Feliz

FELISBERTO DUARTE
(69 anos)
Humorista e Apresentador de TV


* Brasil (31/10/1938)
+ Santos, SP (10/08/2008)

Conhecido como "Feliz", ele era responsável pelas notícias do tempo tanto na primeira quanto na segunda versão do telejornal Aqui Agora, do SBT.

Famoso pelo bordão "Piriri, pororó", Feliz estava internado no Hospital Beneficência Portuguesa, em Santos, no Litoral Sul de São Paulo, onde havia passado por uma cirurgia no intestino e fígado. Ele deu entrada no hospital após um quadro de infecção intestinal causado por uma depressão e estava em coma desde o dia 9 de agosto.

Fonte: Wikipédia

Diana Morel

DIANA MOREL
(64 anos)
Atriz, Dubladora e Vedete


☼ Rio de Janeiro, RJ (30/11/1934)
┼ Rio de Janeiro, RJ (18/12/1998)

Diana Morel começou a ser vedete ainda com 15 anos, nos espetáculos de Carlos Machadoem sua revista musical. Sofrendo a oposição de sua família, a jovem chegou a ameaçar se jogar do alto de um prédio, caso seus pais não a permitissem ser vedete. Com o corpo perfeito, muito charme e um rosto bonito, Diana Morel se tornaria rapidamente uma das Certinhas do Lalau, a famosa lista de beldades de Stanislaw Ponte Preta.

Depois do Teatro de Revista, Diana Morel ingressou na Companhia Teatral Maria Della Costa, onde atuou ao lado da própria e de Paulo Autran, Tonia CarreroZiembinski, e fez alguns filmes como "A Carne é o Diabo", "É Pra Casar?" e "Meus Amores no Rio"Ainda com Maria Della Costa, Diana Morel participou da adaptação para o cinema de "Moral em Concordata", um grande sucesso nos palcos.

Chegou à TV em 1967, participando das primeiras novelas da TV Globo como "A Rainha Louca" (1967), "Demian, o Justiceiro" (1967) e "A Grande Mentira" (1968). Participou, também, da linha de shows e humorísticos da emissora do final da década de 60.

Na década de 60, foi homenageada por um programa da TV Tupi, que remontava sua trajetória, tendo a atriz Elisângela, como Diana Morel adolescente.

Nos anos 70 participou da novela "Tempo de Viver" (1972) na TV Rio e depois, de volta à TV Globo, fez "Supermanoela" (1974), "Dancin' Days" (1978), "A Gata Comeu" (1985) e "Gente Fina" (1990).

No cinema estrelou "Trabalhou Bem, Genival" (1955), em outras chanchadas, e, uma participação em "Moral em Concordata" (1959), ao lado de Odete Lara.

Com uma voz perfeita, Diana Morel se transformou em uma dubladora das mais requisitadas. Dublou algumas atrizes famosas de cinema como Greta Garbo e Jeanne Moreau. É sua a voz de Ingrid Bergman no filme "Casablanca".

Sua última participação na TV Globo foi em outubro de 1992, no programa "Os Trapalhões"

Morte

Diana Morel morreu na sexta-feira, 18/12/1998, no Rio de Janeiro, em seu apartamento, no Leme, Zona Sul, vítima de um infarto. O corpo de Diana Morel foi velado e enterrado na sexta-feira no Cemitério São Francisco Xavier, no Caju, zona norte do Rio de Janeiro.

Trabalhos

Cinema
  • 1959 - Moral em Concordata
  • 1958 - Meus Amores no Rio
  • 1955 - Trabalhou Bem, Genival

Televisão
  • 1990 - Gente Fina (Globo) ... Zenaide
  • 1986 - Selva de Pedra (Globo) ... Ex Vedete
  • 1985 - A Gata Comeu (Globo) ... Dona Ofélia
  • 1978 - Sítio do Picapau Amarelo (Globo) ... Pasifae, rainha de Creta - Episódio "O Minotauro"
  • 1978 - Dancin' Days (Globo) ... Anita
  • 1975 - Senhora (Globo) ... Santa
  • 1974 - Supermanoela (Globo) ... Tereza
  • 1972 - Jerônimo, o Herói do Sertão (Tupi) ... Débora
  • 1972 - Tempo de Viver (Tupi)
  • 1969 - Enquanto Houver Estrelas (Tupi) ... Estela
  • 1969 - O Retrato de Laura (Tupi) ... Laura
  • 1968 - A Grande Mentira (Globo) ... Beatriz
  • 1967 - O Homem Proibido (Globo) ... Amal
  • 1967 - A Rainha Louca (Globo) ... Rosário

Dublagem
  • As atrizes Greta Garbo, Bette Davis e Ingrid Bergman;
  • Rainha Nemone na série animada "Tarzan" (Estúdios Filmation);
  • Mulher-Maravilha na 1ª temporada de "Superamigos" (1973);
  • Angie Dickinson em "Policewoman";
  • Participações em "Columbo" e "Ilha da Fantasia";
  • Maria Mercedes (Seu último trabalho na dublagem)


Fonte: Wikipédia e UOL

Tânia Scher

TÂNIA SCHER
(61 anos)
Atriz


* Rio de Janeiro, RJ (12/03/1947)
+ Rio de Janeiro, RJ (09/08/2008)

A atriz Tânia Scher começou sua carreira no cinema, no final dos anos 60. Estreou em "Todas as Mulheres do Mundo", e se tornaria um rosto constante no cinema da década de 70.

Entre os diversos filmes que Tânia Scher atuou, destacam-se “Todas as Mulheres do Mundo”, “A Espiã Que Entrou em Fria”, “O Bolão”, “A Nova Estrela”, “Motel”, “Um Casal de 3″ e “A Menina do Lado”.

Na TV ela estreou em 1970 em um pequeno papel em "A Próxima Atração" e fez várias novelas e minisséries, sempre na TV Globo. Sua única atuação fora da Globo foi na minissérie "A.Rainha da Vida" da TV Manchete, que fez ao lado de Florinda Bolkan.

Ela foi casada com o piloto e diretor do Autódromo de Jacarepaguá, no Rio, Norman Casari, com quem teve uma filha.

A atriz, que estava afastada da carreira, morreu vítima de insuficiência respiratória e problemas no fígado. Ela sofria de depressão e ficou internada três dias no Hospital Miguel Couto, no Rio de Janeiro, antes de falecer.

Fonte: Dramaturgia Brasileira - In Memoriam

Wilson Grey

WILSON CHAVES
(69 anos)
Ator


☼ Rio de Janeiro, RJ (10/12/1923)
┼ Rio de Janeiro, RJ (03/10/1993)

Wilson Chaves era o verdadeiro nome do carioca Wilson GreyCom seu tipo franzino, sempre de cabelos gomalinados, Wilson Grey é o típico malandro carioca dos anos 1940.

Em 1942, quando Paschoal Carlos Magno começou a formar o Teatro do Estudante, fez teste, ganhando uma ponta em "Hamlet" como um soldado sem fala. Durante o dia, trabalha no balcão de uma perfumaria e à noite, o teatro. De tão cansado, chega um palco sem cochilar, apoiado na lança.

Estreou no cinema em uma ponta no filme "Hóspede De Uma Noite" (1951), de Ugo Lombardi, pai da atriz Bruna Lombardi. Wilson Grey fazia um paquerador num trem da central. Agradou tanto que logo foi convidado para atuar no filme "Amei Um Bicheiro" (1952), de Jorge Ileli e Paulo Wanderley. Com um papel pequeno, mesmo assim se destacou. Ele foi preso pela polícia durante as filmagens, confundido com um bicheiro.

Participou de quase todos os filmes produzidos pela Atlântida, na época áurea das chanchadas, invariavelmente no papel de vilão, ao lado de José LewgoyÉ ainda o ator brasileiro com filmografia mais extensa, com mais de 250 participações.

Seu tipo franzino e sua voz bem característica tornavam-no o ator perfeito para interpretar o malandro carioca típico das décadas de 1940 e 1950.


Naquela época fazia um filme a cada dois meses e, mesmo decorridos mais de uma década de sua morte, é ainda o ator brasileiro com a maior filmografia, construída em mais de quarenta anos de trabalho. Wilson Grey também considerava que seu recorde era mundial, mas a imprensa norte-americana especializada sempre o atribuía, para seu declarado desgosto, a um ator da Índia.

Somente viria a fazer um papel principal em 1982. Foi o professor Expedito Vitus, de "Segredo Da Múmia", de Ivan Cardoso, que lhe valeu o prêmio de melhor ator no Festival de Brasília.

Além das chanchadas, participou de filmes marcantes do cinema brasileiro, como "Memórias Do Cárcere" (1984) e o "O Beijo Da Mulher Aranha" (1985). Na televisão, foi um crupiê na minissérie "A, E, I, O… Urca", da Rede Globo e atuou também em "Guerra dos Sexos" (1983).

Afirmou em entrevistas que seu papel em "Vai Trabalhar, Vagabundo" (1974) era vagamente autobiográfico.

Na televisão, trabalhou muito pouco. Fez o Jeca Tatu do "Sítio do Pica-Pau Amarelo" (1977), participou do programa "Chico City", das novelas "Maria, Maria" (1978) e "Guerra dos Sexos" (1983), e atuou na minissérie "A, E, I, O... Urca", vivendo um crupiê de cassino.

Wilson Grey ainda estava na ativa quando faleceu às vésperas de completar 70 anos, em 03/10/1993, e em 1996, foi lançado, postumamente, seu último filme, "O Lado Certo Da Vida Errada".


