Flávio Cavalcanti

FLÁVIO ANTÔNIO BARBOSA NOGUEIRA CAVALCANTI
(63 anos)
Jornalista, Compositor, Apresentador de TV e Radialista

☼ Rio de Janeiro, RJ (15/01/1923)
┼ São Paulo, SP (26/05/1986)

Flávio Antônio Barbosa Nogueira Cavalcanti foi um jornalista, apresentador de rádio e televisão e compositor brasileiro. Trabalhou no Banco do Brasil aos 22 anos, e no mesmo tempo como repórter do jornal carioca A Manhã.


Foi  um dos mais famosos apresentadores de programas de calouros da televisão brasileira. Foi o criador do primeiro júri da TV. Também compôs algumas músicas. Grandes artistas, hoje consagrados, tiveram sua primeira oportunidade em seus programas.

Em 1951, compôs sua primeira música, "Mancha de Batom", em parceria com seu irmão Celso, gravada pelo conjunto Os Cariocas.

Em 1952, estreou "Discos Impossíveis" na Rádio Mayrink Veiga do Rio de Janeiro. Nesta época, iniciou amizade com Dolores Duran, que anos depois chegou a gravar sua música mais famosa, "Manias", que compôs com o irmão Celso. Foi na casa de Flávio Cavalcanti que a compositora escreveu a antológica "Noite do Meu Bem".

Belinha, esposa de Flávio Cavalcanti, chegou a emoldurar a letra da canção, datada de 04/07/1959, em quadro que acompanhou o casal por toda a vida.

Em 1955, com Jacinto de Thormes, estreou o programa "Nós os Gatos", na Rádio Mayrink Veiga.

Em 1957, seu programa "Um Instante, Maestro!", estreou na TV Tupi.


Em 1965, lançou na TV Excelsior o primeiro júri de TV no seu programa "Um instante, Maestro!"Em 1966, reeditou o mesmo programa na TV Tupi, lançando mais dois programas na mesma emissora: "A Grande Chance" e "Sua Majestade é a Lei".

Em 1967, foi realizada a primeira final de "A Grande Chance" no Teatro Municipal do Rio de Janeiro.

Em 1968 realizou o programa "A Grande Chance" em Portugal.

Em 1970 estreou o "Programa Flávio Cavalcanti" na TV Tupi do Rio de Janeiro. Todos os domingos, às 20h00, uma voz em off anunciava:

"Entra no ar via Embratel para todo o Brasil, pela Rede Tupi de Televisão o programa Flávio Cavalcanti".

A chamada marcava o início de um dos programas mais polêmicos da televisão brasileira e líder de audiência, comandado pelo jornalista e apresentador. Foi o primeiro programa a ser exibido para todo país, utilizando o canal da Embratel.

Seu estilo era contundente. Letras medíocres e músicas fracas iam para o lixo. Literalmente, quebrava os discos e jogava fora. Ele criou gestos marcantes, como a mão direita estendida para o alto e a frase: "Nossos comerciais, por favor!", ao pedir o intervalo. O "tira e bota" dos óculos também foi marcante.


Em 1973, teve seu programa na Rede Tupi suspenso por 60 dias pela Censura Federal após a apresentação de uma história na qual apresentou a história de um homem inválido que teria "emprestado" a mulher ao vizinho, fato que culminou uma história de problemas anteriores com o conteúdo do programa. O seu programa foi suspenso, mesmo sendo considerado amigo e aliado da chamada "Revolução de Março".

Em 1976, reeditou "Um instante, Maestro!" no Canal 11, TVS, do Rio de Janeiro.

Em 1977, trabalhou na Rádio Mulher paulista em programa diário.

Em 1978 voltou a fazer seu "Programa Flávio Cavalcanti" na TV Tupi carioca.

Em 1982 foi para a TV Bandeirantes de São Paulo, onde realizou o "Boa-noite, Brasil".

Em 1983, estreou o "Programa Flávio Cavalcanti", no SBT paulista, que ficou no ar até sua morte.

Por seus programas passaram vários nomes consagrados da crítica musical e do meio artístico brasileiro como, Sérgio Bittencourt, Nelson Motta, Leila Diniz, Mister Eco, José Messias, Maestro Cipó, Oswaldo Sargentelli, Marisa Urban, Erlon Chaves, Márcia de Windsor, Raul Giudicelli, Carlos Renato, entre tantos outros.

Seu pendor maior era pelo jornalismo e fez entrevistas memoráveis com o político fluminense Tenório Cavalcanti"O Homem da Capa Preta". Esteve ainda nos Estados Unidos e entrevistou o presidente John F. Kennedy, na Casa Branca.

Inteligente, brilhante, inquieto, como bem mostra sua biografia, o carioca Flávio Cavalcanti, porém, teve uma vida familiar tranquila. Casou se com Belinha e teve três filhos, sendo o filho que levava seu nome, um executivo de telecomunicações.

Morte

No dia 22/05/1986, o apresentador fez uma rápida entrevista em seu programa e jogou o dedo indicador para o alto:

"Nossos comerciais, por favor!"

O intervalo acabou e ele não estava mais lá. Tinha sofrido uma isquemia miocárdica aguda durante a apresentação do programa. Levado para o hospital, ele morreria quatro dias depois, no dia 26/05/1986.

No dia da sua morte, o SBT ficou fora do ar o dia inteiro em sinal de luto, apenas rodando um slide com os dizeres:

"Estamos tristes com a morte do nosso colega Flávio Cavalcanti que será sepultado hoje em Petrópolis às 16h00, quando então voltaremos com a programação normal."

A emissora voltou ao ar depois das 16h00 quando o corpo do apresentador foi sepultado. Foi sepultado em Petrópolis, município serrano do Rio de Janeiro onde viveu grande parte de sua vida.

Fonte: WikipédiaDicionário Cravo Albin da MPB e Net Saber Biografias
#FamososQuePartiram #FlavioCavalcanti

7 comentários:

  1. Eu estava assistindo o programa quando ele passou mal. Ele ficou sem ar, parecido com o que aconteceu com o Tim Maia. Veio os comerciais e após eles quem estava comandando o programa era o Wagner Montes. Eu fiquei perpléxo que mesmo estando sobre cuidados médicos por alguns dias, ele teve outro infarto no hospital e morreu.

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  2. foi sem nenhuma duvida um grande apresentador da Televisão brasileira...........com temas polemicos que sempre apresentou nos seus programas ...deixou saudades

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  3. Este Apresentador de voz firme teve grande influencia na Televisão brasileira era um bom comunicador.............

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  4. Na TV Bandeirantes (TVs Mitsubishi atrás, em toda a tela, seu programa era diário, de 2a a sábado, das 21h30 até 23h30/24 horas e a maior audiência ocorria nas 6as feiras, onde o quadro era "Desafio à Produção", com a Aurora Prado. No sbt se limitou a ser considerado "mais um".

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  5. Sem dúvida nenhuma trata-se de um dos maiores nomes da comunicação brasileira,a lembrança que tenho dele é justamente do seu final de carreira no Sbt,uma figura dessa envergadura deveria ser muito mais lembrado, mas num país sem memória como esse,Flávio Cavalcanti está praticamente esquecido.

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