Dirce Camargo

DIRCE NAVARRO DE CAMARGO
(100 anos)
Empresária

* (1913)
+ São Paulo, SP (20/04/2013)

Dirce Navarro de Camargo foi uma empresária brasileira, viúva do empreiteiro Sebastião Camargo, dona e matriarca atrás do conglomerado Grupo Camargo Corrêa em São Paulo.

A discreta comandante do conglomerado Camargo Corrêa, Dirce Navarro de Camargo, foi considerada a mulher mais rica do Brasil, com patrimônio líquido de US$ 13,1 bilhões (cerca de R$ 26,3 bilhões), de acordo com ranking de bilionários da Bloomberg. Com isso, ela ocupava a posição de 59ª mulher mais rica do mundo, segundo o levantamento.

A companhia foi fundada em 1939 por seu falecido marido, Sebastião Camargo, e atualmente é controlada pelo Morro Vermelho Participações, com divisão igualitária entre as três filhas do casal: Regina de Camargo Pires Oliveira Dias, Renata de Camargo Nascimento e Rosana Camargo de Arruda Botelho. No entanto, elas não estão no comando das empresas, que é feito por administradores profissionais.

A fortuna de Dirce Camargo tem crescido desde a morte de Sebastião Camargo, em 26/08/1994. Em junho a companhia se envolveu em mais um grande negócio e, em uma transação de € 3 bilhões, adquiriu 95% de participação na empresa portuguesa Cimpor.


Controladora

Um porta-voz da empresa confirmou que Dirce Camargo era a controladora da fortuna da família, que não tem os valores revelados. Contudo, ela não estava a frente dos negócios, e somente esteve sentada na cadeira da presidência por um curto período logo após a morte do marido.

Após conquistar a medalha de bronze dos bilionários brasileiros, ela ficou a frente do banqueiro Joseph Safra, que, segundo o ranking, tem uma fortuna de US$ 10,4 bilhões. A medalha de ouro brasileira segue com Eike Batista, com US$ 21,1 bilhões, e a de prata pertence ao investidor Jorge Paulo Lemman, da Inbev, com US$ 17,2 bilhões.


Controlada

O braço de construção civil do grupo, pelo qual ficou conhecido por suas obras, que participou, inclusive, da construção de Brasília, está presente na construção da Usina de Belo Monte, no Pará e Usina do Jirau em Rondônia, responsáveis por aproximadamente 30% da receita total do grupo de R$ 17,3 bilhões no ano passado.

A família Camargo Corrêa mantém participação de 26% na Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), somando o valor de US$ 2,8 bilhões, 17% na Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR) avaliada em US$ 2,6 bilhões, além de participação majoritária na Alpargatas, no valor de US 1,1 bilhão.

Morte

Dirce Navarro de Camargo, morreu na noite de sábado, 20 de abril de 2013, em casa, aos 100 anos.

Sebastião Camargo

SEBASTIÃO FERRAZ DE CAMARGO PENTEADO
(84 anos)
Empresário

* Jaú, SP (25/09/1909)
+ São Paulo, SP (26/08/1994)

Sebastião Ferraz de Camargo Penteado foi um empresário brasileiro, fundador da construtora Camargo Corrêa. Era filho de fazendeiros e em 1926, seu pai morreu deixando os dez filhos órfãos e o dinheiro se esvaeceu.

Sebastião Camargo estudou só até o terceiro ano primário e aos 17 anos, aprendeu a transportar terra retirada de construções usando uma carroça puxada por um burro. Tomou gosto pelo negócio e, em 1939, comprou duas carroças. Com a pá em punho e as rédeas nas mãos, Sebastião Camargo ajudou a construir as estradas que se multiplicavam pelo interior de São Paulo.

Logo aprendeu terraplenagem e se transformou num modesto empreiteiro. Quando conheceu o advogado Sylvio Brand Corrêa, em 1939, abriu com ele uma pequena construtora, a Camargo Corrêa & Cia Ltda Engenheiros e Construtores, com um capital de 200 contos de réis.