Filmografia

  • 1952 - Carnaval Atlântida
  • 1953 - Carnaval Em Caxias
  • 1953 - A Dupla Do Barulho
  • 1953 - Balança Mas Não Cai
  • 1954 - O Petróleo é Nosso
  • 1954 - Malandros Em Quarta Dimensão
  • 1954 - Matar Ou Correr
  • 1954 - Nem Sansão Nem Dalila
  • 1955 - Chico Viola Não Morreu
  • 1955 - O Rei Do Movimento
  • 1955 - Paixão Nas Selvas
  • 1955 - O Primo Do Cangaceiro
  • 1956 - Fuzileiro Do Amor
  • 1956 - Quem Sabe, Sabe
  • 1956 - Vamos Com Calma
  • 1956 - O Contrabando
  • 1957 - Metido a Bacana
  • 1957 - Na Corda Bamba
  • 1957 - Canjerê (1957)
  • 1957 - Osso, Amor e Papagaios
  • 1957 - De Pernas Pro Ar
  • 1957 - Maluco Por Mulher
  • 1958 - O Camelô Da Rua Larga
  • 1958 - Quem Roubou Meu Samba?
  • 1958 - Sherlock De Araque
  • 1958 - Cala a Boca Etelvina
  • 1958 - Chico Fumaça
  • 1959 - Minervina Vem Aí
  • 1959 - Depois Do Carnaval
  • 1960 - Marido De Mulher Boa
  • 1960 - Tudo Legal
  • 1960 - Eu Sou o Tal
  • 1960 - Pistoleiro Bossa Nova
  • 1960 - A Viúva Valentina
  • 1961 - O Viúvo Alegre
  • 1962 - Os Cosmonautas
  • 1962 - Boca De Ouro
  • 1962 - O Assalto Ao Trem Pagador
  • 1965 - Paraíba - Vida e Morte De Um Bandido
  • 1967 - Mineirinho, Vivo Ou Morto
  • 1967 - Perpétuo Contra o Esquadrão Da Morte
  • 1967 - Na Mira Do Assassinato
  • 1968 - Maria Bonita, Rainha Do Cangaço
  • 1969 - Pedro Diabo Ama Rosa Meia-Noite
  • 1970 - Salário Mínimo
  • 1970 - O Abismo
  • 1970 - Pindorama
  • 1971 - O Barão Otelo No Barato Dos Bilhões
  • 1971 - O Capitão Bandeira Contra o Drº Moura Brasil
  • 1971 - Lúcia McCartney
  • 1972 - A Rainha Diaba
  • 1972 - Quando o Carnaval Chegar
  • 1972 - O Doce Esporte Do Sexo
  • 1972 - Ali Babá e Os 40 Ladrões
  • 1972 - Os Inconfidentes
  • 1973 - Tati, a Garota
  • 1973 - Sagarana, o Duelo
  • 1974 - Vai Trabalhar Vagabundo
  • 1974 - A Estrela Sobe
  • 1974 - As Alegres Vigaristas
  • 1975 - Com As Calças Na Mão
  • 1975 - Ana, José a Libertina
  • 1975 - Perdida
  • 1975 - Costinha - O Rei da Selva
  • 1976 - Anchieta, Do Brasil
  • 1976 - Ninguém Segura Essas Mulheres
  • 1976 - O Ibraim Do Subúrbio
  • 1976 - Ladrão De Bagdá
  • 1977 - Se Segura Malandro!
  • 1977 - Gordos e Magros
  • 1977 - Os Amores Da Pantera
  • 1977 - Jorden Er Flad
  • 1977 - Barra Pesada
  • 1977 - Ladrões De Cinema
  • 1977 - Empregada Para Todo o Serviço
  • 1978 - Não Bububu Bobobo
  • 1978 - Agonia
  • 1978 - A Noiva Da Cidade
  • 1978 - Crônica De Um Industrial
  • 1978 - Aventura Na Floresta Encantada
  • 1979 - Os Foragidos Da Violência
  • 1979 - República Dos Assassinos
  • 1979 - O Coronel e o Lobisomem
  • 1979 - Lerfa Mu
  • 1979 - A Virgem Camuflada
  • 1979 - As Borboletas Também Amam
  • 1980 - Insônia
  • 1980 - O Gigante Da América
  • 1980 - Parceiros Da Aventura
  • 1980 - O Incrível Monstro Trapalhão
  • 1981 - Bonitinha Mas Ordinária
  • 1981 - O Homem Do Pau-Brasil
  • 1981 - Engraçadinha
  • 1982 - Rio Babilônia
  • 1982 - O Segredo Da Múmia
  • 1982 - Os Trapalhões Na Serra Pelada
  • 1982 - O Santo e a Vedete
  • 1982 - Luz Del Fuego
  • 1983 - O Mágico e o Delegado
  • 1983 - Bar Esperança
  • 1984 - Os Bons Tempos Voltaram...
  • 1984 - Memórias Do Cárcere
  • 1985 - O Beijo Da Mulher Aranha
  • 1985 - Brás Cubas
  • 1985 - Águia Na Cabeça
  • 1985 - A Ópera Do Malandro
  • 1986 - A Dança Dos Bonecos
  • 1986 - As Sete Vampiras
  • 1986 - Baixo Gávea
  • 1987 - Leila Diniz
  • 1987 - Os Fantasmas Trapalhões
  • 1988 - Banana Split
  • 1989 - O Escorpião Escarlate
  • 1990 - Corpo Em Delito
  • 1992 - A Maldição De Sanpaku
  • 1993 - Vai Trabalhar Vagabundo II - A Volta
  • 1996 - O Lado Certo Da Vida Errada.

Fonte: Wikipédia

David Cunha

DAVID CUNHA ALVES DE ARAÚJO
(49 anos)
Humorista


* Mossoró, RN (18/11/1957)
+ Assu, RN (24/11/2006)

David Cunha Alves de Araujo era o verdadeiro nome do popular humorista EspantaDavid Cunha ou Espanta, inicialmente chamado como Espanta Jesus, nasceu no dia 18/11/1957 em Natal, RN.

David Cunha foi eleito pela Globo Sat um dos dois melhores humoristas do Brasil, em 1997, em um concurso com revelações do humor. Vencedor do Segundo Festival de Piadas do Show do Tom, também foi eleito o melhor humorista do Rio Grande do Norte, pela imprensa potiguar. Participou da "Escolinha do Professor Raimundo" e foi vencedor da "Batalha dos Humoristas", quadro do "Show do Tom".

A Origem do Apelido Artístico Espanta Jesus

Parece que seria um amigo que acompanhando ele numa das suas primeiras atuações profissionais falou:


"Bixo, você é tão feio que espanta o pai, o filho e o espirito santo!"

Dessa tríade cristã, David Cunha combinaria o nome de Jesus com Espanta para dar nascimento ao apelido que o acompanharia no inicio da sua carreira, Espanta Jesus, para posteriormente ele reduziu ao Espanta que ficaria até o final dos seus dias, espalhando sua arte no pais todo.

Espanta, Skolástica e Lailtinho Brega
Inícios do David Cunha Humorista: o Espanta

David Cunha sendo originariamente caixeiro viajante onde teria adquirido suas habilidades como representante de vendas que ajudariam ele como humorista, daria o pulo ao humor de forma casual. Seria numa convenção de supermercados de Aracaju onde um companheiro obrigou ele a subir no palco para contar piadas. O sucesso foi instantâneo na frente de mais de 800 pessoas.

Seguidamente em 1991 trocaria seu trabalho como representante comercial para se dedicar plenamente ao humor. No primeiro ano de carreira, em 1991, estreou na TV com o programa "Bastinha Proceis", no Rio Grande do Norte, ficando ao ar por 1 ano e 7 meses.

Seu personagem mais famoso foi o Pudim de Cana.


Consolidação Profissional

Seria no ano 1997 quando seria eleito pela Globo Sat como um dos quatro melhores humoristas do Brasil. Em consequência, sua agenda permaneceu lotada durante o ano todo, fazendo até viagens em Portugal com o show "Espanta Rasgando o Verbo".

Mas o topo mesmo foi, quando ganhou o prestigioso programa do comediante Tom Cavalcante, "Batalha dos Humoristas" na Rede Record frente a humoristas do pais inteiro. Momento muito marcante lembrado até hoje pelo bons amantes do humor.

David Cunha e sua esposa Lúcia de Oliveira
Trágica Morte do Espanta

David Cunha faleceu no auge de sua carreira profissional, dois dias após suas últimas gravações no "Show do Tom", da Rede Record, onde assinou contrato e seria personagem definitivo do programa.

No dia 24/11/2006, estando a caminho de um show na cidade de Mossoró, a 40 km desta cidade, por volta das 17:00 hs, David Cunha seria vitima de um acidente. Seu carro modelo Astra capotaria varias vezes após derrapar em pedras de brita soltas na pista da BR-304, km 92, termo do município do Assu, no Rio Grande do Norte.

A morte de David Cunha aos 49 anos seria confirmada como consequência de um Traumatismo Crânio-Encefálico causado por afundamento de crânio. Seu filho, David Alves Cunha de Araujo, que viajava junto com ele, só sofreu lesões leves.

David Cunha interpretando o Espanta fazia a maioria das suas apresentações no Ceará, estado onde morava, e no Rio Grande do Norte. Mas em 2006, vinha fazendo uma média de quase um show por semana em São Paulo, e faleceu antes de poder realizar os show's já agendados em capitais como Recife e Belo Horizonte.

