Hélio Ary

HÉLIO ARY SILVEIRA
(80 anos)
Ator

☼ Santana do Livramento, RS (05/03/1930)
┼ Santana do Livramento, RS (04/01/2011)

Hélio Ary Silveira foi um ator de cinema e televisão brasileiro, nascido em Santana do Livramento, RS, no doa 05/03/1930.

Hélio Ary Silveira viveu até os 18 anos em Santana do Livramento, cidade gaúcha onde nasceu. Filho de um pecuarista, estudou piano, integrou um coral e cantou em casamentos.

Após mudar-se para o Rio de Janeiro, começou sua formação como ator de teatro infantil. Iria depois para a televisão, tendo trabalhado na TV Tupi, na TV Globo e na TV Manchete. O ator estudou teatro na Escola de Formação em Artes Cênicas, fundada em 1955 pela atriz Dulcina de Moraes, responsável pela profissionalização de várias gerações de artistas.

O ator estreou nos palcos em "Maroquinhas Fru-Fru", em 1961. No cinema em "Nudista à Força" em 1966 e na televisão sua primeira novela foi "Fogo Sobre Terra", em 1974.

No teatro, dentre outras peças, atuou em "O Mal-Entendido" (1961), "Hamlet" (1967), "Raimunda, Raimunda" (1972), "Golpe Sujo" (1975), "Capital Estrangeiro" (1994) e "Desgraças de Uma Criança" (1998).

Hélio Ary trabalhou também nas novelas "O Casarão" (1976), "Duas Vidas" (1976), "O Astro" (1977) e "Pai Herói" (1979), todas na TV Globo. Na TV Manchete fez "74.5, Uma Onda No Ar" (1994) e "Carmem" (1987).

Participou também do humorístico "Viva o Gordo", de Jô Soares e fez as minisséries "Desejo" (1990) e "Os Maias" (2001). Também atuou no programa "Você Decide" em três episódios: "Faça a Coisa Certa" (1993), "Uma Mina de Ouro" (1999) e "Profissão: Viúva" (1999).

No cinema, fez "Dona Flor e Seus Dois Maridos" (1976), "Amor Bandido" (1979), "Brás Cubas" (1985) e "O Escorpião Escarlate" (1990).

Bem-humorado, costumava dizer que "cada trabalho é uma diversão".

Hélio Ary sofria do Mal de Alzheimer e morando sozinho no Rio de Janeiro, decidiu voltar a Santana do Livramento, RS, onde tinha família.

Hélio Ary faleceu em casa, em decorrência de uma insuficiência cardiorrespiratória, sem deixar filhos.

Carreira

Novela

  • 1976 - O Casarão
  • 1976 - Duas Vidas
  • 1977 - O Astro
  • 1979 - Pai Herói
  • 1987 - Carmem
  • 1994 - 74.5 - Uma Onda no Ar

Minissérie

  • 1990 - Desejo
  • 2001 - Os Maias

Cinema

  • 1966 - Nudista à Força
  • 1968 - O Homem Nu
  • 1968 - O Homem Que Comprou o Mundo
  • 1969 - As Duas Faces da Moeda
  • 1973 - O Capote
  • 1976 - Dona Flor e Seus Dois Maridos
  • 1978 - O Gigante da América
  • 1979 - Amor Bandido
  • 1995 - Carlota Joaquina
  • 1999 - Mauá - O Imperador e o Rei

Premiação

  • Prêmio Mambembe de Teatro


Fonte: Wikipédia

Pedrinho Mattar

PEDRO MATTAR
(70 anos)
Pianista

* São Paulo, SP (20/08/1936)
+ Santos, SP (07/02/2007)

Sua família o chamava de Pedrinho por ser o caçula de dez irmãos. Filho de libaneses, começou com o estudo de piano muito cedo, na escola de Magdalena Tagliaferro. Frequentava com seu pai o Restaurante Trianon, casa de chá da avenida Paulista, onde se tocava piano ao vivo. Começou os seus estudos em piano clássico somente em 1962. Tocava em inferninhos (escondido do pai) com o conjunto Os anjos do Inferno, tendo como componente João Gilberto.

