Zequinha

JOSÉ FERREIRA FRANCO
(74 anos)
Jogador de Futebol

* Recife, PE (18/11/1934)
+ Olinda, PE (25/07/2009)

Conhecido como Zequinha, integrou, como médio-volante, a Seleção Brasileira de Futebol que se sagrou bicampeã mundial no Chile em 1962. Conquistou, ainda, a Taça Atlântico (1960), a Taça Oswaldo Cruz (1962) e a Copa Rocca (1963), participando de 17 jogos pela Seleção Brasileira de Futebol, com 14 vitórias e 2 gols.

Começou sua carreira futebolística no Auto Esporte Clube, da Paraíba, em 1954.

Em 1955/1957, jogou no Santa Cruz, no qual foi campeão estadual em 1957.

Transferiu-se para o Palmeiras em 1958, clube que defendeu até 1969, conquistando o Torneio Rio-São Paulo (1965), a Taça Brasil e o Torneio Roberto Gomes Pedrosa, ambos em 1967, além dos Campeonatos Paulistas de 1959, 1963 e 1966.

Em 1969/1970 jogou pelo Atlético Paranaense, encerrando sua carreira, ainda em 1970, no Náutico, em Recife.

Morreu vítima de Infarto.

Fonte: Wikipédia

Dick Farney

FARNÉSIO DUTRA E SILVA
(65 anos)
Cantor, Compositor Ator e Pianista

☼ Rio de Janeiro, RJ (14/11/1921)
┼ São Paulo, SP (04/08/1987)

Dick Farney foi um cantor, pianista e compositor brasileiro nascido no Rio de Janeiro, no dia 14/11/1921. Aprendeu lições de piano ainda na infância, quando começou a estudar música erudita com o pai, enquanto a mãe lhe ensinava noções de canto.

Apresentou-se, os 14 anos, na Rádio Mayrink Veiga, no programa "Picolino", de Barbosa Júnior, quando executou ao piano a "Dança Ritual do Fogo", do compositor espanhol Manuel de Falla (1876-1946).

Depois veio o interesse pela música norte-americana e tornou-se pianista do conjunto "Swing Maníacos", ao lado do irmão Cyll Farney, que era baterista. O "Swing Maníacos" acompanhou Edu da Gaita na gravação de "Canção da Índia", do compositor russo Nikolay Rimsky-Korsakov.

Em 1937 estreava como cantor na Rádio Cruzeiro do Sul, interpretando "Deep Purple" (David Rose). No ano seguinte, foi para a Rádio Mayrink Veiga, onde cantava músicas norte-americanas, acompanhando-se ao piano.

Na década seguinte, apresentou-se no Cassino da Urca, como integrante da orquestra de Carlos Machado, e em muitas casas noturnas do Rio de Janeiro e de São Paulo, como pianista e crooner.


Em 1946 lançou sua primeira gravação de sucesso, o samba-canção "Copacabana" (João de Barros e Alberto Vieira).

Dick Farney participou de vários filmes da era pré-chachadas, entre eles "Somos Dois" (1950), de Milton Rodrigues, "Carnaval Atlântida" (1952), de José Carlos Burle e "Perdidos de Amor" (1953), de Eurides Ramos.

Em 1959 passou a apresentar, na TV Record de São Paulo, o programa "Dick Farney Show", e foi uma das estrelas da inauguração da TV Globo do Rio de Janeiro em 1965, onde fez o programa "Dick e Betty 17", ao lado de Betty Faria, durante seis meses.

Dick Farney foi proprietário das boates Farney´s e Farney´s Inn, ambas em São Paulo.

Em 1971 formou um trio com Sabá (Contrabaixo) e Toninho Pinheiro (Bateria).

Entre 1973 a 1978 tocava piano e cantava na boate Chez Régine, em São Paulo.

Depois de uma carreira brilhante acompanhado de um repertório inesquecível e, ao longo de 47 anos de atividades artísticas, gravou 29 LPs, especialmente a partir da década de 40, faleceu aos 65 anos em São Paulo, SP, no dia 04/08/1987, vitimado por um edema pulmonar.

Johnny Alf

ALFREDO JOSÉ DA SILVA
(80 anos)
Cantor, Compositor e Pianista

* Rio de Janeiro, RJ (19/05/1929)
+ Santo André, SP (04/03/2010)

Perdeu o pai, cabo do exército, aos três anos de idade. Sua mãe trabalhava em casa de uma família na Tijuca e o criou sozinha. Seus estudos de piano começaram aos nove anos, com Geni Borges, amiga da família para a qual sua mãe trabalhava.

