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Maurício Reis

JOÃO MAURÍCIO DA COSTA
(58 anos)
Cantor

☼ Santa Rita, PB (1942)
┼ Bonito, PE (22/07/2000)

João Maurício da Costa, conhecido artisticamente por Maurício Reis, foi um cantor brasileiro. Era representante do estilo conhecido como brega.

Nascido na cidade de Santa Rita, na Paraíba, João Maurício da Costa adotou o nome artístico de Maurício Reis e teve uma carreira de 29 anos. Conhecido no Nordeste como o "Cantor das Rosas", ele gravou 27 álbuns, entre LPs e CDs. Seus maiores sucessos são "Verônica" e "Mercedão Vermelho".

O LP "Fim de Noivado", lançado pela Phonogram em 1973, contém o clássico "Verônica" (C. Blanco), versão de Fernado Adour, teve a direção de produção assinada por Luis Paulo e Hyldon Souza.

Hyldon Souza é o mesmo que em 1975 estourou no país inteiro com as músicas "As Dores do Mundo" e "Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda", ambas de autoria do cantor. Ironicamente, no mesmo disco, a música "Lenço Manchado" (Isaias Souza), narra a história de um acidente automobilístico. Um homem apaixonado recebe a notícia de que sua mulher havia morrido num acidente na estrada. Os demais ocupantes saíram vivos, somente seu amor havia morrido. O único bem que ficou do amor, foi um lenço manchado de sangue.

Morte

Maurício Reis morreu no dia 22/07/2000, aos 58 anos, vítima de um acidente automobilístico ocorrido no município pernambucano de Bonito.

O acidente foi causado pelas fortes chuvas que caíam na região de Bonito e que inundou a pista da PE-109, provocando a derrapagem que jogou seu carro, um Fiat Tempra, na barragem do Prata. O cantor viajava no banco do passageiro e sofreu um grande impacto quando o Tempra afundou na rodovia inundada.

Muito nervoso, teve dificuldade para sair do veículo. Ainda respirando foi carregado pelos demais ocupantes do automóvel. Eles conseguiram ajuda de moradores da região, que jogaram uma corda para facilitar o resgate.

Minutos depois, uma ambulância chegou para transportar o músico para um hospital de Bonito. Por conta dos buracos, o carro de socorro teve o pneu furado. Maurício Reis mudou de condução, sendo levado na caçamba de uma Toyota. O músico não resistiu e morreu.

Seu filho, o tecladista Maurício Inácio Costa, dirigia o carro no momento do acidente, e conseguiu sobreviver. Maurício Reis havia saído de Gravatá, onde morava há sete anos, para fazer um show em Xexéu, na Zona da Mata Sul.

A família do cantor processou o Departamento de Estradas de Rodagem pela falta de sinalização na estrada, o que teria sido causa do desastre.

Indicação: Saulo Tarso de Oliveira

Brandãozinho

ANTENOR LUCAS
(74 anos)
Jogador de Futebol

☼ Campinas, SP (09/06/1925)
┼ São Paulo, SP (04/04/2000)

Antenor Lucas, mais conhecido como Brandãozinho foi um jogador de futebol brasileiro nascido em Campinas, SP, no dia 09/06/1925. Jogando como médio-volante, destacou-se na Portuguesa entre os anos 1950 e 1955. Fez dezoito partidas pela Seleção Brasileira, entre 1952 e 1954, inclusive atuou como titular na Copa do Mundo de 1954.

No começo dos anos 40, o jovem Brandãozinho, apelido que ganhou ainda na infância, foi levado para os quadros amadores da Associação Atlética Ponte Preta. Depois de algum tempo, foi encaminhado para jogar pela Caldense (Poços de Caldas, MG). Posteriormente, retornou ao futebol paulista e foi defender a Portuguesa Santista, onde profissionalizou-se.

Jogando pela Briosa na posição de médio volante, Brandãozinho despertou o interesse da Portuguesa de Desportos. Começou assim em 1947, uma épica batalha para trazer o jogador. Inicialmente, o negocio girou em torno de 400 mil cruzeiros antigos.

Porém, um diretor da Portuguesa Santista interrompeu o acordo com o time do Canindé por julgar o valor irrisório para um jogador daquela categoria. Então, Brandãozinho permaneceu no Ulrico Mursa durante todo o ano de 1948 e boa parte do ano de 1949.


Finalmente depois de uma longa negociação, exatamente em 10/08/1949, Brandãozinho assinava seu contrato com a Portuguesa de Desportos. O valor investido no jogador beirou os 600.000 cruzeiros antigos.

E não foi só isso. Com o certame já em andamento, a Portuguesa de Desportos teria dificuldades para aproveitar Brandãozinho durante aquele campeonato. Foi preciso uma intervenção direta do presidente da Federação Paulista de Futebol, o Sr. Roberto Gomes Pedrosa.

E Brandãozinho fez sua estréia em um clássico contra o Palmeiras e anotou seu primeiro tento justamente em uma partida contra a Portuguesa Santista, em setembro de 1949, na vitória por 4x1.

Campeão do Torneio Rio-São Paulo de 1952, Brandãozinho, ao lado de Muca, Djalma Santos, Julinho Botelho, Ceci, Nininho, Renato, Pinga e Simão, escreveram um dos períodos mais vitoriosos da história da Portuguesa de Desportos.

Com o sucesso na Portuguesa de Desportos, Brandãozinho ganhou sua primeira chance na Seleção Brasileira e conquistou o campeonato Pan-Americano de 1952.

Brandãozinho também defendeu o selecionado paulista em inúmeras oportunidades, conquistando o tradicional campeonato brasileiro de seleções no ano de 1952.


Depois da tragédia de 1950, houve todo um processo de reformulação na antiga Confederação Brasileira de Desportos (CBD). Até o uniforme, anteriormente todo branco, foi trocado pelo canarinho, como até hoje conhecemos.

Para disputar o mundial de 1954, o técnico Zezé Moreira manteve Bauer e Brandãozinho na composição do setor de meia cancha. Brandãozinho participou da partida conhecida como a "Batalha de Berna", quando o Brasil foi derrotado pela Hungria pelo placar de 4x2, na primeira derrota da nova camisa canarinho.

Depois da conquista do Torneio Rio-São Paulo em 1955, Brandãozinho sentiu o agravamento de algumas contusões, além da complicação de uma cirurgia realizada logo após o mundial de 1954.

Depois de praticamente sete temporadas jogando pela Portuguesa de Desportos, Brandãozinho percebeu que seu momento de parar tinha chegado. Quando deixou definitivamente os gramados em 1957, o craque recebeu o passe livre e trabalhou nas divisões de base do Nacional e da própria Portuguesa de Desportos, onde posteriormente comandou o time principal.

Formado em Educação Física, estudou direito e trabalhou também como investigador de polícia.

Brandãozinho, que morava no bairro do Tucuruvi em São Paulo, faleceu no dia 04/04/2000.

Títulos

Portuguesa de Desportos:
  • 1952 - Torneio Rio-São Paulo
  • 1955 - Torneio Rio-São Paulo


Seleção Brasileira:
  • 1952 - Campeonato Pan-americano de Futebol


Omar Fontana

OMAR FONTANA
(73 anos)
Empresário e Piloto de Aviões

☼ Joaçaba, SC (07/01/1927)
┼ São Paulo, SP (08/12/2000)

Omar Fontana, filho de Attilio Fontana, foi o fundador, em 1955, da Sadia S/A Transportes Aéreos, que deu origem a TransBrasil.

