Jô Soares

JOSÉ EUGÊNIO SOARES
(84 anos)
Humorista, Apresentador de Televisão, Escritor, Dramaturgo, Diretor Teatral, Ator e Músico

☼ Rio de Janeiro, RJ (16/01/1938)
┼ São Paulo, SP (05/08/2022)

José Eugênio Soares, mais conhecido como Jô Soares, foi um humorista, apresentador de televisão, escritor, dramaturgo, diretor teatral, ator e músico nascido no Rio de Janeiro, RJ, no dia 16/01/1938.

Jô Soares apresentou de 1988 a 1999 o "Jô Soares Onze e Meia" no SBT e de 2000 a 2016 o "Programa do Jô" na TV Globo.

Jô Soares foi o único filho do empresário paraibano Orlando Heitor Soares e da dona de casa Mercedes Pereira Leal. Pelo lado materno, foi bisneto do conselheiro Filipe José Pereira Leal, diplomata e político que, no Brasil Imperial, foi governador do Estado do Espírito Santo. Por parte de seu pai, foi sobrinho-bisneto de Francisco Camilo de Holanda, ex-governador da Paraíba.

Jô Soares queria ser diplomata quando criança. Estudou no Colégio de São Bento do Rio de Janeiro, no Colégio São José de Petrópolis, e em Lausana, na Suíça, no Lycée Jaccard, com este objetivo. Porém, percebeu que o senso de humor apurado e a criatividade inata apontavam para outra direção.

Jô Soares com o filho Rafael Soares

Entre 1959 e 1979, Jô Soares foi casado com a atriz Therezinha Millet Austregésilo, com quem teve um filho, Rafael Soares (1964-2014), que era autista.

Entre 1980 a 1983, foi casado com atriz Sílvia Bandeira, doze anos mais nova.

Em 1984 começou a namorar a atriz Claudia Raia, romance que durou dois anos.

Jô Soares já namorou a atriz Mika Lins e em 1987, casou-se com a designer gráfica Flávia Junqueira Pedras, de quem se separou em 1998.

Jô Soares admitiu sofrer de Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) e em sua casa, os quadros precisam estar tombados levemente para a direita.

Jô Soares era sobrinho de Togo Renan Soares, conhecido como Kanela, ex-treinador da seleção brasileira de basquetebol.

No dia 01/10/2012, levou ao ar um programa especial que reprisou uma entrevista com Lolita Rodrigues e Nair Bello em homenagem à apresentadora Hebe Camargo, com quem declarou ter vivido intensas alegrias.

Rafael Soares comemora o aniversário em 11/05/2003 ao lado dos pais Jô e Theresa

Jô Soares
falava, com diferentes níveis de fluência, cinco idiomas: português, inglês, francês, italiano e espanhol, além de ter bons conhecimentos de alemão. Traduziu um álbum de histórias em quadrinhos de Barbarella, criação do francês Jean-Claude Forest.

Jô Soares era católico, sendo devoto de Santa Rita de Cássia.

No dia 25/07/2014, Jô Soares foi internado no Hospital Sírio-Libanês, para tratar de uma pneumonia, permanecendo no hospital por 22 dias.

No dia 31/10/2014, morreu seu único filho, Rafael Soares, no Hospital Samaritano, na Zona Sul do Rio de Janeiro. No dia 03/11/2014, Jô Soares dedicou o programa ao seu filho, em que fez um discurso contando um pouco da história dele.

No dia 04/08/2016, foi eleito para a Academia Paulista de Letras, assumindo a cadeira 33, que pertenceu ao escritor Francisco Marins.

Cronologia

Detentor de um talento versátil, além de atuar, dirigir, escrever roteiros, livros e peças de teatro, Jô Soares também foi um apreciador de jazz e chegou a apresentar um programa de rádio na extinta Jornal do Brasil AM, no Rio de Janeiro, além de uma experiência na também extinta Antena 1 Rio de Janeiro.

1956 - Estreou na televisão no elenco da "Praça da Alegria", na época na TV Record, onde ficou por 10 anos.

1965 - Protagonizou a única novela de sua carreira, a comédia "Ceará Contra 007", a trama de maior audiência naquele ano no Brasil. Também na TV Record.

1967 - Em "Família Trapo", roteirizou ao lado de Carlos Alberto de Nóbrega e atuou como Gordon, o mordomo atrapalhado e descompensado. Seu último trabalho na TV Record.

1971 - "Faça Humor, Não Faça Guerra" foi primeiro humorístico da TV Globo a contar a com a participação de Jô Soares. O programa em meio à Guerra Fria e ao conflito do Vietnã brincava com o slogan pacifista hippie "Make Love, Don't Make War" (Faça Amor, Não Faça Guerra).

Eliezer Motta e Jô Soares caracterizados como Carlos Suely e Capitão Gay

1973 - Em "Satiricom", novo programa humorístico da TV Globo, com direção de Augusto César Vanucci, realizou roteiros com Max Nunes e Haroldo Barbosa. A atração satirizava o título do filme homônimo de Federico Fellini, "Satyricon". Na promoção do programa, todavia, diziam que era a "sátira da comunicação" num mundo que tinha virado uma "aldeia global", expressão que esteve na moda depois dos primeiros anos da TV via satélite.

1976 - "Planeta dos Homens", nova sátira com o cinema. Desta vez, a série cinematográfica "O Planeta dos Macacos", atuava com roteiros de Haroldo Barbosa.

1981 - "Viva o Gordo", com direção de Walter Lacet e Francisco Milani, foi o primeiro programa solo de Jô Soares. Tinha roteiros de Armando Costa. Deu origem ao espetáculo do gênero "One Man Show" de chamado "Viva o Gordo, Abaixo o Regime" (sátira explícita ao Golpe Militar de 1964 ainda vigente àquela época). As aberturas do programa brincavam com efeitos especiais usando técnica de inserção de imagens de entre cenas famosas do cinema como em "Cliente Morto Não Paga" e "Zelig", ou "contracenando" com políticos nacionais e internacionais, como Orestes Quercia, Jânio Quadros, Ronald Reagan, dentre outros.

Jô Soares (Zezinho) e Magda Cotrofe em "Viva o Gordo"

1982 - Participação no "Chico Anysio Show".

1983 - Participação no musical infantil "Plunct, Plact, Zuuum" e comentários no "Jornal da Globo" até 1987.

1988 - "Veja o Gordo", estreou no SBT com o mesmo estilo do "Viva o Gordo" da TV Globo. Estreou nesse ano, ainda no SBT, o talk show "Jô Soares Onze e Meia" que foi ao ar de 1988 até 1999.

2000 - Trazido de volta para a TV Globo, onde apresentou o "Programa do Jô" até 2016, e fez participação no especial de Natal do programa "Sai de Baixo" - episódio "No Natal a Gente Vem Te Mudar" (sátira ao título da peça de Naum Alves de Souza, "No Natal a Gente Vem Te Buscar") como Papai Noel.

2018 - Participou como comentarista do programa "Debate Final", no Fox Sports, debatendo sobre a Copa do Mundo FIFA de 2018.

