Almeida Prado

JOSÉ ANTÔNIO REZENDE DE ALMEIDA PRADO
(67 anos)
Compositor e Pianista

* Santos, SP (08/02/1943)
+ São Paulo, SP (21/11/2010)

Foi um compositor e pianista brasileiro, membro da Academia Brasileira de Música sendo considerado um dos maiores expoentes da música erudita no Brasil.

Estudou no Brasil com Dinorah de Carvalho (piano), Osvaldo Lacerda (harmonia) e Camargo Guarnieri (composição).

Após conquistar o primeiro prêmio no "I Festival de Música da Guanabara" em 1969, pela cantata "Pequenos Funerais Cantantes", sobre um texto de sua prima, a poetisa Hilda Hilst, prosseguiu seus estudos na Europa. Estudou com Nadia Boulanger e Olivier Messiaen em Paris entre 1970 e 1973, além de uma breve permanência em Darmstadt para estudar com György Ligeti e Lukas Foss.

Voltou para o Brasil em 1974, assumindo o cargo de professor no "Conservatório Municipal de Cubatão". Pouco tempo depois foi contratado pelo então reitor da Unicamp, Zeferino Vaz, para ser professor do curso de música do Instituto de Artes da universidade, na qual lecionou por 25 anos, até sua aposentadoria em 2000.

Também em 2000, por encomenda do Ministério da Cultura, compôs a obra Cartas Celestes n°8 para violino e orquestra, em comemoração dos 500 anos da Descoberta do Brasil.

Em janeiro de 2007, estreou no Carnegie Hall a sua peça Hiléia - Um Mural da Amazônia, uma cantata para baixo e orquestra, inspirada no poema homônimo de Ives Gandra Martins, com a Orquestra Bachiana Filarmônicade São Paulo regida pelo maestro brasileiro João Carlos Martins.

Atualmente residia em São Paulo, onde ministrava alguns cursos de análise musical e cursos sobre sua obra, além de apresentar um programa de música contemporânea, Kaleidoscópio, na rádio Cultura FM.

O compositor e pianista tinha uma saúde frágil, em decorrência da diabetes. Foi internado em um hospital de São Paulo, depois de sofrer uma parada cardiorrespiratória. Faleceu dez dias depois, na manhã de 21 de novembro de 2010, aos 67 anos de idade, vítima de um Edema Pulmonar Agudo.

Fonte: Wikipédia

Noilde Ramalho

NOILDE PESSOA RAMALHO
(90 anos)
Professora

* Nova Cruz, RN (03/03/1920)
+ Durante Cruzeiro (25/12/2010)

Noilde Ramalho foi uma educadora potiguar, exemplo de dedicação ao ensino, símbolo de um modelo educacional.

Fez os estudos primários em Natal e foi aluna da Escola Doméstica, onde, a partir de 1940, passaria a lecionar. Em 1945, foi nomeada diretora em terras natalenses. Desde então, a professora Noilde Ramalho permaneceu no cargo que assumiu com apenas 25 anos de idade.

Em seus primeiros anos, a escola foi dirigida por diretoras estrangeiras e seguiu fundamentos básicos europeus, mais precisamente suíços. A partir de 1945, o seu ensino começou a ter adaptações gradativas, em busca de padrões brasileiros, graças principalmente ao discernimento e à sensibilidade de Noilde Ramalho.

À frente da Escola DomésticaNoilde Ramalho imprimiu por mais de meio século, a marca da eficiência, do trabalho, do amor ao ensino. Entre outras realizações, inaugurou o pavilhão de puericultura, fundou a Associação das Ex-alunas, revalidou o curso doméstico de nível colegial, construiu um parque esportivo com ginásio coberto, quadras de vôlei e basquete, piscina e pista de atletismo, construiu e instalou a Biblioteca Auta de Souza, o Centro de Ciências Juvenal Lamartine e um teatro escola com capacidade pra 300 pessoas.


Mais recentemente, criou a Faculdade Natalense Para o Desenvolvimento do Rio Grande do Norte, com cursos de Direito e Administração de Empresas, entre outros.

O poeta e escritor Diógenes da Cunha Lima, no livro "Natal - Biografia de Uma Cidade", a considera um instante nobre da educação brasileira. E acrescenta:

"Noilde Ramalho exerce a sua função como se estivesse no primeiro ano de atividades. E confessa o seu entusiasmo. Assim é que está sempre imaginando e realizando novas melhorias (na Escola Doméstica), porque entende que a educação é um processo de mudança e aperfeiçoamento."

Eulália Duarte Barros, ex-aluna da Escola Doméstica e autora do livro "Uma Escola Suíça Nos Trópicos", declara:

"A Escola Doméstica mudou a vida da mulher do Rio Grande do Norte em sua identidade civil. Ao formar moças das décadas primeiras deste século, com uma educação esclarecida do seu papel como personagem transformadora da sociedade, a Escola inovou. Inovou, incomodou e persistiu."

A história da Escola Doméstica de Natal confunde-se com a biografia de Noilde Ramalho e vice-versa.

Dona Noilde Ramalho faleceu no dia 25/12/2010, vítima de um edema pulmonar enquanto fazia um cruzeiro pelo sul do Brasil.

Fonte: Wikipédia

Fábio Pillar

FÁBIO PILLAR
(50 anos)
Ator e Diretor

* Rio de Janeiro (1960)
+ Rio de Janeiro (14/07/2010)

Em 2005, Fábio Pillar dirigiu seu maior sucesso: o musical "Rádio Nacional - As Ondas Que Conquistaram o Brasil", assistido por mais de 80 mil pessoas.
O espetáculo conta a história de uma família do Engenho Novo nos anos 40. Para ilustrar a narrativa, foram usadas 47 canções que marcaram a época, além de novelas e programas de auditório. O Musical recebeu duas indicações ao Prêmio Shell: melhor figurino e música.

No Teatro, Fábio participou, também, de "Quem tem medo de Kurt Weill?" e "Quatro Adultérios e Nenhum Funeral".

Em 2009, dirigiu o espetáculo "Theatro Musical Brazileiro I", com roteiro e pesquisa Luis Antônio Martinez Corrêa e Marshall Netherland e superivsão geral de Bibi Ferreira.

Fábio Pillar morreu aos 50 anos na madrugada de 14 de julho de 2010, no Hospital Doutor Badim, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. O enterro do artista aconteceu no mesmo dia, no cemitério São João Batista, localizado no bairro de Botafogo.

Segundo a família, Fábio Pillar vinha vinha lutando contra um Câncer e foi vítima, poucos antes dias do falecimento, de uma Isquemia Cerebral que provocou sua morte.

Fonte: Dramaturgia Brasileira - In Memoriam

Paulo Moura

PAULO MOURA
(77 anos)
Compositor, Arranjador, Saxofonista, Clarinetista de Choro, Samba e Jazz

* São José do Rio Preto, SP (15/07/1932)
+ Rio de Janeiro, RJ (12/07/2010)

Moura era considerado um dos principais nomes da música instrumental do Brasil.