Nascido em Joaçaba, SC, graduou-se em advocacia e ciências sociais, mas deixou a carreira acadêmica para tornar-se piloto na Panair do Brasil.

Omar Fontana fundou a companhia Sadia S/A Transportes Aéreos para fazer o transporte de carga para a empresa de alimentos Sadia, fundada por seu pai, Attílio Fontana.

Em 1953, ele propôs ao pai transportar carnes preparadas pela Sadia em Concórdia, no interior de Santa Catarina, para as churrascarias de São Paulo por meio de um vôo semanal, num avião DC-3 arrendado.

A operação deu certo e ajudou a Sadia a colocar seus produtos na praça paulista numa época em que as estradas eram de terra e os caminhões não tinham refrigeração. Com o lema "Pelo Ar, Para o Seu Lar", foi criada em 1955 a Sadia Transportes Aéreos, com dois aviões DC-3 e um C-47.


Em 1957, a Sadia fez uma parceria com a Real Aerovias, na época a maior companhia aérea da América Latina, com 118 aviões. Então, como vice-presidente de operações, Omar Fontana inaugurou serviços regulares do Brasil para Los Angeles, Estados Unidos, e Tóquio, Japão. Quatro anos depois, Omar Fontana desfez a associação com a Real Aerovias Brasil.

A Sadia Transportes Aéreos atendia principalmente à empresa de Concórdia, mas começou a ganhar espaço como companhia aérea comercial em 1961, quando comprou a Transportes Aéreos de Salvador. Com a aquisição, a empresa catarinense ganhou mais 15 aviões e estendeu seus vôos para mais 53 cidades.

Somente em 1972 a empresa passou a ser chamada de TransBrasil.

A empresa continuou então sua expansão até que em 1989, já com o nome de TransBrasil, quebrou a hegemonia da Varig em rotas internacionais e conseguiu concessão para vôos regulares para Orlando e Flórida, nos Estados Unidos.

Mais tarde, Omar Fontana fez uma injeção de capital na empresa e inaugurou serviços diários do Rio de Janeiro e de São Paulo para Miami e Orlando. Na seqüência, inaugurou vôos para Washington, New York, Buenos Aires, Viena, Amsterdã e Londres.

A Azul Linhas Aéreas Brasileiras batizou o Embraer E-Jet de número 60, matrícula PR-AUJ, com o nome "Cmte. Omar Fontana – Pioneiro da Aviação", em homenagem a um dos grandes executivos da aviação brasileira, que entre outras marcas, fundou a Transbrasil.
De sua criação em 1972 até sua extinção, a TransBrasil enfrentou muitos problemas. O Plano Cruzado, em 1986, foi um dos marcos negativos na história da empresa. Além de ter perdido dinheiro com o congelamento de tarifas, a companhia fez uma aposta errada, ao aumentar agressivamente seu número de aviões prevendo crescimento na quantidade de passageiros. Endividada, a TransBrasil passou a década de 90 lutando contra o governo federal para reparar perdas financeiras pelo congelamento das tarifas.

Em julho de 1995, criou também a InterBrasil Star, empresa regional do grupo que ligava pequenas cidades do interior do Brasil aos principais aeroportos do país.

No ano de 1998 Omar Fontana se afastou do comando da empresa para se tratar de um câncer na próstata, mas permaneceu como presidente do conselho de administração. Ele não era mais o principal executivo da companhia, mas mantinha sua força na empresa.

Com a morte de Omar Fontana, aumentaram as dúvidas sobre o futuro da TransBrasil. A companhia enfrentava dificuldades financeiras e chegou a negociar uma união com a concorrente TAM. Principal acionista da empresa, Omar Fontana resistia à idéia de abrir mão do controle da TransBrasil.

Com sua morte, a TransBrasil perdeu o rumo, e afogada em dividas paralisou suas operações. Era o fim da TransBrasil que morreu 362 dias depois do seu fundador.

Morte

Omar Fontana, morreu em São Paulo, SP, no dia 08/12/2000. Ele tinha câncer e morreu depois de uma parada cardíaca, às 2h00, em sua casa, no bairro do Pacaembu. O enterro ocorreu em 09/12/2000, às10h00, no Cemitério do Morumbi.

Fonte: Wikipédia

Dona Neuma

NEUMA GONÇALVES DA SILVA
(78 anos)
Carnavalesca e Pastora

* Rio de Janeiro, RJ (08/05/1922)
+ Rio de Janeiro, RJ (17/07/2000)

Filha de Saturnino Gonçalves, um dos fundadores do Bloco dos Arengueiros, que mais tarde originou a Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira, sobrinha de outro compositor da escola, Arthurzinho, nasceu no subúrbio de Madureira, no Rio de Janeiro. Além de seus filhos de sangue, criou e educou 18 filhos adotivos.

Desde criança conviveu sempre com os grandes compositores da Mangueira. Seu pai, Saturnino Gonçalves, foi um deles.

Integrante da Velha Guarda da Mangueira, foi considerada, juntamente com Dona Zica, uma das grande damas da escola.

Considerada a Primeira Dama da Mangueira, sua casa era frequentada por personalidades como Noel RosaVilla-LobosNegrão de Lima, o prefeito Pedro Ernesto, além de Chico BuarqueTom Jobim e Ricardo Cravo Albin.

Chico Buarque, Dona Neuma e Tom Jobim
Integrou, na década de 70, o Conselho Superior das Escolas de Samba, órgão fundado pela Associação das Escolas de Samba e criado por Amaury Jório.

No ano de 1984 interpretou a faixa "Brasil, Terra Adorada" (Cartola e Carlos Cachaça) no disco "Cartola Entre Amigos".

Em 1998, a gravadora BMG lançou o CD "Chico Buarque de Mangueira", que homenageava os compositores da escola. Neste disco, apareceu na foto ao lado de Chico Buarque e de outras "tias" importantes da comunidade, como Tia Zica, Tia Zélia e Tia Chininha. Participou também como pastora na faixa "Capital do Samba" (Zé Ramos).

Em 1999, a gravadora Nikita Music produziu o CD "Velha Guarda da Mangueira e Convidados", no qual interpretou uma faixa.

No ano 2000 foi uma das principais colaboradoras do disco "Mangueira - Sambas de Terreiro e Outros Sambas", produzido pelo Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro. Além de conceder entrevistas e rememorar sambas de autores já falecidos, interpretou também algumas faixas, como "Linda Demanda" (Saturnino Gonçalves), "Fiquei Sem Esperança" (Saturnino Gonçalves), e "Adeus Mangueira" (Zé Espinguela). Com Nelson Sargento, interpretou a música "Eu Quero Nota" (Arthurzinho), "Sorriso Falso" (Zé Criança), "Quem Se Muda Pra Mangueira" (Zé Com Fome).


Em 2001, a cantora Alcione pediu ao compositor Arlindo Cruz que fizesse uma música em homenagem à "Primeira Dama da Mangueira", incluindo-a em seu novo disco "A Paixão Tem Memória".

Em 2008, em sua homenagem, foi inaugurada a Escola Tia Neuma, na Vila Olímpica da Mangueira, para 500 crianças de seis a 14 anos. A escola, com ensino gratuito em horário integral com aulas de esportes, ciências, biblioteca e laboratório de informática, foi inaugurada em solenidade presidida pelo governador Sérgio Cabral, sendo uma parceria do Estado com a iniciativa privada, Santa Mônica Centro Educacional. O evento contou com as presenças de Nelson Sargento e do ex-mestre-sala Delegado, além da cantora Alcione, que cantou o Hino Nacional, e da Banda do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro. Na ocasião, a presidente da escola, Eli Gonçalves da Silva, a Chininha, filha da homenageada, declarou:

"Ela tinha relação forte com a educação. Não era professora, mas ajudou a alfabetizar muitas crianças no morro."