Fonte: Wikipédia

Haroldo de Oliveira

HAROLDO DE OLIVEIRA
(61 anos)
Ator


* Rio de Janeiro, RJ (09/04/1942)
+ Rio de Janeiro, RJ (27/12/2003)

Haroldo de Oliveira dizia aos amigos que era mais conhecido na China e na Rússia do que no Brasil, graças ao sucesso internacional da novela "Escrava Isaura" (1976), na qual foi o escravo André.

Ele teve atuações marcantes na TV, no cinema e no teatro, desde a estréia, aos 10 anos, em "Rio 40 Graus", filme de Nelson Pereira dos Santos.

No teatro, fez "Pedro Mico", dirigido por Paulo Francis, entre tantos outros papéis de destaque, e como diretor de teatro teve destaque nas peças "Artigo Um Sete Um" (1982) e "As Aventuras de Galápagos" (1979), ambas de Fernando Palilot.

Haroldo de Oliveira figurava entre os atores que participaram do "Auto da Paixão de Cristo" desde o primeiro espetáculo, em 1983.

Pouco antes de ser internado fez parte do elenco do humorístico "Zorra Total" e participou da série "Brava Gente Brasileira", entre outras.

Na extinta TV Manchete, Haroldo de Oliveira trabalhou na superprodução "Xica da Silva" (1996), no papel do fiel escravo de Chica da Silva, Jacinto.

Haroldo de Oliveira faleceu aos 61 anos, de falência múltipla dos órgãos, conforme informaram seus familiares. O ator estava internado desde abril, quando sofreu um derrame.

Haroldo de Oliveira, Ana Ariel e Mario Cardoso (A Moreninha)
Televisão

  • 2002 - Brava Gente (Episódio: O Enterro da Cafetina) ... Bêbado
  • 1999 - Zorra Total
  • 1996 - Xica da Silva ... Jacinto
  • 1992 - Tereza Batista
  • 1989 - Kananga do Japão
  • 1989 - Pacto de Sangue
  • 1988 - Chapadão do Bugre
  • 1986 - Dona Beija ... Ramos
  • 1985 - Antônio Maria ... Arquimedes
  • 1984 - Santa Marta Fabril S.A.
  • 1982 - Caso Verdade
  • 1981 - Terras do Sem-Fim ... João Grilo
  • 1978 - Maria, Maria ... Felipe
  • 1976 - Escrava Isaura ... André
  • 1975 - A Moreninha ... Simão
  • 1975 - O Noviço
  • 1974 - O Rebu ... Astorige
  • 1972 - Tempo de Viver
  • 1969 - A Cabana do Pai Tomás ... Jonas


Cinema

  • 1985 - Chico Rei
  • 1983 - A Longa Noite do Prazer
  • 1983 - Estranho Jogo do Sexo
  • 1980 - Parceiros da Aventura
  • 1979 - Os Foragidos da Violência
  • 1977 - Barra Pesada
  • 1976 - Crueldade Mortal
  • 1975 - As Aventuras Amorosas de um Padeiro
  • 1974 - A Rainha Diaba
  • 1974 - O Mau-Caráter
  • 1962 - Cinco Vezes Favela
  • 1957 - Rio Zona Norte
  • 1955 - Rio 40 Graus


Fonte: Wikipédia

Altair Lima

ALTAIR LIMA
(66 anos)

Ator

* Barretos, SP (08/07/1936)
+ Angatuba, SP (24/12/2002)

Altair Lima foi um ator brasileiro. Em 1969, produziu e atuou no musical "Hair". Teve papéis de destaque em várias novelas da TV Tupi, TV Excelsior, TV Record e TV Bandeirantes, como "A Viagem" (1976), "A Deusa Vencida" (1965), "O Tempo e o Vento" (1967), "Os Imigrantes" (1981) e "Gaivotas" (1979). Na TV Globo, atuou em "Corrida do Ouro" (1974) de Gilberto Braga.

No cinema, trabalhou em filmes como "Xica da Silva" (1976), "Um Intruso no Paraíso" (1973), "Fruto do Amor" (1981), "O Segredo da Múmia" (1982), "Bicho de Sete Cabeças" (2001) e "Narradores de Javé" (2003).

Em 1996, voltou à TV na novela da TV Manchete "Xica da Silva". Consagrou-se no papel do asqueroso Jacobino, sendo inclusive indicado para prêmio de Melhor Ator.

Altair Lima, Isabel Ribeiro e os filhos Luis Paulo de dois anos e José Clóvis de oito meses
Depois do sucesso estrondoso de "Xica da Silva", participou das novelas "Mandacaru" (1997), também na TV Manchete e em seguida foi para a TV Record onde fez "Louca Paixão" (1999) e "Roda da Vida" (2001).

O último trabalho de Altair Lima foi na peça "Hamlet - Mensageiro da Agonia", que estava então em cartaz no Teatro Sérgio Cardoso.

Altair Lima tinha 43 anos de profissão e foi vencedor do Prêmio Roquette Pinto pela interpretação e produção do musical "Hair", na sua primeira versão em 1969.

Foi casado duas vezes, a primeira com a atriz Maria Célia Camargo e a segunda com a também já falecida atriz Isabel Ribeiro, com quem teve dois filhos.

O ator morreu em seu sítio em Angatuba, no interior de São Paulo, vítima de um ataque cardíaco fulminante.

Novelas e Minisséries

  • 2001 - Roda da Vida ... Joaquim
  • 1999 - Louca Paixão ... Jacinto Leão
  • 1997 - Mandacaru ... Desidério
  • 1996 - Xica da Silva ... Capitão do Mato Jacobino da Silva
  • 1988 - Chapadão do Bugre ... Tonho Inácio
  • 1983 - Parabéns Pra Você ... Tito
  • 1981 - Os Imigrantes ... Antonio Hernández
  • 1980 - A Deusa Vencida ... Lineu
  • 1979 - Gaivotas ... Alberto
  • 1976 - Xica da Silva ... Intendente
  • 1975 - A Viagem ... César Jordão
  • 1974 - Corrida do Ouro ... João Paulo
  • 1972 - O Leopardo ... Vito de Almeida
  • 1971 - Hospital
  • 1969 - Algemas de Ouro ... Cláudio
  • 1968 - A Última Testemunha ... Maurício
  • 1967 - O Anjo Assassino ... Arthur
  • 1967 - O Grande Segredo
  • 1967 - O Morro dos Ventos Uivantes ... Heathcliff
  • 1967 - O Tempo e o Vento
  • 1966 - Ninguém Crê Em Mim ... Otávio
  • 1965 - A Grande Viagem ... Henrique
  • 1965 - A Deusa Vencida ... Lineu
  • 1965 - Ainda Resta uma Esperança ... Guilherme
  • 1965 - Eu Quero Você ... Gabriel
  • 1964 - Uma Sombra Em Minha Vida
  • 1964 - A Gata ... Rodrigo
  • 1964 - Melodia Fatal
  • 1963 - As Chaves do Reino

Cinema

  • 2003 - Narradores de Javé ... Galdério
  • 2001 - Bicho de Sete Cabeças ... Drº Cintra
  • 1982 - O Segredo da Múmia
  • 1981 - Fruto do Amor
  • 1973 - Um Intruso No Paraíso

Teatro

  • 1969 - Hair
  • 1972 - Jesus Cristo Superstar

Fonte: Wikipédia

Carlos Zara

ANTÔNIO CARLOS ZARATTINI
(72 anos)
Ator e Diretor


* Campinas, SP (14/02/1930)
+ São Paulo, SP (11/12/2002)

Antônio Carlos Zarattini, conhecido como Carlos Zara, nasceu em Campinas, no interior de São Paulo. Ele queria ser pianista clássico e estudou por 8 anos, mas, aos 18 anos, mudou-se para capital paulista. Formou-se em engenharia na Escola Politécnica.

Em São Paulo, Carlos Zara fez amizades com pessoas do meio teatral e logo passou a dividir a carreira de engenheiro com a de ator.

Estreou no teatro em 1953 com a peça "Cama Para Três". Era a época do grande Teatro Brasileiro de Comédia (TBC) onde trabalhavam os principais nomes do cenário teatral. Entre as peças montadas na época salientam-se: "Panorama Visto da Ponte", "Chá e Simpatia", "O Comício" e "Em Moeda Corrente do País".

Depois da estreia nos palcos, Carlos Zara foi trabalhar nos estúdios da TV Record, em 1956.


Carlos Zara como César Reis em "Pai Herói"
Em 1959, participou do teleteatro da TV Tupi, e um ano depois, a convite da TV Record, aceitou o desafio de encenar e dirigir clássicos da literatura no Rio Grande do Sul, no Teatro Record. Ainda na televisão, Carlos Zara fez "Papai, Mamãe e Eu", "O Idiota", "O Pagador de Promessas" e "Chapéu Cheio de Chuva".

Em 1963, Carlos Zara foi chamado para fazer parte do elenco da TV Excelsior, onde, em 1967, fez um de seus papéis mais marcantes, o Capitão Rodrigo, personagem da adaptação para a TV do romance "O Tempo e o Vento", de Érico Veríssimo.

Na televisão, Carlos Zara participou como ator ou como diretor de mais de 30 novelas e minisséries na TV Globo, TV Excelsior e TV Tupi, destacando-se, dentre esses trabalhos, "O Meu Pé de Laranja Lima" (1970), "Nossa Filha Gabriela" (1971), "A Barba Azul"(1974), "Pai Herói" (1979), "Baila Comigo" (1981), "Elas Por Elas" (1982), "Vida Nova" (1988), "Mulheres de Areia" (1993), "Pátria Minha" (1994), "Sassaricando" (1987) e "Cara & Coroa" (1995).


