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Márcio de Souza Mello

MÁRCIO DE SOUZA MELLO
(84 anos)
Militar e Presidente do Brasil

* Florianópolis, SC (26/05/1906)
+ Rio de Janeiro, RJ (31/01/1991)

Márcio de Souza Mello foi um militar brasileiro, marechal-do-ar da Força Aérea Brasileira. Nasceu em Florianópolis, Santa Catarina, em 26/05/1906.

No final dos anos 1940, o filho de contra-almirante, que ingressara na Escola Militar do Realengo em 1925, no Rio de Janeiro, foi designado adido aeronáutico junto às embaixadas brasileiras em Buenos Aires e Montevidéu. Nessa função, estreitou laços de amizade com Arthur da Costa e Silva, à época adido militar e que na ocasião do 13/12/1968 era o presidente do Brasil.

O leitor assíduo de Eça de Queirós, e representante da linha dura das Forças Armadas, ocupou, em 1964, o cargo de ministro da Aeronáutica por 22 dias, no governo Castelo Branco. Pediu a exoneração da posição por discordar da decisão presidencial sobre a posse de um porta-aviões. Dois anos depois foi empossado novamente à frente do Ministério da Aeronáutica, a pedido de Arthur da Costa e Silva.

Exerceu o cargo de presidente da República numa junta composta pelos ministros Augusto Hamann Rademaker Grünewald, da Marinha, Aurélio de Lyra Tavares, do Exército, e Márcio de Souza e Mello, da Aeronáutica, em 31/08/1969, quando o presidente Artur da Costa e Silva foi afastado devido a uma trombose cerebral. A nomeação da junta composta por militares foi feita pelo Alto Comando das Forças Armadas, que temia a abertura do Congresso e suspensão dos atos institucionais que vigoravam.

Augusto Rademaker, Márcio de Souza Mello e Aurélio de Lyra Tavares
Em entrevista para o livro "1968, o Ano Que Não Terminou", de Zuenir Ventura, Márcio de Souza Mello admitiu a existência do plano de utilizar o Para-Sar, unidade de buscas e salvamento da Força Aérea Brasileira (FAB), na contenção dos "subversivos", fato que negou quando surgiu a denúncia, em outubro de 1968.

Este período teve grande conturbação política, incluindo o sequestro do embaixador americano Charles Elbrick no Rio de Janeiro, em 04/09/1969, por movimentos rebeldes Ação Libertadora Nacional (ALN) e do Movimento Revolucionário 8 (MR-8). Entre outras exigências, os militantes exigiam a libertação de presos políticos. O governo atendeu a condição dos sequestradores e libertou 15 pessoas em troca da liberdade do embaixador.

Após o episódio, o governo militar decretou mais dois atos institucionais, o AI-13, que estabeleceu a pena de banimento em caso de ameaça à segurança do Estado e o AI-14, que instituiu a pena de morte e prisão perpétua para casos de guerra revolucionária ou subversiva.

Em outubro de 1969, a junta militar editou o AI-16, que extinguiu o mandato do presidente Costa e Silva e de seu vice Pedro Aleixo e criou um calendário para a nova eleição presidencial.


Numa manobra política para acabar com a oposição à indicação do general Emílio Garrastazu Médici, foi instituído ainda o AI-17, que mandava para a reserva os militares considerados ameaçadores à coesão das forças armadas.

Ainda com o objetivo de reprimir os movimentos de esquerda, a junta editou a emenda constitucional número 1 ao AI-5, um dos mais populares que foi criado em 1967 instituindo a censura, através da qual aumentavam os poderes punitivo e repressivo do Estado.

Em 22/10/1969, o Congresso Nacional foi reaberto para eleger Emílio Garrastazu Médici como presidente e Augusto Hamann Rademaker Grünewald, como vice.

Márcio de Souza Mello foi novamente ministro da Aeronáutica durante o governo de Emílio Garrastazu Médici, mas pediu exoneração do cargo em 26/11/1971.

Exatos dez anos após a assinatura do AI-5, em dezembro de 1978, o ministro da Aeronáutica declarou ao jornal O Estado de S. Paulo que assinara o documento "porque sabia de sua transitoriedade ou, pelo menos, assim imaginava (...) Não se pode negar que foi desvirtuado (...) dos ideais revolucionários". Estava afastado da vida pública havia sete anos, quando foi exonerado do cargo de ministro no governo de  Emílio Garrastazu Médici, devido a conflito de doutrina na direção da Aeronáutica.

Márcio de Souza Mello morreu no Rio de Janeiro, em 31/01/1991 aos 85 anos. Foi casado e teve duas filhas.

Promoções
  • Tornou-se praça em 31/03/1925
  • Aspirante a oficial em 20/01/1928
  • Segundo-tenente em 09/08/1928
  • Primeiro-tenente em 14/08/1930
  • Capitão em 16/06/1933
  • Major em 07/09/1938
  • Tenente-coronel em 20/12/1941
  • Coronel em 01/11/1946
  • Brigadeiro em 10/04/1954
  • Major-brigadeiro em 22/04/1961


Abdias dos Oito Baixos

JOSÉ ABDIAS DE FARIAS
(57 anos)
Cantor, Compositor, Acordeonista e Produtor Musical

* Taperoá, PB (13/10/1933)
+ (03/03/1991)

José Abdias de Farias também conhecido como Abdias dos Oito Baixos, foi acordeonista, cantor, compositor e produtor musical brasileiro. Casado com a cantora Marinês.

Nascido em Taperoá, cidade do interior da Paraíba, que dista 217 quilômetros da capital do Estado, João Pessoa, Abdias era filho de Alípio Maria da Conceição e Cecília Maria de Farias. Aos 6 anos de idade já empunhava sua sanfona de 8 baixos contra a vontade do pai, que, convencido afinal, da precocidade musical do filho, começou a ministrar-lhe os primeiros ensinamentos.

Aos 12 anos, passou dos 8 baixos para o acordeom, ingressando como solista na Radio Difusora de Alagoas, onde conheceu Marinês, que viria a se tornar sua esposa e parceira na música. Depois de casados, formaram uma dupla, que ao percorrer vários estados, eis que um deles, em Sergipe, na cidade de Propriá, foram apreciados por ninguém menos que Luiz Gonzaga, que, na ocasião, convidou-os para integrarem sua comitiva.

Após um ano de excursões, Marinês atingiu o estrelado com o famoso grupo Marinês e Sua Gente, sendo que no meio dessa gente, estava o Abdias, que por modéstia, não havia gravado nada. Por insistência de Marinês Abdias resolveu seguir carreira solo com a sanfona de oito baixos, ficando conhecido como Abdias e Sua Sanfona de Oito Baixos.


Em 1957, participou do filme "Rico Ri à Toa", dirigido por Roberto Faria, acompanhando Marinês com sua sanfona de oito baixos, na música "Peba na Pimenta" (João do Vale, José Batista e Adelino Rivera). O filme foi estrelado por Zé Trindade e teve participações de atores como Silvinha Chiozo, Violeta Ferraz, Oswaldo Louzada e Zezé Macedo.

Em 1960, pela Columbia, Abdias gravou "Quadrilha no Arraiá" (Abdias) e "Roedeira Dor do Amor" (Ari Monteiro). No mesmo ano, Marinês gravou, de sua autoria e de Zaccarias, o xote "Nova Geração".