Paulo Moura fez muitas parcerias com a cantora Maysa de 1969 a 1975.

Em 1982, compôs a trilha sonora do filme "O Bom Burguês", dirigido por Oswaldo Caldeira.

Em 2005 fez turnê nacional e internacional do espetáculo Homenagem a Tom Jobim, ao lado de Armandinho, Yamandú Costa e Marcos Suzano.

Participou do documentário Brasileirinho, do finlandês Mika Kaurismaki, que em 2005 foi uma das atrações da mostra Fórum do Festival de Berlim. Sua última apresentação foi no Copacabana Palace em um evento da Sachal Records.

O músico estava internado na Clínica São Vicente, no Rio de Janeiro, desde o dia 4 de julho com um Linfoma (Câncer do Sistema Linfático), e faleceu 8 dias depois.

Fonte: Wikipédia


Nena

OLAVO RODRIGUES BARBOSA
(87 anos)
Jogador de Futebol

* Porto Alegre, RS (11/06/1923)
+ Goiânia, GO (17/11/2010)

Começou jogando na Várzea Portoalegrense, no Esporte Clube Paraná, onde foi descoberto pelo técnico Ricardo Diéz e levado para o Internacional, aos 18 anos.

Estreou no Inter no dia 12 de abril de 1942, na vitória de 5 a 2 sobre o São José, quando marcou seu primeiro gol. Logo firmou-se como zagueiro titular, passando a fazer parte do lendário Rolo Compressor, que ganhou oito títulos gaúchos nos anos 1940, e cuja formação clássica contava com Ivo; Alfeu e Nena; Assis, Ávila e Abigail; Tesourinha, Adãozinho, Russinho, Ruy e Carlitos.

Nena também ficou conhecido como Parada 18, referência a um ponto de ônibus no bairro Tristeza, na zona sul de Porto Alegre, localizado em frente a uma loja de atacado muito popular na época. Segundo a propaganda da loja no rádio, nenhum passageiro do ônibus Tristeza passava da Parada 18. Segundo os torcedores do Inter, nenhum atacante adversário conseguia passar por Nena. Ele era excelente nas bolas aéreas e tinha um bom porte físico.

Em 1948, Nena foi convocado pela primeira vez para a seleção brasileira, na Copa Rio Branco, estreando num empate em 1 a 1 com o Uruguai. Pela seleção, jogou 6 partidas (2 vitórias, 3 empates e 1 derrota). Integrou a delegação brasileira na Copa do Mundo de 1950, mas não chegou a jogar.

Em 1951, transferiu-se para a Portuguesa, onde fez parte do melhor time da Lusa de todos os tempos, jogando ao lado de craques como Júlio Botelho, Pinga e Simão, e conquistando os títulos do Torneio Rio-São Paulo de 1952 e 1955.

Parou de jogar em 1958, mas ainda ficou alguns anos na Portuguesa, como auxiliar técnico e mais tarde funcionário administrativo. Nos anos 1960, foi técnico das categorias de base do Corinthians. Desde 2003, reside em Goiânia com a esposa Juraci Rodrigues Barbosa, com quem teve cinco filhos, dez netos e dois bisnetos.

Faleceu no dia 17 de novembro de 2010, vítima de um câncer de pulmão.

Fonte: Wikipédia

John Herbert

JOHN HERBERT BUCKUP
(81 anos)
Ator, Diretor e Produtor

* São Paulo, SP (17/05/1929)
+ São Paulo, SP (26/01/2011)

Descendente de alemães, John era de uma família de esportistas, todos velejadores.

Após concluir o curso clássico, ingressou na Faculdade de Direito e se tornou bacharel. Mas, já na Faculdade São Francisco, tornou-se amigo de Renato Consorte e outros atores. John, por gostar de cinema, interessou-se pelos estudos cinematográficos promovidos por Ruggero Jacobbi e aí começou a trabalhar no Teatro de Arena, do qual é um dos fundadores.

A primeira peça que fez foi "Essa noite é nossa", ao lado de Sergio Brito e outros. Nessa época também conheceu Eva Wilma, que participava da peça "Uma mulher e três palhaços". Logo, eles começaram a namorar e casaram-se em 1955.

Foi na mesma ocasião que começou o movimento Cinematográfico da Vera Cruz, e ali foram realizados grandes filmes, dos quais John Herbert fazia parte. Alguns destaques são: "Uma Pulga na Balança", "O Petróleo é Nosso" e "Matar ou Correr" (1954).

Em 55 anos de carreira, completados em 2008, o ator conta com mais de 80 filmes em seu currículo. Além de atuar, John Herbert produziu filmes, como:"Já Não Se Faz Amor Como Antigamente”, "Cada um Dá o que Tem”, "Anuska”, "Manequim e Mulher” e "Toda Donzela Tem Um Pai Que é Uma Fera”. Foi roteirista em "Tessa, a Gata” , "Ariella” e "Toda Donzela Tem Um Pai Que é Uma Fera”. Foi assistente de direção em "A Moça do Quarto 13”.

Concomitantemente aconteceu a televisão, e, em 1952, John foi convidado a participar de teleteatros. Estrelou, ao lado de Eva Wilma, o seriado "Alô Doçura" que chegou aos picos mais altos de audiência por anos e anos seguidos. Como John Herbert era um rapaz muito bonito, logo surgiram muitos papéis para ele, especialmente no cinema.

Fez dezenas de filmes e peças de teatro, tornando-se, também, produtor teatral. Conseguiu, além disso, lançar atores, entre os quais cita Regina Duarte, em "Black Out" em 1968.

O ator trabalhou quase trinta anos na Globo com passagens pelas demais emissoras de TV nesses anos todos. Nos anos 80, ele atuou e dirigiu o programa semanal "Casal 80”, na Bandeirantes, com Célia Helena e fez as novelas "Campeão" e "Os Imigrantes - Terceira Geração".

Na TV Tupi participou, entre outras, das novelas: "Divinas Maravilhosas"; "Revolta dos Anjos"; "O Machão" e "Aritana". Na TV Globo fez "Água Viva", "O Mapa da Mina"; "Plumas e Paetês"; "Perigosas Peruas"; "Que Rei Sou Eu?"; "Esperança” e "Cabocla” (2004).

John Herbert interpretou dois personagens de destaque, em "Malhação”. Em 1995, quando estreou a "sitcom", ele viveu Nabucodonosor, personagem que permaneceu no ar por três anos. Em 2005 voltou à "Malhação” como o Horácio, um artista plástico.

De seu casamento com Eva Wilma nasceram dois filhos. O casal separou-se e John casou-se com Claudia Librach, com quem teve mais dois filhos.

