Luiz Quilião

LUIZ GONZAGA QUILIÃO JÚNIOR
(57 anos)
Repórter Cinematográfico

* Porto Alegre, RS (13/09/1957)
+ Brasília, DF (29/03/2015)

Dono de um olhar atento e criativo, Luiz Gonzaga Quilião Junior nasceu no dia 13 de setembro de 1957, em Porto Alegre, e começou a trabalhar na RBS da capital, então TV Gaúcha, em 1977, como contínuo.

"Não só colocava o papel no mimeógrafo, também botava as fitas nas máquinas de escrever e fazia radioescuta!"

Em seguida, ele, que gostava de desenhar e tentou uma vaga no departamento de arte, passou a ser auxiliar de cinegrafista e descobriu sua paixão pela "arte de filmar".

No início de 1979, o filho do militar, Luiz Gonzaga Quilião, e da funcionária da antiga companhia de aviação KLM, Terezinha de Jesus Damásio Quilião, tornou-se repórter cinematográfico. Nesse mesmo ano, ele cobriu a volta de Leonel Brizola (07/09/1979) e de Luís Carlos Prestes (20/10/1979) ao Brasil, após a Anistia. O repórter Roberto Kovalick fez a cobertura de Leonel Brizola ao lado de Luiz Quilião:

"Contamos a história dele desde engraxate, como ele se comportou em Carazinho!"

Nos anos 1980, o cinegrafista ganhou seu primeiro prêmio da Associação Rio-Grandense de Imprensa (ARI), com a matéria sobre o Rio Gravataí realizada ao lado da repórter Ananda Apple para o RBS Documento.

Em 1983, ano de estreia do SPTV, Luiz Quilião começou a trabalhar na TV Globo São Paulo e ficou cerca de um ano na cidade. Nessa época, ao lado de Fábio Pannunzio, ele registou o acidente entre dois trens em Itaquera.

"Fomos a primeira equipe a chegar à estação. A gente retratou as piores imagens possíveis. A imagem ficou na minha cabeça muito tempo!"


Depois de atuar em São Paulo, Luiz Quilião voltou para o Sul e, em seguida, foi para o Pará trabalhar com Paulo Martimbianco, que cuidava do RBS Documento. Antes de ir para Brasília, ele cobriu a doença e da morte de Tancredo Neves, em 1985, em São Paulo.

Nos anos 1990, ao lado de Renato Machado, o cinegrafista fez a cobertura do Governo Collor.

Em seguida, Luiz Quilião passou a trabalhar na TV Amazonas. Lá, ele fez parte da primeira equipe de televisão brasileira a subir o Monte Roraima e também participou da cobertura do conflito militar entre o Peru e o Equador.

"Os dois países que disputavam a saída para o Atlântico, e eu e o (Marcos) Losekann fomos destacados pra ir pra lá (região da Serra do Condor dos Andes), porque era mais perto!"

Em 1996, Luiz Quilião passou a trabalhar na TV Globo Rio. Nesse período, ele participou de grandes coberturas e matérias especiais como o desabamento do Edifício Palace II, em 1998, e a cidade de Mejido, local onde seria o Armagedon, segundo a Bíblia, em Israel, para o Fantástico, em 1999.

Entre 2000 a 2002, o cinegrafista voltou para a TV Globo São Paulo e participou de coberturas como o naufrágio da plataforma P-36, em 15/03/2001, ao lado de Edimilson Ávila e do assistente Marco Antônio Losch.

De 2002 a 2006, Luiz Quilião retornou para seu segundo momento na TV Globo Rio. Ao lado da jornalista Lilia Teles, o cinegrafista fez uma das coberturas mais complicadas de sua carreira: a tragédia causada pelas chuvas na região serrana do Rio em dezembro de 2001, especialmente em Petrópolis.

"Deixaram a gente de helicóptero lá. Só que o tempo fechou de uma forma que a gente não conseguiu voltar e ficou com a roupa do corpo durante uma semana. Foi uma operação de guerra!"

Luiz Quilião também participou de algumas séries. Em outubro de 2003, ele e Marcelo Canellas fizeram "Outros Tempos" para o Bom Dia Brasil. "A gente quis fazer retratar o interiorano, as pessoas do meio rural, das cidadezinhas, das comunidades que vivem em outro tempo". Também para o Bom Dia Brasil, fez a série "Vaqueiros e Peões".


Ainda em 2006, o cinegrafista voltou para Brasília. Lá, participou da série "Terra do Meio, Brasil Invisível", em 2007, para o Bom Dia Brasil junto com Marcelo Canellas.  Com esta série, ele ganhou oito prêmios, incluindo o Prêmio Fórum 2007, da Fundación Nuevo Periodismo, presidida por Gabriel García Márquez; o Prêmio Every Human Has Rights Media Awards, promovido pela Internews Europa; o Prêmio Embratel de Jornalismo; o Prêmio CNT de Jornalismo, entre outros.

Ao lado de Vinicius Donola fez a série "Amazônia e o Mercúrio" para o Fantástico, em 2008. Nesse mesmo ano, fez "Fronteiras da Amazônia" com Cristina Serra para o Jornal Nacional.

Em 2009, descobriu a história da tropa do Zé Merenda, exibida no Fantástico. No ano seguinte, participou da eleição da presidente Dilma Rousseff e fez a série "Doença do Silêncio" com Marcelo Canellas para o Bom Dia Brasil.

Junto com a produtora Daniela Moura, trabalhou embarcado por dias na plataforma brasileira P-18 para retratar a vida dos trabalhadores anônimos em uma plataforma em mar aberto. O material foi exibido no Fantástico, em 2011. No ano seguinte, ao lado de Marcelo Canellas, visitou vários presídios do país e fez uma matéria sobre menores infratores para o Fantástico.

O cinegrafista também acompanhou o Movimento Passe Livre, em 2013. No ano seguinte, participou da série "Padres Brasileiros Se Dedicam Ao Ritual do Exorcismo" feita novamente com Marcelo Canellas para o Fantástico.

Ao Memória Globo, Luiz Quilião falou sobre o olhar especial sobre a notícia.

"Estou sempre com o radar aberto escutando as pessoas, porque todo mundo tem uma história para contar, então alguma coisa acontece!"

O cinegrafista gostava de dar ideias sobre as matérias, dirigir as cenas, participar ativamente das pautas e procurar um olhar diferente sobre o tema retratada. Em 34 anos de carreira, ele imprimiu sua marca , um jeito próprio de dar mais brilho às reportagens.

"Por trás delas tem um elemento, um ser humano, que muitas vezes arriscou a própria vida para contar uma história, que muitas vezes passou certas circunstâncias mais difíceis, mas levou para as pessoas uma imagem que contou uma história que vai ficar para sempre, mesmo depois que ele for!"
(Luiz Quilião ao Memória Globo)

Morte

Luiz Quilião estava internado desde o dia 18/02/2015 com uma trombose intestinal. No domingo, 29/03/2015, teve um forte sangramento no intestino e uma parada cardíaca.

O velório acontece na terça-feira, 31/03/2015, em Brasília, na capela 10 do cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul, a partir das 8:00 hs. A cerimônia de cremação está prevista para as 11:30 hs.

Luiz Quilião deixou dois filhos.

