Bambina Bucci

BAMBINA BUCCI
(88 anos)
Locutora, Rádio-Atriz, Produtora de Programas, Política e Umbandista

☼ Batatais, SP (10/06/1920)
┼ Rio de Janeiro, RJ (07/06/2009)

Banbina Bucci  foi uma locutora, rádio-atriz, produtora de programas, política e umbandista brasileira, descendente de italianos, nascida em Batatais, SP, no dia 10/06/1920.

Viúva de Atila Nunes Pereira, de quem se tornou braço direito e companheira inseparável na década de 40, em 1948 nasceu seu único filho, Átila Nunes Filho, deputado desde 1970, maciçamente votado pelos umbandistas.

Inteligência viva, temperamento nervoso, agitado, Bambina Bucci fez o ginasial no Rio de Janeiro, completou seus estudos na terra bandeirante e diplomou-se na Escola Normal de sua terra natal.

Ingressou no rádio em 1940. Locutora, rádio-atriz, produtora de programas, umbandista convicta e dotada de grande facilidade de escrever, produziu dezenas de preces e poemas, destacando-se "Mensagem da Fé", "Oração do Enfermo", "Prece ao Alto", "Mensagem de Oxalá", "Prece do Cruzeiro das Almas", "Oração à Mãe de Jesus", "Gratidão", "Creio em Deus", "Meditação", "Procura a Tua Luz", "Oração dos Cegos", "Caboclo da Mata", "Sete Penas Brancas", "Mensagem de Lázaro" e "Prece do Presidiário".

A metapsíquica sempre exerceu grande fascínio sobre Bambina Bucci que, possuindo dons extraordinários de vidência-auditiva, prestou bons serviços aos que a procuravam imbuídos de fé. Grande parte de sua vida foi dedicada ao estudo do sobrenatural e dos fundamentos do espiritismo em todas as suas formas, principalmente no que tange ao culto religioso da Umbanda. Seu espírito de curiosidade, entretanto, levou-a a voltar, também, suas atenções ao esoterismo e até mesmo ao agnosticismo, doutrina que declara o absoluto inacessível ao espírito humano.

Vereadora eleita e reeleita por 16 anos para a Câmara Municipal do Rio de Janeiro, autora de dezenas de leis municipais que garantiram a igualdade religiosa, Bambina Bucci produziu e apresentou durante três décadas o "Programa Melodias de Terreiro", o mais antigo programa do rádio brasileiro, hoje produzido e apresentado pelo seu filho, o deputado Átila Nunes Filho e pelo seu neto, Átila Nunes Neto, na Rádio Metropolitana AM 1090, do Rio de Janeiro, podendo ser acessado na primeira rádio web de Umbanda do Brasil: a Rádio Melodias de Terreiro.

Indicação: Miguel Sampaio

Jorginho do Pandeiro

JORGE JOSÉ DA SILVA
(86 anos)
Pandeirista

☼ Rio de Janeiro, RJ (03/12/1930)
┼ Rio de Janeiro, RJ (06/07/2017)

Jorge José da Silva, mais conhecido pelo pseudônimo Jorginho do Pandeiro, foi um pandeirista brasileiro, nascido no Rio de Janeiro, RJ, no dia 03/12/1930. Jorginho realizou também atividades como produtor de discos de artistas da Música Popular Brasileira, como Sílvio Caldas, Clara NunesElizeth Cardoso, Chico Buarque e Marisa Monte.

Nascido numa família de músicos, Jorge José da Silva, aos 7 anos, já tocava ao lado do pai, o violonista Caetano José da Silva, e deixou o seu nome marcado na história do choro - mas este viria acompanhado de um novo sobrenome, oriundo do instrumento que começou a tocar aos 7 anos de idade: o pandeiro.

Seu pai sempre recebia em casa os amigos músicos, entre eles Pixinguinha.
"O baile era dentro de casa. Como havia muitos músicos, o pessoal tocava no quarto e dançava na sala!"
(Jorginho, em 2000, entrevista ao Globo)


Lino e Dino, seus irmãos mais velhos, também se tornaram-músicos. O segundo, inclusive, ficou conhecido como Dino 7 Cordas, companheiro de Jorginho no Época de Ouro.
"Apesar de meu pai e meu irmão tocarem violão, sempre gostei mais de pandeiro!"
(Jorginho)

Jorginho iniciou sua trajetória musical aos 14 anos, na Rádio Tamoio, onde se apresentou no conjunto de Ademar Nunes. Depois, se apresentaria também na Rádio Nacional e Rádio Mayrink Veiga.

Ao longo da carreira, cantores como acompanhou Sílvio Caldas, Emilinha Borba, Marlene, Orlando Silva, Beth CarvalhoClara Nunes, Paulinho da Viola, Alcione, Martinho da Vila, Luiz Gonzaga, Cartola e Nelson Cavaquinho.

Além de ter integrado diversas orquestras e conjuntos regionais, Jorginho do Pandeiro participou de gravações históricas de Jacob do Bandolim, o fundador do Época de Ouro, em 1964, lendário grupo no qual ele entrou em 1972, três anos após a morte de Jacob, e que liderou uma espécie de renascimento do choro nos anos 1970. Jorginho continuou no grupo até sua morte.


Tanto o filho, Celso Silva, quanto o neto, Eduardo Silva, de Jorginho, tornaram-se pandeiristas. Aos 13 anos Celso Silva já tocava atabaque com os irmãos, mas a carreira profissional começou em 1976 no conjunto de choro Os Carioquinhas, que tinha entre os integrantes Luciana e Raphael Rabello. Dois anos mais tarde ele fundou, juntamente com amigos e com o irmão Jorge, que toca cavaquinho, o grupo Nó Em Pingo D'Água.

Jorginho foi o produtor, em 1989, do álbum duplo "Há Sempre Um Nome de Mulher", editado pelo Banco do Brasil para a Campanha do Aleitamento Materno, do qual foi vendido 600 mil cópias, na época, ganhando o "Disco de Ouro" o seu criador Ricardo Cravo Albin.

Em dezembro de 2000, comemorou os 70 anos de carreira em dois dias de shows na Sala Funarte do Rio de Janeiro. No show, relembrou antigos sucessos e contou com a participação especial de amigos como Paulinho da Viola, Cristóvão Bastos, Joel Nascimento, Déo Rian, e os grupos Nó Em Pingo D'Água e Época de Ouro.

Morte

Jorginho morreu na quinta-feira, 06/07/2017, aos 86 anos, no Rio de Janeiro, RJ, vítima de complicações decorrentes de uma infecção urinária.

O sepultamento ocorreu na manhã de sexta-feira, 07/07/2017, no cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Indicação: Miguel Sampaio

Maria Estela

MARIA ESTELA RIVERA
(75 anos)
Atriz

☼ Borborema, SP (13/04/1942)
┼ São Paulo, SP (06/07/2017)

Maria Estela Rivera foi uma atriz brasileira nascida em Borborema, SP, no dia 13/04/1942.

