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Francisco Brennand

FRANCISCO DE PAULA COIMBRA DE ALMEIDA BRENNAND
(92 anos)
Artista Plástico e Ceramista

☼ Recife, PE (11/06/1927)
┼ Recife, PE (19/12/2019)

Francisco de Paula Coimbra de Almeida Brennand foi um artista plástico nascido em Recife, PE, no dia 11/06/1927. Desenvolvia seu trabalho com diversos suportes, tornando-se notório como ceramista.

Francisco Brennand nasceu nas terras do antigo Engenho São João, na cidade brasileira do Recife, PE. Filho de Ricardo de Almeida Brennand e Olímpia Padilha Nunes Coimbra, era descendente de Edward Brennand, originário de Manchester, na Inglaterra, que veio para o Brasil em 1820 para trabalhar em uma empresa ferroviária inglesa.

Em 1917, o pai de Francisco BrennandRicardo Brennand, criou a primeira fábrica de cerâmicas da família - a Cerâmica São João - nas terras do antigo engenho do bairro da Várzea, no Recife, herança recebida de Dona Maria da Conceição do Rego Barros Lacerda, uma prima de sua mãe.

Durante o ensino médio, após conhecer o trabalho do escultor Abelardo da Hora, Francisco Brennand desenvolveu seu interesse pelo desenho e pela literatura. No mesmo período conheceu Débora de Moura Vasconcelos, sua futura esposa, e Ariano Suassuna, seu colega de classe, com quem produzia um jornal literário, encarregando-se de realizar as ilustrações para os textos e poemas de Ariano.


Inicialmente, Francisco Brennand acreditava ser a cerâmica uma arte utilitária, menor, e por isso dedicou-se sobretudo à pintura a óleo. Entretanto, ao chegar à França, em 1948, deparou-se com uma exposição de cerâmicas de Picasso, e descobriu que muitos dos artistas da Escola de Paris haviam passado pela cerâmica: Além de Picasso, Chagall, Matisse, Braque, Gauguin, e sobretudo o catalão Joan Miró.

Já no início da década de 1950, de passagem por Barcelona, Francisco Brennand descobriu Antoni Gaudí, cujas obras - com suas formas sinuosas e o uso do trencadis, tradicional técnica catalã - causam-lhe forte impressão.

Após o seu primeiro período na Europa (1948 - 1951), Francisco Brennand retornou ao Brasil mas, logo em 1952, decidiu aprofundar-se no conhecimento das técnicas da cerâmica, iniciando estágio em uma fábrica de majólicas na cidade de Deruta, na província de Perúgia, Itália.


Durante esse estágio, Francisco Brennand iniciou suas experiências com o uso de esmaltes cerâmicos e queimas sucessivas da peça, em temperaturas variadas. A cada entrada da peça no forno, era aplicada uma camada diferente de esmalte, o que dava à superfície uma grande variedade de cores e texturas.

Na década de 1970, Francisco Brennand participou do Movimento Armorial, juntamente com Ariano Suassuna, seu principal idealizador.

No seu ateliê, instalado nas terras do antigo Engenho (depois Cerâmica) São João, no bairro da Várzea, no Recife, estão expostas muitas de suas obras, parte delas dispostas a céu aberto, em um grande jardim central.

Francisco Brennand foi autor de dois importantes espaços culturais da cidade do Recife: A Oficina Cerâmica Francisco Brennand e o Parque das Esculturas Francisco Brennand.

Em 2017 foi agraciado com a Medalha do Mérito Guararapes - Grã Cruz, a mais alta honraria do Estado de Pernambuco.

Morte

Francisco Brennand faleceu em 19/12/2019, aos 92 anos, vítima de infecção respiratória no Real Hospital Português de Beneficência, na cidade do Recife, PE.

Francisco Brennand estava fazendo um tratamento contra uma pneumonia. O corpo foi velado na Capela Imaculada Conceição, na Oficina Cerâmica Francisco Brennand e cremado no cemitério Morada da Paz, em Paulista, PE.

Fonte: Wikipédia
#FamososQuePartiram #FranciscoBrennand

Juliano Cezar

JULIANO CEZAR
(58 anos)
Cantor, Compositor e Apresentador

☼ Passos, MG (27/12/1961)
┼ Uniflor, PR (31/12/2019)

Juliano Cezar foi um cantor, compositor e apresentador nascido em Passos, MG, no dia 27/12/1961.

Juliano Cezar iniciou sua carreira em 1985, depois de ter sido peão de rodeios e fazendeiro. Do interior de Minas Gerais, Juliano Cezar gastou seu pé-de-meia em seu primeiro disco, independente, onde apresentava sua interpretação em regravações de sucessos de TeixeirinhaChitãozinho & Xororó e Milionário & José Rico, entre outros.

No final da década de 80, Juliano Cezar mudou-se para São Paulo.

Em 1990, assinou contrato, em São Paulo, com a RGE e gravou seu primeiro disco por uma gravadora, dessa vez com composições suas, além do sucesso "Não Aprendi Dizer Adeus" (Joel Marques), posteriormente regravado por Leandro & Leonardo. Por esse disco, Juliano Cezar ganhou o Prêmio Sharp de cantor revelação e logo em seguida um contrato com a gravadora Continental/Warner. A partir de então, passou a se dedicar à sua linha musical preferida: O country brasileiro.


Depois de cinco anos sem gravar e de uma viagem a Nashville, Estados Unidos, meca do country, onde manteve contato com os papas do gênero, Juliano Cezar lançou, em 1997, seu primeiro disco pela Paradoxx, já totalmente dedicado à música country. Lançou, por essa gravadora, dois discos: um deles, o que contém a faixa "Rumo à Goiânia", ultrapassou 100 mil cópias vendidas.

Em 2000, mudou novamente de gravadora, desta vez, para a Atração. Lançou, através desta, 3 CDs  e 2 DVDs. Um dos DVDs, gravado ao vivo, contou com participação especial de Rio Negro & Solimões, e consagrou as faixas "Coração Quer Te Encontrar", "Rodo Sem Borracha" e "Casar Pra Quê?".

Em 2007, passou a apresentar o programa "Rota Sertaneja", na TV Bandeirantes, que é considerado um dos mais importantes programas do meio sertanejo/country no Brasil. Como apresentador, já havia obtido sucesso um ano antes, com o programa "Terra Sertaneja", que foi eleito o melhor programa sertanejo/country do ano de 2006.

