Ipojucan

IPOJUCAN LINS DE ARAÚJO
(52 anos)
Jogador de Futebol

* Maceió, AL (03/06/1926)
+ São Paulo, SP (19/06/1978)

Apesar de ter sido um dos jogadores mais altos do seu tempo, com 1,90m, Ipojucan era um meia habilidoso e criativo, comparado por muitos a um malabarista com a bola. Seus dribles de efeito, passes de calcanhar e lançamentos inteligentes eram sensacionais e, graças as suas jogadas surpreendentes, Ademir marcou dezenas de gols. Além disso, Ipojucan também sabia fazer gols. Arredio, detestava treinar e era psicologicamente frágil. Durante o intervalo da final do campeonato estadual de 1950, não queria voltar a campo alegando sentir-se mal, mas foi forçado debaixo de safanões do técnico Flavio Costa. Mesmo alheio a partida, caído pela ponta direita, deu um magnífico passe para Ademir marcar o gol do título. Depois de participar da conquista de vários títulos pelo Vasco, e de integrar a Seleção Brasileira, foi para a Portuguesa de Desportos.

Na infância jogava no Canto do Rio, um clube de Niterói-RJ, com 11 anos foi treinar no Club de Regatas Vasco da Gama, onde ficou durante 20 anos. Marcou 225 gols em 413 partidas pela equipe principal do Vasco tornando-se o quinto maior artilheiro da equipe Vascaína. Em 1954 transferiu-se para a Portuguesa de Desportos-SP.

Foi convocado para jogar pela Seleção Brasileira por 8 vezes.

Morreu de complicações renais.

Fonte: Wikipédia e www.netvasco.com.br

Lícia Magna

ALCINA MIRANDA TETEMBERG
(98 anos)
Atriz

* São Domingos de Caratinga, MG (22/02/1909)
+ Rio de Janeiro, RJ (03/07/2007)

Alcina Miranda Tetemberg, mais conhecida pelo nome artístico de Licia Magna, veio para o Rio de Janeiro com 5 anos de idade com o avô. Ela sempre disse ser mais carioca do que mineira.

Foi radioatriz das rádios Cruzeiro do Sul, Roquete Pinto, Mayrink Veiga, Nacional e Globo.

Conduziu o primeiro programa no Rio: "Histórias da Tia Lícia", na TV Tupi.

Estreou na TV Rio e TV Excelsior, em 1965.

Por meio de testes, ingressou na Rede Globo e participou de novelas, shows, humorísticos, casos especiais, casos verdade e programas diversos, como o "Você Decide", destacando o teleteatro "A Morte do Caixeiro Viajante".

Trabalhou em inúmeras novelas, tais como "Véu de Noiva", "Verão Vermelho", "O Homem que deve Morrer", "Selva de Pedra", "Carinhoso", "Fogo Sobre Terra", "Bravo", "O Feijão e O Sonho", "Maria Maria", "Pai Herói", "Água Viva", "Coração Alado", "As Três Marias", "Jogo da Vida", "Sétimo Sentido", "Roque Santeiro", "Fera Radical", "A Próxima Vítima", "Kubanacan" e "A Diarista".

No cinema, Lícia atuou em produções prestigiadas como O Assalto ao Trem Pagador, Copacabana Me Engana, Dona Flor e Seus Dois Maridos e O Beijo no Asfalto.

Era uma das mais antigas funcionárias da TV Globo.

Licia Magna faleceu aos 98 anos. Ela estava internada no Hospital Copa D´Or, em Copacabana, na Zona Sul do Rio, e teve Falência Cardíaca.

Fonte: Dramaturgia Brasileira - In Memoriam

Tavares da Gaita

JOSÉ TAVARES DA SILVA
(84 anos)
Compositor, Percussionista, Gaitista e Desenhista

* Taquaritinga do Norte, PE (10/03/1925)
+ Caruaru, PE (08/04/2009)

Quando criança já participava de bandas de forró, tocando triângulo, reco-reco e ganzá. Trabalhou como alfaiate, sapateiro e marceneiro, mas teve contato com instrumentos musicais desde criança. Viveu a infância em sua cidade natal, fixando-se em Caruaru a partir de 1957.