Fonte: Fonte: Memória Globo e G1

Beatriz Thielmann

BEATRIZ HELENA MONTEIRO DA SILVA THIELMANN
(63 anos)
Jornalista e Repórter

* Juiz de Fora, MG (13/01/1952)
+ São Paulo, SP (29/03/2015)

Beatriz Helena Monteiro da Silva Thielmann, mais conhecida como Beatriz Thielmann, foi uma jornalista e repórter brasileira.

Com mais de 30 anos de carreira, Beatriz Theilmann cobriu importantes momentos do país, como a promulgação da Assembleia Nacional Constituinte, em 1988, a eleição e morte de Tancredo Neves, a implantação do Plano Cruzado, a Eco-92, os Jogos Pan-Americanos e a visita do Papa Francisco ao Rio de Janeiro.

A primeira escolha profissional foi o curso de Direito, mas, depois de dois anos, trocou pelo de Jornalismo. No final de 1982, Beatriz Thielmann ficou sabendo que a TV Globo abriria uma vaga de editor de texto. Entrou para o estágio e acumulou duas funções. Uma no jornal impresso e outra na TV. Na TV Globo, passou por "Bom Dia Brasil", "Jornal da Globo", "Jornal Nacional", "Globo Repórter", além da GloboNews. Cobriu diversas áreas, entre cidade, economia e política.


Beatriz Thielmann foi a primeira repórter da TV Globo a entrevistar Fidel Castro, em 1987. Ela viajou junto com o ministro das Relações Exteriores na época, Abreu Sodré, e mais uma equipe de sete jornalistas e colunistas. Era a única repórter de televisão. A jornalista também acompanhou, por quase 20 dias, uma viagem do então presidente da República, José Sarney, à União Soviética e ao Leste Europeu.

Em 2003, escreveu o livro "De Mulheres Para Mulheres" com a médica Odilza Vidal, contando o que a medicina apresentava de novo para a vida da mulher depois dos 40 anos.

Beatriz Thielmann também roteirizou e dirigiu dois documentários. Um foi "O Bicho Dá. O Bicho Toma", em 2005, a convite da ONG Renctas, que luta pela preservação dos animais silvestres. O outro foi em 2007, "Vento Bravo", documentário sobre a história musical de Edu Lobo, que dirigiu em parceria com a jornalista Regina Zappa.

Morte

Beatriz Thielmann faleceu em São Paulo no domingo, 29/03/2015, aos 63 anos, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, vítima de insuficiência respiratória. Ela lutava contra um câncer no peritônio. Beatriz Thielmann deixou dois filhos e dois netos.

Em nota, a Rede Globo disse:

"Para os colegas, a perda é irreparável. A direção da Globo ressalta que Beatriz era uma profissional brilhante e uma colega de trabalho sem igual."

Fonte: Wikipédia e G1
Indicação: Miguel Sampaio

Ney Vianna

JOSÉ DA ROCHA VIANA
(47 anos)
Cantor

* Rio de Janeiro, RJ (1942)
+ Rio de Janeiro, RJ (15/10/1989)

Para uma escola se tornar grande, ela precisa de títulos ou realizar grandes carnavais. Mas antes disso tudo, uma escola de samba precisa criar ícones, figuras ilustres, bambas, estrelas. Ney Vianna foi um sambista, que contribuiu, e muito, para que sua escola se tornasse uma das maiores agremiações do carnaval carioca. Na identidade, José da Rocha Vianna. Na Avenida, Ney Vianna. Sua escola, Mocidade Independente de Padre Miguel.

Quem via aquele negro alto, magro, de bigode e com uma voz grave e levemente anasalada empunhando um microfone não tinha dúvidas de que se tratava de um dos mais talentosos intérpretes de samba enredo da história do Rio de Janeiro. Ney Vianna é daqueles que viveu a transição do "puxador de samba" para "intérprete". Ele começou a cantar no final da década de 60, na tradicional Em Cima da Hora, do bairro de Cavalcante.

Um divisor de águas aconteceu no ano de 1973, quando Ney Vianna defendeu "O Saber Poético da Literatura de Cordel", de autoria de Baianinho. A composição, elogiadíssima pela crítica e opinião pública, conquistou o Estandarte de Ouro de melhor samba, e Ney Vianna chamou a atenção da diretoria da Mocidade Independente de Padre Miguel pela sua performance na avenida.

A mudança de escola de samba não tardou a acontecer. Nos três carnavais seguintes, Ney Vianna fez dupla com Elza Soares na condução do samba da verde-e-branco de Padre Miguel. Ney Vianna só se afastou da Mocidade Independente de Padre Miguel em 1984, quando teve uma passagem relâmpago pelo Império Serrano.


Em 1987, ganhou seu o Estandarte de Ouro de melhor intérprete.

Na noite de 15/10/1989, durante a final da escolha do samba que contaria o enredo "Vira, Virou, a Mocidade Chegou", Ney Vianna teve um infarto fulminante, morrendo em plena quadra.

Os produtores do disco do carnaval de 1990 lhe renderam uma homenagem, colocando uma gravação antiga de seu grito de guerra, na abertura da faixa da escola.

No desfile, vencido pela Mocidade Independente de Padre Miguel, os carnavalescos Renato Lage e Lílian Rabello também homenagearam o grande intérprete numa alegoria que representava a Vila Vintém, com a reprodução da sua carteira de identidade com uma foto, numa alusão à música "Cartão de Identidade", que Ney Vianna cantava antes de cantar o samba-enredo. Os versos eram a sua cara:

"Mostrando a minha identidade
eu posso falar a verdade
a essa gente
como eu sou
da Mocidade Independente"

"Eu tinha dez anos na época. Eu estava numa festa de 15 anos e chegamos em casa e minha mãe me colocou para dormir com meu irmão. A única pessoa que estava na quadra era uma prima, já falecida, que contou para minha mãe!", lembra o filho Igor Vianna.

Carreira

  • Final Anos 60 - Em Cima da Hora
  • 1970 a 1973 - Em Cima da Hora
  • 1974 a 1983 - Mocidade Independente de Padre Miguel
  • 1984 - Império Serrano
  • 1985 a 1989 - Mocidade Independente de Padre Miguel


Grito de Guerra: "Alô, meu povão de Padre Miguel, Vamos lá!!!"
Gritos de Empolgação: "Em cima agora!", "Pela madrugada!", "Minha bateria!"
Samba-enredo de sua autoria: "Abram Alas Que Chegou a Mocidade" (1981, com Nezinho)

Prêmios

1987 - Estandarte de Ouro - Melhor Intérprete

Fonte: Sambario e Sidney Rezende
Indicação: Miguem Sampaio

Maria Polenta

MARIA TREVISAN TORTATO
(79 anos)
Benzedeira

* Mira, Itália (02/03/1880)
+ Curitiba, PR (22/04/1959)

Maria Trevisan Tortato, ou Maria Polenta, nasceu em 02/03/1880 em Mira, comunidade próxima à Veneza, região de Vêneto na Itália, filha do casal Giuseppe Francisco de Moretto Trevisan e Tereza de Bortoli.

O nome Maria prevaleceu durante toda vida, mas o Trevisan Tortato foi substituído por Polenta, cujo apelido veio a impor-se de maneira tão forte que até a data da sua morte, constrangendo a cidade, foi assim conhecida, tratada e benquista.