Em 2008, ao completar 23 anos de carreira, lançou seu segundo DVD, pela Atração, gravado ao vivo em Ribeirão Preto, SP, cidade onde residia. O álbum contou com participação especial de nomes consagrados como Calcinha Preta, João Bosco & Vinicius, Jorge & Mateus, Zé Henrique & Gabriel, Matogrosso & Mathias e Fernando & Sorocaba.


Até 2010, contabilizou 12 trabalhos entre CDs e DVDs, além de shows por todo o país. Ainda em 2010, a cantora e violeira Bruna Viola gravou as suas músicas "Chorando Chorando", "Trem Fora do Trilho", "Doce Vício", "Tempo Perdido", "Loucura de Amor" e "Nossa História", no CD "Só Pra Ficar na Moda".

Em 2012, apresentou-se na 57ª Festa de Peão de Barretos, SP, dividindo o trio elétrico da festa com a dupla João Lucas & Matheus.

Em 2017, após mais de 30 anos de carreira, 12 álbuns e 3 DVDs, lançou o disco "Minha História", com várias participações especiais, entre elas Rionegro & Solimões na faixa "Km 45 / De São Paulo A Goiânia", Eduardo Costa em "Não Aprendi Dizer Adeus", Bruno & Barretto em "Modo Raparigueiro", Matogrosso & Mathias em "Sonhando Com Você" e Cesar Menotti & Fabiano em "Talismã / Solidão / Amargurado". No mesmo ano, apresentou-se como uma das principais atrações da Festa de Peão de Barretos.

Morte

Juliano Cezar faleceu na madrugada de terça-feira, 31/12/2019, aos 58 anos, depois de sofrer um infarto fulminante enquanto fazia um show em Uniflor, no norte do Paraná.

De acordo com o produtor Mauro Vasconcelos, Juliano Cezar chegou a socorrido em um posto médico perto do local do evento. Porém, o cantor não resistiu. Ele recebeu massagem cardíaca e injeções de adrenalina por mais de uma hora e meia, mas, ainda conforme o produtor, não foi possível a reanimação.

O corpo será velado e sepultado em Passos, MG, cidade natal de Juliano Cezar.

Juliano Cezar era casado e não tinha filhos.

Discografia e Videografia

Álbuns

  • 1990 - Tarde Sertaneja (RGE)
  • 1990 - Amor de Peão (RGE)
  • 1990 - Juliano Cezar (RGE)
  • 1996 - Deixo a Estrada Me Levar (Som Livre)
  • 1998 - Rumo a São Paulo (Paradoxx)
  • 2000 - Cowboy Vagabundo (Paradoxx)
  • 2002 - A Dois Passos do Paraíso - Ao Vivo (Paradoxx)
  • 2003 - Vida de Peão (Paradoxx)
  • 2005 - Juliano Cezar Ao Vivo (Paradoxx)
  • 2006 - É Isso Que a Galera Quer (Paradoxx)
  • 2008 - Assim Vive Um Cowboy - Ao Vivo (Paradoxx)
  • 2010 - Enroscando e Amando (Paradoxx)

DVD

  • 2005 - Juliano Cezar Ao Vivo
  • 2009 - Juliano Cezar Ao Vivo

Fonte: Wikipédia e Dicionário Cravo Albin da MPB e G1
#FamososQuePartiram #JulianoCezar

Hilda Rebello

HILDA DE MEDEIROS REBELLO
(95 anos)
Atriz

☼ Rio de Janeiro, RJ (30/09/1924)
┼ Rio de Janeiro, RJ (29/12/2019)

Hilda de Medeiros Rebello foi uma atriz nascida no Rio de Janeiro, RJ, no dia 30/09/1924. Era mãe do também ator e diretor de televisão Jorge Fernando.

Hilda Rebello iniciou sua carreira artística aos 64 anos e se profissionalizou, com o apoio do filho Jorge Fernando, aos 70 anos, fato que lhe garantiu um registro no Livro dos Recordes, na página 72, no ano de 1994, como a atriz que começou a carreira com idade mais avançada.

Estreou na televisão em 1989 na TV Globo, fazendo pequenos papéis. Sua estréia no elenco fixo de alguma produção aconteceu um ano depois na minissérie "Boca do Lixo" (1990).

No cinema, fez algumas participações, mas destacou-se em seu primeiro longa, "Menino Maluquinho - O Filme", onde interpretou a avó do protagonista.

Em 2006, ganhou o Prêmio Bennett Mulher, uma iniciativa do Instituto, que presta uma homenagem à mulher brasileira em todos os campos de atividade

Morte

Hilda Rebello faleceu no domingo, 29/12/2019, aos 95 anos, no Hospital Pró-Cardíaco na cidade do Rio de Janeiro, RJ, após ficar internada por 22 dias com um quadro de insuficiência respiratória, dois meses após o falecimento de seu filho Jorge Fernando.

Desde a morte do filho, em 27/10/2019, Hilda Rebello vivia uma tristeza profunda e foi internada há duas semanas, com um quadro de infecção respiratória.

Pouco tempo depois da morte de Jorge FernandoHilda Rebello ainda sofreu com outro falecimento: a de Pedro Paulo, o Pepê, em novembro de 2019. O camareiro, fiel amigo do diretor, tinha 68 anos e travava uma luta contra o câncer de pulmão, que foi descoberto em maio. No entanto, o estágio avançado da doença não permitiu sua recuperação. Ele e Jorge Fernando trabalharam juntos durante 20 anos.

O velório está marcado para segunda-feira, 30/12/2019, das 10h00 às 13h30, na capela 1 do Cemitério da Penitência, e a cerimônia de cremação no Crematório da Penitência, no Caju, zona portuária do Rio de Janeiro.