Em 1953 já acompanhava os festivais de música realizados na União Cultural Brasil-Estados Unidos, onde estudava. Em 1959 viajou a Las Vegas, acompanhando a cantora Leny Eversong, que, apesar de brasileira, só cantava em inglês. Em 1960 acompanhou o cantor Agostinho dos Santos em turnês pela Argentina e Uruguai.

Presença marcante na música brasileira, frequentava junto com outros músicos o João Sebastião Bar do jornalista Paulo Cotrin, no bairro da Consolação, uma usina de nomes que eram ou seriam destaque no mundo da música, como: Chico Buarque, Elis Regina, Maysa, Claudette Soares, César Camargo Mariano, Taiguara, Marisa Gata Mansa etc.

Viajou por diversas vezes com a cantora Claudette Soares, no eixo Rio-São Paulo. Em 1962 tocou para a cantora Maysa em Portugal e na Espanha. Foi responsável pela produção musical do Programa Bibi Ferreira na televisão. Excursionou pelo Brasil, acompanhado de Luís Carlos Miele e Sandra Bréa - 1976 - Caso Water-Closed e Dzi Croquettes.

Na superboate paulistana Gallery (1982), que reunia boêmios e fãs da boa música, de quem se dizia que poderiam gastar mais de dois salários mínimos numa noite, a imagem do Pedrinho Mattar era a do pianista de smoking, impecável na execução de um repertório internacional.

Era apresentador e solista do programa de televisão Pianíssimo - da Rede Vida, desde 1990.

Uma das canções que mais gostava de tocar era "As Time Goes By do filme Casablanca, música tema da abertura do seu programa Pianíssimo.

Uma de suas irmãs - Mercedes Mattar - pianista é responsável pela organização do Concurso Internacional de Piano, em São Paulo.

Um de seus irmãos, João Augusto Mattar Filho, foi um médico de destaque na área de Terapia Intensiva no Brasil, fundando a AMIB - Associação de Medicina Intensiva Brasileira e a SOPATI - Sociedade Paulista de Terapia Intensiva, do qual foi o primeiro presidente.

O flautista e saxofonista Derico e o pianista Sérgio Sciotti (que com Derico forma o Duo Sciotti) são seus sobrinhos. O pianista Paulo Mattar é também seu sobrinho.

Morte

Pedrinho Mattar morreu aos 70 anos em Santos, SP, no dia 07/02/2007, vítima de infarto fulminante. O corpo foi levado para a capital paulista e enterrado no Cemitério do Araçá. Na época ele apresentava o programa "Pianíssimo" da Rede Vida de Televisão.

Curiosidades

* Pedrinho Mattar e seu pai freqüentavam a confeitaria e Restaurante Trianon, no Belvedere Trianon, local que, no passado, havia sido ponto de encontro de Mário de Andrade e seus amigos modernistas e onde fica atualmente o Museu de Arte de São Paulo - MASP.

* Apresentou-se na Casa Branca para o presidente Jimmy Carter e esposa.

* Fez uma apresentação para o povo, na escadaria externa do Teatro Municipal de São Paulo.

* Em 1993, Pedrinho Mattar morava no edifício Baronesa de Arary, na avenida Paulista esquina com a rua Peixoto Gomide, que tinha sido condenado pelo Corpo de Bombeiros de São Paulo por falta de segurança e de manutenção da rede elétrica. Pedrinho Mattar, para resgatar seu instrumento, mandou derrubar a parede da sala de visitas que dava para a av. Paulista, descendo o piano com cordas e roldanas. A operação parou, literalmente, a avenida. Mudou-se, então para sua casa no Embaré, Santos.

* Pedrinho Mattar desenvolveu relacionamento aberto com músicos de vertentes bastante populates da cultura Brasileira. Gravações recentemente divulgadas apresentaram o pianista interpretando músicas de mestres como Gonzagão, Gonzaga e Gonzaguinha bem como sucessos mais atuais da MPB (É o Tchan, Banda Cheiro de Amor, Carlinhos Brown, dentre outros artistas). Quebra-se assim o mito da erudicidade como principal vertente dos expoentes pianistas Brasileiros contemporâneos. Músicos que dizem-se fãs de Mattar afirmam que as sonoridades e técnicas peculiares do pianista já davam indícios de uma profunda apreciação e estudo das técnicas musicas da MPB.