Dona Neuma faleceu no dia 17/07/2000 no Hospital Salgado Filho, vítima de Acidente Vascular Cerebral (AVC), conseqüência de cirurgia para a retirada de um coágulo no cérebro.


Discografia

  • 2000 - Mangueira - Sambas de Terreiro e Outros Sambas
  • 1999 - Velha Guarda da Mangueira e Convidados
  • 1998 - Chico Buarque de Mangueira
  • 1984 - Cartola Entre Amigos


Morgana

ISOLDA CORRÊA DIAS
(65 anos)
Cantora

* São Paulo, SP (02/08/1934)
+ São Paulo, SP (04/01/2000)

Isolda Corrêa Dias foi uma cantora brasileira, filha de Geraldo Corrêa Dias e Maria Helena Franco Dias, conhecida com o nome artístico de Morgana Cintra e, posteriormente, Morgana, também era chamada de "A Fada Loira". Morgana cantava em várias línguas e era considerada por muitos como uma das melhores cantoras brasileira.

Seus principais sucessos foram "Arrependida" e "Serenata Do Adeus", ambas de 1958, "Canção Da Tristeza", "Conselho", "Este Seu Olhar", estas de 1959, "Hino Ao Amor", de 1960, "Não Pense Em Mim", de 1967, e "E a Vida Continua", de Jair Amorim e Evaldo Gouveia. Seus principais discos são "Esta é Morgana" (1959) e "Morgana" (1960).

Morgana ganhou muitos troféus durante sua carreira. Um Troféu Roquete Pinto, das Emissoras Unidas; 8 Discos de Ouro, do programa "Astros do Disco"; o Troféu Chico Viola; Os Melhores da Semana; Discos de Ouro, no Rio de Janeiro; Troféu Imprensa; Troféu Tupiniquim; e tantos outros, tanto em São Paulo, como no Rio de Janeiro e outras capitais brasileiras.

Morgana estudou no Colégio Alfredo de Gusmão e depois fez curso de balet, na Escola de Bailado da Prefeitura de São Paulo. Estudou canto e piano no Colégio Cristovão Colombo. Continuou os estudos com o maestro Tobias Perfetti e com Zaira Bianchi. Estudou ainda italiano, inglês, francês e castelhano.

Começou sua carreira como cantora lírica, no qual obteve êxito durante sete anos. Em 1958 passou a se dedicar à música popular, adotando o nome Morgana Cintra.


Contratada pela gravadora Copacabana estreou em discos ainda em 1958, quando gravou com o acompanhamento do conjunto de Severino Filho a "Serenata Do Adeus", de Vinícius de Moraes, em gravação que logo obteve grande sucesso. No lado B desse disco gravou com Booker Pittman, pai da cantora Eliana Pittman, o fox "Let's Fall In Love" (Arlen e Kehler). No mesmo ano, gravou o samba "Conselho" (Denis Brean e Osvaldo Guilherme), e o samba-canção "Era Uma Vez", de Lina Pesce. 

Obteve imediatamente grande sucesso com a primeira gravação "Serenata Do Adeus", que tornou-se bastante conhecida através de sua gravação. Logo após gravou "Mais Brilho Nas Estrelas", que também teve grande aceitação pelo público, bem como o recente sucesso de Edith Piaf, em versão de Odair Marzano, "Hino Ao Amor". Morgana também gravou "O Hino do IV Centenário", de Mário Zan.

Em 1958, Morgana recebeu o Troféu Imprensa como melhor cantora, e lançou com a orquestra de Osmar Milani o LP "Esta é Morgana", no qual interpretou as composições "Serenata Do Adeus" (Vinícius de Moraes), "Era Uma Vez" (Lina Pesce), "Sombras Entres Nós" (Hervé Cordovil e René Cordovil), "Dois Orgulhosos" (Antônio Bruno), "Conselho" (Denis Brean e Osvaldo Guilherme), "Mais Brilho Nas Estrelas" (Aloísio Figueiredo e Nelson Figueiredo), "Porque Tu Me Feres" (Gordurinha), e "Amar Ou Não Amar" (Antônio Bruno e Amauri Medeiros).

Em 1959, já com o nome artístico abreviado para apenas Morgana, gravou o samba-canção "Mais Brilho Nas Estrelas" (Aloysio Figueiredo e Nelson Figueiredo), com acompanhamento da orquestra de Osmar Milani, música que ela interpretaria no filme "Moral Em Concordata" (1959) uma comédia com direção e argumento de Fernando de Barros. No lado B desse disco gravou a toada "Bentevi" (Miranda e Maio), com acompanhamento da orquestra de Marin Pereira.


Ainda em 1959, Morgana fez sucesso com a gravação de "Hymne a L'amour" (Edith Piaf e Monnot), em versão de Odair Marzano, em disco que trazia no lado B a seresta "Choro Por Você" (Heitor Carrilho e Betinho). Nesse mesmo período participou do LP "A Música De Dolores" uma homenagem a Dolores Duran, falecida naquele ano, interpretando a "Canção Da Tristeza".

Em 1960, lançou seu terceiro LP interpretando as músicas "Tome Continha De Você" (Édson BorgesDolores Duran), "Encontrei o Amor" (Fernando César e Roberto Mário), "A Rosa (Canção da Rosa Que Eu Te Dou)" (Édson Borges), "Carinho e Amor" (Tito Madi), "Leva-me Contigo" (Dolores Duran), "Sonata Sem Luar" e "Elegia Ao Violão" (Fredy Chateaubriand e Vinicius de Carvalho), "Menina Moça" (Luis Antônio), "Falar Por Falar" (Fernando César), "Segredo Para Dois" (Fernando César e Ted Moreno), "Só Falta Aqui Você" (Édson Borges e Sandra Alves), e "A Flor" (Vera Brasil e De Rosa).

Em 1961, lançou o LP "Morgana, A Fada Loura" que consolidaria definitivamente sua carreira, disco no qual cantou as músicas "Não Sei Explicar" (F. Jay e A. Harris) em versão de Teixeira Filho"Cantando Baixinho" (Fredy Chateaubriand e Vinicius de Carvalho), "Manhã à Toa" (Ciloca Madeira e Regina Guerreiro), "Tarde Outonal" (Hector Lagna Fietta e Ribeiro Filho), "Até Sempre (Hasta Siempre)" (Mário Clavell) versão de Teixeira Filho"Volte Pra Mim (Come Back To Me)" (Roy Orbison e J. Nelson), e versão de Ciro Cruz e Marco Antônio Brandão, "Canta Pra Mim" (Lina Pesce), "Amare (Essere Amati)" (D. Vignali e Danpa) versão de Ramalho Neto"Teleco-Teco Nº 3" (Ciloca Madeira e Regina Guerreiro), "Fica Ou Vai" (Inara Simões de Irajá), "A Distância Não Vai Alterar" (H. Hilm, V. Aleda e P. Kreuder) versão de Teixeira Filho, e "Arrependida" (J. C. Villafuerte) versão de Sebastião Ferreira.

