Gianfrancesco Guarnieri

GIANFRANCESCO SIGFRIDO BENEDETTO MARTINENGHI DE GUARNIERI
(71 anos)
Ator, Diretor, Dramaturgo e Poeta

* Milão, Itália (06/08/1934)
+ São Paulo, SP (22/07/2006)

Gianfrancesco Guarnieri foi um importante ator, diretor, dramaturgo e poeta ítalo-brasileiro, foi um artista de destaque no Teatro de Arena de São Paulo e sua mais importante obra foi "Eles Não Usam Black-Tie".

Por conta do Fascismo que tomava conta da Itália, seus pais, o maestro Edoardo Guarnieri e a harpista Elsa Martinenghi, decidiram vir para o Brasil em 1936 e se estabeleceram no Rio de Janeiro.

No início dos anos 1950 a família se mudou para São Paulo. Líder estudantil desde a adolescência, Guarnieri começou a fazer teatro amador com Oduvaldo Vianna Filho (Vianinha) e um grupo de estudantes de São Paulo, e em 1955 criaram o Teatro Paulista do Estudante, com orientação de Ruggero Jacobbi. No ano seguinte, o Teatro Paulista do Estudante uniu-se ao Teatro de Arena, fundado e dirigido por José Renato.

Teatro

Sua peça de estreia, como dramaturgo, foi "Eles Não Usam Black-Tie", encenada em 1958 pelo Teatro de Arena. A direção foi de José Renato e o elenco contou com grandes talentos que começavam a despontar no teatro brasileiro, como o próprio Guarnieri (no papel de Tião), com a estreia profissional de Lelia Abramo (Romana), Miriam Mehler (Maria), Flávio Migliaccio (Chiquinho), Eugênio Kusnet (Otávio), Francisco de Assis (Jesuíno), Henrique César (João), Celeste Lima (Teresinha), Riva Nimtz (Dalva) e Milton Gonçalves (Bráulio).

Programada para encerrar o trabalho do grupo, que vivia uma crise financeira, alcançou sucesso imenso, sendo um dos marcos da renovação do teatro brasileiro da época. A peça, o autor e o elenco foram premiados pelo então governador de São Paulo, Jânio Quadros, e o Teatro de Arena foi salvo da crise financeira que há tempos assolava o grupo. Paralelamente, o diretor Roberto Santos dava o pontapé inicial no Cinema Novo com o filme "O Grande Momento", protagonizado por Guarnieri e Miriam Pérsia, um clássico do nosso cinema.

Atento a isso, o diretor Sandro Polloni encomendou uma peça a Guarnieri para ser encenada pela companhia de Maria Della Costa, esposa de Sandro Polloni e de cuja companhia teatral ele era o diretor. Guarnieri saiu do Teatro de Arena por um tempo para poder realizar esse trabalho com Maria Della Costa e em 1959 veio à luz "Gimba, Presidente dos Valentes". Era o primeiro trabalho de Guarnieri em palco italiano e a direção ficou a cargo de Flávio Rangel.

Levava à cena de maneira pioneira a realidade dos morros cariocas, em forma de musical, inspirando-se em parte na sua própria experiência de vida. A encenação foi espetacular e a peça passou os meses seguintes excursionando pela Europa, sendo apresentada no Festival das Nações, na França.


"A Semente" estreou em 1961 no Teatro Brasileiro de Comédia e também contou com a direção de Flávio Rangel. A peça, de cunho abertamente político e inteiramente fora dos padrões do Teatro Brasileiro de Comédia, abordava de forma contundente a militância comunista, criticando tanto os métodos da direita quanto da esquerda. Embora contasse com atores consagrados (como Leonardo Villar, Cleyde Yáconis, Stênio Garcia e Nathália Timberg, além do próprio Guarnieri, entre outros), fosse uma montagem grandiosa e contasse com o aval da crítica, a peça teve problemas homéricos com a censura, o que acabou esfriando o interesse dos frequentadores do então chamado "Templo Burguês do Teatro Paulista" e a peça saiu rapidamente de cartaz. Nesse mesmo ano, ainda no Teatro Brasileiro de Comédia, Guarnieri participou de duas montagens de Flávio Rangel: "Almas Mortas", de Nikolai Gogol e a primeira montagem de "A Escada", de Jorge Andrade.

Em 1962 ele volta para o Teatro de Arena, não só como ator e autor, mas como sócio proprietário. José Renato se alternava entre vários trabalhos no Rio de Janeiro e em São Paulo, e o Teatro de Arena acabou se tornando uma sociedade entre Guarnieri, Augusto Boal, Paulo José, Juca de Oliveira e o cenógrafo Flávio Império. Juntos, eles participaram de várias peças nessa nova fase, como "A Mandrágora", de Nicolau Maquiavel (1962) e "O Melhor Juiz, o Rei" (1963), de Lope de La Vega.

"O Filho do Cão" (1964), primeiro texto de Guarnieri desde "A Semente", tratava da questão do misticismo religioso e da reforma agrária já em um turbulento contexto político, ano do Golpe Militar. A partir desse momento, sua carreira, como a de todos os intelectuais ideologicamente filiados à esquerda, passou por momentos difíceis. Opta então por utilizar uma linguagem metafórica e alegórica que tomaria corpo em montagens como os musicais "Arena Conta Zumbi", tendo como destaque a música "Upa Neguinho" com parceria de Edu Lobo e "Arena Conta Tiradentes", feitos em parceria com Augusto Boal.


Na década seguinte daria prosseguimento a esse estilo em peças como "Castro Alves Pede Passagem" (1971) e principalmente "Um Grito Parado No Ar" (1973) - que encenava as dificuldades da classe artística naquele período - e "Ponto de Partida" (1976) - onde utilizava uma vila da Idade Média como pano de fundo para focalizar a repressão a partir da morte do jornalista Vladimir Herzog -, pontos capitais do teatro brasileiro nos anos 70.

Na década de 80, sua carreira como autor de teatro se tornaria cada vez mais esparsa, lançando poucos textos. Em 1988 escreveu "Pegando Fogo Lá Fora". Em 1995 viria "A Canastra de Macário", que é o momento em que sua saúde lhe dá o primeiro susto, com um Aneurisma na Aorta. Em 1998 escreve com o filho Cláudio a peça "Anjo Na Contramão" e sua última peça foi "A Luta Secreta de Maria da Encarnação", realizada em 2001.

Subiu num palco pela última vez no dia 15 de agosto de 2005, no mesmo Teatro Maria Della Costa onde 46 anos antes apresentara a peça "Gimba". Fez o papel de Marcelo Belluomo na gravação da peça "Você Tem Medo do Ridículo, Clark Gable?", de Analy Alvarez, com direção de Roberto Lage, para o programa "Senta Que Lá Vem Comédia" da TV Cultura. O programa contou com a participação das atrizes Arlete Montenegro, Sônia Guedes, André Latorre, Neuza Velasco e o ator Luiz Serra, e foi ao ar no dia 24 de setembro do mesmo ano.

Escreveu, em 1960, o libreto da ópera "Um Homem Só", de Camargo Guarnieri.

Foi parceiro musical de compositores como Adoniran Barbosa, Carlos Lyra, Edu Lobo, Toquinho e Sérgio Ricardo.