Em 1940, Sebastião Camargo adquiriu um trator, o que significou grande vantagem tecnológica em relação à concorrência.

Sebastião Camargo e Juscelino Kubitschek
Nos anos 50, a construção de Brasília era o sonho do empreiteiro. Ao participar da licitação, ouviu de um assessor do presidente Juscelino Kubitschek que a Camargo Corrêa não tinha máquinas em número suficiente para encarar as obras da nova capital. "Pois então me dê três dias e eu provo que o senhor está enganado", respondeu, contrariado. Quando o prazo expirou, o empresário desfilou pelo cerrado com mais de 100 tratores vindos de seus canteiros de São Paulo, Rio de Janeiro e Goiás. Coube à Camargo Corrêa a abertura de várias estradas que possibilitaram o acesso à capital federal.

Em 1960, Juscelino Kubitschek sugeriu que Sebastião Camargo construísse um moinho de trigo para abastecer Brasília. Preocupado com o rigor técnico que a tarefa exigia, ele trouxe um especialista da Suíça para garantir a qualidade do serviço. Batizou-o de Moinho de Trigo Jauense.

Em 1962, quando a empreiteira construiu a hidrelétrica Usina Hidrelétrica Engenheiro Sousa Dias, também conhecida por Usina de Jupiá, no Rio Paraná, uma das maiores do Brasil, concluída em 1968, o tamanho da obra obrigou que uma cidade fosse construída ao seu redor para alojar os 12 mil funcionários.

Nos anos 70, a construtora entrou na licitação para as obras da Ponte Rio-Niterói e tirou o segundo lugar. Mortes de pedreiros e desmoronamentos em meio à construção obrigaram o presidente Emílio Garrastazu Médici a pedir ao empreiteiro que assumisse a obra. "Pois não, senhor presidente, mas vou fazer do meu jeito. Vou começar derrubando tudo e partir do zero", respondeu Sebastião Camargo.


Grupo Camargo Corrêa

A Camargo Corrêa & Cia Ltda. Engenheiros e Construtores foi responsável por mais de mil obras, incluindo as rodovias Imigrantes e Bandeirantes, o gasoduto Brasil-Bolívia, além da Usina Nuclear de Angra I e as hidrelétricas de Ilha Solteira, Itaipu e Tucuruí.

A partir dos anos 1990, o empresário passou a fazer parte da lista de bilionários da revista Forbes e sua fortuna pessoal foi avaliada em US$ 1,3 bilhão. Foi casado com Dirce Camargo, falecida em  20/04/2013, e teve três filhas, Rosana Camargo de Arruda Botelho, Renata de Camargo Nascimento e Regina de Camargo Pires Oliveira Dias.

Após a sua morte por Insuficiência Respiratória em 1994, o controle da Holding Morro Vermelho, que abrangia 34 empresas dos mais variados setores, incluindo agricultura, siderurgia, têxtil, alumínio e transporte, passou para os genros, Fernando de Arruda Botelho, Luiz Roberto Ortiz Nascimento e Carlos Pires Oliveira Dias.

Fernando Botelho faleceu em 13/04/2012 em acidente aéreo na cidade de Itirapina, interior de SP. O atual presidente do grupo é Luiz Roberto Ortiz Nascimento.


