Fernando Ferretti

FERNANDO FERRETTI
(62 anos)
Jogador de Futebol

* Rio de Janeiro, RJ (26/04/1949)
+ Araruama, RJ (30/08/2011)

Campeão e artilheiro do Taça Brasil de 1968 pelo Botafogo. Seus irmãos, Ricardo Ferretti e Bruno Ferretti, também jogaram, dentre outros clubes, no Botafogo.

O centroavante foi o artilheiro da Taça Brasil de 1968, conquistada pelo Alvinegro, quando marcou 8 gols.

Fernando Ferretti nasceu no Rio de Janeiro, no dia 26 de abril de 1949. Começou no futebol, aos 14 anos de idade, nas categorias de base do São Cristóvão, transferindo-se para o Botafogo, onde jogou de 1966 a 71 e de 1972 a 75.

No time de General Severiano, teve que enfrentar a difícil concorrência de jogadores como Roberto Miranda, Paulo César Caju e Jairzinho, que integravam a chamada Selefogo. Por isso, era utilizado como um trunfo pelo técnico Zagallo, que o colocava em campo em quase todos os jogos.

Pelo Alvinegro foi bicampeão da Taça Guanabara e do Campeonato Carioca, em 1967 e 68. Artilheiro da Taça Brasil de 68, equivalente ao atual Campeonato Brasileiro, ele foi fundamental nas duas partidas decisivas, contra o Fortaleza. Na primeira, no Estádio Presidente Vargas, na capital cearense, fez os dois gols do time, no empate em 2 a 2. Já no Maracanã, o Botafogo ganhou o Fortaleza de 4 a 0, com um gol de Roberto Miranda, um de Afonsinho e dois de Ferretti.


Ferretti lutava contra um Câncer. Internado com uma Pneumonia, não resistiu e morreu aos 62 anos. O enterro aconteceu no Cemitério São Vicente, próximo a Araruama, na Região dos Lagos, no estado do Rio de Janeiro.

Homero Icaza

HOMERO ICAZA SÁNCHEZ
(86 anos)
Advogado, Professor, Poeta, Escritor, Cônsul e Executivo de Televisão.

☼ Cidade do Panamá, Panamá (10/01/1925)
┼ Rio de Janeiro, RJ (30/08/2011)

Homero Icaza Sánchez foi um advogado, cônsul e executivo de televisão nascido na Cidade do Panamá, Panamá, no dia 10/01/1925.

Era consultor da Rede Globo de Televisão desde 1971, foi o fundador do Instituto Técnico de Análises e Pesquisas (ITAPE) em 1968 e foi cônsul do Panamá no Rio de Janeiro por quase duas décadas, além de ter sido professor catedrático.

Ainda criança aprendeu o valor do conhecimento. O jovem Homero Icaza Sánchez se formou no Colégio de La Salle em 1943.

Em 1944, durante a Segunda Guerra Mundial, recebeu uma bolsa do Itamaraty para estudar direito na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ainda não sabia que jamais abandonaria o Brasil.

Foi durante a graduação, em 1947, que publicou "Primeros Poemas", seu livro de estreia, uma coletânea de poesia em espanhol.


Publicaria outras duas antologias com os seus poemas, como o melancólico "Poemas Para Cuerda" (1956) e o romântico "Un Solo Amor" (1979). Algumas de suas obras chegaram a ser traduzidas para o português.

Antes de se formar, inscreveu-se em uma pós-graduação em sociologia na Fundação Getúlio Vargas (FGV), o que contribuiu com a sua carreira como cônsul do Panamá no Rio de Janeiro, função que exerceu por 18 anos.

Mas foi em 1971 que encontrou sua verdadeira vocação. Enquanto o Brasil ainda engatinhava nas pesquisas de mercado, tornou-se diretor da área na Rede Globo.

Provocou mudanças bem-sucedidas, como transferir as novelas de época para a faixa de horário das 18h00. Sua habilidade para interpretar os números do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE) era tamanha que ganhou o apelido de El Brujo.

