Alípio Martins

ALÍPIO MARTINS
(52 anos)
Cantor e Produtor Musical

* Belém, PA (13/06/1944)
+ Belém, PA (24/03/1997)

Foi um dos expoentes da Lambada, ritmo latino que se tornou febre no Brasil nos anos 80, junto com José Orlando e Beto Barbosa, entre outros.

Desde a adolescência, Alípio sonhava em se tornar músico profissional e fazer sucesso. Aos 15 anos, fugiu de casa sem dinheiro e viajou de navio, como passageiro clandestino, para o Rio de Janeiro, em uma viagem de aproximadamente 30 dias. Na viagem, foi descoberto pelo cozinheiro do navio, porém, conseguiu chegar a um acordo com a tripulação ao confessar seu sonho.

Alípio acreditava ser melhor produtor musical do que cantor. Vários artistas que gravaram com Alípio recordam-se das estórias e das técnicas utilizadas por ele durante as gravações. Entre seus principais sucessos, destacam-se Garota, Onde Andará Você, Vem Me Amar e Pra Mim Você Morreu.

Faleceu aos 52 anos, vítima de Câncer de Estômago.

Fonte: Wikipédia

Carola Scarpa

ANA CAROLINA RORATO DE OLIVEIRA
(40 anos)
Socialite e Atriz

☼ São Paulo, SP (24/08/1971)
┼ São Paulo, SP (25/02/2011)

Ana Carolina Rorato de Oliveira, mais conhecida por Carola Scarpa, foi uma socialite e atriz brasileira nascida em São Paulo, SP, no dia 24/08/1971.

Ana Carolina foi casada com Chiquinho Scarpa e entre 2002 e 2003 participou do programa "Casa dos Artistas 2" e "Casa dos Artistas 3", do Sistema Brasileiro de Televisão (SBT).

Ana Carolina auto-intitulava-se atriz e cantora. Era filha do diretor de televisão Carlos Augusto Oliveira, sobrinha do executivo de televisão Boni e da ex-governadora gaúcha Yeda Crusius.

Em 1989 trabalhou como coadjuvante na telenovela "Cortina de Vidro", dirigida pelo pai no SBT. Mudou-se em seguida para os Estados Unidos e mais tarde para Israel com um segurança, com quem teve um filho. Em sua passagem pelos Estados Unidos teria mantido um relacionamento com o mafioso John Gotti Junior, embora ela confirmasse apenas tê-lo conhecido.


Ana Carolina ficou conhecida no Brasil quando participou da "Casa dos Artistas" no SBT, onde teve diversos atritos com os outros participantes, principalmente com a participante Syang.

Casou com o até então playboy Chiquinho Scarpa. O relacionamento durou nove meses e acabou em 1999, segundo ela, porque o marido era gay. As revelações foram feitas por Ana Carolina em programas de televisão de grande audiência, como o "Programa do Ratinho".

A festa de casamento dos dois foi um evento que contou com ampla cobertura e divulgação em dois telões, todo ele custeado por patrocinadores. Desde a separação foi levantada a suspeita de que, além de "alpinista social"Ana Carolina também fosse garota de programa de luxo, boato que seria confirmado por haver aparecido, semi oculta pela imagem fora de foco, em um programa televisivo sobre turismo sexual na cidade de Natal, RN, em 2009.

Morte

Inicialmente atribuída à anorexia, sua morte foi atestada como decorrente da insuficiência múltipla de órgãos, diabete e insuficiência renal crônica.

Ana Carolina havia sido internada no Hospital Santa Paula, apresentando um quadro de parada cardíaca, no dia 23/02/2011. Foi ali ressuscitada mas não se recuperou, vindo a falecer dois dias depois, no dia 25/02/2011, aos 40 anos de idade.

