corpo ocultado em um sítio do atleta Bruno em Esmeraldas, MG. Desde então o sítio é vigiado.
  • 25 de junho de 2010 - Dayane de Souza, mulher de Bruno presta depoimento junto com dois funcionários do sítio. Dayane é atuada e detida por subtração de incapaz e depois liberada.
  • 26 de junho de 2010 - O filho de Eliza Samudio é encontrado pela policia na madrugada do dia 26 na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
  • 27 de junho de 2010 - Pai de Eliza Samudio, Luiz Carlos Samudio, vai para Contagem, MG, buscar o neto que estava em um abrigo. Policiais militares e bombeiros tentaram entrar no sítio mas não conseguem pois não conseguiram um mandado judicial.
  • 28 de junho de 2010 - Luiz Carlos Samudio volta para Foz do Iguaçu com o neto. A policia faz buscas no sítio do goleiro em busca do corpo de Eliza Samudio. Foram encontradas roupas de mulher, objetos de criança além de fraldas.
  • 2 de julho de 2010 - Sônia Fátima Moura, mãe de Eliza Samudio pede a guarda do neto. Peritos examinam um carro do atleta do Flamengo, que tinha sido apreendido em uma blitz em junho, porque os documentos estavam irregulares. Segundo a polícia vestígios de sangue de Eliza Samudio foram encontrados no veículo.
  • 5 de julho de 2010 - A polícia recebe uma denuncia, dizendo que o corpo da vítima foi jogado em uma lagoa em Ribeirão das Neves, MG.
  • 6 de julho de 2010 - Um menor de 17 anos, que foi apreendido no apartamento do Bruno, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, depõe na Delegacia de Homicídios da Barra da Tijuca. Ele afirma que participou do sequestro da ex-amante do jogador, e deu coronhadas na vítima. Nas quatro páginas de inquérito em que relatam um crime atroz, Eliza Samudio teve os braços amarrados com uma corda e foi estrangulada por Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola, um ex-policial. Ainda segundo o menor ouvido pela polícia, após ter estrangulado Eliza Samudio, Bola pediu para que todos deixassem o local. Depois, seguiu em direção a um canil, carregando um saco que supostamente continha o cadáver esquartejado de Eliza Samudio. Ainda segundo o adolescente, a mão de Eliza Samudio foi jogada para cachorros da raça Rottweiler.
  • 7 de julho de 2010 - A prisão preventiva de Bruno e de mais sete pessoas foram expedidas pela Justiça de Minas. O mandado de internação do jovem que prestou depoimento no dia 6 de julho. A Justiça de Rio de Janeiro também havia expedido a prisão preventiva para Bruno e Luiz Henrique Romão, conhecido como Macarrão pelo sequestro e cárcere privado de Eliza Silva Samúdio, em outubro de 2009. Bruno e Macarrão se entregam à polícia no Rio de Janeiro. Ambos foram levados para Polinter do Andaraí. Antes das 14:30 hs, os dois foram levados ao Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu. Segundo a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP), Bruno e Macarrão estão na Penitenciária Alfredo Tranjan Bangu 2. Policia mineira pede a transferência imediata de Bruno e Macarrão para Minas Gerais. A 38ª Vara Criminal do Rio atendeu ao pedido e determinou na tarde de quinta-feira a transferência do goleiro Bruno e seu amigo Luiz Henrique Romão, também conhecido como Macarrão, para Minas Gerais.
  • 8 de julho de 2010 - Mãe de Eliza Samudio consegue a guarda provisória na justiça do neto de 4 meses. A criança estava na casa do avô materno em Foz do Iguaçu.
  • 9 de julho de 2010 - Bruno e os outros suspeitos no desaparecimento de Eliza Samudio são mantidos presos na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, Região Metropolitana de Belo Horizonte. Os presos estão em celas isoladas, de 6 m² e sem comunicação entre elas.
  • 30 de julho de 2010 - O inquérito é entregue. Bruno, Macarrão, Bola e mais seis pessoas são indiciadas.
  • 29 de outubro de 2010 - Exames de DNA solicitado pelo advogado José Arteiro Cavalcante Lima, representante da mãe de Eliza Samudio, comprovaram que Bruno é mesmo pai do filho de Eliza.
  • 13 de abril de 2011 - O pedido de habeas corpus de Bruno é negado.
  • 4 de maio de 2011 - O pedido de habeas corpus de Sérgio Rosa Salles (primo de Bruno) é negado.
  • 21 de junho de 2012 - A mãe de Eliza Samudio recebe uma carta anônima falando sobre o possível local onde foram deixados os restos mortais da filha.
  • 22 de agosto de 2012 - Sérgio Rosa Sales, considerado testemunha-chave do caso e primo de Bruno, é encontrado morto no bairro de Minaslândia, em Belo Horizonte. Segundo a polícia, Sérgio estava indo trabalhar quando foi perseguido por dois homens em uma motocicleta. Ele teria tentado se esconder em uma casa e foi morto com seis tiros.
  • 19 de novembro de 2012 - Início do julgamento dos réus.

