José Ricardo

JOSÉ ALVES TOBIAS
(60 anos)
Cantor e Compositor

☼ Rio de Janeiro, RJ (06/03/1939)
┼ Rio de Janeiro, RJ (11/05/1999)

José Ricardo foi um cantor brasileiro nascido no Rio de Janeiro, RJ, no dia 06/03/1939. Integrante da Jovem Guarda, destacou-se ainda pela ajuda aos velhos artistas.

Cantor e compositor, nascido no bairro da Tijuca, de descendência italiana por parte da mãe Mafalda, mudou-se aos 10 anos de idade para o IAPI - Penha, onde o pai, o Srº Philemon Tobias, ex-jogador campeão pelo São Cristóvão e marceneiro chefe da empresa do arquiteto Sérgio Rodrigues na construção de Brasília, recebera por sorteio um apartamento financiado.

Iniciou sua carreira artística ainda criança, apresentando-se no programa "Ritmos da Polícia Militar", na Rádio Guanabara. Sua avó materna, italiana, estimulava sua vocação. Posteriormente, apresentou-se em programa de calouros comandado por Isaac Zaltman, na Rádio Mauá. Começou a cantar na Rádio Guanabara, logo se apresentando em outras emissoras e sendo amparado por Cléber Figueiredo e Haroldo de Andrade.

Sua primeira gravação aconteceu num teste na RCA Victor, onde cantou um sucesso de Altemar Dutra"Tudo de Mim", em setembro de 1963. Neste ano, recebeu da Revista do Rádio o prêmio de Revelação do Ano.

Contratado pela RCA Victor, gravou em 1964, um compacto simples com a canção "Eu Que Amo Somente a Ti", versão de Aldacir Louro para a canção italiana "Io Che Amo Solo Te", de Sergio Endrigo. A gravação foi hit em programas de rádio como "Grande Parada Pastilhas Valda", apresentado por César de Alencar na Rádio Nacional.

Em 16/02/1965, foi lançado o LP "Eu que Amo Somente a Ti". Ainda em 1965 participou do LP "Rio de Janeiro 400 Anos", interpretando "Terra Carioca" e "Rio de Janeiro". Com o sucesso, participou de diversos programas no rádio e TV, apresentando-se por todo o país.


Na década de 1960, o programa "Encontro Com Os Brotos", apresentado por José Messias na Rádio Guanabara, permitiu-lhe ser um dos precursores da Jovem Guarda que, na mesma época a partir do programa na televisão, começava a estourar em São Paulo.

Foi contratado da TV Record e seu nome eternizou-se na música "Festa de Arromba" no trecho onde seu nome é citado: "Sérgio e José Ricardo esbarravam em mim...", e a carreira seguiu.

José Ricardo realizou centenas de gravações em mais de 60 compactos simples/duplos, LPs, CDs, coletâneas e regravações.

De voz possante, não limitou-se ao repertório romântico da Jovem Guarda, realizando diversas gravações para meio de ano e Carnaval. Realizou várias temporadas no exterior, principalmente em Portugal, onde chegou a ser homenageado pelo presidente Mário Soares e se apresentou nas principais casas de show.

Gravou disco em espanhol e teve seus discos distribuídos por toda América Latina.

A partir de 1991, lutou pela criação dos bailes populares da Cinelândia, buscando a revitalização do Carnaval carioca. O projeto abriu novo campo de trabalho para inúmeros artistas e é realizado até hoje. No Réveillon de 1998/1999, fez, na Praia de Copacabana, seu último grande show.

Além da atuação artística, sempre lutou para ajudar artistas em dificuldade. Foram vários colegas que auxiliou com sua personalidade solidária. A partir dos anos 1980, assumiu, como membros de sua família, as Irmãs BatistaLinda BatistaDircinha Batista e Odete Batista.

Morte

José Ricardo faleceu pouco depois de completar 60 anos de idade, no Rio de Janeiro, RJ, no dia 11/05/1999, vitima de um câncer no pâncreas.

Foi velado na Câmara Municipal do Rio de Janeiro e, quando o carro do Corpo de Bombeiros deixava a Cinelândia, foi acompanhado por uma pequena multidão que o aplaudia na saída do cortejo.

José Ricardo deixou um importante legado de solidariedade e amor ao próximo.

Por sua história e lição de vida, em 2000, seu filho Luiz Murillo Tobias e a atriz Nicette Bruno decidiram continuar suas ações beneficentes em prol da arte através da criação de uma entidade filantrópica. O resultado foi a criação da Fundação Sócio-Cultural José Ricardo (FUNJOR).


A entidade desenvolveu até 2011, quando houve a decisão de sua extinção, uma centena de ações sociais em prol de profissionais da arte e agregou diversos artistas, tais como Emilinha Borba, Nicette Bruno, Jerry Adriani, Agnaldo Timóteo, Marlene, Ellen de Lima, Suely Franco, Adelaide Chiozzo, Luiz Vieira, Gerdal dos Santos, José Messias, Claudia Telles, Ataulpho Alves Jr. e diversos outros artistas de diferentes áreas estilos e gerações.

Em 2012, no dia 10 de outubro, parte dos artistas e associados da Fundação decidem criar o Instituto FUNJOR para apoiar e preservar a memória artística brasileira, continuando o trabalho da antiga Fundação, bem como o legado do cantor José Ricardo.

Em pouco tempo, o Instituto FUNJOR agregou dezenas de pessoas e implementou ações sócio-culturais. Inclusive, a remasterização e distribuição gratuita limitada em 100 unidades do primeiro LP do cantor José Ricardo, "Eu Que Amo Somente a Ti", em 2015, quando a gravação completou 50 anos.

Fonte: Wikipédia

Mara Rúbia

OSMARINA LAMEIRA COLARES CINTRA
(72 anos)
Atriz, Bailarina e Vedete

* Ilha de Marajó, PA (03/02/1919)
+ Rio de Janeiro, RJ (15/05/1991)


Mara Rúbia começou a trabalhar como bailarina no Teatro de Revista, tornando-se vedete de grande popularidade nas décadas de 40 e 50.

Estrelou sucessos como É Rabo de Foguete e Bonde da Laite. Com um enorme carisma e espontaneidade, dividiu os palcos cariocas com outras celebridades da época, entre elas, Dercy Gonçalves, Renata Fronzi, Oscarito e Grande Otelo.

Em 1953, ganhava 46 mil cruzeiros por mês, como contratada da TV Tupi de São Paulo e TV Tupi do Rio de Janeiro. Quatro anos depois, passou a comandar um programa exclusivo na emissora carioca chamdo Boate Martini, transmitido pela TV Tupi do Rio de Janeiro e onde apresentava os artistas em evidência na ocasião. Nessa ocasião, decidiu abandonar o teatro para se dedicar a outras atividades artísticas, mas foi obrigada a voltar em sua decisão a pedidos dos admiradores e de empresários.

Sua carreira também inclui trabalhos no cinema - Dona Flor e Seus Dois Maridos, Os Deuses e os Mortos, e na televisão telenovelas como Sinal de Alerta e Feijão Maravilha, pela Rede Globo. Seu último filme foi Bububu não Bobobo em 1980.

