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Ademar Silva

ADEMAR MARQUES RATAIESKY
(71 anos)
Cantor, Compositor, Acordeonista e Apresentador

☼ São Lourenço do Sul, RS (15/11/1943)
┼ Pelotas, RS (13/04/2015)

Ademar Marques Rataiesky, artisticamente conhecido como Ademar Silva, foi um cantor, compositor e acordeonista brasileiro, nascido em São Lourenço do Sul, RS, no dia 15/11/1943.

Ainda adolescente tirava na harmônica solos de músicas de seu compositor favorito, Pedro Raymundo

Ademar Silva iniciou sua carreira aos 15 anos como acordeonista, o primeiro a acompanhar o cantor Teixeirinha, com quem tocou no Rio Grande do Sul, Uruguai e Argentina. Em carreira solo fez grande sucesso com quase 55 anos de carreira.

Em 1961 gravou pela Philips "Gaúcho Forasteiro" (Ademar Silva e Leopoldo) e "Oito de Maio" (Ademar Silva e Pinheiro).

Em 1962 lançou pela Philips "O Amor Que Eu Sonhei" (Ademar Silva e Leopoldo) e "Homenagem ao Papai" (Ademar Silva e Leopoldo).


Em 1963 gravou pela RCA as toadas "Leva Eu, Sodade" (Tito Neto e Alventino Cavalcânti) e "Chuva do Bem" (Demóstenez Gonzales). 

Em 1968, lançou "Rei dos Pampas" (Raul Torres). Gravou também "Vida Triste" (Piraci e Lourival dos Santos).

Apresentou-se em emissoras de rádio e de TV, circos, boates e teatros de diversos estados do Brasil.

Em 1975, gravou um LP pela Tropicana. Destacaram-se nesse LP as músicas "Saudades de Porto Alegre" (Roberto Stanganelli e Paraguassu), "Felicidade" (Lupicínio Rodrigues), "Velhas Cartas" (Tonico, Tinoco e Zé Paioça) e "Sortes Iguais", de sua autoria.

Entre 1975 e 1982, gravou quatro LPs pela Chantecler. Gravou, ainda, diversos discos pelas gravadoras PolyGram, Continental e Solo Livre.

Ao longo de sua carreira, Ademar Silva gravou cerca de 600 músicas e cantou em mil shows.

Morte

Ademar Silva faleceu na segunda-feira, 13/04/2015, retornando para Pelotas, vítima de infarto do miocárdio, após fazer um show no município de Veranópolis, no Rio Grande do Sul.

Discografia
  • [S/D] - Saudade da Querência (Alvorada, LP)
  • 1996 - Ademar Silva (USA Discos, LP)
  • 1995 - Ademar Silva (Solo Livre, LP)
  • 1990 - Ademar Silva (Discoteca Gravações, LP)
  • 1986 - Ademar Silva (Continental, LP)
  • 1985 - Ademar Silva (PolyGram, LP)
  • 1984 - Ademar Silva (PolyGram, LP)
  • 1983 - Ademar Silva (PolyGram, LP)
  • 1982 - Ademar Silva (Chantecler, LP)
  • 1981 - Ademar Silva (Disco Tiaraju, LP)
  • 1977 - Ademar Silva (Chantecler, LP)
  • 1976 - Ademar Silva (Chantecler, LP)
  • 1975 - Ademar Silva (Tropicana, LP)
  • 1968 - Ademar Silva (Chantecler, LP)
  • 1963 - Leva Eu, Sodade / Chuva do Bem (RCA Candem, 78)
  • 1962 - O Amor Que Eu Sonhei / Homenagem Ao Papai (Philips, 78)
  • 1961 - Gaúcho Forasteiro / Oito de Maio (Philips, 78)
  • 1960 - Ademar Silva (Phillips, LP)

Indicação: Miguel Sampaio

Sarah Corrêa

SARAH CORRÊA
(22 anos)
Nadadora

☼ Rio de Janeiro, RJ (14/08/1992)
┼ Rio de Janeiro, RJ (02/05/2015)

Sarah Corrêa foi uma nadadora brasileira nascida no Rio de Janeiro, RJ, no dia 14/08/1992.

Nos Jogos Sul-Americanos de 2010, Sarah Corrêa ganhou a medalha de ouro no revezamento 4x200m livres, batendo o recorde da competição.

Integrando a delegação nacional que disputou os Jogos Pan-Americanos de 2011, em Guadalajara, no México, ganhou a medalha de prata nos 4x200m livres por participar das eliminatórias da prova. Também ficou em 15º lugar nos 800 metros livres.

Sarah Corrêa se aposentou da natação em 2014, passando a iniciar uma carreira de modelo. Em sua carreira na natação, representou os clubes Unisanta, Minas Tênis Clube, Flamengo e Fluminense.

No período entre seus 11 e 17 anos, treinou com o técnico Daniel Wolokita, no Marina Barra Clube, na condição de sócia atleta, e a partir dos 18 anos, obteve autorização por mérito, visão esportiva e social do comando deste Clube, na época, e também pela afinidade com este treinador.


No final de fevereiro de 2014, com nova gestão, o Marina proibiu-a de lá continuar seus treinos, pois competia com a camisa de outro Clube que a patrocinava, apesar que o Marina não participava com qualquer apoio financeiro. Este fato dificultou muito sua continuidade como atleta, desestimulando-a e desistindo da carreira.

Foi trabalhar como vendedora de loja de varejo. Apesar da grande decepção, mas com verdadeiro espírito esportivo, ela deixou uma emocionante carta de agradecimento, encaminhada ao Diretor de Esportes, relativo ao período que treinou no Marina Barra Clube, abaixo transcrita:

Mensagem original de Sarah Corrêa enviada no sábado, 01/03/2014 para a Diretoria Esportiva do Marina Barra Clube:

"Bom dia Rogério! Tudo bom? Então, esta semana o Daniel veio me comunicar sobre a decisão do clube em relação a minha permanência. Por isso, venho por meio deste email agradecer imensamente o que vocês fizeram por mim em 2013, deixando com que eu treinasse no clube. O Marina sempre foi uma casa pra mim, já que eu cheguei no clube aos 11 anos e só fui me desligar aos 17. Sempre tive um grande carinho por todos os profissionais!! Então esse é o meu muito obrigada! Pois esse novo período ao lado do Daniel foi de extrema importância para minha carreira. Por ultimo, irei retomar a faculdade de educação física no segundo semestre e gostaria de talvez no futuro ter a oportunidade e privilégio de estagiar no Marina e manter esta relação com esse clube que faz parte da minha carreira como atleta. Atenciosamente, Sarah Corrêa."

Morte

Sarah Corrêa morreu na tarde de sábado, 02/05/2015, aos 22 anos. Sarah Corrêa foi atropelada por um carro na noite de sexta-feira, 01/05/2015, e levada em estado gravíssimo para o Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro.

A mãe de Sarah Corrêa, Maria Fatima Alves Gonçalves, publicou no Facebook, no começo da madrugada, que Sarah estava em "estado de morte cerebral". A assessoria da Secretaria Municipal de Saúde, no entanto, afirmou que a jovem morreu em decorrência de falência múltipla dos órgãos.

Maria Fátima afirmou em outra postagem que a filha foi "assassinada" e cobrou justiça. "Minha filha foi assinada por mais um maluco bêbado do trânsito dessa cidade quero justiça e não vou descansar enquanto não acabar com esse cara", desabafou a mãe na rede social.


De acordo com o Corpo de Bombeiros, o atropelamento ocorreu por volta das 18h00 na Estrada dos Bandeirantes. O veículo atingiu Sarah Corrêa e um homem identificado como Paulo Soares, de 58 anos. Ele morreu no local e Sarah Corrêa foi socorrida inconsciente.

Segundo a Polícia Militar, o atropelador foi levado para a 42ª DP. Já a assessoria da Polícia Civil informou que o motorista se apresentou espontaneamente na 42ª DP. Ele teria alegado que não prestou socorro às vítimas porque procurou atendimento em um hospital antes de se dirigir à unidade policial. Ele foi liberado depois de prestar depoimento, mas será chamado para dar novas declarações. A identidade dele não foi revelada pela corporação.