Maria Estela foi uma das mais importantes atrizes dos anos 1970 na televisão brasileira, protagonizando várias novelas na TV Tupi, principalmente como mocinha. Sempre quis ser atriz e começou jovem no teatro, mas foi na televisão que se firmou.

O início de sua carreira artística na televisão foi em 1965, na TV Excelsior, que, à época, fazia novelas de sucesso. Seu primeiro trabalho foi em "O Caminho das Estrelas". Em 1966, na mesma emissora fez "A Pequena Karen", e em 1967, "O Tempo e o Vento" e "O Morro dos Ventos Uivantes".

Sua última novela na TV Excelsior foi em 1968, quando atuou em "O Direito dos Filhos".

Transferiu-se para a TV Record e fez, ainda em 1968, a novela "Ana". Vivendo a época de ouro das novelas da emissora, Maria Estela fez as novelas "As Pupilas do Senhor Reitor" (1970), "Os Deuses Estão Mortos" (1971), "Quarenta Anos Depois" (1971), "Sol Amarelo" (1971), "O Leopardo" (1972) e "Os Fidalgos da Casa Mourisca" (1972). 

Em 1973, a atriz foi para a TV Tupi, onde fez a primeira versão de "Mulheres de Areia" (1973), que depois foi refeita pela TV Globo em 1993. Em 1974, participou de "Meu Rico Português" e "Um Dia o Amor".

Em 1978, fez suas duas últimas novelas na TV Tupi, "Aritana" e "Roda de Fogo".

Nos anos 1980, fez tramas na Bandeirantes e no SBT, como "Os Imigrantes" (1981), "Vida Roubada" (1983), dentre outras.

A partir dos anos 1990, fez algumas participações especiais em novelas. Na TV Globo, fez "Meu Bem Meu Mal" (1990) e "Despedida de Solteiro" (1992).

Em 1994, voltou para o SBT e atuou em "Éramos Seis".

Em 1997, mais uma vez na TV Record, fez "Canoa do Bagre" "Marcas da Paixão" (2000).

Em 2001, novamente no SBT, atuou em "Pícara Sonhadora".

Em 2006, Maria Estela foi novamente para a TV Globo e participou da novela "Pé Na Jaca".

Em 2009, já no SBT, fez "Vende-se Um Véu de Noiva".

Por fim, em 2010, fez "Passione", na TV Globo, em participação especial. Desde então, estava afastada do veículo.

No teatro, a atriz esteve em cartaz por mais de um ano, em São Paulo, com a peça de Juca de Oliveira, "Meno Male". Quando a peça foi para o Rio de Janeiro, Maria Estela também ficou nela mais um ano em cartaz.

Morte

Maria Estela faleceu no dia 06/07/2017, aos 75 anos, em São Paulo, SP. O motivo do óbito é desconhecido e o mesmo só foi revelado depois que vários amigos da atriz começaram a comentar o seu falecimento.

Maria Estela Rivera (Os Inocentes, 1974)
Trabalhos

  • 1965 - O Caminho das Estrelas ... Célia (TV Excelsior)
  • 1966 - A Pequena Karen ... Kathlyn (TV Excelsior)
  • 1967 - O Morro dos Ventos Uivantes ... Isabela (TV Excelsior)
  • 1967 - O Tempo e o Vento - Bibiana Terra Cambará (TV Excelsior)
  • 1968 - Ana ... Ana (TV Record)
  • 1968 - O Direito dos Filhos ... Eva (TV Excelsior)
  • 1969 - Algemas de Ouro ... Glória (TV Record)
  • 1970 - As Pupilas do Senhor Reitor ... Clara (TV Record)
  • 1971 - Os Deuses Estão Mortos ... Quitéria (TV Record)
  • 1971 - Quarenta Anos Depois (TV Record)
  • 1971 - Sol Amarelo ... Zilda (TV Record)
  • 1972 - O Leopardo ... Ângela
  • 1972 - Os Fidalgos da Casa Mourisca ... Berta (TV Record)
  • 1973 - Mulheres de Areia ... Arlete (TV Tupi)
  • 1974 - Os Inocentes ... Hortência (TV Tupi)
  • 1975 - Meu Rico Português ... Ofélia (TV Tupi)
  • 1975 - Um Dia, o Amor ... Marília (TV Tupi)
  • 1978 - Aritana ... Inês (TV Tupi)
  • 1978 - Roda de Fogo ... Jane (TV Tupi)
  • 1980 - Pé de Vento ... Gisele (Rede Bandeirantes)
  • 1981 - Os Imigrantes ... Isabel (Rede Bandeirantes)
  • 1982 - A Leoa ... Alice (SBT)
  • 1982 - Campeão ... Alexandra (Rede Bandeirantes)
  • 1983 - Vida Roubada ... Virgínia (SBT)
  • 1990 - Boca do Lixo ... Carminha (TV Globo)
  • 1990 - Meu Bem, Meu Mal ... Gisela (TV Globo)
  • 1992 - Despedida de Solteiro ... Inês (TV Globo)
  • 1994 - Éramos Seis ... Laila (SBT)
  • 1997 - Canoa do Bagre ... Juliete (TV Record)
  • 1997 - Chiquititas ... Emília (SBT)
  • 2000 - Marcas da Paixão ... Simone (TV Record)
  • 2001 - Pícara Sonhadora ... Marcelina Rockfield (SBT)
  • 2001 - O Direito de Nascer ... Augusta (SBT)
  • 2002 - Marisol ... Andréa (SBT)
  • 2004 - Esmeralda ... Irmã Piedade (SBT)
  • 2006 - Pé na Jaca ... Irina Botelho Bulhões (TV Globo)
  • 2009 - Vende-se um Véu de Noiva ... Cora Baronese (SBT)
  • 2010 - Passione ... Carminha (TV Globo)


Indicação: Miguel Sampaio

Lucas Gomes

LUCAS GOMES DA SILVA
(26 anos)
Jogador de Futebol

☼ Bragança, PA (29/05/1990)
┼ La Unión, Colômbia (28/11/2016)

Lucas Gomes da Silva, mais conhecido como Lucas Gomes, foi um jogador de futebol brasileiro que atuou como atacante, nascido em Bragança, PA, no dia 29/05/1990. Sua última atuação foi pela Chapecoense, emprestado pelo Londrina.

Nascido em Bragança, Lucas Gomes estreou no time profissional do Bragantino em 2010. Após atuar por clubes da região Norte, foi contratado pelo Londrina em 04/05/2013.

Em 18/09/2013, foi emprestado ao Sampaio Corrêa para a disputa da Série C de 2013. Após o acesso do clube maranhense, ele retornou ao Londrina em dezembro, fez parte do elenco que conquistou o Campeonato Paranaense de 2014 e foi novamente emprestado, dessa vez ao Icasa, em julho de 2014.

Em 23/12/2014, Lucas Gomes foi emprestado ao Fluminense por um ano.

Em janeiro de 2016, Lucas Gomes foi anunciado como reforço da Chapecoense.