Para o natal de 1962, Morgana gravou em dueto com o cantor Moacyr Franco a canção "Natal De Felicidade" (Moacyr Franco e Wilton Franco).


Ainda em 1962, Morgana lançou o LP "Fuga Com Morgana" no qual cantou as músicas "Fuga", de Renato de Oliveira e Nazareno de Brito; "Areia branca", de Jorge Smera e Othon Russo; "Cravo vermelho", de Pernambuco e Sergio Malta; "A volta", de Ted Moreno e Fernando César; "Primeira estrela que vejo", de Fredy Chateaubriand e Vinicius de Carvalho; "Caminho perdido", de Luis Antônio; "Maldito", de Evaldo Gouveia e Jair Amorim; "Maldade", de Denis Brean e Osvaldo Guilherme; "Ninguém no mundo (Nessuno al mondo)", de A. Crafer e J. Nebb, e versão de Wilma Valéria; "Quero paz", de Ricardo Galeno e Cirene Mendonça; "Que tristeza é essa", de Silvio César, e "Para que me enganar", de Romeo Nunes e Édson França.

Em 1963, lançou o LP "A Romântica Morgana" com um repertório eminentemente romântico com as músicas: "Nem Deus" (João Roberto Kelly), "Espero Por Ti Meu Amor", uma versão de Claribalte Passos para "Da Un Giorno Al Altro" (F. de Paolis, Galotti e Medini), "Confessa Agora" (Alcyr Pires Vermelho e Hagá Faria), "Meu Grande Amor" (Antônio Bruno), "Adeus à Solidão" (Dalton Vogeler), "Quatro Letras" (Vera Brasil e Sivan Castelo Neto), "Vê, Lembra e Pensa" (Nazareno de Brito e Adolfo Maclerevsky), "Tema Do Amor Triste" (Rildo Hora e Clóvis Mello), "Tu" (Ed Lincoln e Silvio César ), "Canção Do Amor Perdido" (Fredy Chateaubriand e Vinicius de Carvalho), "Mágoa" (Hervé Cordovil e Julio Atlas), e "Tristeza Triste" (Jorge Smera e Paulo Gesta).

Ainda em 1963, sua interpretação para o bolero "Maldito" (Evaldo Gouveia e Jair Amorim), foi incluída no LP "14 Maiorais Nº 2" da gravadora Copacabana, incluindo sucessos daquele momento. Também nesse mesmo ano participou da coletânea "5 Eestrelas Interpretam a Bossa Nova - Elizeth Cardoso, Marisa, Carminha Mascarenhas, Morgana e Lucienne Franco" da gravadora Copacabana que demonstrou o prestígio que tinha na época. Nesse LP interpretou as canções "A Flor" (Vera Brasil e De Rosa) e "Cravo Vermelho" (Pernambuco e Sergio Malta).

Em 1964, participou da coletânea "Tudo De Mim - Poemas e Canções de Jair Amorim" que a gravadora Copacabana lançou homenageando o compositor Jair Amorim. Nesse disco interpretou o bolero "Maldito". No mesmo ano, sua interpretação para o bolero "Deixa Pra Lá" (Nóbrega e Souza e Jerônimo Bragança), foi incluída no LP "As 14 Maiorais Em Boleros" da gravadora Copacabana.


Em 1965, gravou o LP "Morgana, Morgana, Morgana" que teve como destaque o bolero "Amor Eterno" (Alfredo Borba e Edson Borges), que foi incluído também na coletânea "Sucessos Volume 1" da gravadora Continental.

Morgana também atuou como cantora na TV. Sua canção mais famosa foi a música-tema da novela "O Direito de Nascer", da extinta TV Tupi, em 1965, escrita por por Talma de Oliveira e Teixeira Filho, baseada no original cubano de Félix Caignet, com direção de Lima Duarte, José Parisi e Henrique Martins. Nessa época, Morgana era carinhosamente chamada de "Fada Loira".

Em 1966, participou da coletânea "Lina Pesce - Seus Grandes Sucessos" com o qual a gravadora Copacabana homenageou a compositora Lina Pesce. Nesse disco foi incluída sua gravação para a música "Era Uma Vez".

Em 1967, duas gravações suas foram incluídas na coletânea "14 Sucessos De Ouro - Volume 8" da RGE, "Não Pense Em Mim" e "Kilimandjaro". No mesmo ano, participou da coletânea carnavalesca "Carnaval 68" do selo Som Maior interpretando a marcha "A História De Um Pierrot" (Celso Mendes).

Em 1968, participou do III Festival Internacional da Canção Popular defendendo a composição "Engano" (Renato de Oliveira e Fernando César), incluída no volume II dos discos do Festival lançados pela Odeon.

Morgana foi casada com Amaury Garcia de Oliveira, que trabalhava no ramo de restaurantes. E eles tiveram um filho, de nome Amaury. Em 1973, no auge do sucesso no Brasil e no exterior, ela decidiu trocar a carreira de cantora por uma rede de pizzarias, em sociedade com o marido.

Em 1977, sua interpretação para a "Serenata Do Adeus" (Vinícius de Moraes), foi incluída no LP "As Grandes Cantoras da MPB" do selo Som/Copacabana. Essa mesma gravação seria incluída em 1980, no LP "Saudade & Fossa" do selo Seta.

Morgana faleceu aos 65 anos, em 04/01/2000, e foi sepultada no Cemitério Quarta Parada, em São Paulo.


Discografia


  • 1966 - Lina Pesce - Seus Grandes Sucessos (Copacabana, LP)
  • 1965 - Morgana, Morgana, Morgana (Copacabana, LP)
  • 1964 - Deixa Lá / Luar Do Nosso Adeus (Copacabana, 78)
  • 1964 - As 14 Maiorais Em Boleros (Copacabana, LP)
  • 1964 - Tudo de Mim - Poemas e Canções de Jair Amorim (Copacabana, LP)
  • 1963 - Fuga / Ninguém No Mundo (Copacabana, 78)
  • 1963 - A Romântica Morgana (Copacabana, LP)
  • 1963 - 5 Estrelas Interpretam a Bossa Nova - Elizeth Cardoso, Marisa, Carminha Mascarenhas, Morgana e Lucienne Franco (Copacabana, LP)
  • 1962 - Maldito / Eu, a Tristeza e Você (Copacabana, 78)
  • 1962 - Natal de Felicidade (Copacabana, 78)
  • 1962 - Fuga Com Morgana (Copacabana, LP)
  • 1961 - Não Sei Explicar / A Distância Não Vai Alterar (Copacabana, 78)
  • 1961 - Amar / Cantando Baixinho (Copacabana, 78)
  • 1961 - Morgana, A Fada Loura (Copacabana, LP)
  • 1960 - Sonata Sem Luar / Elegia Ao Violão (Copacabana, 78)
  • 1960 - Este Amor / A Rosa (Copacabana, 78)
  • 1960 - Morgana (Copacabana, LP)
  • 1959 - Mais Brilho Nas Estrelas / Bentevi (Copacabana, 78)
  • 1959 - Hymne a L'amour / Choro Por Você (Copacabana, 78)
  • 1959 - Morgana (Copacabana, LP)
  • 1958 - Serenata Do Adeus / Let's Fall In Love (Copacabana, 78)
  • 1958 - Conselho / Era Uma Vez (Copacabana, 78)
  • 1958 - Esta é Morgana (Copacabana, LP)

Elsie Lessa

ELSIE LESSA
(86 anos)
Jornalista e Cronista

* São Paulo, SP (05/04/1914)
+ Cascais, Portugal (17/05/2000)

Elsie Lessa foi uma jornalista e cronista brasileira.

