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Fernando Vanucci

FERNANDO ANTÔNIO VANUCCI BRAZ
(69 anos)
Radialista, Apresentador e Jornalista

 ☼ Uberaba, MG (05/03/1951)
┼ Barueri, SP (24/11/2020)

Fernando Antônio Vanucci Braz, mais conhecido por Fernando Vanucci, foi um radialista, apresentador de televisão e jornalista, especializado na cobertura de esportes, nascido em Uberaba, MG, no dia 05/03/1951.

Fernando Vanucci começou a trabalhar quando tinha 15 anos, na Rádio Sociedade Triângulo Mineiro em Uberaba, onde nasceu. Em seguida, foi para a Rádio Sete Colinas, apresentando o programa "Pintando o Sete". Na mesma emissora, começou a fazer carreira como repórter esportivo.

Aos 20 anos foi contratado pela Rádio Inconfidência de Belo Horizonte. Transferiu-se para a TV Globo, primeiro em Minas Gerais, de 1973 até 1977, depois para a Central Globo de Jornalismo do Rio de Janeiro. Na TV Globo apresentou vários jornais: "Globo Esporte", "RJTV", "Esporte Espetacular", "Jornal Nacional", "Jornal Hoje", "Fantástico", "Gols do Fantástico", entre outros.

Foi na TV Globo que cobriu seis Copas do Mundo: 1978 (Argentina), 1982 (Espanha), 1986 (México), 1990 (Itália), 1994 (Estados Unidos) e 1998 (França). O destaque ficou para a Copa do México, onde à frente do programa Copa 1986, criou o bordão que se tornaria sua marca registrada: "Alô Você!".


O país vivia um momento de euforia com o Plano Cruzado do presidente José Sarney, onde tudo "tinha que dar certo". Mas na Copa, o Brasil treinado pelo técnico Telê Santana foi desclassificado pela França. Após o jogo, narrando uma poesia de Affonso Romano de Sant'Anna, não conseguiu segurar as lágrimas e acabou fazendo o Brasil inteiro chorar.

Também na TV Globo, ao lado de Luciano do Valle, Galvão Bueno, Léo Batista e Mylena Ciribelli, cobriu as Olimpíadas de Moscou em 1980, de Los Angeles em 1984, de Seul em 1988, de Barcelona em 1992 e de Atlanta em 1996, e foi o âncora das transmissões do Carnaval na Marquês de Sapucaí no Rio de Janeiro, de 1985 até 1999.

Em 1998 após entrar no ar ao vivo mastigando um biscoito, foi para geladeira da emissora, de onde saiu para narrar o seu último carnaval.

Em abril de 1999, após assinar contrato com a empresa de marketing esportivo Traffic, estreou no programa "Show do Esporte" da TV Bandeirantes, onde ficou até 2001, além de ter feito também a cobertura dos Jogos Olímpicos de Verão de 2000 em Sydney, na Austrália, o programa diário "Esporte Agora" e o Carnaval da Bahia.


Em 2002, também pela Traffic, esteve na TV Record, até ser contratado em fevereiro de 2003 pela RedeTV! para narrar as provas da Fórmula Indy e apresentar o "TV Esporte". O último programa acabou extinto para dar lugar ao "TV Esporte Notícias", apresentado pelo próprio e pela então estreante Renata Maranhão, substituída em junho de 2004 por Cláudia Barthel.

Em setembro de 2004, cedeu seu lugar no jornal para Cristina Lyra. No mesmo mês trabalhou na cobertura dos Jogos Paraolímpicos de Atenas. Em novembro de 2004 passou a narrar partidas pela Superliga de Vôlei.

No fim de fevereiro de 2005, começou a comandar o "RedeTV! Esporte", a princípio ao lado de Roberto Avallone, que ficou na apresentação do programa até abril quando foi para a TV Bandeirantes, e atualmente com Cristina Lyra. Também foi apresentador do programa esportivo de debates "Bola na Rede", aos domingos à noite e já fez o bloco esportivo do RedeTV! News.

No dia 09/07/2006, Fernando Vanucci passou mal no ar enquanto apresentava o programa "Bola na Rede" da RedeTV!, transmitido após a final da Copa do Mundo de 2006. Segundo a direção da emissora, o mal-estar foi ocasionado pela utilização de medicamentos para tratamento de distúrbios de ansiedade. Na ocasião o programa foi cortado e o apresentador foi substituído pelo jornalista Augusto Xavier. Até então, muita gente acreditava que o apresentador teria se apresentado sob efeito de bebidas alcoólicas no seu programa.


Em entrevista a veículos de comunicação, ele explicou que tomou 4 mg do ansiolítico Lorax (lorazepam) após uma discussão familiar. Fernando Vanucci afirmou que na hora do almoço, antes da discussão, tomou duas taças de vinho, o que pode ter potencializado o efeito do calmante.

Outro fato que fez diferença foi a Internet. O vídeo de Fernando Vanucci grogue já foi visto por milhares de pessoas no YouTube. No entanto, foi retirado a pedido do próprio Vanucci, após ser vítima de uma brincadeira sobre esse vídeo pelos integrantes do programa "Pânico na TV". Mas logo o vídeo estava de volta ao site.

Em novembro de 2006, Fernando Vanucci foi internado após terem sido descobertos vários problemas no seu coração. Submeteu-se a um cateterismo e após uma angioplastia, recuperou-se rapidamente.

Em 2011, deixou a Rede TV, ao final de seu contrato e foi cuidar de sua empresa de Comunicação.

Em agosto de 2014, passou a fazer parte da equipe da Rede Brasil de Televisão, onde foi o editor de esportes.

Em 2018 apresentou no portal UOL o programa "A Rússia é Logo Ali", comentando as notícias da seleção brasileira durante a Copa do Mundo daquele ano.

Desde 2006 Fernando Vanucci vinha enfrentando problemas cardíacos, e em abril de 2019, sofreu um infarto, o que exigiu a colocação de um marca-passo.

Morte

Fernando Vanucci faleceu na terça-feira, 24/11/2020, aos 69 anos, em Barueri, SP. Fernando Vanucci chegou a ser levado para o hospital, mas não resistiu. A causa da morte não foi divulgada.

Fernando Vanucci deixou cinco filhos, duas mulheres e três rapazes. Júlia, Maria Fernanda, Antônio Henrique, Frederico e Fernando.

Fonte: Wikipédia
#FamososQuePartiram #FernandoVanucci

Jane di Castro

JANE DI CASTRO
(73 anos)
Cantora, Atriz, Cabeleireira e Transexual

☼ Rio de Janeiro, RJ (07/04/1947)
┼ Rio de Janeiro, RJ (23/10/2020)

Jane di Castro foi uma cantora, atriz e transexual nascida no Rio de Janeiro, RJ, no dia 07/07/1947.

Jane passou a infância no bairro de Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro. Filha de mãe evangélica e pai militar, sofreu em casa a repressão por ser travesti.

Na década de 1960 foi trabalhar como cabeleireira, em Copacabana. Começou a se apresentar em casas noturnas do bairro e, em 1966, estreou no Teatro Dulcina. Manteve a carreira artística em paralelo com a profissão, até abrir seu próprio salão, em 2001.