* Pedrinho Mattar foi contratado para criação e execução de centenas de trilhas sonoras para comerciais televisivos de grandes empresas. Curiosamente, destacam-se produções para comerciais de empresas da área de softwares de gestão integrada (ERP, CRM, BI, etc) - principalmente grandes coporações multinacionais do setor.

* Pedrinho Mattar mantinha, em seu último apartamento, equipamentos para astronomia amadora. Embora não tenha se dedicado profissionalmente ao estudo dos astros e do espaço, costumava fazê-lo por hobby nos últimos 10 anos. Especula-se que a paixão por este hobby tenha sido parte das influências musicais e mudanças em estilo de composição percebidas no final de sua carreira.

* Grupos de aficcionados, que se comunicam através de redes sociais, têm desenvolvido teorias alternativas sobre Pedrinho Mattar. Enquanto alguns o apontam como o principal músico brasileiro e/ou latino americano contemporâneo, outros questionam inclusive as circunstâncias de seus últimos anos de vida. Há alegações de que Mattar teria optado por isolar-se da mídia e da sociedade em seus dois últimos anos de vida e carreira, com o objetivo de criar uma obra prima final. De acordo com esta teoria, esta obra seria revelada apenas 20 anos após seu falecimento, conforme instruções do pianista dadas a seus empresários e descendentes. Funcionários de uma empresa de manutencão de pianos que prestava serviços ao pianista afirmam que a nova e misteriosa obra seria "de sonoridades jamais ouvidas nas criações de nenhum outro pianista". Dividida em quatro longos atos, a obra retrata o cenário social e político do Brasil de forma crítica e é encerrada com a representação musical de uma experiência mística de "contato com o criador", no último ato, chamado de "O Portal".

* Em 2009, no programa televisivo "Márcia Goldschmidt", uma jovem apresentou-se como meia-irmâ-gêmea de Pedrinho Mattar. Questionada sobre as razões que a levavam a fazer tal afirmação (virtualmente impossível), Kátia Maria Paeson-Mattar (como se identificou) afirmou ter tido contato com o pianista em duas situações especiais: Uma no passado, quando Mattar a visitou através de uma viagem no tempo, e outra no futuro em que, mesmo após a morte de Mattar, Katia havia tido contato espiritual com o músico. Embora a entrevistado tenha caído em descrédito ao transmitir tais informações, os herdeiros do pianista agora associam-se a grupos de cunho mediúnico em busca de explanações para estes eventos.

Fonte: Wikipédia

Eliseu Resende

ELISEU RESENDE
(81 anos)
Político

* Oliveira, MG (07/02/1929)
+ São Paulo, SP (02/01/2011)

Graduado em Engenharia civil pela Universidade Federal de Minas Gerais, da qual se tornou professor, com mestrado e doutorado pela Universidade de Nova Iorque, recebendo o prêmio de melhor aluno, trabalhou em pesquisas para a Marinha dos Estados Unidos, fundou o centro de Engenharia nuclear e o Instituto de Pesquisas Radioativas da Universidade Católica de Minas Gerais, e o Centro Tecnológico da Universidade Newton Paiva.

Dirigiu o Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais e o DNER em seguida, para então ser escolhido ministro dos Transportes no governo João Figueiredo, de 15 de março de 1979 a 11 de maio de 1982.

Filiado ao PDS, candidatou-se a governador de Minas Gerais em 1982, sendo derrotado em disputa acirrada para Tancredo Neves. Após isso retornaria ao cenário político nacional quando ocupou por pouco mais de dois meses, de 1 de março a 19 de maio de 1993 o cargo de ministro da Fazenda durante o governo de Itamar Franco.

Em 1994 elegeu-se deputado federal por Minas Gerais pela primeira vez, reelegendo-se por duas vezes seguidas.

Em 2006 foi eleito senador por Minas Gerais, vencendo Newton Cardoso e demais candidatos, com 60% do votos.

Faleceu devido a um tumor no intestino.

Fonte: Wikipédia

Waldyr de Oliveira

WALDYR DE OLIVEIRA
(85 anos)
Dublador

* São Paulo, SP (28/12/1925)
+ Rio de Janeiro, RJ (03/01/2011)

Foi um dos grandes nomes da dublagem brasileira. Veterano da área, deu sua voz a diversos personagens.