De 1952 a 2000, Elsie Lessa escreveu e publicou, sem interrupção, no jornal O Globo. Nenhum outro escritor teve um espaço por tanto tempo nas páginas do jornal.

Na juventude, embora natural de São Paulo, foi considerada uma das duas mais belas mulheres do Rio de Janeiro, a outra era Adalgisa Nery. O cronista Rubem Braga a seguiu pelas ruas de São Paulo, fascinado pela sua beleza e graça.

Entrou em O Globo como repórter, em 1946. Sobre ela, o escritor Ruy Castro disse:

"Elsie tem seu lugar ao lado dos maiores cronistas da língua portuguesa, como Rubem Braga, Paulo Mendes Campos e Fernando Sabino."

Era neta do escritor e gramático Júlio Ribeiro, membro da Academia Brasileira de Letras, e foi casada com o escritor e também imortal Orígenes Lessa, com quem teve um filho, o jornalista, cronista e escritor Ivan Lessa. Foi casada, pela segunda vez, com o jornalista e escritor Ivan Pedro de Martins.

Da esquerda para a direita: Pagu, Elsie Lessa, Tarsila do Amaral, Anita Malfatti e Eugênia Álvaro Moreyra
Saudades de Elsie Lessa

Carecem os jornais de hoje de textos que nos queiram tocar a alma, reacender-nos a sensibilidade, proporcionar-nos reflexões sobre as coisas simples da vida. O veículo jornal nada mais é que uma fonte crua e opaca de realidade, que mais nos seda os sentidos que instiga nosso impulso vivificador.

Pensar as singelezas da vida tornou-se atividade sem lugar na esteira incessante dos compromissos que nos aguardam e a reflexão sobre o cotidiano restringiu-se à abordagem de temas tais como violência, corrupção e miséria.

Cada dia mais robotizado na rotina casa-trabalho-casa, ao indivíduo resta "entreter-se" no entorpecimento dos copos de cerveja ou na alienação proporcionada pela caixa mágica que cotidianamente veneramos no calor do lar. Em outras palavras, estamos atrofiando os nossos sentidos. Somos, gradativamente, mais e mais incapazes de nos ater às singularidades, aos detalhes, às sutilezas do mundo que nos cerca. O prazer, cada vez mas indissociável do consumismo e refém das táticas de propaganda e do conceito de propriedade capitalista, torna-nos constantemente insatisfeitos.

Há alguns anos, perdemos uma das nossas mais sensíveis cronistas, Elsie Lessa, cujo lirismo do olhar nos revelava belezas insuspeitadas numa vida predominantemente caótica. Amiga do velho Rubem Braga, com que compartilhava semelhanças e anseios, essa cidadã do mundo (pois residiu em diversas cidades, brasileira e européias) voltava sua curiosidade para tudo aquilo que valesse a pena ser lembrado, contemplado: um sorriso de criança a brincar, um entardecer cor de rosa que nos transforma os sentimentos, a expressão inesperadamente curiosa de um companheiro anônimo de viagem, uma conversa com amigos à beira da praia, um passeio de bicicleta...

Jefferson Ávila Júnior acompanha visita de Elsie Lessa ao Museu Antônio Parreiras

Elsie nos convidava a desviar os olhos da rotina célere e voltá-los para elementos mais simples, resistentes, mas não menos belos, coisas corriqueiras que passam despercebidas por nossa sensibilidade fragilizada, numa tentativa de resgatar um prazer e uma felicidade primordiais. Faz parte dessa iniciativa o apego que a cronista tem por suas memórias. Elsie lança mão das próprias lembranças para, associando-as à memória da cidade (ou das cidades por onde passou), resgatar a sua própria história do esquecimento gradativo, causado pelo excesso de atribuições e informações do presente. Degustar novamente pela via da memória um doce que se comia na infância, comprado numa barraquinha que não mais existe; relembrar os livros que se lia na juventude, debaixo de uma árvore, comendo pão com manteiga; reconhecer-se emocionada e surpreendida diante da casa onde residiu na infância, tão igual a antes, mas tão oprimida pelas grandes construções modernas... Eis alguns exemplos hábitos e sensações que se quer proteger do fenecimento. Essa atitude revela a necessidade da escritora em colecionar experiências significativas e contáveis para dividi-las com o público leitor. Este, impulsionado didaticamente pela proposta da autora, vê-se incitado a fazer o mesmo e a reencontrar um prazer adormecido. E ao se permitir enxergar o mundo com olhos lúdicos, reata laços afetivos com a cidade - agora não somente agente de violência, mas também fonte de deleite – recobrando a capacidade de encontrar satisfação em coisas simples. Não se trata de fechar os olhos para os dilemas e dificuldades da vida, mas sim de impedir que eles amortizem a nossa sensibilidade, desumanizando-nos.

Para aqueles que desejem "experimentar" as crônicas lessianas, há as coletâneas "A Dama da Noite", "Ponte Rio-Londres" e "Canta Que a Vida é Um Dia". Permita-se reencontrar sua alma infantil e faça as pazes com o mundo e com a vida.

Aline Aimée Carneiro de Oliveira

Betinho

ALBERTO BORGES DE BARROS
(82 anos)
Cantor, Compositor e Guitarrista

* Rio de Janeiro, RJ (1918)
+ Maringá, PR (30/03/2000)

Filho de Josué de Barros, quem descobriu Carmen Miranda, Betinho nasceu no Rio de Janeiro no ano de 1918. Chegou a acompanhar a cantora ao violão, ao lado do pai, quando era adolescente. Juntos, introduziram o violão elétrico nas apresentações musicais, uma novidade para aquela ocasião. Betinho, na época que integrava orquestras de jazz onde se apresentava na Argentina. Compôs sucessos como "Fel", "Abandono", "Moral da História", "O Vendedor de Laranjas" e "Parte".

Entre 1941 e 1946 foi solista da orquestra de Carlos Machado, no Rio de Janeiro e Niterói.

Considerado pelos críticos musicais como sendo o primeiro cantor de Rock'n Roll do Brasil, Betinho começou a carreira artística como violonista acompanhando seu pai Josué de Barros, em apresentações artísticas pelo país. Sempre a frente do seu tempo, foi o pioneiro na utilização do violão elétrico e da guitarra, instrumentos estes até então desconhecidos no cenário musical daquela época.

Atuou durante vários anos em Buenos Aires na Argentina onde tocou em conjuntos de jazz. Foi guitarrista em diversas orquestras, entre as quais, a do maestro Zacarias. De 1941 até 1946, foi instrumentista da orquestra de Carlos Machado, que se apresentava no Cassino da Urca e no Cassino de Icaraí.

No início da década de 1950, fundou o grupo Betinho & Seu Conjunto, que obteve vários sucessos, apresentando-se na Rádio Nacional paulista e na Boate Excelsior. Em 1953 estreou em disco com seu conjunto gravando pela Copacabana o baião "É Sobremesa", de sua autoria em parceria com Nelson Figueiredo, e o choro "Betinho no Choro", de sua autoria. O baião "É Sobremesa" não fez muito sucesso no Brasil, mas chegou a receber sete gravações na Europa, entre as quais, uma com a orquestra do maestro Roberto Ingles com o título de "Sunrise Samba".