Ficou conhecido como Tavares da Gaita na década de 1970, quando encontrou um "realejo" (realejo, na Região Nordeste do Brasil significa uma gaita feita de folha-de-flandres) numa gaveta. Tornou-se um virtuose do instrumento, inventando uma maneira de tocar gaita invertida de modo que ela soasse como um acordeão. Trabalhou numa companhia de teatro mambembe e criou vários instrumentos para a função. Continuou fabricando seus instrumentos e vendendo-os inclusive para o exterior.

O músico morreu devido a uma Falência Múltipla dos Órgãos. Tavares da Gaita estava em coma na UTI do Hospital Municipal Casa de Saúde Bom Jesus, depois de haver dado entrada no Hospital Regional do Agreste por causa de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico.

Fonte: Wikipédia e JC OnLine


Rubens Gerchman

RUBENS GERCHMAN
(66 anos)
Artista Plástico

* Rio de Janeiro, RJ (10/01/1942)
+ São Paulo, SP (29/01/2008)

Foi um artista plástico brasileiro, ligado a tendências vanguardistas como a pop art e influenciado pela arte concreta e neoconcreta. O artista usou ícones de futebol, televisão e política em suas obras.

Carreira

Entre 1957 e 1958, estudou desenho no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, em aulas noturnas. Nos oito anos seguintes trabalhou como programador visual em revistas e editoras do Rio. Em 1960, matricula-se na antiga Escola Nacional de Belas Artes, onde estudou xilogravura com Adir Botelho, mas abandona o curso no ano seguinte.

Em 1965, participa da Bienal de São Paulo e da Mostra Opinião-65, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Da mostra, que adota uma perspectiva estética da pop art americana e do novo realismo europeu, participaram, além de Gerchman, Hélio Oiticica, Vergara, Ivan Serpa, Flávio Império, Roberto Magalhães, entre outros.

Prêmios

Foi premiado no Salão Nacional de Arte Moderna (1967) com uma viagem aos Estados Unidos, permanecendo em Nova York, entre 1968 e 1972, realizando várias exposições. Também participou, com uma série de "casas-roupas", do Fashion Show Poetry Event, mostra idealizada por um grupo de jovens poetas americanos e que contou com a participação de Andy Warhol, do irlandês Les Levine (1935) e Robert Plate.

Trabalhos

Segundo Ruy Castro, Gerchman trabalhou na revista de fotonovelas, e sua serigrafia A Bela Lindonéia, A Gioconda do Subúrbio, alusiva a uma leitora de fotonovelas que faleceu aos dezoito anos sem encontrar um amor, teria sido a inspiração para Caetano Veloso escrever uma das principais canções do Movimento Tropicalista - Lindonéia.

Décadas de 1960 e 1970

Em 1967, o artista organiza na galeria G-4, no Rio de Janeiro, a primeira exposição individual de Hélio Oiticica. Participa também da mostra Nova Objetividade Brasileira com Aluísio Carvão, Hélio Oiticica, Glauco Rodrigues, Ivan Serpa, Flávio Império, Roberto Magalhães, Ferreira Gullar, Geraldo de Barros, Sérgio Ferro e outros.

De 1968 a 1972, Rubens Gerchman vive nos Estados Unidos, sendo co-fundador do Museu Latino-americano do Imaginário. Retorna ao Brasil e se estabelece em São Paulo, entre 1973 e 1975.

Foi co-fundador e diretor da revista de vanguarda Malas-artes (1975-1976), publicação voltada para a arte de vanguarda, sobretudo para a arte conceitual, dirigida por Mário Aratanha. O conselho editorial é integrado por Gerchman, Vergara, Waltércio Caldas, Cildo Meireles e Carlos Zílio, entre outros. Também a partir de 1975, até 1978, será diretor do Instituto de Belas Artes que transformará em Escola de Artes Visuais do Parque Lage (INEART).

Entre 1979 e 1980, com uma bolsa da The John Simon Guggenheim Memorial Foundation e premiado na Bienal Ibero-Americana, trabalhou nos Estados Unidos e no México, onde deu aulas na Universidade Nacional. Expôs no Rio de Janeiro (1980) a série Registro policial.

Décadas de 1980 e 1990

Em 1981, participa da mostra Do Moderno ao Contemporâneo - Coleção Gilberto Chateubriand, no MAM do Rio de Janeiro, ao lado de Roberto Magalhães, Di Cavalcanti, Guignard, Tarsila do Amaral, Goeldi, Djanira, Antonio Bandeira, Lygia Clark, Amilcar de Castro, Milton Dacosta, Anna Bella Geiger e Frans Krajcberg.