Homero Icaza morreu na terça-feira, 30/08/2011, aos 86 anos, no Rio de Janeiro, RJ. O corpo de Homero Icaza Sánchez foi cremado na quarta-feira, 31/08/2011, às 15h00, no Crematório do Caju.

Corifeu

CORIFEU DE AZEVEDO MARQUES
(58 anos)
Jornalista, Radialista e Político

* (20/05/1907)
+ (29/08/1965)

Foi um expoente jornalista brasileiro da primeira metade do século XX, e importante militante e dirigente do Partido Comunista Brasileiro nos anos 1930, eleito para o seu Bureau Político durante a Conferência Nacional ocorrida em janeiro de 1934.

Desenvolveu uma carreira de radialista no O Grande Jornal Falado Tupi, como também atuou na Rádio Tupi, Diários Associados e na Rádio Difusora.

Nos últimos anos de sua carreira, ganhou respeito em todo o Brasil por seu envolvimento com o movimento muncipalista e, principalmente, pelos comentários profundos e abalizados que fazia no Grande Jornal Falado Tupi e no Matutino Tupi. Seus comentários eram perspicazes, curtos e, ao mesmo tempo, profundos, todos feitos de improviso.

Em sua homenagem, o seu nome foi utilizado para batizar a Avenida Corifeu de Azevedo Marques, no bairro do Butantã, São Paulo.

Fonte: Wikipédia

Dorina Nowill

DORINA GOUVÊA NOWILL
(91 anos)
Filantropa, Administradora e Pedagoga

* São Paulo, SP (28/05/1919)
+ São Paulo, SP (29/08/2010)

Nascida em 1919, filha de pai português e mãe italiana, Dorina cresceu na Rua Matias Aires, entre a Rua Frei Caneca e a Rua Augusta, região central de São Paulo, e foi matriculada no Instituto Elvira Brandão onde foi contemporânea dos futuros atores Paulo Autran e Célia Biar. Empolgou-se com a Revolução Constitucionalista de 1932 participando da coleta de cigarros e sabonetes para os soldados. Frequentava o Clube Português e era uma menina comportada.

A Aba Bateu em Seu Olho Direito

Em 16 de agosto de 1936 foi com a família à missa das 9h do Colégio São Luiz. Naquela manhã, uma amiga de sua mãe usava um chapéu de abas largas. Ao se despedirem, ela quis dar um beijo em Dorina e a aba bateu em seu olho direito. No dia seguinte de manhã, fechou o olho esquerdo e no outro surgiu uma mancha opaca, bem no centro da visão. A mácula havia sido afetada, não pelo choque, mas por uma razão clínica não traumática como descobriu depois.

O que se seguiu foram visitas a oftalmologistas, exames e mais exames, mas em 14 de outubro: "Vi uma cortina de sangue e nada mais distingui. Era como se eu estivesse vendo uma vidraça com chuva escorrendo. Em vez de água, sangue". Ela, então, soube que não mais poderia enxergar. Sua mãe pediu a Deus: "Se Dorina não puder voltar a ver, que pelo menos se conforme, aceite e possa assim viver."

De 1936 a 1943, Dorina viveu um processo de adaptação a seu novo modo de vida. Foi apresentada ao método braile de leitura e sua mãe pode comemorar o "milagre da aceitação".

Naquele ano, 1943, ela conseguiu uma vitória inédita – ser aceita como aluna regular no Caetano de Campos, para o Curso Normal. Foi a primeira aluna cega a matricular-se em São Paulo numa escola comum de formação de professores.

Ainda estudante, outra conquista foi quando a mesma escola implantou o primeiro curso de especialização de professores para o ensino de cegos em 1945. Em 2008, ela contou como conseguiu não desistir:

"Eu perdi a visão e ao mesmo tempo encontrei o apoio de meus pais em tudo o que eu queria realizar. Devo a eles a forma de encarar com realidade as novas situações e de resolver os problemas sem mistificações, mas dentro de uma proposta real de vida, baseada sempre na verdade. O início foi encarar a realidade como ela se apresenta, pois é aí que encontramos forças para dominar o desânimo e a falta de coragem, depois encontrar soluções mais adequadas, embora diferentes daquelas com que todos nós contamos desde os primeiros dias de vida."