Em 2006 John Herbert recebeu o Prêmio Tributo, pelo conjunto de suas atuações no cinema e na telenovela brasileira, no XVI Festival de Cinema de Natal (RN). Em 2007, no FestCine Goiânia, ele foi homenageado com o Troféu Goiânia Especial, pelo conjunto de suas obras no cinema brasileiro.

Em 2007, o ator fez uma participação na novela "O Profeta" e outra na novela "Sete Pecados".

Em 2008, John Herbert participou de um dos episódios do seriado "Faça sua História" (Globo), e em 2009 integrou o elenco da novela "Três Irmãs".

John Herbert morreu no dia 26/01/2011, aos 81 anos. Herbert sofria de Enfisema Pulmonar e estava internado desde 5 de janeiro de 2011 no Hospital do Coração, em São Paulo. O velório aconteceu no Museu da Imagem e do Som de São Paulo.

Fonte: Wikipédia e Dramaturgia Brasileira - In Memoriam


Ivo Rodrigues

IVO RODRIGUES JÚNIOR
(61 anos)
Cantor

* Porto Alegre, RS (28/02/1949)
+ Curitiba, PR (08/04/2010)

Ivo Rodrigues Júnior nasceu em Porto Alegre e veio para Curitiba aos três anos de idade. Participou de programas de calouros na televisão e estudou no Instituto Adventista Paranaense. Em 1966 participou na TV Paranaense de um programa apresentado por Júlio Rosemberg que classificaria o melhor cantor e o melhor conjunto do Sul do Brasil, o "Troféu Barra Limpa". Neste programa da TV, Ivo conheceu o guitarrista Paulo Teixeira, que também também participou do programa com a banda "Os Jetsons", de Palmeira, que mais tarde se tornaria "A Chave". Ivo foi o vencedor na categoria Cantor e "Os Jetsons" na categoria Conjunto. Como prêmio ganhou um programa de duas horas, transmitido nas tardes de sábado, na TV Paranaense, chamado "Juventude Alegria". Blindagem

Em 1969, durante um show na Reitoria da UFPR, Ivo e "A Chave" se encontraram. Excursionaram pelo Brasil junto com Rita Lee, Made in Brazil e Joelho de Porco. E, em 1977, gravaram um compacto no estúdio de Eduardo Araújo, em São Paulo. Com o fim de "A Chave", Ivo foi convidado para ser vocalista da Blindagem, em 1979.

Como diz a própria biografia oficial da banda, o Blindagem pode ser considerado como a cara paranaense do rock. Fundada no final dos anos 1970, tornou-se a banda mais conhecida do Paraná ao longo dos anos.Além de cantar Ivo tocava guitarra, violão e harmônica.

Ivo faleceu aos 61 anos no dia 08/04/10 no Hospital de Clínicas de Curitiba, vítima de uma parada cardiorrespiratória decorrente de complicações em função de um câncer.

Fonte: Wikipédia

Oswaldo Frota-Pessoa

OSWALDO FROTA-PESSOA
(92 anos)
Biólogo, Médico e Geneticista

* Rio de Janeiro, RJ (30/03/1917)
+ São Paulo, SP (24/03/2010)

Geneticista brasileiro nascido na cidade do Rio de Janeiro, que como pioneiro da genética humana do Brasil, teve a curiosidade de saber por que os filhos se parecem com os pais.

Formou-se em História Natural pela Escola de Ciências da Universidade do Distrito Federal (1938) e, em seguida, graduou-se na Faculdade de Medicina da então denominada Universidade do Brasil (1941), hoje UFRJ. No mesmo ano, cursou técnicas de pesquisas biológicas no Instituto Oswaldo Cruz e doutorou-se em História Natural na Faculdade Nacional de Filosofia, no Rio de Janeiro, passando a se dedicar à pesquisa. Com o objetivo de desvendar tal mistério e inspirado pelos trabalhos de Gregor Mendel, ele decidiu seguir a carreira acadêmica, tornando-se um dos mais respeitados cientistas do País.

Autor de diversos trabalhos nos campos da Genética Humana e da Citogenética, é membro da Sociedade Brasileira de Botânica e de Genética e da Academia Brasileira de Ciências (ABC). O reconhecimento de seu trabalho veio com inúmeras premiações, entre elas o Prêmio Kalinga, da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, Unesco (1982). Recebeu o prêmio José Reis de Divulgação Científica (1980) e tornou-se Professor Emérito do Instituto de Biociências da USP.

Osvaldo Frota-Pessoa, morreu às 7h10 do dia 24/03/2010 no Hospital Albert Einstein em São Paulo. A causa da morte não foi informada.

Fonte: Wikipédia, NetSaber Biografias e Folha OnLine

Wesley Duke Lee

WESLEY DUKE LEE
(78 anos)
Artista Plástico

* São Paulo, SP (21/12/1931)
+ São Paulo, SP (12/09/2010)

Filho de William Bowman Lee Jr., descendente de uma família do sul dos Estados Unidos, e de Odila de Oliveira Lee, filha de portugueses do Douro e Beira Alta, Wesley iniciou seus estudos no curso de desenho livre do Museu de Arte de São Paulo (MASP), em 1951. No ano seguinte, embarcou para New York, onde estudou na Parsons School Of Design e no American Institute Of Graphic Arts até 1955, e entrou em contato com a obra de Robert Rauschenberg, Jasper Johns Cy Twombly e com a pop art em geral.

De volta ao Brasil, abandonou a carreira publicitária e estudou pintura com o italiano Karl Plattner, que vivia no Brasil. Acompanha-o à Itália e à Áustria até 1960. Também viajou a Paris, onde teve aulas na Académie de La Grande Chaumière e no ateliê de Johnny Friedlaender.

Novamente retornou ao Brasil, em 1963. Ousado e polêmico, iniciou um trabalho com jovens artistas e realizou, em 23 de outubro do mesmo ano, no João Sebastião Bar, em São Paulo, O Grande Espetáculo das Artes, um dos primeiros happenings do Brasil. Com Maria Cecília Gismondi, Bernardo Cid, Otto StupakoffPedro Manuel-Gismondi, entre outros, procurou formar um grupo dedicado ao Realismo Mágico.


Participou também, em 1966, da fundação do Grupo Rex, com Geraldo de Barros, Nelson Leirner, José Resende, Carlos Fajardo e Frederico Nasser. A iniciativa, uma reação combativa e bem-humorada ao mercado de artes na década de 60, perdurou até 1967, desdobrou-se no espaço alternativo Rex Gallery & Sons e no jornal Rex Time.

Desenhista, gravador, pintor e professor, Wesley Duke Lee foi um dos introdutores da Nova Figuração no Brasil.

Entre 1964 e 1966, a convite de Walter Zanini, primeiro diretor do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC/USP), participou, juntamente com Bin Kondo, Fernando Odriozola e Yo Yoshitome, do Phases, movimento artístico surgido na França, a partir do surrealismo.