Nos palcos, Maria Rúbia destacou-se ainda em "A Filha de Iorio", de Gabriele D'Annunzio.

Mara Rúbia faleceu aos 73 anos em consequencia de problemas circulatórios e respiratórios.

Fonte: Wikipédia

João Pernambuco

JOÃO TEIXEIRA GUIMARÃES
(63 anos)
Compositor e Violonista

* Jatobá, PE (02/11/1883)
+ Rio de Janeiro, RJ (16/10/1947)

Filho de índia Caeté e de português, com o falecimento do pai em 1891 a mãe casou-se novamente, transferindo-se com a família para o Recife. Começou a tocar viola na infância, por influência dos cantadores e violeiros locais.

Aprendeu a tocar violão com cantadores sertanejos como Bem-Te-Vi, Mandapolão, Manuel Cabeceira, o cego Sinfrônio, Fabião das Queimadas e Cirino Guajurema.

Em 1902 mudou-se para o Rio de Janeiro, passando a residir com sua irmã e empregando-se numa fundição. Seis anos depois passou a trabalhar como servente na prefeitura do Rio, mudando-se para uma pensão no centro da cidade. No Rio travou contato com violonistas populares, ao mesmo tempo em que trabalhava como ferreiro, em jornadas de até dezesseis horas diárias. Para os seus amigos e admiradores, em número sempre crescente, contava e cantava coisas de sua terra, daí o apelido de João Pernambuco.

Já em 1908 era considerado um dos bambas do choro, ao lado de nomes como Quincas Laranjeiras, Ernani Figueiredo, Zé Cavaquinho e Satyro Bilhar.

Compunha músicas de inspiração nordestina, baseadas em cantigas folclóricas. É o caso do hino Luar do Sertão, composto em 1911, seu maior sucesso, não creditado pelo parceiro letrista Catulo da Paixão Cearense, que ficou como o único autor. Pixinguinha certificou em sua entrevista no Museu da Imagem e do Som que ele ouviu João Pernambuco tocá-la antes de Catulo colocar a letra.João Pernambuco  e Catulo apresentavam-se juntos em reuniões da classe alta carioca.

Paralelamente ao choro, desenvolvia seu trabalho nas canções regionais através de composições suas e de violeiros e cantadores nordestinos. João Pernambuco também cantava e cantava bem. Nas cordas, além do violão, que manejava com maestria e no qual desenvolveu uma técnica peculiar, era hábil na viola. Compôs mais de cem músicas entre choros, valsas, jongos, maxixes, emboladas, toadas, cocos, prelúdios e estudos.

Em 1916 montou a Troupe Sertaneja, com que se apresentou em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre.

Participou dos Turunas Pernambucanos e dos Oito Batutas, entre 1919 e 1922, ao lado de Pixinguinha, que mais tarde alcançaria fama ao excursionar pela Europa.

Amigos desde 1912, DongaPixinguinha, este com quatorze anos, e João Pernambuco, moravam numa república na Rua do Riachuelo 268. Era de lá que saia nos carnavais o Grupo Caxangá e foi também nesta época que produziram Sabia, Os Três Companheiros e Estou Voltando. Estiveram juntos de 1914 até 1919 no Grupo Caxangá e de 1919 até 1922 nos Oito Batutas, que nesta fase era um conjunto predominantemente sertanejo.

Os irmãos João, Pedro e José com um amigo, por volta de 1913.
De 1928 até 1935 João Pernambuco morou no casarão da Avenida Mem de Sá, 81, onde funcionava uma república que abrigava, em sua maioria, músicos e jogadores de futebol. Lá João Pernambuco organizava animadas e concorridas rodas de choro que contavam com a participação de DongaPixinguinha, Patrício Teixeira, Rogério Guimarães e, ocasionalmente, Villa-Lobos. Foi também neste lugar que João Pernambuco conheceu, por intermédio de seu amigo Levino, um então jovem e promissor violonista chamado Dilermando Reis.

A santíssima trindade dos precursores do violão brasileiro é constituída por Quincas Laranjeiras, João Pernambuco e Levino Albano da Conceição e a obra violonística de João era de tal densidade e profundidade que a ela assim Villa-Lobos se manifestou:

"…Bach não se envergonharia em assinar os estudos de João Pernambuco como sendo seus…"
O renomado musicólogo Mozart de Araújo não fez por menos:

"João Pernambuco está para o violão assim como Ernesto Nazareth está para o Piano"
O exímio violonista Maurício Carrilho certa vez escreveu o seguinte sobre João Pernambuco e sua música:

"Dificilmente se encontra um violonista brasileiro, seja ele músico erudito ou popular, que não tenha em seu repertório alguma música do João"
Junto com a música de Heitor Villa-Lobos, a obra de João Pernambuco tornou-se "a mais legítima expressão do jeito brasileiro de tocar o violão", acrescentou Maurício.

Fonte: Wikipédia

Adriano Stuart

ADRIANO ROBERTO CANALES
(68 anos)
Cineasta, Ator e Diretor

*  Quatá, SP (19/02/1944)
+ São Paulo, SP (15/04/2012)

Adriano Roberto Canales, mais conhecido como Adriano Stuart foi um cineasta, ator e diretor de televisão brasileiro. De família de artistas, nasceu no circo e era filho dos atores Walter Stuart e Mora Stuart.

Filho do grande humorista Walter Stuart, Adriano Stuart sequer teve chance de escolher seu destino e desde bebe já estava lá participando como ator, de cidade em cidade, junto com a caravana do Circo Oni. Seu pai e sua mãe, a artista Mora Stuart, tiveram também 2 filhas.

Em 1950 o avô de Adriano, que chegara no Brasil em 1920 com passagem pela Argentina, vendeu o circo mudando-se para São Paulo. Com 8 anos Adriano Stuart estreiou na televisão, sem saber o que realmente era isto. Seu pai, Walter Stuart foi o primeiro e grande humorista da televisão brasileira. Na verdade toda sua família foi contratada pela TV Tupi. O circo e as rádios foram os verdadeiros doadores de talento para televisão.

Não demorou muito para que o pai lançasse as atrações circenses no programa que ficou famoso: Circo Bom-bril. Adriano, porém, fez carreira solo. Aparecia nos Grandes Teatros, TVs de Vanguarda, TVs de Comédia.

Adriano fazia também rádio, com carteira assinada e tudo. Passou para o cinema onde fez O Sobrado dirigido por Cassiano Gabus Mendes, ainda garoto. Foi ficando adolescente e bem jovem ainda, passou a dirigir programas.

Ele passou pela TV Record como ator, nas primeiras novelas produzidas pela emissora, como A Última Testemunha e Algemas de Ouro, onde conheceu a atriz Márcia Maria, com quem se casou logo após a novela As Pupilas do Senhor Reitor, em 1970, na qual ambos trabalhavam. Mas o casamento durou apenas três anos.

Depois voltou para a TV Tupi e ainda na década de 1970 foi para a TV Globo. Escreveu a série Shazan, Xerife & Cia. e por cinco anos dirigiu Os Trapalhões e vários outros programas de humor.

