Ítalo Rossi

ÍTALO BALBO DI FRATTI COPPOLA ROSSI
(80 anos)
Ator

☼ Botucatu, SP (19/01/1931)
┼ Rio de Janeiro, RJ (02/08/2011)

Ítalo Rossi foi um ator brasileiro nascido em Botucatu, SP, no dia 19/01/1931.

Em seu primeiro espetáculo no Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), sob a direção de Maurice Vaneau "A Casa de Chá do Luar de Agosto" de John Patrick, recebeu prêmio revelação da Associação Brasileira de Críticos Teatrais (ABCT). No ano seguinte, foi premiado como melhor ator por "Os Interesses Criados", de Jacinto Benavente, dirigido por Alberto D’Aversa.

Em 1959 ele fundou o Teatro dos Sete (1959-1965), com Fernanda Montenegro, Sérgio Britto e Fernando Torres. Já na estreia, "O Mambembe" de Artur de Azevedo e José Piza, direção de Gianni Ratto, recebe nova premiação da Associação Brasileira de Críticos Teatrais (ABCT).

Em 1960, foi premiado pela atuação na comédia de Georges Feydeau "Com a Pulga Atrás da Orelha".

Em 1966, trabalhou em duas montagens de Flávio Rangel na Companhia Carioca de Comédia. Na década seguinte, seus trabalhos incluíram "Dorotéia Vai à Guerra" de Carlos Alberto Ratton, e "A Noite dos Campeões" de Jason Miller, dirigida por Cecil Thiré, com a qual ganhou o Prêmio Molière.


O ator conquistou três Prêmios Molières seguidos nos anos 80, com "Quatro Vezes Beckett" de Gerald Thomas, "Encontro Com Fernando Pessoa" de Walmor Chagas e "Encontro de Descartes e Pascal" de Jean-Claude Brisville.

Na década de 90, atuou em produções de Moacyr Góes.

Ítalo Rossi esteve presente na televisão desde 1963. Na TV Tupi participou de cinco novelas, entre elas "Jerônimo, o Herói do Sertão" (1972). Na TV Globo integrou uma dúzia de produções, a exemplo de "Escrava Isaura" (1976), "Araponga" (1990), "Senhora do Destino" (2004), "Belíssima"  (2005) e "Engraçadinha, Seus Amores e Seus Pecados" (1995). Também foi o Rei Minos no episódio O Minotauro do "Sítio do Pica-Pau Amarelo" em 1978.

Ítalo Rossi fez, ainda, muitos filmes, como "O Homem dos Papagaios" e "A República dos Assassinos".

Com mais de 400 montagens teatrais e quase duas dúzias de filmes, era considerado um dos atores mais importantes do Brasil.

Seu último papel na TV foi no programa humorístico "Toma Lá, Dá Cá" (2008) da TV Globo. O trabalho no humorístico "Toma Lá, Dá Cá", interpretava o homossexual Seu Ladir que popularizou o bordão "É mara!".

O ator teve uma biografia "Ítalo Rossi: Isso é Tudo", de Antônio Gilberto e Éster Jablonski, lançada em janeiro de 2011.

Morte

Ítalo Rossi faleceu aos 80 anos, na terça-feira, 02/08/2011, no Hospital Copa D'Or em consequência de complicações respiratórias. Ele estava internado há dois dias, segundo informou seu sobrinho, Humberto Rossi. O corpo foi sepultado às 16h00 de quarta-feira, 03/08/2011, no Cemitério do Caju.

Na noite de terça-feira, pouco após o falecimento, Ítalo Rossi foi homenageado pela atriz Débora Duboc, na peça "O Homem, a Besta e a Virtude", que só havia sido encenado uma vez, exatamente pelo Teatro dos Sete, em 1964.

Cinema

  • 1953 - Esquina da Ilusão
  • 1953 - O Homem dos Papagaios
  • 1953 - Uma Vida Para Dois
  • 1954 - A Sogra
  • 1954 - Destiny in Trouble
  • 1957 - O Pão Que o Diabo Amassou
  • 1958 - E o Espetáculo Continua ... Quincas
  • 1965 - Society em Baby-Doll
  • 1966 - Paraíba, Vida e Morte de um Bandido
  • 1967 - A Derrota
  • 1967 - Cara a Cara
  • 1968 - Desesperato
  • 1968 - O Engano
  • 1979 - A República dos Assassinos
  • 1979 - O Bravo Guerreiro
  • 1989 - Doida Demais
  • 1991 - SD do Forcas Armadas!
  • 1997 - A Grande Noitada ... Butuca
  • 2003 - Maria, Mãe do Filho de Deus ... Caifás
  • 2008 - Sexo Com Amor? ... Padre Alcelmo