Carlos Zara e Eva Wilma
Seu último trabalho na televisão foi ao lado de sua esposa e também atriz Eva Wilma, com quem foi casado por 23 anos, no seriado "Mulher" (1998). Os dois se conheceram nos bastidores da TV Tupi, na década de 70, onde fizeram vários pares românticos nas principais novelas da emissora e se casaram após o término das gravações da novela "O Julgamento" (1976), em que ambos participavam e a última que fizeram na emissora, já que depois se transferiram para a TV Globo.

Paralelamente ao trabalho na televisão, Carlos Zara desenvolveu uma sólida carreira teatral com um total de 26 peças no currículo.

No cinema, teve atuação mais discreta, tendo participado de apenas cinco filmes, três deles no início da carreira: "Quem Matou Anabela?", "O Pão Que o Diabo Amassou" e "Crepúsculo de Ódios".

Depois, com uma carreira como ator e diretor já consagrada, ele participou de dois sucessos: "Pra Frente, Brasil" (1981) e "Lamarca" (1994), filmes que tinham tudo a ver com o pensamento político dele, que viveu as agruras da Ditadura Militar já que seu irmão, Ricardo Zaratini era guerrilheiro e foi preso político por muito anos.


 Morte

Carlos Zara faleceu aos 72 anos de idade, vítima de falência múltipla de órgãos e insuficiência respiratória provocadas por um câncer de esôfago, após passar cinco dias no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. O câncer, descoberto em agosto de 2001, estava sendo tratado com sessões de radioterapia e quimioterapia.

Nelson Dantas

NELSON TUNES DANTAS
(78 anos)
Ator


☼ Rio de Janeiro, RJ (17/11/1927)
┼ Rio de Janeiro, RJ (18/03/2006)


Nelson Tunes Dantas, conhecido como Nelson Dantas, foi um ator brasileiro nascido no Rio de Janeiro, RJ, no dia 17/11/1927.

Começou sua carreira em peças de teatro de Nelson Rodrigues, na década de 40. Mas, foi no cinema que ficou mais conhecido.

Seu primeiro filme foi "Almas Adversas" (1949). Ao todo, Nelson Dantas atuou em 48 filmes, incluindo longas e curta metragens. Entre alguns dos filmes mais famosos em que participou, está "Dona Flor e Seus Dois Maridos" (1976), dirigido pelo cineasta Bruno Barreto, e estrelado por Sônia Braga, José Wilker e Mauro Mendonça.

Em 1980, Nelson Dantas foi o protagonista do filme "Cabaré Mineiro" de Carlos Alberto Prates Correia, com o qual ganhou vários prêmios.

Em 1982, trabalhou no filme "O Bom Burguês", de Oswaldo Caldeira, com quem voltou a trabalhar, em 1999, no filme "Tiradentes".

Lucélia Santos e Nelson Dantas em "Engraçadinha" (1981)
A última participação de Nelson Dantas no cinema foi em "Zuzu Angel", sobre a vida da estilista Zuzu Angel, lançado em 2006.

Nelson Dantas participou de várias peças de teatro e telenovelas, como "Roda de Fogo" (1986), "O Salvador da Pátria" (1989), "Força de um Desejo" (1999), "Desejos de Mulher" (2002) e "Celebridade" (2003).

Uma de suas participações mais marcantes na TV foi como o Beato Salu da novela "Roque Santeiro", em 1985.

Na televisão, a última aparição de Nelson Dantas foi em 2005, num episódio do programa humorístico "Sob Nova Direção".

Nelson Dantas era pai do também ator Daniel Dantas, com quem chegou a contracenar em tramas como "Força de um Desejo" (1999) e "Sinhá Moça", essa última na versão de 1986.

Nelson Dantas morreu no dia 18/03/2006, aos 78 anos, no Rio de Janeiro, RJ, vítima de parada cardiorrespiratória. Ele sofria de câncer no pulmão.

Cinema

  • 2006 - Zuzu Angel ... Sapateiro
  • 2003 - Narradores de Javé
  • 2001 - Sonhos Tropicais ... Prefeito Pereira Passos
  • 2000 - Retrato Pintado
  • 1999 - Tiradentes ... Vice-Rei
  • 1999 - O Viajante ... Mestre Juca
  • 1998 - Amor & Cia ... Asprígio
  • 1998 - O Primeiro Dia
  • 1998 - Menino Maluquinho 2 - A Aventura
  • 19998 - Policarpo Quaresma, Herói do Brasil ... Caldas
  • 1997 - O Que é Isso, Companheiro? ... Toledo (Joaquim Câmara Ferreira)
  • 1994 - Lamarca ... Pai de Lamarca
  • 1991 - A Maldição do Sanpaku ... Gold
  • 1986 - Fulaninha ... Porteiro (Participação Especial)
  • 1985 - Noite ... Comendador
  • 1985 - Chico Rei
  • 1985 - Urubus e Papagaios
  • 1984 - Blame It On Rio ... Doutor
  • 1984 - Memórias do Cárcere
  • 1984 - O Cavalinho Azul
  • 1983 - Bar Esperança ... Ivan
  • 1982 - O Homem do Pau-Brasil
  • 1982 - O Santo e a Vedette
  • 1981 - Engraçadinha
  • 1980 - Cabaret Mineiro ... Paixão
  • 1980 - Insônia
  • 1979 - O Bom Burguês
  • 1978 - A Noiva da Cidade
  • 1976 - Dona Flor e Seus Dois Maridos ... Clodoaldo, o poeta
  • 1976 - O Casamento ... Xavier
  • 1976 - Assuntina das Amérikas
  • 1975 - As Aventuras de um Detetive Português ... Zelador
  • 1974 - A Estrela Sobe
  • 1973 - Vai Trabalhar, Vagabundo
  • 1972 - Os Inconfidentes ... Luís Vieira da Silva
  • 1971 - O Doce Esporte do Sexo
  • 1971 - A Casa Assassinada
  • 1971 - Lúcia McCartney, Uma Garota de Programa ... F.A
  • 1970 - Azyllo Muito Louco
  • 1968 - Capitu
  • 1965 - Pluft, o Fantasminha
  • 1962 - O Assalto ao Trem Pagador
  • 1954 - Carnaval em Caxias
  • 1954 - Matar ou Correr
  • 1949 - A Mulher de Longe ... Assistente de Direção
  • 1949 - Almas Adversas


Fábio Jr., Aracy Cardoso, Nelson Dantas e Ney Sant'anna em cena da novela "O Amor É Nosso"
Televisão

  • 2004 - O Pequeno Alquimista ... Zaroíde (2004/2005)
  • 2003 - Celebridade ... Drº Alcir Medeiros
  • 2002 - Desejos de Mulher ... Ubaldo Moreno
  • 1999 - Força de um Desejo ... Drº Xavier
  • 1994 - Tropicaliente ...Velho Buja (Bujarrona)
  • 1993 - Você Decide ... (Ator Convidado)
  • 1993 - Agosto ... Carlos (Participação Especial)
  • 1993 - Contos de Verão ... Henrique
  • 1992 - As Noivas de Copacabana ... Pastor, pai de Fátima
  • 1992 - Tereza Batista ... Juiz Eustáquio Filho
  • 1991 - Meu Marido ... Max Monteiro
  • 1989 - O Salvador da Pátria ... Décio
  • 1988 - Olho Por Olho ... Drº Hugo Peres
  • 1986 - Roda de Fogo ... Drº Moisés Rodrigues
  • 1985 - Roque Santeiro ... Beato Salú
  • 1984 - Meu Destino é Pecar ... Padre Clemente
  • 1982 - O Homem Proibido ... Drº Paschoal
  • 1981 - O Amor é Nosso ... Celso
  • 1975 - Escalada ... Zé Serrano
  • 1971 - Minha Doce Namorada ... Seu Érico


Fonte: Wikipédia

Arnaud Rodrigues

ANTÔNIO ARNAUD RODRIGUES
(67 anos)
Ator, Cantor, Compositor, Redator e Humorista


* Serra Talhada, PE (06/12/1942)
+ Lajeado, TO (16/02/2010)

Trabalhou nos programas de Chico Anysio na TV Globo e em vários outros programas humorísticos, tanto como ator quanto como redator. Na década de 70 formou com Chico e o instrumentista Renato Piau o grupo musical Baiano & os Novos Caetanos, no qual interpretava o cantor Paulinho Cabeça de Profeta.[1] A iniciativa rendeu três discos de estúdio, alavancando também a carreira de músico de Arnaud, que acabaria lançando mais alguns álbuns solo.

No ano de 1978, Arnaud Rodrigues deu início a uma contribuição gigantesca para a cultura brasileira gravando a faixa "A Carta de Pero Vaz de Caminha", pertencente ao disco "Redescobrimento", a música lançada no ano de 1978, era então o primeiro reggae gravado no Brasil.

Arnaud Rodrigues é também creditado como um dos precursores do rap brasileiro. A sua faixa, Melô do Tagarela, que foi lançada em compacto pela RCA em 1979 e cantada e falada por Luiz Carlos Miéle, sob uma sampleiada de Rappers Delight, do grupo americano Sugarhill Gang foi a primeira versão de um rap gravado no Brasil.

Na teledramaturgia teve alguns trabalhos marcantes, como o Cego Jeremias, cantor ambulante da versão de 1985 da novela Roque Santeiro, além do imigrante nordestino Soró, personagem ingênuo e bem-humorado criado pelo escritor Walter Negrão para a novela Pão Pão, Beijo Beijo. Soró fez tanto sucesso entre o público que Arnaud voltaria a interpretá-lo no filme Os Trapalhões e o Mágico de Oróz.