Para ele, o mais difícil foi dirigir o pai, Walter Stuart, que era criativo demais, e improvisava a cada segundo.  


Adriano fez também teatro, e se casou pela segunda vez com a também atriz Liza Vieira com quem teve dois filhos.

Ele passou grande tempo sem trabalhar e dizia ironicamente: "Sou um dos 25 milhões de desempregados do país". A volta aconteceu também via cinema onde ele fez Festa e Boleiros - Era uma Vez o Futebol..., Boleiros 2 - Vencedores e Vencidos e Urbania , todos dirigidos por Ugo Giorgetti.

Em 2006, Adriano Stuart voltou à TV como ator e diretor. Como diretor, na TV Cultura, na serie Senta Que Lá Cem Comédia, exibida nos sábados à noite, e onde dirigiu a ex-mulher Márcia Maria e um grande elenco onde estavam Kito Junqueira, Jonas Mello, Cassiano Ricardo e Flávia Garrafa em Casa de Orates. Como ator participou da minissérie JK, na TV Globo.

Adriano sofria de depressão e foi encontrado morto no flat em que morava em São Paulo por um dos seus filhos, no domingo, 15 de abril de 2012. Seu corpo foi cremado na Vila Alpina e a causa da morte deve ter sido um Infarto do Miocárdio.  

Filmografia (Como Diretor)

  • 1998 até 1999 - TV Fofão
  • 1996 até 1997 - TV Fofão
  • 1989 - Fofão e a Nave Sem Rumo
  • 1986 até 1989 - TV Fofão
  • 1983 - A Festa é Nossa
  • 1983 - As Aventuras de Mário Fofoca
  • 1982 - Um Casal de Três
  • 1981 até 1982 - Os Trapalhões
  • 1981 - O Incrível Monstro Trapalhão
  • 1980 - Os Três Mosqueteiros Trapalhões
  • 1980 - O Rei e os Trapalhões
  • 1979 - O Cinderelo Trapalhão
  • 1978 - A Noite dos Duros
  • 1978 - Os Trapalhões na Guerra dos Planetas
  • 1976 - Já Não Se Faz Amor Como Antigamente
  • 1976 - Bacalhau
  • 1976 - Sabendo Usar Não Vai Faltar
  • 1975 - Kung Fu Contra as Bonecas
  • 1975 - Cada Um Dá o Que Tem

 Filmografia (Como Ator)

  • 2006 - Boleiros 2 - Vencedores e Vencidos
  • 2004 - Garotas do ABC
  • 2002 - O Príncipe
  • 2001 - Urbania
  • 1998 - Boleiros - Era uma Vez o Futebol...
  • 1997 - Os Matadores
  • 1992 - Dudu Nasceu
  • 1989 - Festa
  • 1976 - Chão Bruto
  • 1976 - Bacalhau
  • 1976 - Sabendo Usar Não Vai Faltar
  • 1975 - Kung Fu Contra as Bonecas
  • 1975 - Cada Um Dá o Que Tem
  • 1974 - Exorcismo Negro
  • 1964 - Meu Japão Brasileiro
  • 1956 - O Sobrado

Fonte: Wikipédia e Dramaturgia Brasileira - In Memoriam

Xisto Guzzi

XISTO GUZZI
(94 anos)
Ator e Locutor

* Franca, SP (23/06/1909)
+ Rio de Janeiro, RJ (05/06/1994)

Era filho de Ângelo e Virgínia Guzzi, imigrantes italianos. Ainda jovem, a convite de um amigo de infância, Vicente Leporace, participou de um concurso para locutor de rádio e foi aprovado. Então levou o amigo, para juntos dividirem a programação do dia e da noite.

Mais tarde junto com o amigo foi trabalhar em Santos, na época áurea dos cafés e cassinos. Além da longa carreira como locutor, participou de programas de humorismos na Rádio Atlântica de Santos. Ai veio para São Paulo e fez parte da Caravana da Alegria, com Paulo Leblon e Caldeira Filho. A seguir foi contratado pelas Emissoras Associadas, onde ficou por cerca de 40 anos.

Era locutor, radiator e humorista. Era produtor do programa Marmelandia, escrito por Max Nunes. Na Escolinha do Ciccilo, interpretava Mr.Polish, um americano muito engraçado, cuja entrada musical característica do personagem, fazia muito sucesso.


Foto: Xisto Guzzi (em pé da esquerda para a direita)
 Vera Lúcia, Correa Junior, Gentil Castro, João Monteiro
Paulo Leblon, Ibraim Mauá - Ernani Franco


Com a inauguração do televisão, além de rádio, atuava no teleteatro, fazendo novelas. Fez: O Segredo de Laura e várias outras, como O Preço de um Vida, A Outra, O Mestiço, O Direiro de Nascer, onde interpretava o médico, tipo de papel que várias vezes recebeu. E, como curiosidade, era a profissão que teria seguido, se não fosse ator.

Fez cinema, partitipou do filme O Sobrado. Aos 65 anos, em 1974, aposentou-se, deixando inúmeros fãs e amigos. Na mesma ocasião perdeu sua esposa Lila, com quem havia se casado ainda em Santos. Posteriormente foi morar no Rio de Janeiro, onde permaneceu até sua morte, em 1994.

Xisto Guzzi deixou 3 filhos: Ubirajara, Ubiratan e Jussara.

Televisão
  • 1971 - A Fábrica ... Alfredinho
  • 1969 - Nino, o Italianinho ... Pedro
  • 1968 - Antônio Maria
  • 1967 - Yoshico, um Poema de Amor
  • 1966 - Somos Todos Irmãos ... Barão Krischiberg
  • 1965 - O Pecado de Cada Um ... Augusto
  • 1965 - A Outra ... Santana
  • 1965 - Olhos que Amei ... Nahor
  • 1965 - O Mestiço ... Onofre
  • 1965 - Teresa ... Fabiano
  • 1964 - O Segredo de Laura
  • 1964 - A Gata
  • 1962 - A Estranha Clementine
  • 1962 - A Noite Eterna
  • 1959 - TV de Vanguarda
      • Uma Rua Chamada Pecado
      • Eugenia Grandet
      • A Janela
      • O Comediante ... Will C. Brown
      • O Preço da Glória ... Comandante
  • 1958 - Os Miseráveis ... Juiz
  • 1958 - TV Teatro
      • Pode-se Tip Tap de Patins
      • O Príncipe Encantado
  • 1958 - TV de Comédia
      • Vá com Deus
  • 1958 - Marcelino, Pão e Vinho
  • 1958 - Sublime Obsessão
  • 1957 - Seu Genaro
  • 1956 - Douglas Red
  • 1956 - Uma História de Ballet
  • 1956 - Conde de Monte Cristo .... Morrel
  • 1954 - As Aventuras de Red Ringo .... Xerife
  • 1954 - Sangue na Terra .... Delegado
Cinema
  • 1971 - Diabólicos Herdeiros
  • 1968 - O Pequeno Mundo de Marcos
  • 1965 - Quatro Brasileiros em Paris
  • 1965 - O Homem das Encrencas
  • 1962 - O Rei Pelé
  • 1956 - O Sobrado
 Fonte:  Wikipédia

Abílio Pereira de Almeida

ABÍLIO PEREIRA DE ALMEIDA
(71 anos)
Ator, Autor, Produtor e Diretor Teatral

* São Paulo, SP (26/02/1906)
+ São Paulo, SP (12/05/1977)

Formado em Direito pela Universidade de São Paulo (USP), começou como ator em montagens beneficentes de Alfredo Mesquita. Juntos eles fundam o Grupo de Teatro Experimental (GTE).