Televisão

  • 1963 - A Morte Sem Espelho
  • 1963 - Pouco Amor Não é Amor
  • 1964 - Sonho de Amor
  • 1964 - Vitória
  • 1965 - Padre Tião ... Padre Tião
  • 1969 - Um Gosto Amargo de Festa
  • 1970 - E nós, Aonde Vamos
  • 1972 - Jerônimo, o Herói do Sertão ... Coronel Saturnino Bragança
  • 1975 - Bravo ... Paes Duarte
  • 1976 - Escrava Isaura ... José
  • 1976 - Vejo a Lua no Céu ... Jacinto
  • 1978 - Sítio do Picapau Amarelo ... Rei Minos
  • 1981 - Brilhante ... Delegado
  • 1983 - Parabéns Pra Você ... Vice-Reitor
  • 1984 - Transas e Caretas
  • 1985 - Tudo em Cima ... Drº Evandro Sena
  • 1988 - Chapadão do Bugre ... Damasceno Soares
  • 1990 - Araponga ... Zaca
  • 1993 - Olho no Olho - Ferreira
  • 1995 - Engraçadinha, Seus Amores e Seus Pecados ... Drº Phocion
  • 1998 - Serras Azuis ... Eleogadário
  • 2000 - Esplendor ... Vicente
  • 2002 - Coração de Estudante ... Juiz Bonifácio
  • 2003 - Kubanacan ... Trujillo
  • 2004 - Senhora do Destino ... Alfred
  • 2005 - Mandrake ... Drº Graff
  • 2005 - Belíssima ... Drº Fernando Medeiros
  • 2008 - Toma Lá, Dá Cá ... Ladir Miranda

Castilho

CARLOS JOSÉ CASTILHO
(59 anos)
Goleiro

* Rio de Janeiro, RJ (27/11/1927)
* Rio de Janeiro, RJ (02/02/1987)

Jogou no Fluminense de 1947 até 1964, sagrando-se tricampeão carioca, bicampeão do Torneio Rio-São Paulo, campeão do Torneio Municipal de Futebol do Rio de Janeiro e vencedor da Copa Rio, o maior torneio do mundo da época.

Ele entrou para a história como um goleiro milagreiro, fazendo defesas quase impossíveis. Ele dizia ter uma inacreditável boa sorte. Por causa disso, seu apelido era Leiteria (apelido comum à pessoas que tinham sorte na época) e os torcedores do Fluminense o chamavam de São Castilho.

Mesmo tendo apenas 1,81 m., baixo para os padrões dos goleiros atuais, mas considerado alto para aquela época, foi um dos melhores goleiros do futebol brasileiro. Também se destacava nas defesas de pênaltis. Só em 1952, defendeu 6 deles.

Daltônico, acreditava que várias vezes havia sido favorecido por ver como vermelhas as bolas amarelas, mas era prejudicado pelas bolas brancas à noite. Foi o melhor goleiro tricolor de todos os tempos e o melhor goleiro da história do Maracanã.


Amor ao Tricolor

Foi um exemplo de estoicismo. Tendo contundido seu dedo mínimo esquerdo pela quinta vez, o médico disse que deveria passar por dois meses de tratamento, entretanto, ele resolveu amputar o dedo. Duas semanas depois, Castilho voltaria ao gol tricolor. O tal tratamento, que não aconteceu, levaria mais de dois meses.

Já em casa, em período de recuperação, Castilho recebeu a reportagem da revista Manchete Esportiva (nº 82, de 15/06/1957) e deu algumas explicações:

"Quando fui convocado para as eliminatórias, batia bola com o Pepe e senti uma dor profunda. Daí pra frente senti que era impossível adiar a cirurgia. Expressei meu drama aos dirigentes do Fluminense. O clube promoveu uma junta de cinco médicos. Estudaram o caso e resolveram que enxerto ou correção do eixo seriam medidas aconselháveis. Mas, o fato concreto é que, no meu entendimento, meu dedo continuaria imóvel e isso roubaria minha confiança. Foi quando pensei na amputação parcial. Só com ela eu me sentiria novamente confiante. Dr. Paes foi contrário. Relutei. Marcaram a operação e novamente Dr. Paes era contra. Foi tudo suspenso. Voltei a carga. Ficou então determinado que, para que houvesse a operação, eu teria que assinar um termo de responsabilidade. Vivi um drama durante 48 horas. De um lado a minha convicção de que só a amputação resolveria o meu problema. O dedo mínimo não tem a menor interferência na segurança de qualquer goleiro, tanto assim que pretendo ser candidato a uma vaga para a Copa de 1958. Do outro lado, a minha senhora e os médicos não concordavam. Telefonei para o Dr. Paes Barreto e fui franco – se não houver operação, não poderei mais continuar jogando, assim não confio mais em mim. No dia seguinte dei entrada na Casa de Saúde. Eram oito horas. Paes Barreto já me esperava. Antes da anestesia, ainda ouvi a última frase. 'Castilho, você é louco'."