Após diplomar-se, viajou para os Estados Unidos, com uma bolsa de estudos patrocinada pelo governo americano, pela Fundação Americana Para Cegos e pelo Instituto Internacional de Educação. Frequentou um curso de especialização na área de deficiência visual na Universidade de Columbia. Ao voltar ao Brasil, Dorina mergulhou no trabalho para implantar a primeira imprensa braile de grande porte no país. Também foi convidada a organizar o Departamento de Educação Especial da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo. Esse cargo foi fundamental para ela e seus amigos comemorarem quando a educação para cegos se transformou em atribuição do governo por força de lei. Em 1953, em São Paulo, e em 1961, em todo o país.

Companheiro de Toda Uma Vida

Em fevereiro de 1950, casou-se com Alexandre Nowill, companheiro de toda uma vida, com quem teve cinco filhos e viveu uma relação de companheirismo em todas as atividades em que acabou se envolvendo.

Dorina foi convidada para dirigir o primeiro órgão nacional de educação de cegos no Brasil, criado pelo Ministério da Educação, em que permaneceu de 1961 a 1973 tocando projetos que implantaram serviços para cegos em diversos estados do país, além de campanhas para a prevenção da cegueira.

"Aprendi que eu mesma teria de resolver como manter as minhas aspirações dentro de um nível capaz de me satisfazer, mas nunca pensei em desistir e fui resolvendo grandes problemas, mesmo com elementos diferentes do início da minha vida."

O reconhecimento pelo trabalho de Dorina Nowill foi além de nossas fronteiras. Ocupou cargos em organizações internacionais de cegos. Em 1979, foi eleita presidente do Conselho Mundial dos Cegos. Em 1981, Ano Internacional da Pessoa Deficiente, discursou na ONU. E ainda batalhou com ardor pela criação da União Latino-Americana de Cegos (ULAC).

Certa vez, viajou sozinha a Nova York e, depois de esbarrar em muita lata de lixo, aprendeu a se virar com a bengala.

"Sem força interior não se encontram soluções. Viver tem que ser real, não pode ser uma história, é preciso viver e 'viver é realizar'. A realidade, muitas vezes, é dura, mas é preciso enfrentá-la."

O Primeiro Centro de Reabilitação

Em 1989, Dorina registrou mais uma vitória, quando o Congresso Nacional ratificou a Convenção 1599 da Organização Internacional do Trabalho, que trata da reabilitação, do treinamento e da profissionalização de cegos, resultado de mais uma luta, que havia começado 18 anos antes com o primeiro centro de reabilitação criado pela Fundação.

O Centro de Memória da Fundação guarda a história de luta pela inclusão social em sua sede, na Vila Clementino, em São Paulo. Ali, uma exposição aberta ao público orienta museus a receberem pessoas com deficiência visual e, desde 2006, promove o programa de formação em acessibilidade para museus. Estudantes cegos de todo o Brasil estudam com os livros produzidos na Fundação. Eles imprimem ainda a Revista Veja e Cláudia, além de outras específicas sob demanda. A Biblioteca Circulante de Livro Falado da Fundação Dorina Nowill Para Cegos possui um acervo com cerca de 900 títulos em áudio de obras de diversos autores, desde clássicos da literatura brasileira aos mais variados best-sellers internacionais. Esse serviço está disponível gratuitamente para pessoas com deficiência visual de todo o Brasil.

"Acreditamos que a educação seja o melhor caminho para a inclusão social. Para a pessoa com deficiência visual, ter acesso garantido à literatura, ao estudo ou ao entretenimento é questão primordial em seu desenvolvimento pessoal. Anualmente são produzidas milhares de páginas em braile de livros didático-pedagógicos, paradidáticos, literários e obras específicas solicitadas pelos deficientes visuais... A natureza é sábia. O rico potencial do ser humano procura suprir quaisquer perdas. É preciso enfrentá-las em toda a sua realidade. Muito difícil para uns, um pouco menos para outros, fácil para ninguém."