Morte

Jô Soares faleceu na sexta-feira, 05/08/2022, aos 84 anos, em São Paulo, SP. Ele estava internado no Hospital Sírio-Libanês desde o final de julho de 2022 e a causa da morte não foi divulgada.

A notícia foi divulgada pela ex-mulher, Flavia Pedras, em uma publicação de sua página pessoal do Instagram. A notícia também foi confirmada pela assessoria de imprensa de Jô Soares.

Jô Soares no programa Viva o Gordo
Carreira

Discografia
  • 1972 - Norminha (Som Livre)
  • 1980 - a B... e Outras Estórias (Álbum de Piadas, K-Tel)
  • 1992 - Quinteto Onze e Meia - O Álbum (CID Entertainment)
  • 2000 - Jô Soares e O Sexteto - Ao Vivo no Tom Brasil (Globo Columbia)

Televisão
  • 1956-1967 - Praça da Alegria ... Alemão
  • 1965 - Ceará Contra 007 ... Jaime Blonde
  • 1967-1971 - Família Trapo ... Gordon
  • 1971-1973 - Faça Humor, Não Faça Guerra ... Vários personagens
  • 1973 - Globo Gente ... Apresentador
  • 1973-1975 - Satiricom ... Vários personagens
  • 1976-1982 - Planeta dos Homens ... Vários Personagens
  • 1977-1978 - Praça da Alegria ... Alemão
  • 1981-1987 - Viva o Gordo ... Vários personagens
  • 1982 - Chico Anysio Show ... Coronel Pantoja (Episódio: "12 de outubro")
  • 1983 - Plunct, Plact, Zuuum ... Mestre Cuca / Rei (Especial de Fim de Ano)
  • 1983-1987 - Jornal da Globo ... Comentarista de cultura
  • 1988-1990 - Veja o Gordo ... Vários personagens
  • 1988-1999 - Jô Soares Onze e Meia ... Apresentador
  • 2000-2016 - Programa do Jô ... Apresentador
  • 2000 - Sai de Baixo ... Papai Noel (Episódio: "No Natal a Gente Vem Te Mudar")
  • 2002 - A Grande Família ... Ele mesmo (Episódio: "Grandes Famílias, Pequenos Negócios")
  • 2018 - Debate Final ... Comentarista

Cinema
  • 1954 - O Rei do Movimento ... Jornaleiro
  • 1956 - De Pernas Pro Ar ... Jorginho
  • 1958 - Pé na Tábua ... Felício
  • 1959 - Aí Vêm os Cadetes ... Nelson
  • 1959 - O Homem do Sputnik ... Espião Americano
  • 1960 - Vai Que é Mole ... Bolinha
  • 1960 - Tudo Legal ... Euclides
  • 1965 - Pluft, o Fantasminha ... Tio Gerúndio
  • 1968 - Hitler III Mundo ... Alex
  • 1968 - Papai Trapalhão ... Antônio
  • 1969 - Agnaldo, Perigo à Vista ... Abelardo
  • 1969 - A Mulher de Todos ... Drº Plirtz
  • 1971 - Nenê Bandalho ... Narrador
  • 1973 - Amante Muito Louca ... Diretor
  • 1976 - O Pai do Povo ... El Magnífico Contreras / Cardinal / Silvestrina
  • 1979 - Tangarela, a Tanga de Cristal ... Agnaldo
  • 1986 - Cidade Oculta ... Riperti
  • 1995 - Sábado ... Homem na casa das máquinas
  • 2001 - O Xangô de Baker Street ... Desembargador Coelho Bastos
  • 2002 - Joana e Marcelo, Amor (Quase) Perfeito ... Ele mesmo
  • 2003 - Person ... Ele mesmo
  • 2004 - A Dona da História ... Ele mesmo
  • 2010 - VIPs: Histórias Reais de um Mentiroso ... Ele mesmo
  • 2012 - As Aventuras de Agamenon, o Repórter ... Ele mesmo
  • 2013 - Giovanni Improtta ... Presidente do Clube

Televisão (Autor / Diretor)
  • 1965 - Ceará Contra 007 ... Colaborador
  • 1967-1971 - Família Trapo ... Autor principal
  • 1971-1973 - Faça Humor, Não Faça Guerra
  • 1976-1982 - Planeta dos Homens
  • 1981-1987 - Viva o Gordo
  • 1988-1990 - Veja o Gordo
  • 1988 - Jô Soares Onze e Meia ... Criador do projeto original
  • 2000 - Programa do Jô

Cinema (Autor / Diretor)
  • 1976 - O Pai do Povo ... Autor, Diretor e Produtor
  • 2001 - O Xangô de Baker Street ... Autor

Obras
  • 1972 - Os Dilemas do Fantasma e do Capitão América (Capítulo no livro "Shazam!", de Álvaro de Moya)
  • 1983 - O Astronauta Sem Regime
  • 1992 - Humor Nos Tempos do Collor
  • 1994 - A Copa Que Ninguém Viu e a Que Não Queremos Lembrar
  • 1995 - O Xangô de Baker Street
  • 1998 - O Homem Que Matou Getúlio Vargas
  • 2005 - Assassinatos na Academia Brasileira de Letras
  • 2011 - As Esganadas
  • 2017 - O Livro De Jô - Uma Autobiografia Desautorizada - Vol. 1
  • 2018 - O Livro De Jô - Uma Autobiografia Desautorizada - Vol. 2

Fonte: Wikipédia
#FamososQuePartiram #JoSoares

Ota

OTACÍLIO COSTA D'ASSUNÇÃO BARROS
(67 anos)
Cartunista, Quadrinista, Editor e Escritor

☼ Rio de Janeiro, RJ (04/07/1954)
┼ Rio de Janeiro, RJ (24/09/2021)

Ota, nome artístico de Otacílio Costa d'Assunção Barros, foi um cartunista, Quadrinista, editor e escritor nascido no Rio de Janeiro, RJ, no dia 04/07/1954.

Ota ingressou na Editora Brasil-América Limitada (EBAL) em 1970, permanecendo até o final de 1973, quando entrou para a Editora Vecchi. No mesmo ano, lançou pela Editora Górrion três edições totalmente autorais da revista "Os Birutas", cujos personagens também foram publicados como tiras diárias no período entre 1972 e 1973. Nessa mesma época colaborou para publicações underground como "A Roleta", "Vírus" e "A Mosca".

Em 1974 se tornou o editor responsável pela versão brasileira da revista humorística "Mad", também exerceu função similar na revista de terror "Spektro" a partir de 1977.

Com a falência da Editora Vecchi em 1983, porém, ambas deixaram de ser publicadas. Voltou para a Editora Brasil-América Limitada (EBAL) para trabalhar na editoração da "Cinemin", uma publicação voltada ao cinema, retornando a seu antigo cargo em 1984 quando a "Mad" voltou pela Editora Record.


