Antônio Carlos Pires

ANTÔNIO CARLOS PIRES
(78 anos)
Ator e Humorista

* Rio de Janeiro, RJ (01/01/1927)
+ Rio de Janeiro, RJ (28/02/2005)

Foi um dos humoristas pioneiros do rádio brasileiro, atuando na Rádio Mayrink Veiga, nos anos 40. Estreou no cinema em 1953, em "Santa De Um Louco", de George Dusek. Celebrizou-se em chanchadas como "O Primo Do Cangaceiro" (1955), "Trabalhou Bem, Genival" (1955), "Tira A Mão Daí" (1956), "Genival É De Morte" (1956), "O Batedor De Carteiras" (1958), "Quanto Mais Samba, Melhor" (1960), "Aí Vem A Alegria" (1960), "Pintando o Sete" (1960) e "Os Mendigos" (1962).

Chegou à televisão pela TV Excelsior e, em 1966, estreou na novela "O Anjo E O Vagabundo", de Benedito Ruy Barbosa, e depois em "Éramos Seis" (1967), de Pola Civelli, baseada na obra de Maria José Dupré, ambas transmitidas pela TV Tupi.


Antônio Carlos Pires e sua filha Glória Pires
A partir de então, passou a intercalar novelas com filmes, que era o seu principal espaço de atuação. Nessa época, fez "Anuska, Manequim e Mulher" (1968), "O Donzelo" (1970) e "Vinte Passos Para a Morte" (1970), ao mesmo tempo em que participou das novelas da TV Excelsior como "O Direito dos Filhos" (1968), "A Muralha" (1968). Na TV Record participo de "A Pequena Órfã" (1968), "As Pupilas do Senhor Reitor" (1970) e "Tilim" (1970).

A partir dos anos 70, passou a atuar definitivamente na Rede Globo. Foi nessa época que retornou às suas raízes humorísticas ao atuar em programas como "Satiricom", "Planeta dos Homens", "Chico Anysio Show" e "Escolinha do Professor Raimundo". Neste último, atuou ao lado de antigos colegas como Chico Anysio, Grande Otelo, Zezé Macedo e Nádia Maria,  e interpretou seu personagem mais famoso, Joselino Barbacena, um aluno oriundo da cidade mineira de Barbacena. MG, que sempre tentava inutilmente se esconder do Professor Raimundo. Atuou neste programa de 1990 a 1994.

Em 1995, após dez anos longe dos cinemas, atuou em seu último filme: "O Quatrilho", ao lado de sua filha Glória Pires.

Morte

Sofrendo do Mal de Parkinson, parou de atuar pela dificuldade em decorar textos. Em 2002, perdeu a capacidade de falar. Faleceu três anos depois, em 28/02/2005, após dois meses de internação na Clínica São José.

Antônio Carlos Pires foi casado com a empresária Elza Pires, falecida no início da década de 90, com quem teve duas filhas: a terapeuta Linda Pires e a atriz Glória Pires. Eles também fundaram o Instituto Casazul para pessoas idosas.


Televisão

  • 1966 - O Anjo E O Vagabundo
  • 1967 - Éramos Seis
  • 1968 - O Direito Dos Filhos
  • 1968 - A Muralha
  • 1968 - A Pequena Órfã
  • 1970 - As Pupilas Do Senhor Reitor
  • 1970 - Tilim
  • 1972 - Bicho Do Mato
  • 1972 - A Patota
  • 1973 - Satiricom
  • 1975 - Gabriela
  • 1975 - O Grito
  • 1976 - Planeta Dos Homens
  • 1980 - Chega Mais
  • 1980 - As Três Marias
  • 1981 - Jogo Da Vida
  • 1982 - Chico Anysio Show
  • 1982 - Elas Por Elas
  • 1983 - A Turma Do Pererê
  • 1983 - Eu Prometo
  • 1984 - Viver A Vida
  • 1986 - Cambalacho
  • 1990 - Escolinha Do Professor Raimundo
  • 1991 - Estados Anysios De Chico City

Cinema

  • 1953 - Santa De Um Louco
  • 1955 - O Primo Do Cangaceiro
  • 1955 - Trabalhou Bem, Genival
  • 1956 - Tira A Mão Daí!
  • 1956 - Genival É De Morte
  • 1958 - O Batedor De Carteiras
  • 1960 - Pintando O Sete
  • 1960 - Virou Bagunça
  • 1960 - Quanto Mais Samba Melhor
  • 1960 - Aí Vem A Alegria
  • 1962 - Os Mendigos
  • 1968 - Anuska, Manequim E Mulher
  • 1970 - Vinte Passos Para A Morte
  • 1970 - O Donzelo
  • 1971 - Os Caras De Pau
  • 1975 - As Aventuras De Um Detetive Português
  • 1995 - O Quatrilho

Fonte: Wikipédia

Mário Lago

MÁRIO LAGO
(90 anos)
Ator, Radialista, Advogado, Compositor e Poeta

* Rio de Janeiro, RJ (26/11/1911)
+ Rio de Janeiro, RJ (30/05/2002)

Mário Lago foi um advogado, poeta, radialista, compositor e ator brasileiro. Autor de sambas populares como "Ai, Que Saudades Da Amélia" e "Atire A Primeira Pedra", ambos em parceria com Ataulfo Alves, fez-se popular entre as décadas de 40 e 50.

Filho do maestro Antônio Lago e de Francisca Maria Vicencia Croccia Lago, e neto do anarquista e flautista italiano Giuseppe Croccia, formou-se em Direito pela Universidade do Brasil, em 1933, tendo nesta época se tornado marxista. A opção pelas idéias comunistas fizeram com que fosse preso em sete ocasiões: 1932, 1941, 1946, 1949, 1952, 1964 e 1969.

Foi casado com Zeli, filha do militante comunista Henrique Cordeiro, que conhecera numa manifestação política, até a morte dela em 1997. O casal teve cinco filhos: Antônio Henrique, Graça Maria, Mário Lago Filho, Luiz Carlos (em homenagem ao líder comunista Luís Carlos Prestes) e Vanda.

Torcedor do Fluminense, chegou a declarar, na época do primeiro rebaixamento do clube, que a virada de mesa em favor do tricolor carioca havia sido uma atitude vergonhosa de todos os responsáveis, envolvidos no esquema. Ele afirmava veementemente, que o time deveria ter voltado à divisão de elite do Campeonato Brasileiro no campo, e não no tapetão.