Ainda segundo a assessoria da Polícia Civil, foi feita perícia no local do acidente, imagens de câmeras de vigilância das imediações foram solicitadas e testemunhas do atropelamento estão sendo ouvidas.

Fonte: Wikipédia e G1

Ricardinho

RICARDO DOS SANTOS
(24 anos)
Surfista

☼ Palhoça, SC (23/05/1990)
┼ São José, SC (20/01/2015)

Ricardo dos Santos, mais conhecido como Ricardinho, foi um surfista profissional brasileiro, especialista em ondas grandes e tubulares. Ele cresceu na paradisíaca Praia da Guarda do Embaú em Palhoça, Santa Catarina. O lugar que apesar de não ser o paraíso para surfistas, é bonito e atrai muitos turistas.

Aos 7 anos de idade com a ajuda e incetivo do primo, Ricardinho conhece o esporte que ia amar e praticar até sua morte, o surfe. Aos 12, o catarinense disputou o seu primeiro campeonato amador da categoria. Com o tempo, os patrocinadores foram aparecendo e se juntando ao apoio que sempre foi dado pela mãe, Luciene. Ricardinho cresceu, virou especialista em ondas pesadas e tubulares.

Estampou capas de revistas famosas e respeitadas no universo do surf. Em 2013 viajou para o Taiti para pegar a sua "Onda da Vida".

Para Ricardinho, não havia nada mais valioso do que a família. Tinha na mãe um espelho. No mar, o herói foi Andy Irons. O ídolo havaiano, morto em 2010, sempre foi tido como um guerreiro, uma inspiração.


Em 2012, após vencer o Trials para o WCT de Teahupoo pelo segundo ano seguido, que garantiu vaga para a etapa do Taiti, o brasileiro eliminou o 11 vezes campeão do mundo, Kelly Slater. Também superou o australiano Taj Burrow e só caiu diante de Mick Fanning. Terminou na quinta posição, mas levou para casa o prêmio Andy Irons Forever, por ter feito a apresentação mais inspiradora do evento. Na ocasião, considerou a honraria tão importante quanto vencer a etapa.

Venceu o Wave Of The Winter de 2013, quando se tornou o primeiro brasileiro da história a vencer o concurso americano que premia a melhor onda surfada durante a temporada havaiana. Bateu nomes como Kelly Slater e J.J. Florence. Naquela mesma temporada, quando brigava pelo terceiro título seguido do Trials, ao disputar uma onda com Jamie O'Brien acabou levando um soco na boca do americano.

Participante das competições oficiais da Liga Mundial desde 2008, Ricardinho já havia surfado em sete etapas do circuito mundial, além de eventos da Qualifying Series (torneio classificatório). Mais recentemente, estava atuando como freesurfer, especializando-se em ondas grandes. A pedido da mãe, registrava suas viagens num blog.

Morte

Ricardinho sempre amou e defendeu o lugar onde cresceu, a Guarda do Embaú. Nunca poderia imaginar que tanto amor lhe tiraria a vida. O "pedaço do céu", como ele uma vez se referiu ao local, sempre foi um dos pontos turísticos mais procurados da Grande Florianópolis, atraindo maus e bons turistas em todos os anos. A pequena praia, localizada a 50km de Florianópolis, era uma de suas paixões. Tinha espaço cativo em seus perfis, nos textos e imagens postadas por ele, em suas redes sociais. Mas nos últimos anos de sua vida, o catarinense vinha mostrando preocupação com "bandidos" que passaram a frequentar o local. Acreditava que os moradores não faziam nada "com medo de tomar tiro".

Por volta das 8h50min da manhã do dia 19/01/2015, Ricardinho e o avô, Nicolau dos Santos, faziam uma obra em casa, na Guarda do Embaú. O carro do PM Luiz Brentano, que é de Joinville e estava de folga, teria parado em cima de um cano em frente à casa do surfista. O avô pediu para que os dois homens retirassem o carro do local para que o reparo no cano pudesse continuar sendo feito. O policial teria se negado, e Ricardinho foi tirar satisfações, levando dois tiros no tórax e abdômen, sendo que um dos disparos foi feito pelas costas do atleta.


O surfista foi levado ao Hospital Regional de São José pelo helicóptero do Corpo de Bombeiros e deu entrada consciente. Ele sofreu com as hemorragias, passou por quatro cirurgias, ficou na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), mas não conseguiu reagir ao tratamento.

O quarto procedimento cirúrgico de Ricardinho foi encerrado no final da manhã de terça, 20/01/2015. O corpo médico conseguiu conter nova hemorragia, que havia surgido de manhã, e o surfista foi encaminhado novamente para a UTI. No entanto, mais uma vez, ele voltou a sofrer com as hemorragias e sofreu uma parada cardíaca, não resistindo, falecendo às 13h10min do dia 20/01/2015.

O autor do crime, o policial militar Luiz Brentano foi preso em flagrante por tentativa de homicídio após o ocorrido, mas alegou legítima defesa. Ele prestou depoimento por 20 minutos na Delegacia de Palhoça antes de ser encaminhado para o quartel da Polícia Militar em Florianópolis, onde permaneceu detido - assim como o irmão, que estava junto no momento do crime. O agente público estava de férias em Palhoça. Segundo a nota da corporação, o soldado, que pertence ao 8º Batalhão de Joinville, no Norte de Santa Catarina, responderá inquérito administrativo, além do que foi instaurado pela Polícia Civil.

O corpo do surfista foi enterrado, no cemitério de Paulo Lopes, na Grande Florianópolis. O velório ocorreu, no salão da Paróquia Santa Terezinha em Palhoça.

Repercussão

Foi feita uma imensa homenagem ao freesurfer no Rio da Madre, na Guarda, no dia 22/01/2015. Mais de 300 pessoas, entre familiares, amigos, surfistas e nativos fizeram um ato para a lembrança de Ricardinho, sob gritos de "Justiça" e "É campeão". Homens, mulheres e crianças formaram um grande círculo e de mãos dadas, rezaram, choraram e exaltaram Ricardinho. Com as pranchas, surfistas de todas as idades batiam com as mãos para levantar água, ecoar e exaltar o amigo que foi embora.

O presidente da Liga Mundial de Surfe (WSL), Paul Speaker, deixou New York e desembarcou em Santa Catarina para participar desta última homenagem. Jacqueline Silva, Mineirinho, Alejo Muniz, Renan Rocha e Luan Wood são alguns dos surfistas que também estiveram presentes no adeus a Ricardinho.

Quando souberam da triste notícia, surfistas em Pipeline, no Havaí, fizeram um grande círculo no mar em lembrança ao brasileiro.

O crime chocou e comoveu o mundo do surfe. Surfistas do mundo inteiro prestaram homenagem ao colega de trabalho, sempre ressaltado seu talento e sua índole. Entre eles, estão o primeiro brasileiro campeão mundial de surfe e amigo pessoal de Ricardinho, Gabriel Medina"Inspirador" foi a palavra que Gabriel Medina usou para classificar o amigo e o maior surfista de todos os tempos, Kelly Slater, que disse estar horrorizado com a criminalidade no Brasil.

Colegas e amigos de Ricardinho, como Alejo Muniz, Adriano de Souza, Jacqueline Silva, Renan Rocha, Jadson André, Maya Gabeira, Sunny Garcia, Filipe Toledo, Pedro Scooby, Teco Padaratz, Raoni Monteiro também se pronunciaram e prestaram homenagens a Ricardinho. A Liga Mundial de Surfe (WSL) fez um vídeo em homenagem ao atleta assassinado e destacou suas melhores ondas.

Fora do mundo do surfe, atletas de diversos esportes se manifestaram sobre o ocorrido. Entre eles, estão o maior tenista brasileiro, também nativo da Grande Florianópolis, Guga Kuerten, o pentacampeão mundial de Skate, Sandro Dias, zagueiro do PSG e da Seleção Brasileira, David Luiz, além do pivô do Cleveland Cavaliers, Anderson Varejão.