Televisão

A partir do final dos anos 50, passou a conciliar sua bem-sucedida atividade no teatro com uma presença cada vez maior na televisão e no cinema. Virou, assim, um dos nossos melhores e mais populares atores. Na TV, atuou em novelas como "A Muralha" (1968) e "Mulheres de Areia" (1973), ambas de Ivani Ribeiro, "Éramos Seis" (1977), "Jogo da Vida" (1981), "Cambalacho" (1986), "Rainha da Sucata" (1990) e "A Próxima Vítima" (1995), todas de Sílvio de Abreu, "Sol de Verão" (1982), de Manoel Carlos, "Vereda Tropical" (1984), de Carlos Lombardi, "Mandala" (1987), de Dias Gomes e "Que Rei Sou Eu?" (1989), de Cassiano Gabus Mendes, além de minisséries como "Anos Rebeldes" (1992), de Gilberto Braga e "Incidente em Antares" (1994), de Nelson Nadotti e Charles Peixoto, baseada no livro homônimo de Érico Veríssimo. O público mais jovem provavelmente o reconhece pelo papel do carinhoso e divertido avô Orlando Silva da série juvenil "Mundo da Lua" (1991), escrita por Flávio de Souza.

Cinema

No cinema, além de protagonizar "O Grande Momento", também participou de filmes como "O Jogo da Vida" (1976), de Maurice Capovilla, "Gaijin - Os Caminhos da Liberdade" (1980), de Tizuka Yamasaki, "Eles Não Usam Black-Tie" (1981), de Leon Hirszman (versão para sua peça em que dessa vez interpretou o pai sindicalista), filme que ganhou o Prêmio Especial do Júri no Festival de Veneza, "A Próxima Vítima" (1983), de João Batista de Andrade, "Beijo 2348/72" (1990), de Walter Rogério e "O Quatrilho" (1995), de Fábio Barreto. Seu último filme foi "Contos de Lygia" (1998), em que contracenou com Nathália Thimberg sob direção de Del Rangel.

Família

Guarnieri casou-se pela primeira vez em 1956 com a jornalista Cecília Thompson, com quem teve dois filhos, Paulo Guarnieri e Flávio Guarnieri, ambos atores. Com sua companheira dos últimos 40 anos Vanya Sant'Anna, teve mais três filhos, Cláudio, Mariana (que também seguiram carreira teatral) e Fernando Henrique.

Política

Foi Secretário da Cultura da cidade de São Paulo entre 1984 e 1986, durante o governo de Mário Covas. Nessa oportunidade procurou valorizar as ações comunitárias.


Morte

No dia 02/06/2006 gravava no Teatro Oficina a telenovela "Belíssima", da Rede Globo, em que interpretava o personagem Pepe, e sentiu-se mal, tendo sido internado no Hospital Sírio Libanês, onde veio a falecer de Insuficiência Renal Crônica, cinquenta dias depois, no dia 22 de julho. Foi enterrado no Cemitério Jardim da Serra em cerimônia particular na cidade de Mairiporã onde morava.

Fonte: Wikipédia

Raul Cortez

RAUL CRISTIANO MACHADO PINHEIRO DE AMORIM CORTEZ
(73 anos)
Ator

* São Paulo, SP (28/08/1932)
+ São Paulo, SP (18/07/2006)

Pai da também atriz Lígia Cortez, fruto do seu casamento com a atriz Célia Helena, e de Maria, essa com Tânia Caldas. O ator teve duas netas, filhas de Lígia: Vitória e Clara.

Descendente de espanhóis, Raul Cortez era o mais velho de seis irmãos: Rui Celso, Lúcia, Pedro, Regina e Jô Cortez.

Tem um impressionante currículo que inclui 66 peças teatrais, 20 telenovelas, seis minisséries, 28 filmes e vários prêmios, entre eles cinco Prêmios Molière - a mais importante premiação do teatro brasileiro.


Atuação Nos Palcos

Ia ser advogado, mas aos 22 anos decidiu trocar os tribunais pelo palco. A estreia foi em 1955 e no ano seguinte já fez o primeiro papel no cinema, em "O Pão Que o Diabo Amassou". Em 1969 encarnou um travesti na peça "Os Monstros" e em 1970 fez o primeiro nu do teatro brasileiro em "O Balcão", de Jean Genet.

Na década seguinte recebeu vários prêmios, mas a consagração veio da mão da peça "Rasga Coração" (1979), no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo. Última escrita pelo mestre Oduvaldo Vianna Filho, na qual contracenou com Lucélia Santos, interpretando o amargurado funcionário público e ex-militante comunista Maguary Pistolão. A cena final, escrita por Vianinha, foi marcante: o funcionário público aparece nú amarrado por cordas nos pés e dependurado no ponto mais alto do palco.


Televisão

A estreia de Raul Cortez na Rede Globo foi em 1980, com a novela de Gilberto Braga, "Água-Viva", na qual interpretou o cirurgião plástico Miguel Fragonard. Com este trabalho alcançou notoriedade e reconhecimento do público, tornando-se uma estrela da televisão.

Para isso também contribuíram papéis em "Baila Comigo" (1981), de Manoel Carlos, um amigo de 40 anos, que chegou a convidá-lo para participar de "Páginas da Vida" e "Partido Alto" (1984), primeira novela de Aguinaldo Silva, que o consagrou em "Senhora do Destino" como o elegante Pedro Correia de Andrade e Couto, o "Barão de Bonsucesso".

Os mega-vilões Virgílio, de "Mulheres de Areia" (1993), e Jeremias Berdinazzi, de "O Rei do Gado" (1996), aumentaram a fama internacional, particularmente na Rússia, onde ambas as novelas atingiram enorme audiência. "Terra Nostra", a trama mais vendida da Rede Globo, o levou aos cinco continentes com outro italiano: Francesco Magliano.

Em 2005, foi preciso suspender a participação em "Senhora do Destino", devido ao avanço da doença que causaria sua morte. Mas tudo parecia relativamente resolvido, pois ainda retornaria às telas interpretando Antônio Carlos, na minissérie "JK", a biografia do ex-presidente Juscelino Kubitschek.

É considerado um dos maiores atores brasileiros de todos os tempos.

Apesar de ser descendente de espanhóis, foram marcantes os personagens italianos em telenovelas como "O Rei do Gado", "Terra Nostra" e "Esperança".

Política

Ao lado de Regina Duarte, Raul Cortez apoiou José Serra nas eleições presidenciais de 2002.


Doença e Morte

Em dezembro de 2004, Raul Cortez foi operado para a remoção de um tumor na região do pâncreas e do intestino delgado, seguindo-se um tratamento quimioterápico. Em 30 de junho de 2006, foi novamente internado. Morreu às vésperas de completar cinquenta anos de carreira, em decorrência do agravamento de um Câncer no Pâncreas, no dia 18 de julho.

Fonte: Wikipédia

João Paulo

JOSÉ HENRIQUE DOS REIS
(37 anos)
Cantor

* Brotas, SP (28/07/1960)
+ São Paulo, SP (12/09/1997)

José Henrique dos Reis, mais conhecido como João Paulo, da dupla João Paulo & Daniel, foi um cantor brasileiro.

João Paulo era filho de Henrique Neri dos Reis e Faraildes dos Reis, teve uma infância humilde e chegou a trabalhar como pedreiro e carpinteiro. Em 1980, junto com Daniel (José Daniel Camillo) começaram a carreira na cidade de Brotas, interior de São Paulo, em busca do sucesso em um segmento que ainda sofria muitos preconceitos. Separadamente, eles já possuíam alguma experiência: João Paulo formava com o irmão Francisco a dupla Neri & Nerinho, e Daniel tocava e cantava em rodas de viola e festivais desde os 5 anos.