Em 1954 obteve grande sucesso com o fox "Neurastênico", que fez parte da trilha sonora da novela "Estúpido Cupido", parceria com Nazareno de Brito, que logo foi regravado seis vezes no Brasil e oito na Argentina, onde também fez muito sucesso, assim como também no Uruguai. Em 1956, o "Mambo do Galinho", também em parceria com Nazareno de Brito, foi gravado por Cauby Peixoto no LP "Canção do Rouxinol".

Novo Ritmo

No Brasil, a partir de 1955, começou a estourar nas rádios um novo ritmo musical: o Rock'n Roll. Aproveitando esta onda, Betinho acabou adquirindo, em uma viagem que fez aos Estados Unidos, uma guitarra Fender Stratocaster modelo Sunburst em substituição a sua Gibson-Les Paul comprada no início daquela década. Assim, em abril de 1957, com sua nova guitarra e a participação de seu conjunto, foi gravada nos estúdio da Rádio Record em São Paulo, o primeiro rock nacional, a música "Enrolando o Rock", de autoria sua juntamente com o compositor Heitor Carrilho. A música acabou fazendo parte da trilha sonora do filme "Absolutamente Certo", com Anselmo Duarte e Odete Lara, onde o grupo fez uma aparição: O primeiro clip de rock do Brasil.

No ano seguinte gravou "Little Darlin'", de William, com versão de Heitor Carrilho, o calipso "Baby Lover", de Wandra Herrel e o rock "Peanuts" de J. Cock. Na mesma época, o cantor Valdemar Roberto gravou na Polydor a toada "Vou Falar de Você", de sua parceria com Nazareno de Brito.

Em 1959 gravou com sucesso a guarânia "Quero Beijar-te as Mãos", de Arsênio de Carvalho e Lourival Faissal. Acompanhou com seu conjunto as gravações de diversos artistas  entre os quais, Ronnie Cord, Moacyr Franco em "O Rock do Mendigo", Gessy Soares de Lima, Rossini Pinto e Cleide Alves.

Vida Pessoal

Betinho casou-se em 1941 com a polonesa Presyla Herminia Zseja de Barros e tiveram 2 filhos: Alberto Josué Borges de Barros e Irany Borges de Barros. Em meados da década de 60, Betinho se tornou evangélico e mais tarde, um renomado pastor. Passou a compor músicas religiosas no estilo rock-balada, sendo o primeiro guitarrista evangélico do Brasil. Participou de gravações, fazendo solos de guitarras em alguns LP's de cantores do meio evangélico como por exemplo, Luiz de Carvalho. Após sua jubilação como pastor, foi morar com sua família na cidade de Maringá, PR onde frequentava a Igreja Batista Sião.

Betinho faleceu aos 82 anos, cheio de vitalidade, três anos após a morte de sua esposa, em 30 de março de 2000, na cidade deMaringá, PR.

Betinho & Seu Conjunto

Betinho & Seu Conjunto foi um grupo musical surgido no início dos anos 50 formado pelo guitarrista, compositor e cantor Alberto Borges de Barros, o Betinho, considerado pelos pesquisadores musicais como sendo o primeiro grupo de rock'n roll no Brasil. O grupo era eclético e tocava jazz, calipso, baião, choro, rock'n roll, fox, música cubana, entre outros. Os músicos que acompanhavam Betinho eram Renatinho (acordeão), Salinas (piano), Navajas (contrabaixo), Bolão (sax) e Pirituba e Rafael (percussões/baterias). Além de donos de uma impecável técnica musical e modernos, ajudaram à abrir as portas para novos estilos e movimentos da música brasileira como a jovem guarda.

Betinho & Seu Conjunto foi um dos maiores conjuntos de boate de São Paulo, eleito o melhor em 1957. As primeiras canções do grupo são em 1953. Em 1954 lançaram o fox "Neurastênico", um dos clássicos mais conhecidos do grupo. A fase rock'n roll chegou em 1957 com "Enrolando o Rock" e o LP "Rock & Calypso" em 1958. Lançaram mais clássicos no fim dos anos 50 e primeira metade dos anos 60. A banda se desfez no início dos anos 60.


Discografia Como Cantor Popular

  • 1953 - Baião e Sobremesa / Betinho no Choro (Copacabana)
  • 1953 - Batuca Jojo / Baianinho (Copacabana)
  • 1953 - Lig Le no Baião / Ralando Coco (Copacabana)
  • 1954 - Corridinho 1951 / Burrinho Garboso (Copacabana)
  • 1954 - Neurastênico / Burrinho Leiteiro (Copacabana)
  • 1955 - Johnny Apaixonado / O Califa no Mambo (Copacabana)
  • 1955 - Violão Borocochô / A Polca do Véio (Copacabana)
  • 1955 - Casa da Vizinha / Não Caio Noutra (Copacabana)
  • 1957 - Enrolando o Rock / Cha Cha Cura (Copacabana)
  • 1958 - Loucamente (Little Darling) / Se Ela Vier (Copacabana)
  • 1958 - Baby Lover / Peanuts (Copacabana)
  • 1959 - Quero Beijar-te as Mãos / A Lágrima Rolou (Copacabana)
  • 1960 - Limelight / Aquarela do Brasil (Copacabana)
  • 1961 - Theme From a Summer Place / Love Is a Many Splendoured Thing (Copacabana)
  • 1961 - Betinho & Seu Conjunto Dançante (Copacabana)
  • 1962 - Betinho, Rock e Calypso (Copacabana)
  • 1963 - O Rei da Noite (Copacabana)
  • 1963 - Betinho, Twist e Bossa Nova (Copacabana)
  • Queimando a Sanfona (Tropicana)
  • 1976 - LP Estupido Cupido Nacional (Música "Neurastênico" - Som Livre)
  • 1987 - LP Rock dos Anos 60 (Música "Enrolando o Rock" - Phonodisc)


Discografia Como Evangélico

  • Uma Rosa Com Amor Para Mamãe (Luiz de Carvalho - Participação Tocando Guitarra)
  • Eu Creio Num Ser (Luiz de Carvalho - Participação Tocando Guitarra)
  • Suave Mensagem
  • Festival de Louvores 

Fonte: Wikipédia
Indicação: Miguel Sampaio

Barbosa

MOACIR BARBOSA NASCIMENTO
(79 anos)
Goleiro

* Campinas, SP (27/03/1921)
+ Santos, SP (07/04/2000)

Moacir Barbosa Nascimento, mais conhecido como Barbosa, foi um futebolista brasileiro que atuava como goleiro.

Embora tenha sido considerado um dos maiores goleiros de sua época, Barbosa é mais lembrado por sua participação na derrota da Seleção Brasileira na final da Copa do Mundo de 1950, contra o Uruguai, em particular pelo segundo gol uruguaio, marcado por Alcides Ghiggia.

Barbosa foi um goleiro seguro e elástico, dotado de excelente senso de colocação, que jamais temeu mergulhar nos pés dos adversários. Barbosa começou a carreira como ponta-esquerda no extinto Comercial da Capital, mas transferiu-se já como goleiro ao CA Ypiranga do São Paulo. Suas ótimas atuações no clube, por onde jogou por três anos, atraíram a atenção do Club de Regatas Vasco da Gama, que o contratou em 1945, substituindo o goleiro Rodrigues. Ele só iria conseguir a vaga de titular em 1946, permanecendo dono da posição até meados de 1956.

Gilmar e Barbosa
Barbosa entrou em um momento muito especial do Vasco da Gama, que na época montava um de seus maiores times, o chamado Expresso da Vitória. Pelo clube, ganhou os Cariocas de 1945, 1947, 1949, 1950, 1952 e 1958. Teve também ativa participação na conquista do Campeonato Sul-Americano de Campeões, precursor da atual Libertadores da América, em 1948.