Foi dirigida por Bibi Ferreira no espetáculo "Gay Fantasy" no qual também atuaram Rogéria, Marlene Casanova, Ney Latorraca, dentre outras. Jane di Castro apresentou-se em diversos palcos do Brasil e do exterior, incluindo uma performance no Lincoln Center.

Jane di Castro e Otávio Bomfim
Em 2004 estrelou no Teatro Rival o espetáculo "Divinas Divas", ao lado de Rogéria, Divina Valéria, Camille K, Eloína dos Leopardos, Marquesa, Brigitte de Búzios e Fujika de Halliday. O musical, que relembra a trajetória de travestis e transformistas de Copacabana, manteve-se em cartaz por 10 anos.

Depois de 47 anos vivendo com Otávio Bonfim, formalizou a união em 2014, num casamento coletivo que reuniu 160 casais LGBT.

Em 2018, Otávio Bonfim faleceu em decorrência das complicações de um câncer, deixando-a viúva.

Morte

Jane di Castro faleceu na sexta-feira, 23/10/2020, aos 73 anos, no Hospital de Ipanema, no Rio de Janeiro, RJ, vítima de câncer. Foi sepultada na tarde de sábado, 24/10/2020, no Cemitério Parque Jardim da Saudade, em Sulacap, Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Filmografia

Televisão
  • 2020 - Rua do Sobe e Desce. Número Que Desaparece ... Lana
  • 2017 - A Força do Querer ... Ela mesma
  • 2014 - Pé na Cova ... Patricia Swanson
  • 2013 - Salve Jorge ... Ela mesma
  • 2008 - Faça Sua História ... Ela mesma
  • 2007 - Paraíso Tropical ... Ela mesma
  • 1995 - Explode Coração ... Ela mesma
Cinema
  • 2020 - De Perto Ela Não é Normal
  • 2018 - Rogéria, Senhor Astolfo Barroso Pinto
  • 2016 - Divinas Divas
  • 2016 - O País do Cinema
  • 2012 - A Inevitável História de Letícia Diniz

Fonte: Wikipédia
#FamososQuePartiram #JanediCastro

Jofran Frejat

JOFRAN FREJAT
(83 anos)
Médico e Político

☼ Floriano, PI (19/05/1937)
┼ Brasília, DF (23/11/2020)

Jofran Frejat foi um médico e político, nascido em Floriano, PI, no dia 19/05/1937. Foi filiado ao Partido Liberal (PL) e deputado federal pelo Distrito Federal por cinco mandatos.

Filho de João Frejat e Adélia Frejat, casado com Denise Nunes Martins Frejat, era formado pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro em 1962, mesmo ano que se mudou para Brasília onde trabalhou no Hospital Regional da Asa Sul.

Pós-graduado pela Universidade de Londres em 1972, foi titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, da Sociedade Brasileira de Mastologia e do Colégio Internacional de Cirurgiões. Diretor do Instituto Médico Legal do Distrito Federal, entre 1973 e 1979, nos governos Hélio Prates da Silveira e Elmo Serejo Farias.

Jofran Frejat foi Secretário de Saúde no governo Aimé Lamaison e posteriormente secretário-geral do Ministério da Previdência Social além de ocupar uma cadeira no conselho diretor da Fundação Hospitalar do Distrito Federal.


Jofran Frejat 
foi eleito deputado federal pelo Partido da Frente Liberal (PFL) do Distrito Federal em 1986 e participou da Assembleia Nacional Constituinte que elaborou a Constituição de 1988. Reeleito em 1990, afastou-se para ocupar a Secretaria de Saúde no segundo governo Joaquim Roriz.

Filiado ao Partido Progressista (PP), foi reeleito em 1994, ingressou no Partido Progressista Brasileiro (PPB), votou contra a Emenda da Reeleição e conquistou um novo mandato em 1998, afastando-se para retornar para a Secretaria de Saúde no terceiro governo Joaquim Roriz.

Disputou uma cadeira no Senado Federal em 2002 ingressou no Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e foi reeleito deputado federal em 2006.

Em 2014 candidatou-se ao governo do Distrito Federal obtendo 27,72% dos votos, o que o fez disputar o segundo turno, vencido pelo senador Rodrigo Rollemberg. Quatro anos depois iniciou novamente um processo de pré-candidatura ao governo do Distrito Federal pelo Partido da República (PR), mas desistiu de concorrer ao cargo.

Jofran Frejat é irmão do também político José Frejat e tio do cantor e compositor Roberto Frejat, parceiro de Cazuza e fundador do Barão Vermelho.

Morte

Jofran Frejat faleceu, no começo da noite de segunda-feira, 23/11/2020, aos 83 anos, em Brasília, DF. Ele foi diagnosticado com um câncer de pulmão, em setembro de 2020.

Jofran Frejat estava na UTI do Hospital Santa Lúcia, no Setor Hospitalar Sul, em Brasília, DF, onde ficou cerca de 20 dias internado.

Jofran Frejat tinha quatro filhos, uma delas, Graziela Frejat, disse que o pai "não respondeu bem à quimioterapia". A doença progrediu em apenas dois meses.

Fonte: Wikipédia
#FamososQuePartiram #JofranFrejat

Cecil Thiré

CECIL ALDARY PORTOCARRERO THIRÉ
(77 anos)
Ator, Diretor e Professor

☼ Rio de Janeiro, RJ (28/05/1943)
┼ Rio de Janeiro, RJ (09/10/2020)

Cecil Aldary Portocarrero Thiré, mais conhecido por Cecil Thiré, foi um ator e diretor nascido no Rio de Janeiro, no dia 28/05/1943. Atuou em cinema, teatro e televisão e foi, também, professor de interpretação.

Cecil Thiré foi o filho único da união entre a atriz Tônia Carrero e o artista plástico Carlos Arthur Thiré. É pai de quatro filhos: Miguel Thiré, Carlos Thiré e Luísa Thiré, frutos do seu primeiro casamento com a produtora musical Norma Thiré, e de João Cavalcanti Thiré, nascido em 1989, de sua união com sua segunda esposa, a modelo Carolina Cavalcanti. De 2006 até o seu falecimento foi casado com a diretora teatral Nancy Galvão.

Cecil Thiré recebeu este nome em homenagem ao avô, o professor Cecil Thiré, companheiro de Malba Tahan na escrita de livros de matemática, ambos professores do Colégio Pedro II. Cecil Thiré foi uma criança muito fechada e quieta, pois sofria com a ausência da mãe, envolvida com sua carreira de atriz.

Aos 17 anos estudou interpretação com Adolfo Celi e trabalhou intensamente em teatro na década de 1960. Mas, carregando o peso de ser apenas o filho de Tônia Carrero, precisou fazer muitos anos de análise para superar este estigma e conviver bem com a profissão. A partir de então, trabalhou diversas vezes ao lado da mãe.

Cecil Thiré e Tônia Carrero
Aos 18 anos teve seu primeiro trabalho profissional, como assistente de direção de Ruy Guerra em "Os Fuzis".

Aos 19 anos, dirigiu seu primeiro filme, o curta metragem "Os Mendigos".

Em 1967, assinou a direção do longa metragem "O Diabo Mora no Sangue" e, depois, de "O Ibrahim do Subúrbio". Como ator, esteve no elenco de mais de vinte filmes, tendo começado aos nove anos, numa pequena aparição em "Tico-Tico no Fubá", estrelado por Tônia Carrero.