Curiosidades

  • O astuto Bastião, como era chamado pelos mais íntimos, ou China, para a maioria, devido aos traços orientais de seus olhos, não admitia homem barbudo, cabeludo ou desquitado na firma.
  • Sempre com um cachimbo na boca, Sebastião Camargo reservava os fins de semana para se atirar no mato. Não era raro ele se aventurar em caçadas no Mato Grosso. Podia-se medir a paixão observando a coleção particular de animais empalhados na fazenda em Jaú. Pelo menos uma vez por ano embrenhava-se em alguma selva africana. Tudo mudou radicalmente em 1988, quando o caçador quase virou caça. Ao deparar-se com um leão, ele mirou a fera e errou o alvo. Foi salvo por pouco e passou a se dedicar à criação de javalis, patos, gado e cavalos.
  • Na construção de Itaipu, houve quase um atrito diplomático. A Camargo Corrêa não havia sido aceita para a obra do lado brasileiro. O ditador paraguaio Alfredo Stroessner, amigo de pescaria do construtor, protestou: "Onde está Don Sebastián?" Ameaçou melar o negócio, obrigando o governo brasileiro a contratar a Camargo Corrêa.

Fonte: Wikipédia

Kátia Regina

KÁTIA REGINA
(19 anos)
Dançarina

* (1953)
+ (1972)

Kátia Regina estreou no programa do Chacrinha em 1969, aos 16 anos, levada pela amiga chacrete Vera Furacão. Deixou o programa e foi ser silvete no programa do Silvio Santos, juntamente com outras chacretes.

Retornou ao programa do Chacrinha e num dos shows do Velho Guerreiro levou um tombo. Com o tempo essa lesão foi transformada num câncer, só que ela não sabia e continuava trabalhando. Tomava remédios para anestesiar as dores. Em seguida, traumatizou o joelho e a amputação da perna foi feita.

Trabalhou pouco tempo como secretária do apresentador Flávio Cavalcanti. Meses depois, voltou a ser internada, tentou amputar a outra perna mas, o câncer havia tomado-lhe todo o corpo.

Houve uma comoção quanto a seu estado. O cantor Roberto Carlos fez um show em seu benefício. No Natal de 1972, comemorou no hospital seu último aniversário e no dia seguinte faleceu pela manhã, aos 19 anos.

Em seu velório, seu rosto foi maquiado pela chacrete Lucinha Apache.

Fonte: As Chacretes

Caju

JOSÉ ALBERTINO DA SILVA
(39 anos)
Cantor

☼ São Lourenço da Mata, PE (15/04/1962)
┼ Recife, PE (08/06/2001)

José Albertino da Silva fazia dupla com o irmão José Roberto da Silva. Eram conhecidos pelo nome artístico de Caju & Castanha, uma dupla brasileira de embolada, naturais de São Lourenço da Mata, PE.

Castanha, José Roberto da Silva, nasceu a 05/04/1967, e Caju, José Albertino da Silva, a 15/04/1962. A dupla Caju & Castanha foi criada pelos irmãos ainda na infância, quando apresentavam-se em feiras e praças de Pernambuco em Jaboatão dos Guararapes, tocando pandeiros feitos com lata de marmelada. O nome da dupla foi dado por um prefeito de Jaboatão chamado Severino Claudino.

Em 1975, os irmãos fizeram uma participação do documentário "Nordeste: Cordel, Repente, Canção", da cineasta Tânia Quaresma. A partir desse momento, surgiu o seu primeiro disco com participações especiais de Zé Ramalho e Elba Ramalho.

José Roberto da Silva e José Albertino da Silva
No começo da década de 1980, os irmãos mudam-se para São Paulo, onde inicialmente se apresentavam em ônibus, participando do movimento de arte urbana da cidade. Entre outros artistas, Caju & Castanha foram retratados em filmes como "Style Wars" (1983), além de inúmeras aparições na televisão, rádio, livros e revistas.

Em 1981, gravam o seu segundo disco, "Embolando na Embolada". Na década de 80, convidados a se apresentarem no programa "Som do Brasil", permaneceram apresentando por cinco anos, ao lado de Rolando Boldrin e Lima Duarte.

No ano de 1993, a dupla passou a ser conhecida nacionalmente através da embolada "Ladrão Besta e o Ladrão Sabido". Em 1997, a história da dupla foi contada no documentário "Som da Rua - Caju e Castanha", uma co-produção da TVE Brasil.