João Paulo & Daniel
O curioso da história da dupla é que os dois eram rivais nas apresentações que faziam em circos, praças e festivais. João Paulo cuidava do gado nas fazendas do pai de Daniel enquanto cantava com o irmão. Mas essa dupla não foi muito longe. Logo João Paulo e Daniel estavam cantando juntos, com o objetivo de gravar um disco, o que aconteceu com ajuda de amigos pela gravadora Continental Chanceler. Estava pronto "Amor Sempre Amor", lançado em 1985.

A partir daí, a dupla começou uma busca intensa e incessante pelo sucesso, divulgando o trabalho nas rádios e nas cidades do interior paulista. Porém o mercado fonográfico nacional só começou mesmo a aceitar a dupla, que sofreu inclusive o preconceito racial, em 1992.

Em 1996, com o lançamento de "João Paulo & Daniel Vol. 7", a dupla finalmente se consagrou. O CD trazia a canção romântica "Estou Apaixonado", versão para "Estoy Enamordo", de Donato e Estefano, que estourou nas rádios e na TV, como tema da novela global "Explode Coração". Outra canção da dupla entrou na trilha da novela "O Rei do Gado", a toada caipira "Pirilume".

O Acidente

Em 12 de setembro de 1997, João Paulo, voltava para à casa após um show realizado em São Caetano do Sul, ansioso para ver a esposa e a filha que moravam em Brotas, interior de São Paulo, em seu carro de placa CJP-0008 que viajava pela Rodovia dos Bandeirantes. Em certo ponto da rodovia, seu carro capotou por várias vezes, o cantor ficou preso às ferragens e não conseguiu sair do veículo que explodiu logo em seguida. Assim era o fim da dupla que tanto encantou o Brasil e que estava no auge da carreira.

O acidente ocorreu no quilômetro 40,5 da Rodovia dos Bandeirantes, pouco depois do primeiro pedágio no sentido norte da rodovia e perto das cidades de Franco da Rocha, Caieiras e Cajamar.

O enterro foi realizado em sua cidade natal, Brotas, e milhares de pessoas participaram, as duplas sertanejas como Chitãozinho & Xororó, Leandro & Leonardo e Zezé di Camargo & Luciano estiveram lá para despedida.

No mesmo ano, o show "Amigos" produziu uma bandeira com uma pintura do cantor, feito em homenagem à ele, com Daniel cantando duas canções: "Canção Da América" com Chitãozinho & Xororó, Leandro & Leonardo e Zezé Di Camargo & Luciano, e "Te Amo Cada Vez Mais" com Leandro, Chitãozinho e Luciano.

Após a morte de João Paulo, o sucesso não parou e Daniel continuou com carreira solo.

Fonte: Wikipédia

Fábio Junqueira

FÁBIO JUNQUEIRA
(52 anos)
Ator e Diretor

* São Paulo, SP (30/03/1956)
+ Rio de Janeiro, RJ (20/11/2008)

O ator fez importantes trabalhos na televisão, atuando nas emissoras TV Globo, TV Record e TV Manchete. Na TV Globo, fez "Mulheres Apaixonadas", "O Quinto dos Infernos", "O Clone", "Chiquinha Gonzaga", "Torre de Babel", "Salomé" e "As Noivas de Copacabana", entre outras. Na extinta TV Manchete fez "Marquesa de Santos", como o personagem João Pinto.

No cinema, seu último trabalho foi o filme "Separações" (2002), de  Domingos de Oliveira. Atuou ainda em "Jorge, um Brasileiro" (1988), "Nunca Fomos Tão Felizes", "Bar Esperança", "O Bom Burguês", entre outros.

O último trabalho de Fábio Junqueira na TV como ator foi como o Drº Paulo na novela "A Escrava Isaura", versão da TV Record. Desde então, ele atuava como diretor na área de teledramaturgia do canal, nos Estúdios RecNov, em Vargem Grande.

Morte

Fábio Junqueira morreu na quinta-feira, 20/11/2008, à noite na Casa de Saúde São José, no Humaitá, Zona Sul do Rio de Janeiro. Fábio Junqueira lutava contra um câncer no cérebro e estava internado no hospital desde julho, quando deu entrada na UTI com um edema cerebral, informou o centro médico.

O corpo do ator foi velado no Cemitério São João Batista, em Botafogo. O enterro aconteceu no mesmo local, na sexta-feira, 21/11/2008.

Fábio Junqueira era pai do também ator Caio Junqueira.


Televisão

Como Ator:

  • 2004 - A Escrava Isaura ... Paulo (Rede Record)
  • 2003 - Mulheres Apaixonadas ... Marcondes
  • 2002 - O Quinto dos Infernos ... Avelar
  • 2001 - O Clone ... Chuvas
  • 2000 - Você Decide
  • 1999 - Chiquinha Gonzaga ... João Batista
  • 1998 - Torre de Babel ... Edgar
  • 1996 - Quem é Você? ... Paulo
  • 1995 - Malhação ... Márcio
  • 1995 - História de Amor ... Fabrício
  • 1993 - Olho no Olho ... Ramos
  • 1993 - Sex Appeal ... Bruno
  • 1993 - Você Decide
  • 1992 - As Noivas de Copacabana ... Raul
  • 1991 - Salomé ... De Paula
  • 1990 - Riacho Doce ... Padre
  • 1990 - Fronteiras do Desconhecido
  • 1989 - Pacto de Sangue ... Carlos Albuquerque
  • 1988 - Vale Tudo ... Fred
  • 1984 - Marquesa de Santos ... João Pinto (Rede Manchete)
  • 1982 - O Homem Proibido
  • 1981 - Terras do Sem-fim ... Sérgio Moura
  • 1981 - Ciranda de Pedra ... Pedro
  • 1980 - Marina ... José

Como Diretor:


  • 2007 - Luz do Sol
  • 2006 - Cidadão Brasileiro
  • 2005 - Essas Mulheres
  • 2004 - A Escrava Isaura
  • 2001 - Roda da Vida
  • 1998 - Corpo Dourado
  • 1996 - Anjo de Mim


Cinema

  • 2002 - Separações ... Diogo
  • 1996 - O Judeu ... Luis Barbuda
  • 1992 - Kickboxer 3: The Art Of War ... Brumado
  • 1988 - Jorge, um Brasileiro ... Fábio
  • 1984 - Nunca Fomos Tão Felizes ... Policial
  • 1983 - Bar Esperança
  • 1979 - O Bom Burguês


Lauro Corona

LAURO DEL CORONA
(32 anos)
Ator

☼ Rio de Janeiro, RJ (06/07/1957)
┼ Rio de Janeiro, RJ (20/07/1989)

Lauro Corona foi um ator brasileiro nascido no Rio de Janeiro em 06/07/1957. Nascido na classe média carioca, começou a trabalhar aos 16 anos como vendedor na butique da mãe. Um ano depois, partiu para a carreira de modelo e fez os primeiros filmes publicitários: propaganda para a Coca-Cola e o Bob's, e chamou a atenção do diretor Marcos de Sá.

Ao atuar na peça infantil "Simbad, o Marujo", no Rio de Janeiro, foi descoberto pelos diretores e atores Ziembinski e Paulo José, que o convidaram para participar do especial de televisão "Ciranda, Cirandinha" (1978).

A partir daí, participou de diversas telenovelas e filmes, tendo se destacado, inicialmente, em "Dancin' Days" (1978), de Gilberto Braga, em que era par da personagem de Lídia Brondi. Foi também presença de destaque em "Marina" (1980), "Baila Comigo" (1981), "Elas Por Elas" (1982), "Louco Amor" (1983), "Corpo a Corpo" (1984) e "Direito de Amar" (1987).

Lauro Corona (1982)
Estreou no cinema em "O Sonho Não Acabou" (1982) e dois anos depois fez "Bete Balanço" (1984), como par romântico da personagem de Débora Bloch, filme com música tema da banda Barão Vermelho cantada por Cazuza.