Barbosa também jogou pelo Santa Cruz Futebol Clube de Recife e os clubes Bonsucesso Futebol Clube e Campo Grande Atlético Clube do Rio de Janeiro. Foi bicampeão brasileiro pela Seleção Carioca em 1950 e campeão sul-americano pela Seleção Brasileira em 1949.

Titular inquestionável na Seleção Brasileira, Barbosa teve o ponto baixo de sua carreira na Copa do Mundo de 1950. O Brasil só precisaria de um empate para sagrar-se pela primeira vez campeão mundial. A partida estava 1 a 1, até que o ponta uruguaio Alcides Ghiggia recebeu a bola na área, e fingindo que iria lançar, chutou no canto esquerdo do gol. Barbosa, pego de surpresa, acabou chegando atrasado, numa das poucas falhas de sua carreira. No final, o Uruguai acabou sendo o campeão. Barbosa foi feito de bode expiatório e acusado como o culpado pela derrota.

Em 1953, num jogo contra o Botafogo pelo Torneio Rio-São Paulo, teve a perna quebrada num choque com o atacante Zezinho. Em princípio, teve uma grande depressão e somente se recuperou quando o Hospital dos Acidentados começou a fazer filas para os torcedores que desejavam visitá-lo. Mesmo depois do desastre na Copa do Mundo de 1950, Barbosa sentiu o quanto ainda era querido pela torcida carioca.


Quando se aposentou dos gramados, passou a trabalhar como funcionário da Superintendência de Desportos do Estado do Rio de Janeiro (SUDERJ), no Maracanã. Inclusive o então técnico Zagallo foi acusado de barrá-lo na concentração da Seleção Brasileira, as vésperas de um jogo no país, pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 1998. A razão: considerado pé frio.

Barbosa morreu no dia 7 de abril de 2000 em Santos, SP.

A respeito de Barbosa, assim escreveu o cronista Armando Nogueira:

"Certamente, a criatura mais injustiçada na história do futebol brasileiro. Era um goleiro magistral. Fazia milagres, desviando de mão trocada bolas envenenadas. O gol de Ghiggia, na final da Copa de 50, caiu-lhe como uma maldição. E quanto mais vejo o lance, mais o absolvo. Aquele jogo o Brasil perdeu na véspera."
(Armando Nogueira)

Frases antológicas que Barbosa falou por diversas vezes por conta do incidente na Copa do Mundo de 1950:

"A pena máxima no Brasil é de 30 anos, mas pago há 50 por um crime que não cometi"

"Vi aquele lance um milhão de vezes"

"Queria mesmo é me enfiar num buraco"



Títulos

Vasco da Gama
  • Campeonato Carioca: 1945, 1947, 1949, 1950, 1952 e 1958
  • Campeonato Sul-Americano de Campeões: 1948
  • Torneio Quadrangular do Rio: 1953
  • Torneio de Santiago do Chile: 1953
  • Torneio Rio-São Paulo: 1958
  • Copa Ridavavia

Seleção Brasileira
  • Copa Roca: 1945
  • Copa Rio Branco: 1947, 1950
  • Copa América: 1949

Curiosidades

Em 1988 ele foi o tema do curta-metragem Barbosa, em que um homem (Antônio Fagundes) volta no tempo para tentar evitar o segundo gol do Uruguai na final da Copa de 1950.

Fonte: Wikipédia
Indicação: Miguel Sampaio

Dom

EUSTÁQUIO GOMES DE FARIAS
(56 anos)
Cantor e Compositor

* Itaiçaba, CE (21/08/1944)
+ São Paulo, SP (10/12/2000)

A dupla brasileira Dom & Ravel surgiu na década de 1960. Em 1970, por ocasião da Copa do Mundo realizada no México, conquistaram o país com a música "Eu Te Amo Meu Brasil", que estourou nas paradas de sucesso. O sucesso foi absoluto nos anos seguintes. Dom & Ravel se apresentaram por todo o país e nos principais programas de rádio e de televisão, ganhando vários prêmios. A música ufanista era utilizada pelo governo em eventos cívicos.

Dom & Ravel
Trajetória

Os irmãos Farias nasceram em Itaiçaba, no Ceará, Eustáquio em 1944 e Eduardo em 1947. Mudaram-se para São Paulo ainda crianças, nos anos 1950, com os pais e a irmã caçula Eva. Foram criados na periferia de São Paulo, onde foram morar. Eduardo obteve o apelido de Ravel, dado por um professor de música, por causa de sua aptidão para a arte.

Por volta dos anos 1960, a dupla, então já conhecida como Dom & Ravel, lançou seu primeiro LP em 1969, "Terra Boa", que trazia entre outras a canção "Você Também É Responsável", transformada, em 1971, pelo ex-ministro da Educação, Jarbas Passarinho, no hino do Movimento Brasileiro de Alfabetização (Mobral).

Nos anos 1970 a dupla atingiu grande sucesso, com a canção "Eu Te Amo Meu Brasil", gravada pelo conjunto Os Incríveis. Outros sucessos da dupla foram: "Animais Irracionais", "Só O Amor Constrói" e "Obrigado Ao Homem Do Campo". A ligação dessas canções, que na época levaram-nos ao sucesso, com a ditadura militar, levou a dupla ao ostracismo posterior.


O sucesso de "Eu Te Amo Meu Brasil" teria levado o então governador de São Paulo, Roberto de Abreu Sodré, a sugerir ao ex-presidente da República, Emílio Garrastazu Médici, que a citada canção fosse transformada em hino nacional, e Médici nada teria respondido. Mas a notícia teria sido divulgada na imprensa e os artistas começaram a ser apontados como arautos da ditadura. A música, segundo Ravel, foi composta, na verdade, para aproveitar a onda do tricampeonato da seleção brasileira de futebol. Todavia, em entrevista de 2001 à revista Veja, o músico declarou: "Mas nossos sobrenomes Gomes de Farias ajudaram a aumentar a confusão", lembrando a associação que as pessoas faziam com o brigadeiro Eduardo Gomes e o general Cordeiro de Farias. Falava-se, então que os irmãos eram filhos de militares. Na verdade, o pai deles era um pequeno comerciante paraibano e a mãe, uma dona-de-casa cearense.

Os cantores eram alvos de críticas pois muitos de seus colegas artistas que estavam sendo perseguidos pela ditadura e expulsos do país.

Em 1971, tiveram a música "Praia De Iracema" gravada pelo grupo paulista Demônios da Garôa no LP "Aguenta A Mão, João", lançado pela Chantecler. Em 1972, a dupla foi selecionada para participar do LP coletânea "Os Grandes Sucessos", lançado pela RCA Victor, com a música "Você Também É Responsável".

Em 1973, Dom & Ravel gravaram "Animais Irracionais", falando de injustiça social. A direita não gostou e os dois sentiram uma certa má-vontade da mesma ditadura que com eles simpatizara, sendo o disco e a música afastados das rádios.

Morte

Eustáquio Gomes de Farias, o Dom, faleceu em 10 de dezembro de 2000, vítima de um Câncer de Estômago, aos 56 anos.