Em 1961, lançou de sua autoria "Pai Abdias no Forró" e "Pulando o Frevo".

Em 1962, gravou "Xique-Xique" (Reginaldo Alves), e "Catingueira" (João Silva e Oliveira Bastos).

Em 1963, passou a gravar na CBS, onde lançou "Forquedo de Viano" e "Bode Chinê", com arranjos de sua autoria. Gravou também "Fogosa" e "Besouro Mangangá", composições de Rosil Cavalcânti, e "Zé Pereira" e "O Abre-Alas" de Chiquinha Gonzaga. Ainda em 1963, Marinês e Sua Gente gravaram pela RCA Victor, de sua autoria e de João do Vale, a moda de roda "Balancero da Usina".


Entre seus LPs constam "Seus Sambas de Sucessos", "Revivendo Sucessos" e "Vou Nessa Leva", todos lançados pela gravadora Entre

Como produtor, atuou junto do Trio Nordestino, de Jackson do Pandeiro e de Marinês e Sua Gente. O cantor e compositor paraibano Vital Farias compôs, em 1982, em parceria com Livardo Alves, a música "Forrófunfá (Abdias dos Oito Baixos)" em sua homenagem, que participou da gravação, tocando o seu famoso fole de oito baixos.

Produziu discos de forró para a gravadora CBS, incluindo entre outros, o Coronel Ludugero.

Em 1995, teve uma coletânea lançada pela Sony.

Em 1998, a Polydisc lançou o CD "20 Super Sucessos", com o melhor de sua produção.

No LP "Meu Pai e a Sanfona", Abdias homenageou seu pai, considerado um dos maiores sanfoneiros de oito baixos do sertão da Paraíba.


Discografia

  • 1960 - Quadrilha no Arraiá / Roedeira Dor do Amor (Columbia, 78)
  • 1960 - Abdias no Forró (Columbia, LP)
  • 1960 - Deixa Comigo (Harmony, LP)
  • 1960 - Tarrabufado (Harmony, LP)
  • 1961 - Ensaio de São João / Forró de Chico Gato (Columbia, 78)
  • 1961 - Pai Abdias no Forró / Pulando o Frevo (Columbia, 78)
  • 1962 - Carraspana / Ramalho no Frevo (Columbia, 78)
  • 1962 - Festa Com 8 Baixos (Columbia, 78)
  • 1962 - Forró do Chico Gato / Rechaço do Brigé (Columbia, 78)
  • 1962 - Xique-Xique / Catingueira (Columbia, 78)
  • 1963 - Arrasta Pé / Abdias e Sua Sanfona de 8 Baixos (CBS, 78)
  • 1963 - Besouro Mangangá / Forró no Marruá (CBS, 78)
  • 1963 - Forgueto de Viano / Bode Chiné (CBS, 78)
  • 1963 - Rechaço de Brigué / Fogosa (CBS, 78)
  • 1963 - Zé Pereira / O Abre Alas / Beliscando (CBS, 78)
  • 1964 - Arrasta Pé No Surrão / Tocando Borá (CBS, 78)
  • 1965 - Sai do Sereno (CBS, LP)
  • 1966 - Forró Em Fim de Feira (CBS, LP)
  • 1967 - Segura o Pé de Bode (CBS, LP)
  • 1969 - Forró ao vivo (LP, CBS)
  • 1970 - Na Ginga do Merengue (CBS, LP)
  • 1970 - Um Oito Baixos Diferente (CBS, LP)
  • 1971 - Forró do Pé Rapado (CBS, LP)
  • 1971 - Oito Baixos Pra Frente (CBS, LP)
  • 1971 - Seus Sambas de Sucesso (CBS, LP)
  • 1972 - Isso é Importante (CBS, LP)
  • 1973 - Forroriando (CBS, LP)
  • 1973 - Revivendo Sucessos (Entre/CBS, LP)
  • 1974 - Tem Fuzuê (CBS, LP)
  • 1975 - Botão Variado (CBS, LP)
  • 1976 - Forrófunfá (CBS, LP)
  • 1977 - Vou Nessa Leva (CBS, LP)
  • 1978 - Um Oito Baixos Sem Patim (Uirapuru, LP)
  • 1979 - Questão de Honra (Uirapuru, LP)
  • 1980 - Do Jeito Que Meu Pai Tocava (Uirapuru, LP)
  • 1981 - Meu Pai e a Sanfona (Uirapuru, LP)
  • 1982 - No Ano da Copa, Cabana (Copacabana, LP)
  • 1983 - Como Antigamente (Copacabana, LP)
  • 1984 - Sanfoneiro Desde Menino (Copacabana, LP)
  • 1988 - Sua Majestade o 8 Baixos Com Abdias (Chantecler, LP)


Coletâneas

  • 1969 - As Melhores do Nordeste, Vol. 1 (CBS, LP) *
  • 1970 - As Melhores do Nordeste, Vol. 2 (CBS, LP) *
  • 1970 - Pau de Sebo, Vol. 4 (CBS, LP) *
  • 1971 - Pau de Sebo, Vol. 5 (CBS, LP) *
  • 1972 - Pau de Sebo, Vol. 6 (LP, CBS) *
  • 1976 - As 4 Melhores do Nordeste (EPIC, Compacto) *
  • 1978 - Pau de Sebo VIII (CBS, LP) *
  • 1988 - Você Gosta de Música Nordestina? (Tapecar, LP) *
  • S/D - O Melhor do Forró, Vol, 2 (Veleiro, LP) *

* Vários Artistas

Indicação: Miguel Sampaio

Chico Doido de Caicó

FRANCISCO MANOEL DE SOUZA FORTE
(69 anos)
Poeta

* Caicó, RN (1922)
+ Duque de Caxias, RJ (1991)

Francisco Manoel de Souza Forte, conhecido como Chico Doido de Caicó, foi um poeta brasileiro, autor de poesias erótico/debochadas.

Pouco se sabe sobre a vida de Francisco Manoel de Souza Forte. Nos anos 40, saiu de Caicó e foi servir na Marinha Mercante. Nos anos 50, residiu em Natal, RN.

Chico Doido nos últimos anos de vida frequentou a famosa Feira de São Cristovão, no Rio de Janeiro, onde divulgava seu trabalho. Pouco antes de sua morte foi descoberto por Nei Leandro de Castro e Moacy Cirne, que passou a divulgar seus poemas.


Repercussão

Após ser apresentado aos poemas de Chico Doido por Nei Leandro de CastroMoacy Cirne passou a publicá-los em seu fanzine-panfleto "Balaio Porreta" a partir de 1991.

Em 1993, foi lançado postumamente à Academia Brasileira de Letras. Em 1994, foi postumamente, e representado por Moacy Cirne, patrono da turma de formandos de Comunicação Social da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Em 2002, Moacy Cirne e Nei Leandro publicaram a coletânea "69 Poemas de Chico Doido de Caicó" (Natal, Sebo Vermelho)

Teatro

Pouco após a publicação da coletânea, foi tema da peça "Chico Doido de Caicó", dirigida pelo ator Leon Góes, permanecendo em cartaz por dois meses no Teatro Vila Lobos. A peça gerou repercussão suficiente para que fosse publicado um artigo sobre Chico Doido no jornal francês Le Monde.