Fez uma nova viagem ao exterior em 1982, a convite do Deutsche Akademischer Austauschdienst Künstler Program, permanecendo cerca de um ano em Berlim como artista residente. Em 1989, expôs em São Paulo a série Beijos. Durante a exposição, também lançou o livro Rubens Gerchman, sobre seus trinta anos de pintura.

Apaixonado por carnaval, o bloco carnavalesco "Simpatia é quase Amor", de Ipanema, estampou nas suas camisetas uma das imagens dos beijos de Gerchman. Modernista e ativista, alguns críticos chegam classificá-lo como popular ou popularesco.

Desenvolveu uma intensa carreira, participando de inúmeros eventos no Brasil,Argentina, México, Estados Unidos, Canadá, Portugal, Inglaterra, França, Bélgica, Alemanha, Japão e outros.

Morte

Faleceu em 29 de janeiro de 2008, em decorrência de um câncer no pulmão, no Hospital Albert Einstein, em São Paulo.

Fonte: Wikipédia e g1.globo.com

Maria Sílvia

MARIA SÍLVIA CORRÊA MOREIRA
(65 anos)
Atriz

* São Paulo, SP (16/02/1944)
+ Rio de Janeiro, RJ (26/07/2009)

A atriz Maria Silvia Corrêa Moreira, mais conhecida apenas por Maria Silvia, era um dos melhores exemplos de atriz essencialmente de cinema e que só veio para a TV depois de ser consagrada e premiada na telona.

Maria Silvia começou a carreira artística no fim da década de 60, no teatro. Em 1973, ela estreou no cinema, em "Joanna Francesa", sob a direção de Cacá Diegues. Mas, a consagração na Sétima Arte veio em sua segunda produção, "Perdida" (1976), do mineiro Carlos Alberto Prates Correia. No filme, Maria Silvia é Estela, moça simples que se prostitui. A partir daí, a atriz virou musa do cineasta, atuando em todos os seus filmes, como "Cabaret Mineiro", "Noites do Sertão" e "Minas-Texas".

Com extensa filmografia, a atriz atuou em mais 28 filmes, de diretores renomados, como Ruy Guerra, Paulo César Saraceni, Arnaldo Jabor e Walter Lima Jr. O último foi "Desejo" (2005), de Anne Pinheiro Guimarães.

Maria Sílvia estreou na TV no fim da década de 70, já consagrada no cinema e no teatro. Sua primeira novela foi "O Astro" (1977), na TV Globo. Trabalhou, depois, na extinta TV Manchete em "Olho por Olho", "Kananga do Japão"; "A História de Ana Raio e Zé Trovão" e "Amazonia".

De volta à Rede Globo, atuou em "Memorial de Maria Moura" (1994), "Torre de Babel" (1998), "Brava Gente" (2000), "Chocolate com Pimenta" (2003), "Alma Gêmea" (2005) e "Páginas da Vida" (2006), antes de se mudar para Record onde fez "Chamas da Vida" e "Vidas Opostas".

Cinema

1973 - Joanna Francesa
1976 - Perdida
1976 - A Queda
1976 - Gordos e Magros
1976 - Assuntina das Amérikas
1977 - FilhoAnchieta José do Brasil
1977 - Este Rio Muito Louco
1978 - Tudo Bem
1979 - Amor e Traição
1980 - Cabaret Mineiro
1981 - Eu Te Amo
1982 - Luz del Fuego
1983 - Janete
1983 - O Mágico e o Delegado
1984 - Noites do Sertão
1984 - Águia na Cabeça
1984 - Patriamada
1986 - A Ópera do Malandro
1987 - Ele O Boto
1989 - Minas-Texas
1995 - Sombras de Julho
1996 - Como Nascem os Anjos
1998 - Amor & Companhia
2001 - Uma Vida em Segredo
2005 - Desejo

Em 2007, a atriz participou da novela "Vidas Opostas" e, em 2008, das novelas "Chamas da Vida" e "Caminhos do Coração", ambas da Rede Record.

A atriz Maria Sílvia morreu, aos 65 anos, no dia 26 de julho de 2009. No início do ano, a paulistana descobriu um câncer no pulmão, mas perdeu a batalha contra a doença. O velório e o enterro aconteceram no dia seguinte, no Cemitério São João Batista, em Botafogo.