Hilda Rebello e o filho Jorge Fernando em foto nos bastidores da novela "Caras e Bocas"
Carreira

Televisão
  • 1989 - Que Rei Sou Eu? ... Ama Zefa
  • 1989 - Top Model ... Álvara
  • 1990 - Rainha da Sucata ... Dona Jorgina Flores
  • 1990 - Boca do Lixo ... Dona Odete
  • 1991 - Vamp ... Hermínia
  • 1992 - Deus Nos Acuda ... Violante
  • 1995 - A Próxima Vítima ... Dona Zulmira
  • 1996 - A Vida Como Ela É... ... Vários Personagens
  • 1997 - Zazá ... Castorina
  • 1998 - Era Uma Vez... ... Olga
  • 1998 - Labirinto ... Lola
  • 1999 - Vila Madalena ... Isaura
  • 2000 - Uga Uga ... Passageira no voo de Varela
  • 2001 - As Filhas da Mãe ... Dona Geralda
  • 2002 - Os Normais ... Dona Rosa (Vizinha do Rui)
  • 2003 - Chocolate Com Pimenta ... Matilde
  • 2005 - Alma Gêmea ... Dona Filó
  • 2006 - Cobras e Lagartos ... Senhora que ajuda Luciano
  • 2007 - Sete Pecados ... Corina
  • 2008 - Guerra & Paz ... Dona Bibelona (Episódio: "Culpados & Inocentes")
  • 2008 - Cilada ... Eleitora (Episódio: "Eleições de 04/10/2018")
  • 2008 - Casos e Acasos ... Mafalda (Episódio: "O Celular, a Viagem e o Dia Seguinte")
  • 2008 - Casos e Acasos ... Isabela (Episódio: "O Papai Noel, a Perna Quebrada e o Presépio")
  • 2008 - Nada Fofa ... Rose (jurada)
  • 2009 - Caras & Bocas ... Nereide Di Francesco
  • 2010 - Ti Ti Ti ... Dona Olga Franco
  • 2011 - Macho Man ... Filomena Zucatelli
  • 2011 - Aquele Beijo ... Joana
  • 2012 - Dercy de Verdade ... Zuleide
  • 2012 - Guerra dos Sexos ... Tia Pepa
  • 2013 - Divertics ... Dona Hilda
  • 2015 - Alto Astral ... Dona Aurora
  • 2016 - Haja Coração ... Dona Marieta Pereira de Carvalho

Cinema
  • 1995 - Menino Maluquinho - O Filme ... Avó do Menino Maluquinho
  • 2004 - Sexo, Amor e Traição ... Vizinha de Miguel
  • 2006 - Irma Vap - O Retorno ... Neide
  • 2006 - Xuxa Gêmeas ... Figuração
  • 2008 - A Guerra dos Rocha ... Anita

Fonte: Wikipédia e G1
Indicação: Patrícia Veras
#FamososQuePartiram #HildaRebello

Nelson Hoineff

NELSON HOINEFF
(71 anos)
Jornalista, Escritor, Crítico de Cinema, Produtor e Diretor de Televisão e Cinema

☼ Rio de Janeiro, RJ (04/09/1948)
┼ Rio de Janeiro, RJ (15/12/2019)

Nelson Hoineff foi um jornalista, produtor e diretor de televisão e cinema, nascido no Rio de Janeiro, RJ, no dia 04/09/1948.

Nelson Hoineff especializou-se em HDTV e novas tecnologias de distribuição de TV em New York, onde fez seu mestrado e doutorado, e Tóquio. Ele estagiou na produção de conteúdo em HDTV analógico na Nippon Hōsō Kyōkai (NHK), oficialmente em inglês, Japan Broadcasting Corporation, organização nacional de radiodifusão pública do Japão, em 1988.

Além de fundador e por quatro vezes presidente da Associação de Críticos de Cinema do Rio de Janeiro (ACCRJ), Nelson Hoineff era co-fundador, da Associação Brasileira de Produtores Independentes de Televisão (ABPITV), da qual foi vice-presidente por duas gestões. Participou ainda da fundação do Centro de Pesquisadores do Cinema Brasileiro (CPCB). Foi membro do Conselho Consultivo da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura. Foi membro também do Conselho Superior de Cinema da Presidência da República e do Conselho Consultivo do Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD)

Diretor de Televisão

Na televisão, Nelson Hoineff, dirigiu o Departamento de Programas Jornalísticos da Rede Manchete e foi diretor de programas jornalísticos no SBT, Rede Bandeirantes, GNT, TV Cultura e TVE do Rio de Janeiro, onde também atuou como consultor de programação.

Entre as séries e programas que dirigiu destaca-se o "Documento Especial". Premiado várias vezes no Brasil, e também em Monte-Carlo e Berlim, foi ao ar em três redes abertas, tornando-se em cada uma um dos líderes de audiência: Rede Manchete (1989-1992), SBT (1992-1995) e Bandeirantes (1996-1997). Ao todo, foram produzidos 430 programas. Entre 2008 e 2010, cerca de 80 programas foram reprisados pelo Canal Brasil, em versões ligeiramente reduzidas de 45 para 30 minutos.

Também dirigiu "Primeiro Plano" (GNT, depois Cultura, sobre as vanguardas artísticas brasileiras), "Programa de Domingo" (Manchete), "Realidade" (Bandeirantes), "Curto-Circuito" (TVE), e inúmeras séries, entre as quais "Celebridades do Brasil" (Canal Brasil), "As Chacretes" (Canal Brasil) e "Vanguardas" (Canal Brasil).

Produtor

Como produtor, Nelson Hoineff, realizou em 2000 o primeiro filme brasileiro inteiramente gravado, editado e exibido em alta definição: "Antes: Uma Viagem Pela Pré-História Brasileira". Exibido durante todo o ano de 2000 na Mostra do Redescobrimento, "Brasil+500", no Ibirapuera, São Paulo, foi visto por mais de 1,8 milhão de pessoas. Para tal exibição, criou, com Marcello Dantas, o Cinecaverna, um cinema digital temático em forma de caverna para 450 espectadores, que se constituiu em um dos 14 módulos da exposição.

Em 2012, produziu e fez a supervisão geral da série "Trash!", dirigida por Cristian Caselli, para o Canal Brasil; a série "Marcados Para Morrer", dirigida por Luis Santoro, para a TruTV; a série "Teoria da Conspiração", dirigida por Daniel Camargo e Lúcio Fernandes, para a TruTV. No mesmo ano, iniciou a produção das séries "Televisão e Grandes Autores" e "A Televisão Que o Brasil Está Pensando", ambas para a TV Brasil/EBC, idealizadas pelo Instituto de Estudos de Televisão.

Em 2013, produziu a série "Cinema de Bordas", dirigida por Leonardo Luiz Ferreira para o Canal Brasil.

Ao todo, dirigiu mais de 700 documentários, seja na forma de séries de televisão, produtos isolados para televisão ou filmes de longa-metragem. Dentre os feitos especialmente para televisão, figuram: "O Século de Barbosa Lima Sobrinho", "TV Ano Zero", "O Filtro da Imprensa", "Nilo Machado - Um Cineasta Brasileiro" e "Timóteo, Política e Paixão".

Para o "Retratos Brasileiros" foi também produtor e supervisor-geral de "Antonio Meliande - Pau Pra Toda Obra", dirigido por Daniel Camargo em 2011, "Boca do Lixo", também dirigido por Daniel Camargo, em 2012, "Trash!" e "Cinema de Bordas".