Foi um dos fundadores do Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), não só como ator mas principalmente como autor com a peça "A Mulher do Próximo", estrelada por Cacilda Becker. No Teatro Brasileiro de Comédia encenou também de sua autoria, "Paiol Velho", "Santa Marta Fabril" e "Rua São Luís, 27".

Foi para a Companhia Vera Cruz onde participou como ator dos filmes "Caiçara" (1950), "Terra é Sempre Terra" (1951), "Angela" (1951), "Tico-Tico no Fubá" (1952), "Apassionata" (1952) e "Sai da Frente" (1952), que lançou Mazzaropi.

Produziu filmes importantes pela Brasil Filmes no final da década de 1950 como "Moral em Concordata" (1959), "O Sobrado" (1956) e "Estranho Encontro" (1958). No primeiro filme se destaca Odete Lara, de cuja carreira foi um dos principais incentivadores.

Escreveu várias peças para outras companhias como "Dona Violante Miranda" que virou filme com Dercy Gonçalves, "O Comício", "Os Marginalizados", "O Bezerro de Ouro", "Círculo de Champagne" e "Licor de Maracujá".

Morte

Abílio Pereira de Almeida suicidou-se aos 71 anos em São Paulo, no ano de 1977. Ele completaria cem anos em 2006 e foi homenageado pelo diretor Silnei Siqueira com uma nova montagem de "Moral em Concordata".

Fonte: Wikipédia

Carlos Aguiar

CARLOS AGUIAR
(41 anos)
Locutor, Produtor e Apresentador de TV

* Caiabu, SP (1947)
+ São Paulo, SP (22/10/1988)

Hey, hey! Um passo para ô... su-ce-sso!!!

Esta frase com certeza lhe remeterá a ele, um dos grandes nomes do início da TV Gazeta. Ele tinha um público fiel e garantia bons pontos no Ibope para a emissora aos domingos. A voz um pouco anasalada e uma alegria contagiante. Como não lembrar de Carlos Aguiar, o mister show? Se a sua memória ainda não está fresca, com certeza agora ficará. Feche os olhos e lembre-se das bela panteras: Lia, Edna, Zilu, Aline, Ângela, Zeti, Eliane, Rebeca, Leninha e Rosane, as bailarinas de Carlos Aguiar. Agora vá mais fundo e lembre-se delas, em coro, cantando a canção que com certeza vai te remeter ao início de cada Programa Carlos Aguiar:

Laialaiá, laiá, laialaiá... Lalalalaiá, lalalaiá...
Chegou a hora, nós vamos cantar: Já está no ar, Carlos Aguiar!
Bate palma, bate o pé, o mister show é o que ele é!
Saia da frente que ele vai passar, Carlos Aguiar não pode parar!
Laialaiá, laiá, laialaiá... Lalalalaiá, lalalaiá...

E com alegria, ele entrava no palco:

- Oi, oi, oi, oiêêê... Alô, alô, minha geeeentê!


Berros, gritos, uma série de telespectadoras presentes no palco aplaudiam o Carlos Aguiar, que abriu na televisão brasileira não uma porta, mas um portão para a música sertaneja e a música nordestina. Sempre incentivou a música brasileira. Foi o primeiro programa da linha de shows da  TV Gazeta, que estreou em 4 denovembro de 1970 com o nome São Paulo da Viola. Posteriormentetornou-se Boa-Tarde Viola, quando seu horário era vespertino. E, em 1972 transformou-se em Show da Viola, nome que manteve até 1978.

Mas para falar do Carlos Aguiar, precisamos relembrar um pouco de sua história. Carlos Aguiar nasceu em 1947 em Caiabu, SP, cidade próxima de Martinópolis, na região de Presidente Prudente. Foi lá que Carlos Aguiar, aos 14 anos, iniciou sua carreira artística como locutor no serviço de alto-falantes da cidade. Um ano depois foi contratado como locutor da Rádio Clube de Martinópolis, onde ficou até 1964. Foi chamado para ser locutor da Rádio de Presidente Prudente.

Foi um passo para o sucesso. No final daquele mesmo ano, aos 17 anos,  Carlos Aguiar veio para São Paulo e começou a trabalhar com o ator Amácio Mazzaropi. Trabalhou como programador do Rancho Alegre, programa do humorista na TV Tupi. A partir dali dividiu seu trabalho entre o rádio como locutor e a televisão como produtor.

Foi para a TV Paulista, canal 5, produzindo os programas de Chacrinha, Dercy Gonçalves e Juca Chaves. Estava lá quando a TV Paulista foi comprada e transformada em TV Globo. Começou a fazer sucesso como locutor do programa Patrulha do Sertão, na Rádio Piratininga. E foi ali que recebeu o convite do produtor Kleber Afonso para apresentar um programa na TV Gazeta. Aí, naquele novembro de 1970, começou o São Paulo da Viola. O programa ia ar aos domingos à tarde, num auditório improvisado no 4º andar. Kleber Afonso foi ser seu produtor.

Quando as cores chegaram à TV brasileira, a TV Gazeta transformou o programa de Carlos Aguiar em cores. Em 1972, nos jornais, falava-se do Show da Viola: O programa colorido de maior audiência no horário, mostra o que de melhor existe na música sertaneja. Pouco tempo depois, o Show da Viola abriu espaço para a música nordestina, atraindo um público esquecido da metrópole paulistana. Aos poucos a viola sertaneja abriu espaço para outros instrumentos... e o enfoque neste novo segmento aumentou a audiência da TV Gazeta.


A partir de 1973 o programa passou a ter uma garota-propaganda, Wilma, ex-jogadora de basquete da Seleção Brasileira. Aos poucos, o ator Kleber Afonso se ausentou da produção, ocupando-se com turnês de suas peças de teatro, e Wilma assumiu a produção do programa. O bom entendimento com Carlos Aguiar, suas boas sugestões, suas opiniões, tudo fez que além da parceria nascesse algo mais forte: Carlos Aguiar e Wilma se casaram em 1975... E ela passou a usar o nome de Wilma Aguiar.

Em 1974 Wilma sugeriu que Carlos Aguiar criasse um quadro destinado à Música Popular Brasileira, que obteve muito sucesso. A TV Gazeta passou por uma grande reformulação na programação em 25 de janeiro de 1978, seu 8º aniversário. Com Com isso, o Show da Viola se transformou em Programa Carlos Aguiar, tendo agora a Música Popular Brasileira em geral como enfoque principal. Foi outra sugestão de Wilma Aguiar à direção da TV Gazeta.