Após um período reunindo em torno de 150 quadrinhos eróticos brasileiros impressos na década de 1960 (os chamados "catecismos") publicou pela Record em 1984 o livro "O Quadrinho Erótico de Carlos Zéfiro", com uma análise da obra de Carlos Zéfiro que ajudou a formar o reconhecimento em torno de seu trabalho.

Em 1994, recebeu o prêmio de Melhor Revista Independente no Troféu HQ Mix, do Rio de Janeiro, pela criação da "Revista do Ota", em 1993. O periódico, porém, não foi além do primeiro número. Ainda em 1994, tentou retomar a publicação da "Spektro" que, devido a problemas de distribuição, teve o mesmo destino da "Revista do Ota".

Manteve seu cargo na "Mad" após uma nova mudança de editora em 2000, quando a revista foi assumida pela Mythos.

Em 2005, assinou uma coluna sobre quadrinhos no Jornal do Brasil.


Em 2006, começou a publicar a tira "Concursino" para o jornal Folha Dirigida.

Em março de 2008, após dois anos fora das bancas, a "Mad" voltou a ser publicada pela Panini. Ota foi convidado a supervisionar o conteúdo nacional da revista, enquanto outro editor ficaria responsável pela adaptação do material internacional. Sete edições depois, motivado por desentendimentos editoriais, Ota deixou o cargo ocupado por ele por 34 anos, perfazendo um total de mais de 300 volumes publicados. Na mesma época, declarou que iria leiloar toda sua coleção de objetos, artigos e revistas relacionados à "Mad".

Ota foi responsável pela restauração, seleção e tradução das revistas "Luluzinha" e "Recruta Zero" da Pixel Media, selo da Ediouro Publicações. Também foi responsável pela coleção de álbuns remasterizados de "Asterix" pela Editora Record.


Em 2016, publicou de forma independente, o e-book "A Garota Bipolar - O Começo de Tudo", a série "A Garota Bipolar" teve edições impressas em formatinho, vendendo cerca de 3000 exemplares.

Em junho de 2020, pela Tai Editora lançou um projeto de financiamento coletivo no Catarse de uma coletânea da série.

Em junho de 2021, passou a publicar tiras sobre o ambiente universitário no site da Faculdade Campos Elíseos.

Recentemente Ota vinha fazendo letras para algumas editoras de quadrinhos, como Figura, Lorentz, Tai e Quadriculando, e estava envolvido com em duas republicações de seus trabalhos: "Os Estranhos Hóspedes do Hotel Nicanor", pela MMarte (ele assinava os roteiros com o pseudônimo Juka Galvão e os desenhos eram de Flavio Colin) e "A Garota Bipolar", que foi financiado pelo Catarse, pela Tai.

Morte

Otacílio Costa D'Assunção Barros, o Ota, foi encontrado morto na sexta-feira, 24/09/2021, em seu apartamento na Rua Ernani Cotrim, na Tijuca, na Zona Norte do Rio de Janeiro, aos 67 anos. A causa da morte não foi divulgada.

Amigos e colegas de Ota estavam sem contato com o cartunista desde quarta-feira, 22/09/2021. Na sexta, 24/09/2021, os bombeiros foram acionados. Chegando no local, arrombaram a porta e encontraram Ota morto.

Fonte: Wikipédia
#FamososQuePartiram #Ota

Carlos Zéfiro

ALCIDES AGUIAR CAMINHA
(70 anos)
Ilustrador, Quadrinista, Compositor e Funcionário Público

☼ Rio de Janeiro, RJ (26/09/1921)
┼ Rio de Janeiro, RJ (05/07/1992)

Carlos Zéfiro, pseudônimo de Alcides Aguiar Caminha, com o qual ilustrou e publicou, durante as décadas de 1950 a 1970, histórias em quadrinhos de cunho erótico que ficaram conhecidas por "catecismos", foi um desenhista e funcionário público nascido no Rio de Janeiro, RJ, no dia 26/09/1921.

Alcides Aguiar Caminha, carioca boêmio, ilustrou e vendeu cerca de 500 trabalhos desenhados em preto e branco com tamanho de 1/4 de folha ofício (chegou a publicar num outro formato, 14 x 21 cm), um quadro por página contendo de 24 a 32 páginas que eram vendidos dissimuladamente em bancas de jornais, devido ao seu conteúdo porno-erótico, ficando conhecidos como "catecismos" e chegaram a tiragens de 30.000 exemplares.

Casado desde os 25 anos, com Serat Caminha, teve 5 filhos e sempre escondeu de toda a família sua atividade paralela de desenhista. Alcides aposentou-se como funcionário público do setor de Imigração do Ministério do Trabalho.

Sua identidade somente se tornou pública em uma reportagem de Juca Kfouri para revista Playboy (onde era editor na época) que foi publicada em 1991, um ano antes de sua morte.

Autodidata no desenho e concluinte do curso de segundo grau somente quando tinha 58 anos, manteve o anonimato sobre sua verdadeira identidade por temer ter seu nome envolvido em escândalo o que lhe traria problemas por se tratar de funcionário público submetido à Lei 1.711 de 1952 que poderia punir com a demissão o funcionário público por "incontinência pública escandalosa" e retirar os proventos com os quais mantinha a família.

Carreira

Os "catecismos" eram desenhados diretamente sobre papel vegetal, eliminando assim a necessidade do fotolito, e impresso em diferentes gráficas, em diferentes Estados da Federação, gerando, inclusive, diversos imitadores.

Em 1970, durante a ditadura militar, foi realizada em Brasília uma investigação para descobrir o autor daquelas obras pornográficas. Chegou-se a prender por três dias o editor Hélio Brandão, amigo do artista, mas a investigação terminou inconclusa.

Sem formação em desenho, seus quadrinhos eram naif e inspirados em quadrinhos românticos mexicanos publicados pela editora Editormex (cujas histórias possuíam apenas dois quadros por página) e em fotonovelas pornográficas de origem sueca.

O nome Carlos Zéfiro foi tirado de um autor mexicano de fotonovelas.

Para o jornalista Gonçalo Junior, os "catecismos" de Carlos Zéfiro não possuem nenhuma relação com os tijuana bibles, quadrinhos eróticos publicados nos Estados Unidos entre as décadas de 1930 e 1950, que usava como protagonistas personagens de desenhos animados, quadrinhos e até celebridades.

Além de seus trabalhos como ilustrador, Alcides Caminha foi compositor, inscrito na Ordem dos Músicos do Brasil e parceiro de Guilherme de Brito e Nelson Cavaquinho, com quem compôs quatro sambas para a Mangueira, entre eles os sucessos: "Notícia", gravado por Roberto Silva na década de 1950, e "A Flor e o Espinho".

Alcides Caminha revelou sua identidade nas páginas da revista Playboy em 1991, após saber que o quadrinista baiano Eduardo Barbosa havia declarado ser o verdadeiro Carlos ZéfiroEduardo Barbosa chegou a desenhar alguns "catecismos", entretanto Alcides Caminha foi identificado por Hélio Brandão. Em novembro do mesmo ano participou da I Bienal de Quadrinhos.