Iniciou-se na direção teatral em 1971, em "Casa de Bonecas", de Henrik Ibsen.

Em 1975, dirigiu "A Noite dos Campeões", de Jason Miller, e ganhou o Prêmio Moliére. Seguiu ininterruptamente com trabalhos no teatro como ator e diretor, às vezes como ambos, até 1984. Neste ano, afastou-se dos palcos, para se dedicar ao ensino de teatro, retornando dez anos depois, em três montagens consecutivas. São mais de quarenta peças como ator e outros tantos como diretor. Da experiência como professor nasceu o livro "A Carpintaria do Ator", de 2013.

Na televisão, atuou em vinte novelas e minisséries e esteve por oito anos em programas humorísticos da TV Globo. Sua estreia foi em 1967, em "Angústia de Amar", da TV Tupi.

Tônia Carrero e Cecil Thiré
O ponto alto de sua carreira televisiva aconteceu na novela "Roda de Fogo" (1986), onde interpretou o vilão gay Mário Liberato, que caiu no gosto do público. Também destacou-se em outras tramas, como "O Espigão" (1974), "Escalada" (1975), "Sol de Verão" (1982), "Champagne" (1983), "Top Model" (1989) e "A Próxima Vítima" (1995), esta última onde viveu Adalberto Vasconcelos, o grande assassino da trama. A preparação de elenco de "Pai Herói" (1979) coube a Cecil Thiré.

Em 2006, saiu da TV Globo, onde participava do humorístico "Zorra Total", e assinou contrato com a TV Record para participar da novela "Cidadão Brasileiro" (2006) de Lauro César Muniz, tendo participado também da novela "Vidas Opostas" (2018) de Marcílio MoraesCecil Thiré ficou na emissora em contrato até 2014 como ator e diretor, e venceu contra esta um processo judicial por questões trabalhistas.

Cecil Thiré foi responsável pela implantação, em 1986, da Casa da Interpretação, na Casa das Artes no bairro carioca de Laranjeiras, e foi fundador da Oficina de Atores da Rede Globo. Ministrou regularmente, cursos de interpretação nessas e em outras instituições, tendo colaborado na formação de atores em várias cidades do país.

Cecil Thiré foi proprietário de um sítio em Piraí, RJ, onde criava gado, e de um restaurante no balneário de Rio das Ostras, RJ.

Desde a década de 1990, Cecil Thiré participou do espetáculo "A Paixão de Cristo", apresentado em Angra dos Reis e nos Arcos da Lapa, no Rio de Janeiro, no papel de Pôncio Pilatos.

Morte

Cecil Thiré faleceu na sexta-feira, 09/10/2020, aos 77 anos, enquanto dormia em sua casa no Humaitá, bairro da cidade do Rio de Janeiro, vítima de complicações do Mal de Parkinson, doença da qual já sofria há alguns anos.

Carreira

Televisão
  • 2013 - Se Eu Fosse Você ... Sr. Albuquerque
  • 2012 - Máscaras ... Eduardo Sotero
  • 2009 - Poder Paralelo ... Armando Orlim
  • 2007 - Vidas Opostas ... Mário Carvalho
  • 2006 - Cidadão Brasileiro ... Júlio Jordão
  • 2005 - Zorra Total ... Vários personagens
  • 2004 - Celebridade ... Drº Filipe
  • 2003 - Kubanacan ... Senador Ramirez
  • 2001 - A Padroeira ... Capitão Antunes
  • 2001 - Os Maias ... Jacob Cohen
  • 2000 - A Muralha ... Dom Bartolomeu Fernandes
  • 1998 - Malhação ... Henrique Otávio
  • 1998 - Labirinto ... Ernesto
  • 1997 - Zazá ... Dorival
  • 1996 - Quem é Você? ... Túlio
  • 1995 - A Próxima Vítima ... Adalberto Vasconcelos
  • 1994 - 74.5 - Uma Onda no Ar ... Álvaro
  • 1993 - Renascer ... Delegado Olavo
  • 1993 - Cupido Electrónico ... Realizador
  • 1992 - Pedra Sobre Pedra ... Kléber Vilares
  • 1989 - Top Model ... Alex Kundera
  • 1989 - O Salvador da Pátria ... Lauro Brancato
  • 1988 - Sassaricando ... São Sinfrônio
  • 1986 - Roda de Fogo ... Mário Liberato
  • 1983 - Champagne ... Lúcio
  • 1982 - Sol de Verão ... Virgílio
  • 1979 - Malu Mulher ... Médico (Episódio: Ainda Não é Hora)
  • 1976 - Planeta dos Homens
  • 1976 - Duas Vidas ... Tomás
  • 1975 - Caso Especial (Episódio: A Ilha do Espaço)
  • 1975 - Escalada ... Pascoal
  • 1974 - O Espigão ... Silveirinha
  • 1967 - Angústia de Amar ... Roger
Cinema
  • 2009 - Destino
  • 2009 - Bela Noite Para Voar
  • 2006 - Didi, o Caçador de Tesouros
  • 2001 - Sonhos Tropicais
  • 2000 - Cronicamente Inviável
  • 1998 - Caminho dos Sonhos
  • 1995 - O Quatrilho
  • 1994 - Mil e Uma
  • 1991 - Caccia Allo Scorpione D'oro
  • 1991 - Manobra Radical
  • 1991 - Per Sempre
  • 1988 - Fábula de La Bella Palomera
  • 1982 - Luz del Fuego
  • 1979 - Muito Prazer
  • 1975 - Eu Dou o Que Ela Gosta
  • 1974 - Ainda Agarro Esta Vizinha
  • 1973 - Como Nos Livrar do Saco
  • 1969 - O Bravo Guerreiro
  • 1968 - O Diabo Mora no Sangue (Diretor)
  • 1966 - Arrastão
  • 1965 - Society em Baby-Doll
  • 1965 - Crônica da Cidade Amada
  • 1964 - Os Fuzis (Ator e Assistente de Diretor)
  • 1962 - Os Mendigos (Ator e Assistente de Diretor)
Teatro
  • 2002 - Variações Enigmáticas
  • 2006 - O Último Suspiro da Palmeira
  • 2011 - A Lição (Governanta Maria) & A Cantora Careca (Sr. Smith)
Fonte: Wikipédia
#FamososQuePartiram #CecilThire

Vanusa

VANUSA SANTOS FLORES
(73 anos)
Cantora, Compositora e Atriz

☼ Cruzeiro, SP (22/09/1947)
┼ Santos, SP (08/11/2020)

Vanusa Santos Flores, conhecida como Vanusa, foi uma cantora, compositora e atriz nascida em Cruzeiro, SP, no dia 22/09/1947, sendo criada nas cidades mineiras de Uberaba e Frutal.

Vanusa aprendeu violão muito jovem e com 16 anos passou a atuar como vocalista do conjunto Golden Lions. Numa de suas apresentações foi ouvida por Sidney Carvalho, então na agência de propaganda Prosperi, Magaldi & Maia, que a convidou para ir a São Paulo.