As músicas sertaneja e nordestina passaram a aparecer no quadro Coisas do Nosso Folclore dentro do programa. Havia ainda os quadros: Só Sucessos, Um Passo Para o Sucesso (grande bordão do apresentador) e Lançamento, que mostravam, respectivamente, as músicas já consagradas pelo público, as que estavam atingindo o topo das paradas e as lançadas no mercado fonográfico. Além disso, semanalmente um artista consagrado contava fatos pitorescos de sua vida e carreira no quadro Vida de Artista (hoje tão copiado pelas grandes redes).

A equipe de produção de Carlos Aguiar contava com Wilma, Rubito, Amaury e Tony Auad, responsáveis pelos artistas convidados e pelas promoções do programa. A equipe também criou o Troféu Carlos Aguiar, aos grandes nomes do rádio, TV e música brasileira.

A partir de 1979, o Programa Carlos Aguiar passa a ser gravado no Teatro das Nações, na Avenida São João. De "ao vivo" virou "gravado", mas não tirou a naturalidade e o jeito espontâneo de Carlos Aguiar. O aumento do público foi uma das principais causas da mudança. O Teatro das Nações ficava lotado pelas fãs do programa, nas noites de segundas-feiras (dia da gravação). E não dá para deixar de lado o júri do programa, que gerava polêmica: Garcia Gambero, Prof. Fernando Jorge, Tony Auad, Arethusa Nogueira, Severino Araújo, entre outros.

Os aniversários do programa de 1978, 1979 e 1980 foram realizados no Ginásio do Pacaembu. Em cada ano um número aproximado de 18 mil fãs prestigiou Carlos Aguiar. Wilma Aguiar, a eterna companheira do apresentador, é quem nos conta mais sobre sua história:


"Eu entrei na Gazeta em 1973... O Aguiar já fazia o programa na TV Gazeta. Era o Show da Viola. Antes era jogadora de basquete da seleção brasileira. Fui apresentada a ele pelo Aucir, da Churrascaria Eduardo’s. Eu e o Aguiar sempre nos demos bem. Tanto é que aquela amizade cresceu e nos casamos. Dentro do programa tinha corrida, passava turfe, corrida de cavalo lá do Jockey Clube. Era transmitido simultaneamente. O Aguiar estava no ar, mas o programa era interrompido para entrar a corrida. Era domingo de manhã. No programa vieram violeiros importantes da época – Tonico & Tinoco, Pena Branca & Xavantinho, Zico & Zeca, Trio Parada Dura, Milionário e Zé Rico, Zé Betio... Eu comecei sendo garota-propaganda do programa dele... E metia o dedo onde não era chamada! Dava sugestões, opiniões. Um dia o Kleber Afonso foi fazer turnês e acabaram me colocando como produtora do programa. Na época os maiores patrocinadores do programa eram cafés. Tinha o Café do Ponto, Café São Bernardo, Café Serra Negra... Nós tínhamos patrocinadores de café até demais, porque o programa era pela manhã... E o Aguiar ia falando: 'Você vai acordando e tomando seu café'. Tínhamos também a Tapeçaria Chic, que na época era a rainha de patrocinar os programas de televisão. O Aguiar ajudou também na divulgação dos grandes laboratórios da época. Eles patrocinavam o programa. Dorsay, que era o Vitasay, do Doril, hoje grande potência e que na época era pequeno. Quando o programa foi para o horário da tarde, começamos a competir com o Sílvio Santos, aos domingos, com duas horas de duração. Depois dei a sugestão de ser Programa Carlos Aguiar. Nessa época, surgiu no programa o Zé Luiz, que chamam de Diabo Loiro, cantor de sucesso na época. Ele despontou no quadro Um Passo Para o Sucesso. O Amado Batista também começou no programa. O Aguiar sempre foi um comunicador popular. A gente tocava música sertaneja, música nordestina, que na época ninguém tocava. Quem fazia sucesso era Anastácia, Trio Nordestino, Dominguinhos, Luiz Gonzaga. Os artistas passaram a procurar o programa. Cada vez mais foi melhorando o nível, a ponto de a gente chegar a ter Fábio Jr., Elba Ramalho diversas vezes, Sidney Magal, Chitãozinho & Xororó... Os artistas faziam tudo o que o Aguiar queria, uma vez ele brincou com o Ovelha e perguntou para o público:
 
- Vocês querem o Ovelha pelado?
E todo mundo respondeu:
- Queremos!
 
Aí o Aguiar mandou o Ovelha tirar a roupa e ficar pelado... E ele realmente ficou! Aquilo foi manchete em tudo quanto é jornal. As festas do programa eram um sucesso, uma loucura. A primeira festa de aniversário que a gente foi fazer de externa, fomos gravar num salão de forró do Mário Zan. Metade do povo ficou do lado de fora e nós não tivemos condições de gravar. Foi aquela briga porque todo mundo queria entrar. Foi uma surpresa para a gente, até para os diretores da TV Gazeta. Foi um alvoroço. Teve que vir polícia, bombeiro, gente na rua gritando, chorando que queria entrar. Nós não tivemos condições de gravar. Foi em 1978. Tivemos que remarcar e fizemos o programa de aniversário na TV Gazeta, ao vivo e lotado de gente. Nossa sala de produção era no 8º andar, onde hoje é a Sala Vip. Hoje o Aguiar ficou na saudade para muitos artistas porque ele tinha as portas abertas para todos, sem distinção. Na TV Gazeta ele também apresentou o Telecatch... E lá também foi precursor, teve uma importância muito grande para a TV Gazeta, quando ela chegou a transmitir o Carnaval dos Clubes, durante muitos anos. Era transmitido do Palmeiras, do Corinthians, do São Paulo. A cada dia dois comentavam. Eu fazia um, o Carlos Aguiar o outro. O Aguiar sempre amou televisão, ele gostava muito mais do que rádio. O Aguiar deixou muita saudade. Tanto ele como eu amávamos a TV Gazeta."

Em 1983, o diretor-geral da Rádio Gazeta e TV Gazeta, Alberto Maluf, tirou do ar o Programa Carlos Aguiar. A alegação na época foi de que o comunicador não se enquadrava no perfil que a emissora adotava a partir daquele instante, menos popular.

Carlos Aguiar faleceu vítima de Insuficiência Respiratória, aos 41 anos, na capital paulista, em 22 de outubro de 1988. Encerrou sua carreira trabalhando na Rádio Globo, com o seu eterno Programa Carlos Aguiar.


Nota do radialista Edson Xavier: Na época eu era office-boy dos diários oficiais e trabalhava em um Flat no período noturno na Alameda Campinas. Conheci o apresentador Carlos Aguiar e sua Esposa Wilma quando se dirigiam a sua residência em uma rua travessa da Alameda Rio Preto no bairro Bela Vista. Anos mais tarde o reencontrei nas dependências da Rádio América AM 1.410 khz onde Wilma apresentava um programa com seu nome nas madrugadas, após falecimento do eterno amigo Carlos Aguiar. Saudades!