Fonte: Wikipédia

Osvaldo Nunes

OSVALDO NUNES
(60 anos)
Cantor e Compositor

* Rio de Janeiro, RJ (02/12/1930)
+ Rio de Janeiro, RJ (18/06/1991)

Osvaldo Nunes não chegou a conhecer os pais e foi criado em instituições de caridade. Trabalhou como baleiro, engraxate e camelô, além de artista ambulante. Já maior de idade, enveredou pela marginalidade até que, frequentando escolas de sambas e blocos de carnaval acabou por entrar na carreira artística.

Sua primeira composição foi o samba "Real Melodia". Em 1951, seu samba "Vidas Iguais", com Ciro de Souza, e o samba-canção "Estranho", com Cabeção foram gravados por Leny Eversong na Continental.

Em 1955, o samba-canção "Aquele Quarto", com Aníbal Campos foi gravado por Dalva de Andrade na Continental. Em 1962, gravou seu primeiro disco, pelo selo pernambucano Mocambo com os sambas "Lar Vazio" e "Agradecimento", ambos de sua autoria. No mesmo ano, gravou o twist "Vem Amor", parceria com Lino Roberto, e o samba "Fim", de Lino Roberto. Ainda nesse ano, e também pela Mocambo, juntamente com o Bloco Carnavalesco Bafo da Onça gravou aquele que seria seu maior sucesso, a batucada "Oba", que continuou a embalar os desfiles do bloco nas décadas seguintes e que se tornou o hino oficial do Bloco Carnavalesco Bafo da Onça. Continuando 1962, embalado pelo sucesso de "Oba" lançou pela Mocambo/Rozenblit um LP com o mesmo título no qual gravou composições próprias como "Alô Meu Bem", "Chorei... Chorei...", "Lar Vazio", e "Nunca Mais", esta última, parceria com Ruy Borges, além de "Volta Por Cima", de Paulo Vanzolini, "Diário de Amor", de Senô, "Gosto de Você de Graça" e "Zé da Conceição", de João Roberto Kelly, "Oito Mulheres", de José Batista, "Faço Um Lê Lê Lê", de Luiz Reis e Haroldo Barbosa, e "Fim", de Lino Roberto.

Em 1963, gravou os sambas "Zé da Conceição", de João Roberto Kelly, e "Alô! Meu Bem", de sua autoria. Nesse ano, seu "Samba do Saci", com Lino Roberto, foi gravado por Clóvis Pereira em interpretação de órgão, e os sambas "Chorei, Chorei" e "Samba do Saci" foram registrados pelo Bloco Carnavalesco Bafo da Onça.


Gravou pra o carnaval de 1965, o do quarto centenário do Rio de Janeiro, as marchas "A Dança da Pulga", de sua autoria e Pernambuco, e "Saudações ao Rei Momo", de sua autoria. Nesse ano, fez grande sucesso com a marcha "Na Onda do Berimbau", de sua autoria, que alcançou grande aceitação popular.

No carnaval de 1967, fez sucesso com a marcha "Mãe-iê", de sua autoria. Destacou-se no ano seguinte com a marcha "Voltei", e em 1969, com a marcha "Levanta a Cabeça".

Na segunda metade da década de 1960, apresentou-se em shows acompanhado do grupo The Pop's, com o qual gravou em 1969 o LP "Tá Tudo Aí" no qual interpretou as músicas "Tá Tudo Aí", "Você Deixa", "Tamanqueiro", "Dendeca", "Doce Canção", "Chorei Chorei", e "Canto da Sereia", todas de sua autoria, além de "Outro Amor de Carnaval", com Raul Borges e Humberto de Carvalho, "Cascata", com A. Marcilac, e "Mulher de Malandro", com Celso Castro. Gravou também "Cateretê", de Arnoldo Silva e Odair José de Araújo, e "Guerra Santa", de Mário Rossi e Cyro de Souza.

Em 1970, obteve o segundo lugar no IV Festival de Músicas de Carnaval com o samba "Não Me Deixes", de sua autoria em parceria com Milton de Oliveira e Helton Menezes. No mesmo festival, foi finalista com o samba "A Escola Vai Descer", com Aristóteles II.

Em 1971, sagrou-se tricampeão do Concurso Oficial de Músicas de Carnaval da Guanabara promovido pela Secretaria de Turismo da Guanabara, TV Tupi e jornais O Dia e A Notícia, com o samba "Saberás", parceria com R. Gerardi. No mesmo ano, lançou pela CBS o LP "Você Me Chamou", no qual cantou, apenas de sua autoria, a faixa "Real Melodia". Interpretou também as músicas "Perambulando" (Osvaldo NunesJosé Barbosa Filho, e "A Moeda" (Osvaldo Nunes e Franco Xavier), além de composições de outros compositores como "Você Me Chamou" (Rubens e Capoeira), "Ele Disse Que Vai Voltar" (Pedro Paulo), "Na Beira do Mar" (Gracia), "Eu Gosto de Ti" (Jorge Rangel), "Eu Vim de Longe" (Zé Pretinho da Bahia e Marco Antônio), "Zabelê" (Rossini Pinto), "A Lenda do Nego e a Rosa" (Getúlio Côrtes e Abelardo Gomes), "Pai Oxalá, Mãe Janaina" (Robson Guimarães e Niquinho), e "Minha Bety Adorada" (Tony Nunes).

Em 1978, já pela RCA Victor, lançou o LP "Ai, Que Vontade", no qual interpretou as músicas "Êh Viola", (Joel Menezes e Noca da Portela), "Dança do Bole Bole" (João Roberto Kelly), "Ai, Que Vontade" (Dão e Beto Sem Braço), "Se Você Me Quer" (Anezio), "Vou Tomar Um Porre" (Jurandir Bringela e Paulinho da Mocidade), "O Dono da Justiça" (Marco Polo e Genaro da Bahia), e "Se Você Quiser Voltar" (Gerson Alves e Jorginho Pessanha), além de composições suas como "Tem Tem" (Osvaldo Nunes e Celso Castro), "A Dança do Jongo" (Osvaldo Nunes e Geraldo Martins), "Tim Tim Tim Ô Lê Lê",(Osvaldo Nunes e Zé Pretinho da Bahia), "Dendê na Portela" (Osvaldo Nunes e Hilton Veneno), e "O Que é Que eu Faço".

Com mais de 40 composições gravadas, seus maiores sucessos foram os sambas "Ôba", "Virou Bagunça", "Samba do Saci", "Chorei Chorei", "Ziriguidum do Pirata", "Alô Meu Bem", "Lar Vazio", "Nunca Mais", "Catumbi Agradece" e "Na Onda do Berimbau".

Morte

Osvaldo Nunes foi assassinado misteriosamente em seu apartamento no Rio de Janeiro.