Fonte: Wikipédia

Júpiter Maçã

FLÁVIO BASSO
(47 anos)
Cantor, Compositor e Cineasta

☼ Porto Alegre, RS (26/01/1968)
┼ Porto Alegre, RS (21/12/2015)

Flávio Basso, também conhecido como Júpiter Maçã ou Jupiter Apple, foi um cantor, compositor, cineasta de carreira solo. Ainda utilizando o nome artístico de Flávio Basso, integrou as bandas TNT e Os Cascavelletes.

Seu primeiro disco solo, "A Sétima Efervescência" (1997), é calcado nos moldes de The Piper At The Gates Of Dawn, do Pink Floyd, com psicodelia e experimentação, e por um leve momento, um prenúncio de sua obra ulterior, o final de "Sociedades Humanóides Fantásticas", uma bossa-nova psicodélica. As músicas desse disco são grandes referências do rock gaúcho. Contém algumas fixadas no imaginário underground, como "Um Lugar do Caralho", regravada por Wander Wildner no disco "Baladas Sangrentas" (1996), "Eu e Minha Ex", com a parceria de Marcelo Birck nos arranjos, "As Tortas e as Cucas" e "Essência Interior".

Após experimentar um grande sucesso com o lançamento desse disco, tornou-se Jupiter Apple, compõe em inglês e decidiu misturar bossa-nova e vanguarda. Muitos fãs não o entenderam, preferindo a psicodelia mais acessível de "A Sétima Efervescência". Essa mistura inusitada está muito bem feita no seu segundo disco, "Plastic Soda" (1999). Ele começou com uma canção de nove minutos, "A Lad And a Maid In The Bloom", que define o caráter inovador do disco.


Em 2002 foi lançado "Hisscivilization", o disco mais ambicioso, e talvez incompreendido, de Jupiter Apple. Longas experimentações eletrônicas com destaque para "The Homeless And The Jet Boots Boy", bossas elétricas e lounge, valsa, cítaras e moogs, condensados em momentos, ora de leveza, ora de paranóia. É seu disco mais hermético: se, para os que estavam acostumados com o rock'n roll de Os Cascavelletes, a "A Sétima Efervescência" já era algo inesperado, psicodelia em doses cavalares, a reação causada pelos dois discos da fase Apple são ainda mais dramáticas.

Em 2006 era esperado o lançamento do disco "Uma Tarde Na Fruteira". Nele, o "Apple" volta a ser "Maçã", mas continua explorando o lado brasileiro e experimental, com músicas já eternizadas no subconsciente do underground porto-alegrense, como "A Marchinha Psicótica de Dr. Soup". Esse álbum pode ser considerado o mais acessível do autor. De certa forma, tudo que já foi composto por Júpiter Maçã está resumido neste disco: desde canções mod sessentistas, levezas jazz, baladas domingueiras à Bob Dylan com concretismos e timbres eletrônicos.

No dia 23/11/2011, Jupiter Apple gravou seu primeiro DVD ao vivo no Opinião, em Porto Alegre, RS. O show também marcou a inauguração da Jupiter Apple Corporation And Kingdom (J.A.C.K.).


Em 19/07/2012 caiu do segundo andar do prédio onde morava em Porto Alegre, ficando internado em de saúde regular no setor de traumatologia do Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre.

Apoiado por sua banda, formada por Júlio Sasquatt (bateria), Júlio Cascaes (guitarra), Felipe Faraco (baixo) e Astronauta Pinguim (teclados), o show foi gravado em Porto Alegre, na noite da quarta-feira, 23/11/2011 no Bar Opinião. Com participações mais do que especiais de Nei Van Soria, Lucio Vassarath, Hique Gomes, Marcio Petracco, Clara Averbuck, Hamburg Black Cats e Bibiana Graeff, o DVD apresenta um registro de 20 canções que sintetizam a carreira de Jupiter Apple, mostrando hits de seus álbuns solo e também relembrando momentos dos tempos de TNT e Os Cascavelettes.

Depois de quase 2 anos sem dar notícias aos fãs e ficar afastado dos palcos, após a queda, Júpiter Maçã, retornou e lançou, em julho de 2014, o DVD "Six Colours Frenesi". O set-list completo do show tem 20 músicas, clássicos do rock gaúcho e mais de duas horas de show. O DVD possui uma versão de "Lovely Riverside" que conta com a participação do grupo Gaúcho Bluegrass, que mostra uma faceta nova a música.

Morte

Flávio Basso morreu na segunda-feira, 21/12/2015, em Porto Alegre, aos 47 anos. A causa da morte informada pelo Departamento Médico Legal (DML) foi falência múltipla dos órgãos, segundo informou a produtora Cida Pimentel, amiga do músico.

Segundo a produtora do artista, ele bateu a cabeça após cair no banheiro da casa onde morava. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado, mas não houve tempo de levar o artista ao hospital.

O velório foi realizado às 8h30min de terça-feira, 22/12/2015, no Teatro Renascença, local cedido pela prefeitura.

Discografia

Com a TNT
  • 1985 - Rock Grande do Sul


Com Os Cascavelletes
  • 1987 - Vórtex Demo
  • 1988 - Os Cascavelletes
  • 1988 - Rio Grande do Rock
  • 1989 - Pré-Rock'a'ula
  • 1989 - Rock'a'ula
  • 1989 - Ao Vivo no Ocidente
  • 1990 - Demo Tape 1990-1991
  • 1992 - Sob um Céu de Blues
  • 1992 - Ao Vivo em Viamão
  • 2006 - Ao Vivo em Santo Ângelo


Carreira Solo
  • 1995 - Ao Vivo na Brasil 2000 FM
  • 1997 - A Sétima Efervescência
  • 1999 - Plastic Soda
  • 2001 - Muquifo Records Apresenta: COMP 01/02 (Orgânico/Sintético)
  • 2002 - Hisscivilization
  • 2007 - Jupiter Apple And Bibmo Presents: Bitter
  • 2008 - Uma Tarde na Fruteira
  • 2008 - Little Darla Has a Treat For You
  • 201? - Underground Years


Singles
  • 1997 - Um Lugar do Caralho
  • 1997 - Miss Lexotan 6mg Garota
  • 1997 - Eu e Minha Ex
  • 1998 - As Tortas e as Cucas
  • 1998 - Querida Superhist x Mr. Frog
  • 2003 - A Marchinha Psicótica de Dr. Soup
  • 2005 - Beatle George
  • 2007 - Síndrome de Pânico
  • 2007 - Mademoiselle Marchand
  • 2007 - Lovely River Side
  • 2009 - Modern Kid
  • 2009 - Gregorian Fish
  • 2010 - Calling All Bands
  • 2012 - Gothic Love - Urban Blue


DVD
  • 2014 - Six Colours Frenesi - Ao Vivo no Opinião


Formação da Banda
  • Júpiter Maçã / Flávio Basso ... Vocal, Guitarra e Violão
  • Julio Cascaes ... Guitarra
  • Felipe Faraco ... Baixo
  • Felipe Maia ... Bateria


Influências
  • Syd Barrett
  • The Beatles
  • Rolling Stones
  • Os Mutantes
  • Tom Zé
  • Françoise Hardy
  • Pink Floyd
  • Nico
  • Nina Simone
  • Stereolab
  • David Bowie
  • Serge Gainsbourg

Fonte: Wikipédia e G1
Indicação: Miguel Sampaio

Selma Reis

SELMA REIS
(55 anos)
Atriz e Cantora

☼ Rio de Janeiro, RJ (24/08/1960)
┼ Teresópolis, RJ (19/12/2015)

Selma Reis foi uma atriz e cantora brasileira. Moradora de São Gonçalo, no Rio de Janeiro, foi influenciada musicalmente pela família, que era ligada a rodas seresteiras.

Quando cursava a Faculdade de Comunicação Social, foi morar em Nantes, França, onde passou três anos. Nessa cidade, ingressou no curso de Letras e em alguns cursos de Música e de Técnica Vocal.

