Yara Amaral

YARA AMARAL GOULART
(52 anos)
Atriz

☼ São Paulo, SP (16/09/1936)
┼ Rio de Janeiro, RJ (31/12/1988)

Yara Amaral Goulart, mais conhecida por Yara Amaral, foi uma atriz brasileira nascida em São Paulo, SP, no dia 16/09/1936

Yara Amaral Goulart iniciou a carreira no teatro amador, em São Paulo, e, em 1962, participou de um dos Festivais de Teatros de Estudantes organizados por Paschoal Carlos Magno. No mesmo ano, Yara Amaral ingressou na Escola de Arte Dramática de São Paulo, onde se formou em 1965, quando estreou profissionalmente na montagem de "Hedda Gabler", de Henrik Ibsen.

Em 1966, passou pelo Teatro de Arena onde, interpretando um pequeno papel em "O Inspetor Geral", de Nikolai Gogol, e foi aplaudida em cena aberta.

Yara Amaral e Cláudio Correa e Castro
Mudando-se para o Rio de Janeiro, Yara Amaral participou do "Grêmio Dramático Brasileiro", de Aderbal Freire Filho, destacando-se na peça "Reveillon" (1974), de Flávio Márcio. No mesmo ano, protagonizou outro ambicioso espetáculo experimental, "Avatar", de Paulo Afonso Grisolli, dirigido por Luiz Carlos Ripper. Pelo conjunto desses dois trabalhos ganhou seu primeiro Prêmio Molière.

Em 1976 contracenou com Fernanda Montenegro em "A Mais Sólida Mansão", de Eugene O'Neill.

Em 1977 teve expressivo desempenho em "Os Filhos de Kennedy".

Em 1978, participou do elenco de "Os Veranistas", de Máximo Gorki, espetáculo inaugural do Teatro dos Quatro.

Ganhou seu segundo Prêmio Molière protagonizando uma comédia inconsequente, "Eu Posso?" (1982), de Reinaldo Loy.

Yara Amaral e Miguel Falabella (Divulgação TV Globo)
Em 1983, voltou ao Teatro dos Quatro para fazer Goneril na montagem de "Rei Lear", de William Shakespeare, dirigida por Celso Nunes. Desde então tornou-se atriz convidada permanente do Teatro dos Quatro, onde fez um trabalho por ano, sempre em papéis de peso: "Assim É... (Se Lhe Parece)" (1984), de Luigi Pirandello, "Sábado, Domingo e Segunda" (1986), de  Eduardo de Filippo, um desempenho comovente, premiado com o seu terceiro Prêmio Molière. O monólogo "Imaculada" (1986), de Franco Scaglia, "Cerimônia do Adeus" (1987), de Mauro Rasi, e o papel-título em "Filumena Marturano" (1988), de Eduardo de Filippo, que foi sua última peça.

Yara Amaral atuou, também, em papéis de destaque em várias telenovelas, como "Dancin' Days" (1978), "O Amor é Nosso" (1981), "Sol de Verão" (1982), "Guerra dos Sexos" (1983), "Um Sonho a Mais" (1985), "Cambalacho" (1986), "Anos Dourados" (1986) e "Fera Radical" (1988).

No cinema, estreou em 1975 com "O Rei da Noite" de Héctor Babenco e fez outros filmes importantes como "A Dama do Lotação" (1978), "Mulher Objeto" (1981) e "Leila Diniz" (1987).

Morte

Yara Amaral morreu no dia 31/12/1988, aos 52 anos, no auge de sua carreira, vítima do naufrágio do barco Bateau Mouche, na noite de reveillon de 1988, na Baía de Guanabara.

Yara Amaral  foi casada com Luís Fernando Goulart e deixou dois filhos, Bernardo e João Mário.

Trabalhos

Televisão
  • 1988 - Fera Radical ... Joana Flores
  • 1987 - Helena ... Dorzinha
  • 1987 - Mandala ... Participação Especial
  • 1986 - Anos Dourados ... Celeste
  • 1986 - Cambalacho ... Dinorah Melina Souza e Silva
  • 1985 - Um Sonho a Mais ... Beatriz
  • 1984 - Viver a Vida ... Germana
  • 1983 - Guerra dos Sexos ... Nieta
  • 1982 - Sol de Verão ... Sofia
  • 1981 - O Amor é Nosso
  • 1978 - Dancin' Days ... Áurea
  • 1977 - Espelho Mágico ... Suzete Calmon
  • 1970 - Irmãos Coragem ... Tula
  • 1970 - E Nós, Aonde Vamos? ... Leila
  • 1968 - A Última Testemunha
  • 1968 - A Pequena Órfã
  • 1968 - O Direito dos Filhos
  • 1968 - O Décimo Mandamento

Cinema
  • 1987 - Leila Diniz
  • 1985 - Tropclip
  • 1981 - Prova de Fogo
  • 1980 - Mulher Objeto
  • 1978 - A Dama do Lotação
  • 1978 - Nos Embalos de Ipanema
  • 1977 - Parada 88, o Limite de Alerta
  • 1975 - O Rei da Noite

Fonte: Wikipédia
#FamososQuePartiram #YaraAmaral

4 comentários:

  1. Yara Amaral era poesia, cor, música, uma atriz inteira, singular, amabilidade e sobriedade, são palavras que melhor identificavam essa atriz incomum. Teve sua carreira interrompida por um acidente babaca, causado por pura imprudência e descaso com a vida humana. Fica conosco, a profunda, eterna e dolorida saudade. Luciano Lyra - BRasília - DF

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  2. Lembro-me que na época do seu passamento fazia a novela Fera Radical. Era a memóravel vilã da trama global. (Núbia - SSA-BA)

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  3. Yara Amaral deu um verdadeiro show de interpretaçao em Fera Radical, não perdia um capítulo, soh pra ve-la atuando...rs! Quanta saudade! Faz uma falta imensa pras artes, pro nosso Teatro brasileiro....nossa TV...enfim, a família, com certeza lamenta e sofre ateh hoje sua ausencia......saudade eterna! Maria de Jesus - Brasília-DF

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