Em 1964, foi um dos primeiros voluntários para testes sobre os efeitos do Lysergsäurediethylamid (LSD), numa clínica em São Paulo. Tomava o ácido e se trancava numa sala para desenhar. Essa experiência resultou nas séries Lisérgica e Da Formação de um Povo, ambas dotadas de forte carga política contra o regime militar que se instalava no país.


Nos anos 80, trabalhou no Centro de Reprodução Xerox, em New York, incorporando fotocópia, Polaroid, vídeo e computação gráfica ao seu trabalho.

Wesley Duke Lee teve trabalhos expostos na 44ª Bienal de Veneza e na 8ª Bienal de Tóquio. Dizia-se influenciado pelo movimento dadaísta, pela pop art e pela publicidade. O artista expôs em São Paulo pela última vez em 2006.

Wesley Duke Lee sofria, desde 2007, do Mal de Alzheimer e faleceu em 12/09/2010, aos 78 anos, vítima de complicações respiratórias decorrentes de sua doença. No dia de sua morte, realizava-se no Rio de Janeiro uma exposição retrospectiva da sua carreira.

Fonte: Wikipédia

Washington

WASHINGTON LUIZ DE PAULA
(57 anos)
Jogador de Futebol

* Bauru, SP (23/01/1953)
+ Bauru, SP (15/02/2010)

Washington foi revelado na década de 1960, ao disputar o Torneio de Cannes, na França, pela Seleção Brasileira Juvenil, e dali ficou conhecido como "O Novo Pelé". Apelido que mais tarde lhe atrapalharia, devido as várias cobranças e comparações que sofreriria ao longo de sua carreira.

Atuou no Noroeste , Guarani, Corinthians, Goiás, Marcílio Dias, Ferroviária, Vitória e Rio Branco (MG).

Também defendeu a Seleção Olímpica do Brasil nos Jogos Olímpicos de Verão de 1972, em Munique.

Pressionado a escolher entre uma das duas seleções, acabou optando pela Olímpica. Mas em Munique, os brasileiros não passaram da primeira fase. A partir daí, nunca mais foi convocado para a seleção principal.

Washington tem um filho Everton Luiz de Paulo, que também atua profissionalmente, só que, diferentemente do pai, é defensor.

Até a data do seu falecimento, o ex-jogador desempenhava a função de organizador de futebol da Associação Luso Brasileira de Bauru (ALBB).

Após uma semana internado acometido de insuficiência renal, em 15 de Fevereiro de 2010 falece no Hospital de Base em Bauru, no interior de São Paulo.

Fonte: Wikipédia

Zilda Arns

ZILDA ARNS NEUMANN
(75 anos)
Médica Pediatra e Sanitarista

* Forquilhinha, SC (25/08/1934)
+ Porto Príncipe, Haiti (12/01/2010)

Irmã de Dom Paulo Evaristo Arns, foi também fundadora e coordenadora internacional da Pastoral da Criança e da Pastoral da Pessoa Idosa, organismos de ação social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Recebeu diversas menções especiais e títulos de cidadã honorária no país. Da mesma forma, à Pastoral da Criança foram concedidos diversos prêmios pelo trabalho que vem sendo desenvolvido desde a sua fundação.

Vida e Obra

O casal brasileiro de origem alemã, Gabriel Arns e Helene Steiner, teve 16 filhos. Zilda, a 13ª criança, nasceu no dia 25 de agosto de 1934, em Forquilhinha, no interior de Santa Catarina. Em 26 de dezembro de 1959, casou-se com Aloísio Bruno Neumann (1931-1978), com quem teve seis filhos: Marcelo (falecido três dias após o parto), Rubens, Nelson, Heloísa, Rogério e Sílvia (que faleceu em 2003 num acidente automobilístico). Zilda Arns era avó de dez netos.

Formada em medicina pela UFPR, aprofundou-se em saúde pública, pediatria e sanitarismo, visando a salvar crianças pobres da mortalidade infantil, da desnutrição e da violência em seu contexto familiar e comunitário. Compreendendo que a educação revelou-se a melhor forma de combater a maior parte das doenças de fácil prevenção e a marginalidade das crianças, para otimizar a sua ação, desenvolveu uma metodologia própria de multiplicação do conhecimento e da solidariedade entre as famílias mais pobres, baseando-se no milagre bíblico da multiplicação dos dois peixes e cinco pães que saciaram cinco mil pessoas, como narra o Evangelho de São João (Jo 6:1-15).

A sua prática diária como médica pediatra do Hospital de Crianças César Pernetta, em Curitiba, e, mais tarde, como diretora de Saúde Materno-Infantil da Secretaria de Saúde do Estado do Paraná, teve como suporte teórico as seguintes especializações:

- Educação em Saúde Materno-Infantil, na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP);

- Saúde Pública para Graduados em Medicina, na Faculdade de Saúde Pública (USP);

- Administração de Programas de Saúde Materno-Infantil, pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) /Organização Mundial da Saúde (OMS), e Ministério da Saúde;

- Pediatria Social, na Universidade de Antioquia, em Medellín, Colômbia;

- Pediatria, na Sociedade Brasileira de Pediatria;

- Educação Física, na Universidade Federal do Paraná

Sua experiência fez com que, em 1980, fosse convidada pelo Governo do Estado do Paraná a coordenar a campanha de vacinação Sabin, para combater a primeira epidemia de poliomielite, que começou em União da Vitória, criando um método próprio, depois adotado pelo Ministério da Saúde. No mesmo ano, foi também convidada a dirigir o Departamento Materno-Infantil da Secretaria da Saúde do mesmo Estado, quando então instituiu com extraordinário sucesso os programas de planejamento familiar, prevenção do câncer ginecológico, saúde escolar e aleitamento materno.

Em 1983, a pedido da CNBB, criou a Pastoral da Criança juntamente com o presidente da CNBB, dom Geraldo Majella, Cardeal Agnelo, Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil , que, à época, era Arcebispo de Londrina. No mesmo ano, deu início à experiência a partir de um projeto-piloto em Florestópolis. Após vinte e cinco anos, a pastoral acompanhou 1.816.261 crianças menores de seis anos e 1.407.743 de famílias pobres em 4060 municípios brasileiros. Neste período, mais de 261.962 voluntários levaram solidariedade e conhecimento sobre saúde, nutrição, educação e cidadania para as comunidades mais pobres, criando condições para que elas se tornem protagonistas de sua própria transformação social.

Para multiplicar o saber e a solidariedade, foram criados três instrumentos, utilizados a cada mês:

- Visita domiciliar às famílias;
- Dia do Peso, também chamado de Dia da Celebração da Vida;
- Reunião Mensal para Avaliação e Reflexão

Em 2004, recebeu da CNBB outra missão semelhante: fundar e coordenar a Pastoral da Pessoa Idosa. Atualmente mais de cem mil idosos são acompanhados mensalmente por doze mil voluntários de 579 municípios de 141 dioceses de 25 estados brasileiros.