Em 1987, gravou o primeiro disco, "Selma Reis", interpretando composições de Sueli Costa, Capinam, Gereba, Geraldo Azevedo, entre outros. Na época, foi acompanhada ao piano por Eduardo Souto Neto.

Lançou, em 1990, o CD "Selma Reis".

Em 1991, lançou o disco "Só Dói Quando Eu Rio".

No ano de 1993, gravou, em Londres, o CD "Selma Reis", que teve como arranjador Grahaam Presket, o mesmo de Paul McCartney e Elton John.

Em 1996, lançou um CD só com composições de Gonzaguinha.


Participou, em 1999, do musical "Abre-alas", representando a personagem Mimi, ao lado de Rosamaria Murtinho. Logo depois de assistir ao musical, o diretor Jayme Monjardim convidou-a para participar da gravação de um clipe da minissérie "Chiquinha Gonzaga" (1999), da TV Globo, em homenagem à compositora brasileira. Ainda nesse ano, contratada exclusiva dos empresários Montenegro e Ramon, lançou o CD "Ares de Havana", gravado na capital cubana em apenas uma semana. Também em 1999, realizou show homônimo no Teatro da Faculdade da Cidade (Teatro Delfin), com roteiro de Ricardo Cravo Albin. Este mesmo espetáculo foi montado, em 2000, na ilha de Cuba, tendo sido muito bem recebido.

Em 2002, desenvolveu projeto para atuar ao lado da bailarina Ana Botafogo, em espetáculo de dança e voz. Ainda nesse ano estreou show no Teatro Rival Petrobrás, mais uma vez produzido por Montenegro e Ramon.

Em 2003 apresentou-se ao lado de Cauby Peixoto, no Teatro Rival Petrobrás, no Rio de Janeiro. O show, com direção e roteiro de Túlio Feliciano, gerou CD e DVD lançados pela gravadora Albatroz. No repertório, "Por Toda a Minha Vida" (Tom Jobim e Vinicius de Moraes), "Bastidores" (Chico Buarque), "Todo Sentimento" (Cristóvão Bastos e Chico Buarque), "Galope" (Gonzaguinha), "Beco do Mota" (Milton Nascimento e Fernando Brant) e "Emoções Suburbanas" (Altay Veloso e Paulo César Feital), canção feita especialmente para ela e que se tornou um de seus maiores sucessos.


Em 2009, lançou o CD "Poeta da Voz", com as canções "Banho de Manjericão" (João Nogueira e Paulo César Pinheiro), "As Forças da Natureza" (João Nogueira e Paulo César Pinheiro), "Bodas de Vidro" (Paulo César Pinheiro e Sueli Costa), "Cordilheiras" (Paulo César Pinheiro Sueli Costa), "Minha Missão" (João Nogueira e Paulo César Pinheiro), "Cicatrizes" (Paulo César Pinheiro e Miltinho), "Passatempo" (Paulo César Pinheiro e Guinga), "Bolero de Satã" (Paulo César Pinheiro Guinga), "Sem Companhia" (Paulo César Pinheiro Ivor Lancelloti), "Vou Deitar e Rolar" (Paulo César Pinheiro Baden Powell), "Tô Voltando" (Paulo César Pinheiro Maurício Tapajós), "Viagem" (Paulo César Pinheiro João de Aquino), "Velho Arvoredo" (Paulo César Pinheiro Hélio Delmiro), "Portela na Avenida" (Paulo César Pinheiro Mauro Duarte) e "Ofício" (Paulo César Pinheiro).
O disco contou com a participação do autor homenageado, Paulo César Pinheiro, na faixa "Ofício", de Diogo Nogueira na faixa "As Forças da Natureza" e Beth Carvalho na faixa "Portela na Avenida". Nesse mesmo ano, fez show de lançamento do disco na Modern Sound, no Rio de Janeiro.

Morte

Selma Reis morreu às 5h00min de sábado, 19/12/2015, aos 55 anos, no Hospital São José em Teresópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro. O corpo vai ser levado para Nova Friburgo, segundo informações da funerária em Teresópolis, ainda no sábado. Selma Reis será cremada na segunda-feira , 21/12/2015, no Cemitério dos Luteranos.

De acordo com a unidade de saúde, Selma Reis ficou internada várias vezes. A última internação durou 15 dias. O hospital informou que a atriz sofria de câncer, diagnosticado há dois anos, mas não revelou qual o tipo da doença.

Carreira

Televisão

  • 2009 - Caminho das Índias ... Mãe de Hamia
  • 2006 - Páginas da Vida ... Irmã Zenaide
  • 2001 - Presença de Anita (Minissérie) ... Cigana
  • 1999 - Chiquinha Gonzaga (Minissérie) ... Cantora

Cantora (Discografia)

  • 2009 - Poeta da Voz
  • 2007 - Sagrado (Deck Disc)
  • 2003 - Vozes - Selma e Cauby Peixoto (Albatroz/Trama)
  • 2002 - Todo Sentimento (Albatroz/Trama) Relançamento
  • 1999 - Ares de Havana (Velas/Universal)
  • 1996 - Achados e Perdidos (Velas/PolyGram)
  • 1995 - Todo Sentimento (Mza/Wea)
  • 1993 - Selma Reis (PolyGram)
  • 1991 - Só Dói Quando Eu Rio (PolyGram)
  • 1990 - Selma Reis (PolyGram)
  • 1987 - Selma Reis (Selo Independente/LScomm/PolyGram)

Nydia Licia

NYDIA LICIA PINCHERLE CARDOSO
(89 anos)
Atriz, Diretora e Produtora

☼ Trieste, Itália (30/04/1926)
┼ São Paulo, SP (12/12/2015)

Nascida em 30/04/1926 em Trieste, na Itália, Nydia Licia Quincas Pincherle Cardoso era filha de um médico e de uma crítica musical, ambos de origem judaica. Em 1939, quando tinha 13 anos, com o avanço do fascismo na Europa mudou-se com a família para a cidade de São Paulo.

Durante a Segunda Guerra terminou o ginásio e emendou o clássico, sempre cantando nos shows e festivais da escola. Na dúvida entre estudar medicina ou química, optou por trabalhar no Consulado Italiano como secretária do cônsul. Mais tarde, frequentou o curso de história da arte ministrado por Pietro Maria Bardi e foi selecionada como sua assistente para trabalhar no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MASP), idealizado por Assis Chateaubriand.

Ao mesmo tempo, começou a ensaiar com Alfredo Mesquita a montagem amadora de "À Margem da Vida", de Tennessee Williams, realizada pelo Grupo de Teatro Experimental (GTE) em 1947. Sua estreia no teatro foi ao lado de Marina Freire e Abílio Pereira de Almeida. No mesmo ano, atuou no Grupo Universitário de Teatro (GUT), na Universidade de São Paulo (USP), em "O Baile dos Ladrões", de Jean Anouilh, com direção de Décio de Almeida Prado.

Em 1948, o grupo passou a integrar o Teatro Brasileiro de Comédia (TBC). No TBC esteve ao lado de nomes como Cacilda Becker, Walmor Chagas, Zampari e Adolfo Celi.


Em 1949, dirigida por Adolfo Celi, Nydia Licia substituiu Cacilda Becker, então grávida de quatro meses, em "Nick Bar", de William Saroyan.

Em 1950 apareceu em "Entre Quatro Paredes", de Jean-Paul Sartre, ao lado de Cacilda Becker, Carlos Vergueiro e de seu futuro marido Sérgio Cardoso. A seguir, entrou em "Os Filhos de Eduardo" "A Ronda dos Malandros", de John Gay; "A Importância de Ser Prudente", de Oscar Wilde; e "O Anjo de Pedra", de Tennessee Williams. Ainda em 1950 e atuando em espetáculos nos sete dias da semana, a atriz faz uma pausa para se casar com um dos maiores nomes do teatro brasileiro, o ator Sérgio Cardoso, com quem montou a Companhia de Teatro Nydia Licia-Sérgio Cardoso. No dia seguinte, os dois já estavam de volta ao Teatro Brasileiro de Comédia (TBC). Quando se separou do ator, Nydia Lícia ficou sozinha com a Companhia, transformando-se em uma grande empresária teatral.