Discografia

  • 1978 - Ai, Que Vontade (RCA Victor - LP)
  • 1971 - Você Me Chamou (CBS - LP)
  • 1969 - Tá Tudo Aí! - Osvaldo Nunes e The Pop's (Equipe - LP)
  • 1963 - Zé da Conceição / Alô! Meu Bem (Mocambo - 78)
  • 1962 - Oba (Mocambo - 78rpm)
  • 1962 - Lar Vazio / Agradecimento (Mocambo - 78rpm)
  • 1962 - Vem Amor / Fim (Mocambo - 78rpm)
  • 1962 - Ôba (Mocambo / Rozenblit - LP)


Manoel Jacintho

MANOEL JACINTHO COELHO
(87 anos)
Fundador da Cultura Racional

* Rio de Janeiro, RJ (30/12/1903)
+ Rio de Janeiro, RJ (13/01/1991)

Manoel Jacintho Coelho foi o fundador da Cultura Racional. Filho de músicos, o pai, Manoel, era maestro e a mãe, Rosa Maria, professora de piano. Ao completar treze anos, Manoel Jacintho já era violonista. O violão de sete cordas tornou-se uma de suas especialidades.

Aos dezoito anos entrou para o Exército Brasileiro. Ingressou na 1ª Companhia de Metralhadoras Pesadas, no Quartel de Deodoro, no Rio de Janeiro. Trabalhou muitos anos no Ministério das Relações Exteriores, Palácio do Itamaraty, no Rio de Janeiro.

Em 4 de outubro de 1935 iniciou a elaboração da Enciclopédia de Cultura Racional composta de 1.000 livros, intitulada "Universo Em Desencanto", e a concluiu em 5 de dezembro de 1990. Os livros foram divididos em cinco partes:

  • 1°- Obra, composta de 21 volumes
  • 2°- Réplica, composta de 21 volumes
  • 3°- Tréplica, composta de 21 volumes
  • 4°- Histórico, composta de 934 volumes
  • 5º - Amarelões, composta de 3 volumes editados entre 1935 e 1938

Recebeu ao longo de sua vida várias condecorações nacionais e internacionais, dentre elas a Medalha de Honra da Inconfidência, que a Presidência da República confere a um civil, o título de Comendador pela Ordem Internacional dos Jornalistas, e a Medalha Tiradentes, concedida pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Foi biografado pelo jornalista Jorge Elias, na obra intitulada "Cavaleiro da Concórdia - O Homem do Outro Mundo".

Fonte: Wikipédia

Mara Rúbia

OSMARINA LAMEIRA COLARES CINTRA
(72 anos)
Atriz, Bailarina e Vedete

* Ilha de Marajó, PA (03/02/1919)
+ Rio de Janeiro, RJ (15/05/1991)


Mara Rúbia começou a trabalhar como bailarina no Teatro de Revista, tornando-se vedete de grande popularidade nas décadas de 40 e 50.

Estrelou sucessos como É Rabo de Foguete e Bonde da Laite. Com um enorme carisma e espontaneidade, dividiu os palcos cariocas com outras celebridades da época, entre elas, Dercy Gonçalves, Renata Fronzi, Oscarito e Grande Otelo.

Em 1953, ganhava 46 mil cruzeiros por mês, como contratada da TV Tupi de São Paulo e TV Tupi do Rio de Janeiro. Quatro anos depois, passou a comandar um programa exclusivo na emissora carioca chamdo Boate Martini, transmitido pela TV Tupi do Rio de Janeiro e onde apresentava os artistas em evidência na ocasião. Nessa ocasião, decidiu abandonar o teatro para se dedicar a outras atividades artísticas, mas foi obrigada a voltar em sua decisão a pedidos dos admiradores e de empresários.

Sua carreira também inclui trabalhos no cinema - Dona Flor e Seus Dois Maridos, Os Deuses e os Mortos, e na televisão telenovelas como Sinal de Alerta e Feijão Maravilha, pela Rede Globo. Seu último filme foi Bububu não Bobobo em 1980.

Nos palcos, Maria Rúbia destacou-se ainda em "A Filha de Iorio", de Gabriele D'Annunzio.

Mara Rúbia faleceu aos 73 anos em consequencia de problemas circulatórios e respiratórios.

Fonte: Wikipédia

Amador Aguiar

AMADOR AGUIAR
(86 anos)
Empresário, Banqueiro e Lavrador

☼ Ribeirão Preto, SP (11/02/1904)
┼ São Paulo, SP (24/01/1991)

Amador Aguiar foi um empresário, banqueiro e lavrador, diretor-presidente do banco Bradesco, que hoje disputa com o Banco do Brasil e Banco Itaú o posto de maior instituição financeira do Brasil.

De origem humilde, fez seus estudos primários no Grupo Escolar de Sertãozinho. Trabalhou na terra, no cultivo do café, mas aos 16 anos, pretendendo crescer na vida e brigado com seu pai, abandonou o campo, transferindo-se para Bebedouro onde conseguiu um emprego numa tipografia. Foi aí que, num acidente de trabalho, perdeu o dedo indicador da mão direita.

Amador Aguiar dizem que era brigado com o seu irmão Jaime Aguiar e assim quando este morreu ele tomou conta de seus sobrinhos Araci Aguiar, Jura Aguiar, Jaime Aguiar Filho e Ira Aguiar. Teve oito irmãos, mas pouco se sabe sobre eles, exceto Mário Coelho Aguiar, que trabalhou no Bradesco e chegou a vice-presidente. Mas, curiosamente, ninguém da família Aguiar fez carreira sucessória no banco, exceto os atuais assentos no Conselho por força dos 10% de herança que os herdeiros detém no banco.

Braguinha, Amador Aguiar e Lázaro Brandão, na época da fusão com o Bradesco.
De Bancário a Banqueiro 

Em 1926, com 22 anos de idade, obteve o emprego de office boy no Banco Noroeste, agência de Birigui. Iniciava assim, num posto humilde, a sua carreira de bancário. Com muito esforço e, ao mesmo tempo, com muita determinação, percorreu todos os cargos ali existentes, até o de gerente.

Em seguida, foi trabalhar na Casa Bancária Almeida Irmãos, com sede em Marília, instituição financeira fundada pelo Coronel Galdino de Almeida, cujo presidente era seu filho, José Alfredo de Almeida (Zezé), cargo que ocupou até a década de 1960, sendo sucedido pelo seu cunhado, Drº José da Cunha Jr., que ficou até 1969. José Alfredo de Almeida alguns anos depois veio a fundar uma companhia de aviação civil no país, mercado em que seguiu até o fim de sua vida.

Sob o comando do então presidente e controlador, Dr. José da Cunha Jr., a casa bancaria transformou-se em banco, passando a chamar-se Banco Brasileiro de Descontos.

Em 1946, sua sede foi transferida para a Rua Álvares Penteado, em pleno centro financeiro da cidade de São Paulo e, sete anos após, a administração do banco foi levada para a denominada Cidade de Deus, Vila Yara, em Osasco. Já contava, então, com agências nas principais cidades de São Paulo e em quase todos os estados do Brasil.

Amador Aguiar, aliando-se a outros acionistas do banco e de alguns diretores muito próximos, aguerridamente, lançava novos lotes de ações aos quais subscrevia instantâneamente, montando assim a maioria de ações, tomando o controle da instituição.

Em 1969, de superintendente, passou à presidência do banco, por ocasião da aposentadoria do Drº José da Cunha Jr., genro do coronel Galdino, que exerceu o cargo até sua morte. Curiosamente, até mesmo a fundação do Bradesco conferem a Amador Aguiar mas, tal não é verdade.