Após o início na música erudita, começou a se interessar pela música popular, principalmente trilhas sonoras do cinema norte-americano e por compositores como George Gershwin e Cole Porter.

Aos 14 anos, formou um conjunto musical com seus amigos de Vila Isabel, que tocavam na praça Sete (atual praça Barão de Drummond). Estudou no Colégio Pedro II. Entrando em contato com o Instituto Brasil-Estados Unidos, foi convidado para participar de um grupo artístico. Uma amiga americana sugeriu o nome de Johnny Alf.

Em 1952, Dick Farney e Nora Ney o contratam como pianista da nova Cantina do César, de propriedade do radialista César de Alencar, iniciando assim sua carreira profissional.

Mary Gonçalves, atriz e Rainha do Rádio, estava sendo lançada como cantora, e escolheu três canções de Johnny: "Estamos Sós", "O Que é Amar" e Escuta" para fazerem parte do seu Long Play "Convite ao Romance".

Foi gravado seu primeiro disco em 78 rpm, com a música "Falsete" de sua autoria, e "De Cigarro em Cigarro" (Luís Bonfá). Tocou nas boates Monte Carlo, Mandarim, Clube da Chave, Beco das Garrafas, Drink e Plaza. Duas canções se destacaram neste período: "Céu e Mar" e "Rapaz de Bem" (1953), consideradas a melodia e a harmonia, como revolucionárias e precursoras da Bossa Nova.

Em 1955 foi para São Paulo, tocando na boate Baiuca e no bar Michel, com os iniciantes Paulinho Nogueira, Sabá e Luís Chaves.

Em 1962 voltou ao Rio de Janeiro, se apresentando no Bottle's Bar, junto com o conjunto musical Tamba Trio, Sérgio Mendes, Luís Carlos Vinhas e Sylvia Telles. Apresentava-se no Litlle Club e Top, o conjunto formado por Tião Neto (baixista) e Edison Machado (baterista).

Em 1965 realizou uma turnê pelo interior paulista. Tornou-se professor de música no Conservatório Meireles, de São Paulo. Participou do III Festival da Música Popular Brasileira em 1967, da TV Record - Canal 7, de São Paulo, com a música "Eu e a Brisa", tendo como intérprete a cantora Márcia (esposa de Silvio Luiz). A música foi desclassificada, porém se tornando um dos maiores sucessos de sua carreira.

Em seus últimos anos de vida Johnny raramente se apresentava, em razão de problemas de saúde. Esteve apenas na abertura das exposições dedicadas aos 50 anos da Bossa Nova na Oca, em 2008, e, em janeiro de 2009, no Auditório do SESC Vila Mariana, em São Paulo.

Na mostra sobre os 50 anos da Bossa Nova, Alf teve um encontro virtual com nomes como Tom Jobim, Frank Sinatra, Ella Fitzgerald e Stan Getz. O artista tocava piano com as projeções dos colegas, já mortos, para um filme que foi exibido ao longo do evento. Segundo o curador da mostra, Marcello Dantas, Johnny Alf foi "o caso clássico do artista que não teve o reconhecimento a altura de seu talento. Alf foi um gênio e teve participação na história da nossa música".

Segundo o jornalista Ruy Castro, Johnny Alf foi o "Verdadeiro pai da Bossa Nova".

Tom Jobim, outro dos primeiros artistas da Bossa Nova, admirava Johnny Alf a ponto de apelidá-lo de "Genialf".

Discografia

1952 - Johnny Alf
1952 - Convite ao Romance - Mary Gonçalves
1954 - Johnny Alf (78 rpm)
1955 - Johnny Alf (78 rpm)
1958 - Johnny Alf (78 rpm)
1961 - Rapaz de bem (longplay)
1964 - Diagonal (Lp)
1965 - Johnny Alf - arranjos de José Briamonte
1968 - Johnny Alf e Sexteto Contraponto
1971 - Ele é Johnny Alf
1972 - Johnny Alf - compacto duplo
1974 - Nós
1978 - Desbunde total
1986 - Johnny Alf - Eu e a brisa
1988 - O que é amar
1990 - Olhos Negros
1997 - Johnny Alf e Leandro Braga - Letra e música Noel Rosa
1998 - Cult Alf - Gravado ao vivo
1999 - As Sete palavras de Cristo na Cruz - Dom Pedro Casaldáliga
2001 - Johnny Alf - Eu e a Bossa - 40 anos de Bossa Nova

O compositor não tinha parentes. Vivia em um asilo em Santo André. Seu último show foi em agosto de 2009, no Teatro do Sesi, em São Paulo, ao lado da cantora Alaíde Costa.