Paulo Ubiratan

PAULO UBIRATAN FONTES GASPAR
(51 anos)
Diretor e Produtor

* Rio de Janeiro, RJ (14/01/1947)
+ Rio de Janeiro, RJ (29/03/1998)

Paulo Ubiratan Fontes Gaspar foi um diretor e produtor de telenovelas brasileiras da TV Globo. Foi casado com a atriz Natália do Vale e com a jornalista e ex-modelo Valéria Monteiro, com quem teve uma filha, Vitória.

Paulo Ubiratan começou a trabalhar na TV Globo em 1978, como assistente de direção nas novelas "O Pulo do Gato", de Bráulio Pedroso, e "Sinal de Alerta", de Dias Gomes, na qual também atuou como produtor. No ano seguinte, voltou a trabalhar com o autor Bráulio Pedroso, assinando a direção da comédia "Feijão Maravilha". A novela, que era estrelada por Lucélia Santos e Stepan Nercessian, prestava uma homenagem às chanchadas dos anos 50, com um elenco que reunia alguns dos principais nomes do humor brasileiro.

A partir da década de 80, Paulo Ubiratan se tornaria um dos principais diretores da TV Globo e dividiu com Roberto Talma a direção de duas novelas: "Água Viva" e "Coração Alado". A novela "Baila Comigo", de 1981, foi a primeira novela das oito dirigida por Paulo Ubiratan e Roberto Talma. A dupla contou com dois jovens assistentes. Ele marcou também a estréia do autor Manoel Carlos no seu horário.

Em 1982, ainda em parceira com Roberto Talma, Paulo Ubiratan dirigiu três novelas: "Sétimo Sentido", de Janete Clair, "Elas Por Elas", de Cassiano Gabus Mendes, que eternizou o personagem Mário Fofoca, vivido por Luis Gustavo, e "Final Feliz", primeira novela da consagrada autora Ivani Ribeiro na TV Globo. Antes de "Roque Santeiro", que teria uma das maiores audiências da história da emissora, dirigiu outras duas novelas, "Louco Amor", de Gilberto Braga, e "Transas e Caretas".

Em 1983, foi o produtor de outras duas tramas: "Guerra dos Sexos", de Silvio de Abreu, e "Eu Prometo", de  Janete Clair.

Em 1985, Paulo Ubiratan foi o responsável pela escalação do elenco que levaria às telas "Roque Santeiro", proibida pela censura dez anos antes. Seria também o diretor da novela, porém, no segundo mês, sofreu um ataque cardíaco e foi substituído por Gonzaga Blota.

Em 1988 produziu outro clássico da teledramaturgia brasileira, a novela "Vale Tudo", de Gilberto Braga.


A novela "Roda de Fogo", de Lauro César Muniz e Marcílio Moraes, que contava a história do romance entre um empresário corrupto e uma juíza federal, marcou a volta do diretor às tramas das oito. Ele voltaria a dirigir um grande sucesso do autor Lauro César Muniz em 1989, a novela "O Salvador da Pátria", que trazia Lima Duarte no papel do jardineiro Sassá Mutema e Maitê Proença como a Professora Clotilde.

Ainda em 1989, Paulo Ubiratan dirigiu "Tieta", adaptação do romance de Jorge Amado feita por Aguinaldo Silva. Em seguida, o diretor fez sua primeira, e única, incursão no gênero das minisséries. "Riacho Doce", teve as externas gravadas no arquipélago de Fernando de Noronha. No mesmo ano, dirigiu a novela "Meu Bem, Meu Mal", de Cassiano Gabus Mendes, que marcou a estréia do ator Fábio Assunção.

Após produzir "Felicidade", de Manoel Carlos, Paulo Ubiratan dirigiu uma de suas últimas tramas na faixa de horário das 20:00 hs, a novela "Pedra Sobre Pedra", de Aguinaldo Silva. A novela seguia a linha do realismo fantástico, reunindo diversos personagens marcantes, como Sérgio Cabeleira (Osmar Prado) e Jorge Tadeu (Fábio Júnior).


Em 1994, Paulo Ubiratan dirigiu os primeiros capítulos da novela "Tropicaliente". Em seguida, foi o responsável pela produção do remake de um clássico de Janete Clair, a novela "Irmãos Coragem" (1995). Exibida pela primeira vez em 1970, com Tarcísio Meira, Cláudio Marzo e Cláudio Cavalcanti no papel de João, Duda e Jerônimo Coragem, a nova versão, que fazia parte das comemorações pelos 30 anos da TV Globo, apresentou Marcos Palmeira, Marcos Winter e Ilya São Paulo nos respectivos papéis.

Em 1996, Paulo Ubiratan fez o dirigiu, em parceria com Gonzaga Blota, a mini-novela "O Fim do Mundo", escrita por Dias Gomes e Ferreira Gullar. Ainda em 1996, Paulo Ubiratan dirigiu "Anjo de Mim", de Walther Negrão.

Também dirigida por Paulo Ubiratan foi "A Indomada", de Aguinaldo Silva e Ricardo Linhares, ambientada na cidade fictícia de Greenville. A novela apresentou novos personagens fantásticos, como a vilã Maria Altiva, interpretada por Eva Wilma, e o Deputado Pitágoras Mackenzie, vivido por Ary Fontoura.

No dia de sua morte, o episódio "Toma Que o Filme é Teu", do humorístico "Sai de Baixo", foi dedicado ao diretor.

Paulo Ubiratan morreu durante a realização da novela "Por Amor", no dia 29/03/1998, vítima de um ataque cardíaco, quando ia ao ar o capítulo de número 144.


Trabalhos
  • 1997 - Por Amor (Diretor de Núcleo)
  • 1997 - A Indomada (Diretor de Núcleo)
  • 1996 - Anjo de Mim (Diretor de Núcleo)
  • 1996 - O Fim do Mundo
  • 1994 - Tropicaliente
  • 1992 - Pedra Sobre Pedra
  • 1990 - Meu Bem, Meu Mal
  • 1990 - Riacho Doce
  • 1989 - Tieta
  • 1989 - O Salvador da Pátria
  • 1986 - Roda de Fogo (Diretor de Núcleo)
  • 1985 - Roque Santeiro
  • 1983 - Champagne
  • 1983 - Eu Prometo
  • 1983 - Guerra dos Sexos
  • 1983 - Louco Amor
  • 1982 - Final Feliz
  • 1982 - Elas Por Elas
  • 1982 - Sétimo Sentido
  • 1981 - Baila Comigo
  • 1980 - Coração Alado
  • 1980 - Água Viva
  • 1979 - Feijão Maravilha
  • 1978 - Sinal de Alerta


Fonte: Wikipédia

Marly Bueno

AMÁLIA ANGELINA MARLY D'ANGELO
(78 anos)
Atriz

* São Paulo, SP (11/06/1933)
+ Rio de Janeiro, RJ (12/04/2012)

Foi primeira mulher a aparecer na televisão brasileira, ao lado de sua irmã Miriam Simone D'Angelo. Seu maior sucesso aconteceu nas décadas de 50 e 60 quando, na condição de apresentadora e estrela de televisão viajou por todo o Brasil.

Após o casamento, não abandonou totalmente a vida artística, mantendo-se no ar para apresentar o concurso Miss Brasil, de 1965 a 1979.