Vanusa iniciou a carreira em 1966, nos últimos tempos da Jovem Guarda, apresentando-se na TV Excelsior, concorrente da TV Record, que apresentava o programa "Jovem Guarda", chegando a participar do famoso programa vesperal, apenas em suas duas últimas edições.


Em 1966, estreou na televisão apresentando-se no programa de Eduardo Araújo, "O Bom", na extinta TV Excelsior de São Paulo. Ainda no mesmo ano, foi contratada pela RCA Victor e fez sucesso com a canção "Pra Nunca Mais Chorar" (Eduardo Araújo e Carlos Imperial). Foi justamente esse sucesso que a introduziu no ambiente do programa da TV Record. Logo depois, passou a atuar com Renato Aragão e Wanderley Cardoso no programa I, da TV Record de São Paulo.

Em 1968, gravou seu primeiro LP na RCA Victor, no qual estreou também como compositora, com as músicas "Mundo Colorido" (Vanusa), "Perdoa" (Vanusa) além de "Eu Não Quis Magoar Você" (Vanusa e David Miranda). Nos anos seguintes, atuou em diversos festivais no Brasil e no exterior.

Em 1971, participou do VI FIC, da TV Globo, com "Namorada", que fez grande sucesso em parceria com o seu então marido Antônio Marcos.

Em 1973, lançou LP pela Continental, trazendo seu maior sucesso, a música "Manhãs de Setembro" (Vanusa e Mário Campanha).

Em 1974, ganhou o prêmio de revelação feminina no Festival de Piriapolis, realizado no Uruguai.


Em 1975, lançou o LP "Amigos Novos e Antigos", no qual gravou três composições de sua autoria, "Rotina" (Vanusa e Mário Campanha), "Espelho" (I e Sérgio Sá) e "Vinho Rosé da Rainha Sem Rei" (Vanusa e Gabino Correia). Esse disco estourou com a faixa "Paralelas" (Belchior), uma das canções que marcaram a carreira da cantora.

Em 1977, lançou pela gravadora Copacabana, com o cantor Ronnie Von, o LP "Cinderela 77", trilha sonora da novela "Cinderela 77", da TV Tupi. No mesmo ano, gravou o LP "Vanusa 30 Anos", no qual interpretou "Lá no Pé da Serra" (Elpídio dos Santos) e "Problemas" (Mauro Motta e Raul Seixas).

Ao longo dos anos 1980, prosseguiu com sua carreira gravando vários discos e participando de festivais.

Ficou em terceiro lugar no Festival de Seul, realizado na Coréia do Sul, com "Mágica Loucura" (Vanusa e Augusto César Vannucci).

Em 1982, gravou "Basta Um Dia" (Chico Buarque).

Em 1985, gravou "Nossa Canção" (Piska e Ronaldo Bastos) e "Canção dos Amantes" (Renato Teixeira).


Em 1991, participou do famoso Festival de Viña del Mar, no Chile, quando obteve o quinto lugar com "Quando o Amor Termina" (Vanusa e Sérgio Augusto). Nesse mesmo ano lançou o LP "Viva Paixão", no qual interpretou "Paralelas" (Belchior).

Em 1994 lançou "Hino ao Amor", pela Leblon Discos, no qual interpretou a música título, de Edith Piaf e M. Monet, além de "Traição" (Vanusa), "Arco-Íris" (Vanusa), dentre outras.

Em meados da década de 1990, começou a escrever a sua autobiografia intitulada "Vanusa - A Vida Não Pode Ser Só Isso!", publicada em 1997 pela editora paulistana Saraiva. Ainda em 1997, teve seu show "A Arte do Espetáculo" gravado e lançado em CD pela RGE.

Nos primeiros anos 2000, continuou em atividade apresentando-se em programas televisivos e shows pelo Brasil.

Em 2001, a BMG lançou dois CDs com a regravação de quatro de seus LPs.


Em 2005, participou de diversos eventos e shows comemorativos dos 40 anos da Jovem Guarda, o projeto "Festa de Arromba - 40 Anos da Jovem Guarda", apresentado durante todo o mês de agosto, no Teatro II do Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB), no Rio de Janeiro, passando também por Brasília e São Paulo, no qual fez dupla com os Golden Boys, em temporada de 3 dias, alternada com outros expoentes da Jovem Guarda, que também se apresentaram em duplas, como Erasmo Carlos e Wanderléa, Jerry Adriani e Waldirene, Wanderley Cardoso e Martinha. Com agenda lotada, Vanusa participou de gravações, shows e programas comemorativos por todo o Brasil.

Em 2015, lançou o CD "Vanusa Santos Flores", seu primeiro disco de músicas inéditas depois de 20 anos. Produzido por Zeca Baleiro, o CD contou com as músicas "Esperando Aviões" (Vander Lee), "Compasso" (Angela Rô Rô e Ricardo MacCord), "Abre Aspas" (Nô Stopa e Marcelo Bucoff), "O Silêncio dos Inocentes" (Zé Ramalho), "Traição" (Vanusa), "Era Disso Que Eu Tava Falando" (Renata Fausti e Mário Marcos), "Tapete da Sala" (Vanusa, Luiz Vagner e Antônio Luiz), "Haja o Que Houver" (Pedro Ayres Magalhães), "Tudo Aurora" (Vanusa e Zeca Baleiro) e "Mistérios"(Zé Geraldo e Mário Marcos).

Vanusa foi casada duas vezes, uma com o cantor Antônio Marcos, com o qual teve uma filha. E também com o ator e diretor de televisão Augusto César Vannucci, com quem teve outro filho.

Problemas de Saúde

Em março de 2009, ao participar do Primeiro Encontro Estadual Para Agentes Públicos na Assembleia Legislativa de São Paulo, Vanusa cantou o Hino Nacional Brasileiro de forma desafinada e errada. Mais tarde alegou a má interpretação por estar sob a ação de um remédio contra labirintite, errando a letra.

No ano seguinte, Vanusa voltou a ter problemas em outra apresentação, ao cantar no Parque do Idoso, em Manaus, em um evento em homenagem ao Dia dos Pais. Ela errou a letra de "Sonhos de Um Palhaço" (Antônio Marcos), e para compensar o equívoco, cantou um trecho de "Como Vai Você" (Antônio Marcos). Segundo ela, sempre confundia as duas canções.

Em setembro de 2020, Vanusa foi internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital dos Estivadores, em Santos, SP, após ter apresentado quadro de pneumonia. No mês seguinte obteve alta hospitalar, depois de 32 dias de internação.

Vanusa sofria de outras doenças, como uma síndrome demencial, semelhante ao Mal de Alzheimer. Todos esses problemas foram causados por um histórico de depressão pelo qual a artista passou durante a década de 2000, que a tornou dependente de remédios e bebidas alcoólicas.

Depois da alta hospitalar, Vanusa retornou para uma casa de repouso em Santos, SP, onde estava morando havia dois anos.

Morte

Vanusa morreu na manhã de domingo, 08/11/2020, aos 73 anos, vítima de insuficiência respiratória, em uma casa de repouso em Santos, no litoral de São Paulo.

Um enfermeiro do local, onde Vanusa morava há dois anos, percebeu que ela estava sem batimentos cardíacos, por volta das 5h30. Uma equipe da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) foi acionada e constatou que a causa da morte foi uma insuficiência respiratória.