Lia de Aguiar

LIA BORGES DE AGUIAR
(73 anos)
Atriz

☼ Taubaté, SP (30/04/1927)
┼ Piedade, SP (08/06/2000)

Lia Borges de Aguiar, mais conhecida como Lia de Aguiar foi uma atriz brasileira. Seu pai era funcionário público e sua mãe era dona de casa. Quando mudou-se para a cidade de São Paulo, conheceu Sagramour de Scuvero, radialista jovem, que a ajudou a entrar na rádio e na televisão. Devido a amizade deste com Homero Silva, que dirigia e apresentava na Rádio Difusora de São Paulo o programa "Clube do Papai Noel", Lia de Aguiar começou como cantora, passando a seguir para o ramo rádio-teatro.

Sagramour de Scuvero também organizou um programa, que se chamava "Teatro de Brinquedo", onde eram montadas peças teatrais infantis, levadas ao rádio, porém feitas no palco com auditório. Inicialmente modesto, mas logo o Centro do Professorado Paulista (CPP), teve de aumentar o número de lugares para comportar mais de mil pessoas. Nesta época, encenou "Branca de Neve", "A Gata Borralheira", "Joãozinho e Maria", entre tantos outros.

Sempre acompanhada pela mãe, foi contratada pela emissora Tupi-Difusora de São Paulo ou Rádio Tupi. Começou a fazer os papéis de ingênua, nas rádio-novelas. Seu primeiro grande papel foi em "Quo-Vadis", com Otávio Gabus Mendes. A seguir, passou a trabalhar com Oduvaldo Viana e esteve em inúmeros rádio-teatros. Sua voz era considerada linda e sua dicção perfeita. São dessa época os sucessos "Tempestade D'alma", "A Felicidade Bate a Sua Porta" e "Pelos Caminhos da Vida".

Televisão

Em 1950, a televisão chegou ao Brasil. Era o primeiro país da América do Sul e Lia de Aguiar esteve presente desde o primeiro dia.

Foi a primeira protagonista do programa "Sua Vida Por Um Fio" e participou de outros programas como "TV de Vanguarda", o principal programa de televisão na época. Nessa época, entre outros, atuou nos teleteatros "A Vaidosa", "Esquina Perigosa" e "E o Vento Levou". Atuou na peça de Henrik Ibsen, "Casa de Bonecas", ao lado de Guiomar Gonçalves, Suzi Arruda, Jaime Barcelos, Lima Duarte, Dionísio Azevedo e Heitor de Andrade. Interpretou o papel principal, Nora Helmer.

Participou de telenovelas e foi apresentadora, a primeira da televisão brasileira. Apresentou o programa "Encontro Entre Amigos", que ficou no ar por muitos anos, sempre no horário nobre.

O Afastamento e o Retorno

Casou-se com Devanir Otaviano Corazza, tiveram dois filhos, Denise e Gilberto, e separaram-se em 1958. Após um período de onze anos de afastamento, voltou a fazer programas na TV Bandeirantes, em seguida na TV Record e no SBT.

Algumas das peças de teatro em que participou foram "Feitiço", no Teatro Popular do SESI e "Você Tem Medo do Ridículo, Clark Gable?".

Lia de Aguiar faleceu em 2000, vítima de uma Parada Cardiorrespiratória, em consequência de crise de asma.

Televisão

  • 1999-2000 - Chiquititas ... Condessa
  • 1998 - Pérola Negra ... Branca Pacheco Oliveira
  • 1998 - Fascinação ... Querubina Vidigal
  • 1997 - Os Ossos do Barão ... Lupércia
  • 1996 - A Última Semana
  • 1994 - Éramos Seis ... Dona Marlene
  • 1983 - A Ponte do Amor
  • 1982 - A Força do Amor ... Julica
  • 1981 - Partidas Dobradas ... Ruth
  • 1980 - Dulcinéa Vai à Guerra
  • 1979 - Dinheiro Vivo ... Isildinha
  • 1978 - O Direito de Nascer ... Consolação
  • 1977 - Éramos Seis ... Madre
  • 1976 - Tchan, a Grande Sacada
  • 1976 - Xeque-Mate ... Carolina
  • 1975 - Ovelha Negra ... Cecília
  • 1974 - A Barba Azul ... Ester
  • 1973 - Vidas Marcadas
  • 1973 - Vendaval
  • 1972 - O Leopardo ... Ester
  • 1972 - Os Fidalgos da Casa Mourisca
  • 1971 - Sol Amarelo
  • 1971 - Os Deuses Estão Mortos ... Eulália
  • 1970 - As Pupilas do Senhor Reitor
  • 1969 - Algemas de Ouro
  • 1969 - Seu Único Pecado
  • 1957 - Coração Inquieto ... Carolina
  • 1956 - E o Vento Levou ... Melanie Hamilton
  • 1955 - Engenho Das Almas
  • 1955 - Caminhos Sem Fim ... Olívia
  • 1954 - Encruzilhada
  • 1951 - Sua Vida Me Pertence

Cassiano Gabus Mendes e Lia de Aguiar
Cinema

  • 1998 - A Hora Mágica
  • 1979 - Dani, um Cachorro Muito Vivo
  • 1975 - O Sexo Mora ao Lado
  • 1956 - O Sobrado
  • 1951 - O Comprador de Fazendas
  • 1949 - Quase no Céu

Fonte: Wikipédia

Dilu Melo

MARIA DE LOURDES ARGOLLO
(86 anos)
Cantora, Compositora, Instrumentista e Folclorista

 * Viana, MA (25/09/1913)
+ Rio de Janeiro, RJ (24/04/2000)

Criada em Porto Alegre, Dilu Melo começou a estudar música e violino aos cinco anos de idade. Aos nove anos, iniciou o aprendizado de violão com sua mãe, Dona Nenê, e de piano com a professora Elizéne D’Ambrósio. Aos 10 anos, compôs sua primeira obra, uma valsinha intitulada Heloísa, em homenagem à sua irmã mais nova.

Em 1938, Dilu foi para o Rio de Janeiro, estreando na Rádio Cruzeiro do Sul, surgindo então o convite para apresentar-se na Rádio Kosmos, de São Paulo. No mesmo dia da estréia, gravou um disco na Colúmbia, cantando as músicas Engenho D’Água (Dilu Melo e de Santos Meira) e Coco Babaçu (Dilu Melo). Depois, a serviço do Ministério da Educação, apresentou nossa música folclórica em vários estados, bem como na Argentina, onde morou 2 anos.

Em 1944 gravou na Continental o segundo disco, também com músicas suas, o coco Sapo Cururu e o xote Fiz a Cama na Varanda (Dilu Melo e Ovídio Chaves), este seu maior sucesso, música regravada também em outros países.

Atuou no Cassino Atlântico e foi contratada da Rádio Nacional, do Rio de Janeiro.

Em 1947, Meu Cavalo Trotador (Dilu Melo e de Ademar Pimenta), gravada pelos Trigêmeos Vocalistas, também fez sucesso no exterior. Em 1949 obtiveram êxito a canção Rolete de Cana (Dilu Melo e de Osvaldo Santiago), o xote Qual o Valor da Sanfona (Dilu Melo e de J. Portela) e o jongo Conceição da Praia (Dilu Melo e Oldemar Magalhães), gravado por Marlene.

Em 1958, gravou de Altamiro Carrilho e Armando Nunes, o xote Nos Velhos Tempos. Por influência de Antenógenes Silva, começou a tocar acordeão recebendo da imprensa a denominação de Rainha do Acordeão. Autora de mais de cem músicas.

Foi professora de dicção, empostação, danças folclóricas e história da música. Também escreveu peças infantis.