Fonte: Wikipédia

Carminha Brandão

MARIA DO CARMO BRANDÃO
(89 anos)
Atriz

☼ Raul Soares, MG (21/07/1921)
┼ São Paulo, SP (22/02/2011)

Maria do Carmo Brandão mais conhecida pelo nome artístico Carminha Brandão foi uma atriz brasileira, nascida em Raul Soares, MG, no dia 21/07/1921, filha de um comerciante de café. Estudou em Ponte Nova, MG, onde começou como professora. Lá, ela já organizava peças e um dia, a paixão pelos palcos fez a moça ir para Recife, PE. Ao se mudar para o Recife, começou a fazer teatro amador.

No Rio de Janeiro, o sucesso foi igual, e ela acabou chamada para trabalhar no Teatro Tablado. Foi um passo até se profissionalizar.

Em meados dos anos 50, mudou-se para São Paulo, contratada pelo Teatro Brasileiro de Comédia (TBC). Depois, atuou no Teatro dos Sete, criado por um grupo que tinha Fernanda Montenegro.

Na TV, foi premiada em 1966 por "Anjo Marcado" na TV Excelsior. Era lembrada pelos papéis em "A Barba Azul" (1974) e "O Profeta" (1977), ambas da TV Tupi. Passou ainda pela TV Record e TV Bandeirantes.

Sergio Britto e Carminha Brandão em "Beijo no Asfalto" - Teatro Ginástico, 1961
Vida Artística

A atriz Carminha Brandão fez sua estreia em novelas na extinta TV Rio em 1963 em "A Morta Sem Espelho", assinada por Nelson Rodrigues. Posteriormente, trabalhou em mais de duas dezenas de novelas da TV Excelsior, TV Record, TV Tupi, TV Bandeirantes, TV Globo e SBT.

Foi a Leonor de "Anjo Marcado" (1966) que lhe rendeu um Troféu Imprensa de melhor atriz. Viveu diversos personagens como a Henriqueta Terra de "O Tempo e o Vento" (1967), a Mariana de "Sangue do Meu Sangue" (1969), a Helena de "Camomila e Bem-me-Quer" (1972), a Baby de "Mulheres de Areia" (1973) e a Guiomar de "A Viagem" (1975).

Atuou também em "Minha Doce Namorada" (1973), "Os Inocentes" (1974), "Éramos Seis" (1977), "Cavalo Amarelo" (1980), "Maçã do Amor" (1983) e de teleteatros da TV Tupi e do SBT.

Na companhia de Fernanda Montenegro, funda o Teatro dos Sete. No teatro, subiu aos palcos ainda com peças como "O Baile dos Ladrões" e "Tom Paine".

Pelo desempenho em "A Casa de Bernarda Alba", de García Lorca, Carminha Brandão ganhou elogio atrás de elogio e, de quebra, alguns prêmios. Por isso, a peça feita por ela em Recife teve temporada no Rio de Janeiro.

Nos anos 80, gravava no SBT quando teve deslocamento das retinas. Nunca mais atuou, lembra o companheiro, Hilkias de Oliveira, que trabalhou com ela como ator.

Delegado de polícia aposentado, ele conta que em casa, Carminha Brandão era a mesma comediante dos palcos e que nunca a viu triste. Ela adorava García Márquez e sonhava adaptá-lo.

Morte

Carminha Brandão nos últimos tempos, sofria de Mal de Alzheimer. Morreu aos 89, vítima de pneumonia, em São Paulo, SP, no dia 22/02/2011, realizada e sem frustrações, contou o companheiro. Caminha Brandão não teve filhos.

Fonte: Wikipédia e Raul Soares OnLine

Ronaldo Bôscoli

RONALDO FERNANDO ESQUERDO E BÔSCOLI
(66 anos)
Compositor, Produtor Musical e Jornalista

* Rio de Janeiro, RJ (28/10/1928)
+ Rio de Janeiro, RJ (18/11/1994)

Nascido numa família de artistas, era sobrinho-bisneto da compositora Chiquinha Gonzaga e primo do ator Jardel Filho, e teve como primeira profissão (em 1951) o trabalho num jornal, Diário da Noite, como jornalista esportivo, período limitado à juventude. Época que iniciou amizade com Vinicius de Moraes, que já havia jogado o seu charme para sua irmã, Lila, com quem se casaria tempos depois.