Em 1992 recebeu o Troféu HQ Mix, pela importância de sua obra.

Impacto na Cultura Popular

Na década de 1980, o quadrinista Sebastião Seabra adotou o pseudônimo Sebastião Zéfiro para não comprometer o trabalho que possuía como ilustrador de livros didáticos.

Sebastião Seabra conseguiu junto a Editora Maciota que fosse publicado o trabalho de Carlos Zéfiro (na época ainda no anonimato). Chegou a se especular que os artistas fossem parentes.

O jornalista Geraldo Galvão Ferraz foi um dos primeiros a escrever um artigo sobre Carlos Zéfiro, o cartunista e jornalista Ota publicou um livro sobre o quadrinista, Joaquim Marinho também escreveu um livro sobre Carlos Zéfiro.

Após sua morte, Carlos Zéfiro teve um trabalho publicado como homenagem póstuma em 1997 na capa e no encarte do CD "Barulhinho Bom - Uma Viagem Musical" da cantora Marisa Monte.

Em 1998, as vinhetas de abertura e intervalos do Video Music Brasil 1998, da MTV Brasil foram claramente inspiradas nos folhetins de sua obra.


Em agosto de 1999, em Anchieta, bairro em que morava, foi inaugurada a Lona Cultural Carlos Zéfiro, com show da Velha Guarda da Portela e Marisa Monte. A cantora e o jornalista Juca Kfouri, que revelou a verdadeira identidade de Carlos Zéfiro nas páginas da Playboy, são os padrinhos da Lona Cultural, fundada e dirigida por um grupo de artistas locais, que tinha à frente Adailton Medeiros.

Em 2005, a arquiteta Christianne Gomes defendeu como projeto final de graduação de Arquitetura e Urbanismo na Universidade Federal Fluminense, o projeto Centro Erótico Carlos Zéfiro, que visava a criação de um espaço na zona portuária do Rio de Janeiro onde as mais diferentes formas de sexo poderiam ser discutidas e/ou experimentadas. O projeto previa a criação de um museu erótico, vilas de prostituição, motel, cafés, cinemas, salas de exposições, um centro de tratamento de DST, um posto da delegacia de crimes sexuais e clínicas de psicologia avançada e foi recebido em 2006 pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro.

Em 2009, ao fazer uma crítica a corrupção do Senado Federal, o Jornal Extra do Rio de Janeiro publicou uma galeria de imagens por João Arruda e Ary Moraes inspiradas nos quadrinhos de Carlos Zéfiro.


Em janeiro de 2011, os trabalhos de Carlos Zéfiro foram expostos ao lado de outros quadrinhos eróticos do resto mundo no Museu do Sexo, em Nova York.

Em março de 2011, Carlos Zéfiro foi tema da peça de teatro "Os Catecismos Segundo Carlos Zéfiro" escrito e dirigido por Paulo Biscaia Filho.

Em outubro de 2018, o jornalista Gonçalo Junior publicou o livro "Deus da Sacanagem - A Vida e o Tempo de Carlos Zéfiro" (Editora Noir).

Inicialmente publicado de forma independente e sendo constantemente pirateado, a partir da década de 1980, os quadrinhos de Carlos Zéfiro passaram a ter reimpressões pelas editoras Maciota, Record (revistas editadas por Ota), Marco Zero.

Nos anos 2000, A editora Cena Muda publicou o primeiro quadrinho erótico de Carlos Zéfiro, "Sara", criado em 1949 no formato 16 x 23 cm. Segundo a editora Adda Di Guimarães, a revista é maior que os catecismo, já que a versão original foi publicada em formatinho.

Morte

Carlos Zéfiro faleceu no domingo, 05/07/1992, aos 70 anos, no Rio de Janeiro, RJ, no bairro de Anchieta.

Fonte: Wikipédia
FamososQuePartiram #CarlosZefiro

Suzana Faini

Foto: TV Globo
MYRIAM SUZANA FAINI
(89 anos)
Atriz e Bailarina

☼ São Paulo, SP (09/03/1933)
┼ Rio de Janeiro, RJ (25/04/2022)

Myriam Suzana Faini, mais conhecida apenas como Suzana Faini, foi uma atriz e bailarina nascida em São Paulo, SP, no dia 09/03/1933.

Suzana Faini mesmo sendo uma das atrizes mais dedicadas ao seu ofício, dos 19 aos 34 anos de idade foi bailarina. Como atriz, integrou o elenco de importantes novelas, entre os grandes feitos de sua carreira está o fato de ser a única atriz que participou das duas versões da novela "Selva de Pedra".

Dos 19 aos 34 anos, Suzana Faini trabalhou como bailarina profissional. Foi ano de 1967 que decidiu começar a participar de aulas de artes dramáticas, sendo uma das primeiras alunas de Maria Clara Machado antes da abertura do O Tablado. A transição aconteceu de maneira muito natural, pois como bailarina, Suzana fazia muitos trabalhos de danças mais interpretativas. A partir do começo do estudo, Suzana encontrou oportunidades como atriz ingressando no cinema em 1969 no filme "Os Paqueras" de Reginaldo Faria.

Suzana Faini começou a atuar em telenovelas em 1969, na TV Globo, na novela "Rosa Rebelde". 


Despontou no ano de 1970 quando teve um desafio ao interpretar o papel de Cema na novela "Irmãos Coragem". A personagem sofria com uma gravidez complicada.

No teatro começou no ano de 1971 com a peça "Hoje é Dia de Rock" de autoria de José Vicente. Participou de peças de grande sucesso como "Hamlet", peça adaptada da obra de William Shakespeare

Em 2011, participou do musical "Sete" e em 2012 atuou na peça "A Mecânica das Borboletas" em que contracenou com Eriberto Leão, Ana Kutner e Otto Jr.

A carreira de Suzana Faini é recheada de trabalhos de grande sucesso na TV como "Dancin' Days" (1978), "Pai Herói" (1979), "Eu Prometo" (1983) e as minisséries "Chiquinha Gonzaga" (1999) e "Hoje é Dia de Maria" (2005).

O cinema também fez parte da carreira da atriz e dentre os sucessos de mais destaque estão "O Crime de Zé Bigorna" (1977), "Eternamente Pagu" (1988) e "A Extorsão" (1975), que lhe rendeu prêmio de melhor atriz coadjuvante no Festival de Cinema de Lages em 1975.

Foto: TV Globo

Em 1988, deu vida à exigente dona de casa Maria em "Vida Nova" (1988). Na trama, Maria era casada com Amadeu, interpretado por Rogério Márcico, e mãe de Bianca, interpretada por Patricia Pillar. Sua personagem era dura com a filha e sua atuação a fez ganhar o Troféu APCA de melhor atriz coadjuvante.

Em 1989, esteve no elenco de "Top Model" (1989), onde interpretou a viúva batalhadora Cleide, mãe da protagonista Duda, interpretada por Malu Mader.