A mão de Castilho
Crédito arquivo tese O último voo do herói, de Paulo Kastrup
Quem não gostou do procedimento do médico do Fluminense foi o Drº Manoel Cláudio da Mota Maia, na época professor catedrático de Técnica Cirúrgica da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro.

"Condeno por todos os modos a atitude do colega Paes Barreto. Castilho é um leigo em medicina. Sua palavra não pode determinar uma amputação. Deveria ser tentada a correção do eixo, como aliás propôs o próprio médico. 'Ortopedia' quer dizer conservação. A mutilação só deve ser procedida quando o membro ou o órgão não pode ser conservado sem o prejuízo à saúde. Repito: um termo de responsabilidade assinado por um leigo não tem o mínimo valor, ainda mais quando sabemos que a 'correção do eixo' saria a Castilho a possibilidade de voltar a exercer sua função. Apenas demoraria um pouco mais."

Durante sua carreira, jogou 696 jogos pelo Fluminense, um recorde absoluto neste clube. Lá sofreu 777 gols e jogou 255 partidas sem sofrê-los.

Em 2007, o Fluminense Football Club inaugurou um busto de Castilho na entrada da sede social do clube tricolor, como agradecimento pelos serviços prestados, muito acima do que se pode esperar de um jogador profissional, mais do que isto, pelas demonstrações inequívocas de amor pelo clube que o projetou para o futebol.

Os jogadores da seleção brasileira Moacir Barbosa, Carlos Castilho e Gylmar dos Santos Neves, em 1953
(Foto: Folhapress)
Seleção Brasileira

Pela Seleção Brasileira de Futebol conquistou o Campeonato Pan-Americano de Futebol de 1952, a primeira conquista relevante da Seleção Brasileira fora do Brasil.

Participou ainda de quatro Copas do Mundo: 1950, 1954 e das conquistas de 1958 e 1962, tendo sido titular em 1954.

Participou também da Copa América, na época chamada de Campeonato Sul-Americano de Futebol de 1953 e 1959, além de diversos torneios e partidas amistosas pela Seleção Canarinho.

Carreira Como Treinador

Depois de parar de jogar, foi técnico de vários times do Brasil, com destaque para o Santos campeão paulista de 1984, para o Vitória, onde até setembro de 2009 era o técnico que mais tinha dirigido e conquistado vitórias no Campeonato Brasileiro de Futebol da 1ª Divisão (1973/1974), sendo ultrapassado posteriormente por Vágner Mancini, e para o Operário Futebol Clube do Mato Grosso do Sul, clube que levou às semifinais do Campeonato Brasileiro de Futebol de 1977.


Morte

Em 02/02/1987, o então ex-goleiro cometeu suicídio. Castilho se jogou do sétimo andar do apartamento da ex-mulher, Vilma, em Bonsucesso. Até hoje, a morte é cercada de muito mistério já que ninguém sabe ao certo o motivo que levou Castilho a tomar tal atitude.

Na época, Castilho era técnico da seleção da Arábia Saudita e, em janeiro, sentiu fortes dores de cabeça, sendo submetido a alguns exames que nunca tiveram o resultado publicamente revelado. Para algumas pessoas próximas, Castilho teria na época o que hoje é chamado de Transtorno Bipolar.

"O laudo (médico) poderia ter acusado alguma enfermidade grave, um tumor irremovível ou mesmo o desenvolvimento de um aneurisma pronto a explodir", diz um trecho do livro "Castilho Eternizado", de Antônio Carlos Teixeira Rocha, que aborda outra possibilidade.

Outra hipótese seria o rompimento inesperado do relacionamento do casal. Ele vivia com a segunda mulher, Evelyna, que se recusou dias antes a ir com Castilho para Riad, na Arábia Saudita. A separação brusca poderia ser a causa do transtorno mental, levando o goleiro a distúrbios emocionais.

Prêmios

Em 1955, ganhou o Prêmio Belfort Duarte, que homenageava o jogador de futebol profissional que passasse dez anos sem sofrer uma expulsão, tendo jogado pelo menos 200 partidas nacionais ou internacionais.