Também alcançou algum sucesso como cantor e apresentador do programa "Globo de Ouro", nos anos 80. Algumas das músicas são "Não Vivo Sem Meu Rock", "O Céu Por Um Beijo" e "Tem Que Provar".

A última telenovela em que atuou foi "Vida Nova" (1988), no papel de um imigrante português que namorava uma judia brasileira, interpretada por Deborah Evelyn.

Foi uma das primeiras personalidades brasileiras a morrer de complicações decorrentes do vírus da AIDS. O personagem na telenovela "Vida Nova" teve um final apressado, com uma viagem para Israel, por causa da doença do ator. A última cena mostrava um carro preto partindo numa noite chuvosa, ao som de um poema de Fernando Pessoa, declamado em off pelo próprio ator.

Lauro Corona(1981)
O atestado de óbito do ator apontou como causas da morte complicações como infecção respiratória, septicemia, infecção oportunista, miocardite, insuficiência renal aguda e hemorragia digestiva alta. Em nenhum momento foi citada a palavra AIDS, o que reforçou um comportamento adotado pelo jovem galã de telenovelas da TV Globo e os familiares nos últimos meses de vida: o de negar veementemente a doença.

Lauro Corona não comentava com os amigos que era portador do vírus e nem aceitava a condição - tratava os sintomas das doenças oportunistas com homeopatia.

Os boatos de que estaria com AIDS surgiram em janeiro de 1989, quando o ator pediu afastamento da telenovela "Vida Nova", na qual era protagonista, alegando estafa. Voltou dois meses depois, muitos quilos mais magro e com uma visível queda de cabelo. Logo em seguida mudou-se para a casa dos pais, isolando-se até mesmo dos amigos. Quando o estado de saúde piorou, foi internado, mas os pais proibiram o hospital de dar qualquer informação à imprensa sobre o estado de saúde do filho.

Lauro Corona morreu depois de nove dias internado e foi enterrado no Cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro.

Lauro Corona e Glória Pires
Carreira

Televisão

  • 1988 - Vida Nova ... Manuel Victor
  • 1987 - Direito de Amar ... Adriano Monserrat
  • 1984 - Corpo a Corpo ... Rafael
  • 1984 - Vereda Tropical ... Victor
  • 1983 - Louco Amor ... Lipe
  • 1982 - Elas por Elas ... Gil
  • 1981 - Baila Comigo ... Caê
  • 1980 - Marina ... Marcelo
  • 1979 - Os Gigantes ... Polaco
  • 1978 - Dancin' Days ... Beto
  • 1986 - Memórias de um Gigolô ... Mariano
  • 1986 - O Sequestro de Lauro Corona ... Ele Mesmo
  • 1977 - Ciranda Cirandinha
Entretenimento e Musicais

  • 1986/1987 - Globo de Ouro ... Apresentador
  • 1983 - Cometa Loucura ... Apresentador
  • 1984 - Vídeo Show ... Apresentador

Cinema

  • 1984 - Bete Balanço ... Rodrigo
  • 1982 - O Sonho Não Acabou ... Ricardo


Fonte: Wikipédia

Fernando Torres

FERNANDO MONTEIRO TORRES
(80 anos)
Ator

* Guaçuí, ES (14/11/1927)
+ Rio de Janeiro, RJ (04/09/2008)

Fernando Torres formou-se médico pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Entrou para o teatro em 1949 no espetáculo "A Dama da Madrugada". Foi no teatro, fazendo o espetáculo "Alegres Canções nas Montanhas" que ele conheceu a atriz Fernanda Montenegro com quem se casaria em 1952 e se tornaria pai da também atriz Fernanda Torres e do cineasta Cláudio Torres.

Como diretor, Fernando Torres estrearia em 1958 com a montagem de "Quartos Separados", no Teatro Brasileiro de Comédia, local onde também estreou como ator grandes sucessos dessa época. Um ano depois ele fundaria sua própria companhia, o Teatro dos Sete, juntamente com Fernanda Montenegro, Sérgio Britto, Ítalo Rossi e Gianni Ratto.

Fernando Torres e Fernanda Montenegro
O reconhecimento como diretor de teatro viria em 1961, ao ser premiado como diretor revelação por sua montagem de "O Beijo no Asfalto", de Nelson Rodrigues. Com o fim do Teatro dos Sete ele investiu na direção e montou espetáculos como "A Mulher de Todos Nós", "O Homem do Princípio ao Fim", "A Volta ao Lar" e "O Inimigo do Povo".

Como ator, Fernando Torres brilhou nos palcos, nas montagens de "Interrogatório", "A Longa Noite de Cristal" e "Seria Cômico... Se Não Fosse Sério" na década de 70. Foi premiado como melhor diretor com o Prêmio Governador do Estado da Guanabara por "O Amante de Madame Vidal" e como melhor ator por "Seria Cômico... Se Não Fosse Sério" com o Prêmio da Crítica Teatral da Cidade de São Paulo.


Na década de 70, acompanhando a mulher, começou a trabalhar com mais frequência na TV e no cinema. Na TV estreou em 1971 na novela "Minha Doce Namorada" mas deixou sua marca de grande ator em sucessos como "Baila Comigo", "Amor Com Amor Se Paga", "Terras do Sem Fim", "Louco Amor", "Zazá" e "Laços de Família", todos na TV Globo.

No cinema o ator teve grandes momentos em "Engraçadinha Depois dos Trinta", "Os Inconfidentes", "O Descarte", "Tudo Bem", "Inocência", "O Beijo da Mulher Aranha", "Veja Esta Canção", "A Ostra e o Vento" e "Redentor", este último dirigido pelo filho.

Com sérios problemas de saúde e preso a uma cadeira de rodas nos últimos meses, Fernando Torres morreu em sua casa, no bairro de Ipanema, vítima de um Enfisema Pulmonar. Seu corpo foi cremado em uma cerimonia simples e reservada apenas para a família e os amigos mais chegados.

Fonte: Dramaturgia Brasileira - In Memoriam

Carlos Augusto Strazzer

CARLOS AUGUSTO STRAZZER
(46 anos)
Ator

☼ São Paulo, SP (04/08/1946)
┼ Petrópolis, RJ (19/02/1993)

Carlos Augusto Strazzer participou de diversas peças teatrais, entre elas "Cemitério de Automóveis" (Fernando Arrabal), "O Balcão" (Jean Genet), dirigidos por Victor Garcia e produzidos por Ruth Escobar, "A Moratória" (Jorge Andrade), o musical "Evita", um dos maiores sucessos da cena carioca dos anos 80, e "As Ligações Perigosas" (Choderlos de Laclos) outro êxito do final daquela década.

Ficou mais conhecido por sua participação na televisão, em muitas telenovelas e algumas minisséries na TV Globo, TV Tupi, TV Manchete, TV Bandeirantes e TV Record.

Era conhecido por interpretar vilões ou personagens misteriosos e místicos, aos quais impregnava de elegância e ambiguidade. Em "O Direito de Nascer" (1978), interpretou Alberto Limonta já adulto e cantou a música "Acalanto Para Dolores", o tema da personagem Mamãe Dolores (Cléa Simões).

Fez alguns filmes, como "Gaijin - Os Caminhos da Liberdade" (1980) de Tizuka Yamasaki, "Eles Não Usam Black-Tie" (1981) de Leon Hirszman, "Com Licença, Eu Vou à Luta" (1986) de Lui Farias e "O Mistério do Colégio Brasil" (1988) de José Frazão, além de participações especiais na produção internacional "Moon Over Parador" (1987) dirigido por Paul Mazursky e no documentário "Interprete Mais, Ganhe Mais", dirigido por Andrea Tonacci, que trata do cotidiano do grupo teatral de Ruth Escobar e que ficou embargado na justiça por vinte anos.