Segundo funcionários da casa de repouso, Vanusa recebeu a visita de Amanda, sua filha mais velha, no sábado, 07/11/2020. Ela cantou, brincou, riu e se alimentou bem. Vanusa fazia fisioterapia e outros tratamentos na residência para idosos.

Em setembro e outubro de 2020, Vanusa esteve internada no Complexo Hospitalar dos Estivadores, em Santos, SP, por causa de um quadro grave de pneumonia.

Coincidentemente Vanusa faleceu no dia em que seu ex marido, Antônio Marcos, completaria 75 anos se estivesse vivo.

Aretha Marcos, também filha de Vanusa, publicou homenagens à mãe nas redes sociais. Em uma delas, ela relembrou que, neste domingo, seu pai, Antônio Marcos, completaria 75 anos, e escreveu:
"O amor é impossível. Hoje, aniversário do meu pai, Antônio Marcos ele veio buscar minha mãe para viverem juntos na eternidade. A vida é arte!"
O filho Rafael Vannucci, ator, cantor e produtor de eventos, que mora em Goiânia, foi para São Paulo para encontrar a família.

Discografia

  • 1968 - Vanusa (RCA Victor, LP)
  • 1969 - Vanusa (RCA Victor, LP)
  • 1971 - Vanusa (RCA Victor, LP)
  • 1973 - Vanusa (Continental, LP)
  • 1974 - Vanusa (Continental, LP)
  • 1975 - Amigos Novos e Antigos (RCA Victor, LP)
  • 1977 - Trinta Anos (Som Livre, LP)
  • 1977 - Cinderela 77 (Copacabana, LP)
  • 1979 - Viva Vanusa (RCA Victor, LP)
  • 1980 - Vanusa (RCA Victor, LP)
  • 1981 - Vanusa (RCA Victor, LP)
  • 1982 - Primeira Estrela (RCA Victor, LP)
  • 1985 - Vanusa (Barclay, LP)
  • 1986 - Mudanças (Inverno e Verão, LP)
  • 1988 - Cheiro de Luz (Discoban, LP)
  • 1991 - Viva Paixão (CID, LP)
  • 1994 - Hino Ao Amor (Leblon Records, LP)
  • 1997 - A Arte do Espetáculo (RGE, CD)
  • 2001 - Vanusa 2 LPs Em 1, Volume 2 (BMG, CD)
  • 2001 - Vanusa 2 LPs Em 1, Volume 1 (BMG, CD)
  • 2005 - Diferente
  • 2015 - Vanusa Santos Flores (Saravá Discos, CD)

#FamososQuePartiram #Vanusa

Tom Veiga

NEILTON VEIGA JÚNIOR
(47 anos)
Coordenador de Estúdio, Produtor e Assistente de Direção

☼ São Paulo, SP (06/02/1973)
┼ Rio de Janeiro, RJ (01/11/2020)

Neilton Veiga Júnior, mais conhecido por Tom Veiga, foi um coordenador de estúdio, produtor e assistente de direção nascido em São Paulo, SP, no dia 06/02/1973.

Filho de Nedina Veiga e Neilton Veiga, o rapaz de apelido Tom se tornaria conhecido no Brasil inteiro sob outra alcunha, a de Louro José.

Tom Veiga era coordenador de estúdio e produtor executivo do programa Note e Anote, da TV Record, que era apresentado por Ana Maria Braga. Antes do programa, ele foi office-boy, motorista de ambulância e até trabalhou com eventos.

Tímido e engraçado, Tom Veiga começou a carreira trabalhando em uma empresa de eventos na capital paulista, nos anos 1980. Ele fazia divulgação de uma feira de artesanatos no Museu de Arte de São Paulo. Depois de tentar vender uma pauta para o programa Note e Anote, comandado por Ana Maria Braga, na TV Record, Veiga foi chamado para trabalhar na produção do programa, em 1989. Ficou alguns anos nos bastidores: começou como assistente de produção, tornou-se produtor e logo assumiu o cargo de produtor-executivo.

Tom Veiga conheceu Ana Maria Braga pelos idos de 1995. Ele organizava feirinhas de artesanato, onde Ana Maria Braga ia para divulgar o Note e Anote. Convidado a integrar a equipe, Tom Veiga aceitou e virou assistente de palco.

Em março de 1997, Ana Maria Braga, presa num engarrafamento em São Paulo, disse ao seu ex-segurança e então marido Carlos Madrulha que "precisava de um boneco para fazer uma passagem menos dolorosa", já que o Note e Anote vinha logo depois de um programa infantil.


Diversas formas para o boneco foram testadas e no dia 6 de março, Louro José estrearia em rede nacional. Na falta de quem o manejasse, Tom Veiga, por conta de seu senso de humor (sempre brincava com o câmera, com as meninas do merchandising, com a Ana Maria) foi improvisado no posto.

Nos primeiros meses, Tom Veiga se dividiu entre as duas funções. Efetivado papagaio, comemorou, dizendo: "Minha vida mudou da água para o vinho!".

Em 1999, Ana Maria Braga e o Louro José foram contratados pela TV Globo, passando a ser construído por Glória Maria e pela equipe do Cem Modos, a mesma do programa TV Colosso.

Nos primeiros anos do papagaio, quando o Mais Você era produzido em São Paulo, o Louro José se afiliava ao Carlos Tramontina, sendo trocado quatro anos depois por William Waack. Em 2008, com a transferência da produção do Mais Você para o Rio de Janeiro, o apresentador do Jornal da Globo foi substituído pelo apresentador do RJTV, Márcio Gomes. Porém, Márcio Gomes deixou sua afiliação com o papagaio em 2013, quando se tornou correspondente da TV Globo em Tóquio, ficando lá até 2018.

Em maio de 2012, renovou contrato por mais 4 anos com a TV Globo, afastando assim as polêmicas acerca do possível fim da sua participação no programa Mais Você.

Desde 2013, o Louro José se afilia a Renata Vasconcellos, que já apresentava o dominical Fantástico e atualmente apresenta o Jornal Nacional ao lado de William Bonner.

Segundo a coluna Outro Canal, em 2015, Tom Veiga foi promovido a assistente de direção.

Louro José

Louro José é um boneco de um papagaio que mistura artifícios de fantoches com a tecnologia de controle remoto. Ele é destaque por ser o companheiro de Ana Maria Braga desde a fase inicial do programa Mais Você, levado ao ar de segunda a sexta-feira pela TV Globo. O Louro José foi interpretado pelo ex-coordenador de palco Tom Veiga, responsável pela sua voz e manipulação.

Mais que um mero coadjuvante, o Louro José participa ativamente do programa com colocações irônicas e bem-humoradas, contando piadas, opinando e até mesmo discordando propositalmente da apresentadora. É o elemento cômico do programa e costuma fazer concursos de charadas com Ana Maria Braga ou dublar músicas. A voz (esganiçada) procura imitar a de um papagaio.
"Louro José é a alma do programa. Simplório, infantil, sua função é ajudar a reduzir as histórias reais das mulheres de classe média baixa a contos de fada de um sucesso aparentemente admirado, mas bem colocado na devida perspectiva: pequena e bem distante da fulgurância da apresentadora!"
(Bia Abramo)

Disputa Judicial

Conforme Roberto Kaz, no livro "O Livro dos Bichos", em setembro de 1997, 6 meses após a criação do Louro José, a TV Record tentou registrar a marca Louro José no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). O pedido foi negado, uma vez que a empresa de Ana Maria Braga (Anbra Agencia de Eventos e Produtora Ltda) já havia feito o registro antes. Este registro diz respeito ao uso comercial da marca.

