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Augusto Calheiros

AUGUSTO CALHEIROS
(64 anos)
Cantor e Compositor

* Murici, AL (05/06/1891)
+ Rio de Janeiro, RJ (11/01/1956)

Augusto Calheiros foi um cantor e compositor brasileiro. Transferiu-se ainda muito jovem de Maceió para o Recife, PE, entrando em contato com a família do bandolinista Luperce Miranda onde todos eram músicos. Iniciou sua carreira artística no Recife, em meados dos anos 1920.

Tornou-se conhecido como "A Patativa do Norte" por sua voz afinada e estilo peculiar de interpretação. Foi convidado para ser o cantor do grupo formado pelos irmãos Luperce (Bandolim), João (Bandolim), Romualdo Miranda (Violão), Manoel de Lima (Violão) e João Frazão (Violão). Por sugestão do historiador Mário Melo foi escolhido o nome de "Turunas da Mauricéia", em lembrança aos tempos do domínio holandês e do governo de Maurício de Nassau.


Em 1927, os Turunas chegavam ao Rio de Janeiro, sem Luperce Miranda, que mudou para a Cidade Maravilhosa apenas alguns meses depois.

Cantavam emboladas e cocos, ritmos até então desconhecidos na cidade, e trajavam roupas sertanejas, com chapéus de abas largas erguidas na frente, onde se podia ler: "Guajurema", "Riachão", "Periquito" e "Patativa do Norte".

A estréia do grupo no Rio de Janeiro ocorreu no Teatro Lírico, em espetáculo patrocinado pelo jornal Correio da Manhã, onde Augusto Calheiros fez enorme sucesso por causa de sua voz afinada e estilo peculiar de interpretação.. Suas apresentações na Rádio Clube marcaram época. A embolada "Pinião", de sua autoria e Luperce Miranda, que integrava o repertório do grupo, foi cantada em toda a cidade, constituindo-se em grande sucesso da carnaval de 1928.


Ainda em 1927, participou das primeiras gravações com os Turunas da Mauricéia que registraram outras composições de sua parceria com Luperce Miranda como a canção "As Belezas do Sertão" e o samba "O Pequeno Tururu".

Em 1929, os Turunas da Mauricéia gravaram quatro composições de sua autoria, os sambas "Eu Vi Camaleão", "É Boi", "Minha Viola é Boa" e "Trem Passageiro".

Augusto Calheiros morreu no Rio de Janeiro, RJ, no dia 11/01/1956, vítima de Falência Múltipla dos Órgãos, motivado por diabetes. Devido ao amor de Augusto Calheiros pela cidade de Garanhuns, PE, o prefeito na época, Washington Medeiros, em 1958, transladou os restos mortais do Rio de Janeiro para Garanhuns.