Carreira Artística

Começou pela poesia, e teve seu primeiro poema publicado aos 15 anos. Formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais na década de 30, na então Faculdade de Direito da Universidade do Rio de Janeiro, atual Faculdade Nacional de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde iniciou sua militância política no Centro Acadêmico Cândido de Oliveira, então fortemente influenciado pelo Partido Comunista do Brasil, à época PCB, atual PCdoB.

Durante a década de 1930, a então principal Faculdade de Direito da capital da República era um celeiro de arte aliada à política, onde estudaram Mário Lago e seus contemporâneos Carlos Lacerda, Jorge Amado, Lamartine Babo entre outros.

Depois de formado, exerceu a profissão de advogado por apenas alguns meses. Envolveu-se com o Teatro de Revista, escrevendo, compondo e atuando. Sua estréia como letrista de música popular foi com "Menina, Eu Sei De Uma Coisa", parceria com Custódio Mesquita, gravada em 1935 por Mário Reis. Três anos depois, Orlando Silva realizou a famosa gravação de "Nada Além", da mesma dupla de autores.


Suas composições mais famosas são "Ai Que Saudades Da Amélia", "Atire A Primeira Pedra", ambas em parceria com Ataulfo Alves, "É Tão Gostoso, Seu Moço", com Chocolate, "Número Um", com Benedito Lacerda, o samba "Fracasso" e a marcha carnavalesca "Aurora", em parceria com Roberto Roberti, que ficou consagrada na interpretação de Carmen Miranda.

Em "Ai Que Saudades Da Amélia", a descrição daquela mulher idealizada, ficou tão popular que "Amélia" tornou-se sinônimo de mulher submissa, resignada e dedicada aos trabalhos domésticos.

Na Rádio Nacional, Mário Lago foi ator de rádio. Ele atuou na radionovela, especial da Semana Santa em 27/03/1959: "A Vida de Nosso Senhor Jesus Cristo", interpretando Herodes, e também roteirista, escrevendo a radionovela "Presídio de Mulheres". Mas só ficou conhecido do grande público mais tarde, pela televisão, quando passou a atuar em novelas da Rede Globo, como "Selva de Pedra" (1972), "O Casarão" (1976), "Nina" (1977), "Elas Por Elas" (1982), "Barriga de Aluguel" (1990), entre outras. Também atuou em peças de teatro e filmes, como "Terra Em Transe", de Glauber Rocha.

Mário Lago esteve na União Soviética, em 1957, a convite da Radio Moscow, para participar da reestruturação do programa "Conversando Com O Brasil", do qual participavam artistas e intelectuais brasileiros. Mas os programas radiofônicos produzidos no Brasil, que Mário Lago mostrou aos soviéticos, foram por eles qualificados de "burgueses" e "decadentes". A avaliação que Mário Lago fez da União Soviética também não foi das melhores. Ali, segundo ele, a produção cultural sofria pelo excesso de gravidade e autoritarismo. Apesar da decepção com a experiência soviética, Mário Lago jamais abandonou a militância política.

Em 1964, foi um dos nomes a encabeçar a lista dos que tiveram seus direitos políticos cassados pelo regime militar, e perdeu suas funções na Rádio Nacional.



Em 1989, ligou-se ao Partido dos Trabalhadores (PT) e atuou como âncora dos programas eleitorais do então candidato do partido, Luís Inácio Lula da Silva, à presidência da República, em 1998.

Autor dos livros "Chico Nunes Das Alagoas" (1975), "Na Rolança Do Tempo" (1976), "Bagaço de Beira-Estrada" (1977) e "Meia Porção De Sarapatel" (1986), foi biografado em 1998 por Mônica Velloso na obra: "Mário Lago: Boêmia E Política".

No carnaval de 2001, Mário Lago foi tema do desfile da escola de samba Acadêmicos de Santa Cruz. Em dezembro de 2001, recebeu uma homenagem especial por sua carreira durante a entrega do Troféu Domingão do Faustão, que, no ano seguinte, ganharia o nome de Troféu Mário Lago, sendo anualmente concedido aos grandes nomes da teledramaturgia.

Em janeiro de 2002, o presidente da Câmara dos Deputados, Aécio Neves, foi à sua residência no Rio de Janeiro para lhe entregar, solenemente, a Ordem do Mérito Parlamentar. Na sua última entrevista ao Jornal do Brasil, Mário Lago revelou que estava escrevendo sua própria biografia. Estava certo de que chegaria aos 100 anos, dizia Mário Lago, "Fiz um acordo com o tempo. Nem ele me persegue, nem eu fujo dele!"


Morte

Mário Lago morreu no dia 30/05/2002, aos 90 anos de idade, em sua casa, na Zona Sul do Rio de Janeiro, vítima de Enfisema Pulmonar. Para o velório foi aberto o palco do Teatro João Caetano onde vivera importantes momentos de sua carreira de ator.

Até o fim de sua vida manteve intensa atividade política e mesmo doente chegou a se engajar na campanha presidencial apoiando o então candidato Luís Inácio Lula da Silva. Por ter sido estudante do Colégio Pedro II da Unidade São Cristóvão, hoje em dia existe, em sua homenagem, dentro do colégio o Teatro Mário Lago, onde ali se faz apresentações culturais de todas as unidades do colégio desde teatro até apresentações dos corais das unidades.

Mário Lago encontra-se sepultado no Cemitério de São João Batista no Rio de Janeiro.