Era responsável pela dublagem de personagens clássicos das animações de Hanna Barbera como o Senhor Spacely em "Os Jetsons" e o Senhor Pedregulho em "Os Flintstones".

Waldir foi casado com Nícia Soares, também dubladora brasileira e já falecida, com quem teve duas filhas.

Waldir foi o primeiro tradutor e diretor do desenho Os Flintstones, inclusive, criando expressões que tornaram-se a marca registrada da serie no Brasil.

Na AIC São Paulo, foi a voz de vários atores: John Derek (em O Principe dos Piratas), Paul Henreid em vários de seus filmes de capa e espada dentre os quais: O Cosario Lafitte, A Princesa de Damasco e Corsarios de Tripoli, estes dois com a atriz Patricia Medina (dublada em ambos por Márcia Real).

No final dos anos 70, após o falecimento de sua esposa, a dubladora Nicia Soares, Waldir vai para o Rio de Janeiro e passa a dublar em diversos estúdios, nesta época dubla Glen Ford em Superman – O Filme, na primeira dublagem feita na Herbert Richers.

Nos anos 80, volta para São Paulo e retorna a dublar, sendo a voz oficial de Anthony Hopkins em vários trabalhos, dentre eles a mini-serie Pedro e Paulo.

Outros personagens marcantes de sua carreira foram Hunt Stockwell em "Esquadrão Classe A", o narrador de "A Pedra dos Sonhos", o vovô Lou Pickles em "Rugrats: Os Anjinhos" e "Rugrats Crescidos", Archie Grossman em "CHiPs", Prof. Sharp em "Os 6 Biônicos", Zé Jacaré em "Pica-pau" e o Vilão Ming de "Os Defensores da Terra".

Foi o apresentador e locutor do estudio Marshmellow por muitos anos.

Recentemente o ator fazia apenas as vozes de papéis pequenos como o Mexilhãozinho de "Bob Esponja" e pontas em personagens menores de "Futurama" e "As Aventuras de Jackie Chan".

Waldyr morreu em decorrência de complicações de uma pneumonia aos 85 anos de idade.

Fonte: Wikipédia e CineTVNews Virtual

Dubladores: Older Cazarré (Plic), Gastão Renné (Ploc) e Magno Marino (Chuvisco). Participa deste episódio o dublador Waldyr de Oliveira dublando o cão Rocky.


Dubladores: Older Cazarré (Plic), Gastão Renné (Ploc) e Magno Marino (Chuvisco). Participa deste episódio o dublador Waldyr de Oliveira dublando o outro gato.

Agostinho dos Santos

AGOSTINHO DOS SANTOS
(41 anos)
Cantor e Compositor

* São Paulo, SP (25/04/1932)
+ Paris (12/07/1973)

Foi crooner de orquestra, trabalhou nas rádios América e Nacional. Em 1955 foi para o Rio de Janeiro cantar com Ângela Maria e Sílvia Teles na Rádio Mairynk Veiga e gravou, no ano seguinte, o LP "Uma Voz e Seus Sucessos", com músicas de Tom Jobim e Dolores Duran.

Foi intérprete no filme "Orfeu do Carnaval", de Marcel Camus, com trilha sonora de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, que lhe rendeu dois grandes sucessos: "Manhã de Carnaval" (L. Bonfá/ Moraes) e "A Felicidade" (Jobim/ Moraes).

Nos anos 50 e 60 ganhou prêmios e atuou como compositor, além de cantor. Participou do Festival de Bossa Nova no Carnegie Hall, em Nova York (1962) com o conjunto de Oscar Castro Neves. Teve uma rápida passagem pelo Rock'n' Roll nos anos 50, gravando "Até Logo, Jacaré", versão de Julio Nagib para "See You Later, Alligator", de Bill Halley & His Comets.

Excursionou pela Europa.

Faleceu, em 1973, em trágico desastre aéreo nas imediações do Aeroporto de Orly em Paris, no Boing 707 da VARIG, vôo RG-820, Rio-Paris onde morreram 122 pessoas.

Fonte: Wikipédia e Projeto VIP