Em 12/02/1892 Giuseppe e Tereza imigram para o Brasil, à bordo do La Veloce. Chegam ao Paraná em 28/04/1892, provenientes do Rio de Janeiro. Trouxeram seus oito filhos: Giovani, Maria, Antonio, Sante, Virgínio, Domenico, Emílio e Anna. Mais tarde nasceria Luiz, já no Brasil.

Foi-lhes destinada a Colônia Alexandra, mas pelas condições inóspitas do local, mudaram-se para a Colônia Dantas, que mais tarde seria o bairro Água Verde, no local chamado Capão d'Amora. A região também era conhecida como Borghetto (que seria hoje entre a Travessa João Turin e a Av. Sete de Setembro até a Praça do Japão), onde havia a maior concentração de italianos em Curitiba.

Maria Trevisan casou-se em 12/02/1898 com Giuseppe Tortato, na Paróquia de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais. Em 14/01/1908, era celebrado o casamento civil, em Campo Comprido, Curitiba. Seu marido, conhecido como  Bépi Érico, era pedreiro de elite, chamado para construir igrejas, a exemplo da Imaculado Coração de Maria, no bairro Rebouças. Após o casamento,  passaram a residir na Rua Alferes Ângelo Sampaio, entre a Av. Sete de Setembro e a Av. Silva Jardim. Tiveram 10 filhos.


Antonio, irmão mais novo de Maria Trevisan, era funcionário da Todeschini e teria substituído Dona Domenica Todeschini que era a cozinheira da  fábrica. Como saiu-se bem na polenta, que era a base da comida, passou a ser chamado de Antonio Polenta, apelido que estendeu-se à família.

A própria Maria contava que tudo iniciou quando ela sonhou com seu avô e este lhe dissera que no dia seguinte iria vir à sua presença uma criança com uma fratura e que ela deveria fazer tal procedimento para curá-la. De fato, segundo ela, tal sucedeu e a criança ficou sã em pouco tempo.

Maria Moreira, benzedeira famosa, lhe transmitiu os conhecimentos, além do ancião Modesto Emiliano que teria lhe instruído como lidar com os traumatismos musculares e ósseos.

Maria Polenta exercia a medicina prática, que está associado ao passe, à reza e a certos aspectos místicos, que acabam fornecendo elementos produtores de sabor às histórias. Ela era especialista em massagens magnéticas e diziam, principalmente os jogadores de futebol, que ela voltava qualquer osso no devido lugar.

Por ser uma espécie de curandeira, não apreciava médicos. Também benzia e receitava chás. Além de recolocar articulações como ninguém, transmitia ao elemento receptor a fé daquelas aplicações. Era tamanho o êxito de seus tratamentos que a cada dia aumentava sua clientela.

Placas afixadas em uma casa na esquina das Ruas Maria Bueno com Maria Trevisan Tortato, no bairro Novo Mundo
Era extrema a bondade de Maria Polenta. Vestia-se em trajes longos, a cobrir-lhe os pés. Nada cobrava pelos serviços, cabendo a cada um deixar numa caixinha o que pudesse.

O ritual de atendimento era sempre o mesmo. Ela puxava conversa, perguntava o nome e ia passando o polegar esquerdo na região afetada. De repente, dava um puxão. Depois, passava água vegetal canforada. Se fosse o caso, improvisava uma tala. O material era comprado no Laboratório Antisardina logo em frente. Depois de tirar a tala ela ensinava o que hoje se chama de fisioterapia. Foi assim durante 50 anos. Uma vida dedicada a minorar o sofrimento humano.

Maria Polenta era popular entre os "sem-médico", mas também cortejada pela nata. Tinha como vizinhos Guido Viaro, Erasmo Piloto e João Turin. Poty Lazzarotto chegou a pintar-lhe um retrato, de memória, por sugestão do médico Luiz Carlos Sobania. Não por menos, um ano depois de sua morte, em 1960, o celebrado escultor Erbo Stenzel, fundiu o busto da "curadora de ossos", hoje instalado numa pracinha que leva o nome dela, na Avenida República Argentina com a Getúlio Vargas.

Não lhe faltaram homenagens. Na década de 70, Maria Polenta virou nome de rua no Novo Mundo, via que, aliás, faz cruzamento com a Maria Bueno, a santa não-oficial da capital. Nos anos 80, seu nome batizou a unidade de saúde da Rua Carneiro Lobo, no Batel.

A "Milagreira" e o Jovem Luiz Carlos Sobania

O médico Luiz Carlos Sobania, era um menino de calças curtas quando foi arrastado por um cachorro. Teve um dedo avariado pela corrente. A mãe, que morava na frente do Hospital de Crianças, o Cezar Pernetta, preferiu andar mais umas quadras e levá-lo à casa de Maria Polenta. Foi tiro e queda. O menino ficou bom e nunca mais esqueceu do rosto da mulher que o atendeu.

"Esse fato marcou minha infância. Lembro como se fosse hoje. Ela tinha um lenço na cabeça!"

Luiz Carlos Sobania garante que não foi influenciado por Maria Polenta na escolha de sua área de atuação, a ortopedia, na qual é uma das referências da cidade: "Coincidência, nada mais!".

Ele atua na Clínica de Fraturas desde 1964. Fato mesmo é que Maria Polenta passou a fazer parte de sua biografia.

Para o médico, a grande virtude de Maria Polenta era saber de seus limites. Corre entre os homens de jaleco branco que a curadora de ossos da Água Verde remetia muita gente aos hospitais, todas as vezes que se certificava da gravidade de um problema. Médicos como Luiz Carlos Sobania, contra todas as evidências, também fazem parte dessa confraria informal.

O túmulo fica na quadra 177, lote n.º 22, no Cemitério Municipal do Água Verde
Morte

Nas cinco décadas em que Maria Polenta atuou, as filas de carroças no trecho da Ângelo Sampaio, entre a Sete de Setembro e a Silva Jardim, onde ela morava, foram substituídas por carros. A saúde da italiana ficou arisca. Tinha erisipela e uma artrose infernal. Como se negou a usar a cadeira de rodas que os filhos lhe compraram, apoiava-se numa cadeira de cozinha, com a qual andava pela casa.

Maria Polenta morreu aos 79 anos de idade, em 22/04/1959. Seu túmulo no Cemitério de Água Verde fica na quadra 177. Tem vários agradecimentos por graças recebidas. Reza a lenda, não passa dia sem que ali se coloque um ramo de flor.

Maria Polenta mereceu um dos maiores funerais que a cidade já viu. "A cidade foi pequena. Quando o corpo chegou no Cemitério da Água Verde, ainda tinha gente saindo em fila da casa dela", lembra a sobrinha Geni Tissot Massocin, sobre o cortejo de aproximados cinco quilômetros.

Jorge Loredo

JORGE RODRIGUES LOREDO
(89 anos)
Ator, Humorista e Advogado

* Campo Grande, RJ (07/05/1925)
+ Rio de Janeiro, RJ (26/03/2015)

Jorge Rodrigues Loredo foi um ator e humorista brasileiro, mais conhecido por seu personagem Zé Bonitinho. Paralelamente, exerceu a profissão de advogado, especialista em Direito Previdenciário e do Trabalho.