A partir desse momento e sob sua gestão, o banco ganhou enorme desenvolvimento, enveredando por outras áreas afins e sempre crescendo, transformou-se na maior instituição financeira privada do Brasil. Ajudaram-no nessa empreitada, na fase de maior desenvolvimento do banco, seu irmão Mário Coelho Aguiar, Laudo Natel, Jatil Sanches, Rui Mendes de Rosis, Manoel Cabete, Leonardo Gracia, Ageu Silva, Décio Tenerello e Lázaro de Mello Brandão que viria a sucede-lo na presidência do Grupo.

O Empresário

A controvérsia se Amador Aguiar foi ou não empresário ou simples empregado contratado em 1943, ano em que o projeto de virar banqueiro começou a se concretizar, está em uma assertiva que paira na mídia: "com amigos, adquiriu a Casa Bancária Almeida, um banco falido de Marília (SP)" 

Diz-se que não era nada disso. Os tais amigos, que não de Amador Aguiar, na verdade cunhados, tinham fundado a Casa Bancária Almeida & Cia. A instituição transformou-se em banco e ganhou um novo nome: Banco Brasileiro de Descontos, o Bradesco. No dia da inauguração, (dizem que foi na véspera, outros, naquela semana), a morte repentina do escolhido para dirigir o novo negócio fez de Amador Aguiar o diretor-presidente. Na verdade, o Gerente do negócio, pois há relatos que era um Superintendente (nem mesmo Diretor). Dizem ainda que, além de plenos poderes, foi agraciado com um terço das ações do banco, que, por sinal, naquele momento, nada valiam. Mesmo assim, é curioso alguém doar 1/3 de um banco, por menor que seja, a um funcionário.

O Bradesco era tão insignificante que o próprio Amador Aguiar fazia piada da sigla da instituição nascente. "Banco Brasileiro dos Dez Contos, se há?", alguém perguntava, e ele respondia às gargalhadas: "Não há!". Isso também é um mito plantado pelo próprio Amador Aguiar, nos anos 80 em entrevista à Folha de São Paulo.

Dizem que na verdade o Bradesco cobrava 10 contos de réis para descontar títulos da época (ex.: uma duplicata), um valor abaixo dos demais bancos, que cobravam um percentual. Daí veio o apelido, "O Banco dos Dez Contos".

Pesquisando em "A História do Fundador do Bradesco", há uma errata - que muda tudo o que se diz. Vejamos:

"Ao ser contratado como diretor-gerente da Casa Bancária Almeida, de Marília, Amador Aguiar recebeu 10% das ações e não um terço delas; na ocasião, a instituição já se chamava Bradesco e não estava falida; em 1951, Aguiar assumiu a superintendência e só se tornou presidente do Bradesco em 1969, em substituição a José da Cunha Jr., genro do fundador do banco, José Galdino de Almeida."

O mais curioso é que ele conseguiu plantar a imagem de fundador tanto do Bradesco como da Fundação Bradesco, eliminando totalmente a família Almeida da história do banco.

Genial nos negócios, empresário de visão e grande empreendedor, Amador Aguiar não dedicou sua vida profissional apenas ao Bradesco. Teve maior ou menor grau de envolvimento e participação, entre outras, nas seguintes empresas: Cia. Porto Seguro de Seguros Gerais, Casa Ouvidor S.A., Cia. Comercial de Café São Paulo-Paraná e Companhia Antarctica Paulista. Além disso, foi proprietário de diversas fazendas, revivendo nelas suas origens de trabalhador da terra.

O Benemérito

Amador Aguiar era um homem de gênio difícil. Retraído, sempre sério, não cultivava muitas amizades. Rigoroso com seus funcionários e consigo mesmo, tinha uma vida espartana e praticamente toda dedicada ao trabalho. Portava-se como um homem humilde, sem luxos e com modestos lazeres. Porém, era bastante vaidoso pelo império econômico que construíra, traço que tentava esconder ou dissimular, mas perceptível para os que o cercavam. Sua fama de homem duro e de forte personalidade poderia levar à ideia de que fosse um egocêntrico que pensasse somente nos seus interesses pessoais.

Entretanto, na realidade, em que pese as histórias lendárias que circulavam a seu respeito, foi um homem generoso. Graças a ele, Osasco ganhou sua primeira companhia telefônica, posteriormente incorporada à Telesp. A Prefeitura da cidade foi várias vezes beneficiadas com obras de urbanismo pagas pelo banco. Da mesma forma, o fórum recebeu instalações condignas devido à contribuição do poderoso banqueiro.

Se não fosse por sua ajuda, Osasco não teria a conceituada Faculdade de Direito, instalada em 1969, onde Amador Aguiar exigiu também o curso de Administração de Empresas, e não só foi atendido como a faculdade passou a se chamar Faculdade de Administração Amador Aguiar, onde se formaram vários alunos, futuros e alguns atuais dirigentes do Bradesco até hoje, 40 anos depois.

Auxiliou o professor Edmundo Vasconcellos e equipar a Gastroclínica, por ele fundada ao lado da Av. Ruben Berta, em São Paulo. Estes são alguns exemplos do muito que realizou em benefício dos funcionários e da população em geral. O São Paulo Futebol Clube também teve uma mãozinha de Amador Aguiar, pois Laudo Natel foi, junto com Amador Aguiar, Diretor do Bradesco e do São Paulo Futebol Clube. Até hoje o São Paulo Futebol Clube tem um posto de serviços bancários do Bradesco em suas dependências.

O Excêntrico

Nunca se saberá porque Amador Aguiar adorava colher excentricidades sem tê-las. Talvez tivesse algumas poucas, mas, por exemplo, dizer que não usava meias nem talões de cheques, basta uma olhada em fotos antigas no Museu Bradesco, na Cidade de Deus, Osasco, que veremos que ele em várias fotos está calçando meias. Quanto aos talões, ele não os usava porque não precisava, pois andava com dinheiro ou mandava algum subordinado do banco pagar, debitando diretamente da conta do Banco.

É verdade que dirigia seu próprio fusca, como dizem, mas isso na década de 60, pois é sabido que na década de 80, por exemplo, vinha trabalhar com motorista particular e de Landau. Talvez todos os Diretores dirigiam fuscas na década de 60. Adorava andar a pé pelas dependências do Banco, o que não é excentricidade, pelo contrário, os atuais diretores deveriam seguir esse nobre hábito, comum em empresários que vêem a empresa como suas obras. Enfim, era um homem bom e um empresário como qualquer outro, talvez mais simples apenas.

A Fundação Bradesco

Os poucos anos em que frequentou regularmente a escola, mostraram a Amador Aguiar a necessidade de disseminar a educação entre os jovens. Provavelmente, daí ter surgido a ideia da instituição da Fundação Bradesco, da qual muito se orgulhava e que hoje mantém escolas espalhadas pelo Brasil inteiro, sendo um instituto de educação modelar. Foi ela a sua maior realização de cunho social.

Antes de morrer doou grande parte de suas ações para a Fundação Bradesco, que tornou-se a controladora do Bradesco. Desta forma, os presidentes do Bradesco não são seus donos. Como a Diretoria controla a Mesa Regedora da Fundação Bradesco, o banco tornou-se um banco "de diretores". Porém, sua neta, Denise Aguiar, está à frente do projeto educacional da Fundação Bradesco, além de ter assento no Conselho de Administração, já que a família Aguiar tem aproximadamente 10% das ações com direito a voto no Bradesco.