José Albertino da Silva e José Roberto da Silva
O cantor Caju morreu na sexta-feira, 08/06/2001, aos 39 anos, por insuficiência respiratória, no Hospital do Câncer, em Recife, PE. Caju estava com um câncer no cérebro.

O último trabalho do artista foi o CD "Vindo Lá da Lagoa", lançado no ano de 2000 pela gravadora paulistana Trama. Seu último show havia ocorrido em 2000, na edição do Festival Abril Pro Rock. Em seu lugar, entrou seu sobrinho Ricardo Alves da Silva.

No ano de 2002, a dupla estrelou o curta-metragem "A Saga dos Guerreiros Caju e Castanha Contra o Encouraçado Titanic", dirigido por Walter Salles, que integrou o longa-metragem "Chacun Son Cinéma", no qual 35 diretores comemoram os 60 anos do Festival de Cannes.

Discografia

  • 1978 - Nordeste, Cordel, Repente e Canção
  • 1981 - Embolando na Embolada
  • 1983 - Nossa Vida, Nossa História
  • 1984 - Álbum de Família
  • 1985 - Sensação Estranha
  • 1987 - Na Pancada do Ganzá
  • 1990 - No Meio da Multidão
  • 1993 - Solidão de um Caminhoneiro
  • 1995 - Brasil Tributo
  • 1998 - Caju & Castanha Ao Vivo (Gema)
  • 1999 - As Melhores de Caju & Castanha (Copacabana)
  • 2000 - Vindo Lá da Lagoa (Trama)
  • 2001 - Super Duelo (Polysom)
  • 2002 - Andando de Coletivo (Trama)
  • 2003 - Professor de Embolada (Trama)
  • 2004 - Recado a São Paulo (Trama)
  • 2005 - Embolando no Futebol (Trama)
  • 2005 - Caju & Castanha ao Vivo (Trama)
  • 2006 - Levante a Taça (Trama)
  • 2007 - Professor de Embolada II (Trama)
  • 2008 - 20 Sucessos (Nany CD's)
  • 2009 - Sorria Você Está Sendo Filmado (Nany CD's)
  • 2009 - As 15 Mais (W Disk)
  • 2010 - Festival de Emboladas (Trama)

Videografia

  • 2000 - Programa Ensaio (DVD)
  • 2005 - Caju & Castanha Ao Vivo no Centro de Tradições Nordestinas (DVD)

Fonte: Wikipédia

Mário Kozel

MÁRIO KOZEL FILHO
(18 anos)
Soldado

* São Paulo, SP (06/07/1949)
+ São Paulo, SP (26/06/1968)

Mário Kozel Filho nasceu em 06/07/1949, em São Paulo.  Era filho de Mário Kozel e Therezinha Vera Kozel. Tinha uma irmã, Suzana Kozel Varela, e um irmão, Sidney Kozel, com 14 anos de idade. Seu pai era gerente na Fiação Campo Belo, onde ele também trabalhava, antes de ingressar no Exército. À noite, frequentava as aulas no Instituto de Educação Ênio Voss, no  Brooklin. Cursava o antigo colegial. Era muito prestativo, gostava de ajudar a todos, principalmente os mais necessitados. Tomava  parte do Grupo Juventude, Amor, Fraternidade, fundado pelo padre Silveira, da Paróquia Nossa Senhora da Aparecida, no bairro de Indianópolis, do qual faziam parte mais de 30 jovens. O símbolo do grupo, uma rosa e um violão foi idealizado por Mário Kozel, que era carinhosamente chamado de Kuka.

Aos 18 anos teve que deixar de freqüentar as aulas e de trabalhar para iniciar, nas fileiras do Exército, o serviço militar obrigatório. Foi designado para a 5ª Companhia de Fuzileiros do Segundo Batalhão, no 4º Regimento de Infantaria, Regimento Raposo Tavares, em Quitaúna. No quartel, a partir de 15/01/1968, passou a ser o soldado nº 1.803. Soldado exemplar, durante sua vida militar cumpriu  o seu dever com o Exército e com o Brasil.