Dividia seu tempo entre os compromissos como coordenadora nacional da Pastoral da Pessoa Idosa e coordenadora internacional da Pastoral da Criança e a participação como representante titular da CNBB no Conselho Nacional de Saúde, e como membro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).

Fragmentos de um Discurso Amoroso

(...) Sabemos que a força propulsora da transformação social está na prática do maior de todos os mandamentos da Lei de Deus: o Amor, expressado na solidariedade fraterna, capaz de mover montanhas."Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos" significa trabalhar pela inclusão social, fruto da Justiça; significa não ter preconceitos, aplicar nossos melhores talentos em favor da vida plena, prioritariamente daqueles que mais necessitam. Somar esforços para alcançar os objetivos, servir com humildade e misericórdia, sem perder a própria identidade.

Cremos que esta transformação social exige um investimento máximo de esforços para o desenvolvimento integral das crianças. Este desenvolvimento começa quando a criança se encontra ainda no ventre sagrado da sua mãe. As crianças, quando estão bem cuidadas, são sementes de paz e esperança. Não existe ser humano mais perfeito, mais justo, mais solidário e sem preconceitos que as crianças.

Como os pássaros, que cuidam de seus filhos ao fazer um ninho no alto das árvores e nas montanhas, longe de predadores, ameaças e perigos, e mais perto de Deus, devemos cuidar de nossos filhos como um bem sagrado, promover o respeito a seus direitos e protegê-los.

(Trechos do último discurso Zilda Arns)


Prêmios Internacionais

Entre os prêmios internacionais recebidos por Zilda Arns Neumann, merecem destaque:

- Opus Prize (EUA), em 2006;
- Prêmio "Heroína da Saúde Pública das Américas", concedido pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), em 2002;
- Prêmio Social 2005 da Câmara de Comércio Brasil-Espanha;
- Medalha "Simón Bolívar", da Câmara Internacional de Pesquisa e Integração Social, em 2000;
- Prêmio Humanitário 1997 do Lions Club International;
- Prêmio Internacional da OPAS em Administração Sanitária, 1994.
- Prêmio Rei Juan Carlos (Prêmio de Direitos Humanos Rei da Espanha) pela Universidade de Alcalá. Recebeu o prêmio em 24 de janeiro de 2005, das mãos do rei.

Prêmios Nacionais

Entre os prêmios nacionais, destacam-se:

- Diploma Mulher Cidadã Bertha Lutz, do Senado Federal, em 2005;
- Diploma e medalha O Pacificador da ONU Sérgio Vieira de Mello, concedido pelo Parlamento Mundial de Segurança e Paz, em 2005;
- Troféu de Destaque Nacional Social, principal prêmio do evento As mulheres mais influentes do Brasil, promovido pela Revista Forbes do Brasil com o apoio da Gazeta Mercantil e do Jornal do Brasil, em 2004;
- Medalha de Mérito em Administração, do Conselho Federal de Administração, em Florianópolis, Santa Catarina, 2004;
- Medalha da Inconfidência, do Governo do Estado de Minas Gerais, em 2003;
- Título Acadêmico Honorário, da Academia Paranaense de Medicina, em Curitiba, Paraná, 2003;
- Medalha da Abolição, concedida pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, em 2002;
- Insígnia da Ordem do Mérito Médico, na classe Comendador, concedida pelo Ministério da Saúde, em 2002;
- Medalha Mérito Legislativo Câmara dos Deputados, em 2002;
- Comenda da Ordem do Mérito Judiciário do Trabalho, grau Comendador, concedida pelo Tribunal Superior do Trabalho, em 2002;
- Medalha Anita Garibaldi, concedida pelo governo do Estado de Santa Catarina, em 2001;
- Comenda da Ordem do Rio Branco, grau Comendador, concedida pela Presidência da República, 2001;
- Prêmio de Honra ao Mérito da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, 2001;
- Medalha de Mérito Antonieta de Barros, concedida pela Assembleia Legislativa de Florianópolis;
- Prêmio de Direitos Humanos 2000 da Associação das Nações Unidas – Brasil, em 2000;
- Prêmio USP de Direitos Humanos 2000 – Categoria Individual.

Em 2001, 2002, 2003 e 2005 a Pastoral da Criança foi indicada pelo Governo Brasileiro ao Prêmio Nobel da Paz. Em 2006, a Dra. Zilda foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz, junto com outras 999 mulheres de todo o mundo selecionadas pelo Projeto 1000 Mulheres, da associação suíça 1000 Mulheres para o Prêmio Nobel da Paz. Também é cidadã honorária de onze estados brasileiros (CE, RJ, PB, AL, MT, RN, PR, PA, MS, ES, TO) e de trinta e dois municípios e doutora Honoris Causa das seguintes universidades:

- Pontifícia Universidade Católica do Paraná
- Universidade Federal do Paraná
- Universidade do Extremo-Sul Catarinense de Criciúma
- Universidade Federal de Santa Catarina
- Universidade do Sul de Santa Catarina

Morte

Zilda Arns encontrava-se em Porto Príncipe, em missão humanitária, para introduzir a Pastoral da Criança no país. No dia 12 de janeiro de 2010, pouco depois de proferir uma palestra para cerca de 15 religiosos de Cuba, o país foi atingido por um violento terremoto. A Dra. Zilda foi uma das vítimas da catástrofe.

No dia 14 de janeiro, o senador Flávio Arns (PSDB-PR), seu sobrinho, divulgou uma nota sobre as circunstâncias da morte da médica:

"A Dra. Zilda estava em uma igreja, onde proferiu uma palestra para cerca de 150 pessoas. Ela já tinha acabado seu discurso e estava conversando com um sacerdote, que queria mais informações sobre o trabalho da Pastoral da Criança. De repente, começou o tremor. O padre que estava conversando com ela deu um passo para o lado e a Dra. Zilda recuou um passo e foi atingida diretamente na cabeça, quando o teto desabou. Ela morreu na hora. A Dra. Zilda não ficou soterrada. O resto do corpo não sofreu ferimentos, somente a cabeça foi atingida. O sacerdote que conversava com ela sobreviveu. Já outros quinze sacerdotes que estavam próximos a ela faleceram".

Fonte: Wikipédia


Jacaré

VANILTON ALVES PEREIRA
(47 anos)
Apresentador de TV

* Carapicuíba, SP (1963)
+ Osasco, SP (26/06/2010)

Caçula de 11 irmãos, Vanilton foi feirante e office-boy. Trabalhava como vendedor em uma loja de informática quando foi procurado por um canal de televendas, em São Paulo, para apresentar os produtos da empresa. O estilo atrapalhado de seu personagem e a semelhança com o apresentador Ratinho proporcionaram-lhe convites para apresentar um programa na televisão. Pouco depois, trabalhou como animador de um programa de circuito interno no terminal rodoviário de Carapicuíba. Foi quando ganhou o apelido de "Jacaré", pelo hábito de referir-se deste modo às outras pessoas.