Televisão

  • 2001 - O Clone ... Drº Molina (Participação Especial)
  • 2000 - Brava Gente ... Eleutério
  • 1992/1999 - Você Decide (12 episódios)
  • 1999 - Força De Um Desejo ... Teodoro
  • 1998 - Pecado Capital ... Amatto
  • 1998 - Torre De Babel ... Padre (Participação Especial)
  • 1998 - Hilda Furacão ... Olavo
  • 1996 - O Fim Do Mundo ... Frei Luiz
  • 1996 - Quem É Você?
  • 1995 - Explode Coração
  • 1995 - Engraçadinha, Seus Amores E Seus Pecados ... Osmar
  • 1994 - Quatro or Quatro ... Henrique Pessoa
  • 1993 - Agosto ... Aniceto
  • 1992 - De Corpo E Alma ... Veiga
  • 1992 - Despedida De Solteiro ... Padre (Participação Especial)
  • 1991 - Vamp (Participação Especial)
  • 1990 - Barriga de Aluguel ... Drº Molina
  • 1989 - O Salvador Da Pátria ... Quinzote
  • 1988 - O Pagador De Promessas ... Dom Germano
  • 1986 - Cambalacho ... Antero Souza e Silva
  • 1986 - Roda De Fogo ... Antônio Villar
  • 1985 - Grande Sertão: Veredas ... Compadre Quelemem
  • 1985 - Tenda Dos Milagres ... Judge João Reis
  • 1985 - Um Sonho A Mais
  • 1985 - O Tempo E O Vento ... Padre Lara
  • 1984 - Partido Alto
  • 1984 - Padre Cícero ... Núncio Apostólico
  • 1983 - Guerra Dos Sexos ... Juiz
  • 1983 - Louco Amor ... Agenor Rocha
  • 1982 - Elas Por Elas ... Miguel Aranha
  • 1981 - Brilhante ... Vítor Newman
  • 1981 - Baila Comigo (Participação Especial)
  • 1980 - Plumas & Paetês ... Cristiano
  • 1979 - Os Gigantes ... Antônio Lucas
  • 1979 - Dancin' Days ... Alberico Santos
  • 1977 - Nina ... Galba
  • 1976 - O Casarão ... Atílio Souza
  • 1975 - Pecado Capital ... Perez
  • 1975 - Cuca Legal ... Aureliano
  • 1975 - Escalada ... Chico Dias
  • 1974 - O Espigão ... Gabriel Martins
  • 1973 - Cavalo De Aço ... Inácio
  • 1972 - Selva De Pedra ... Sebastião
  • 1971 - Minha Doce Namorada ... César
  • 1971 - Assim Na Terra Como No Céu ... Oliveira Ramos
  • 1970 - Verão Vermelho ... Bruno
  • 1969 - A Ponte Dos Suspiros ... Foscari
  • 1969 - Rosa Rebelde ... Barão de La Torre
  • 1968 - Passo Dos Ventos ... Dubois
  • 1968 - O Homem Proibido ... Ali Abbor
  • 1967 - Presídio De Mulheres ... Pierre
  • 1967 - A Sombra De Rebeca ... Tamura
  • 1966 - O Sheik De Agadir ... Otto Von Lucker
  • 1963 - Nuvem De Fogo

Cinema

  • 1983 - Idolatrada
  • 1978 - O Velho Gregório
  • 1977 - Lá Menor
  • 1973 - Café Na Cama
  • 1971 - São Bernardo
  • 1970 - Os Herdeiros
  • 1970 - Badalada Dos Infiéis
  • 1969 - Pedro Diabo Ama Rosa Meia-Noite
  • 1969 - O Bravo Guerreiro
  • 1969 - Tempo De Violência
  • 1969 - Incrível, Fantástico, Extraordinário
  • 1968 - Desesperato
  • 1968 - A Vida Provisória
  • 1968 - Massacre No Supermercado
  • 1967 - Terra Em Transe
  • 1967 - Na Mira Do Assassino
  • 1966 - O Padre E A Moça
  • 1966 - Essa Gatinha É Minha
  • 1966 - Na Onda Do Iê-Iê-Iê
  • 1966 - Cuidado, Espião Brasileiro Em Ação
  • 1965 - História De Um Crápula
  • 1962 - Assalto Ao Trem Pagador
  • 1962 - Assassinato Em Copacabana
  • 1959 - Mulheres, Cheguei!
  • 1957 - Papai Fanfarrão
  • 1953 - Balança Mas Não Cai
  • 1952 - Pecadora Imaculada
  • 1950 - A Sombra Da Outra
  • 1949 - O Homem Que Passa
  • 1948 - Uma Luz Na Estrada
  • 1948 - Terra Violenta
  • 1947 - Asas Do Brasil
  • 1947 - O Homem Que Chutou A Consciência


Representações Na Cultura

Mário Lago foi interpretado pelo músico Supla no filme "Noel - Poeta da Vila" (2006). A escola de samba paulistana Mancha Verde homenageou Mário Lago com o enredo "Mário Lago - Um Homem Do Século XX" no carnaval de 2013.

Fonte: Wikipédia

Márcia Mendes

MÁRCIA MENDES
(34 anos)
Atriz, Repórter e Jornalista

* Três Lagoas, MS (06/07/1945)
+ Rio de Janeiro, RJ (06/07/1979)

Em 19 de maio de 1975 apresentou, junto com Carlos Campbell, o recém-criado telejornal "Amanhã", até 1977. No mesmo ano, a dupla Márcia Mendes e Carlos Campbell continuaram juntos no "Fantástico". Atuou também como apresentadora de jornalismo no "Jornal Hoje", da Rede Globo, e foi casada com o ator Marcos Paulo.

Faleceu com apenas 34 anos, com profunda anemia, vítima de câncer na cidade do Rio de Janeiro, em 6 de julho de 1979, no dia do seu aniversário.

Márcia Mendes foi a primeira mulher a apresentar o "Jornal Nacional", em um 8 de março.


Márcia Querida

O apresentador Marcos Hummel manda o seguinte bilhete:

"Hoje me lembrei de Márcia Mendes. Há uma razão especial. Num 8 de março, mais de três décadas atrás, ela e eu trabalhamos juntos. Era um sábado. Estávamos no plantão semanal. Eu apresentaria o Jornal Nacional, dividindo a bancada com, talvez, o Léo Batista. O chefe daquele plantão, num ímpeto que contrariava os padrões da empresa, decidiu homenagear a mulher na pessoa de Márcia Mendes. Márcia e eu apresentamos o noticiário daquele dia. Foi a primeira vez que uma mulher apresentou o Jornal Nacional. Ela foi uma grande profissional, uma amável colega, uma grande amiga. E era linda. Deixou saudades. Um beijo carinhoso a todas as mulheres."
(Marcos Hummel - 08/03/2010)

Morte

Márcia Mendes morreu jovem, no dia em que completava 34 anos, com profunda anemia, vítima de câncer na cidade do Rio de Janeiro.

Fonte: Wikipédia e Observatório da Imprensa

Olney Cazarré

OLNEY CAZARRÉ
(45 anos)
Ator, Humorista e Dublador

☼ Rio de Janeiro, RJ (14/05/1945)
┼ Rio de Janeiro, RJ (19/01/1991)

Olney Cazarré foi um ator, humorista e dublador brasileiro. Com apenas 3 anos de idade participou do filme "Mãe" (1948) com seu irmão mais novo, Older Cazarré.