Controvérsias

Muito se tem especulado se a jovem Eliza Samudio realmente morreu, ou se apenas, teria se mudado para outro país, pois até agora seu corpo não foi achado. Segundo o advogado de defesa do goleiro Bruno, Rui Pimenta, ele recebe semanalmente de três a quatro cartas sobre o desaparecimento de Eliza Samudio. Recentemente, uma carta foi entregue ao advogado afirmando que Eliza Samúdio teria ido para a Bolívia e depois viajado para a Europa. O advogado afirmou que a carta foi enviada por um presidiário que está detido no município de Governador Valadares, em Minas Gerais. Na carta, o presidiário contou que Eliza Samudio queria sair do país em 2010 e à levou para Governador Valadares, em seguida Eliza Samudio teria conseguido documentos falsos com o nome de Olívia Lima Guimarães e ido para a Bolívia e posteriormente para a Europa.

Rebatendo o que foi dito que Eliza Samudio ainda estava viva, o promotor responsável pelo caso afirmou ser uma "galhofa":

"Tenho afirmado, na simetria da galhofa da defesa, que se Eliza hoje tem esse nome, só se fosse Olívia Palito"
(Disse o Promotor)

Fonte: Wikipédia

Moreno

ANTÔNIO IGNÁCIO DA SILVA
(100 anos)
Cangaceiro

☼ Tacaratu, PE (01/11/1909)
┼ Belo Horizonte, MG (06/09/2010)

Mais conhecido pela alcunha de Moreno, foi um cangaceiro pertencente ao bando de Lampião e Maria Bonita, considerado o "Último Cangaceiro de Lampião". Após a morte deste, fugiu de Pernambuco e adotou o pseudônimo de José Antônio Souto, fixando-se em Minas Gerais. Foi um dos integrantes do bando com maior longevidade, e um dos últimos a morrer.

Filho de Manuel Ignácio da Silva (o Jacaré) e Maria Joaquina de Jesus, Moreno perdeu o pai na adolescência, quando este foi morto pela polícia nas proximidades de São José do Belmonte, em uma suposta queima de arquivo. Exerceu a profissão de barbeiro, mas seu desejo era ser soldado da polícia. O sonho terminou quando foi preso e espancando por policiais de Brejo Santo, após ser acusado injustamente de roubar um carneiro. Libertado, matou o homem que o denunciou, que seria o verdadeiro ladrão.

Foi contratado por um proprietário rural para defender sua fazenda do ataque de cangaceiros, mas terminou integrando-se ao grupo de Virgínio Fortunato da Silva, cunhado de Lampião, de quem tornou-se amigo. Na década de 1930 casou-se com Durvalina Gomes de Sá, a Durvinha. O casal teve um filho, que não pôde permanecer com o bando, pois seu choro poderia denunciá-los. A criança foi deixada então com um padre, que a criou.


Moreno era conhecido por não gostar dos rifles de repetição americanos, muito usado na época e ter, a sua disposição, um mosquetão.

Dois anos após a morte de Lampião, o casal fugiu para Minas Gerais. Por precaução, Moreno passou a chamar-se José Antônio Souto, e Durvalina tornou-se Jovina Maria. Estabeleceram-se na cidade de Augusto de Lima, e prosperaram vendendo farinha. Tiveram mais cinco filhos, e mudaram-se para Belo Horizonte no final da década de 1960.

