domingo, 31 de janeiro de 2010

Célia Biar

CÉLIA RAPHAELLA MARTINS BIAR
(81 anos)
Atriz


* São Paulo, SP (10/03/1918)
+ São Paulo, SP (06/11/1999)

Seu verdadeiro nome era Célia Raphaella Martins Biar. Trabalhando dentro do moderno teatro brasileiro, adotou o nome de Célia Biar e tornou-se uma atriz característica da alta comédia.

Filha da modista Beatriz Biar, foi integrada ainda muito jovem ao Grupo de Teatro Experimental, dirigido por Alfredo Mesquita, na montagem de "Pif-Paf" (A Dama de Copas), de Abílio Pereira de Almeida, em 1947. Participou da produção "A Noite de 16 de janeiro", em 1949, profissionalizando-se no Teatro Brasileiro de Comédia (TBC) no mesmo ano, com "Nick Bar ...Álcool, Brinquedos, Ambições" de William Saroyan, com direção de Adolfo Celi. A partir daí, Célia Biar teve participação ativa no elenco da companhia, surgindo com ênfase especialmente nas comédias sofisticadas.

Ainda em 1949, esteve em "Arsênico e Alfazema" e "Luz de Gás", ambas dirigidas por Adolfo Celi; "Ele"; "O Mentiroso" e "Os Filhos de Eduardo" - esta última de 1950 - todas com o diretor Ruggero Jacobbi. Naquele ano, Célia Biar integrou os elencos de "O Cavalheiro da Lua" e "Lembranças de Bertha", dirigidas por Ziembinski e "Do Mundo Nada Se Leva", com direção de Luciano Salce.

No ano seguinte, esteve em "Seis Personagens à Procura de um Autor" de Luigi Pirandello; "Convite ao Baile", de Jean Anouilh; "Harvey" de Mary Chase, direção de Ziembinski; "Relações Internacionais" de Noel Coward, dirigida por Cacilda Becker; "Inimigos Íntimos" de Pierre Barillet e J. P. Grédy, mais uma direção de Salce e "Vá com Deus" de John Murray e Allen Boretz, pelo diretor Flaminio Bollini, são as montagens de 1952.

Ainda na década de 50, Célia Biar participou das montagens de "Divórcio para Três"; "Treze à Mesa"; "Se Eu Quisesse"; "Uma Mulher do Outro Mundo"; "Santa Marta Fabril S. A."; "O Sedutor"; "A Casa de Chá do Luar de Agosto" e "Gata em Teto de Zinco Quente".

"Adorável Júlia" de Marc-Gilbert Sauvajon, direção de Ziembinski em 1957 e "A Dama de Copas (Pif-Paf)" de Abílio Pereira de Almeida, direção de Armando Paschoal, em 1958, foram seus últimos trabalhos no TBC.

Célia Biar fez uma participação na Companhia Brasileira de Comédia, em "Folha de Parreira" de Jean-Bernard Luc em 1955. Com o Pequeno Teatro de Comédia, sob a direção de Antunes Filho, integrou a montagem de "Pic-Nic", de William Inge, em 1959.

Na Companhia Nydia Licia fez, em 1961, "Quarto de Despejo", de Carolina Maria de Jesus, com direção de Amir Haddad e "Um Elefante no Caos", de Millôr Fernandes. Em 1964, voltou à companhia para fazer "Um Apartamento Indiscreto", de Claude Magnier, outra direção de Amir.

No Rio de Janeiro, em 1966, participou de duas produções: "Sinistra Comédia" de Harold Pinter, direção de Flávio Rangel e "Oh, que Delícia de Guerra!" espetáculo que projetou o diretor Ademar Guerra. Após longo afastamento fazendo TV, Célia Biar voltou aos palcos em 1974 na produção "Dr. Knock" de Jules Romains, ao lado de Paulo Autran.

Célia Biar estreou na TV em 1970, em "Pigmalião 70" e só parou em 1999, na novela "Suave Veneno" - era a freira de um orfanato visitado por Carlota, personagem vivido por Betty Faria. Atuou, também, nas novelas "Minha Doce Namorada"; "O Primeiro Amor"; "Bicho do Mato"; "Carinhoso"; "Corrida do Ouro"; "A Moreninha"; "Estúpido Cupido"; "Locomotivas"; "Te Contei?"; "Final Feliz"; "Brega e Chique"; "Sassaricando" e "Gente Fina".

Célia Biar adorava fumar enquanto jogava cartas nas horas de folga. Fumava também quando estava trabalhando.

Apesar de ter abandonado o vício desde 1989, ela morreu aos 81 anos, de câncer no pulmão.

Célia Biar não se casou e não teve filhos.

Fonte: Dramaturgia Brasileira - In Memoriam

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