Nos anos 80 integrou o grupo de humoristas do programa A Praça é Nossa sob o comando do veterano Carlos Alberto de Nóbrega, onde interpretou personagens como "O Povo Brasileiro" (sempre pobre e cansado), o mulherengo "Coronel Totonho", e o cantor sertanejo "Chitãoró" (uma sátira à dupla sertaneja Chitãozinho e Xororó, no quadro "Chitãoró e Xorãozinho" onde atuava ao lado do comediante (e posteriormente diretor da Praça) Marcelo de Nóbrega.

Em 1999, após realizar dois shows na cidade de Palmas, decidiu se mudar com a família para o Tocantins, onde assumiu a função de dirigente do Palmas Futebol e Regatas. Em 2004 deixou a Praça para se dedicar a seus shows solo e ao futebol, mas em 2010 planejava seu retorno ao elenco do humorístico, além da produção de um programa de variedades em um canal de televisão Tocantins.

No dia 16 de fevereiro de 2010, Arnaud estava com mais oito pessoas em um barco no lago da Usina de Lajeado, a 26 quilômetros de Palmas, capital do Tocantins quando, por volta das 17:30, a embarcação virou enquanto navegava às margens da rodovia TO-01. Sete ocupantes do barco (entre eles a esposa do humorista e dois de seus netos) foram resgatados por moradores da região, mas o corpo de Arnaud só seria encontrado pelos bombeiros horas mais tarde, enquanto o piloto do barco permanecia desaparecido.

Fonte: Wikipédia

Enéas Carneiro

ENÉAS FERREIRA CARNEIRO
(68 anos)
Médico, Físico, Matemático e Político


* Rio Branco, AC (05/11/1938)
+ Rio de Janeiro, RJ (06/05/2007)

Enéas Ferreira Carneiro foi um médico cardiologista, físico, matemático e político brasileiro nascido em Rio Branco, AC, no dia 05/11/1938.

Como político, fundou o extinto Partido de Reedificação da Ordem Nacional (PRONA). Foi filiado ao Prona de 1989, sua fundação, até 2006, quando ocorreu sua fusão com o Partido Liberal (PL), surgindo o Partido da República (PR), do qual foi filiado de 2006 a 2007, ano de sua morte.

Em sua juventude, Enéas se interessou pela leitura dos textos de Friedrich Engels, o que o tornou num entusiasta do socialismo científico. Segundo suas próprias palavras, ele sonhava com a União Soviética que emergia na Guerra Fria, mas deixou de ser socialista pois, segundo ele, "quando o estado toma conta dos meios de produção, a competição some, e satisfeitas as necessidades básicas, como habitação,a sociedade entra em letargia e não se desenvolve!".

Após se candidatar três vezes à Presidência da República (1989, 1994 e 1998), e uma vez à prefeitura de São Paulo (2000), em 2002, foi eleito Deputado Federal pelo Estado de São Paulo, recebendo votação recorde: Mais de 1,57 milhão de votos, a maior votação já registrada no país.

Tornou-se muito famoso em todo o Brasil a partir de 1989, em sua candidatura à Presidência da República daquele ano, por seu bordão "Meu nome é Enéas!", usado sempre ao término de seus pronunciamentos no horário eleitoral gratuito brasileiro.

Era conhecido por seu nacionalismo e oposição ao neoliberalismo, por ser contrário ao comunismo e por seu conservadorismo. Seus posicionamentos políticos são colocados por vezes na extrema-direita, porém o próprio Enéas afirmou ser contrário a classificação esquerda-direita, definindo-se como nacionalista, somente. Alguns críticos, ainda, tentaram associá-lo a uma espécie de novo símbolo do Movimento Integralista, devido à semelhanças entre opiniões do eleitorado do PRONA e dos extintos partidos integralistas.

Enéas Ferreira Carneiro nasceu na cidade de Rio Branco, no Estado do Acre, em 1938. Filho de Eustáquio José Carneiro, barbeiro, e Mina Ferreiro Carneiro, dona de casa. Perdeu o pai aos 9 anos de idade, sendo obrigado a trabalhar desde essa idade para sustentar a si e à sua mãe. Quando nasceu, sua família estava em condições de miséria. Se mudou para Belém, PA, com condições financeiras um pouco melhores, onde morou em um barraco e tinha como alimentação farinha e café.

Foi casado com Jamile Augusta Ferreira, que conheceu na Escola de medicina e cirurgia do Rio de Janeiro. Enéas a conheceu quando estava lendo um livro de ciências exatas, sendo abordado por ela, interessada pela leitura, posteriormente tornando-se sua namorada. O casal teve uma filha, quando terminaram os estudos na escola de medicina, chamada Janete. Cinco anos mais tarde teve outra filha chamada Gabriela com Selene Maria, relacionamento que, como o anterior, não foi duradouro.

Enéas, por volta de 1982, casou-se com a promotora da auditoria militar, Adriana Lorandi. Com ela teve sua terceira filha, Lígia. O casal se separou pois para criar o PRONA Enéas precisou se desfazer de muitos bens. "Ela não aguentou. Torrei todo meu patrimônio, uns imóveis e jóias porque queria construir o Prona".

Carreira

Em 1958 iniciou seus estudos no Rio de Janeiro, na Escola de Saúde do Exército. Em 1959 formou-se terceiro-sargento auxiliar de anestesiologia, sendo primeiro lugar de sua turma.

Em 1960 iniciou seus estudos na Escola de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro.

Em fevereiro de 1962, prestou exame vestibular para a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade do Estado da Guanabara, atual Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), curso de licenciatura em matemática e física. Aprovado em primeiro lugar. No mesmo ano iniciou atividade como professor destas disciplinas, preparando alunos para vestibulares.

Em 1965 formou-se médico pela já citada Escola de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro, pedindo então baixa do Exército, após 8 anos de serviço ativo no Hospital Central do Exército, onde auxiliou os médicos em mais de 5.000 anestesias, já tendo recebido a Medalha Marechal Hermes.

Em 1968 diplomou-se licenciado em Matemática e Física pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade do Estado da Guanabara e fundou o Curso Gradiente, pré-universitário, do qual foi diretor-presidente e onde lecionou matemática, física, química, biologia e português.

Em 1969 fez o curso de especialização em cardiologia na 6ª Enfermaria da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro e, a partir daí, foi integrado como assistente naquele Serviço de Cardiologia.

De 1973 a 1975 fez um mestrado em cardiologia na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Nesse período ministrou também aulas de fisiologia e semiologia cardiovascular na mesma universidade.

Em 1975 apresentou a primeira versão de seu famoso curso "O Eletrocardiograma", no Rio de Janeiro, mais tarde ministrado em São Paulo (1983), Quito, Equador (1985) e novamente no Rio de Janeiro (1986), dessa vez como curso nacional, ocorrido no Copacabana Palace.

Em 1976 defendeu sua dissertação de mestrado, "Alentecimento da Condução AV", e recebeu o título de Mestre em Cardiologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ainda em 1976 escreveu o livro "O Eletrocardiograma", referência no gênero.

Publicado em 1977 e reeditado em 1987 como "O Eletrocardiograma: 10 Anos Depois", essa obra é conhecida no meio médico como a "Bíblia do Enéas".

De acordo com Enéas, ele já trabalhou em construção civil como apontador de obras, foi tradutor de inglês, trabalhou em açougue e foi auxiliar de escritório.

Carreira Política

Candidaturas à Presidência

Enéas fundou, em 1989, o Partido de Reedificação da Ordem Nacional (PRONA), lançando-se imediatamente candidato à presidência nas primeiras eleições diretas do Brasil, após o período da Ditadura Militar. O seu tempo na propaganda eleitoral gratuita era de quinze segundos. Todavia, sua aparência exótica, um homem pequeno, calvo, com enorme barba cerrada e grandes óculos, aliada a uma fala rápida e a um discurso inflamado e nacionalista, terminado sempre por seu bordão: "Meu nome é Enéas!", fez com que o então desconhecido político angariasse mais de 360 mil votos, colocando-o em 12º lugar entre 21 candidatos. A propaganda vinha sempre acompanhada pela Sinfonia n.º 5 de Ludwig van Beethoven.

Percebendo a penetração de sua imagem junto ao eleitorado, Enéas voltou a se candidatar em 1994, dispondo então de 1 minuto e 17 segundos no horário eleitoral. Mesmo sendo o Partido de Reedificação da Ordem Nacional (PRONA) um partido ainda sem expressão, o resultado surpreendeu os especialistas em política. Enéas foi o terceiro mais votado, com mais de 4,6 milhões de votos (7%), posicionando-se à frente de políticos consagrados, como o então governador do Rio de Janeiro Leonel Brizola e o ex-governador de São Paulo Orestes Quércia, ficando atrás apenas de Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva.

Em 1998, com 35 segundos disponíveis no horário eleitoral, na soma total, um tempo menor do que em 1989, Enéas expôs seu discurso em que defendeu questões polêmicas como a construção da bomba atômica, a ampliação do efetivo militar e a nacionalização dos recursos minerais do subsolo brasileiro. Nas eleições presidenciais daquele ano, foi o quarto colocado, com um total de 1.447.090 votos.

Segundo o candidato, sua entrada na vida política deve-se às reclamações de sua esposa, que estava saturada de suas queixas à situação do país e aos políticos.

Candidaturas à Prefeitura de São Paulo e a Deputado Federal

Em 2000 candidatou-se à prefeitura de São Paulo, obtendo 3% dos votos, e conseguiu reunir votos para a eleição de sua candidata a vereadora Havanir Nimtz.