Morte

Lucas Gomes faleceu aos 26 anos vítima de um acidente aéreo. Ele foi uma das vítimas fatais da queda do Voo 2933 da Lamia, no dia 28/11/2016. A aeronave transportava a equipe da Chapecoense para Medellín, onde disputaria a primeira partida da final da Copa Sul-Americana de 2016.

Além da equipe da Chapecoense, a aeronave também levava 21 jornalistas brasileiros que cobririam a partida contra o Atlético Nacional, comissão técnica, diretoria, convidados e a tripulação da aeronave.

Títulos

Londrina
  • 2014 - Campeonato Paranaense

Chapecoense
  • 2016 - Campeonato Catarinense
  • 2016 - Copa Sul-Americana

Fonte: Wikipédia

Josimar

JOSIMAR ROSADO DA SILVA TAVARES
(30 anos)
Jogador de Futebol

☼ Pelotas, RS (18/08/1986)
┼ La Unión, Colômbia (28/11/2016)

Josimar Rosado da Silva Tavares, mais conhecido como Josimar, foi um jogador de futebol brasileiro que atuava como volante, nascido em Pelotas, RS, no dia 18/08/1986. Sua última atuação foi pela Chapecoense.

Sua primeira oportunidade no Internacional foi em 2007, aos 20 anos, jogando pelo time B que representou o clube nas primeiras rodadas do Gauchão. Depois disso, teve passagens de empréstimo por Brasil de Pelotas, Fortaleza, e Al-Watani, da Arábia Saudita.

Retornou ao Internacional em 2009, sendo titular no meio-campo do time B, durante a Copa Arthur Dallegrave (FGF), na qual o Internacional foi campeão. Com a conquista do título Estadual, o grupo B representou o Internacional nas primeiras partidas do Gauchão 2010, com Josimar novamente no comando do meio-campo colorado. Com boas atuações rapidamente subiu ao time principal.

Em maio de 2010, é anunciado seu empréstimo à Ponte Preta para a disputa da Série B do Brasileirão.

Josimar voltou ao Internacional em 2012. Disputou posição no meio-campo colorado, tendo sido inscrito na Pré-Libertadores. Apesar de ter sido trocado por Dátolo na lista de inscritos da competição, continuou sendo relacionado pelo técnico Dorival Júnior. Com a classificação colorada nas oitavas de final da Libertadores, foi reinscrito.

Depois de anos no Internacional, Josimar marcou seu primeiro gol pelo clube em partidas oficiais no dia 02/09/2012, em partida contra o Flamengo. Na ocasião, o Internacional venceu por 4x1.

Em 2013, Josimar ganhou sequência como titular pelo técnico Dunga, tendo ido ao ataque e arriscando chutes a gol.

Em 2014, por indicação do técnico Gilson Kleina, com quem trabalhou na Ponte Preta, foi emprestado ao Palmeiras até o final do ano. Após a goleada sofrida de 6x0 para o Goiás, Josimar acabou sofrendo tentativas de agressão e foi repassado seu empréstimo para o Ponte Preta.

Morte

Josimar faleceu aos 30 anos vítima de um acidente aéreo. Ele foi uma das vítimas fatais da queda do Voo 2933 da Lamia, no dia 28/11/2016. A aeronave transportava a equipe da Chapecoense para Medellín, onde disputaria a primeira partida da final da Copa Sul-Americana de 2016.

Além da equipe da Chapecoense, a aeronave também levava 21 jornalistas brasileiros que cobririam a partida contra o Atlético Nacional, comissão técnica, diretoria, convidados e a tripulação da aeronave.

Títulos

Internacional B
  • 2009 - Copa FGF

Internacional
  • 2013 - Taça Farroupilha
  • 2013 - Campeonato Gaúcho
  • 2013 - Taça Piratini1
  • 2012 - Taça Farroupilha
  • 2012 - Campeonato Gaúcho
Chapecoense
  • 2016 - Campeonato Catarinense
  • 2016 - Copa Sul-Americana

Fonte: Wikipédia

Paulo Bellini

PAULO PEDRO BELLINI
(90 anos)
Empresário

☼ Caxias do Sul, RS (20/01/1927)
┼ Caxias do Sul, RS (15/06/2017)

Paulo Bellini foi um empresário brasileiro nascido em Caxias do Sul, RS, no dia 20/01/1927, notório por fundar a marca de carrocerias de ônibus Marcopolo.

Vindo de uma família de oito irmãos, Paulo Bellini teve uma infância feliz e sem dificuldades financeiras. Seu pai era diretor da Eberle, e conseguiu dar uma vida tranquila para a esposa e os filhos.

Quando completou a maioridade, Paulo foi para Porto Alegre estudar Administração de Empresas. Com o restante do tempo livre, decidiu procurar um emprego, pois se sentia desconfortável por estar somente estudando.

Depois de quase dois anos, voltou para Caxias do Sul, pois tinha muita vontade de trabalhar, e o lugar onde estava era muito moleza, como ele mesmo descreveu.

Paulo era vizinho de frente dos irmãos Nicola. As famílias eram amigas e os jovens costumavam passar bastante tempo juntos. Os Nicola tinham uma oficina de pintura de cabines de caminhão, e em uma conversa de final de tarde, surgiu a ideia de utilizar parte do espaço para produzir ônibus. A iniciativa era ousada, pois naquela época o forte era a fabricação de carrocerias de caminhão, e justamente para fugir do mercado saturado Paulo e os Nicola decidiram fazer ônibus.

Funcionários posam junto a um modelo em 1957, apenas oito anos depois da fundação da Nicola & Cia
A gente pensou: "Por que não fazer ônibus? Se tem madeira para fazer as carrocerias, por que não ônibus? Começamos a desenvolver e foi ai que surgiu a Nicola, hoje Marcopolo"

Iniciou então suas atividades em 1949 como sócio-gerente, na fundação da fábrica de carrocerias junto com os irmãos Nicola e um grupo de 17 colaboradores, a Nicola & Cia. Das primeiras carrocerias em madeira, que levavam 90 dias para serem fabricadas, foi pioneiro em um novo segmento da indústria automotiva. Os chassis eram próprios para caminhões na época.

Na década de 1960, a empresa ingressou no mercado exterior e realizou a primeira exportação de ônibus brasileiros, para o país vizinho Uruguai. Ainda na década de 60, foi lançado o modelo Marcopolo e o sucesso alcançado fez com que, em 1971, a empresa adotasse o nome Marcopolo.

Passou a ocupar, em 1954, o cargo de Diretor Gerente e em 1971 foi eleito Diretor Presidente, em 1977 passou a acumular este cargo com o de presidente do conselho de administração. Deixou o cargo para Mauro Gilberto Bellini, seu filho, tornando-se presidente emérito.


No período em que o negócio passou por dificuldades, Paulo sempre procurou conversar com os credores, sem fugir da responsabilidade. Essa conduta ajudou a empresa a atravessar os momentos de crise, reforçou a imagem de confiança e facilitou o acesso ao crédito bancário. Paulo relembra o apoio dos bancos como fator determinante para o desenvolvimento dos negócios. Foram diversos planos econômicos e crises financeiras, e a empresa conseguiu superar todos.