Diretor de Cinema

Seu primeiro documentário de longa-metragem foi "O Homem Pode Voar", sobre a obra de Alberto Santos-Dumont, que teve como roteirista o físico brasileiro Henrique Lins de Barros.

Dirigiu ainda "Alô, Alô, Terezinha!", exibido inicialmente no Festival de Cinema do Recife em 2009, onde levantou os prêmios de Melhor Filme do júri oficial, Melhor Filme do júri popular, Melhor Montagem e o Troféu Gilberto Freire. Lançado em 30/10/2009, foi um dos indicados ao prêmio de Melhor Documentário do Ano da Academia Brasileira de Cinema.

Também dirigiu "Caro Francis", sobre Paulo Francis, um dos maiores jornalistas brasileiros, filmado no Rio de Janeiro, São Paulo e New York. Foi lançado em DVD durante a entrega do Prêmio Esso de Jornalismo no Rio de Janeiro. A versão para cinema, ligeiramente modificada, foi exibida pela primeira vez no Festival de Cinema de Paulínia, em julho de 2009, onde conquistou o prêmio de Melhor Documentário pelo Júri do Público. O filme foi também exibido no Festival do Rio e na Mostra Internacional de São Paulo de 2009. Foi exibido em outras mostras antes de ser lançado nacionalmente em 08/01/2010.

Em 2013, terminou "Cauby - Começaria Tudo Outra Vez", sobre o cantor Cauby Peixoto. O filme foi lançado nacionalmente em 28/05/2015, e ficou 16 semanas em cartaz, um recorde para documentários independentes.

Em março de 2014, iniciou a produção de um novo documentário de longa-metragem, "82 Minutos", sobre os preparativos do Carnaval da Portela para 2015. O filme foi concluído em maio de 2015. Foi convidado para participar do Festival Internacional de Programas Audiovisuais (FIPA), em Biarritz, França, em janeiro de 2016, e foi lançado nacionalmente no segundo semestre de 2016.

Seu mais recente longa-metragem, "Eu, Pecador", baseia-se no cantor, compositor e político Agnaldo Timóteo, e tem lançamento previsto para 2019.

Seus documentários são comumente exibidos em festivais, como Festival do Rio, Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, Festival Internacional de Brasília, Vitória Cine Video, dentre outros.

Outras Atividades

Nelson Hoineff foi editor-executivo do Jornal do Brasil, além de ter passado, como editor, redator, colunista ou articulista, por veículos como Veja, O Globo, Folha de S.Paulo, Bravo!, Última Hora, Diário de Noticias, O Jornal, O Cruzeiro, Observatório da Imprensa, entre muitos outros.

No Jornal do Brasil e no Observatório da Imprensa publicou mais de 800 artigos sobre televisão, políticas do audiovisual e cultura brasileira. Foi editor-chefe dos Cadernos de Televisão, revista quadrimestral sobre estudos avançados de televisão, publicada pelo Instituto de Estudos de Televisão (IETV).

Como crítico de cinema, atuou desde 1968 em veículos como O Jornal, Diário de Noticias, Última Hora, O Cruzeiro, Manchete, Filme Cultura, O Globo, IstoÉ, Veja, A Noticia, O Dia, Jornal do Brasil e criticos.com, entre outros. Foi crítico e correspondente no Brasil do Variety, dos Estados Unidos.

No início da carreira, teve passagem pela imprensa esportiva, como repórter, redator e editor de esportes no O Jornal e Última Hora, para onde cobriu a Copa do Mundo de 1974. Nesses veículos e em outros, foi editor de cultura, editor internacional, secretário de redação e editor-chefe.

Autor de vários livros sobre televisão, muitos deles antecipando em anos o advento de novas tecnologias, descrevendo-as e discutindo o seu futuro impacto sobre o meio. Neste caso figuram "TV em Expansão - Novas Tecnologias, Segmentação, Abrangência e Acesso na Televisão Moderna" (ed. Record) onde, ainda no final dos anos 80, discutia temas como TV por Assinatura, operações satelitais domésticas e TV de Alta Definição (HDTV).

Em "A Nova Televisão - Desmassificação e o Impasse das Grandes Redes" (ed. Relume-Dumará), debatia assuntos como a iminência da convergência de meios e a implantação das plataformas digitais.


Nelson Hoineff foi coordenador do curso de Radialismo (Audiovisual) da Faculdade de Comunicação Helio Alonso (FACHA) e, na mesma instituição, fundou e coordenou da Faculdade de Cinema e Audiovisual, que começou a operar no segundo semestre de 2015. Nelson Hoineff  lecionou durante 30 anos na instituição, deixando-a em 2017.

Lecionou também Televisão Digital em MBAs da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e da Universidade Cândido Mendes, ambas no Rio de Janeiro. Antes disso, foi professor de jornalismo na Sociedade Barramansense de Ensino Universitário (SOBEU).

Em 2001, Nelson Hoineff  criou o Instituto de Estudos de Televisão (IETV), do qual foi presidente. O Instituto promove eventos permanentes como o Festival Internacional de Televisão, o Fórum Internacional de TV Digital e o Seminário Esso-IETV de Telejornalismo. Também em 2001, foi curador de uma grande retrospectiva de Nam June Paik no Oi Futuro, no Rio de Janeiro, eleito pelo Jornal do Brasil como uma das dez melhores exposições no Rio daquele ano.

Nelson Hoineff criou em 2007 séries em episódios para celulares: "E aí, Dr Py?", "Por Onde Andam As Chacretes" e "É Com Você, JP".

Em 2011 realizou, também para o Canal Brasil, a série de quatro episódios "As Vanguardas", sobre as vanguardas brasileiras contemporâneas. No mesmo ano dirigiu o média-metragem "Primeiro Mundo", e foi supervisor-geral do documentário "Hijas del Monte", sobre a vida das mulheres que abandonam as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), dirigido por Patrizia Landi.

Entre mais de 50 júris em que teve participação, figuram os do Prêmio Esso de Telejornalismo, Festival Internacional de Televisão de Monte-Carlo, Festival Internacional de Cinema de Tel-Aviv, júri da Fipresci no Festival Internacional de Cinema de Berlim, Festival Internacional de Cinema de Londres (presidente), Festival Internacional de Documentários de Yamagata, Festival Internacional de Documentários de Amsterdã (presidente), Festival Internacional de Cinema de Sochi, além de vários festivais brasileiros, como os do Rio de Janeiro, Gramado, Brasília, Fortaleza, Recife, Florianópolis, Goiânia e muitos outros.