Começou a carreira de apresentador de televisão trabalhando na extinta UniTV, canal 48 UHF de São Paulo, atual NGT. Em seguida, transferiu-se para o Canal 21, onde apresentava um programa musical com estilo brega. Sua atuação chamou a atenção da diretora artística Marlene Mattos, que, em 2004, tentou levá-lo para a TV Bandeirantes. Vanilton, porém, assinou contrato com a Rede TV!.

Na emissora, apresentou o programa policial Repórter Cidadão, após a saída de Gil Gomes. Logo passou a ter programa próprio: o Programa do Jacaré, exibido inicialmente às 6 horas da manhã. Após breve período fora do ar, o programa reestreou em 2006, sendo apresentado aos domingos.

Ao deixar a Rede TV!, seu programa foi transferido para a TV Diário de Fortaleza, onde estreou em 2007. Mais tarde, retornou à NGT, onde apresentava o Programa do Jacaré, exibido de segunda a sexta-feira, às 19h, para São Paulo e com exibição nacional nas tardes de segunda-feira.

Jacaré faleceu na madrugada de 26/06/2010, no Hospital Antônio Giglio, em Osasco, aos 47 anos, vítima de um Infarto Agudo do Miocárdio. Foi enterrado no cemitério municipal de Barueri.

Fonte: Wikipédia

Valdemar Carabina

VALDEMAR DOS SANTOS FIGUEIRA
(78 anos)
Jogador de Futebol e Técnico

* São Paulo, SP (28/01/1932)
+ Salvador, BA (21/08/2010)

Foi um jogador de futebol brasileiro. Defendeu o Palmeiras por vários anos, sendo o quinto a disputar mais partidas com a camisa alviverde em toda a história.

Como jogador do Palmeiras, Valdemar Carabina, disputou 584 jogos, com 333 vitórias, 116 empates e 135 derrotas. Ele marcou apenas 9 gols com a camisa do verdão, mas um deles, considerado um dos mais belos gols marcados no Pacaembu, deu origem ao apelido "Carabina".

O apelido foi entoado a primeira vez pelo lendário comentarista Mário Moraes que narrou na rádio Panamericana o gol como um tiro mais forte do que o tiro de uma carabina.

Em 1972 e 1974, Valdemar dos Santos Figueira foi técnico do Clube Atlético Paranaense, além do próprio Palmeiras em 1987.

Clubes

1952-1953: Ypiranga-SP
1954-1966: Palmeiras-SP

Títulos

Campeonato Paulista: 1959, 1963, 1966
Taça Brasil: 1960
Torneio Rio - São Paulo: 1965

Fonte: Wikipédia

Robertino Braga

ROBERTINO BRAGA
(83 anos)
Relojoeiro

* (27/03/1896)
+ (27/01/1980)

Robertino Braga foi responsável pela primeira apresentação de Roberto Carlos na Rádio Nacional. O pai de Zunga viajava muito, para comprar peças para relógios, já que era relojoeiro. Durante uma dessas viagens ao Rio de Janeiro, ele levou Roberto Carlos com ele. O futuro cantor ficou maravilhado com os estúdios da Rádio Nacional.

Ainda nos anos 50, ele levou o filho em outra viagem ao Rio de Janeiro, onde Zunga se apresentou, no programa "Papel Carbono", de Renato Murce, que lançou gente como Ângela Maria e Luiz Gonzaga. Além disso, foi Robertino Braga quem presenteou Roberto Carlos com o seu primeiro violão. Ele sempre dizia que andava com a foto de Roberto Carlos na carteira, e chegou a participar do programa "Jovem Guarda", apenas sorrindo, ao lado do filho, com o qual adorava pescar.

Roberto Carlos não poupou homenagens a seu pai Robertino Braga. Ele sempre disse que seu pai o incentivava a crescer na vida, e mostrava o verdadeiro valor do trabalho. Era um homem muito brincalhão e adorava contar histórias. E em 1979, um ano depois da homenagem à mãe, através da música "Lady Laura", Roberto Carlos compôs em parceria com o amigo Erasmo Carlos, a canção "Meu Querido, Meu Velho, Meu Amigo".

Com letra extremamente comovente, a música é capaz de comover qualquer um que a escute. E comoveu seu Robertino Braga, que, um mês depois de ter ouvido a música pela primeira vez, faleceu, em decorrência de um Enfisema Pulmonar, complicado por problemas cardíacos.

"Meu Querido, Meu Velho, Meu Amigo" foi lançada em dezembro de 1979, no disco "Roberto Carlos 1979".

Na tarde de 27/01/1980, Robertino Braga, que estava internado havia alguns dias no Centro Médico Bambina, em Botafogo, Rio de Janeiro, faleceu, aos 83 anos. Roberto Carlos recebeu a notícia da morte pelo rádio de seu iate, Lady Laura II, onde estava relaxando. Ele desembarcou, e correu para o hospital.

O país inteiro sofreu com Roberto Carlos. No enterro, no Cemitério São João Batista, Zona Sul do Rio de Janeiro, ele nem conseguiu acompanhar o caixão, por causa da grande quantidade de fãs que estava no local.

Robertino Braga é hoje o nome de uma rua em Cachoeiro de Itapemirim.

Em 1971, seu Robertino Braga participou de uma reportagem especial sobre o filho, na revista "Cartaz Especial", onde falou sobre várias coisas até então desconhecidas dos fãs de seu filho.

O pai de Roberto Carlos era um homem muito alegre, estava sempre sorrindo. A maior parte de seu tempo ele passava em São Paulo, na casa de Norma, sua filha. Adorava fazer compras no mercado, assistir à televisão e jogar cartas. Baralhos ele tinha aos montes: uma das primeiras preocupações de Roberto Carlos quando viajava era comprar um de presente. E ele tinha baralhos de quase todos os lugares do mundo.

Sua vida era muito pacata e os únicos passeios que dava eram com as netas, filhas de Norma. Falava muito e empolgava-se com facilidade, principalmente quando o assunto era Roberto Carlos. Os programas sofisticados de Robertino Braga aconteciam somente quando o filho fazia temporadas.

Uma das coisas que contava com mais orgulho era a história do primeiro violão de Roberto Carlos, dado por ele:

- Saímos um dia e, no Largo da Carioca, entramos numa loja de instrumentos musicais e compramos o violão mais caro. Zunga tinha 17 anos e um ouvido muito especial. Deu um trabalhão, porque experimentou todos os violões, até escolher aquele que queria. Foi com esse violão que compôs seus primeiros sucessos. Hoje ele está rachado, mas mesmo assim, quando Roberto visita a mãe, de vez em quando dedilha um pouquinho.