Nos anos 1990, a Marcopolo iniciou o programa de internacionalização e passou a abrir fábricas fora do Brasil.  Atualmente, a empresa tem unidades em 9 países, além de seis fábricas no Brasil. Paulo Bellini introduziu nas unidades da empresa na Serra Gaúcha o sistema de produção Marcopolo, focado na valorização e no aperfeiçoamento dos colaboradores para produção em larga escala de "ônibus customizados", como ele mesmo definiu: Uma grande alfaiataria, onde o chassi é a calça, e a carroceria, o paletó.

Em 1992 recebeu o título de Administrador do Ano, prêmio concedido pela Associação dos Administradores da Região Nordeste do Rio Grande do Sul (AANERGS).


Paulo presidiu diversas entidades de Caxias do Sul, como o Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico, o Centro da Indústria Fabril, a Associação Comercial e Industrial e o Conselho Superior da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços.

Em 2004 recebeu do Governo Federal a Medalha do Conhecimento.

Foi vencedor do prêmio Top Ser Humano 2009.

Em 2012 lançou um livro contando suas memórias, intitulado "Marcopolo: Sua Viagem Começa Aqui".

Paulo foi casado com Maria Célia Bellini com quem teve dois filhos, James e Mauro. Em 21/08/2013, aos 81 anos, morreu sua esposa.

Paulo Bellini completou 90 anos no dia 20/01/2017, quando reuniu mais de 800 convidados nos pavilhões da Festa da Uva. Em agosto de 2016, para comemorar o aniversário de 67 anos da Marcopolo, Paulo Bellini também participou da inauguração do espaço Memória Valter Gomes Pinto, que homenageou o outro sócio da empresa. Valter Gomes Pinto morreu aos 81 anos, em 2013.

Morte

Paulo Bellini morreu às 07h15 de quinta-feira, 15/06/2017. Paulo Bellini estava internado no Hospital da Unimed desde a semana anterior ao falecimento, recuperando-se de uma infecção e teve falência múltipla de órgãos. A empresa Marcopolo, uma das maiores fabricantes de carrocerias de ônibus do mundo, divulgou nota em seu site, lamentando a morte de seu fundador.
"A Marcopolo S.A informa, com extremo pesar, o falecimento de um de seus fundadores e Presidente Emérito, Paulo Bellini, aos 90 anos, ocorrido na manhã desta quinta-feira. A companhia compartilha o pesar de sua família - irmãos, filhos e netas -, dos inúmeros amigos e dos colaboradores que tiveram a oportunidade de trabalhar e conviver com ele."
O velório ocorreu a partir das 15h00 no Memorial São José, em Caxias do Sul.  A cremação ocorreu na sexta-feira, 16/06/2017, às 15h00, no Memorial Crematório São José, Caxias do Sul.

Fonte: Wikipédia e Clic RBS
Indicação: Miguel Sampaio

Eliza Clívia

ELIZA CLÍVIA ANGELINO MARANHÃO
(37 anos)
Cantora

☼ Livramento, PB (14/11/1979)
┼ Aracaju, SE (16/06/2017)

Eliza Clívia Angelino Maranhão foi uma cantora brasileira de forró eletrônico, nascida em Livramento, PB, no dia 14/11/1979. Eliza Clívia foi conhecida por seus trabalhos na banda Cavaleiros do Forró, e mais recentemente no grupo Forró Cavalo de Aço.

Influenciada por seu pai sanfoneiro, Eliza Clívia começou sua carreira de cantora na cidade de Monteiro, PB, onde ingressou no grupo Big Banda que depois mudou o nome para Laços de Amor.

Em 2003 entrou para a banda Cavaleiros do Forró onde permaneceu por 10 anos. Nesse período participou da gravação de nove CDs e seis DVDs.


Em 2013, foi anunciado seu desligamento da banda Cavaleiros do Forró junto com Jaílson Santos, com quem foi casada até 2016. O motivo, segundo a própria Eliza, seria de questão salarial. Só que depois do anúncio do desligamento, todos os dias chegavam a imprensa e aos fãs da banda Cavaleiros do Forró notícias de como os cantores estavam se sentindo com esse fato, vários motivos da saída que não correspondiam com a verdade e etc.

Como as redes sociais fazem com que o artista esteja cada vez mais perto de seus fãs, todos os dias os cantores recebiam milhares de mensagens questionando a saída e o não pronunciamento das partes envolvidas no acordo.

A cantora Eliza Clívia que tem vários seguidores em seu twitter e Facebook também não deixava de receber mensagens do gênero. Mesmo tendo recebido uma ordem da empresa, ela quebrou o silêncio dando uma declaração muito especial, demonstrando carinho e o mais importante em um artista, que é o respeito para com os fãs. Emocionada ela explicou a causa que fez com que Alex Padang e Janine Lago, donos da banda Cavaleiros do Forró não continuassem com os serviços prestados por Eliza e Jailson.

Confira a nota logo abaixo:


Em março de 2013, Eliza e Jaílson anunciaram seu retorno aos palcos no Forró Cavalo de Aço, onde permaneceu durante 5 anos, ao lado de Marcelo Jubão e Neto Araújo.

Em 2017 a cantora anunciou seu desligamento da banda Forró Cavalo de Aço para investir em sua carreira solo.

Morte

Eliza Clívia morreu na tarde sexta-feira, 16/06/2017, aos 37 anos, após um acidente automobilístico no Centro de Aracaju, SE.

O acidente matou, além de Eliza Clívia, o seu marido, o baterista Sérgio Ramos. O acidente foi registrado pelas câmeras do circuito de segurança de uma loja.

Eliza Clívia que iniciou a carreira solo há quatro meses, estava em Aracaju para divulgar um show que seria realizado na noite de sexta-feira, 16/06/2017, e fazer algumas entrevistas.

O veículo em que Eliza Clívia estava foi atingido por um ônibus na esquina entre as ruas Aruá e Maruim, no Centro de Aracaju. Eliza Clívia estava sentada no banco de trás do carro e sem o cinto de segurança. João Paulo Tavares da Silva, de 32 anos, Paulo Teixeira de Carvalho, de 38 e Cleberton José dos Santos, de 35, foram levados para o Hospital de Urgência de Sergipe (HUSE). Os dois primeiros sofreram fraturas na coluna vertebral. O terceiro, que dirigia o carro, está na UTI em estado delicado. Não há previsão de alta para os três.

As imagens mostram que o motorista do ônibus ainda tentou frear, mas acabou batendo no carro em que estava a cantora, o marido e os outros integrantes da banda. Eles tinham acabado de sair de uma entrevista em uma emissora de televisão local.

A assessoria de imprensa de Eliza Clívia informou ainda que o velório e enterro da cantora será realizado no cemitério municipal da cidade de Livramento, na Paraíba, sua cidade natal. Já o corpo de Sérgio Ramos será velado e sepultado no cemitério municipal de João Pessoa.