Detentor de uma voz considerada irônica e versátil, trabalhou como dublador entre as décadas de 60 e 80 em estúdios de São Paulo. Na metade dos anos 1980, atuou na Herbert Richers.

Olney Cazarré faleceu em consequência de graves problemas cardíacos devido a uma tromboangeíte obliterante, doença que impede a circulação do sangue. Na época em que fazia o corintiano fanático João Bacorinho na Escolinha do Professor Raimundo. Antes de morrer, ele teve as duas pernas amputadas, pelo motivo da doença.


Televisão

  • 1979 - Feijão Maravilha
  • Escolinha do Professor Raimundo

Dublagem


Dentre seus diversos trabalhos como dublador, destacam-se:


  • Chekov (Dublagem original da série "Jornada nas Estrelas")
  • Pica-Pau
  • Coelho Ricochete
  • James Stephens
  • Jace, em "Space Ghost"
  • James Stephens (Dick York) em "A Feiticeira"
  • Skyfire em "Transformers"
  • Micky Dolenz em "The Monkees"
  • Hadji em "Johnny Quest"
  • Speed Buggy
  • Policial em 

    "Chaves" 
    (No episódio dos artistas de iô-iôs)

  • Goober 
    em 

    "Goober e Os Caçadores de Fantasmas"
  • Ray Krebbs em "Dallas"

  • Fofoquinha em 
    "Matraca-Trica & Fofoquinha" 
    (2ª voz)
  • Mestre da Horda em "She-Ra"

Fonte: Wikipédia

Older Cazarré

OLDER BERNARD CAZARRÉ
(57 anos)
Ator e Dublador

☼ Pelotas, RS (16/01/1935)
┼ Rio de Janeiro, RJ (26/02/1992)

Older Cazarré foi um dos mais importantes artistas do nosso país. Destacou-se como ator e um grande dublador da televisão brasileira. Nasceu no dia 15/01/1935, em Pelotas, RS. Era filho de Darcy Cazarré e de Dea Selva e era também irmão do ator e dublador Olney Cazarré.

Older Cazarré estreou no cinema em 1956, participando neste mesmo ano de "Sai de Baixo" e "Samba da Vila".

Na televisão estreou no programa "TV de Vanguarda" e também da "TV de Comédia", posteriormente passou a atuar como ator em diversas novelas da extinta TV Tupi, tais como "Hospital" (1971), "Na Idade do Lobo" (1972), "O Conde Zebra" (1973), "O Machão" (1974), "O Sheik de Ipanema" (1975), "Vila do Arco" (1975), "Canção Para Isabel" (1976) e "O Julgamento" (1976).

Permaneceu na TV Tupi por mais de 20 anos. Após o fechamento da emissora, foi trabalhar na TV Globo onde estreou participando da novela "Feijão Maravilha" (1979), depois em outras novelas como "O Amor é Nosso" (1981), "Ti Ti Ti" (1985) e "O Direito de Amar" (1987).

Sua voz também era bastante famosa em diversos desenhos animados. Quem não se lembra do Dom Pixote cantando "Ô Querida... Ô Querida Clementina!!!" e de tantos outros?

Morte

Infelizmente, 15 dias antes de estrear a peça "Das Duas... Uma", escrita e produzida por ele, morreu no dia 26/02/1992, aos 57 anos de idade, vítima de uma bala perdida de alguns traficantes do morro, enquanto dormia em seu apartamento em Copacabana.

O ator chegou a ser socorrido por sua parceira, Lucília Braga, mas morreu a caminho do Hospital Rocha Maia, no bairro de Botafogo.

Televisão

  • 1971 - Hospital
  • 1972 - Na Idade do Lobo
  • 1973 - O Conde Zebra
  • 1974 - O Machão
  • 1975 - O Sheik de Ipanema
  • 1975 - Vila do Arco
  • 1976 - O Julgamento
  • 1976 - Canção Para Isabel
  • 1977 - Cinderela 77
  • 1979 - Feijão Maravilha
  • 1981 - O Amor é Nosso
  • 1985 - Ti Ti Ti
  • 1987 - O Direito de Amar
  • 1988 - Fera Radical

Cinema

  • 1986 - Os Trapalhões e o Rei do Futebol
  • 1982 - Os Paspalhões em Pinóquio 2000
  • 1978 - A Mulher Que Põe a Pomba no Ar
  • 1977 - Pintando o Sexo ... Drº Nestor
  • 1976 - O Quarto da Viúva
  • 1976 - Guerra é Guerra
  • 1975 - Passaporte Para o Inferno
  • 1975 - Sexualista
  • 1975 - O Supermanso
  • 1973 - A Superfêmea
  • 1973 - O Detetive Bolacha Contra o Gênio do Crime
  • 1958 - Chico Fumaça
  • 1956 - Sai de Baixo
  • 1956 - Samba na Vila

Personagens Dublados

  • Dom Pixote
  • O carteiro Jaiminho de Chaves
  • Loop Le Beau
  • O ratinho Plic de Plic, Ploc & Chuvisco
  • O zelador Henry Órbita de "Os Jetsons"
  • O Homem Fluido de "Os Impossíveis"
  • Zorak de "Space Ghost"
  • Senhor Peebles de "Maguila, o Gorila"
  • Professor Gizmo de "Jambo e Ruivão"
  • Chumbinho em "Bacamarte & Chumbinho"
  • O Rei no desenho "Mosquito, Mosquete e Moscado"
  • Zé Colméia
  • Chacal, um dos mutantes de "Thundercats"
  • Homem-Garra de "He-Man"
  • O gato Gênio em "Manda Chuva"
  • Dom Pixote no desenho dos anos 80 "Zé Colméia e os Caçadores de Tesouros"
  • Efeitos vocais de Bam-Bam (junto com a dubladora Maria Inês) no desenho "Os Flintstones"
  • Walt Disney em "Disneylândia" (1ª dublagem)
  • O Decepticon Thundercracker da série "Transformers" exibida na Rede Globo em 1985

Fonte: Wikipédia e TV Sinopse

Milton Carneiro

MILTON CARNEIRO
(76 anos)
Ator e Humorista

☼ Rio de Janeiro, RJ (25/09/1923)
┼ Rio de Janeiro, RJ (08/12/1999)

Milton Carneiro foi um ator e comediante brasileiro. Era muito conhecido no Brasil pelo seu personagem Atanagildo, do programa humorístico "Escolinha do Professor Raimundo".