Quando o soldado Mário Kozel Filho e seus colegas assumiram o serviço de guarda no Quartel General do II Exército, hoje  Comando Militar do Sudeste, no Ibirapuera, em São Paulo,  foram instruídos quanto aos procedimentos em caso de um ataque às instalações do quartel. Todos estavam tensos e ansiosos. Mal sabiam que um grupo de dez terroristas, entre eles duas mulheres, rodavam em um pequeno caminhão, carregado com 50 quilos de dinamite, e mais três Fuscas, na direção do Quartel General. Tinham a missão de causar vítimas e danos materiais ao Quartel General. Tinham por objetivo a propaganda da luta armada. Por medo e por covardia, não tiveram a coragem de atacá-lo de outro modo que não fosse por um ato de terror.

Fanatizados, seguiam os ensinamentos de seu líder, Carlos Marighella que, no seu Mini-manual dizia:

"O terrorismo é uma arma a que jamais o revolucionário pode renunciar."
"Ser assaltante ou terrorista é uma condição que enobrece qualquer homem honrado."

Mário Kozel Filho foi morto em um ataque praticado pela Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) ao Quartel General do II Exército, o atual Comando Militar do Sudeste, na cidade de São Paulo, durante o governo do marechal Costa e Silva, segundo presidente do Brasil durante o regime militar (1964-1985).

A Ação

No dia 26/06/1968, como sentinela, Mário Kozel zelava pela segurança do Quartel General, no Ibirapuera. Às 04:30 hs, ele estava vigilante em sua guarita. A madrugada era fria e a visibilidade pouca. Nesse momento, um tiro foi disparado por uma sentinela contra uma camioneta Chevrolet que desgovernada tentou penetrar no quartel. Seu motorista saltou do veículo em movimento, após acelerá-la e direcioná-la para o portão do Quartel General.

O soldado Rufino, também sentinela, disparou 6 tiros contra o mesmo veículo que finalmente bateu na parede externa do quartel. Mário Kozel saiu do seu posto e correu em direção ao carro para ver se havia alguém no seu interior. Havia uma carga com 50 quilos de dinamite que segundos depois, explodiu e espalhou destruição e morte num raio de 300 metros. O corpo de Mário Kozel foi dilacerado. Seis militares ficaram feridos: o coronel Eldes de Souza Guedes e os soldados João Fernandes de Souza, Luiz Roberto Juliano, Edson Roberto Rufino, Henrique Chaicowski e Ricardo Charbeau. Foi mais um ato terrorista da organização chefiada por Carlos Lamarca, a Vanguarda Popular Revolucionária (VPR).

No atentado foram utilizados três automóveis Volkswagen Fusca e uma camionete. O atentado só não fez mais vítimas porque o carro-bomba não conseguiu penetrar no Quartel General por ter batido em um poste.

Participaram deste crime hediondo os seguintes terroristas:

  • Waldir Carlos Sarapu ("Braga", "Rui")
  • Wilson Egídio Fava ("Amarelo", "Laercio")
  • Onofre Pinto ("Ari", "Augusto", "Bira", "Biro", "Ribeiro")
  • Eduardo Collen Leite ("Bacuri", "Basilio")
  • Diógenes José Carvalho de Oliveira ("Leandro", "Leonardo", "Luiz", "Pedro")
  • José Araújo de Nóbrega ("Alberto", "Zé", "Pepino", "Monteiro")
  • Oswaldo Antônio dos Santos ("Portuga")
  • Dulce de Souza Maia ("Judith")
  • Renata Ferraz Guerra de Andrade ("Cecília", "Iara")
  • José Ronaldo Tavares de Lira e Silva ("Dias", "Joaquim", "Laurindo", "Nunes", "Roberto Gordo", "Gordo")
  • Pedro Lobo de Oliveira ("Getúlio", "Gegê").