Durante alguns bons anos a atriz esteve afastada da televisão, a sua última atuação com um personagem fixo em produções televisivas havia sido em "Irmãos Coragem" (1995), até que houve o retorno triunfal de Suzana Faini em "A Favorita" (2008), interpretando uma personagem forte e que passou a vida toda sabendo que não era o grande amor do seu marido, Copola, interpretado por Tarcísio Meira.

Em 2012 voltou ao horário nobre da TV Globo em "Salve Jorge" (2012), interpretando a vilã Áurea. Sua personagem gerou bastante discussão a respeito da intromissão de algumas mães na vida de seus filhos. Para Suzana Faini a forma como Áurea se mete na vida de Théo - seu filho interpretado por Rodrigo Lombardi - é resultado de uma dedicação exclusiva a ele.


Suzana Faini
 disse que quando começou a pensar nesse trabalho percebeu que o comportamento de Áurea vinha dessa dedicação exclusiva ao filho que fez com que ele passasse a acreditar que tinha esse direito. Além da forma de controlar a vida do filho a personagem ainda mostrou o preconceito que existe contra as pessoas que moram em comunidades. Quando soube que a futura nora era do morro, a personagem de Suzana Faini já opôs-se contra o relacionamento, pois como ela mesma dizia não havia criado o filho para esse destino. O status social de Morena, interpretada por Nanda Costa, não deixou que Áurea percebesse as qualidades da moça.

Em 2018 esteve no ar em "Espelho da Vida" (2018), novela das 18h00 da TV Globo. Na trama interpretou uma guardiã, personagem repleta de mistérios e no passado é a mãe intransigente do Coronel Eugênio, interpretado por Felipe Camargo.

Suzana Faini foi casada com o publicitário Lívio Rangan, com quem teve uma filha, Milenka, nascida em 1963. Sua filha é portadora da Síndrome de Williams, uma desordem genética causada pela falta de cerca de 21 genes no cromossoma 7, incluindo o gene para a produção de elastina.

Suzana Faini é sobrinha do violinista Jorge Faini. A família da atriz sempre foi muito musical e ela aprendeu a tocar piano. Além disso, ela também estudou violino por um bom tempo. Os pais dela eram cantores de ópera e a tia era violinista da Orquestra Sinfônica.

Morte

Suzana Faini faleceu na segunda-feira, 25/04/2022, aos 89 anos, no Rio de Janeiro, RJ, em decorrência de complicações da Doença de Parkinson.

Carreira

Televisão
  • 1969 - Rosa Rebelde
  • 1969 - Véu de Noiva ... Dulce
  • 1970 - Irmãos Coragem ... Iracema (Cema)
  • 1970 - Simplesmente Maria
  • 1971 - Meus Filhos
  • 1971 - O Homem Que Deve Morrer ... Sônia
  • 1972 - Selva de Pedra ... Olga
  • 1972 - Sombra Suspeita
  • 1973 - Carinhoso ... Renata
  • 1975 - Cuca Legal ... Luz Divina (Diva)
  • 1976 - Duas Vidas ... Ana Paula
  • 1978 - Dancin' Days ... Anita (Participação Especial)
  • 1979 - Pai Herói ... Jussara Brandão
  • 1981 - Brilhante ... Renée Toledo Sampaio
  • 1983 - Eu Prometo ... Iracema
  • 1984 - Livre Para Voar ... Marta
  • 1986 - Selva de Pedra ... Drª Ana Fróes
  • 1987 - Direito de Amar ... Mercedes
  • 1987 - Mandala ... Glória Lunardo (Episódios: "12-13 de outubro")
  • 1988 - Vida Nova ... Maria
  • 1989 - Top Model ... Cleyde Pinheiro
  • 1991 - Salomé ... Firmina
  • 1992 - Você Decide ... Suzana (Episódio: "Sagrada Família")
  • 1992 - Você Decide (Episódio: "Verdades e Mentiras")
  • 1993 - O Mapa da Mina ... Madre Amélia Borges
  • 1994 - 74.5: Uma Onda no Ar ... Irene
  • 1995 - Malhação ... Hilda
  • 1995 - Irmãos Coragem ... Dalva
  • 1996 - Perdidos de Amor ... Amélia
  • 1996 - Quem é Você? ... Amália Saraiva
  • 1998 - Você Decide (Episódio: "Tabu")
  • 1998 - Mulher ... Madre Salete (Episódio: "Prazeres e Limites")
  • 1999 - Chiquinha Gonzaga ... Freira
  • 1999 - Você Decide ... Alma (Episódio: "Romântica Até Certo Ponto")
  • 2002 - Desejos de Mulher ... Madre
  • 2005 - Hoje é Dia de Maria ... Velha Carpideira
  • 2005 - Começar de Novo ... Juíza (Episódios: "12-14 de abril")
  • 2007 - Amazônia, de Galvez a Chico Mendes ... Zeferina
  • 2008 - A Favorita ... Iolanda Marelo Copola
  • 2009 - Caminho das Índias ... Virgínia Magalhães Oliveira (Episódios: "2-12 de setembro")
  • 2010 - Escrito nas Estrelas ... Antônia Ribeiro
  • 2012 - As Brasileiras ... Diva (Episódio: "A Viúva do Maranhão")
  • 2012 - Entre Dois Amores ... Yvone
  • 2012 - Salve Jorge ... Áurea Garcia
  • 2018 - Espelho da Vida ... Albertina Castelo de Luris
  • 2018 - Sob Pressão ... Letícia (Episódio: "4 de Dezembro")

Cinema
  • 1969 - Os Paqueras ... Secretária
  • 1974 - O Último Malandro ... Tânia
  • 1975 - Ana, a Libertina ... Esposa
  • 1975 - A Extorsão ... Renata
  • 1976 - O Ibrahim do Subúrbio ... Odete
  • 1977 - O Crime do Zé Bigorna ... Eulália
  • 1977 - Os Amores da Pantera ... Mônica
  • 1978 - Um Brasileiro Chamado Rosaflor ... Gioconda
  • 1980 - A Noiva da Cidade
  • 1987 - Eternamente Pagu
  • 1988 - Adultério ... Mulher
  • 1994 - Chuvas e Trovoadas ... Senhora
  • 1997 - O Amor Está no Ar ... Valquíria
  • 2000 - Machado de Assis, Alma Curiosa de Perfeição ... Ela mesma
  • 2005 - Coisa de Mulher ... Norma
  • 2016 - Vidas Partidas ... Marli
  • 2016 - Bodas ... Dora

Teatro
  • 1977 - A Morte de Danton ... Júlia
  • 1978 - Os Veranistas ... Esposa de Doukadov
  • 1991 - Um Certo Hamlet
  • 1991 - Phaedra
  • 1992 - O Retrato de Gertrude Stein Quando Homem
  • 2003 - As Bruxas de Salém
  • 2004 - Édipo Unplugged
  • 2006 - A Maratória
  • 2011 - A Mecânica das Borboletas
  • 2014/2017 - Silêncio ... Esther
  • 2015 - Família Lyons
  • 2017 - O Como e o Porquê