O ator e humorista interpretou desde textos de Bernard Shaw até montagens de teatro mambembe em seus mais de 50 anos de carreira. Seu último trabalho na TV foi no programa humorístico "Zorra Total", da TV Globo. No programa, Milton Carneiro fazia o papel de diretor da escola no quadro "Escolinha do Professor Raimundo".

"Apesar de ter câncer e de ser cardíaco, ele nunca deixou que isso atrapalhasse seu trabalho e seu bom humor", conta a atriz Berta Loran. Essa energia ele herdou dos tempos em que fazia teatro popular. "Viajei com meu grupo de teatro mambembe por todo o País, nos anos 50, em lombo de burro, em caminhão, ônibus, o que conseguíssemos", lembrou certa vez.

O idealismo do começo da carreira, quando ainda era estudante e começou a carreira ao lado de Cacilda Becker, evoluiu para o profissionalismo na TV Globo, para onde foi em 1965. Na emissora, esteve em quase todos os programas humorísticos, entre eles "O Planeta dos Homens" e "Viva o Gordo", forjando bordões como o do personagem Waldir, que ao ser afrontado dizia: "Ah é, é?".

Milton Carneiro participou, também, de algumas novelas na década de 60.

Milton Carneiro morreu no Rio de Janeiro, em 08/12/1999, vítima de infarto aos 76 anos de idade. Deixou mulher e duas filhas.

Milton Carneiro e Berta Loran
Cinema

  • 1944 - Gente Honesta
  • 1944 - O Brasileiro João de Souza
  • 1945 - Vidas Solitárias
  • 1946 - Jardim do Pecado
  • 1946 - Sob a Luz de Meu Bairro
  • 1949 - Dominó Negro
  • 1950 - Katucha
  • 1952 - Tudo Azul
  • 1958 - Massagista de Madame
  • 1959 - Entrei de Gaiato
  • 1959 - Garota Enxuta
  • 1961 - Um Candango na Belacap
  • 1963 - Bonitinha Mas Ordinária
  • 1963 - Sonhando Com Milhões
  • 1964 - Crônica da Cidade Amada
  • 1964 - Asfalto Selvagem
  • 1966 - 007 1/2 no Carnaval
  • 1968 - Como Matar um Playboy
  • 1970 - Memórias de um Gigolô
  • 1970 - Pais Quadrados... Filhos Avançados
  • 1971 - Edy Sexy, o Agente Positivo
  • 1973 - As Moças Daquela Hora
  • 1974 - Motel
  • 1974 - As Mulheres Que Fazem Diferente
  • 1975 - As Loucuras de um Sedutor
  • 1975 - Eu Dou o Que Ela Gosta
  • 1976 - O Pai do Povo
  • 1976 - O Trapalhão no Planalto dos Macacos
  • 1976 - Tem Alguém na Minha Cama
  • 1977 - Gente Fina é Outra Coisa
  • 1978 - Se Segura, Malandro!
  • 1978 - Como Matar Uma Sogra
  • 1978 - Os Melhores Momentos da Pornochanchada

Milton Carneiro e Jô Soares
Televisão

  • 1965 - Rosinha do Sobrado
  • 1965 - Rua da Matriz ... Inventor
  • 1965 - TNT ... Dono da agência
  • 1968 - Balança Mas Não Cai
  • 1970 - Faça Humor, Não Faça Guerra
  • 1973 - Satiricom
  • 1976 - Planeta dos Homens
  • 1982 - Chico Anysio Show
  • 1983 - Guerra dos Sexos ... Souza
  • 1990 - Escolinha do Professor Raimundo ... Atanagildo

Fonte: Wikipédia

Dalva de Oliveira

VICENTINA PAULA DE OLIVEIRA
(55 anos)
Cantora

* Rio Claro, SP (05/05/1917)
+ Rio de Janeiro, RJ (31/08/1972)

Vicentina de Paula Oliveira, conhecida como Dalva de Oliveira foi uma cantora brasileira. Filha mais velha de Mário de Paula Oliveira e da portuguesa Alice do Espírito Santo Oliveira. Além dela, os pais tiveram mais três meninas, Nair, Margarida e Lila e um menino que nasceu com problemas de saúde e morreu ainda criança.

Seu pai, que era conhecido na cidade pelo apelido de Mário Carioca, era marceneiro e músico nas horas vagas, tocava clarinete e costumava realizar serenatas com seus amigos músicos, chegando a organizar um conjunto para tocar em festas. A pequena Vicentina gostava de acompanhá-lo nessas serenatas.

Viviam de forma bastante modesta e quando ela tinha apenas oito anos, sofreram um duro golpe familiar: Mário faleceu, deixando a esposa com quatro filhos para criar. Dona Alice resolveu, então, tentar a vida na capital paulista, onde arrumou emprego de governanta. Conseguiu vaga para as três filhas em um internato de irmãs de caridade, o Internato Tamandaré, onde Vicentina chegou a ter aulas de piano, órgão e canto. A menina ficou lá por três anos, até ser obrigada a sair, devido uma séria infecção nos olhos. Nessa ocasião, a mãe perdeu o emprego, pois os patrões não aceitaram a presença da menina. Dona Alice conseguiu emprego de copeira em um hotel e Vicentina passou a ajudá-la. Trabalhou então como arrumadeira, como babá e ajudante de cozinha em restaurantes. Depois, conseguiu um emprego de faxineira em uma escola de dança onde havia um piano.

Transferiram-se para o Rio de Janeiro em 1934, onde foram morar à Rua Senador Pompeu, numa "cabeça-de-porco", segundo a própria cantora. Nessa época, a família já estava novamente reunida pois as irmãs voltaram a morar com a mãe.

Em 1935, no Cine Pátria, Dalva de Oliveira conheceu Herivelto Martins que formava ao lado de Francisco Sena o dueto Preto e Branco. Foi terminado o dueto e nascia assim o Trio de Ouro. Iniciaram um namoro e, no ano seguinte, iniciaram uma convivência conjugal, oficializada em 1939 num ritual de Umbanda. A união gerou dois filhos: o cantor Pery Ribeiro e Ubiratan de Oliveira MartinsUbiratan trabalhou em televisão como camera man e depois produtor de programas televisivos, como o Fantástico, da TV Globo.

Separou-se de Herivelto Martins em 1947, iniciando uma batalha de ofensas mútuas muito explorada pela imprensa da época. Matérias mentirosas publicadas por Herivelto Martins, com a ajuda do jornalista David Nasser no Diário da Noite fizeram com que o conselho tutelar mandasse Pery Ribeiro e Ubiratan de Oliveira para um internato, só podendo visitar os pais em datas festivas e fins de semana, podendo sair de lá definitivamente com 18 anos. Dalva de Oliveira sofreu muito por isso. Em 1949, oficializaram a separação.