A assessoria de imprensa de Eliza Clívia informou também que a mãe da cantora está bastante abalada. No ano passado, ela já havia perdido outra filha.

Segundo o coronel Vivaldi Cabral, comandante do policiamento de Aracaju, uma perícia foi realizada no local do acidente e o caso será investigado pela Delegacia Especial de Delitos de Trânsito.

Por nota, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Aracaju (Setransp) disse que considera o caso uma fatalidade e informou que está à disposição das autoridades de trânsito para apuração das causas do acidente.

Discografia

Cavaleiros do Forró (CD)
  • 2003 - 4 Estilos - Volume 03
  • 2004 - Nossa História, Nosso Acústico
  • 2005 - Meio a Meio - Volume 4
  • 2006 - No Reino dos Cavaleiros - Volume 5
  • 2007 - Forrozada - Volume 6
  • 2008 - Beber e Amar - Volume 7
  • 2010 - Cavaleiros do Forró - Volume 8
  • 2011 - Ao Vivo em Aracaju - Volume 09
  • 2012 - Cavaleiros Universitário

Cavaleiros do Forró (DVD)
  • 2005 - O Filme - Ao Vivo em Natal
  • 2006 - O Filme 2 - No Reino dos Cavaleiros
  • 2007 - Cavaleiros Elétrico - Ao Vivo em Feira de Santana
  • 2007 - Ao Vivo em Caruaru
  • 2008 - Volume 4 - Beber e Amar - Ao Vivo em Maceió
  • 2009 - Cavaleiros do Forró - 8 Anos
  • 2011 - Volume 5 - Ao Vivo em Aracaju
  • 2011 - Cavaleiros do Forró - 10 Anos

Forró Cavalo de Aço (CD)
  • 2013 - Cavalo de Aço: A História Continua
  • 2014 - Cavalo de Aço: Promocional 2014
  • 2015 - Cavalo de Aço: Promocional 2015

Forró Cavalo de Aço (DVD)
  • 2013 - Cavalo de Aço: Ao Vivo em Lagoa de Pedras
  • 2014 - Cavalo de Aço: Ao Vivo em Campo Redondo
  • 2014 - Cavalo de Aço: Ao Vivo no Forró Caju 2014
  • 2015 - Cavalo de Aço: Ao Vivo em Lagoa de Pedras

Fonte: Wikipédia ,  Forrozão Net  e G1
Indicação: Miguel Sampaio

Moreno

JORGE BASTOS MORENO
(63 anos)
Jornalista

☼ Cuiabá, MT (23/04/1954)
┼ Rio de Janeiro, RJ (14/06/2017)

Jorge Bastos Moreno foi um jornalista brasileiro nascido em Cuiabá, MT, no dia 23/04/1954. Morou em Brasília desde a década de 70. Há 10 anos morava no Rio de Janeiro.

Com mais de 40 anos de carreira, Moreno era dono de uma invejável agenda de fontes, que inclui os principais políticos e os grandes nomes do mundo artístico do país. Moreno foi colunista do jornal O Globo, onde escrevia semanalmente sobre política, e dono do Blog do Moreno, onde também tratava de política num estilo informal, com informações dos bastidores do poder em Brasília.

Trabalhou no jornal O Globo por cerca de 35 anos, onde chegou a dirigir a sucursal de Brasília. Sua importância era tamanha que, nos corredores do Congresso Nacional, enquanto repórteres costumavam chamar "Senador, Senador" ou "Deputado, Deputado", em busca de uma informação, com Moreno era o contrário: Ao entrar no Congresso, eram os políticos que o chamavam, "Moreno, Moreno".

Em março de 2017, estreou na Rádio CBN com o programa semanal "Moreno no Rádio".


Moreno lecionava na Universidade Paulista (UNIP) de Brasília. Ele era um apaixonado por todas as plataformas de notícia. A todo instante, abastecia também o Blog do Moreno.

Desde 10/03/2017, comandava o talk show "Moreno no Rádio", na CBN, às sextas-feiras à tarde. Era também o âncora do programa "Preto no Branco", do Canal Brasil, e fazia sucesso com suas participações frequentes na Globo News. Também em março, Moreno lançou o livro "Ascensão e Queda de Dilma Rousseff", transformando em relato histórico aquela que talvez seja a forma mais efêmera de comunicação dos tempos digitais: As mensagens de Twitter. Em centenas de microtextos de até 140 caracteres, Moreno teceu comentários que remontam a meados de 2010, quando Dilma Rousseff se preparava para sua primeira eleição à Presidência da República, e vão até agosto de 2016, mês em que a petista teve seu mandato cassado no Senado Federal.

Moreno era também autor de "A História de Mora - A Saga de Ulysses Guimarães", lançado em 2013, após ser publicado em forma de série pelo Globo. O livro, que mistura realidade e ficção, traz episódios em torno da figura de Ulysses Guimarães contados por um narrador especial: Dona Ida Maiani de Almeida, carinhosamente apelidada de Mora.


Moreno foi o primeiro jornalista a noticiar a escolha do general João Baptista de Oliveira Figueiredo como sucessor do também general Ernesto Geisel na Presidência da República, quando ainda era repórter do Jornal de Brasília.

Moreno também teve papel importante com a publicação de informações em 1992 que levaram ao impeachment do então presidente Fernando Collor. Quando a própria CPI do PC procurava uma prova cabal que ligasse o presidente aos cheques de "fantasmas" que vinham do esquema PC, foi Moreno que revelou que um Fiat Elba de propriedade do presidente tinha sido comprado pelo "fantasma" José Carlos Bonfim. Uma informação que ainda não era do conhecimento nem do relator da CPI, deputado Benito Gama, nem de seu presidente Amir Lando. A manchete do Globo selava o destino do presidente Fernando Collor.

Moreno venceu o Prêmio Esso de Informação Econômica de 1999, com a notícia da queda do então presidente do Banco Central, Gustavo Franco, e a consequente desvalorização do real. Moreno teve acesso à noticia no início da madrugada, avisou aos diretores e conseguiu um feito: Parou as máquinas do jornal para que seus leitores tivessem ao acordar a notícia.

Moreno foi considerado um dos mais respeitados repórteres políticos do Brasil.

Morte

Jorge Bastos Moreno, faleceu na madrugada de quarta-feira, 14/06/2017, aos 63 anos, no Rio de Janeiro, RJ. Segundo O Globo, onde trabalhou por 35 anos, ele sofreu um edema agudo de pulmão, decorrente de complicações cardiovasculares, por volta da 1h00.

Publicações
  • 2017 - Ascensão e Queda de Dilma Rousseff
  • 2013 - A História de Mora - A Saga de Ulysses Guimarães

Indicação: Miguel Sampaio

João Ellyas

JOÃO ANTÔNIO ELIAS DE OLIVEIRA
(72 anos)
Escritor, Artista Plástico, Ator e Humorista

☼ Catanduva, SP (23/11/1944)
┼ Catanduva, SP (09/06/2017)

João Antônio Elias de Oliveira, mais conhecido como João Ellyas, foi um escritor e humorista brasileiro, nascido em Catanduva, SP, em 1925.