Grávida, Nydia Licia fez duas versões de "Antígona" e só parou 15 dias antes do nascimento de Sylvia, filha do casal.

A atriz permaneceu no Teatro Brasileiro de Comédia (TBC) até 1952 quando se transferiu para o Rio de Janeiro com o marido e a filha, para integrar a Companhia Dramática Nacional. A família se hospedou na casa de Procópio Ferreira.

Nesse período Nydia Licia ensaiava três peças ao mesmo tempo. Foi dirigida por Bibi Ferreira em "A Raposa e as Uvas""A Falecida", por Sérgio Cardoso e no premiado espetáculo "A Canção do Pão", de Raimundo Magalhães Jr.


Em 1953 fez televisão na TV Record, e participou do elenco de "O Personagem no Ar" e "Romance".

Em 1954, criou a própria companhia com o marido e para isso fundou a Empresa Bela Vista, partindo para a reforma do antigo Cine-Teatro Espéria, no Bixiga. Nesse intervalo montaram "Lampião", de Rachel de Queiroz, no Teatro Leopoldo Fróes.

Em 15/05/1956, a montagem de "Hamlet" inaugurou o novo Teatro Bela Vista. Em cartaz também ficaram também "Henrique IV", "O Comício e Chá e Simpatia", com o qual ganhou os prêmios Governador do Estado, O Saci e a Medalha de Ouro da Associação Paulista de Críticos Teatrais (APCT).

Em 1958, atuou em "Vestido de Noiva", com direção de Sérgio Cardoso e com concepção distinta da famosa direção de Ziembinski.

Em 1960 se separou mas continuou a produzir teatro como produtora independente, tentando manter o Teatro Bela Vista aberto. Mais tarde, sofreu com uma ação movida pela Empresa Bela Vista para tentar tirar-lhe o teatro. Com o apoio unânime da classe teatral, lutou durante anos, até que conseguiu ficar com o teatro. Depois de um ano a polícia fechou o teatro.

Em 1962 começou a se dedicar ao teatro infantil e montou "A Bruxinha Que Era Boa", de Maria Clara Machado. Criou para a TV Cultura o "Teatro 2" e apresentou o programa educativo "Quem é Quem", produzindo em seguida, por quatro anos, até ser convidada para o cargo de assessora cultural da emissora.


Em 1971, foi obrigada a devolver o Teatro Bela Vista para seus proprietários. O Governo do Estado de São Paulo decidiu desapropriar o imóvel e reformá-lo, transformando-o no Teatro Sérgio Cardoso.

Nydia Lícia fez telenovelas na TV Paulista, TV Tupi e na Bandeirantes, com papéis de destaque nas telenovelas "Éramos Seis" (1977) e "O Ninho da Serpente" (1982).

A partir de 1992 desenvolveu, paralelamente, carreira pedagógica como professora no Departamento de Rádio e Televisão da Escola de Comunicação da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), e no Teatro Escola Célia Helena, onde dava aulas de interpretação.

Para a série de livros "Aplauso", a atriz escreveu "Leonardo Villar: Garra e Paixão", "Sérgio Cardoso: Imagens de Sua Arte" , "Rubens de Falco - Um Internacional Ator Brasileiro", "Raul Cortez - Sem Medo de se Expor" e "Eu Vivi o TBC". Além disso escreveu o livro autobiográfico "Ninguém se Livra dos Seus Fantasmas" editado pela Perspectiva.

O trabalho sobre a vida de Raul Cortez recebeu o Prêmio Jabuti, em Biografias.

Em 2008 foi agraciada com o título de Cidadã Paulistana.

Em 2010 recebeu o prêmio Governador do Estado de Destaque Cultural.

Morte

Nydia Lícia morreu às 4h30min de sábado, 12/12/2015, aos 89 anos, no Hospital São Luis, em São Paulo, vítima de câncer no pâncreas. A doença foi diagnosticada em agosto de 2015 e ela estava internada desde 20 de novembro. O velório ocorreu no domingo, 13/12/2015, no Teatro Sérgio Cardoso.

Nydia Licia em Hamlet, 1956.
Trabalhos

Televisão

  • 1958 - Sublime Obsessão ... Helen Hudson
  • 1964 - Eu Amo Esse Homem
  • 1965 - O Ébrio ... Francisca
  • 1977 - Éramos Seis ... Emília
  • 1978 - João Brasileiro, o Bom Baiano ... Lúcia
  • 1982 - Ninho da Serpente ... Olímpia

Cinema

  • 1950 - Quando a Noite Acaba
  • 1951 - Ângela
  • 1956 - Quem Matou Anabela?
  • 2002 - O Príncipe

Teatro (Como Atriz)

  • 1947 - À Margem da Vida
  • 1948 - O Baile dos Ladrões
  • 1949 - A Noite de 16 de Janeiro
  • 1949 - A Mulher do Próximo
  • 1949 - Pif-Paf
  • 1949 - Nick Bar... Álcool, Brinquedos, Ambições
  • 1950 - A Ronda dos Malandros
  • 1950 - Os Filhos de Eduardo
  • 1950 - Do Mundo Nada Se Leva
  • 1950 - A Importância de Ser Prudente
  • 1950 - O Anjo de Pedra
  • 1950 - O Inventor de Cavalo
  • 1950 - Entre Quatro Paredes
  • 1950 - Lembranças de Bertha
  • 1950 - Rachel
  • 1951 - Ralé
  • 1951 - Convite ao Baile
  • 1951 - O Grilo da Lareira
  • 1952 - Antígone
  • 1952 - O Mentiroso
  • 1952 - Relações Internacionais
  • 1953 - A Raposa e as Uvas
  • 1953 - Canção Dentro do Pão
  • 1954 - Sinhá Moça Chorou
  • 1954 - A Filha de Iório
  • 1954 - Lampião
  • 1956 - Hamlet
  • 1956 - Quando as Paredes Falam
  • 1957 - Chá e Simpatia
  • 1957 - Henrique IV
  • 1958 - Vestido de Noiva
  • 1958 - Amor Sem Despedida
  • 1959 - Oração Para Uma Negra
  • 1960 - Geração em Revolta
  • 1961 - A Castro
  • 1961 - De Repente no Último Verão
  • 1961 - Esta Noite Improvisamos
  • 1961 - O Grande Segredo
  • 1962 - As Lobas
  • 1962 - Meu Marido e Você
  • 1962 - Quem Rouba Pé Tem Sorte no Amor
  • 1963 - A Idade dos Homens
  • 1964 - Apartamento Indiscreto
  • 1964 - Hedda Gabler
  • 1964 - Uma Cama Para Três
  • 1965 - Camila
  • 1965 - Biedermann e os Incendiários
  • 1966 - Terra de Ninguém
  • 1967 - Esta Noite Falamos de Medo
  • 1968 - Um Dia na Morte de Joe Egg
  • 1969 - João Guimarães: Veredas

Teatro (Como Diretora)

  • 1959 - Oração Para Uma Negra
  • 1962 - Meu Marido e Você
  • 1962 - Quem Rouba Pé Tem Sorte no Amor
  • 1963 - Feitiço
  • 1963 - O Pobre Piero
  • 1963 - M.M.Q.H.
  • 1963 - Tem Alguma Coisa a Declarar?
  • 1964 - Uma Cama Para Três
  • 1965 - O Outro André
  • 1965 - A Raposa e as Uvas
  • 1966 - Terra de Ninguém
  • 1967 - Esta Noite Falamos de Medo
  • 1967 - Uma Certa Cabana
  • 1976 - Fuga em Do Re Mi
  • 1977 - Aprendiz de Gente Grande
  • 1978 - História de Uma História
  • 1979 - Se Non é Vero é Bem Trovado
  • 1981 - De Morfina a Malatesta
  • 1982 - O Mistério das Flores
  • 1983 - Fantasia Colorida1984 - Libel a Sapateira

Marília Pêra

MARÍLIA SOARES PÊRA
(72 anos)
Atriz, Cantora, Bailarina, Produtora, Coreógrafa e Diretora Teatral

☼ Rio de Janeiro, RJ (22/01/1943)
┼ Rio de Janeiro, RJ (05/12/2015)

Marília Soares Pêra foi uma atriz, cantora e diretora teatral brasileira. Além de interpretar, ela cantava, dançava e atuava também como coreógrafa, produtora e diretora de peças e espetáculos musicais.