- Desde pequeno, gostava de música, mais estudar, que é bom, nada. Vivia fazendo travessuras. Eu quase não o via, mas à noite, quando chegava em casa, tinha um relatório de suas artes.

- Ele levava a bicicleta do irmão para o alto de um barranco e eu falava pra Laura: o dia que o Roberto cair, o pé vai fazer as vezes do joelho. E foi dito e feito. Também era fácil adivinhar: ele era pequenininho e o pé não alcançava os pedais.

- Ele sempre foi apaixonado por doce. De vez em quando sumia e nós ficávamos malucos de procurar, até que voltava pra casa com cara de anjinho. Mas um dia o mistério foi desvendado: ele tinha um amiguinho lá perto, cuja mãe adorava fazer doces. Depois, quando ele sumia, nem nos preocupávamos mais: era só ir até a casa do menino para encontrar o Roberto se empanturrando.

- Depois começou a ficar mais independente e, com oito anos, já saia para pescar com o Edinho e Francisco, seus amiguinhos. Uma vez, junto com o Edinho, comprou umas tábuas numa serraria perto de casa e fez um bote. Mas quando o colocaram no Rio Itapemirim, o bote encheu d'água e afundou. Acho que foi uma das maiores caras de decepção que vi nele.

- Quando Roberto errava, eu era muito severo com ele. Dava broncas, me esquentava. Mas Laura sempre o salvava de levar umas palmadinhas. Roberto sempre gostou de carros. Fazia aqueles carrinhos formados por uma tábua, 4 rodinhas e uma espécie de volante. Saia correndo pelas ruas que não eram calçadas e chegava em casa todo sujo de terra.

- A fisionomia de Roberto mudou muito. Ele tinha o rosto mais redondo, gordinho, e era um moreno muito bonito. Agora ele não está tão bonito assim. Também pudera, essa mania de regime, não sei pra quê, que ele tem hoje, abate qualquer um.

- Mas o regime vai embora quando ele vê gelatina. E capaz de comer uma tigela toda, do tanto que gosta.

- Desde cedo aprendeu a assobiar. Foi o primeiro instrumento que ele tocou. Mas depois começou a aprender violino, violão e bongô, além dos 4 anos de piano.

Hoje, seu Robertino está aposentado. E não tem vergonha de dizer que Roberto Carlos lhe dá uma mesada da três mil cruzeiros.

- Eu não pedi nada. Mas Roberto, desde que começou a ganhar dinheiro, não quis que eu trabalhasse mais. Mas não é só a mim que ajuda todos os parentes mais chegados recebem alguma coisa dele. E esse coração mole já o fez ser muito explorado: no princípio, quando ainda não sabia direito o valor do dinheiro, várias pessoas aproximaram-se dele para tentar levar alguma coisa.

E conseguiram. E isso não era difícil: bastava ter ou não capacidade de comovê-lo. Isso, sem falar nos parentes que apareciam, como que por encanto, gente de quem nunca tínhamos ouvido falar. Pediam casa, carro e até uma chatice para serem artistas de cinema.

- A fase mais violenta foi a da Jovem Guarda Agora, o número diminuiu muito. Mas de vez em quando temos o prazer de conhecer gente nova da família. E como a nossa é grande...

- Lá no Rio, até hoje Laura não tem sossego. Todos os dias, muitas pessoas batem na porta para pedir coisas. Ela nem atende mais e faz de conta que não está...

Fonte: Blog Roberto Carlos Braga e RC Braga Flogão

Lady Laura

LAURA MOREIRA BRAGA
(95 anos)
Costureira

* Mimoso do Sul, ES (15/04/1915)
+ Rio de Janeiro, RJ (17/04/2010)

Também conhecida como Lady Laura, foi costureira. Ela era a mãe do cantor Roberto Carlos.


Nascida dia 15 de abril de 1915, em Mimoso, MG, Laura Moreira Braga era a filha caçula de onze irmãos. Ainda pequena, foi entregue por seus pais Ana Luiza (Vovó Don'Ana) e Joaquim Moreira, para ser criada por sua irmã mais velha Jovina.

Dindinha, como Jovina era conhecida, já era casada com o marceneiro Humberto Cristhofori quando recebeu Laura em sua casa. Com a chegada de Ester, filha de Jovina e Humberto, estava formada a família e todos se mudaram para a cidade de Iconha, no Espirito Santo. Lá chegando, ao procurarem uma casa para alugar, foram informados de que havia uma disponível de propriedade de Robertino Braga.

Robertino Braga nasceu em 27 de março de 1896. Na época, ele era um ourives e ganhava a vida viajando de cidade em cidade comprando e vendendo jóias. Possuía uma casa grande e espaçosa em Iconha, ES. Conheceu Humberto e alugou sua casa para a família Cristhofori. Como ele viajava muito, só precisaria mesmo de um quarto para quando passasse por Iconha.

Laura ainda menina era excelente aluna, uma criança dócil e amável. Com dom para costura aprendeu o ofício com Dindinha, que era uma costureira exemplar. Muito bonita e vaidosa, não custou a chamar a atenção de Robertino Braga que a cortejou. Namoraram e se casaram em meados de 1931.

Após o casamento o jovem casal se mudou para Cachoeiro de Itapemirim, ES, por sugestão de Anphilófio, irmão mais velho de Robertino Braga, que os ajudou a construir a casa onde seus quatro filhos nasceriam.

No ano seguinte a família aumentava com o nascimento do primogênito Lauro, em 07/03/1932. Depois mais um menino, Carlos Alberto, em 07/07/1933, seguido mais adiante pela única filha  Norma, nascida em 02/07/1935. Quando Roberto Carlos nasceu, 19/04/1941, o casal já não esperava por filhos, mas teve muito carinho com aquele caçula, que viria a se tornar o maior ídolo de todos os tempos no Brasil.


Laura tocava violão na adolescência. Foi ela que, em 1954, matriculou seu caçula, Roberto Carlos, no Conservatório de Música de Cachoeiro, onde o garoto aprendeu seus primeiros acordes musicais. Ela queria que ele fosse médico, mas ele com apenas 9 anos, já cantava nas rádios capixabas e decidiu ser cantor. Muito católica, Laura Moreira Braga era devota de Nossa Senhora de Fátima e também de São Judas Tadeu.

Em 17 de abril de 2010 Laura morreu aos 96 anos, devido a uma pneumonia, dois dias antes de seu filho Roberto Carlos completar 69 anos de idade. Apesar de ter se tornado conhecida no Brasil em virtude da canção "Lady Laura" e, a despeito do grande sucesso do filho, ela sempre teve uma vida muito discreta.