Joel e Castilho
Títulos Como Jogador

Fluminense
  • 1964 - Campeonato Carioca
  • 1960 - Torneio Rio-São Paulo
  • 1959 - Campeonato Carioca
  • 1957 - Torneio Rio-São Paulo
  • 1956 - Torneio Início do Campeonato Carioca
  • 1954 - Torneio Início do Campeonato Carioca
  • 1952 - Copa Rio
  • 1951 - Campeonato Carioca
  • 1948 - Torneio Municipal do Rio de Janeiro

Seleção Brasileira

  • 1962 - Copa do Mundo
  • 1962 - Taça Oswaldo Cruz
  • 1958 - Copa do Mundo
  • 1957 - Copa Roca
  • 1952 - Campeonato Pan-Americano
  • 1955 - Taça Bernardo O'Higgins
  • 1954 - Copa do Mundo
  • 1950 - Taça Oswaldo Cruz
  • 1950 - Copa do Mundo

Fonte: WikipédiaGlobo Esporte

Guilherme Corrêa

GUILHERME FLORES DA CUNHA CORRÊA
(75 anos)
Ator

* Quaraí, RS (29/10/1930)
+ Rio de Janeiro, RJ (02/02/2006)

Guilherme Corrêa desde cedo apaixonou-se por teatro. Estreou como amador em 1948, quando estudava no Colégio Júlio de Castilhos, em Porto Alegre.

Em 1953, fez sua estréia profissional na na Cia Nicette Bruno e Paulo Goulart, na peça "Weekend", com direção de Antunes Filho, ganhando o Prêmio Governador do Estado de Ator Revelação.

Trabalhou no Teatro Brasileiro de Comédia Companhia Nydia Licia - Sergio Cardoso. Fez Teatro de Revista com Lilian Fernandes e Colé Santana.

No teatro viveu diversos sucessos como: "Marido Matriz e Filial e Lá", "Um Edifício Chamado 200", "Feira de Adultério", "Se", "Camas Redondas, Casais Quadrados", "O Analista de Bagé", "A Nonna", "Estrela Dalva", "Trair e Coçar é Só Começar" e "Violetas na Janela", adaptação do livro psicografado por Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho, onde participou como diretor e ator por sete anos.

Na televisão, Guilherme Corrêa estreou no Teatro da Juventude, na TV Tupi. O programa se chamava "Grande Teatro Infantil". Participou também do "Grande Teatro Tupi", em peças importantes como "Anjos Sem Asas" e "Vestido de Noiva", de Nelson Rodrigues. Participou ainda inúmeras vezes do Teatro Record.

Em 1955 ele conquistou sucesso com o peão gaúcho do programa "Feira de Sorocaba", da TV Record.

Na década de 70, Guilherme Corrêa participou de todas as emissoras de televisão. No SBT esteve nas produções "Cavalo Amarelo" e "Dulcinéia Vai à Guerra". Na TV Tupi ele fez parte do elenco de "A Viagem". Na TV Manchete participou do sucesso "Dona Beija". Na Rede Globo participou de várias novelas, como "Rei do Gado", "Por Amor" e "Suave Veneno". Um de seus últimos trabalhos foi como o Padre José da minissérie "Aquarela do Brasil" (2000).

Sua carreira extensa inclui também participações em filmes brasileiros, com destaque para sua participação em "Bem Dotado, o Homem de Itu".

Guilherme Corrêa morreu aos 75 anos, no Rio de Janeiro, vítima de um infarto agudo do miocárdio. Era casado com atriz Ana Rosa, com quem teve duas filhas e adotou outras duas.

Benjamim Sodré

BENJAMIN DE ALMEIDA SODRÉ
(89 anos)
Jogador de Futebol, Almirante de Esquadra e Escoteiro

* Messejana, CE (10/04/1892)
+ Rio de Janeiro, RJ (01/02/1982)

Ficou conhecido como Mimi Sodré. Campeão em 1910 e 1912, pelo Botafogo. Em 1912, também foi artilheiro do certame, com 12 gols.

Filho de Lauro de Almeida Sodré e que mais tarde se tornaria um personagem muito importante na história do escotismo brasileiro. Curiosamente, Benjamin Sodré, que mais tarde seria conhecido pelos escoteiros como O Velho Lobo, teve em sua vida muitas passagens e características semelhantes às de Robert Baden-Powell.