Discografia

  • 1991 - Augusto Calheiros (Revivendo, CD)
  • 1956 - Alda / Flor Do Mato (Odeon, 78)
  • 1955 - Caboclo De Raça (Odeon, LP)
  • 1954 - Meu Dilema / Audiência Divina (Todamérica, 78)
  • 1954 - Pinião / Helena (Odeon, 78)
  • 1954 - Revendo O Passado / Mané Fogueteiro (Odeon, 78)
  • 1954 - Grande É O Teu Amor / O Pequeno Tururu (Odeon, 78)
  • 1954 - Ave Maria / Belezas Do Sertão (Odeon, 78)
  • 1954 - Pisando Corações / Tás Com Medo, Falas (Odeon, 78)
  • 1954 - Como És Linda Sorrindo / Samba Do Caná (Odeon, 78)
  • 1954 - Casa Desmoronada / Chuá-chuá (Odeon, 78)
  • 1954 - A Patativa Do Norte (Odeon, LP)
  • 1953 - Sonata Das Estrelas/Saudade Do Meu Norte (Todamérica, 78)
  • 1953 - Sonho De Ilusões / Cabocla Pureza (Todamérica, 78)
  • 1952 - Serenata Matuta / Sonhando Ao Mar (RCA Victor, 78)
  • 1952 - Grande Mágoa / No Rio Tietê (Todamérica, 78)
  • 1952 - Se As Mulheres Quisessem / Juquinha Mulato (Todamérica, 78)
  • 1950 - Pisa No Chão Devagar / Adeus Pilar (RCA Victor, 78)
  • 195? - Augusto Calheiros (Camden, LP)
  • 195? - Recordando Augusto Calheiros (Odeon, LP)
  • 1947 - Garoto Da Rua / Fatal Desilusão (RCA Victor, 78)
  • 1947 - Vida De Caboclo / Prelúdios De Sonatas (RCA Victor, 78)
  • 1946 - Meu Ranchinho / Dúvida (RCA Victor, 78)
  • 1945 - Senhor Da Floresta / Bela (RCA Victor, 78)
  • 1945 - Caboclo Vingador / Célia (RCA Victor, 78)
  • 1941 - Amar Em Segredo / Cabocla Ruim (Odeon, 78)
  • 1941 - Grande É O Teu Amor / Casa Desmoronada (Odeon, 78)
  • 1940 - Trinta Minutos / Visão Do Passado (Odeon, 78)
  • 1940 - Rancho Da Encruzilhada / Caboclo Ciumento (Odeon, 78)
  • 1939 - Minha Vida Em Tuas Mãos / Vontade De Amar (Odeon, 78)
  • 1939 - Ave Maria / Se Amas És Feliz (Odeon, 78)
  • 1938 - Do Pilá / Engenho Moedô (Odeon, 78)
  • 1938 - Restos De Ventura / Como És Linda Sorrindo (Odeon, 78)
  • 1938 - A Quem Culpar Afinal / Única Ventura (Odeon, 78)
  • 1937 - Quero-te Cada Vez Mais / No Meu Sertão (Odeon, 78)
  • 1937 - Foi Da Bahia / Seresta Do Norte (Odeon, 78)
  • 1937 - Deus Quando Viu... / Palhoça Abandonada (Odeon, 78)
  • 1936 - Que Esperança, Meu Bem / Boneca Sem Coração (Odeon, 78)
  • 1936 - Cantadô Misterioso / Eu Sou Carioca (Odeon, 78)
  • 1936 - Flor Do Sertão / Ranchinho Abandonado (Odeon, 78)
  • 1936 - Cabana Triste / Ilusão (Odeon, 78)
  • 1935 - Tô Te Oiando (Odeon, 78)
  • 1935 - Crepúsculo Gaúcho / Serenata Ao Luar (Odeon, 78)
  • 1935 - Meu Sertão / Falando Ao Teu Retrato (Odeon, 78)
  • 1935 - O Tocador De Violão / Coração Das Plantas (Odeon, 78)
  • 1935 - São Paulo Bandeirante / Sob A Luz Da Lua (Odeon, 78)
  • 1934 - E Me Deixou Saudade... / Caboclo De Raça (Odeon, 78)
  • 1934 - Olhos De Helena / Mané Fogueteiro (Odeon, 78)
  • 1933 - Revendo O Passado / Flor Do Mato (Parlophon, 78)
  • 1933 - Alma De Tupi / Céu Do Brasil (RCA Victor, 78)
  • 1931 - Lalá (Parlophon, 78)
  • 1931 - A Canoa Virou (Parlophon, 78)
  • 1931 - Sombras Do Passado / Tava Lá (Parlophon, 78)
  • 1930 - Teu Olhar / Foram Dizer (Odeon, 78)
  • 1930 - Didi Meu Bem / Perdoa E Confessa (Parlophon, 78)
  • 1930 - Pedindo Beijos (Parlophon, 78)
  • 1930 - Sou Da Bahia / Sou Casquinha (Parlophon, 78)
  • 1930 - Assim É Que É / Tome Jeito (Parlophon, 78)
  • 1930 - Linda Cabocla / Ao Murchar Das Rosas (Parlophon, 78)
  • 1930 - Teus Olhos Castanhos/Tará (Parlophon, 78)
  • 1930 - Eu Sou Pretinho (Parlophon, 78)
  • 1930 - Ordinário Marcha (Parlophon, 78)

Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB e Jornal "O Monitor" de Garanhuns (16/08/1986)
Indicação: Miguel Sampaio

Santa Rosa

TOMÁS SANTA ROSA
(47 anos)
Cenógrafo, Artista Gráfico, Ilustrador, Pintor, Gravador, Decorador, Figurinista, Professor e Crítico de Arte

* João Pessoa, PB (20/09/1909)
+ Nova Délhi, Índia (29/11/1956)

Tomás Santa Rosa, também conhecido por Santa Rosa, tornou-se famoso em meados do século XX, época em que assinava com as iniciais SR as ilustrações das capas de alguns dos escritores mais importantes daquela geração. Os mais próximos o chamavam simplesmente de "Santa".

É reconhecido principalmente como cenógrafo, ou melhor, o primeiro cenógrafo moderno brasileiro, porém a atividade a qual se dedicou ao longo de sua vida foi a de ilustrador de livros. Entretanto o seu trabalho no ramo dos livros não era apenas ilustrá-los, era mais do que isso. Ele desenvolvia identidades visuais para os livros, ou seja, fazia um planejamento visual para estabelecer uma unicidade às publicações de determinada editora. Atualmente, o profissional que exerce esse tipo de atividade é o designer gráfico.

Como cenógrafo criou o espaço cênico para o espetáculo "Vestido de Noiva" (1943), de Nelson Rodrigues, trabalho que revolucionou a concepção cenográfica do Brasil. Como designer gráfico projetou e também ilustrou livros para a Livraria José Olympio Editora. Entre os autores dos livros estavam José Lins do Rego, Rachel de Queiroz, Jorge Amado, Graciliano Ramos, Guimarães Rosa e Carlos Drummond de Andrade. Como pintor, auxiliou Cândido Portinari na preparação de diversos murais.


Vida

Tomás Santa Rosa nasceu na cidade de João Pessoa, capital do estado da Paraíba. Quando criança estudou piano e fez parte de um coral. Quase na casa dos 20 anos já trabalhava como contabilista. Nessa época passou no concurso público para ocupar cargo de mesma função no Banco do Brasil. Já contratado, foi transferido para a cidade de Salvador, BA. De lá foi para a cidade de Maceió, AL, onde participou do movimento intelectual local.

Tomás Santa Rosa não tinha formação acadêmica, era autodidata.

Em 1932, mudou-se para o Rio de Janeiro, então a capital do Brasil e o local de concentração de artistas e intelectuais do todo país. Naquele período o país vivia um momento de explosão do mercado editoral e de valorização artística.

Tomás Santa Rosa morreu aos 47 anos durante uma viagem a Índia para participar, primeiro, como representante do Brasil na Conferência Internacional de Teatro, em Bombaim, depois, como observador da 9ª Conferência Geral da Unesco Para a Educação, a Ciência e a Cultura, em Nova Délhi.

Meninas Lendo (Óleo Sobre Tela)

Alguns Projetos Gráficos de Livros

Seu primeiro projeto gráfico foi para o livro "Cahétes" de Graciliano Ramos, em 1933, Livraria Schmidt Editora.


Alguns Projetos Para Ariel Editora:

Alguns Projetos Para Livraria José Olympio Editora:

Alguns Cenários:
  • 1937 - "Ásia", de Henri-René Lenormand, Rio de Janeiro, RJ
  • 1942 - "Orfeu", de Jean Cocteau, Rio de Janeiro, RJ
  • 1943 - "Vestido de Noiva", de Nelson Rodrigues
  • 1944 - "Pelleas e Melisanda", de Maurice Maeterlink, Rio de Janeiro, RJ
  • 1953 - "A Falecida", de Nelson Rodrigues, Rio de Janeiro, RJ
  • 1954 - "Senhora dos Afogados", de Nelson Rodrigues