Fonte: Wikipédia e Blog Roberto Carlos Braga



Romeu Tuma

ROMEU TUMA
(79 anos)
Delegado de Polícia e Político

* São Paulo, SP (04/10/1931)
+ São Paulo, SP (26/10/2010)

Descendente de sírios, Romeu Tuma foi investigador e depois, delegado de polícia concursado da Polícia Civil do Estado de São Paulo. Bacharel em Direito pela PUC-SP, dois de seus quatro filhos seguiram a carreira política: Romeu Tuma Júnior foi deputado estadual por São Paulo, e Robson Tuma, deputado federal; ambos também delegados de polícia.

Foi diretor geral do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS) paulista de 1977 a 1982. De acordo com o livro Habeas Corpus, lançado em janeiro de 2011 pela Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, Tuma participou ativamente na ocultação de cadáveres de militantes políticos assassinados sob tortura e no falseamento de informações que poderiam levar à localização dos corpos dos desaparecidos políticos. Em 1982 tornou-se superintendente da Polícia Federal no Estado, e em 1985, torna-se diretor geral do órgão.

Durante sua gestão, o chamado "boi gordo" foi confiscado no âmbito do Plano Cruzado, foi descoberta a ossada do médico alemão Joseph Mengele, e houve a captura de Tommaso Buscetta, o mafioso cujas confissões ajudaram a desmantelar parte das máfias italiana e norte-americana presentes no Brasil. Permaneceu dirigindo a Polícia Federal até 1992, já no governo Fernando Collor de Mello quando também acumulou o cargo de Secretário da Receita Federal do Brasil.

Político

Em 1994, disputou sua primeira eleição e foi eleito senador de São Paulo pelo Partido Liberal (PL, atual PR), filiando-se posteriormente ao Partido da Frente Liberal (PFL, atual DEM).
Concorreu à prefeitura de São Paulo em 2000, obtendo o 4º.lugar. Reelege-se senador em 2002, onde manteve o cargo de corregedor do Senado até 2010.
Em 2007, filia-se ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Candidatou-se à reeleição em 2010, mas teve problemas de saúde no inicio de setembro, inicialmente divulgado como problema de afonia, e ficou internado até o fim das eleições. Assim, não pôde fazer campanha corpo-a-corpo e tampouco gravar programas eleitorais, o que refletiu na sua inexpressiva votação (se comparada com outras eleições). Tuma obteve apenas 3,8 milhões de votos, ficando assim em 5º lugar, atrás de Aloysio Nunes e Marta Suplicy, eleitos senadores, e Netinho de Paula e Ricardo Young.

O jornal Folha de S. Paulo divulgou erroneamente a morte do senador no dia 24 de setembro de 2010. O diário assumiu o erro e lançou uma errata minutos mais tarde.

Morte

Faleceu em 26 de outubro de 2010, aos 79 anos de idade, no Hospital Sírio-Libanês na região Central de São Paulo, em decorrência de uma falência múltipla dos órgãos. Em sua vaga, assumirá o suplente Alfredo Cotait Neto, o qual cumprirá o restante do mandato, que termina em 31 de janeiro de 2011.

Fonte: Wikipédia

Glauco Villas Boas

GLAUCO VILLAS BOAS
(53 anos)
Desenhista e Cartunista

* Jandaia do Sul, PR (10/03/1957)
+ Osasco, SP (12/03/2010)

Mudou-se para Ribeirão Preto em 1976, e após ser descoberto pelo jornalista José Hamilton Ribeiro, publicou seus primeiros trabalhos no jornal Diário da Manhã.

Foi premiado no Salão Internacional de Humor de Piracicaba em 1977, por um júri formado por Jaguar, Millôr Fernandes, Henfil e Angeli, e mais tarde na 2ª Bienal de Humorismo y Gráfica de Cuba.

Em 1984, ao desenvolver sua "Autobiografia Com Exageros", começou a publicar no caderno Ilustrada do jornal Folha de São Paulo, convidado por Angeli, onde mostrou vários personagens, entre eles Geraldão, criado em 1981 após ler A Erva do Diabo, de Carlos Castaneda. Logo também vieram Casal Neuras, Doy Jorge, Dona Marta e Zé do Apocalipse.

Fez parte do elenco de redatores da TV Pirata e de alguns quadros do programa infantil TV Colosso, ambos da Rede Globo, para a qual também desenvolveu vinhetas.

Editou a revista Geraldão pela Circo Editorial entre 1987 e 1989 e, nesse período, foi colaborador das revistas Chiclete com Banana e Circo.

Músico, também tocava em bandas de rock. Para o público infantil, leitor do suplemento semanal Folhinha criou o personagem Geraldinho, que é uma versão light (no traço e na temática) do seu personagem Geraldão.

Era adepto do Santo Daime, e foi padrinho fundador da igreja animista Céu de Maria, que ficava em sua casa em Osasco.

Estilo

Com um humor ácido, piadas rápidas, traços limpos, "ultrassofisticado no pensamento" e com "um jeito particular, que unia inocência e malícia", Glauco colaborou para a modernização do projeto gráfico e do estilo dos cartoons brasileiros em período coincidente com o do advento de uma geração pós-ditadura.

Os trabalhos do cartunista expressavam "o singelo, uma expressão quase infantil", em resultado que mostrava a valorização do sentido urgente do humor.

A abordagem dos seus trabalhos era o cotidiano e a sua degradação. Problemas conjugais, neurose, solidão, drogas e violência urbana eram retratadas "sempre com graça e compaixão".

O nome de Glauco sempre esteve associado aos de Angeli e Laerte, "a santíssima trindade dos quadrinhos brasileiros", pela afinidade e por trabalharem no mesmo jornal durante 25 anos.

Morte

Glauco foi assassinado em Osasco na madrugada de 12/03/2010. Seu advogado divulgou à imprensa que o crime ocorrera durante uma tentativa de assalto seguido de sequestro: ele teria negociado com os bandidos, que o levariam e deixaram sua mulher e os dois filhos. Enquanto saíam de casa, um outro filho de Glauco (Raoni, de 25 anos) chegou ao local e tentou dissuadir os assaltantes, que atiraram e mataram pai e filho.

Esta versão foi posteriormente desmentida pela polícia que, após colher depoimentos das testemunhas do crime, chegaram ao nome do universitário Carlos Eduardo Sundfeld Nunes. Armado com uma pistola automática e uma faca, o suspeito teria chegado ao local disposto a levar Glauco e sua família para a casa de sua mãe em São Paulo com o objetivo de afirmar à mulher que ele era Jesus Cristo. Glauco tentou negociar para ir sozinho, e chegou a ser agredido. No momento da discussão, porém, Raoni chegou de carro. Em seguida, Carlos Eduardo atirou contra pai e filho, por motivos ainda não esclarecidos.

O universitário foi detido na Ponte da Amizade na madrugada de 15 de março enquanto tentava fugir para o Paraguai e, confrontado pela polícia, confessou o crime.

Glauco e Raoni foram enterrados no cemitério Gethsêmani Anhanguera, zona norte de São Paulo.

Fonte: Wikipédia