João Ellyas começou a carreira como humorista numa rádio em Catanduva nos anos 50. Além de humorista, ele também era pintor e escreveu 7 livros.

Seu personagem mais conhecido era o Salim Muchiba, o qual interpretou em programas como a "Escolinha do Professor Raimundo" e "Escolinha do Barulho". Na "Escolinha do Gugu", interpretou o caipira Zé Bento.

Como humorista, começou a carreira no Rádio Difusora em 1958. Um ano depois, participou do III Salão de Pinturas de Catanduva.

Aos 20 anos, foi levado por Adoniran Barbosa para a TV Record, onde interpretou o personagem Zé Vitrola no programa "Papai Sabe Nada".

Como escritor, lançou sua primeira obra em 1966, contendo 40 páginas e 16 poemas.

Em 2013 foi homenageado pela Câmara Municipal de Catanduva pelo Dia do Comediante. No mesmo ano, lançou o livro "Tonico e Jesuíno - Casos de Um, Piadas do Outro".

Morte

João Antônio Elias de Oliveira faleceu na noite de sexta-feira, 09/06/2007, aos 72 anos, em Catanduva, SP. Segundo a família, ele estava internado há 3 meses no Hospital Padre Albino, onde teve um Acidente Vascular Cerebral (AVC) durante uma cirurgia vascular de carótidas. Ele se recuperava no quarto, quando o quadro de saúde piorou e ele precisou voltar para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI).

O corpo de João Ellyas foi velado durante o sábado, 10/06/2017, no Cemitério do Jardim Monsenhor Albino, em Catanduva, SP, e seguiu para o Cemitério Nossa Senhora de Fátima, por volta das 15h40, onde ocorreu o sepultamento às 16h00.

João Ellyas foi casado por 46 anos e deixou três filhos e três netos.

Livros Publicados
  • Iniciação
  • O Colecionador de Palavras - Poemas, Prosas & Ironias
  • 5 Conto de Reis e 55 Reais de Troco
  • Versos Satíricos e Outras Rimas de Humor
  • 45 Dias
  • Casos de Tonico Bento - Verdadeiros ou Quase
  • Tonico e Jesuíno - Casos de Um, Piadas do Outro

Fonte: Wikipédia e G1

Zé da Estrada

WALDOMIRO DE OLIVEIRA
(88 anos)
Cantor e Compositor

☼ Botucatu, SP (1929)
┼ São José do Rio Preto, SP (05/06/2017)

Waldomiro de Oliveira, mais conhecido pelo nome artístico de Zé da Estrada, foi um cantor e compositor brasileiro nascido em Pratânia, quando a atual cidade ainda era distrito de Botucatu, interior de São Paulo.

Zé da Estrada foi retireiro e agricultor. Vem de uma família de cantadores. Consta que seu bisavô teria cantado com Dom Pedro II e recebido de presente do Imperador uma viola de madrepérola, com a qual fez questão de ser enterrado.

Zé da Estrada foi caminhoneiro e daí resulta o seu nome artístico. Antes de formar dupla com Pedro Bento, atuou no trio Os Fazendeiros, juntamente com Paiozinho e com o acordeonista Pirigoso. O trio atuou com sucesso nas Rádio Nacional e Rádio Cultura.

A Dupla Pedro Bento & Zé da Estrada

José Antunes Leal, o Pedro Bento, começou a cantar cururus aos 7 anos de idade. Fez sua formação musical ao lado de nomes como Sebastião Roque, Pedro Chiquito, Luís Bueno, João David e Zico Moreira. Atuou no Trio Paulistano e formou a dupla Matinho & Matão, apresentando-se na Rádio Club de de Santo André. Cantou também no programa de Nhô Zé na Rádio Nacional. Abandonou o interior aos 13 anos rumo à São Paulo.

Em 1954 Pedro Bento e Zé da Estrada se encontraram no programa de rádio de Chico Carretel e formaram uma dupla. Passaram a atuar em circos, foram cantar na Rádio Cultura e fizeram campanhas políticas.

Em 1959 gravaram o primeiro disco pela Continental, interpretando "Santo Reis" (Pedro Bento e Paulo Vitor) e o tango "Teu Romance" (Pedro Bento, Zé da Estrada e Braz Hernandez). No mesmo ano gravaram mais um disco onde se destacava um dos maiores sucessos da dupla, o valseado "Seresteiro da Lua" (Pedro BentoZé da Estrada e Cafezinho). Em dezembro de 1959, gravaram com o acordeonista Coqueirinho um disco por um selo sertanejo, com destaque para a guarânia "Quero Te Beijar" (Nízio e Pedro Bento).

Em 1960 gravaram na Sertanejo o bolero "Aventureira" (Pedro BentoZé da Estrada e Douradense) e a canção rancheira "Culpada" (Nízio e Emílio Gonzales).

A partir de 1961 passaram a formar com Célio Cassiano Chagas, o trio Pedro Bento, Zé da Estrada e Celinho. Passaram a fazer apresentação na Rádio Bandeirantes. No mesmo ano gravaram na Sertanejo o cururu "Mulher do Feiticeiro" (Priminho e Roque José de Almeida) e a toada "Falso Amor" (Eurides Reis e Pedro Bento). Em seguida foram contratados para trabalhar na Rádio Tupi, também em São Paulo.

Pedro Bento & Zé da Estrada
Além das composições próprias,  gravaram diversos sucessos de outros compositores, tais como "O Rio" (Almirante), "O Sonho do Matuto" (Capitão Furtado e Laureano), "Mourão da Porteira" (Raul Torres e João Pacífico) e "Sinhá Maria" (René Bittencourt).

Em 1962 gravaram na Chantecler a toada "Zé Claudino" (Carreirinho e Zé da Estrada) e o valseado "Vai Embora" (Pedro Bento e Cachoeirinho).

A partir de 1963 o trio passou a se vestir com trajes típicos dos rancheiros mexicanos, adotando aquele estilo musical. Passaram a ser acompanhados pelo trompetista Ramón Pérez. Esta fase duraria até 1973. Ainda em 1963 gravaram a moda de viola "Boiadeiro Punho de Aço" (Teddy Vieira e Pereira), um clássico sertanejo, e o lundu "Fim do Malandro" (Zé da Estrada e Zé Goiás).

Em 1974 foram contratados pela Rádio Record onde ficaram até 1981.

Em 1978 trabalharam no filme de Valdir Kopezky, "Os Três Boiadeiros". Por 18 anos consecutivos foram atração nos espetáculos da Festa de Peão de Barretos, a maior festa de rodeios do país.

Em 1999, lançaram pela gravadora Atração, o CD "Voa Paloma, Voa", onde estão presentes, principalmente, canções românticas, sem deixar de lado a mistura de ritmos, flamenco, canção rancheira, bolero, mambo, fox e guarânia, que sempre foram a marca da dupla.