Ainda com medo de serem descobertos e mortos, mantiveram o passado em segredo até para os filhos. A situação manteve-se até meados da década de 2000, quando a existência do primogênito foi revelada. Encontrado em 2005, Inácio Carvalho Oliveira pôde finalmente reencontrar seus pais biológicos.  Ele é policial e mora no Rio de Janeiro. O casal de cangaceiros resolveu contar para os filhos, que nasceram em Minas Gerais, a verdadeira história de suas vidas. Só então é que a família conheceu a história do passado no cangaço. Durvinha morreu pouco tempo depois.

Moreno e Durvina foram localizados pelo cineasta cearense Wolney Oliveira, que estava produzindo o documentário "Lampião, O Governador Do Sertão". Uma das filhas do casal,  Nely Maria da Conceição, ajudou o cineasta - a chave foi um filho que Durvina e Moreno deixaram com um padre, em Tacaratu, no sertão pernambucano, enquanto fugiam. A primeira providência de Wolney foi trazer o casal de volta às suas origens: Paulo Afonso, na Bahia, onde nasceu Durvina, e Brejo Santo, no Ceará, onde estão os parentes de Moreno.

Moreno e Durvinha
Moreno foi recebido como herói, em Brejo Santo, de onde saiu em 1930, com vários crimes nas costas. Ele foi recepcionado com festa, concedeu entrevistas às emissoras de rádio e abraçou sobrinhos e amigos de infância. A mesma recepção festiva aconteceu com Durvina, em Paulo Afonso.

Segundo Nely, filha do casal, o pai já pedia para morrer há mais de dois anos, sempre chamando pela mãe. "Depois da morte de Durvina, em 2008, ele entrou em depressão e sempre falava assim ´Mãezinha vem me buscar. Já vi tudo que tinha pra ver. Quero encontrar Durvina´. Ele estava sofrendo muito", disse.

Em Brejo Santo, na conversa com os parentes, entre risos, lágrimas e versos improvisados, reviveu a sua adolescência sofrida marcada por um ardente desejo de ser soldado de Polícia. O destino, entretanto, lhe foi cruel. Terminou levando uma surra da polícia de Brejo Santo, sob a acusação injusta de ter roubado um carneiro. Quando saiu da cadeia, matou o homem que o denunciou e que era o verdadeiro ladrão do carneiro.


A partir daí virou uma fera. Matou e castrou alguns dos seus perseguidores. Ele nega estes crimes, dizendo que não assassinou ninguém em Brejo Santo. Mas, a própria família confirma as atrocidades praticadas por Moreno que, com 19 anos, fugiu para a Paraíba. Em Cajazeiras, matou mais um. Fugiu para Alagoas, onde já chegou com a fama de valente.

Nas suas contas, matou cerca de 21 homens. Os historiadores dizem que este número é muito maior.


"Ele dirigiu o seu próprio grupo e foi um dos cangaceiros mais cruéis", garante o escritor Magérbio Lucena. Moreno justificava: "Estava ali para matar e morrer, não tinha alternativa". E complementava: "Só atirava, quando o inimigo estava na mira do meu mosquetão".

Deprimido com a morte da esposa, a saúde de Moreno passou a ficar cada vez mais debilitada. Ele morreu no dia 06/09/2010 em Belo Horizonte, aos 100 anos de idade. Durante o sepultamento foi realizada queima de fogos de artifício, a pedido do próprio Moreno, que pensou que nunca teria uma cova. O temor de morrer como um cangaceiro, decapitado e com o corpo deixado no mato, não o abandonou nos 70 anos que manteve seu disfarce.

Alberto Guzik

ALBERTO GUZIK
(66 anos)
Ator, Diretor, Crítico Teatral, Escritor e Professor

* São Paulo, SP (09/06/1944)
+ São Paulo, SP (26/06/2010)

Alberto Guzik tornou-se crítico teatral a partir da década de 70. Suas principais participações foram no jornal Última Hora e no Jornal da Tarde trabalhando junto com Sábato Magaldi exercendo longa e significativa carreira. Quando de seu falecimento, integrava a Companhia de Teatro Os Satyros, situada na Praça Roosevelt, no centro de São Paulo.