Prêmios e Indicações

  • 1975 - Festival de Cinema de Lages - Melhor Atriz Coadjuvante ("A Extorsão") ... Venceu
  • 1989 - Troféu Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) - Melhor Atriz Coadjuvante ("Vida Nova") ... Venceu
  • 2014 - Prêmio Shell de Teatro - Melhor Atriz ("Silêncio!") ... Indicado
  • 2014 - Prêmio Cesgranrio de Teatro - Melhor Atriz ("Silêncio!") ... Venceu
  • 2014 - Prêmio FITA - Festa Internacional de Teatro de Angra - Melhor Atriz ("Silêncio!") ... Indicado
  • 2015 - Prêmio Cesgranrio de Teatro - Melhor Atriz ("Família Lyons") ... Venceu
  • 2015 - Prêmio Shell de Teatro -  Melhor Atriz ("Família Lyons") ... Indicado
  • 2015 - Prêmio Cenym - Melhor Atriz ("Família Lyons") ... Indicado
  • 2016 - Prêmio APTR de Teatro - Melhor Atriz Protagonista ("Família Lyons") ... Indicado
  • 2017 - Prêmio APTR de Teatro - Melhor Atriz Protagonista ("O Como e o Porquê") ... Venceu

#FamososQuePartiram #SuzanaFaini
Fonte: Wikipédia

Ruy Maurity

RUY MAURITY DE PAULA AFONSO
(72 anos)
Cantor e Compositor

☼ Paraíba do Sul, RJ (12/12/1949)
┼ Rio de Janeiro, RJ (01/04/2022)

Rui Maurity de Paula Afonso, ou simplesmente Ruy Maurity, foi um cantor e compositor nascido em Paraíba do Sul, RJ, no dia 12/12/1949.

Sua mãe, Iolanda Maurity Santos, foi a primeira violinista a integrar a Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, e seu irmão é o pianista Antônio AdolfoRuy Maurity aprendeu sozinho a tocar violão.

Em 1970, venceu o III Festival Universitário do Rio de Janeiro com a música "Dia Cinco", que compôs junto com José Jorge. No mesmo ano, gravou seu primeiro LP, "Este é Rui Maurity", pela gravadora EMI-Odeon.

Ruy Maurity alcançou projeção nacional no período em que fez discos pela gravadora Som Livre, lançando músicas geralmente compostas com o parceiro José Jorge.


Da obra autoral registrada nessa companhia fonográfica, duas músicas da parceria de Ruy Maurity com José Jorge fizeram sucesso nacional naquela áurea década de 1970. Em 1971 o Brasil cantou a trágica saga ruralista de "Serafim e Seus Filhos", música de realismo fantástico incluída no repertório do álbum "Em Busca do Ouro" (1972), assinado por Ruy Maurity & Trio, e "Nem Ouro, Nem Prata", samba que deu título ao quarto álbum do artista, lançado em 1976 com regravação (de levada mais ágil e menos sedutora) de "Serafim e Seus Filhos" no repertório.

Lançou o disco "Safra 74", que teve algumas de suas músicas incluídas nas trilhas sonoras das novelas "Escalada" (1975) e "Fogo Sobre Terra" (1975), da TV Globo.

Em 1976 e 1977, lançou, respectivamente, os LPs "Nem Ouro Nem prata" e "Ganga Brasil", que inclui a gravação do tema principal da novela "Dona Xepa" (1977), da TV Globo.


Em 1978, gravou o disco "Bananeira Mangará". Com o tempo foi caracterizando cada vez mais a sua carreira com os temas e músicas regionais.

Na década de 1980, gravou os discos "Natureza" (1980) e "A Viola no Peito" (1984).

Ruy Maurity tem uma de suas músicas lembrada todo ano, no réveillon, "Marcas do Que Se Foi". Realizou, ainda, inúmeros shows em diversas cidades brasileiras.

Em 1998, lançou o CD "De Coração", distribuído atualmente pela Kuarup, no qual interpreta diversas parcerias com José Jorge.

Ruy Maurity era casado com Suzana Waldeck de Paula Afonso, e tem três filhos:  Alexandre e os gêmeos Marco Antônio e Mariana.

Morte

Ruy Maurity faleceu na sexta-feira, 01/04/2022, aos 72 anos, vítima de falência múltipla dos órgãos, no Rio de Janeiro, RJ.

Desde 17/03/2022, estava em coma em decorrência de duas paradas cardíacas sofridas após se submeter a um exame de endoscopia.

Fonte: Wikipédia
#FamososQuePartiram #RuyMaurity

Newton Cruz

NEWTON ARAÚJO DE OLIVEIRA E CRUZ
(97 anos)
Militar

☼ Rio de Janeiro, RJ (24/10/1924)
┼ Rio de Janeiro, RJ (15/04/2022)

Newton Araújo de Oliveira e Cruz foi um general de divisão reformado do Exército Brasileiro, notado por sua participação nos serviços de repressão da Ditadura Militar no Brasil entre 1964 e 1985, nascido no Rio de Janeiro, RJ, no dia 30/10/1924.

Filho de Sebastião Claudino de Oliveira e Cruz, sentou praça em março de 1941, oriundo da arma de artilharia, sendo declarado aspirante-a-oficial em janeiro de 1944. Em abril do mesmo ano, foi promovido a segundo-tenente e a primeiro-tenente em junho do ano seguinte.

Em março de 1946 iniciou curso na Escola de Artilharia da Costa (EAC). Após concluí-lo, em junho de 1947 foi nomeado auxiliar de instrutor da Escola de Artilharia da Costa (EAC).

Em janeiro de 1949, foi promovido a capitão e nomeado instrutor desta mesma escola.

Entre janeiro e dezembro de 1951, cursou a Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (EsAO). Em seguida, comandou o Forte Tamandaré até fevereiro de 1954, quando iniciou curso na Escola de Estado-Maior, encerrando-o em dezembro de 1956.

Em julho de 1958, foi designado para o I Exército, guarnição da Capital Federal, como comandante da 1ª Seção.

Em fevereiro de 1960, foi nomeado instrutor da Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (EsAO), onde permaneceu até fevereiro de 1962, quando foi exonerado para assumir o comando da 3ª Seção do I Exército.

Em março de 1963, foi nomeado instrutor da Escola e Comando do Estado-Maior do Exército (ECEME), e em agosto promovido a tenente-coronel. Permaneceu um ano como instrutor da Escola e Comando do Estado-Maior do Exército (ECEME), sendo exonerado em março de 1964, por ter sido nomeado para servir no Conselho de Segurança Nacional (CSN), como adjunto do Serviço Federal de Informação e Contra-Informação. Em setembro foi dispensado desse órgão e designado para adjunto do Serviço Nacional de Informações (SNI).


Após deixar o Serviço Nacional de Informações (SNI) em maio de 1967, ficou à disposição do Estado-Maior do Exército (EME). Em dezembro recebeu a patente de coronel.

Em março de 1968, foi matriculado no curso de Estado-Maior e Comando das Forças Armadas da Escola Superior de Guerra (ESG), terminando-o em dezembro do mesmo ano.