Algumas Pinturas:
  • "Pescadores", s.d.; óleo s/ tela, c.i.d.; 60 x 80 cm - Coleção Particular
  • 1940 - "Meninas Lendo", 1940; óleo s/ tela, c.i.d.; 72 x 84 cm
  • 1943 - "Pescadores", óleo s/ tela, c.i.d.; 54 x 64,9 cm - Museu Nacional de Belas Artes (Rio de Janeiro, RJ)
  • 1945 - "Na Praia", óleo s/ tela, c.i.d.; 64,5 x 80 cm
  • 1948 - "O Vento", óleo s/ madeira, c.i.d.; 46 x 55 cm
  • 1950 - "Cabeça", óleo s/ tela, c.s.d.; 70 x 60 cm
  • 1950 - "Duas Mulheres", óleo s/ tela, c.i.d.; 56 x 47 cm
  • 1955 - "Mulheres na Praia", óleo s/ tela; 50 x 68 cm

Fonte: Wikipédia

Góes Monteiro

PEDRO AURÉLIO DE GÓES MONTEIRO
(66 anos)
Militar e Político

* São Luiz de Quitunde, AL (12/12/1889)
+ Rio de Janeiro, RJ (16/10/1956)

Pedro Aurélio de Góes Monteiro foi um militar general-de-exército e político brasileiro. Era filho de Pedro Aureliano Monteiro dos Santos e Constança Cavalcanti de Góes Monteiro.

Oriundo de família com ascendência militar iniciou sua carreira na Escola de Guerra de Porto Alegre chegando ao posto de General-de-exército. Ao longo dos anos adotou um viés legalista ao combater os Dezoito do Forte, o Tenentismo e a Coluna Prestes durante os anos 20.

O irromper da Revolução de 1930 o levou a exercer o comando militar da mesma contribuindo sobremaneira para o seu êxito. Pouco tempo depois comandou as tropas Federais que debelaram a Revolução Constitucionalista de 1932 e, durante os combates com os paulistas, perdeu seu irmão, o capitão Cícero Augusto de Góes Monteiro que era integrante do 9º Regimento de Infantaria do Exército Brasileiro.

Após esse evento, foi ungido Ministro da Guerra (1934-1935) do governo Getúlio Vargas ocupando tal posição até a escolha de Eurico Gaspar Dutra como seu sucessor, o que não impediu Góes Monteiro de participar ativamente da decretação e manutenção do Estado Novo (1937-1945) evento que ajudou a consolidar seu clã como a força política dominante em Alagoas, Estado governado por dois de seus irmãos entre 1941 e 1945.

Na época em que foi ministro da Guerra, elaborou a Doutrina de Segurança Nacional que inspirou várias leis a esse respeito tanto na Era Vargas quanto no Regime Militar de 1964.

Em setembro de 1937, Góes Monteiro descobre o Plano Cohen, que foi um planejamento falso, forjado pelo então capitão Olympio Mourão Filho, de uma Revolução Comunista no Brasil. Esse plano foi posteriormente utilizado por Getúlio Vargas como justificativa do golpe que deu origem ao Estado Novo.

Góes Monteiro foi Chefe do Estado Maior do Exército Brasileiro entre 1937 e 1943, retornando ao ministério nos últimos dias de Getúlio Vargas no poder em 1945. Foi mantido no cargo no governo José Linhares e nos primeiros meses da gestão de Eurico Gaspar Dutra.

Após deixar o poder foi eleito senador pelo Partido Social Democrático (PSD) em 1947. No ano de 1945 seu irmão Ismar de Góis Monteiro havia sido eleito para esse mesmo cargo e em 1958 foi a vez de Silvestre Péricles chegar à Câmara Alta do país. No entanto, em 1950 Góes Monteiro não conseguiu se reeleger e ainda rejeitou um convite para ser vice-presidente na chapa de Getúlio Vargas.

Góes Monteiro foi chefe do Estado-Maior das Forças Armadas entre 15/02/1951 e 01/12/1952. A seguir, foi ministro do Superior Tribunal Militar (STM), de 15/12/1952 até seu falecimento em 16/10/1956.

Homenagens Recebidas
  • Grã-Cruz da Ordem de Quetzal (México)
  • Grã-Cruz da Ordem de Vasco Nunez de Balboa (Panamá)
  • Grã-Cruz da Ordem da Estrela Polar
  • Grã-Cruz da Ordem de Manoel de Cespedes (Cuba)