Zé da Estrada
Em 2006 gravaram o CD "Sete Palavras", o 23º da carreira nesse formato. Com produção de Divino dos Santos, o álbum trouxe um repertório mais dançante, com 6 forrós, sendo o principal deles, a faixa-título, de autoria de Luizinho Rosa, além de uma homenagem aos 50 anos da tradicional Festa de Peão de Barretos. Pelo disco, que vendeu mais de 70 mil cópias, receberam um Disco de Ouro, no programa "Viola, Minha Viola", exibido na TV Cultura.

Em julho de 2007 a dupla compôs o quadro de convidados de honra, juntamente com Inezita Barroso, Pena Branca e Liu & Léu, na "Semana Nenete de Música Sertaneja", evento que ocorre desde 1995, na cidade de Pirassununga, no interior paulista, em preservação à memória da cultura caipira. No mesmo ano foram atração na composição da edição especial do programa "Viola, Minha Viola", comandado por Inezita Barroso, na TV Cultura de São Paulo, em homenagem aos 100 anos de Raul Torres. Na ocasião, interpretaram "Sinhá Maria" (Raul Torres e João Pacífico) e "Moda da Mula Preta" (Raul Torres e João Pacífico). Lançaram ainda o CD "50 Anos de Mariachis e Grandes Sucessos Sertanejos", com regravações de vários de seus sucessos, como "A Lua é Testemunha", "Coxinilho", "Amanheci em Teus Braços", "Pena de Minha Alma", "Tropas e Boiadas", "Mulher de Ninguém", "Desejo Antigo", "Vinte Anos", "Ébrio de Amor", "Galopeira", "Caminho de Minha Vida", "Sete Palavras", "Cavalo Preto Valente", "Canção Para Ti", "Serenata de Amor", "Contra o Vento" e "Fracasso do Boêmio".

Em 2011 lançaram um DVD com regravações de suas primeiras músicas, entre elas, as primeiras que cantaram no rádio, "Paraguaia" (Pedro Bento), "Desejo Antigo" (Osteclínio Lacerda), "Último Adeus" (José Fortuna e Fernandes) e "Arroz à Carreteira" (Palmeira). O álbum consistiu em um resumo dos 56 anos de carreira que a dupla completou naquele ano.

Na década de 2010, tida como uma das duplas mais tradicionais da música sertaneja, possuía mais de 2000 gravações, entre 16 discos de 78 rpm, 104 LPs e 15 CDs.

Foram homenageados na cidade de Pratânia, SP, ganhando um museu histórico sobre eles, que conta com objetos pessoais, troféus, discos, fotos, indumentárias e instrumentos musicais utilizados por eles durante sua trajetória.

Morte

Zé da Estrada faleceu na madrugada de segunda-feira, 05/06/2017, em São José do Rio Preto, SP, aos 88 anos. Um comunicado na página da dupla informou que Zé da Estrada estava internado há alguns dias na UTI de um hospital em São José do Rio Preto.
"Informamos a todos os amigos, fãs e companheiros que faleceu nessa madrugada (05/06), o nosso querido Zé da Estrada. Que ele fique nas mãos de Deus, levando a sua alegria e cantando no céu!"
O corpo de Waldomiro de Oliveira, nome de batismo de Zé da Estrada foi velado na tarde de segunda-feira, 05/06/2017, em Riolândia, interior de São Paulo. O enterro aconteceu também em Riolândia na terça-feira, 06/05/2017, às 10h00.

Sertanejos usaram as redes sociais para lamentar a morte de Zé da Estrada, que faz parte da história da música sertaneja.
"Que tristeza saber que perdemos mais um cerne da música caipira. Zé da Estrada sempre será pra mim uma referência de respeito à arte!"
(Cesar Menotti, da dupla Cesar Menotti & Fabiano)
"Antigamente nem em sonhos existia, tantas pontes sobre os rios, nem asfalto nas estradas... a gente usava 4 ou 5 sinoeiros pra trazer os pantaneiros... Hoje o céu recebe mais um dos desbravadores da música raiz... descanse em paz Zé da Estrada!"
(Capataz, da dupla Carreiro & Capataz)
"Pedro Bento e Zé da Estrada! Perdemos mais um grande artista que fez história na música sertaneja. Zé da estrada, um artista que sempre esteve presente em meus gostos musicais através das influências vindas do meu pai! Desde os 3 anos de idade cresci ouvindo, vendo o amor que a família carregava por eles, por ele. Todos os shows estava lá, eu e meu pai pra acompanhar. Meu pai vestido no traje mexicano também por ser fã ao cúmulo! Assim minha mãe brincava, que se Pedro Bento e Zé da Estrada morrerem, seu pai morre também! A influência foi tanta que em meus shows hoje em dia toco trompete por causa da paixão por eles. Sendo assim, posto essa foto com saudades e lamentando muito a morte desse que merece infinitos aplausos. Vai com Deus, Zé!"
(Tiago, da dupla Hugo & Tiago)

Indicação: Miguel Sampaio

Barros de Alencar

CRISTÓVÃO BARROS DE ALENCAR
(84 anos)
Cantor, Compositor, Radialista e Apresentador de Televisão

☼ Uiraúna, PB (05/08/1932)
┼ São Paulo, SP (05/06/2017)

Cristóvão Barros de Alencar, conhecido artisticamente por Barros de Alencar, foi um cantor, compositor, radialista e apresentador de televisão brasileiro, nascido em Uiraúna, interior da Paraíba, no dia 05/08/1932.

Começou sua carreira como radialista, quando trabalhou em Campina Grande, na Rádio Borborema. Em busca de novos horizontes, viajou pelas capitais brasileiras, dentre elas Recife, Fortaleza, Belo Horizonte e São Paulo.

Em 1960, na capital paulista, conseguiu um lugar ao sol, passando a fazer parte da Rádio Tupi, Rádio Record e Rádio América, tocando principalmente os sucessos da Jovem Guarda.

Em 1966 lançou seu primeiro compacto simples pela gravadora Chantecler (C-33-6209) com as músicas "Agora Sim", versão de "Adesso Sì" (Sergio Endrigo) e "Não Vá Embora", versão de "Tu Me Plais Et Je T'aime" (J. L. Chauby e Bob Du Pac).

Em 1968 lançou o compacto simples com a música "Não Me Peça Um Beijo" (Antônio Marcos e Mario Marcos).

Em 1971 lançou um compacto simples com as músicas "Não Posso Mais Viver Sem Ti" e "Ana Cristina", ambas de sua autoria.

Orlando Alvarado e Barros de Alencar
Em 1972 fez sucesso com a balada "Meu Amor (Monia)" (D. Finado, Jager e Vidalin), com versão de Sebastião Ferreira da Silva, incluída no LP "Os Grandes Sucessos da RCA Candem", que contou com a presença de nomes como Martinho da Vila, Nelson Gonçalves Carmen Silva. No mesmo ano outra gravação sua, "Não Me Peça Um Beijo (Porque Vou Chorar)", foi incluída no LP "Os Grandes Sucessos Volume 2" da mesma gravadora.