Em 2002 candidatou-se a Deputado Federal por São Paulo, obtendo a maior votação da história brasileira para aquele cargo: cerca de 1,57 milhão de votos, recorde que permanece não superado. Seu partido obteve votos suficientes para, através do sistema proporcional, eleger mais cinco Deputados Federais, todos homens fundadores do partido, para atuação em Brasília, mesmo com votações inexpressivas, abaixo dos mil votos. Este episódio ficou marcado pela polêmica de que alguns destes candidatos teriam mudado de colégio eleitoral de forma ilegal apenas para serem eleitos pelo princípio da proporcionalidade, confiando nos votos conferidos ao partido através de Enéas.

Enéas também participou ativamente das eleições para prefeitos e vereadores em 2004, ajudando a eleger vereadores em várias capitais, como Rio de Janeiro e São Paulo, e prefeitos em pequenas cidades.

No início de 2006, Enéas passou por sérios problemas de saúde, uma pneumonia e uma leucemia mieloide aguda, fazendo com que ele optasse por retirar sua emblemática barba, antes que a quimioterapia o fizesse. Ainda em função de seus problemas de saúde, em junho de 2006 Enéas anunciou que desistiria de sua candidatura à Presidência da República e que concorreria novamente à Câmara de Deputados. Na nova campanha, mudou seu bordão para "Com barba ou sem barba, meu nome é Enéas". Foi reeleito com a quarta maior votação no estado de São Paulo, atingindo 386.905 votos, cerca de 1,90% dos votos válidos no Estado.

Após o primeiro turno das eleições presidenciais de 2006, seu partido, o Partido de Reedificação da Ordem Nacional (PRONA), se funde com o Partido Liberal (PL) e então é fundado um novo partido, o Partido da República (PR).

Posições Principais

Neoliberalismo, Aborto e Homossexualidade

No programa especial do Partido de Reedificação da Ordem Nacional (PRONA), o candidato criticou o Estado Mínimo, alegando que o pensamento de que o Estado deve ser o menor possível é "modernismo". Em seguida o candidato ataca a política de privatizações, alegando que elas são "negociatas feitas para transferir o formidável patrimônio público para uma minoria privilegiada de representantes legítimos do sistema financeiro internacional''.

Em seu livro "Um Grande Projeto Nacional", Enéas critica várias privatizações, como a privatização da Vale do Rio Doce e das telecomunicações. Ao se referir a Vale do Rio Doce, Enéas diz:
''A Vale era e ainda é a maior mineradora de ferro do planeta. Sua alienação é inconstitucional. Não há valor para elas (as ações da empresa) e, se houvesse, esse valor estaria acima de dois trilhões de dólares, e muito mais quando se levam em conta cenários do comércio mundial diferentes do absurdo de hoje, em que não se dá valor às riquezas naturais."
Também em seu livro, Enéas critica o neoliberalismo, definindo-o como a liberdade absoluta. ''A liberdade absoluta leva a um verdadeiro massacre dos mais fracos pelos mais fortes", disse. Mais a frente, no mesmo livro, Enéas alega que o Estado defendido por ele e seus aliados é um Estado forte, técnico e intervencionista.

O político também era contrário ao aborto e à legalização de drogas. Ao referir-se, em entrevista, ao aborto, Enéas disse que ele está dentro do projeto mundial neo-malthusiano, que visa diminuir a população brasileira para que o território não possa ser defendido, em virtude da baixa natalidade. Completou afirmando que o aplauso ao homossexualismo faz parte dessas políticas. Apesar de condenar a ovação em torno do homossexualismo, o político negou atacar a existência de homossexuais. Devido às suas críticas ao que ele considera como uma ovação ao homossexualismo, Enéas foi acusado várias vezes de ser homofóbico, acusação que ele desmentiu em duas das entrevistas em que participou.

Em um debate para a prefeitura de São Paulo, transmitido pela Rede Bandeirantes, Paulo Maluf criticou Enéas sobre sua afirmação de que Lula teria assinado uma campanha de combate a guerra às drogas. Em resposta, Enéas afirmou que um documento publicado pelo The New York Times mostra a assinatura de Lula na campanha, cujo organizador principal é George Soros, citado por Enéas como o verdadeiro dono da privatização da Vale do Rio Doce. Enéas, em crítica ao documento, definiu-se como sendo radicalmente contra a legalização das drogas, e afirmou que é absolutamente imperdoável que um homem público ponha sua assinatura nisto.

Espectro Político, Efetivo das Forças Armadas e Ditadura Militar

O político se opôs a classificação esquerda-direita, dizendo que não via "no mundo moderno, condição para que se fale em esquerda e direita", confirmando este pensamento em uma entrevista ao IstoÉ, ao ser interrogado se acha a esquerda "burra". Em resposta político disse que "a discussão, ao meu ver, não é mais entre esquerda e direita. É de um lado, a globalização; de outro, o Estado nacional soberano".

Na entrevista concedida ao jornal Tribuna da Imprensa disse que defende triplicar o efetivo, no mínimo, das forças armadas para ter um braço armado do povo. Na mesma entrevista, ao ser perguntado se aumentar o efetivo das forças armadas não subjugaria o povo, disse que "o respeito às forças armadas foi uma tônica não só de nossa população como de todas as outras" e depois afirmou que "no curto período em que os generais governaram o país, com um governo muito ruim, agigantou o fosso que existia entre o Brasil e as potências do atual G-7", se referindo a Ditadura Militar de 1964.

Enéas defendia a construção da bomba atômica. "Não para jogar em ninguém, mas para sermos respeitados!". Enéas afirmou à IstoÉ que isso permitiria, ao país, "conversar em condições de igualdade" com as potências militares globais.

Greve, Parlamentarismo e Pena de Morte

Ao ser entrevistado no "Roda Viva" da TV Cultura, afirmou que "a greve é um direito inalienável do trabalhador [...] isto é uma coisa, outra coisa é viver da greve", ao receber uma afirmação que insinuava que o político era contra o ato. Em outra entrevista, Enéas propôs uma greve geral por um dia, apelando a quem tem capacidade de organizá-la, como forma de alertar os dirigentes da nação.

No programa "Tribuna Independente", ao ser perguntado se o comunismo é a solução, afirmou: "Não, não é. A experiência histórica é o maior de todos os mestres" e que "o comunismo nem chegou a existir, o que existiu foi o socialismo, a fase pré-comunista".

Em uma entrevista dada ao "Programa Delas", Enéas criticou o parlamentarismo: "Eles são uma fileira enorme de medíocres lutando contra a liderança" afirmou o político, completando com a afirmação "eles são uma fila de mentecaptos, cada um esperando sua vez de chegar ao poder!"

O político também se opôs a pena de morte, dizendo:
"Como médico eu jamais poderia apoiar a pena de morte. Como estadista, visto que isso é de uma seriedade extraordinária, faria uma consulta a população, medida que já é prevista. Como homem, se eu visse uma criança sendo estuprada, tenho certeza que nesse momento seria capaz de matar uma pessoa!"
Morte

Enéas Carneiro faleceu em sua casa, no Rio de Janeiro, RJ, no dia 06/05/2007, aos 68 anos, vitimado pela leucemia mieloide aguda, após ter desistido do tratamento quimioterápico e abandonado o hospital onde era tratado, o Hospital Samaritano, por acreditar que seu tratamento não mais surtiria efeito.

Seu corpo foi velado na manhã do dia 07/05/2007 no Memorial do Carmo, que fica no Cemitério São Francisco Xavier, e cremado na tarde do mesmo dia, no crematório da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro.

O último pedido de Enéas foi que sua família jogasse suas cinzas na Baía de Guanabara. Sua suplente na Câmara foi Luciana Castro de Almeida, que conseguira apenas 3.980 votos na eleição de 2006.

Enéas Carneiro foi homenageado em uma passeata contra o aborto, em Brasília, no dia 08/05/2007. Segundo o Partido da República (PR), o político era um dos organizadores do evento.

Fonte: Wikipédia

Tião Carreiro

JOSÉ DIAS NUNES
(58 anos)
Cantor

* Montes Claros, MG (13/12/1934)
+ São Paulo, SP (15/10/1993)

José Dias Nunes, conhecido como Tião Carreiro, foi um cantor, compositor e instrumentista brasileiro de música sertaneja de raiz e muitas duplas foram e são influenciadas por sua música.

Nascido na vila de Monte Azul, perto de Montes Claros, MG, teve infância difícil e foi criado em uma fazenda em Araçatuba, SP. Aos oito anos já tirava os primeiros acordes da viola depois do trabalho na lavoura, onde ajudava o pai.

Filho dos lavradores, seu pai Orcissio Dias Nunes e sua mãe Júlia Alves da Neves, tiveram 7 filhos, quatro homens, Cumercindo, Guilhermino, Jóse Dias Nunes e Valdomiro, e três mulheres, Ilda, Maria e Santina. Neto de Ricardo e Maria por parte do pai e de José Alves e Porcidonia por parte da mãe.

Tião Carreiro não teve na infância os brinquedos industrializados e caros que eram vistos nas mãos dos filhos dos coronéis de Monte Azul, na região Norte de Minas Gerais, nos pés da Serra do Espinhaço a encerrar o Vale do São Francisco, onde nasceu e passou os primeiros anos de vida. Mas desde cedo chamava a atenção nele a aptidão para inventar seus próprios brinquedos. Notadamente alguns que já permitiam vislumbrar toda a musicalidade adormecida em seu íntimo. Esticar o elástico reciclado do cano de botinas velhas ao longo de pedaços de madeira, e passar horas a fio tentando decifrar o som que produziam sob seus dedos, era um dos passatempos do mais célebre filho do casal de lavradores Orcissio Dias Nunes e Júlia Alves das Neves.