Em 1952, depois de se consagrar mais uma vez na música mundial e ganhar o título de Rainha do Rádio, Dalva de Oliveira resolveu excursionar pela Argentina, para conhecer o país e cantar em Buenos Aires. Nessa ocasião conheceu Tito Climent, que se torna primeiro seu amigo, depois seu empresário e mais tarde, seu segundo marido. Com ele adotou uma filha chamada Dalva Lúcia de Oliveira Climent, a qual Dalva de Oliveira brigou na justiça pela guarda da menina, que ficou com o marido, já que casada anos com ele, viviam brigando. Dalva de Oliveira era uma mulher simples, e Tito Climent queria uma mulher fina e cheia de requintes, sempre pronta para atender a todos em cima do salto.

Em 1963, Dalva de Oliveira e Tito Climent se separaram oficialmente. Ela voltou para o Brasil sozinha e triste, sendo que a filha vai visitá-la nas férias, como os filhos que estão no internato.

Casou-se depois com Manuel Nuno Carpinteiro, modesto rapaz muito mais moço que ela. Sofreu, ao lado de Manuel, grave acidente automobilístico, na cidade do Rio de Janeiro, que resultou na morte por atropelamento de três pessoas, em 18/08/1965, sendo obrigada a abandonar a carreira por alguns anos. Manuel Nuno Carpinteiro se tornaria seu último marido.

No início dos anos 1970, foi morar em uma confortável casa no bairro carioca de Jacarepaguá.


Carreira

De voz afinada, e bela, considerada a Rainha da Voz ou O Rouxinol Brasileiro, sua extensão vocal ia do Contralto ao Soprano. Em 1937, a Dalva de Oliveira gravou, junto com a dupla Preto e Branco, o batuque "Itaquari" e a marcha "Ceci e Peri", ambas do Príncipe Pretinho. O disco foi um sucesso, rendendo várias apresentações nas rádios. Foi César Ladeira, em seu programa na Rádio Mayrink Veiga, que pela primeira vez anunciou o Trio de Ouro.

Em 1949 deixou o trio, quando excursionavam pela Venezuela com a Companhia de Dercy Gonçalves. Em 1951 retomou a carreira solo, lançando os sambas "Tudo Acabado" (J. Piedade e Osvaldo Martins) e "Olhos Verdes" (Vicente Paiva) e o samba-canção "Ave Maria" (Vicente Paiva e Jaime Redondo), sendo os dois últimos grandes sucessos da cantora. No ano seguinte foi eleita Rainha do Rádio, e excursionou pela Argentina, apresentando-se na Rádio El Mundo, de Buenos Aires, na qual conheceu Tito Clement, que se tornou seu empresário e depois marido, pai de sua filha, como mencionado anteriormente. Ainda em 1951, filmou "Maria da Praia", dirigido por Paulo Wanderley, e "Milagre de Amor", dirigido por Moacir Fenelon.


Morte

Três dias antes de morrer, Dalva de Oliveira pressentiu o fim e, pela primeira vez, em sua longa agonia de quase três meses, falou da morte. Ela tinha um recado para sua amiga Dora Lopes, que a acompanhou ao hospital: "Quero ser vestida e maquiada, como o povo se acostumou a me ver. Todos vão parar para me ver passando".

Ela faleceu em 31/08/1972, vítima de uma hemorragia interna provavelmente causada por um câncer. A cantora teve seu apogeu artístico nos anos 30, 40 e 50. Seu corpo está enterrado no Cemitério da Saudade no Rio de Janeiro.

Mais Informações

  • Na primeira versão do filme "Branca de Neve e os Sete Anões" produzida pelos estúdios Disney, em 1938, Dalva de Oliveira dublou os diálogos da personagem Branca de Neve. As canções foram interpretadas pela dubladora Maria Clara Tati Jacome.
  • Em 1974, Dalva de Oliveira foi homenageada pela Escola de Samba Acadêmicos de Santa Cruz, com o enredo "O Rouxinol da Canção Brasileira". Em 1976 a Escola de Samba Turunas do Riachuelo (Juiz de Fora, MG) foi tri-campeã do carnaval da cidade com o enredo "Estrela Dalva", que foi homenageada de forma não biográfica, sendo o samba antológico na cidade.
  • Em 1987 a Escola de Samba Imperatriz Leopoldinense levou para a Sapucaí o enredo "Estrela Dalva".
  • Em 2002 o teatrólogo mineiro Pedro Paulo Cava produziu e dirigiu o espetáculo teatral "Estrela Dalva", cujo sucesso rendeu ao elenco de 16 atores, viagens por diversas capitais brasileiras e cidades do interior de Minas Gerais após quase dois anos em cartaz na capital mineira. Dalva de Oliveira foi interpretada por Rose BrantHerivelto Martins por Léo Mendonza e Nilo Chagas por Diógenes Carvalho. O espetáculo foi baseado no livro de Renato Borghi e João Elísio Fonseca que foi adaptado por Pedro Paulo Cava. O elenco tinha ainda Diorcélio Antônio, Freddy Mozart, Rui Magalhães, Márcia Moreira, Leonardo Scarpelli, Felipe Vasconcelos, Libéria Neves, Jai Baptista, Ivana Fernandes, Patrícia Rodrigues, Meibe Rodrigues, Fabrizio Teixeira e Bianca Xavier. A produção executiva foi de Cássia Cyrino e Luciana Tognolli. Todo o elenco passou por meses de preparação vocal e corporal dando vida e emoção sempre aplaudidos de pé pelo público que lotava as sessões.
  • A vida de Dalva de Oliveira foi retratada em janeiro de 2010 com a minissérie "Dalva e Herivelto - Uma Canção de Amor", produzida pela Rede Globo. A atriz Adriana Esteves interpretou Dalva de Oliveira, enquanto o ator Fábio Assunção interpretou Herivelto Martins.
  • Na cidade de Rio Claro, SP, tem uma praça em sua homenagem com nome de Dalva de Oliveira.