Carlos Augusto Strazzer faleceu vítima de complicações respiratórias em decorrência da AIDS em 19/02/1993, aos 46 anos, entre elas um câncer.

O ator, bissexual assumido, conviveu com a doença durante mais de 10 anos, embora só a houvesse descoberto quatro anos antes de sua morte e assumido-a apenas em 1992, sendo uma das primeiras celebridades a assumir que convivia com o vírus. Descobriu após concluir as gravações da novela "Que Rei Sou Eu?", onde deu vida ao pérfido conselheiro Crespy Aubriet.

Seu último trabalho foi na minissérie "O Sorriso do Lagarto" em 1991, como o Detetive Peçanha.

Um de seus filhos, Fábio Strazzer, atualmente faz parte da equipe de diretores da TV Globo.

Televisão

  • 1991 - O Sorriso do Lagarto ... Peçanha
  • 1989 - O Cometa ... Habib
  • 1989 - Que Rei Sou Eu? ... Crespy Aubriet
  • 1987 - Mandala ... Argemiro
  • 1986 - Mania de Querer ... Ângelo
  • 1984 - Livre para Voar ... Danilo
  • 1983 - Champagne ... Ronaldo
  • 1983 - Moinhos de Vento ... Leandro
  • 1981 - Jogo da Vida ... Adriano Sales
  • 1980 - Coração Alado ... Piero Camerino
  • 1978 - O Direito de Nascer ... Alberto Limonta (Albertinho)
  • 1977 - O Profeta ... Daniel do Prado
  • 1977 - Éramos Seis ... Carlos
  • 1976 - O Julgamento ... Narrador
  • 1975 - Ovelha Negra ... Alberto
  • 1972 - Vitória Bonelli ... Walter
  • 1971 - Os Deuses Estão Mortos ... Gabriel
  • 1970 - As Pupilas do Senhor Reitor ... Manuel do Alpendre


Cinema

  • 1980 - Gaijin - Os Caminhos da Liberdade
  • 1981 - Eles Não Usam Black-Tie
  • 1986 - Com Licença, Eu Vou à Luta
  • 1987 - Moon Over Parador
  • 1988 - O Mistério do Colégio Brasil
  • Interprete Mais, Ganhe Mais (Documentário)


Fonte: Wikipédia

Zélia Gattai

ZÉLIA GATTAI AMADO
(91 anos)
Memorialista, Romancista, Fotografa e Escritora

☼ São Paulo, SP (02/07/1916)
┼ Salvador, BA (17/05/2008)

Zélia Gattai foi uma escritora, fotógrafa e memorialista, como ela mesma preferia denominar-se, tendo também sido expoente da militância política nacional durante quase toda a sua longa vida, da qual partilhou cinquenta e seis anos casada com o também escritor Jorge Amado, até a morte deste.

Filha dos imigrantes italianos Ernesto Gattai e Angelina Gataii, era a caçula de cinco irmãos. Nasceu e morou durante toda a infância na Alameda Santos, no bairro Paraíso, em São Paulo.

Zélia participava, com a família, do movimento político-operário anarquista que tinha lugar entre os imigrantes italianos, espanhóis, portugueses, no início do século XX. Aos vinte anos, casou-se com Aldo Veiga. Deste casamento, que durou oito anos, teve um filho, Luís Carlos, nascido na cidade de São Paulo, em 1942.

Zélia Gattai e Jorge Amado
A Vida Com Jorge Amado

Leitora entusiasta de Jorge Amado, Zélia Gattai o conheceu em 1945, quando trabalharam juntos no movimento pela anistia dos presos políticos. A união do casal deu-se poucos meses depois. A partir de então, Zélia Gattai trabalhou ao lado do marido, passando a limpo, à máquina, seus originais e o auxiliando no processo de revisão.

Em 1946, com a eleição de Jorge Amado para a Câmara Federal, o casal mudou-se para o Rio de Janeiro, onde nasceu o filho João Jorge, em 1947. Um ano depois, com o Partido Comunista declarado ilegal, Jorge Amado perdeu o mandato, e a família teve que se exilar.

Viveram em Paris por três anos, período em que Zélia Gattai fez os cursos de civilização francesa, fonética e língua francesa na Sorbonne.

De 1950 a 1952, a família viveu na Tchecoslovaquia, onde nasceu a filha Paloma. Foi neste tempo de exílio que Zélia Gattai começou a fazer fotografias, tornando-se responsável pelo registro, em imagens, de cada um dos momentos importantes da vida do escritor baiano.

Em 1963, mudou-se com a família para a casa do Rio Vermelho, em Salvador, Bahia, onde tinha um laboratório e se dedicava à fotografia, tendo lançado a fotobiografia de Jorge Amado intitulada "Reportagem Incompleta".

A Escritora

Aos 63 anos de idade, começou a escrever suas memórias. O livro de estreia, "Anarquistas, Graças a Deus", ao completar vinte anos da primeira edição, já contava mais de duzentos mil exemplares vendidos no Brasil.

Sua obra é composta de nove livros de memórias, três livros infantis, uma fotobiografia e um romance. Alguns de seus livros foram traduzidos para o francês, o italiano, o espanhol, o alemão e o russo.

"Anarquistas, Graças a Deus" foi adaptado para minissérie pela TV Globo e "Um Chapéu Para Viagem" foi adaptado para o teatro.

Viúva de Jorge Amado, Zélia Gattai morreu aos 91 anos na tarde do dia 17/05/2008. A memorialista, romancista e fotógrafa foi vítima de uma parada cardiorrespiratória. Ela estava internada em Salvador desde o dia 30/03/2008 com problemas renais, provocados por uma infecção urinária.

Zélia Gattai e Jorge Amado
Obras

  • 1979 - Anarquistas Graças a Deus (Memórias)
  • 1982 - Um Chapéu Para Viagem (Memórias)
  • 1983 - Pássaros Noturnos do Abaeté
  • 1984 - Senhora Dona do Baile (Memórias)
  • 1987 - Reportagem Incompleta (Memórias)
  • 1988 - Jardim de Inverno (Memórias)
  • 1989 - Pipistrelo das Mil Cores (Literatura Infantil)
  • 1991 - O Segredo da Rua 18 (Literatura Infantil)
  • 1992 - Chão de Meninos (Memórias)
  • 1995 - Crônica de Uma Namorada (Romance)
  • 1999 - A Casa do Rio Vermelho (Memórias)
  • 2000 - Cittá di Roma (Memórias)
  • 2000 - Jonas e a Sereia (Literatura Infantil)
  • 2001 - Códigos de Família
  • 2002 - Um Baiano Romântico e Sensual
  • 2004 - Memorial do Amor
  • 2006 - Vacina de Sapo e Outras Lembranças

Fonte: Wikipédia

Louzadinha

OSWALDO LOUZADA
(95 anos)
Ator

* Rio de Janeiro, RJ (12/04/1912)
+ Rio de Janeiro, RJ (22/02/2008)

Oswaldo Louzada passou a infância no centro da cidade entre escaladas ao Morro de Santo Antônio e jogos de bola de meia na Praça Tiradentes.