Em 1973 lançou LP pela RCA Victor, interpretando composições românticas como a clássica balada "Quem É" (Osmar Navarro e Oldemar Magalhães), "Todas As Crianças Para Sempre Crianças" (Eduardo Araújo), "Volta Ao Tempo Antigo" (Marcos Roberto e Dori Edson), "Aniversário Do Meu Bem" (Celso Castro), além de versões suas para quatro músicas estrangeiras, "Por Toda a Vida (For The Good Times)" (K. Kristofferson), "Bem Perto De Ti (Pequeña Mariposa)" (Joseph), "O Maior Amor Do Mundo (Le Premier Amour Du Monde)" (D. R), "Noites (Nachts)" (F. Berlipp e B. Tilgert), entre outras. No mesmo ano, participou do LP "Os Grandes Sucessos Volume 3", da RCA Camden, interpretando a música "Volte Querida (Honey Come Back)" (J. Webb) e versão de Sebastião Ferreira da Silva.

Em 1974 participou de duas coletâneas, "Os Grandes Sucessos Volume 4", da RCA Camden, com a música "Meu Amor é Mais Jovem Do Que Eu", e do LP "Canções Para Dizer Te Amo", da RCA Victor, interpretando a balada "Namorados", música que também foi incluída no LP "Parada Nacional de Sucesso" da Som Livre.


Em 1975 gravou em LP as músicas "A Menina Que Cresceu" (Tony Damito e César), "Dois Corações Apaixonados" (Tony Damito e César), "Tem Que Ser Assim" (Peninha), "Eu Sinto Pena De Você" (Donizette e Jean Pierre), "Emanuela (Emmanuelle)" (P. Bachelet e H. Roy), versão de Barros de Alencar, trilha de um famoso filme da época, "Champagne" (Di Francia e S. Jodice), com versão de Agnaldo Timóteo, "Soleado (O Sermão da Montanha)" (Zacar), com versão de Barros de Alencar, "Você Não Tem Sensibilidade" (Osmar Navarro), entre outras.

Ainda nesse ano de 1975 participou de quatro coletâneas de sucessos, "Natal Com Cristo - Ano Novo Com Amor", da RCA Camden, interpretando o poema "Soleado (O Sermão Da Montanha)". As outras três participações foram em LPs da RCA Victor: "Canções Para Dizer Te Amo Volume 2", em que interpretou "Prometemos Não Chorar", "Fantásticos Volume 3" cantando "Prometemos Não Chorar" "Fantásticos Volume 4" cantando "Natali" (Minellomo e Balsamo), com versão de Jean Pierre.

Em 1976 participou da série "Fantásticos Volume 5", da RCA Victor, com a guarânia "Os Homens Não Devem Chorar (Nova Flor)" (Mário Zan e Palmeira). Participou, ainda no mesmo ano do LP "Saudade Jovem Nacional Volume 2", da RCA Camden, com a música "Olhos Tristes".

Em 1977 no LP "Globo de Ouro Volume 3", da Som Livre, foi incluída sua interpretação para a guarânia "Quero Beijar-te As Mãos" (Arsênio de Carvalho e Lourival Faissal).


Em 1978 gravou, pela RCA Victor, as músicas "Por Mais Que Eu Tente" (Odair José e Maxine), "Noite Sem Ti" (Marcos Lago e Dino Rossi), "Ansiedade" (José Enrique Sarabia Rodriguez), versão de Palmeira, "Volta Amor" (Romeo Nunes e Carlito), "Rosa Mulher" (Osmar Navarro e Arthur Moreira), "Rio Amargo" (Roberto Uballes, Cholo, AguirreOsmar Navarro) e "Meu Caminho" (Maxcilliano e Paulinho Camargo).

Em 1979, lançou o LP "Sentimental", no qual interpretou, entre outras, as músicas "Amanhã o Que Será (Adios)" (Juan Pardo) e versão de Osmar Navarro, "Na Areia" (Lindomar Castilho, Ronaldo Adriano e C. Mendes), "Apenas 3 Minutos" (Barros de Alencar e Ivan), "Herança De Um Grande Amor" (Osmar Navarro e Arthur Moreira) e "Antes Mal Acompanhado Do Que Só" (Osmar Navarro e Arthur Moreira). Nesse ano, no LP "As campeãs da volta do sucesso", da gravadora Seta, que incluiu gravações de Diana, Joelma, Wanderley Cardoso, Jerry Adriani, dentre outros, foi incluida a sua interpretação de "Prometemos Não Chorar" (Barros de Alencar).

Na década de 80, apresentou na Rádio Tupi de São Paulo o programa "Só Sucessos". Apresentou na TV Record o "Programa Barros de Alencar" de 1982 a 1986, no qual ficou famoso com o bordão: "Alô mulheres, segurem-se nas cadeiras. Alô marmanjos, não façam besteiras!" e ganhou audiência com o Concurso Michael Jackson onde elegeu a garota Lúcia Santos, a Maika Jeka como carinhosamente a chamava, melhor imitadora do cantor.

Ainda nos anos 1980, sua interpretação para "A Primeira Carta" foi incluída na coletânea "Astros do Disco", da gravadora RCA Victor.

Barros de Alencar apresentou nas madrugadas da CNT do Rio de Janeiro, o programa "CD na TV".

Barros de Alencar afastou-se do rádio após passar por uma delicada cirurgia na garganta.

Morte

Barros de Alencar faleceu na madrugada de segunda-feira, 05/06/2017, aos 84 anos, em um hospital do bairro da Mooca, em São Paulo, onde estava internado com problemas cardíacos.

Na manhã do dia 05/06/2017, o radialista Kaká Siqueira, locutor da Tropical FM 107,9 - SP, afirmou que Barros de Alencar entrou em coma no domingo, 04/06/2017. "Ele estava com o coração bem fraquinho", afirmou Kaká Siqueira, que relembrou ainda o período em que o amigo passou por problemas nas cordas vocais e precisou passar por uma cirurgia.

O sepultamento ocorreu às 13h30, no Cemitério Primavera em Guarulhos, Grande São Paulo.

Discografia

  • 1968 - Compacto Simples
  • 1970 - Compacto Duplo (RCA Victor, LCD-1224)
  • 1971 - A Canção Anti-Tóxico / Não Lhe Quero Mais (Compacto Simples)
  • 1971 - Não Posso Mais Viver Sem Ti / Ana Cristina (Compacto Simples)
  • 1973 - Barros de Alencar (RCA Victor, LP)
  • 1975 - Barros de Alencar (RCA Victor, LP)
  • 1977 - Disco de Ouro (RCA Victor, LP)
  • 1978 - Barros de Alencar (RCA Victor, LP)
  • 1979 - Sentimental (RCA Victor, LP)
  • 1980 - Compacto Duplo (RCA Victor, 102.0282)
  • 1980 - A Primeira Carta / Um Amor Imenso (Compacto Simples)
  • 1981 - Falando de Amor Volume 2 (EP)
  • 1998 - Grandes Sucessos (LP)