Filho de Luiza Rodrigues Loredo e do comerciante Etelvino Ignacio Loredo, Jorge Loredo foi criado no subúrbio de Campo Grande, no Rio de Janeiro. Aos 12 anos foi diagnosticado com osteomielite na perna esquerda. A dor constante, só curada nos anos 70, fez de Jorge Loredo um garoto introvertido e cabisbaixo.

Adolescente, não sabia que profissão iria seguir. Sabia que gostava de teatro. Trabalhando num banco e estudando na Faculdade de Direito, viu um anúncio em um jornal sobre a seleção de candidatos ao Teatro do Estudante de Paschoal Carlos Magno. A contragosto, sua primeira audição foi para representar o monólogo cômico "Como Pedir Uma Moça em Casamento". Gostaram de sua apresentação e foi selecionado e a partir daí adotou o humorismo como profissão.

Temendo o desemprego como artista, continuou os estudos e formou-se em direito em 1957, trabalhando como advogado especializado em previdência social e direito do trabalho durante todo o tempo de carreira.

Personagens Famosos

Dentre os personagens famosos, está o mendigo aristocrata e filósofo que surgiu no fim dos anos 50. Na TV Rio tinha o programa "Rio Cinco Para as Cinco", durante a tarde. A mãe de Jorge Loredo quem o aconselhou a imitar um mendigo elegante que, na sua infância, ia a sua casa. Ele exigia mesa montada na garagem e toalha de renda. O personagem foi um sucesso tremendo, tanto que o ex-presidente Juscelino Kubitschek foi o padrinho de casamento de Jorge Loredo por isso. Na época, Jorge Loredo terminava o quadro do mendigo dizendo: "Agora vou encontrar com aquele menino, o Juscelino...".

Na televisão, o personagem era exibido no programa "Praça da Alegria", de Manuel de Nóbrega, a quem se dirigia com "Como vai meu nobre colega?". Era um mendigo que se vestia como um inglês, todo rasgado, mas usava monóculo e luvas. O figurino foi tirado de um filme de Charles Laugthon que fazia o papel de um mendigo aristocrata.

Criou outros tipos: um italiano que não podia ver televisão porque queria quebrá-la, o profeta Saravabatana que andava com uma cobra que dava consultas a mulheres, e o professor de português que tinha a voz do Ary Barroso.

O Irresistível Zé Bonitinho

No entanto, nenhum de seus personagens ficou mais conhecido que o Zé Bonitinho.

O personagem surgiu de uma imitação que Jorge Loredo fazia de um colega de adolescência, o Jarbas, conhecido como "O perigote das mulheres". Ficava se olhando nos espelhos dos bares, dizendo "Alô, Garota!" e cantando "Strangers In The Night". Ele se gabava de conquistar todas as mulheres.

O irresistível Zé Bonitinho é dono de bordões inesquecíveis, ditos com a voz grave de Jorge Loredo: "Câmera, close! Microfone, please!", ou "Garotas do meu Brasil varonil... vou dar a vocês um tostão da minha voz!".

Ostentando um enorme topete, imensos óculos escuros e um bigodinho finíssimo, Zé Bonitinho caminha com requebros e trejeitos de galã hollywoodiano. Inclusive o personagem foi utilizado no cinema por Rogério Sganzerla em "Sem Essa, Aranha" e "O Abismo".

Primeiros Trabalhos no Cinema

Jorge Loredo fez alguns filmes. O primeiro filme foi "Um Caso de Polícia" (1959).

Em 1960, contracenou com Ankito em "Sai Dessa Recruta", onde fazia um recruta doido, que ficava preso e tinha delírios dentro da prisão. Fez a seguir "Testemunhas Não Condenam" (1962), de Zélia Costa, e "A Espiã Que Entrou Numa Fria!" (1967), com Agildo Ribeiro, e direção de Sanin Cherques.

Seguiram-se "Sem Essa, Aranha" (1970), "O Abismo" (1977), ambos de Rogério Sganzerla, e "Tudo Bem" (1978), de Arnaldo Jabor.

Novos Desafios

Em 2003, Jorge Loredo foi convidado pela atriz Andréa Beltrão para atuar na peça infantil "Eu e Meu Guarda-Chuva", e foi ovacionado pelas crianças da platéia.

Em 2005 ganhou o documentário "Câmera, Close!" do produtor musical Tito Lopes, e da jornalista Susanna Lira. O documentário envolveu um livro, um especial para TV e um curta-metragem. Imagens de arquivo de cinema e TV e recursos de computação gráfica também fizeram parte do documentário.

Em 2006, o ator voltou ao cinema em um curta-metragem dirigido por Selton Mello, "Quando o Tempo Cair". Por esse trabalho, Jorge Loredo foi premiado com o Troféu Marlin Azul, por sua volta ao cinema após 28 anos, no 13º Vitória Cine Vídeo.

Em 2008, atuou ainda em "Chega de Saudade", de Laís Bodanzky, e na série de TV "Alice".

Atualmente, integrava o elenco do programa "A Praça é Nossa", no SBT, fazendo ainda o carismático Zé Bonitinho.

Morte

Jorge Loredo morreu, por volta de 05:00 hs de quinta-feira, 26/03/2015. Jorge Loredo, de 89 anos, estava internado no Hospital São Lucas, na Zona Sul do Rio de Janeiro desde 03/02/2015, onde permaneceu em estado grave. De acordo com o boletim médico, Jorge Loredo lutava há anos contra uma doença pulmonar obstrutiva crônica grave e um enfisema pulmonar, que o levaram à falência múltipla de órgãos.

O corpo será velado na sexta-feira, 27/03/2015, no Memorial do Carmo, no Caju, a partir das 09:00 hs.

Filmografia
  • 2011 - O Palhaço
  • 2010 - A Suprema Felicidade
  • 2008 - Chega de Saudade
  • 2006 - Quando o Tempo Cair
  • 2005 - Câmera, Close
  • 1978 - Tudo Bem
  • 1977 - O Abismo
  • 1970 - Sem Essa, Aranha
  • 1967 - A Espiã Que Entrou em Fria
  • 1962 - As Testemunhas Não Condenam
  • 1960 - Sai Dessa, Recruta
  • 1959 - Um Caso de Polícia

Fonte: Wikipédia e Zé Bonitinho
Indicação: Roner Marcelo

Cleide Alves

CLEIDE ALVES DA SILVA
(68 anos)
Cantora

* Rio de Janeiro, RJ (05/12/1946)
+ Rio de Janeiro, RJ (06/03/2015)

Apelidada de "A Estrelinha do Rock", Cleide Alves é uma das pioneiras da Jovem Guarda. Surgiu no início da década de 60, quando lançou, em 1960, o seu primeiro disco pela gravadora Copacabana, um 78 RPM, interpretando "Help, Help, Maybe" (Fernando Costa, Alfredo Max e Chamarelli) e "Seguindo e Cantando" (Roberto Correia).

Em 1962 gravou "Chega" (Floyd Robinson e Demétrius) e "Meu Anjo da Guarda" (Rossini Pinto e Fernando Costa). Tornou a primeira cantora a gravar uma música da dupla Roberto Carlos e Erasmo Carlos, "Procurando um Broto".

Em 1964 lançou o LP "Twist, Hully Gully e Cleide Alves", pela RGE, acompanhada pelo conjunto Renato e Seus Blue Caps, que tinha a música "Mamãe Acha Que é Normal", um de seus maiores sucessos.