Fonte:  Wikipédia

Stellinha Egg

STELLA MARIA EGG
(76 anos)
Atriz, Cantora e Compositora

* Curitiba, PR (18/07/1914)
+ Curitiba, PR (17/06/1991)

Stellinha Egg nasceu numa família de seis irmãos (três meninas e três meninos: Jovita, Carlos, Stellinha, Arthur, Daniel e Rosinha) e cresceu recebendo a influência do ambiente musical existente em sua família - o pai cantava no coral e tocava flauta horizontal, a mãe tocava bandolim.

Com cinco anos começou a cantar em festas da igreja evangélica. Posteriormente, participou de um concurso de cantores para Rádio Clube Paranaense, tirando o primeiro lugar, sempre acompanhada do seu violão. Mas tarde deixou de tocar violão e dedicou-se ao canto.

Sua carreira profissional se iniciou na Rádio Clube Paranaense, em Curitiba. Venceu um concurso de melhor intérprete do folclore brasileiro e foi contratada a partir daí pela Rádio Tupi de São Paulo, para onde se transferiu logo depois.

Na capital paulista trabalhou na Rádio São Paulo e na Rádio Cultura.

No início da década de 40, transferiu-se para a Rádio Tupi do Rio de Janeiro, onde se apresentou ao lado de Dorival Caymmi e Sílvio Caldas.

Em 1944, gravou seu primeiro disco, pela gravadora Continental, interpretando a toada Uma Lua no Céu... Outra Lua no Mar (Jorge Tavares e Alaíde Tavares), e o coco Tapioquinha de Coco (Jorge Tavares e Amirton Valim).

No ano de 1945, casou-se com o maestro Lindolpho Gaya, que conhecera na Rádio Tupi de São Paulo, e que a partir daí trabalharia nos arranjos de suas músicas, e de quem gravou, entre outras músicas, o samba Não Consigo Esquecer Você, a toada Mais Ninguém, parceria com Eme de Assis e o samba-canção Um Amor Para Amar.

Em 1949, gravou de Ary Barroso, o samba-canção Terra Seca.

Em 1950, gravou o baião Catolé (Humberto Teixeira e Lauro Maia Teles). No mesmo ano, foi eleita no Congresso Internacional de Folclore, em Araxá, Minas Gerais, como a Melhor Cantora Folclórica.

Em 1952, gravou a rancheira Toca Sanfoneiro (Stellinha Egg e Luiz Gonzaga), e a canção Luar do Sertão (Catulo da Paixão Cearense).

Em 1953, gravou, de Dorival Caymmi, as canções O Mar e O Vento. Gravou também do mesmo autor, o samba-canção Nunca Mais.

Em 1954, gravou ainda de Dorival Caymmi, os batuques Noite de Temporal e A Lenda do Abaeté.

Entre 1955 e 1956 excursionou à Europa, apresentando-se na União Soviética, França, Polônia, Finlândia, Itália e Portugal, acompanhada do maestro Lindolpho Gaya.

Em 1956, gravou o xote O Torrado (Luiz Gonzaga e Zé Dantas) e o clássico baião Fiz a Cama na Varanda, grande sucesso de Dilu Melo.

Em 1960, gravou na Odeon cantando com o Trio Irakitan a limpa-banco Entrevero no Jacá (Barbosa Lessa e Danilo Vital).

Dedicada ao estudo e pesquisa do folclore brasileiro, gravou diversas composições de domínio público e folclóricas, tais como Garoto da Lenha de Angico, Boi Barroso, Samba Lelê, A Moda da Carranquinha, Cantigas do Meu Brasil e outras. Gravou ainda o LP Luar do Sertão, com composições de Catulo da Paixão Cearense, Ernesto Nazareth e Anacleto de Medeiros.

Gravou diversos LPs dedicados a distintos aspectos da música popular e folclórica, entre os quais: Modas e Modinhas, com modas de viola e modinhas antigas e modernas; Vamos Todos Cirandar, com canções de roda; e Músicas do Nosso Brasil, com canções tradicionais brasileiras.

Além de cantora e compositora era também atriz. Gravou 160 discos 78 rpm, 15 LPs e mais de 20 compactos gravados, entre 1943 e 1975.

Ao lado de Sylvia Telles formou a dupla caipira Mara e Cota para a gravação, no ano de 1959, de duas músicas de Tom Jobim, Eu Sei Que Vou Te Amar e Eu Não Existo Sem Você.

Stellinha também foi professora primária, lecionando pela primeira vez em Antonina. De lá foi transferida para Curitiba, para um colégio anexo à Escola Normal, onde mais tarde se especializaria em Educação Física.

Stellinha e Lindolpho Gaya tiveram um casamento extremamente amoroso e harmonioso, mas nunca tiveram filhos, pois julgavam que atrapalharia a profissão. Mais tarde, quando resolveram ter um filho, Stellinha não conseguiu engravidar.

O último show de Stellinha foi no Teatro Guaíra, em Curitiba.

Adoeceu logo depois, ao mesmo tempo que o marido. Quando o marido morreu, ela não resistiu a perda, não perseverou em seu tratamento e faleceu.

Fonte: Memória da MPB e Wikipédia

João José Pompeo

JOÃO JOSÉ POMPEO
(55 anos)
Ator

* São Paulo, SP (1936)
+ São Paulo, SP (20/03/1991)

Formou-se pela EAD - Escola de Arte Dramática de São Paulo e estreou na TV Tupi em 1963. Fez muitas novelas, entre elas "A Pequena Órfã", "O Meu Pé de Laranja Lima", "Mulheres de Areia" e "Éramos Seis". Além da TV Tupi trabalhou também na TV Excelsior e na TV Globo.

Mas foi no teatro que João José Pompeo teve seus melhores e mais premiados momentos como ator em clássicos como "O Avarento" e "Volpone" e em textos nacionais como "A Dama de Copas e o Rei de Cubas", "Rasga Coração", "Xandu Quaresma" e "O Amor do Não".

Foi casado duas vezes e com duas atrizes: a primeira com Ruthinéa de Moraes que lhe deu a filha Silvia Pompeo, também atriz, e a segunda com Maria Vasco.

Ele morreu em 20 de março de 1991, no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, vitimado por um Câncer.

Fonte: Wikipédia

João Alberto

JOÃO ALBERTO CARVALHO PINHEIRO
Ator

+ (1991)

Paraense, João Alberto, chegou ao Rio de Janeiro, com pouco mais de 20 anos, com a idéia fixa de se transformar em um cantor.

Fã de lambadas, o sonho dele era se tornar um substituto de Beto Barbosa. Conheceu o diretor Jayme Monjardim que achou que ele tinha jeito para fazer novelas e personagens cômicos.

A chance na TV veio em "Pantanal", em 1990, interpretando o mordomo Zaqueu, que vai parar em pleno pantanal matogrossense e é obrigado a trabalhar no meio dos peões pantaneiros. Rapidamente o ator transformou o personagem em um dos mais simpáticos da novela.

Vítima de uma Pneumonia provocada pelo vírus da AIDS, a promessa João Alberto Carvalho morreu no início de 1991, no Rio de Janeiro.