Discografia

Álbuns de Estúdio

  • 1953 - A Voz Sentimental do Brasil
  • 1955 - Dalva de Oliveira Com Roberto Inglez e Sua Orquestra
  • 1957 - Os Tangos Mais Famosos na Voz de Dalva de Oliveira
  • 1958 - Dalva
  • 1960 - Em Tudo Você
  • 1961 - Tangos
  • 1961 - Dalva de Oliveira
  • 1962 - O Encantamento do Bolero
  • 1963 - Tangos - Volume II
  • 1965 - Rancho da Praça Onze
  • 1967 - A Cantora do Brasil
  • 1968 - É Tempo de Amor
  • 1970 - Bandeira Branca


Coletâneas

  • 1972 - Grossas Nuvens de Amor
  • 1973 - O Amor é o Ridículo da Vida
  • 1973 - Dalva em Recital no Teatro Senac
  • 1982 - Dalva de Oliveira Especial, Vol. 1
  • 1987 - Dalva de Oliveira - Série Os Ídolos do Rádio, Vol. V
  • 1993 - Trio de Ouro
  • 1994 - Saudade…
  • 1994 - Meus Momentos
  • 1995 - Dalva de Oliveira
  • 1997 - A Rainha da Voz
  • 2000 - Dalva de Oliveira e Roberto Inglez e Sua Orquestra
  • 2000 - Bis - Dalva de Oliveira
  • 2006 - Canta Dalva


Fonte: Wikipédia e Dicionário Cravo Albin da MPB

Miguel Arraes

MIGUEL ARRAES DE ALENCAR
(88 anos)
Advogado, Economista e Político

* Araripe, CE (15/12/1916)
+ Recife, PE (13/08/2005)

Miguel Arraes de Alencar foi um advogado, economista e político brasileiro. Foi prefeito do Recife, deputado estadual, deputado federal e por três vezes governador do estado de Pernambuco.

Nasceu em Araripe, interior do Ceará, primogênito e único filho (sexo masculino) de Maria Benigna Arraes de Alencar e José Almino de Alencar e Silva, pequenos agricultores.

Durante a juventude Miguel Arraes mudou-se para Crato, com o objetivo de concluir o ginásio (ensino fundamental). Nesses anos, um fato marcou muito a sua personalidade: flagrou um curral com três flagelados presos simplesmente por tentarem fugir da seca para Fortaleza. A respeito, afirmou: "É uma lembrança que guardo para sempre. Era um horror difícil de compreender e marcou meu jeito de ver as coisas!"

Em 1932, aos 17 anos, foi aprovado no vestibular da Faculdade de Direito da Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro. Simultaneamente, também foi aprovado no concurso público de escriturário do Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA), sendo lotado no Recife.

Após a posse no cargo, conseguiu a transferência para a Faculdade de Direito do Recife, incorporada posteriormente à Universidade Federal de Pernambuco. Formou-se em 1937. No ano seguinte, foi promovido a assistente do diretor de Fiscalização, cargo no qual permaneceu até 1941, quando passou a ser chefe de Secretaria.

Em 1943 ascendeu a Delegado Regional, ocupação que deixou em 1947, ao assumir a Secretaria de Fazenda do Estado de Pernambuco, por indicação de Barbosa Lima Sobrinho, que havia sido eleito governador do estado naquele ano e com quem havia trabalhado no Instituto do Açúcar e do Álcool.

Carreira Política Antes do Golpe de 1964

Elegeu-se governador em 1962, com 47,98% dos votos, pelo Partido Social Trabalhista (PST), apoiado pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB) e setores do Partido Social Democrático (PSD), derrotando João Cleofas de Oliveira da União Democrática Nacional (UDN), representante das oligarquias canavieiras de Pernambuco. Seu governo foi considerado de esquerda, pois forçou usineiros e donos de engenho da Zona da Mata do Estado a estenderem o pagamento do salário mínimo aos trabalhadores rurais, o Acordo do Campo, e deu forte apoio à criação de sindicatos, associações comunitárias e às ligas camponesas.

Com o golpe militar de 1964, tropas do IV Exército cercaram o Palácio das Princesas, sede do governo estadual. Foi-lhe proposto que renunciasse ao cargo para evitar a prisão, o que prontamente recusou para, em suas palavras, "não trair a vontade dos que o elegeram". Em consequência, foi preso na tarde do dia 01/04.

Deposto, foi encarcerado em uma pequena cela do 14º Regimento de Infantaria do Recife, sendo posteriormente levado para a ilha de Fernando de Noronha, onde permaneceu por onze meses. Posteriormente, foi encaminhado para as prisões da Companhia da Guarda e do Corpo de Bombeiros, no Recife, e da Fortaleza de Santa Cruz, no Rio de Janeiro.

Seu pedido de Habeas Corpus no Supremo Tribunal Federal foi protocolado em 19/04, sob o número 42.108. Foi concedido, por unanimidade, fundamentado em questões processuais (foro privativo de governadores e necessidade de autorização da Assembléia Legislativa). A exceção foi o voto do ministro Luís Galloti, que concedeu o Habeas Corpus em função do flagrante excesso de prazo da prisão. O então procurador-geral da República, Oswaldo Trigueiro, opinou pela manutenção de sua prisão. Libertado em 25 de maio de 1965, exilou-se na Argélia.

Miguel Arraes após voltar do exílio. Brasília, 1979.
O Exílio

Concedido o Habeas Corpus, Miguel Arraes foi orientado por seu advogado, Sobral Pinto, a exilar-se, sob pena de voltar a ser preso pela ditadura. Após recusa da França em recebê-lo, Miguel Arraes cogitou pedir asilo ao Chile - onde, alguns anos depois, houve em 1973 o golpe militar de Pinochet. Assim, Miguel Arraes tomou a Argélia como destino. Parecia até proposital, pois a Argélia tinha problemas sociais parecidos com os do Brasil.

Durante o exílio, foi condenado à revelia, no dia 02/03/1967, pelo Conselho Pernambucano de Justiça da 7ª Região Militar. A pena, de 23 anos de prisão, foi pelo crime de "subversão".

Carreira Política Após a Anistia

Em 1979, com a anistia, voltou ao Brasil e à política. Elegeu-se deputado federal em 1982, pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Em 1986 venceu as eleições para governador de Pernambuco, ainda pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro, derrotando o candidato do Partido da Frente Liberal (PFL) e do governo, José Múcio Monteiro.

Seu governo foi caracterizado por programas voltados ao pequeno agricultor, como o Vaca Na Corda, que financiava a compra de uma vaca e o Chapéu de Palha, que empregava canavieiros, no período de entre-safra, na construção de pequenas obras públicas. Outro ponto central foi a eletrificação rural.