Aos 91 anos, com a saúde debilitada e num leito de hospital em São Paulo, a bravíssima Dorina de Gouvêa Nowill lutou pela vida da mesma maneira que a desfrutou - com tranquila consciência. Já não falava e resistia à alimentação. Muito magra, enfrentava problemas nos pulmões e no esôfago. Seus cinco filhos, 12 netos e três bisnetos rezavam por essa mulher, que ganhou o respeito e a admiração de todos os brasileiros.

"Quando perdi a visão, percebi que algo tinha se modificado. Nesse momento tão particular, simplesmente surgiu uma força interior que me impulsionou a encarar a própria vida 'sem ver' e a importância que dei a outras possibilidades foi muito maior que o desespero de ter perdido a visão. Eu tinha de enfrentar as situações como elas se apresentavam e todos esperavam a minha reação. Nesse momento foram surgindo soluções de acordo com meu temperamento e com minhas aspirações. Hoje acredito que não perdi aspirações, apenas tive de modificá-las um pouco, até mesmo para mantê-las, mesmo dentro de situações para as quais não estava preparada integralmente", contou ela em sua autobiografia lançada em 1996, ...E Eu Venci Assim Mesmo, em que conta em detalhes de como cuidou dos filhos, da casa, do casamento e de suas ações sociais ao mesmo tempo.

A pedagoga Dorina Nowill, morreu por volta das 19:30hs de domingo, dia 29/08/2010, em São Paulo. Ela estava internada por conta de uma infecção e sofreu uma Parada Cardíaca no Hospital Santa Isabel.

Ela deixou cinco filhos, doze netos e três bisnetos. O velório aconteceu às 8:00hs de segunda-feira 30/08/2010 na sede da Fundação Dorina Nowill, localizada na Zona Sul de São Paulo. O enterro aconteceu às 15:30hs, no Cemitério da Consolação.

Para conhecer mais a Fundação, visite o site no link: Fundação Dorina Nowill

Fonte: Contigo e R7

Doalcey Camargo

DOALCEY BUENO DE CAMARGO
(79 anos)
Radialista e Locutor Esportivo

* Itápolis, SP (1930)
+ Rio de Janeiro, RJ (29/08/2009)

Doalcey ganhou notoriedade nas grandes emissoras do Rio de Janeiro como Rádio Globo, Rádio Tupi, Rádio Nacional, Rádio Continental, Rádio Tamoio e Rádio Guanabara (atual Bandeirantes).

Desde 1965 estava na Super Rádio Tupi, onde acumulou o cargo de diretor do departamento de esportes. Atualmente não narrava mais, mais participava do programa Bola em Jogo aos domingos, que tem apresentação de Luiz Ribeiro.

Doalcey era torcedor confesso do America (RJ), começou sua carreira na Rádio Clube de Marília, no final da década de 1940. A convite do irmão Wolner Camargo, foi para o Rio de Janeiro, onde sua carreira deslanchou profissionalmente.

Narrou grandes clássicos dos clubes cariocas, copas do mundo, e foi ele quem criou a figura do comentarista de arbitragem. Por sinal, o primeiro que esteve ao seu lado na cabine de rádio foi o saudoso Mário Vianna. Outro comentarista que trabalhou ao lado de Doalcey, foi Benjamim Wright, pai do ex-árbitro José Roberto Wright.

Vários grandes locutores trabalharam ao lado de Doalcey, entre eles: Waldir Amaral, Júlio César Santana, Sérgio Moraes, Paulo César Tênius, José Carlos Araújo, Edson Mauro, César Rizzo, Garcia Júnior, Jota Santiago, entre outros.

Faleceu na madrugada do dia 29 de agosto de 2009, aos 79 anos, vítima de um Infarto.

Fonte: Wikipédia