Fonte: Dramaturgia Brasileira - In Memoriam

Olavo Setúbal

OLAVO EGYDIO DE SOUSA ARANHA SETÚBAL
(85 anos)
Engenheiro, Industrial, Banqueiro e Político

* São Paulo, SP (15/04/1923)
+ São Paulo, SP (27/08/2008)

Foi prefeito da capital paulista, indicado pelo governador Paulo Egydio Martins. Filho do advogado, político, poeta e escritor Paulo Setúbal e de Francisca Egydio de Sousa Aranha, sendo descendente da viscondessa de Campinas, Maria Luzia de Sousa Aranha.

Formado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, começou sua carreira empresarial ao fundar a Deca, uma indústria especializada em louças sanitárias. Depois foi responsável pelo crescimento e expansão do Banco Itaú, do qual era um dos maiores acionistas e presidente do conselho, além de presidente executivo da holding do grupo, a Itaúsa.

Entre 1975 e 1979, indicado pelo governador Paulo Egydio Martins, ocupou a prefeitura da cidade de São Paulo, ocasião na qual concluiu inúmeras obras, entre elas a abertura das avenidas Sumaré e Juscelino Kubitschek e a reforma da Praça da Sé, dando-lhe o atual formato. Buscou requalificar o centro de São Paulo com a implementação dos calçadões no centro velho e centro novo, além da desapropriação e restauração do Edifício Martinelli, onde até hoje estão instaladas algumas Secretarias Municipais. Também criou a EMURB, Empresa Municipal de Urbanização.

Apesar do apoio de Paulo Egydio e da significativa aprovação popular à sua administração, não conseguiu a indicação da ARENA para o governo do Estado em 1978, o que o levou a se desfiliar do partido. Com a reforma pluripartidária de 1980, fundou, ao lado de Tancredo Neves, o Partido Popular, reunindo setores moderados egressos da ARENA e do MDB. O partido, entretanto, teve vida curta, sendo logo incorporado pelo PMDB.

Em 1985, foi um dos principais financiadores da vitoriosa campanha de Jânio Quadros à prefeitura de São Paulo. Filiou-se ao PFL tentando ser indicado pela sigla para a corrida ao governo estadual em 1986, o que o levou até a se descompatibilizar do Ministério das Relações Exteriores. Entretanto, a falta de um acordo político fez com que o partido abdicasse de um nome próprio para a disputa. Com isso, Olavo Setúbal apoiou a candidatura derrotada do empresário Antônio Ermírio de Moraes (PTB).

Entre março de 1985 e fevereiro de 1986, durante o governo Sarney, foi ministro das Relações Exteriores. Havia sido indicado por Tancredo Neves.

Morreu aos 85 anos de Insuficiência Cardíaca. Ele estava internado no Hospital Sírio Libanês. O velório foi realizado no Centro Empresarial Itaúsa – Praça Alfredo Egydio de Souza Aranha, 100 - Jabaquara, das 16 horas de quarta-feira às 10 horas de quinta-feira. O corpo foi cremado em cerimônia privativa para os familiares.

Fonte: Wikipédia e Estadão.com.br

Paschoal

PASCHOAL SILVA CINELLI
(87 anos)
Jogador de Futebol

* Rio de Janeiro, RJ (19/04/1900)
+ Rio de Janeiro, RJ (23/12/1987)

Paschoal Silva Cinelli foi um jogador brasileiro de futebol. Apelidado de "Trem de Luxo" por sua velocidade, o ponta-direita é mais lembrado por ter atuado por 10 anos pelo Club de Regatas Vasco da Gama, sendo considerado o jogador símbolo dos primeiros anos de futebol do clube.

Paschoal foi figura fundamental no primeiro título do Vasco na primeira divisão do futebol carioca em 1923. Sua primeira partida pelo Vasco ocorreu num amistoso contra a Seleção da Marinha e ele marcou o gol da vitória por 1 a 0.

Ele fez parte do elenco que trouxe o Vasco à elite do campeonato carioca com o título da segunda divisão em 1922 e também dos elencos campeões cariocas da primeira divisão em 1923 e 1924.

Durante 10 anos, Paschoal foi titular da ponta direita do time e das seleções carioca e brasileira, deixando o futebol prematuramente por contusão em 1932.