Filha dos atores Manuel Pêra e Dinorah Marzullo, Marília pisou no palco de um teatro pela primeira vez aos quatro anos de idade, ao lado dos pais, que integravam o elenco da companhia de Henriette Morineau.

Dos 14 aos 21 anos atuou como bailarina e participou de musicais e revistas, entre eles, "Minha Querida Lady" (1962), protagonizado por Bibi Ferreira. Segundo Marília Pêra, ela passou porque os diretores estavam procurando alguém que poderia fazer acrobacias, o que era raro naquela época.

Fez outras peças como "O Teu Cabelo Não Nega" (1963), biografia de Lamartine Babo, no papel de Carmen Miranda. Voltaria a viver o papel da cantora no espetáculo "A Pequena Notável" (1966), dirigido por Ary Fontoura. Também no "A Tribute To Carmen Miranda" (1975) no Lincoln Center, em New York, dirigido por Nelson Motta, na única apresentação "A Pêra da Carmem" no Canecão em 1986, e no musical "Marília Pêra Canta Carmen Miranda" (2005), dirigido por Maurício Sherman.


A primeira aparição na televisão foi em "Rosinha do Sobrado" (1965), na Rede Globo, e em seguida, em "A Moreninha" (1965).

Em 1967 fez sua primeira apresentação em um espetáculo musical, "A Úlcera de Ouro", de Hélio Bloch.

Em 1969, conquistou grande sucesso no papel da protagonista do drama "Fala Baixo Senão Eu Grito", com direção de Clóvis Bueno, primeira peça teatral da dramaturga paulista Leilah Assumpção. Pela interpretação da complexa personagem Mariazinha, solteirona virgem que vive em um pensionato de freiras, Marília recebeu o Prêmio Molière e também o Prêmio da Associação Paulista de Críticos Teatrais (APCT), atual Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA). Seu futuro marido Paulo Villaça interpretou o ladrão que numa noite pula a janela do quarto com a intenção de roubar. Na conversa entre os dois, que dura a noite toda, a solteirona revela ao público e a si mesma suas frustrações.

Em 1964, Marília Pêra derrotou Elis Regina num teste para o musical "Como Vencer Na Vida Sem Fazer Força", ambas ainda não eram conhecidas na época.

Em 1975, gravou o LP "Feiticeira", lançado pela Som Livre.

Marília Pêra é a atriz que mais atuou sozinha nos palcos, conseguindo atrair o público infantil para a difícil arte do monólogo. Além de Carmen Miranda, desempenhou nas telas e no palco papéis de mulheres célebres, como Maria Callas, Dalva de Oliveira, Coco Chanel e a ex-primeira dama do Brasil Sarah Kubitschek.


A estreia de Marília Pêra como diretora aconteceu em 1978, na peça "A Menina e o Vento", de Maria Clara Machado.

Marília Pêra casou-se pela primeira vez aos 17 anos, com o primeiro homem a beijá-la, o músico Paulo da Graça Mello, morto num acidente de carro em 1969. Aos 18 anos, foi mãe de Ricardo Graça Mello. Mais tarde, foi casada com o ator Paulo Villaça, parceiro em "Fala Baixo Senão Eu Grito", e com Nelson Motta, com quem teve as filhas Esperança e Nina.

Em declaração feita ao "Fantástico" em 2006, pegando carona no sucesso de sua personagem Milú, na novela "Cobras & Lagartos", Marília Pêra relatou sobre a carreira e disse que não suportava contracenar com atores de mau hálito e chulé. Ela comentou que há muitos atores que não se preocupam com a higiene, sem citar nomes (foi uma indireta para seu par romântico na novela, Herson Capri). Marília Pêra alegou que nunca se achou bonita e que sempre foi desengonçada.

Nos anos 60, chegou a ser presa durante a apresentação da peça "Roda Viva" (1968) de Chico Buarque e obrigada a correr nua por um corredor polonês. Foi presa uma segunda vez, visto que era tida como comunista, quando policias invadiram a residência, assustando a todos, inclusive o filho de sete anos, que dormia.


Em 1992, apresentou o musical "Elas Por Elas", para a TV Globo. Ao lado da cantora Simone e de Cláudia Raia, tornou público o apoio ao candidato Fernando Collor de Mello, nas eleições de 1989.

Em 2008, foi protagonista do longa-metragem, "Polaróides Urbanas", de Miguel Falabella, onde interpretou duas irmãs gêmeas.

Em 2009, foi escalada para viver a hippie Rejane Batista na minissérie "Cinquentinha", de Aguinaldo Silva. Após várias cenas gravadas, a atriz desistiu do papel, causando mal estar nos corredores da TV Globo. No lugar de Marília Pêra, entrou a atriz Betty Lago que se encaixou perfeitamente no papel, sendo muito elogiada pela crítica. Algumas notícias dizendo que o motivo para não querer seguir com a interpretação foi não se sentir à vontade com o papel, circularam na época.

Desde abril de 2010 integrou o elenco da série "A Vida Alheia", de Miguel Falabella, na TV Globo, como Catarina.

Em janeiro de 2013 ocorreu a estreia do seriado "Pé Na Cova", em que Marília Pêra interpreta Darlene, que é maquiadora da funerária do ex-esposo Russo (Miguel Falabella), e que vive no subúrbio.

Em abril de 2014, por conta de problemas pessoais, a atriz deixou o seriado, retornando às gravações no dia 11/06/2014.

Morte

Marília Pêra morreu às 06h00 de sábado, 05/12/2015, aos 72 anos, em sua casa, na Zona Sul do Rio de Janeiro. A causa da morte ainda não foi divulgada. Em novembro de 2015, foi noticiado que Marília Pêra estava com câncer em estágio avançado no pulmão. No último ano, ela passou por tratamento de um desgaste ósseo na região lombar e chegou a ficar afastada da TV por cerca de um ano.

O velório da atriz será no sábado, 05/12/2015, no Teatro Leblon, sala Marília Pêra, Rua Conde de Bernadote, 26 - Leblon, a partir das 13h00.

O velório da atriz será no sábado, 05/12/2015, no Teatro Leblon, na sala que leva seu nome, a partir das 13h00.

Marília Pêra deixou os filhos Ricardo Graça Mello, Esperança Motta, Nina Morena e o marido Bruno Faria.

No início de novembro de 2015, a jornalista carioca Hildegard Angel, amiga pessoal da atriz, postou em seu blog que o estado de saúde da atriz era delicado: "Marília inspira cuidados extremos, está no balão de oxigênio", disse. A informação não foi confirmada pela família, mas é sabido que a atriz tem como hábito manter preservada a sua vida particular.

À GloboNews, Claudia Raia disse que seu último contato com Marília Pêra aconteceu há duas semanas, quando elas se falaram porque a veterana queria assistir ao espetáculo "Raia 30". "Ela estava impossibilitada, de cadeira de rodas. Ela disse 'eu vou melhorar um pouquinho e vou'", falou Claudia Raia. "Estamos órfãos. Ela pra mim era uma referência!".

Marília Pêra era casada, desde 1998, com o economista carioca Bruno Faria. Ela era irmã da atriz Sandra Pêra e neta da atriz Antônia Marzullo.