Morte

Nelson Hoineff faleceu no domingo, 15/12/2019, aos 71 anos, no Rio de Janeiro, RJ, vítima de complicações causadas pelo diabetes.

O sepultamento ocorreu na segunda-feira, 16/12/2019, no Cemitério Israelita do Caju.

Fonte: Wikipédia
Indicação: Miguel Sampaio
#FamososQuePartiram #NelsonHoineff

Cilinho

OTACÍLIO PIRES DE CAMARGO
(80 anos)
Técnico de Futebol

☼ Campinas, SP (09/02/1939)
┼ Campinas, SP (28/11/2019)

Otacílio Pires de Camargo, mais conhecido como Cilinho, foi um técnico de futebol, nascido em Campinas, SP, no dia 09/02/1939.

Mesmo sendo considerado um dos melhores técnicos do país nos anos 80, Otacílio Pires de Camargo, o Cilinho, nunca comandou a Seleção Brasileira. O treinador chegou a ser convidado para o cargo, mas não aceitou algumas exigências da Confederação.

De personalidade forte, homem conhecedor do futebol, Cilinho fez fama no São Paulo nos anos 80.

A primeira chance de Cilinho em um clube grande foi na Portuguesa, que anunciou sua contratação em 23/08/1972. Dirigentes do clube foram até Campinas alguns dias antes, após a derrota para o Santos que custou o emprego de Wilson Francisco Alves, e conversaram com o técnico, que aceitou a oferta ali, mesmo. Wilson Francisco Alves só seria notificado três dias depois, porque comandaria o clube em um amistoso na quarta-feira.
"Conhecido por muitas pessoas como 'macumbeiro', introdutor de alguns hábitos novos dentro do futebol (realização de conferências para jogadores nas concentrações, obrigando-os a ler livros para aumentar sua cultura), uma das primeiras atitudes de Cilinho ao chegar à Portuguesa deverá ser a colocação de uma tabuleta na porta do vestiário, com o lema 'Nunca se realizou nada de grande sem muito entusiasmo'"
(Escreveu o jornal O Estado de S. Paulo, para descrever Cilinho)

Cilinho em 1982
A primeira recomendação dele ao novo clube foi que apressasse as obras dos novos alojamentos, pois ele queria poder servir café da manhã aos jogadores no próprio clube.

Osvaldo Teixeira Duarte, presidente da Portuguesa, falou sobre suas expectativas:
"Não poderia exigir muita coisa para o campeonato nacional, porque ele terá pouco tempo para dar uma estrutura ao time. Mas vou lhe pedir que faça um esforço e procure conseguir bons resultados no Nacional, porque a Portuguesa começa a ter algum sucesso. Tenho certeza de que não nos faltam jogadores e vou dar o máximo de apoio ao seu trabalho. Ele é um moço que sabe trabalhar com os jogadores, impondo-se pela argumentação, e é a pessoa que nós esperávamos."
Após o primeiro treino, Cilinho deu seu diagnóstico sobre o time: "Não há versatilidade no futebol da equipe!"

Em seguida, vaticinou seu prognóstico para o jogo contra o Corinthians, o último do clube no Campeonato Paulista: "Nós podemos ganhar, se houver muito empenho de todos os jogadores, mas será uma vitória estranha, porque o time está completamente desestruturado!"

Mesmo desestruturada, a Portuguesa venceu por 1 x 0.

Às vésperas da estreia no Brasileiro, O Estado considerava que os pedidos de reforços do técnico estavam sendo atendidos: "Em pouco mais de dez dias, Cilinho já alcançou todas as condições favoráveis para armar um esquema de trabalho". As contratações fizeram a frequência da torcida aumentar nos treinamentos do time. A partida de estreia, contudo, foi interrompida no intervalo, devido às fortes chuvas em Porto Alegre, local do confronto contra o Internacional. Sem abertura de contagem, a partida foi adiada e teria de ser jogada por inteiro novamente. Cilinho gostou do pouco que viu: "Fizemos uma excelente partida, apesar do campo inteiramente encharcado!".

Cilinho como técnico do Corinthians em 1991
Em março de 1973, na terceira rodada do Campeonato Paulista, a Portuguesa empatou com a Ferroviária, no Canindé, por 2 x 2, depois de estar vencendo por 2 x 0. O resultado aumentou a decepção pelo mau início no torneio (uma vitória, um empate e uma derrota em três jogos) e, após o jogo, parte da torcida pediu a demissão de Cilinho, na frente do acesso aos vestiários.

A diretoria não aguentou a pressão e demitiu o técnico, apesar de Duarte garantir ter sido contra a decisão:
"Eu estava apreciando o trabalho do Cilinho, que qualifico de extraordinário. Ele fez um trabalho de base e, ultimamente, estava, mesmo, comandando uma equipe que eu chamo de suporte para o futebol, representada por médicos, preparadores físicos e massagistas. Mas a torcida não entendeu assim e exigiu a sua saída!"
O presidente explicou por que a pressão da torcida foi tão determinante:
"Depois do jogo contra a Ferroviária, centenas de torcedores ficaram em frente aos vestiários pedindo a queda de Cilinho e, por isso, creio que não poderíamos segurá-lo. Se o segurássemos, correríamos o risco de fazer do Canindé uma verdadeira praça de guerra e de perdermos o apoio desses associados. Na fase em que estamos, não podemos perder o apoio de ninguém!"
Cilinho teve três passagens pelo XV de Jaú, sendo contratado em 1978, 1981 e 1996. As duas primeiras passagens só não foram uma única porque ele aceitou treinar a Ponte Preta em 1979.


Na segunda passagem, ajudou a levar o clube, pela primeira vez, ao Campeonato Brasileiro, classificado devido à boa campanha no Campeonato Paulista de 1981. Nessa campanha, o técnico chegou a recusar um convite para treinar o São Paulo, que tinha demitido Carlos Alberto Silva.
"Existem coisas mais importantes do que dinheiro e projeção. Particularmente, por uma questão de temperamento, sempre firmo os meus contratos verbalmente. É um problema de ética pessoal. Depois, o que considero de grande importância, respeito muito o aspecto ético e moral, em tudo aquilo que assumo. E eu tenho um compromisso nesse nível com os dirigentes do XV de Jaú. Pretendo cumpri-lo até o fim!"
(Cilinho)

Responsável pela descoberta de vários talentos, foi ele quem dirigiu o time do São Paulo que, na década de 1980, foi denominado "Menudos do Morumbi", nome este devido à baixa idade do grupo e ao sucesso do grupo musical porto-riquenho Menudo, conquistando os Campeonatos Paulistas de 1985 e 1987 e montando a equipe campeã brasileira de 1986, dentro de um estilo de jogo veloz e ofensivo.