Paschoal pertencia, com orgulho, a uma geração que amava o clube. Pelo resto de sua vida, trabalhou com o mesmo amor pelas sagradas cores do Vasco da Gama, razão maior de sua vida. Com mais de 80 anos, continuava integrado ao Vasco, ensinando garotos que sonhavam um dia representar para o time, o que Paschoal sempre foi, desde que entrou em São Januário pela primeira vez. Paschoal continuou trabalhando no clube até o fim de sua vida.

Paschoal morreu em 23/12/1987, aos 87 anos e ficará lembrado para sempre como um dos jogadores que marcaram história no clube e o ajudaram a se tornar o clube vitorio e cheio de glórias que é hoje em dia.


Títulos

  • 1922 - Campeonato Carioca - Série B
  • 1923 - Campeonato Carioca
  • 1924 - Campeonato Carioca
  • 1929 - Campeonato Carioca

Premiações

  • 1922 - Jogador do Ano: Melhor Jogador do Vasco
  • 1923 - Jogador do Ano: Melhor Jogador do Vasco

Fonte: Wikipédia e Net Vasco

Nildo Parente

NILDO PARENTE
(74 anos)
Ator

* Fortaleza, CE (1936)
+ Rio de Janeiro, RJ (31/01/2011)

Nascido em Fortaleza em 1934, o ator Nildo Parente estreou no cinema, no filme "O Homem que Comprou o Mundo" (1968), de Eduardo Coutinho.

Em seguida, Nildo Parente fez o papel principal de "Azyllo Muito Louco" (1969), de Nelson Pereira dos Santos, com quem voltou a filmar em "Quem é Beta?" (1972), "Tenda dos Milagres" (1977) e "Memórias do Cárcere" (1983).

Tem seu principal período de atuação na década de 70, quando, em papéis de diferentes importâncias e sob a direção de cineastas diversos, fez mais de 20 filmes, como: "Anjos e Demônios" (1970), de Carlos Hugo Christensen, "São Bernardo" (1972), de Leon Hirszman, "Os Condenados" (1973), de Zelito Viana, e "Coronel Delmiro Gouvêa" (1977), de Geraldo Sarno.

Nos anos 1980 e no começo dos 1990, fez mais de dez filmes, entre eles: "Luz del Fuego" (1981), de David Neves, "Rio Babilônia" (1982), de Neville D'Almeida, "O Beijo da Mulher-Aranha" (1984), de Hector Babenco, e "Natal da Portela" (1988), de Paulo Cezar Saraceni.

Na retomada do cinema brasileiro atuou em "Bela Donna" (1998), de Fábio Barreto, "Seja o que Deus Quiser" (2002), de Murilo Salles, e "Inesquecível", de Paulo Sérgio Almeida.

Suas principais montagens teatrais foram “Hoje é Dia de Rock” de Rubens Correia, “Francisco de Assis” de Ciro Barcellos e “Ai Ai Brasil” de Sergio Brito.

Nildo fez parte do elenco do Grande Teatro Tupi, onde encenou aproximadamente 20 peças do programa, de 1958 a 1963.

Na televisão, trabalhou em diversas novelas, como "Água Viva", “América”, “Senhora do Destino” e “Celebridade”. Em 2007, Nildo Parente participou da novela "Paraíso Tropical".

Em 2008, após participar do espetáculo "As Eruditas", Nildo voltou aos palcos, desta vez ao lado de Francisco Cuoco e grande elenco, com a peça "Circuncisão em Nova York". O ator também esteve na TV, em uma participação especial nos últimos capítulos da novela "Amor e Intrigas", na Record.

Ainda em 2008, o ator esteve no curta "Depois de Tudo", uma Co-produção da ONG Cinema Nosso com a Universidade Federal Fluminense (UFF); e pode ser visto também no longa "Meu Nome é Dindi".

Em 2009, Nildo Parente apareceu em uma participação especial na série "A Lei e o Crime", da Record. No mesmo ano, o ator se apresenta no teatro com o espetáculo "Medida por Medida".

O ator, em 2010, esteve no longa metragem "Chico Xavier" dirigido por Daniel Filho.