Tutuca

USLIVER JOÃO BAPTISTA LINHARES
(83 anos)
Humorista

☼ (1932)
┼ Rio de Janeiro, RJ (03/12/2015)

Usliver João Baptista Linhares, mais conhecido como Tutuca, foi um comediante brasileiro. Ganhou o apelido na infância e começou a carreira na década de 50, sempre fazendo humor no rádio e na televisão. Participou do programa "Balança Mas Não Cai", onde, no quadro "Clementino e Dona Julieta" (1964), vivia um faxineiro sempre de olho na mulherada, onde criou o bordão "Ah se ela me desse bola!". Tutuca também foi o criador do personagem Magnólio Ponto Fraco.

Estreou no cinema em 1959 no filme "O Homem do Sputnik" e depois fez, ao lado de Ronald Golias, "O Homem Que Roubou a Copa do Mundo" (1961).

Tutuca trabalhou em várias emissoras e em programas como "Apertura", "Reapertura", "A Praça é Nossa", "Zorra Total", "Sob Nova Direção", dentre outros.

Fez muito sucesso com a comédia "O Marido Virgem", viajando em turnê pelo Brasil.

Tutuca também esteve no elenco dos filmes "Onanias, o Poderoso Machão" (1975), "Os Normais" (2003), vivendo o pai da personagem de Marisa Orth, e "A Guerra dos Rocha" (2008), que ele considerava um dos mais importantes dos quais participou.

Tutuca tornou célebre o bordão "Xiiiiiíííííííí…"

Entrevista
(Entrevista publicada em novembro de 2008 na Zona Norte)

Ulisver João Baptista Linhares, o popular comediante Tutuca, presente nos lares brasileiros desde a década de 50, através de seus inúmeros personagens que sempre alegraram a população. Simpático e festivo, recebeu a equipe do Correio Carioca para animada entrevista. Confira o resultado:

Por que o apelido Tutuca? 
É apelido de infância. Eu fui tratado desde garoto como Tutuca e o meu irmão era Sussuca.
O senhor tem alguma formação universitária? 
Eu não fui formado, eu fui deformado (risos). Trabalhei muito como propagandista e vendedor, era daí que vinha meu sustento.
O seu início foi na rádio Tupi. O que mais marcou na sua passagem por lá? 
Um dos personagens que eu interpretava e me lembro até hoje era o Lambretildo, que fazia parte de um quadro chamado "Casal do Amor". Atuávamos: eu, Simone de Moraes e Otávio França.
Qual o programa em que trabalhou que acha que mais marcou sua trajetória? 
Turma da Maré Mansa.
É difícil ser humorista? 
Eu já nasci palhaço. Sempre fiz rir.
Teve algum humorista com quem tenha gostado mais de trabalhar? 
Cito três: sempre fui muito fã do Costinha, do Golias e do Matinhos. Vivia imitando esse pessoal.
Como andam os programas humorísticos atualmente? 
Não tenho mais saco pra assistir a programas humorísticos. Está quase tudo muito mal apresentado. Tudo muito diferente e sem graça. O programa humorístico praticamente acabou. São poucos bons no rádio e na TV. Estão quase todos realmente muito ruins, esquisitos mesmo e de tal maneira mal escritos que não dá mais vontade de acompanhar quase nada. Às vezes, vejo e fico pensando: Meu Deus do céu! Como esculhambaram a arte de fazer humor! Tudo o que se fazia antigamente foi jogado por terra. O que acontece é que pra se fazer bem qualquer coisa na vida tem que se ter prazer de fazer. Não sinto que a maioria dos humoristas de hoje tenha prazer de fazer humor. Sendo assim, como eles podem querer que os espectadores tenham prazer de assisti-los?
O senhor já fez vários filmes. Qual o que considera mais importante? E qual o mais recente? 
"A Guerra dos Rochas" me marcou bastante. Já o mais recente foi "Os Normais".
Foi longa a sua participação no programa "A Praça é Nossa". Quando se lembra de sua passagem por lá, o que lhe vem à cabeça? 
Saudade. Muita saudade.
Cite personagens marcantes que o senhor tenha feito no humorístico do SBT. 
O faxineiro "Clementino", que tinha como bordão "Como é boa essa secretária, ah, se ela me desse bola" e o quadro com o "Seu Menezes" e com a "Dona Dadá", em que eu falava sempre "Tadinha, Seu Menezes" (risos).
Com o que o senhor ocupa o tempo hoje em dia? 
Almoço, janto e o resto é particular.
Como levar a vida com humor? 
As pessoas têm que arrumar um jeito de achar graça na vida. Se estiver difícil achar a graça, que façam cócegas em si mesmas (risos).

Morte

Tutuca passou a maior parte de sua vida fazendo os outros rirem, mas seus últimos dias foram difíceis. Ele deu adeus ao seus fãs na manhã de quinta-feira, 03/12/2015, no Rio de Janeiro, aos 83 anos, vítima de uma pneumonia seguido de uma parada cardíaca.

Tutuca estava deste terça-feira, 01/12/2015, internado no Hospital Barra D'Or, localizado no bairro da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Já com idade avançada, ele sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC), em 2014. Após ter a enfermidade, ele precisou conviver com as sequelas da doença.

O velório do comediante ocorrerá no sábado, 05/12/2015. A cerimônia será realizada no Crematório São Francisco Xavier, que fica perto do Centro do Rio de Janeiro. Tutuca será cremado e apenas a família participará da cremação, marcada para começar às 14h00min.

Tutuca morava no Rio de Janeiro e era casado há 30 anos com Denise Silva, de 56 anos. Além da mulher, o comediante deixou dois filhos Ricardo e Elizabeth, além da enteada, Gisele Carmos.

Gisele Carmos contou que o padastro era amoroso e divertido. "Não dava para falar sério com ele. Ele era só piada, tudo fazia piada, bem que eu tentava falar sério,mas não dava".

Tutuca teve uma série de AVCs e depois disso estava debilitado, contou a viúva, Denise. "Ele era só alegria. Estava debilitado, mas estava bem. Não estava sentindo dor. Na segunda-feira que tudo aconteceu, na terça ele foi internado e o médico disse que algumas infecções são silenciosas, por isso ele não sentia dor!".

Trabalhos

Rádio
  • Balança Mas Não Cai
  • A Turma da Maré Mansa

Cinema
  • O Homem do Sputnik
  • O Homem Que Roubou a Copa do Mundo
  • Onanias, o Poderoso Machão
  • Os Normais
  • A Guerra dos Rocha

Televisão
  • Ciranda de Pedra - Jurado do Miss Suéter (Participação Especial)
  • Apertura (Tupi)
  • Reapertura (SBT)
  • A Praça é Nossa (SBT)
  • Balança Mas Não Cai (Globo)
  • Zorra Total (Globo)
  • Sob Nova Direção (Globo)
  • Coral dos Garçons (Tupi)

Indicação: Miguel Sampaio

Waldir 59

WALDIR DE SOUZA
(88 anos)
Cantor e Compositor

☼ Rio de Janeiro, RJ (03/03/1927)
┼ Rio de Janeiro, RJ (25/11/2015)

Waldir de Souza, mais conhecido como Waldir 59, foi um cantor e compositor brasileiro. Foi integrante da Ala de Compositores da Portela a partir da década de 1950, tendo vencido vários carnavais na Escola em 1955, 1956, 1957, 1959 e 1965.

Seu pseudônimo se originou devido a ter três pessoas com o mesmo nome "Waldir" na Ala de Compositores da Portela, assim ficou conhecido como o Waldir que morava no número 59, em uma casa próxima à escola.

Trabalhou como ferroviário e também integrou a Ala de Compositores do Bloco Recreativo Embalo de Madureira a partir de 1963.

Waldir 59 era considerado o responsável por Clara Nunes e Paulinho da Viola terem integrado a Portela.

Participou do filme "Orfeu do Carnaval", sendo responsável por toda parte musical do samba. Era integrante da Velha-Guarda da Portela desde sua fundação no ano de 1970. Atuou como Diretor de Harmonia da Portela a partir do ano de 1973 e em 1990 foi premiado com o "Troféu O Dia" por sua atuação.