Seu irmão, Guilhermino, morreu ainda menino vítima de um sarampo recolhido.

A seca e a falta de perspectivas no Vale do São Francisco, próximo aos rios Pardo e Jequitinhonha, fizeram, porém, com que a família deixasse a região, a bordo de um caminhão pau-de-arara, quando Tião tinha apenas 10 anos, rumo a São Paulo. Tiveram de fazer antes uma parada forçada de três dias em Montes Claros, até que um juiz de menores autorizasse a viagem das crianças, que não tinham sequer certidões de nascimento.

Em Paulópolis e Oriente, as primeiras escalas em São Paulo, ficaram pouco: devido à morte de seu Orcissio. A avó materna de Tião, Dona Porcidonia, morava em Flórida Paulista e foi para lá que se mudaram nesta época. Algum tempo depois foram tocar roça em Valparaíso, SP.

O pai, quando morreu, deixou-lhe a primeira viola. Uma herança que o garoto saberia como ninguém valorizar. Seus dotes de músico já eram notados, aos oito anos de idade dedilhava no braço da enxada e com elástico nos dedos tentava tirar sons musicais.


O menino da viola nunca foi à escola, mas tinha sonho de ler e escrever. Começou então folheando jornais velhos. E foi dessa forma que Tião, juntando as letras, se alfabetizou. Da mesma maneira aprendeu a tocar, ou seja, sozinho, observando e juntando acordes e notas.

E foi lá em Valparaíso, SP, que Tião, aos 16 anos, decidiu trocar o cabo da enxada pelo braço da viola, e tomou a decisão que marcaria sua vida. Já apaixonado pela música decidiu deixar o trabalho no campo e se arriscar em outro mundo, em nova profissão.

Adotou o nome artístico de Palmeirinha e formou dupla com Coqueirinho, com quem se apresentou no Circo Giglio em 1951. Aperfeiçoou-se na viola e mudou-se para Valparaíso, onde trabalhou como garçom no restaurante de um hotel da cidade, onde ele costumava encantar a clientela dedilhando ao violão sambas e músicas populares da época.

Trocou o nome artístico para Zezinho, posteriormente para Zé Mineiro, e passou a se apresentar com Lenço Verde, com quem tocou no programa "Assim Canta o Sertão" e em diversos circos do interior de São Paulo e Mato Grosso.

O proprietário do circo onde ele tocava naquela época comentou que dupla de violeiros tinha que tocar viola, e ele tocava violão. No mesmo ano, na cidade de Araçatuba, SP, apresentaram-se Tonico & Tinoco, a dupla Coração do Brasil. Tonico deixou a viola no circo e foi para o hotel descansar, Tião pegou a viola e decorou a afinação.

Logo em seguida ganhou uma violinha de presente, pintada à mão pelo pintor Romeu de Araçatuba. E a partir daí, inspirando-se num dos melhores violeiros da época: Florêncio, da dupla Torres & Florêncio foi seguindo em frente, trilhando seu caminho.

O sucesso como artista, porém, só viria com força anos mais tarde ao lado de Pardinho, com quem formou a dupla que ficaria perpetuada como "Os Reis do Pagode".

Outra cidade fundamental para a formação musical e a vida de Tião foi Araçatuba. Foi lá que ele passou parte da juventude e conheceu Nair Avanço, durante as festas juninas de 1953, casando-se com ela 14 meses depois. Tiveram uma única filha, Alex Marli Dias, hoje casada com Gilberto Rodrigues da Silva e mãe de Renan Rodrigues da Silva, neto de Tião Carreiro.

Em 1955, separou-se de Lenço Verde, e nesse mesmo ano já se apresentando com o nome de Zé Mineiro, conheceu Pardinho, seu principal companheiro, no circo Rapa Rapa na cidade de Pirajuí, SP. Pardinho era ajudante braçal e cantava nas horas de folga. Passaram a cantar juntos com os nomes de Zé Mineiro & Pardinho, depois de dois anos a convite de Carreirinho mudam-se para São Paulo. Era Maio de 1956 e sua única filha Alex Marli Dias acabara de nascer.


Já em São Paulo conheceram Palmeira que os apresentou a Teddy Vieira, diretor sertanejo da RCA Victor, gravadora de grande projeção na época. No início, adotava ainda o nome de Zé Mineiro, passando a seguir para João Carreiro. O batismo definitivo veio por sugestão de Teddy Vieira que batizou José Dias de Tião Carreiro. Ele não simpatizou com o nome de imediato, mas acabou concordando. Começa então a história de Tião Carreiro.


Gravaram o primeiro disco, um 78 RPM, lançado em novembro de 1956. As músicas eram "Boiadeiro Punho de Aço", moda de viola e "Cavaleiros de Bom Jesus", um cururu, ambas composições de Teddy Vieira.

Após o primeiro registro, Tião Carreiro deu um tempo na parceria com Pardinho e formou dupla com Carreirinho. Foi uma época de grande produção. Antes de conhecer Antônio Henrique de Lima, o PardinhoTião já havia cantado usando os nomes de Zezinho, junto a Lenço Verde, e de Palmeirinha, primeiro com Coqueirinho e depois com Tietezinho. O novo nome caiu como luva também para a breve dobradinha formada entre Tião & Carreirinho, que registrou nove 78 RPM e um LP.

Em março de 1959 nasceu um novo ritmo, o pagode-de-viola. Tião Carreiro percebeu que naquele recortado mineiro que havia gravado misturado a outras batidas, a viola assumia um papel importante, e que havia encontrado algo realmente novo.

Tião Carreiro & Pardinho, novamente juntos, gravaram pela primeira vez "Pagode em Brasília" (Teddy Vieira e Lourival do Santos). Uma homenagem à nova capital do país. A composição fazia parte de um disco 78 RPM, do selo Sertanejo, lançado com grande sucesso em agosto de 1960.

Violeiro intuitivo, Tião Carreiro jamais frequentou escola de música. Foi autodidata também na escrita, ao ponto de criar letras com cheiro de terra e mato para várias músicas de seu vasto repertório. Não bastasse isso, também soube se cercar de poetas com "P" maiúsculo, do porte de Lourival dos Santos, Moacir dos Santos - que, apesar do sobrenome comum, não tinham nenhum parentesco -, Dino Franco e do próprio Teddy Vieira.

Mas fosse qual fosse o nome que adotasse, o destino de Tião parecia mesmo estar traçado nos braços da viola. Sobretudo depois que ele criou o pagode caipira, definido pelo cantador e produtor mineiro Teo Azevedo como uma feliz junção do coco nordestino com o calango de roda. Ambas as levadas, vale lembrar, eram e ainda são bastante praticadas na região em que Tião e o próprio Teo Azevedo nasceram, quase na divisa com a Bahia.


Há ainda quem perceba no pagode certo parentesco com a catira, só quem sem o pandeiro, o reco-reco e os temperos percussivos típicos desta outra levada violeira. O novo ritmo surgiu em março de 1959, embora seu primeiro registro em disco tenha se dado no ano seguinte, com "Pagode em Brasília" (Teddy Vieira e Lourival dos Santos). Para termos de comparação, o sucesso gravado por Tião Carreiro & Pardinho, em homenagem à recém-inaugurada Capital Federal, está para o pagode-de-viola assim como "Chega de Saudade" (Tom Jobim e Vinícius de Moraes), lançado dois anos antes por João Gilberto, está para a bossa nova. Em ambos o diferencial era dado pelas batidas inventadas por músicos virtuosos. No caso de Tião, também acabou pesando a favor o fato de ele compor e cantar magistralmente, como deixam ver (e ouvir) clássicos como "Amargurado" (Tião CarreiroDino Franco), "Rio de Lágrimas" (Tião CarreiroPiraci e Lourival dos Santos), "Cabelo Loiro" (Tião Carreiro e Zé Bonito) e tantos outros. Não desmerecendo os demais parceiros de Tião, sua segundona grave soava sob medida para a primeira voz refinada de Pardinho.

Tião Carreiro com sua habilidade e destreza criou inúmeras introduções e arranjos ao pagode-de-viola, verdadeiras preciosidades. Mas ele não parou por aí, desenvolvendo uma inconfundível batida, inovando com um estilo próprio. Na verdade Tião Carreiro inventou uma forma original para os violeiros que cantam em dupla e usam como acompanhamento a viola e o violão. Na riqueza de ritmos e estilos Tião Carreiro gravou moda de viola, cururu, cateretê, valseado, querumana e até tango.

E quando a música sertaneja se tornou mais urbana, ganhando outras influências, o violeiro se mostrou aberto a novas experiências e gravou guarânias, rasqueados e balanços. Ele nunca se preocupou com o gênero musical e sim com o que as pessoas queriam ouvir.

Tião Carreiro também aprimorou o estilo de cantar em dupla. A segunda voz que é a mais grave era colocada com mais destaque do que a primeira. Estilo que depois foi seguido por várias duplas.

O saldo desta carreira de sucesso são 25 discos 78 rpm com Pardinho e Carreirinho, mais de 50 LPs com variados parceiros, dois LPs em solos de viola caipira e mais de 300 composições com os mais importantes nomes como Teddy Vieira, Dino Franco, Moacyr dos Santos, Zé Carreiro, Zé Fortuna, Carreirinho e Lourival dos Santos, amigo, conselheiro e companheiro mais constante.

Tião Carreiro foi também um dos grandes responsáveis pela popularização da música sertaneja, tirando-a dos programas sertanejos das rádios nas madrugadas e colocando-a nos teatros, rodeios, exposições e no horário nobre da televisão.