Começou sua carreira como ator aos cinco anos, quando ingressou no Teatro Escola São Paulo, grupo orientado por Júlio Gouvêa e Tatiana Belinky, participando do elenco de "Peter Pan", com Clóvis Garcia, em 1949, ficando ligado a grupos amadores que se especializaram no teatro infanto-juvenil.

Cursou a Escola de Arte Dramática (EAD) entre 1964 e 1966. Em 1967 estreou como ator profissional em "O Processo", baseado no romance de Kafka, montagem do Núcleo 2 do Teatro de Arena, sob a direção de Leonardo Lopes. Antes do término da temporada deu por encerrada sua carreira nos palcos, transferindo-se para a platéia, na condição de crítico especializado.

Em 1971 assumiu a coluna teatral do Jornal Shopping News. Transferiu-se, subsequentemente, para os periódicos Última Hora, de 1974 a 1978, e IstoÉ, de 1978 a 1981. No Jornal da Tarde permaneceu de 1984 até 2001. Em 1984 integrou o corpo de colaboradores do Caderno 2 de O Estado de São Paulo.

Destacado professor de teatro na  Escola de Arte Dramática, de 1968 a 1978 e na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, de 1969 a 1980, entre seus vários trabalhos, dirigiu uma versão de "A Centelha", de Abdon Milanez. Também como professor atuou no Teatro Escola Macunaíma, de 1978 a 1979. Participou do programa "Metrópolis", da TV Cultura, em São Paulo.

Já em 1995, Alberto lançou o romance "Um Risco De Vida", ficção que tem a vida teatral de São Paulo como pano de fundo, saudado pela crítica especializada e indicado ao Prêmio Jabuti.

Como dramaturgo estreou, em 1997, com "Um Deus Cruel", direção de Alexandre Stockler, sendo igualmente autor do inédito "72 Horas", de 1999. Em 2001, escreveu "Errado", a pedido de Renato Borghi, para a Mostra de Dramaturgia Contemporânea no Teatro Popular do Sesi (TPS), com direção de Sérgio Ferrara. Com esse mesmo diretor, adaptou e fez dramaturgia de "Mãe Coragem", de Bertolt Brecht, em 2002.

Depois de quase 40 anos sem pisar no palco, em agosto de 2003, retomou sua carreira de ator. O retorno se deu com a peça "O Horário De Visita", de Sérgio Roveri, com direção de Ruy Cortez, no Teatro do Centro da Terra.

Em 2004 ingressou na Companhia de Teatro Os Satyros, integrando o elenco de "Kaspar Ou A Triste História Do Pequeno Rei Do Infinito Arrancado De Sua Casca De Noz", encenada na Praça Roosevelt.

Em maio do mesmo ano, dirigiu, também na  Companhia de Teatro Os Satyros, "O Encontro Das Águas", de Sérgio Roveri, com José Roberto Jardim e Pedro Henrique Moutinho. Dois meses depois, outra direção, dessa vez em parceria com Wilma de Souza, "A Voz Do Povo É A Voz De Zé", de Marcelino Freire com Olívia Araújo e Fabrício Gareli, encenada no Avenida Club. E, em setembro, novamente como ator, dividiu o palco com Ivam Cabral e elenco de "Transex", de Rodolfo García Vázquez.

Em seguida, participou do premiado espetáculo "A Vida Na Praça Roosevelt", de Dea Loher, e dirigiu "O Céu É Cheio De Fúria Dos Uivos E Latidos Dos Cães Da Praça Roosevelt", de Jarbas Capusso Filho, e "De Alma Lavada", de Sérgio Roveri.

Seus próximos trabalhos como ator foram "Inocência" (2006) e "Divinas Palavras" (2007), "Vestido De Noiva" e "Liz" (2008), todos sob direção de Rodolfo García Vázquez. E, em 2009, se aventurou em um solo: "Monólogo Da Velha Apresentadora".

Sua carreira como ator, porém não se restringiu ao teatro. Alberto Guzik também flertou com a televisão. Entre 2007 e 2009, participou dos teleteatros "O Vento Nas Janelas" e "A Noiva" e da minissérie "Além Do Horizonte", todos produzidos e exibidos pela TV Cultura.