Morou com a família em anexo das instalações do Teatro Recreio, onde seu pai, o engenheiro-eletricista Guilherme (Cadete), era iluminador. Cedo, entrou em contato com o repertório de peças e operetas. Sua primeira incursão no palco dá-se no vaudeville "Meia-Noite e Trinta", no Teatro São José. Mas deve seu aprendizado no ofício a Eugênia Álvaro Moreyra e a Álvaro Moreyra, criadores do Teatro de Brinquedo.

Pensou em seguir a profissão paterna, e matriculou-se em curso de iluminação – uma idéia que não foi adiante.

Mudou-se para São Paulo em 1944 onde, sob direção de Oduvaldo Viana, fez parte do elenco de rádio-teatro da Rádio Panamericana. Na ocasião era o noivo de Alair Nazarett, também atriz contratada para o mesmo elenco. Em verdade, porém, Oswaldo Louzada era mais ator de cinema. Nesse mesmo ano de 1944 fez os filmes, "Gente Honesta" (1944) e "É Proibido Sonhar" (1944).

Oswaldo Louzada e Carmem Silva
De volta ao Rio de Janeiro, participou de "Uma Luz na Estrada" (1948), "Inconfidência Mineira" (1948), "É Proibido Beijar" (1954), "Mãos Sangrentas" (1955), "Leonora dos Sete Mares" (1955), "Rio Fantasia" (1957), "Rico Ri à Toa" (1957), "Mulher de Fogo" (1959), "Esse Rio Que Eu Amo" (1962), "O Assalto ao Trem Pagador" (1962), "Gimba, Presidente dos Valentes" (1963), "Viagem Aos Seios de Duília" (1964) "Procura-se Uma Rosa" (1964),  "Crônica da Cidade Amada" (1964), "Lampião, o Rei do Cangaço" (1965) e "Uma Garota em Maus Lençóis" (1970).

Em 1971, Oswaldo Louzada voltou seus olhos para a televisão e fez "Bandeira 2" na TV Globo. Percebeu que a aceitação do público era maior do que o cinema e resolveu intercalar uma coisa e outra.

Fez o filme "Guerra Conjugal" (1976) e novamente telenovelas. O papel em "Mulheres Apaixonadas" (2003) foi a sua consagração, e Oswaldo Louzada foi considerado uma revelação como vovô, parceiro da grande atriz Carmem Silva.

Sua última participação na televisão foi em um episódio do programa humorístico "Sob Nova Direção", em 2004.

Louzadinha era um dos mais velhos atores em atividade do país, com 95 anos, quando veio a falecer vítima de falência múltipla dos órgãos decorrente de uma pneumonia, na madrugada de 22/02/2008.

Telenovelas e Minisséries


  • 2005 - Sob Nova Direção (Episódio: Sexo , Mentiras e DVD) ... Estevão
  • 2004 - Hábito Duvidoso ... Bispo Abelardo
  • 2003 - Zorra Total
  • 2003 - Mulheres Apaixonadas ... Leopoldo de Sousa Duarte
  • 2002 - O Quinto dos Infernos ... Alencastro
  • 2000 - Uga Uga ... Moretti
  • 1995 - Cara e Coroa
  • 1995 - Engraçadinha: Seus Amores e Seus Pecados
  • 1991 - Vamp ... Padre Euzébio
  • 1990 - Desejo ... Erico Coelho
  • 1989 - Pacto de Sangue ... General Tóti
  • 1988 - O Primo Basílio ... Cunha Rosado
  • 1986 - Hipertensão ... Padre Vicente
  • 1985 - O Tempo e o Vento ... Florêncio (Velho)
  • 1983 - Champagne ... Aristides
  • 1982 - Final Feliz ... Olegário
  • 1981 - Brilhante ... Leonel
  • 1979 - Cabocla ... Felício
  • 1978 - Pecado Rasgado ... Bilu
  • 1977 - Locomotivas ... Chico Rico
  • 1976 - Estúpido Cupido ... Guimarães
  • 1975 - Escalada ... Galbino
  • 1971 - Bandeira 2 ... Lupa Papa-Defunto
  • 1959 - Grande Teatro Tupi


Filmes


  • 1996 - A Casa de Açúcar
  • 1976 - Guerra Conjugal ... João Corno
  • 1973 - João da Silva
  • 1972 - História de Subúrbio
  • 1970 - Uma Garota em Maus Lençóis
  • 1965 - Lampião, O Rei do Cangaço
  • 1964 - Procura-se Uma Rosa
  • 1964 - Viagem Aos Seios de Duília
  • 1964 - Crônica da Cidade Amada
  • 1963 - Gimba, Presidente dos Valentes
  • 1962 - Esse Rio Que Eu Amo
  • 1962 - O Assalto ao Trem Pagador
  • 1959 - Mulher de Fogo
  • 1957 - Rio Fantasia
  • 1957 - Rico Ri à Toa
  • 1955 - Leonora dos Sete Mares
  • 1955 - Mãos Sangrentas
  • 1954 - É Proibido Beijar
  • 1948 - Uma Luz na Estrada
  • 1948 - Inconfidência Mineira
  • 1944 - É Proibido Sonhar
  • 1944 - Gente Honesta

Fonte: Wikipédia

Carmem Silva

MARIA AMÁLIA FEIJÓ
(92 anos)
Atriz

☼ Pelotas, RS (05/04/1916)
┼ Porto Alegre, RS (21/04/2008)

Maria Amália Feijó adotou o nome artístico de Carmen Silva, em 1939, quando ingressou na carreira de atriz, na Rádio Cultura de sua cidade.

Em 1955 entrou para a Companhia Dulcina de Moraes e elencou a peça "Vivendo em Pecado", de Terence Rattigan. Com a Companhia Dulcina de Moraes, ainda apareceu em "O Imperador Galante", de Raimundo Magalhães Júnior e "Chuva" de Somerset Maugham.

Em 1957, já na Companhia Maria Della Costa foi para a Europa com os espetáculos "Manequim" (Henrique Pongetti), "O Canto da Cotovia" (Jean Anouilh) e "Rosa Tatuada" (Tennessee Williams).

Em 1961, Carmem Silva passou a integrar o Teatro Brasileiro de Comédia, trabalhando em "A Escada" (Jorge Andrade) e "Yerma" (Garcia Lorca)

Em 1935, entrou para a Cinédia e fez seu primeiro filme, "Estudantes" de Wallace Downey, com Aurora Miranda e Mesquitinha.

Em 1949, participou do último musical dirigido por Adhemar Gonzaga, "Quase no Céu", ao lado de Walter D'Ávila, Renata Fronzi, entre outros.

Na televisão fez sua primeira aparição em 1956, em "Anos de Ternura", na TV Record.

Em 1970, apareceu em "Pigmaleão 70" na TV Globo, ao lado de Tônha Carrero e Sérgio Cardoso.

Participou de outras novelas importantes da emissora como "Os Ossos do Barão" (1973) e "Locomotivas" (1977). Mas foi em "Mulheres Apaixonadas" (2003), novela de Manoel Carlos, que fez grande sucesso ao lado de Oswaldo Louzada.

Em 2002 reuniu seus textos radiofônicos no livro "Comédias do Coração e Outras Peças Para Rádio e TV". Teve sua história registrada pela jornalista Marilaine Castro da Costa em "Carmen Silva, a Dama dos Cabelos Prateados".

Morte

Carmem Silva era uma das mais idosas atrizes em atividade do país, com 92 anos de idade, quando faleceu às 8h15 do dia 21/04/2008, no Hospital Mãe de Deus, em Porto Alegre, vítima de falência múltipla dos órgãos.

