Milton Banana

MILTON BANANA
(64 anos)
Percussionista e Baterista

* Rio de Janeiro, RJ (23/04/1935)
+ Rio de Janeiro, RJ (22/05/1999)

Milton Banana é o músico que inventou o estilo de tocar Bossa Nova na bateria.

Um homem de gravação extremamente ocupado durante o primeiro período de Bossa Nova, ele gravou os históricos Chega de Saudade e Getz-Gilberto e gravou bastante com Tom Jobim e João Donato.

Ele também tocou pelas noites com Luíz Eça, Johnny Alf, Roberto Menescal, Carlos Lyra, Baden Powell, Sérgio Mendes, Luíz Bonfá e Bola Sete, entre outros. Milton Banana começou a se interessar muito cedo pela música, especialmente a percussão, por ser um fã da Orquestra Tabajara.

Da esquerda para a direita: Tião Neto, Tom Jobim, Stan Getz, João e Milton Banana
 Músico autodidata, logo ele estaria tocando com várias bandas dançantes e em 1955, se juntou ao grupo de Waldir Calmon, na Boate de Arpège, Rio de Janeiro. Em 1956 ele uniu-se ao Luis Eça Trio, tocando na Boate Plaza. Em 1959, Milton Banana estreou em gravação participando do primeiro álbum de João Gilberto, Chega de Saudade.

Em 1962, ele participou no importante espetáculo "Encontro", produzido por Aluísio de Oliveira, junto com João Gilberto, Tom Jobim, Vinicius de Moraes e Os Cariocas, na Boate Au Bon Gourmet, no Rio de Janeiro.

Naquele mesmo ano, viajou para Buenos Aires com João Gilberto onde eles fizeram uma temporada na Boate 676. Em novembro, ele foi para Nova York participar do show de bossa nova no Carnegie Hall. Em 1963, tocou bateria no Getz-Gilberto e viajou com João Gilberto, João Donato (piano) e Tião Neto (baixo) pela Itália e França.


Voltando ao Brasil, ele formou o seu grupo, o Milton Banana Trio. Naquela época não era muito comum para um baterista conduzir seu próprio grupo. O trio que teve várias formações e gravou nove álbuns para Odeon e alguns a mais para a RCA Victor.

Alguns desses ábuns foram reeditados como cd's, como são os casos de "Balançando com o Milton Banana Trio", "Sambas de Bossa: Milton Banana", "Os Originais: Milton Banana Trio" e "Ao Meu Amigo Tom".

Fonte:  Clube de Jazz

Rubens Vaz

RUBENS FLORENTINO VAZ
(32 anos)
Militar

* Rio de Janeiro, RJ (17/03/1922)
+ Rio de Janeiro, RJ (05/08/1954)

O major Rubens Florentino Vaz foi um militar brasileiro, da FAB.

Destacou-se por ser a vítima mortal do Atentado da Rua Tonelero contra Carlos Lacerda, quando o jornalista, retornando de um comício, se aproximava do seu apartamento no edifício à Rua Tonelero, 180.

Os tiros disparados feriram o pé de  Carlos Lacerda e mataram o major Rubens Vaz. A investigação subsequente indicou como mandante do crime o chefe da segurança pessoal do então Presidente da República, Getúlio VargasGregório Fortunato, apelidado de "O Anjo Negro".

19 dias após o episódio,  Getúlio Vargas cometeu suicídio.

O Atentado

O atentado contra  Carlos Lacerda  foi idealizado no Palácio do Catete pelo chefe da segurança de  Getúlio Vargas Gregório Fortunato.

Os tiros contra  Carlos Lacerda foram disparados quando ele voltava ao carro após chamar o garagista do Edifício Albervania e se despedir do major Rubens Vaz. A munição usada foi calibre 45.  Carlos Lacerda disparou seu revolver calibre 38 contra os agressores. Não acertou ninguém. Depois desse rápido tiroteio o major  Rubens Vaz estava caído no chão com dois tiros no coração. 

Rubens Vaz, já morto no hospital
Após investigações foi preso em Tinguá Climério Eurides de Almeida, policial do Departamento Federal de Segurança Pública, onde nunca trabalhou. Ele prestava serviço na Guarda Pessoal do Presidente da Republica. Presos também foram o motorista, que levou os autores do atentado, Nelson Raimundo, e Alcino João do Nascimento, que posteriormente confessou ser o autor da morte do major  Rubens Vaz.

O major Rubens Vaz morreu aos 32 anos deixando 4 filhos menores.

Em sua homenagem,  Carlos Lacerda, já governador do Estado da Guanabara, deu ao túnel que liga as Ruas Tonelero e Pompeu Loureiro o nome do major.

Fonte: Wikipédia e Tumminelli