Homenagens

Em decreto de 15/07/1968, Mário Kozel foi admitido no grau de cavaleiro no quadro ordinário do Corpo de Graduados Efetivos da Ordem Post-Morten da Ordem do Mérito Militar, pelo presidente da república Costa e Silva, que era o grão-mestre daquela ordem. Em consequência desse decreto, foi promovido, post-mortem, à graduação de 3º sargento e sua família passou a receber a pensão correspondente a este posto.

Em sua homenagem, a avenida que passa em frente ao Comando Militar do Sudeste passou a ter o nome de "Avenida Sargento Mário Kozel Filho".

Em 20/08/2003, através da lei federal nº 10.724, os pais de Mário Kozel Filho foram indenizados com uma pensão mensal de R$ 300,00 e depois aumentada para R$ 1.140,00, pela lei federal nº 11.257 de 27/12/.

Em 2005, os deputados Elimar Máximo Damasceno e Jair Bolsonaro apresentaram um projeto de lei (PL-5508/2005), na Câmara dos Deputados, que inscreve o militar Mário Kozel Filho no Livro dos Heróis da Pátria. Jair Bolsonaro apresentou também um projeto de lei (PL-1446/2007) promovendo-o, ao posto de capitão, o que possibilitaria aumento da pensão recebida pelos pais de Mário Kozel.

Fernanda Terremoto

MARIA APARECIDA FERNANDES
(42 anos)
Dançarina e Cantora

* (1961)
+ (2003)

Fernanda Terremoto fez parte do elenco das chacretes lançadas no programa do Chacrinha, quando ele estreou na TV Bandeirantes em 1978. Seu nome verdadeiro era Maria Aparecida Fernandes e nasceu em 1961.

Antes de ser chacrete Fernanda estudava, era modelo fotográfico e manequim. Estudou teatro com Jaime Barcelos e dança com Elza Prado.

Lisete e Fernanda Terremoto
Sempre viajava para fazer shows pelo exterior e, posou para várias revistas.

Se engana quem pensa que a Rita Cadillac foi a única chacrete que seguiu carreira de cantora. Em 1984, outra grande estrela do programa do Velho Guerreiro também resolveu se enfiar no mundo da música. Era ela a voluptuosa Fernanda Terremoto. Em setembro de 1984 Fernanda Terremoto deu uma nova direção a sua carreira artística e no dia 15 do mesmo mês participou de seu último programa como chacrete pois na semana seguinte seria lançada como cantora.

Na época, Fernanda Terremoto era uma das mais famosas bailarinas de programa, e gravou o compacto "Eu Quero Te Amar" uma composição de Tim Maia feita especialmente para ela, e a canção "Tarde". Os arranjos foram assinados pelo maestro Waldir Miranda, o Mirandinha e a produção foi de Robson Sé. Logo em seguida, saiu o álbum "Frico-Fricote". Apesar de aparecer em alguns programas de auditório de grande audiência Fernanda Terremoto infelizmente não conseguiu nem de longe repetir o mesmo sucesso que Rita Cadillac e ficou só pra história.

Fernanda Terremoto e Maurício Mattar
Fernanda Terremoto lançou seu disco no programa do Chacrinha, se apresentou no Bolinha, no "Viva a Noite" de Gugu Liberato, no Moacyr Franco e no programa do Sérgio Mallandro.

No auge do sucesso, atuou no filme "Made in Brazil" (1985), e no ano seguinte foi eleita a Rainha do Baile da Televisão do Clube Monte Líbano no Rio de Janeiro, ao lado do Rei Maurício Mattar.

Em 1985 Fernanda Terremoto chegou a ser considerada Melhor Cantora Revelação do ano pela crítica profissional. Em 1987 desapareceu do meio artístico.

Fernanda Terremoto faleceu no ano de 2003 vítima de AIDS. Nem de longe ela lembrava a gloriosa chacrete.