Nildo Parente faleceu no dia 31 de janeiro de 2011, aos 74 anos de idade, em razão de um AVC. O ator estava interrnado há cerca de um mês no Hospital Silvestre, no Rio de Janeiro. O velório foi realizado no Cemitério São João Batista, em Botafogo, onde o ator será enterrado.

Fonte: Dramaturgia Brasileira - In Memoriam

Waldemar Levy Cardoso

WALDEMAR LEVY CARDOSO
(108 anos)
Militar e Servidor Público

☼ Rio de Janeiro, RJ (04/12/1900)
┼ Rio de Janeiro, RJ (13/05/2009)

Waldemar Levy Cardoso detinha a patente de Marechal do Exército Brasileiro.

Filho de uma judia de origem argelina e de pai descendente de portugueses, Waldemar Levy Cardoso ingressou na vida militar em 1914, no Colégio Militar de Barbacena. Saiu de lá em 1918, aos 17 anos de idade, como Coronel-Aluno, por ter sido o primeiro aluno da turma.

Em 1921 tornou-se Aspirante-a-Oficial da Arma de Artilharia. Sua primeira unidade foi o então 4º Regimento de Artilharia Montado (4º RAM), situado em Itu.

Em 1924 envolveu-se na revolta contra Artur Bernardes, quando foi preso e condenado a dois anos de prisão. Depois de cumprir a pena, o Supremo Tribunal Federal (STF) reviu seu caso e o condenou a mais três anos de detenção. Waldemar Levy Cardoso fugiu da pena e passou alguns anos escondido em Paranaguá, PR, usando nome falso. Anistiado, envolveu-se na Revolução de 30, já como tenente. Foi então promovido a capitão.

Em fevereiro de 1935, matriculou-se na Escola do Estado-Maior, no Rio de Janeiro, concluindo o curso em dezembro de 1937.

Em 1944, como tenente-coronel, seguiu com a Força Expedicionária Brasileira (FEB) para a Itália, para lutar na Segunda Guerra Mundial. Participou da Batalha de Monte Castello ao lado das tropas estadunidenses. Ele seria o co-autor da frase "Senta a Pua!", com o major-brigadeiro Fortunato Câmara de Oliveira, comandante da Esquadrilha Azul. Após a volta da guerra, Waldemar Levy Cardoso permaneceu na ativa do Exército.

Em 1951, foi enviado para a Europa como adido militar às embaixadas do Brasil na França e na Espanha. Retornando ao Brasil em 1953, foi comandar o 2º Regimento de Obuses 105 - Regimento Deodoro em Itu, onde permaneceu até ser promovido a general-de-brigada.

Em 1957, foi nomeado para a chefia do gabinete do ministro da Guerra, general Henrique Teixeira Lott.

Entre 1961 e 1963, foi o comandante da 2ª Divisão de Exército, em São Paulo. Após o Golpe de 1964, assumiu a chefia do Departamento de Provisão Geral (DPG) do Exército.

Passou para a reserva em 1966, com a patente de marechal.

Em abril de 1967, foi nomeado presidente do Conselho Nacional do Petróleo (CNP), cargo que manteve até março de 1969, quando assumiu a presidência da Petrobras. Deixou a presidência em 30/10/1969. Entre 1971 e 1985, foi conselheiro da Petrobras.

No dia 19/01/2008, já com 107 anos, esteve presente à cerimônia comemorativa dos 90 anos do Regimento Deodoro, hoje denominado 2º Grupo de Artilharia de Campanha Leve, unidade que comandou nos anos 50.

Waldemar Levy Cardoso foi durante muitos anos o último brasileiro detentor da patente de marechal.

Waldemar Levy Cardoso faleceu em 13/05/2009 aos 108 anos, no Hospital Central do Exército, vítima de insuficiência respiratória. No saguão principal do Palácio Duque de Caxias (PDC), familiares, autoridades civis e militares estiveram presentes, prestando sua última homenagem.

O sepultamento ocorreu no Cemitério São João Baptista, com todas as honras fúnebres a que fazia jus um Marechal que dedicou toda sua vida à nossa pátria. A guarda da câmara ardente foi composta por Cadetes da Arma de Artilharia da Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), a mesma arma à qual pertenceu o Marechal, e também por soldados do 1º Batalhão de Infantaria Motorizado (Escola) - Regimento Sampaio, trajando uniforme histórico da Força Expedicionária Brasileira (FEB).