Ainda criança mudou-se para o Rio de Janeiro e depois de terminar seus estudos secundários prestou concurso para admissão na Escola Naval sendo aprovado em primeiro lugar. Fez brilhante carreira na Marinha, sobrevivendo ao naufrágio do Rebocador Guarani em 1913 e chefiando a Comissão Naval Brasileira durante a Segunda Guerra Mundial. Tornou-se almirante em 1954.

O Velho Lobo, assim como o fundador Robert Baden-Powell, tinha uma série de talentos e interesses diferentes. Foi professor de astronomia, navegação e história da Escola Naval, publicou diversos trabalhos, foi maçom e sobretudo um excelente jogador de futebol, ponta esquerda do time do America, Botafogo e da Seleção Brasileira entre 1910 e 1916.

Desde que entrou em contato com o Movimento Escoteiro tornou-se um grande seguidor dos ideais de Robert Baden-Powell, participando da fundação e organização dos Escoteiros do Mar, o primeiro grupo escoteiro de Belém, PA, a Federação de Escoteiros Paranaenses, entre outros. Escreveu o "Guia do Escoteiro" de 1925, uma das mais importantes obras do escotismo brasileiro.

Os escoteiros do Brasil nesse período, eram divididos em diversas federações e não constituíam uma unidade central. Desta forma, O Velho Lobo teve papel fundamental na idealização e criação da União dos Escoteiros do Brasil (UEB), reunindo as quatro primeiras federações: Federação de Escoteiros Católicos do Brasil, Federação Brasileira de Escoteiros do Mar, Federação dos Escoteiros do Brasil e Federação Fluminense de Escoteiros.

Foi honrado com uma série de títulos, entre eles o de Cidadão Honorário do Rio de Janeiro e outros Estados, e medalhas de mérito, presidindo a Ordem do Tapir de Prata, a mais alta condecoração do escotismo brasileiro.

Faleceu em 01/02/1982, pouco mais de dois meses antes de completar 90 anos. Atualmente vários grupos escoteiros, ruas e espaços municipais levam o nome de Almirante Benjamin Sodré, em sua homenagem.

Os escoteiros do Brasil que completam 50 anos de bons serviços para a instituição são reconhecidos com a Medalha Velho Lobo, em referência e homenagem a Benjamim Sodré.

Fonte: Wikipédia

Taiguara

TAIGUARA CHALAR DA SILVA
(50 anos)
Cantor e Compositor

* Montevidéu, Uruguai (09/10/1945)
+ São Paulo, SP (14/02/1996)

Foi um cantor e compositor brasileiro nascido no Uruguai durante uma temporada de espetáculos de seu pai, o bandoneonista e maestro Ubirajara Silva.

Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1949 e para São Paulo, posteriormente, em 1960. Largou a faculdade de Direito para se dedicar à música. Participou de vários festivais e programas da TV. Fez bastante sucesso nas décadas de 60 e 70.

Autor de vários clássicos da MPB, como Hoje, Universo do Teu Corpo, Piano e Viola, Amanda, Tributo a Jacob do Bandolim, Viagem, Berço de Marcela, Teu Sonho Não Acabou, Geração 70, Que as Crianças Cantem Livres entre outros.

Considerado um dos símbolos da resistência à censura durante a Ditadura Militar, Taiguara foi um dos compositores mais censurados na historia da MPB, tendo cerca de 100 canções vetadas. Os problemas com a censura eventualmente levaram Taiguara a se auto-exilar na Inglaterra em meados de 1973. Em Londres, estudou no Guildhall School of Music and Drama e gravou o Let The Children Hear The Music, que nunca chegou ao mercado, tornando-se o primeiro disco estrangeiro de um brasileiro censurado no Brasil.

Em 1975, voltou ao Brasil e gravou o Imyra, Tayra, Ipy - Taiguara com Hermeto Paschoal, participação de músicos como Wagner Tiso, Toninho Horta, Nivaldo Ornelas, Jacques Morelenbaum, Novelli, Zé Eduardo Nazário, Ubirajara Silva e uma orquestra sinfônica de 80 músicos. O espetáculo de lançamento do disco foi cancelado e todas as cópias foram recolhidas pela Ditadura Militar em poucos dias. Em seguida, Taiguara partiu para um segundo auto-exílio que o levaria à África e à Europa por vários anos.

Quando finalmente voltou a cantar no Brasil, em meados dos anos 80, não obteve mais o grande sucesso de outros tempos, muito embora suas músicas de maior êxito tenham continuado a serem relembradas em flashbacks das rádios AM e FM.

Morreu em 1996 devido a um persistente Câncer na Bexiga.

Fonte: Wikipédia