Ainda em vida teve o prazer de possuir a viola vermelha de Florêncio e o violão de Torres. A viola foi cedida por Moreninho da dupla Moreno & Moreninho, e o violão ganhou de um amigo da cidade de São José do Rio Preto, Marco Aurélio Garcia, o Lelo, no dia 11/04/1992.

Morte

Tião Carreiro se foi como os grandes mestres, antes da hora, vítima de complicações advindas da diabetes que lhe consumiu lentamente, sem compreender a dimensão e o alcance de seu trabalho. Porém conseguiu o que todo artista sonha: Compôs com os melhores letristas, tocou seu instrumento como poucos e cantou como ninguém, era um músico completo. Honrou, sem dúvida a herança recebida de seu pai.
José Dias Nunes, Tião Carreiro, faleceu dia 15/10/1993, e foi sepultado no Cemitério da Lapa, onde foi construído um memorial em sua homenagem e onde todos os dias de finados, inúmeros fãs se reúnem em volta do túmulo do artista e passam horas e horas cantando seu repertório e relembrando alguma passagem de sua carreira.

Discografia


  • 1952 - Independente (78 RPM - Palmeirinha & Coqueirinho)
  • 1955 - Gravação Especial Casa Flávio Campana (78 RPM - Tião Carreiro & Pardinho)
  • 1956 - Columbia - CB-10.302 (78 RPM - Tião Carreiro & Pardinho)
  • 1957 - Columbia - CB-10.356 (78 RPM - Tião Carreiro & Pardinho)
  • 1958 - Continental - Nº 17.544 (78 RPM - Tião Carreiro & Carreirinho)
  • 1958 - RCA Victor - Nº 802.016 (78 RPM - Tião Carreiro & Carreirinho)
  • 1959 - RCA Victor - Nº 802.072 (78 RPM - Tião Carreiro & Carreirinho)
  • 1959 - RCA Victor - Nº 802.108 (78 RPM - Tião Carreiro & Carreirinho)
  • 1959 - RCA Victor - Nº 802.132 (78 RPM - Tião Carreiro & Carreirinho)
  • 1960 - Chantecler - PTJ-10.066 (78 RPM - Tião Carreiro & Pardinho)
  • 1960 - Chantecler - PTJ-10.113 (78 RPM - Tião Carreiro & Pardinho)
  • 1960 - Chantecler - PTJ-10.134 (78 RPM - Tião Carreiro & Pardinho)
  • 1960 - Chantecler - PTJ-10.149 (78 RPM - Tião Carreiro & Pardinho)
  • 1960 - Chantecler - PTJ-10.066 (78 RPM - Tião Carreiro & Pardinho)
  • 1961 - Chantecler - Nº 76.0530 (78 RPM - Tião Carreiro & Pardinho)
  • 1961 - Chantecler - Nº 76.0630 (78 RPM - Tião Carreiro & Pardinho)
  • 1961 - Rei do Gado (Tião Carreiro & Pardinho)
  • 1961 - RCA Camdem - Nº CAM-1089 (78 RPM - Tião Carreiro & Carreirinho)
  • 1962 - Chantecler - CH-10.310 (78 RPM - Tião Carreiro & Pardinho)
  • 1962 - Chantecler - CH-10.265 (78 RPM - Tião Carreiro & Carreirinho)
  • 1962 - Chantecler - CH-10.282 (78 RPM - Tião Carreiro & Carreirinho)
  • 1962 - Continental - CS-266 (78 RPM - Tião Carreiro & Carreirinho)
  • 1962 - Meu Carro é Minha Viola (Tião Carreiro & Carreirinho)
  • 1963 - Casinha da Serra (Tião Carreiro & Pardinho)
  • 1963 - Chantecler - CH-10.333 (78 RPM - Tião Carreiro & Pardinho)
  • 1964 - Linha de Frente (Tião Carreiro & Pardinho)
  • 1963 - Chantecler - CH-10.364 (78 RPM - Tião Carreiro & Pardinho)
  • 1963 - Chantecler - CH-10.382 (78 RPM - Tião Carreiro & Pardinho)
  • 1963 - Casinha da Serra (Tião Carreiro & Pardinho)
  • 1964 - Chantecler - CH-10.405 (78 RPM - Tião Carreiro & Pardinho)
  • 1964 - Chantecler - CH-10.426 (78 RPM - Tião Carreiro & Pardinho)
  • 1964 - Linha de Frente (Tião Carreiro & Pardinho)
  • 1964 - Repertório de Ouro (Tião Carreiro & Pardinho)
  • 1965 - Os Reis do Pagode (Tião Carreiro & Pardinho)
  • 1961 - Rei do Gado (Tião Carreiro & Pardinho)
  • 1962 - Meu Carro é Minha Viola (Tião Carreiro & Carreirinho)
  • 1963 - Casinha da Serra (Tião Carreiro & Pardinho)
  • 1964 - Linha de Frente (Tião Carreiro & Pardinho)
  • 1964 - Repertório de Ouro (Tião Carreiro & Pardinho)
  • 1965 - Os Reis do Pagode (Tião Carreiro & Pardinho)
  • 1966 - Boi Soberano (Tião Carreiro & Pardinho)
  • 1967 - Pagode na Praça (Tião Carreiro & Pardinho)
  • 1967 - Os Grandes Sucessos de Tião Carreiro & Pardinho
  • 1967 - Rancho dos Ipês (Tião Carreiro & Pardinho)
  • 1968 - Encantos da Natureza (Tião Carreiro & Pardinho)
  • 1968 - Tião Carreiro & Pardinho e Seus Grandes Sucessos
  • 1969 - Em Tempo de Avanço (Tião Carreiro & Pardinho)
  • 1970 - Sertão em Festa (Tião Carreiro & Pardinho)
  • 1970 - Show (Tião Carreiro & Pardinho)
  • 1970 - A Força do Perdão (Tião Carreiro & Pardinho)
  • 1971 - Abrindo Caminho (Tião Carreiro & Pardinho)
  • 1972 - Hoje Eu Não Posso Ir (Tião Carreiro & Pardinho)
  • 1973 - Sucessos de Tião Carreiro & Pardinho
  • 1973 - Viola Cabocla (Tião Carreiro & Pardinho)
  • 1973 - A Caminho do Sol (Tião Carreiro & Pardinho)
  • 1974 - Modas de Viola Classe "A" (Tião Carreiro & Pardinho)
  • 1974 - Esquina da Saudade (Tião Carreiro & Pardinho)
  • 1974 - Tangos em Dueto (Tião Carreiro & Pardinho)
  • 1975 - Modas de Viola Classe "A" - Volume 2 (Tião Carreiro & Pardinho)
  • 1975 - Duelo de Amor (Tião Carreiro & Pardinho)
  • 1976 - Rio de Pranto (Tião Carreiro & Pardinho)
  • 1976 - Os Grandes Sucessos de Tião Carreiro & Pardinho - Volume 2
  • 1976 - É Isto Que o Povo Quer (Tião Carreiro em Solos de Viola Caipira)
  • 1977 - Pagodes (Tião Carreiro & Pardinho)
  • 1977 - Rancho do Vale (Tião Carreiro & Pardinho)
  • 1978 - Terra Roxa (Tião Carreiro & Pardinho)
  • 1978 - Viola Divina (Tião Carreiro & Paraíso)
  • 1979 - Disco de Ouro (Tião Carreiro & Pardinho)
  • 1979 - Golpe de Mestre (Tião Carreiro & Pardinho)
  • 1979 - Pagodes - Volume 2 (Tião Carreiro & Pardinho)
  • 1979 - Tião Carreiro em Solo de Viola Caipira
  • 1979 - Seleção de Ouro (Tião Carreiro & Paraíso)
  • 1980 - Homem Até Debaixo D'água (Tião Carreiro & Paraíso)
  • 1981 - Prato do Dia (Tião Carreiro & Paraíso)
  • 1981 - 4 Azes (Tião Carreiro & Paraíso e Pardinho & Pardal)
  • 1981 - Modas de Viola Classe "A" - Volume 3 (Tião Carreiro & Pardinho)
  • 1982 - Navalha na Carne (Tião Carreiro & Pardinho)
  • 1983 - No Som da Viola (Tião Carreiro & Pardinho)
  • 1984 - Modas de Viola Classe "A" - Volume 4 (Tião Carreiro & Pardinho)
  • 1985 - Felicidade (Tião Carreiro & Pardinho)
  • 1986 - Estrela de Ouro (Tião Carreiro & Pardinho)
  • 1988 - A Majestade "O Pagode" (Tião Carreiro & Pardinho)
  • 1992 - O Fogo e a Brasa (Tião Carreiro & Praiano)
  • 1994 - Som da Terra - Tião Carreiro & Pardinho
  • 1994 - Som da Terra - Tião Carreiro & Pardinho - Volume 2 - Pagodes
  • 1994 - Som da Terra - Tião Carreiro & Pardinho - Volume 3 - Modas de Viola
  • 1996 - Saudades de Tião Carreiro (Diversas Duplas)
  • 1998 - Sucessos de Ouro de Tião Carreiro & Pardinho (As Românticas)
  • 1999 - Popularidade - Tião Carreiro & Pardinho
  • 2001 - Warner 25 Anos - Tião Carreiro & Pardinho
  • 2003 - Os Gigantes - Tião Carreiro & Pardinho
  • 2006 - Warner 30 anos - Tião Carreiro & Pardinho

Fonte: Wikipédia e Biografia produzida por Hedinan Victor de Oliveira e Alex Marli Dias (Filha de Tião Carreiro), com a colaboração de Cléber Toffoli e Eliana Arens