Atuou ao longo dos anos 60 gravando vários compactos e obtendo algum sucesso no período da Jovem Guarda.

Em 1968 lançou um compacto simples com as músicas "Você Não Serve Para Ser Meu Namorado" e "Não Me Diga Adeus Agora"

Em 1970 lançou o LP "Canção de Nós Dois", com música-título de Vinícius de Moraes. Com o declínio da Jovem Guarda, afastou-se do meio artístico.

Nos anos 90 retornou às gravações no disco comemorativo aos 30 anos da Jovem Guarda interpretando "Estúpido cupido", sucesso gravado originalmente por Celly Campello.

Morte

Cleide Alves faleceu no Rio de Janeiro, aos 68 anos, no dia 06/03/2015. Foi sepultada no dia 07/03/2015, no Cemitério do Catumbi.

Discografia
  • 1970 - Canção de Nós Dois (RCA Victor)
  • 1968 - Você Não Serve Para Ser Meu Namorado / Não Me Diga AdeuS Agora (RCA, Compacto Simples)
  • 1964 - Twist, Hully Gully e Cleide Alves (RGE, LP)
  • 1963 - Habib Twist / Procurando Um Broto (Copacabana, 78)
  • 1961 - Chega / Meu Anjo da Guarda (Copacabana, 78)
  • 1960 - Help, Help, Maybe / Seguindo e Cantando (Copacabana, 78)

Indicação: Miguel Sampaio

Cláudio Marzo

CLÁUDIO DA SILVA MARZO
(74 anos)
Ator

* São Paulo, SP (26/09/1940)
+ Rio de Janeiro, RJ (22/03/2015)


Cláudio da Silva Marzo foi um ator brasileiro, pai da atriz Alexandra Marzo, fruto do seu casamento com a atriz Betty Faria. Também foi casado com a atriz Denise Dumont com quem teve um filho chamado Diogo e pai de Bento, fruto do seu casamento com a atriz Xuxa Lopes.

Nascido em 26/09/1940, Cláudio Marzo era filho de uma família de operários e descendente de italianos. Seu pai era metalúrgico e sua mãe dona de casa. O ator abandonou os estudos aos 17 anos para trabalhar como figurante na TV Paulista. Mais tarde, foi contratado pela TV Tupi, onde atuou numa produção sobre Chopin.

Foi a partir do seu trabalho na TV Tupi que acabou no Teatro Oficina onde estudou o método Stanislawsky, com Eugenio Kusnet. Recebeu então uma proposta da TV Globo, recém-inaugurada no Rio de Janeiro. Fez as novelas: "Eu Compro Essa Mulher", "Sheik de Agadir", "Carinhoso", com Regina Duarte. Fez então várias novelas com essa atriz, que nessa época se transformou na Namoradinha do Brasil.

"Na época eu acreditava, ingenuamente até, que o teatro pudesse modificar o mundo", disse o ator em entrevista ao site Memória Globo.

Cláudio Marzo já era um nome conhecido da TV em 1969, quando atuou ao lado de Regina Duarte em "Véu de Noiva", de Janete Clair. Foi a primeira telenovela contemporânea da TV Globo, uma resposta à tendência iniciada por "Beto Rockfeller", sucesso da TV Tupi. O par formado por Cláudio Marzo e Regina Duarte caiu no gosto popular. E voltou a ser escalado em "Irmãos Coragem", de Janete Clair, produzida em 1970. Na trama, ele interpretou um dos irmãos do título: Duda, um craque de futebol.


"Carinhoso", de Lauro César Muniz, lançada em 1973, trouxe de volta Cláudio Marzo e Regina Duarte. Mas foi na década de 80 que ele participou de duas produções que marcariam sua carreira. Em "Brilhante", de Gilberto Braga, exibida em 1981, ele viveu o motorista Carlos, que vivia um romance com sua patroa, Chica Newman, papel de Fernanda Montenegro. Já na minissérie "Quem Ama Não Mata", de Euclydes Marinho, de 1982, o ator contracenou com Marília Pêra.

No início de 1988, Cláudio Marzo trocou de emissora e participou de duas novelas na extinta TV Manchete: "Kananga do Japão" (1989), de Wilson Aguiar Filho, e "Pantanal" (1990), de Benedito Ruy Barbosa. Essa última marcou a carreira do ator, que costumava destacar como um dos mais bonitos trabalhos que já fez na TV.

De volta à TV Globo em 1993, atuou em "Fera Ferida", de Walther Negrão, no papel do coveiro Orestes Fronteira. Dois anos depois foi convidado para participar do remake de "Irmãos Coragem", dessa vez vivendo o Coronel Pedro Barros.

Em 2007, na TV Globo, atuou na novela "Desejo Proibido", de Walther Negrão, e na minissérie "Amazônia - De Galvez a Chico Mendes", de Gloria Perez.

A carreira de Cláudio Marzo também inclui trabalhos no cinema. Foram nada menos do que 35 longas-metragens, entre os quais "O Homem Nu", dirigido por Hugo Carvana. Com roteiro de Fernando Sabino, o filme lançado em 1990 lhe rendeu o prêmio de melhor ator no conceituado Festival de Gramado.

Morte

Cláudio Marzo morreu no domingo, 22/03/2015, às 05:39 hs, aos 74 anos, vítima de complicações de um enfisema pulmonar. Os familiares aguardam a chegada de um dos filhos do ator que mora na Austrália para o velório e o corpo deve ser cremado.

Cláudio Marzo estava internado no CTI da Clínica São Vicente, na Gávea, Rio de Janeiro, desde o dia 04/03/2015. Nos últimos meses, o ator teve diversas passagens pela clínica. Em fevereiro, ele foi internado com problemas respiratórios. Já em setembro de 2014, passou 14 dias no hospital por causa de uma pneumonia. Em outubro, fez uma cirurgia do aparelho digestivo, e em novembro, foi internado com um quadro de hemorragia digestiva e diverticulite.

Cláudio Marzo deixou três filhos dos casamentos com as atrizes Betty Faria, Denise Drummond e Xuxa Lopes. São eles, a também atriz Alexandra Marzo, Diogo e Bento. Nos últimos anos ele estava casado com Neia Marzo.