Fonte: Dramaturgia Brasileira - In Memoriam

George Otto

GEORGE OTTO
(36 anos)
Ator

☼ Sorocaba, SP (20/02/1955)
┼ São Caetano do Sul, SP (04/08/1991)

George Otto foi um ator brasileiro nascido em Sorocaba, SP, no dia 20/02/1955. Tornou-se conhecido por seus trabalhos em telenovelas na TV Globo e no SBT.

George Otto teve apenas uma participação no cinema, no filme "Maldita Coincidência", de 1979.

George Otto faleceu pouco tempo depois de concluir sua participação em "Meu Bem, Meu Mal" (1990). Ele teve um infarto fulminante aos 36 anos de idade e nem teve tempo de ser socorrido, no dia 04/08/1991.

Ele teve apenas uma esposa e deixou só uma filha, de nome Stephanie. Na ocasião de sua morte, a menina estava com pouco mais de três anos de idade.

Sua filha Stephanie, e que era dona de uma comunidade no Orkut em sua homenagem, deixou um depoimento que aqui está transcrito na íntegra:

"Ele nasceu em Sorocaba, interior de São Paulo em 20/02/1955, teve uma única filha, e uma única mulher, faleceu quando eu tinha de 3 para 4 anos de idade, com 36 anos, em uma de suas ponte aéreas para São Paulo. Morreu dia 04/081991, de um infarto fulminate durante a noite, sem tempo de chegar ao hospital, em São Caetano do Sul, no Grande ABC."

Trabalhos

  • 1990 - Meu Bem, Meu Mal
  • 1989 - Cortina de Vidro ... Nicolau
  • 1989 - O Salvador da Pátria ... Roberto
  • 1988 - Fera Radical ... Rafael Mendes
  • 1987 - Helena ... Peter
  • 1987 - Anarquistas, Graças a Deus ... Terruccio Celentano
  • 1983 - Parabéns Pra Você ... Felipinho
  • 1983 - Fernando da Gata

Fonte: Wikipédia

Wilma Dias

WILMA DIAS GRUNFELD
(36 anos)
Atriz e Bailarina

* Rio de Janeiro, RJ (20/04/1954)
+ Rio de Janeiro, RJ (10/04/1991)

Começou sua carreira como bailarina e na TV apareceu como a moça que saia dançando de dentro de uma banana descascada na abertura do programa humorístico "Planeta dos Homens", da TV Globo.

Em 1980 participou da primeira das três novelas que fez como atriz. Começou com um pequeno papel em "As Três Marias" na TV Globo e depois, na mesma emissora fez "O Amor é Nosso" em 1981. Em 1984 teria seu primeiro e único grande papel em novelas no SBT na novela "Meus Filhos, Minha Vida".

Como atriz e bailarina fez também shows em casas noturnas com Abelardo Figueiredo e participou do programa "Cabaré do Barata", ao lado de Agildo Ribeiro na TV Manchete.

Wilma Dias morreu ao 36 anos vitima de um infarto do miocárdio.

Fonte: Wikipédia

Ney Galvão

NEY GALVÃO
(39 anos)
Estilista e Apresentador de TV

* Itabuna, BA (11/01/1952)
+ São Paulo, SP (15/09/1991)

Em janeiro de 1974, surgia na Bahia um estilista que, em poucos meses, se revelaria um dos grandes profissionais da alta costura. Criando um estilo bem pessoal, Ney Galvão conquistou, de imediato, a preferência da mulher baiana na arte do bem vestir.

Nascido em Itabuna, em 1952, caçula de sete irmãos, mescla de índio e português. Ney Galvão, que sonhava ser médico psiquiatra, formou-se em Belas Artes na UFBA e jamais podia imaginar que o destino reservava outro caminho.

O interesse por moda surgiu como conseqüência do fascínio exercido por ela nos anos 60, quando as quatro irmãs se arrumavam a qualquer hora do dia para sair. Então ele dava palpites, interferindo sempre nas roupas.

Aos poucos, era visto como um personagem exótico – pintava o rosto com teia de aranha, usava macacões dourados, sandália havaiana (que foi feita para mulheres), amarrava um bolso e um cós na calça Lee (customização): o seu pulsar criativo interferia na sua própria maneira de apresentar-se ao mundo.

Já em Salvador, nos anos 70, começou a trabalhar com artesanato, o que aprimoria ainda mais o seu fazer artístico. Desde então, começou a costurar para sua amiga Fátima Costa Teixeira, e ela foi ficando com fama de ser "louca" e bem vestida. No corpo desnudo da modelo e amiga, Ney iniciava seu trabalho com tecidos, criava a escultura da roupa (moulage) e, aos poucos, iam surgindo os frutos do seu talento.

Focado na mulher e demonstrando pouco interesse na moda masculina, Ney se revelava antimachista: o seu objeto de arte era o corpo feminino. Sempre buscava, nas formas, maneiras de como a mulher poderia transcender sua beleza e sensualidade libertando-se das amarras opressoras da figura masculina. Como chegou a declarar em uma entrevista à jornalista Eleonora Ramos: "A culpa é do homem. A causa é o marido repressor. Algumas dizem: Olha, segura o decote, senão na hora ele não me deixa sair. Isso até prejudica meu trabalho. Não fico à vontade. Tem horas que gostaria de fazer um vestido louquíssimo, pernas de fora, peito saindo, essas coisas, e não posso..."

"A Moda é Cultura, Sonho e História" Ney Galvão

Na década de 70, Ney começou a fazer desfiles e a aparecer no vídeo, em Salvador, falando de moda. Nilza Barude o lançou num programa de variedades, "Ponto Cinco", na TV Itapoan, antiga Tupi.

Ney já era denominado em 1977, por importantes jornais locais de "Fashion Designer", mesclando temas como cultura afro-brasileira, praia, artesanato, tropicália e sensualidade a materiais como cetim, algodão, crepe, brocados, sedas, palha da costa e penas, entre outros. Ele tentava criar uma moda genuinamente brasileira, uma moda local, resgatando as Gabrielas cravo e canela, as Marias Bonitas adormecidas, assim conseguia valorizar a silhueta da mulher brasileira, sem se preocupar com as tendências da moda européia.

Como declarou, certa feita, ao Jornal da Bahia, em 1973: "Não poupe as riquezas do Brasil nas criações das suas roupas. Viva a tropicália. Abuse do algodão brasileiro, dos chitões floridos, dos babados" e, em seguida, completa "Leve adiante na sua roupa toda a alegria do circo, o sorriso de um clown".

Ney Galvão foi morar em São Paulo nos anos 80. Lá torna-se apresentador de TV fazendo quadros fixos e dando dicas de moda. Contudo, o êxito e reconhecimento nacional só foram alcançados quando foi convidado para substituir Clodovil no programa TV Mulher da Rede Globo, onde, com as dicas de moda, comportamento e beleza, tentava diagnosticar as necessidades de suas telespectadoras.

Ney conquistou o Brasil e rondou o imaginário popular com seu jargão: "Um cheiro com sabor de dendê" e com a piscada de olho que se torna marca registrada. Ney invadia os lares todas as manhãs, tornando-se uma celebridade, convivendo com artistas e socialites, conquistando espaço, respeito e credibilidade de todos, atingindo todas as camadas sociais. Ney vira um ídolo, uma espécie de "consultor de moda" das massas.