Em janeiro de 1969, foi nomeado comandante do Regimento Floriano (1º RO-105), na Vila Militar, no Estado da Guanabara.

Adido das forças armadas junto à embaixada do Brasil na Bolívia de novembro de 1970 a fevereiro de 1973, foi então nomeado diretor de Assuntos Especiais, Educação Física e Desportos. Permaneceu como chefe desse gabinete até março de 1974, quando novamente ficou lotado no Serviço Nacional de Informações (SNI).

Em fevereiro de 1975, foi nomeado chefe do gabinete desse órgão. Promovido a general-de-brigada em abril de 1976, foi nomeado comandante da Artilharia Divisionária - 4ª DE, Pouso Alegre (MG). Deixou o regimento de cavalaria que comandava em Minas Gerais em setembro de 1977, sendo nomeado para exercer o cargo de chefe da Agência Central do Serviço Nacional de Informações (SNI).

Em 1981 recebeu a patente de general-de-divisão.

Em 1983, Newton Cruz viu-se envolvido no rumoroso caso do assassinato do jornalista Alexandre von Baumgarten, ex-diretor da extinta revista O Cruzeiro. O chamado Caso Baumgarten teve início na madrugada do dia 13/10/1982, quando o jornalista e sua mulher, Jeannete Hansen, foram sequestrados, por volta das 4h00, no cais de embarque da praça XV de Novembro, no Rio de Janeiro, onde foram obrigados a entrar numa traineira, de propriedade de Manuel Augusto Pires, e levados para local ignorado.

No dia 15/10/1982, o barqueiro foi executado em Teresópolis, RJ, e a mulher de Alexandre von Baumgarten foi morta dias depois. O corpo do jornalista apareceu semanas depois numa praia do Recreio dos Bandeirantes, RJ, com marcas de tiros, embora o laudo do Instituto Médico Legal (IML) tenha informado que a morte fora causada por afogamento.


Em janeiro de 1983, a revista Veja publicou um dossiê preparado por Alexandre von Baumgarten, no qual este acusava Newton Cruz de ser o principal interessado em sua morte, após o fracasso das negociações entre O Cruzeiro e o Serviço Nacional de Informações (SNI), que repassara uma verba secreta para a revista com o objetivo de promover a imagem do Governo. No dossiê, o jornalista revelava ter estado com Newton Cruz para obter verbas para a revista, da qual era diretor. Ele dizia nas primeiras linhas:
"A esta altura já deve ter sido decidida minha eliminação. A minha dúvida é se foi pelo chefe da Agência Central do SNI (Newton Cruz) ou pelo titular (Otávio Medeiros)."
(Alexandre von Baumgarten)

Em agosto de 1983, Newton Cruz deixou a chefia da Agência Central do Serviço Nacional de Informações (SNI) e nesse mesmo mês, assumiu o Comando Militar do Planalto (CMP) e a 11ª Região Militar, em substituição ao general-de-exército Adhemar da Costa Machado.

Durante o tempo em que Newton Cruz exerceu esse cargo, em duas ocasiões Brasília foi submetida a medidas de emergência: Entre outubro e dezembro de 1983, quando o Governo militarizou a Capital Federal sob o argumento de que era necessário dar segurança ao Congresso Nacional durante a votação da nova lei salarial, e em abril de 1984, quando os congressistas votaram a emenda Dante de Oliveira, que propunha a realização de eleições diretas em novembro daquele ano.

Diversos incidentes ocorreram enquanto o Comando Militar do Planalto (CMP) esteve sob sua responsabilidade. No dia 24/10/1983, por determinação sua, a polícia do Distrito Federal teria interditado e invadido a sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF), apreendendo algumas fitas e papéis a pretexto de que ali seria realizada uma manifestação contrária ao regime militar. Mais tarde, essa informação seria desmentida pelo próprio Newton Cruz. Em 17/12/1983, as medidas deixaram de vigorar, mas no mesmo dia aconteceu um segundo incidente, envolvendo Newton Cruz e o repórter de rádio Honório Dantas. Durante uma entrevista coletiva sobre o fim das medidas de emergência, Newton Cruz irritou-se com as perguntas do jornalista e mandou-o desligar o gravador. O repórter obedeceu, mas retirou-se do recinto, comentando, em voz baixa, sobre o empurrão que havia levado do general. Ao ouvir os comentários, Newton Cruz, chamou o repórter de moleque e obrigou-o a pedir desculpas, torcendo-lhe o braço. Já em abril de 1984, quando da votação da emenda Dante de Oliveira, novamente como executor das medidas de emergência, o general Newton Cruz, irritado por estar sendo fotografado durante um atrito com estudantes, sacou o revólver e encostou-o na barriga de um fotógrafo.

Esses acontecimentos, principalmente a ordem de interdição da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF), deixaram os militares insatisfeitos com Newton Cruz. Os ministros do Exército, general Valter Pires, da Aeronáutica, brigadeiro Délio Jardim de Mattos, e da Marinha, almirante Maximiano Eduardo da Silva Fonseca, pediram ao presidente da República, general João Batista Figueiredo, a substituição do general na função de executor das medidas de emergência.

Newton Cruz  e Ivan de Souza Mendes
Em novembro de 1984, Newton Cruz foi exonerado do Comando Militar do Planalto (CMP), sendo substituído pelo general Mário Orlando Sampaio Ribeiro, e nomeado vice-chefe do Departamento Geral do Pessoal (DGP), cargo que o afastou do comando de tropa e também da privilegiada condição de participante das reuniões do alto comando do Exército.

Em março de 1985, o ministro do Exército general Leônidas Pires Gonçalves entregou ao presidente José Sarney - vice-presidente em exercício e primeiro civil a exercer a chefia do Executivo Federal desde abril de 1964 -, a lista votada pelo alto comando do Exército que continha o nome de sete generais-de-divisão, candidatos às três vagas de general-de-exército existentes. Newton Cruz deveria ser o quinto dessa lista, mas seu nome foi excluído em votação unânime. No mesmo mês, Newton Cruz deu entrada no pedido de transferência para a reserva. Decidido a ingressar na vida política, em maio de 1985 filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS), agremiação governista.

Em agosto de 1986, o promotor Murilo Bernardes Miguel entrou com denúncia contra Newton Cruz, acusando-o de ter participado do assassinato do jornalista Alexandre von Baumgarten, de sua mulher e do barqueiro Manuel Pires e encaminhou ao juiz Carlos Augusto Lopes Filho o requerimento para que a Secretaria de Polícia Civil do Rio de Janeiro prosseguisse as investigações sobre o caso.

O caso teve como principal testemunha o bailarino Cláudio Verner Polila, que garantiu ter visto Newton Cruz na praça XV de Novembro, na madrugada do sequestro. Em setembro, os advogados de Newton Cruz entraram com um pedido de habeas-corpus, visando obter o trancamento da ação penal, cuja denúncia, segundo o criminalista Clóvis Saione, estava fundamentada unicamente no depoimento de uma testemunha considerada incapaz. Segundo o advogado, Cláudio Verner Polila tinha problemas mentais. Os desembargadores da 4ª Câmara votaram contra o habeas-corpus, acatando o parecer do procurador Rafael Carneiro, que afirmara que a denúncia estava bastante detalhada e fundamentada e que o depoimento de Cláudio Verner Polila tinha sido válido, pois não existia nenhum laudo sobre sua sanidade mental no processo.