Roberto Kaz explica também que, ainda no ano de 1997, a Disney impetrou uma ação alegando "não concordar que terceiros obtenham registro de desenho que imite o Zé Carioca", cuja propriedade pertence à Disney. A justiça novamente deu ganho de caso a Ana Maria Braga.

Ainda segundo o Roberto Kaz, em 1998, os artistas Antônio Marcos Costa de Lima e Renato Aparecido Gomes (contratados por Carlos Madrulha, que é o empresário da Ana Maria Braga, para fazer o desenho do fantoche) tentaram registrar 3 croquis com a imagem do papagaio na Escola de Belas Artes, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), responsável por zelar pelo direito autoral de qualquer objeto criado no Brasil (este registro zela pela autoria do objeto, sem ter necessariamente um fim comercial). Porém, o pedido foi negado, uma vez que ele já estava registrado em nome da empresa de Ana Maria Braga.

Por conta disso, em 2004, os dois artistas entraram com uma ação judicial reivindicando a autoria do personagem (embora eles não reivindicasse a autoria do filme "Dr. Hollywood - Uma Receita de Amor"). Por lei, o direito de imagem é de quem desenha, e não de quem inventa o personagem.


Em 2005, Antônio Marcos Costa de Lima e Renato Aparecido Gomes venceram a ação em primeira instância. De acordo com uma nota publicada em 2005 pela revista Veja, a sentença proferida em julho daquele ano pelo juiz Décio Luiz Rodrigues dizia:
"Ainda que a idealização do personagem seja de Ana Maria e seu ex-marido, a criação e materialização do Louro é dos artistas Antônio Marcos Costa de Lima e Renato Aparecido Santos, da Display Set Produções."
A defesa apelou ao Tribunal de Justiça, reclamando que o caso foi julgado sem que seus clientes fossem convocados. A ação, que correu em segredo de Justiça, permaneceu por seis anos, até que em maio de 2011, o desembargador José Carlos Ferreira Alves, da 2ª Câmara de Direito Privado de São Paulo, votou pela anulação do processo, em segunda instância, por falta de provas. Na prática, isso significa que o caso voltou à estaca zero.

De acordo com uma reportagem do jornal Folha de S.Paulo, de 30/10/2011, o processo voltou à Primeira Instância. Em 16/10/2018, a 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça determinou que uma ação movida pela apresentadora pedindo o reconhecimento da criação do boneco e uma indenização por danos morais no valor de R$ 650 mil contra os artistas Antônio Marcos Costa de Lima e Renato Aparecido dos Santos fosse julgado pela Justiça de São Paulo, uma vez que o esta turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) entendeu, por unanimidade, que Ana Maria Braga e o ex-marido possuem direito a questionar o tema na Justiça.

Morte

Tom Veiga faleceu no domingo, 01/11/2020, aos 46 anos, no Rio de Janeiro, RJ. Tom Veiga foi encontrado morto em seu apartamento na tarde de domingo. A causa da morte ainda não foi divulgada.

Outras Aparições na Mídia

Louro José é um personagem tão popular, que já fez aparições em outros programas da TV Globo, a saber:
  • 2003 - Sítio do Pica-Pau Amarelo (O Sumiço de Emília)
  • 2011 - Malhação (Episódio que foi ao ar no dia 11/11/2011)
  • 2011 - A Mulher Invisível (Episódio 3 da 2ª temporada)
  • 2012 - Louco Por Elas (Episódio 1)
  • 2012 - Cheias de Charme (Episódios 44 e 45)
  • 2019 - A Dona do Pedaço (Episódio do dia 30/10/2019)
Fonte: Wikipédia
#FamososQuePartiram #TomVeiga

Dulce Nunes

DULCE PINTO BRESSANE
(90 anos)
Atriz, Compositora, Cantora, Produtora Musical e Arquiteta

☼ Rio de Janeiro, RJ (11/06/1929)
┼ Rio de Janeiro, RJ (04/06/2020)

Dulce Nunes, nome artístico de Dulce Pinto Bressane, foi uma atriz, compositora, cantora, produtora musical e arquiteta, nascida no Rio de Janeiro, RJ, no dia 11/06/1929.

Quando era estudante de arquitetura, na década de 1950, começo a fazer trabalhos fotográficos como modelo para agências publicitárias, como nas campanhas dos cigarros Hollywood e dos tecidos da fábrica Braspérola.

Logo em seguida, foi convidada para fazer cinema, tornando-se protagonista em duas produções: "Estrela da Manhã", do diretor Jonald de Oliveira, filme brasileiro com Paulo Gracindo e Dorival Caymmi, e no italiano "O Noivo da Minha Mulher", com Orlando Vilar. Também atuou em "A Princesa de Joinville", mas este filme não foi finalizado.

Dulce Nunes foi casada com o pianista Bené Nunes, de 1956 a 1965. Eram constantes as reuniões realizadas em sua casa, onde recebia os compositores e intérpretes da Bossa Nova.

Participou do musical "Pobre Menina Rica", de Carlos Lyra e Vinícius de Moraes, gravando a trilha sonora original, lançada em disco, em 1964, com Carlos Lyra, Moacir Santos e Telma Soares, com arranjos de Radamés Gnattali.

Dulce e Benê Nunes

Em 1965, após separar-se de Bené Nunes, começou a cantar em público, participando de shows com Baden Powell e apresentando-se em televisão e teatros. Nesse mesmo ano, participou do Festival Nacional de Música Popular Brasileira, na TV Excelsior, classificando-se entre as 10 finalistas com sua composição "O Jangadeiro" (Dulce Nunes e João do Vale), interpretada pelo cantor Catulo de Paula.

Em 1966, lançou o LP "Dulce" pela gravadora Forma, interpretando composições de Antônio Carlos Jobim, Carlos LyraVinícius de MoraesBaden Powell e Ruy Guerra. Foi acompanhada, nessa gravação, por Baden Powell e o quarteto de cordas de Peter Daulsberg, com arranjos de Guerra Peixe.

Por esse disco recebeu, no Teatro Municipal, o prêmio Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, promovido pelo Correio da Manhã, como a Melhor Cantora do ano. O LP foi considerado, em citação de Sílvio Tulio Cardoso, do jornal O Globo, como um dos melhores discos do ano.

Em 1967, participou, como cantora e compositora, do II Festival Internacional da Canção, da TV Rede Globo, com a música "O Amanhecer" (Dulce Nunes e Ruy Guerra).

Em 1968, gravou o LP "O Samba do Escritor", registrando composições próprias, em parceria com vários escritores. O disco contou com a participação de Nara Leão, Edu Lobo, Gracinha Leporace, Joyce e o conjunto vocal Momento Quatro, além de arranjos de Luiz Eça, Oscar Castro-Neves e o lançamento de Egberto Gismonti, como arranjador e instrumentista.

Em 1969, participou, como cantora, do LP "Egberto Gismonti", primeiro disco do instrumentista e compositor, com quem foi casada de 1968 a 1976.