Em 1990, filiou-se ao Partido Socialista Brasileiro (PSB). Foi eleito mais uma vez governador em 1994, aos 78 anos, sendo um dos principais opositores ao governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, posição esta que lhe custou caro politicamente.

Seu último governo foi marcado pela grave crise financeira do estado e pela greve das polícias civil e militar. Perdeu a reeleição em 1998 para seu ex-aliado e ex-prefeito do Recife Jarbas Vasconcelos, que obteve mais de 64% dos votos válidos.

Em 2002, com 86 anos, venceu sua última eleição, elegendo-se o quarto deputado federal mais votado do estado de Pernambuco, mas desta vez apóiou como candidato à presidência o ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho, que ficou na terceira colocação na eleição presidencial do primeiro turno. Uma candidatura própria à Presidência da República foi de grande importância para o crescimento do partido do qual era cacique, o Partido Socialista Brasileiro (PSB). No segundo turno apoiou o candidato a presidente Luiz Inácio Lula da Silva, aliado seu nas outras eleições presidenciais.

Neste seu último mandato como deputado federal fez parte, junto com os integrantes de seu partido, o Partido Socialista Brasileiro (PSB), da base aliada do governo do presidente Lula, sendo responsável pela indicação de ministros que iriam ocupar o Ministério da Ciência e Tecnologia no primeira gestão de Lula, destacando-se na função seu neto e herdeiro político Eduardo Campos.

Internação e Morte

Miguel Arraes foi internado no dia 16/06/2005, com uma suspeita de dengue. Sua saúde piorou no dia 19, quando, vitimado por uma arritmia e a consequente queda de pressão, foi entubado e passou a respirar por aparelhos. Também foi detectada uma infecção pulmonar.

Teve uma ligeira melhora nos dias seguintes. Foi submetido a hemodiálises e no dia 02/07/2005, todos os aparelhos foram retirados. Miguel Arraes conversava com parentes e amigos e assistia à TV, opinando sobre a situação caótica em que se encontrava a política, com os escândalos do mensalão. Nos dias seguintes, foi diagnosticada uma pneumonia. No dia 20/07/2005, recebeu a visita do presidente Lula.

Em 29/07/2005, uma artéria do pulmão esquerdo se rompeu, provocando uma hemorragia e ocasionando uma cirurgia de emergência. Apesar da sobrevida, os rins e o fígado apresentaram falhas e novamente precisou ser submetido a sessões de hemodiálise, diariamente.

Ainda assim, deu sinais de recuperação, mantendo a consciência. No dia 12/08/2005, foi anunciado que deixaria a UTI. Porém, durante a madrugada, piorou e o quadro era o de uma infecção generalizada, pela terceira vez. No fim da manhã, faleceu depois de 59 dias de internação na UTI do Hospital Esperança, no Recife. A causa mortis foi um choque séptico causado por infecção respiratória, agravada por insuficiência renal.

Seu corpo foi velado no Palácio do Campo das Princesas, sede do governo estadual, no dia 13/08/2005. O cortejo fúnebre saiu no final da tarde do dia 14/08/2005 em direção ao Cemitério de Santo Amaro no Recife, onde foi sepultado, seguido por milhares de pessoas que cantavam antigos jingles das suas campanhas políticas.

Na ocasião o presidente Lula divulgou a seguinte nota, após decretar luto oficial por três dias:


"A morte do deputado federal e ex-governador Miguel Arraes é uma enorme perda para o povo brasileiro. Arraes foi, sem dúvida, uma das maiores lideranças das lutas populares que marcaram a segunda metade do século 20 no Brasil. Por isso, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, quer manifestar não só seu pesar pessoal pela perda de um amigo, mas também grande tristeza pela ausência de um companheiro que com sua experiência, sabedoria e capacidade de resistência fará muita falta no trabalho em favor da justiça social em nosso país."

Pouco mais de um ano após sua morte, no dia 15/12/2006, data que se comemoraria os 90 anos de seu nascimento, a jornalista pernambucana Teresa Rozowykwiat lançou na Livraria Cultura do Recife o livro "Arraes", a primeira biografia autorizada sobre a vida do ex-governador. A autora contou com informações exclusivas repassadas pela viúva, Magdalena Arraes, principalmente sobre o período em que viveu no exílio após o golpe militar de 1964. O livro aborda fatos que apenas a família tinha conhecimento e detalhes sobre sua personalidade, que só os mais íntimos conheciam.

No final de 2008, a viúva, Magdalena Arraes, criou o Instituto Miguel Arraes com o objetivo de preservar a memória do ex-governador. Nessa ocasião o jornalista e chagista do jornal Diário de Pernambuco, Lailson de Holanda, selecionou mais de 500 charges feitas por ele durante mais de 30 anos sobre o governador Miguel Arraes, representando-o em diferentes momentos da história política recente de Pernambuco, desde de sua chegada do exílio político. O mesmo jornalista também lançou um livro com a coleção de suas melhores charges sobre o ex-governador, chamado de "Arraestaqui".

Futuramente a viúva do ex-governador também pretende disponibilizar para o público, através do novo instituto, cartas, fotografias e anotações feitas pelo mesmo.

Família

Miguel Arraes teve oito filhos (duas mulheres e seis homens) com sua primeira esposa, Célia de Sousa Leão. Viúvo em 1961, casou-se novamente, desta vez com Maria Magdalena Fiúza, com quem teve mais uma filha e um filho. Era primo carnal, ou seja, filhos do casamento de duas irmãs com dois irmãos, de Miguel Edson Arraes de Alencar, que coincidentemente possuía seu nome até sua precoce morte aos 42 anos.

Miguel Edson casou-se com Conceição Aparecida Vieira Arraes de Alencar e teve três filhos, Alexandre Arraes (médico), Maria Celina Arraes (economista e diretora da parte internacional do banco central) e Fátima Arraes (advogada). Ao falecer, a família do governador estava composta, além dos dez filhos e filhas, por seis netas, onze netos, uma bisneta e cinco bisnetos. Tornaram-se notórios o seu filho, Guel Arraes (diretor de televisão e cinema), sua filha Ana Arraes (deputada federal), a sua neta Marília Arraes (Vereadora do Recife) e seus netos Eduardo Campos (governador de Pernambuco) e Antônio Campos (Advogado, escritor, membro da Academia Pernambucana de Letras e curador da Festa Literária Internacional de Pernambuco - Fliporto)

Fonte: Wikipédia