Amigo de vários músicos e artistas e disposto a trocar as redações pela noite carioca. Em 1957 escreveu sua primeira letra, "Sente", musicada por Chico Feitosa e interpretada por Norma Bengell no mesmo ano. Nesta época, reunia-se no apartamento de Nara Leão, de quem era namorado. Traiu Nara com a cantora Maysa Monjardim, ex-Matarazzo. Nara não perdoou o namorado nem a amiga e se afastou dos dois.

Compunha com outros artistas as canções que ficariam conhecidas como estilo Bossa Nova. Um dos grandes nomes do movimento, compôs, com Roberto Menescal, as célebres "O Barquinho", "Nós e o Mar", "Telefone" e "Balançamba". Escreveu com Carlos Lyra duas canções – "Lobo Bobo" e "Saudade Fez Um Samba" – para o histórico disco "Chega de Saudade", de João Gilberto, lançado em 1959.

Com Luís Carlos Miele produziu diversos espetáculos, o primeiro pocket-show, expressão criada por ele, apresentando, no Little Club, Odete Lara com Sérgio Mendes e Conjunto. Organizou e dirigiu dezenas de shows em boates no lendário Beco das Garrafas, onde ganhou o apelido de "O Véio", não só por ser mais velho que a turma de artistas, mas pelo jeito ranzinza e reacionário. Também a produção televisiva de "O Fino da Bossa", apresentado por Elis Regina e Jair Rodrigues. Ronaldo Bôscoli se casou com Elis Regina em 1967.

Ainda ao lado de Miele, trabalhou como produtor musical durante 24 anos, produzindo os espetáculos de Roberto Carlos, e na Rede Globo originando programas como "Brasil Pandeiro" (com Beth Faria), "Alerta Geral" (com Alcione) e "Bibi 78 e 79" (com Bibi Ferreira).

É pai do produtor musical João Marcelo Bôscoli, filho que teve com Elis Regina.

Durante a década de 80 seguiu escrevendo programas para a TV Globo e produzindo um show anual de Roberto Carlos, mas deixou de ter a mesma influência no cenário musical.

Lutou contra um Câncer de Próstata até morrer, em 1994.

Fonte: Wikipédia

Henfil

HENRIQUE DE SOUSA FILHO
(43 anos)
Cartunista, Quadrinista, Jornalista e Escritor

* Ribeirão das Neves, MG (05/02/1944)
+ Rio de Janeiro, RJ (04/01/1988)

Como outros dois de seus irmãos — o sociólogo Betinho e o músico Chico Mário, herdou da mãe a Hemofilia.

A estreia de Henfil deu-se em 1964 na revista "Alterosa". Em 1965 passou a colaborar com o jornal Diário de Minas, tendo seu trabalho também publicado no Jornal dos Sports, do Rio de Janeiro, e nas revistas Realidade, Revista Visão, Revista Placar e O Cruzeiro. Aí mudou-se para o Rio, onde em 1969 passou a trabalhar no Jornal do Brasil e no jornal O Pasquim.

Com o advento do AI-5 - garantindo a censura dos meios de comunicação, e os órgãos de repressão prendendo e torturando os "subversivos", - Henfil, em 1972, lançou a revista "Fradim" pela editora Codecri, que tornou seus personagens conhecidos. Além dos fradinhos "Cumprido e Baixim", a revista reuniu a "Graúna", o "Bode Orelana", o nordestino "Zeferino" e, mais tarde, "Ubaldo, o paranoico".

Henfil envolveu-se também com cinema, teatro, televisão (trabalhou na Rede Globo, como redator do extinto programa TV Mulher) e literatura, mas ficou marcado mesmo por sua atuação nos movimentos sociais e políticos brasileiros. Ele tentou seguir carreira nos Estados Unidos, mas não teve lugar nos tradicionais jornais estadunidenses, sendo renegado a publicações underground. Ele então retornou ao Brasil, publicando mais um livro.