No pleito de novembro de 1986, Newton Cruz candidatou-se a uma cadeira de deputado federal constituinte pelo Rio de Janeiro, pelo Partido Democrático Social (PDS), não logrando êxito.

Em dezembro de 1987, o juiz Carlos Augusto Lopes Filho apresentou a sentença de pronúncia do Caso Baumgarten, o que levou os acusados - o general Newton Cruz e o agente do Serviço Nacional de Informações (SNI) Mozart Belo e Silva - a julgamento pelo Tribunal do Júri, por homicídio, sequestro, cárcere privado e ocultação de cadáver do jornalista Alexandre von Baumgarten, de sua mulher e do barqueiro. Os advogados dos acusados alegaram que o Tribunal do Júri era incompetente para julgar o caso, e que o processo deveria ser remetido para a Justiça Militar. Essa tese não foi aceita pelo juiz, que declarou terem os delitos ocorrido a partir de divergências surgidas em operações comerciais, de natureza civil, e não em missão militar. Embora os acusados fossem militares, isto não lhes outorgava o direito de serem julgados pela Justiça Militar.


Em maio de 1990, o ministro do Exército general Carlos Tinoco Ribeiro Gomes puniu com dez dias de prisão Newton Cruz, e com uma advertência o general, também da reserva, Euclides Figueiredo, em virtude de declarações à imprensa contra o presidente Fernando Collor de Melo. Newton Cruz declarou que "um estadista que só tivesse uma bala na agulha deveria usá-la na cabeça!". Esta foi a segunda vez que o general ocupou as celas do Comando Militar do Planalto (CMP), pois no ano anterior passou três dias preso no mesmo local, por ter ofendido o então ministro do Exército, general Leônidas Pires Gonçalves.

Em julho de 1992, depois de 30 horas de julgamento, os jurados do I Tribunal do Júri absolveram, por sete votos a zero, Newton Cruz e Mozart Belo e Silva, da acusação de terem matado o jornalista Alexandre von Baumgarten, sua mulher e o barqueiro.

Por longo tempo, Newton Cruz foi relacionado ao atentado a bomba do Riocentro, ocorrido em 30/04/1981. Sobre esse atentado, Newton Cruz afirmou que o grupo de militares envolvidos atuou de modo independente com o objetivo de soltar a bomba nas imediações do evento, e que o atentado não teve a intenção de matar ninguém, teria sido apenas um ato de presença.

Em entrevista para o canal de televisão por assinatura Globo News, Newton Cruz disse que impediu um outro atentado, planejado na sequência do Atentado do Riocentro, extrapolando as funções de seu cargo.

Em maio de 2014, Newton Cruz foi denunciado, juntamente com quatro oficiais da reserva do Exército e outros dois réus, por crimes no atentado a bomba no Riocentro, em 1981. Contudo, em julho de 2014 recebeu habeas corpus emitido pelo Tribunal Regional Federal (TRF) da 2ª Região, por este ter considerado que o crime já estaria prescrito.

Newton Cruz voltou a se candidatar no pleito de outubro de 1994, dessa feita ao Governo do Estado do Rio de Janeiro, na legenda do Partido Social Democrático (PSD), em coligação com o Partido Progressista Reformador (PPR), agremiação resultante da fusão do Partido Democrático Social (PDS) com o Partido Democrata Cristão (PDC) em abril de 1993.

Sua candidatura provocou resistências no Partido Progressista Reformador (PPR), destacando-se a dos deputados federais Sandra Cavalcanti e Amaral Netto. O general, que contou com o apoio do ex-presidente João Baptista Figueiredo, anunciou durante a campanha que uma de suas principais metas seria o de acabar com os bandidos do Rio de Janeiro em apenas três meses. Para isso, contaria com a ajuda do Exército e criaria o Serviço Estadual de Informações.


Em setembro, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) suspendeu o programa de Newton Cruz na televisão, por utilização de recursos proibidos na veiculação do boneco de duas cabeças "Garocelo", que se referia aos candidatos Anthony Garotinho, do Partido Democrático Trabalhista (PDT) e Marcelo Alencar, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). No pleito de outubro, Newton Cruz ficou em terceiro lugar, atrás do vencedor Marcelo Alencar e de Anthony Garotinho.

Em março de 1995, Newton Cruz, que chegou a declarar que abandonaria a vida pública, resolveu disputar a prefeitura do Rio de Janeiro no pleito de outubro do ano seguinte.

Em junho de 1996, Cláudio Verner Polila foi encontrado morto com três tiros e com o rosto desfigurado, em Caxias, RJ. A família do bailarino declarou que ele sofreu vários atentados e que dizia sempre que eram a mando do general Newton Cruz.

Newton Cruz ameaçou processar a irmã do bailarino, Cleide Verner, por danos morais. Apesar de ter citado suas suspeitas em relação ao general, Cleide Verner preferiu não inseri-las em seu depoimento à polícia.

No mês seguinte, após quase um ano de campanha, Newton Cruz teve sua candidatura retirada pelo Partido Social Democrático (PSD), que decidiu apoiar o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). O presidente regional do Partido Social Democrático (PSD), Ademar Furtado, alegou que o general não tinha chances de ganhar e que por ser um partido com forte poder de barganha junto ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), poderia transferir os votos do general para o candidato Sérgio Cabral Filho. Após ser comunicado da decisão do partido através de carta, o general disse que apoiaria o candidato do Partido da Frente Liberal (PFL), Luís Paulo Conde.

Em fevereiro de 1997, em uma cerimônia que contou com a presença de deputados, vereadores e do ministro da Indústria e Comércio Francisco Dornelles, o general Newton Cruz assinou a ficha de filiação ao Partido Progressista Brasileiro (PPB), agremiação resultante da fusão do Partido Progressista Reformador (PPR) com o Partido Progressista (PP) em agosto de 1995. Por esta legenda, Newton Cruz se candidatou à Câmara dos Deputados em outubro de 1998, mas novamente não obteve êxito.

Newton Cruz disse em entrevista que em 1985, o então candidato indireto à presidência do Brasil, Paulo Maluf, foi a sua casa para uma conversa. Começou falando que o certo era impedir a posse de Tancredo Neves e pediu efetivamente a morte de seu adversário político, imaginando que fosse um assassino. Paulo Maluf negou, e processou Newton Cruz.

Newton Cruz foi casado com com Leni da Costa Raimundo, com quem teve quatro filhos.

Morte

Newton Cruz faleceu na sexta-feira, 15/04/2022, aos 97 anos, de causas naturais, no Hospital Central do Exército, em Benfica, na Zona Norte do Rio de Janeiro, RJ, onde estava internado.

#FamososQuePartiram #NewtonCruz