Haroldo Barbosa

HAROLDO BARBOSA
(64 anos)
Jornalista, Compositor, Radialista e Humorista

* Rio de Janeiro, RJ (21/03/1915)
+ Rio de Janeiro, RJ (05/09/1979)

Nascido no Rio de Janeiro, no bairro de Laranjeiras, dia 21 de março de 1915, aos sete anos foi morar em Vila Isabel.

Durante o dia estudava no Colégio São Bento e à noite tocava cavaquinho nos bailes de Vila Isabel.

Aos 18 anos foi trabalhar como contra-regra na Rádio Philips, com o irmão, o futuro compositor Evaldo Rui, colaborando no Programa Casé, do qual participavam grandes nomes do mundo artístico.

Com esse programa transferiu-se para a Rádio Sociedade, onde, além de contra-regra, organizou a discoteca e foi locutor.

Passou depois a exercer essas funções na Rádio Transmissora e, logo em seguida, na Rádio Nacional, onde também foi locutor esportivo.

Usando sua experiência anterior, desenvolveu várias atividades na Rádio Nacional, que liderava a audiência na época: escreveu o enredo de O Grande Teatro, de César Ladeira, um dos maiores sucessos do rádio, organizou uma orquestra sinfônica com 68 integrantes que já atuavam na emissora, e criou, por volta de 1945, o programa A Canção Romântica, especialmente para Francisco Alves, que deu um novo impulso à carreira do cantor.

Mais tarde passou a dirigir o programa Um Milhão de Melodias, no qual vários cantores se apresentavam interpretando versões de sua autoria.

Ary Barroso (sem bigode) e Haroldo Barbosa
Seu primeiro sucesso como compositor foi a marchinha Barnabé com Antônio Almeida, uma sátira ao funcionalismo público, e que se tornou sinônimo de funcionário público de categoria modesta.

Seguiram-se outros sucessos, como os sambas De Conversa em Conversa (Lúcio Alves - 1943), gravado por Isaura Garcia na RCA Victor (1947), Adeus, América e Tintim Por Tintim, ambas com Geraldo Jacques, lançadas por Os Cariocas nas gravadoras Continental e Sinter, respectivamente.

Mais tarde, deixou a Rádio Nacional e foi para a Rádio Mayrink Veiga, onde se tornou responsável por diversos programas humorísticos, lançando inclusive Chico Anysio e Sérgio Porto, o Stanislaw Ponte Preta. Esse Norte é de Morte, A Cidade se Diverte e Alegria da Rua foram alguns de seus sucessos na programação da emissora.

Com Geraldo Jacques fez ainda o samba Joãozinho Boa Pinta, gravado por Fafá Lemos na RCA Victor em 1954 e, com seu mais bem sucedido parceiro, Luís Reis, compôs Palhaçada, samba lançado por Miltinho pela gravadora RGE, em 1963.

Miltinho gravou várias outras músicas desta dupla, entre as quais o Só Vou de Mulher, Devagar Com a Louça e Meu Nome é Ninguém.

Tiveram ainda composições gravadas por Elizeth Cardoso como Tudo é Magnifico, Nossos Momentos, entre outras. Com Dóris Monteiro, Fiz o Bobão. Aracy de Almeida gravou Não Se Aprende na Escola e Nora Ney. É autor de inúmeras versões: Trolley Song, Poinciana, Malagueña, Adios, Pampa Mia, Adios Muchachos.

Sua atividade de compositor diminuiu, quando foi para a TV Globo, onde passou a trabalhar na produção de programas humorísticos, ao lado de Max Nunes, seu parceiro em programas de humor desde os tempos da Rádio Nacional.

Era pai da escritora e roteirista Maria Carmem Barbosa.

Faleceu na Casa de Saúde São Sebastião, no bairro de Laranjeiras, Rio de Janeiro, vítima de Câncer.

Fonte: Collectors

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