Em 1970 participou, como cantora, dos discos de Egberto Gismonti "Sonho 70" (Philips) e "Orfeu Novo", esse último gravado na Alemanha. Passou a atuar, desde então, como vocalista de inúmeras gravações de Egberto Gismonti para discos e trilhas sonoras para cinema, teatro e televisão, nos quais sua voz de soprano foi utilizada como parte instrumental.

Assinou trilhas sonoras para peças de teatro, entre as quais "A Madona de Éfeso" e "O Homem do Princípio ao Fim", ambas de Millôr Fernandes, e "A Megera Domada", de William Shakespeare, com elenco integrado por Marília Pera, Gracindo Junior, José Wilker, Camila Amado, dentre outros.

Em 1980, gravou para a Som Livre a trilha musical do disco infantil "O País das Águas Luminosas", em parceria com Egberto Gismonti.

Em 1983 montou, com Egberto Gismonti, a firma Carmo Produções Artísticas Ltda. Como produtora e sócia de Egberto Gismonti no selo Carmo (Brasil), lançou discos de André Geraissati ("Entre Duas Palavras") e Nando Carneiro ("Violão"), em 1983.

Em 1984 lançou discos de Luiz Eça ("Luiz Eça"), Robertinho Silva ("Bateria"), Piry Reis ("Caminho do Interior"), Aleuda ("Oferenda"), Antônio José ("Um Mito Uma Coruja Branca"), Carioca ("Sete Dias, Sete Instrumentos, Música") e Grupo Papavento ("Aurora Dorica Para o Embaixador de Júpiter").

Em 1985 lançou discos de Artistas Carmenses ("Carmo ano 1"), Luigi Irlandini ("Azul e Areia"), ("Meu Continente Encontrado") e William Senna ("O Homem do Madeiro").


Em 1986 lançou discos de Nando Carneiro ("Mantra Brasil"), Luiz Eça, Robertinho Silva e Luiz Alves ("Triângulo"), Marco Bosco ("Fragmentos da Casa") e Piry Reis ("Rio Zero Grau").

Em 1987 lançou disco de Fernando Falcão ("Barracas Barrocas").

Em 1991, como produtora e sócia de Egberto Gismonti no selo Carmo/ECM (Alemanha), lançou os CDs "Árvore" (Egberto Gismonti, Group And Orchestra), "Circense" (Egberto Gismonti, Group And Orchestra), "Violão" (Nando Carneiro) e "Kuarup" (Egberto Gismonti, Group And Orchestra).

Em 1992, lançou os CDs "Academia de Danças" (Egberto Gismonti, Group And Orchestra), "Trem Caipira" (Egberto GismontiGroup And Orchestra), "Nó Caipira" (Egberto GismontiGroup And Orchestra), "Amazônia" (Egberto GismontiGroup And Orchestra) e "Sete Dias, Sete Instrumentos, Música" (Carioca).

Em 1996, lançou o CD "Alma" (Egberto Gismonti).

Em 199, lançou o CDs "Guitarreros" (Ernest Snajer & Palle Windfeld) e "Antonio" (Délia Fischer).

No ano de 2000 lançou o CDs "Quaternaglia" (Quaternaglia) e "Água & Vinho" (Rodney Waterman & Doug De Vries).

Paralelamente ao trabalho na Carmo Produções Artísticas, atuou de 1978 até 2001, como decoradora de sua firma Bressane Arquitetura & Interiores.

Morte

Dulce morreu faleceu na quinta-feira, 04/06/2020, aos 91 anos, no Rio de Janeiro, RJ, vítima de complicações derivadas de uma infecção por Covid-19.

Discografia

  • 1968 - O Samba do Escritor
  • 1966 - Dulce
  • 1964 - Pobre Menina Rica (Trilha Sonora Original)

#FamososQuePartiram, #DulceNunes

Fabiana Anastácio

FABIANA ANASTÁCIO NASCIMENTO
(45 anos)
Cantora

☼ Santo André, SP (23/02/1975)
┼ São Paulo, SP (04/06/2020)

Fabiana Anastácio Nascimento, mais conhecida como Fabiana Anastácio, foi uma cantora de música cristã contemporânea, ligada ao movimento religioso pentecostal, nascida em Santo André, SP, no dia 23/02/1975.

Fabiana Anastácio era filha de um pastor e uma maestrina e cantava desde os 4 anos. Notável por cantar canções de tônica pentecostal, Fabiana Anastácio começou a cantar por influência de cantores como Shirley Carvalhaes e Ozéias de Paula. Mas só obteve notoriedade quando um vídeo seu interpretando um cover de "Fiel a Mim", de Eyshila, numa igreja, viralizou. A popularidade lhe fez lançar seu primeiro álbum, "Adorador 1", em 2012.

Em 2015, lançou o segundo álbum, "Adorador 2 - Além da Canção".

Em 2017, lançou seu último álbum, "Adorador 3 - Além das Circunstâncias", tendo produção musical do maestro Melk Carvalhedo.

Em 2018, lançou a coletânea "Seleção Essencial" de seus maiores sucessos.

Ao longo de 7 anos de carreira, Fabiana Anastácio lançou alguns sucessos, como "O Grande Eu Sou", "Quem Me Vê Cantando", "A Sombra de Pedro", "Fiel Adorador", "Deixa Comigo", "Sou Eu" e "Adorarei".

Morte

Fabiana Anastácio faleceu na manhã de quinta-feira, 04/06/2020, aos 45 anos, em São Paulo, SP, vítima de Covid-19, doença causada pelo Coronavírus. Fabiana Anastácio estava internada havia mais de uma semana por conta de complicações decorrentes do Coronavírus.

Muitos dos amigos de Fabiana Anastácio não conseguiram se despedir como gostariam. Em razão das medidas de segurança pela pandemia do Coronavírus, o enterro foi realizado sem velório. Os mais próximos relatam que um cortejo, com a recomendação de afastamento entre as pessoas, foi realizado com a presença de familiares no Cemitério Paulicéia, em São Bernardo do Campo, SP.

No final de maio de 2020, um financiamento coletivo chegou a ser feito e divulgado no perfil para ajudar a custear o tratamento de Fabiana.
"Como igreja sabemos que quando um parte do corpo perece, todo corpo sente a dor ou, pelo menos, deveria sentir. A dor não escolhe cor, nem raça, nem status ou condição... ela simplesmente surge e traz suas consequências.

Nesse momento nossa amiga/pastora/cantora Fabiana Anastácio precisa da nossa ajuda para combater o COVID-19, ela está internada no hospital com todos os cuidados necessários, mas com um custo alto para a família, ainda mais nesse momento de recesso de agendas e claro, com algo que ninguém esperava. Estamos todos juntos nessa causa, #SomosTodosFabiana."
(Dizia a nota)

Discografia

  • 2012 - Adorador 1
  • 2015 - Adorador 2 - Além da Canção
  • 2017 - Adorador 3 - Além das Circunstâncias
  • 2018 - Seleção Essencial
  • 2020 - Deus é Contigo
Fonte: Wikipédia e G1

Miss Biá

EDUARDO ALBARELLA
(81 anos)
Estilista, Maquiador, Ator Transformista e Drag Queen

☼ São Paulo, SP (1939)
┼ São Paulo, SP (03/06/2020)

Eduardo Albarella, conhecido artisticamente como Miss Biá, foi estilista, maquiador, ator transformista e uma das Drag Queens pioneiras no Brasil, com cerca de 60 anos de carreira, nascido em São Paulo, SP, no ano de 1939.