No final dos anos 80 voltou à televisão, na Rede Globo, onde se manteve até 2009 quando foi contratada por três anos pela Rede Record. Em seus últimos trabalhos na TV interpretou mulheres requintadas, moralistas e más como a Rafaela de História de Amor, a Marta Moreti de Mulheres Apaixonadas e a Irmã Maria de Páginas da Vida todas do autor Manoel Carlos.

Atuou em inúmeras telenovelas, filmes e peças de teatro. Foi a estrela do último filme de Oscarito, Entre Mulheres e Espiões, e atuou ao lado de Anthony Quinn, em Oriundi, um filme da Warner Bros rodado no Brasil.

Recentemente, na Rede Record integrou o elenco de Poder Paralelo de Lauro César Muniz e a minissérie Rei Davi, seu último trabalho.

Marly Bueno faleceu em 12 de abril de 2012 devido vítima de uma infecção após uma cirurgia de emergência no intestino. Ela estava internada no hospital Copa D’or, no Rio de Janeiro.

Televisão

  • 1953 - As Aventuras de Berloque Kolmes ... Jane Calamidade
  • 1954 - O Falcão Negro ... Lucrécia Borgia
  • 1954- Alô Doçura
  • 1955 - A Sogra que Deus me Deu
  • 1956 - Conde de Monte Cristo ... Mercedes
  • 1956 - Scaramouche
  • 1957 - Lever no Espaço ... Carmem
  • 1958 - TV de Comédia
  • 1958 - TV Teatro
  • 1959 - TV de Vanguarda ... Angelina / Lady Mary / Maria Waleska / Stella Kowalski
  • 1959 - Um Lugar ao Sol
  • 1991 - Felicidade ... Leonor
  • 1991 - O Portador
  • 1995 - História de Amor ... Rafaela Moretti
  • 1995 - Quatro por Quatro ... Mãe de Suzana
  • 1997 - Por Amor ... Antonieta
  • 1998 - Estrela de Fogo ... Iolanda
  • 2000 - Laços de Família ... Olívia
  • 2002 - Coração de Estudante ... Zuzu
  • 2003 - Mulheres Apaixonadas ... Marta Moretti
  • 2004 - Linha Direta ... Clotilde (episódio: Crime das Irmãs Poni)
  • 2004 - Um Só Coração ... Lúcia
  • 2005 - América ... Srª Mattos
  • 2005 - Os Amadores ... Necilda
  • 2006 - Páginas da Vida ... Irmã Má (Irmã Maria)
  • 2009 - Poder Paralelo ... Sonia Meira
  • 2012 - Rei Davi ... Ainoã

Cinema
 
  • 1953 - A Família Lero-Lero
  • 1954 - Na Senda do Crime
  • 1957 - Dorinha no Soçaite
  • 1958 - Chão Bruto ... Laura
  • 1961 - Entre Mulheres e Espiões
  • 1962 - As Sete Evas ... Lídia
  • 1995 - Sombras de Julho
  • 1999 - Oriundi ... Matilde
  • 2006 - Fica Comigo Esta Noite ... Mãe de Laura
  • 2007 - Inesquecível
  • 2009 - A Mulher Invisível ... Senhora no Cinema


Fonte:  Wikipédia

Fregolente

AMBRÓSIO FREGOLENTE
(66 anos)
Médico e Ator

☼ São Paulo, SP (15/10/1912)
┼ Rio de Janeiro, RJ (19/03/1979)

Fregolente foi um médico e ator brasileiro nascido em São Paulo, SP, no dia 15/10/1912.

Ainda jovem, transferiu-se para o Rio de Janeiro, com a intenção de estudar medicina. Iniciou o curso em meados dos anos 1940, mas logo interromperia esse projeto, para se dedicar à profissão de ator.

Fregolente começou a carreira de ator aos 33 anos. Foi um dos atores que mais personificaram personagens de Nelson Rodrigues no cinema e no teatro. Era considerado como intérprete perfeito para os personagens criados por Nelson Rodrigues.

O auge de sua carreira ocorreu nas décadas de 1950, com as chanchadas da Atlântida, e de 1960, com filmes dos mais diferentes gêneros, como "O Homem do Sputnik" (1959), "Cala a Boca, Etelvina" (1959), "Cidade Ameaçada" (1960), "Assalto Ao Trem Pagador" (1962), "Bonitinha, Mas Ordinária" (1963), "O Beijo" (1964), "Crônica da Cidade Amada" (1965),  "O Mundo Alegre de Helô" (1967), "O Homem Que Comprou o Mundo" (1968), "A Penúltima Donzela" (1969), "Os Paqueras" (1969), dentre tantos outros.


Em 1965 concluiu o curso de medicina, com especialização em psiquiatria. Fregolente exerceu a profissão por mais de dez anos, em um consultório na cidade do Rio de Janeiro, ao mesmo tempo que brilhava nas telas e nos palcos.

Quando se formou, aos 53 anos, ligou para seu amigo Nelson Rodrigues para contar a novidade. Esse episódio foi depois contado pelo escritor em uma crônica publicada em 1966.

Na década de 1970 se destacaria por importantes papéis nos filmes "Sedução" (1974), "O Ibrahim do Subúrbio" (1976), "O Casamento" (1974), "Anchieta, José do Brasil" (1977) e "Gargalhada Final" (1979).

Na televisão teve poucas oportunidades, mas participou das telenovelas "Dona Xepa" (1977), "Sinhazinha Flô" (1977) e "Dancin' Days" (1978).

Ao longo de sua vida, Fregolente participou de mais de 100 filmes e peças de teatro, marca que poucos atores brasileiros conseguiram igualar.

Fregolente faleceu no dia 19/03/1979, no Rio de Janeiro, RJ, aos 66 anos, vítima de um infarto do miocárdio. Quando faleceu, participava das filmagens de "Amante Latino" (1979), de Pedro Carlos Rovai.

Filmografia Básica
(Não Constam Todos Os Filmes)

  • 1949 - Almas Adversas
  • 1949 - A Mulher de Longe
  • 1950 - A Sombra da Outra
  • 1950 - Estrela da Manhã
  • 1952 - Três Vagabundos
  • 1953 - Balança, Mas Não Cai
  • 1957 - Absolutamente Certo
  • 1958 - O Barbeiro Que Se Vira
  • 1959 - O Homem do Sputnik
  • 1960 - Cidade Ameaçada
  • 1962 - Assalto ao Trem Pagador
  • 1963 - Bonitinha, Mas Ordinária
  • 1964 - Crônica da Cidade Amada
  • 1964 - O Beijo
  • 1964 - Asfalto Selvagem
  • 1966 - Gern Hab’ Ich Die Frauen Gekillt
  • 1966 - Paraíba, Vida e Morte de um Bandido
  • 1967 - O Mundo Alegre de Helô
  • 1968 - O Homem Que Comprou o Mundo
  • 1969 - As Duas Faces da Moeda
  • 1969 - A Penúltima Donzela
  • 1969 - Os Paqueras
  • 1970 - O Donzelo
  • 1970 - Anjos e Demônios
  • 1973 - Vai Trabalhar, Vagabundo!
  • 1974 - Sedução
  • 1974 - Ainda Agarro Essa Vizinha
  • 1975 - As Aventuras de um Detetive Português
  • 1975 - O Casamento
  • 1977 - Um Marido Contagiante
  • 1977 - Anchieta, José do Brasil
  • 1977 - Ajuricaba, o Rebelde da Amazônia
  • 1978 - Dancin' Days
  • 1979 - Gargalhada Final

Fonte: Wikipédia

Madame Satã

JOÃO FRANCISCO DOS SANTOS SANT'ANNA
(76 anos)
Transformista, Bandido e Figura Folcórica

☼ Glória do Goitá, PE (25/02/1900)
┼ Rio de Janeiro, RJ (11/04/1976)

João Francisco dos Santos, mais conhecido como Madame Satã, foi um transformista, visto como personagem emblemático da vida noturna e marginal carioca na primeira metade do século XX.