Carreira

Novela
  • 2007 - Desejo Proibido ... Lázaro Simões
  • 2005 - A Lua Me Disse ... Ivan Lago
  • 2003 - Mulheres Apaixonadas ... Rafael Nogueira
  • 2002 - Coração de Estudante ... João Alfredo Mourão
  • 1999 - Andando Nas Nuvens ... Antônio San Marino
  • 1998 - Era Uma Vez... ... Xistus Kleiner
  • 1997 - A Indomada ... Pedro Afonso de Mendonça e Albuquerque
  • 1996 - Vira Lata ... Lupércio
  • 1995 - Irmãos Coragem ... Coronel Pedro Barros
  • 1993 - Fera Ferida ... Orestes Fronteira
  • 1990 - Pantanal ... José Leôncio / Velho do Rio
  • 1989 - Kananga do Japão ... Noronha
  • 1987 - Bambolê ... Álvaro Galhardo
  • 1986 - Cambalacho ... Rogério Guerreiro
  • 1984 - Partido Alto ... Maurício
  • 1983 - Pão Pão, Beijo Beijo ... Ciro
  • 1981 - Brilhante ... Carlos Amorim
  • 1980 - Plumas & Paetês ... Edgar
  • 1980 - Olhai os Lírios do Campo ... Eugênio Fontes
  • 1978 - Roda de Fogo ... Jacques
  • 1976 - Saramandaia  ... Conde August Strauss
  • 1975 - Senhora ... Fernando Seixas
  • 1974 - O Espigão ... Léo Simões
  • 1973 - Carinhoso ... Humberto
  • 1972 - O Bofe ... Dimitrius
  • 1971 - Minha Doce Namorada ... Renato
  • 1970 - Irmãos Coragem ... Duda Coragem
  • 1969 - Véu de Noiva ... Marcelo Montserrat
  • 1969 - A Última Valsa ... Carlos Augusto
  • 1968 - A Grande Mentira ... Roberto
  • 1968 - Sangue e Areia ... Miguel
  • 1967 - A Rainha Louca ... Robledo
  • 1966 - O Sheik de Agadir ... Marcel
  • 1966 - Eu Compro Esta Mulher ... Ricardo
  • 1965 - Um Rosto de Mulher ... Desconhecido
  • 1965 - A Moreninha ... Augusto
  • 1964 - Marcados Pelo Amor ... Roberto
  • 1963 - Moulin Rouge, a Vida de Toulouse-Lautrec ... Desconhecido)

Minissérie
  • 2007 - Amazônia, de Galvez a Chico Mendes ... Ramalho Jr.
  • 2000 - Aquarela do Brasil ... Rodolfo
  • 1991 - O Fantasma da Ópera ... Rodrigo Alfredo do Vale
  • 1985 - Tenda dos Milagres ... Jerônimo
  • 1982 - Quem Ama Não Mata ... Jorge

Série
  • 2008 - Guerra e Paz  (Episódio: Mães & Pais) ... Capitão Guerra
  • 1998 - Você Decide (Episódio: Aconteceu no Natal)
  • 1996 - Você Decide (Episódio: O Professor)
  • 1993 - Você Decide (Episódio: O Homem Errado)

Cinema
  • 2007 - A Casa da Mãe Joana ... Leopoldo
  • 2007 - Meteoro ... Velho Meirelles
  • 2002 - A Selva ... Juca Tristão
  • 2001 - O Xangô de Baker Street ... Pedro 2º
  • 2001 - Um Crime Nobre
  • 2000 - Os Três Zuretas
  • 1997 - O Homem Nu ... Sílvio Proença
  • 1996 - Adágio ao Sol ... Júlio
  • 1992 - Perfume de Gardênia ... Delegado
  • 1990 - Mais Que a Terra
  • 1986 - Fulaninha ... Bruno
  • 1985 - Avaeté - Semente da Vingança ... Deputy
  • 1985 - Chico Rei ... Felipe dos Santos
  • 1985 - Fonte da Saudade
  • 1984 - Nunca Fomos Tão Felizes ... Beto
  • 1983 - Parahyba Mulher Macho ... João Dantas
  • 1982 - Pra Frente, Brasil
  • 1982 - O Último Vôo do Condor ... Murilo
  • 1982 - Profissão Mulher
  • 1982 - O Segredo da Múmia
  • 1979 - Memórias do Medo
  • 1978 - A Lira do Delírio
  • 1978 - A Dama do Lotação
  • 1978 - Pequenas Taras ... Diogo
  • 1978 - Se Segura, Malandro! ... Zatopek do Crime
  • 1975 - O Flagrante
  • 1973 - Os Condenados ... João do Carmo
  • 1971 - O Capitão Bandeira Contra o Doutor Moura Brazil ... Capitão Bandeira
  • 1970 - Em Busca do Susexo ... Borges
  • 1969 - Máscara da Traição ... César
  • 1968 - O Engano ... Doctor
  • 1968 - O Homem Que Comprou o Mundo
  • 1968 - Os Viciados ... (Episódio: A Fuga)
  • 1968 - Copacabana Me Engana ... Hugo
  • 1967 - O Mundo Alegre de Helô ... Freddy 5


Prêmios
  • Festival de Gramado - Vencedor: Melhor ator por "O Homem Nu"
  • 1990 - Melhor ator pelo Troféu Imprensa


Fonte: Wikipédia e O Globo

João Alves

JOÃO ALVES DE ALMEIDA
(85 anos)
Político

* Maceió, AL (28/09/1919)
+ Salvador, BA (14/11/2004)

João Alves de Almeida foi um político brasileiro com base eleitoral no estado da Bahia. Foi deputado federal de 1963 até 1994.

Nascido em Maceió numa família muito humilde. Seu irmão mais velho Liberalino Alves de Almeida, por não querer mais dar despesa a família, fugiu de casa aos 12 anos de idade.

João Alves trabalhou como engraxate e ajudante numa padaria. Ascendeu socialmente e trouxe seus irmãos: Cícero, José Silvério e Analha até a Bahia, onde todos supostamente venceram na vida honestamente, ocupando importantes cargos públicos.

O Escândalo dos Anões do Orçamento

Em 1993, a CPI dos Anões do Orçamento investigou 37 parlamentares por suposto envolvimento em esquemas de fraudes na Comissão de Orçamento do Congresso Nacional. O relatório final de Roberto Magalhães (PFL-PE), pediu a cassação de 18 deles, mas apenas 6 foram para a degola:
  • Carlos Benevides (PMDB-CE)
  • Fábio Raunhetti (PTB-RJ)
  • Feres Nader (PTB-RJ)
  • Ibsen Pinheiro (PMDB-RS)
  • Raquel Cândido (PTB-RO)
  • José Geraldo (PMDB-MG)
Quatro renunciaram antes:
  • O chefe do bando, João Alves (Sem Partido-BA)
  • Manoel Moreira (PMDB-SP)
  • Genebaldo Correia (PMDB-BA)
  • Cid Carvalho (PMDB-MA)
Oito foram absolvidos:
  • Ricardo Fiúza (PFL-PE)
  • Ézio Ferreira (PFL-AM)
  • Ronaldo Aragão (PMDB-RO)
  • Daniel Silva (PPR-RS)
  • Aníbal Teixeira (PTB-MG)
  • Flávio Derzi (PP-MS)
  • Paulo Portugal (PP-RJ)
  • João de Deus (PPR-RS).



Os envolvidos roubaram mais de R$ 100 milhões públicos, com esquemas de propina, para favorecer governadores, ministros, senadores e deputados.

Em 2000, o Supremo Tribunal Federal arquivou o processo contra Ibsen Pinheiro, que retornou à política em 2004, ao eleger-se vereador em Porto Alegre. Em 2006, elegeu-se para a Câmara Federal.

Foi atribuído ao deputado João Alves a articulação do esquema, que conhecia desde 1972, quando passou a integrar a Comissão de Orçamento do Congresso, colaborando com o Executivo ao impedir que seus colegas parlamentares fizessem mudanças em projetos. Em troca, acertava a inclusão e aprovação de emendas parlamentares entre os gastos oficiais, cujas verbas eram direcionadas para seus redutos eleitorais.

Com a promulgação da nova Constituição, em outubro de 1988, os poderes da Comissão de Orçamento foram ampliados, o que resultou na formação do grupo dos "Sete Anões".