Henfil passou toda sua vida a defender o fim do regime ditatorial pelo qual o Brasil passava. Quando em 1972 Elis Regina fez uma apresentação para o exército brasileiro, Henfil publicou em O Pasquim uma charge enterrando a cantora, apelidando-a de "regente" - junto a outras personalidades que, na ótica dele, agradariam aos interesses do regime, como os cantores Roberto Carlos e Wilson Simonal, o jogador Pelé e os atores Paulo Gracindo, Tarcísio Meira e Marília Pêra. Elis Regina protestou contra as críticas, e Henfil enterrou-a novamente.

Cronista do Humor

Os escritos de Henfil eram anotações rápidas. Não eram propriamente crônicas, mas um misto de reflexões rápidas, assim como seus traços ligeiros dos cartuns. Célebres eram suas "Cartas à mãe" — título comum em que escrevia sobre tudo e todos, muitas vezes atirando como metralhadora, usando um tom intimista do filho que realmente fala com a mãe — ao tempo em que criticava o governo e cobrava posições das personalidades.

Mesmo seus livros são em verdade a reunião desses escritos, a um tempo memorialistas e de outro falando sobre tudo, sobre a conjuntura política e seu engajamento.

Em "Diário de um Cucaracha", por exemplo, Henfil narra sua passagem pelos Estados Unidos, onde tentou "fazer a América, sonho de todo latino-americano que se preza" (segundo ele próprio). A obra traz um quadro em que o cartunista relata o choque cultural que experimentou, a reação vigorosa do público americano aos seus personagens, classificados como agressivos e ofensivos. Tudo isso escrito em capítulos pequenos, no tom intimista de quem dialoga não com um leitor anônimo, mas com um amigo ou conhecido. No ano de 2009 seu único filho criou o Instituto Henfil.

Obras Publicadas

1976 - Diário de um Cucaracha (1976)
1976 - Hiroxima, Meu Humor (1976)
1984 - Dez em Humor (Coletânea, 1984)
1984 - Diretas Já! (1984)
1984 - Henfil na China (1984)
1984 - Fradim de Libertação (1984)
1984 - Como se Faz Humor Político (1984)

Morte

Após uma transfusão de sangue acabou contraindo o vírus da AIDS. Ele faleceu vítima das complicações da doença no auge de sua carreira, com seu trabalho aparecendo nas principais revistas brasileiras.

Fonte: Wikipédia

Wilson Simonal

WILSON SIMONAL DE CASTRO
(61 anos)
Cantor

* Rio de Janeiro, RJ (26/02/1939)
+ Rio de Janeiro, RJ (25/06/2000)

Foi um cantor brasileiro de muito sucesso nas décadas de 1960 e 1970 e de acordo com Luiz Carlos Miéle foi o maior cantor do Brasil.

Simonal teve uma filha, Patricia, e dois filhos, também músicos: Wilson Simoninha e Max de Castro.

Início da Carreira e o Sucesso

Filho de uma empregada doméstica, Simonal era cabo do Exército quando começou a cantar, nos bailes do 8º Grupo de Artilharia de Costa Motorizado (8º GACOSM), então sediado no Leblon. Seu repertório se constituía basicamente de calipsos e canções em inglês.

Em 1961, foi crooner do conjunto de "Calipso Dry Boys", integrando também o conjunto "Os Guaranis". Apresentou-se no programa "Os Brotos Comandam", apresentado por Carlos Imperial, um dos grandes responsáveis por seu início de carreira. Cantou nas casas noturnas "Drink" e "Top Club". Foi levado por Luiz Carlos Miéle e Ronaldo Bôscoli para o Beco das Garrafas, que era o reduto da Bossa Nova.

De acordo com o jornalista Ruy Castro, "quando surgiu o cantor no Beco das Garrafas, Simonal era o máximo para seu tempo: grande voz, um senso de divisão igual aos dos melhores cantores americanos e uma capacidade de fazer gato e sapato do ritmo, sem se afastar da melodia ou apelar para os scats fáceis".

Em 1964, viajou pela América do Sul e América Central, junto com o conjunto Bossa Três, do pianista Luís Carlos Vinhas.