Filho de Manoel Francisco dos Santos e Firmina Teresa da Conceição, criado numa família de dezessete irmãos, diz-se que João Francisco chegou a ser trocado, quando criança, por uma égua.

Jovem, foi para o Recife, onde viveu de pequenos serviços prestados. Posteriormente, mudou-se para o Rio de Janeiro, indo morar no bairro da Lapa. Analfabeto, o melhor emprego que conseguiu foi o de carregador de marmitas, embora houvesse o boato de que foi cozinheiro de mão-cheia. Considerado marginalizado, acredita-se que o fato de ter sido negro, pobre e homossexual tenha contribuído.


Dito dotado de uma índole irônica e extrovertida, João Francisco encantou-se pelo carnaval carioca. Foi assim que, em 1942, ao desfilar no bloco-de-rua Caçador de Veados, surgiu seu apelido. O transformista se apresentou com a fantasia Madame Satã, inspirada em filme homônimo de Cecil B. DeMille.

Era frequentador assíduo do bairro onde morava, conhecido como reduto carioca da malandragem e boemia na década de 1930, onde muitas vezes trabalhou como segurança de casas noturnas. Cuidava que as meretrizes não fossem vítimas de estupro ou agressão.

Foi preso várias vezes, chegando a ficar confinado ao Presídio da Ilha Grande, agora em ruínas. Freqüentemente, Madame Satã enfrentava a polícia, sendo detido por desacato à autoridade. Considerado exímio capoeirista, lutou por diversas vezes contra mais de um policial, geralmente em resposta a insultos que tivessem como alvo mendigos, prostitutas, travestis e negros.

É considerado uma referência na cultura marginal urbana do século XX.

Em 1971, concedeu uma polêmica entrevista ao jornal O Pasquim.


Morador da Vila do Abraão, Madame Satã era principalmente uma criatura enfurecida que não se conformava. Era um verdadeiro rebelde nacional ao longo de seus 76 anos de vida, 27 dos quais transcorreu como detento de vários presídios, dentre eles, o Instituto Candido Mendes em Dois Rios na Ilha Grande.

João Francisco definia-se como "Filho de Iansã e Ogum, devoto de Josephine Baker", inventando para si vários personagens como Mulata do Balacochê, Jamacy, a Rainha da Floresta, Tubarão, Gato Maracajá.

Cumpriu pena de 16 anos por assassinato de um policial em 1928. A ficha criminal ao longo de sua vida é vasta: No total foram 27 anos e 8 meses de prisão, 13 agressões, 4 resistências à prisão, 2 furtos, 2 recepções de furtos, 1 ultraje público ao pudor, 1 porte de arma, resistência à prisão entre outros.  

O último malandro da Lapa, área boêmia do Rio de Janeiro. Rei da navalha, da capoeira e um dos marginais mais famosos do país.

Madame Satã x Geraldo Pereira

Madame Satã era bastante famoso no baixo mundo carioca; homossexual, negro, artista de cabarés decadentes e, acima de tudo, valente, um homem que não levava desaforo para casa. Já matara, já brigara centenas de vezes, na maioria para defender seus direitos, em uma época que direitos para pessoas como ele não eram respeitados, e já passara dezenas de anos preso pelos mais diversos motivos. Seu encontro e sua briga com Geraldo Pereira naquele dia fatídico, no mês de maio de 1955, hoje estão envoltos em lendas e boatos.

Depois disseram que Geraldo Pereira já estava muito doente, emagrecendo a olhos vistos. Disseram até mesmo que, quando de seu aniversário, em 23/04/1955, passara mal no banheiro, com crises de vômito. Diziam também que já vinha evacuando sangue há algum tempo e que seu fígado estava em frangalhos, o que era de se esperar pela vida desregrada que levava.

Uma das versões conta que sua morte aconteceu logo depois de uma briga de bar, por causa de um copo de chopp, com Madame Satã. Depois da discussão no Restaurante Capela, na Lapa, Madame Satã teria acertado um soco no rosto de Geraldo Pereira, que, bêbado, perdeu o equilíbrio e caiu na calçada, na porta do bar. Com a queda, bateu com a cabeça no meio-fio, ficando desacordado, sendo carregado para o Hospital dos Servidores, onde morreu dois dias depois vítima de hemorragia intestinal reincidente. Muitos de seus amigos, porém, garantem que ele morreu de vítima câncer.

Madame Satã assim contou para O Pasquim o incidente com Geraldo Pereira:

"Eu entrei no Capela, estava sentado tomando um chopp. Ele chegou com uma amante dele (ainda vive essa mulher), pediu dois chopps e sentou ao meu lado. Aí tomou uns goles do chopp dele e cismou que eu tinha que tomar o chopp dele e ele quis tomar o meu copo, e eu disse pra ele: 'Olha, esse copo é meu'.
Aí ele achou que aquele copo era dele e não era o meu. Então peguei meu copo e levei para a minha mesa. Aí ele levantou e chamou pra briga. Disse uma porção de desaforos de palavras 'obicênias', eu não sei nem dizer essas coisas. Aí eu perdi a paciência, dei um soco nele: caiu com a cabeça no meio fio e morreu. Mas ele morreu por desleixo médico, porque foi para a assistência ainda vivo."

Contando com apenas 37 anos, e de maneira inglória, assim morreu um dos maiores compositores da fase de ouro da música popular brasileira.

Morte

Faleceu logo após a sua última saída da prisão, em abril de 1976 em sua casa, hoje um camping, vítima de câncer no pulmão, famoso mas sem um tostão. Foi sepultado no Cemitério da Vila do Abraão e em sua lapide consta uma foto em preto e branco de 1975 com seu nome completo e apelido, data de nascimento e de sepultamento.

Madame Satã teve publicado em 1972 o livro "Memórias de Madame Satã" e no ano de 2002, foi rodado no Brasil um filme sobre sua vida, que leva também o nome de "Madame Satã", dirigido por Karim Aïnouz, contando o início de sua história nos palcos da Lapa até a prisão pelo assassinado do policial em 1928. O filme foi premiado nacional e internacionalmente. Nesse filme, João Francisco dos Santos foi interpretado pelo ator Lázaro Ramos.