Com seu conceito que ele denominava de "anti-moda", questionava os limites impostos pela indústria da moda e beleza. Que é moda afinal? Segundo ele próprio, moda tem a ver com personalidade, ninguém é obrigado a seguir a última moda, pois o que está na moda está fadado a morrer. Assim, vestir-se bem é respeitar o seu biotipo físico, o que combina, o que gosta, cada pessoa deveria seguir a sua própria moda. Cada corpo pede uma determinada roupa, a roupa tem a ver com o humor do dia da pessoa.

Com butique instalada na rica região do Jardim América, em São Paulo, chegou a comercializar dez mil peças de roupas por mês. No campo artístico, chegou a participar da programação vespertina da TV Bandeirantes.

Mas, ele continuava paralelo ao sucesso da TV a criar, a confeccionar seus looks, além de ter uma fábrica de jeans, cosméticos e malharia. Ney declarou, em 83, à jornalista Patrícia Grillo, do Jornal de Florianópolis: "As pessoas negam o luxo que temos aqui, como o tropicalismo" e, mais adiante, completa: A última coleção de Dior, inclusive, eu passei no meu programa. A noiva entrava ao som de Jorge Bem cantando "País tropical" de mini e cheia de babados. Mostrei vestidos amarelos com laços verdes. E a brasileira nega o ritmo brasileiro, o tropicalismo." A luta continuava, na batalha travada para construir uma moda brasileira.

Chegou a fazer incursões no teatro profissional, 1984, com as peças "O Terceiro Beijo", ao lado da atriz Nicole Puzzi e ao lado de Jofre Soares e Sandra Pêra na comédia teatral "A Feira do Adultério", da autoria de Jô Soares e montada no Teatro Brasileiro de Comédia (TBC) em São Paulo. Sua passagem por Nova York, onde visitou a boate Malícia, acompanhado por Sônia Braga, causou sensação na imprensa.

Ney foi um visionário. Aquele menino retraído do interior que vivia costurando roupas de bonecas e dando dicas de moda para todos entrou para a história da moda brasileira como exemplo de gênio e força criativa.

Ney é o próprio Dionísio, Baco, o encontro com a vida e sua obra provoca em nós, meros mortais, uma catarse, ao som dos címbalos e dos tambores africanos. É preciso dançar, criar, fazer em homenagem a ele. A sua vida e profissão operam em forças não humanas, aquelas flechas que tocam a alma e fazem a gente refletir quanta importância damos a tantas tolices cotidianas.

O estilista, que na infância desenhava roupas para bonecas, atuou agressivamente no marketing da beleza, tendo incluído seu nome num enorme leque de produtos, desde óculos e perfumes até um sofisticado estojo de maquiagem.

Aos 39 anos, de forma precoce, Ney Galvão faleceu no Hospital Albert Einstein, em 15 de setembro de 1991.

Fonte: UOL

César Cals

CÉSAR CALS DE OLIVEIRA FILHO
(64 anos)
Militar, Professor, Engenheiro, Empresário e Político

* Fortaleza, CE (30/12/1926)
+ Fortaleza, CE (10/03/1991)

Filho de César Cals de Oliveira e Hilza Diogo de Oliveira. Ingressou na Escola Militar do Realengo em 1943 formado-se em Engenharia Militar pela Academia Militar das Agulhas Negras e em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, voltou a Fortaleza e foi oficial de infantaria do 23º Batalhão de Caçadores, instrutor da Escola Preparatória e adjunto da chefia do Serviço de Obras da 10ª Região Militar.

Trabalhou do departamento de energia da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste, foi diretor do Departamento de Energia Elétrica do Piauí, diretor e conselheiro das Centrais Elétricas Brasileiras, presidente da Companhia Nordeste de Eletrificação e das Centrais Elétricas do Maranhão. Coronel reformado do Exército e professor de engenharia, foi conselheiro da Escola de Administração da Universidade Federal de Pernambuco.

Em 1970 foi escolhido governador do Ceará pelo presidente Emílio Garrastazu Médici e para assumir o cargo deixou a presidência da Companhia Hidrelétrica de Boa Esperança.

Retornou à ribalta política ao ser referendado senador biônico pela ARENA em 1978, porém passou a maior parte de seu mandato como Ministro das Minas e Energia do governo João Figueiredo, o que ocasionou a convocação do suplente. Em seu interregno como ministro houve o deslanche do Programa Nacional do Álcool inclusive com a construção do primeiro carro a álcool no país.

Ao lado de Virgílio Távora e Adauto Bezerra formou um triunvirato de coronéis que dominou a política cearense durante o Regime Militar de 1964, transferindo-se para o PDS em 1980.

Disputou sua primeira eleição direta em 1986 quando foi candidato a reeleição ao Senado Federal, mas perdeu a disputa. É pai do político César Cals Neto.

Faleceu vítima de ataque cardíaco.

Fonte: Wikipédia

Flora Geny

EUGÊNIA TORTEJADA JACOB
(62 anos)
Atriz

* São Paulo, SP (19/04/1929)
+ São Paulo, SP (22/12/1991)

Flora Geny era a filha mais jovem de uma família numerosa. Seus pais, Francisco Tortejada e Maria Llaret Tortejada, imigraram de Barcelona, chegando ao Brasil nos anos 20 do século XX.

Desde menina revelou pendores para as artes, gostando muito de cantar. De fato, foi como cantora que ela iniciou sua carreira artística, chegando a trabalhar como crooner de orquestras, animando bailes carnavalescos.

Mas logo ela descobriu que sua verdadeira vocação era a interpretação, passando a trabalhar em rádios teatros. E quando a TV Tupi deu início às suas transmissões, ela integrou o elenco daquela emissora, realizando diversos trabalhos como atriz e também adaptando textos. Entre seus trabalhos mais importantes da época, estão "Olhos Mortos de Sono" de Tchecov e "Ralé" de Máximo Gorki, ambos adaptados para o "TV de Vanguarda". Também fez o papel de Scherazade de "Mil e Uma Noites".

Casada com Dionísio Azevedo, estrelou os dois primeiros longa-metragens que ele dirigiu: "Chão Bruto" (1958) e "O Anjo Assassino" (1965).

Em meados da década de 60, Flora Geny saiu da TV Tupi e foi para a TV Excelsior. Ali conheceu grandes momentos como atriz. Trabalhou na telenovela "Redenção" (1966), a mais longa da televisão brasileira, e estrelou a telenovela "A Outra Face de Anita" (1964) de Ivani Ribeiro, uma das telenovelas mais populares da época.

Também fez a marcante vilã da primeira versão de "A Grande Viagem" (1965), da mesma autora, dirigida por Walter Avancini, com Regina Duarte. Em fins dos anos 60, Flora Geny era uma das atrizes mais populares da televisão brasileira.

Em 1969, com o falecimento do seu filho caçula Noel Marcos Jacob, Flora Geny retirou-se por um longo tempo da vida artística, passando a dedicar-se à sua família, à religiosidade e a trabalhos sociais. Voltou a atuar esporadicamente. Fez uma participação na telenovela "Os Imigrantes" da TV Bandeirantes, em 1981, e "Pão Pão, Beijo Beijo" da TV Globo, em 1982. Também atuou na peça "Gata em Teto de Zinco Quente", (1978) de Tennessee Williams, e "Vampíria" (1987), escrita por seu filho Dionisio Jacob.

Fonte: Wikipédia