De 1966 a 1967, apresentou o programa de TV "Show em Si ...Monal", pela TV Record - canal 7 de São Paulo. Seu diretor era Carlos Imperial. Revelou-se um showman, fazendo grande sucesso com as músicas "País Tropical" (Jorge Bem Jor), "Mamãe Passou Açúcar em Mim", "Meu Limão, Meu Limoeiro" e "Sá Marina" (Carlos Imperial), num swing criado por César Camargo Mariano, que fazia parte do Som Três, junto com Sabá e Toninho, e que foi chamado de pilantragem (uma mistura de samba e soul), movimento também idealizado e capitaneado por Carlos Imperial.

Em 1970, acompanhou a seleção brasileira de futebol na Copa do Mundo, realizada no México, onde tornou-se amigo dos jogadores de futebol Carlos Alberto, Jairzinho e do maestro Érlon Chaves.

Sequestro do Contador

No início da década de 1970, Simonal teria sido vítima de um desfalque e demitiu seu contador, Raphael Viviani, o suposto culpado. Este moveu uma ação trabalhista contra o cantor. Em agosto de 1971, Simonal recrutou dois amigos (um deles seu segurança) militares para arrancar uma "confissão" do contador, que foi torturado nas dependências do DOPS. Este, afinal, acabou assinando a confissão de culpa no desfalque.

Simonal conhecia os agentes do DOPS há dois anos, quando havia deposto, como suspeito, a respeito da presença de uma bandeira soviética no cenário de um de seus shows. O que ele não contava era que Viviani daria queixa do espancamento e, quando os jornais noticiaram o fato, os envolvidos foram obrigados a se explicar.

Relações com a Polícia, Política e Órgãos de Informação

Processado sob acusação de extorsão mediante sequestro do contador, Simonal levou como testemunha aquele mesmo policial do DOPS do então Estado da Guanabara, Mário Borges, que o apontou em julgamento como informante do DOPS. Outra testemunha de defesa, um oficial do I Exército (atual Comando Militar do Leste), afirmou que o réu colaborava com a unidade.

Simonal foi julgado culpado pelo sequestro e, em 1972, quando estava prestes a lançar o seu disco de retomada, condenado a uma pena de cinco anos e quatro meses, que cumpriu em liberdade. Nos autos, Simonal era referido como colaborador das Forças Armadas e informante do DOPS. Em 1976, em acórdão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, também é referida a sua condição de colaborador do DOPS.

"Em sua argumentação final, o ilustre meritíssimo alega que não tem como julgar os agentes do DOPS, já que estávamos vivendo um estado de exceção e, por isso, ele não tinha competência para julgar atos que poderiam ser de segurança nacional, mas Wilson Simonal, que era civil, não tinha esse tipo de "cobertura", portanto pena de 5 anos e 4 meses para ele (...) Se em 1971 fosse provado que ele era um colaborador, ele não seria julgado por isso, seria condecorado, escreve o comediante Claudio Manoel, produtor e diretor do documentário "Simonal - Ninguém Sabe o Duro Que Dei".

O compositor Paulo Vanzolini, no entanto, afirma, em entrevista ao Caderno 2 do Estadão, que Simonal era, de fato, "dedo duro" do regime militar e complementa: "Essa recuperação que estão fazendo do Simonal é falsa. Ele era dedo-duro mesmo. Ele se gabava de ser dedo-duro da ditadura (...) na frente de muitos amigos ele dizia 'eu entreguei muita gente boa' ", conclui.

No entanto, jamais houve registro de alguém que declarasse ter sido delatado por Simonal. Nem mesmo a Rede Globo, a qual Simonal jurava que havia um documento proibindo sua entrada nos programas da emissora, registra que haja documentos vetando o cantor.

Raphael Viviani, em depoimento para o filme, relata que Simonal estaria no DOPS e teria assistido à sua tortura e não teria tido dó.

O humorista Chico Anysio e o jornalista Nelson Motta, dentre outras personalidades, afirmam que até a presente data não apareceu uma vítima sequer das ditas delações de Simonal.