Seu corpo foi transladado para o cemitério em uma viatura blindada e, no Monumento Nacional aos Mortos da 2ª Mundial, recebeu uma salva fúnebre de 19 tiros, realizada pelo 31º Grupo de Artilharia de Campanha (Escola). Chegando ao local de sepultamento, foi recebido por uma guarda fúnebre do 1º Batalhão de Guardas - Batalhão do Imperador.

Por ter sido o mais antigo militar combatente da Segunda Guerra, o Marechal Waldemar Levy Cardoso detinha o bastão de comando da Força Expedicionária Brasileira.

Fonte: Wikipédia

Giulite Coutinho

GIULITE COUTINHO
(87 anos)
Dirigente de Futebol

* Visconde do Rio Branco, MG (1922)
+ Rio de Janeiro, RJ (04/04/2009)

Presidente do América Futebol Clube (RJ) e da Confederação Brasileira de Futebol.

Presidiu a entidade máxima do futebol brasileiro durante dois mandatos, entre os anos de 1980 e 1986. Esteve à frente da seleção nacional durante a Copa do Mundo de 1982 e tem como símbolo de sua gestão a construção do centro de treinamentos da Confederação, localizado na Granja Comary (nome pela qual é conhecido o centro), em Teresópolis, no Rio de Janeiro.

Em sua homenagem, o América batizou seu estádio, inaugurado em 2000 e com capacidade para 15 mil torcedores, de Estádio Giulite Coutinho.

Coutinho foi um dos maiores críticos da atual gestão da Confederação Brasileira, e, por várias vezes, defendeu que um mesmo presidente não poderia ficar tanto tempo no cargo. O alvo das críticas é o atual presidente Ricardo Teixeira, eleito pela primeira vez em 1989 para dirigir a entidade.

Fora do esporte, Giulite também foi presidente da Associação Brasileira de Exportadores, por ser um empresário no ramo de móveis. Dono de uma empresa de importação e exportação, conhecia o comércio exterior e foi chefe de uma pioneira missão de empresários brasileiros na China.

Mas sua paixão se chamava América. Assim como seus 16 irmãos, era um torcedor fanático, mesmo antes de sair da cidade de Visconde do Rio Branco e se mudar para o Rio, onde morou desde em 1939. Além de torcedor fanático, foi diretor, vice-presidente e presidente nas décadas de 1950 e 60, além de conselheiro do clube.

Após ser submetido a uma cirurgia na boca, o ex-dirigente sofreu uma hemorragia e acabou sofrendo um Ataque Cardíaco. Ele foi cremado no dia 05/04/2009 em uma cerimônia reservada apenas os seus familiares. Em nota, a diretoria da CBF lamentou a morte.

Fonte: Wikipédia

Walter Bandeira

WALTER BANDEIRA
(67 anos)
Cantor e Ator

* Belém, PA (31/08/1941)
+ Belém, PA (02/06/2009)

Walter Bandeira foi um destacado artista paraense.

Cantor, locutor, pintor, ator e professor, surgiu na cena artística na época da ditadura militar, na década de 60. Começou cantando por volta de 1967/68 numa boate chamada Tic Tac e acompanhou o início da carreira de cantoras do primeiro time da MPB, como Fafá de Belém, Jane Duboc e Leila Pinheiro.

Nos anos 70, cantou na Assembleia Paraense. Foi crooner de Guilherme Coutinho e Álvaro Ribeiro. Fez história na noite paraense com o grupo Gema, no bar Maracaibo, ao lado de Nego Nelson, Kzan Gama e Dadadá. Gravou poucos discos. Não nutria ambições maiores de sair de Belém e ganhar o mundo. O universo de Walter Bandeira era o Pará.

Como cantor, Walter Bandeira ficou conhecido como a grande voz do Pará. Walter fez história nos mercados publicitário e do audiovisual, figurando como um dos mais requisitados e prestigiados locutores paraenses. Nos palcos, sua voz e suas performances sempre atraíram grande público. Como ator, participou de várias espetáculos e filmes. Participou do longa-metragem paraense Lendas Amazônicas (1998), ao lado de Cacá Carvalho e Dira Paes.

Nos últimos anos era professor de voz e dicção da Escola de Arte e Dança da Universidade Federal do Pará.

Faleceu após complicações por um câncer no esôfago. Tinha 67 anos de idade.

Fonte: Wikipédia