Segundo a Folha de S.Paulo, o grupo operava com três fontes de recursos. A primeira era formada pelas propinas pagas pelos prefeitos para incluir uma obra no Orçamento ou conseguir a liberação de uma verba já prevista. A execução dessas tarefas era realizada pela Seval, uma empresa criada pelo deputado João Alves, que cobrava uma "taxa" para fazer o serviço.

Uma segunda fonte vinha da cobrança de propinas de empreiteiras para que fossem incluídas obras no Orçamento da União ou que os Ministérios liberassem recursos para obras que elas executariam.


A terceira fonte, usada para financiar suas campanhas políticas, vinha com a aprovação de subvenções sociais dos Ministérios para entidades "fantasmas" registradas no Conselho Nacional do Serviço Social e controladas pelos próprios parlamentares.

O principal assessor dos "anões" era o economista José Carlos Alves dos Santos, que realizava os ajustes no projeto para incorporar as emendas dos congressistas. De 1989 a 1992, o número de emendas parlamentares cresceu quase 3000%.

Em 1989, foram 2.604 emendas; em 1990, 13 mil; em 1991, 15.638; e em 1992, 76 mil.

Para fazer a "lavagem" do dinheiro obtido ilegalmente, João Alves apostava milhares de dólares em loterias. Perdia mais do que ganhava, mas conseguia legalizar parte do dinheiro das propinas que recebia.

A edição nº 1.310, da revista Veja, do dia 20/10/1993, trouxe uma entrevista com o chefe da Assessoria Técnica da Comissão do Orçamento do Congresso, José Carlos Alves dos Santos, que estava preso na Delegacia de Homicídios de Brasília sob suspeita de ter assassinado sua mulher Ana Elizabeth, que estava desaparecida desde dezembro de 1992.

Além dos parlamentares, José Carlos Alves citou como envolvidos no esquema o então governador maranhense, Edison Lobão, Joaquim Roriz, do Distrito Federal, e a ministra Margarida Procópio, com quem João Alves tinha brigas homéricas, "porque ela era conhecida de infância e era gananciosa"

Morte

João Alves de Almeida, morreu aos 85 anos, no domingo, 14/11/2004, em Salvador, BA, vítima de um câncer pulmonar. O enterro ocorreu na segunda-feira, 15/11/2004, no Cemitério Jardim da Saudade, no bairro de Brotas, onde o corpo foi velado.

João Alves estava internado há duas semanas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Português com um quadro de retenção de líquido nos pulmões.

Rubens Saraceni

RUBENS SARACENI
(63 anos)
Médium, Babalorixá e Escritor

* Osvaldo Cruz, SP (18/10/1951)
+ São Paulo, SP (09/03/2015)

Rubens Saraceni foi um médium e escritor brasileiro, nascido em Osvaldo Cruz, SP no ano de 1951. Exerceu sua mediunidade por mais de 30 anos e fez seus estudos no campo da espiritualidade. Seus inúmeros livros já publicados são psicografados, ditados e orientados pelos Mestres. Sua jornada, segundo conta, foi iniciada no espiritismo de "mesa branca", passando posteriormente para a umbanda, onde se tornou Sacerdote da Umbanda Sagrada.

Há muitos anos o médium Rubens Saraceni, que tem uma enorme quantidade de livros psicografados e dezenas deles publicados, recebeu um pedido dos Mestres da Luz, Guias de Lei e de Umbanda, no qual solicitavam que as informações reveladoras, por eles transmitidas, não fossem apenas para seu bel prazer, e sim para que, por meio dele, o conhecimento se multiplicasse. Com isso, Rubens Saraceni começou a ministrar o curso de Teologia de Umbanda, um curso simples e teórico, visando a uma melhor formação do médium umbandista em relação aos fundamentos da umbanda.

Desse convívio Rubens Saraceni se deu conta do valor do que havia recebido, pois há muitos anos praticava a Magia Divina ensinada por seus mentores que se mostrou fundamental na proteção daqueles que o procuravam. Foi quando os Mestres da Luz ressaltaram a importância de consolidar-se no lado material um colégio nos moldes dos grandes colégios astrais, que sustentam toda a formação daqueles que se assentam à direita e à esquerda dos Sagrados Orixás, Tronos e Divindades de Deus. Daí surgiu o Colégio de Umbanda Sagrada Pai Benedito de Aruanda, para dar formação mediúnica e sacerdotal de umbanda, bem como, sustentação, religiosa e magística aos que buscam o conhecimento sagrado sobre O Divino Criador Olorum (Deus), suas divindades e seus mistérios geradores.

Mestre Seiman Hamiser Yê, um Ogum Sete Espadas da Lei e da Vida, assumiu a abertura da Magia do Fogo no plano material, por meio de Rubens Saraceni, na qual são ensinados os fundamentos da Magia Riscada dos Orixás, a Grafia Sagrada, bem como a correta utilização magística das velas, suas cores e o elemento fogo na arte da magia. O primeiro curso do gênero aberto ao plano material por Mestre Seiman, e que deve ser o primeiro na formação do mago, intitula-se "Magia das Sete Chamas Sagradas".

Rubens Saraceni foi também o fundador do Colégio Tradição de Magia Divina, colégio este que se destina a dar amparo aos formados nas magias abertas ao plano material e espiritual.

Ao longo da carreira, lançou cerca de 50 livros psicografados e foi autor de outros 30, que permanecem inéditos para o grande público.

Morte

Três dias antes de morrer, Rubens Saraceni se despediu dos filhos e da mulher. Médium desde a década de 1980, parecia saber que faria em breve sua passagem - termo utilizado na umbanda para designar a morte.

Após pedir à família que não chorasse, declarou seu amor por todos e recomendou que continuassem as atividades no Colégio de Umbanda Pai Benedito de Aruanda, que fundou em 1999, na zona leste da capital paulista.

Fumante desde os 20 anos, largou o vício após o diagnóstico de câncer de pulmão. Morreu na manhã de segunda-feira, 09/03/2015, aos 63, vítima de um enfisema pulmonar.

O velório de Rubens Saraceni ocorreu na Câmara Municipal de Vereadores de São Paulo.

Ele deixa a mãe, Leocádia, cinco irmãos, os filhos, Maurício, Estela e Graziela, além da esposa, Alzira, com quem foi casado por 46 anos.