No início dos anos 60, Eduardo Albarella, office boy, na época com 21 anos, ficou surpreso com todo o glamour visto ao assistir um show de dançarinas, entre elas a travesti Geórgia, num show de cabaré da noite paulistana. A partir daquele momento, decidiu que o palco seria seu lugar e com ajuda de uma amiga, conseguiu roupas, perucas e jóias para construir seu alter-ego inspirador: a Biá. O nome já era seu apelido devido a música "Biá Tá Tá", cantada pela Carmen Miranda, e o miss é incorporado futuramente, após ser anunciada como "Miss".

Suas apresentações começam em casas de espetáculo, tendo sido convidada pela boate La Vie En Rose para sua primeira apresentação cantando a música "Diz Que Fui Por Aí" (Zé Keti e Hortêncio Rocha), interpretada pela cantora Nara Leão. No final da noite, foi escolhida a melhor e daí começou a fazer outros trabalhos. Essa foi a primeira vez que ocorreu um show só com travestis e o acontecimento parou o trânsito da capital paulistana, pois muitos ficaram curiosos com o espetáculo.


Com o interesse de alguns artistas e intelectuais, os shows, com muito brilho, orquestra e performances super produzidas, ganham espaço em boates e começam a surgir as primeiras boates LGBT's. As casas exibiam espetáculos de interpretações das divas clássicas, como Diana Ross, Gina Lollobrigida, Judy Garland e, a preferida da Biá, a Liza Minelli. Porém, como fazer isso durante o regime militar (1964-1985), quando um homem (biológico) poderia ser preso por não estar portando trajes destinados ao gênero masculino?

Assim como os homens e mulheres transexuais e travestis, os artistas transformistas eram perseguidos e assediados pelos repressores do Estado. Eram comuns as abordagens policiais e prisões por "Atentado Violento ao Pudor", acusados de prostituição se vistos dentro da personagem, quando transitavam de uma casa de show à outra.

Miss Biá conta que não tinha como sair montada pelas ruas, no máximo conseguiria usar maquiagem, disfarçada por estar "vestido de hominho". Em entrevista para Globo, relembra que "Tinha um delegado que era o tormento de todo gay, ele vinha aqui… e uma vez levou quase 600 presas!", se referindo ao delegado José Wilson Richetti, responsável por coordenar operações de "limpeza" em São Paulo.


O trabalho era difícil e as perseguições muitas. Miss Biá conta que nunca foi visto pela família, tendo que viver uma vida-dupla: de dia, jogava futebol com seus amigos e trabalhava nos escritórios. A noite, perdia sua timidez e medos encarnando a glamurosa Miss Biá, que só seria conhecida pela família mais de 50 anos depois, como contou Miss Biá em entrevista para o Museu da Diversidade Sexual.

Com o aumento da censura dos "Tempos de Chumbo", Eduardo Albarella pausou suas apresentações em seu alter-ego transformista e passou a se apresentar como dançarino junto à vedetes. Depois de anos de repressão acirrada, os show voltaram a acontecer mais livremente e Eduardo Albarella se torna um grande maquiador e estilista, conhecido pelas celebridades que entrevistava nos seus shows, interpretando uma sátira à apresentadora Hebe Camargo, para quem trabalhou como estilista por anos, chegando a ser premiado e ter seu vestido catalogado no Museu de Arte de São Paulo.

Falar da trajetória da Miss Biá é falar de muitas casas noturnas, como a Corinto, Medieval e a NostroMondo. Nessas boates, a grande Miss Biá levou alegria e inspiração por meio da sua arte e carisma para milhares de pessoas por diversas gerações nos mais de 60 anos de carreira.

Em cada uma das diversas casas que surgiram, os LGBT+ e artistas da noite podiam sentir um gosto de liberdade e aceitação, um sentimento de irmandade os uniam onde apoio e resistência andavam juntos frente à um país dominado pela repressão e preconceito.

Miss Biá, Por Ela Mesma

Meu nome é Eduardo Albarella, mas sou mais conhecido como Miss Biá, primeira e única. Nasci - e moro até hoje - em São Paulo, em uma família de classe média alta.

Meu pai morreu aos 27 anos, vítima de nefrite aguda. Eu estava com apenas 2 anos, não tive a oportunidade de chamá-lo de papai.

Estou na vida há 79 anos e na noite há 58. Passei pela ditadura, tive muitas rejeições, mas sempre me dei muito bem, graças a Deus, porque bonequinha nova e bonita sempre consegue abrir portas.

Na infância, fui um menininho comum: não tirava a sobrancelha, não tinha trejeitos, era natural. Minha família nunca retrucou minha maneira de viver. Quando adolescente, não imaginava que faria palco, nunca tive vontade de trabalhar em boate. Mudei de ideia quando fui a um cabaré, o Avenida, na Avenida Duque de Caxias, no centro de São Paulo, e vi um homem montado pela primeira vez. Fiquei encantada e pensei: "Nossa, que beleza, eu também quero!".


Estava com duas amigas "mulheres-veados". Assim que elas souberam, garantiram que me emprestariam tudo: peruca, roupa, jóias e até um anel de esmeralda, divino. Topei o desafio e falei com o pessoal da boate. Mesmo duvidando de minha coragem, me aceitaram. De peruca castanha, com mechas, penteada por Silvinho, o cabeleireiro das estrelas, cantei "Diz Que Fui Por Aí" (Zé Keti e Hortêncio Rocha). Na época, ou cantava ou não trabalhava. Essa história de dublar veio muito tempo depois.

Minha primeira apresentação foi um sucesso e me rendeu um contrato para o primeiro show de transformistas de São Paulo, na boate La Vie en Rose. Na época não existia boate gay. Trabalhei muitos anos em boates héteros. E, como não havia nada parecido, repercutiu muito e só não continuou com força porque a ditadura interrompeu.

Ser um ator transformista em tempos de censura era difícil. Não podíamos sair na rua de peruca, pois éramos taxadas de prostitutas. Tínhamos de ir com a peruca na mão às boates e só nos "transformávamos" lá dentro. Se a polícia encrencasse com alguma de nós, levava à prisão, e lá ficávamos por dias, sem justificativa. Tive a sorte de nunca ter passado por isso, mas muitos amigos passaram. Na época, nossos espetáculos eram submetidos à censura. Se não gostassem, não havia show. Para driblá-la, me apresentei por um tempo de "menino" com uma porção de artistas, como Wilza Carla e Sônia Mamede.

Morte

Eduardo Albarella faleceu na manhã de quarta-feira, 03 /06/2020, aos 81 anos, em São Paulo, SP, vítima de Covid-19. Estava internado há cerca de dez dias por causa da Covid-19.

A Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo emitiu uma nota de pesar:
"Miss, Biá, persona de Eduardo Albarella de 80 anos, começou na arte do transformismo no início da década de 60 e não parou mais. Arte, irreverência e bom humor. Estamos em luto. A saudade estará sempre presente!"