No ano de 1955 a Portela desfilou com samba-enredo de sua autoria em parceria com Candeia "Festas Juninas em Fevereiro", com o qual a escola classificou-se em 3º lugar no Grupo 1.

Em 1956 a Portela foi a Vice-campeã do Grupo 1 desfilando com o samba-enredo "Tesouros do Brasil, Riquezas do Brasil ou Gigante Pela Própria Natureza" (Waldir 59Candeia). Apesar do nome, um pouco grande, o samba-enredo logo após o desfile transformou-se em um clássico do gênero e ficou mais conhecido, em diversas gravações, por "Riquezas do Meu Brasil",  também, em outras tantas gravações de vários intérpretes, por "Riquezas do Brasil" e ainda por "Riquezas do Nosso Brasil". Ainda em 1956 compôs com Candeia o samba de terreiro "Vem Amenizar", apresentado pela primeira vez na Portelinha - primeira sede da escola.


Em 1957, compôs com Candeia e Picolino da Portela o samba-enredo "Legados de D. João VI", com o qual a Portela foi campeã. Neste mesmo ano foi lançado o disco "A Vitoriosa Escola de Samba da Portela", pela Gravadora Sinter, no qual foram incluídos os sambas "Legados de D. João VI" (Waldir 59Candeia e Picolino da Portela), "Despertar de um Gigante" (Waldir 59Candeia e Picolino da Portela) e "Riquezas do Brasil" que foi editado no disco como "Brasil Poderoso", aparecendo nas três composições, estranhamente, o nome de Picolino da Portela como parceiro de Candeia e Waldir 59, tendo como intérprete As Pastoras da Portela.

No ano de 1959, compôs com Casquinha, BubuCandeia e Picolino da Portela, o samba-enredo "Brasil, Panteão de Glórias", com o qual a escola voltou a ser campeã.

Em 1965, no aniversário dos 400 anos da cidade do Rio de Janeiro, compôs com Candeia "Histórias e Tradições do Rio Quatrocentão", com o qual a Portela se classificou em terceiro lugar no desfile daquele ano.

Em 1971 no LP "Quem Samba Fica... Adelzon Alves Mete Bronca e a Rapaziada do Samba dá o Recado", da gravadora Odeon, produzido por Adelzon Alves, o cantor Nadinho da Ilha interpretou "Lapa" (Waldir 59 e Ari Guarda).

Em 1974 no LP "História das Escolas de Samba - Portela", lançado pela gravadora Discos Marcus Pereira, foi incluído o samba-enredo "Brasil, Panteão de Glórias" (Waldir 59Candeia, Casquinha e Bubu da Portela), não aparecendo nesta gravação o nome de Picolino da Portela, sendo a faixa interpretada por Altair e Bubu da Portela.

Em 1977 o parceiro Candeia, no LP "Luz da Inspiração", da gravadora WEA, interpretou de autoria de ambos "Riquezas do Nosso Brasil".

Em 1978, Candeia no disco "Axé! Gente Amiga do Samba" incluiu "Vem Amenizar", outra parceria com Waldir 59, desta vez com participações especiais de Dona Ivone Lara e Chico Santana.

Em 1980 Martinho da Vila no LP "Samba Enredo", pela gravadora RCA Victor, interpretou "Legados de D. João VI" (Waldir 59Candeia e Picolino da Portela).


No ano de 1991, Waldir 59 ganhou o prêmio "Estandarte de Ouro", do jornal O Globo, na categoria "Personalidade do Carnaval".

No ano de 2002 Zeca Pagodinho, no disco "Deixa a Vida me Levar", da Universal Music, regravou "Riqueza do Nosso Brasil" (Waldir 59 e Candeia), faixa na qual contou com a participação especial da Velha-Guarda da Portela.

Em 2008 foi lançado o filme "Eu Sou Povo", com direção de Bruno Barcellar, Regina Rocha e Luís Fernando Couto, documentário sobre a vida e obra de Candeia, no qual Waldir 59, ao lado de Carlos MonteJoão Batista M. Vargens, Teresa Cristina, Tantinho da Mangueira e Sérgio Cabral, prestou depoimento sobre o parceiro.

Em 2010 Cristina Buarque e Grupo Terreiro Grande no CD "Terreiro Grande e Cristina Buarque Cantam Candeia" regravaram "Brasil, Panteão de Glórias" (Waldir 59CandeiaCasquinha e Bubu da Portela), não aparecendo o nome de Picolino da Portela nesta gravação, e "Riquezas do Brasil" (Waldir 59 e Candeia). Neste mesmo ano participou do show "Samba do Ouvidor Visita as Escolas de Samba!", no Teatro Rival Petrobras, Rio de Janeiro, ao lado do também convidado especial Ledi Goulart, puxador oficial da Aprendizes de Lucas e da Unidos de Lucas na década de 1960. Ainda em 2010 concorreu com samba-enredo "Rio, Azul da Cor do Mar" (Waldir 59, PQD e Fernando Cabelo) para o carnaval da Portela, não se classificando para o desfile da escola para o ano de 2011.

No ano de 2012 os cineastas Anita Ekman e Alberto Bellezia deram início às filmagens do documentário "Waldir 59", contando sua vida e obra.

Em 2013, o show-palestra "Lapa em Três Tempos", acompanhado pela cantora Nina Wirtti, o bandolinista Luis Barcellos, o violonista Rafael Mallmith e o percussionista Sandro Carioca, em palco montado embaixo dos Arcos da Lapa, no centro do Rio de Janeiro, em projeto realizado com patrocínio do Governo do Rio de Janeiro e Secretaria de Estado de Cultura, idealizado pela artista plástica Anita Ekman Simões em parceria com o músico Sérgio Krakowski. Neste mesmo ano era considerado o compositor mais antigo da Portela ainda vivo, quando o cantor e compositor Monarco o convidou para integrar a "Velha-Guarda Show" da escola. Ainda em 2013 fez show solo no Cordão da Bola Preta, também na Lapa.

Há anos, com a visão prejudicada por conta de cataratas nos dois olhos, o poeta nunca deixou de frequentar a quadra da escola. Participou este ano, como integrante de uma das parcerias, do concurso que escolheu o samba para 2016.

Morte

Waldir 59 morreu, na madrugada de quarta-feira, 25/11/2015, aos 87 anos, vítima de insuficiência respiratória, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro do Engenho de Dentro, Rio de Janeiro. De acordo com a escola de samba, ele foi atendido com problemas respiratórios no local, sendo liberado. Horas depois, teve uma piora, foi levado pela família de volta à UPA, e não resistiu.

Seu corpo foi velado, a partir das 15h00min, na antiga quadra da escola, a Portelinha, na Estrada do Portela, em Oswaldo Cruz, Zona Norte do Rio de Janeiro. O enterro de Waldir 59 ocorreu às 10h00min da manhã de quinta-feira, 26/11/2015, no Cemitério de Inhaúma, Zona Norte do Rio de Janeiro.

"Waldir era um bom letrista e excelente pesquisador. Estudava muito antes de fazer uma letra. Fez uns 10 sambas-enredo pra Portela, mas o de 57, na minha opinião, é o mais belo de todos. Waldir seguiu muito bem os ensinamentos de Paulo da Portela, que dizia que o sambista tinha que estar sempre bem arrumado. Ele sempre foi um portelense educado e elegante. Estava sempre muito bem vestido. Nunca apareceu na Portela vestindo short. Nunca vi o Waldir levantando a voz para ninguém!"
(Monarco, líder da Velha Guarda Show e presidente de honra da Portela)

Monarco acrescentou que Waldir chegou a se afastar por breve tempo da escola onde fez história. "Nos anos 80, ele se aborreceu na Portela e foi para Unidos da Tijuca. Ficou lá por pouco tempo, mas não aceitou escrever samba para disputar com a Portela. Logo voltou pra nossa escola", afirmou o presidente de honra portelense, que convidou Waldir 59 a integrar a "Velha Guarda Show" em 2013, para, segundo ele, reparar uma injustiça histórica da escola.

Indicação: Miguel Sampaio