Obras
  • Aprendiz-Sete - O Filho de Ogum
  • Os Arquétipos da Umbanda - As Hierarquias Espirituais dos Orixás
  • O Cavaleiro da Estrela Guia - A Saga Completa
  • O Cavaleiro da Estrela Guia - A Saga Continua
  • O Código da Escrita Mágica Simbólica
  • Código de Umbanda
  • Os Decanos - Os Fundadores, Mestres e Pioneiros da Umbanda
  • Diálogo Com Um Executor
  • Doutrina e Teologia de Umbanda Sagrada - A Religião dos Mistérios - Um Hino de Amor à Vida
  • A Evolução dos Espíritos
  • Formulário de Consagrações Umbandistas - Livro de Fundamentos
  • Gênese Divina de Umbanda Sagrada - O Livro dos Tronos de Deus - A Ciência Divina Revelada
  • O Guardião da Meia-Noite - Por Honra e Glória do Criador de Tudo e de Todos
  • Guardião da Pedra de Fogo - As Esferas Positivas e Negativas
  • O Guardião da Sétima Passagem - A Porteira Luminosa
  • O Guardião das Sete Cruzes - Um Livro Mistério
  • Guardião das Sete Encruzilhadas - Hemisarê a Ira Divina
  • Guardião do Amor - Aprendiz Sete no Reino das Ninfas
  • O Guardião do Fogo Divino - A História do Senhor Caboclo Sete Pedreiras
  • O Guardião dos Caminhos - A História do Senhor Guardião Tranca-Ruas
  • Guardião Sete - O Chanceler do Amor
  • Os Guardiões da Lei Divina - A Jornada de um Mago
  • Iniciação à Escrita Mágica Divina - A Magia Simbólica dos Tronos de Deus
  • Os Guardiões dos Sete Portais - Hash-Meir e O Guardião das Sete Portas
  • Iniciação à Escrita Mágica Divina - A Magia Simbólica dos Tronos de Deus
  • A Lenda do Sabre Dourado
  • Lendas da Criação - A Saga dos Orixás
  • O Livro da Vida - As Marcas do Destino
  • A Longa Capa Negra
  • A Magia Divina das Sete Pedras Sagradas
  • A Magia Divina das Velas - O Livro das Sete Chamas Sagradas
  • A Magia Divina dos Elementais
  • A Magia Divina dos Gênios - A Força dos Elementais da Natureza
  • A Magia Divina dos Sete Símbolos Sagrados
  • Manual Doutrinário, Ritualístico e Comportamental Umbandista
  • Oráculo de Delfos - O Ancestral Místico
  • Orixá Exu - Fundamentação do Mistério Exu na Umbanda
  • A Princesa dos Encantos - Sob o domínio da Paixão
  • Orixá Pombagira
  • Orixás - Teogonia de Umbanda
  • O Protetor da Vida - Viver a Vida: Um Ato de Fé
  • Rituais Umbandistas - Oferendas, Firmezas e Assentamentos
  • As Sete Linhas de Evolução e Ascensão do Espírito Humano
  • As Sete Linhas de Umbanda - A Religião dos Mistérios
  • Os Templos de Cristais - A Era dos Grandes Magos
  • Tratado de Escrita Mágica Sagrada - Um Curso de Escrita Mágica
  • Tratado Geral de Umbanda
  • Umbanda Sagrada - Religião, Ciência, Magia e Mistérios

Indicação: Douglas Bachine

Nico Nicolaiewsky

NELSON NICOLAIEWSKY
(56 anos)
Cantor, Compositor e Humorista

* Porto Alegre, RS (09/06/1957)
+ Porto Alegre, RS (07/02/2014)

Nelson Nicolaiewsky, mais conhecido como Nico Nicolaiewsky, foi um músico, compositor e humorista brasileiro. Era reconhecido no país pelo personagem Maestro Pletskaya, do espetáculo "Tangos & Tragédias", que realizou durante 30 anos com Hique Gomez.

Descendente de judeus da Bessarábia, Nico Nicolaiewsky começou a estudar piano clássico aos 7 anos de idade, por ordem de sua mãe, e aos 13 anos, foi aprovado em um teste no Instituto de Belas Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), onde seguiu seus estudos até os 16 anos.

Aos 21 anos, em 1978, foi um dos fundadores do "Musical Saracura", um dos mais importantes grupos de música urbana do Rio Grande do Sul no final dos anos 70 e início dos anos 80. Apesar disso, o "Musical Saracura" lançou apenas um LP, em 1982.

Em 1984, criou juntamente com o Hique Gomez, a comédia musical "Tangos & Tragédias", espetáculo que marcaria de maneira indelével sua carreira, ligando o personagem Maestro Pletskaya a sua pessoa, e tornaria-se um fenômeno de público, principalmente no Rio Grande do Sul, trazendo ao músico reconhecimento nacional.

Em 1987, iniciaram-se as apresentações no que seria a "segunda casa" de Nico Nicolaiewsky, o palco do Teatro São Pedro.


Entretanto, com o espetáculo ainda incipiente, ainda em 1984 Nico Nicolaiewsky foi para o Rio de Janeiro, onde morou durante 10 anos para estudar com o eminente maestro Hans-Joachim Koellreuter. Neste período, em 1993, nasceu sua filha, Nina Nicolaiewsky.

Ao retornar ao Rio Grande do Sul, lançou dois discos solo: "Nico Nicolaiewsky" (1996) e "As Sete Caras da Verdade" (2002). O primeiro contém valsas e canções líricas e virou trilha do filme "Amores", de Domingos de Oliveira. O segundo consiste em uma ópera-cômica, onde Nico Nicolaiewsky interpretou o vilão Rodolfo.

Em 2007, Nico Nicolaiewsky lançou seu terceiro disco, intitulado "Onde Está o Amor?" que, diferente dos anteriores, contém músicas de caráter mais pop. O disco foi produzido por John Ulhoa, guitarrista da banda Pato Fu.

Em 2013, montou o espetáculo "Música de Camelô", onde cantava sozinho ao piano, canções "super populares" segundo suas próprias palavras. O repertório incluía músicas desde "Ai Se Eu Te Pego", de Michel Teló, e "Tô Nem Aí", da cantora Luka, até a música do desenho animado japonês Pokémon e "Tchê Tchê Rerê" do cantor Gusttavo Lima, sugestões de sua filha Nina Nicolaiewsky, que eram executadas com arranjos surpreendentes, bastante diferentes dos originais.

Em entrevista Nico Nicolaiewsky comentou o espetáculo:

"Preconceitos existem e é delicioso ver alguém se espantar no meio de uma canção ao se dar conta de que está gostando de uma música que julgava odiar!"

Nico Nicolaiewsky e Hique Gomez
Às vésperas de comemorar 30 anos do espetáculo "Tangos & Tragédias", Nico Nicolaiewsky recebeu o diagnóstico de Leucemia Mieloide Aguda (LMA) e foi internado às pressas, no dia 23/01/2014, no Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre. O tratamento, no entanto, não foi suficiente para retardar o avanço da doença e ele veio a falecer às 05:30 hs do dia 07/02/2014, aos 56 anos.

Em janeiro, uma nota divulgada pelo hospital sobre a saúde de Nico Nicolaiewsky dizia que ele estava na fase inicial da doença e havia necessidade de cuidados intensivos e de isolamento.

Seu velório foi realizado no Teatro São Pedro, lugar simbólico na vida do músico: Desde 1987, o musical "Tangos & Tragédias" era apresentado todo verão no local, com ingressos sempre esgotados.

Ao recordar um show do "Musical Saracura" que havia assistido, o jornalista e crítico de arte gaúcho Renato Mendonça descreveu as qualidades que iriam permear a obra de Nico Nicolaiewsky:

"O quarteto entrou em cena contido e silencioso, perfilou-se em frente ao palco e cantou à capela uma canção quase desconhecida. E calou o público. E incendiou o público por dentro. A lembrança serve para evocar aquelas que considero as qualidades fundamentais de Nico Nicolaiewsky: O poder e a coragem de surpreender, a determinação de indeterminar quaisquer fronteiras artísticas."

Fonte: Wikipédia
Indicação: Douglas Bachine