Cilinho foi o principal responsável pela reformulação do elenco tricolor a partir de 1984. Jogadores experientes como Waldir Peres, Serginho Chulapa, Zé Sérgio, Humberto, Almir, Paulo César Capeta, Getúlio e Heriberto deixaram o clube do Morumbi. A substituição não foi por "medalhões", mas sim por jogadores mais jovens.

Cilinho em 1994
Silas, Muller, Sidney, Márcio Araújo e Nelsinho ganharam oportunidades ou se firmaram como titulares. O fato mais curioso aconteceu quando Paulo Roberto Falcão foi contratado. Apesar de ter o status de ser o Rei de Roma, o meio-campista revelado pelo Internacional não conseguiu ter regalias com Cilinho, que chegou a colocá-lo no banco de reservas de Márcio Araújo.

Além de dar chances a jogadores criados dentro do próprio clube, Cilinho era um bom observador. Vários jogadores indicados pelo treinador também fizeram sucesso no Tricolor, entre eles o volante Bernardo (ex-Marília), o lateral-direito Zé Teodoro (ex-Goiás) e o ponta-direita Mário Tilico (ex-Náutico).

Cilinho também foi o técnico do time do São Paulo que venceu o Paulistão de 1987. A equipe base tricolor, que bateu o Corinthians na final, era: Gilmar Rinaldi; Zé Teodoro, Adilson, Darío Pereyra e Nelsinho; Bernardo, Silas e Pita; Muller, e Edivaldo.

Além do São Paulo, onde mais se destacou, Cilinho dirigiu outras importantes equipes do futebol brasileiro, entre elas a Ponte Preta, o Guarani (equipe onde chegou a atuar como jogador nos juvenis), o Corinthians, a Portuguesa e o América de São José do Rio Preto, SP.


Como técnico profissional do Corinthians, Cilinho teve uma rápida passagem em 1991. O time alvinegro ficou com o vice-campeonato paulista (perdeu justamente para o ex-time de Cilinho, o São Paulo, a final). O desentendimento com o presidente Vicente Matheus e os meio-campistas Márcio e Neto pesaram para a sua saída do Parque São Jorge.

Cilinho comandou o time principal são-paulino em 243 jogos (108 vitórias, 85 empates e 50 derrotas), segundo números do "Almanaque do São Paulo" (Alexandre da Costa).

Como técnico do Corinthians, no Paulistão de 1991, Cilinho trabalhou em 36 partidas. Foram 16 vitórias, 16 empates e apenas quatro derrotas, números do "Almanaque do Corinthians" (Celso Unzelte).

Em novembro de 2007, ele assinou contrato com o Corinthians para ser coordenador das categorias de base do clube.

Em março de 2008, ele foi demitido pela diretoria corintiana. "O Cilinho foi importante no curto período em que esteve aqui. Mas agora já temos uma outra etapa", falou à época o presidente corintiano Andrés Sanchez.

Em 2011, já como um treinador experiente, Cilinho assumiu o desafio de treinar a equipe do Rio Branco, de Americana, que figurava na Série C do Campeonato Paulista.

Morte

Cilinho, foi internado no Hospital da PUC de Campinas em 15/04/2018, com um quadro de Acidente Vascular Cerebral (AVC). Recebeu alta hospitalar em 20/07/2018, com sequelas (paralisia do lado esquerdo), para continuar o tratamento em casa. Cilinho faleceu na quinta-feira, 28/11/2019, aos 80 anos, em sua casa, em Campinas, SP.

Há aproximadamente dois meses, teve uma pneumonia, voltou a ser internado, mas retornou para casa, onde era acompanhado por uma equipe médica. Ele estava sendo submetido a tratamento especial e fazendo uso de cadeira de rodas.

O velório aconteceu no Salão Nobre do Estádio Moisés Lucarelli, da Ponte Preta, a partir das 23h00 de quinta-feira, 28/11/2019, para familiares e amigos mais próximos. O local será aberto para o público às 7h00 de sexta-feira, 29/11/2019.

O sepultamento ocorreu às 15h00 do dia 29/11/2019, no Cemitério da Saudade.

Cilinho tinha quatro filhos e seis netos.

Títulos

São Paulo

  • 1985 - Campeonato Paulista
  • 1987 - Campeonato Paulista

Indicação: Miguel Sampaio e Marcelo Furtado
#FamososQuePartiram #Cilinho

Bira

UBIRAJARA PENACHO DOS REIS
(85 anos)
Baixista

☼ Salvador, BA (05/09/1934)
┼ São Paulo, SP (22/12/2019)

Ubirajara Penacho dos Reis, mais conhecido como Bira, foi um músico brasileiro, nascido em Salvador, BA, no dia 05/09/1934.

Natural de Salvador, BA, Ubirajara Penacho dos Reis ficou conhecido como "Bira do Jô". Tocava baixo elétrico no Sexteto do Jô, que se apresentava diariamente no "Programa do Jô", sempre seguindo as piadas do apresentador com seu riso peculiar.

O sexteto era formado por Bira (baixo elétrico), Tomati (guitarra elétrica), Osmar Barutti (piano), Chiquinho Oliveira (trompete), Derico (saxofone) e Miltinho (bateria). O grupo acompanhou o apresentador Jô Soares nos programas "Jô Soares Onze e Meia", no SBT, e "Programa do Jô", da TV Globo.

Bira ganhou ganhou popularidade no talkshow por sua risada forte e alta.

Bira foi endorser da fabricante de instrumentos musicais Tagima. Tinha um Tagima modelo Music Man de cor vermelho, o que mais usava, assim como seu Tagima modelo Jazz Bass cor Verde Abacate, fabricado antes do processo da Fender contra a Tagima, devido ao uso indevido de seus modelos.

Bira também utilizava chaves de fenda, rotativas e aparelhos de solda para realizar seus artifícios mecânicos.

Morte

Bira estava internado desde a última sexta-feira, 13/12/2019, em um hospital na Zona Leste de São Paulo. Bira sofreu um Acidente Vascular Cerebral, que comprometeu a parte do cérebro que comanda a fala e a deglutição. A informação foi confirmada por outro ex-integrante do sexteto, o saxofonista Derico"Como ele não fala e não come, estava sendo alimentado por meio de uma sonda. Um dos efeitos colaterais desse tipo de intervenção é a broncopneumonia" disse Derico.