Discografia

1961 - Teresinha
1963 - Tem Algo Mais
1964 - A Nova Dimensão do Samba
1965 - Wilson Simonal
1966 - Vou Deixar Cair...
1967 - Wilson Simonal Ao Vivo
1967 - Alegria, Alegria
1968 - Alegria, Alegria - volume 2
1968 - Quem Não Tem Swing Morre Com a Boca Cheia de Formiga
1969 - Alegria, Alegria - volume 3
1969 - Cada Um Tem o Disco Que Merece
1969 - Homenagem à Graça, à Beleza, ao Charme e ao Veneno da Mulher Brasileira
1970 - Jóia
1970 - México 70
1972 - Se Dependesse de Mim
1973 - Olhaí, Balândro..é Bufo no Birrolho Grinza!
1974 - Dimensão 75
1975 - Ninguém Proíbe o Amor
1977 - A Vida é só Cantar
1979 - Se Todo Mundo Cantasse Seria Bem Mais Fácil Viver
1981 - Wilson Simonal
1985 - Alegria Tropical
1991 - Os Sambas da Minha Terra
1995 - Brasil
1997 - Meus Momentos: Wilson Simonal
1998 - Bem Brasil - Estilo Simonal
2002 - De A a Z : Wilson Simonal
2003 - Alegria, Alegria
2003 - Se Todo Mundo Cantasse Seria Bem Mais Fácil Viver (Relançamento)
2004 - Rewind - Simonal Remix
2004 - Wilson Simonal na Odeon (1961-1971)
2004 - Série Retratos: Wilson Simonal
2009 - Simonal - Ninguém Sabe o Duro Que Dei
2009 - Wilson Simonal - Um Sorriso Pra Você

Ostracismo e Morte

Simonal caiu em absoluto esquecimento a partir da década de 1980. Segundo sua segunda mulher, Sandra Cerqueira, "Ele dizia para mim: "Eu não existo na história da música brasileira".

Tornou-se deprimido e alcoólatra, vindo a morrer de Cirrose Hepática decorrente do alcoolismo.

Reabilitação

Em 2002, a pedido da família, a Comissão Nacional de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) abriu um processo para apurar a veracidade das suspeitas de colaboração do cantor com os órgãos de informação do regime militar. A comissão analisou documentos da época, manteve contato com pessoas do meio artístico, como o comediante Chico Anysio e os cantores Ronnie Von e Jair Rodrigues, e analisou reportagens publicadas nos jornais. Em notícia veiculada em 1992 pelo Jornal da Tarde, por exemplo, Gilberto Gil e Caetano Veloso declararam não ter tido problemas de convivência com Simonal.

Além de depoimentos de artistas e de material enviado por familiares e amigos, constou do processo um documento de janeiro de 1999, assinado pelo então secretário nacional de Direitos Humanos, José Gregori, no qual atestava que, após pesquisa realizada nos arquivos de órgãos federais, como o SNI e o Centro de Informações do Exército (CIEx), não foram encontrados registros de que Simonal tivesse sido colaborador, servidor ou prestador de serviços daquelas organizações.

Em 2003, concluído o processo, Wilson Simonal foi moralmente reabilitado pela Comissão Nacional de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em julgamento simbólico.

Em 2009, foi lançada a biografia "Nem Vem Que Não Tem - A Vida e o Veneno de Wilson Simonal". Nela seu autor, o jornalista Ricardo Alexandre, apresenta fatos que tentam levar o leitor a acreditar na inocência alegada por Simonal. A narrativa desenvolvida no livro sustenta que, para se inocentarem, os agentes do DOPS que torturaram o contador teriam improvisado uma farsa: Viviani seria um possível terrorista denunciado por Simonal. Para dar um ar de credibilidade à história, o cantor assinou documento em que se assumia acostumado a "cooperar com informações que levaram esta seção (DOPS) a desbaratar por diversas vezes movimentos subversivos no meio artístico".

Fonte: Wikipédia