Sua trajetória artística se completou com sua obra literária. Além de "Risco De Vida", romance publicado pela Editora Globo, em 1995, e indicado ao Prêmio Jabuti, escreveu o ensaio "TBC: Crônica De Um Sonho", lançado pela Editora Perspectiva, em 1986, e "Paulo Autran / Um Homem No Palco", da Editora Boitempo, em 1998, vencedor do Prêmio Jabuti de livro-reportagem. Em junho de 2002, lançou, pela Editora Iluminuras, seu primeiro livro de contos, "O Que É Ser Rio, E Correr?".

Conclui para a Coleção Aplauso os livros "Cia. De Teatro Os Satyros - Um Palco Visceral" (2006), "Naum Alves De Souza: Imagem, Cena, Palavra" (2009) e "O Teatro De Alberto Guzik" (2009), com quatro peças de sua autoria: "Um Deus Cruel", "Cansei De Tomar Fanta", "Errado" e "Na Noite Da Praça".

Sobre seu trabalho, Alberto Guzik declarou à enciclopédia de teatro do Itaú Cultural:

"Nunca vinculei minha observação do fenômeno teatral a uma visão partidária, nunca acreditei que o teatro 'correto' tem de expressar tal ou qual ponto de vista. Acho que, ressalvados textos ou produções que demonstrem intentos anti-humanos, totalitários, todo teatro é válido. E é bom que se tenha de tudo, desde a farsa rasgada até o mais rigoroso teatro de pesquisa, do musical importado ao nacional, da dramaturgia brasileira à mundial, dos atores e diretores veteranos aos jovens estreantes. Eu acredito no teatro brasileiro."


Morte

Alberto Guzik morreu na manhã de sábado, 26/06/2010. Alberto Guzik tinha 66 anos e estava internado no Hospital Santa Helena em São Paulo desde fevereiro, lutando contra um câncer. A causa da morte foi Falência Múltipla de Órgãos. Seu corpo foi cremado no crematório da Vila Alpina, na zona leste de São Paulo.

Alberto Guzik deixou ainda sem publicação uma nova obra de ficção, "Um Palco Iluminado", romance que enfoca a vida de uma companhia teatral em São Paulo entre as décadas de 1960 e 1990. Alberto Guzik escrevia também no blog "Os Dias E As Horas". Seu último post data de dois dias antes da internação em 17 de fevereiro. O post transcrito na íntegra:

15/02/2010

neste amanhecer

neste deslumbrante amanhecer, em plena segunda-feira de carnaval, embarco em minha viagem rumo à travessia do rio letes e à descida para o hades. quando voltar, relatarei o que vi e vivi. o hades não é um reino fácil de se visitar. ninguém retorna de lá sem estar transformado. sei disso. e prometo partilhar com os leitores destes dias e destas horas aquilo que vou vivenciar. dionisos me acompanha na viagem, além de ótimos amigos e do amor de muita gente. evoé.

Escrito por alberto guzik às 07h02

recado 

não posso me afastar deste espaço sem deixar uma palavra para todos os diretores, arte-educadores, colaboradores e artistas aprendizes da sp escola de teatro - centro de formação das artes do palco. estamos no limiar da transformação do sonho em realidade. e se a realidade for áspera, como muitas vezes é, não se esqueçam jamais, de que as raizes dela estão no sonho. no sonho de construir a melhor escola de teatro que este país ja teve. uma escola tão boa, tão ampla, tão aventureira, que possa nos ajudar a mudar também este país, que anda tão precisado de sonhos. meus queridos. não estou fisicamente com vocês aí, agora, mas estou por inteiro aí, também. tenham a certeza disso. e nunca, nunca esqueçam que este projeto nasceu de um sonho, e de que é pelo sonho que tem de ser alimentado. viva a sp escola de teatro. lembrem-se de que somos todos servidores de dionisos. evoé!

Escrito por alberto guzik às 06h58

Alberto Guzik definiu-se no Twitter com a frase: "Sou um homem de teatro. E das letras. E das artes, quase todas."

Seu último post no Twitter foi no dia 14/02/2010 às 10:01 hs.:

"Ficarei algumas semanas (espero que poucas) distante daqui. For medical reasons. Amanhã serei submetido (?) a uma cirurgia. Inté."