A complicação respiratória fez com que Bira fosse levado à UTI do Hospital Sancta Maggiore, na Mooca. Apesar da situação delicada, Derico disse o tratamento com antibióticos surtiu efeito e que o ex-colega de banda deve deixar o centro de tratamento intensivo no domingo 22/12/2019.

Nas redes sociais de Bira, um comunicado assinado pela produtora RCS Music e familiares do baixista pediu que os fãs rezassem por ele:
"Venho pedir orações ao nosso querido Bira, que encontra-se hospitalizado em estado delicado. Contamos com vocês nesta corrente de orações e pensamentos positivos. Nosso muito obrigado".
Bira faleceu às 7h00 de domingo, 22/12/2019, aos 85 anos, em São Paulo, SP

Trabalhos

  • 1991-1999 - Jô Soares Onze e Meia (SBT)
  • 2000-2016 - Programa do Jô (TV Globo)

Fonte: WikipédiaVejaExtra
Indicação: Andressa Melo
#FamososQuePartiram #Bira

Zilda Cardoso

ZILDA CARDOSO
(83 anos)
Atriz e Humorista

☼ São Paulo, SP (04/01/1936)
┼ São Paulo, SP (20/12/2019)

Zilda Cardoso foi uma atriz e humorista, nascida em São Paulo, SP, no dia 04/01/1936. Ficou famosa por interpretar a Dona Catifunda em programas de televisão como "Praça da Alegria", "Praça Brasil", "A Praça é Nossa" e "Escolinha do Professor Raimundo". Também era conhecida por ter interpretado a enfermeira Elza na novela "Meu Bem, Meu Mal" (1990) na TV Globo.

Zilda Cardoso estreou sua carreira artística na TV Paulista de São Paulo, substituindo a atriz Eloísa Mafalda, em um programa humorístico. Era o ano de 1962. No ano seguinte, conquistou o famoso e extinto Troféu Roquete Pinto na categoria Melhor Teleatriz Humorística. 

Estreou no programa "O Riso é o Limite", da TV Rio e TV Record, logo chamando atenção por sua veia cômica. Ganhou no mesmo ano um programa na TV Paulista, "Zilda 23 Polegadas". A partir daí tornou-se humorista. Sua personagem mais famosa foi Dona Catifunda, uma mendiga debochada do bairro da Mooca, que vivia enganando os vizinhos para ganhar um trocado e conquistar os garotões do pedaço.

Zilda Cardoso e Miele no programa 'Praça da Alegria' 19-12-1977
Manuel de Nóbrega, o grande criador de programas humorísticos, gostou de Zilda e ela começou, em 1964, a participar do "A Praça da Alegria". Lançou seu personagem mais conhecido, Catifunda, a mendiga debochada, que fumava charuto.

Zilda também participou de alguns filmes, dois ao lado de Mazzaropi.

Fez em 1963 "O Lamparina", em 1964 "Meu Japão Brasileiro", em 1969 "Golias Contra o Homem das Bolinhas" e em 1970 "Se Meu Dólar Falasse".

Zilda Cardoso atuou na novela "Quatro Homens Juntos" (1965), na TV Record, além de "Mãos Ao Ar" (1965) e "Meu Adorável Mendigo" (1973), na mesma emissora. Depois fez na TV Globo uma série de participações em programas humorísticos, entre eles "Os Trapalhões".

Zilda Cardoso participou da série "Delegacia de Mulheres" (1990), da novela "Meu Bem, Meu Mal" (1990) , do humorístico "Escolinha do Professor Raimundo" e do seriado "Você Decide".

Morte

Zilda Cardoso foi encontrada morta na sexta-feira, 20/12/2019, aos 83 anos, pela diarista que trabalhava com ela, em seu apartamento em São Paulo, SP. Zilda Cardoso, que fumava 3 maços de cigarro por dia, sofreu uma morte natural enquanto dormia.

A também humorista Dani Calabresa, que interpretou a famosa personagem de Zilda Cardoso na nova versão de "A Escolinha do Professor Raimundo", lamentou a morte da atriz nas redes sociais. No Stories, Dani Calabresa contou não ter tido a oportunidade de conhecer Zilda Cardoso pessoalmente e agradeceu pela chance de poder representar sua personagem.

Paulo Silvino e Zilda Cardoso
Carreira

Televisão
  • 1961 - O Riso é o Limite ... Catifunda
  • 1962-1964 - Zilda 23 Polegadas ... Vários Personagens
  • 1964-1970 - Praça da Alegria
  • 1965-1966 - Quatro Homens Juntos ... Dona Dedé
  • 1966 - Mãos Ao Ar ... Várias Personagens
  • 1967 - Quadra de Sete ... Zilda Cardoso
  • 1969 - Show do Dia 7 ... Mãe da Chapeuzinho
  • 1973-1974 - Meu Adorável Mendigo
  • 1977-1978 - Os Trapalhões ... Várias Personagens
  • 1976-1978 - Deu a Louca no Show
  • 1981-1983 - Alegria 81 ... Dona Catifunda
  • 1983-1986 - Os Trapalhões ... Catifunda / Vários Personagens
  • 1987-1988 - Praça Brasil ... Catifunda
  • 1987-1990 - A Praça é Nossa
  • 1990 - Delegacia de Mulheres ... Adelaide
  • 1990 - Meu Bem, Meu Mal ... Elza Gentil
  • 1991 - Estados Anysios de Chico City ... Vários Personagens
  • 1991-1995 - Escolinha do Professor Raimundo ... Dona Catifunda
  • 1998 - A Praça é Nossa ... Dona Catifunda
  • 2000 - Você Decide ... Cachorrona (Episódio: "Transas de Família Parte 5")

Cinema
  • 1963 - O Lamparina ... Maria
  • 1964 - Meu Japão Brasileiro ... Professora
  • 1969 - Golias Contra o Homem das Bolinhas ... Laura
  • 1970 - Se Meu Dólar Falasse ... Perua (Participação Especial)

Zilda Cardoso ao lado de Chico Anysio
Prêmios e Indicações

Troféu Roquette Pinto
  • 1963 - Melhor Teleatriz Humorística ... Venceu

Fonte: Wikipédia
Indicação: Adriana Simas e Miguel Sampaio 
#FamososQuePartiram #ZildaCardoso

Bunitinho

DIEGO DE FARIAS PINTO
(36 anos)
Influenciador Digital e Humorista

☼ Rio de Janeiro, RJ (1983)
┼ Rio de Janeiro, RJ (05/12/2019)

Diego de Farias Pinto, mais conhecido como Bunitinho e Diego Buiu, foi um comediante e influenciador digital nascido no Rio de Janeiro, em 1983. Fenômeno nas redes sociais que protagonizava memes compartilhados por internautas.