Cinema

  • 2007 - Valsa Para Bruno Stein
  • 2005 - Café da Tarde
  • 2003 - A Festa de Margarette
  • 2002 - Lembra, Meu Velho?
  • 1997 - Até Logo, Mamãe
  • 1990 - O Gato de Botas Extraterrestre
  • 1983 - Idolatrada
  • 1982 - Amor de Perversão
  • 1977 - Contos Eróticos episódio (As Virgens três)
  • 1975 - Guerra Conjugal
  • 1970 - Elas (episódio O Artesanato de Ser Mulher)
  • 1958 - O Grande Momento
  • 1957 - Rebelião em Vila Rica
  • 1955 - Carnaval em Lá Maior
  • 1949 - Quase no Céu
  • 1946 - El Ángel Desnudo

Televisão

  • 2006 - A Diarista (episódios Aquele da Chuva e Marinete Não Chega!)
  • 2003 - Zorra Total
  • 2003 - Mulheres Apaixonadas
  • 1988 - O Primo Basílio
  • 1984 - Meus Filhos, Minha Vida
  • 1983 - Sabor de Mel
  • 1982 - Campeão
  • 1982 - Ninho da Serpente
  • 1981 - Baila Comigo
  • 1981 - Os Adolescentes
  • 1980 - Pé de Vento
  • 1979 - Cara a Cara
  • 1978 - Sinal de Alerta
  • 1977 - Locomotivas
  • 1975 - A Viagem
  • 1974 - Ídolo de Pano
  • 1973 - Os Ossos do Barão
  • 1973 - Vidas Marcadas
  • 1973 - Venha Ver o Sol na Estrada
  • 1973 - Vendaval
  • 1972 - Quero Viver
  • 1972 - Bel-Ami
  • 1972 - Signo da Esperança
  • 1971 - Minha Doce Namorada
  • 1970 - A Próxima Atração
  • 1970 - Pigmalião
  • 1958 - Cela da Morte

Fonte: Wikipédia

Rubens de Falco

RUBENS DE FALCO DA COSTA
(76 anos)
Ator

☼ São Paulo, SP (19/10/1931)
┼ São Paulo, SP (22/02/2008)

No início da carreira, em 1955, participou das atividades dos jograis em São Paulo, ao lado de nomes como Armando Bogus, Rui Afonso, Ítalo Rossi e Felipe Wagner.

De marcantes atuações no teatro, tendo participado, dentre outras peças, da montagem original de "Os Ossos do Barão" (1963), de Jorge Andrade, no Teatro Brasileiro de Comédia, Rubens de Falco foi ter o grande reconhecimento de crítica e público ao começar a atuar na televisão, sendo frequentemente escalado para papéis em telenovelas.

Fez parte do elenco das últimas novelas levadas ao ar pela TV Tupi e TV Manchete: "Drácula, Uma História de Amor" e "Brida", respectivamente.

Leôncio, o senhor algoz da personagem-título de "Escrava Isaura", um dos maiores vilões da teledramaturgia brasileira, é considerado o maior papel de Rubens na TV.


Nesse mesmo veículo, Rubens de Falco protagonizou por duas vezes o papel de imperador - Maximiliano em "A Rainha Louca" (1967), e Francisco José em "A Última Valsa" (1969) -, além de outros personagens de sucesso como o misterioso Agenor em "O Grito" (1975), Samir Hayala em "O Astro" (1978), Roberto Steen, o protagonista masculino de "A Sucessora" (1978), o poderoso Daniel em "Gaivotas" (1979) e o Barão de Araruna na primeira versão da novela "Sinhá Moça" (1986).

Recentemente participou da regravação de "A Escrava Isaura" na Rede Record, desta vez no papel de Comendador Almeida, pai de Leôncio.

Em outubro de 2006, sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Em virtude de problemas decorrentes deste AVC, o ator esteve internado de outubro de 2006 a 22/02/2008, no Centro Integrado de Atendimento ao Idoso (CIAI), em São Paulo, quando faleceu vítima de um ataque cardíaco, decorrente de uma embolia, aos 76 anos de idade.

O velório do ator aconteceu no Cemitério São Paulo, em Pinheiros, e o enterro, no Cemitério da Consolação, marcado inicialmente para as 16h00. Rubens de Falco era solteiro e não tinha filhos.

Fonte: Wikipédia

Luiz Carlos Tourinho

LUIZ CARLOS TOURINHO
(43 anos)
Ator

☼ Niterói, RJ (16/05/1964)
┼ Niterói, RJ (21/01/2008)

Formado pelo Teatro Tablado, Luiz Carlos Tourinho foi principalmente um ator de teatro. Iniciou sua carreira ainda na adolescência, num episódio da série "Caso Verdade", em 1984. Sua primeira aparição de destaque na televisão foi na minissérie "O Cometa", em 1989, na TV Bandeirantes, que protagonizou ao lado de Carlos Augusto Strazzer.

Algum tempo depois, passou a participar com frequência de vários programas humorísticos da TV Globo, como "Escolinha do Professor Raimundo" e "Chico Total". No cinema, tem vários papéis de destaque em filmes de Xuxa Meneghel. Outro destaque foi "For All - O Trampolim da Vitória" (1997), no qual interpretou o faxineiro Sandoval.

Um dos maiores sucessos de sua carreira foi o personagem Edilberto, o desastrado assistente de Uálber Cañedo (Diogo Vilela), em "Suave Veneno" (1999), o qual popularizou o bordão "Abalou Bangu!".

No ano 2000 entrou para o elenco do programa "Sai de Baixo", como o porteiro puxa-saco Ataíde, que ficou até o fim do programa, em 2002.

Piu Piu, como era conhecido entre os amigos, destacava-se pela agilidade e expressão corporal, resultado de anos praticando ginástica olímpica. Luiz Carlos Tourinho também atuava como professor de teatro.

Morte

Luiz Carlos Tourinho morreu em 21/01/2008, aos 43 anos, vitimado por um aneurisma cerebral, o qual ele já tratara desde 2005, quando foi internado com o mesmo problema. Foi sepultado no Cemitério Parque das Colinas, em Niterói. Estava atuando na novela "Desejo Proibido" e fazia o papel de Nezinho, personagem que desapareceu, na trama.


Televisão

  • 1984 - A Principal Causa do Divórcio (Caso Verdade)
  • 1989 - O Cometa (Miguel)
  • 1993 - Você Decide (Episódio: Sinuca de Bico)
  • 1995 - Escolinha do Professor Raimundo (Pedro Vaz Caminha)
  • 1996/1997 - Chico Total
  • 1996 - Caça Talentos (Fred)
  • 1998 - Era Uma Vez (Banshee)
  • 1999 - Suave Veneno (Edilberto)
  • 2000/2002 - Sai de Baixo (Ataíde)
  • 2001 - Gente Inocente
  • 2003 - Xuxa no Mundo da Imaginação
  • 2003 - Kubanacan (Jack Everest)
  • 2003/2004 - Sob Nova Direção (Franco)
  • 2005 - Sítio do Picapau Amarelo (Mefisto)
  • 2005/2007 - Sob Nova Direção (Franco)
  • 2007/2008 - Desejo Proibido (Nezinho)

Cinema

  • 1997 - For All - O Trampolim da Vitória (Sandoval)
  • 2001 - Tainá - Uma Aventura na Amazônia (Smith)
  • 2002 - Xuxa e os Duendes 2 (Sant)
  • 2004 - Xuxa e o Tesouro da Cidade Perdida (Curupira)

Fonte: Wikipédia

Dercy Gonçalves

DOLORES GONÇALVES COSTA
(103 anos)

Atriz e Humorista

☼ Santa Maria Madalena, RJ (23/06/1905)
┼ Rio de Janeiro, RJ (19/07/2008)

Originária de família pobre, nasceu no interior do estado do Rio de Janeiro, em 1905, mas foi registrada erroneamente, em 1907. Era filha de um alfaiate e de uma lavadeira. Sua mãe, chamada Margarida, abandonou o lar ao descobrir a infidelidade do marido. Dercy foi bilheteira de cinema, além de apresentar-se teatralmente para hóspedes de hotel em sua cidade natal. Teve que aturar o pai bêbado em casa e sofreu muito com o abandono da mãe, de quem nunca mais teve notícia.

Aos 17 anos, fugiu de casa e se juntou a uma companhia de teatro. Estreou em 1929, em Leopoldina, MG, integrando o elenco da Companhia Maria Castro. Fazendo teatro itinerante, fez dupla com Eugênio Pascoal em 1930, com quem se apresentou por cidades do interior de alguns estados, sob o nome de "Os Pascoalinos".

Especializando-se na comédia e no improviso, participou do auge do Teatro de Revista Brasileiro, nos anos 30 e 40, estrelando algumas delas, como "Rei Momo na Guerra" (1943), de autoria de Freire Júnior e Assis Valente, na companhia do empresário Walter Pinto.

Na década de 60 iniciou sua carreira solo. Suas apresentações, em diversos teatros brasileiros, conquistavam um público cheio de moralismos. Nesses espetáculos, gradativamente introduziu um monólogo, no qual relatava fatos autobiográficos. Paralelamente a estas apresentações, atuou em diversos filmes do gênero chanchada e comédias nacionais.


Na televisão, chegou a ser a atriz mais bem paga da TV Excelsior em 1963, onde também conheceu o executivo José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni. Depois passou para a TV Rio e já na TV Globo, convenceu Boni a trabalhar na emissora, junto de Walter Clark.

De 1966 a 1969 apresentou na TV Globo um programa de auditório de muito sucesso, "Dercy de Verdade" (1966-1969), que acabou saindo do ar com o início da censura no país. No final dos anos 1980, quando a censura permitiu maior liberalismo na programação, Dercy passou a integrar corpos de jurados em programas populares, como em alguns apresentados por Sílvio Santos, e até aparições em telenovelas da TV Globo. No SBT voltou a experimentar um programa próprio que, entretanto, teve curtíssima duração.

Sua carreira foi pautada no individualismo, tendo sofrido, já idosa, um desfalque nas economias por parte de um empresário inescrupuloso, o que a fez retomar a carreira, já octogenária.

Em 1934, teve um romance passageiro com o exportador de café mineiro Ademar Martins, do qual nasceu sua única filha, Dercimar. O nome é uma mistura de Dolores com Ademar. Dercy e Ademar moraram juntos um tempo, ela engravidou, ele registrou a criança e não apareceu mais. Dercy disse uma vez em entrevista que foi enganada por seu primeiro namorado, que a violentou sexualmente em sua adolescência, só que ela nem sabia o que era isso, disse que simplesmente sangrou muito, e não imaginava o que fosse.


Era chamada de Negrinha na infância, por ser neta de negros. Era uma típica moça do interior, ingênua e alegre, que mesmo fugida de casa ainda brincava de bonecas de pano.

"Todas as manhãs, a solidão me deixa deprimida. Moro sozinha, tem três pessoas que se revezam para me acompanhar. Minha filha não mora comigo. Filho não gosta de mãe; é a mãe que gosta do filho. Eles crescem, ganham independência e passam a ter prioridades. Eu me animo no cair da tarde, às 16h mais ou menos. Luto para ter forças para sair. Aí me arrumo, vou pro bingo. Lá, sou muito bem tratada, ganho cartelas e me distraio. À noite, vou a festas, jantares, adoro comer. E volto pra casa, durmo feliz. Assim são meus dias, sem expectativa."
(Dercy, em um desabafo)

Recebeu, em 1985, o Troféu Mambembe, numa categoria criada especificamente para homenageá-la: Melhor Personagem de Teatro.

Em 1991, foi enredo - "Bravíssimo - Dercy Gonçalves, o Retrato de um Povo" - do desfile da Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos do Viradouro, na primeira apresentação da escola no Grupo Especial das escolas de samba do carnaval do Rio de Janeiro. Na ocasião, Dercy causou polêmica ao desfilar, no último carro, com os seios à mostra.

Sua biografia se intitula "Dercy de Cabo a Rabo" (1994), e foi escrita por Maria Adelaide Amaral.

Em 04/09/2006, aos 99 anos, recebeu o título de Cidadã Honorária da Cidade de São Paulo, concedido pela câmara de vereadores desta capital.

Cem Anos

No dia 23/06/2007, Dercy Gonçalves completou cem anos com uma festa na Praça General Brás, no centro do município de Santa Maria Madalena, sua cidade natal, na região serrana do Rio de Janeiro.

Na festa, Dercy comeu bolo, levantou as pernas fazendo graça para os fotógrafos, falou palavrão e saudou o povo, que parou para acompanhar a comemoração. Embora oficialmente tenha completado cem anos, Dercy afirmava que seu pai a registrou com dois anos de atraso, logo teria completado 102 anos de idade.

Foi este também o mês em que Dercy subiu pela última vez num palco: na comédia teatral "Pout-PourRir", espetáculo criado e dirigido pela dupla Afra Gomes e Leandro Goulart, que reúne os melhores comediantes da atualidade e do passado, onde comemorou cem anos de humor, com direito à festa, autógrafos de seu DVD biográfico e um teatro hiper-lotado por um público de fãs, celebridades e jornalistas.

A noite foi inesquecível para quem estava presente, onde Dercy foi entrevistada pelo ator Luis Lobiancoque interpreta no espetáculo uma sátira à Marília Gabriela, ainda deixou para a história duas frases memoráveis. "Marília Tagarela" pergunta à atriz se ela tem medo da morte, e Dercy, sempre de forma irreverente responde: "Não tenho medo da morte, a morte é linda... (ela repensa)... mas a vida também é muito boa!", e no fim, após cortar o bolo com as próprias mãos e atirar nos atores, diretores e plateia, faz o público emocionar-se ainda mais, dizendo: "Eu vou sentir falta de vocês. Mas vocês também vão sentir a minha". Um ano depois viria a falecer um dos maiores mitos da dramaturgia brasileira.

"Eu fiz 94, mas me digo que estou com 95 para me energizar e chegar lá. Escrevam o que eu digo: eu só vou morrer quando eu quiser! Não programo morte, eu programo vida!"
(Ao Completar 94 anos)

"A morte é linda... mas a vida também é muito boa!"
(Em cena pela última vez no espetáculo Pout-PourRir)

"Eu vou sentir falta de vocês. Mas vocês também vão sentir a minha."
(Para uma plateia lotada no espetáculo Pout-PourRir)

Morte

Dercy Gonçalves morreu com 101 anos no papel e 103 de verdade, às 16:45 hs do dia 19/07/2008, no Hospital São Lucas, em Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro. Ela foi internada na madrugada do sábado dia 19 de julho. A causa da morte teria sido uma complicação decorrente de uma pneumonia comunitária grave, que evoluiu para uma sepse pulmonar e insuficiência respiratória.

O Estado do Rio de Janeiro decretou luto oficial de três dias em memória à atriz. Na mesma semana, Afra Gomes, Leandro Goulart e o elenco de "Pout-PourRir" prestaram, em cena, uma última homenagem à Dercy Gonçalves.

"Deus é um apelido. Ele pra mim não existe. O que existe é a natureza. Deus é fantasma, mas a natureza é a verdade que nunca podemos contestar a existência."
(Dercy Gonçalves)

Fonte: Wikipédia