Morte

Faleceu aos 80 anos no hospital estadual Mário Covas, em Santo André (SP), onde, durante três anos, se tratou de um Câncer de Próstata. Ele vivia em uma casa de repouso na cidade.

Fonte: Wikipédia


Maria Clara Machado

MARIA CLARA MACHADO
(80 anos)
Escritora e Dramaturga

* Belo Horizonte, MG (03/04/1921)
+ Belo Horizonte, MG (30/04/2001)

Fundadora do Tablado, escola de teatro do Rio de Janeiro.

Ainda criança teve os primeiros contatos com a arte, entretendo as visitas de seu pai, o escritor Aníbal Machado. Ela chegou a "contracenar" com Tônha Carrero no meio dessas brincadeiras.

Em 1949 concorreu a uma bolsa de estudos do governo francês para jovens intelectuais e acabou indo para Paris, onde teve contato definitivo com o teatro e a dança, se tornando aluna do mímico Decroux, do diretor Jean-Louis Barrault e de Rudolf Laban.

Um ano depois ela voltou ao Brasil e foi trabalhar como enfermeira no Patronato da Gávea. Por ter muito jeito com crianças, acabou tentando montar um teatro amador com as pessoas da comunidade, mas como a grande maioria era de operários que precisavam acordar muito cedo para trabalhar, ela tentou descobrir outra forma de realizar seu intento. Como Maria Clara não queria desistir dessa idéia, acabou por montar, em 1951, um grupo amador que apresentasse peças para a comunidade sem necessariamente contar com os moradores locais. Surgiu, então, o Teatro Tablado. O Teatro Tablado apresentava peça para todos os públicos, mas sua principal força era com as peças infantis de Maria Clara Machado. Ela desenvolvia textos e fazia montagens de altíssima qualidade, até mesmo para a época. Seus textos são até hoje montados.

Além disso, o Tablado formou várias gerações de atores. Para ter uma idéia, na primeira turma da escola faziam parte Marieta Severo, Hildegard Angel, Nora Esteves e Djenane Machado. Durante seus 50 anos de existência, o Tablado formou mais de cinco mil atores, entre os quais várias estrelas do porte de Malu Mader, Louise Cardoso, Miguel Falabella e Cláudia Abreu. E durante todo esse tempo, Maria Clara Machado sempre esteve presente, traçando diretrizes e ensinando mais e mais atores

Em 2011 Maria Clara foi enredo de Escola de Samba pela Porto da Pedra, pela terceira vez, sendo que a primeira foi com a Unidos do Jacarezinho e a segunda pela União da Ilha em 2003. Uma curiosidade é que o carnavalesco que desenvolverá o desfile da Porto da Pedra em 2011 é o mesmo que desenvolveu o desfile da União da Ilha em 2003.

Sua primeira grande peça, "O Boi e o Burro a Caminho de Belém", de 1953, era um auto de Natal que rendeu ótimas críticas. A peça foi orinalmente escrita para teatro de bonecos, mas, no fim, acabou sendo montada com atores.

De qualquer forma, foi em 1955 que surgiu o maior sucesso do Tablado e o texto mais montado de Maria Clara Machado: "Pluft, o Fantasminha". Essa peça, que conta com humor, poesia e diversas situações, possui apenas uma hora de duração, sendo considerada pela própria autora como sua obra mais completa.

Depois do sucesso de "Pluft, o Fantasminha", Maria Clara Machado escreveu mais de 25 peças, entre as quais "O Cavalinho Azul”, "A Bruxinha Que Era Boa" e “A Menina e o Vento".

Obras

O Rapto das Cebolinhas
A Bruxinha Que Era Boa
O Aprendiz de Feiticeiro
A Menina e o Vento
O Boi e o Burro No Caminho de Belém
Maroquinhas Fru-Fru
Pluft, o Fantasminha
O Cavalinho Azul
Os Cigarras e os Formigas
O Dragão Verde
Quem Matou o Leão
O Embarque de Noé
Um Tango Argentino
Tribobó City
Os Embrulhos
Camaleão na Lua
Maria Minhoca
O Diamante do Grão-Mogol
As Interferências
A Volta de Camaleão Alface
Meloso e Maroquinhas
O Chapeuzinho Vermelho
A Gata Borralheira


Sua última peça foi escrita em 2000, "Jonas e a Baleia", na qual Maria Clara reconta esse episódio bíblico em parceria com Cacá Mourthé.

Morte

Faleceu aos oitenta anos em razão do Linfoma de Hodgkin, um tipo de Câncer no Sistema Imunológico. Faleceu em sua casa em Ipanema, no Rio de Janeiro, cercada de parentes, amigos e colaboradores do Teatro Tablado em uma reunião que a escritora promovia.

Fonte: Wikipédia