Bunitinho trabalhava com os motoristas de vans de Santa Margarida e costumava gravar vídeos. Em 2018 as postagens estouraram nas redes sociais e os convites começaram a surgir. Ele tinha 400 mil seguidores no Instagram e quase 100 mil inscritos no YouTube. Participou de programas de televisão como o "Balanço Geral", da TV Record e programa de rádio na FM O Dia.

Aos 36 anos, ele fazia participações em eventos, parcerias com empresas e convivia com o meio artístico, sendo conhecido por cantores como Nego do Borel e Belo.

Uma das marcas registradas era a gravação do vídeo "Sextou!", no qual comemorava a chegada do fim de semana. Flamenguista, era conhecido pela torcida, principalmente após ter gravado um vídeo ao lado do jogador Rodinei.

Bunitinho cobrava de R$1.500 a R$ 2.000 por apresentação. Ele tinha deficiência mental.

Morte

Diego faleceu na madrugada de quinta-feira, 05/12/2019, aos 36 anos, baleado na Rua Catugi, na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio de Janeiro, após um baile funk realizado no morro do Dendê.

Ele foi socorrido no Hospital Municipal Evandro Freire, mas não resistiu aos ferimentos. A festa seria uma comemoração pelo aniversário de Marco Vinícius dos Santos, o Chapola, chefe do tráfico na região.

Outras três pessoas morreram. Segundo a polícia Militar, o Batalhão de Operações Especiais (BOPE) realizava uma operação na comunidade. Duas vítimas eram empresários de Diego e estavam dentro de um carro com ele. São eles: Jorge Tadeu Sampaio de Oliveira e Jocelino de Oliveira Ferreira Júnior. O terceiro morto é Sidney Antunes Figueiredo, de 36 anos, amigo de Bunitinho, que estava em uma motocicleta.

Fonte: Extra Globo

Charles Guttemberg

CHARLES GUTTEMBERG GOMES DOS SANTOS
(57 anos)
Humorista e Artista Circense

☼ Jundiaí, SP (22/07/1962)
┼ Jundiaí, SP (26/11/2019)

Charles Guttemberg Gomes dos Santos foi um artista circense e humorista, nascido em Jundiaí, SP, no dia 22/07/1962.

Charles Guttemberg estreou em 2004 no programa humorístico "A Praça é Nossa" e deixou o programa em 2017, quando foi demitido em meio aos cortes no orçamento da atração. Ele também chegou a atuar no extinto "Dedé e o Comando Maluco", de 2005 a 2008, estrelado por Dedé Santana na grade dominical do SBT. No programa ele ficou conhecido por interpretar o personagem Rapadura, ao lado de Dedé Santana.

Rapadura era um cabo irmão de Bananinha, interpretado por Marcelo Beny. O seu bordão famoso foi "Calma Dedé, Calma Dedé, Calma Dedé!".

Em 2018, após sair do SBT, candidatou-se ao cargo de deputado federal por São Paulo, através do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), recebendo 2729 votos, mas não se elegeu.

Morte

Charles Guttemberg faleceu na tarde de terça-feira, 26/11/2019, aos 57 anos, em Jundiaí, SP. Ele passava por uma cirurgia no aparelho digestivo, quando complicações ocorreram e ele não sobreviveu. De acordo com informações da TV Record, ele foi para a UTI logo após a cirurgia, e depois passou por um novo procedimento cirúrgico, mas não resistiu. O boletim médico informou que ele teve Falência Múltipla dos Órgãos.

O corpo de Charles Guttemberg foi velado no Velório Municipal Adamastor Fernandes, em Jundiaí, SP, com cortejo saindo às 14h30 para o Cemitério Municipal Nossa Senhora do Monte Negro. O sepultamento às 15h00 com cerimônia aberta ao público.

Marcelo Beny, o Bananinha, trabalhou com Charles Guttemberg, o Rapadura, no SBT e lamentou a morte do colega nas redes sociais.

Uma mensagem publicada no perfil do humorista já havia adiantado que o estado de saúde era delicado: "Infelizmente o estado da saúde do Rapadura é grave. Ele continua na UTI, continuem orando por ele", disse o texto.

Os humoristas Bananinha (Marcelo Beny) e Rapadura (Charles Guttemberg)
Carreira

  • 2004 / 2017 - A Praça é Nossa ... Rapadura (SBT)
  • 2005 / 2008 - Dedé e o Comando Maluco ... Rapadura (SBT)

Fonte: Wikipedia
Indicação: Miguel Sampaio e Reginaldo Monte

Léo Neves

LEONARDO NEVES
(40 anos)
Surfista

☼ Rio de Janeiro, RJ (29/10/1979)
┼ Saquarema, RJ (24/11/2019)

Leonardo Neves, mais conhecido como Léo Neves, foi um surfista profissional nascido no Rio de Janeiro, RJ, no dia 29/10/1079.

Ex-surfista de trem, Leonardo Neves surfava profissionalmente desde 1998, tendo se sagrado bicampeão do SuperSurf (Campeonato Nacional Brasileiro) nos anos de 2002 e 2003, embora não tenha tido sucesso semelhante em competições internacionais nesse período.

Em 2006, Leonardo Neves teve seu melhor ano na carreira internacional, conquistando o 14º lugar no World Men's Qualifying Series (WQS), o que lhe garantiu uma vaga para a elite do surfe, o WCT, na temporada de 2007.

Bicampeão brasileiro e tricampeão carioca, Leonardo Neves ainda trabalhava com o esporte mas, sem apoio, ele não focou mais em competição, mas em passar sua experiência como treinador para a nova geração de surfistas de Saquarema, onde vivia na época.

Morte

Leonardo Neves faleceu na tarde de domingo, 24/11/2019, aos 40 anos, enquanto disputava a etapa final da Tríplice Coroa Saquarema na praia de Itaúna, em Saquarema, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. Leonardo Neves sofreu um mal súbito na água, por volta de 12h00, e faleceu antes de chegar a um hospital, em Bacaxá.

Informações locais indicam que houve uma demora no resgate e atendimento de Leonardo Neves.

Leonardo Neves foi velado por amigos, familiares e fãs na manhã de segunda-feira, 25/11/2019, na sede da Associação de Surfe de Saquarema, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro.